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PROENG CURSOS DE APERFEIÇOAMENTO PARA ENGENHEIROS, ARQUITETOS E ESTUDANTES.

CURSO PROJETO ESTRUTURAL NO


SOFTWARE EBERICK
MATERIAL DE APOIO DO CURSO.

Versão V8 – Atualizado em 01/01/2020


PROENG DESDE 2017.
PRINCIPAIS NORMAS:
PRINCIPAIS NORMAS
• NBR 6118:2014 – Projeto de estruturas de concreto — Procedimento.
• NBR 6120:2019 – Cargas para o cálculo de estruturas de edificação.
• NBR 6122: 2019 - Projeto e execução de fundações.
• NBR 6123:1988 - Forças devido ao vento em edificações.
• NBR 8681:2003 - Ações e segurança nas estruturas - Procedimento
ALGUMAS CONFIGURAÇÕES DO
SOFTWARE:
• Menu Configurações:
1. Ações: Ver tabela 11.1 da NBR 6118:2014 (pág 65)
2. Análise: Limites de nó semirrígidos, torção de compatibilidade entre
outros.
3. Dimensionamento (diversos parâmetros normativos, conforme nos
próximos slides).
A. Flechas: tabela 13.3 (pág 78)
4. Materiais e durabilidade: Utilizar a tabela 6.1 (pág 17)
5. Vento: Conforme NBR 6123 (e características da edificação e terreno).
6. Sistema: Definir unidades de trabalho etc.
CONFIGURAÇÕES DE AÇÕES
• Ψ0: valor utilizado para a redução do valor da ação acidental quando não
for principal para a combinação, considerando baixa a probabilidade de
ocorrência simultaneamente às demais ações acidentais;
• Ψ1: fator de redução da ação acidental para estado limite de serviço para
combinações frequentes;
* (Verificar Flechas - VISUAL)
• Ψ2: fator de redução da ação acidental para estado limite de serviço para
combinações quase permanentes.
*(Verificar Flechas – Após a construção das paredes por exemplo)
CONFIGURAÇÕES DE MATERIAIS E
DURABILIDADE:

DETALHE “d” →
45mm no solo
PRÉ DIMENSIONAMENTO DOS
ELEMENTOS
• LAJES
LAJES MACIÇAS
MACIÇAS:

Porém respeitar os mínimos da NBR 6118:2014:


• 7 cm para lajes de cobertura que não estejam em balanço;
• 8 cm para lajes de piso ou lajes de cobertura em balanço;
• 10 cm para lajes em balanço;
• 10 cm para lajes que suportem veículos de peso total inferior
ou igual a 30kN;
• 12 cm para lajes que suportem veículos de peso total maior
que 30kN;
VIGAS
VIGAS:

RESPEITANDO O MÍNIMO DE 12 CM PARA VIGAS E 15 CM PARA VIGAS PAREDE (ITEM 13.2.2 DA NBR 6118).
PILARES
PILARES:

O pré-dimensionamento dos pilares é realizado, entre outras formas,


por área de influência.
Considerando a resistência do concreto e carga de 1 t/m².
*Não muito prático
Respeitar os limites da NBR itens 13.2.

OBS: O software multiplica


automaticamente pelos coeficientes

Seção mínima de 360 cm²


RELEMBRANDO ALGUNS CONCEITOS
MOMENTO DE INÉRCIA:

❑Nada mais é do que a dificuldade em girar o corpo em torno do


próprio eixo.

Ix = (b*h^3)/12 = xx mm^4
RIGIDEZ:

❑RIGIDEZ É A RESISTÊNCIA DE UM CORPO À DEFORMAÇÃO POR UMA FORÇA


APLICADA.

➢ Elementos mais rígidos tendem a “puxar” mais os esforços:

➢ A rigidez comanda o dimensionamento de estruturas de concreto.

➢ RELAÇÃO RIGIDEZ X MOMENTO DE INÉRCIA

RIGIDEZ EM VIGAS/PILARES/LAJES → E.I/L


CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
• A concepção estrutural é uma etapa muito importante.
• Geralmente se inicia a concepção estrutural pelo pavimento tipo.

• Pode começar lançando os pilares nos cantos, e nos locais que se repetem em todas os
pavimentos, tais como: elevador, escada etc.

