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POLÍCIA MILITAR DE SANTA CATARINA UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA VILCLEI GEISSLER DE MOURA

EQUIPAMENTO DE ILUMINAÇAO TÁTICA UTILIZADO PELO COBRA/BOPE

Florianópolis 2009

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VILCLEI GEISSLER DE MOURA

EQUIPAMENTO DE ILUMINAÇAO TÁTICA UTILIZADO PELO COBRA/BOPE

Monografia apresentada ao Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais da Polícia Militar de Santa Catarina com especialização lato sensu em Administração de Segurança Pública, como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Administração de Segurança Pública pela Universidade do Sul de Santa Catarina.

Orientadora: Profa. Maria Lucia Pacheco Ferreira Marques, Dra.

Florianópolis 2009

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VILCLEI GEISSLER DE MOURA

EQUIPAMENTO DE ILUMINAÇAO TÁTICA UTILIZADO PELO COBRA/BOPE

Esta monografia foi julgada adequada à obtenção do título de Especialização em Segurança Pública e aprovada em sua forma final pelo Curso de Especialização em Administração de Segurança Pública, da Universidade do Sul de Santa Catarina.

Florianópolis, 27 de julho de 2009.

_________________________________________________________ Profa. e orientadora Maria Lucia Pacheco Ferreira Marques, Drª. Universidade do Sul de Santa Catarina

_________________________________________________________ Tenente Coronel PM Valdemir Cabral, Esp. Polícia Militar de Santa Catarina

_________________________________________________________ Major PM Ruy Araújo Júnior, Esp. Polícia Militar de Santa Catarina

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Dedico este trabalho a minha esposa, Eliane Brocardo Geissler de Moura, que muito me ajudou para que eu conseguisse atingir esse objetivo. Teu amor tem sido nosso oásis e nossa fortaleza, e através dele revigoro a minha energia a cada dia. Aos meus filhos Thais, Bruno e Maria Fernanda, agradeço a compreensão pelos momentos de ausência física, mas mesmo diante das dificuldades em vocês também encontrava forças para seguir o caminho que era preciso. Amo vocês.

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AGRADECIMENTOS

A Polícia Militar de Santa Catarina que oportunizou a realização do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais I – 2009, nos proporcionando o enriquecimento cultural e profissional indispensáveis a nossa atividade. Ao Maj PM Daniel do Espírito Santo Júnior, colega de turma durante o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais I – 2009, muito obrigado pelo apoio e pelos ensinamentos repassados. Ao Maj PMSC Marcelo Cardoso, Oficial de notável conhecimento na área de Operações Especiais, que acreditou e confiou no tema escolhido e a quem sempre pude recorrer, para dirimir minhas dúvidas. Ao Cap PMSC Julival Queiroz Santana, eminente Oficial de nossa Corporação, meus sinceros agradecimentos pela ajuda sem igual, na busca por informações atinentes ao tema. Ao meu grande amigo Cap PM Marcos Barreto Valença, que nunca duvidou do meu êxito. A minha orientadora, Profa. Drª. Maria Lucia Pacheco Ferreira Marques a qual esteve ao meu lado durante todo o desenvolvimento deste trabalho, mostrando sempre os melhores caminhos a serem seguidos e suas palavras de incentivo davam-me forças para continuar na árdua caminhada. A meus pais, que mesmo distante, através de preces pediam a Deus que me iluminasse, derramando bênçãos de paz, de harmonia e de fé, para que a vitória chegasse.

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Why Should I use Illumination Tools? Studies of Law Enforcement shootings clearly indicate that a high percentage of all these shooting take place during nighttime hours. In fact, more than two out of there fatal officer shootings occur during the hours of darkness or in locations where the light is diminished. Outside, you may have only the light of the stars or moon, or a street lamp a block away. When the light dims the problems can begin. These problems generally include: Navigation – Threat location Threat Identification – Threat Engagement. (KEN J. GOOD)

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RESUMO

Buscamos com o presente trabalho, mostrar a importância do Grupo COBRA/BOPE/PMSC no contexto da Segurança Pública no Estado de Santa Catarina e o grande valor técnico e tático que envolve os equipamentos de iluminação tática individual através de lanternas, na resolução de ocorrências de alto risco para as quais são designados os integrantes do Grupo COBRA/BOPE. O emprego de lanternas em situações que abranjam a baixa ou ausência de luminosidade é tão imperioso que outros fatores, como a fisiologia da visão, luminosidade, ciclo OODA entre outros são envolvidos em sua utilização que, as retiram do anonimato para a vanguarda tática operacional. A sua aparente singeleza esconde um poderoso equipamento que ajudará no fortalecimento de qualquer time tático, quando corretamente empregado.

Palavras chaves: COBRA/BOPE. Baixa luminosidade. Equipamentos.

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ABSTRACT

We seek with the present work, show the importance of the Group COBRA/BOPE/PMSC in the context of the Public Safety in Santa Catarina's State and the great technical and tactical value that involves the equipments of individual tactical illumination through lanterns, in the occurrences resolution of high risk for the which one are designated the members of the Group COBRA/BOPE. The use of flash lights in low-light conditions is so imperious that other factors, like vision physiology, brightness, cycle OODA among others are involved in its utilization withdrawing them from the anonymity for the operational tactical vanguard. Its apparent simplicity hides a powerful equipment that will help in the invigoration of any tactical team, when correctly employed.

Key words: COBRA/BOPE. Low-light. Equipments.

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LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 – Soldados da Guarda Pretoriana................................................................................38 Figura 2 – Soldados das Legiões Romanas...............................................................................39 Figura 3 – Soldado Ranger........................................................................................................41 Figura 4 – Soldados da FEB NA 2ª Guerra Mundial................................................................43 Figura 5 – Avião P-47D Thunderbolt.......................................................................................44 Figura 6 – 1º B F Esp................................................................................................................45 Figura 7 – Sd do 1º B F Esp em treinamento............................................................................45 Figura 8 – Símbolo do BOPE...................................................................................................47 Figura 9 – Cel RR PMRJ Amendola.........................................................................................47 Figura 10 – Brasão do BOPE/PMSC........................................................................................48 Figura 11 – Guarnições do BOPE/PMSC.................................................................................48 Figura 12 – Grupo COBRA em treinamento............................................................................49 Figura 13 – Pilha de Volta........................................................................................................52 Figura 14 – Pilha atual comum.................................................................................................52 Tabela 01 – Vantagens das baterias de lithium.........................................................................53 Figura 15 – Modelos de pilhas..................................................................................................54 Figura 16 – Pilha Recarregável Mod. B65................................................................................54 Figura 17 – Projeto de patente nº 223.898................................................................................55 Tabela 02 – Evolução cronológica da lâmpada........................................................................56 Figura 18 – Lanterna tubular modelo 1899...............................................................................58 Figura 19 – Lanterna Surefire...................................................................................................59 Figura 20 – Princípio dois.........................................................................................................64 Figura 21 – Princípio três..........................................................................................................65 Figura 22 – Princípio cinco.......................................................................................................66 Figura 23 – Princípio cinco.......................................................................................................66 Figura 24 – Princípio seis..........................................................................................................67 Figura 25 – Princípio oito.........................................................................................................68 Figura 26 – Espectro eletromagnético......................................................................................70 Figura 27 - Espectro eletromagnético.......................................................................................70 Tabela 03 – Comprimento de onda aproximado das cores.......................................................71 Figura 28 – Iluminamento.........................................................................................................72

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Figura 29 – Fluxo luminoso......................................................................................................72 Figura 30 – Intensidade luminosa.............................................................................................73 Figura 31 – Luminância............................................................................................................74 Tabela 04 – Grandezas de iluminação......................................................................................74 Figura 32 – Anatomia interna do olho......................................................................................79 Figura 33 – Como o olho vê......................................................................................................81 Figura 34 – Dilatação e constrição da pupila............................................................................83 Figura 35 – Reação dos olhos diante da luz..............................................................................83 Figura 36 – Técnica FBI...........................................................................................................89 Figura 37 – Técnica FBI...........................................................................................................90 Figura 38 – Técnica FBI Modificada com arma portátil......................................................... 90 Figura 39 – Técnica FBI Modificada........................................................................................91 Figura 40 – Técnica Harries.....................................................................................................92 Figura 41 – Técnica Harries.....................................................................................................92 Figura 42 – Posição de tiro Weaver..........................................................................................93 Figura 43 – Técnica Chapman..................................................................................................95 Figura 44 – Técnica Chapman..................................................................................................95 Figura 45 – Posição de tiro Weaver Modificada.......................................................................95 Figura 46 – Posição de tiro Isósceles........................................................................................97 Figura 47 – Posição de tiro Isósceles........................................................................................97 Figura 48 – Técnica Ayoob.......................................................................................................97 Figura 49 – Técnica Ayoob.......................................................................................................97 Figura 50 – Técnica Rogers......................................................................................................99 Figura 51 – Técnica Neck Index..............................................................................................100 Figura 52 – Técnica Neck Index..............................................................................................100 Figura 53 – Técnica Keller......................................................................................................102 Figura 54 – Técnica Keller......................................................................................................102 Figura 55 – Técnica Marine Corps.........................................................................................103 Figura 56 – Técnica Hargreaves.............................................................................................104 Figura 57 – Técnica Hargreaves.............................................................................................104 Figura 58 – Técnica Lite-Touch..............................................................................................104 Figura 59 – Técnica FBI Modificada para arma portátil........................................................105 Figura 60 – Técnica Cross-Suport Variação nº 1...................................................................106 Figura 61 – Técnica Cross-Suport Variação nº 2...................................................................106

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Figura 62 – Técnica Cross-Suport Variação nº 3....................................................................107 Figura 63 – Técnica Flashlight on the primary weapon technique........................................108 Figura 64 - Técnica Flashlight on the primary weapon technique.........................................108 Figura 65 – Técnica Mount Light com arma de porte.............................................................108 Figura 66 - Técnica Mount Light com arma portátil...............................................................108 Figura 67 – Modelo de trilho..................................................................................................109 Figura 68 – Modelo de trilho..................................................................................................109 Figura 69 – Lanternas em armas portáteis..............................................................................109 Figura 70 – Carabina MT 40 com lanterna.............................................................................110 Figura 71 – Representação do Ciclo OODA...........................................................................113 Figura 72 – Representação do Ciclo OODA...........................................................................114 Gráfico 1 – Número de lanternas para o COBRA..................................................................123 Gráfico 2 – Marca de lanterna.................................................................................................124 Gráfico 3 – Tipo de bateria.....................................................................................................124 Gráfico 4 – Vida útil da bateria...............................................................................................125 Gráfico 5 – Disponibilidade imediata de bateria....................................................................125 Gráfico 6 – Manutenção..........................................................................................................126 Gráfico 7 – Preocupação com o equipamento........................................................................126 Gráfico 8 – Local para a lanterna da reserva...........................................................................127 Gráfico 9 – Local para a lanterna durante o serviço...............................................................127 Gráfico 10 – Lanterna acoplada a arma..................................................................................128 Gráfico 11 – Dispositivo para acoplar lanterna......................................................................128 Gráfico 12 – Lanterna do BOPE x Necessidades...................................................................129 Gráfico 13 – Conhecimento das técnicas................................................................................129 Gráfico 14 – Lanternas individuais para o serviço.................................................................130 Gráfico 15 – Treinamentos.....................................................................................................130 Gráfico 16 – Frequência de treinamentos...............................................................................131 Gráfico 17 – Lanterna (Polícia Militar x Particular)...............................................................131 Gráfico 18 – Lanterna da PM x Segurança.............................................................................132 Gráfico 19 – Conhecimento técnico/Treinamento x Grau de importância.............................132 Gráfico 20 – Novos conhecimentos técnicos x Necessidade..................................................133 Gráfico 21 – Lanterna x Fator decisivo..................................................................................133 Figura 73 – Lanterna Maglite..................................................................................................142 Figura 74 – Acessórios da Lanterna Maglite..........................................................................142

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Tabela 05 – Legenda da Figura 74..........................................................................................143 Figura 75 – Lanterna Maglite..................................................................................................143 Tabela 06 – Legenda da Figura 75..........................................................................................143 Figura 76 – Armário para equipamentos.................................................................................143 Figura 77 – Armário para equipamentos.................................................................................143 Tabela 06 – Peças da Lanterna x Custos.................................................................................144 Tabela 07 – Lanternas x Custos..............................................................................................145 Tabela 08 – Dados estatísticos de 2009..................................................................................149 Gráfico 22 – Dados estatísticos de 2009.................................................................................149 Figura 78 – Lanterna Incapacitator........................................................................................155 Tabela 09 – Camuflagem de uniformes..................................................................................164 Figura 79 – Mag-Charger Rechargeable...............................................................................167 Figura 80 – 5-Cell D...............................................................................................................167 Figura 81 – Z2 Combat Light..................................................................................................167 Figura 82 – G2Z Nitrolon Combat Flashlight........................................................................167 Figura 83 – G2 NItrolon..........................................................................................................167 Figura 84 – X-400 Weapon Light...........................................................................................167 Figura 85 – X-400 Weapon Light...........................................................................................167 Figura 86 – Millenium Universal Weapon Light M971XM07................................................168 Figura 87 – Millenium Universal Weapon Light M971XM07................................................168 Figura 88 – TLR-1 Weapon Light...........................................................................................168 Figura 89 – TLR-2 Weapon Light...........................................................................................168 Figura 90 – Task Light 2L......................................................................................................168 Figura 91 – TL-3 Tactical.......................................................................................................168 Figura 92 – Night Fighter.......................................................................................................168 Figura 93 – 8060....................................................................................................................168 Figura 94 – M6 LED 2390.....................................................................................................168

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LISTA DE ABREVIATURAS

a.C. – antes de Cristo A/C – antes de Cristo Bda - Brigada Cap – Capitão cap. – Capítulo Cd – Candela CD – Compact Disc Cel – Coronel Cmdo-G – Comando-Geral Cmt - Comandante cx. – caixa d.C. – depois de Cristo Dir. – Diretriz Drª. – Doutora Esp. – Especialista ou especial Fig. – Figura Ibb – Instituto de Biociências de Botucatu Info. – Informação IV – Infravermelho Km/s – Kilômetro por segundo Lx ou lx – lux Lm ou lm – lúmen M4A1 – Fuzil de assalto M68 – Aimpoint Maj – Major Mod. – Modelo nº - número nm – nanômetro NDA – Nenhuma das anteriores Op - Operação

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Perm. – Permanente PM – Polícia Militar ou policial militar PEQ-2 – Target AN/PEQ-2 Ponteiro / iluminador / Aiming Light (TPIAL) RR – Reserva Remunerada SI – Sistema Internacional Ten-cel – Tenente Coronel TV – Televisão UV – Ultravioleta V – Volts

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LISTA DE SIGLAS

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas AHIMTB – Academia de História Militar Terrestre do Brasil BOE – Batalhão de Operações Especiais BOPE – Batalhão de Operações Especiais BFEsp – Batalhão de Forças Especiais CATE – Curso de Ações Táticas Especiais CCI – Centro de Comunicação e Informática CEANTE – Centro de Estudos e Aplicações para as Novas Tecnologias Educacionais CEFET – Centro Federal de Educação Tecnológica CIAMAPA - Centro de Instrução Almirante Milclíades Portela Alves CIGS – Centro de Instrução de Guerra na Selva CIOE – Companhia Independente de Operações Especiais CMB – Centro de Material Bélico COBRA – Comando de Busca, Resgate e Assalto COE – Companhia de Operações Especiais COESP – Curso de Operações Especiais CQB – Close Quater Batle DALF – Diretoria de Apoio Logístico e Finanças Delta – Army 1st Special Forces Operational Detachment EUA – Estados Unidos da América FBI – Federal Buerau of Investigation FE – Forças Especiais FEB – Força Expedicionária Brasileira GAvCa – Grupo de Aviação de Caça GEO – Grupo Especial de Operaciones GIGN – Groupe d’Intervention de la Gendarmerie Nationale GOE – Grupo de Operações Especiais GRUMEC - Grupamento de Mergulhadores de Combate GSG9 – GSG9 der Bundespolizei LAPD – Los Angeles Police Department

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MICH - Modular Integrated Communications Helmet MIG - Mikoyan-gurevich NBR – Norma Brasileira Regulamentadora NuCOE – Núcleo da Companhia de Operações Especiais ONU – Organização das Nações Unidas OODA – Orientação, Observação, Decisão e Ação OSRAM – OS de Ósmio e RAM de Wolfram, o termo em Alemão para tungstênio OVN – Óculos de Visão Noturna PÁRA-SAR – Esquadrão Aero terrestre de Salvamento PMMG – Polícia Militar de Minas Gerais PMRJ – Polícia Militar do Rio de Janeiro PMRN – Polícia Militar do Rio Grande do Norte PMSC – Polícia Militar de Santa Catarina PMSP – Polícia Militar de São Paulo POP – Procedimentos Operacionais Padrão ROTA – Ronda Ostensiva Tobias Aguiar Seal – Sea, Air and Land SAS – Special Air Service SP – São Paulo SPQR – Senatus Populesque Ramanus SWAT – Special Weapons And Tactics TEES – Tactical Explosive Entry School TV – Televisão UFPA – Universidade Federal do Pará UFPR – Universidade Federal do Paraná UNESP – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” UNICAMP – Universidade de Campinas USA – United States of America

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LISTA DE SÍMBOLOS

[...] – usado para supressão, quando não se menciona o parágrafo todo. ( ) – usado para inclusão de expressões: grifo nosso, traduzido pelo autor, informação verbal. nº - número % - porcentagem º - grau ºC – graus Celsius ºF – graus Fahrenheit [sic] – para indicar que houve erro de grafia  - fluxo luminoso A – é a área real da superfície d² - distância ao quadrado cos - é o cosseno do ângulo formado entre a direção da luz e a normal das superfícies.  - ângulo sólido é uma medida do espaço tridimensional m² - metro ao quadrado @ - arroba > - maior

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO....................................................................................................................21 1.1 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA................................................................................22 1.1.1 Justificativa....................................................................................................................24 1.2 OBJETIVOS.......................................................................................................................24 1.2.1 Objetivos específicos......................................................................................................24 1.3 METODOLOGIA...............................................................................................................25 1.4 BREVE DESCRIÇÃO DOS CAPÍTULOS........................................................................25 2 O EMPREGO DA LUZ COMO “FORÇA”......................................................................28 2.1 A LUZ – PRIMEIRA EXPERIÊNCIA ATRAVÉS DO FOGO.........................................29 2.2 A LUZ NO CAMPO DE BATALHA..............................................................................33 2.3 NOTAS INTRODUTÓRIAS SOBRE OS GRUPOS DE OPERAÇÕES ESPECIAIS.....36 2.3.1 Operações Especiais e Forças Especiais – conceituação..........................................36 2.3.2 Forças Especiais – Origem............................................................................................36 2.3.3 SWAT – Origem.............................................................................................................42 2.3.4 Forças Especiais no Brasil – Origem.........................................................................42 2.3.5 Batalhões de Operações Especiais nas Polícias Militares (BOPE) – Origem........45 2.3.6 BOPE da Polícia Militar de Santa Catarina – Origem..............................................47 3 LUMINOSIDADE................................................................................................................50 3.1 A INVENÇÃO DA PILHA................................................................................................50 3.2 A INVENÇÃO DA LÂMPADA........................................................................................54 3.3 A INVENÇÃO DA LANTERNA......................................................................................57 3.3.1 Razões para uso da lanterna por policiais...................................................................60 3.3.2 Características de uma boa lanterna para uso policial..............................................61 3.3.3 Princípios........................................................................................................................63 3.3.3.1 Princípio um: “ler” a luz...............................................................................................63 3.3.3.2 Princípio dois: opere no nível mais baixo de luz..........................................................64 3.3.3.3 Princípio três: veja da direção oposta...........................................................................65 3.3.3.4 Princípio quatro: luz e movimento................................................................................65 3.3.3.5 Princípio cinco: dê poder com luz................................................................................66 3.3.3.6 Princípio seis: alinhe três coisas....................................................................................67 3.3.3.7 Princípio sete: leve mais de uma lanterna.....................................................................68

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3.4 LUZ.....................................................................................................................................69 3.4.1 Luz – conceito.................................................................................................................69 3.4.2 Iluminamento...................................................................................................................71 3.4.3 Fluxo luminoso................................................................................................................72 3.4.4 Intensidade luminosa........................................................................................................73 3.4.5 Luminância.......................................................................................................................73 3.5 COR DO UNIFORME........................................................................................................75 3.6 FISIOLOGIA DA VISÃO..................................................................................................77 3.6.1 A visão.............................................................................................................................78 3.6.1.1 A anatomia do olho humano.........................................................................................79 3.6.1.2 O processo da visão.......................................................................................................80 3.6.2 A ação da luz no olho humano em baixa luminosidade...................................................81 4 PRINCIPAIS TÉCNICAS COM LANTERNA E TOMADA DE DECISÃO................85 4.1 AMBIENTE EXTERNO....................................................................................................85 4.2 AMBIENTES CONFINADOS...........................................................................................85 4.3 TÉCNICAS.........................................................................................................................87 4.3.1 Federal Buerau of Investigation (FBI)..........................................................................88 4.3.2 Harries.............................................................................................................................92 4.3.3 Chapman.........................................................................................................................94 4.3.4 Ayoob...............................................................................................................................97 4.3.5 Rogers..............................................................................................................................98 4.3.6 Neck índex ou puckett.....................................................................................................99 4.3.7 Keller..............................................................................................................................101 4.3.8 Marine corps..................................................................................................................102 4.3.9 Hargreaves.....................................................................................................................103 4.3.10 Técnica lite-touch........................................................................................................104 4.3.11 Técnica FBI modificada para arma portátil............................................................105 4.3.12 Técnica cross-support.................................................................................................106 4.3.12.1 Técnica cross-suport variação nº 1...........................................................................106 4.3.12.2 Técnica cross-suport variação nº 2...........................................................................107 4.3.12.3 Técnica cross-suport variação nº 3...........................................................................107 4.3.13 Técnica flashlight on the primary weapon technique…………………...…………108 4.3.14 Técnica mount light....................................................................................................109 4.4 CICLO OODA..................................................................................................................111

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5 ANÁLISE DOUTRINÁRIA E PESQUISA.....................................................................115 5.1 DIRETRIZES DA PMSC.................................................................................................116 5.1.1 Diretriz permanente nº 10...........................................................................................117 5.1.2 Diretriz permanente nº 11...........................................................................................119 5.1.3 Diretriz permanente nº 12...........................................................................................120 5.2 PESQUISA REALIZADA COM O EFETIVO DO COBRA/BOPE...............................122 5.3 ENTREVISTAS................................................................................................................134 5.4 EQUIPAMENTOS DE ILUMINAÇÃO TÁTICA DO BOPE.........................................142 5.5 OUTRAS MARCAS/MODELOS DE LANTERNAS.....................................................144 6 CONCLUSÃO.....................................................................................................................147 APÊNDICE A - Questionário para coleta de dados aplicados ao COBRA/BOPE.........158 APÊNDICE B - Entrevista realizada com o Sub Cmt BOPE/PMSC e o Cmt da COE/BOPE/PMSC................................................................................................................161 APÊNDICE C - Quadro ilustrativo sobre fardamento camuflado..................................164 APÊNDICE D – Lanternas citadas na tabela nº 06...........................................................167 REFERÊNCIAS....................................................................................................................169

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1 – INTRODUÇÃO O BOPE surge em face de uma necessidade operacional indiscutível, pois ocorrências de vulto que exigem de um grupo de policiais militares, aprimoramento técnicoprofissional, como a localização e desarmamento de artefatos explosivos; resgate de reféns em residências, ônibus, aeronaves; abordagem de edificações com múltiplas entradas e diferentes números de pavimentos; cumprimento de mandados de prisão de alto risco; incursões em favelas; tomada de pontos sensíveis e apoio a outras frações de tropa, fez com que a criação do COBRA se tornasse essencial para dar cumprimento a essas missões. Entendemos ser vital buscarmos conhecer o que há de melhor nos equipamentos que poderão auxiliar esse Grupo na solução das ocorrências a que forem submetidos. Nesta linha, as ocorrências atendidas por esse Grupo à noite, revestem-se de uma particularidade especial e perigosa, pois esses policiais contam com mais um fator desfavorável a um desfecho satisfatório na solução do problema: a baixa ou a ausência de luminosidade. Se nos reportarmos ao conceito formulado pelo Coronel da Força Aérea Americana, John Boyd que criou o Ciclo OODA (Orientação, Observação, Decisão, Ação), é provável que em qualquer ocorrência policial, o agente do Estado utilizará consciente ou inconscientemente esse conceito, iremos perceber que se esse Grupo não contar com um equipamento eficiente, que possa proporcionar segurança as suas ações, fatalmente o resultado ficará comprometido, pois na fase inicial ou intermediária do processo ele se sentirá inseguro para a tomada de decisão, consequentemente, se optar por prosseguir, a ação final poderá ter um resultado operacional insatisfatório. Acreditamos que o emprego correto do armamento à noite pelo Grupo COBRA/BOPE, somente apresentará uma eficiência aceitável em seus resultados se estiver auxiliado por um equipamento de iluminação portátil acoplado ou não a arma que proporcione uma intensidade luminosa capaz de causar ofuscamento total sobre o agressor. O emprego de uma lanterna desenvolvida e projetada para ações policiais em ambientes onde tenhamos baixa ou ausência de luminosidade, empregada de maneira técnica e tática, torna-se um importante instrumento não letal inibidor de uma ação agressora. Em contrapartida, a falta ou emprego inadequado desse equipamento, poderá comprometer as duas primeiras fases do ciclo OODA, ou seja, a orientação e observação. Neste contexto, temos que proporcionar sempre, os melhores equipamentos, para o efetivo melhor selecionado e treinado da PMSC: o Grupo COBRA/BOPE.

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1.1 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA Em razão das ocorrências atendidas pela Polícia Militar à noite, pelo grau de dificuldade proporcionado pela diminuição da acuidade visual, há a necessidade de que os policiais militares estejam portando, além de seus equipamentos de proteção individual, equipamento de iluminação individual capaz de proporcionar identificação do local e o trajeto a ser percorrido. Este equipamento de iluminação ainda pode servir como equipamento neutralizador do agente, como instrumento auxiliar do armamento que estará portando o policial militar, durante as modalidades de abordagem. Por tratar-se de ocorrências em horários onde há baixa ou ausência de luminosidade, o equipamento de iluminação portátil individual a ser empregado pelo Grupo COBRA/BOPE deverá atender as necessidades operacionais, de maneira eficiente, sem que haja qualquer tipo de questionamento quanto à capacidade técnica dos equipamentos disponíveis, durante o seu emprego tático. O desenvolvimento tecnológico atinge todas as áreas profissionais em nossa sociedade, as quais buscam o aprimoramento de suas ações, através de pesquisas e troca de informações apresentadas em Congressos ou Seminários, onde o objetivo é o de suplantar, muitas vezes, um obstáculo até então inexistente. Assim caminham as Forças Policiais no mundo e em nosso País não poderia ser diferente. Estamos igualmente inseridos numa sociedade emergente, na qual a velocidade das informações mostra em todos os campos do conhecimento o que há de melhor e qual a maneira mais adequada na sua execução. A Polícia Militar, muitas vezes, também se faz presente no engendramento tecnológico para a busca de novos equipamentos que a auxilie na solução dos mais diversos conflitos e tipos de agressores sociais. Por tratar-se de profissionais altamente qualificados, às vezes são protagonizadores de novos equipamentos, em razão das dificuldades vivenciadas na atividade operacional. No entanto, a grande contribuição, evidentemente, é oriunda da indústria bélica e tecnológica, que cria e produz equipamentos diversos, os quais terão seu aval final nas ações reais envolvendo policiais e agressores sociais. Neste patamar, no Estado de Santa Catarina, é designado ao Grupo COBRA/BOPE, a missão de solucionar os piores conflitos, as ocorrências mais delicadas que possamos supor. O lema, estampado na fachada do quartel do BOPE, “não pergunte se somos capazes, dê-nos a missão”, retrata o nível de comprometimento desses policiais, mas também,

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nos conduz a responsabilidade de dar-lhes o melhor treinamento e equipamento, para que possam cumprir com êxito a sua missão. A sociedade, todavia, exige do Governo e da Polícia Militar, que o Grupo COBRA/BOPE execute as suas ações, quando acionado para o cumprimento de uma missão, de maneira ímpar no que tange a perfeição de sua atuação. Esse policial especial sabe do que é capaz; basta para tanto, darmos a ele dois ingredientes fundamentais: treinamento e equipamento. Assim sendo, podemos perceber que o grande desafio, sem qualquer dúvida, reside na ausência de uma análise profunda sobre os equipamentos de iluminação (lanterna) portátil e individuais existentes e à disposição do Grupo COBRA/BOPE, para que possamos comprovar sua eficiência ou a necessidade de substituição por outros equipamentos, para que esse importante Grupo de Operações Especiais, que é o efetivo mais elitizado da Polícia Militar de Santa Catarina, quando se trata de ocorrências envolvendo operações de alto risco, possa atender de maneira segura, utilizando-se das técnicas existentes, aquela que faz parte do rol de uma das mais delicadas e difíceis ocorrências policiais, envolvendo o ambiente onde se encontra instalado o teatro de operações: as que envolvem a baixa ou ausência de luminosidade. Neste sentido, a análise do sistema de iluminação com lanternas e do conhecimento técnico existentes no Grupo COBRA/BOPE e a propositura de alteração em um ou outro aspecto ou até mesmo em ambos, se necessário, torna-se imperioso, pois o seu emprego está diretamente relacionado à segurança individual e por consequência do(s) Time(s) Tático(s) que estará(ão) atuando em uma ocorrência. Portanto, a escolha correta do equipamento de iluminação portátil individual, aliado a técnica e tática, constitui-se, como fundamental para o êxito desse Grupo em ocorrências que apresentam esse nível de dificuldade. Considerando que a Polícia Militar atua vinte e quatro horas por dia, nos mais diversos terrenos e ambientes, estará o COBRA, diante da importância capital que representa, equipado adequadamente para fazer frente as sua missões nas mais diversas situações que envolvem a baixa ou ausência de luminosidade? Os equipamentos emissores de luminosidade através de lanternas proporcionam segurança operacional aos componentes do COBRA, para que prestem um atendimento operacional que seja capaz de produzir um excelente resultado ou estaremos por falta muitas vezes de conhecimento técnico, considerando irrelevante tais equipamentos?

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1.1.1 Justificativa O equipamento de iluminação individual portátil através de lanternas, entendemos ser um instrumento fundamental no atendimento de ocorrências pelo Grupo COBRA/BOPE, quando empregados em ações que estejam em baixa ou na ausência de luminosidade. O policial militar que compõem uma tropa especializada como a do Grupo COBRA/BOPE, busca atingir a plenitude do binômio envolvendo: treinamento e equipamento. Quando ambos estão presentes e sucederam uma rigorosa seleção dos homens que integrarão esse Grupo de Elite, teremos um Grupo de Operações Especiais de alto nível. O projeto de pesquisa tem sua relevância, antes de tudo, pela perfeita integração de sua temática quando contraposto ao direcionamento Institucional que, diuturnamente, busca a sua excelência no atendimento finalista a que estão submetidos os policiais militares integrantes do COBRA/BOPE. Resta claro, pelo acima exposto, que é imprescindível, atendermos com primazia a sociedade catarinense que deseja uma Polícia Militar bem selecionada, treinada e equipada. Quando se trata do Grupo COBRA/BOPE, tal exigência deve caminhar na busca pelo que há de melhor em se tratando de seleção, treinamento e equipamentos. As ações policiais são definidas muitas vezes, em segundos, nos detalhes, e a sociedade passou a exigir de forma mais atuante que, os Órgãos responsáveis pela segurança pública, executem de maneira eficaz o trabalho a que se propõem e nessa ótica, vislumbra-se um Grupo de Elite como o COBRA/BOPE treinado e equipado com o que há de melhor no mercado nacional e/ou internacional.

1.2 OBJETIVOS Analisar as necessidades efetivas do Grupo COBRA do BOPE, no que tange a utilização de equipamentos de iluminação tática.

1.2.1 Objetivos específicos Identificar os equipamentos de iluminação através de lanternas, hoje existente no Grupo COBRA/BOPE, a quantidade, o acondicionamento na reserva de armas.

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Comparar os equipamentos de iluminação com lanternas, utilizado pelo Grupo COBRA/BOPE, com outros existentes no mercado nacional, no que tange a custos versus benefícios; Verificar se há uma doutrina, através de diretrizes ou normas da Polícia Militar de Santa Catarina, abordando o assunto; Identificar a percepção dos integrantes do COBRA/BOPE, sobre a temática.

1.3 METODOLOGIA Para a consecução do presente trabalho, elegemos como método de abordagem dedutivo. Iremos durante a abordagem do tema proposto, apresentar dados que julgamos importantes no âmbito geral, apresentando breves históricos e conceituações que nos ajudarão no desenvolvimento do tema. Como a presente pesquisa apresenta as características de uma pesquisa aplicada, podendo gerar novos conhecimentos e um modelo de aplicação eminentemente prático, pois irá propor outras alternativas; além de exploratória, pois já explicita problema e hipóteses, adotamos a técnica de pesquisa bibliográfica e pesquisa qualitativa e quantitativa, utilizando neste último caso, levantamento de dados através de questionário com os integrantes do Grupo COBRA/BOPE.

Em relação às técnicas de pesquisa, utilizaremos as seguintes pesquisas: - pesquisa bibliográfica, verificando o tema proposto em contraponto com a bibliografia existente; - pesquisa documental direta, uma vez que iremos analisar o que é reportado nas diretrizes do Comando-Geral sobre o assunto e; - levantamento, onde será aplicado um questionário aos integrantes do Grupo COBRA/BOPE.

1.4 BREVE DESCRIÇÃO DOS CAPÍTULOS No capítulo dois buscamos fazer um breve estudo sobre a origem das Forças Especiais no mundo, no Brasil e nas Polícias Militares, tentando dar uma noção de como e porque surgiram Grupos destinados a executar determinadas missões para as quais, seriam necessários homens melhor selecionados, treinados e equipados.

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Considerando que o estudo por nós proposto diz respeito, em suma, ao emprego da luz como força em operações policiais, novamente recorremos a História e, nela encontramos as primeiras manifestações sobre os efeitos da luz na visão do homem. O conhecimento técnico e científico que nos separa daquela época pré-histórica é inversamente proporcional a evolução tecnológica, atingida nas últimas décadas do século XX e nessa primeira década do século XXI.

No capítulo três fazemos inicialmente, um resgate histórico sobre a origem dos componentes, propriamente ditos, do equipamento tema de nosso estudo: a lanterna. A bateria, a lâmpada e a lanterna passaram por inúmeras transformações desde as suas atuais concepções. Todas as três possuem inúmeras formas, tamanhos, potências e objetivos. Tornar-se-ia impossível descrevê-las em sua totalidade, face às numerosas alterações que lhes foram impostas através do conhecimento tecnológico, onde para cada uma necessitaríamos estudo similar ao atual, sem dúvida, de forma individualizada. Procuramos nessa fase do trabalho, trazer a tona, a importância do uso da lanterna para a atividade policial militar; as características que devem possuir e os princípios que regem o seu uso em ocorrências envolvendo a baixa ou a ausência de luminosidade. Conceitos breves sobre luminosidade, a importância da cor do uniforme a ser utilizado e a influência da luz sobre a visão, encerram esse capítulo, onde acreditamos ser a viga mestra orientadora onde a ausência da luz se faz presente no teatro de operações.

No capítulo quatro, apresentamos as principais e/ou mais conhecidas técnicas de uso da lanterna como o armamento. Evidentemente, as aqui apresentadas, não esgotam o assunto, uma vez que outras de igual finalidade e empregabilidade tático-operacional existem. O que buscamos nessas ditas mais conhecidas é trazer ao conhecimento, suas principais vantagens e desvantagens táticas, para que o policial militar quando em determinada ocorrência estiver envolvido, possa empregar a que melhor se adequar aquela situação, sabendo seus prós e contras. No entanto, todos nós, em qualquer situação de vida, sempre estamos decidindo e em ocorrências policiais isso não é diferente. Nossas decisões nesses cenários tornam-se ainda mais dramáticas, quando estamos em ambientes onde a baixa ou a ausência de luminosidade impera. Nesse quadro, entendemos que há uma ferramenta, que poderá nos ser de grande utilidade, para a tomada de decisões: o ciclo OODA.

