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MANUAL DE TREINAMENTO

COLHEITADEIRAS
AXIAL-FLOW - SÉRIE 2300

SEÇÃO 2 HIDRÁULICA
Form 5063 Rev. 01/2001
CASE CORPORATION CASE CANADA CORPORATION  2000 Case
700 STATE STREET 3350 SOUTH SERVICE ROAD Corporation
RACINE, WI 53404 U.S.A. BURLINGTON, ON L7N 3M6 CANADA All Rights Reserved
Printed in U.S.A.
SUMÁRIO
ALTERAÇÕES MODELO ANO ------------------------------------------------------------------------ 3
PRINCÍPIOS BÁSICOS DE UM SISTEMA ------------------------------------------------------------- 4
LOCALIZAÇÃO DOS COMPONENTES HIDRÁULICOS ----------------------------------------------- 6
INFORMAÇÃO GERAL -------------------------------------------------------------------------------- 7
RESERVATÓRIO HIDRÁULICO E FILTROS ---------------------------------------------------------- 8
BOMBAS HIDRÁULICAS E SISTEMA DE ACIONAMENTO -----------------------------------------10
BOMBA DE PISTÕES PFC ---------------------------------------------------------------------------11
CONJUNTO DO BLOCO DE VÁLVULAS PRINCIPAL -----------------------------------------------20
CIRCUITOS DA LINHA DE SINAL -------------------------------------------------------------------21
VÁLVULA DE PRIORIDADE DA DIREÇÃO ---------------------------------------------------------22
BLOCO DE VÁLVULAS PRINCIPAL -----------------------------------------------------------------28
VÁLVULA DE LEVANTE DO MOLINETE (SV1)---------------------------------------------------36
FUNCIONAMENTO DA VÁLVULA DE CONTROLE -------------------------------------------------48
IDENTIFICAÇÃO DO ORIFÍCIO DA VÁLVULA DE CONTROLE ------------------------------------49
VÁLVULA ABRIR/FECHAR TUBO DE DESCARGA ------------------------------------------------50
VÁLVULA AVANÇO/RECUO DO MOLINETE ------------------------------------------------------58
VÁLVULA DO FIELD TRACKER --------------------------------------------------------------------62
VÁLVULA DA PLATAFORMA -----------------------------------------------------------------------68
ACUMULADOR --------------------------------------------------------------------------------------76
BOMBA DE ENGRENAGEM AUXILIAR -------------------------------------------------------------83
VÁLVULA REGULADORA DE PRESSÃO -----------------------------------------------------------84
VÁLVULA REGULADORA DE PRESSÃO (MODELO HCC E POSTERIORES)----------------------85
VÁLVULA DE ACIONAMENTO DO SEPARADOR --------------------------------------------------92
VÁLVULA DE ACIONAMENTO DO SEM-FIM DO TUBO DE DESCARGA --------------------------95
VÁLVULA DO FREIO DE SERVIÇO -----------------------------------------------------------------96
OPERAÇÃO DO FREIO DE ESTACIONAMENTO -------------------------------------------------- 103
VÁLVULA DO REBOQUE ------------------------------------------------------------------------- -106
SOLENÓIDE DE ACIONAMENTO DO ALIMENTADOR------------------------------------------- -108
VÁLVULA DE ACIONAMENTO DO MOLINETE ------------------------------------------------- -110
2388 - TELA ROTATIVA E ACIONAMENTO DO SEPARADOR---------------------------------- -114
PROCEDIMENTOS DE TESTE DO SISTEMA HIDRÁULICO --------------------------------------- 118
PROCEDIMENTOS DE TESTE --------------------------------------------------------------------- -119
RESERVA DE BAIXA PRESSÃO ------------------------------------------------------------------ -122
RESERVA DE ALTA PRESSÃO ------------------------------------------------------------------- -124
PRESSÃO DE ALÍVIO DA LINHA DE SINAL DA DIREÇÃO --------------------------------------- 126
PRESSÃO DE ALÍVIO DO ACIONAMENTO DO MOLINETE --------------------------------------128
PRESSÃO REGULADA ---------------------------------------------------------------------------- -130
ALÍVIO DO FIELD TRACKER, FREIO DE ESTACIONAMENTO ----------------------------------- 132
FLUXO DA BOMBA DE ENGRENAGEM AUXILIAR----------------------------------------------134
FLUXO DA BOMBA PFC ------------------------------------------------------------------------- -136
SEPARADOR E TELA ROTATIVA ---------------------------------------------------------------- -138
HIDRÁULICA

OBJETIVOS
Após completar esta seção do manual de treinamento, o aluno será capaz de
concluir os seguintes:

‰ Entender como ler os esquemas hidráulicos.

‰ Conhecer as localização dos componentes hidráulicos.

‰ Conhecer como todos os componentes hidráulicos funcionam.

‰ Conhecer como cada circuito hidráulico funciona.

‰ Ser capaz de realizar teste de pressão para cada circuito hidráulico.

‰ Ser capaz de desmontar e montar apropriadamente o bloco de válvulas


principal.

‰ Ser capaz de diagnosticar e identificar os defeitos do sistema hidráulico.

Aguarde um Momento… Este símbolo condiz com questões


freqüentemente questionadas.

LEMBRE-SE: Este símbolo irá prever anotações que irá prever erros
posteriores.

IMPORTANTE: Este símbolo irá prever anotações que você deveria


definitivamente não ignorar.

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2-2
HIDRÁULICA

ALTERAÇÕES MODELO -ANO

Modelo Ano 2002

♦ A embreagem da PTO foi substituída pelo sistema de acionamento por


correia similar ao da 2344-66. Esta alteração elimina a embreagem da
PTO, filtro e trocador de calor. O solenóide de acionamento também foi
movido para o conjunto da válvula reguladora.
♦ A bomba da tela rotativa montada no motor é agora uma bomba em
tandem na bomba PFC.

Modelo Ano 2001

♦ Válvula Reguladora incorpora as válvulas de acionamento do separador e


descarregador para as colheitadeiras 2344/2366.
♦ Válvula Reguladora incorpora o acionamento do descarregador nas
colheitadeiras 2388.
♦ Reversor do alimentador hidráulico.
♦ Terceiro cilindro do alimentador adicionado nas máquinas equipadas com
plataformas de milho de 12 linhas.
♦ Segundo cilindro da direção adicionado nas máquinas equipadas com
plataformas de milho de 12 linhas.

Modelo ano 2000


♦ Avanço/Recuo do molinete padrão em todas as máquinas e a válvula está
incorporada no bloco de válvulas principal.

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HIDRÁULICA

PRINCÍPIOS BÁSICOS DE UM SISTEMA


As colheitadeiras série 2300 usam uma combinação de PFC e sistema de centro aberto.
No sistema PFC, o óleo flui o mínimo necessário até que haja uma demanda hidráulica.
Em um sistema de centro aberto, o óleo é constantemente bombeado através de uma
sistema independente de haver demanda de hidráulica.

Restrição a um Fluxo
O sistema hidráulico da colheitadeira usa o princípio da restrição de fluxo para algumas
funções. É importante entender este princípio básico a fim de compreender como o
sistema trabalha, ou o mais importante, por quê o sistema pode não estar trabalhando.

1. Quando óleo flui através de uma passagem sem restrição, a pressão nesta passagem,
se houver, permanecerá constante conforme o fluxo da bomba permanecer constante.

Restrição

2. Quando o óleo flui através de uma passagem com restrição, a pressão após a restrição
será menor que a pressão antes da restrição. Fluxo deve existir para isto acontecer. Uma
restrição pode ocorrer por qualquer componente causando a resistência ao fluxo.

Restrição

3. Quando o óleo flui por uma passagem totalmente restrita de fluxo (sem-fluxo), a pressão
nesta passagem aumentará até alcançar o ajuste da válvula de alívio. Esta pressão de alívio
será mantida enquanto o fluxo estiver bloqueado e a bomba funcionar normalmente. Isto é
verdade independente de qual componente estiver bloqueando o fluxo. Nenhum fluxo criará
pressão constante na passagem baseado no ajuste da válvula de alívio.

Restrição

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HIDRÁULICA

PRINCÍPIOS BÁSICOS DE UM SISTEMA


Sistema Hidráulico Pilotado
1. Sistema hidráulico pilotado possuir duas partes ou seções básicas: um seção piloto
(também chamado primário), e uma seção principal (também chamado secundário).

2. Quando o sistema pilotado é atuado, o piloto (primário) sempre move primeiro. Uma
vez que o piloto é operado, a seção principal (secundária) sempre move por último.
Isto é verdade se o sistema está sendo ativado ou desativado.

3. O movimento do piloto (primário) controla uma quantidade muito pequena de fluxo de


óleo (fluxo piloto). O movimento do principal (secundário) controla maior quantidade de
fluxo óleo (fluxo principal) e é responsável pela atuação de um dado sistema.

O levante/descida da plataforma e a válvula de acionamento do molinete são três


exemplos de um sistema pilotado usado na máquina.

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HIDRÁULICA

LOCALIZAÇÃO DOS COMPONENTES HIDRÁULICOS

1 Pedal de Aproximação Lenta 10 Válvula de Prioridade da Direção 19 Válvula by-pass da Tela


Rotativa (Somente 2388)
2 Bomba Manual da Direção 11 Motor Hidrostático 20 Motor Hidráulico da Tela
Rotativa (Somente 2388)
3 Válvula do Freio 12 Filtro Hidráulico de Retorno 21 Reservatório
4 Bloco do Alimentador com Válvula 13 Válvula da Pressão Regulada 22 Válvula de Acionamento do
Térmica de Alívio Separador (parte de #13 para
2001 ou HCC)
5 Acumulador 1998 / 1999, 14 Bomba de Engrenagem Auxiliar 23 Acumulador do Acionamento
(2000 e posteriores acoplada ao do Separador - somente 2388
bloco de válvula principal)
6 Válvula de Acionamento do 15 Filtro de Sucção - Hidro 24 Filtro da Tela Rotativa /
Molinete Circuito PTO - somente 2388
7 Freio de Estacionamento / Válvula 16 Válvula de Acionamento do 25 Filtro de Retorno - Hidro
do Alimentador Descarregador (parte de #13 para
2001 ou HCC)
8 Válvula de Controle do Acumulador 17 Bomba PFC 26 Bomba Hidrostática
9 Bloco de Válvula Principal 18 Bomba Tela Rotativa / 27 Reversor Hidráulico
Engrenagem PTO - somente 2388
- exceto HCC

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HIDRÁULICA

INFORMAÇÃO GERAL
Esta seção estuda o sistema hidráulico da Colheitadeira Série 2300

Sistema Eletro-hidráulico

Os dois sistema hidráulicos que controlam as funções da colheitadeiras são as seguintes:

Sistema PFC (centro-fechado) Sistema Bomba Aux. (centro-aberto)

1. Direção 1. Engate Sem-Fim Descarga


2. Levante do Alimentador 2. Engate Separador
3. Levante do Molinete 3. Engate Alimentador
4. Abertura/Fecha Tubo Descarga 4. Válvula do Freio
5. Avanço/Recuo Molinete 5. Freio de Estacionamento
6. Field Tracker 6. Óleo Piloto p/ Ele/Abai Alimentador
7. Reversor Hidráulico 7. Motor Hidro 2 Velocid. (2366/88)
8. Giro do Molinete

Consulte o esquema hidráulico

Reservatório

Filtro
Sucção

Bomba Tela Bomba Aux. Bomba PFC Bomba Hidro


Rotativa Bomba Carga
Filtro
Retorno Filtro Linha
Válvula Válvula Prioridade Dreno
Válvula By- Reguladora de da Direção Carcaça
Pass Tela Pressão
Rotativa Reversor
Hidráulico Motor Hidro

Funções Válvula Bomba Direção Válvula


Reguladas Molinete Principal Seta em
Negrito
Motor Tela Representa
Rotativa Fluxo
Prioritário

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HIDRÁULICA

RESERVATÓRIO E FILTROS HIDRÁULICOS

REVERVATÓRIO
VÁLVULA BY-PASS DO
RADIADOR DE ÓLEO
SENSOR DE
TEMPERATURA DO ÓLEO

FILTRO EM
LINHA

BOMBA
BOMBA DE HIDRO
ENGRENAGEM
AUXILIAR

BOMBA
PFC

PARA
RADIADOR
DE ÓLEO

RETORNO DO
RADIADOR DE
ÓLEO
COMPENSADOR
DA BOMBA PFC
FILTRO DE
RETORNO
FILTRO DE
SUCÇÃO

Modelo Nacional

1. Válvula Reguladora de
Pressão
2. Filtro Hidráulico

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HIDRÁULICA

RESERVATÓRIO HIDRÁULICO E FILTROS


Reservatório Hidráulico, (Consulte seção elétrica para Instrumentação)
O reservatório hidráulico está localizado no lado esquerdo superior da colheitadeira, logo a
frente da bomba hidro, e alimenta os sistemas hidráulico e hidrostático. Sua capacidade é
de 38 L. (10 gal) de óleo hidráulico Hy-Tran Ultra. O reservatório contém um conjunto de
respiro e filtro separador e tela interna no reservatório. Não remova a tela quando for
abastecer o reservatório. Dois visores na parte traseira do reservatório permite uma
inspeção visual do nível de óleo. Esta verificação deve ser feita com a plataforma
abaixada ao chão. Se o óleo não estiver aparecendo no visor inferior, adicione óleo até
que esteja visível no visor superior. Não abasteça em excesso. As colheitadeiras série
2300 possuem um interruptor de nível de óleo hidráulico no reservatório. Este deve ser
instalado com a “SETA” estampada em seu corpo para cima. O sensor de nível de óleo
possui função apenas para informar perda de óleo hidráulico e não descarta a
necessidade de inspeção do nível de óleo pelos visores.

Sistema de Filtragem
O sistema de filtragem consiste de dois filtros externos. Estes elementos são 95%
eficientes para uma filtragem de 10 microns. O intervalo de troca para os filtros e do óleo é
de 1000 horas. Um filtro é usado para alimentação do sistema hidrostático, o outro para o
sistema hidráulico. O filtro do sistema hidráulico está no circuito de retorno ao reservatório.
O cabeçote do filtro contém uma válvula by-pass de 1,72 bar (25 psi) para proteger o filtro
de obstrução. Não há luz de advertência ou alarme para avisar o operador que o óleo está
passando pelo by-pass, assim, é importante que se faça a manutenção do filtro nos
intervalos recomendados. O mesmo filtro hidráulico está entre o reservatório e a bomba de
carga do hidro. Isto significa que o óleo é succionado através filtro pela bomba de carga
do hidro. A válvula by-pass no cabeçote do filtro não abrirá porque a bomba de carga não
cria sucção suficiente para abrir a válvula. Se o filtro interno do hidro entope, a máquina irá
parar devido à falta da pressão de carga. Não opere a máquina por mais de 30 segundos
se o filtro em linha estiver obstruído. A bomba hidrostática pode sofrer sérios danos.

Sistema de Arrefecimento do Óleo Hidráulico, (Consulte seção de elétrica por


instrumentação)
Calor é gerado quando o óleo circula através do sistema. O radiador de óleo é usado para
remover o excesso de calor do sistema. Excesso de óleo da bomba de carga do hidro, e
óleo do dreno da carcaça, é direcionado através de um filtro em linha de arame de 40
microns para o radiador de óleo retornado para entrada da bomba PFC. O intervalo de
manutenção do filtro em linha de arame de 40 microns é de 1000 horas. Um sensor de
temperatura do óleo hidráulico está localizado no topo da bomba hidro na conexão do
dreno da carcaça. Se a temperatura do óleo hidráulico exceder 101oC (214o F) a luz de
advertência irá iluminar e um alarme contínuo irá soar. O filtro é protegido com uma
válvula by-pass. Se a pressão no filtro ou no circuito do radiador ultrapassar 2,75 bar (40
psi) devido à obstrução a válvula by-pass irá abrir, direcionando o óleo devolta ao
reservatório.

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HIDRÁULICA

SISTEMA DE ACIONAMENTO E BOMBAS HIDRÁULICAS

VÁLVULA BY-
PASS DO FILTRO
DO RADIADOR SENSOR DE
TEMPERATURA DO
ÓLEO HIDRÁULICO

FILTRO DE
ÓLEO DO
RADIADOR

BOMBA HIDRO

BOMBA PFC

ALIMENTAÇÃO DA BOMBA PFC

BOMBA AUXILIAR

DA BOMBA PFC
PARA VÁLVULA
DE PRIORIDADE
DA DIREÇÃO COMPENSADOR

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HIDRÁULICA

BOMBA DE PISTÕES PFC


As colheitadeiras Séries 2300 usam uma combinação do sistema hidráulico PFC e centro
aberto.
O conjunto da bomba PFC é formada por uma bomba de pistões axiais com uma bomba
de engrenagem montada em tandem.
O conjunto da bomba PFC é acionado por uma correia V dupla e sistema de acionamento
por polia da carcaça da PTO. A tensão da correia é mantida por uma mecanismo com
mola tensionada. O sistema PFC somente fornecerá pressão e fluxo necessário se ocorrer
uma determinada demanda do sistema. Quando estiver estudando o sistema PFC, é
importante entender que com o motor funcionando o sistema hidráulico sempre está em
um dos três modos:

• Reserva de baixa-pressão (poderia ser comparado com neutro).


• Pressão de fluxo compensado (quando o sistema demanda).
• Reserva de alta-pressão (poderia ser comparado como alívio de alta-pressão).

ESPECIFICAÇÕES DA BOMBA PFC


Vazão Máxima 94.6 l/m (25 gpm)
Vazão Mínima 71.9 l/m (19 gpm)
Pressão Mínima do Sistema 31-41.5 bar (450-600 psi)
(Reserva de Baixa Pressão) Para maiores informações, consulte
teste do reserva de baixa pressão
Reserva de Alta Pressão 186.3 bar (2700+/-50 psi)

O SISTEMA DA PFC É USADO PARA OPERAR


AS SEGUINTES FUNÇÕES

Direção Levante do Alimentador


Levante do Molinete Abrir/Fechar Tubo de Descarga
Avanço/Recuo do Molinete Field Tracker
Reversor Hidráulico

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HIDRÁULICA

BOMBA DE PISTÕES PFC


Bomba de Pistões
Alimentação

Pistão de Controle

Carretel
Carretel Alta Controle
Pressão de Fluxo

Linha de Sinal
P/ Válvula
P/ Tanque de
Prioridade

Pórtico da Linha
Compensador de Sinal

Ajuste Alta
Pressão

Ajuste Baixa
Pressão

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HIDRÁULICA

OPERAÇÃO DA BOMBA PFC


O conjunto da bomba PFC está localizado diretamente sob o reservatório. Trata-se de
uma bomba de pistões axiais fabricada pela Eaton. Quando o eixo de acionamento da
bomba de pistões é girado, o bloco de pistões estriados no eixo de acionamento também
gira. O bloco de pistões contém nove conjuntos de pistões que contam com uma sapata
que gira livre na extremidade esférica do conjunto de pistões. A extremidade da sapata do
pistão trabalha contra a superfície usinada da placa oscilante.

Quando a placa oscilante é inclinada de neutro a um ângulo máximo de 17 graus pela


mola de controle da placa oscilante, as sapatas do pistão acompanham a superfície
inclinada da placa inclinada e começa o movimento de vai-e-vém nos furos do bloco de
pistões. Metade dos conjuntos de pistões é puxada enquanto a outra metade é empurrada
no bloco de pistões. Conforme os pistões são puxados do bloco de pistões, sugam o óleo
para seus alojamentos no bloco. Esse óleo vem do orifício de entrada formato de rim.
Conforme o pistão passa pelo ponto morto superior, os pistões forçam a saída do óleo do
bloco de pistões e para dentro do orifício formato de rim de pressão de saída . Cada
conjunto de pistão completa esse ciclo para cada giro do eixo da bomba, o que causa um
fluxo contínuo e uniforme de óleo da bomba.

Quanto maior a inclinação da placa oscilante, maior o curso do pistão. Esse curso maior
faz mais óleo ser puxado para dentro da bomba e descarregado pelo orifício de pressão.
Quando o motor estiver na rotação máxima e a placa oscilante está a 17 graus, a vazão
da bomba é de aproximadamente 94.6 l/m (25 gpm).

COMPENSADOR DA BOMBA
O conjunto do compensador da bomba controla o ângulo da placa oscilante direcionando
óleo para o pistão de controle da placa oscilante. O pistão de controle da placa oscilante
vence a força da mola da placa oscilante, posicionando a placa a um ângulo apropriado.