• Vãos ideais:
• Menor que 3 metros → Estrutura pode ficar superdimensionada
• Vãos entre 4 a 6 metros → Melhor CustoxBenefício
• Vãos maiores que 12 metros → Baixo CustoxBenefício

• Balanços podem tornar a estrutura mais eficiente.

**MAS SEMPRE CUIDANDO AS DICAS DOS PRÓXIMOS SLIDES.


o
PILARES: dos Pilares
*Espaçar os pilares de forma constante, para evitar um “momento de
equilíbrio”.

PILARES MAL ESPAÇADOS→

PILARES BEM ESPAÇADOS→


PILARES:

*Travar os pilares diminui o momento de segunda ordem devido à esbeltez.


*As lajes também travam os pilares (se forem rígidas o suficiente).
*Buscar formar pórticos (Maior rigidez para a edificação).
**Lembre-se, quanto mais esbelto um pilar, mais momento deverá ser considerado.
Esbeltez dos pilares
Lx = comprimento destravado na direção analisada.
A = área da seção
Ix = inércia na seção analisada.

O eberick faz cálculo de pilares com esbeltez inferior a 90.


Com módulo especial ele faz até 140.
PILARES:

Deixar a maior inércia para o maior


momento.

*Momento ocorre em torno do eixo.


VIGAS:
Vigas
*De preferência sempre onde houver paredes. (NÃO
NECESSARIAMENTE)

*Evitar vigas que só se apoiam em vigas. (QUANDO DER VER O


TIPO DE LAJE)
Quando rotular viga?
• 2 casos, segundo à NBR 6118:2014

• Torção de equilíbrio. Viga V1


NÃO PODE ROTULAR

**Quando você rotula “você cria um apoio


do tipo duplo” sem transferir momento.

Torção de compatibilidade → VIGA V2


ESSA PODE
CONDIÇÕES DE APOIO:

❑ Engaste (Apoio Rígido): Transfere momento fletor ao apoio.

❑ Apoio Duplo: Transfere força horizontal e vertical.

Em concreto armado monolítico:


1. As ligações entre pilares e vigas, são tomadas como engastadas.
2. As ligações entre as lajes e vigas, são tomadas como do tipo duplo.
DIMENSIONAMENTO → VIGAS:
DIMENSIONAMENTO → PILARES:

RIGIDEZ APROXIMADA 15.8.3.3.3


FUNDAÇÕES:

• O eberick dimensiona:
• Sapata/Sapata de divisa.
• Bloco sobre estacas.
• OBS: O software não dimensiona as estacas.
SAPATAS:

• O EBERICK DIMENSIONA.

• Você só tem que entrar com os dados de


resistência do solo.

• Em configurações -> Dimensionamento ->


Sapatas
ESTACAS:
ESTACAS
• A resistência das estacas deve ser dimensionada
externamente e inserida no software.
• Insere-se a estaca em:
• configurações → dimensionamento → blocos → propriedades
FUNDAÇÕES EM DIVISA:

Se usar sapata deve travar com VIGA


ALAVANCA (EBERICK NÃO DIMENSIONA)

Outra alternativa para divisa é o uso de


VIGAS DE EQUILÍBRIO

SAPATAS DE DIVISA:

• Não recomendo o uso.

• Caso você tenha desejo em usar.


• Buscar reduzir as excentricidades devido
à divisa:
• Lembre-se DEIXAR O A MAIOR QUE O B:
• DICA LADO MAIOR 2X QUE O LADO MENOR.
• VÁ EM SAPATAS → SEÇÃO → FIXAR B,
ESTACAS
ESTACAS NA DIVISA:

• Trata-se da mesma maneira que as sapatas


(com viga de equilíbrio).

• Recue a estaca em relação à divisa


(recomendado 1 diâmetro)
ESTACAS
ESTACAS(EXECUÇÃO):
Estacas com trado (Elétrico ou a gasolina): Estacas escavadas (Obras médias):

Essas estacas, mais comum para pequenas obras.