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No capítulo cinco, fizemos uma busca através das diretrizes operacionais da Polícia Militar de Santa Catarina, e ainda em vigor, visando encontrar mencionada nelas, aquelas que de alguma maneira se referiam a situações envolvendo atendimento por parte da Polícia Militar durante a noite e o que recomendavam nesse sentido. Naquelas em que tais situações são referenciadas, buscamos fazer uma análise técnica, todavia, não temos a pretensão de esgotar a análise ora apresentada, uma vez que se trata de assunto extremamente amplo e delicado, pois culminará com ações práticas dos policiais militares na atividade fim, onde suas vidas dependerão dos ensinamentos norteadores disponibilizados e divulgados pela nossa Corporação. Encerramos esse capítulo, apresentando uma pesquisa quantitativa com o efetivo do COBRA/BOPE e uma pesquisa qualitativa com dois Oficiais da PMSC, os quais nos dão suas importantes opiniões, onde buscamos validar o tema a que nos propomos.

Na conclusão buscamos mais uma vez ressaltar a importância do assunto, apresentando dados estatísticos que corroboram e dão sustentação ao tema, bem como apresentamos algumas técnicas de uso da lanterna com armas portáteis. Apresentamos uma nova lanterna para uso policial que se encontra em fase de testes e a importância de que a Polícia Militar de Santa Catarina faça uma revisão nas Diretrizes que norteiam as ações dos policiais militares; finalizando com orientações pontuais da Surefire Institute e Strategos International, sobre ocorrências em ambientes de baixa luminosidade.

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2 – O EMPREGO DA LUZ COMO “FORÇA”

No conciso estudo deste capítulo, nós apresentaremos dados e fatos históricos relativo às primeiras experiências do homem com a luz e o início das tropas especiais no mundo dentro da atual concepção das Forças Armadas, iniciadas em meados do século XVII e no Brasil, chegando à criação do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina. De acordo com o sítio da Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN) (2009) a evolução dessas tropas são em boa parte, os resultados de conflitos militares, ocorridos no mundo, principalmente no pós 2ª Guerra Mundial. Conforme podemos constatar na revista Veja (2008) recentemente em nossa História no início dos anos 90, tivemos uma demonstração assustadora do que o homem era capaz de produzir em se tratando de armamento. O ataque das tropas americanas a Bagdá assombrou o mundo. Inúmeros foram os equipamentos militares testados nesse conflito. A indústria bélica deu uma demonstração assustadora e ao mesmo tempo impressionante do ponto de vista tecnológico do que era capaz. Na guerra do Golfo em 1991, pela primeira vez na História, graças a velocidade proporcionada pelos meios de comunicação, vimos a capacidade das forças lideradas pelos norte-americanos, nas imagens surpreendentes dos ataques as forças iraquianas ocorridos à noite. Cirurgicamente os alvos eram atingidos, diziam os americanos, fazendo uma menção a sua capacidade de ver no escuro. Imaginemos a “força” ante um oponente, que representa tal capacidade. O domínio através de uma força, seja qual for, representa poder e sabendo dominá-la pode-se subjugar um oponente com relativa facilidade. Vejamos de forma breve como tudo isso começou. Deixemos nos levar pela História e busquemos no início da vida do homem sobre a Terra, a origem dos nossos ancestrais, trabalhando e lutando em grupos em busca de sua sobrevivência, os seus encantamentos pelas primeiras descobertas e a propulsão na vida do homem que foram capazes de nos proporcionar. Em toda a sua trajetória pela Terra, o homem fez parte de fatos fantásticos, que seriam capazes de assombrar a mente de seus antecessores e que hoje fazem parte de nossa História. Poderíamos escolher qualquer um, todavia em razão do assunto a que nos propomos,

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iremos nos ater a dois importantes fatos históricos: a descoberta da luz, através do fogo e o emprego da luz pela primeira vez nos campos de batalha.

2.1 A LUZ – PRIMEIRA EXPERIÊNCIA ATRAVÉS DO FOGO

Desde o surgimento do homem em nosso planeta, ainda na obscuridade de sua evolução, percebeu que o dia era dividido em dois períodos: um com luz e outro sem luz. Segundo Vicentino (2007), no período paleolítico1 ou da idade da pedra lascada, período histórico esse que foi o mais longo de nossa História, o homem se utilizava de instrumentos rudimentares, compostos de ossos, madeiras e outros para realizar a sua caça e a pesca. No entanto, a medida que ocorria a escassez, eram obrigados a deslocarem-se para outras regiões em busca de novas fontes de alimentos. O homem era na época um nômade, pois a sua permanência em um determinado local estava restrito a existência ou não de alimento. Aqui podemos ter uma idéia do quanto foi longo o período de escuridão do homem, que vagava muito em busca de alimento. A ausência da luz fazia com que o homem se mantivesse no lugar onde estava à noite e como durante o dia, caminhava muito em busca de alimento, à noite passou a ser o momento em que o cansaço e o sono o dominavam. Quando existia a presença do sol, a sua visão conseguia avistar outros homens, mesmo que não estivessem tão perto; visualizava os animais, as plantas, as árvores, os rios, etc. Quando aquela bola de fogo – o Sol - lá do alto “sumia”, tudo se tornava escuro, sem brilho, sem cor e uma estranha sensação de medo e insegurança o dominava. Muitos dias e muitas noites se passaram antes que o homem pré-histórico realizasse o experimento que mudaria a sua História. Ele descobre o fogo. A vida nômade que era empreendida pelo homem primitivo, foi assim descrita por Blainey (2009, p. 9) até a descoberta do fogo:

Moviam-se em pequenos grupos: eram exploradores e colonizadores. Em cada região desconhecida, tinham de adaptar-se a novos alimentos e precaver-se contra animais selvagens, cobras e insetos venenosos. Os que abriam caminho conseguiam uma certa vantagem [...]
1

Período pré-histórico compreendido de 30000 a.C. a 10000 a.C..

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É possível que um grupo de talvez 6 ou 12 pessoas avançasse uma pequena distância e decidisse se estabelecer naquele lugar. Outros vinham, passavam por cima delas ou impeliam-nas para outro lugar. O avanço pela Ásia pode ter levado de 10 mil a 200 mil anos. [...] À noite, em terreno desconhecido, era preciso selecionar um abrigo ou um lugar com um mínimo de segurança. Sem a ajuda de cães de guarda, cabia a eles manter vigilância sobre animais selvagens que vinham caçar durante a noite. [...] Não se sabe ao certo se conseguiram aquecer-se ao fogo nas noites frias. É provável que quando um raio caía nas proximidades, ateando fogo à vegetação, eles apanhassem um galho em chamas e o transportassem para outro lugar. Quando o galho estava quase todo queimado e o fogo por se extinguir, juntavam-lhe outro galho. O fogo era tão valioso que, uma vez obtido, era tratado com desvelo; ainda assim, o fogo podia extinguir-se por descuido, apagar-se sob uma chuva forte ou por falta de madeira seca ou gravetos. Enquanto conseguiam manter o fogo, devem tê-lo levado em suas viagens como um objeto precioso, como faziam os primeiros nômades australianos.

Esse objeto precioso que é citado por Blainey (2009), quando se refere a imagem do homem primitivo pelo fogo, que foi dramatizado de forma ímpar no filme “A Guerra do Fogo”2, onde temos uma idéia do que representou para aquele homem primitivo do período paleolítico, a descoberta e posterior domínio sobre o fogo. No início dessa importante descoberta, cuidou do fogo, como se “cuida de um filho”, pois acreditava que se “sumisse” (fosse apagado), jamais voltaria. Mantê-lo abrasado era preciso a qualquer preço. Um dia, num descuido ele se foi. A descoberta de como iniciá-lo novamente e mantê-lo acesso foi um grande feito e a partir desse momento tudo começaria a mudar. As noites escuras já não são as mesmas. O homem descobre algo que é capaz de dar-lhe uma agradável sensação durante a noite, principalmente naquelas mais frias; que faz com que seja capaz de enxergar uma distância um pouco maior durante a noite; que a presença daquela luz – o fogo -, mantém afastado animais perigosos que até então se aproximavam dele durante a noite para atacá-lo. A descoberta do fogo é assim apresentada por Vicentino (2007, p.12): “um dos maiores avanços nesse período foi a descoberta e o controle do fogo, permitindo o aquecimento durante o frio, a defesa ao ataque de animais e a preparação de alimentos.”

2

Nome original: La Guerre du feu. Um filme do diretor Jean-Jacques Annaud, produzido em 1981. Roteiro: J.H. Rosny Sr e Gérard Brach.

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Aqui, temos a primeira experiência envolvendo a luz, através do fogo, como defesa em relação ao ataque de animais. Segundo Vicentino (2007, p. 13), a partir de uma maior utilização do fogo, e de novas descobertas tecnológicas, como o arco e a flecha, o homem passou a fixar-se mais em algumas áreas, graças também a ocupação de determinados locais onde a oferta de alimentos, acompanhadas de um ciclo de desenvolvimento de certas espécies de plantas favoreceram a sua maior permanência nesses locais. Ainda em seus esclarecimentos acerca dessa importante descoberta do homem primitivo, Blainey (2009, p.10) assim se refere:

O emprego habilidoso do fogo, resultado de muitas idéias e experiências durante milhares de anos, é uma das conquistas da raça humana. A genialidade da maneira com que era empregado pode ser vista na forma de vida que sobreviveu até o século 20, em algumas regiões remotas da Austrália. Nas planícies desanuviadas do interior, os aborígines acendiam pequenas fogueiras para enviar sinais de fumaça, uma forma inteligente de telégrafo. Usavam o fogo também para cozinhar, para se aquecer e para forçar os animais a sair das tocas (enchendo-as de fumaça). O fogo era a única iluminação à noite, exceto quando uma lua cheia lhes dava luz para suas cerimônias de dança. Era usado para endurecer os pedaços de pau usados para cavar, para modelar madeira com a qual eram feitas as lanças e para cremar os mortos. Era usado, ainda, pra gravar marcas cerimoniais na pele humana e para afastar as cobras do capim perto dos acampamentos. Era um eficaz repelente de insetos [...] Eram tão numerosos os usos do fogo, que até recentemente, foi a ferramenta de maior utilidade da raça humana.

Através do filme “A Guerra do Fogo” (1981), podemos ter uma noção sobre as primeiras experiências vivenciadas pelo homem primitivo envolvendo a ausência de luz. Quando a noite chegava, quando o breu o envolvia, se uma tocha dele se aproximava, instintivamente suas mãos eram levadas junto ao rosto, pois aquela luz lhe cegava momentaneamente. A reação natural produzida pelo seu organismo, evidentemente, não era diferente da atual, uma vez que ocorria de imediato o fechamento da íris, originando assim a sua incapacidade temporária de visualização. O diretor Jean-Jacques Annaud do filme “A Guerra do Fogo” (1981) demonstra através de uma belíssima obra cinematográfica, a disputa que ocorria pelo fogo no período do homem daquele período histórico. No sítio Imagens.Google (2009), a sinopse do filme assim o descreve:

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O filme “Guerra do Fogo” conta a história dos homens do período paleolítico em seus primeiros intentos tecno-evolutivos. Naoh, Amoukar e Gaw são homens que fazem parte de uma tribo de Homo sapiens neanderthalensis. Certo dia, seu grupo foi atacado por um outro grupo evolutivo rival, os Homo erectus, que forjou a emboscada com o objetivo de roubar o fogo da tribo dos homens de neanderthal. Com o massacre de sua tribo, os três fogem primeiramente para tentar buscar proteção, depois tomam como objetivo a recuperação do tesouro roubado. Abordando uma concepção sócio-histórica do homem – na qual os primeiros homens construíram suas relações sociais – o filme tem como principal tema essa disputa pelo fogo entre as primeiras comunidades tribais, embora não se limite a apresentar enfaticamente o assunto. O fascínio pelas chamas era diretamente ligado à necessidade de sobrevivência de cada grupo, pois além de mantê-los aquecidos durante os períodos mais frios, serviam de defesa contra os outros animais e até preparo de alimentos. Atacando-se e defendendo-se com o uso de paus e pedras para evitar a perda do fogo, os homens mantinham-no dentro de uma espécie de gaiola, tentando sempre mantê-lo aceso. (grifo nosso)

As primeiras formas de uma socialização tribal mais pensante desse homem primitivo ocorreram nesse período, onde em torno do fogo, passaram a se reunir; a aproximação física aguçou de forma paulatina e progressiva o afloramento de sentimentos que hoje estão presentes de forma consciente em nossas vidas: a ajuda, o companheirismo, a união. A partir da descoberta do fogo, passou a andar cada vez mais em grupo e a busca pela caça teve um melhor resultado. O trabalho em grupo se estendeu para a manutenção do espaço conquistado e na disputa com outras tribos rivais. A cada dia que se passava o homem primitivo aprendia a dominar cada vez mais sua descoberta e a partir dela, nunca mais sua vida seria a mesma. Um novo período em sua trajetória histórica se iniciava. A luz proporcionada pelo fogo se tornou a luz para uma nova vida. O fogo passou a fazer parte da vida do homem, na caça, onde era utilizado para assar a carne; na caverna onde se abrigava durante a noite, era o fogo que o aquecia; nas disputas com outras tribos descobriu que aquelas pequenas labaredas de fogo conduzidas em pequenas e arcaicas tochas serviam para afastar seus inimigos, pois machucavam e causavam muita dor se entrasse em contato direto com o corpo. Essa dor que por certo experimentou, o fez também passar a temer sua descoberta. Com o passar do tempo, já sabia que em algumas situações o fogo lhe trazia coisas boas e em outras poderia lhe causar algo de ruim. Que outra transformação ocorreu nesse período histórico da humanidade que contribuiu ainda mais para dar ao fogo uma importância sem igual? A glaciação. “Com a

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última glaciação, entre 100000 a.C. e 10000 a.C. aproximadamente, ocorreram profundas alterações climáticas e ambientais que estimularam a intensa migração de animais e seres humanos [...] levando os homens primitivos a ocupar, ainda que de maneira esparsa, as diversas regiões do globo [...]” (VICENTINO, 2007, p. 13) Neste sentido Vicentino (2007, p. 13) quando trata dessas transformações, assim destaca:
As transformações ambientais ocorridas nesse período favorecem também a sedentarização de diversos grupos, fixando-os a uma determinada área. A abundância de vegetais em algumas regiões, especialmente aveia, trigo e cevada, estimulou o início do processo de desenvolvimento agrícola. Possivelmente, foram as ocupações duradouras em algumas áreas, com ampla oferta de alimentos, prolongadas por um período suficiente para acompanhar todo o ciclo de desenvolvimento de certas plantas, que fez com que aldeias pré-históricas conhecessem os processos naturas e passassem a reproduzi-los.

Assim podemos notar que a vida do homem passou naturalmente a ficar restrita a uma determinada área geográfica, pois ali começou a encontrar o seu sustento. Essas transformações aliadas a descoberta da luz, através do fogo, mudaram a História do homem das cavernas, mudaram a História do Mundo.

2.4 A LUZ NO CAMPO DE BATALHA

Inúmeros foram os conflitos e personagens ao longo de nossos séculos da História Mundial. As sucessões de confrontos marcaram, não somente a História, mas as Nações vencedoras e vencidas. Entendemos, entretanto, que alguns ganharam notoriedade pela proporção que tomaram e pelas informações que eram divulgadas ao mundo. Dentre esses, gostaríamos de destacar a 1ª e 2ª Guerras Mundiais e a invasão de Bagdá pelos Estados Unidos da América no início dos anos 90. Durante nossa pesquisa bibliográfica, buscamos localizar qual conflito militar teria sido o primeiro a utilizar alguma fonte de luz em combate como elemento de “força” onde não logramos êxito, todavia, descobrimos um especial que marcou a História: a Guerra dos Balcãs. Segundo Gilbert [2005] na primeira guerra dos Balcãs, durante a noite, em fevereiro de 1913, tropas búlgaras, utilizaram um holofote durante disparos efetuados contra as tropas turcas.

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Posteriormente a esse período, a Guerra do Golfo em 1991 assombrou o mundo, pela tecnologia empregada onde tínhamos a oportunidade de ver em tempo real, algumas ações dos aliados, liderados pelos Estados Unidos. A revista Veja (1991), cujo título da reportagem foi “Tempestade de fogo”, relatou:

A noite sem lua em Bagdá virou dia. Um dia assustador, aquele que o mundo inteiro esperou durante cinco meses e meio, primeiro descrente de que chegaria, depois torcendo para que não viesse e por fim quase que se curvando diante da fatalidade da marcha da História. Sobre o berço da civilização, a Mesopotâmia fértil dos livros de escola, a Babilônia dos delírios de poder de monarcas do passado, de grandes batalhas e vícios inconfessáveis, a primeira guerra quente do mundo pós-Guerra Fria começou pouco antes das 3 horas da madrugada de quinta-feira no Golfo Pérsico. Uma guerra pós-moderna, como nunca se viu antes fora das telas do cinema e dos monitores de videogame. Uma guerra com nome de filme - Tempestade no Deserto , assistida ao vivo pela televisão [...] No início da "mãe de todas as batalhas", segundo a retórica grandiloqüente [...] Obedecendo ao declarado e sensato objetivo de causar o menor número de baixas entre a população civil, o ataque aéreo americano instaurou no vocabulário bélico uma expressão também emprestada da medicina: precisão cirúrgica, sinônimo da exatidão milimétrica exibida pelas estrelas da guerra tecnológica. O primeiro lote de resultados da videoguerra foi tão espetacular que o principal inimigo dos americanos parecia ser uma das mais deliciosas sensações da mente humana: a euforia.

Temos aqui a descrição de uma demonstração tecnológica de última geração na época a qual foi empregada nesse conflito internacional envolvendo a retomada do Kwait, após a invasão do Iraque. Passou mais de uma década e novamente o mundo se vê diante de mais um conflito envolvendo o Iraque. Uma força militar internacional usa da força para invadir o Iraque e retirar do poder Sadan Hussein. Mais uma vez, o mundo acompanha pela mídia televisiva algumas das ações dos aliados3 e toda a sua demonstração bélica. De acordo com a revista Veja (2003), na seção Internacional, essa trata do poder bélico Americano, onde encontramos o seguinte relato:

[...] A estrutura militar enviada pelos Estados Unidos para cercar o Iraque é impressionante. Tome-se o caso da e-bomb, que ao explodir não destrói prédios. Em vez disso, ela emite pulsos de energia eletromagnética que queimam equipamentos
3

Aliados é a denominação dada às forças militares, lideradas pelos Estados Unidos da América, que contaram com o apoio da Inglaterra e outros países.

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de comunicação e computadores. Até o sistema de ignição dos veículos militares inimigos deixa de funcionar. Teleguiados por satélites, os mísseis americanos são capazes de se desviar de barreiras e alterar a rota durante o percurso, o que lhes garante uma precisão quase milimétrica. [...] A mais recente demonstração do poderio americano para a guerra foi apresentada ao mundo na semana passada. Trata-se da arma não nuclear mais potente já inventada. Chamada de Moab, apelidada de mother of all bombs ("mãe de todas as bombas"), [...] Quando chega ao alvo, explode e devasta o que está a 1 quilômetro de raio do epicentro. [...] o soldado americano está paramentado com a mais eficiente carcaça protetora da história. O colete resiste a projéteis disparados por fuzis, o soldado carrega um aparelho GPS, é capaz de "enxergar" à noite com perfeição graças a um sistema infravermelho e utiliza óculos blindados. [...]Hoje, o poder de fogo de um americano no front equivale ao de 650 combatentes da I Guerra Mundial. E a ciência ainda promete muitos avanços para os próximos anos. Até 2010, o soldado americano estará usando um capacete com câmera de vídeo e um visor que funciona como tela de computador, na qual se podem ler mapas e dados on-line. A "armadura" será 100 vezes mais resistente. Para que isso se torne realidade, serão necessários investimentos cada vez maiores. [...] (grifo nosso)

Podemos perceber que o investimento no campo bélico militar é muito grande por parte dos Estados Unidos, conforme se pode constatar nas reportagens acima, contudo, muitos dos equipamentos que são desenvolvidos para a guerra, por vezes após o seu emprego nos campos de batalhas, são disponibilizados as polícias daquele País. Embora, os óculos de visão noturna não disponham de um sistema de emissão de luz para o ambiente, o sem emprego na guerra em larga escala, demonstra a preocupação nos combates à noite. Segundo o documentário “A Força Militar do Século 21 – Força de Ataque” (2008) esse apresenta todo o poder bélico de que dispõem os Estados Unidos, onde são destacados os Tanques M1A2 Abram e Bradley; os helicópteros Apache, Blackhawk e Kiowa; os mísseis Stinger e TOW, os veículos de locomoção por terra chamados de Humvee; além dos diversos equipamentos e armamentos utilizados pelos soldados americanos, bem como seu treinamento. Aqui temos uma idéia do quanto o homem evolui a cada dia no campo militar, descobrindo e inovando seu arsenal bélico. Neste documentário, a presença de lanternas acopladas às armas portáteis dos militares se faz presente. Este autor teve a oportunidade de comprovar tal fato, durante o Curso Super SWAT realizado em abril de 2007 nos Estados Unidos da América, ao visitarmos o Departamento de Polícia da cidade de Austin, no Texas. Lá nos foram mostrados alguns dos equipamentos que aquele Departamento de Polícia havia recebido como doação do Exército norte-americano após o conflito no Golfo Pérsico.

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2.3 NOTAS INTRODUTÓRIAS SOBRE OS GRUPOS DE OPERAÇÕES ESPECIAIS Para que possamos compreender a existência dos grupos de operações especiais nas polícias militares e em especial na Polícia Militar de Santa Catarina, precisamos buscar as origens desses junto as Forças Especiais. Para tanto, precisamos ter noção conceitual acerca do tema. 2.3.1 Operações Especiais e Forças Especiais – conceituação No sítio da Revista Militar (2009), encontramos a seguinte conceituação para Operações Especiais:

Operações Especiais são as ações militares, de natureza não convencional, desenvolvidas em qualquer tipo de ambiente operacional e executadas por forças militares para o efeito organizadas, em cumprimento de missões de âmbito estratégico, operacional ou eventualmente táctico, com elevado grau de independência e em condições de grande risco, de forma independente, em apoio ou como complemento de outras operações militares. As forças militares organizadas, preparadas e treinadas para realizar este tipo de operações designam-se por Forças de Operações Especiais.

Conforme Magnoli (2008), o emprego de grupos especiais em atuação por trás das linhas inimigas, passou a ser explorado pela primeira vez, durante a Segunda Guerra Mundial, e durante a Primeira Guerra do Golfo foi utilizado com grande sucesso. Essas tropas

especiais são empregadas em diversas situações, inclusive podem ter a missão de auxiliar para que agentes de informações sejam infiltrados no campo inimigo em busca de subsídios que serão repassados aos comandantes militares. 2.3.2 Forças Especiais – Origem Segundo o sítio da PMRN (2009) tropas tidas como especiais em função de seus integrantes, do treinamento e armamento que possuíam, são identificadas em várias épocas da nossa História, principalmente a partir da 2ª Guerra Mundial. Historicamente, podemos citar como a primeira Operação Especial Militar da História o A Guerra de Tróia, que após muita especulação sobre a sua real existência, hoje se sabe em razão de descobertas arqueológicas que tal conflito militar ocorreu. Nesse sentido no sítio da PMRN (2009), encontramos um artigo cujo título é Tropa de Elite, que assim afirma:

Ao pesquisar as origens mais longínquas das Tropas de Elite, chega-se na operação “Cavalo de Tróia” ocorrida em 1200 A/C, quando um grupo de combatentes gregos escondidos dentro de um cavalo de madeira entrou no território

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inimigo na cidade Tróia e, de forma furtiva, conseguiram franquear o acesso do restante da tropa, momento esse descrito na obra “A Ilíada” de Homero quando Ulisses disse a seus homens: “Príncipes, lembrai-vos de que a audácia vence a força. É tempo de subir para o nosso engenhoso e pérfido esconderijo. Já dentro da cidade de Tróia, com a ajuda hábil de Epeu, Ulisses abriu sem ruídos os flancos do animal e, pondo a cabeça para frente, observou por todos os lados se os troianos vigiavam. Não vendo nada e ouvindo apenas o silêncio, tirou uma escada e desceu a terra. Os outros chefes, deslizando ao longo de um cabo, seguiram-no sem tardar. Quando o cavalo havia, devolvido todos à noite sombria, uns apressaram-se a começar o massacre e os outros, caindo sobre as sentinelas, que em lugar de vigiar, dormiam ao pé das muralhas descobertas, degolaram-nas e abriram as portas da ilustre cidade do infeliz Priamo”, daí a expressão: “presente de Grego”. (grifo nosso)

Ainda no mesmo artigo, o seu autor, Cap PMSP Luca, estabelece que embora tenhamos um espaço temporal que nos separa daquela Guerra, podemos perceber o quanto é ínfimo quando nos mostra que as principais características daqueles guerreiros de outrora, estão presentes nos militares e policiais militares que compõem os Grupos de Operações Especiais da atualidade, quando assim continua seu pensamento: “Percebe-se dessa narrativa alguns elementos muito típicos das Tropas de Comandos presentes até hoje. A ação audaz, engenhosa, furtiva, letal e com objetivo definido caracteriza esse tipo de combatente.” A este propósito, o sítio Suapesquisa (2009) expõe o conflito: “A Guerra de Tróia foi um conflito bélico entre aqueus (um dos povos gregos que habitavam a Grécia Antiga) e os troianos, que habitavam uma região da atual Turquia. Esta guerra, que durou aproximadamente 10 anos, aconteceu entre 1300 e 1200 a.C.”.
Ainda sobre esse combate épico, o sítio Brasilescola (2009) nos traz a seguinte informação:

Os conflitos com os troianos se alongaram durante muito tempo. Além disso, a cidade de Tróia, sendo uma região cercada por muralhas intransponíveis, resistia incólume às tentativas de invasão dos gregos. Visando dar um fim ao combate, o astuto Odisseu ordenou a construção de um enorme cavalo feito de madeira. Em seu interior, centenas de soldados ficariam à espreita. As tropas marítimas gregas foram todas dispensadas, enquanto o cavalo “recheado” com os mais bravos guerreiros gregos seria posto nas portas da cidade de Tróia. Os troianos ao receberem o “presente de grego” e perceberem a partida dos navios, pensaram que a guerra tivesse sido ganha. Pensando que o cavalo fosse um presente dos deuses, os troianos receberam a construção de madeira para dentro da cidade e realizaram uma grande festividade. (grifo nosso) No alto da noite, quando todos os troianos estavam bêbados e sonolentos, o grego Sinon (único guerreiro deixado para fora do cavalo de madeira) tratou de libertar os guerreiros escondidos. Aproveitando da situação, os guerreiros gregos finalmente conseguiram conquistar a cidade de Tróia.

Ainda na antiguidade, outras tropas que podemos citar como voltadas a Operações Especiais são a Guarda Pretoriana e as Legiões Romanas.

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No sítio Clubedosgenerais (apud sítio Tropaselite, 2009) a Guarda Pretoriana é assim apresentada:

A Guarda Pretoriana era um corpo militar de elite formado para proteger os imperadores romanos e sua família. [...] Vestiam-se de forma diferenciada, e as guardas reais do presente século são as suas herdeiras no que tange a questão de proteção da família real. [...] (grifo nosso) A história da Guarda Pretoriana começa nos últimos anos do século I a.C. e nos primeiros do século I d.C. com Augusto, [...]. O termo Guarda Pretoriana quer dizer "A Guarda do Pretório", o praetorium, era a parte central do acampamento de uma legião romana e onde ficavam alojados os oficiais superiores dessa legião. [...] Pelo ano 13 a.C. Octavio, agora Augusto, imperador de Roma, regulamentou a Guarda Pretoriana como uma unidade especial militar, cuja função era a proteção da Família Imperial. (grifo nosso) [...] Considera-se Tibério como um segundo fundador da Guarda Pretoriana, e por ter sido Tibério o criador da Praetoria Castrates, a Guarda Pretoriana passou usar o escorpião, que era o signo de Tibério, como distintivo da unidade militar, nos seus escudos e no seu estandarte, o vexillum. (grifo nosso) [...] Os melhores cavaleiros eram enviados para uma centúria especial e eles formaram a unidade de elite do Guarda Pretoriana, chamada de speculatores augusti, que formavam a guarda mais próxima do imperador. Eles eram o seu escudo pessoal, sempre a sua volta, os seus homens de extrema confiança [...]. Os pretorianos geralmente chegavam a Guarda através de seus serviços nas legiões. Eles tinham que ser muito bem recomendados, passar em alguns exames, conhecimentos e testes físicos exaustivos e servir como candidato ou probatus por um certo tempo [...] (grifo nosso)

Fig. nº 01 – Soldados da Guarda Pretoriana Fonte: sítio de Tropaselite

Outra força militar histórica e talvez uma das maiores de todos os tempos, também encanta a estudiosos e apaixonados por Forças Militares Especiais: as Legiões Romanas. Acreditamos que a citação a seguir é mais que uma narrativa histórica da origem e

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formação desta importante Força Militar que outrora teve seu poderio incontestável, quiçá seja o berço de sentimentos, doutrinas e táticas ainda hoje consideradas válidas.

O Império romano foi a maior potência de sua época. [...] Portanto, Roma era uma potência mundial, a primeira potência européia em escala mundial. [...] O poder de Roma era materializado na legião romana, corpo militar que superou tudo o que até então se conhecia em termos militares na Antigüidade. Não é sem razão que da palavra legio (legião), força bélica, extraiu-se a palavra legge (lei). A lei, para os juristas romanos, respaldava-se em última instância na força. [...] Os romanos aproveitaram o máximo das capacidades das suas legiões, como a disciplina, a resistência, a tecnologia superior, e principalmente a faculdade de atuar como um corpo único, que transformava cada legião num mini-exército altamente eficiente, para realizar as suas grandes conquistas. (grifo nosso) [...] Cada legião romana completa tinha um efetivo de 5.000 a 6.000 soldados [...]. Disciplinados e bem treinados [...] (grifo nosso) A organização e a disciplina das legiões era impar em sua época. Os legionários eram capazes de, arrumados em linhas (veliti, manipoli di astati, principi, e di triarii), onde recrutas e veteranos se intercalavam, enfrentar contingentes de forças muito superiores as suas, graças à coesão e às táticas de luta em conjunto em que se exercitavam [...] Os recrutas e soldados novos recebiam adestramento constante de manhã e à tarde; nem a idade nem o conhecimento serviam de desculpa para eximir os veteranos da repetição diária daquilo que já haviam aprendido completamente. [...] Os soldados eram diligentemente instruídos a marchar, correr, saltar, nadar, carregar grandes pesos; manejar qualquer espécie de arma que fosse usada para ataque ou defesa, quer no combate à distância, quer na luta corpo a corpo; fazer variadas evoluções; [...] O maior elemento de triunfo no exército romano da República estava na disciplina. [...] A lealdade das tropas romanas aos seus estandartes, em que estava a águia e as letras SPQR (Senatus Populesque Romanus - Senado e Povo de Roma), era inspirada pela influência conjunta da religião e da honra. A águia que rebrilhava à frente da legião tornava-se objeto da sua mais profunda devoção; era considerado tão ímpio quão ignominioso o abandono dessa insígnia sagrada numa hora de perigo. (grifo nosso) [...] (TROPASELITE, 2009).

Fig. nº 02 – Soldados das Legiões Romanas Fonte: sítio de Tropaselite

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Como podemos verificar, a presença militar sempre fez parte de nossas vidas, desde a antiguidade, pois nos triunfos, nas conquistas, na ordem das cidades, na soberania dos Imperadores, lá estavam presentes as Forças Militares, como abnegados guerreiros detentores de sentimentos muito fortes, os quais podiam ser observados em sua simbologia, em seus fardamentos e em sua disciplina, características que, os identificavam como integrantes da mais forte representação do poder de um Imperador naquela época. Outras heranças daquela época são a disciplina de campo; o reconhecimento e a inteligência; o serviço militar; a preocupação com as rações e provisões; equipamento e alimento individual e o corte do cabelo. (TROPASELITE, 2009).

Dentro de uma concepção militar atual, os Rangers do Exército dos Estados Unidos da América são um marco como Força Militar de Operações Especiais, dentro da conceituação já mencionada. No sítio Tropaselite (2009) assim é descrita a trajetória inicial dos Rangers:

A história dos Rangers americanos pode ter começado não-oficialmente com a criação do Rangers de Rogers na época pré-revolução americana durante a guerra contra os franceses e os índios. Seguindo estes temos os Ranges de Francis Marion da Revolução americana e os Rangers de John S. Mosby da Guerra Civil americana [...] A origem dos Rangers esta localizada antes da criação da nação americana. O termo "Rangers" evoluiu desde o décimo terceiro século na Inglaterra, quando foi usado para descrever alguém que vivia na fronteira. Pelo século, o termo serviu como título para organizações militares, como os "Rangers da Fronteira" que defenderam a fronteira entre a Inglaterra e Escócia [...] (grifo nosso) Os Rangers de hoje do Exército dos EUA podem localizar a sua origem histórica por volta do ano de 1670. Nesta época o Capitão Benjamim Church organizou uma companhia de tropas e a designou de Rangers.[...] Durante as Guerras francesas e índias de 1754 a 1763, nove companhias de Rangers foram organizadas sob as ordens do Major Robert Rogers para lutar ao lado dos britânicos. Rogers era um chefe brilhante e persuasivo e publicou em 1756 uma lista de 28 normas operacionais que visavam dar ao combatente uma orientação sobre táticas [...] (grifo nosso) As regras de Rogers' são tão pertinentes que ainda hoje são adotadas pelos Rangers. [...] Em 1777, estes soldados foram colocados sob as ordens de Dan Morgan e foram identificados como "Corpo Rangers". Também durante a revolução americana, foi criada uma força de 150 homens especialmente escolhidos para missões de reconhecimento e batizada de Rangers de Connecticut. [...] Em janeiro de 1812, foram criadas seis companhias de Rangers para proteger os colonos da fronteira Oeste. O próprio General Andrew Jackson, criou uma companhia de Rangers em 1818. Em 1832, um batalhão Ranger foi formado para lutar contra os índios. Também durante os anos de 1830, os Texas Rangers foram criados e empregados ao longo da fronteira do Texas [...] A segunda parte da história dos Rangers americanos tem seu início com a formação dos Rangers de Darby, durante a Segunda Guerra Mundial.

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Segundo Tropaselite (2009), os Rangers foram fundamentais para a tomada da Normandia em 06 de junho de 1944, como que ficou conhecido como o “Dia D”. Ao longo de sua História, os Rangers sempre estiveram presentes nos principais conflitos militares em que os Estados Unidos da América participaram e suas ações o tornaram uma das Tropas de Operações mais respeitadas no mundo.

Fig. nº 03 – Soldado Ranger Fonte: sítio de Tropaselite

Na Fig. nº 03, o sítio Tropaselite (2009) assim a ela se refere:

Este Range do 1º Batalhão em operação no Iraque, usa o novo uniforme camuflado com três cores. Seu capacete é o MICH com o Wilcox NOD montado. Suas botas são Danner Acadia. Ele usa um colete CIRAS Land com a cor marron coyote. Ele tem uma escopeta Remington 870 pendurada e seu rifle é um 5.56x45mm M4A1 com lançador de granada M203 de 40mm, onde está montado um PEQ-2, com um M68 Aimpoint e uma lanterna Surefire. Esta arma foi pintada a mão em um padrão de camuflagem. (grifo nosso)

Segundo o sítio Tropaselite (2009) há outras tropas de elite norte-americanas de grande importância para as Forças Armadas daquele País, podemos citar o Delta, o SEAL e outros. Outras tropas militares de elite se formaram no mundo a partir das idéias de concepção, seleção, treinamento, armamento e missão dos Rangers, dentre as quais destacamos o Special Air Service (SAS) da Inglaterra, criado em 1941.