O conjunto da válvula principal e a bomba manual de direção possuem cada uma, um


orifício da linha de sinal. Esse orifício e sua correspondente tubulação enviam um sinal de
pressão ao compensador da bomba. Essa pressão é igual à pressão de Trabalho do
sistema. O compensador da bomba utilizará essa pressão de carga para posicionar a
placa oscilante da bomba de pistões no ângulo correto em função da demanda do
sistema. A pressão de saída da bomba será de 400 psi (27,6 bar) maior que a pressão da
linha de sinal, devido à força de 400 psi (27,6 bar) da mola do compensador. A pressão de
saída da bomba continuará sendo 400 psi maior que a pressão da linha de sinal até que a
alta pressão de reserva seja atingida. Após isso, as pressões da linha de sinal e da saída
da bomba se igualam.

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HIDRÁULICA

RESERVA DE BAIXA PRESSÃO

PLACA
SAPATA DO BLOCO DO
OSCILANTE PÓRTICO
PISTÃO PISTÃO CILINDRO DE SAÍDA

PRESSÃO
DA BOMBA
PFC
CARRETEL DO
COMPENSADOR
DE FLUXO
PRESSÃO DO
PISTÃO DE
CONTROLE
CARRETEL
EIXO DE
DE ALTA
ACIONAMENTO
PRESSÃO
DRENO DA
CARCAÇA
DA BOMBA
MOLA DE
CONTROLE
ENTRADA
PISTÃO DE DA LINHA
CONTROLE DE SINAL
DRENO DA
CARCAÇA
CONJUNTO DO
COMPENSADOR

ALIMENTAÇÃO
BOMBA DE PISTÕES

PISTÃO DE CONTROLE

CARRETEL DE
CARRETEL CONTROLE DE
DE ALTA FLUXO
PRESSÃO

LINHA DE SINAL
P/ VÁLVULA DE
P/ PRIORIDADE
DA DIREÇÃO

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HIDRÁULICA

RESERVA DE BAIXA PRESSÃO


Quando não há demanda de fluxo de óleo, a bomba irá entrar em reserva de baixa
pressão. Reserva de baixa pressão significa baixa pressão e fluxo mínimo no sistema. Se
o motor estiver parado, não existe pressão em nenhum circuito. Nesse estado, a mola de
controle da placa oscilante mantém a bomba de pistões em seu regime máximo. Quando o
motor é acionado e a bomba começa a girar, por um momento tentará bombear o óleo.
Isso gera pressão na saída da bomba. Essa pressão é direcionada ao carretel do
compensador de fluxo e ao carretel de alta pressão através de passagens na placa de
apoio da bomba de pistões. Os dois carretéis do compensador da bomba são inclinados
por ação de mola. O carretel do compensador de fluxo tem uma mola de 400 psi (27,6 bar)
e o carretel de alta pressão tem uma mola de 2700 psi (186,3 bar). Quando o carretel se
desloca permite a passagem do óleo da bomba para o pistão de controle. Este pistão irá
se estende e faz a placa oscilante mover contra a mola de controle. A placa oscilante irá
mover próximo a um ângulo de zero grau, desativando a bomba. Nessa condição, a
bomba só bombeia óleo suficiente para compensar lubrificações internas no sistema e
manter 450-600 psi (31-41,5 bar). A bomba permanece nessa posição até que ocorra
demanda de óleo. Em reserva de baixa pressão, a bomba gera menos calor e usa menos
potência do que num centro aberto. A pressão baixa de reserva também facilita a partida
do motor.

A pressão mínima do sistema é de 450-600 psi (31-41,5 bar) na reserva de baixa pressão.
Há um orifício dinâmico de 0,61 mm (0,024”) localizado na válvula de prioridade da
direção. O orifício dinâmico conecta o orifício de saída da bomba para o orifício da linha de
sinal do compensador através do orifício da válvula de retenção. Um orifício de 0,78 mm
(0.031”) na passagem da linha de sinal da bomba manual da direção proporciona
contrapressão na linha de sinal. Essa pressão de sinal de 50-150 psi (3,45-10,3 bar) é
enviada para o lado da mola do carretel do compensador de fluxo. A pressão da mola de
400 psi (27,6 bar), mais a contrapressão sensora de carga colocam a bomba no modo de
baixa pressão de reserva que vai de 450 a 600 psi (31-41,5 bar).

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HIDRÁULICA

PRESSÃO E FLUXO COMPENSADO


PLACA SAPATA DO BLOCO DO
OSCILANTE PISTÃO PISTÃO PÓRTICO
CILINDRO
DE SAÍDA

PRESSÃO DA
BOMBA PFC
CARRETEL DO
COMPENSADOR
DE FLUXO

PRESSÃO DO
PISTÃO DE
CONTROLE
CARRETEL
EIXO DE
DE ALTA
ACIONAMENTO
PRESSÃO
DRENO DA
EIXO DE CARCAÇA
ACIONAMENTO DA BOMBA
MOLA DE
CONTROLE

ENTRADA
PISTÃO DE DA LINHA
CONTROLE DE SINAL
DRENO DA CONJUNTO DO
CARCAÇA COMPENSADOR

PRESSÃO DA LINHA DE SINAL

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HIDRÁULICA

PRESSÃO E FLUXO COMPENSADO


O fluxo de óleo da bomba é controlado pela diferença de pressão nas extremidades
opostas do carretel compensador de fluxo. Quando uma válvula é aberta para operar uma
função na máquina, a pressão da bomba cai. Essa queda de pressão é detectada no lado
sem mola do carretel compensador de fluxo. A mola move agora o carretel e permite que o
óleo seja drenado do pistão de controle da bomba para dentro da carcaça da bomba. A
mola de controle da placa oscilante a inclina e, assim, a bomba envia mais óleo. Quando a
demanda do sistema é atendida, a placa se inclina para mandar apenas o fluxo requerido
pelos componentes que estão funcionando. A pressão de trabalho no sistema é
realimentada ao lado com mola do carretel compensador de fluxo através da linha de
sinal. A bomba deve produzir fluxo a uma pressão igual à pressão de trabalho desejada
mais o suficiente para vencer a força de 400 psi (27,6 bar) da mola no carretel
compensador de fluxo. Quando a pressão é alta o suficiente para vencer a pressão da
mola e a de trabalho, o carretel compensador se desloca permitindo a passagem do óleo
para o pistão de controle fazendo a bomba trabalhar em função da demanda.

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HIDRÁULICA

RESERVA DE ALTA PRESSÃO

PLACA SAPATA DO
OSCILANTE BLOCO DO PÓRTICO
PISTÃO PISTÃO CILINDRO DE SAÍDA

PRESSÃO DA
BOMBA PFC
CARRETEL DO
COMPENSADOR
DE FLUXO
PRESSÃO DO
PISTÃO DE
CONTROLE
EIXO DE CARRETEL
ACIONAMENTO DE ALTA
PRESSÃO
DRENO DA
CARCAÇA
DA BOMBA
MOLA DE
CONTROLE
ENTRADA
PISTÃO DE DA LINHA
CONTROLE DE SINAL
DRENO DA CONJUNTO DO
CARCAÇA COMPENSADOR

BOMBA DE PISTÕES
ALIMENTAÇÃO

PISTÃO DE CONTROLE

CARRETEL
DE ALTA
PRESSÃO
CARRETEL DE
CONTROLE DE
FLUXO

P/ VÁLVULA DE LINHA DE SINAL


P/ PRIORIDADE
TANQUE DA DIREÇÃO

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HIDRÁULICA

RESERVA DE ALTA PRESSÃO


O sistema hidráulico deveria parar sob alta carga, ou se um cilindro atingir o fim do seu
curso, a bomba entra em reserva de alta pressão até que a carga seja vencida ou a
válvula retorne ao neutro. Quando o sistema para, não há fluxo através da válvula de
controle. A pressão irá, então, se igualar em ambas as extremidades do carretel
compensador de fluxo. A mola do compensador irá empurrar para cima. Em seguida, a
pressão aumenta até conseguir mover o carretel do compensador de alta pressão contra a
mola. Essa mola é ajustada em 2700-2750 psi (182,85-189,75 bar). Quando o carretel de
alta pressão se move, direciona o óleo ao pistão de controle de placa oscilante,
normalizando o curso da bomba.

A bomba permanece em reserva de alta pressão até a carga ser vencida ou o carretel da
válvula ser retornado à posição neutra. Quando a válvula é retornada para o neutro, não
existe mais pressão na linha de sinal. O carretel compensador de fluxo desloca-se
permitindo que o óleo expanda o pistão de controle e normalize o movimento da bomba. A
pressão da linha de sinal é drenada através de uma válvula de retenção de 0,5 mm
(0,020”) rosqueada na válvula de prioridade da direção, um orifício de amortecimento de
(0,89 mm) 0,035” localizado na válvula de prioridade da direção, um orifício de 0,78 mm
(0,031”) na bomba manual da direção e em seguida indo para o reservatório. Quando a
pressão da linha de sinal é drenada, o carretel compensador de fluxo retorna o sistema
para a condição de reserva de baixa pressão.

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Linha de
Sinal Alimentação Alimentação
Tomada de Teste Bomba PFC Regulada
Pressão da Retorno
HIDRÁULICA

bomba PFC

Levante
Primário

®
Subida Válvula
Molinete Linha Levante
Sinal Secundário Descida
Primário

Descida Retenção
Descida
Molinete
Secundário

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01/2001
Tomada de
Pressão da
Linha de Sinal Cilindros de
Inclinação do
Avanço e Inclinação do Alimentador
Recuo do Molinete
Direita Albrir
Molinete
Esquerda Fecha
SUBIR
DESCER

Cilindro do Cilindro de
Field Tracker Abir/Fechar Tubo Pacote do
CONJUNTO DO BLOCO DE VÁLVULAS PRINCIPAL

de Descarga Acumulador

Válvula Térmica
4050-5075 PSI
HIDRÁULICA

CIRCUITO DA LINHA DE SINAL


A pressão do circuito da linha de sinal pode ser gerado por três maneiras:
• Circuito da Direção
• Circuito da Plataforma
• Circuito da Válvula da Linha de Sinal

Os circuitos de levante da plataforma e direção reagem diferentemente que o levante do


molinete, avanço e recuo do molinete, abrir/fechar tubo de descarga, e circuitos do field
tracker. Isto é devido à localização da linha de sinal. As taxas do levante da plataforma e
direção são variáveis para o operador, indiferente de outras funções, enquanto não são
ajustáveis. Por exemplo, a velocidade da direção pode ser afetada o quanto rápido o
operador gira o volante. A taxa de levante da plataforma pode ser aumentada ou
diminuída alterando o ajuste do potenciômetro da taxa de subida. No entanto, os ajuste
para a velocidade de levante do molinete, avanço e recuo do molinete, abrir/fechar tubo de
descarga e field tracker, são ajustados pelo diâmetro dos orifícios em cada válvula.

A linha de sinal para sistemas de controle variável (levante da plataforma e direção) está
localizado depois de cada válvula de controle, (monitorando a pressão de trabalho do
circuito). Neste local, a linha de sinal sentirá a pressão de trabalho atual nos cilindros.

A linha de sinal do levante do molinete, avanço e recuo do molinete, abrir/fechar tubo de


descarga, e do field tracker está conectada antes dos orifícios que controlam a velocidade
de atuação. Como resultado, a pressão de sinal sentida não é a pressão de trabalho atual
nos cilindros, mas a pressão do sistema todo. Neste caso, nenhuma queda de pressão é
detectada e a pressão de óleo sobre ambos os lados do carretel do compensador de fluxo
permanecerá igual. Esta situação fará o sistema ir para reserva de alta pressão,
independentemente se o levante do molinete, avanço/recuo molinete, abrir/fechar tubo de
descarga e field tracker estão funcionando.

Dentro do sistema da PFC existem duas válvulas de retenção localizadas nas linhas de
sinal. Uma na válvula da plataforma e uma na válvula de prioridade da direção. O
propósito destas válvulas de retenção é para permitir alta pressão na linha de sinal devolta
ao compensador. Isto fará que o componente com demanda de maior pressão seja
satisfeita.

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DE PRIORIDADE DA DIREÇÃO

ORIFÍCIO DA VÁLVULA ALIMENTAÇÃO


SINAL PARA O COMPENSADOR DE RENTEÇÃO PFC

SINAL DA DIREÇÃO

ALIMENTAÇÃO DIREÇÃO ALIMENTAÇÃO HIDRÁULICA

SINAL DA VÁLVULA
DIREÇÃO RETENÇÃO

ORIFÍCIO 0,031”
ORIFÍCIO 0,020”
(DRENO SINAL)

ALIMENTAÇÃO
BLOCO DE VÁLVULA
PRINCIPAL CARRETEL
PRIORIDADE
ORIFÍCIO DINÂMICO
DA LINHA DE SINAL
(0,025”)
ALIMENTAÇÃO
TELAS (2) DA BOMBA PFC

ALIMENTAÇÃO
DA DIREÇÃO

ORIFÍCIO
0,031”

TOMADA DE
TESTE

®
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HIDRÁULICA

CIRCUITO DA DIREÇÃO
Válvula de Prioridade da Direção
Válvula de prioridade da direção está localizada na lateral esquerda da máquina. A
principal função da válvula de prioridade da direção é manter um fluxo de óleo de
prioridade para o sistema da direção. O óleo da bomba PFC é enviado para a entrada da
válvula de prioridade que é centralizado por mola. A mola posiciona o carretel de modo
que o óleo que entra vá primeiro para a bomba manual da direção.

Quando a direção não está sendo usada, a pressão aumenta devido à bomba de centro
fechado. Essa formação de pressão é dirigida para a extremidade sem mola do carretel de
prioridade, através de um orifício amortecedor de 0,79 mm (0,031”). Ao mesmo tempo, um
orifício dinâmico de 0,64 mm (0,025”) direciona o óleo para a extremidade-mola do carretel
de prioridade e para a linha de sinal. O orifício sensor dinâmico mantém a linha de sinal
cheia de óleo para manter a velocidade de resposta da direção. Ao mesmo tempo, esse
óleo pode drenar para o reservatório através do orifício na bomba manual da direção. O
orifício de 0,79mm (0,031”) na bomba manual de direção criará uma pressão de 50-150
psi na linha de sinal. Essa pressão na linha de sinal, mais a mola de 400 psi (27,4 bar) no
compensador agem juntas para colocar o sistema em reserva de baixa pressão. Com o
óleo no lado da mola do carretel de prioridade drenando para o reservatório e a maior
pressão na extremidade oposta, o carretel se desloca contra a mola. O carretel de
prioridade dosará apenas o óleo suficiente para o circuito da direção compensar o óleo
que está sendo drenado através do orifício de 0,79 mm (0,031”) na bomba manual da
direção durante a reserva de baixa pressão. No lado com mola do carretel de prioridade
da direção há uma orifício que conecta a linha de sinal da bomba manual da direção na
válvula de prioridade da direção. Esse orifício tem um diâmetro de 0,79 mm (0,031”), que
serve como orifício de amortecimento para controlar o movimento do carretel de
prioridade.

O circuito da bomba manual da direção é aberto quando a direção é requerida. Isso faz a
pressão cair na extremidade sem mola do carretel de prioridade. A mola desloca o carretel
de prioridade para enviar o óleo para fora da bomba manual da direção. A bomba PFC se
movimenta para atender a demanda da direção. Quando a demanda da direção é
atendida, a pressão começa a se formar na extremidade sem mola do carretel de
prioridade. A pressão vence a mola, mudando o carretel de prioridade, permitido que o
excesso de óleo seja fornecido ao bloco de válvulas principal, se necessário.

Rosqueado na válvula de prioridade da direção há uma orifício de retenção 0,50 mm


(0,020”) com tela. Esse orifício permite que a pressão do óleo chegue ao compensador
quando no modo de reserva de baixa pressão e ao conduzir a máquina. Ela também
permite à pressão da linha de sinal, uma vez que uma operação seja completada, ser
drenada do compensador para o reservatório através da bomba manual da direção, que
cancela o curso da bomba.

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HIDRÁULICA

BOMBA MANUAL DA DIREÇÃO

Bomba Manual da Direção

ESQUERDA
DIREITA

Retorno

Alimentação

Linha
de Sinal

ALÍVIO DA GIRO PARA


DIREÇÃO ESQUERDA
(2200 PSI)
LINHA DE SINAL

GIRO PARA DIREITA


RETORNO

VÁLVULA DE
RETENÇÃO DE
RECIRCULAÇÃO ORIFÍCIO 0,031”

ALIMENTAÇÃO

®
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HIDRÁULICA

CIRCUITO DA DIREÇÃO
Bomba Manual da Direção
Esta máquina utiliza uma bomba manual da direção fabricada pela Eaton. Trata-se de
uma bomba de centro fechado, sensora de carga, que reduz o consumo de potência e o
calor gerado. Sua vazão é de 0,17 cu/L (9,7 CID).

Direção em Neutro
Quando não há demanda da direção, o carretel principal centrado por mola e a luva
bloqueiam o pórtico de entrada de óleo e os pórticos para o cilindro da direção. Ao mesmo
tempo o carretel principal e a luva abrem uma passagem, de modo que a linha de sinal
pode drená-lo para o reservatório. O orifício sensor dinâmico de 0,64 mm (0,025”)
direciona o óleo para o lado da mola do carretel de prioridade e para a linha de sinal. O
orifício do sensor dinâmico mantém a linha de sinal cheia de óleo para manter a
capacidade de resposta da direção. Ao mesmo tempo esse óleo é drenado para o
reservatório através do orifício de 0,79 mm (0,031”) na bomba manual da direção. Este
orifício de 0,79 mm (0,031”) na bomba manual da direção cria na linha sensora uma
pressão de 50-150 psi 10,3 bar) que somada à força de 400 psi da mola do compensador,
atua para colocar o sistema em reserva de baixa pressão. A válvula de retenção interna
entre as passagens de alimentação e de retorno fica fechada.

Giro da Bomba (esquerda ou direita)


O óleo da bomba PFC entra na bomba manual da direção no pórtico de alimentação,
fazendo abrir a válvula de retenção acionada por mola e assenta a válvula de retenção de
recirculação. Conforme o volante é girado (para a esquerda ou direita), o carretel principal
move-se dentro da luva fazendo o óleo ser enviado à seção dosadora assim como à linha
de sinal. A seção dosadora começa a girar solidária com o volante, enviando o óleo da
bomba PFC para o lado da haste ou lado da base do cilindro dependendo do sentido do
giro. Nesse ponto a pressão do óleo que vai para os cilindros também é transmitida de
volta ao compensador por meio da linha de sinal.

O óleo que retorna do cilindro é retornado ao carretel principal e a luva, saindo pelo pórtico
de retorno da bomba manual da direção para o filtro de óleo. Quando o giro do volante é
interrompido, o carretel principal centrado por mola e a luva retornam à posição neutra.
Isto interrompe o fluxo de óleo para a seção dosadora e prendendo o óleo no cilindro.

®
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HIDRÁULICA

VÁLVULA DE ALÍVIO DA DIREÇÃO

Bomba Manual
da Direção

Válvula de
Retenção com Válvula de Prioridade
Orifício da Direção

Direção Retorno

Mangueiras
Linha de
Sinal

Alimentação Para Bloco de


Linha de Sinal do Bloco de Válvulas Principal
Válvulas Principal

ALÍVIO DA
GIRO PARA
DIREÇÃO
ESQUERDA
(2200 PSI)
LINHA DE SINAL

GIRO PARA DIREITA

RETORNO

VÁLVULA DE
RETENÇÃO DE
RECIRCULAÇÃO ORIFÍCIO 0,031”

ALIMENTAÇÃO

®
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HIDRÁULICA

VÁLVULA DE ALÍVIO DA DIREÇÃO


Se o volante for girado até o batente ou se as rodas não puderem mais ser viradas, a
pressão do sistema da direção aumenta até entrar em alívio. Ao ultrapassar 2200-2450 psi
(151,8-169 bar), uma válvula de alívio simples localizada na linha de sinal da bomba
manual da direção se abre. Um orifício de 0,078 mm (0,031”) está localizado na bomba
manual e limita quantidade de óleo que está sendo alimentado na linha de sinal, assim
que a válvula de alívio possa limitar a pressão na linha de sinal. Isto limitará a pressão da
linha de sinal disponível para a válvula de prioridade e o compensador. A finalidade dessa
válvula de alívio é limitar a pressão máxima disponível para o lado controlado por mola do
carretel de prioridade, permitindo assim que o óleo circule para o bloco de válvulas
principal. Se a pressão de alívio da direção for ajustada muito perto da reserva de alta
pressão, o fluxo de óleo para o bloco da válvulas principal pode ser cortado quando a
válvula de alívio se abre. Essa válvula de alívio é ajustada na fábrica entre 2200-2450 psi
(151,8-169 bar).