• Diâmetros usuais (Bobcat e retro): 30 a 60cm
• Profundidade usual (Bobcat e retro): 5~6m
Essas estacas, mais comum para pequenas
obras. *Porém, consulte o executor, pois alguns tem diâmetros
Diâmetros usuais: 30 cm maiores (80 a 100 cm)
Profundidade usual: 3m
*Porém, consulte o executor, pois alguns OBS: Valores para diâmetros de 30 e 40 geralmente ficam
chegam a 6 metros e diâmetro de 40 cm próximo dos 20 reais o metro escavado
VINCULAÇÃO DA FUNDAÇÃO:
• Engastada: Usado nas seguintes situações (menor armadura nos
pilares)
• Sistemas de contraventamento tais como núcleos estruturais e pórticos rígidos;
• Estruturas tubulares que combatem a torção e os esforços horizontais gerados pela ação do vento;
• Estruturas que apresentam deslocamentos horizontais excessivos no topo dos pilares;
• Nas situações em que a utilização de outro vínculo tornaria a estrutura hipostática, como no caso de lançamento de pilar isolado.

• Vínculo de apoio Rotulado (maior armadura nos pilares)


• Solos com baixa capacidade de suporte;
• Situações em que se tem poucas informações referentes as características do solo;
• Estrutura com poucos deslocamentos horizontais ou possíveis de serem controlados através do enrijecimento dos pórticos da
estrutura;
DETALHE LANÇAMENTO
LAJES MACIÇAS: DE LAJES
MACIÇAS:
• Posicionar “lx” para o menor vão.

• Nas lajes armadas em duas direções, as duas armaduras são


calculadas para resistir os momentos fletores nessas direções.

• As denominadas lajes armadas em uma direção, na realidade,


também têm armaduras nas duas direções. A armadura
principal, na direção do menor vão, é calculada para resistir o
momento fletor nessa direção, obtido ignorando-se a
existência da outra direção. Portanto, a laje é calculada como
se fosse um conjunto de vigas-faixa na direção do menor vão.
LAJE PRÉ-MOLDADA
LAJES PRÉ MOLDADAS:

• Posicionar “lx” para o menor vão.

• As lajes pré moldadas não necessitam ser


dimensionadas pelo Software. O fornecedor da laje
dimensiona e lhe entrega ART.

• No entanto ela deve “passar” no software para que o


mesmo encaminhe as cargas necessárias.

. Cuidado com as cargas de parede para não


sobrecarregar uma vigota.
• CONCENTRAÇÃO DE ESFORÇOS EM LAJES:
• Lajes maciças com formatos irregulares, ou em regiões
próximos aos pilares (alta rigidez), podem ter picos de
esforços!
• PLASTIFICAÇÃO DOS APOIOS:
• Serve para redistribuir os momentos negativos (mesmo
critério de nós semirrígidos – máximo 25% de
redistribuição-, mas não os oriundos de continuidade e
sim de reentrâncias (quinas) no contorno da laje.
• ENGASTE COM REDISTRIBUIÇÃO:
• Serve para redistribuir os momentos negativos em
continuidades de lajes
• EDITOR DE GRELHAS:
• Onde se concentrarem momentos positivos, pode-se
reduzir à rigidez a flexão das barras da grelha, não há
valor normativo recomendado.
ATENÇÃO AO LANÇAR ESCADAS

• Linha pontilhada: bordo livre;


• Linha traço-ponto: apoio simples;
• Linha contínua: engastado.
OBS:
1. lembre-se de lançar a escada de cima
para baixo.
2. Engastar os patamares.
3. O software não permite engastar
escada em laje, se for engastar, lançar
invés de laje um patamar.
ATENÇÃO: LANÇAMENTO DE ESCADAS

ITEM 18.2.3 DA NBR 6118


ALGUNS ERROS DE
DIMENSIONAMENTO
EXEMPLO DE VERIFICAÇÃO
ERRO D03 - Carga negativa em pilares

Verificar o porquê, e aplicar a solução. Ou pode permitir em Dimensionamento →


Configurações → Pilares → Permitir Carga negativa.
ERRO A04 – Cg da armadura muito alto (vigas)