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2.3.3 SWAT – Origem Para que possamos compreender um pouco mais os grupos de operações especiais existentes no Brasil, em especial em Santa Catarina, se faz necessário que tenhamos uma noção de como surgiu a SWAT norte-americana. Narloch, Ratier e Versignassi (2007, p. 62) escrevem: “Criada no fim dos anos 60 em Los Angeles para enfrentar grupos paramilitares, como os Panteras Negras [...]”. No sítio do LAPD (2009), encontramos a seguinte menção sobre a SWAT daquele Departamento de Polícia:

Desde 1967, a Polícia de Los Angeles de Armas e Táticas Especiais Team (SWAT) tem fornecido uma pronta resposta a situações que estavam além das capacidades do Departamento normalmente equipadas e pessoal treinado. Desde o seu início, LAPD SWAT os membros da equipa têm afectado a segurança da salvação de numerosos reféns, detidos pontuação de suspeitos violentos e ganhou centenas de comendas e citações, incluindo várias Medalhas de Valor, o Departamento do maior prêmio de heroísmo na linha de dever. Hoje, o LAPD SWAT é conhecido mundialmente como uma das primeiras unidades policiais tático na contemporaneidade da aplicação da lei. (grifo nosso)

Embora, tropas especiais ou grupos já existissem antes da criação da SWAT, o seriado apresentado na televisão, desencadeou uma “febre” pelas imagens expostas e um grande poder de exaltação profissional a quem participava de um grupo de elite. (O GLOBO, 2009). Não tardou, para que outras metrópoles, em razão de fatos reais, sentissem a necessidade da criação de grupos policiais especializados em ocorrências que fugiam à “normalidade”. A interação entre as diversas polícias militares, fez com que houvesse a difusão de sua importância, desse ponto, partir para a criação de uma Unidade Operacional, em um Estado, foi um trabalho que exigiu convencimento e investimento, mas que a realidade tratou de consolidar. 2.3.4 Forças Especiais no Brasil – Origem O início das Forças Especiais nas Forças Armadas em nosso País teve seu princípio com os Fuzileiros Navais, quando da vinda para o Brasil da Família Real Portuguesa, que chegou ao Brasil em 07 de março de 1808. A formação dessa tropa ocorre no Centro de Instrução Almirante Milclíades Portela Alves (CIAMPA), local que é considerado berço do soldado fuzileiro, cuja origem remontam aos idos de 1934. (TROPASELITE, 2009). No entanto, quando falamos em Forças Especiais no Exército Brasileiro, a

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História nos conduz a histórica Força Expedicionária Brasileira (FEB) e sua participação num dos piores conflitos de nossa História: a 2ª Guerra Mundial. Inúmeras foram as batalhas durante o período de sua participação no conflito. (TROPASELITE, 2009).

Fig. nº 04 – Soldados da FEB na 2ª Guerra Mundial Fonte: sítio de Tropaselite

Deixar de ressaltar a FEB, acreditamos, seria solapar a História Militar de nosso País, e sua grandiosa participação talvez possa aqui ser representada pela manifestação a seguir:

Chegara o dia da vitória para os Exércitos Aliados no teatro de guerra da Itália (2 de maio de 1945). Na justa avaliação da imensa alegria com que inundava as corações brasileiros tão transcendente quão auspicioso acontecimento, o general Mascarenhas de Moraes baixou, a 3 de maio, a Ordem do Dia, da qual se reproduz o trecho seguinte: "Após oito meses de luta, em que, como todos os Exércitos, sofremos pesados reveses e obtivemos brilhantes vitórias, o balanço de uns e outros é ainda favorável às nossas armas. Desde o dia 16 de setembro de 1944, a FEB percorreu, conquistando ao inimigo, às vezes palmo a palmo, cerca de quatrocentos quilômetros de Lucca a Alessandria, pelos vales dos rios Sherchio, Reno e Panaro e pela planície do Pó; libertou quase meia centena de vilas e cidades; sofreu mais de duas mil baixas, entre mortos, feridos e desaparecidos; fez o considerável número de mais de vinte mil prisioneiros, vencendo pelas armas e impondo a rendição incondicional a duas Divisões inimigas. É um registro deveras honroso e de vulto para uma Divisão de Infantaria. Um dia se reconhecerá que o seu esforço foi superior às suas possibilidades materiais, porém plenamente consentâneo com a noção de dever e amor à responsabilidade, revelados pelos nossos homens em todos os degraus e escalões da hierarquia, e em todas as crises e circunstâncias da Campanha, que neste instante acabamos de encerrar. Regressamos com feridas ainda sangrando dos últimos encontros, mas, nunca, pela nossa atuação, o prestígio e nome do Brasil periclitaram ou foram comprometidos". (TROPASELITE, 2009).

De acordo com o sítio Tropaselite (2009) em razão da participação do Brasil na 2ª Guerra Mundial, foi criado em 18 de dezembro de 1943 o 1º Grupo de Aviação de Caça (1º GAvCa). Era criada a nossa Tropa Especial dos ares.

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Fig. nº 05 – Avião P-47D Thunderbolt Fonte: sítio Tropaselite

Como podemos observar, o Brasil tem uma rica História militar, que nos revela participações de uma magnitude sem igual. Somente conhecendo essa História é que poderemos compreender nosso presente. Apesar das Forças Especiais estarem presentes também na Marinha e na Aeronáutica, é no Exército que encontraremos o embrião para que no futuro fossem criados os Batalhões de Operações Especiais nas polícias militares.

No sítio Tropaselite (2009) a origem das Forças Especiais é assim referenciada:

As origens das forças especiais brasileiras remontam ao ano de 1953, quando oficiais e sargentos pára-quedistas integraram uma unidade de salvamento. Esse grupo, inspirado na doutrina das Special Forces e dos Rangers do exército norte-americano, deu início à formação dos especialistas do Exército Brasileiro em Operações Especiais. O primeiro curso foi realizado em 1957. As Forças Especiais do Exército Brasileiro tiveram atuação destacada na eliminação de focos de guerrilha no Brasil nas décadas de 60 e 70, desenvolvendo, inclusive, doutrina própria de contraguerrilha aplicada e aprovada no combate a guerrilheiros no meio rural. (grifo nosso)

Segundo Tropaselite (2009), em 1º de novembro de 1983 é criado o 1º BFEsp (Batalhão das Forças Especiais) e em face a um novo cenário regional sul-americano, com o crescimento da narcoguerrilha, em janeiro de 2004 é ativada a Bda Op Esp (Brigada de Operações Especiais). Essa criação visou também, colocar o Brasil em condições de uma participação mais decisiva em acontecimentos mundiais e para tanto, ter uma tropa destinada a operações especiais para atuar em quaisquer circunstâncias, como em missões de Paz da ONU, foi crucial.

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Fig. nº 06 – 1º B F Esp Fonte: sítio Tropaselite

Fig. nº 07 – Sd do 1º B F Esp em treinamento Fonte: sítio Tropaselite

Além da Brigada de Operações Especiais, temos as Brigadas de Selva, que forma seus militares no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), na cidade de Manaus/AM. Esses militares cumprem missões nas áreas mais inóspitas da Amazônia e de seus cursos, participam integrantes das Forças Armadas, Polícias Militares, Corpos de Bombeiros e Militares de outras Nações. Dentre outras Tropas de Operações Especiais que compõem as Forças Armadas brasileiras, podemos ainda citar a Brigada de Infantaria Pára-quedista; a Brigada de Infantaria Leve; o Grupamento de Mergulhadores de Combate (GRUMEC); o Esquadrão Aero terrestre de Salvamento (PARA-SAR); o 72º Batalhão de Infantaria – Caatinga; 11º Batalhão de Infantaria de Montanha. (TROPASELITE, 2009). 2.3.5 Batalhões de Operações Especiais nas Polícias Militares (BOPE) – Origem Essa busca pela origem, nos conduz as Tropas Comando da 2ª Guerra Mundial e no sítio da PMRN (2009), encontramos um artigo que assim cita:
Esse modelo de Tropa de Comandos deu tão certo que acabou por inspirar vários grupos táticos nas polícias do mundo todo; o maior vetor nesse sentido foram as SWATs na década de 60 nos Estados Unidos e seguindo um modelo semelhante foram criados o GSG9 na Alemanha, GIGN na França, GEO na Espanha, as Fuerzas Especiales na Argentina e no Brasil os vários grupos especiais das Polícias Federal e Estadual, sendo o BOPE do Rio de Janeiro o mais antigo [...]

Em se tratando das origens, Narloch, Ratier e Versignassi (2007, p. 62) escrevem:

A onda chegaria ao Brasil nos anos 70. Foi quando a Polícia Militar de São Paulo criou sua tropa mais temida, a Rota. Também é uma tropa de reserva, como aquela de Xangai: o papel dela não é fazer patrulhas, mas entrar em ação enquanto o crime estiver acontecendo e resolver a questão. Enquanto a Rota já

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estava na rua por aqui, uma polícia de elite dos EUA começava a ganhar fama mundial. Ele mesma: a Swat (sigla em inglês para “Armas e Táticas Especiais”). (grifo nosso)

Sem dúvida alguma a ROTA é a Unidade Operacional mais antiga do que qualquer outro Batalhão de Operações Especiais (BOPE), mas entendemos que quando falamos de BOPE nas Polícias Militares em nosso País o “marco zero” seria O BOPE da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. No sítio da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, encontramos a seguinte informação:

As Tropas de Elite, no meio policial, foram efetivamente influenciadas na sua criação pelas “Tropas de Comandos” da 2ª Guerra Mundial que eram constituídas por grupos de militares que, apenas com seu equipamento individual, faziam incursões relâmpago em território inimigo com a finalidade de matar e destruir; portanto, matar o inimigo e destruir seus suprimentos e instalações constituíam em geral os objetivos principais de uma Tropa de Comandos. Esse modelo de Tropa de Comandos deu tão certo que acabou por inspirar vários grupos táticos nas polícias do mundo todo; o maior vetor nesse sentido foram as SWATs na década de 60 nos Estados Unidos e seguindo um modelo semelhante foram criados o GSG9 na Alemanha, GIGN na França, GEO na Espanha, as Fuerzas Especiales na Argentina e no Brasil os vários grupos especiais das Polícias Federal e Estadual, sendo o BOPE do Rio de Janeiro o mais antigo [...] (POLÍCIA MILITAR DO RIO GRANDE DO NORTE, 2009). (grifo nosso)

De acordo com o site oficial do BOPE/PMRJ (2009), a origem dessa Unidade começa a surgir em 19 de janeiro de 1978, com a criação do Núcleo da Companhia de Operações Especiais (NuCOE), através de um projeto elaborado e apresentado à época, pelo então Capitão PM Paulo Cesar Amendola de Souza ao Comandante-Geral da PMERJ, Coronel do EB Mário José Sotero de Menezes. Essa semente teve início naquele ano. Em 1984, recebeu a denominação de Núcleo da Companhia Independente de Operações Especiais (NuCIOE). Em 1988 ganhou autonomia administrativa, recebendo o nome de Companhia Independente de Operações Especiais (CIOE). Em 1991 foi transformado em Batalhão, mantendo-se ainda aquartelado no Regimento Marechal Caetano de Farias, sede do Batalhão de Polícia de Choque, entre outras unidades policiais, ganhando sua sede própria no bairro das Laranjeiras, somente no ano de 2000. Segundo O Globo (2007), foi também o Coronel Paulo César Amendola quem idealizou o símbolo do grupo: um crânio com um punhal encravado de cima para baixo, que significa a “vitória sobre a morte” e, duas pistolas cruzadas. Na década de 1980, foi transformado na COE (Companhia de Operações Especiais). O Coronel Amendola teria se

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reportado ao seriado norte-americano Special Weapons And Tactics (SWAT) -, divulgado no Brasil, no final dos anos setenta, para criar na época o que hoje conhecemos como BOPE, recebendo essa designação em 1991.

Fig. nº 08 – Símbolo do BOPE Fonte:http://www1.folha.uol.com.br

Fig. nº 09 – Cel RR PMRJ Amendola Fonte: http://oglobo.globo.com

2.3.6 BOPE da Polícia Militar de Santa Catarina – Origem Todos os Estados da Federação, por certo já passaram por situações envolvendo ocorrências policiais que lhes exigiu o emprego de uma tropa mais especializada. Em Santa Catarina isso não foi diferente. As chamadas operações especiais fazem parte da História do Estado há mais de 30 (trinta) anos.

No sítio oficial do BOPE/PMSC (2009), encontramos uma pequena sinopse histórica do Batalhão, que assim menciona:

[...] Operações Especiais em Santa Catarina, que foram iniciadas com a criação do extinto Pelopes da PMSC. Desde 1978, a atividade de operações especiais na PMSC sofreu grandes modificações, sempre no sentido de acompanhar da melhor maneira a dinâmica sócio-jurídica nacional. Naquela época, a unidade surgiu com um propósito de estar simplesmente voltada às ações de contra-guerrilha revolucionária. Hoje, o batalhão procura cada vez mais estar voltada para uma realidade extremamente diferenciada: está diuturnamente pronto para garantir a proteção e defesa do cidadão, a garantir a vida, a integridade física e o cumprimento da lei. Inicialmente, a unidade recebeu a denominação de Pelopes. Posteriormente, se transformou em Companhia de Polícia de Choque, onde exista o Grupo de Operações Especiais (GOE).

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Em um outro momento, passou a ser o Batalhão de Operações Especiais (BOE), até receber a atual denominação de Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Durante todos estes anos, o Bope participou e tem participado de momentos decisivos e marcantes da história da corporação. Sempre foi referência estratégica do Comando Geral.

Fig. nº 10 – Brasão do BOPE/PMSC Fonte: sítio oficial do BOPE/PMSC

Fig. nº 11 – Guarnições do BOPE/PMSC Fonte: sítio oficial do BOPE/PMSC

Essa tropa passou a se distinguir dos demais integrantes da Polícia Militar, pelo rigoroso treinamento do homem, pelo aparato bélico e pelo uniforme, denominado camuflado urbano, hoje, substituído pelo preto. A Polícia Militar de Santa Catarina editou no ano de 2001 a Diretriz Permanente nº 034/Cmdo-G com o fito de definir e delinear as ações das Operações Especiais, Patrulhamento Tático e Ações de Choque, em nosso Estado. Segundo a Diretriz Permanente nº 034/Cmdo-G/PMSC (2001) o BOPE dentre as missões que lhe são afetas em todo o território catarinense, destacam-se as operações de altíssimo risco, dentre as quais destacamos: operações em favelas; resgate de reféns; tomadas de pontos sensíveis; controle e dissuasão, quando necessário, em apoio à tropa de choque no manifesto de movimentos sociais; cumprimentos de mandados de prisão; localização e desarmamento de artefatos explosivos; etc. Para fazer parte desse seleto Batalhão, o candidato deverá ser aprovado em um dos cursos de operações especiais que são disponibilizados na Unidade, que possuem duração e conhecimento disponibilizado variável, conforme o curso. São os seguintes cursos a que um policial militar que queira fazer parte do BOPE, poderá freqüentar:    Curso de Táticas Policiais; CATE - Curso de Ações Táticas Especiais; COESP - Curso de Operações Especiais.

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Em sua estrutura organizacional, o BOPE apresenta duas Companhias, a de Choque e a de Operações Especiais. Fazendo parte da Companhia de Operações Especiais, temos um grupo ainda mais treinado, voltado para as missões mais delicadas do BOPE, o COBRA – Comando de Busca, Resgate e Assalto. O COBRA, seguindo exemplo de outras forças especiais, tem um pequeno efetivo, que através dos treinamentos busca maximizar positivamente seus resultados.

Fig. nº 12 – Grupo COBRA em treinamento Fonte: sítio do BOPE/PMSC

Para fazer parte desse Grupo de Elite, o policial militar deverá necessariamente ter realizado aquele que é considerado o mais rigoroso e exaustivo Curso na Polícia Militar: O COESP. O rigor e as exigências a que são submetidos os candidatos a se tornarem um policial de Operações Especiais faz com que a cada edição do Curso, nem todos consigam concluir o mesmo. Os policiais militares que pretendem participar do Curso sabem que deles será exigido o máximo, pois quando em situações reais, estas pelas características especiais que as revestem, lhes exigirão terem tido o melhor treinamento operacional. (NARLOCH, RATIER e VERSIGNASSI, 2007, p. 62-68).

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3. LUMINOSIDADE

Os grandes gênios nos mais diversos campos da ciência, da filosofia, da antropologia, da música, das artes, entre outras, nos deixaram ou nos deixam um legado de informações, de invenções e descobertas que são capazes de mudar a nossa vida para sempre. Infelizmente, nem sempre, os gênios ganham o reconhecimento de que são merecedores em vida, no entanto, a notoriedade de seus nomes, ficará marcada de forma indelével na História, através do brilho mágico oriundo de suas obras. Para que possamos compreender esse importante equipamento denominado de lanterna, necessitamos buscar na História, as descobertas que lhe antecederam, até chegarmos à concepção da lanterna propriamente dita.

3.1 A INVENÇÃO DA PILHA De acordo com o sítio da Ampéres Automation (2008) a pilha como conhecemos hoje, partiu de princípios elétricos que, na idade antiga, no ano 06 a.C., já eram referenciados pelo matemático, físico e filósofo, Tales de Mileto. No entanto, foi somente no século XVIII, que o físico italiano Alessandro Volta (1745-1827), notável professor da Universidade de Pávia, inventou algo que iria revolucionar a História de seu tempo: a pilha. Esse notável professor da Universidade de Pávia, na qual ensinou física experimental e foi seu reitor em 1785, nasceu na cidade de Camnago, que atualmente é chamada de Camnago Volta, uma homenagem a seu filho mais ilustre. Na ampla matéria que tem como título “Uma Importante Invenção”, divulgada no
sítio da Hottopos (2008), temos uma noção dos primeiros passos que antecederam a descoberta da pilha. Em determinado trecho, assim assevera seus autores:

Na segunda metade do século XVIII, difundiu-se a idéia da existência de uma „eletricidade animal” ", a partir de uma série de observações simples feitas por muitos naturalistas...Em uma série de experimentos iniciados no ano de 1780, Luigi Galvani (1737-1798) descobriu que os músculos e nervos na perna de um sapo sofriam uma contração ou espasmo causados pela corrente elétrica liberada por um gerador eletrostático. A contração muscular também aparecia quando o músculo era colocado em contato com dois metais diferentes, sem que houvesse aplicação de eletricidade externa. Galvani chegou à conclusão que certos tecidos orgânicos geravam eletricidade por si próprios. Para ele estava claro que os músculos do sapo eram capazes de gerar „eletricidade animal‟, que ele julgou ser similar à eletricidade gerada por máquinas ou por raios.

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Segundo ainda o sítio da Hottopos (2008), Volta mesmo repetindo as experiências do fisiologista italiano Luigi Galvani (1737-1798) e obtendo os mesmos resultados, todavia, discordou da teoria dada por Galvani, por entender que havia uma explicação mais simples e que o tecido animal era apenas um instrumento de conectividade que envolvia os metais. Para demonstrar sua teoria, Volta realizou o seguinte experimento:

[...] teve a idéia de amplificar o efeito elétrico colocando vários pares de metais diferentes em contato sucessivo (associação em série, no jargão dos especialistas), através de um terceiro condutor um papel ou tecido embebido em salmoura. Para isso, construiu um aparelho que repetia, sistemática e alternadamente, discos de prata, zinco e papel ou tecido umedecido com água e sal. Cerca de 30 desses conjuntos de três discos foram mantidos empilhados, apoiados em suporte de hastes verticais de madeira. Quando aproximava as extremidades de dois fios de cobre, um previamente ligado à base e outro ao topo da pilha, saltava uma faísca elétrica. A descarga do artefato também causava a contração muscular da perna da rã. Por isso, Volta chamou seu aparelho de órgão elétrico artificial. Ele acabava de inventar a pilha. Volta, através de seu conhecimento e movido por grande obstinação, construiu a primeira bateria, em 1799, que consistia de dois pedaços de metal distintos, formados por zinco e prata, os quais eram separados por discos de papelão umedecidos por uma salmoura e ligados em série, através dos quais conseguiu obter choques e faíscas elétricas. (AMPÉRES AUTOMATION, 2008).

Para que possamos ter a dimensão do que representou a invenção da pilha de Volta, basta que nos reportemos ao Primeiro Congresso Nacional de Eletrecistas, realizado em Como, no ano de 1899, quando em seu discurso inaugural, o cientista Augusto Righi, assim se manifestou:

Não houve participação do acaso; ela foi o resultado de uma longa série de pesquisas e experiências engenhosas inspiradas em sucessivas deduções lógicas. A descoberta não será exclusivamente objeto de estudo, oferece um meio de pesquisa potentíssimo, fecundo, universal; devido a ela a ciência poderá oferecer ao homem uma energia multiforme, destinada a produzir uma mutação na civilização humana tão profunda, que poderá ser comparada somente ao uso do fogo em tempos remotos. (HOTTOPOS, 2008).

A solução definitiva da invenção de Volta e sua repercussão é assim referenciada na obra de Balchin (2009, p. 141):
Sua solução decisiva surgiu em 1800, com a “pilha voltaica”, uma pilha de discos alternados de prata e zinco, intercalados com camadas de papelão encharcadas de água com sal. Ao ligar um fio de cobre nos lados desse aparelho e fechar o circuito, Volta descobriu que ele produzia uma corrente elétrica regular. Ele havia criado a primeira bateria. [...]

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Napoleão, que na época controlava o território onde Volta vivia, convidou o cientista para demonstrar sua invenção em Paris, em 1801. Ele ficou impressionado que nomeou Volta um conde e, mais tarde, senador, de Lombardia, e deu-lhe como prêmio a medalha da Legião de Honra.

A figura nº 13 nos mostra a imagem original da pilha construída por Volta e que encantou Napoleão. A figura nº 14 nos mostra a imagem de uma pilha atual, comumente encontrada no comércio. Comparando as duas figuras, temos uma idéia do quanto evoluiu a forma de armazenarmos energia, contando com baterias cada vez menores e mais potentes.

Fig. nº 13 – Pilha de Volta Fonte: sítio da Wikipédia

Fig. nº 14 – Pilha atual comum Fonte: sítio Mundo das Marcas

Na obra de Philbin (2006, p. 153-154), encontramos outros dados importantes sobre a invenção da pilha:

[...] a pilha voltaica continuou sendo a única forma prática de eletricidade do início do século XIX. [...] O passo seguinte foi o desenvolvimento, em 1859, de uma “bateria de chumbo e ácido” por Gaston Plante. [...] No final do século XIX, o “dínamo” e a “lâmpada elétrica” haviam sido inventados. [...] houve a necessidade de sistemas de armazenamento de energia elétrica. [...] Existem dois grandes grupos de baterias: as primárias e as secundárias. As baterias primárias (chamadas vulgarmente de pilhas), como as que utilizamos em uma lanterna, são utilizadas até que percam a carga, sendo descartadas em seguida, já que as reações químicas que fornecem energia são irreversíveis, e depois do término da reação não há possibilidade de serem reutilizadas. [...] Apesar de a simples definição do que são e para que servem as baterias [...] a variedade e o benefício delas não podem ser subestimados.

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A maneira como as pilhas são produzidas atualmente, Philbin (2006, p. 325) assim descreve:
A pilha sofreu um aprimoramento em 1888, quando Carl Gassner, um cientista alemão, conseguiu encapsular as substâncias num recipiente de zinco selado. Isso a tornou uma “pilha seca”, porque o conteúdo estava lacrado e o exterior da pilha permanecia seco. Até hoje as pilhas são produzidas dessa maneira.

Par que possamos compreender a evolução das baterias ao estágio atual, a Surefire (2009), apresenta os dados a seguir, que analisam alguns aspectos das vantagens das baterias de Lithium em relação às alcalinas:

Item

Vantagem À temperatura ambiente, lithium podem ser armazenados 10 anos e continua a

Prazo de validade

fornecer cerca de 70% do seu poder. Pilhas alcalinas têm uma expectativa de vida significativamente. Pilhas de lithium funcionam em uma ampla gama de temperaturas (-60 ° a 80 ° C ou 76 ° F a 176 ° F), embora o poder seja reduzido nos extremos. Em contraste, as

Temperatura de tolerância

pilhas alcalinas funcionam mal abaixo de zero e em altas temperaturas.

A

temperatura tolerância baterias de lítio também beneficia seu prazo de validade. Guardar as pilhas alcalinas em altas temperaturas pode matá-las dentro de alguns meses, mas lithium armazenados durante anos, a temperaturas semelhantes ainda pode funcionar eficazmente. Para um determinado tamanho (volume), lithium produzem mais energia do que as

Densidade de potência

pilhas alcalinas. Por exemplo, dado mesma dimensão e pilhas o mesmo poder de carga, seriam necessários cerca de 2,5 pilhas alcalinas para corresponder à potência de uma bateria lithium. Para um determinado tamanho (volume) lithium pesa cerca de metade tanto como as

Peso

pilhas alcalinas.

Por exemplo, uma pilha alcalina do tamanho de uma bateria

SureFire SF123 iria pesar cerca de o dobro. Tensão Terminal tensão de lítio de 3 volts em comparação a 1,5 para as pilhas alcalinas. Uma pilha de lithium mantém bastante constante tensão para até 95% da sua vida, dependendo da taxa de quitação. No moderado a elevado quitação de taxas, bateria Tensão manutenção alcalina tensão cai rapidamente devido à resistência bateria interna, que Resíduos poder. A grande reação área lithium fornecida por uma bateria da ferida placa de construção prevê muito baixa resistência interna, ideal para alta corrente cargas. Tabela nº 01 – Vantagens das baterias de Lithium Fonte: sítio da Surefire

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Fig. nº 15 – Modelos de pilhas Fonte: sítio da Surefire

Fig. nº 16 – Pilha Recarregável Mod. B65 Fonte: Sítio da Surefire

Como podemos perceber, essa importante invenção revolucionou a maneira de armazenar energia, atingindo níveis de desenvolvimento até nossos dias atuais.

3.2 A INVENÇÃO DA LÂMPADA Faz 151 anos que nasceu em 11 de fevereiro de 1847, na cidade de Milan, Ohio, nos Estados Unidos da América, um dos maiores inventores do século XIX e XX: Thomas Alva Edison. Entendemos que somente iremos atribuir o real valor a esse gênio se retirarmos de nossas vidas, quaisquer uma de suas invenções. Será que conseguiremos imaginar nossas vidas, sem a lâmpada elétrica, sem a transmissão de eletricidade, sem discos, sem cinema e sem telefone. Em cada uma dessas invenções, Thomas Edison, figura como um dos inventores ou contribuiu para o seu aperfeiçoamento. (BALCHIN, 2009, p. 197-198). Embora não fosse um cientista, mas sim um autodidata, com uma invejável marca de mais de mil invenções patenteadas, tinha enorme capacidade de aproveitar conhecimentos existentes para a produção de efeitos práticos e de grande valor comercial. Mas, podia acontecer também, como disse Ricardo Bonalume Neto, em seu artigo do Jornal “Folha de São Paulo”, em 12 de janeiro de 1997, divulgado no site do Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo (CEFET-SP, 2008).

O CEFET/SP (2008), ainda faz uma referência a Thomas Edison, quando traça um paralelo entre seus inventos e a tecnologia, ao escrever: “Geralmente a tecnologia, ou „ciência aplicada‟, surge da utilização dos conhecimentos científicos para fins práticos. Com

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Edison aconteceu o contrário. A partir de seus experimentos de objetivo prático, surgia novo conhecimento.” Com perseverança, paciência e obstinação, características marcantes desse importante personagem de nossa História, ele fez diversos experimentos, testando modelos de filamentos diferentes; voltagens e materiais para as sua lâmpadas. Somente em 21 de outubro de 1879, suas tentativas chegaram ao fim. O sonho de ver uma lâmpada brilhar ocorrera, uma lâmpada brilhou por 40 (quarenta) horas consecutivas. De acordo com Balchin (2009, p. 197) “depois de mais de 6 mil tentativas de encontrar o filamento correto, até que ele encontrou a solução em uma fibra de bambu carbonizada.” A figura seguir é o projeto da patente apresentada por Thomas Edison em 1880.

Fig. nº 17 – Projeto de patente nº 223.898 Fonte: livro “As 100 maiores invenções da História”

Conforme Philbin (2006, p. 18-19), Thomas Edison durante a concepção da invenção da lâmpada, tinha como principal obstáculo encontrar um filamento que suportasse o calor advindo da corrente elétrica. Edison já sabia que característica tinha que ter esse superfilamento, razão pela qual, o levou a testar diversos materiais no decorrer dos inúmeros

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testes que fez. Materiais como a platina, o carbono. Edison não tinha mais dúvida de que o carbono era o material que melhor se propunha a sua tarefa, em razão de sua elevada temperatura de fusão que é de aproximadamente 3.500º C. A tabela a seguir, demonstra como foi que ocorreu a evolução da lâmpada até nossos dias.

Ano 40 mil anos atrás 400 d.C. 1853 1870 1879 1893 1091 1907 1910 1919 1920

Tipo Conchas e pedras esculpidas foram usadas como lâmpadas; queimavam óleo vegetal ou animal. Lâmpada de metal a óleo 1853. Lampião a querosene e vela de parafina. Camisa incandescente para lampião. Thomas Alva Edson usou filamento de algodão carbonizado e conseguiu uma lâmpada que durou 40 horas. Lâmpada de arco fechada com bulbo. Lâmpada de mercúrio. Filamento de tungstênio, usado até hoje. Néon que usa gás carbônico. Lâmpada sem bico, o vácuo passa a ser feito pela base. Holofotes para aeroportos. Bulbo fosco. Faróis de carro e lâmpadas para projeção. Coloridas decorativas. Luz de bronzeamento artificial. O sódio começou a ser usado como meio luminoso, produzindo uma luz amarelada, típica da iluminação de rua. 10 mil watts para aeroportos e estúdios de fotografia. Miniaturas para uso cirúrgico. Flash para fotografia com bulbo de vidro. Lâmpada de mercúrio de alta pressão para grandes ambientes. Incandescente tubular. Fluorescente : o bulbo é revestido de um material que aumenta a quantidade de luz emitida. Refletor para teatro. Primeiro farol de carro com refletor. Luz mista: mercúrio de baixa pressão e filamento incandescente. Luz negra que só deixa passar radiação ultravioleta, que faz brilhar objetos claros. Fluorescente circular com revestimento de sílica. Melhorias no tubo de descarga tornaram a lâmpada de sódio a mais eficiente na conversão de energia em luminosidade. 75 mil watts para faróis de sinalização marítimos. Infravermelha para uso médico Lâmpada de arco para projeção de cinema. Fluorescente em U. Flash em cubo. Infravermelha com bulbo de quartzo. Trifósforo: Um novo material deixou as fluorescentes mais econômicas. Lâmpada de vapores metálicos de grande potência adequada a estádios. Refletor dicróico; retém o calor da lâmpada e por isso é próprio para vitrines. Lâmpada de vapor metálico pequena para uso residencial. Miniaturas alimentadas por circuito eletrônico, para carro. Lâmpada de sódio com refletor. Lâmpada de indução magnética que dura 60 mil horas. Uma nova lâmpada de sódio emitia luz branca em vez de amarelada. Lâmpada que misturava vários e sódio. Além de econômica, produzia excelente definição de cores. Fluorescentes de roscas adaptáveis ás instalações domésticas habituais. Tabela nº 02 – Evolução cronológica da lâmpada Fonte: sítio da Shvoong

1930

1940

1950

1960

1970

1980

Década de 90

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Nas informações descritas por Philbin (2006, p. 18-19), assim é referenciada a experiência derradeira:

Para produzir o filamento, Edison raspou a fuligem de lâmpada a gás e misturou o carbono com alcatrão, de modo que pudesse obter algo com o formato de um filamento. [...] Mas Edison havia ficado convencido de que, tendo a “fuligem alcatranizada” funcionado tão bem, talvez houvesse outros materiais que, quando transformados em carbono, poderiam funcionar melhor. Tendo isso em mente, ele testou um pedaço comum de fibra de algodão que havia se transformado em carvão após ser cozido em um cadinho de cerâmica. O filamento era delicado e alguns se partiram no momento em que eram instalados na lâmpada de teste, mas finalmente a equipe conseguiu a tênue amostra de material num globo de vidro, o oxigênio foi retirado e a corrente elétrica foi ligada. Era tarde da noite de 21 de outubro de 1879. [...] Atualmente, o tungstênio (o filamento) e o nitrogênio (no lugar do vácuo) compõem a lâmpada elétrica.

Friedel (1986 apud PHILBIN, 2006, p. 20) afirma que “ela alterou o mundo onde as pessoas trabalhavam, brincavam, viviam e morriam...foi o tipo de invenção que remodelou o face da Terra e o modo pelo qual as pessoas encaravam as possibilidades no mundo.” A luz que esse gênio foi capaz de produzir jamais se apagaria e a História iria se encarregar de colocá-lo no topo mais alto da fama, junto a outros mestres das grandes descobertas e invenções.

3.3 A INVENÇÃO DA LANTERNA Esse equipamento que foi criado para atender situações em que necessitávamos “levar” a luz onde se fazia necessária; e atualmente, a empregamos em situações em que a falta ou ausência de luz se faz presente e precisamos nos guiar por um determinado terreno ou espaço, já não é mais o mesmo. A aparente simplicidade do equipamento ganhou modificações promovidas pela indústria auxiliando os mais diferentes segmentos profissionais de nossa sociedade. Ela esconde em seu pequeno corpo, inúmeros potenciais e, quem dela sabe se utilizar, reconhece o quão gigante é esse instrumento. Conseguiríamos, por exemplo, imaginar um cirurgião, um explorador de minas, os automóveis, os aviões, as embarcações navais e até mesmo os policiais sem o uso desse

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equipamento? O que no passado ainda não existia, o presente solidifica a sua importância singular. As lanternas evoluíram ao longo dos anos de sua História, na relação diretamente proporcional a evolução das pilhas e das lâmpadas. (PHILBIN, 2006, p. 325). Muitas vezes passa desapercebido por nós a velocidade com que as novas tecnologias se apresentam em nossas vidas, mas isso nem sempre foi assim. Após a invenção da pilha, o homem precisou de mais oitenta anos, até chegar à invenção da lâmpada e mais dezenove anos foram necessários para que a primeira lanterna de mão fosse criada. A invenção da lanterna é atribuída a David Misell, quando Philbin (2006, p. 325), assim trata o assunto:
A primeira lanterna elétrica tubular foi inventada por David Misell, que também inventou uma das primeiras lanternas para bicicleta. Em 1895, um a bateria com mais de 15 centímetros de comprimento e pesando mais de 1,3 quilo era necessária para produzir luz suficiente. (grifo nosso)

Fig. nº 18 – Lanterna tubular modelo 1899 Fonte: Wordcraft

Desse modo, Misell começou a receber informações de que suas lanternas elétricas funcionavam. Por volta de 1897, ele já havia patenteado diversos modelos de lanternas. Quando uma de suas patentes foi obtida, no dia 26 de abril de 1898, ela foi concedida pra a companhia de Conrad Hubert, amigo e colaborador de Missel. A companhia fundada por Hubert, batizada de Companhia Americana de Inovações e Produção em Eletricidade, posteriormente viria a se chamar Everedy. (PHILBIN, 2006, p. 326). A lanterna, com sua aparente singeleza teve uma participação importante, por exemplo, na primeira reação nuclear, assim descrita:

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Um fato interessante é que a lanterna elétrica também teve seu papel do desenvolvimento da bomba atômica. A primeira reação nuclear, [...], foi realizada embaixo das arquibancadas de uma quadra de squash em Stagg Field, na Universidade de Chicago. O primeiro reator nuclear era imenso: 9,14 metros de largura, 9,75 de comprimento e 6,40 de altura, pesando 1.400 toneladas e abastecido com 52 toneladas de urânio. Mas, apesar de todo esse esforço, a energia produzida foi suficiente apenas para fazer uma pequena lanterna elétrica funcionar. (PHILBIN, 2006, p. 326).

A utilização de lanternas ganha destaque na obra de Philbin (2006, p. 326), quando assim assevera:

Em algumas profissões, a lanterna elétrica de dimensões um pouco maiores é considerada um equipamento indispensável. A polícia, por exemplo, recebe treinamento quanto à sua utilização, e não apenas quando necessitam investigar algo durante a noite, mas também como uma arma de defesa e ataque. (grifo nosso)

As lanternas passaram por inúmeras mudanças desde a criação do primeiro modelo, no que se refere ao material utilizado em seu corpo, passando pela lâmpada e chegando as pilhas. No mercado atual, há uma variedade imensa de marcas, modelos, potência, resistência e tamanho. Essa enorme oferta possibilita ao consumidor, buscar aquela que melhor irá atender as suas necessidades, que vão desde a utilização doméstica até a profissional, como é o caso dos policiais.

Fig. nº 19 – Lanterna Surefire Fonte: sítio da Surefire

Uma visão operacional sobre a lanterna enquanto equipamento de uso policial será abordado em outro capítulo nesta monografia.