Direção manual
O circuito da direção permite o controle manual de direção da máquina se o motor não
funcionar, embora a direção fique mais dura. A direção manual utiliza o óleo existente no
circuito da direção para a alimentação do óleo e a força que o operador faz para girar o
volante como entrada de potência. Na operação da direção manual, a seção dosadora
(girada pelo operador) é utilizada como bomba para fornecer o óleo para o cilindro da
direção.

Giro manual (para a esquerda ou direita)


Conforme o operador gira o volante, as molas de centragem se comprimem e o carretel
principal muda a relação para com a luva. Como não há alimentação de óleo a partir da
bomba PFC, a válvula de retenção de entrada é mantida em sua sede pela mola. Nesse
ponto, a esfera da válvula de retenção de recirculação não está assentada, pois não há
entrada de óleo. Isso permite que o óleo do pórtico de retorno seja sugado pela válvula de
recirculação através do carretel principal e luva, para alimentar a seção dosadora que,
agora, funciona como bomba. A seção de dosagem controla a quantidade de óleo enviado
ao cilindro com base na velocidade de giro do volante. O fluxo de óleo da seção dosadora
é então direcionado para o molinete e a luva, saindo para o cilindro da direção.

O óleo que retorna do cilindro da direção é direcionado ao carretel principal e luva e, a


seguir, ao pórtico de retorno. Como o óleo do pórtico de retorno é, agora, a alimentação
para a seção dosadora, e a esfera de recirculação está fora de sua sede, o óleo pode
novamente ser enviado à seção dosadora para uma alimentação contínua.

Quando o giro do volante é interrompido, as molas de centragem retornam o carretel


principal e a luva para uma posição neutra.

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HIDRÁULICA

BLOCO DE VÁLVULAS PRINCIPAL

VÁLVULA DA
PLATAFORMA

LEVANTE/
DESCIDA DO
MOLINETE
TOMADA DE
TESTE
PRESSÃO
PFC

TOMADA
DE TESTE
PRESSÃO
SINAL

VÁLVULA DA
LINHA DE SINAL
ABRIR/FECHAR
TUBO DE
DESCARGA

AVANÇO/RECUO
DO MOLINETE

FIELD
TRACKER

®
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HIDRÁULICA

BLOCO DE VÁLVULAS PRINCIPAL


O conjunto da válvula principal está localizado à esquerda da cabine, atrás da porta de
acesso na plataforma do operador. O óleo é fornecido ao bloco de válvulas principal a
partir de duas fontes:

1. A bomba PFC.
2. Pressão Regulada da bomba de engrenagem auxiliar.

O conjunto da válvula principal é um sistema de centro fechado responsável pelo envio do


óleo a cinco diferentes funções, a saber:

Levante da Plataforma
Esse circuito usa dois cilindros de simples ação. Há um acumulador.

Levante do Molinete
Esse circuito utiliza um cilindro mestre e um escravo na plataforma.

Abrir/Fechar Tubo de Descarga


Esse circuito utiliza um cilindro de dupla ação no tubo de descarga.

Avanço/Recuo Molinete
Esse circuito utiliza dois cilindros de dupla ação na plataforma.

Field Tracker
Esse circuito utiliza um cilindro de dupla ação na máscara do field tracker.

Além disso, há duas tomadas de teste no bloco de válvulas principal. Uma é para teste da
pressão da bomba PFC e a outra para teste da pressão da linha de sinal.

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2 - 29
HIDRÁULICA

FUNÇÕES DO BLOCO DE VÁLVULAS PRINCIPAL

LEVANTE DO DESCIDA DA
MOLINETE PLATAFORMA
TOMADA DE
TESTE DA
BOMBA PFC
DESCIDA DO
TOMADA DE
MOLINETE LEVANTE DA
TESTE DA
LINHA DE PLATAFORMA
SINAL
VÁLVULA DA
LINHA DE SINAL

ABERTURA DO FECHAMENTO DO
TUBO DE TUBO DE DESCARGA
DESCARGA

RECUO DO AVANÇO DO
MOLINETE MOLINETE

FIELD FIELD
TRACKER TRACKER
(INCL ESQ.) (INCL DIR.)

®
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HIDRÁULICA

FUNÇÕES DO BLOCO DE VÁLVULAS PRINCIPAL


As válvulas de controle no bloco de válvulas principal usam solenóides para acionar os
carreteis primários. Os solenóides puxam um pino na válvula para deslocar o carretel
primário. No centro do solenóide há um pino que pode ser manualmente acionado se o
circuito do solenóide estiver danificado. A válvula de sinal, válvulas de levante e descida
do molinete não podem ser acionadas manualmente.
Este acionamento manual pode ser usado para determinar se a falha do circuito é devido
ao sistema elétrico ou sistema hidráulico.

• Quando acionar manualmente o levante , descida da plataforma, ou acionamento do


molinete, empurrando o pino, se o sistema funcionar, a falha é devido ao sistema
elétrico.
• Quando acionar manualmente a abertura e fechamento do tubo de descarga,
avanço/recuo do molinete ou o field tracker, o problema poderia também ser na válvula
da linha de sinal que não está se comunicando com a bomba PFC.
1. Gire o volante até o batente e segure-o, a bomba ficará em alta pressão.
2. Acione manualmente o circuito a ser testado.

Acionamento
Manual

Função Solenóide(s)
Descida da Plataforma 2
Levante da Plataforma 4
Descida do Molinete 3
Esta é uma lista de quais Levante do Molinete 5e1
solenóides devem ser
Avanço do Molinete 5e9
energizados para operar uma
Recuo do Molinete 5e8
dada função hidráulica.
Abertura do Tubo de Descarga 5e6
Fechamento do Tubo de Descar 5e7
Field Tracker (Inclinação -direita) 5 e 10
Field Tracker (Inclinação -esq.) 5 e 11
Solenóide Reversor Hidráulico 5

®
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HIDRÁULICA

BLOCO DE VÁLVULAS PRINCIPAL

®
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2 - 32
HIDRÁULICA

BLOCO DE VÁLVULAS PRINCIPAL


Quando uma das funções do conjunto da válvula principal é ativada, o óleo é enviado da
bomba PFC através da válvula de prioridade da direção, de onde segue até o conjunto da
válvula principal. O óleo entra no bloco de válvulas principal na válvula da plataforma e em
seguida por um filtro. O óleo é então distribuído através de todo o bloco de válvulas
principal por meio de uma galeria de alimentação comum. Nesse ponto, a função ativada
receberia óleo para completar o trabalho necessário. O óleo assim, ficaria disponível para
a entrada das outras funções no bloco de válvulas principal e pronto para executar sua
função, quando necessário. A bomba PFC retorna para a reserva de baixa pressão
quando o óleo não é mais necessário para as funções no conjunto da válvula principal.

SOLENÓIDE SV4 NÃO ENERGIZADO

MOLA DA
ARMADURA
SV4 ESTAMPADO
Função Identificação AQUI
ARMADURA

Levante do Molinete SV1


Descida do Molinete SV3 CARRETEL

Válvula da Linha de Sinal SV4 PÓRTICO A


PRESSÃO

ANEL “O”

PÓRTICO B
BLOQUEADO

Cada um desses solenóides é diferente como indicado pelo número SV. É importante
que nenhum desses solenóides seja intercambiado, pois afetaria o desempenho do
conjunto da válvula principal.

®
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2 - 33
HIDRÁULICA

VÁLVULA DA LINHA DE SINAL (SV4)

SOLENÓIDE SV4 NÃO ENERGIZADO SOLENÓIDE SV4 ENERGIZADO

MOLA DA
ARMADURA

SV4 ESTAMPADO SV4 ESTAMPADO


AQUI ARMADURA AQUI

CARRETEL CARRETEL

PÓRTICO A PÓRTICO A
PRESSÃO PRESSÃO

ANEL “O” ANEL “O”

PÓRTICO B PÓRTICO B
BLOQUEADO BLOQUEADO

®
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2 - 34
HIDRÁULICA

VÁLVULA DA LINHA DE SINAL (SV4)


A válvula SV4 é usado para permitir o retorno da pressão de linha de sinal ao
compensador da bomba ao ativar a função de levantar o molinete, abrir/fechar o tubo de
descarga, avanço/recuo do molinete ou field tracker. A válvula solenóide SV4 é uma
válvula de duas vias, normalmente fechado, com carretel tipo cartucho. Um anel “O” e
arruela de encosto isolam os dois orifícios de trabalho. O conjunto do solenóide contém
uma armadura, mola da armadura, carretel e luva externa. O carretel é fixado na
armadura. A armadura também é oca e possui uma mola na extremidade oposta do
molinete.

Solenóide da Válvula SV4 Não Energizado


Quando o solenóide não está ativado a mola da armadura a empurra para baixo até que o
anel no diâmetro externo do carretel encoste na luva externa. Nesse ponto, o pórtico “A” é
isolado do pórtico “B”. Se o fluxo vier do pórtico “A”, o carretel o bloqueia. Se o fluxo vier
do pórtico “B” será enviado através da haste oca do carretel, atravessando a armadura
oca e encherá a câmara acima da mola da armadura aumentando a força da mola que
mantém o carretel para baixo. O carretel permanece fechado porque a válvula tem
pressão igual nas duas extremidades do carretel, assim como a pressão da mola que o
empurra para baixo.

Solenóide da Válvula SV4 Energizado


Quando o solenóide é energizado, a bobina cria um campo magnético. A armadura é
atraída para o campo magnético contra a mola da armadura que a comprime. O óleo
acima da armadura é deslocado através da haste oca permitindo que o carretel seja
deslocado para cima. O óleo pode, agora, passar livremente entre os orifícios “A” e ”B”.

NOTA: A válvula solenóide da linha de sinal (SV4) deve estar energizada ao ativar as
seguintes funções:

1. Levante do Molinete
2. Avanço/Recuo do Molinete
3. Abrir/Fechar Tubo de Descarga
4. Field Tracker
5. Reversor Hidráulico

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2 - 35
HIDRÁULICA

VÁLVULA DE LEVANTE DO MOLINETE (SV1)

NÃO ENERGIZADO ENERGIZADO

MOLA DA
ARMADURA
ARMADURA

SV1 ESTAMPADO SV1 ESTAMPADO


AQUI AQUI

ANEL

PÓRTICO A PÓRTICO A
(PRESSÃO) (PRESSÃO)

ANEL “O” ANEL “O”

PÓRTICO B PÓRTICO B
(RETORNO) (RETORNO)

PÓRTICO C
(PARA O CILINDRO ATRAVÉS DO
SOLENÓIDE DE DESCIDA DO MOLINETE)

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2 - 36
HIDRÁULICA

VÁLVULA DE LEVANTE DO MOLINETE (SV1)


Usa-se a válvula SV1 para levantar o molinete. A válvula solenóide SV1 é do tipo duas
vias, de três pórticos e com carretel tipo cartucho. Anéis “O” e arruela de encosto isolam
os pórticos de trabalho. O conjunto do solenóide contém uma armadura, mola da
armadura, carretel e luva externa. O carretel é fixado na armadura. A armadura também é
oca e possui uma mola acima dela.

Solenóide SV1 Solenoid Não Energizado


Quando o solenóide não está ativado a mola da armadura empurra-a para baixo até que o
anel no diâmetro externo do carretel encoste na luva externa. Nesse ponto, o pórtico “A” é
isolado dos pórticos “B” e “C” que são conectados ou normalmente abertos. Se o fluxo vier
do pórtico “A”, o carretel o bloqueia. Se vier do pórtico “B” será enviado através da luva
externa para o carretel. O carretel tem uma área rebaixada com orifícios radiais pelos
quais o óleo flui da luva externa ao centro do carretel. A haste oca do carretel envia o óleo,
do orifício “B” e enche a câmara acima da armadura.

SV1 Solenóide Energizado


Quando o solenóide está ativado, a bobina cria um campo magnético. A armadura é
atraída para o campo magnético e move contra a mola da armadura que a comprime. O
óleo acima da armadura é deslocado através da haste oca da válvula permitindo que o
carretel seja deslocado para cima. O pórtico “A” fica agora conectado com o pórtico “C “. O
pórtico “B” fica bloqueado. Quando o óleo vem do pórtico “A”, flui através da luva externa
para o carretel, através dos furos radiais e vai para o centro do carretel, saindo para o
pórtico “C”.

IMPORTANTE:
Não troque a válvula SV1 por outros solenóides, pois prejudicará o desempenho do
conjunto da válvula principal.

®
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2 - 37
HIDRÁULICA

VÁLVULA DE DESCIDA DO MOLINETE (SV3)

MOLA DA
ARMADURA

ARMADURA

SV3-10-C
ESTAMPADO AQUI

HASTE
PILOTO
HASTE
PRINCIPAL ORIFÍCIO

PÓRTICO A

PÓRTICO A
(PRESSÃO) MOLA DA ORIFÍCIO
HASTE
PILOTO ANEL “O”

PÓRTICO B

®
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2 - 38
HIDRÁULICA

VÁLVULA DE DESCIDA DO MOLINETE (SV3)


O solenóide SV3 é usado para abaixar o molinete. Trata-se de uma válvula de duas
posições, normalmente fechada, tipo agulha operada por piloto e refluxo livre. Um anel “O”
e arruela de encosto isolam os orifícios de trabalho. O conjunto do solenóide contém uma
armadura acionada por mola com uma agulha piloto, uma mola para a agulha piloto, uma
agulha principal com duas superfícies de vedação que alojam o piloto e a mola, e uma
luva externa. A agulha principal tem uma face inclinada que aloja a luva externa e uma
sede interna para a agulha-piloto. Há um pequeno orifício acima da área de vedação na
parte externa da agulha principal. Esse orifício permite que a pressão do circuito do orifício
“A” entre na agulha principal através da agulha-piloto. A agulha-piloto é oca e tem dois
orifícios cruzados no topo e no fundo. A agulha-piloto é presa com folga na armadura e
livre para deslizar um pouco no conjunto da armadura. A armadura é oca e aloja uma mola
na extremidade da agulha-piloto. Como a mola da armadura tem mais força do que a mola
da agulha-piloto e empurra a armadura contra a agulha-piloto (vencendo a força da mola
da agulha principal) e o resultado é que a agulha-piloto é mantida em sua sede dentro da
agulha principal e que essa agulha é alojada na luva externa. O funcionamento da mola
localizada na agulha-piloto e da agulha principal é tentar desalojar a agulha-piloto.

®
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2 - 39
HIDRÁULICA

VÁLVULA SV3

SOLENÓIDE SV3 NÃO ENERGIZADO SOLENÓIDE SV3 ENERGIZADO

CIRCUITO DE
PRESSÃO

PRESSÃO
CIRCUITO DE BAIXA
PRESSÃO

PÓRTICO A PÓRTICO A
(DO (DO
CILINDRO) CILINDRO)

PÓRTICO B PÓRTICO B
(RETORNO) (RETORNO)

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2 - 40
HIDRÁULICA

VÁLVULA DE DESCIDA DO MOLINETE (SV3)


Solenóide SV3 Não Energizado
Quando a bobina solenóide está desenergizada, as agulhas principal e piloto ficam em
suas sedes. A pressão do circuito do pórtico “A” é exposta à agulha principal assentada e
bloqueada, não podendo fluir até o pórtico “B”. A pressão do circuito passa pelo orifício na
agulha principal indo até a agulha piloto e a armadura. A pressão do circuito é direcionada
através da furação cruzada na agulha-piloto, através da haste oca da agulha-piloto e da
armadura, até o topo desta. A pressão do circuito também está disponível para a lateral
traseira da agulha principal, que mantém a agulha principal assentada na luva externa. A
pressão do circuito do pórtico “A’ trabalha com a mola da armadura para manter a agulha-
piloto em sua sede, além de assentar a agulha principal contra a luva externa. A pressão
na agulha-piloto e na armadura é igual à pressão do circuito do pórtico “A” quando o
solenóide está desenergizado. Não existe fluxo na válvula solenóide nesse ponto.

SV3 Solenóide Energizado


Quando o solenóide é ativado, a bobina cria um campo magnético. A armadura é atraída
para o campo magnético e move-se contra a mola da armadura, comprimindo-a. Quando
isso ocorre, a agulha-piloto não mais é mantida em sua sede pela armadura. Isso permite
que a mola piloto levante a agulha-piloto de sua sede na agulha principal. A sede da
agulha-piloto é um orifício maior do que o orifício na agulha principal. Quando a agulha-
piloto é levantada contra sua sede, se estabelece um fluxo-piloto através do orifício menor
na agulha principal através da sede da agulha-piloto (orifício maior), saindo pelo pórtico
“B” do solenóide. O diâmetro do orifício determina a vazão. Quando ocorre fluxo através
de uma restrição, a pressão após essa restrição é menor do que antes da restrição. Para
que isso aconteça deve haver fluxo. Como o orifício debaixo da agulha-piloto é maior do
que o orifício na agulha principal, o orifício da agulha-piloto pode drenar mais óleo. A
pressão na área da pressão-piloto da agulha principal é agora menor do que a pressão do
circuito que atua sobre a parte externa da agulha principal. A pressão exercida na parte
externa da agulha principal pode então levantar a agulha principal para fora de sua sede
dentro da luva externa. Quando isso ocorre, a agulha principal permite que o óleo do
pórtico “A” flua da agulha principal, até o pórtico “B”.

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HIDRÁULICA

VÁLVULA SV3

SOLENÓIDE SV3 NÃO ENERGIZADO

FLUXO REVERSO LIVRE

CIRCUITO DE
PRESSÃO

PRESSÃO
BAIXA

PÓRTICO A
(DO CILINDRO)

PÓRTICO B
(PRESSÃO
LEVANTE DO
MOLINETE)

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DE DESCIDA DO MOLINETE (SV3)


Fluxo Reverso Livre SV3 (não energizado)
O óleo é enviado para o pórtico “B” do conjunto do solenóide durante o levantamento do
molinete. As agulhas piloto e principal ficam assentadas, como descrito anteriormente,
quando o solenóide está energizado. A pressão do circuito através do pórtico “A” assenta
a agulha principal. A pressão se forma na face inferior da agulha principal até ficar maior
do que a pressão do circuito e a mola da armadura que assenta a agulha principal e a
agulha piloto. Como a pressão é maior do que a força que assenta a agulha principal, o
óleo na agulha-piloto e armadura (atrás da agulha principal) é forçado através do orifício
lateral da agulha principal para dentro do pórtico “A”. Quando isso ocorre, a agulha
principal sai de sua sede e permite que o fluxo de “B” passe pela agulha principal e até o
pórtico “A” da luva externa.

IMPORTANTE:
Não troque o solenóide Sv3 com outro, pois isso prejudicará o desempenho do conjunto
da válvula principal.

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HIDRÁULICA

LEVANTE DO MOLINETE

SOLENÓIDE SV3
SOLENÓIDE SV1 ENERGIZADO NÃO ENERGIZADO

FLUXO
REVERSO
LIVRE

CIRCUITO DE
PRESSÃO

PRESSÃO
BAIXA

PÓRTICO A
(PRESSÃO)

PÓRTICO A
(PARA CILINDROS)

PÓRTICO B

PÓRTICO B

PÓRTICO C

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HIDRÁULICA

LEVANTE E DESCIDA DO MOLINETE


Neutro
Em neutro, todos os três solenóides (válvula da linha de sinal, levante do molinete,
descida molinete) ficam desativados. As molas dentro dos solenóides controlam a posição
dos carretéis quando não há eletricidade presente. O óleo ficará preso entre os cilindros
de levante do molinete e o solenóide de descida do molinete. Isso mantém o molinete na
altura desejada.

Levante do Molinete
Para levantar o molinete, os solenóides nº 1 (levante do molinete) e nº 5 (válvula d linha de
sinal) devem estar energizados. Quando o solenóide de levante do molinete é energizado,
permite que o óleo flua da bomba PFC, através do solenóide de levante do molinete,
depois saia através do solenóide de descida do molinete, indo até os cilindros de
levantamento. O solenóide da válvula da linha de sinal também deve ser energizado.
Quando está energizado conecta a linha de pressão de trabalho com a linha de sinal. A
pressão na linha de trabalho é transmitida à linha de sinal e enviada ao compensador para
que a bomba PFC envie óleo para os cilindros de levantamento do molinete. Um orifício de
0,091 mm 0,036” (veja a localização do orifício na página 32) colocado antes do solenóide
de levante do molinete é usado para controlar a velocidade à qual o molinete levanta.