O item 17.2.4.1 da NBR 6118:2014, a distância do centro de gravidade da armadura longitudinal até a armadura mais afastada da linha neutra não deve
superar 10% da altura da seção da viga
Conforme adicionamos camadas nas barras da viga, sua contribuição para a resistência de peça diminui. Caso a barra seja colocada em regiões muito
elevadas, é possível que a barra não seja solicitada o suficiente para atingir a tensão de escoamento do aço, de modo que sua contribuição cai
significativamente
• Soluções:
1. Ao aumentar a altura da viga, além de diminuir a área de aço, pois tem-se uma altura útil “d” maior para a peça, a relação entre a altura da viga e a
distância entre armadura mais distante da linha neutra até ao CG da armadura também é reduzida.
2. Cabe observar que, caso se aumente a largura da viga, podem ser distribuídas mais armaduras por camada e com isso também diminuir a relação
da altura da viga com o a distância da armadura mais afastada da linha neutra ao CG da armadura
3. Habilitar armaduras com bitolas maiores
A. Quanto maior o diâmetro das barras utilizadas, menos barras serão posMecher nos parâmetros Configurações → Vigas (altura do CG), por
norma é 10%, mas você pode alterar, caso você garanta a estabilidade (ficará fora de norma).
B. posicionadas na seção.
C. Ou até mesmo usar o nó semirrígido (redistribuir o momento negativo para outro lugar). Limite de distribuição de 25% do MOMENTO E NÃO
DA RIGIDEZ.
ERRO A11 – Largura de apoio insuficiente.

Ocorre quando o comprimento de ancoragem mínimo necessário para ancorar as barras positivas tracionadas dentro dos
apoios extremos das vigas é maior que o comprimento disponível no apoio.
1. Pode se Habilitar a ancoragem em laço A ancoragem em laço (grampo) pode ser habilitada no Eberick
em Configurações – Dimensionamento – Vigas – Ancoragem – Permitir ancoragem em laço. Ao habilitar esta opção, o
Eberick vai adotar grampos quando a largura do apoio for menor que o lb,nec.
2. Habilitar ancoragem integral
A. Quando o comprimento do apoio for menor que o comprimento de ancoragem mínimo da armadura
longitudinal, lb,mín, tal armadura não poderá ser considerada para a ancoragem da viga neste apoio extremo.
Nesta situação, caso esteja habilitada a ancoragem integral, a ancoragem da viga poderá ser realizada
exclusivamente pelos grampos. Caso contrário, apresentará o erro de armadura Erro A11 - Largura do apoio
insuficiente.
3. Aumentar a largura do apoio
A. No caso de nenhuma das opções resolverem o problema de dimensionamento de ancoragem, uma outra solução
seria aumentar a largura do apoio (pilar, viga...) da viga a fim de garantir o comprimento de ancoragem necessário
(lb,nec).
ERRO D16 – Erro na armadura negativa

Este erro pode ser pelos erros já citados acima, torção, CG da armadura etc.
Nestas situações deve-se analisar o nó que está ocorrendo e verificar no. gráfico de momentos
fletores negativos. Verifique o que pode estar causando este momento exagerado
Soluções.
1. Separar a viga contínua (diminui a rigidez na ligação e consequentemente reduz o esforço de
momento negativo).
2. Diminuir o Pilar de apoio para que o momento se redistribua para o meio da viga.
3. Aumentar a altura da viga, para que sua “barriga” ganhe mais rigidez e os momentos se
redistribuam um pouco pra lá.
4. Ou até mesmo usar o nó semirrígido (redistribuir o momento negativo para outro lugar). Limite
de distribuição de 25% do MOMENTO E NÃO DA RIGIDEZ.
ERRO D10 – Força cortante
VSd maior que VRd2;

Item 17.4.2.2. da NBR


1. VSd é a força cortante solicitante de
cálculo;
2. VRd2 é a força cortante resistente de
cálculo, relativa à ruína das diagonais
comprimidas de concreto, de acordo com
o modelo adotado;
3. VRd3 é a força cortante resistente de
cálculo, relativa à ruína por tração
4. diagonal;
5. Busque redimensionar a seção (tanto
largura quanto altura, conforme as
fórmulas.
Erro A16 - Impossível calcular seção à torção

Verificar se é torção de compatibilidade ou de equilíbrio.