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3.3.1 Razões para uso da lanterna por policiais Entendemos que no momento em que tomamos consciência das características e princípios que devem estar presentes em uma boa lanterna para emprego tático policial militar, iremos compreender os motivos pelos quais a sua presença diária dentre os equipamentos que precisamos portar se faz necessário. Ela talvez não seja o equipamento mais importante que o policial militar estará portando, mas à noite se tornará imprescindível pelas seguintes razões:
     Achar o caminho no escuro; Identificar o alvo; Cegar momentaneamente o alvo; Usar como instrumento de autodefesa; Iluminar o alvo para executar o tiro. (POLÍCIA MILITAR DE SANTA CATARINA, 1998, p. 35)

Para justificar nossa preocupação com a sobrevivência policial em especial durante a noite, podemos ainda elencar os seguintes aspectos sobre confrontos armados, os quais foram relacionados por Flores e Gomes (2006, p. 84) e que também estão presentes em quase sua totalidade no sítio da Polícia Militar de Goiás (2008):
            

85% dos eventos ocorrem em distâncias inferiores a 6 metros; 70% em locais escuros ou de baixa luz, sem condições de enxergar alça e massa de mira; Quase 100% duram apenas três segundos e em média são disparados três tiros, contando-se disparos do agressor e do policial; Em quase 100% dos casos os disparos iniciais determinaram o resultado final; Em quase 100% dos casos, os policiais carregavam muito mais munição do que precisaram, mas não tiveram o tempo que gostariam de ter para agir; Quase 100% dos casos os agressores disparam primeiro que os policiais e em 40% conseguiram atingir o policial; Dos agentes atingidos 60% sequer sacaram suas armas, 27% responderam fogo e 13% atingiram o agressor; Um agressor com arma em punho precisa de milésimos de segundo para disparar; Um policial bem treinado precisa de 1 segundo para sacar e disparar um tiro controlado; Apenas 1% dos confrontos ocorrem de forma totalmente inesperada e imprevista por parte do agente policial; 40% dos agentes atingidos e mortos não haviam realizado qualquer treinamento ou prática de tiro até 3 anos antes do evento e 70% dos agentes atingidos que responderam fogo não conseguiram incapacitar o agressor; Um disparo cuidadosamente controlado pode ser realizado em cerca de 3 segundos; Um disparo controlado pode ser feito em 1 segundo. (grifo nosso)

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No trato das técnicas especiais para um eventual confronto a noite, Flores e Gomes (2006, p. 87) assinalam:

A maioria dos confrontos envolvendo agentes policiais e agressores armados, ocorre durante a noite, em ambiente urbano. Com a noite, as condições de luminosidade prejudicam a identificação do alvo agressor, a antecipação de sinais de perigo ou de risco, e a visualização do aparelho de pontaria da arma. Com isto, aumentam as chances do policial cometer um erro de julgamento ou de avaliação da ameaça. Torna-se indispensável a utilização de equipamentos de iluminação para apoiar as abordagens, tais como lanterna e miras especiais. A primeira regra é: se você é policial e trabalha durante a noite, sem uma lanterna, então você corre grande risco de vida!!. (grifo nosso)

Conforme podemos observar em Gil (2004), durante os treinamentos realizados pelos policiais militares brasileiros, que foram treinados por policiais da SWAT , dentre os equipamentos que portavam, estava a lanterna. Encontramos também em Lima (2007, p. 46) a seguinte menção: “O equipamento disponível ao policial deve ser o melhor possível e o mais importante é que ele saiba usá-lo. Esses equipamentos incluem uniformes, coletes balísticos, calçados, seleção da arma, munição, carregadores de velocidade, lanternas, etc.” (grifo nosso)

3.3.2 Características de uma boa lanterna para uso policial As lanternas devem apresentar algumas características que entendemos serem fundamentais para o seu emprego operacional. A ausência de alguma das características que serão apontas, entendemos que poderá prejudicar o seu emprego, podendo comprometer o trabalho policial militar que será desenvolvido. Em seu sítio a Surefire Institute (2008), apresenta as seguintes características que uma luz tática deve ter:

A primeira é uma de potência alta, livre de distorção, anéis e sombras escuras. A segunda e talvez a mais importante é um interruptor momentâneo localizado na base da lanterna. Terceiro é uma bateria de poder confiável que é fornecida por uma bacteria de lithium ou baterias recarregáveis de qualidade. 4

4

Tradução livre feita por este autor.

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Segundo a Skill Security (2003) as características que devem estar presentes em uma lanterna, conforme se segue são:  Potência A potência mínima para que uma lanterna possa ser empregada taticamente em ações policiais devem ter uma potência mínima de 65 lúmens. Essa potência poderá proporcionar uma ação bastante eficiente sobre o agente agressor, podendo “cegá-lo” momentaneamente.  Peso A variedade de marcas/modelos no mercado nacional e internacional nos oferecem inúmeras opções. Entendemos que quando se trata de lanternas não acopladas ao armamento, as que nos proporcionam uma capacidade de maior agilidade, são aquelas que apresentam menores dimensões e consequentemente peso. Apresentar um valor para esse item, em que as diferenças de peso entre os principais modelos existentes limitam-se a gramas, acreditamos ser irrelevante.  Durabilidade Este é um item bastante significativo para quem compra e também muito considerado para quem fabrica. No mercado encontraremos inúmeras marcas/modelos, contudo, para emprego tático policial, há uma redução deste universo. A durabilidade de uma lanterna tática, face ao seu emprego quase diário, tem que apresentar uma composição em sua estrutura, que lhe garanta uma vida útil bem mais longa do que as lanternas de 1ª geração, por exemplo.  Acionamento Existem basicamente duas maneiras de acionarmos uma lanterna. O primeiro e mais comum, apresenta o mecanismo de acionamento através de botão ou tecla no corpo da lanterna, no terço proximal da lâmpada. O segundo apresenta o mecanismo de acionamento através de botão na parte final do corpo da lanterna, em sua base, ou seja, no lado oposto onde se encontra a lâmpada.  Tronco de iluminação Refere-se ao cone de iluminação produzido pela lanterna, a partir de sua lâmpada. Esse cone deverá apresentar a menor dispersão de luz possível, a fim de que a máxima emissão de luz seja projetada na direção desejada.

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3.3.3 Princípios Durante o emprego de uma lanterna em uso operacional, precisamos conhecer alguns preceitos sobre o uso de lanternas em ambientes com baixa ou ausência de luminosidade. Esses ambientes podem ser abertos (ao ar livre) ou confinados. Esses conhecimentos ajudarão os policiais militares a usarem as potencialidades oriundas da luz produzida pelas lanternas a seu favor, como meio de segurança e de arma nãoletal em desfavor do agressor.

Segundo a Surefire Institute5 (2009) se você perguntar aqueles mesmos atiradores se eles podem citar um princípio de iluminação, articular isto claramente e corretamente como esses são aplicados, você poderia achar alguns rostos em branco olhando de volta para você. A razão é simples - a maioria das pessoas não foram treinadas nos princípios básicos de iluminação para um ambiente tático. Eles entendem os princípios de um tiroteio – eles gostam de conceitos que tratam de visada, controle, seguimento - mas eles não foram expostos para a mesma base de compreensão para iluminação. Segundo a Surefire Institute (2009) um princípio pode ser definido como uma verdade fundamental, lei, doutrina ou força motivacional, em que todas as técnicas são baseadas. Uma técnica é um método, procedimento ou maneira de usar habilidades básicas para alcançar a meta de um princípio. Segundo a Surefire Institute (2009) há sete princípios que envolvem os confrontos em baixa luminosidade e que emergiram após anos de treinamentos e combates no mundo real e que hoje são consideradas verdades básicas, que a seguir por esse Instituto são caracterizados.

3.3.3.1 Princípio um: “ler” a luz A principal direção em uma negociação bem sucedida em terreno desconhecido de forma que você possa explorar todas as estratégias e táticas disponíveis são para ler as condições de iluminação no ambiente que você está situado. Todas as condições de iluminação podem ser colocadas nas categorias básicas seguintes. Existem graduações e variações infinitas, mas estes são os pontos de referência:

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Os princípios que serão apresentados a seguir são uma tradução livre deste autor.

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 Meio-dia com sol alto e brilhante: Área bem iluminada, nível alto de detalhe, percepção de profundidade excelente, identificação do objetivo é excelente.  Amanhecer e crepúsculo: luz suficiente para distinguir formas, textura e cor de objetos com áreas de sombra notável, identificação de objetivo é prejudicado.  Lua cheia baixa: luz ambiente mínima, fontes artificiais fracas como a luz de uma rua distante, emissão leve de outro quarto, formas somente, distanciam julgamento e identificação do objetivo ficará severamente prejudicada.  Nenhuma luz ambiente: raramente encontramos, mas tipicamente existem em estruturas subterrâneas, como em armazéns fechados hermeticamente e outros ambientes artificiais; a identificação do objetivo não existe sem iluminação.

3.3.3.2 Princípio dois: opere no nível mais baixo de luz Como água busca seu próprio nível, mova e opere do nível mais baixo de luz sempre que pratica. Depois que você "leu a luz" e fez uma avaliação das várias condições, geralmente você devia colocar você mesmo ou seu time no nível mais baixo de luz. Assuma isto "todos os pontos escuros têm armas de fogo." Por outro lado, uma vez que você ocupa o espaço mais escuro, as ameaças potenciais agora têm que vir e aceitar ou devolver isso a você. Isto significa uma de duas coisas - ou eles vagam inconscientemente de que uma luz poderá iluminá-los por trás em seu espaço ou eles relutantemente usam pouco um tipo de ferramenta de iluminação para avaliar o espaço. De qualquer modo, isto dá a você os indicadores que você precisa tomar sua próxima ação.

Fig. nº 20 – Princípio dois Fonte: Strategos International

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3.3.3.3 Princípio três: veja da direção oposta Um de seus adversários mais perigosos é sua outra parte, uma vigia do inimigo. Mas o mais importante, este inimigo visualiza o mundo à medida que você faz. Seu treinamento pode ser semelhante ou muito melhor. Seu compromisso é alto. Ele sabe que você está procurando por uma posição excelente para um disparo final, assim como ele está interpretando o terreno daquela perspectiva. Ele está esperando por um engano seu aparecer, assim ele poderá explorar a oportunidade. Você precisa saber o que você parece do ponto de vista da ameaça. Você precisa saber quando você pode ser visto claramente, “silhuetado”, parcialmente obscureceu, ou completamente invisível. Você precisa saber quando se movimentar depressa ou mesmo não se mover. Esta "visão" determinará seleção de rota, contagem de tempo e métodos de comunicação. A habilidade de ver você mesmo como um oponente potencial permite a tomar decisões inteligentes e confiantes que liderarão para ações decisivas culminando na neutralização da ameaça.

Fig. nº 21 – Princípio três Fonte: Strategos International

3.3.3.4 Princípio quatro: luz e movimento Falando de modo geral, os dois princípios de "Luz e Movimento" e "Dêem poder Com Luz" são dois lados da mesma moeda. Você definitivamente quer pôr esta moeda em seu

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bolso! Quanta luz eu devia usar? Quanto tempo eu devia mantê-la em uma dada situação? Estas perguntas e as deles mesmos encapsulam a arte e ciência de aplicação adequada da luz. Todo operador precisa aplicar os primeiros três princípios - leia a luz, opere do nível mais baixo de luz, veja da perspectiva oposta - então intuitivamente decida o que deve ser feito em termos de emissão ativa da ferramenta de iluminação. Quem observa de fora nunca sabe realmente onde ou quando o próximo flash aparecerá. O número verdadeiro de "vagas-lume" é desconhecido. Isto tende a manter as ameaças desorientadas e torna isto difícil para eles terem uma precisão para avaliar a situação concretamente e desenvolve facilidades para implementar uma solução de disparo. Luz, então movimento. Se mexa. Se você utilizar sua ferramenta de iluminação, é porque está preparado para caminhar para outro local.

3.3.3.5 Princípio cinco: dê poder com luz Por "dê poder com luz," eu me refiro a criar uma leve parede que vise cegar o seu oponente. Isto significa mudar a perspectiva da ameaça de visualizar o mundo claramente e sem interrupção a ver nada além de uma luz branca brilhante sem compreensão clara de desenvolvimento de força.

Fig. nº 22 – Princípio cinco Fonte: Strategos International

Fig. nº 23 – Princípio cinco Fonte: Strategos International

Quando você tiver um número grande de combatentes em espaços limitados, um time tático será mais efetivo se eles "derem poder com luz" pontuando utilizando o efeito estrobo de “luz e movimento.”

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Quando você vir um ponto escuro, elimine o ponto escuro, pesquise fora quaisquer ameaças potenciais e ofereça cobertura "dando poder com luz." Quando você não isolou suas ameaças, você devia provavelmente mudar de direção "luz e movimento" usando o outro lado da moeda. Uma vez que você bloqueou o local da ameaça e outras áreas de ameaça potencial são identificadas e responderam, então você devia se mover para o princípio "dê poder com luz". É um balanceamento que só você pode orquestrar.

3.3.3.6 Princípio seis: alinhe três coisas Alinhe três coisas - olhos, arma, e luz - quando procurar por ameaças. Realizar o alinhamento entre a arma com sua visão, assegura que o "lugar quente" é onde sua ferramenta de iluminação deve estar. Uma estimativa não oficial revelou que os participantes durante o auge do treinamento, aquele alinhamento do olho do atirador, luz e arma de fogo só aconteceu aproximadamente 10 por cento do tempo, um número muito mais baixo que você inicialmente poderia esperar. A vitória vai para a pessoa que o domina minimizando suas próprias falhas e explora as falhas deixadas pelo seu oponente. Não importando a técnica de lanterna que você escolher usar, se empenhe para manter o alinhamento de seus olhos, arma (alça e massa de mira) e sua luz a toda hora. Os movimentos pequenos são mais eficientes. Um policial eficiente, mantém alinhados em posição pronto-baixa seus olhos, arma e luz a maior parte do tempo, a menos que especificamente esteja dirigindo a luz ou arma em direções alternadas para um propósito específico.

Fig. nº 24 – Princípio seis Fonte: Strategos International

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3.3.3.7 Princípio sete: leve mais de uma lanterna Em confrontos em baixa luminosidade, se ocorrer um mau funcionamento da sua ferramenta de iluminação, se é danificado, soltar ou perder, sua vida pode estar terminada. Lanternas, não importando o fabricante, podem falhar. Os bolbos podem queimar, baterias podem ter descarregado. As lanternas podem ser atingidas com projéteis. Elas podem ser soltas no meio de uma busca e ficar irreparável ou danificada. Sua sobrevivência e segurança pessoais certamente valem mais do que o maior preço de uma SureFire extra. Conforme a Strategos International (2009)6, além dos sete princípios anteriormente mencionados, essa acrescenta um oitavo, que é o da desorientação da ameaça por oscilação da luz e/ou strobo da luz.

Fig. nº 25 – Princípio oito Fonte: Strategos International

Uma das mais estressantes e desorientadoras coisas que você pode fazer para um ser humano é sujeitá-lo a um relampejar de luzes. Experimente criar um show de luzes pulsantes, movendo em ângulos constantemente variáveis quando estiver abordando em áreas de perigo. Este tipo de aplicação torna extremamente difícil para o oponente fazer uma leitura da sua distância exata, altura e abordagem quando executada de forma rápida. Freqüentemente ocorre que os olhos imediatamente fecham; há virada de cabeças; mãos surgem; e equilíbrio é rompido. Nós afetuosamente chamamos isto um "Momento de Kodak".

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Tradução livre deste autor.

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A Rodopsina (púrpura visual) é a substância responsável pela sensibilidade à luz. Quando aos seus olhos/cérebro são afetados por um efeito da luz strobing, a capacidade da geração de imagem estará seriamente degradada. Você terá um tempo extremamente difícil para formular um retrato preciso de realidade. A luz de strobing alterará a orientação e percepção de profundidade de espaço. A luz de strobing pode fazer com que ocorra, momentaneamente, perda de visão periférica e crie perda auditiva. Durante as buscas, os policiais que desdobrarem esse efeito provocado pela luz de strobing, usando essa ferramenta corretamente, em um ângulo intermitente, de duração constante, darão a eles vantagens numerosas não possíveis previamente. Este tipo de movimento enganoso é parte da estratégia maior de "Luz e Movimento" quando tentando localizar ameaças. "Luz e Movimento" podem ser comparados a picar em uma partida de boxe. Você não estará usando em demasia, até que você tenha sucesso na localização de seu oponente. Uma vez que isto foi realizado, você pode fazer a transição para a próxima fase de sua que é "Dê poder com Luz".

3.4 LUZ Entendemos que em qualquer área profissional, a aplicação prática é antecedida por uma aprendizagem teórica, a qual nos dá fundamentos conceituais para que possamos aplicar a teoria e na atividade policial isso também é uma verdade. Os conceitos a seguir são fundamentais, pois tratam da nomenclatura que envolve luz, cor e demais conceitos a esses relacionados, que nos ajudarão a entender seus efeitos sobre a visão, que vez ou outra estão presentes em algum momento de nossas vidas, quando nos deparamos com o assunto.

3.4.1 Luz – conceito Nas informações disponíveis pela Vertengenharia (2009), encontramos a seguinte conceituação para luz: “Uma fonte de radiação emite ondas eletromagnéticas. Elas possuem diferentes comprimentos, e o olho humano é sensível a somente alguns. Luz é, portanto, a radiação eletromagnética capaz de produzir uma sensação visual.” Para que possamos melhor compreender o conceito acima, necessitamos saber o que são ondas eletromagnéticas. O sítio do Brasilescola (2009), assim a define:

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As ondas eletromagnéticas são ondas formadas pela combinação dos campos magnético e elétrico que se propagam no espaço perpendicularmente um em relação ao outro e na direção de propagação da energia. [...] São ondas eletromagnéticas: as ondas de rádio, as microondas, a radiação infravermelha, os raios X e raios gama e a luz visível ao olho humano. (grifo nosso)

Portanto, temos ondas eletromagnéticas que são visíveis aos nossos olhos e outras que em razão de seu comprimento, não conseguimos visualizar. Nas figuras a seguir, temos representações que ilustram essa situação e que demonstram a importância para o policial que atuará em ambientes com baixa ou ausência de luminosidade.

Fig. nº 26 - Espectro eletromagnético Fonte: sítio da UFPR

Fig. nº 27 - Espectro eletromagnético Fonte: sítio da UFPR

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Cor Ultravioleta Violeta Azul Verde

Comprimento de onda (nm)7 <400 400-450 450-500 500-570

Cor Amarelo Alaranjado Vermelho Infravermelho

Comprimento de onda (nm) 570-590 590-620 620-760 >760

Tabela nº 03 – Comprimento de onda aproximado das cores Fonte: sítio da UFPA

No sítio da Educar (2009) temos o seguinte conceito para luz: “A luz é uma modalidade de energia radiante que se propaga através de ondas eletromagnéticas.” Segundo o sítio da Indumatec (2009), “a luz nada mais é do que o espectro que é percebido pelo o olho humano e que vai de 380 nm até 780 nm, ou seja, entre as cores violeta e vermelho.” A Indumatec (2009), afirma ainda o seguinte:

O olho é mais sensível no comprimento de onda de 555 nm correspondente a amarelo e a menor verde para vermelho e violeta. Esta situação está a ocorrer à luz do dia ou com boa iluminação e é chamado de "visão fotóptica" (actuando tanto sensores na retina: os cones, principalmente sensível à cor e as hastes são sensíveis à luz). Ao entardecer e noite (visão escotopica) é chamado de Purkinje8 efeito, que é o deslocamento da curva V a l o menor comprimentos de onda, deixando a sensibilidade máxima no comprimento de onda de 507 nm. Isto significa que, embora não exista uma visão de cores, (os cones não trabalham), o olho é relativamente sensível à energia no extremo azul espectro e quase cego para vermelho, ou seja, durante o Purkinje efeito, dois feixes de igual intensidade, um azul e um vermelho, o azul ficará muito mais brilhante do que o vermelho. É extremamente importante ter em conta esses efeitos quando se trabalha com baixa iluminância. (grifo nosso)

3.4.2 Iluminamento A OSRAM do Brasil (2009), assim define iluminamento:

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Segundo a Convertworld (2009), nanômetro (nm) é a milionésima parte do milímetro. Segundo o sítio da Abril (2009), esse nome é atribuído ao fisiologista experimental checo Jan Evangelista Purkinje (1787-1869), que descreveu tal efeito como sendo a sensibilidade às cores, que se modificam quando passamos do escuro para o claro e vice-versa.

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Expressa em lux (lx), indica o fluxo luminoso de uma fonte de luz que incide sobre uma superfície situada a uma certa distância desta fonte. É a relação entre intensidade luminosa e o quadrado da distância (l/d2). Na prática, é a quantidade de luz dentro de um ambiente, que pode ser medida com o auxílio de um luxímetro. Para obter conforto visual, considerando a atividade que se realiza, são necessários certos níveis de iluminância médios. Os mesmos são recomendados por normas técnicas (ABNT - NBR 5413).

Fig. nº 28 - Iluminamento Fonte: Wikipédia

No âmbito policial é a quantidade de luz que teremos dentro de um ambiente, proveniente de um ou mais equipamentos de iluminação tática a qual poderá ter sua intensidade de luz medida através de um luxímetro (aparelho que mede o nível de iluminação em um ambiente). 3.4.3 Fluxo luminoso É assim conceituado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) (2009): “é a radiação total da fonte luminosa, entre os limites de comprimento de onda mencionados (380 e 780m) [sic]. O fluxo luminoso é a quantidade de luz emitida por uma fonte, medida em lúmens, na tensão nominal de funcionamento.”

Fig. nº 29 – Fluxo luminoso Fonte: sítio da UFPR

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A OSRAM do Brasil (2009), em seu endereço eletrônico na internet, conceitua fluxo luminoso como sendo “a quantidade de luz emitida por uma fonte de luz medida em lúmens, na tensão nominal de funcionamento.” Encontramos ainda, a seguinte definição para fluxo luminoso, que corrobora com as anteriores citadas:

Energia radiante luminosa instantânea, emitida entre as freqüências de 380 a 780 nm (nanômetros) por uma fonte primária. A unidade internacional de medida (SI) que se utiliza é o Lúmen (lm), que mede, então, a quantidade de energia luminosa emitida num instante por um corpo luminoso na gama de freqüências que vai dos 380nm (violeta) aos 780nm (vermelho). (LUMEARQUITETURA, 2009).

3.4.4 Intensidade luminosa É assim conceituado pela UFPR (2009): “É o fluxo luminoso irradiado na direção de um determinado ponto.” A OSRAM do Brasil (2009), assim define intensidade luminosa: “é a intensidade do fluxo luminoso de uma fonte de luz projetada em uma determinada direção. Uma candela é a intensidade luminosa de uma fonte pontual que emite o fluxo luminoso de um lúmen em um ângulo sólido de um esferoradiano.”

Fig. nº 30 – Intensidade luminosa Fonte: Wikipédia

3.4.5 Luminância A OSRAM do Brasil (2009) diz que:
“ [...] das grandezas mencionadas, até então, nenhuma é visível, isto é, os raios de luz não são vistos, a menos que sejam refletidos em uma superfície e aí transmitam a

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sensação de claridade aos olhos. Essa sensação de claridade é chamada de Luminância. É a Intensidade Luminosa que emana de uma superfície, pela sua superfície aparente.

Fig. nº 31 – Luminância Fonte: Wikipédia

É definida no sítio da Unicamp (2009) como sendo:
“É um dos conceitos mais abstratos que a luminotécnica apresenta. É através da luminância que o homem enxerga. No passado denominava-se debrilhança, querendo significar que a luminância está ligada aos brilhos. A diferença é que a luminância é uma excitação visual, enquanto que o brilho é a resposta visual; a luminância é quantitativa e o brilho é sensitivo”.

Para resumir as grandezas apresentadas no subitem que trata de luminosidade, apresentamos uma tabela nos proporciona uma síntese do assunto. Grandeza
Fluxo Luminoso Iluminamento ou Iluminância Intensidade Luminosa Luminância

Nome
Lúmen

Símbolo
Lm

Definição
É a emissão luminosa de uma fonte. A quantidade de luz recebida por uma superfície. A luz que se propaga em uma dada direção.

Fórmula

E = A  A ou E = (I  d²) cos I =   L= I superficie A'

Lux

Lx

Candela

Cd

Candela por Luz recebida pelo olho de uma metro Cd / m² superfície (refletida). quadrado onde: d - é a distância entre a fonte e a superfície.  - é o ângulo formado entre a direção da luz e a normal das superfícies.  - ângulo sólido é uma medida do espaço tridimensional. A - é área real da superfície. Tabela nº 04 – Grandezas de iluminação Fonte: sítio Saudetrabalho

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3.5 COR DO UNIFORME Você já se perguntou por que os Grupos conhecidos como de Operações Especiais usam uniformes camuflados9? De onde surgiu esse tipo de fardamento e qual é o padrão considerado ideal? Existe um padrão ideal para o Exército e para as Polícias? Esses questionamentos, quando neles paramos para pensar e refletir, nos levam a inúmeros padrões de fardamento quando a eles nos referimos no aspecto cor. Exércitos do mundo inteiro têm um padrão de cor em seus uniformes, que ao longo de suas existências sofreram transformações sempre com o objetivo de melhor desempenho do teatro de operações. Para as Polícias Militares e em específico para os Grupos de Operações Especiais que importância tem a cor do fardamento que usam? Qual é o padrão ideal? Deve ser camuflado ou de uma única cor? No sítio da Ceante (2008) encontramos informações que nos ajudarão a responder tais questões. A primeira definição que nos apresentam é justamente a do que venha a ser camuflagem, que é assim definida: “Identidade visual que faz tornar conhecido quem faz uso. Forma científica e tecnológica que permite encobrir, ocultar ou disfarçar algo da visão normal criando uma vantagem em outro sob falsas aparências”. Com base nas informações constantes no sítio da Ceante (2008), criamos o quadro a seguir, contendo alguns dos padrões que foram adotados, principalmente do século XX até nossos dias, por alguns países. Nesse quadro, evidentemente não estão todos os uniformes adotados pelos países nele mencionados, mas nos dá uma noção da preocupação com a camuflagem para uso no teatro de operações.10 Segundo o sítio da Ceante (2008) podemos dividir a História da camuflagem para uso militar ou policial, antes e depois do século XX. As tropas militares anteriores ao século XX usavam cores bastante fortes e até brilhantes que tinham objetivos bem específicos para a época, como por exemplo, melhor identificação da própria tropa no campo de batalha, intimidação do inimigo entre outros. No decorrer dos anos surgiram outras tonalidades de cores que vieram a substituir as tradicionais brilhantes vermelha, azul e verde. Eis que surgem as cores verde e cáqui, que viriam a ser adotadas pela maioria dos Exércitos da época. No apêndice C, temos um quadro que nos dá uma noção sobre a importância que os exércitos,

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No apêndice C, apresentamos um quadro ilustrativo de camuflagem, utilizado por algumas Forças Armadas no mundo, no período de 1857 a 2006. 10 Lugar onde se desenrola operações, guerra.

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principalmente ao longo dos últimos anos, têm dado a escolha de um determinado padrão das cores de seus fardamentos, pois sabem o quanto esse item é importante. No sítio da Ceante (2008) essa nos traz ainda importantes esclarecimentos sobre a camuflagem, conforme se seguem:
Destacou ainda que se evitou o preto devido ao contraste que este apresenta para os intensificadores de imagem, e por não ser uma cor comum na natureza. (grifo nosso) [...] Contra esta tecnologia a camuflagem deve se basear em cores que refletem a luz residual (luar e estrelas principalmente) na mesma intensidade que o fundo. Vale dizer que o reflexo das cores variam de acordo com o material e cor. Luvas, bandoleira, cintos, cotoveleiras e joelheiras, capacete, mochila e arma podem ser facilmente notados se não tiverem preparo adequado. [...] As cores escuras são ruins para conter os OVN11, pois não refletem a luz e dão contraste escuro. As camuflagens escuras no rosto e armas escuras aparecem facilmente. Até a sombra pode denunciar a presença. A camuflagem noturna deve ser a mesma da camuflagem diurna, [...]. Uma tropa avançando a noite com rosto com camuflagem escura pode ser detectada como pontos escuros se movendo na mata. O campo de batalha atual já está sentindo a presença da ameaça dos óculos de visão noturna. Soldados americanos no Afeganistão enfrentaram insurgentes equipados com modelos de OVN semelhantes. (grifo nosso) Até mesmo nas favelas do Rio de Janeiro já foi apreendido óculos de visão noturna na mão de traficantes e bandidos. Um risco a mais para a Polícia Carioca e Brasileira se preocupar. Por causa disto, estar camuflado apenas não basta quem faz o uso precisa levar em consideração algumas questões relevantes como, pro exemplo: 1) Fundos. Fundos são importantes, e o combatente deve se misturar com eles o máximo possível. As árvores, arbustos, grama, terra, lama e estruturas artificiais que formam o fundo variam em cor e textura. Isto torna possível para o soldado se misturar com eles. Deve-se selecionar árvores ou arbustos ou outros fundos para se misturar com a camuflagem e absorver a sua figura. O soldado deve sempre considerar que o inimigo pode conseguir observá-lo. 2) Sombras. Um soldado é facilmente visto ao ar livre em um dia claro, mas nas sombras é difícil de ser visto. As sombras existem na maioria das condições, dia e noite e em vários ambientes. Sempre que possível a movimentação deve ser feita nas sombras. 3) Silhuetas. Uma silhueta baixa é mais difícil de ser vista pelo inimigo. Então, o soldado deve se manter abaixado, agachado ou deitado a maior parte do tempo. 4) Reflexos brilhantes. Refletir a luz é quase que suicídio. Uma superfície brilhante chama a atenção imediatamente e pode ser vista a grandes distâncias. Por isso todas as superfícies brilhantes devem ser camufladas de forma criteriosa. Deve-se ter muito cuidado com óculos e lentes de binóculos. 5) Linhas do horizonte. Podem ser facilmente vistas figuras na linha do horizonte de uma grande distância, mesmo a noite, porque um esboço escuro se salienta contra o céu mais claro. Uma patrulha deve usar a cobertura do terreno e só cruzar áreas abertas apenas nos pontos mais estreitos. 6) Alterar de esboços familiares. Equipamentos militares e o corpo humano são esboços familiares ao olho humano. O soldado propositadamente alterar essas silhuetas ou disfarçá-las usando, por exemplo, capas de camuflagem (ghillie suit). Deve-se também sempre que possível alterar os seus esboços da cabeça às solas das botas. 7) Disciplina de ruídos. De nada adianta a mais perfeita camuflagem se os soldados não guardam silêncio. Um simples ruído ou barulho da voz humana pode ser detectado pelo inimigo. O soldado deve manter o silêncio o máximo possível,
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Óculos de visão noturna.

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comunicando por sinais ou toques, e só falando quando extremamente necessário em tom baixíssimo e com a absoluta certeza de que o inimigo não poderá escutar nada. [...] E lembre-se que camuflagem não são só apenas rostos pintados ou roupas com estampa diferenciada. Camuflagem é uma tática e técnica que fazem parte de um sistema avançado que quando bem utilizado cria conceitos, regras e padrões que priorizam a missão resguardando a vida de policiais e militares, salvaguardando a vida de cidadãos e suspeitos e promovendo a vida, a segurança e a liberdade da sociedade.

A camuflagem adquiriu uma enorme importância não só no meio das Forças Armadas, mas também no uso policial. O Batalhão percussor das Operações Especiais nas Polícias Militares do Brasil, o BOPE, pensou em rever a cor adotada em seu uniforme, conforme fez pública a reportagem divulgada pela Folhaonline, em 10 de novembro de 2007.

A matéria da Folhaonline (2009), assim se referiu ao assunto:

A farda negra, que rendeu fama ao Bope, "faz silhueta" em ações noturnas em favela, o que pode significar a morte para o soldado. Deve dar lugar à cor acinzentada, com "camuflado digital", semelhante à da Força Nacional de Segurança. (grifo nosso) O comandante do Bope, tenente-coronel Pinheiro Neto, confirmou à Folha que há um estudo para escolher o melhor uniforme para a tropa. Em ações do complexo do Alemão, o Bope chegou a usar o uniforme da Força Nacional e o Caveirão, mas como estratégia para confundir os criminosos. O cabo PM Cyro, da área de instrução do Bope, explicou que à noite, após os olhos se acostumarem à escuridão, é possível identificar o vulto de preto. "É mais difícil perceber alguém com farda de camuflado digitalizado", comparou. (grifo nosso) Só o Grupo de Resgate de Reféns continua com a cor escura. "O preto aumenta a dimensão do policial e aparenta maior número, o que é fator psicológico negativo para o oponente", disse Pinheiro Neto.

Assim, podemos verificar que há mais um fator decisivo nas ações policiais desenvolvidas a noite e que merecem toda a atenção para que sejam buscados os melhores meios para os policiais que estarão diretamente envolvidos em ações de alto e altíssimo risco, como é o caso específico do efetivo do COBRA/BOPE.

3.6 FISIOLOGIA DA VISÃO Para que possamos compreender a ação da luz sobre a nossa visão, precisamos entender pequenos detalhes, todavia, importantíssimos, que envolvem a ótica e luminosidade.

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Nas ocorrências policiais esses fatores estão presentes e o seu conhecimento básico, nos ajudarão sobremaneira na condução das ações policiais. Como iremos perceber no transcorrer do presente estudo, esse conhecimento de maneira superficial de como funciona a nossa visão é uma das importantes contribuições da ciência no campo da medicina. A oftalmologia nos proporcionou avanços magníficos nas últimas décadas, firmando-se como um dos ramos mais importantes da ciência médica contemporânea.

3.6.1 A visão Segundo Parker (2008, p. 20), entre todos os sentidos que o ser humano possui é por intermédio da visão e da audição que o homem obtém o maior número de informações e as processa em seu encéfalo. Aproximadamente ¾ das informações que são processadas pelo nosso encéfalo. Em nossos olhos estão contidos 70% de todos os receptores sensoriais que possuímos. Nossos olhos trabalham em conjunto, numa perfeita harmonia com os órgãos da audição. São esses dois importantes órgãos do sentido, que nos deixam em alerta diante de um perigo eminente.

A quantidade de informações que são obtidas através da visão foi assim quantificada por Ramos (2006, p. 3): “A visão é responsável por cerca de 75% de nossa percepção. Resumindo deforma extremamente sintética o ato de ver é o resultado de três ações distintas: operações óticas, químicas e nervosas.” (grifo nosso)

Em razão dessa importância, conhecendo um pouco mais acerca desse sentido, em qualquer campo profissional, ele poderá nos proporcionar inúmeras vantagens, pois poderemos explorar positivamente os seus benefícios.

Acreditamos ser revestida de importância fundamental em nossa vida, mesmo que a conheçamos de maneira superficial, poderemos contar com os seus benefícios, uma vez que pouquíssimos no universo de milhões de pessoas são especialistas no assunto como os oftalmologistas. Entretanto, poderemos descobrir que esse diminuto conhecimento da oftalmologia que iremos expor de maneira bastante singela, poderá auxiliar em muito o trabalho das polícias em suas atividades.

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3.6.1.1 A anatomia do olho humano Agora que sabemos que através dos olhos obtemos esse grande número de informações externas que serão posteriormente processadas pelo nosso cérebro, precisamos conhecer quais são as partes que compõem esse importante órgão do sentido.

Nas informações obtidas sobre a anatomia do olho humano, apresentamos as análises feitas por Nishida (2007, p. 86), que assim as descreve:

Quando observamos externamente o olho, vemos as seguintes estruturas: Pupila: abertura que permite a entrada de luz para o interior do globo ocular em direção a retina. Íris: cuja pigmentação caracteriza a cor dos nossos olhos, possui dois tipos de músculos lisos de ação antagônica. Córnea: superfície curva e transparente de tecido conjuntivo que funciona como uma lente de grande capacidade de refração e filtra os raios UV. Ela é sempre lavada pela secreção lacrimal (controlada pelo nervo VII) que é espalhada pelas pálpebras que se sobem e descem. Pálpebra: a elevação é causada pelo músculo elevador da pálpebra ativado pelo III par. Esclera: tecido conjuntivo rígido e esbranquiçado que continua a córnea. O conjunto esclera e córnea que dão a forma esférica do olho. Músculos extrínsecos do olho associada a esclera estão seis pares de músculos esqueléticos que garantem o movimento do globo ocular. Nervo óptico: fibras nervosas que transportam as informações visuais para a base do cérebro, próximo a glândula pituitária.

Para que tenhamos uma melhor visualização a que se refere Nishida (2007, p. 86), a autora apresenta a imagem a seguir, que elucida a nomenclatura anteriormente mencionada.

Fig. nº 32 – Anatomia interna do olho Fonte: Ibb unesp

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3.6.1.2 O processo da visão No CD-ROM do curso avançado de técnicas de abordagem em baixa luminosidade, ministrado pela empresa Skill Security (2003) encontramos a seguinte descrição do processo:
A visão consiste na percepção das imagens dos objetos. O órgão que capta as imagens é o olho, as quais são enviadas até o centro cortical da visão por intermédio das vias ópticas. É um órgão par, situado na cavidade orbital, constituído por três membranas: esclera, membrana mais externa do olho, composta de tecido conjuntivo fibroso; coróide é a membrana média do olho, formada de uma fina membrana vascular; retina membrana nervosa, tornando-se assim muito delicada, sobre a qual são recebidas as imagens dos objetos exteriores. Sua superfície externa está em contato com a coróide e a interna com o corpo vítreo, cápsula onde contém um líquido denominado humor aquoso.