Válvulas de Levante e Descida do Molinete e Válvula da Llinha de Sinal


NOTA
Quando o molinete é levantado, a bomba
PFC vai para reserva de alta pressão porque Alimentação

a linha de sinal está a jusante do orifício de Retorno


0,036”. Entretanto, a bomba só desenvolve
fluxo suficiente para satisfazer a demanda. Válvula da
Linha de Sinal

Levante do
Molinete

Descida do
Molinete

LEVANTE DO MOLINETE

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HIDRÁULICA

DESCIDA DO MOLINETE

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HIDRÁULICA

DESCIDA DO MOLINETE
A válvula número 3 (descida do molinete) precisa ser energizado para abaixar o molinete.
Nenhum fluxo da bomba é necessário para descer o molinete; nem a válvula da linha de
sinal é necessária. Quando o solenóide de descida do molinete é energizado, o carretel
primário irá mover-se contra a mola e então permite que o carretel principal se mova. Isto
abre um retorno do óleo dos cilindros através da válvula de descida do molinete, válvula
de levante do molinete, um orifício de 1,40 mm (0,055 pol) (veja página 32 por localização
dos orifícios), e finalmente para o reservatório. O orifício de 1,40 mm (0,055 pol) controla a
velocidade de descida do molinete.

Válvulas de subida e descida do molinete e válvula da linha de sinal

Alimentação

Retorno

Válvula da
Linha de Sinal

Levante do
Molinete

Descida do
Molinete

LEVANTE DO MOLINETE

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HIDRÁULICA

FUNCIONAMENTO DA VÁLVULA DE CONTROLE


A válvula de controle para as seguintes funções usam solenóides para acionar os carretéis
primários. Os solenóides puxam um pino no cartucho para mover o carretel primário. No
centro do solenóide há um pino que pode ser manualmente acionado se o circuito do
solenóide estiver falhando.

Este acionamento manual pode ser usado para determinar se a falha do circuito é devido
ao sistema elétrico ou sistema hidráulico.

• Para acionar manualmente o levante da plataforma, molinete ou acionamento do


molinete, a operação pode ser feita empurrando-se o pino, isso, se o falha for devido
ao sistema elétrico.

• Quando acionar manualmente a abertura/fechamento do tubo de descarga,


avanço/recuo do molinete ou field tracker, o problema poderia ser também da válvula
da linha de sinal que não está comunicando com a bomba PFC.
Posicione a direção contra o batente e segure o volante nesta posição, a bomba
permanecerá em reserva de alta pressão.

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HIDRÁULICA

IDENTIFICAÇÃO DO ORIFÍCIO DA VÁLVULA DE CONTROLE


As válvulas de controle usados para abrir/fechar tubo de descarga, avanço/recuo do
molinete ou field tracker usam orifícios para controlar a velocidade em seus circuitos. A
localização do orifício pode variar entre as válvulas, as válvulas são idênticas e
intercambiáveis.

A identificação do pórtico da válvula está ao lado do corpo da válvula:

P = Alimentação da Bomba
T = Tanque ou Reservatório
A = Pórtico de Trabalho “A”
B = Pórtico de Trabalho “B”

Pino Guia

Pino Guia

TAMANHO DO ORIFÍCIO

Circuito Pórtico 0.030 0.035 0.040 0.043


Azul Púrpura Amarelo Rosa
Abertura “P” X
Fechamento “A” X
Tubo de Descarga “B”
“P” X
Avanço/Recuo do “A”
Molinete “B”
“P” X
Field Tracker “A”
“B” X

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DE ABRIR/FECHAR TUBO DE DESCARGA

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DE ABRIR/FECHAR TUBO DE DESCARGA


A válvula de abrir/fechar tubo de descarga possui dois solenóides, um carretel centrado
por mola, dois orifícios de controle e duas válvulas de retenção operadas por piloto. Essa
válvula usa solenóides ação direta para deslocar um carretel centrado por mola a fim de
controlar o sentido do fluxo do óleo.

Válvula de Abrir/Fechar Tubo de Descarga em Neutro


Quando em neutro, as molas em cada extremidade do carretel centram o mesmo na
válvula. Isso bloqueia o fluxo da passagem de alimentação para evitar o acionamento
acidental da válvula de abrir/fechar o tubo de descarga se outra função do conjunto da
válvula principal for ativado. O óleo fica retido no cilindro pelas válvulas de retenção
operadas por piloto durante a operação da máquina. As válvulas de retenção pilotada são
usadas para evitar qualquer movimento durante a operação da colheitadeira.

Válvula de Abertura/Fechamento do Tubo de


D Alimentação

Retorno

ABRIR
FECHAR
CILINDRO ABERTURA/FECHAMENTO
DO TUBO DE DESCAGA

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HIDRÁULICA

ABERTURA DO TUBO DE DESCARGA

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DE ABRIR/FECHAR TUBO DE DESCARGA


Abrir Tubo de Descarga
Os solenóides nº 5 (válvula da linha de sinal) e nº 6 (abrir tubo de descarga) devem ser
energizados para abrir o tubo de descarga. Um interruptor localizado no manche é usado
para energizar os solenóides.

Quando o interruptor é movido na posição para abrir o solenóide da linha de sinal é


energizado, conectando a linha de pressão de trabalho com a linha de sinal. A pressão da
linha de trabalho é transmitida para a linha de sinal e sinaliza ao compensador para que a
bomba PFC envie óleo para o cilindro de abertura do tubo de descarga. Ao mesmo tempo,
o solenóide de abertura do tubo é energizado, criando um campo magnético na bobina,
que atua sobre a armadura. A armadura, por sua vez, estende o pino localizado dentro
dos solenóides. Esse pino encosta no carretel e faz o carretel se deslocar, comprimindo
uma das molas de centragem. Isso abre uma passagem para o óleo circular, da bomba
PFC para o cilindro. O óleo circula, da bomba PFC, através de um orifício de 0,76 mm
(0,030”) localizado no orifício “P”, atravessa o carretel, passa por um orifício de 1,02 mm
(0,040”) localizado na abertura do orifício “A” abrindo ambas válvulas de retenção, abrindo
o tubo de descarga.

A válvula do tubo de descarga tem dois orifícios. O orifício de 0,76 mm (0,030”) está
localizado no orifício “P” antes do carretel. O orifício de 1,02 mm (0,040”) está localizado
no orifício “A” após o carretel. Os orifícios trabalham juntos para controlar a velocidade de
abertura/fechamento do tubo de descarga.

O circuito elétrico do tubo de descarga contém interruptores limitadores que permitem que
o interruptor do tubo de descarga seja localizado em qualquer posição de parada, sem
danificar o sistema hidráulico. A corrente elétrica é interrompida para o solenóide quando
o condutor de descarga chega à posição totalmente aberta ou totalmente fechada.

NOTA: Quando a válvula do tubo de descarga é ativada, a bomba PFC vai para a reserva
de alta pressão porque a linha de sinal está a antes do orifício de 0,76 mm (0,030”)
localizado no orifício “P” da válvula do tubo de descarga. Entretanto, a bomba só envia um
fluxo suficiente para atender à demanda.

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HIDRÁULICA

FECHAMENTO DO TUBO DE DESCARGA

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DE ABRIR/FECHAR TUBO DE DESCARGA


Fechamento do Tubo de Descarga
Para fechar o tubo de descarga, os solenóides nº 5 (válvula da linha de sinal) e nº 7
(fechamento do condutor) devem ser energizadas. Um interruptor está localizado no
manche é usado para energizar os solenóides. Quando o tubo é fechado, a válvula
funciona da mesma maneira que quando está na posição de abertura. A única diferença é
que o molinete desloca-se na direção oposta e o óleo de retorno passa pelo orifício de
1,02 mm (0,040”) localizado no orifício “A”.

NOTA: Quando a válvula do tubo de descarga é ativada, a bomba PFC vai para a reserva
de alta pressão porque a linha de sinal está antes do orifício de 0,76 mm (0,030”)
localizado no orifício “P” da válvula do tubo de descarga.

O tubo de descarga pode mover-se para fora. Sem a pressão do sistema hidráulico nas
válvulas de retenção, pequenas quantidades de óleo podem vazar por elas. Após o tubo
de descarga ser fechado, e manter o interruptor na posição de fechar em vez de na
posição neutra, se o tubo de descarga sair da sela, retorna imediatamente. Quando tiver
que transportar a máquina, fixe o tubo de condutor em sua sela com o pino fornecido.

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HIDRÁULICA

DESACELERADORES DO CILINDRO DE ABRIR/FECHAR TUBO DE DESCARGA

ABRIR
FECHAR

CILINDRO DE ABRIR/FECHAR TUBO DE DESCARGA

FECHADO

ABERTO

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HIDRÁULICA

DESACELERADORES DO CILINDRO DE ABRIR/FECHAR TUBO DE DESCARGA


Para não danificar o apoio e/ou tubo do condutor de descarga, existem dois
desaceleradores dentro do cilindro do tubo de descarga. As conexões de alimentação e de
retorno do óleo possuem dois orifícios de 1,19 mm (0,047”) cada uma. O pistão tem dois
orifícios de 0,50 mm (0,020”), um em cada extremidade.

ABERTO
Quando o operador abre o tubo de descarga, este sai do apoio lentamente. O óleo
fornecido entra no cilindro através dos dois orifícios de 1,19 mm (0,047”) no lado da base
do cilindro, ficando exposto ao orifício de 0,50 mm (0,020”) no pistão. O óleo circula
através do orifício de 0.50 mm (0,020”) para o lado da cabeça do cilindro e inicia o
movimento do pistão em direção à extremidade da haste. Conforme o pistão se
movimenta em direção à extremidade da haste do cilindro, o anel de vedação na
extremidade do pistão se move através dos dois orifícios de 1,19 mm (0,047”). Após o anel
de vedação ter passado pelos dois orifícios, o óleo pára de fluir através do orifício de 0,50
mm (0,020”) e o pistão se move mais rápido à medida que o óleo dos dois orifícios de 1,19
mm (0,047”) fica exposto à extremidade do pistão. O óleo de retorno do outro lado do
pistão é forçado para fora dos dois orifícios de 1,19 mm (0,047”). O tubo de descarga se
move cerca de ¾ do seu curso antes de o pistão passar por essas duas orifícios de
0,047”. Conforme o pistão passa pelos dois orifícios, um anel de vedação na extremidades
do pistão força o óleo para o orifício de 0,50 mm (0,020”) no pistão. Agora o óleo de
retorno deve circular através do orifício de 0,50 mm (0,020”) para retornar ao reservatório.
Quando isso acontece, o condutor de descarga se movimenta mais lentamente do que
quando passou pela primeira parte do seu curso. Isso evita danos ao cotovelo de
articulação do condutor de descarga além de reduzir a velocidade do condutor quando o
operador está efetuando uma descarga.

Fechamento
Na posição fechada, o tubo de descarga retorna lentamente para o primeiro ¼ de
fechamento. Em seguida, quando o pistão passa pelos dois orifícios de 1,19 mm (0,047”)
na extremidade da haste, o condutor de descarga se move mais rápido. Quando o
condutor de descarga chega ao fim do seu curso, o pistão passa pelos dois orifícios de
1,19 mm (0,047”) da extremidade da cabeça do cilindro. Quando isso acontece, o óleo de
retorno é forçado através do orifício de 0,50 mm (0,020”) no pistão e isso reduz a
velocidade do tubo de descarga para evitar danos ao apoio.

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HIDRÁULICA

VÁLVULA AVANÇO E RECUO DO MOLINETE

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2 - 58
HIDRÁULICA

VÁLVULA AVANÇO E RECUO DO MOLINETE


A válvula de avanço e recuo do molinete contém dois solenóides, um carretel centrado por
mola, um orifício de 0,76 mm (0,030”) e duas válvulas de retenção operadas por piloto.
Essa válvula usa solenóides de ação direta para deslocar um carretel centrado por mola
para controlar a direção do fluxo de óleo. A válvula de avanço e recuo do molinete é
parafusada no fundo do conjunto da válvula principal.

Posição Neutro
Quando em neutro, as molas em cada extremidade do carretel irão centrar o carretel na
válvula. Isso bloqueia o fluxo da passagem de alimentação, para evitar ativação acidental
da válvula se o conjunto da válvula principal for energizado. O óleo fica retido nos cilindros
pelas válvulas de retenção. As válvulas de retenção são usadas para prevenir que o
molinete tenha se movimente em função de vazamentos internos.

Válvula do Avanço/Recuo do Molinete

Alimentação

Retorno

Conexões ao Cilindro

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HIDRÁULICA

AVANÇO DO MOLINETE

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HIDRÁULICA

VÁLVULA AVANÇO E RECUO DO MOLINETE


Posição de Avanço do Molinete
Para avançar o carretel, os solenóides nº 5 (válvula da linha de sinal) e nº 9 (avanço do
molinete) devem estar energizados. Usa-se um interruptor, localizado na alavanca de
propulsão, para energizar os solenóides.

Ao mover esse interruptor para a posição de avanço, o solenóide da válvula da linha de


sinal é ativado e conecta a linha de pressão de trabalho com a linha de sinal. A pressão da
linha de trabalho é transmitida para a linha de sinal e sinaliza ao compensador para que a
bomba PFC enviar óleo para os cilindros. Ao mesmo tempo, o solenóide de avanço é
energizado, criando um campo magnético na bobina, que atua sobre a armadura. A
armadura, por sua vez, move o pino localizado dentro do solenóide. Esse pino encosta no
carretel e o faz se deslocar, comprimindo uma das molas de centragem. Isso abre uma
passagem para o óleo circular, da bomba PFC para o cilindro. O óleo circula, da bomba
PFC através de um orifício de 0,67 mm (0,030”) localizado no orifício “P”, através do
carretel, abrindo ambas as válvulas de retenção e vai até o cilindro mestre.

A válvula de avanço/recuo do molinete tem um orifício. O orifício de 0,76 mm (0,030”) está


localizado no orifício “P”, antes do carretel e é usado para controlar a velocidade do
movimento do molinete.

Posição de Recuo do Molinete


Para recuar o molinete os solenóides nº 5 (válvula da linha de sinal) e nº 8 (recuar
molinete) devem estar energizados com o interruptor localizado na alavanca de propulsão.

Quando o carretel é recuado, a válvula funciona como na posição de avançar, só que a


única diferença é que o carretel desloca-se para a direção oposta.

NOTE: Quando o molinete é avançado ou recuado, a bomba PFC vai para reserva de alta
pressão porque a linha de sinal está antes do orifício de 0,076 mm (0,030”) localizado no
orifício “P” da válvula de avanço/recuo do molinete. Entretanto, a bomba só envia um fluxo
suficiente para atender à demanda.

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DO FIELD TRACKER

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DO FIELD TRACKER


A válvula do field tracker contém dois solenóides, um carretel centrado por mola, dois
orifícios de controle, duas válvulas de retenção alternadas e duas válvulas de alívio. Essa
válvula utiliza solenóides de ação direta para deslocar um carretel centrado por mola, a fim
de controlar a direção do fluxo do óleo. A válvula do field tracker é parafusada no fundo da
válvula de avanço/recuo do molinete.

Posição Neutro
Quando em neutro as molas de cada extremidade do carretel centram o mesmo na
válvula. Isso bloqueia o fluxo do canal de alimentação, para evitar a ativação acidental do
field tracker se outra função do conjunto da bloco principal for energizada. O óleo é retido
no cilindro pelas válvulas de retenção alternadas que, por sua vez, são usadas para evitar
movimentação do field tracker, devido a vazamentos internos.

Válvula do Field Tracker

Alimentação

Retorno

ESQUERDA
DIREITA

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DO FIELD TRACKER

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DO FIELD TRACKER


Inclinação à Esquerda
Para inclinar a plataforma para a esquerda, no modo manual, os solenóides n° 5 (válvula
da linha de sinal) e nº 10 (inclinação para a esquerda) devem ser energizados com um
interruptor localizado na alavanca de propulsão. No modo automático, o módulo da
plataforma energizará os solenóides.

Quando a plataforma é inclinada para a esquerda, o solenóide da válvula da linha de sinal


é ativado e conecta a linha de pressão de trabalho com a linha de sinal. A pressão da
linha de trabalho é transmitida para a linha de sinal e enviada ao compensador para que a
bomba PFC envie óleo para o cilindro do field tracker. Ao mesmo tempo, o solenóide de
inclinação à esquerda é energizado, criando um campo magnético na bobina, que atua
sobre a armadura. A armadura, por sua vez, estende o pino localizado dentro do
solenóide. Esse pino encosta no carretel e faz o carretel se deslocar, comprimindo uma
das molas de centragem. Isso abre uma passagem para o óleo circular, da bomba PFC
para o cilindro. O óleo circula, da bomba PFC, através de um orifício de 0,89 mm (0,035”)
localizado no orifício “P, atravessa o carretel, saindo para o orifício “A”. Este fluxo abre a
válvula de retenção alternada do lado de trabalho e força o carretel piloto, abrindo
mecanicamente o lado de retorno da válvula de retenção alternada.

A válvula do field tracker possui dois orifícios. um orifício de 0,89 mm (0,035”) está
localizado no orifício “P”, antes do carretel. Um orifício de 1,09 mm (0,043”) está localizado
no orifício “B” após o carretel. Os orifícios trabalham juntos para controlar a velocidade de
movimento do field tracker.

Inclinação à Direita
Para inclinar a plataforma para a direita, no modo manual, os solenóides n° 5 (válvula da
linha de sinal) e nº 10 (inclinação para a direita) devem ser energizados com um
interruptor localizado na alavanca de propulsão. No modo automático, o módulo da
plataforma energizará os solenóides.

Quando a plataforma é inclinada para a direita, a válvula do field tracker funcionará da


mesma maneira que para inclinação à esquerda. A única diferença é que o carretel se
deslocará na direção oposta e o óleo de retorno passa pelo orifício “A” na válvula do field
tracker.

NOTA: Quando a plataforma é inclinada para a direita ou para a esquerda, bomba PFC
vai para reserva de alta pressão porque a linha de sinal está antes do orifício de 0,89 mm
(0,035”) localizado no orifício “P” da válvula do field tracker. Entretanto, a bomba só envia
um fluxo suficiente para atender à demanda.

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DE ALÍVIO RV3

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HIDRÁULICA

VÁLVULAS DE ALÍVIO DO FIELD TRACKER


Fixadas na válvula do field tracker há duas válvulas de alívio simples ajustáveis (RV3) que
atuam como absorvedores de choques. Elas limitam a quantidade de pressão retida entre
o cilindro e a válvula do field tracker. As válvulas de alívio são ajustadas em 3000 psi
(206,7 bar). Se a pressão do sistema exceder esse valor, as válvulas se abrirão para
estabilizar o circuito, evitando danos à plataforma se ela encostar no chão.

Operação RV3
As válvulas de alívio (RV3) do field tracker são do tipo válvula de alívio simples ajustável.
Elas contém uma agulha oca, uma mola com esfera, um bujão ajustável e uma luva
externa. A luva externa e a agulha têm um anel “O” e uma arruela de encosto para evitar
que o óleo escape de um orifício para outro.

Na posição neutra, a pressão do circuito é enviada ao lado do orifício da válvula. A agulha


isola os orifícios entre si. A pressão hidráulica do circuito de retorno é enviada ao topo da
agulha através do centro oco na agulha. A agulha permanece assentada enquanto a
pressão lateral não aumentar mais do que a força da mola e a contrapressão do circuito
de retorno, mantendo fechada a agulha.

Alívio Aberto
Quando a pressão do circuito no orifício lateral atinge o valor de ajuste da válvula de alívio
206,7 bar (3000 psi) a válvula se abre. A pressão do óleo faz a agulha deslocar-se contra
a mola e deslocar o óleo localizado no topo da agulha através do centro oco. O óleo
poderá então fluir do orifício lateral, seguindo até o fundo e indo para o reservatório. A
válvula de alívio se fecha quando a pressão lateral cai abaixo do ajuste da mola e a
contrapressão do circuito de retorno.

As válvulas de alívio são ajustadas de fábrica a 206,7 bar (3000 psi). Se for preciso ajustar
a pressão de abertura da válvula de alívio, consulte a seção de testes.

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DA PLATAFORMA - “NEUTRO”

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2 - 68
HIDRÁULICA

VÁLVULA DA PLATAFORMA
A válvula da plataforma está montada no bloco de válvulas principal. A válvula da
plataforma possui dois solenóides, um dos quais controla o carretel primário de levante e
o outro controla o carretel primário de descida. Essa válvula também tem um carretel
secundário de levante pilotado e um carretel secundário de descida pilotado, uma esfera
de retenção e uma esfera de retenção de sinal. O óleo é alimentado à válvula a partir da
bomba de engrenagens auxiliar e da bomba PFC. Da bomba de engrenagens auxiliar o
óleo é enviado para pilotar os carretéis secundários. O óleo da bomba PFC é usado para
levantar a plataforma.