O item 17.5.1.2 da norma NBR 6118:2014 diz que: “Quando a torção não for necessária ao
equilíbrio, caso da torção de compatibilidade, é possível desprezá-la, desde que o elemento
tenha a adequada capacidade de adaptação plástica e que todos os outros esforços sejam
calculados sem considerar os efeitos por ela provocados”. Assim, é possível rotular as
extremidades da viga V3, de modo a reduzir as solicitações em suas vigas de apoio.

1. Pode-se rotular a ponta da viga que gera o esforço torçor.


2. Pode-se redimensionar quem sofre (aumentar a largura é mais eficiente .
3. Mudar nas configurações de análise → Redução na torção para vigas (ali é o parâmetro de
torção de compatibilidade).
ALGUNS AVISOS

• Avisos são situações das quais o projetista deve estar ciente. Eles incluem situações particulares de dimensionamento que devem ser verificadas manualmente pelo
projetista ou situações de lançamento que podem indicar um engano na inserção dos elementos.
 AVISO 10: Pilar com bitola ou nº de barras menor que no lance acima
1. Quando o pilar superior apresentar mais barras ou uma bitola maior que o inferior.
2. Pode-se desprezar este aviso, no entanto, veja como será detalhado ado lado → (com
as barras nascendo no pilar inferior).
3. Para evitar isso, vá em pilares em prumada → Aba otimização e uniformize pela maior.
• AVISO 26: POSSIBILIDADE DE INSTABILIDADE LATERAL
• As vigas de concreto armado dimensionadas à flexão, quando
não possuem travamento lateral garantido por lajes, estão
sujeitas à instabilidade lateral. Esta instabilidade é devida ao
fenômeno de flambagem da região comprimida da viga, que
incorre em deformação acompanhada da rotação da seção
transversal:
• Obs: Na prática dificilmente irá ocorrer a instabilidade lateral
para vãos comuns em vigas de CA monolítico, no entanto, o
software irá emitir o aviso para verificar de acordo com o
critério da norma.
Como um procedimento aproximado, a norma indica que
pode-se verificar a largura da seção comprimida da viga com
alguns limites, isto é:

Em outras palavras colocar a largura da viga pelo menos


40% da altura.
• AVISO 29: DETECTADA ARMADURA DE CISALHAMENTO (LAJES):
• Critério 19.4.1 da NBR 6118:2014
• Eberick não dimensiona armadura de cisalhamento em lajes, deve ser verificado
COMO PROCEDER?
1. Retire um relatório de cálculo das lajes.
2. Verifique qual a Vsd (cortante solicitante de cálculo) na laje com problema.
3. Verifique qual o Vrd (cortante resistente de cálculo).
4. Compare a diferença.
5. Vá nas grelhas das lajes, e selecione o esforço (elástico → cortantes).
6. Verifique se a Vsd encontrada é somente em uma barra da grelha.
7. Pegue as demais barras nos arredores e considere a possibilidade do esforço se
redistribuir para as demais fazendo a média das cortantes nas barras e vendo se fica
menor que o Vrd.
8. Pode-se também diminuir o espaçamento das grelhas das lajes para um cálculo mais
preciso
VERIFICAÇÃO DAS FLECHAS
PROCEDIMENTO DE CÁLCULO DAS FLECHAS NO EBERICK
1. Verificar onde está ocorrendo as flechas.
A. Lembre-se elementos em balanço (L/125).
2. Enrijecer onde está ocorrendo as flechas.
3. Por exemplo, se uma viga apresenta uma flecha no meio do vão, qual as
soluções?
A. Enrijecer o vão da viga (aumentando a altura).
B. Mudar o Fck de projeto.
C. Aumentar um dos pilares que ela se apoia, para o mesmo puxar mais esforço (mais
rígido) e reduzir o esforço na viga.
4. Caso a flecha ocorra no encontro de duas vigas, enrijecer quem serve como
apoio.
5. Caso uma laje apresente flecha, verificar se a mesma não ocorre em cima
da viga.
A. Caso a flecha ocorra perto do centro da laje, pode-se engastar em outra (dar
continuidade).
B. Caso seja em cima da viga, deve-se enrijecer a viga.

OBS: pode-se usar contra-flecha, conforme a NBR 6118, limite de L/350.