De acordo com a Skill Security (2003), a luz é fundamental para a visão. Os olhos captam os raios de luz que podem ser emitidos por fontes luminosas - como o sol, a lâmpada, a tela da TV ou do computador - ou serem refletidos pelos mais diversos objetos - cadeiras, mesas, livros etc. Para Parker (2008. p. 20) “a luz penetra no olho através da pupila, um pequeno orifício escuro no seu centro. A quantidade de luz que entra é controlada pela íris, o anel colorido em volta da pupila.” Nesse caminho em busca de entendermos um pouco mais sobre importante campo da ciência, precisamos agora compreender como se processa as imagens que são captadas pela visão e enviadas ao nosso cérebro.

Neste sentido Nishida (2007, p. 85-6), apresenta uma noção mais profunda desse processo, quando assim o descreve:
O olho dos vertebrados é semelhante a uma câmara fotográfica, porém bem mais complexo. O olho possui um mecanismo de busca e de focalização automática do objeto de interesse, um sistema de lentes que refratam a luz (uma fixa e outra regulável), pupila de diâmetro regulável, filme de revelação rápida das imagens e um sistema de proteção e de manutenção da transparecia do aparelho ocular. As células sensíveis à luz estão na retina e através de um processo fotoquímico, os fotorreceptores transformam (“transduzem”) fótons em mudanças do potencial de membrana (potencial receptor). Antes dos sinais visuais se tornarem conscientes no cérebro, estes são pré-processadas na retina por uma camada de células nervosas. As informações aferentes chegam ao encéfalo através do nervo óptico (II

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par de nervos cranianos) e já foram previamente triadas sobre determinadas características da cena visual. (grifo nosso) O olho além de possibilitar a análise do ambiente à distância, permite discriminar os objetos quanto a suas formas, se estão perto ou longe, se estão em movimento e dependendo da espécie, se são coloridos. Além da construção visual sobre o ambiente onde se encontram, as imagens são utilizadas como elementos de comunicação. (grifo nosso) A luz se propaga a 300.000 Km/s. Isso significa que a fotorrecepção é uma sensibilidade que pode informar o sistema nervoso central em tempo quase real sobre o que acontece no ambiente externo, possuindo excelente resolução espacial e temporal. No vácuo a luz realmente se propaga em linha reta, mas ao atingir a atmosfera terrestre interage com átomos e moléculas sofrendo vários desvios como reflexão, absorção e refração. A refração da luz é uma propriedade essencial para a formação da imagem. O olho é, por excelência, um órgão dedicado para detecção e análise das fontes de luz visível. Além da luz visível ser utilizada para a percepção visual, é também utilizada para organizar os ritmos biológicos, particularmente aqueles associados a duração do fotoperíodo como o ciclo claro-escuro (como o ciclo sono-vigília). (grifo nosso)

Para compreendermos melhor o processo da formação das imagens captadas por nossos olhos, segundo Nishida (2007), essa ocorre a partir das informações que são colhidas a partir dos reflexos ou raios luminosos que são emitidos pelos objetos que são instantaneamente focalizados na retina formando uma imagem nítida.

Fig. nº 33 – Como o olho vê Fonte: livro “O corpo humano”

3.6.2 A ação da luz no olho humano em baixa luminosidade A visão humana em condições onde haja baixa ou ausência de luminosidade apresenta características de funcionamento que merecem nossa atenção quando as transportamos para o campo policial, no atendimento as ocorrências.

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Em condições com pouca luz, como será que funciona o sentido da visão na identificação dos objetos e das cores que eles refletem? Segundo a Skill Security (2003), a visão humana em baixa luminosidade, é assim apresentada:

No olho, os raios luminosos atravessam primeiro uma estrutura curva, dura e transparente: a córnea, que funciona como uma lente e inicia a focalização das imagens. Os raios de luz passam, então, por um líquido incolor chamado humor aquoso, que separa a córnea da íris. A íris é o círculo colorido do olho e pode ser castanha, azul ou verde. Sua pigmentação impede que a luz a atravesse. Mas, no centro da íris, há um orifício, a pupila. É por ele que os raios luminosos passam. A íris regula o tamanho da pupila para evitar a entrada excessiva de luz no interior do olho. Quando há pouca luz, a pupila está mais aberta. Com muita luz, acontece o contrário. (grifo nosso)

Outra informação importante expressa pela Skill Security (2003) é quanto à tonalidade das cores que a visão humana consegue distinguir à noite, quando assim assevera:

As células denominadas cones que são as responsáveis pela visão colorida são menos sensíveis que os bastonetes que distinguem apenas intensidade de brilho, correspondendo a uma visão em preto e branco. Dessa forma, tudo o que estiver ao nosso redor irá adquirir uma tonalidade em cinza. (grifo nosso)

Na informação acima apresentada, poderemos encontrar a fundamentação técnica para o emprego de uniformes camuflados em preto, cinza e branco, utilizados pelas unidades e grupos especiais das polícias militares. As informações acima são corroboradas por Fox (2007, p. 268-9), quando afirma:
Os fotorreceptores – bastonetes e cones [...] – são ativados quando a luz produz uma alteração química de moléculas de pigmento contidas nas lamelas membranosas do segmento externo das células receptoras. Os bastonetes contêm um pigmento de cor púrpura denominado rodopsina. O pigmento parece púrpura (uma combinação de vermelho e azul) porque ele transmite luz nas regiões vermelha e azul do espectro, enquanto absorve energia luminosa na região verde. [...] Em resposta à luz absorvida, a rodopsina se dissocia em dois componentes: o pigmento retinaldeído (também denominado retineno ou tetinal), que deriva da vitamina A, e a proteína denominada opsina. Essa reação denomina-se reação de branqueamento. [...] Essa reação de dissociação em resposta à luz inicia alterações na permeabilidade iônica da membrana celular dos bastonetes e, por último, acarreta a produção de impulsos nervosos nas células ganglionares. Como conseqüência desses efeitos, os bastonetes provêem a visão em preto e branco sob condições de baixa luminosidade. (grifo nosso)

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Em ações policiais onde tenhamos ambientes com baixa ou ausência de luminosidade, o emprego de uma boa lanterna poderá se consagrar em um importante equipamento no atendimento de ocorrências. O emprego desse equipamento, quando utilizado por quem conhece quais são os efeitos causados pela incidência de luz sobre os olhos, aliados a alguma das técnicas para a sua utilização com o armamento que estará portando, propiciará ao policial militar vantagem significativa sobre a pessoa que estará abordando. A figura a seguir nos mostra os efeitos causados pela luz ao incidir sobre os olhos humanos, em diferentes níveis de intensidade. Nele podemos observar que quando há uma intensidade alta, ocorre uma diminuição da pupila, dificultando a capacidade do ser humano de enxergar.

Fig. nº 34 – Dilatação e constrição da pupila Fonte: livro “Fisiologia humana”

Fig. nº 35 – Reação dos olhos diante da luz Fonte: livro “O corpo humano”

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Segundo a Skill Security (2003) não se sabe ao certo a origem da seguinte frase popular: "À noite, todos os gatos são pardos", todavia, ela pode ter uma explicação física. Ocorre que a noite, quando a luminosidade é pouca, o olho humano é mais sensível à região azul do espectro da luz, menos sensível ao amarelo e menos ainda ao vermelho.

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4 - PRINCIPAIS TÉCNICAS COM LANTERNA E TOMADA DE DECISÃO

O uso simultâneo da lanterna e armamento ainda é tratado como um assunto bastante recente no Brasil, embora no exterior, o seu emprego tenha ganhado a sua importância há algum tempo. Duas histórias recentemente retratadas no cinema nos dão uma noção do emprego ou não de lanternas pela polícia. No filme “SWAT – Comando Especial”, produzido pela indústria cinematográfica “Columbia Pictures Instustries Inc.“, temos a noção exata da importância do uso da lanterna pela equipe de elite apresentada nesse filme. Durante todas as ações, sejam essas desenvolvidas em ambientes externos ou confinados, a lanterna se faz presente, tornando-se parte do “corpo do armamento”. Noutro ponto, o filme Tropa de Elite, produzido no Brasil, em momento algum apresenta policiais usando lanternas e muitas das ações retratadas, se desenvolvem durante a noite. Esses dois filmes, embora fictícios, retratam realidades e/ou doutrinas diferentes? Ao longo de nosso estudo, tentaremos encontrar essa resposta. 4.1 AMBIENTE EXTERNO Todas as técnicas que serão apresentadas são válidas também para ambientes externos, todavia, pelo fato de estar mais exposto, o acionamento da lanterna será mais restrito. A experiência profissional nos tem mostrado, nesta situação, que acionamentos curtos e intervalados ficarão restritos a algumas situações específicas, como por exemplo:      identificação do terreno, durante um deslocamento; visualização de uma bússola; leitura rápida de alguma informação que chegou por escrito ao teatro de operação; visualização de um mapa cartográfico; preparo de dispositivo mecânico ou eletrônico; etc. Nessa situação específica, a baixa luminosidade, ganha também outro aliado importante, a cor do uniforme que estará sendo utilizado pelos policiais militares.

4.2 AMBIENTES CONFINADOS O combate em ambientes confinados é uma das situações mais complexas que envolvem as ações dos grupos especiais, sejam estes pertencentes a qualquer força policial e de qualquer país.

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Tropas Especiais treinam constantemente esse tipo de combate, pois se reveste de peculiaridades e detalhes importantíssimos e somente o treinamento constante, desenvolverá a técnica necessária para que atinjam o êxito nesse tipo de ação policial. Conforme frisamos anteriormente, todas as técnicas que aqui serão apresentadas, bem como outras que pelas suas características proporcionam aos policiais uma atuação mais segura em ambientes com baixa ou ausência de luminosidade são válidas. Como estamos tratando de ambientes confinados, precisamos aqui verificar a situação para tomarmos a decisão sobre o tipo de ação que será adotada. Diversas podem ser as razões pelas quais um grupo de operações especiais pode ser acionado para o atendimento de uma ocorrência envolvendo uma edificação. Portanto, chegando ao local, uma análise preliminar deverá ser feita, onde provavelmente levarão em consideração alguns itens, como por exemplo:       há vítimas? Quantas?; número de agressores; a casa é de alvenaria ou madeira; a casa tem um pavimento ou mais de um; número de cômodos; a casa está com energia elétrica? Etc.;

Após estas e outras informações preliminares, precisaremos buscar outras mais específicas, como por exemplo:        a localização da(s) vítima(s); o(s) agressor(es) possui(em) antecedentes criminais; o(s) agressor(es) tem algum tipo de relacionamento com a(s) vítima(s)?; temos o perfil psicológico do(s) agressor(es)?; foi realizado algum contato com o(s) agressor(es)?; o(s) agressor(es) pediu(ram) algo em troca? Outras informações julgadas importantes, etc.

Aliada a todas essas informações, dependendo da situação, poderão adotar uma entrada tática coberta (silenciosa) ou dinâmica. Cada uma dessas técnicas de entrada em um ambiente se reveste de características peculiares. Contudo, como nosso objetivo neste

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subtítulo é tratarmos do uso da lanterna nestas situações, não iremos nos ater as características destas técnicas de entrada de modo pormenorizado. Na realização de qualquer uma das entradas, o policial militar poderá adotar a técnica que melhor se adapta ou a que melhor se adéqua a situação. Nas entradas cobertas ou silenciosas, normalmente, as lanternas não são acionadas até a chegada do cômodo em que está(ão) o(s) agressor(es) ou a(s) vítima(s), ou ambos, a não ser que precisem de orientação no deslocamento que dá acesso ao(s) ambiente(s). Nas entradas dinâmicas, que são caracterizadas pela surpresa, ação vigorosa e velocidade, a lanterna estará acionada desde o início da ação até a neutralização do(s) agressor(es) e salvamento da(s) vítima(s). Estas características também estão presentes nas entradas cobertas ou silenciosas, entretanto, acontecem somente quando os policiais chegam ao cômodo onde está(ão) o(s) agressor(es). Podemos concluir em relação ao tipo de entrada que, nas entradas cobertas ou silenciosas, o acionamento da lanterna, via de regra, será realizado somente quando se chega ao cômodo onde está(ão) o(s) agressor(es) e/ou a(s) vítima(s). Na entrada dinâmica, o acionamento da lanterna ocorrerá desde o início da ação até o seu final e isso se dará em função de que a surpresa já foi “quebrada”, face ao emprego de alguma tática que vise causar a distração ou confusão mental do(s) agressor(es) e também a tensão que envolve os policiais que atuarão, por mais bem treinados que sejam, poderá comprometer detalhes, como o “simples” acionar de uma lanterna. É algo a menos a desviar a atenção do foco principal.

4.3 TÉCNICAS Antes de iniciarmos a tratar das principais técnicas existentes, precisamos entender o que venha a ser técnica e tática policial militar. De acordo com a Polícia Militar do Estado de São Paulo (1985, p. 21) a conceituação de técnica e tática policial militar são:

Técnica policial militar é o conjunto de métodos e procedimentos usados para a execução eficiente das atividades policiais-militares nas ações e operações que visem à manutenção da Ordem Pública. Tática policial militar é a arte de empregar a tropa em operações policiais-militares que visam a garantir ou restabelecer a Ordem Pública. (grifo nosso)

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Ainda na preparação tática que deve ter o policial militar, Lima (2007, p. 46) assim a destaca, dentre os componentes aos quais denominou “ciclo de sobrevivência”12:

Preparação tática são as ferramentas mental e física para realizar ou atingir uma meta. As táticas envolvem o modo como negociamos, pois cada tarefa ou contato é inigualável e requer flexibilidade no uso e seleção de táticas específicas. Os policiais que estabelecem os primeiros contatos em qualquer situação deveriam ter um grande ou maior conhecimento tático que qualquer outro policial. Todas as táticas têm um tempo e um lugar, e todo policial não deveria deixar de lado treinamentos táticos porque nunca enfrentou ocorrências nessa circunstância. Treinar as diversas situações que poderá enfrentar pode ser a melhor tática possível, pois o policial deve ser especialista em “ler” as circunstâncias em todas as situações operacionais em, que se vê envolvido.

Segundo informações recebidas em cursos dos quais este acadêmico participou voltados a atividade operacional, em sua maioria, eminentemente práticos, existem mais de vinte técnicas diferentes de emprego da lanterna com o armamento, no entanto, iremos aqui abordar aquelas mais conhecidas e divulgadas. As técnicas que aqui serão expostas, julgamos como sendo aquelas, que poderão nos dar uma visão do potencial macro que apresentam e a importância capital que engloba o assunto.

4.3.1 Federal Buerau of Investigation (FBI) É uma das técnicas mais antigas ensinadas nas academias de polícia quando falamos sobre confrontos policiais à noite. A Polícia Militar de Santa Catarina (2002, p. 274) em seu manual de instrução módulo X, apresenta a seguinte assertiva:

Essa técnica de tiro foi desenvolvida e, ensinada pelo F.B.I., porém não é a mais recomendada. Este método consistia em manter a mão que segura a lanterna longe do corpo, devendo o braço ficar esticado lateralmente e a outra mão que empunha a arma à frente. Este método não é tão seguro, pois a luz da lanterna pode iluminar o policial ao lado, além de ser uma posição cansativa.

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Segundo Lima (2007) o ciclo de sobrevivência é composto pela preparação mental, preparação física, táticas, equipamentos e habilidade em tiros.

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Fig. nº 36 – Técnica FBI Fonte: livro de Ken J. Good

A Polícia Militar de Minas Gerais (2002, p. 64) em seu manual de prática policial, refere-se a essa técnica como sendo “mais apropriada para lanternas de grande comprimento. Em caso de utilização da arma de fogo, a posição não é muito firme e a qualidade de tiro deve ser observada, devido a empunhadura ser simples.” Embora, atualmente, ela não seja mais ensinada na Academia do FBI, e por muitos é considerada ultrapassada, para alguns cenários táticos, como por exemplo, nas ações que antecedem o adentramento a um ambiente por um time tático, na tentativa de localizar o agente, tem sua valia. Segundo Franco (2002), esta poderá ser adotada por policiais quando há uma abertura, como por exemplo, uma porta, onde um ficará em pé de frente para a parede ou lateralmente a esta, empunhando uma lanterna com seu facho de luz direcionado para o interior do ambiente a ser verificado. O outro policial irá posicionar-se deitado com

empunhadura simples, enquanto segura com a outra mão o tornozelo de seu companheiro. A medida que o policial que segura o tornozelo de seu companheiro, faz movimentos para cima ou para baixo, para direita ou esquerda, aquele que empunha a lanterna acompanha esse movimento com a lanterna.” Em relação a esta técnica ainda temos a seguinte abordagem:

Muitas vezes mal falada técnica FBI, provavelmente é a técnica mais antiga ensinada nas academias de polícia. Com a lanterna empunhada como espada ou picador de gelo (conforme o tipo de acionamento), a lanterna é usada com o braço estendido e afastado, originalmente criada para manter a luz afastada do corpo do atirador, em teoria, denunciar seu posicionamento exato, fazendo com que qualquer ameaça seja atirada em direção da luz e não do atirador. Muitos pregam que a técnica está ultrapassada, entretanto em certos cenários táticos a técnica tem a sua valia. (TEES BRAZIL, 2004, CD-ROM).

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Fig. nº 37 – Técnica FBI Fonte: Surefire Institute

Fig. nº 38 – Técnica FBI Modificada com arma portátil13 Fonte: Surefire Institute

A Tees Brazil (2004) apresenta as vantagens e desvantagens da Técnica FBI, como sendo as seguintes:
Vantagens  Funciona bem com lanternas pequenas ou grandes de acionamento no corpo ou base;  Elimina deslocamento da faixa de luz em relação a arma durante o disparo;  Minimiza possibilidade de gerar confusão motora entre as mãos (aciona gatilho em vez do botão de acionamento da lanterna e vice-versa);  Possibilita busca sem uso da arma, bastante útil para buscas em áreas grandes;  De fácil transição para Técnica de Indexação e Técnica Keller para lanternas de acionamento na base;  Facilmente adaptado para uso com armas longas semi-automáticas;  Iluminação periférica auxilia a enxergar a alça e massa de mira;  Se aplica bem ao conceito de iluminar e deslocar seguido para táticas de CQB em baixa luminosidade. Desvantagens  Limita o atirador a usar somente a mão forte para atirar;  Difícil de manter a luz alinhado [sic] com a ameaça;  Cansativo se usado por muito tempo, especialmente para lanternas de grande porte;  Alinhamento rápido com lanterna e arma sob ameaça exige treino.

A Surefire Institute (2009) além das vantagens anteriormente citadas e que estão presentes em seu sítio, que essa técnica proporciona que seja criada uma máscara que minimiza a exposição do corpo do usuário e como conseqüência cause uma imprecisão do
13

É aquela transportada por um só homem.

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local onde se encontra e, como desvantagem acrescenta a impossibilidade de seu emprego estando seu usuário com uma mão ou braço ferido. Conforme Lawrence (2005)14, essa variação da Técnica FBI é usada quando não queremos que saibam exatamente onde estamos, enquanto procuramos nosso objetivo. Podemos perceber pela Fig. nº 35, que o braço e o antebraço da mão que segura a lanterna, formam um ângulo de 45º.

Fig. nº 39 – Técnica FBI Modificada Fonte: livro Tactical Pistol Shooting

Consoante Nrpublications (2009) essa variação da técnica FBI impede o policial de "marcar" a sua posição, pois através da utilização de acionamentos intermitentes e alternando aleatoriamente a altura de apresentação da lanterna, estará afastando essa do seu centro de massa; além de proporcionar facilidade para a Técnica Neck índex, que será apresentada posteriormente neste capítulo. Essa técnica se adapta bem com lanterna grandes e pequenas e em ocorrências que envolvam tiros, sua utilização ambidestra a torna versátil. As desvantagens dessa técnica incluem a dificuldade para manter a o facho de luz sobre a ameaça e a fadiga no uso prolongado. Além disso, a aplicação desta técnica quando o policial estiver com uma mão ou braço ferido se tornaria bastante difícil, até porque exige muito do policial durante uma abordagem e a sua prática tem que ser perfeita. A Nrpublications (2009) ao se referir a técnica FBI Modificada compara a lanterna a uma "espada" ou "furador de gelo", que será empunhada com o braço estendido longe do corpo e da mão que segura a arma. Para evitar a auto-iluminação de quem estiver empunhando a lanterna, essa deverá ser mantida ligeiramente à frente do corpo.

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Tradução livre, realizada por este autor.

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Como podemos perceber a técnica FBI e/ou FBI Modificada pode não ser hoje a mais utilizada, mas tem a sua eficiência no campo policial em situações que requerem o seu emprego tático operacional diante de circunstâncias específicas como as afirmadas pelos autores que a ela se referenciaram até então.

4.3.2 Harries A técnica Harries é uma das mais populares e uma das preferidas dos policiais quando em atendimento a situações que envolvem confronto em baixa luminosidade.

A Polícia Militar de Santa Catarina (2002, p. 274), apresenta a seguinte afirmação:
Esta técnica foi desenvolvida pro Mike Harries, norte-americano, instrutor de tiro. Foi desenvolvida em cima da posição de tiro “Weaver”, criada pro Jack Weaver. O método consiste em manter o corpo de lado em direção ao alvo, com os braços pouco, dobrados, porém com uma alteração nas mãos, ambas se encontram em forma de X, dando um apoio maior, sendo que a mão que segura a lanterna passa por baixo do braço que está a arma.

Fig. nº 40 – Técnica Harries Fonte: Surefire Institute

Fig. nº 41 - Técnica Harries Fonte: Surefire Institute

Para que possamos entender a referência constante no manual da Polícia Militar de Santa Catarina ao mencionar a posição de tiro Weaver, necessitamos caracterizá-la. A Polícia Militar de Santa Catarina (2002, p. 270), assim a descreve:
O método consiste em deixar o pé esquerdo à frente do direito, aproximadamente 20 a 30 cm, o corpo ficará naturalmente na posição lateral em relação ao alvo, sendo que o ombro esquerdo ficará à frente do direito. A mão esquerda fará uma leve pressão para trás e a direita resistirá, onde o corpo ficará reto e os braços meio dobrados.

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Fig. nº 42 – Posição de tiro Weaver Fonte: livro Tactical Pistol Shooting

A Polícia Militar de Minas Gerais (2002, p. 63), assim refere-se a Técnica Harries:

Consiste em posicionar o braço que segura a arma estendido, enquanto o se apóiam, uma na outra, procurando dar estabilidade ao conjunto. Esta posição não é muito firme, principalmente quando disparamos a arma, devemos refaze-la [sic] a cada tiro. É mais apropriada para lanternas de grande comprimento, e pode ocorrer ainda da lanterna não ficar devidamente alinhada com o cano da arma. (grifo nosso)

Não obstante o entendimento da Polícia Militar de Minas Gerais, destacamos que a Técnica Harries se notabilizou justamente por apresentar uma boa estabilidade durante o tiro, considerando-se a execução deste com empunhadura simples. Em relação a esta técnica ainda temos a seguinte abordagem:
[...] mais conhecida como costas da mão contra costas da mão, leva o nome de um dos pioneiros do tiro prático Michael Harries. Talvez seja uma das empunhaduras mais populares criado [sic], no início da década de 70 e adotado, e difundido, pelo Cel. Jeff Cooper da GUINSITE. Foi originalmente desenvolvido para aplicação com lanternas táticas de corpo grande (tipo Maglite), mas também se aplica muito bem as lanternas de combate modernas de acionamento na base (tipo surefire) e adapta-se com naturalidade à postura tipo Weaver. Para empregar a Técnica Harries, a lanterna deve ser segurada como um picador de gelo, refletor ou lente do lado oposto do seu dedão [sic]. Para lanternas de acionamento no corpo, o dedo indicador deve ser usado para ativar/desativar. No caso de lanternas de acionamento na base, use o dedão [sic]. O atirador deve alinhar os pulsos das mãos, pressionando firmemente as costas das mãos uma contra a outra, desta forma criando a tensão isometrico [sic] estabilizadora. (grifo nosso) Para as lanternas de grande porte o corpo da lanterna pode ser apoiado no antebraço do atirador. Vantagens

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 Funciona bem com lanternas grandes ou pequenas;  Automaticamente alinha o foco da lanterna com o cano da arma;  Permite uma empunhadura firme e uma plataforma de tiro estável para o tiro;  Cansa menos para o uso prolongado de lanternas de grande porte, permitindo que o corpo da lanterna seja apoiado no antebraço;  No caso de lanternas de combate (potencia) auxilia a enxergar a massa de mira;  Excelentes ergonômicos para uso com a Postura Weaver;  Aplica-se muito bem para tiro barricado mão forte; Desvantagem  A faixa de luz tem tendência de desalinhar durante o disparo, exigindo maior tempo de recuperação para realinhamento com o cano;  O cano pode varrer a mão no caso de apresentação às pressas;  Para atiradores destros, pode gerar reflexo em paredes ou cantos, prejudicando a visão noturna do operacional e silhuetando o resto da equipe;  Luz fica localizada no centro da massa do atirador;  Péssimos ergonômicos para qualquer outra postura de tiro a não ser Weaver;  Não se aplica muito bem para o tiro barricado lado fraco. (TEES BRAZIL, 2004, CD-ROM).

Na análise inicial acerca da Técnica Harries procedida pela Tees Brazil, que acima foi exposta, poderemos perceber que esta é totalmente contrária a afirmação feita pela Polícia Militar de Minas Gerais em seu Manual de Prática Policial. Segundo a Nrpublications (2009), além das afirmações já mencionadas pela Tees Brazil, a Técnica Harries não causa uma fadiga durante o seu uso prolongado, mesmo quando empregamos lanternas grandes. Considera, no entanto, que há uma pobreza em sua ergonomia quando necessitar utilizar outra posição de tiro que não a Weaver. Lawrence (2005) se refere a Técnica Harries como a técnica de pulsos cruzados. A lanterna será segura pela mão que não estará empunhando a arma. A mão que está segurando a lanterna cruzará por debaixo da mão que está empunhando a arma próximo ao pulso e com um dedo ou polegar da mão que segura a lanterna, irá controlar o interruptor ligando/desligando.

4.3.3 Chapman A Polícia Militar de Santa Catarina (2002, p. 274) assim apresenta a técnica:

Esta técnica foi desenvolvida por Ray Chapman, ex-policial e ex-campeão mundial de tiro prático. Chapman, adaptou a posição “Weaver Modificada”. O método consiste em empunhar a lanterna segurando-a com apenas os dedos polegar e indicador, os três restantes seguem firmemente, segurando a mão que empunha a arma, dando um, maior apoio e estabilidade.

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Fig. nº 43 – Técnica Chapman Fonte: Nrapublications

Fig. nº 44 - Técnica Chapman Fonte: Nrapublications

Para que possamos entender a referência constante no manual da Polícia Militar de Santa Catarina ao mencionar a posição de tiro Weaver Modificada, necessitamos caracterizá-la. A Polícia Militar de Santa Catarina (1998, p. 29), assim a descreve: “o método consiste em levar reto o braço direito que empunha a arma e manter esticado, sendo que o braço ficará dobrado, o corpo permanece na lateral.”

Fig. nº 45 – Posição de tiro Weaver Modificada Fonte: livro Tactical Pistol Shooting

Conforme Nrpublications (2009), a Técnica Chapman funciona bem tanto com lanternas pequenas quanto grandes. O método é facilmente assumido quando são empregadas posições de tiro isósceles ou isósceles modificado. É uma técnica de difícil emprego para pessoas que tenham mãos pequenas ou quando se usa uma lanterna pesada. Esta última é particularmente preocupante quando temos uma abordagem em que a utilizemos por longos períodos. Segundo Suarez (1996), na Técnica Chapman, a lanterna é segura pela mão fraca, especificamente pelo dedo polegar e indicador em um tipo de sinal de ok. Os outros três dedos

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se envolvem em torno da pistola de maneira normal. O interruptor é também acionado pelo indicador ou polegar da mão que suporta a lanterna. Não é tão rígida quanto a técnica Harries, mas é consideravelmente mais fácil de ser usada por aqueles que tem algum tipo de problema no ombro. Adicionalmente, há um desvio menor da posição normal de tiro do que na Harries. A Tees Brazil (2004, CD-ROM), assim referencia a Técnica Chapman:

Também conhecido como a Técnica Paralelo [...] é uma técnica que se adapta bem a postura de tiro isósceles e suas variantes. A lanterna é segura com o polegar e indicador da mão fraca, e os demais dedos da mão que seguram a lanterna auxiliam na empunhadura da arma. A técnica [sic] desenvolvido [sic] para o uso com lanternas de corpo grande e acionamento no corpo. Vantagem  Funciona bem com lanternas grandes e pequenas;  Faixa [sic] de luz é alinhado automaticamente com o cano da arma;  De fácil assimilação e adapta-se bem a posturas isósceles e variantes; Desvantagem  Limitado [sic] a uso de lanternas com acionamento no corpo;  Difícil de executar se o atirador tiver mãos pequenas ou lanterna muito grande;  Lanterna é desalinhado [sic] com a arma durante o disparo;  Tentativas de alinhar luz com ameaça pode desalinhar em relação ao cano e virseversa [sic];  Foco de luz fica localizado no centro de massa do atirador.

Como podemos perceber ao ser descrita a maneira como deve ser executada a Técnica Chapman, mesmo não sendo tão rígida quando Suarez a ela se refere, essa possibilita que o policial tenha uma “semi-empunhadura” dupla, o que contribuirá para uma melhor estabilidade durante o tiro.

Para que possamos entender a referência constante no manual da Polícia Militar de Santa Catarina ao mencionar a posição de tiro Isósceles, necessitamos caracterizá-la. A Polícia Militar de Santa Catarina (1998, p. 31), assim a descreve:

Esta técnica consiste em deixar o corpo meio curvado e de frente para o alvo, sendo que as pernas ficam um pouco flexionadas com os pés na mesma linha horizontal, e os braços esticados a frente formando um triângulo, tendo como base os ombros, ficando a mão fraca apoiada à mão forte.

As figuras nº 42 e 43, a seguir, nos dão uma idéia precisa de como é a posição de tiro isósceles.

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Fig. nº 46 – Posição de tiro Isósceles Fonte: livro Tactical Pistol Shooting

Fig. nº 47 – Posição de tiro Isósceles Fonte: livro Tactical Pistol Shooting

4.3.4 Ayoob Essa técnica foi desenvolvida pelo policial Massad Ayoob, policial e escritor norte-americano, foi baseada na posição de tiro “isósceles”. (POLÍCIA MILITAR DE SANTA CATARINA, 1989, p. 38). A Polícia Militar de Santa Catarina (2002, p. 275), assim descreve a técnica:

O método consiste em levar juntas a mão que segura a lanterna e a que empunha a
arma à frente, os braços ficam esticados em direção ao alvo e os polegares ficam juntos, lado a lado. Ayoob, somente recomenda tal técnica, para distâncias pequenas, entre 05 e 07 metros, podendo efetuar um disparo preciso, cegando o alvo com a luz da lanterna. Para distâncias maiores, Ayoob recomenda a posição de tiro “Chapman.”

Fig. nº 48 – Técnica Ayoob Fonte: Nrapublications

Fig. nº 49 - Técnica Ayoob Fonte: Nrapublications

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Segundo a Nrpublications (2009) assim como a Técnica Chapman, as mãos juntas na Técnica Ayoob é restrita a lanternas que tenham interruptores montados em sua lateral, e é cansativa para um uso prolongado com modelos mais pesados. Os benefícios são que ela requer menos formação para dominar do que a maioria das demais técnicas durante as abordagens. A tensão isométrica proporcionada estabiliza a arma e melhora a precisão. Empregando a Técnica Ayoob, o atirador segura a lanterna como se fosse uma espada, onde os dedos envolvem a lanterna e as duas mãos ao se aproximarem criam uma força semelhante a posição isósceles, terminando com o toque entre os dois polegares. A última ação cria uma tensão isométrica firme para a arma de fogo. A Tees Brazil (2004, CD-ROM), faz alusão a uma variação da Técnica Ayoob assim descrevendo:
Uma variante desta técnica é segurar a lanterna como se fosse uma espada [sic] entretanto [sic] usando somente o dedão [sic] e dedo indicador para segurar a lanterna e os outros três dedos se enrolam em volta da empunhadura da arma, desta forma oferecendo uma semi-empunhadura. Vantagem  Funciona bem com lanternas grandes ou pequenas;  Faixa de luz e [sic] alinhada automaticamente com o cano da arma;  Adapta-se bem com a [sic] posturas isósceles e variantes;  A empunhadura mais parecido [sic] com empunhadura dupla natural do atirador. Desvantagem  Limitado a uso de lanternas com acionamento no corpo;  Difícil de executar se o atirador tiver mãos pequenas ou lanterna muito grande;  Lanterna é desalinhada com arma durante disparo;  Tentativas de alinhar luz com a ameaça pode desalinhar em relação ao cano e virse-versa [sic];  Foco de luz fica localizado no centro de massa do atirador.

4.3.5 Rogers A Tees Brazil (2004, CD-ROM), assim assevera acerca desta técnica:

Bill Rogers, antigo agente FBI foi um dos primeiros a perceber a genialidade das lanternas táticas/combate e depois a desenvolver uma empunhadura para as primeiras lanternas da Surefire [...]. [...] é a mais adequada para as lanternas com acionamento na base [...] é a única técnica que permite uma empunhadura que podemos chamar de “dupla”. A arma é empunhada com a mão forte. A lanterna é segurada como se fosse um charuto entre o dedo indicador e dedo médio. Os dois [sic] sobrando são envoltos na mão forte da empunhadura da arma. A lanterna é acionada pressionando a base contra a palma da mão fraca.

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Vantagem  Permite uma empunhadura dupla;  Indicada para posturas de tiro tipo isósceles e variantes. Desvantagem  Aplica-se somente a lanternas de pequeno porte com acionamento na base;  Exige destreza na aplicação.

Fig. nº 50 – Técnica Rogers Fonte: livro de Ken J. Good

De acordo com a Nrpublications (2009) a técnica Rogers, foi posteriormente refinada pela Surefire para uso com porta lanterna de combate. Este método está limitado a lanternas pequenas, equipadas com botão de acionamento na base. Entendemos que é um método que requer grande treinamento por parte do policial, até que adquira a destreza necessária a sua utilização.

4.3.6 Neck índex ou puckett Estes são os dois nomes que esta técnica apresenta. A Tees Brazil (2004, CD ROM) faz a seguinte análise da mencionada técnica:

[...] ensinando desde os inícios dos anos 90 pelos instrutores Ken Good e David Maynard [...] ganhou o nome de Técnica Puckett em 1994 quando Brian Puckett escreveu uma matéria sobre os [sic] virtudes da técnica. Especificamente desenvolvido [sic] para ser aplicado [sic] com uma lanterna de combate tipo surefire, com acionamento na base, para aproveitar ao máximo a potência das lampadas [sic] de xenon com a potencia [sic] das baterias de lithium.

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A lanterna é segurado [sic] na mão fraca e posicionado [sic] na altura da cabeça logo abaixo da orelha, para lanternas de porte grande como a Maglite o corpo da lanterna pode ser apoiado no ombro do atiradores [sic]. Vantagens  Ilumina bem alça e massa de mira;  Transição natural entre a Técnica FBI e Keller;  Funciona bem com ambos [sic] lanternas pequenas e grandes;  Adaptável a lanternas de acionamento no corpo e na base;  Minimiza cansaço do atirador ao usar lanterna de grande porte, pois o corpo sorve [sic] absorve a maior parte do peso;  Minimiza possibilidade de “confusão motora”;  Permite varrer com a lanterna sem varrer com a arma;  Lanterna pode ser usada como arma de impacto, pois se encontra “engatilhada” acima do ombro – aplicando conceito de golpear com lanterna enquanto retraia a arma para fins de retenção;  Excelente para disparos em deslocamento lateral;  Permite usar com braço ferido pois simula posição de “flipper” típico de membro ferido;  Fácil assimilação pois é igual a posição de entrevista adotado por policiais durante abordagem;  Excelente por reter arma e usar lanterna como arma de impacto (opções de força). Desvantagens  Atirador atira com apenas uma mão;  Atirador pode causar iluminação em excesso na alça de massa;  Lanterna é posicionado [sic] próximo a cabeça do atirador.

As vantagens e desvantagens apresentadas pela Tees Brazil (2004) são as mesmas divulgadas no sítio da Nrpublications (2009) que acrescenta que àqueles que testaram diferentes técnicas em ambiente de Close Quater Batle (CQB), concordaram que a habilidade de fazer cobertura e atirar bilateralmente compensa a suposta desvantagem da menor estabilidade da Técnica Neck Index em relação a outra que utilize a união das mãos.