Válvula da Plataforma em Neutro


A válvula da plataforma é do tipo centro fechado. Em neutro o óleo não circula através da
válvula. Os carretéis primários estão bloqueando a alimentação de óleo do circuito
regulado. O carretel secundário de levantamento bloqueia a alimentação do óleo da
bomba PFC e é retido por uma mola. O carretel secundário de abaixamento bloqueia o
canal de retorno para o reservatório. O carretel secundário de abaixamento é retido por
uma mola e a pressão hidráulica retida através do carretel. O óleo é retido nos cilindros de
levantamento da plataforma pela esfera interna de retenção de levantamento e pelo
carretel secundário de abaixamento.

Válvula da Plataforma
Alimentação Alimentação
PFC Regulada
Retorno

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2 - 69
HIDRÁULICA

VÁLVULA DA PLATAFORMA
Cilindros de Levante do Alimentador
Para os modelo 2001 as colheitadeiras série 2388 podem ser equipadas com 2 ou 3
cilindros de levante. A opção de 3 cilindros é uma opção montada de fábrica necessária
para colheitadeiras que são equipadas com plataformas de milho de 12 linhas.

Válvula Térmica
Quando a válvula da plataforma está na posição neutra, a pressão nos cilindros de levante
pode aumentar drasticamente devido a:
• Balanço da plataforma durante deslocamento em campos ou estrada.
• Expansão do óleo devido a temperatura do ambiente aumenta quando os cilindros
de levante estão totalmente estendidos.

A válvula térmica está localizada no bloco de distribuição do cilindro de levante,


(localizado sob a carcaça do alimentador). A válvula de alívio térmica irá aliviar a pressão
retornando o óleo ao reservatório se alcançar uma pressão acima de 280-350 bar (4060-
5075 PSI). Veja os procedimentos de teste para procedimentos de ajuste.

LEMBRE-SE: Uma determinada quantidade de óleo pode vazar pelos cilindros


não sendo necessária a tomada de alguma ação.

O cilindro não deveria apresentar vazamento maior que 1 polegada por hora. Se o
vazamento for excessivo as seguinte áreas devem ser verificadas:

1. Verifique por algum vazamento externo.


2. Verifique o estado da válvula de alívio térmica por vazamento. Levante o
alimentador e descanse sobre um apoio. Remova a mangueira de dreno da válvula
térmica e tampe a mangueira. Levante a plataforma até atingir a reserva de alta
pressão e verifique por vazamento na válvula térmica. É normal apresentar algumas
gotas em um minuto.
3. Verifique o estado da esfera de retenção. Um vazamento pela esfera irá
proporcionar um vazamento e o alimentador abaixará muito lentamente.
4. Verifique o estado do carretel secundário de descida. Um vazamento pelo carretel
pode proporcionar uma descida lenta ou extremamente rápida do alimentador.

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HIDRÁULICA

ANOTAÇÕES
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HIDRÁULICA

VÁLVULA DA PLATAFORMA - “LEVANTE”

Entrada
Pressão
Regulada

Carretel
Primário de
Pórtico Piloto de Levante Levante

Para
Cilindros de
Levante

Pórtico da Linha de
Sinal com
Orifício da Válvula de
Retenção

Retenção

Retorno

Entrada
Pressão
Piloto de Carretel
Levante Secundário
de Levante
Entrada
Pressão
PFC

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DA PLATAFORMA
Levante da Plataforma
Para levantar a plataforma, o solenóide n° 4 (levante da plataforma) deve ser energizado
manualmente com o interruptor na alavanca de propulsão ou pelo módulo da plataforma
no modo automático. Quando o solenóide é energizado, um pino interno se estende e
desloca o carretel primário de levantamento. A distância que o carretel primário se
movimenta depende da corrente fornecida pelo módulo da plataforma . Conforme o
carretel primário de levantamento se desloca, dosa a pressão regulada da bomba de
engrenagens auxiliar para o carretel secundário de levantamento. O óleo da pressão piloto
faz o carretel secundário de levantamento deslocar-se contra a mola, permitindo que o
óleo da bomba PFC circule para a esfera de retenção da plataforma, esfera de retenção
da linha de sinal e cilindros de levantamento da plataforma . A queda momentânea da
linha de pressão da bomba PFC permite que o compensador acione a bomba. O óleo da
bomba PFC forma pressão suficiente para desalojar a esfera de retenção da plataforma de
sua sede e em seguida levantar a plataforma . Ao mesmo tempo, a esfera de retenção de
sinal se abre e permite que a pressão de trabalho retorne ao compensador através da
linha de sinal. A velocidade à qual a plataforma levanta é controlada pela quantidade que
o carretel secundário de levantamento pode ser deslocado.

A plataforma pára de se mover quando o solenóide é desenergizado ou quando os


cilindros estão totalmente estendidos. Quando os cilindros alcançam o fim do seu curso, o
sistema entra em reserva de alta pressão. Quando o solenóide é desenergizado, a
pressão do óleo que atua sobre a extremidade sem solenóide do carretel primário de
levantamento desloca o carretel, fechando a alimentação do óleo piloto para o carretel
secundário de levantamento e abrindo uma passagem para o óleo retornar ao
reservatório. Essa perda de pressão hidráulica faz o carretel secundário deslocar-se para
a extremidade sem mola e bloquear o orifício de entrada da bomba PFC. A plataforma
pára de se levantar e o seu peso faz assentar a esfera de retenção. Um orifício no carretel
secundário de levantamento permite que o óleo retido entre a retenção de levantamento e
o carretel secundário de levantamento seja drenado para o reservatório. A pressão do óleo
na linha de sinal será drenado ao reservatório através da válvula de prioridade da direção
e da bomba manual da direção.

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DA PLATAFORMA “DESCIDA”

Carretel Primário de Descida

Pórtico Piloto de
Descida

Pórtico da
Pressão
Regulada

Agulha Piloto

Retorno

Agulha Principal

Entrada Cilindro Levante


Pressão
Piloto de
Descida

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DA PLATAFORMA
Descida da Plataforma
Para abaixar a plataforma , o solenóide n° 2 (abaixar plataforma) deve ser energizado
manualmente com o interruptor na alavanca de propulsão ou pelo módulo da plataforma
no modo automático. Não é necessária pressão de óleo da bomba PFC para abaixar a
plataforma. Quando esse solenóide é energizado, um pino interno se estende e desloca o
carretel primário de abaixamento. A distância que o carretel primário se movimenta
depende da corrente fornecida pelo módulo da plataforma . Conforme o carretel primário
de abaixamento se desloca, dosa a pressão regulada da bomba de engrenagens auxiliar
para o carretel secundário de abaixamento. O óleo piloto faz a agulha piloto acionada por
mola localizada no centro do carretel secundário de abaixamento ser desalojada. A
agulha-piloto permite que o óleo retido no centro do carretel secundário de abaixamento
seja drenado para o reservatório. Ao mesmo tempo, o óleo preso no cilindro de
levantamento flui através de um orifício na lateral do carretel secundário de abaixamento.
Conforme esse óleo passa pelo orifício, a pressão dentro do carretel secundário de
abaixamento será menor do que óleo que atua sobre a parte externa do carretel. Esse
diferencial de pressão faz o carretel secundário de abaixamento deslocar-se e permite que
o óleo dos cilindros de levantamento seja drenado para o reservatório, abaixando a
plataforma. A velocidade à qual a plataforma abaixa é controlada pela distância que o
carretel secundário pode se deslocar.

A plataforma pára de se mover quando o solenóide é desenergizado. A pressão do óleo


que atua sobre a extremidade sem solenóide do carretel primário de abaixamento desloca
o carretel, fechando a alimentação do óleo piloto para o carretel secundário de
abaixamento e abrindo uma passagem para o óleo retornar ao reservatório. A agulha-
piloto acionada por mola no centro do carretel secundário de abaixamento pode se fechar.
Isso interrompe o fluxo de óleo através do orifício na lateral do carretel secundário de
abaixamento. A pressão dentro do carretel secundário fica igual à pressão que atua na
lateral do carretel. Quando a pressão se iguala, a mola no centro do carretel secundário
de abaixamento fecha o carretel. A plataforma então pára de abaixar.

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HIDRÁULICA

ACUMULADOR

Modelo Importado

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2 - 76
HIDRÁULICA

ACUMULADOR (MODELO IMPORTADO)


O acumulador está localizado na lateral dianteira esquerda da máquina abaixo da
plataforma do operador. O acumulador é um amortecedor de choque do circuito de
levantamento e abaixamento da plataforma para quando a máquina se desloca em
rodovias. O acumulador conta com um pistão interno, uma válvula Schrader para recarga.
O operador pode ligar ou desligar o acumulador com um interruptor localizado sob o
descansa braço direito. A válvula solenóide (SV3) está localizada atrás da porta de serviço
ao lado esquerdo da plataforma do operador.

O acumulador está conectado no circuito de levantamento/abaixamento da plataforma


segadora por meio de uma conexão em “T”. O pistão interno divide o acumulador em um
lado de gás e um lado de óleo. O lado de gás do pistão do acumulador contém nitrogênio
comprimido e o lado de óleo fica exposto ao óleo hidráulico do circuito da plataforma
quando o solenóide é aberto. Conforme o óleo hidráulico entra no acumulador, o pistão é
pressionado contra o gás nitrogênio, absorvendo eventuais cargas de choque. Esta ação
pode ser ajustada por uma válvula agulha localizada na válvula do solenóide. O
acumulador é normalmente usada para transporte em rodovias, no entanto, esta opção
pode ser usada quando o operador desejar.

O acumulador é carregado na fábrica com 68,9 bar (1.000 psi) de nitrogênio. A pressão de
carga pode ser necessitar a modificação dependendo do tamanho da plataforma para
permitir 1 a 3 pol (2,54 a 7,62 cm) de queda quando o circuito é acionado. O acumulador
terá que ser recarregado e a carga de nitrogênio baixar. É preciso um tanque de gás
nitrogênio comprimido e o kit de recarga de acumulador CAS 10899. Também pode ser
pedido o kit de recarga CAS10088A. Entretanto esse kit não inclui o regulador de alta
pressão para o tanque de nitrogênio.

IMPORTANTE Tenha o máximo de cuidado ao manusear o acumulador. Não


exponha a calor excessivo, não deixe cair. Use apenas gás nitrogênio para recarga e
sempre use um regulador no tanque de alimentação de nitrogênio para assegurar que o
acumulador não fique exposto a pressão de alimentação total.

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2 - 77
HIDRÁULICA

ACUMULADOR
Modelos HCC0020001 e posteriores

Acumulador

Válvula de
Ajuste do
Acumulador

Solenóide do
Acumulador

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HIDRÁULICA

Acumulador (Modelos HCC0020001 e posteriores)


O acumulador está localizado ao lado do bloco de válvulas principal, atrás da porta de
serviço do lado esquerdo da cabine na plataforma do operador da colheitadeira. O
acumulador é um mecanismo de absorção de impacto para o circuito de elevação e
abaixamento da plataforma quando a máquina estiver trafegando com a plataforma
erguida, numa rodovia por exemplo. O acumulador tem um pistão interno e válvula
Schrader para recarga. O operador pode acionar ou desacionar o acumulador pelo
interruptor localizado no compartimento sob o apoio do braço direito. A válvula do
acumulador (SV3) está localizado atrás da porta de serviço ao lado esquerdo da
plataforma do operador.

O acumulador está conectado ao circuito de levantamento e abaixamento da plataforma


por uma conexões “T”. Uma blindagem interna divide o acumulador entre o lado do gás e
o lado do óleo. O lado do gás do acumulador contém nitrogênio comprimido enquanto que
o lado do óleo está exposto ao óleo do circuito hidráulico da plataforma quando o
solenóide é aberto. Como o óleo hidráulico entra no acumulador, a blindagem é
pressionada contra o gás nitrogênio, absorvendo qualquer impacto. Esta ação pode ser
ajustada por uma válvula localizada na válvula do solenóide. O acumulador é normalmente
usado para transporte em rodovias, no entanto, esta opção pode ser usada quando o
operador desejar.

O acumulador é carregado de fábrica com 1000 PSI (68,9 bar) de nitrogênio. A pressão de
carga pode requerer modificação dependendo do tamanho da plataforma para permitir 1 a
3 polegadas de abaixamento quando o acumulador for acionado. O acumulador terá que
ser recarregado sempre que perder carga de nitrogênio. É necessário um tanque de gás
nitrogênio comprimido e o kit de recarga do acumulador CAS 10899. O kit de recarga do
acumulador CAS 10088A pode também ser adquirido. No entanto, este kit não inclui o
regulador de alta pressão para o tanque de nitrogênio.

IMPORTANTE Use extrema precaução quando estiver manipulando o


acumulador, não exponha a calor extremo, não derrube, use somente gás nitrogênio para
recarga, e sempre use um regulador no tanque de abastecimento do nitrogênio para
assegurar que o acumulador não seja exposto à toda pressão de abastecimento.

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2 - 79
HIDRÁULICA

RECARGA DO ACUMULADOR
O acumulador vem de fábrica com uma pré-carga de 69 bar (1000 PSI). Esta pré carga
deve ser verificada e ajustada conforme necessária antes de iniciar cada safra.

Devido a diferentes plataformas com diferentes pesos, uma pré carga diferente do
acumulador pode ser necessária para fornecer um amortecimento apropriado da
plataforma. Quando o acumulador é ajustado corretamente, a plataforma de ter
aproximadamente 1 a 3 pol (2,54 a 7,62 cm) de queda quando o acumulador for acionado.

Procedimentos de Teste
1. Abaixe completamente a plataforma e mantenha o interruptor de DESCIDA for 5
segundos com o acumulador LIGADO.
2. Desligue o acumulador.
3. Levante a plataforma acima do solo mas não completamente.
4. Meça a altura da plataforma acima do solo pela barra de corte ou rolos.
5. Ligue o acumulador, a plataforma deve descer.
6. Meça a altura da plataforma acima do solo pela barra de corte ou rolos, deve descer 1
a 3 polegadas. Se a plataforma abaixar muito, adicione nitrogênio, se a plataforma não
descer o suficiente, libere o excesso de nitrogênio.
7. Repita os passos 1-6 até atingir uma queda de 1 a 3 polegadas.

Ferramentas de Teste

CAS 10088A Sem Válvula Reguladora


CAS 10899 Com Válvula Reguladora
CAS 1975 Manômetro de Teste de Pressão do Acumulador

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HIDRÁULICA

ANOTAÇÕES
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HIDRÁULICA

BOMBA HIDRÁULICAS E SISTEMAS DE ACIONAMENTO

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2 - 82
HIDRÁULICA

BOMBA DE ENGRENAGENS AUXILIAR


A bomba de engrenagens auxiliar alimenta óleo para os circuitos regulados e circuito de
acionamento do molinete. Essa bomba está localizada no conjunto a bomba PFC. Os
circuito regulados e de acionamento do molinete são do tipo sistema de centro aberto com
capacidade para um mínimo de 10 gpm (37,85 L) a 68,9 bar (1000 psi) quando testados
nos acoplamentos da carcaça do alimentador. Num sistema de centro aberto o óleo flui
através do sistema sempre que a bomba esteja girando. A bomba de engrenagens auxiliar
alimenta o óleo à válvula reguladora de pressão e à válvula de acionamento do molinete.
O regulador de pressão envia o óleo para a válvula de acionamento do rotor, válvula de
acionamento do sem fim do tubo de descarga, óleo piloto para a válvula da plataforma,
válvula de freio, válvula do freio de estacionamento e motor hidrostático de duas
velocidades.

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2 - 83
HIDRÁULICA

VÁLVULA REGULADORA DE PRESSÃO


Modelos 2000 e anteriores

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2 - 84
HIDRÁULICA

VÁLVULA REGULADORA DE PRESSÃO (MODELO HCC0020001 E POSTERIORES)


A válvula reguladora de pressão é um componente pilotado, que mantém uma pressão
regulada de 21 ± 1 bar (305 ± 15 psi) para as funções de centro-fechado exceto a válvula
de acionamento do molinete. Os componentes alimentados pela válvula de reguladora de
pressão não necessitam grande quantidade de fluxo de óleo para realizar sua função, mas
necessitam de uma pressão de óleo constante para operar adequadamente. Após a
função do circuito regulado ser ativado, fluxo de óleo irá parar e pressão de 21 ± 1 bar
(305 ± 15 psi) é mantido no sistema. Como qualquer sistema de centro aberto, óleo não
utilizado deve ser direcionado de volta para o reservatório. O óleo não usado do circuito
da bomba de engrenagem é direcionado de volta ao reservatório através da válvula de
acionamento do molinete.

NOTA: O circuito do acionamento do molinete deve manter 27,5 a 41,3 bar (400-600 psi)
quando o molinete não for acionado. Esta pressão é necessário a fim de que a válvula
reguladora de pressão funcione apropriadamente. Veja procedimentos de teste nesta
seção.

IMPORTANTE: Pressão regulada é facilmente ajustada, MAS pode ser difícil de


manter. NÃO tente ajustar a pressão regulada quando a temperatura de óleo estiver
abaixo de 65.5oC (150oF). Tome precaução ao trabalhar com óleo QUENTE.

VÁLVULA REGULADORA DE PRESSÃO

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HIDRÁULICA

VÁLVULA REGULADORA DE PRESSÃO

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2 - 86
HIDRÁULICA

VÁLVULA REGULADORA DE PRESSÃO (MODEL YEAR 2000 AND PRIOR)


Operação
Todo o óleo da bomba de engrenagem auxiliar entra por trás do bloco da válvula
reguladora de pressão. Óleo para o motor do molinete passa através do bloco da válvula e
sai pela frente e vai para a válvula de acionamento do molinete. Óleo para os circuitos
regulados entram pelo pórtico B da válvula reguladora de pressão. Óleo flui através da
galeria interna do carretel regulador para fora do pórtico C para os circuitos regulados. A
extremidade com mola do carretel do regulador possui um orifício. Isto permite que o óleo
flua na área da mola principal e seja exposto à agulha piloto. Conforme a pressão
aumenta no circuito regulado também aumenta a pressão na área da mola principal
segurando o carretel do regulador para baixo. Quando a pressão sobe acima de 21,0+/-
1,0 bar (305+/-15 psi), empurra a agulha piloto contra a mola. Com a agulha piloto aberta,
fluxo piloto agora existe dentro da válvula. Óleo também está fluindo pelo orifício no topo
do carretel regulador. Este fluxo que passa pelo orifício faz com que a pressão na área da
mola principal seja menor que a pressão dentro do carretel regulador. A alta pressão no
carretel regulador fará com que o carretel mova contra a mola principal. Conforme o
carretel move, ele começa a fechar o pórtico B. Esta dosagem irá regular a pressão
regulada. Se a pressão ficar muito alta, o carretel irá mover o suficiente para conectar o
pórtico C para o reservatório no pórtico A.

Pressão regulada é ajustada de fábrica a 21,0+/-1,0 bar (305+/-15 psi). Se for necessário
ajustar, remova a tampa do parafuso de ajuste, em seguida afrouxe a porca de use uma
allen para alterar o comprimento da mola da agulha piloto. Pressão regulada pode ser
testado na válvula reguladora de pressão usando um manômetro instalando na tomada de
teste no bloco de válvula.

Circuitos Regulados
Quando óleo regulado deixa a válvula reguladora de pressão, ele pode ir para 6
componentes diferentes.

1. Válvula de Acionamento do Rotor


2. Válvula de Acionamento do Sem-Fim do Descarregador
3. Válvula do Freio
4. Válvula do Freio de Estacionamento (Próximo do acionamento do alimentador)
5. Válvula da Plataforma (Pressão do óleo piloto)
6. Motor de 2-Velocidades (Se equipado)

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2 - 87
HIDRÁULICA

VÁLVULA REGULADORA DE PRESSÃO

Modelo Nacional – HCC0020001 e posteriores

Vista Lado Esquerdo Vista Superior


1. Solenóide Acionamento Descarregador 1. Solenóide Acionamento Descarregador
2. Solenóide Acionamento Separador A1 Desacionamento do Descarregador
3. Válvula Reguladora de Pressão B1 Acionamento do Descarregador
4. Da Bomba Auxiliar
A2 Desacionamento do Separador
B2 Acionamento do Separador
P1 Dia Tomada Teste Pressão Regulada
Pump Dia Tomada Teste Acionam. Molinete
T Tanque (Retorno)

1…Válvula Reguladora de Pressão


2…Filtro Hidráulico

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2 - 88
HIDRÁULICA

VÁLVULA REGULADORA DE PRESSÃO (MODELO NACIONAL - HCC)


As válvulas Reguladora de Pressão, Acionamento do Descarregador e do Separador
foram incorporadas em um bloco comum. Quando a válvula é usada na 2388, o solenóide
de acionamento do separador é removido e os pórticos associados com ele é fechado.