(Solução na obra).
FINALIZAÇÃO DO PROJETO:
• VERIFICAR SE TODOS OS ELEMENTOS FORAM DIMENSIONADOS;
• Menu estrutura → Dimensionar os elementos

❑ CASO POSITIVO, LEMBRE-SE DE RENUMERAR TODOS OS


ELEMENTOS ANTES DAS PRANCHAS.

❑ LEMBRE-SE DA DICA TÉRREO V100 EM DIANTE, SEGUNDO


PAVIMENTO V200 EM DIANTE.
OTIMIZAÇÃO DOS ELEMENTOS
COEFICIENTES:
“COEFICIENTES”
❑No Menu Configurações → Dimensionamento, nos elementos de pilares, vigas, lajes etc. Há a
opção coeficientes, esses coeficientes servem para o programa definir a bitola, de acordo com o
configurado:
❑Coeficientes:
• Área de Aço:
• O programa seleciona a armadura com a bitola que proporcionar a área de aço mais próxima ao
valor calculado;
• Mão de Obra:
• O programa seleciona a armadura com menor número de barras (o que proporciona menor
demanda de mão de obra);
• Diâmetro das Barras:
• O programa seleciona a armadura com barras de menor diâmetro (o que proporciona maior
facilidade no dobramento);
DETALHAMENTO
DETALHAMENTODAS
DASVIGAS:
VIGAS:

• OTIMIZAÇÃO NO DETALHAMENTO DE VIGAS:


• O SOFTWARE PODE “PICOTAR” AS BARRAS DE AÇO,
PARA GERAR “ECONOMIA “, NO ENTANTO, PODE SER
AJUSTADO.

CONFIGURAÇÕES → DETALHAMENTO → VIGAS


OTIMIZAÇÃO VIGAS:
• Espaçamento máximo para igualar barras: Este item permite
definir uma diferença máxima no comprimento de duas barras
para que sejam consideradas iguais no detalhamento. Esta opção
pode ser útil para armaduras negativas sobrepostas, que possuam
comprimento diferentes sobre os apoios.
OTIMIZAÇÃO VIGAS:
• Detalhamento com barras escalonadas: Com esta opção
habilitada o programa irá cortar as barras de acordo com o
diagrama de momentos fletores da viga, decalagem do
diagrama e o comprimento de ancoragem das armaduras,
resultando em barras com comprimentos diferentes.
OTIMIZAÇÃO VIGAS:
❑ARREDENDOR ESPAÇAMENTO ENTRE BARRAS: Por questões de
praticidade e facilidade construtivas é possível optar por
arrendondar os espaçamentos entre as barras no detalhamento.
Com este item habilitado o programa irá arredondar todos os
espaçamentos para valores múltiplos de 5.
OTIMIZAÇÃO VIGAS:

❑ INDICAR CAMADAS INDIVIDUALMENTE: Conforme ilustrado abaixo:


OTIMIZAÇÃO VIGAS:

❑ DISTÂNCIA MÁXIMA PARA UNIR: Conforme ilustrado abaixo:


OTIMIZAÇÃO VIGAS:

❑ UNIR COM CONSTRUTIVAS PARA TRECHO MENOR QUE: Conforme ilustrado abaixo:
OTIMIZAÇÃO lajes:

❑ CONFIGURAÇÕES → DETALHAMENTO → LAJES

❑ OTIMIZAR O DETALHAMENTO MARCADO/DESMARCADO


OTIMIZAÇÃO lajes:
OTIMIZAÇÃO lajes:

ARMADURAS COMPLEMENTARES:

1. ARMADURA CONTRA A FISSURAÇÃO


Esta armadura é utilizada para combater a fissuração em bordos de
lajes simplesmente apoiadas.
Sua utilização é comum para lajes com maiores vãos, onde
problemas com a fissuração próximo as regiões de apoio tendem a
ocorrer mais facilmente.
Segundo Fusco (1994), deve-se dispor de uma armadura construtiva
sobre os apoios para resistir aos momentos solicitantes que surgem
em virtude do impedimento à rotação provocado pela presença das
vigas.
A NBR 6118:2014 estabelece que para bordos de lajes sem
continuidades, a armadura mínima deverá ser pelo menos 67% da
taxa mínima (Tabela 19.1). Esta armadura deverá ainda se estender
até pelo menos 15% do menor vão da laje.
OTIMIZAÇÃO lajes:

ARMADURAS COMPLEMENTARES:

2. ARMADURA DE DISTRIBUIÇÃO

Para os casos onde as lajes são detalhadas com


armaduras negativas sobre as continuidades, o
funcionamento das barras é predominantemente
unidirecional. Para melhorar a distribuição de
esforços combatidos por essas armaduras, o Eberick
permite o detalhamento de armaduras de
distribuição, posicionadas no sentido transversal das
armaduras negativas principais.
OTIMIZAÇÃO lajes:

ARMADURAS COMPLEMENTARES:

3. ARMADURA DE BORDO LIVRE

Segundo o item 20.2 da NBR6118:2014, as bordas


livres e as faces das lajes maciças junto as aberturas
devem ser adequadamente protegidas por
armaduras transversais e longitudinais. Para cumprir
com esta prescrição normativa o programa permite
incluir detalhamento de armaduras ao longo dos
bordos livres e aberturas de lajes.
PLANTA DE LOCAÇÃO:

• Configurações → Planta de Locação

 Opções de detalhamento da planta


de locação, caso você queira habilitar
a arquitetura na planta entre,
conforme ao lado. →
PLANTA E RA (relação do aço):

Configurações → Planta e RA
1. Em planta e RA, você seleciona o tamanho das pranchas
para serem retiradas do programa.
2. Também configura a relação do aço:
A. Se quer retirar em barras ou peso ou ambos;
B. Quanto quer acrescentar a mais;
C. Se quer um resumo global, indivual.
PROJETO FINALIZADO
VERIFICAÇÃO DO CONSUMO DE
CONCRETO E AÇO DA ESTRUTURA:

1. Verificar se projetou uma estrutura econômica;


1.1 Tire um resumo dos materiais e compare:
Estrutura → Resumo dos materiais
2. Comparar com os índices abaixo:
• Consumo de concreto pela área da obra:
• Buscar ficar com menos de: 0.20m³/m² por andar.
• Consumo de aço pela área da obra:
• 15Kg/m² por andar.
• Ou buscar ficar entre 60 kg a 90 kg /m³ kg de aço por m³ de concreto.
GERAÇÃO DE PRANCHAS
QUAIS PRANCHAS DEVO GERAR!?

• PRANCHA DE LOCAÇÃO.
• PRANCHA DE FORMAS DE TODOS OS PAVIMENTOS.
• PRANCHA DETALHAMENTOS DAS FUNDAÇÕES.
• PRANCHA DE DETALHAMENTO DOS PILARES.
• PRANCHA DE DETALHAMENTO DAS VIGAS.
• PRANCHA DE DETALHAMENTO DAS LAJES.
• PRANCHA DE DETALHAMENTO DAS ESCADAS.
• A escala sai pronta do PROGRAMA
• PODE SE ALTERAR AS ESCALAS EM:
• CONFIGURAÇÕES → DETALHAMENTO (PODE ALTERAR AS ESCALAS)
• CONFIGURAÇÕES → FORMAS → PLANTA (ESCALA PRANCHAS DE FORMA)

• GERAR AS PRANCHAS:
▪ PRANCHAS DE FORMAS E CORTES DA ESTRUTURA → ESTRUTURA → GERAR
→ PRANCHAS DE FORMAS.
▪ PRANCHAS DOS ELEMENTOS ESTRUTURAIS → ESTRUTURA → GERAR →
PRANCHAS.
▪ PRANCHAS DE LOCAÇÃO → ESTRUTURA → GERAR → PRANCHAS DE FORMAS.