Fig. nº 52 – Técnica Neck Index Fonte: Surefire Institute Fig. nº 51 – Técnica Neck Index Fonte: Surefire Institute

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4.3.7 Keller No sítio da Surefire Institute (2009) a técnica Keller é apresentada como tendo sido desenvolvida pelo policial Van Keller, pertencente à Polícia do Estado de Geórgia, sendo descrita como uma mera variação da Técnica Harries, porém é bastante distinta. Para executar a Técnica de Keller, a lanterna é segura como se fosse uma espada, com o dedo polegar no interruptor de ligar/desligar. Os braços do atirador estarão estendidos, sendo que o braço que empunha a arma estará por baixo do braço cuja mão estará empunhando a lanterna. Os pulsos estarão juntos e a parte de trás da mão que empunha a arma aperta firmemente contra a parte de trás da mão que empunha a lanterna para criar uma tensão estabilizadora. Por exigir uma complexidade motora, a Técnica de Keller deve ser praticada para criar memória muscular a fim de evitar ter o estrondo de deslizamento do ferrolho da pistola no pulso ou antebraço durante o tiro, especialmente quando os braços não forem completamente estendidos. Conforme a Surefire Institute15(2009) a Técnica Keller, apresenta ainda, as seguintes vantagens e desvantagens: Vantagens  Alinhe muito bem a o foco da lanterna com o cano da arma;  Auxilia a enxergarmos a massa de mira da arma, dando suporte antes da execução do tiro. Desvantagens  Limitada só para um tipo de lanterna;  Deslocamento do alinhamento do cano com a lanterna durante o disparo;  Cansaço quando empregada por um longo tempo, especialmente com lanternas grandes;  proximidade das mãos aumenta a chance de uma contração involuntária da mão que empunha a arma quando estiver usando lanterna com interruptor lateral, podendo causar confusão;  Difícil de usar com uma mão ou braço ferido;  Alinhamento preciso, rápido do cano da arma e da lanterna com o objetivo exige prática intensa;   tentativa de alinhar a lanterna na direção do objetivo pode alterar o alinhamento da arma em relação ao objetivo e vice-versa;
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Tradução livre deste autor.

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 Luz é localizada no centro de massa do atirador.

A Tees Brazil (2004, CD ROM), ainda acrescenta como vantagem, que “contrário a Técnica Harries, a Técnica Keller é ergonomicamente favorável a posturas tipo isósceles e variantes.”

Fig. nº 53 – Técnica Keller Fonte: Surefire Institute

Fig. nº 54 – Técnica Keller Fonte: livro de Ken J. Good

4.3.8 Marine corps De acordo com o sítio da Surefire Institute (2009)16 esta técnica tem o seu desenvolvimento atribuído aos guardas da embaixada do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos. A técnica consiste pela aproximação das mãos, onde uma pega a lanterna como se estivesse apertando uma espada e com o dedo polegar é que o policial irá acionar o interruptor ligando/desligando. A beira da lente de lanterna é apertada adiante contra as pontas dos dedos da mão que seguram a arma, criando tensão de um estabilizar. Vantagens  Surpreendentemente confortável e estável, até com lanternas grandes;  Mantém o corpo da lanterna bem alinhado com o cano da arma de fogo;  Em face da empunhadura, principalmente quando portamos lanternas grandes, auxilia na iluminação ma massa de mira antes de executar o tiro; Desvantagens  Limitado só para lanternas com lentes bastante grandes;  Desloca o cano da arma durante o disparo;

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Tradução livre realizada por este autor.

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 A proximidade das mãos aumenta a chance de uma contração involuntária da mão que segura a arma de fogo quando o interruptor lateral for apertado, podendo ocorrer confusão e vice-versa;   tentativa de alinhar a lanterna na direção do objetivo pode alterar o alinhamento da arma em relação ao objetivo e vice-versa;  A luz é localizada no centro de massa do atirador.

Fig. nº 55 – Técnica Marine Corps Fonte: Surefire Institute

4.3.9 Hargreaves No sítio da Surefire Institute (2009) e na Tees Brazil (2004), encontramos as mesmas referências sobre a Técnica Hargreaves. Segundo a Tees Brazil (2004, CD ROM) a técnica é assim descrita:
[...] recebeu o nome de Mike Hargreaves, operacional do Exército Britâncio, [...] e instrutor de tiro renomado, é simples e fácil assimilação. O emprego da técnica é limitado a lanternas com acionamento na base, entretanto, é excelente para os casos quando arma e lanternas estão coldreados. A arma é sacada normalmente, enquanto a lanterna enquanto que a lanterna que é acondicionada com bulbo para baixo, é sacada empunhando-a na palma da mão. Ambas as mãos são apresentadas em linha reta, posicionando a lanterna abaixo da arma e ativando-a com os dedos da mão forte. Vantagens  Simples, eficaz e de fácil assimilação e memorização em relação a outras técnicas mais complexas;  Automaticamente alinha lanterna com a arma. Desvantagens  Técnica é limitada a lanternas com acionamento na base;  Não oferece uma plataforma estável para o tiro;

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 Cautela deve ser tomada durante disparos múltiplos para que a mão fraca não entre na frente do cano;

Fig. nº 56 – Técnica Hargreaves Fonte: Surefire Institute

Fig. nº 57 – Técnica Hargreaves Fonte: livro de Ken J. Good

4.3.10 Técnica lite-touch Segundo o sítio da Nrapublications (2009) esta é uma variação da técnica Hargreaves Lite-Touch, pois estabelece uma estreita aproximação de uma empunhadura normal, uma vez que a mão que segura a lanterna, também irá auxiliar na empunhadura do armamento.

Fig. nº 58 – Técnica Lite-Touch Fonte: Surefire Institute e Nrapublications

Vantagens  Oferece maior precisão e estabilidade durante o tiro, com um mínimo deslocamento do feixe de luz da lanterna;

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 Sua transição tanto a técnica FBI, FBI modificado e Cross-Support é rápida e fácil;  É menos cansativa em relação a outras técnicas para arma longa.

Desvantagens  Funciona somente quando temos o botão de ligar/desligar da lanterna, transmitido a um dispositivo de pressão localizado no cabo do armamento;  É difícil de usar com uma ferida física, e à luz está localizado centro de massa.

4.3.11 Técnica FBI modificada para arma portátil A técnica FBI modificada para armas portáteis é idêntica a utilizada com arma de porte.

Fig. nº 59 – Técnica FBI Modificada para arma portátil Fonte: Surefire Institute e Nrapublications

Segundo a Nrapublications (2009) as vantagens e desvantagens desta técnica são as mesmas apresentadas para o seu uso com arma de porte.

4.3.12 Técnica cross-support A técnica Cross-Support, de acordo com a Nrapublications (2009) poderá ser empregada de três maneiras diferentes e os seus prós e contras também apresentam variações conforme o seu emprego. Em geral, a abordagem funciona bem com as pequenas e as grandes lanternas, proporcionando maior precisão e estabilidade durante o tiro, além de ser fácil a sua transição para as técnicas FBI, FBI modificado e Lite-Touch.

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Vejamos quais são as vantagens e desvantagens das variações apresentadas da técnica Cross-Support, segundo a Nrapublications (2009) quando a elas assim se refere.

4.3.12.1 Técnica cross-suport variação nº 1 Nesta técnica temos: Vantagens  A lanterna fica fora do centro de massa;  Pode descansar a arma sobre o antebraço que empunha a lanterna;  Podemos bloquear a arma, com o auxílio da mão que empunha a lanterna.

Desvantagens  A abordagem irá sucumbir, durante o tiro, deslocando o feixe de luz, em razão do recuo.

Fig. nº 60 – Técnica Cross-Support Variação nº 1 Fonte: Surefire Institute e Nrapublications

4.3.12.2 Técnica cross-suport variação nº 2 Nesta técnica, o carregador da arma, ficará pressionado no vinco formado pelo bíceps e a parte superior do antebraço, com o cotovelo sendo apontado para frente.

Fig. nº 61 – Técnica Cross-Support Variação nº 2 Fonte: Surefire Institute e Nrapublications

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Vantagens  Podemos bloquear a arma, com o auxílio da mão que empunha a lanterna.

Desvantagens  Em razão de sua pobreza no que diz respeito a ergonomia, é possível o seu uso somente com a posição de tiro Weaver;  A abordagem irá sucumbir, durante o tiro, deslocando o feixe de luz, em razão do recuo.  Ideal para uso somente com lanternas que possuem acionamento em sua base.

4.3.12.3 Técnica cross-suport variação nº 3 Nesta técnica, a posição da mão que segura a lanterna em relação a que empunha a arma é semelhante a técnica Harries.

Fig. nº 62 – Técnica Cross-Support Variação nº 3 Fonte: Surefire Institute e Nrapublications

Como grande desvantagem dessa variação em relação as demais, é o fato do feixe de luz estar localizado no centro de massa.

4.3.13 Técnica flashlight on the primary weapon technique A técnica que a seguir apresentaremos nas figuras nº 71 e 72, acreditamos que seja uma das menos conhecidas, porém, merece nosso conhecimento, pois poderá um dia nos ser útil na atividade operacional. Na Flashlight on the primary weapon technique, segundo Lawrence (2005), esta é usada quando a arma primária ou principal (rifle ou shotgun) tem uma lanterna montada nela.

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Fig. nº 63 - Flashlight on the primary weapon technique Fonte: livro Tactical Pistol Shooting

Fig. nº 64 - Flashlight on the primary weapon technique Fonte: livro Tactical Pistol Shooting

Se tivermos um mau funcionamento da arma, ainda assim sua lanterna poderá ser usada. Simplesmente segure a arma com a mão fraca. Aponte a lanterna da arma primária ou principal na direção do objetivo e com a arma secundária (pistola) efetue o disparo usando a técnica de disparo de empunhadura simples.

4.3.14 Técnica mount light

Considerando a dificuldade do uso das técnicas com lanterna no emprego em conjunto com armas portáteis, entendemos que a melhor alternativa tanto para esse tipo de armamento, quanto para armas de porte, são quando temos acoplada a própria estrutura da arma a lanterna, o que irá oferecer ao policial militar, melhor desempenho durante uma abordagem e se necessário, melhor resultado de tiro, uma vez que estará se utilizando de empunhadura dupla. Não descobrimos na bibliografia consultada a origem da técnica que atualmente é conhecida como Mount light, mas acreditamos que seja a mais recente, possivelmente desenvolvida pela indústria bélica, a partir de informações e solicitação de militares e/ou policiais.

Fig. nº 65 – Técnica Mount Light com arma de porte Fonte: Surefire Institute

Fig. nº 66 – Técnica Mount Light com arma portátil Fonte: Surefire Institute

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Nessa técnica conforme podemos perceber nas figuras nº 65 e 66, a lanterna está completamente acoplada ao armamento. Existem armas que possuem trilhos especiais para a fixação da lanterna e outras, principalmente armas longas, utilizam mecanismos tipo anéis onde a lanterna é introduzida e fixada. Considerando que, a maioria das armas necessitam que nelas sejam instalados dispositivos que são chamamos de trilhos, para que outras ferramentas sejam acopladas, apresentamos a seguir, dois modelos, sendo que existem uma variedade grande, que são adaptáveis em diversos calibres.

Fig. nº 67 – Modelo de trilho Fonte: Surefire Institute

Fig. nº 68 – Modelo de trilho Fonte: Surefire Institute

Na fig. nº 69 são apresentadas duas armas portáteis, contendo trilhos instalados, os quais lhes permitem o acoplamento de lanternas e outros equipamentos.

Fig. nº 69 – Lanternas em armas portáteis Fonte: revista Team One Network

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Na matéria que faz alusão a arma apresentada na fig. nº 70, a qual a PMSC já dispõem há algum tempo, temos uma enfática análise das novas tendências, quando assim narra o seu autor: “a nova carabina da Taurus já nasce com importantes atualizações tecnológicas como o trilho para aposição de lanterna tática e a possibilidade de emprego de luneta de projeção holográfica”. (TENDLER, 2003, p. 36).

Fig. nº 70 – Carabina MT 40 com lanterna Fonte: Revista Magnum

Em outra matéria divulga pela Revista Magnum, ao se referir a carabina Magal .30, encontramos o seguinte comentário sobre dispositivo para acoplamento de lanterna:
Além de possuir miras de trítio pra combates em situação de baixa luminosidade, item comum nos fuzis Galil, a Magal pode ser equipada com vários modelos de lanternas táticas, no alojamento ã isto destinado, além de poder ser equipada com apontadores laser e miras ópticas ou reflex. Tais itens, longe de serem meros „cosméticos‟, são importantes na atividade policial, onde precisão significa muito. (COUTO, 2002, p. 32)

Cabe ainda salientarmos que a empresa Taurus já disponibiliza a bastante tempo, de armas de porte no calibre .40, com trilho customizado na própria arma, o que lhe permite acoplamento de lanterna ou lanterna/laser. Como já citamos, existem outras técnicas, todavia, procuramos aqui, citar aquelas que mais comumente são empregadas por policiais militares na atividade operacional, muitas vezes em função de suas maiores difusões na atividade policial. Quando apresentamos as técnicas no capítulo quatro, frisamos que aquelas não encerravam o roll das existentes. As técnicas com armas portáteis são as menor conhecidas e, portanto, as menos divulgadas, tornando-se muitas vezes o grande questionamento existente

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por parte dos operacionais quando enfrentam situações onde ao portarem armamento longo, não sabem de que maneira utilizar a lanterna em ocorrências policiais de baixa luminosidade.

4.4 CICLO OODA Em qualquer atuação policial, seja ela realizada individualmente, em dupla ou por um time tático, principalmente aquelas em que não dispomos de informações e/ou estas são incompletas sobre o fato, antes de agir(em), o(s) policial(is) precisará(ão) rapidamente identificar a potencialidade do perigo, visualizando o ambiente, para poder processar os dados que conseguiu(rão), os quais lhe(s) possibilitará(ão) a tomada de uma decisão. Assim, o conhecimento de alguns fatores, que julgamos importantes, como por exemplo, o Ciclo da Observação, Orientação, Decisão e Ação (OODA), poderá contribuir sobremaneira para a eficácia de uma ação policial. Talvez, dentre tantas profissões, aquela em que a análise de situação e tomada de decisão seja tão melindrosa sobre o maior bem que o homem possui que é a vida, seja a de um policial. Seu “julgamento” e sua decisão, na maioria dos casos deve ser o resultado de um treinamento técnico-profissional que culminará, em frações de segundo, num resultado, que esperamos seja sempre altamente positivo.

A Skill Security (2003) faz uma referência importante que nos remete as tomadas de decisões a que são submetidos os policiais durante as ocorrências em que participam, onde segundo a “Surefire Institute, 80% (oitenta por cento) dos engajamentos entre policiais e marginais em ocorrências com troca de tiros acontecem numa distância de até 10 metros, e deste percentual, 93% (noventa e três por cento) acontecem numa distância de 03 a 05 metros.” Esta informação embora seja baseada em um estudo realizado de ocorrências atendidas nos Estados Unidos da América, nos dão um parâmetro que acreditamos não seja muito divergente de outros países, com níveis de atendimento onde a incidência seja semelhante. Serve como um alerta ao policial a atentar para uma correta observação do ambiente em que esta adentrando ou para as distâncias existentes entre ele e o objetivo de sua abordagem (pessoa, edificação, terreno, veículo, etc.). A Skill Security (2003) ainda faz alusão a outro procedimento que está inserido em nossa opinião na observação quando “como sugestão para uma correta visualização de um

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ambiente, o policial além de atentar para as particularidades do uso da visão periférica poderá adotar o seguinte protocolo de visualização: Observar Perto – Médio – Longe; Observar Baixo – Médio – Alto.” Observar sempre o que se encontra mais próximo a ele, pois o perigo eminente é diretamente proporcional a essa distância. A partir desse ponto é que irá observar para os locais que se encontram a distâncias mais afastadas de onde se encontra. Para tanto, poderá adotar de forma prática e rápida as etapas abaixo:  Observar Perto – Médio – Longe;

Paralelamente ao protocolo acima descrito, e seguindo a mesma linha de raciocínio em relação ao perigo eminente, o policial militar buscará observar o que se encontra em um plano mais baixo, partindo para o mais alto. Para tanto, poderá adotar de forma prática e rápida as etapas abaixo:  Observar Baixo – Médio – Alto.

O protocolo de visualização que é apresentado pela Skill Security, poderá ser utilizado em abordagens a pessoas, edificações, terrenos, veículos, etc. Acreditamos que seu emprego proporciona segurança e rapidez na conclusão eficaz da primeira etapa do ciclo OODA e por conseqüência na tomada de decisão ao seu final. Esse protocolo de visualização como já frisamos anteriormente, entendemos fazer parte da etapa inicial do ciclo OODA, justamente o da observação. Na obra de Bernabeu (2008, p. 238-239), esse assim evidencia o Ciclo OODA:

[...] foi proposto em meados da década de 70, por John Boyd, um jovem capitão da Força Aérea dos Estados Unidos. Atualmente, o modelo é largamente empregado no meio militar, mais especificamente na atividade de Comando e Controle. O conceito surgiu quando John Boyd foi designado par estudar o combate aéreo entre aeronaves americanas e coreanas, durante a Guerra da Coréia. Nesse conflito, os aviadores americanos se saíram vitoriosos. Para cada avião abatido, o inimigo perdia 10. Por quê? A primeira hipótese levantada por John Boyd foi a de que os americanos simplesmente tinham melhores aeronaves, mas estudos revelaram que o F-86 americano possuía muitas qualidades inferiores às do inimigo, que utilizava MIG 15, uma aeronave de fabricação russa. O MIG podia subir e acelerar com maior velocidade e curvar mais rapidamente do que o F-86, no entanto, tinha duas vantagens sobre o MIG-15: primeiro, o piloto podia ver melhor; segundo, tinha controles hidráulicos mais potentes e ágeis do que o MIG. Isso significa que, embora o MIG pudesse realizar várias manobras – curvar, subir e acelerar – com desempenho melhor que o F-86, este podia passar de uma manobra a outra muito mais rapidamente do que o MIG, em função de seus controles de vôo. (grifo nosso) [...]

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Como os pilotos de F-86 podiam perceber mais rapidamente como a posição relativa entre as aeronaves havia se alterado e mudar para outra manobra, a cada nova ação os F-86 ganhavam uma ligeira vantagem, até que deixavam o MIG vulnerável e exposto a um tiro de destruição. (grifo nosso) [...] John Boyd, então, direcionou seus estudos para o combate terrestre, e constatou que se um lado observasse, se orientasse, decidisse e agisse mais rapidamente que o inimigo, também conseguia obter vantagem, como ocorria na guerra aérea. Se o lado A apresentasse ao lado B um rápido e inesperado desafio ou série de desafios, aos quais B não conseguisse se ajustar ou acompanhar em um período de tempo apropriado, a resposta mais lenta de B provocava sua derrota, geralmente a um custo baixo para o vitorioso. Isso acontecia mesmo quando o lado perdedor era materialmente mais forte do que o ganhador, [...] (grifo nosso)

Como podemos perceber as análises realizadas por John Boyd passam a nos conduzir a importância de nos anteciparmos em relação ao oponente, seja em que área for, para que venhamos obter um resultado favorável e no campo policial isso não é diferente. Vejamos a seguir como John Boyd analisou esse ciclo, utilizando-se de outros fatos históricos, além do anteriormente mencionado, para verificar sua eficácia. Neste sentido, Coram (2002 apud BERNABEU, 2008, p. 239) faz a seguinte assertiva:

O que os vencedores desses casos têm em comum? A resposta de John Boyd é que eles consistentemente percorriam o ciclo OODA mais rapidamente do que seus oponentes, ganhando, assim, uma vantagem tática. Enquanto os adversários se preocupavam e reagiam a uma ação, a parte que detinha a iniciativa já estava pensando em realizar ou executando uma atividade diferente. A cada ciclo, as ações do lado mais vagaroso eram menos apropriadas à situação e cada vez mais distantes de uma resposta adequada à ação em curso. Isso aconteceu em muitas das mais decisivas batalhas históricas, como na vitória de Aníbal sobre os romanos, em Cannae; a vitória dos alemães sobre os franceses, em 1940; ou dos japoneses sobre os ingleses na Malaya, em 1941. Em todos os casos, quem decidiu mais rapidamente consagrou-se vencedor. (grifo nosso)

OBSERVAÇÃO
Orientação & controle implícito Informações de Externas Info. Circunstâncias procedente OBSERVAÇÃO Úteis

ORIENTAÇÃO

DECISÃO
Orientação & controle implícito

AÇÃO

Tradições Culturais Análises Info. Sistemáticas

Fatores Genéticos

Úteis

DECISÃO (hipotética)

Info. Úteis

AÇÃO (teste)

Interação dos resultados com o meio

Interação com o meio

Novas Informações

Experiências Anteriores

Feedback Feedback

Fig. nº 71 – Representação do Ciclo OODA Fonte: Skill Security

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A Skill Security (2003, CD ROM), faz a seguinte menção ao Ciclo OODA:
O Diretor do “Instituto Surefire/USA”, Ken J. Good, em artigo publicado pelo Departamento de Polícia de Los Angeles, refere-se ao ciclo OODA como fator preponderante de sucesso e de sobrevivência ao policial que se vê envolvido em combate, onde cada segundo é fundamental para uma tomada de decisão e para a sua segurança. Neste artigo apresenta o ciclo OODA como um relógio onde cada quarto de hora ou de segundo corresponde a uma ação distinta, sendo assim apresentado :

OBSERVAÇÃO

AÇÃO

ORIENTAÇÃO

DECISÃO

Fig. nº 72 – Representação do Ciclo OODA Fonte: Skill Security

Julgamos que ao conseguirmos compreender a influência que o ciclo OODA, pode exercer nas ações policiais militares em que nossos profissionais da área da segurança pública se achar envolvidos, suas noções acerca do que acontece ao seu redor, propiciará vantagens significativas a uma tomada de decisão. Essa tomada de decisão, em nossa opinião, estará presente em todos os processos do atendimento de uma ocorrência, em seus mais diversos momentos e a situação em que o policial militar necessitar empregar equipamento para uso em baixa luminosidade, é um desses importantes momentos. Entendemos, portanto, que todas as medidas durante a atividade policial militar, oriundas de procedimentos que foram tecnicamente estudos e analisados, visando a segurança do policial militar em relação a ameaças eminentes, devem ser adotadas.

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5 - ANÁLISE DOUTRINÁRIA E PESQUISA

Para que possamos fazer uma breve análise acerca de uma doutrina no campo operacional da Polícia Militar de Santa Catarina, tendo como cerne da questão o emprego de equipamento emissor de luz (lanterna) na atividade policial militar, precisamos, antes de navegarmos nesse tema, definirmos o que venha a ser doutrina. Se recorrermos ao dicionário da língua portuguesa - Aurélio -, lá encontraremos a seguinte conceituação: “Conjunto de princípios que servem de base a um sistema filosófico, científico, etc.” A Polícia Militar de Santa Catarina (2002, p. 169) define doutrina como sendo o “conjunto de valores, processo e técnicas, baseados na área do conhecimento e da realidade, tendo por finalidade explicar a conjuntura e modificá-la no sentido da aproximação do bem comum”. (grifo nosso) Doutrina de Polícia Militar para Valla (1999, p. 93) é assim definida:

É o conjunto de valores, de princípios gerais, de características, de conceitos básicos, de concepções táticas, de leis, normas e diretrizes, de técnicas e processos, que tem por finalidade estabelecer as bases para a organização, preparo e o emprego uniforme de todos os seus integrantes, na preservação da ordem pública e no âmbito do respectivo Estado-Membro. [...] (grifo nosso)

No sítio da Ahimtb (2009) encontramos também a seguinte definição para doutrina militar: “Conjunto de conceitos, princípios, normas, métodos, processos e valores, que tem por finalidade estabelecer as bases para a organização, o preparo e o emprego das Forças Armadas”. Se utilizarmos a conceituação de doutrina militar do Exército brasileiro, substituindo o final da conceituação por Polícia Militar, acreditamos que tal conceito poderia abranger perfeitamente qualquer Polícia Militar de nosso País. Mas então onde se encontram nossas doutrinas na Polícia Militar de Santa Catarina? Se questionarmos qualquer policial militar sobre o tema, e pedirmos para que nos diga onde encontramos nossa doutrina, julgamos que talvez, respondam que se encontram indubitavelmente em nossos Regulamentos, Diretrizes, Códigos e Normas, instrumentos que pautam nossas ações enquanto policiais militares. Em nosso entendimento também lá se encontram. Agora que já temos uma noção sobre doutrina e onde a mesma pode ser encontrada, vamos trazer o tema que propomos para o campo doutrinário, verificando se o mesmo está contemplado no que diz

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respeito a conceito, métodos, emprego, equipamento, treinamento e capacitação para o atendimento da sociedade, quanto a formação técnica de nosso público alvo: o policial militar.

Considerando que nosso tema é voltado a atividade operacional finalista da Polícia Militar de Santa Catarina, as fontes de consulta não poderiam ser outras, a não ser a bibliográfica (livros, diretrizes, manuais) e a dos homens que dela fazem parte, traduzida em uma pesquisa quantitativa e qualitativa, compondo desta forma a metodologia que elegemos para a consecução do presente trabalho. Ao buscarmos em nossas Diretrizes, Normas e Orientações, podemos verificar que, as citações presentes, traduzem a falta de conhecimento acerca do tema a que nos propomos para a época em que tais documentos norteadores foram redigidos, face a abordagem que ao mesmo foi dispensada. Entendemos que, esse conjunto de princípios, regras, normas e ensinamentos que damos o nome de doutrina, deve ser a nossa bússola para que adotemos sempre as mesmas medidas, uma vez que estaremos amparados em preceitos que foram criteriosamente estudados. Sem esse direcionamento basilar, cada qual, adotará o que acha mais conveniente, mais adequado a uma determinada ação, baseado naquilo que entende como sendo o mais apropriado. Felizmente a PMSC, através da Nota de Instrução nº 02/Cmdo-G/2009, desencadeou um projeto denominado de Procedimentos Operacionais Padrão (POP), que entendemos ser de fundamental importância, os quais esperamos que tragam novos conhecimentos agregadores aos já existentes e que também façam uma revisão nas Diretrizes de ação operacional, atualizando-as a realidade atual.

5.1 DIRETRIZES DA PMSC Nesta fase de nosso trabalho, buscamos aquelas diretrizes que de alguma maneira fazem menção ao emprego de equipamento emissor de luz (lanterna) na atividade policial militar, estabelecendo um contraponto com as técnicas e táticas atuais mais empregadas em nossa atividade. Precisamos antes de passarmos a uma análise sobre as diretrizes que a seguir elegemos para nosso estudo, considerarmos a data de suas respectivas edições, época em que o assunto baixa luminosidade era praticamente desconhecido do ponto de vista doutrinário e nas formações dos profissionais de segurança pública não era se quer citado. Precisamos sim,

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nos preocuparmos com a atualização das mesmas, sob pena de pagarmos com o mais alto dos preços: a vida.

5.1.1 Diretriz permanente nº 10 A Diretriz foi editada em 1989, que trata de policiamento ostensivo geral, podemos perceber em diversos momentos ações que poderão ser desenvolvida por policiais militares, tornar-se-ão prejudicadas se não estiverem acompanhadas de um bom equipamento de iluminação tática. Alguns trechos a seguir, assim descrevem:

c. Policiamento Ostensivo Montado 7) Na execução do policiamento noturno, a patrulha portará equipamentos refletivos. (grifo nosso) [...] d. Aspectos Gerais 1) A principal preocupação do PM na execução do Policiamento Ostensivo Geral, deve ser "O QUE VER" e "ONDE E COMO ATUAR", [...] (grifo nosso) [...] 3) Situações que merecem verificação: i) Grupo de pessoas em local ermo ou mal iluminado ou de má freqüência (pode ser viciados, traficantes ou delinqüentes); [...] (grifo nosso) n) Janelas ou portas abertas em residências ou estabelecimentos comerciais, especialmente no período noturno (pode haver delinqüente no seu interior); (grifo nosso) [...] 4) Em qualquer situação suspeita, em princípio, o PM só deve atuar se estiver com superioridade numérica ou de poder de fogo. Não preenchendo essas duas condições, deverá solicitar reforço.[...] [...] 6) Relações com a comunidade: [...] c) Auxiliar pessoas em dificuldades em locais ermos, mal iluminados ou em horários impróprios (Ex: veículo, com família dentro, com pneu furado ou problemas mecânicos); (grifo nosso) [...] 10) Procedimentos especiais em caso de tiroteio: f) Em caso de rendição ou indivíduo ferido, procurar ter total visão dele, antes de desarmá-lo e socorrê-lo (cuidado com simulação de ferimentos por parte do delinqüente). (grifo nosso) (POLÍCIA MILITAR DE SANTA CATARINA, 2008)

Podemos perceber que em momento algum, houve uma preocupação na elaboração desta Dir. Perm. e ainda em vigor, de que os policiais militares estivessem portando uma lanterna que lhes permitissem atuar nas diversas situações acima elencadas. Um policial militar conseguirá atuar de forma eficiente à noite ou em algum ambiente onde haja ausência de luminosidade sem que esteja portando uma lanterna que lhe dê condições de segurança para a sua atuação?

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Em algumas das situações acima descritas, o legislador ou preocupou-se em que o policial militar seja sempre visualizado (com equipamento refletivo) ou com a visão que o policial militar deve ter para o desempenho de sua ação na ocorrência, mas não expressa de forma tácita, de que meios irá dispor para atingir tal objetivo. Cremos que deveria anteceder as diversas situações que são expostas nessa Diretriz, quais os equipamentos necessários para que o policial militar cumpra com eficácia a sua missão, estabelecendo até o mínimo em lumens que uma lanterna deve ter para ser usada técnica e taticamente. Dentre as operações citadas na Dir. Perm. n° 10, gostaríamos de fazer uma pequena observação: as operações de trânsito, quando realizadas à noite, necessitam de mais um modelo de lanterna tática, que são aquelas providas em sua extremidade de dispositivo refletivo, que permita aos condutores de veículos, visualizarem com antecedência, os sinais de trânsito, emitidos por gestos do policial militar, para que possam cumprir tais ordens. Essas lanternas, não necessitam ter a potência igual aquelas que serão empregadas em abordagens, pois a sua principal função é a de sinalização e não ofuscamento da visão do condutor do veículo. Para o emprego no trânsito, como equipamento sinalizador, entendemos que as lanternas atualmente existentes na Corporação cumprem bem o papel. Extraímos ainda, um ponto que julgamos importante, pois retrata o vazio existente do conhecimento que tínhamos há quase vinte anos atrás em relação ao atual. Vejamos o que descreve o legislador, no item a seguir:

“2) Normas de procedimento durante o cerco, que deve ser, preferencialmente, comandado por Oficial: [...] n) A lanterna deve ser usada afastada do corpo, somente o necessário, e com facho de luz intermitente;” (grifo nosso)

Temos aqui, o único momento em que a diretriz se refere ao uso da lanterna tática e técnica, onde, embora não seja citado o nome da técnica acima, o legislador está fazendo menção à técnica FBI, contudo, esta é uma das menos utilizadas atualmente, ainda que, tenhamos situações em que ela terá excelente empregabilidade tática, como nos exemplos aventados por Franco (2002, p. 61). Quanto à emissão de luz, não se pode definir que será intermitente, pois o momento, a situação e as ordens emanadas do policial que estará no comando da operação é que definiram. Mais uma vez, nota-se claramente que não há uma adequação apropriada da Diretriz, as técnicas e táticas atualmente desenvolvidas e a realidade de uma ação operacional.

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5.1.2 Diretriz permanente nº 11 Essa Diretriz foi editada em 1989 trata das operações policiais militares e faz menção a diversas situações as quais podem nos levar a criação de inúmeros cenários imaginários de alguns teatros de operações, contudo, o foco principal da mesma é a caracterização de cada um dos tipos de operações, que definem o que venha a ser Comando de Trânsito, Varredura, Pente Fino, Cerco e Bloqueio Relâmpago. Colhemos alguns trechos que nos revelam a preocupações do legislador, contudo, entendemos que deveriam ser mais aprofundadas ou mencionar onde se encontram os itens de segurança a ser seguidos e de que forma devem ser realizados, bem como, as técnicas e táticas a serem adotadas. Vejamos os trechos levantados:

[...] f) Os PM não deverão esquecer de por em prática técnicas como: progredir no terreno, aproveitando os abrigos e cobertas, sempre protegidos, levando em conta: ONDE VOU? QUANDO VOU? e POR QUE VOU?; (grifo nosso) [...] i) Procedido o cerco, determina-se aos delinqüentes que acendam as luzes (se for noite) e saiam com as mãos sobre a cabeça, após o que, serão algemados, se for o caso, e revistados; a edificação será cuidadosamente revistada (inclusive observando-se frestas de paredes, portas e janelas) com vistas a existência de outros delinqüentes em seu interior. Para essa revista, o PM deve abrir rapidamente a porta, tomando uma posição junto a parede interna que lhe de visão ampla do ambiente e o torne um alvo difícil. Em se tratando de edificação térrea, o PM devera tomar cuidados especiais com o teto, mormente se este for de madeira, sobre o qual os delinqüentes poderão ocultar-se; (grifo nosso) j) Se a ordem não for acatada, os PM farão uso do armamento químico, tais como bombas fumígenas e de gás lacrimogêneo, o que forçosamente obrigara os marginais a deixarem o interior da edificação. - É preciso muita atenção quando da saída dos indivíduos, pois poderão tentar abrir caminho a bala, dai a importância do emprego, por parte dos PM, dos cuidados individuais, relativos a progressão no terreno, aproveitamento de cobertas e abrigos e proteção individual. l) Em seguida, o local será totalmente vasculhado, quando, então, os PM farão as buscas, visando a encontrar objetos furtados ou roubados, armas e tóxicos; n) A lanterna deve ser usada afastada do corpo, somente o necessário, e com facho de luz intermitente. (grifo nosso).

Mais uma vez está presente aqui, a Técnica FBI que mesmo não sendo expressamente citada, está caracterizada pela descrição que é mencionada do movimento que o policial deve adotar com a lanterna em relação ao seu corpo. Mas que tipo de lanterna devemos usar; que características e que potência mínima em lumens deverá ter essa lanterna, para que possa ser empregada de forma técnica e tática? Essas são perguntas que não podem ficar sem respostas em uma ação policial.

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Na letra “i” há uma hipótese levantada pelo legislador, quando vislumbra a possibilidade da operação estar sendo executada a noite, e divaga por inúmeras outras possibilidades no mesmo teatro de operações apresentando na letra “n” o método de emprego da lanterna que vai de encontro a tudo aquilo que atualmente é apresentado como o mais adequado para situações análogas. Em intervenções da Polícia, onde esta já esteja no interior do ambiente a que se propôs adentrar, a técnica FBI não é mais utilizada, mas sim qualquer outra que possibilite a proximidade entre a lanterna e o armamento, preferencialmente que os policiais tenham arma e lanterna integradas. Quanto à emissão da luz, ratificamos a observação feita na análise da diretriz anterior.

5.1.3 Diretriz permanente nº 12 Essa Diretriz que foi editada em 1989, em seu item 5 (cinco), que trata da atuação da guarnição de rádio-patrulha com dois policiais militares, assim assevera:

“(m) À noite, acrescentar os seguintes cuidados: (grifo nosso) - Os faróis da viatura devem ser utilizados para cegar os ocupantes do auto e aumentar a visibilidade do PM; (grifo nosso) - Que os ocupantes do veículo suspeito acendam as luzes internas; - A lanterna de pilhas ou "spotlight" deve ser mantida ao lado e não a frente do corpo do PM, e o seu foco deve ser dirigido aos olhos do suspeito, para ofuscálo;” (grifo nosso) (...) c. PERSEGUIÇÃO 1) A PÉ (...) g) Caso o fugitivo se esconda sob vegetação densa, ou qualquer local cuja visibilidade seja limitada, o PM nunca deverá isoladamente, fazer uso de lanterna na tentativa de localizá-lo sozinho. Providenciará rapidamente para que a região seja cercada, onde então se fará um "Pente Fino"; (grifo nosso)

Apesar de carecer, em nossa opinião, da apresentação de dados mais técnicos, já traz outros dados que estabelecem uma ligação ao efeito da luz sobre os olhos, indicando mesmo que muito superficialmente a maneira de atuação dos policiais diante de uma determinada situação. Acreditamos que nas diretrizes devem estar contidos os procedimentos a serem adotados diante de uma determinada ação, descrevendo-os literalmente ou indicar que devem ser seguidos diante de tal fato os procedimentos constantes no livro “x” ou no manual “y”. Essa diretriz nos chamou a atenção em três aspectos:

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1° - foi editada no mesmo ano das diretrizes permanentes de n° 10 e 11, portanto, os conhecimentos técnicos acerca do uso da luz como uma forma auxiliar em ocorrências à noite era conhecido senão da forma como hoje conhecemos, mas se tinha à época alguma noção sobre o tema; 2º - faz menção em que direção a luz deve ser direcionada; outros meios de emissão de luz (no caso, faróis da viatura) que poderão ser empregados e qual o objetivo a atingir; 3º - faz registro não somente a lanternas de mão, que é o objeto de estudo deste trabalho, mas também, cita o spotlight, que se trata de um modelo de holofote de mão, que tem sua utilidade operacional quando empregado nas buscas por pessoas, animais e objetos em áreas mais abertas, onde não tenhamos a participação de agressor(es) que possa(m) colocar em risco a vida do policial militar. Holofotes não se prestam a empregos técnicos e táticos durante abordagens a pessoas, quando essas são identificadas como agressor(es) sociais e necessitam ser neutralizadas de forma não-letal ou letal, pois não preenchem na totalidade os requisitos apontados nos itens 3.3.2 e 3.3.3 deste trabalho.