A bomba de engrenagens auxiliar fornece óleo para os circuitos de pressão regulada e


acionamento do molinete. Esta bomba está localizada na bomba PFC. A bomba auxiliar
está ajustada a um mínimo de 37,85 L (10 gpm) a 68,9 bar (1000 psi) quando testado no
engate rápido na carcaça do alimentador. O circuito regulado é de centro fechado,
enquanto que o circuito de acionamento do molinete é de centro aberto. Num sistema de
centro aberto, o óleo flui através do sistema toda vez que a bomba estiver funcionando. A
bomba de engrenagem auxiliar fornece óleo para a válvula reguladora de pressão e
válvula de acionamento do molinete. O óleo da pressão regulada é direcionada para as
seguintes funções:

¾ Válvula de Acionamento do Separador (2344/66)


¾ Válvula de Acionamento do Sem-Fim de Descarga
¾ Óleo Piloto para Válvula da Plataforma
¾ Válvula do Freio
¾ Motor Hidrostático de 2 Velocidades
¾ Válvula de Acionamento do Alimentador
¾ Válvula do Freio de Estacionamento

IMPORTANTE: Pressão Regulada é facilmente ajustada, MAS pode ser


difícil para manter. NÃO tente ajustar a pressão regulada quando a temperatura do
óleo for inferior a 65,5oC (150oF). Tome precaução quando trabalhar com óleo
AQUECIDO.

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2 - 89
HIDRÁULICA

VÁLVULA REGULADORA DE PRESSÃO

1 Bomba Auxiliar 9 Solenóide Acion. Sem-Fim Desc.


2 Para Tanque 10 Orifício
3 Tomada Teste Pressão Molinete 11 Cilindro Acion. Sem-Fim Descarga
4 Filtro em Linha 12 Saída quando usada na 2388
5 Válvula Reguladora de Pressão 13 Tomada de Pressão Regulada
6 Carretel Regulador de Pressão 14 Para Tanque (T2)
7 Solenóide Acionament. Separador 15 Saída Circuito Regulado
8 Cilindro de Acionam. Separador 16 Saída Circuito Acionam. Molinete

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2 - 90
HIDRÁULICA

VÁLVULA REGULADORA DE PRESSÃO (MODELO HCC)

Operação
Somente o bloco foi alterado, o Carretel da Pressão Regulada, Carretel de Acionamento
do Descarregador e Carretel de Acionamento do Separador são os mesmos como usado
nos modelos anteriores.

Consulte a explicação abaixo de cada componente nesta seção


para uma descrição de seu funcionamento

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2 - 91
HIDRÁULICA

VÁLVULA DE ACIONAMENTO DO SEPARADOR (ROTOR)

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2 - 92
HIDRÁULICA

VÁLVULA DE ACIONAMENTO DO SEPARADOR


A válvula de controle de acionamento do rotor é uma válvula solenóide de duas posições e
quatro vias. A válvula está localizado no bloco da válvula reguladora de pressão.

Válvula Desacionada
Pressão regulada é direcionada para a extremidade do cilindro pelo solenóide. Uma mola
localizada no topo do carretel empurra o carretel para baixo. Óleo do pórtico B entra no
orifício no centro da válvula e é direcionado para o pórtico D para a extremidade do
cilindro. Óleo de retorno da haste entra no pórtico A, saindo pelo interior do carretel para o
pórtico C e em seguida para o reservatório.

Válvula Acionada
O Solenóide é energizado e o carretel é atraída pelo campo magnético. Com o carretel
movido para cima, o óleo do pórtico B entra pelos furos passando pelo centro da válvula e
direcionado para o pórtico A para a extremidade da haste do cilindro. O óleo de retorno da
outra extremidade do cilindro entra pelo pórtico D e é direcionado no interior da válvula
para o pórtico C e em seguida para o reservatório.

Quando o cilindro alcança a extremidade, o fluxo através deste circuito pára. O circuito
terá pressão regulada nele.

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2 - 93
HIDRÁULICA

VÁLVULA DE ACIONAMENTO DO SEM-FIM DO TUBO DE DESCARGA

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DE ACIONAMENTO DO SEM-FIM DO TUBO DE DESCARGA


A válvula de controle de acionamento do sem-fim do descarregador é uma válvula
solenóide de duas posições e quatro vias. A válvula está localizado no bloco da válvula
reguladora de pressão.

Válvula Desacionada
Pressão regulada é direcionada para a extremidade da haste do cilindro pelo solenóide.
Uma mola localizada no topo do carretel empurra o carretel para baixo. Óleo do pórtico B
entra no orifício no centro da válvula e é direcionado para o pórtico D para a extremidade
da haste do cilindro. Óleo de retorno entra no pórtico A, saindo pelo interior do carretel
para o pórtico C e em seguida para o reservatório.

Válvula Acionada
O Solenóide é energizado e o carretel é atraída pelo campo magnético. Com o carretel
movido para cima, o óleo do pórtico B entra pelos furos passando pelo centro da válvula e
direcionado para o pórtico A passando por um orifício 0,76 mm (0,030 “) e em seguida
para a extremidade do cilindro. O óleo de retorno da outra extremidade da haste do
cilindro entra pelo pórtico D e é direcionado no interior da válvula para o pórtico C e em
seguida para o reservatório. A velocidade de acionamento do cilindro de acionamento do
sem-fim é controlado por um orifício de 0,76 mm (0,030 “) localizado no cilindro. Um vez
que o cilindro alcança o batente, o fluxo através do circuito pára. Este circuito terá pressão
regulada nela.

Quando o cilindro alcança a extremidade, o fluxo através deste circuito pára. O circuito
terá pressão regulada nele.

LEMBRE-SE: Um adaptador controlador de fluxo está disponível para a


extremidade do cilindro para retardar o acionamento do sem-fim. Consulte o boletim
de serviço NHE SB 002 99.

Instale o adaptador na base do cilindro com a


seta apontada na direção da mangueira.

LEMBRE-SE: Um sem-fim que não pára de girar pode ser a primeira indicação
que a pressão regulada está abaixo das especificações.

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DO FREIO

Válvula do Freio de Serviço

Direito
Válvula
Redutora
de Pressão

Alimentação

Retorno

Esquerdo

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DO FREIO
Geral
O óleo regulado é alimentado à válvula do freio montada sob cabine. Há uma válvula de
retenção na linha de alimentação corpo da válvula montado sob a escada da cabine. A
válvula de retenção e mola são usados como válvula redutora de pressão. A válvula de
retenção é alimentado com pressão regulada a 305 ±15 psi. Aproximadamente 120 psi
desta pressão é perdida empurrando a válvula de retenção do seu assentamento, o que
causa redução de pressão. A válvula do freio é alimentado com aproximadamente 185 psi.
Isto proporciona uma freada mais suave.

Esta válvula de dois carretéis de centro fechado controla os freios. Os dois carretéis do
freio operam independentemente. Entretanto, eles são conectados num circuito paralelo
de alimentação hidráulica de modo que o óleo sob pressão é dirigido para qualquer um
dos freios ou ambos conforme o operador pressiona o pedal(is). Quando os freios são
aplicados, o óleo é direcionado para o pistões de freios apropriados. Quando os freios são
liberados, o fluxo é interrompido e o óleo do pistão do freio é retornado ao reservatório
depois de circular através da válvula do freio. O circuito da linha de retorno e a válvula de
retenção na linha de alimentação mantém a válvula do freio cheia de óleo durante o
desacoplamento para assegurar um sistema cheio para os freios manuais.

A quantidade de óleo disponível para aplicar os freios é limitada pelo orifício na tomada de
entrada da válvula do freio.

LEMBRE-SE: Freios manuais não estão disponíveis nesta aplicação, se não há


pressão hidráulica, o freio de estacionamento irá ser automaticamente ativado.

A operação do freio manual é usado somente quando acionar o procedimento de


reboque para liberar o freio de estacionamento. Uma vez que o procedimento de
reboque seja acionada e o freio de estacionamento foi liberado, os freios manuais
podem ser usados para parar a máquina se necessário.

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DO FREIO

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DO FREIO
Operação
Quando um dos pedais do freio é aplicado, um carretel de válvula é puxado para fora a
partir da carcaça da válvula do freio contra a pressão da mola. Uma flange na extremidade
do carretel dessa válvula está articulado com o pistão menor através da mola de reação.
Esse pistão menor se encaixa dentro de outro maior.

Uma parte importantíssima do projeto é chamada “ranhura de controle” no pistão menor. A


finalidade da ranhura de controle durante a operação é “sentir” o freio. Conforme se
pressiona o pedal do freio e o pistão menor entra lentamente na câmara do pistão maior, a
ranhura de controle fecha-se gradualmente. Quanto mais o pedal é apertado, mais a
ranhura de controle se fecha. Até o pistão menor ter entrado completamente no
alojamento do pistão maior e selado contra a superfície do flange do pistão menor, o óleo
escapa pela ranhura de controle e vai para o reservatório. Conforme o vazamento através
da ranhura de controle diminui, um aumento da pressão hidráulica é aplicado aos pistões
do freio, Com ambos pistões bem encostados, o carretel se moveu para uma posição que
desvia o óleo para os pistões de freio através de linha(s) externa(s) até a carcaça(s) do
freio. Durante a frenagem só é preciso pressionar o pedal do freio o suficiente para que o
pistão menor vede no pistão maior. Ocorre muito pouco (ou nenhum) movimento do pistão
maior. Ambos pistões retornam às suas posições neutra por força da mola quando o pedal
do freio é desaplicado. É normal que a pressão no freio aplicado caia ligeiramente quando
o outro pedal é “cutucado”. Também é normal que os pedais de freio retornem de volta
quando o motor é acionado com os pedais aplicados.

Esse conjunto de válvula de freio foi projetado para sangria automática. O corpo da válvula
na área do orifício de trabalho permite que o ar saia através de um “ressalto de sangria”
nos carretéis, através do orifício de retorno e para o reservatório. Não é necessário sagrar
os freios se o sistema tiver sido aberto. O “ressalto de sangria” no carretel é usado para
permitir que o ar que possa ter entrado na área do pistão retorne ao reservatório. Quando
o(s) pedal (is) do freio são aplicados o “ressalto de sangria” move o fluxo de óleo de
bloqueio para o reservatório.

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HIDRÁULICA

FREIO MANUAL

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HIDRÁULICA

FREIO MANUAL
Motor Desligado
Com o motor desligado, o óleo sob pressão não está disponível para frenagem. A ação e o
movimento do pistão menor são os mesmos como se houvesse pressão. Na frenagem
manual, as ranhuras de controle do pistão menor servem para outra coisa. Em vez de
permitirem que o óleo sob pressão escape, permitem que o óleo na câmara de retorno do
corpo da válvula encha o orifício (de trabalho) do pistão. Conforme o pedal é pressionado,
o pistão(ões) pressuriza esse óleo e os freios são parcialmente aplicados. Conforme o
pedal do freio é pressionado e o pistão menor entra lentamente na cavidade do pistão
maior, a ranhura de controle se fecha gradualmente. Quanto mais o pedal é apertado mais
a ranhura de controle se fecha, até que o pistão menor tenha entrado totalmente no
alojamento do pistão maior e vedado contra a superfície do flange do pistão menor.
Conforme diminui a fuga de óleo pela ranhura de controle, mais pressão hidráulica
(manual) é aplicada aos pistões de freio. Com ambos pistões bem encostados, o carretel
move-se para uma posição que desvia todo o óleo para os pistões do freio através de
linha(s) externa até o topo da carcaça(s) do freio.

Uma válvula de retenção acionada por mola fica localizada na linha de alimentação. Com
o motor desligado, o óleo hidráulico no circuito dos freios retornaria a menos que fosse
retido. A válvula de retenção na entrada do freio não provoca redução de pressão e usa-se
para evitar contrafluxo quando os freios manuais são aplicados.

LEMBRE-SE: Se uma linha do freio se romper, o pedal do freio desce até o


assoalho, até acionar um interruptor que, por sua vez, aplica o freio de
estacionamento. A aplicação do freio de estacionamento é modulada para evitar uma
aplicação agressiva ao ser ativado.

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HIDRÁULICA

PACOTE DO FREIO

(Desengatado)

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HIDRÁULICA

FUNCIONAMENTO DO FREIO DE ESTACIONAMENTO


Geral
As carcaças de freio estão montadas nas laterais da transmissão. Elas são
hidraulicamente acionadas e retornadas por mola.

Neutro
Em neutro os quatro conjuntos de molas belleville de retorno afastam o pistão do freio dos
discos de fricção. Conforme o pistão se afasta dos discos de fricção o óleo é deslocado
para fora da carcaça e retorna ao reservatório através da válvula do freio. Os quatro
conjuntos de molas de retorno são auto-ajustáveis para compensar o desgaste dos discos.

Freio Acionado
Quando o operador pisa o pedal(is) do freio, a válvula do freio envia a pressão regulada
para a carcaça(s) do freio. A pressão regulada entra na carcaça e força o pistão a
comprimir as molas de retorno belleville e encosta nos discos de freio. Quanto maior a
força que o pistão encosta nos discos, mais rápido a máquina vai parar. As molas
belleville são auto-ajustáveis e deslizam ao longo de uma coluna conforme os discos se
desgastam.

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DO FREIO DE ESTACIONAMENTO

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DO FREIO DE ESTACIONAMENTO


A válvula do freio de estacionamento contém dois solenóides. Um deles ativa o freio de
estacionamento e o outro engata o alimentador. Essa válvula se encontra acima da
transmissão. O freio de estacionamento é aplicado por mola e desaplicado
hidraulicamente. Quando não há pressão hidráulica, molas helicoidais forçam o pistão do
freio de estacionamento contra o pistão do freio de serviço e travam os freios. Para
desaplicar o freio de estacionamento deve-se ativar o respectivo solenóide que envia o
óleo ao pistão do freio de estacionamento desaplicando-o.

Freio de Estacionamento Aplicado


A pressão regulada entra na válvula do freio de estacionamento e fica disponível para o
engate do alimentador e o solenóide do freio de estacionamento por meio de uma galeria
de alimentação comum. Sem corrente alimentada para o solenóide do freio, a mola dentro
do solenóide desloca a armadura, assentando a mola. Isso bloqueia a alimentação de óleo
regulada aos pistões do freio do estacionamento e abre a passagem para que o óleo dos
pistões do freio seja enviado ao circuito de retorno após passar por uma retenção de
orifício. As molas helicoidais forçam o pistão do freio de estacionamento contra o pistão do
freio de serviço aplicando o freio de estacionamento.

Há uma orifício de retenção na válvula do freio de estacionamento, usada para controlar a


velocidade de aplicação do freio e evitar que a contrapressão do sistema afete o freio.

Freio de Estacionamento Desaplicado


Quando o solenóide é energizado a armadura se movimenta contra a mola fechando a
passagem para o reservatório e abrindo a passagem para os pistões do freio. O óleo
regulado que entra abre a esfera de retenção acionada por mola, passa pela esfera do
solenóide e vai para os pistões do freio. O óleo regulado move o pistão contra as molas
helicoidais e desaplica o freio. Deve haver pressão hidráulica e corrente para desaplicar o
freio de estacionamento e mantê-lo desaplicado.

Há uma válvula de alívio ajustável localizado na válvula do freio de estacionamento. A


válvula de alívio é ajustado de fábrica a 24,1-25,8 L (350-375 psi) e é usado para prevenir
picos no sistema que possam danificar as vedações do pistão do freio de estacionamento.
Se for necessário ajuste na válvula de alívio, consulte seção de testes.

IMPORTANTE: Se a válvula de alívio localizado na válvula do freio de


estacionamento não está ajustado corretamente (baixo), a pressão regulada será afetada.

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DE REBOQUE

Válvula do Freio de Estacionamento


Freio Direito
Interrup. Pressão Direito
Freio
Freio Esquerdo

Válvula do Freio de
Estacionamento

Válvula do Esquerdo
Alimentador

Cilindro
Alimentador

Válvula de Retenção
do Reboque

Pórtico Função Pórtico Função


P Pressão Regulada T Retorno
SW Interruptor de Pressão B2 & B3 Pórticos do Freio
C1 Para Haste do Cilindro do C2 Para Base do Cilindro do
Alimentador Alimentador

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DE REBOQUE
Geral
Se for preciso movimentar a máquina sem poder acionar o motor e/ou sem pressão de
óleo hidráulico para desaplicar o freio de estacionamento, a válvula de reboque pode ser
usada para executar essa função. O freio de estacionamento é mecanicamente aplicado
usando vinte molas helicoidais e requer pressão hidráulica do óleo para ser desaplicado. A
válvula de reboque pode ser usada como último recurso para deslocar a máquina por
curtas distâncias (para percursos mais longos veja a nota abaixo).

Operação
Para desaplicar o freio de estacionamento vários passos devem ser seguidos senão a
transmissão e/ou freios podem ser danificados.

1. Tenha certeza que as baterias estão com carga.


2. Gire a chave de partida para a posição ligado.
3. Posicione o interruptor do freio de estacionamento para a posição de freio desaplicado.
4. Posicione o interruptor do pisca alerta para a posição de reboque.
5. Bombeie o pedal do freio esquerdo vigorosamente até que a luz do freio de
estacionamento desligue.

O freio de estacionamento será desaplicado neste momento. O tempo em que os freios


permanecerão desaplicado irá varia de máquina para máquina devido a vazamentos
internos.

CUIDADO

A máquina pode mover-se quando o freio de estacionamento for liberado. Os freios


manuais ainda irão trabalhar se for necessário para a máquina. Perda de corrente
elétrica para o solenóide do freio de estacionamento irá aplicar o freio de
estacionamento. Quando rebocar a máquina, a corrente deve ser fornecido ao
solenóide do freio de estacionamento. Se a energia é perdida enquanto a máquina
está sendo rebocada, o freio de estacionamento será aplicado e poderia causar
danos para a máquina ou para o operador.

IMPORTANTE As luvas dos eixos de ligação entre a transmissão e os


redutores podem ser removidos se a máquina tiver que ser rebocado por um maior
período. No entanto, isto resultará em PERDA TOTAL da função dos freios.

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HIDRÁULICA

SOLENÓIDE DE ACIONAMENTO DO ALIMENTADOR

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HIDRÁULICA

SOLENÓIDE DE ACIONAMENTO DO ALIMENTADOR


O solenóide de acionamento do alimentador (SV1) está na válvula do freio de
estacionamento. O óleo regulado entra na válvula do freio de estacionamento e fica
disponível para o solenóide do alimentador e do freio de estacionamento por uma galeria
de alimentação comum.

Desacionamento
Quando não é alimentada corrente para o solenóide, a pressão regulada é direcionada
para o lado da haste do cilindro pelo solenóide de acionamento do alimentador. Uma mola
localizada no topo do carretel empurra o carretel para baixo. O óleo do orifício “B” entra
nos furos no centro da válvula e passa pelos ressaltos do carretel indo até o orifício “D”
(C1) e até o lado da haste do cilindro. O óleo de retorno do lado da base do cilindro entra
no orifício “A” (C2). Esse óleo é direcionado através da parte interna do carretel e até o
orifício “C” (T) para o reservatório.

Acionado
O solenóide é energizado e o carretel é atraído para o campo magnético. Com o carretel
levantado o óleo do orifício “B” (P) entra nos furos no centro da válvula, passa pelos
ressalto do carretel, pelo orifício “A” (C2) até lado da base do cilindro. O óleo que retorna
do lado da haste do cilindro entra no orifício “D” (C1) e é enviado através da parte interna
do carretel e ao orifício “C” (T) e para o reservatório.