• PUXAR AS PRANCHAS PRO CAD


▪ LEMBRE-SE AS PRANCHAS DE FORMAS, DEVERÃO SER COTADAS.
▪ COMANDO NO CAD → ZOOM (ENTER) 1000/100XP.
Realização do projeto:
A SEGUIR SERÁ REALIZADO UM TUTORIAL BÁSICO, PARA VOCÊ
ALUNO PROENG NÃO ESQUECER ALGUMAS FERRAMENTAS DO
SOFTWARE DURANTE A REALIZAÇÃO DO SEU PROJETO.
NEM TUDO APRENDIDO DURANTE O CURSO ESTARÁ ILUSTRADO
NOS SLIDES À SEGUIR, LEMBRE-SE QUALQUER DÚVIDA VOCÊ PODE
ENTRAR EM CONTATO COM NOSSA EQUIPE E TERÁ TODO O
SUPORTE NECESSÁRIO.
Realização
DICA DE CRONOGRAMA PARA
do projeto:
REALIZAÇÃO DO PROJETO:

• 1. Concepção Estrutural:  5. Processar a estrutura;


• Onde irá colocar os pilares (seguir  5.1 Ajustar “gama z” e deslocamento da
as dicas da aula); estrutura;
• Qual tamanho de vão ficará as
vigas;  6. Verificar os elementos estruturais;
• Onde irá colocar viga, onde deixar  6.1 Pilares e fundações;
a parede sobre a laje;
 6.2 Vigas;
• 2. Lançamento dos pilares;
• 3. Lançamento das vigas;  6.3 Lajes e escadas;
• 3.1 Lançar cargas de parede sobre  7. Verificar flechas nos elementos;
as vigas;
 7.1 Vigas
• 4. Lançar as lajes;
• 4.1 Trocar a Direção “X” das lajes;  7.2 Lajes e escadas;
• 4.2 Carga de parede sobre as
lajes;
CARREGANDO A ARQUITETURA:
1. A ARQUITETURA PARA SER CARREGADA NO EBERICK V8,
DEVERÁ SER EXPORTADA EM DWG OU DFX 2007 OU
INFERIOR.
2. ABRA O SOFTWARE.
3. EXPANDA A “ÁRVORE” DE UM DOS PAVIMENTOS, ENTRE EM
ARQUITETURA.
4. NESTA TELA, VÁ EM FERRAMENTAS → LER DWG/DXF (MENU
SUPERIOR).
5. PROCURE A PASTA DA SUA ARQUITETURA E CARREGUE.
6. CORRIJA A ESCALA E POSICIONA A ORIGEM
A. FERRAMENTAS → CONVERTER PARA ESCALA.
B. FERRAMENTAS → POSICIONAR ORIGEM.
ENTENDENDO O CROQUI:
Lançar um pilar na estrutura

1. Você deve clicar onde quer colocar.


2. Após escolher a orientação (de pé ou
deitado).
3. Depois a posição em relação ao
ponto lançado.
4. Por fim, se quer deslocar em relação
ao ponto clicado.
Clicar com o botão direito sobre o pilar.
3. Copiar para outros pavimentos
1. Transformar o pilar em 2. Trocar o ponto fixo:
A. Clicar em “Copiar para outros
uma fundação A. Entrar no menu editar prumada. pavimentos”.
A. Clicar em “Converter B. Selecione onde quer colocar o B. Selecione os pavimentos que deseja
para fundação”. ponto fixo clicar no botão “mudar copiar
ponto fixo”.
LANÇAMENTO DE VIGA NO PROJETO.

1. Após pressionar “ok” escolha o


ponto onde deseja colocar a
viga.
2. Depois você de o ponto final
para a viga.
3. Por fim informe à partir desta
linha, para que lado deseja
desenhar a viga. Clicando o
mouse para o lado desejado.
4. Caso queira que a viga seja
desenhada para ambos os lados
pressione “ENTER”.
LANÇAR CARGA DE PAREDE SOBRE AS VIGAS.

1. Entre no menu superior 2. Entre no menu superior 3. Selecione as vigas e pressione


“ELEMENTOS” “ELEMENTOS” “Enter”
A. Clique em “Cargas A. Clique em “Cargas A. Caso tenha selecionado
lineares” lineares” por equívoco, pressione
“SHIFT” e selecione a viga
novamente.
LANÇAMENTO DE LAJES NO PROJETO.
1. Para lançar as lajes, o contorno da mesma deve
estar fechado por vigas ou barras. 2. Trocar direção “X”.
2. Carga de parede sobre a laje.
A. Configure a laje e “clique” onde deseja
colocar a laje. Selecione definindo dois pontos, e clique
onde inicia e onde termina a parede sobre a
laje.

Ângulo de 90º ou 0º.


Processar a estrutura.
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