As Diretrizes, como bem sabemos, são linhas reguladoras de procedimentos e entendemos que quando passam a detalhar de que maneira o policial militar vai agir em determinadas situações, citando, por exemplo, os cuidados que deverá adotar, também deve contemplar em seu corpo, os meios que lhe auxiliarão na execução de seu mister. Entendo que pecamos quando começamos a detalhar e o fazemos pela metade. Passaram-se alguns anos após a criação do BOE e hoje BOPE, para que a Polícia Militar de Santa Catarina edita-se diretrizes atinentes a atividades na área, de operações especiais, dentro de uma realidade que há muito tempo já se fazia necessária nas ações envolvendo tropas dotadas de treinamentos mais especializadas. Surgem então, as Diretrizes Permanentes n° 34/01 e 35/01, as quais tratam de operações especiais, patrulhamento tático e ações de choque; porte e emprego de armas de fogo e munições na PMSC, respectivamente. Essas Diretrizes, em nosso julgamento são um marco para as operações especiais em nosso Estado, pois apresentam de maneira bastante forte, conceitos, definições de atribuições, doutrinas de emprego tático, classificação dos armamentos e estabelecimento de níveis de emprego, além de preocupar-se com o treinamento e aprimoramento do policial militar. Essas duas Diretrizes concitam outras Diretorias e Assessorias, como por exemplo, a DALF e Corregedoria-Geral na participação desse novo processo evolutivo de treinamento e

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capacitação do efetivo. A atividade finalista nelas exaltadas, não é mais uma célula isolada no processo, mas sim parte de um complexo mecanismo onde cada parte tem importância singular. Na entrevista realizada com o Maj PM Marcelo Cardoso, Sub Cmt do BOPE/PMSC, que adiante descreveremos na íntegra, perguntamos se existe alguma doutrina específica dessa Unidade Operacional para o uso de lanternas em ações com baixa ou ausência de luminosidade ou se seguem alguma diretriz específica ou permanente da PMSC. Assim nos respondeu aquele Oficial: “Dependendo do tipo de ação que será desenvolvida será determinada a disciplina de luzes.”

Para qualquer policial que desconheça ações táticas em baixa luminosidade, a resposta dada terá aparência “vazia”. Todavia, com poucas palavras muito foi dito por esse Oficial. Já foi citado aqui, que equipes semelhantes ao COBRA, adotam diversos tipos de entradas, sendo estas definidas de acordo com a situação. Para cada tipo de entrada, poderemos adotar uma ou outra disciplina de luzes e essa apresenta algumas possibilidades que serão executadas de acordo com a particularidade e objetivos da ação policial. Essa doutrina a que se referiu o Sub Comandante do BOPE é transmitida aquele seleto grupo de policiais militares em instruções e cursos práticos, onde por vezes, tais informações são obtidas pelos instrutores de igual maneira.

Julgamos ser de fundamental importância, a pesquisa, o ensaio, o estudo de casos, a análise científica, os seminários, os congressos, pois somente através de algum desses meios, conseguiremos atingir uma doutrina sobre o tema que nos possibilite caminhar de forma mais segura quando necessitarmos desse apoio técnico. Enquanto isso não ocorrer, continuaremos, em alguns temas específicos, cada qual dono de sua “verdade”.

5.2 PESQUISA REALIZADA COM O EFETIVO DO COBRA/BOPE/PMSC Segundo Santana (2009) o efetivo atual do BOPE é de 111 (cento e onze) policiais militares, sendo que deste total, 18 (dezoito) são pertencentes ao Grupo COBRA. Realizamos uma pesquisa quantitativa com o esse Grupo, onde foi aplicado um questionário aos 18 (oito) policiais militares. Atingimos 100% do Grupo, na pesquisa formulada por este autor.

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O modelo de questionário que este autor desenvolveu e aplicou, encontra-se no apêndice “A”.

A seguir apresentamos quantitativamente e graficamente as respostas obtidas junto ao efetivo do COBRA/BOPE/PMSC, fazendo ao final de cada pergunta, uma pequena análise de cada questão.

1 – Quantas lanternas estão disponíveis ao COBRA/BOPE?

Gráfico nº 01 – Número de lanternas para o COBRA Fonte: desenvolvido por este autor

Embora tenhamos uma divergência nos dados apresentados pela pesquisa, por parte dos entrevistados, podemos observar pelo gráfico, que 89% dos entrevistados afirmam que no máximo 05 (cinco) lanternas estão disponíveis ao Grupo COBRA/BOPE. Entendemos ser um número suficiente se considerarmos estas sendo disponibilizadas para a guarnição de serviço, todavia, se considerarmos o Grupo que é composto de 18 (dezoito) integrantes e devendo ser esse equipamento individualizado, o número é insuficiente.

2 – Qual(is) a(s) marca(s) das lanternas disponibilizadas pela Polícia Militar utilizadas pelo COBRA/BOPE? (poderá ser marcada mais de uma alternativa)

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Gráfico nº 02 – Marca de lanterna Fonte: desenvolvido por este autor

Aqui se constata um predomínio muito grande da marca Maglite em nossa Instituição, em que pese termos o conhecimento há algum tempo, de que os seus modelos não serem os melhores para uso tático operacional. Entendemos que assim como em qualquer outro equipamento ou material para uso na Polícia Militar, esse também deve ser adquirido obedecendo características técnicas mínimas.

3 – Que tipo de bateria utiliza as lanternas do COBRA/BOPE?

Gráfico nº 03 – Tipo de bateria Fonte: desenvolvido por este autor

A bateria recarregável é a utilizada pelo modelo da Maglite que o BOPE possui. Os entrevistados demonstraram esse conhecimento.

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4 – Qual a média de duração da bateria, com a lanterna ligada ininterruptamente?

Gráfico nº 04 – Vida útil da bateria Fonte: desenvolvido por este autor

O tempo máximo em que podemos operar com a lanterna Maglite com bateria recarregável ininterruptamente é de 120 min., conforme as especificações técnicas do fabricante.

5 – Quando necessitam de baterias que não sejam as recarregáveis, a disponibilização é imediata?

Gráfico nº 05 – Disponibilidade imediata de bateria Fonte: desenvolvido por este autor

Resta-nos uma dúvida quanto ao que quiseram responder os entrevistados nesta questão, face ao fato de que o BOPE tem a sua disposição somente lanternas com baterias recarregáveis.

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6 – Há uma manutenção pela reserva de armas do BOPE nas lanternas disponibilizadas pela Polícia Militar?

Gráfico nº 06 – Manutenção Fonte: desenvolvido por este autor

Mais da metade dos entrevistados (61,11%) não sabe se é realizada algum tipo de manutenção nas lanternas existentes no BOPE. Acreditamos que esse fato ocorra em razão de que o acesso ao interior da reserva de armas seja restrito; local este onde ocorrem as manutenções de primeiro escalão de todos os armamentos e equipamentos.

7 – Você se preocupa com o estado de conservação, manutenção e operacionalidade da lanterna que usará durante o seu turno de serviço?

Gráfico nº 07 – Preocupação com o equipamento Fonte: desenvolvido por este autor

Todos os entrevistados demonstraram preocupação com esse equipamento, pois sabem na prática, o quanto é importante no exercício de suas atividades operacionais.

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8 – As lanternas disponibilizadas pela Polícia Militar, quando se encontram na reserva de armamento, possuem um local específico onde ficam acondicionadas?

Gráfico nº 08 – Local para a lanterna da reserva Fonte: desenvolvido por este autor

A maioria dos entrevistados (77,77%) responderam afirmativamente; resposta esta que condiz com a realidade que apontamos no item 5.4 deste trabalho.

9 – A lanterna que você utiliza durante o seu turno de serviço, fica acondicionada em que local?

Gráfico nº 09 – Local da lanterna durante o serviço Fonte: desenvolvido por este autor

Entendemos que a lanterna a ser utilizada pelo policial militar deva estar acondicionada em um porta-lanterna no seu cinto de guarnição ou no colete tático. No porta luvas poderá estar uma ou mais lanternas reservas.

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10 – As lanternas utilizadas pelo COBRA/BOPE são acopladas ao armamento?

Gráfico nº 10 – Lanterna acoplada a arma Fonte: desenvolvido por este autor

Infelizmente o BOPE não possui lanternas que sejam acopladas ao armamento, o que tornaria mais fácil e prático o emprego desse equipamento em ocorrências policiais.

11 – O COBRA/BOPE possui armas de porte ou portátil com trilho ou outro dispositivo para acoplamento de lanternas?

Gráfico nº 11 – Dispositivo para acoplar lanterna Fonte: desenvolvido por este autor

As únicas armas de porte que a PMSC possui atualmente que lhes possibilita acoplar uma lanterna, como por exemplo, a da marca/modelo Streamlight TLR-1 é a Pistola PT 100 e PT 24/7. As demais armas, de porte ou portátil de que dispõem a PMSC, necessitariam de trilhos especiais destinados ao acoplamento de lanternas, miras telescópicas e miras lasers.

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12 – Você considera que as lanternas existentes no COBRA/BOPE atendem as necessidades?

Gráfico nº 12 – Lanternas do BOPE x Necessidades Fonte: desenvolvido por este autor

Essa é a dura realidade aqui relatada, onde a prática tem demonstrado na opinião desses profissionais (94,44%), que o equipamento para uso em baixa luminosidade não atende as suas necessidades. 13 – Você conhece as principais técnicas de emprego de lanterna em conjunto com o armamento?

Gráfico nº 13 – Conhecimento das técnicas Fonte: desenvolvido por este autor

Todos os integrantes foram categóricos ao afirmar que são conhecedores das principais técnicas para uso de lanterna em ocorrências envolvendo baixa luminosidade.

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14 – A guarnição do COBRA/BOPE equipa-se individualmente com lanternas ao entrar em serviço?

Gráfico nº 14 – Lanternas individuais para o serviço Fonte: desenvolvido por este autor

Entendemos que a realidade apontada por 61,11% dos entrevistados, deverá necessariamente buscar atender a totalidade do efetivo do Grupo COBRA/BOPE, face às missões especiais afetas a esse Grupo, aliadas ao fato de que tal equipamento deve ser individual.

15 – O COBRA/BOPE faz treinamento de tiro e abordagem em baixa luminosidade?

Gráfico nº 15 – Treinamentos Fonte: desenvolvido por este autor

Assim como qualquer outro treinamento, somente a sua constância fará com que tenhamos uma memória muscular reflexa, fazendo com que determinado movimento ocorra automaticamente quando diante de uma situação dele venhamos a necessitar.

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16 – Em relação a pergunta anterior, se a resposta foi afirmativa, com que freqüência realizam treinamentos?

Gráfico nº 16 – Frequência de treinamentos Fonte: desenvolvido por este autor

São inúmeros os treinamentos realizados pelo Grupo COBRA/BOPE ao longo de um mês. Entre as freqüências apontadas como tendo a maior incidência (1 x semana e 1 x mês, ambas com 33%), acreditamos que se realizarem treinamentos dentro desse período, acreditamos que possam ter um bom desempenho operacional.

17 – Você utiliza lanterna fornecida pela Polícia Militar ou usa lanterna particular?

Gráfico nº 17 – Lanterna (Polícia Militar x Particular) Fonte: desenvolvido por este autor

Mais uma vez temos aqui expressa, através de 88,88% (particular + PM/particular) dos entrevistados a falta de confiança na lanterna que é disponibilizada pela PMSC. Aqueles que responderam PM/particular usam a lanterna da PM como reserva.

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18 – Você se sente seguro para atender uma ocorrência em baixa ou na ausência de luminosidade, com a lanterna disponibilizada pela Polícia Militar?

Gráfico nº 18 – Lanterna da PM x Segurança Fonte: desenvolvido por este autor

A insegurança quando necessitam da lanterna que a PMSC disponibiliza atinge 77,77% dos entrevistados, refletindo o fato de que a análise do equipamento hoje existente em carga merece ser revisto.

19 – Você considera o conhecimento técnico e o treinamento de tiro e/ou abordagem em baixa luminosidade importante? (atribua o grau de importância).

Gráfico nº 19 – Conhecimento técnico/Treinamento x Grau de importância Fonte: desenvolvido por este autor

O conhecimento técnico dos integrantes do Grupo COBRA/BOPE refletiu a resposta dada, onde o grau de importância mínima atribuída ao assunto foi 03 (três), sendo que 88,88% dos entrevistados atribuíram grau máximo.

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20 – Você gostaria de lhe fosse proporcionado mais conhecimento técnico e treinamento sobre tiro e/ou abordagem em baixa luminosidade?

Gráfico nº 20 – Novos conhecimentos técnicos x Necessidade Fonte: desenvolvido por este autor

Sempre há muito a se aprender em todas as áreas do conhecimento, independentemente do estágio que nos encontramos, e o integrantes do Grupo COBRA/BOPE deixam claro, quando na totalidade (100%) dos entrevistados querem que lhes dêem mais conhecimento sobre o tema.

21 – Você já participou de alguma ocorrência onde o uso de lanterna foi fundamental?

Gráfico nº 21 – Lanterna x Fator decisivo Fonte: desenvolvido por este autor

Essa última pergunta estabelece, em nossa opinião, a relação diretamente proporcional entre a importância do equipamento (lanterna) que, quando empregada corretamente, utilizando-se de alguma das técnicas existentes e dentro da tática, ser capaz de tornar-se decisiva em uma ação operacional, saindo dela com a mesma discrição que entrou.

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5.3 ENTREVISTAS Realizamos uma entrevista através de e-mail com o Maj PM Marcelo Cardoso, Sub Cmt do BOPE/PMSC e com o Cap PM Julival Queiroz de Santana, Cmt da COE/PMSC, visando atender uma das etapas eleitas na metodologia para a consecução do presente trabalho, que é a da pesquisa qualitativa. Os dois Oficiais acima nominados possuem larga experiência profissional na área de Operações Especiais, ambos possuem o Curso de Operações Especiais, entre outros cursos realizados no Brasil e no exterior, portanto, estão altamente credenciados a falar do assunto. Suas vastas folhas de serviços prestados a Polícia Militar de Santa Catarina, com inúmeras missões bem sucedidas, os tornaram referência na área de Operações Especiais em nosso Estado e no Brasil. Importante ainda frisarmos acerca do currículo desses dois Oficiais que o Maj PM Cardoso fez curso de baixa luminosidade na Surefire Institute, que é considerado um dos maiores centros de treinamento militar e policial dos Estados Unidos.

O modelo das perguntas que este autor desenvolveu e aplicou aos Oficiais anteriormente citados, encontra-se no apêndice “B”. 1 – Quais as marcas/modelos de lanternas fornecidas pela Polícia Militar e qual a quantidade hoje disponibilizada ao efetivo? (poderá ser marcada mais de uma alternativa) Surefire Maglite Police Streamlight Quantidade Maj Cardoso: - Maglite; 1 por viatura. Cap Santana: - Maglite; 12. 2 – As lanternas fornecidas pela Polícia Militar, utilizam qual(is) o(s) tipo(s) de pilhas ou baterias? (poderá ser assinalada mais de uma alternativa). Pilha alcalina Bateria recarregável Lithium Outras Scorpion Outras

Maj Cardoso: - Pilha alcalina e bateria recarregável. Cap Santana: - Bateria recarregável.

3 - Há uma preocupação por parte dos policiais militares que trabalham na reserva de armas, com a manutenção, conservação e acondicionamento das lanternas? Maj Cardoso: Sim.

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Cap Santana: No que tange ao acondicionamento das lanternas há certa preocupação por parte dos PM em mantê-las em local apropriado (longe de umidade e exposição ao meio), no entanto no que diz respeito a manutenção e conservação, observamos certa deficiência, a qual em tese pode estar aliada a falta de conhecimento específico nesta área, em especial ante aos cuidados indispensáveis a manutenção e conservação destes equipamentos. Outro fator importante neste contexto vincula-se a origem dos equipamentos, normalmente importados e que não contam com a devida assistência técnica local, tampouco lhes são agregados manuais traduzidos, o que dificulta a compreensão por parte dos usuários e responsáveis pela sua guarda, conservação e manutenção, (disseminação de cultura preventiva).

4 – Há alguma recomendação por parte desse Comando, através da 4ª Seção, aos armeiros, para cuidados coma a manutenção, conservação e acondicionamento das lanternas? Justificar. Maj Cardoso: Sim, procurar manter as lanternas carregadas ou com pilhas novas sem viciar as baterias ou exudar as pilhas. Cap Santana: Não há recomendação específica com relação a estes equipamentos, porém devemos ressaltar que de forma geral todos os materiais destinados a unidade sob responsabilidade e guarda dos profissionais devem ser mantidos em perfeito estado de conservação e emprego operacional. Assim, na prática constatamos que sempre que há aquisição e distribuição destes equipamentos, são também repassadas orientações quanto aos cuidados gerais no tocante ao emprego (uso), limitações, conservação e manutenção, aspectos que são repassados pela chefia junto aos seus usuários.

5 – Quando esse equipamento (lanterna) apresenta qualquer tipo de problema em seu funcionamento, que procedimentos são adotados pela 4ª Seção? Descreva todas as etapas adotadas. Maj Cardoso: Não há procedimentos estabelecidos quanto a manutenção de lanternas. Cap Santana: De forma geral segue o seguinte fluxo: a) identificação do problema pelo operador ou profissional responsável por sua guarda (armeiro);

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b) registro no livro de alterações da reserva, constando o problema existente sendo alguns dos mais comuns: dano físico, deficiência de absorção de carga pelas baterias, foco queimado ou diminuto, botão de acionamento danificado, dentre outros; c) recolhimento dos equipamentos danificados pelo responsável pela Seção; d) encaminhamento do(s) equipamentos danificados para o CMB, através de nota ou ofício; e) reposição do equipamento quando consertado ou descarte do equipamento (baixa) quando não é possível consertá-lo, ou quando o custo benefício não se mostra compensador.

6 – O efetivo utiliza as lanternas fornecidas pela PMSC ou faz uso de lanternas particulares? Polícia Militar Maj Cardoso: PMSC e particular. Cap Santana: Constatamos na rotina operacional que o efetivo opta por utilizar as lanternas particulares, devido a certos fatores tais como: dimensões pouco amistosas das lanternas fornecidas pela corporação, peso excessivo, baixa qualidade de iluminação, sistema de acionamento inadequado. De tal sorte que individualmente há uma tendência ao uso de lanternas particulares em detrimento das corporativas, as quais mormente servem como uma espécie de equipamento reserva de uso geral e coletivo. Particular

7 – Se utilizam lanternas de propriedade particular, sabe dizer quais são as marcas/modelos preferidas? (poderá ser assinalada mais de uma alternativa). Surefire Maglite Police Streamlight Scorpion Outras

Maj Cardoso: Surefire e Police. Cap Santana: Maglite, Police, Streamlight. Neste contexto, verificamos que há uma relação direta entre custo versus aquisição e uso destes equipamentos, ou seja, muito embora os profissionais tenham consciência de que existem equipamentos de melhor ou de excelente qualidade (ex, surefire) acabam por aderir a um equipamento de custo intermediário, no entanto ainda mais adequado a atividade pretendida do que as fornecidas pela própria Instituição. 8 – O efetivo do COBRA/BOPE se equipa individualmente com lanternas fornecidas pela PMSC ou é distribuída 01 (uma) lanterna pro guarnição?

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Maj Cardoso: Uma lanterna por guarnição. Cap Santana: Os profissionais que compõem o COBRA fazem uso das lanternas particulares, devido ao ganho tático advindo da qualidade, facilidade de manuseio e emprego destes equipamentos. Neste contexto o uso das lanternas fornecidas pela Corporação restringem-se basicamente a mecanismos auxiliares ou reservas de uso coletivo, compreendendo ao menos uma por equipe tática. 9 – Qual o grau de importância que esse Cmdo atribuiria de 1 a 4, à visão que os integrantes do COBRA, são as ocorrências em baixa ou na ausência de luminosidade? 1 – sem importância 3 – importante 2 – pouco importante 4 – muito importante Grau de importância

Maj Cardoso: grau de importância 4. Cap Santana: grau de importância 4. 10 – Na opinião desse Cmdo, qual é o mínimo em lumens para uma lanterna ser empregada com eficiência técnica e tática? Maj Cardoso: 65 Lumens. Cap Santana: A quantidade mínima de lumens adequada para o emprego técnico e tático para a atividade policial geral sugerida é de 45 lumens e para a atividade de operações especiais de no mínimo 65 lumens.

11 – As lanternas fornecidas pela PMSC, em sua opinião, atendem as necessidades operacionais? Justificar. Maj Cardoso: Para emprego tático específico do BOPE/COBRA não atendem aos quesitos portabilidade e luminescência. Cap Santana: As lanternas adquiridas pela Instituição não atendem as demandas operacionais (técnica e taticamente) uma vez que apresentam certas deficiências, tais como: a) Dimensões: atualmente são adquiridas lanternas de dimensões exageradas que impedem ou dificultam o uso tático com armas curtas ou longas, servindo quando muito como mecanismo auxiliar em situações de varredura geral e apoio a ações de busca quando não envolvem elevado risco;

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b) Peso: o peso dos equipamentos adquiridos é excessivo, sugerindo uma perda gradativa de qualidade quando conjugado seu uso com armas de porte; c) Sistema de acionamento: posicionado em local inapropriado (frente da lanterna) o que dificulta o seu acesso e acionamento do aparelho por parte do operador; d) Baixa qualidade de iluminação: tal fator deriva da quantidade diminuta ou inadequada de lumens existentes nestes equipamentos, o que importa em baixa eficácia nas ações de polícia (varreduras táticas, dissuasão psicológica de suspeitos, tiro em baixa luminosidade e outros); e) Emprego tático: tais ainda não possuem qualquer tipo de acessório necessário ou que possibilite o seu acoplamento às armas policiais, tampouco sistema de fecho tático que propicie a sua condução junto ao corpo pelo operador; f) Finalidade: normalmente desenvolvidas pela [sic] empresas para fins civis (camping, prevenção a blackout, etc.) sendo adquiridas e empregadas aleatoriamente (de forma empírica) na atividade policial. De forma geral estes fatores e deficiências fazem com que os operadores comprometidos com a atividade policial procurem adquirir e usar outros sistemas de iluminação (lanternas táticas) mais adequados ao serviço operacional e os displicentes em não utilizá-los por serem pouco amistosos ao serviço (dimensões, peso, etc.). 12 – O BOPE/PMSC possui lanternas acopladas as suas armas (monthan light)? Se a resposta for negativa, informar se há previsão para aquisição de armamento que permita acoplar tal equipamento ao armamento. Maj Cardoso: O Bope não possui este acessório e não há previsão de aquisição. Cap Santana: O BOPE não possui sistemas de iluminação (lanternas) acopladas as armas, sendo está uma das deficiências técnicas e táticas da OPM, a qual mormente acaba por utilizar recursos improvisados para viabilizar a realização das suas missões institucionais. No que diz respeito à previsão de aquisição, tal resta prejudicado, uma vez que muito embora haja solicitação pretérita neste sentido por parte da OPM junto ao setor competente (DALF-CMB), até o momento não fomos contemplados com estes sistemas, tampouco temos ciência de algum processo de aquisição em andamento na PMSC. Por fim, quanto a aquisição de armamentos que possuam sistemas orgânicos de acoplagem destes sistemas (lanternas) há que ressaltarmos que modernamente, ante ao avanço tecnológico, quando as armas não possuem estas características, tais podem ser customizadas com a utilização de acessórios (suportes), já desenvolvidos e existentes, quer para as armas de porte ou portáteis, não exigindo assim a

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substituição ou aquisição de armas novas adstrita meramente a estes aspectos técnicos ou táticos.

13 – Quais as técnicas de uso de lanternas, não acopladas as armas, que são mais utilizadas pelos policiais militares dessa unidade? Maj Cardoso: Não há técnicas definidas, ficando a critério dos PPMM empregar a técnica que melhor se adapte. Este oficial prefere o método Harris. Cap Santana: As técnicas mais difundidas e utilizadas na rotina operacional são as seguintes: Métodos Harries, Chapman e Ayoob, de tal sorte, que a opção ou adoção por parte do operador por uma ou outra destas técnicas depende muito do grau de adestramento individual, habilidade, compleição física e adequação ao ambiente onde opera. 14 – O BOPE/PMSC faz treinamentos técnicos e táticos envolvendo ações em baixa ou com ausência de luminosidade? Com que freqüência por mês? Sim 1x/semana Quinzenalmente Não 1x/mês NDA

Maj Cardoso: Sim. 1 vez por mês. Cap Santana: Quinzenalmente e 1 vez por mês. OBS.: O COBRA normalmente executa procura efetivar ao menos uma instrução quinzenal, já a tropa de Patrulhamento Tático Móvel tende a fazê-lo mensalmente ou bimestralmente. 15 – Existe alguma doutrina específica do BOPE/PMSC sobre o uso de lanternas em ações policiais em baixa ou na ausência de luminosidade ou segue alguma diretriz específica e/ou permanente do Comando-Geral? Maj Cardoso: Dependendo do tipo de ação que será desenvolvida será determinada a disciplina de luzes. Cap Santana: O BOPE atualmente adota a Doutrina da Escola Americana Sure Fire, uma vê que tal entidade conta com renomado conhecimento técnico nesta área (açõesoperações em baixa luminosidade), compondo um dos grandes referenciais no uso, desenvolvimento e disseminação de sistemas de iluminação adequados a atividade policial, em especial no que tange ao adentramento tático, varredura em ambientes e tiro em

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baixa luminosidade. Quanto a seguir alguma Diretriz Específica, ressaltamos que não há na Instituição, tampouco no BOPE, qualquer normatização específica nesta área em estudo, sugerindo assim a necessidade de análise e formulação dado a sua importância para a atividade e rotina policial. 16 – Se esse Cmdo fosse atribuir um grau de importância, de 1 a 4, que grau atribuiria as ocorrências em baixa luminosidade? Justifique. 1 – sem importância 3 – importante Grau de importância Maj Cardoso: Grau de importância 4. Cap Santana: Aspecto notório vislumbrado na área da Segurança Pública, que ações e operações policiais, de maior gravidade e risco (assaltos, seqüestros, rebeliões, etc.) tendem a ocorrer ou ter o seu ápice resolutivo em locais adversos e ambientes com pouca ou nenhuma iluminação (65 a 70% dos casos), tais como: interior de edificações, áreas de estacionamento fechado, zonas de vegetação densa, favelas, etc. e em período noturno. Assim, em dados momentos, tais situações acabam por serem agravadas pelas adversidades climáticas (chuva ou nebulosidade) que tendem a escurecer o ambiente tornando-os inóspitos (mesmo quando em período diurno), dificultando a visibilidade dos fatores e situações de risco por parte dos operacionais, sugerindo assim o imprescindível e constante emprego dos sistemas de iluminação, ou seja, as lanternas para resolução segura e adequada das ocorrências policiais. 2 – pouco importante 4 – muito importante

17 – O BOPE/PMSC, ao longo de sua História, passou por alguma situação operacional, em baixa ou na ausência de luminosidade, onde o uso de lanternas foi decisivo pra o desfecho da ação? Se afirmativo, descrever o fato. Maj Cardoso: Normalmente as operações em estabelecimentos prisionais exigem o uso de lanternas e estas imprimem um efeito psicológico dissuasor nos detentos. Cap Santana: Sim, o BOPE já passou por inúmeras situações operacionais em ambiente adverso e de baixa luminosidade, onde o emprego dos sistemas de iluminação (lanternas) foram fundamentais para a resolução adequada do evento crítico. Dentre as ocorrências podemos citar a rebelião num estabelecimento prisional da capital, com a tomada de reféns, onde dadas as características do ambiente e suas dimensões, aliada a depredação e

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atos de vandalismo que afetaram as linhas de transmissão de energia da edificação deixandoa inóspita e com parca iluminação, exigindo assim, o uso dos sistemas de iluminação – lanternas individuais, como meio técnico e tático apto a propiciar o deslocamento com segurança, identificação de fatores de risco – varredura ambiental, localização de infratores em zonas de penumbra e adequado resgate dos reféns. Naquela ocasião e, em outras em situações similares de baixa luminosidade, tivemos, a revelia da moderna tecnologia existente nesta área, de lançarmos mão de recursos e meios de fortuna (velcros e elásticos) para acoplarmos os sistemas de iluminação as armas portáteis, situação que se mostra pouco aceitável nos dias atuais, porém necessária e justificável naquela ocasião ante a nossa falta de recursos nesta área em específico.

18 – Outras considerações que V.S.ª julgar importantes. Cap Santana: Na atualidade observamos de forma geral os seguintes aspectos quanto ao uso dos sistemas de iluminação na Corporação, quais sejam: a) Diminuta ou pouca relevância Institucional, o que culmina na aquisição de equipamentos inapropriados ao serviço policial; b) “Pseudo” custo X benefício: posto que ao serem adquiridas por processos públicos gerais (licitação) tende a culminar na compra de equipamentos de baixo custo, sugerindo a obtenção de um certo “benefício financeiro” em detrimento das vantagens e aspectos técnicos e operacionais (qualidade e fim) destes sistemas, a serem utilizados, via de regra, em eventos policiais graves; c) Ausência de estudos e dados estatísticos, no que tange, ao número de ocorrências graves atendidas em ambientes de baixa luminosidade, o que poderia contribuir para um processo de mudança na cultura organizacional, no que diz respeito à compreensão quanto à importância destes mecanismos, correspondente aquisição adequada de equipamentos específicos para a atividade policial e seu uso correto pelos operacionais; d) Ausência de parecerias com as empresas nacionais para o desenvolvimento destes equipamentos, os quais para a atividade policial devem possuir características especiais e diversas das destinadas ao público civil; e) Ausência de locais apropriados ao treinamento, bem como dos correspondentes equipamentos de iluminação e seus acessórios, necessários a formação e aprimoramento técnicos dos profissionais de segurança, que tendem a buscar referenciais em escolas privadas de segurança;

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f) Deficiência nas atividades de treinamento em ambientes de baixa luminosidade na Corporação, o que importa em aumento substancial do risco (a integridade física e a vida dos PM) em ações e operações policiais, onde se requer o uso destes equipamentos para a manutenção da segurança dos envolvidos, bem como para a adequada resolução do problema.

As análises das diretrizes e opiniões ora levantadas junto ao efetivo do COBRA/BOPE e com os Oficiais que entrevistamos, nos ajudarão sobremaneira nas conclusões finais a que nos propomos no projeto apresentado por este autor junto à Polícia Militar, onde procuramos trazer a baila um tema que consideramos de grande valor para o campo policial militar, pois se trata da sobrevivência desse profissional durante os atendimentos de ocorrências à noite.

5.4 EQUIPAMENTOS DE ILUMINAÇÃO TÁTICA DO BOPE O BOPE/PMSC segundo informações do Cap PM Santana (2009) Cmt da COE e verificadas in loco por este autor, possui atualmente 12 (doze) lanternas maglite que estão à disposição do efetivo. Essas lanternas quando não estão com as guarnições de serviço, se encontram na reserva de armamento da Unidade, sob os cuidados do armeiro. As lanternas maglite com bateria recarregável que o BOPE possui, juntamente com os acessórios que a acompanham é exatamente a constante nas figuras que a seguir apresentaremos.

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Fig. nº 73 – Lanterna Maglite Fonte: sítio da Maglite

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Fig. nº 74 – Acessórios da Lanterna Maglite Fonte: sítio da Maglite

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1 – Bateria recarregável 2 – Carregador de berço 3 – 120 VAC Conversor 4 – Dois suportes 5 – Adaptador de 12 volts Tabela nº 05 - Legenda da Fig. nº 74 Fonte: sítio da Maglite

1 – Tail cap 2 – O-ring tail cap 3 – Lamp protector 4 – Spare halogen lamp 5 – Battry spring 6 – Switch Seal Fig. nº 75 – Lanterna Maglite Fonte: sítio da Maglite

7 – O-ring head 8 – Halogen lamp 9 – Reflector 10 - Lens 11 – Lens seal 12 – Face cap

Tabela nº 06 - Legenda da Fig. nº 75 Fonte: sítio da Maglite

Essas se encontram muito bem guardadas na reserva de armas do BOPE, onde em visita aquela Unidade, podemos constatar in loco, o estado de guarda, acondicionamento e conservação. No quesito da manutenção das mesmas, não conseguimos obter evidências concretas de como é realizada, nos deixando, no entanto, transparecer pelo estado de conservação que apresentam, que há um grande zelo por parte dos profissionais que labutam na reserva de armas no tocante a cuidados básicos que são relativos a outros equipamentos que lá são guardados. As figuras a seguir, nos dão uma noção mais precisa do local onde as mesmas permanecem guardadas na reserva de armas do BOPE à disposição das guarnições de serviço.

Fig. nº 76 – Armário para equipamentos (Lanternas, Baterias, Carregadores, HT) Fonte: foto produzida por este autor

Fig. nº 77 – Armário para equipamentos (Em detalhe o acondicionamento das Lanternas) Fonte: foto produzida por este autor

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5.5 OUTRAS MARCAS/MODELOS DE LANTERNAS Para que possamos estabelecer qualquer tipo de análise sobre a lanterna que a Polícia Militar disponibiliza ao efetivo do BOPE, por mais singela a forma que busquemos para estabelecer relações em qualquer ordem, necessitamos compará-la a outras existentes no mercado nacional e/ou internacional. Como já frisamos aqui anteriormente, uma lanterna para uso policial militar ou militar, exige características como vimos, que não são as mesmas que deverão estar presentes nas lanternas de uso comum para o “mundo civil”. O fim a que se destina uma lanterna para uso policial militar ou militar, faz com que seja projetada visando ações táticas e operacionais, que exigem dela, requisitos mínimos necessários para que possa ser empregada, garantindo aquele que dela fará uso, eficiência e eficácia capaz de atender aos quesitos mencionados nos itens 3.3.2 e 3.3.3 e seus subitens. Existe no mundo uma infinidade de marcas/modelos de lanternas para uso civil e para o uso policial militar e militar, essa realidade também se apresenta em um bom estágio, em nossa opinião. A seguir, apresentaremos uma tabela comparativa de valores entre algumas peças e marcas/modelos de lanternas táticas, para que possamos ter uma idéia sobre as possibilidades que podemos encontrar.

Marca Streamlight

Peça Lâmpada Bateria de Lithium Lâmpada Lâmpada/Refletor

Modelo Todos 3V MN03 MN10 P60 P61 3V B65 B90

Preço (R$ ou U$) U$ 12,95 U$ 1,95 U$ 18,00 U$ 31,00 U$ 19,00 U$ 29,00 U$ 21,00 U$ 19,00 U$ 22,00

Surefire Bateria de Lithium (cx. 12) Bateria recarregável

Tabela nº 06 – Peças da Lanterna x Custos Fonte: Surefire e GT Distributors

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Como podemos observar, os valores apresentados são ínfimos se comparados a eficiências que esses equipamentos são capazes de oferecer. As empresas que são consideradas na vanguarda da fabricação de lanternas táticas, estão em constantes buscas pelo aperfeiçoamento de lanternas voltadas ao combater militar e policial que sejam capazes de reunir todas as características consideradas essências nesse equipamento, pois detêm o conhecimento do poder que podem representar quando corretamente utilizadas.