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DE ACIONAMENTO DO MOLINETE

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2 - 110
HIDRÁULICA

VÁLVULA DE ACIONAMENTO DO MOLINETE


A válvula do mecanismo de acionamento do molinete encontra-se no lado esquerdo da
máquina, logo abaixo do bloco de válvulas principal. Após ter satisfeito os circuitos
regulados, a válvula do mecanismo de acionamento do molinete recebe toda a vazão 41,6
L (11 gpm) da bomba de engrenagens auxiliar. A válvula então permite uma determinada
quantidade de óleo (selecionada pelo operador), para o motor do mecanismo de
acionamento do molinete. O resto do óleo é enviado ao reservatório.
O operador seleciona a velocidade do molinete girando o botão do potenciômetro do
molinete. O módulo da plataforma envia corrente ao solenóide da válvula de acionamento
do molinete. A corrente circula para o solenóide quando o alimentador e o rotor estão
acionados. A força do campo magnético no solenóide determina a velocidade à qual o
molinete se move.
Dentro da válvula de acionamento do molinete há três carretéis: um carretel compensador
de pressão, um carretel primário e um carretel secundário. A válvula também tem um
alívio operado por piloto. Localizado na extremidade do solenóide de acionamento do
molinete há um botão de acionamento manual. Conforme o botão se move, desloca o
carretel primário dentro da válvula do mecanismo de acionamento do molinete para ativar
o motor do molinete. O botão manual deve ser usado como uma ferramenta de
diagnóstico e não para acionar o molinete quando a bobina do solenóide falhar.

Neutro (Solenóide Desenergizado)


Antes de acionar a máquina, o carretel compensador de pressão e o carretel secundário
são deslocados por mola para a lateral esquerda da válvula. Quando a máquina é ligada,
o óleo da bomba de engrenagens auxiliar flui para a válvula de acionamento do molinete
após os circuitos regulados terem sido satisfeitos. Inicialmente, o carretel compensador de
pressão bloqueia o retorno para o orifício do reservatório, porque a mola de desvio
empurra o carretel para a esquerda. O volume total da bomba (11 gpm em aceleração
total) entra na válvula e fica exposto ao carretel compensador de pressão. O óleo é
enviado ao redor do lado esquerdo do carretel em direção ao carretel secundário. O
carretel secundário é deslocado por mola para a esquerda e bloqueia o orifício para o
motor do de acionamento do molinete. A pressão começa a se formar no sistema. O
carretel compensador de pressão tem uma furação cruzada no lado sem mola. Essa
furação permite a formação de pressão no lado traseiro do carretel para deslocá-lo contra
a mola. A mola do carretel compensador de pressão é de 400 psi (27,5 bar). Isso significa
que o carretel não se desloca até haver no mínimo 400 psi de pressão no lado sem mola
do carretel compensador de pressão. Quando esse carretel compensador de pressão
desloca-se contra a mola, o fluxo de óleo é retornado ao reservatório. O fluxo de centro
aberto se estabelece agora e a válvula permanece dessa maneira até o solenóide de
acionamento do molinete ser ativado. Aproximadamente 400 psi (17,4 bar) devem estar
disponíveis no circuito de acionamento do molinete quando o motor estiver em marcha
lenta e o solenóide de acionamento do molinete estiver desativado. Essa pressão é
necessária para manter os 21±1 bar (305±15 psi) nos circuitos regulados (veja os
procedimentos de teste se essa pressão for inferior a 400 psi (27,5 bar)).

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HIDRÁULICA

VÁLVULA DE ACIONAMENTO DO MOLINETE

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2 - 112
HIDRÁULICA

VÁLVULA DE ACIONAMENTO DO MOLINETE


Solenóide Energizado
Quando o rotor e o alimentador estão acionados e o interruptor do molinete está no modo
manual ou automático, o módulo da plataforma controla o circuito de aterramento para o
solenóide de acionamento do molinete. Conforme a corrente é enviada ao solenóide, um
campo magnético é criado fazendo o pino no solenóide deslocar o carretel primário. O óleo
piloto do carretel primário é enviado ao lado sem mola do carretel secundário. Esse óleo-
piloto passa por um canal que conecta o carretel secundário com a entrada piloto do carretel
primário. O aumento de fluxo de óleo faz o carretel secundário deslocar-se contra a mola.
Conforme o carretel secundário se desloca, abre o orifício para o motor de acionamento do
molinete. Quando o carretel está aberto há uma queda momentânea na pressão no lado sem
mola do carretel compensador de pressão. Isso permite que a mola desloque o carretel para
a esquerda e envie o óleo para o motor de acionamento do molinete. O óleo também é
enviado através do canal sensor de carga para o lado com mola do carretel compensador de
pressão. Um orifício de 0,025” (0,64mm) está localizado dentro do canal sensor de carga.
Quando a demanda do motor de acionamento é satisfeita a pressão começa a se formar no
lado sem mola do carretel compensador de pressão. Essa pressão se acumula até chegar a
400 psi (27,5 bar) maior do que a demanda exigida pelo motor de acionamento do molinete.
Quando a pressão atinge esse ponto, o carretel compensador de pressão desloca-se contra
a mola e a pressão de trabalho no lado com mola do carretel. Isso envia o excesso de óleo
que o motor de acionamento do molinete não necessita para o reservatório. O carretel
compensador de pressão e a mola de 400 psi (27,5 bar) são responsáveis por assegurar que
o motor do acionamento do molinete receba óleo antes desse ser enviado ao reservatório.

IMPORTANTE: Consulte o Boletim de Serviço NHE SB 046 00 para mudança no


carretel se a velocidade do molinete não parece manter-se constante.

Válvula de Alívio
A válvula de alívio do acionamento do molinete tem um alívio operado por piloto ajustável
dentro da válvula. Esse alívio é ajustado entre 900-2150 psi (62-148 bar) e protege o circuito
de acionamento do molinete contra excesso de pressão. Quando o molinete está
funcionando, a pressão do óleo enviada ao motor de acionamento do molinete também é
enviada através do canal sensor de carga para a válvula de alívio. Se a pressão do sistema
exceder o ajuste da válvula de alívio a agulha-piloto do alívio é desalojada de sua sede. O
óleo do lado com mola do carretel compensador de pressão drena para o reservatório. Essa
queda na pressão no lado com mola do carretel permite que o carretel se desloque contra a
mola e direcione o óleo da bomba de engrenagens auxiliar para o reservatório. O orifício de
0,025” (0,64 mm) localizado no canal sensor de carga é usado para proporcionar o diferencial
de pressão necessário entre o lado sem mola e o lado com mola do carretel compensador de
pressão quando o sistema está em alívio.
Quando o solenóide é desenergizado, o carretel primário se desloca, bloqueando a
alimentação de óleo-piloto. Ao mesmo tempo ele abre um canal para óleo na extremidade
sem mola do carretel secundário para retornar ao reservatório. A mola do carretel secundário
desloca o carretel fechando a alimentação de óleo para o motor de acionamento do molinete.
Quando o carretel secundário desloca-se completamente, um orifício localizado no carretel é
exposto. Esse orifício permite que o óleo do lado com mola do carretel compensador de
pressão seja sangrado para o reservatório. O orifício também permite que a pressão do óleo
no circuito do motor de acionamento do molinete seja sangrado para o reservatório. Isso
permite operação mais fácil dos engates rápidos e evita arraste do molinete se o óleo
escapar através do carretel secundário.

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2388 – TELA ROTATIVA E ACIONAMENTO DO SEPARADOR

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HIDRÁULICA

2388 – TELA ROTATIVA E ACIONAMENTO DO SEPARADOR


O sistema da PTO/Separador da 2388 incorpora a tela rotativa acionada hidraulicamente.
Óleo para este sistema é mantida na carcaça da PTO onde contém 13,2 L de Hy-Tran
Ultra. O sistema usa um motor acionado pela bomba de engrenagens de 18,9 l/m (5 gpm),
para fornecer fluxo de óleo independente se o motor estiver ligado. Outros componentes
incluem um filtro de óleo, radiador de óleo, uma válvula solenóide operado (separador),
uma válvula reguladora de pressão, uma tomada de teste, uma orifício para o resfriador da
carcaça do separador, um acumulador, uma válvula solenóide (somente 1998) e válvula
by-pass para a tela rotativa.

Óleo para alimentar o sistema é drenada da carcaça da PTO através de um filtro montado
externamente. A base do filtro tem um indicador de serviço para alertar o operador quando
o filtro necessita manutenção.

Tela Rotativa
Uma tela rotativa acionada hidraulicamente é usada para fornecer um sistema de
acionamento positivo para a tela. Ele é conectado em série com o acionamento do
separador, após o óleo ser usado para a tela rotativa, o óleo é enviado para o
acionamento do separador.

Separador Desacionado (somente máquinas fabricadas em 1998)


Todo o fluxo da bomba é direcionado para a válvula da tela rotativa. A válvula da tela
rotativa contém uma válvula de controle operada por solenóide e um sistema de alívio. A
válvula solenóide da tela rotativa (normalmente aberta) irá permitir que todo o fluxo passe
para motor da tela rotativa e fluxo para o sistema de acionamento do separador. O motor
não irá girar porque a pressão do sistema é exposta a ambos os lados do motor da tela
rotativa.

Separador Acionado, (somente máquinas fabricadas em 1998)


Quando o separador é acionado, a válvula solenóide da tela rotativa também é acionada,
parando o fluxo livre através da válvula by-pass e enviando-o ao motor da tela rotativa.
Conforme o motor inicia a girar, o óleo usado é enviado devolta através da válvula da tela
rotativa para o sistema de acionamento do separador. O motor deve ser acelerado a 1950
a 2200 rpm de rotação do motor.

NOTA Máquinas fabricadas em 1999 e posteriores não usam válvula solenóide, a tela
rotativa gira sempre que o motor for ligado. Veja boletim de serviço SB 038 98
para alterar a operação da tela rotativa da 2388 para funcionar a todo momento.

O lado de saída do motor da tela rotativa é exposto para a válvula reguladora do sistema
do separador e será mantida na pressão de ajuste da válvula reguladora, 14,4-16,2 bar
(210-235 psi). Esta pressão irá trabalhar como uma linha de sinal, com o ajuste da mola
da válvula de alívio da tela rotativa. A mola na válvula de alívio da tela rotativa deve ser
ajustada a 34,5 bar (500 psi), onde proporciona uma pressão máxima no sistema de 48-
50,7 bar (710-735 psi).

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HIDRÁULICA

2388 – ACIONAMENTO DO SEPARADOR

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HIDRÁULICA

2388 – ACIONAMENTO DO SEPARADOR


Válvula de Acionamento do Separador
A válvula de acionamento do separador recebe óleo da válvula da tela rotativa.

Separador Desacionado
Óleo da bomba de engrenagem é direcionada através da válvula by-pass da tela rotativa,
através do radiador do óleo, para a válvula de controle do separador, pórtico “B”, onde o
fluxo é bloqueado. Um orifício de 1,85 mm (0,073”) permite 3,8 l/m (1 gpm) de óleo para
fluir para o reservatório para fornecer um operação do radiador de óleo limitado a todo o
tempo. Pressão irá aumentar desde que a bomba sempre gire. A pressão regulada irá
abrir a 14,5-16,2 bar (210-235 psi) e retorna fluxo da bomba na área do pacote da
embreagem para resfriamento e lubrificação. A área da embreagem irá transbordar e o
óleo será direcionado na carcaça da PTO para lubrificar os rolamentos.

Separador Acionado
Quando o solenóide do separador é energizado, a válvula é deslocada para conectar a
entrada, pórtico “B”, para o pórtico de trabalho da embreagem “A”. O pórtico “C” para o
reservatório é fechado. Isto direciona o óleo para o pacote da embreagem e ao
acumulador. Conforme o cilindro move para engatar as placas da embreagem, o
acumulador absorve o choque do engate. Uma vez que o cilindro se estende ao final do
curso, o fluxo é reduzido para a capacidade de dois orifício de lubrificação e resfriamento
no pistão de acionamento. Pressão agora pode aumentar para um máximo de 16,2 bar
(235 psi) no pistão de acionamento. É normal ter queda de pressões no engate da
embreagem a 12,4 bar (180 psi) devido ao fluxo sobre a válvula de controle e orifícios no
pistão de acionamento. O fluxo através dos dois orifícios é necessário para resfriamento e
lubrificação. Quando o solenóide do separador é energizado, é também energizado a
válvula do solenóide da tela rotativa onde direciona óleo para o separador através o motor
da tela rotativa.

LEMBRE-SE: Há dois pequenos orifícios no pistão de acionamento. Este


orifícios permitem que uma pequena quantidade de óleo flua através do sistema.
Este fluxo de óleo é necessário para resfriamento e lubrificação do pacote da
embreagem. Para maiores informações veja seção de acionamento da PRO na
seção 6 deste manual.

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HIDRÁULICA

PROCEDIMENTOS DE TESTE DO SISTEMA HIDRÁULICO


Quando estiver diagnosticando um problema hidráulico, verifique primeiro os circuitos
elétricos testando os solenóides. Isto irá separar os problemas hidráulicos dos problemas
elétricos.

Antes de iniciar qualquer teste:


• Certifique-se que todos os filtros de óleo estão limpos e o reservatório está cheio de
óleo limpo.
• Verifique a tensão e condição das correias de acionamento.
• Verifique se a bomba está sendo acionado.
• Verifique os ajustes das rotações alta e baixa do motor.
• Inspecione se há vazamentos no sistema hidráulico e substitua as mangueiras e tubos
que estiverem danificados ou desgastados.
• Todos os testes deverão ser conduzido com a temperatura do óleo ao mínimo de 37oC
(100oF).

CUIDADO!
Óleo hidráulico sob vazamento pode ter força suficiente para penetrar na pele.
Óleo hidráulico pode também provocar infecção através de um pequeno corte ou
abertura na pele. Se houver infecção por óleo, procure um médico
imediatamente. Se um tratamento médico não for dado imediatamente, pode resultar
em sérias infecções ou reação. Certifique-se que todas as conexões estão apertadas
e que as mangueiras estão em boas condições antes de aplicar pressão no sistema.
Alivie toda pressão antes de desconectar as linhas ou fazer qualquer trabalho no
sistema hidráulico.

Para encontrar um vazamento sob pressão, use um pequeno pedaço de papelão ou


madeira, nunca use as mãos.

Limpe todas as conexões antes de desconectar qualquer linha. Tampe todas as linhas
desconectadas que não estão sendo usadas para manter o sistema limpo.

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HIDRÁULICA

EQUIPAMENTOS DE TESTE
“HIDRÁULICA”
Engates de Teste e Mangueiras
Engates Estilo CASE OTC Parker Aeroquip
Rápido Número Número Número Número
Tipo Macho 1/8 NPT Fêmea 214026 PD322 FD90-1034-02-04
1/8 NPT Macho H434164 214745 PD323 FD90-1012-02-04
1/4 NPT Fêmea 213166 PD342 FD90-1034-04-04
1/4 NPT Macho S243718 207775 PD343 FD90-1012-04-04
3/8"-24 Anel “O” FD90-1044-03-04
7/16-20 Anel “O” R55912 214746 PD341 FD90-1044-04-04
1/2-20 Anel “O” 207773 PD351 FD90-1045-03-04
9/16-18 Anel “O” S301180 215250 PD361 FD90-1046-03-04
M14X1.5 Métrico 207774 PD367A
M18 orb X 1.5 358968A1 PD3127-6
7/16” - 20 JIC (1/4” tubo) R54805 215251 PD34BTX
9/16” - 18JIC (3/8”) 215053 PD36BTX
3/4”-16JIC (1/2” Tubo) 215252 PD38BTX
1-1/16” 12 JIC (3/4” Tubo) D137625 215253 PD312BTX FD90-1046-06-04
1/2” Tubo anel “O” Face 214747 PD38BTL
Vedação
Tipo Fêmea 1/8" NPT Fêmea PD222 FD90-1021-02-04
1/4 NPT Fêmea 1543171C1 213165 PD242 FD90-1021-04-04
1/4 NPT Macho 213183 PD243
7/16-20 PD240
Fêmea Anel “O”
9/16-18 PD260
Fêmea Anel “O”
M22X1.5 Métrico 215254 PD296
Shut off 14-99-7
Válvula 1 per hose
Mangueira CAS-1281-2
Teste
Adaptadores Mangueira para conversão 211863
de Mangueira 1/4 Cano Macho 2 per hose
• Mangueira é para 8500 psi de pressão de trabalho e 2438 pés de comprimento.
• M14X1.5 Acoplamento macho do OTC inclui uma arruela de aço especial ao redor do anel “O”
onde é necessário para Escavadoras Série 88.

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HIDRÁULICA

EQUIPAMENTOS DE TESTE

“HIDRÁULICA”
Medidor Digital de Pressão & Temperatura

Ferramentas de Teste Adaptadores


Medidor Digital de Pressão & Kit # OEM1653
Temperatura da OTC Inclui. Cada um listado
abaixo
Sensor 500 PSI OEM1602
Sensor 5000 PSI OEM1603
Cabo Extensão 6 m OEM1607; dois cabos
Termopar Tipo K 231509

Itens Adicionais
Sensor 10000 PSI OEM1604
Protetor de Sensor (500psi) OEM1661
Cabo Extensão 3,6 m OEM1606
Cabo Extensão 6 m OEM 1605

Medidor Digital
de Pressão

Termopar Tipo K

Cabo
Extensão

Sensor de
Pressão

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HIDRÁULICA

PROCEDIMENTOS DE TESTE
1 Reserva de Baixa Pressão
2 Reserva de Alta Pressão
3 Pressão de Alívio de Sinal da Direção
4 Pressão de Alívio do Acionamento do Molinete
5 Pressão Regulada
6 Field Tracker, Freio de Estacionamento e
Válvula de Alívio Térmica do Cilindro de
Elevação do Alimentador
7 Fluxo da Bomba de Engrenagem Auxiliar
8 Fluxo da Bomba PFC
9 Rotor e Tela Rotativa
Veja planilha de checagem no final da seção

RESUMO DAS ESPECIFICAÇÕES

Pressão mínima do sistema 30-41.3 bar (450-600 psi)


(Reserva de baixa pressão)
Reserva de alta pressão 182.6-189.5 bar (2650-2750 psi)
Pressão de alívio de sinal da direção 151.6-168.8 bar (2200-2450 psi)
Pressão regulada 21+/-1 bar (290-320 psi)
Pressão de retorno do circuito de acionamento do 27.5-41.3 bar (400-600 psi)
molinete (Neutro)
Pressão de alívio do acionamento do molinete 130.9-148 bar (1900-2150 psi)
Válvula de alívio do field tracker 206.7 bar (3000 psi)
Válvula de alívio do freio de estacionamento 25.8 bar (375 psi)
Válvula de alívio térmica do cilindro de elevação 280-350 bar (4060 – 5075 psi)
do alimentador
Fluxo da bomba de engrenagens nos engates 37.8 l/m (10 gpm) min
rápidos @ 69 bar (1000 psi)
Fluxo da bomba de engrenagens na bomba 41.6 l/m (11 gpm) min
@ 69 bar (1000 psi)
Fluxo da bomba PFC 71.9 l/m (19 gpm) min
@ 139 bar (2000 psi)

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HIDRÁULICA

RESERVA DE BAIXA PRESSÃO

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HIDRÁULICA

TESTE # 1

RESERVA DE BAIXA PRESSÃO


Este teste é usado para determinar a reserva de baixa pressão. Há dois itens
responsáveis pela reserva de baixa pressão, a mola de 400 psi (27,5 bar) no carretel
compensador de fluxo e o orifício de 0,078 mm (0,031 pol) na bomba manual de direção –
onde cria uma pressão na linha de sinal de aproximadamente 50-150 psi. A mola de 400
psi (27,5 pol) mais a pressão da linha de sinal será a mesma da reserva de baixa pressão.
O seguinte teste mostra o ajuste da mola do carretel compensador de fluxo.

Procedimento do Teste
1. Fixe um manômetro de 1000 psi (69 bar) na tomada de teste da linha de sinal no bloco
de válvulas principal. Acione o motor, em marcha lenta. Assegure-se de que o
volante não seja girado e de que outras funções hidráulicas não sejam ativadas.
A pressão da linha sensora de carga deve ser de aproximadamente 50-150 psi. Anote
o valor para usar posteriormente.

2. A seguir fixe o manômetro de 1000 psi na tomada de teste de pressão da bomba PFC
no conjunto da válvula principal. Acione o motor em marcha lenta. Assegure-se de
que o volante não seja girado e de que nenhuma função hidráulica seja ativada.
A leitura na tomada de teste de pressão da bomba PFC deve ficar entre 450-600 psi.
Anote o valor.

