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CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU

BACHARELADO EM DIREITO
JACQUELINE ALVES CAVALCANTI DE ARRUDA
9º PERIODO MANHÃ PROF(A) MARIA IVANÚCIA
DATA: 01/10/2020 MATRÍCULA 01099289

"INTERCÂMBIO DE INFORMAÇÃO
CONTRA A FRAUDE E EVASÃO FISCAIS"

O intercêmbio de informação na atual conjuntura global, é um importante


instrumento de combater a fraude e evasão fiscal.
O sigilo de informações confidenciais é sempre um assunto de bastante discurso
entre os operadores do direito, pois envolve, garantias fundamentais, como a
inviolabilidade da intimidade, além da a lei fiscal amparada pela lei.
O Sistema Tributário Nacional foi concebido como um conjunto harmônico de
princípios e regras cujo objetivo precípuo é alcançar a justiça fiscal.
As garantias e prerrogativas a acerca da lei complementar n.º 105/2001, a qual
inovou o sistema jurídico nacional ao possibilitar que as autoridades fazendárias
federais, estaduais e municipais tivessem acesso aos dados bancários de seus
contribuintes sem a necessidade de prévia autorização judicial, estaria protegida por lei
que as autoridades tributárias estariam aptas a ter acesso direito aos informes bancários
dos contribuintes investigados após o preenchimento dos requisitos cumulativos
trazidos por ambos os diplomas legais: procedimento administrativo em curso ou
instaurado.
A possibilidade das autoridades fazendárias ter acesso as informaçõe bancária,
ajuda a diminuir esse tipo de crime, embora haja discurções a respeito da violanção ao
sigilo da intimidade, protegido pela constituição. A lei complememtar proveitou-se da
flexibilidade dos direitos individuais em face dos interesses públicos, conjugando-a com
previsão contida no art. 145, §1º da Constituição Federal, para instituir uma nova prática
administrativo de forma proporcional, visto que impos alguns requisites.
Ives Gandra Martins, por outro lado, além de entender que o sigilo bancário está
inserido na Constituição Federal como um direito individual, sendo espécie da
expressão “sigilo de dados”, também alega que tal direito estaria protegido por cláusula
pétrea, não sendo passível de supressão ou alteração, tampouco sendo possível ao Poder
Judiciário permitir a quebra desse direito (MARTINS, 2000, p. 66).
Ele inspira o legislador e vincula a autoridade administrativa em toda sua
atuação, leva em consideração o interesse que se visa proteger; o direito privado contem
normas de interesse individual e, o direito público, normas de interesse público. A
supremacia do interesse púbico sobre o privado, por sua vez, está apoiada na dignidade
humana. Se a todos deve ser possível e acessível ( isonomia de direitos) o gozo de uma
vida digna, esse gozo deve ser proporcionado através de meios que possam efetivá-lo. O
interesse da maioria em detrimento do interesse pessoal de certas pessoas, ou de uma
minoria, deve prevalecer, tendo em vista o desenvolvimento de uma sociedade, através
do que é arrecadação de tribute.
A um observação ser aqui feita acrescentada, sigilo bancário é matéria sujeita à
reserva de jurisdição, podendo ser analisada a ofensa do contraditório e à ampla defesa.
Existem muitas fraudes e evasão de divisa , e um dos mecanismos que pode ser
utilizado é a informação que constam nos diversos bancos nacional e internacional.
Antes precisava ter autorização do judiciário, isso atrasava as investigações e
impossibilitava os agentes fiscais a encontra o dinheiro.
O intercâmbio de informação entre estados, em especial as entidades ( OCDE,
o GAFI e o FMI) vem contribuindo para um boa governança fiscal, pois oferece uma
lista negra de teceiros paises que não respeitam as normas mínimas de intercambio de
informação.
Hoje, o Brasil tem mais de cem paises acordos entre diveses pasises signatários,
voltados para trocas, automáticas ou até mesmo pedidos, esse medida foi tomada para
combater à fraude fiscal internacional, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e paraísos
fiscais, com o intuito de dá transparência fiscal às relações tributárias internacional.