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6. CONCLUSÃO

Ao longo deste trabalho, procuramos cumprir cada etapa a que nos propomos no projeto que lhe deu início e através dessas etapas, buscamos mostrar a importância do Grupo COBRA/BOPE para a Polícia Militar de Santa Catarina e consequentemente para o cidadão catarinense. Como podemos observar historicamente, a 30 (trinta) anos atrás começava em nossa Corporação uma preocupação com situações que fugiam da normalidade, requerendo que para tal fossem necessários policiais militares com treinamento diferenciado. O embrião do que hoje conhecemos por BOPE, começava a ser gerado. Daquela época para a atual, muito foi feito, muitas mudanças ocorreram na seleção do profissional, no seu treinamento e nos equipamentos que lhes foram disponibilizados; até porque a busca pela excelência que envolve o trinômio seleção, treinamento e equipamento, deve ser incansável. Acreditamos que somente uma coisa não mudou: o policial militar (“o guerreiro”) que faz parte do atual BOPE. A vontade desses profissionais em querer serem os melhores para prestar um excelente serviço à sociedade, não mudou com o tempo. Hoje pela experiência que temos na atividade operacional e como um exintegrante do BOPE, podemos com certeza afirmar que há uma falha lamentável envolvendo o trinômio anteriormente citado. E onde se encontra esta falha? Em nosso entendimento está justamente nos equipamentos que lhes são disponibilizados. Essas três partes do trinômio seleção, treinamento e equipamento devem ser fortes e a quem cabe isso se não a própria Corporação e Governo do Estado. Investimentos se fazem necessários e são fundamentais para quem se propõem e tem a missão de prestar atendimentos em ocorrências policiais militares de altíssimo risco, como é o caso do BOPE. O que algumas pessoas leigas em Operações Especiais e muitas vezes responsáveis por proporcionar condições adequadas de trabalho aos profissionais de segurança pública não entendem é que no caso específico do BOPE, não adianta fardar os seus integrantes de maneira a serem reconhecidos como diferentes dos demais policiais militares, mas o que os tornará diferenciados é um conjunto que obrigatoriamente passa pela premissa do já mencionado trinômio. É o fortalecimento desse trinômio que os torna homens de Operações Especiais. Quando nos propusemos a desenvolver um tema ligado a área de Operações Especiais, buscamos por dois motivos bem simples: o primeiro é a próprio conhecimento e

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identificação com essa atividade; segundo mostrar através de um equipamento erroneamente considerado por muitos que não labutam na área de Operações Especiais, como desprezível e que julgam poder quando necessário utilizar qualquer um comprado na primeira esquina que encontrarem, que se o COBRA/BOPE, a Tropa de Elite de nossa Polícia Militar de Santa Catarina não possui equipamento adequado para o atendimento de ocorrências à noite, conforme ficou constatado na pesquisa qualitativa e quantitativa que realizamos, imaginem o que podemos esperar das demais Unidades Operacionais de nossa Corporação? Vejamos o que pensa um dos Oficiais por nós entrevistados sobre a importância do tema:
Aspecto notório vislumbrado na área da Segurança Pública, que ações e operações policiais, de maior gravidade e risco (assaltos, seqüestros, rebeliões, etc.) tendem a ocorrer ou ter o seu ápice resolutivo em locais adversos e ambientes com pouca ou nenhuma iluminação (65 a 70% dos casos), tais como: interior de edificações, áreas de estacionamento fechado, zonas de vegetação densa, favelas, etc. e em período noturno. Assim, em dados momentos, tais situações acabam por serem agravadas pelas adversidades climáticas (chuva ou nebulosidade) que tendem a escurecer o ambiente tornando-os inóspitos (mesmo quando em período diurno), dificultando a visibilidade dos fatores e situações de risco por parte dos operacionais, sugerindo assim o imprescindível e constante emprego dos sistemas de iluminação, ou seja, as lanternas para resolução segura e adequada das ocorrências policiais. (SANTANA, JULIVAL QUEIROZ, Cap BOPE/PMSC, 2009). (grifo nosso)

Aliando-se ao que nos afirma o Cap PM Santana (2009), e que apresentamos na introdução de nosso tema, vamos aqui reforçar a necessidade da atenção que devemos ter para com o assunto, pois mais uma vez os dados estatísticos que apresentaremos, demonstram que há um número considerável de ocorrências atendidas no período noturno pelo Grupo COBRA/BOPE, os quais precisam estar portando equipamentos que lhes proporcionem segurança e consequentemente sensação de segurança, para que possam atender ocorrências no período do dia mencionado. Os dados estatísticos a seguir demonstram o número de ocorrências atendidas pelo BOPE, em sua totalidade, ou seja, envolvem todas as guarnições da COE e COBRA. Não foi possível fazer um levantamento estatístico somente com as guarnições do COBRA em razão de que demandaria um tempo considerável para que o Centro de Comunicação e Informática (CCI) pudesse assim proceder e também face ao acúmulo de serviço que está sob a responsabilidade daquele Centro. Para que pudéssemos realizar uma pesquisa envolvendo somente o COBRA, precisaríamos de mais tempo e tempo, foi um fator contrário a elaboração

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de nosso trabalho. Mesmo assim, os dados a seguir, por si só demonstram que devemos sim, considerar e muito os atendimentos envolvendo o BOPE no período noturno.

OCORRÊNCIAS ATENDIDAS PELO BOPE Jan 08 - Dez 08 Quantidade HORÁRIO 684 08h00 às 20h00 557 2000 às 08h00 1241 TOTAL Percentual 55,12% 44,88% 100%

Tabela nº 08 - Dados estatísticos de 2009 Fonte: CCI/PMSC

Gráfico nº 22 - Dados estatísticos de 2009 Fonte: CCI/PMSC

Queremos mais uma vez frisar que os dados acima não foram trabalhados, ou seja, precisaríamos partir para uma segunda etapa, que seria a identificação dentro desse total, quantas ocorrências envolveram efetivamente o Grupo COBRA; em quantas houve disparo de arma de fogo; se nas que houve disparo de arma de fogo, se tivemos feridos civis e/ou policiais militares. Somente a partir dessa segunda etapa, onde efetivamente estudaríamos os dados é que uma realidade mais clara envolvendo o Grupo COBRA/BOPE nos seria apresentada, contudo, mesmo sem essa análise trabalhada dos dados, já podemos consagrar como importante tal assunto, uma vez que ele nos mostra que mais de 44% (quarenta e quatro) por cento das ocorrências atendidas pelo BOPE em 2008 foram após às 20h00. Quando passamos a realizar uma análise dos equipamentos de iluminação (lanterna) tática individual, colocado à disposição do COBRA/BOPE pela PMSC foi a fase

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mais tranqüila de nosso trabalho, tendo em vista que os equipamentos destinados a este fim específico se restringem a uma única marca/modelo que é a Maglite/recarregável descrita em detalhes no item 5.4. A Unidade possui um total de 12 (doze) lanternas, as quais se encontram perfeitamente acondicionadas, conforme demonstram as figuras nº 57 e 58, sendo que todas aquelas que não estão em uso pelas guarnições de serviço estão na reserva de armas do Batalhão. O que nos chamou a atenção em relação à conservação e acondicionamento das lanternas na reserva de armas foi justamente o estado físico em que se encontram, o que demonstra todo o cuidado que não somente o responsável pela reserva de armas (Chefe da 4ª Seção) tem, como também os armeiros e os próprios integrantes das guarnições de serviço. Não há ressalvas alguma a fazer no que diz respeito ao acondicionamento das lanternas na reserva de armas. Quanto à quantidade disponibilizada ao efetivo, entendemos ser insuficiente, se considerarmos que por se tratarem de equipamentos individuais, embora possam ter emprego coletivo, em determinadas situações táticas, cada policial militar ao entrar de serviço deveria receber a sua. A quantidade de lanternas que o BOPE possui é destinada ao efetivo que estará de serviço, ou seja, as demais guarnições da COE, do COBRA e a guarnição do Oficial de serviço. Esse número se torna ainda menor se considerarmos que ocorrências em baixa ou na ausência de luminosidade não estão restrita somente ao período noturno, uma vez que podemos nos deparar com situações em que tal nível de luminosidade se faça presente em pleno dia, como por exemplo, buscas em porões, sótãos, etc., ou seja, precisamos portá-la diuturnamente.

Para que possamos trazer a baila, a discussão da importância do assunto que ora elencamos para nosso estudo, se faz necessário que não esqueçamos jamais que nossa Doutrina, presente principalmente nas diretrizes de ação operacional, sejam revistas urgentemente, sob pena de pagarmos com a vida de um policial militar, que dela se rebuscou para amparar determinada atitude ante uma ocorrência. Neste sentido, os treinamentos e ensinamentos, adquiridos em cursos em nossa Corporação, ou em outras Instituições policiais, se faz necessário, para que busquemos, sempre o que há de melhor no que diz respeito a seleção, treinamento e equipamento. Se determinada doutrina já é consagrada

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internacionalmente, face os seus estudos e resultados obtidos, e considerada a mais adequada ao momento atual, é dela que devemos recorrer para uso em nossa Corporação. Neste sentido, os dois Oficiais do BOPE por nós entrevistados, deixaram claro, em seus depoimentos, a importância do assunto, justamente por serem dois grandes especialistas na área de Operações Especiais. Quando não se tem uma direção a seguir, o natural ocorre: a busca pelo que há de melhor. Nesse sentido, fez claro um de nossos entrevistados quando diz que o BOPE/PMSC adota a doutrina de emprego de lanternas aquela difundida pela Surefire Institute. Essa empresa tem se consolidado no mundo das atividades operacionais militares e policiais, como uma das grandes referências em treinamento, principalmente aos voltados ao atendimento de ocorrências em baixa luminosidade. Um de seus co-fundadores Ken J. Good, fundou recentemente a empresa Strategos International a qual também presta treinamentos similares aos desenvolvidos pela Surefirre Institute. Como podemos observar no estudo que fizemos sobre as nossas diretrizes de ação operacional, buscamos encontrar nessas, qualquer menção acerca do tema, verificando o que o legislador da PMSC abordou sobre o assunto ou a ele fez alusão quando envolveu ocorrências policiais em que nosso policial militar precisasse fazer uso de lanterna. Constatamos que sem dúvida alguma, o que nelas se encontram quando tratam de ações policiais em baixa luminosidade, estão aquém do que atualmente é empregado. Ressaltamos aqui o que muito bem frisou um de nossos Oficiais entrevistados, quando assim afirma: “Quanto a seguir alguma Diretriz Específica, ressaltamos que não há na Instituição, tampouco no BOPE, qualquer normatização específica nesta área em estudo, sugerindo assim a necessidade de análise e formulação dado a sua importância para a atividade e rotina policial.” As nossas diretrizes operacionais permanentes, específicas e até mesmo as administrativas, precisam urgentemente e necessariamente ser revistas, pois são elas que nos norteiam diante das mais diversas situações e delas depende toda uma atuação policial que culminará com um desfecho, o qual sempre desejamos que seja favorável e em consonância com uma determinada técnica estabelecida doutrinariamente. A vida de nossos operadores de segurança pública depende de tudo o que pudermos lhes proporcionar de ensinamentos teóricos que tenham sido embasados em estudos aliados a prática que os consagrou. Somos, enquanto Instituição, responsáveis diretos pelo preparo técnico e tático do policial militar que colocamos à disposição da nossa sociedade. Para que pudéssemos ter uma idéia consistente sobre a percepção dos integrantes do Grupo COBRA/BOPE sobre o assunto, utilizamos como metodologia, a pesquisa

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quantitativa onde através de um questionário composto de 21 (vinte e uma) perguntas diretas e objetivas, nos trouxe informações que julgamos importantes, não somente para a nossa pesquisa e estudo, mas acreditamos que também para o próprio Comando do BOPE. No questionário que aplicamos aos integrantes do Grupo COBRA, pode ser constatado que há perguntas de cunho logístico, de treinamento-ensino e operacional. Entendemos que as de cunho logístico serviram para nos dar a base da preocupação em relação ao equipamento, quanto ao seu estado de empregabilidade. Nesse sentido, consideramos extremamente satisfatórias as respostas apresentadas e os índices alcançados, exceção feita a pergunta nº 09, pois entendemos que o porta luvas da viatura, não seja o local adequado para conduzirmos a lanterna, mas sim junto ao corpo do policial militar, preferencialmente em um porta lanternas ou em outro local destinado a este fim no colete tático. Isso é algo que merece ser analisado pelo Comando do BOPE e alertado aos policiais militares, pois em situação de stress em que são continuamente submetidos aqueles profissionais, face às características das ocorrências em que são empenhados, podem esquecêlas no porta luvas ao chegarem a ocorrência, vindo a tornar-se um enorme transtorno se dela necessitar. Um percentual significativo, correspondente a 94,44% dos entrevistados, disseram que as lanternas existentes no BOPE, não atendem as necessidades operacionais daquela Unidade Operacional. Mais uma vez a que se ressaltar aqui que estamos falando da tropa de elite da Polícia Militar de Santa Catarina, a qual possui os homens mais bem treinados e capacitados nas atividades de Operações Especiais.

Para que venhamos a traçar uma relação de custo versus benefícios quando nos referimos a equipamentos, precisamos enquanto governantes e administradores substituir esse parâmetro anacrônico por um mais moderno e evoluído, qual seja: não há preço versus vidas. É exatamente assim que precisamos entender tudo o que se refere à vida. Se todos nós a aceitamos, como sendo o maior de todos os bens, a que se economizar nos instrumentos que ajudarão profissionais a salvá-las? Acredito que se fizéssemos essa pergunta a qualquer pessoa, a resposta seria a mesma. Durante uma intervenção cirúrgica, que equipamentos, treinamentos e técnicas esperamos que possua o cirurgião médico que irá nos assistir? Obviamente queremos que tenha o que há de melhor, afinal, nossa vida estará nas mãos dele. Que equipamentos, que treinamentos e técnicas esperamos que outros profissionais, como por exemplo, um bombeiro, um eletricista, um juiz, um professor, possuam para nos atender? Esperamos sempre o melhor,

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pois nossas vidas, nosso futuro está depositado nas mãos desses profissionais, quando deles nos socorremos e, de um policial militar isso não é diferente, é imperioso. A impressão que temos quando o BOPE chega a uma ocorrência, é a do limiar da solução. Se essa tropa não for capaz de resolver uma determinada ocorrência, ninguém o será. Essa premissa sempre tem de ser verdadeira; e para que não se torne falsa, ações concretas de Governos e Comandos devem estar voltadas em envidar todos os esforços na disponibilização de recursos financeiros, os quais possibilitarão treinamento e aquisição de equipamentos “de ponta”, para que os profissionais de segurança pública possam desempenhar suas atividades num patamar de excelência. Em todas as áreas tecnológicas, inovações são constantes, pois a velocidade com que se processam atualmente é muitas vezes inimaginável e assombra até mesmo os seus maiores protagonizadores. Congressos e Seminários estão a ocorrer em diversas partes do mundo e a Polícia Militar, como uma das principais Instituições do Estado na defesa do cidadão não pode ficar fora desses métodos pela busca e divulgação de conhecimentos. A exemplo disso, podemos citar um fato histórico em nossa Corporação: o I Seminário para Oficiais de Material Bélico. Esse evento inédito no Brasil foi projetado e organizado pela Polícia Militar de Santa Catarina, através do seu Centro de Material Bélico (CMB). É nesse diapasão que precisamos caminhar, vislumbrando sempre atingirmos alto grau de capacitação técnica que resultará num pronto-atendimento eficiente a sociedade. A exemplo do Seminário mencionado, anualmente na América do Sul ocorre a Feira Internacional de Segurança, onde diversas palestras afins ao tema são realizadas, além de mostra de equipamentos voltados ao setor. Foi a partir de uma dessas feiras, que chegou a Polícia Militar de Santa Catarina, as primeiras informações sobre a Taser, equipamento nãoletal, capaz de incapacitar temporariamente um agressor, reduzindo drasticamente o uso de outros equipamentos de choque e armas letais. Em novembro de 2008, a Polícia Militar fez a aquisição do primeiro lote desse equipamento. Devemos aqui, fazer um registro que julgamos muito importante, que foi a importação desse equipamento. Em que pese à enorme burocracia que envolve a importação de qualquer mercadoria em nosso País, acredito que a Polícia Militar de Santa Catarina deu o primeiro passo para a busca de novos equipamentos, independentemente da fronteira que nos separam deles. A primeira porta para obtermos o que há de melhor na tecnologia bélica foi dado pelo CMB/PMSC. Ainda estamos nos primeiros passos, mas ninguém atinge um objetivo pela inércia. Assim necessitamos proceder com a aquisição de equipamentos de iluminação individual, para emprego tático. As lanternas são tão importantes como qualquer outro

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equipamento, quiçá em grau superior a muitos que são considerados primordiais a atuação policial. Poderemos a exemplo disso, criarmos um teatro de operações imaginário e lá postarmos uma equipe tática, altamente treinada, a qual deverá adentrar numa determinada edificação à noite e salvar uma vítima, dominando o agressor. Se essa equipe dispuser dos melhores armamentos, mas lhe faltar uma boa lanterna que lhes auxiliem na ação, como poderão realizar com êxito a missão? Se conseguirmos efetivamente imaginar tal situação, entendo que iremos concluir não ser um devaneio meramente acadêmico, mas uma realidade tão próxima e presente, que requer o máximo de nossa atenção. Como verificamos quase a metade do total das ocorrências atendidas pelo BOPE, entre janeiro e dezembro de 2008, foram no período noturno. Essa não é uma situação fictícia, mas uma realidade concreta, baseada em fatos reais, envolvendo vidas humanas. Nessa realidade são protagonistas policiais e civis, todos, envolvidos na trama mais importante de suas vidas e nas quais, sempre buscamos um final feliz. Precisamos do que mais para despertar para essa realidade? Precisamos que vidas sejam ceifadas para que dirigentes entendam a importância da aparente simplicidade de um equipamento? Não podemos conceber que tal situação aconteça. Devemos caminhar pela difusão do assunto interna corporis, uma vez que ainda em nosso meio, é algo bastante desconhecido. Nas tabelas nº 07 e 08, apresentamos algumas informações, as quais julgamos as mais importantes referentes a algumas marcas/modelos de lanternas comercializadas no Brasil e/ou exterior, sendo que na totalidade das elencadas, todas são importadas, todavia, não se enfrentaria a mesma dificuldade que vivenciou o CMB/PMSC no processo de aquisição das Taser, se considerarmos que quase todas estão disponíveis no mercado nacional. Como poderemos comprovar, esses equipamentos apresentam baixo custo, quando comparados, em contrapartida, aos benefícios inimagináveis que deles podemos extrair, quando empregados dentro da técnica e tática.

Como sugestões, gostaríamos que a 3ª Seção do Estado Maior da PMSC, fizesse uma revisão nas diretrizes operacionais, buscando torná-las mais modernas e atuais, quem sabe, utilizando-se para tal fim, os nobres Oficiais convocados pelo Comando Geral, para comporem o grupo que irá tratar dos Procedimentos Operacionais Padrão (POP). Que esse grupo levasse em consideração a análise estatística que aqui apresentamos, mas que acreditamos não ser diferente se fossemos estendê-la a outras Unidades da Corporação, pois talvez tenhamos resultados similares, os quais trarão por si só, um estado de alerta para as

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ocorrências que envolvem uma de suas piores facetas que são aquelas ambientadas na baixa ou na ausência de luminosidade. Gostaríamos que, a Diretoria de Apoio Logístico e Finanças (DALF) buscasse junto aos Oficiais do BOPE, os quais possuem indubitavelmente conhecimento técnico, as especificações mínimas que devem ter um equipamento de iluminação para emprego tático, para que não continuemos a comprar e disponibilizar, ferramentas já sabidamente como não sendo as mais adequadas para determinada função. Neste sentido, gostaríamos de apresentar uma em especial, recentemente divulgada e que acreditamos esteja ainda em fase de testes, para uso policial, que é a lanterna denominada incapacitator.

Fig. nº 78 – Lanterna Incapacitator Fonte: sítio tvcanal3

A lanterna-arma “Incapacitator” é a mais recente invenção neste campo, surgida em 2008, e divulgada pelo blog Tecnologia & Web. O sítio que apresentou esta novidade, assim refere-se a mesma:

A lanterna-arma Incapacitator deve estar, em breve, nas mãos dos policiais. A companhia americana Intelligent Optical Systems está desenvolvendo, a pedido do Ministério de Segurança Interior dos Estados Unidos, a Incapacitator, uma lanterna de defesa capaz de causar cegueira temporária, tontura e náusea. Segundo o blog de tecnologia da New Scientist, a Incapacitator se baseia na mudança de luzes em diferentes cores e freqüências, com pulsações aleatórias, que sobrecarrega o cérebro e causa confusão mental.

Essa é mais uma prova do quanto a tecnologia está ao nosso alcance, cabendo as pessoas responsáveis pelos destinos de uma Instituição, buscar os meios necessários para tornar realidade aquilo que melhor resposta pode propiciar aos profissionais de segurança pública.

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Finalizando nosso trabalho, queremos deixar algumas considerações finais, lembrando que o assunto não se esgota aqui, muito ainda temos a estudar sobre técnicas em baixa luminosidade. Gostaríamos que nossos policiais militares guardassem alguns tópicos que julgamos importantes, que são divulgados pela Surefire Institute (2009) e Strategos International (2009), quais sejam: - A simplicidade e eficiência reduzem exposição durante as operações táticas; - Como regra geral, quem se desloca para o menor nível de luz fornece mais ocultação em relação a quem opera em áreas com níveis mais elevados de luz; - Manter a lanterna acionada continuamente em uma busca pode ser mais fácil, bem como nos tranquiliza, mas também faz de você um alvo, fazendo com que o agressor saiba de longe a sua posição, que é proveniente da sua direção, e quando você vai estar lá; - Ligar a luz mantendo-a afastada de seu centro, em intervalos irregulares e intermitentes, enquanto alterna a posição de luz baixa para alta, irá confundir o seu adversário, enquanto o que torna mais difícil para ele determinar sua posição; - A luz constante deve ser utilizada apenas em duas situações:  quando o agressor é retro-iluminado e não pode deslocar-se para uma posição menos iluminada;  quando o objetivo foi localizado e não é uma ameaça imediata. - Quando procurar por uma ameaça, a sua arma, lanterna e os seus olhos devem estar alinhados e focados no mesmo ponto; - Em condições de baixa luminosidade foram onde a maioria dos policiais se envolveram em tiroteios e onde os confrontos mais sérios acontecem; - Quaisquer ferramentas, e mais especificamente equipamento de iluminação, mantenham-nos colocados junto a seu corpo ou em local de acesso fácil e rápido; - Nenhuma tática, técnica ou equipamento absolutamente podem garantir sua segurança nesta profissão. O que se pode fazer é treinarmos adequadamente, eliminando os erros brutais ou negligentes que definitivamente causarão a policiais militares danos e/ou morte; - Reconheça o paradigma de usar ferramentas de iluminação como um multiplicador de força; - Identifique as condições de iluminação típicas; - Aprenda a ver as graduações e disparidades em várias condições de iluminação; - Controle o seu ego: o saber diagnosticar o erro e aceitar o fato que temos bastante para aprender são os primeiros passos para que melhoremos nossa eficiência operacional;

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- A compreensão clara da natureza de um conflito usando o Ciclo de OODA como um modelo, desenvolverá um nível de consciência que ajudará você constantemente em ameaças de derrota.

Apesar de algumas dificuldades no que diz respeito a obtenção de algumas informações junto a outras co-irmãs de farda e em empresas particulares que trabalham com treinamento militar, acreditamos que cumprimos todos os objetivos a que nos propomos, onde buscamos trazer também o máximo de informações aos policiais militares de Santa Catarina, com um único objetivo maior, que é o de humildemente ajudá-los a fazer com que cheguem em seus lares, todos os dias após uma exaustiva jornada de trabalho, sãos e salvos. Acreditamos que pela carência de bibliografia no Brasil acerca do tema, o presente trabalho poderá ajudar de alguma forma aqueles que precisarem de uma primeira orientação sobre o assunto. Aos notáveis “guerreiros” do Grupo COBRA/BOPE, deixo meu mais profundo respeito e admiração, pelo nobre trabalho que exercem e meu agradecimento pela colaboração ao estudo que ora findamos. A todos vocês “FORÇA E HONRA”.

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APÊNDICE A - Questionário para coleta de dados aplicados ao COBRA/BOPE

POLÍCIA MILITAR DE SANTA CATARINA CENTRO DE ENSINO DA POLÍCIA MILITAR CAO I – 2009

O presente questionário destina-se à coleta de dados para elaboração do trabalho de conclusão do Curso de Especialização Lato Sensu em Segurança Pública. 1 – Quantas lanternas estão disponíveis ao COBRA/BOPE? até 5 de 5 a 10 mais de 10 NDA

2 – Qual(uais) a(s) marca(s) das lanternas disponibilizadas pela Polícia Militar utilizadas pelo COBRA/BOPE? (poderá ser marcada mais de uma alternativa)
Surefire Maglite Police Streamlight Scorpion Outras

3 – Que tipo de bateria utiliza as lanternas do COBRA/BOPE? Pilha alcalina Bateria recarregável Lithium Outras

4 – Qual a média de duração da bateria, com a lanterna ligada ininterruptamente?
até 30 min. de 30 a 60 min. mais de 60 min. não sabe

5 – Quando necessitam de baterias que não sejam as recarregáveis, a disponibilização é imediata? Sim Não

6 – Há uma manutenção pela reserva de armas do BOPE nas lanternas disponibilizadas pela Polícia Militar? Sim Não Não sabe

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7 – Você se preocupa com o estado de conservação, manutenção e operacionalidade da lanterna que usará durante o seu turno de serviço? Sim Não

8 – As lanternas disponibilizadas pela Polícia Militar, quando se encontram na reserva de armamento, possuem um local específico onde ficam acondicionadas? Sim Não Não sabe

9 – A lanterna que você utiliza durante o seu turno de serviço, fica acondicionada em que local? Colete tático Porta lanterna Porta luvas vtr NDA

10 – As lanternas utilizadas pelo COBRA/BOPE são acopladas ao armamento? Sim Não

11 – O COBRA/BOPE possui armas de porte ou portátil com trilho ou outro dispositivo para acoplamento de lanternas? Sim Não

12 – Você considera que as lanternas existentes no COBRA/BOPE atendem as necessidades? Sim Não

13 – Você conhece as principais técnicas de emprego de lanterna em conjunto com o armamento? Sim Não

14 – A guarnição do COBRA/BOPE equipa-se individualmente com lanternas ao entrar em serviço? Sim Não

15 – O COBRA/BOPE faz treinamento de tiro e abordagem em baixa luminosidade? Sim Não

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16 – Em relação a pergunta anterior, se a resposta foi afirmativa, com que freqüência realizam treinamentos? 1x/semana Quinzenalmente 1x/mês NDA

17 – Você utiliza lanterna fornecida pela Polícia Militar ou usa lanterna particular? Polícia Militar Particular

18 – Você se sente seguro para atender uma ocorrência em baixa ou na ausência de luminosidade, com a lanterna disponibilizada pela Polícia Militar? Sim Não

19 – Você considera o conhecimento técnico e o treinamento de tiro e/ou abordagem em baixa luminosidade importante? (atribua o grau de importância). 1 – sem importância 3 – importante 2 – pouco importante 4 – muito importante

Grau de importância 20 – Você gostaria que lhe fosse proporcionado mais conhecimento técnico e treinamento sobre tiro e/ou abordagem em baixa luminosidade? Sim Não

21 – Você já participou de alguma ocorrência onde o uso de lanterna foi fundamental? Sim Não

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APÊNDICE B - Entrevista realizada com o Sub Cmt BOPE/PMSC e o Cmt da COE/BOPE/PMSC

POLÍCIA MILITAR DE SANTA CATARINA CENTRO DE ENSINO DA POLÍCIA MILITAR CAO I – 2009

A presente entrevista destina-se à coleta de dados para elaboração do trabalho de conclusão do Curso de Especialização Lato Sensu de Especialização em Segurança Pública. 1 – Quais as marcas/modelos de lanternas fornecidas pela Polícia Militar e qual a quantidade hoje disponibilizada ao efetivo? (poderá ser marcada mais de uma alternativa) Surefire Maglite Police Streamlight Quantidade 2 – As lanternas fornecidas pela Polícia Militar, utilizam qual(is) o(s) tipo(s) de pilhas ou baterias? (poderá ser assinalada mais de uma alternativa). Pilha alcalina Bateria recarregável Lithium Outras Scorpion Outras

3 - Há uma preocupação por parte dos policiais militares que trabalham na reserva de armas, com a manutenção, conservação e acondicionamento das lanternas? 4 – Há alguma recomendação por parte desse Comando, através da 4ª Seção, aos armeiros, para cuidados coma a manutenção, conservação e acondicionamento das lanternas? Justificar. 5 – Quando esse equipamento (lanterna) apresenta qualquer tipo de problema em seu funcionamento, que procedimentos são adotados pela 4ª Seção? Descreva todas as etapas adotadas. 6 – O efetivo utiliza as lanternas fornecidas pela PMSC ou faz uso de lanternas particulares? Polícia Militar Particular

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7 – Se utilizam lanternas de propriedade particular, sabe dizer quais são as marcas/modelos preferidas? (poderá ser assinalada mais de uma alternativa). Surefire Maglite Police Streamlight Scorpion Outras

8 – O efetivo do COBRA/BOPE, se equipa individualmente com lanternas fornecidas pela PMSC ou é distribuída 01 (uma) lanterna pro guarnição? 9 – Qual o grau de importância que esse Cmdo atribuiria de 1 a 4, à visão que os integrantes do COBRA, são as ocorrências em baixa ou na ausência de luminosidade? 1 – sem importância 3 – importante 2 – pouco importante 4 – muito importante Grau de importância 10 – Na opinião desse Cmdo, qual é o mínimo em lumens para uma lanterna ser empregada com eficiência técnica e tática? 11 – As lanternas fornecidas pela PMSC, em sua opinião, atendem as necessidades operacionais? Justificar. 12 – O BOPE/PMSC possui lanternas acopladas as suas armas (monthan light)? Se a resposta for negativa, informar se há previsão para aquisição de armamento que permita acoplar tal equipamento ao armamento. 13 – Quais as técnicas de uso de lanternas, não acopladas as armas, que são mais utilizadas pelos policiais militares dessa unidade? 14 – O BOPE/PMSC faz treinamentos técnicos e táticos envolvendo ações em baixa ou com ausência de luminosidade? Com que freqüência por mês? Sim 1x/semana Quinzenalmente Não 1x/mês NDA

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15 – Existe alguma doutrina específica do BOPE/PMSC sobre o uso de lanternas em ações policiais em baixa ou na ausência de luminosidade ou segue alguma diretriz específica e/ou permanente do Comando-Geral? 16 – Se esse Cmdo fosse atribuir um grau de importância, de 1 a 4, que grau atribuiria as ocorrências em baixa luminosidade? Justifique. 1 – sem importância 3 – importante Grau de importância 17 – O BOPE/PMSC, ao longo de sua História, passou por alguma situação operacional, em baixa ou na ausência de luminosidade, onde o uso de lanternas foi decisivo pra o desfecho da ação? Se afirmativo, descrever o fato. 18 – Outras considerações que V.S.ª julgar importantes. 2 – pouco importante 4 – muito importante

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APÊNDICE C - Quadro ilustrativo sobre fardamento camuflado

Ano
1857

Cor / Padrão
Cáqui

Exército
Britânico

Força Armada e/ou Fato
Combate na Índia No serviço das tropas na Índia

Observação
Tingiram sua tradicional farda de lama. Tornou-se padrão para aquela situação Consta do primeiro plano de uniformes lançado após a Proclamação da República.

1885 1889 1896 1902 1903 1906 Grigio-verde Cáqui Brasil Itália Brasil 1908 Cáqui 1910 1915 Feldegrau Cáqui Rússia Alemanha Bélgica França Cáqui Brasil 1931 Verde-oliva Azul-ferrete Brasil

Exército Para todos os serviços no exterior. Na segunda guerra de Boer Exército. Nos Alpes.

Britânico

Todos os uniformes do Exército foram padronizados neste tom. Experimentou pela primeira vez essa coloração. O verde-cinzento. Para todo o Exército em 1909 Os uniformes sofrem uma reformulação completa. Segue parcialmente a tendência Feldegrau = campo cinzento Estabelece uma Seção de Camuflagem Foi estabelecida essa coloração para a maioria dos uniformes. Distinguir o Exército de outras Forças. Esse tecido foi produzido a primeira vez em 1929, tendo sua produção sendo realizada até 1990.

Exército.

1920

1937

Telo mimetico Branco Platanenmuster

Itália Rússia Alemanha Rússia Alemanha

Para-quedistas Exército. As unidades Waffen-SS.

1938

de

combate

Platanenmuster = padrão de palma, de quatro cores, criado em 1938.

1940 1941

“Leaf”

1942

Splittermuster

Alemanha

Exército usa durante a 2ª Guerra Mundial. Começa o uso de uniformes camuflados pelos páraquedistas. O Exército teria experimentado esse tecido por algumas unidades antes da Guerra. Padrão geral dos uniformes até o final da guerra. Padrão geral das tropas de campanha da Luftwaffe. Usado pelas tropas Panzer no

Feld Gray Alemanha Azul acinzentado Preto

Splittermuster = padrão de lasca. O estudo para obter esse padrão foi patrocionado pelo partido Nazista em 1931. Feld Gray = verde acinzentado

165

início da guerra 1942 Telo mimetico Cáqui mostarda Marrom Verde Transliterado Tryokhtsvetnyy Maskirovochnyy Kostyum (TTsMKK) Leibermuster Engineer Research and Development Laboratory (ERDL) Chocolate Brown, médium Green e light Green Russisches Tarnmuster Flächentarnmuster Verde-oliva Strichmuster Kombinezon maskirovochnyy letniy kamuflirovannyy (KLMK Disruptive Pattern Material "Pattern 1968 DPM" Itália Japão EUA Exército usa durante a 2ª Guerra Mundial. Exército. Para uso nas praias. Para uso nas selvas. De três cores. A maioria usou uniformes monocromáticos marrons. De três cores. Os italianos usaram uniformes monocromáticos no deserto.

1944

Rússia

Exército usa durante a 2ª Guerra Mundial. Não chegaram a utilizar.

1945 1948

Alemanha EUA

De cinco cores. Sistema de quatro cores. Foi usado também no Vietnã. Uniforme com padrão de três cores. Foi chamado de “lagarto”.

1953 1956 1959 1960 1965

França Exército. Alemanha Oriental Usado pelo Exército campos de batalha. nos

Sistema de quatro cores, que substituiu o Russisches Tarnmuster.

Canadá Alemanha Oriental

Sistema composto por duas cores (cor de terra e um fundo field-grey)

1968 -69

URSS

1969 1970

Exército. Britânicos

Sistema de quatro cores.

1976

Flecktarn

Alemanha Ocidental

1980

"Mediterranean spray" “Fang” “BDU”

Itália Japão

Os Fuzileiros Navais adotaram esse padrão.

Exército. EUA

1981

1990

"Woodland" DPM

Itália Iraque Japão

1991

Flecktarn

Exército adota um padrão de inspirado nos EUA. Exército utilizou durante a Guerra do Golfo. Exército.

Depois de várias experimentações. Sistema de cinco cores. Entrou em serviço em 1980. Esse foi o padrão adotado após a unificação. Um complexo sistema de cinco cores. Sistema de quatro cores. Foi um desenvolvimento do ERDL. Usa duas tonalidades de verde, uma de marrom, e uma de preto em uma mistura de fibra sintética e algodão. Um sistema de quatro cores. Um sistema de quatro tonalidades de marron. Substituiu o padrão anterior. Na guerra do Golfo, adotaram

166

um padrão de seis cores. 1992 1993 2006 Wüstentarn Advanced Combat Uniform (ACU) Itália Alemanha USA Exército adota um padrão para o deserto. Exército. Marines. Padrão para uso no deserto, baseado em três cores. Padrão em três cores (areia, cinza e verde)

OBS.: Tabela desenvolvida por este autor com base nos dados fornecidos pela Ciante (2008).
Tabela nº 09 – Camuflagem de uniformes Fonte: sítio da Ciante

167

APÊNDICE D – Lanternas citadas na tabela nº 06

Fig. nº 79 – Mag-Charger Rechargeable Fonte: Maglite

Fig. nº 80 – 5-Cell D Fonte: Maglite

Fig. nº 81 - Z2 Combat Light Fonte: Surefire Institute

Fig. nº 82 - G2Z Nitrolon Combat Flashlight Fonte: Surefire Institute

Fig. nº 83 – G2 Nitrolon Fonte: Surefire Institute

Fig. nº 84 - X-400 Weapon Light Fonte: Surefire Institute

Fig. nº 85 - X-400 Weapon Light Fonte: Surefire Institute

168

Fig. nº 86 – Millennium Universal Weapon Light M971XM07 Fonte: Surefire Institute

Fig. nº 87 – Millennium Universal Weapon Light M971XM07 Fonte: Surefire Institute

Fig. nº 88 – TLR-1 Weapon Light Fonte: Streamlight

Fig. nº 89 - TLR-2 Weapon Light Fonte: Streamlight

Fig. nº 90 – Task Light 2L Fonte: Streamlight

Fig. nº 91 – TL-3 Tactical Fonte: Streamlight

Fig. nº 92 – Night Fighter Fonte: Streamlight

Fig. nº 93 – 8060 Fonte: Pelican

Fig. nº 94 – M6 LED 2390 Fonte: Pelican

169

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