Se a pressão da PFC não atingir esse valor, é necessário ajustar a mola do carretel
compensador de fluxo. O procedimento de ajuste está como se segue:

Exemplo Leitura na tomada de teste de pressão da linha de sinal 7.7 bar (112 psi)
Ajuste da mola do carretel compensador de fluxo + 27.5 bar (400 psi)
Leitura na tomada de teste de pressão da bomba PFC 35.3 bar (512 psi)

3. Remova a tampa do parafuso de ajuste localizado no compensador


4. Afrouxe a contraporca.
5. Use uma chave allen para ajustar a pressão para aquela calculada.
6. Aperte a contraporca. Repita o teste para verificar o ajuste da reserva de baixa
pressão.
7. Se não estiver correta, faça novamente o ajuste. Se estiver correta, substitua a tampa.

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HIDRÁULICA

RESERVA DE ALTA PRESSÃO

Pórtico da Linha
Compensador de Sinal Ajuste Alta
Pressão

Ajuste Baixa
Pressão

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HIDRÁULICA

TESTE # 2

RESERVA DE ALTA PRESSÃO


Este teste é usado para determinar o ajuste da mola do carretel de alta [pressão no
compensador. Reserva de alta pressão é a máxima pressão que a bomba PFC irá
desenvolver. Reseva de alta pressão nas colheitadeiras serie 2300 é de 182.6-189.5 bar
(2650-2750 psi). Não há válvula de alívio no circuito da PFC, assim, o limite da reserva de
alta pressão serve como alívio do sistema.

Procedimento de Teste
Fixe um manômetro de 345 bar (5000 psi) na tomada de teste da bomba PFC. Desconecte
a mangueira de levante do molinete da carcaça do alimentador se uma plataforma de
grãos estiver acoplada. Com o motor em alta rotação, acione o circuito de levante do
molinete. A leitura do manômetro deve ser de 182.6-189.5 bar (2650-2750 psi).

Se houver necessidade de ajuste, remova a tampa do parafuso de ajuste localizado no


compensador. Use uma chave allen para ajustar a tensão da mola. Após os ajustes forem
feitos, o teste deve ser repetido para verificar o ajuste da mola.

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PRESSÃO DE ALÍVIO DA LINHA DE SINAL DA DIREÇÃO

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HIDRÁULICA

TESTE # 3

PRESSÃO DE ALÍVIO DA LINHA DE SINAL DA DIREÇÃO


Este teste é usado para determinar o ajuste da válvula de alívio no circuito da linha de
sinal da direção. A válvula de alívio da linha de sinal da direção é ajustada a 151.6-168.8
bar (2200-2450 psi). Se o sinal da direção estiver muito alto, o circuito da direção pode
limitar ou parar completamente o fluxo de óleo para o bloco de válvulas principal.

Procedimento de Teste
Fixe um manômetro de 345 bar (5000 psi) na tomada de teste da linha de sinal da direção
localizada na válvula de prioridade da direção. Com o motor em marcha lenta, gire o
volante até o batente e segure o volante. A válvula de alívio na bomba manual da direção
irá abrir. A leitura no manômetro deve estar entre 151.6-168.8 bar (2200-2450 psi).

O alívio está localizado na bomba manual da direção e é ajustada de fábrica. Se o ajuste


for necessário, a bomba manual da direção deve ser removido da colheitadeira. O ajuste
da válvula de alívio é feito no parafuso allen localizado na superfície de montagem da
bomba manual. O plug estará preenchido com cera. Após remover a tinta, gire o plug
rosqueado para aumentar o ajuste da válvula de alívio, e desrosqueado para diminuir o
ajuste. Após o ajuste for feito, o teste deverá ser repetido para verificar o ajuste da mola.
Antes de instalar a bomba manual na colheitadeira, aplique Loctite para prevenir que o
plug de ajuste se mova.

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PRESSÃO DE ALÍVIO DO ACIONAMENTO DO MOLINETE

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HIDRÁULICA

TESTE # 4

PRESSÃO DE ALÍVIO DO ACIONAMENTO DO MOLINETE


Este teste é usado para determinar o ajuste da mola da válvula de alívio na válvula de
acionamento do molinete. Este alívio é uma válvula de alívio pilotada e é ajustado entre
131-148 bar (1900-2150 psi).

Procedimento de Teste
Fixe um manômetro de 345 bar (5000 psi) na tomada de teste de pressão de acionamento
do molinete. Desconecte os engates rápidos do acionamento do molinete na carcaça do
alimentador. Ligue a máquina.

Alimentador Desacionado
Na marcha lenta, a leitura do manômetro deve estar entre 27.5-41.3 bar (400-600 psi). Se
a pressão precisar ser ajustada, calços podem ser adicionados ou removidos da mola no
carretel compensador de pressão na válvula de acionamento do molinete. Um kit de
calços está disponível no departamento de peças. Se a pressão estiver baixa, a válvula
reguladora de pressão e o circuito regulado não irão trabalhar corretamente.

Alimentador Acionado
Acione o rotor e alimentador. Posicione o interruptor do molinete para manual e ajuste o
potenciômetro da taxa de velocidade do molinete no máximo. Com o motor em alta
rotação, a leitura do manômetro deve estar entre131-148 bar (1900-2150 psi).

Se for necessário ajustar, remova a tampa da válvula de alívio localizado na válvula de


acionamento do molinete, afrouxando a contraporca e use uma chave allen para ajustar a
pressão. Aperte o parafuso para aumentar a pressão ou afrouxe o parafuso para diminuir
a pressão. Após o ajuste for feito, o teste deverá ser repetido para verificar o ajuste da
mola.

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PRESSÃO REGULADA

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HIDRÁULICA

TESTE # 5

PRESSÃO REGULADA
Este teste é usado para determinar o ajuste da pressão nos circuitos regulados. Os
circuitos regulados necessitam de pressão constante de 21±1 bar (305±15 psi) para
funcionar apropriadamente.

LEMBRE-SE: Antes de realizar qualquer ajuste no circuito da pressão regulada,


teste o circuito de acionamento do molinete para pressão apropriada no sistema não
acionado .(veja teste #4).

IMPORTANTE: Pressão regulada é fácil de ajustar, MAS pode ser difícil de


manter. NÃO tente ajustar a pressão regulada quando a temperatura do óleo estiver
abaixo de 65.5oC (150oF). Tome cuidado ao trabalhar com óleo QUENTE.

Procedimento de teste
Fixe um manômetro de 41.4 bar (600 psi) na tomada de teste da pressão regulada. Com o
motor em marcha lenta, a leitura do manômetro deve estar entre 21+/-1 bar (305+/-15 psi).

Se a pressão de retorno do circuito estiver disponível e o ajuste for ainda necessário,


remova a tampa na válvula reguladora de pressão e afrouxe a contraporca. Então use
uma chave allen para ajustar a pressão. Aperte o parafuso para aumentar a pressão ou
afrouxe para diminuir a pressão. Após o ajuste for feito, o teste deverá ser repetido para
verificar o ajuste da mola.

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2 - 131
HIDRÁULICA

VÁLVULAS DE ALÍVIO DO FIELD TRACKER, FREIO DE ESTACIONAMENTO

VÁLVULA TÉRMICA DO ALIMENTADOR

Pressurize a válvula do lado.

“Alívio do Field Tracker”

Pressurize a válvula na extremidade

“Freio de Estacionamento e Válvula


Térmica”

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HIDRÁULICA

TESTE # 6

VÁLVULAS DE ALÍVIO DO FIELD TRACKER, FREIO DE ESTACIONAMENTO

VÁLVULA TÉRMICA DO ALIMENTADOR


Este teste é usado para determinar os ajustes de pressão da válvulas de alívio.

Procedimentos de Teste
O banco de teste das válvulas de alívio usam as ferramentas especiais CAS-1905-2, CAS-
1905-3 e adaptador 1252331C1. Uma ferramenta de teste do spray do diesel ou válvula
remota do trator pode ser usado para fornecer pressão ao bloco de teste 206934.

Válvula de Alívio do Field Tracker


Para testas as válvulas de alívio do field tracker, rosqueie no bloco de teste e fixe uma
mangueira de alimentação no bloco de teste a fim de que a pressão atue no lado da
válvula de alívio. Crie pressão suficiente para abrir a válvula de alívio. A leitura na
manômetro deve ser de 207 bar (3000 psi). Se for necessário ajustar, remova a tampa e
use uma chave allen para girar o plug. Gire o plug apertando-o para aumentar a pressão
ou afrouxando para diminuir a pressão. Após o ajuste ser feito, o teste deve ser repetido
para verificar o ajuste da válvula de alívio.

Válvula de Alívio do Freio de Estacionamento


Para testar a válvula de alívio do freio de estacionamento, rosqueie o bloco de teste e fixe
uma mangueira de alimentação para o bloco de teste a fim de que a pressão atue na
extremidade da válvula de alívio. Crie pressão suficiente para abrir a válvula e alívio. A
leitura no manômetro deve estar entre 24.1-25.8 bar (350-375 psi). Se for necessário
ajustar, remova a tampa da válvula de alívio e afrouxe a contraporca. Use uma chave allen
para ajustar o parafuso. Gire o parafuso apertando-o para aumentar a pressão ou
afrouxando para diminuir a pressão. Após o ajuste ser feito, o teste deve ser repetido para
verificar o ajuste da válvula de alívio.

Válvula Térmica de Alívio do Cilindro do Alimentador


Para testar a válvula térmica, rosqueie o bloco de teste e fixe uma mangueira de
alimentação para o bloco de teste a fim de que a pressão atue na extremidade da válvula
de alívio. Crie pressão suficiente para abrir a válvula e alívio. A leitura no manômetro deve
estar entre 280-350 bar (4060 - 5075 psi). Se a válvula gotejar antes de abrir à pressão
ajustada, a plataforma irá assentar. Um adaptador P/N 1252331C1 será necessário para
instalar a válvula de alívio no bloco de teste.

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HIDRÁULICA

FLUXO DA BOMBA DE ENGRENAGEM AUXILIAR

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HIDRÁULICA

TESTE # 7

FLUXO DA BOMBA DE ENGRENAGEM AUXILIAR


Este teste é usado para determinar o fluxo de óleo da bomba de engrenagem auxiliar.
Quando conduzir este teste, o fluxômetro deve ler 37.8 l/m (10 gpm). Se a leitura for
menor que 37.8 l/m (10 gpm) poderia haver um problema com a bomba.

Procedimento de Teste
Fixe a mangueira de alimentação do fluxômetro no acoplamento macho de alimentação do
acionamento do molinete. Conecte a saída do fluxômetro ao acoplamento fêmea de
retorno do acionamento do molinete.

Com a válvula restritora do fluxômetro totalmente aberto, ligue a máquina. Posicione o


interruptor do molinete para posição manual e ajuste o potenciômetro da taxa de
velocidade do molinete para máximo. Acione o rotor e alimentador e acelere o motor para
a rotação máxima. Ajuste a válvula restritora para produzir restrição de 69 bar (1000 psi) e
observe o fluxômetro. A leitura deve ser de 37.8 l/m (10 gpm). Ao mesmo tempo em que o
teste é conduzido, um teste na válvula de alívio do acionamento do molinete pode ser feito
girando o restritor até alcançar a maior pressão no manômetro. O alívio deve estar
ajustado para aproximadamente 130.9-151.6 bar (1900-2200 psi). Senão, consulte a
página de teste de pressão do alívio do molinete para procedimentos de ajuste.

NOTA: Se o fluxo está abaixo das especificações, poderá ser necessário isolar a bomba
da válvula do molinete e do circuito regulado. Um vazamento em ambas pode produzir
fluxo baixo. Para isolar a bomba, conecte o fluxômetro em linha diretamente após a bomba
de engrenagem auxiliar.

IMPORTANTE: Use extrema precaução se este procedimento for utilizado.


Não há válvula de alívio no sistema quando testar desta maneira. Certifique-se que o
restritor do fluxômetro esteja aberto quando ligar ao motor da máquina. Após a
máquina ser ligada, acelere para rotação máxima e restrinja lentamente o fluxo para
69 bar (1000 psi). O fluxo deve estar em 41.6 L (11 gpm) quando testado na BOMBA.

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FLUXO DA BOMBA PFC

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HIDRÁULICA

TESTE # 8

FLUXO DA BOMBA PFC


Este teste é usado para determinar o fluxo de óleo na bomba PFC. Quando conduzir este
teste, o fluxômetro deve ler 71.9 l/m (19 gpm). Se a leitura for menor que 71.9 l/m (19
gpm), poderá haver um problema com a bomba PFC.

Procedimento de Teste
Drene todo o óleo hidráulico do reservatório. Desconecte e tampe a linha de saída da
bomba PFC. Fixe a mangueira de entrada do fluxômetro par a saída da bomba PFC. Em
seguida, desconecte e tampe a linha de retorno do bloco de válvulas da linha de retorno
de aço, fixe a mangueira de saída do fluxômetro para o linha de retorno de aço.
Desconecte e tampe a linha de sinal. Instale um T e mangueira na mangueira de entrada
do Fluxômetro e conecte-o ao compensador. Preencha o reservatório hidráulico com Hy-
Tran Ultra.

Com a válvula restritora do fluxômetro totalmente aberto, ligue a máquina. Mova o


acelerador para rotação máxima e ajuste a válvula de restrição para produzir restrição de
138 bar (2000 psi). O fluxômetro deve ler 71.9 l/m (19 gpm). Se a leitura estiver abaixo de
71.9 l/m (19 gpm), a bomba PFC pode estar danificada.

LEMBRE-SE: O motivo mais comum para baixo fluxo da bomba PFC NÃO é
devido à falha da bomba, MAS a falta de ajuste ou mal funcionamento do compensador.

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HIDRÁULICA

ROTOR E TELA ROTATIVA

Rotary Air Screen Valve

Separator Clutch Control Valve

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2 - 138
HIDRÁULICA

TESTE # 9

ROTOR E TELA ROTATIVA


Teste da Pressão de Acionamento do Rotor
1. Ligue a máquina a alta rotação com o rotor acionado para aquecer o óleo acima de
37oC (100oF).

2. Enquanto o rotor estiver funcionando, verifique a rotação da tela rotativa com um


tacômetro adequado (OEM 1057) para ajudar a determinar o fluxo de óleo hidráulico
da bomba montado no motor. Desacione o rotor.

Rotação da Tela Rotativa Corrigido por


Acima de 195 RPM Fluxo da bomba é aceitável. Continue com o
procedimento do próximo teste.

Abaixo de 195 RPM 1. Inspecione o indicador do filtro do rotor


por restrição com o motor ligado a alta
rotação. Substitua o filtro se necessário e
refaça o teste.
2. Inspecione o rotor para as mangueiras de
entrada da bomba por fuga, afrouxe as
braçadeiras da mangueira. Substitua e/ou
repare conforme necessário.
3. Inspecione a válvula de alívio da tela
rotativa e anéis “O” por danos (localizado
sob o radiador do ar). Teste novamente.
4. Substitua a bomba.

3. Desconecte a mangueira do radiador de óleo da válvula de controle do acionamento


da PTO. Instale a entrada do fluxômetro para a mangueira do radiador de óleo. Instale
a saída do fluxômetro para a válvula de controle.
4. Ligue o motor e verifique por vazamentos.
5. Deixe o motor em marcha lenta com o rotor desligado. A pressão mínima deve ser de
190 psi (13,1 bar) e fluxo de 3,8 L/m (1 gpm). O fluxo é controlado pelo orifício do
radiador de 0,073)
6. Teste a pressão com o rotor desligado e o motor na rotação máxima. A pressão deve
ser de 210-235 psi (14,4-16,2 bar) e fluxo de 3,8 L/m (1 gpm).
7. Se a pressão for menor que 210 psi (14,4 psi), aperte o parafuso na válvula reguladora
de pressão para aumentar a pressão. A válvula de alívio está localizado sob a tampa
no topo da unidade da PTO. Se a pressão não aumentar após o ajuste, pode existir
um problema na válvula reguladora de pressão.

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COLHEITADEIRAS AXIAL FLOW SÉRIE 2300 01/2001
2 - 139
HIDRÁULICA

TESTE # 9

ROTOR E TELA ROTATIVA


8. Deixe o motor em marcha lenta com o rotor ligado. A pressão mínima deve ser de 180
psi (12,4 bar) e fluxo de 6-9 L/m (1m8-2m2 gpm). O fluxo passa através do orifício do
radiador de 0,073, vazamento da embreagem e orifícios do radiador no pistão de
acionamento). Pressão mínima deve alcançar 180 psi (12,4 bar) em aproximadamente
1 segundo após o rotor ter sido ligado.
9. Deixo o motor em rotação máxima com o rotor ligado. A pressão mínima deve ser de
200 psi (13,8 bar) e fluxo de 6-9 L/m (1,8-2,2 gpm). O fluxo passa através do orifício do
radiador de 0,073, vazamento da embreagem e orifícios do radiador no pistão de
acionamento). Pressão mínima deve alcançar 180 psi (12,4 bar) em aproximadamente
1 segundo após o rotor ter sido ligado.

NOTA: Reaperte a válvula reguladora de pressão após qualquer ajuste.

Se o fluxo for menor que 6-9 L/m (1.8-2.2 gpm), pode haver uma restrição no movimento
do carretel da válvula de controle, circuito da alimentação e orifício na carcaça da válvula
de acionamento do rotor 1.8 mm (0.073 in).

Se o fluxo for maior que 6-9 L/m e a pressão for menor que 13.8 bar ( 200 psi), há um
vazamento entre a válvula de controle e pistão de acionamento e/ou orifício 1.8 mm (0.073
in), para a carcaça do rotor.

Se a pressão aumentar após o acionamento passar mais que 1 segundo, verifique a


pressão do acumulador.

Motor RPM Rotor Pressão Fluxo


Marcha Lenta DESLIGADO 13.1 Bar Mínimo 3.8 L/m
1100 RPM 190 psi Mínimo 1 gpm
Alta Rotação DESLIGADO 14.4-16.2 Bar 3.8 L/m
2450 RPM 210-235 psi 1 gpm
Marcha Lenta LIGADO 12.4 bar Mínimo 6-9 L/m
1100 RPM 180 psi Mínimo 1.8-2.2 gpm
Alta Rotação LIGADO 13.8 bar 6-9 L/m
2450 RPM 200 psi Mínimo 1.8-2.2 gpm

Teste do Acumulador da Tela Rotativa


1. Sempre verifique a pressão no acumulador a qualquer momento quando a pressão de
acionamento é verificado.
2. Verifique a pressão usando o kit de recarga do acumulador. A carga correta de
nitrogênio é 4,5 bar (65psi).

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“SISTEMA HIDRÁULICO”

PLANILHA DE TESTE
INFORMAÇÃO NECESSÁRIA
Data: ____/____/____ Número Chassis: ___________ Horas: ________
CONDIÇÃO DO TESTE
Pare a máquina em um local que todas as operações O Freio de Estacionamento Deve Estar
hidráulicas possam ser ativadas. Acionado.
O reservatório hidráulico deve estar cheio e novos A Temperatura do Óleo deve estar acima de 100o
filtros instalados. F (39o C)

Válvula de Prioridade da Direção


Localização: Atrás da Roda Dianteira Esquerda

Bloco de Válvulas Principal


Localização: Porta de acesso esquerdo

Válvula Reguladora de Pressão


Localização: Sob o Reservatório
“SISTEMA HIDRÁULICO”

PLANILHA DE TESTE

Compensador da Alívio da Circuitos da Bomba


Bomba PFC Direção Auxiliar
Pressão Pressão Pressão Pressão Pressão
Sinal Bomba Direção Circuito Regulada
PSI (Bar) PSI ( Bar) PSI (Bar) Molinete PSI (Bar)
Min. / Max.
PSI (Bar)
Reserva de Baixa 0-150 400 (27.5)
Pressão (0-10.34) Acima pressão
Todos os controles em sinal
Neutro
Resultados do teste Test Port #1 Test Port #2
(Consulte procedimento de
teste #1)
Reserva de Alta 2700±50 (186±3.5)
Pressão Pressão Sinal e Bomba devem
Molinete levantado e ser o mesmo.
segurado sob demanda
Resultados do teste Teste Port #1 Teste Port #2
(Consulte procedimento de
teste #2)
Alívio da Direção 2200-2450
Segure a direção no batente (152-169 bar)
Resultados do teste Teste Port #3
(Consulte procedimento de
teste #3)
Pressão Mínima do 500±100 305±15
Sistema (34.5±7) (21±1)
Todos os controles em
Neutro
Resultados do teste Teste Port #4 Teste Port #5
(Consulte procedimento de
teste #4 e #5)
Alívio do Acionamento 2100 Max. 305±15
do Molinete (144.7) (21±1)
Desconecte a mangueira do
molinete do alimentador e
acione o alimentador
Resultados do teste Teste Port #4 Teste Port #5
(Consulte procedimento de
teste #5)