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FL / GPC / 01

BELÉM – PA / BRASIL / 1997

GRUPO V
PROTEÇÃO E CONTROLE (GPC)

NOVOS TRANSDUTORES DE CORRENTE E DE POTENCIAL EM ALTA TENSÃO:


ESTADO DA ARTE, TENDÊNCIAS E APLICAÇÕES

Paulo Márcio da Silveira Carlos Alberto Mohallem Guimarães


EFEI - ESCOLA FEDERAL DE ENGENHARIA DE ITAJUBÁ

RESUMO econômicos e tecnicamente mais vantajosos. Estas


novas soluções, que são propostas para os serviços de
Neste artigo são apresentados tópicos sobre os novos medição e proteção dos sistemas elétricos, prometem,
transdutores de corrente e potencial aplicáveis em num breve futuro, trazer grandes benefícios tanto em
circuitos de alta tensão em substituição aos sensores desempenho quanto em aplicação, aliados a custos
convencionais de corrente e de potencial - TC’s e TP’s. menores.
Comenta-se também sobre o estado da arte, as
tendências, as aplicações bem como as vantagens e Estes sensores não são exatamente novidades, pelo
inconvenientes apresentados por estes dispositivos. contrário, eles possuem princípios de funcionamento já
conhecidos de longa data. Porém, somente nos dias
atuais começam a se tornar requisitados. Isto se deve,
PALAVRAS-CHAVE principalmente ao fato da existência e da instalação em
massa dos relés e medidores microprocessados, que
Sensores ópticos - Transformadores optomagnéticos - necessitam apenas dos sinais de tensão e/ou corrente
TC’s e TP’s não convencionais - Bobina de Rogowski, sem ou quase nenhuma potência secundária.
Divisor resistivo de tensão.
presente artigo tem o propósito de mostrar
fundamentos teóricos, aspectos construtivos, vantagens
1 - INTRODUÇÃO em relação aos transformadores convencionais,
benefícios operacionais, bem como apresentar
Durante décadas, certos transdutores de tensão e de comparações entre transdutores e sensores de
corrente, ditos não convencionais, ficaram confinados à diferentes tecnologias.
literatura especializada ou, quando muito, ganhavam
alguma aplicação prática muito limitada. Apesar de
poderem fornecer exatidão a baixo custo, um dos 2 - FUNDAMENTOS TEÓRICOS
maiores inconvenientes era, sem dúvida, a baixa
capacidade de fornecer potência em seus secundários Entre os processos de transdução de tensão e de
para alimentar a instrumentação composta basicamnete corrente mais promissores para atender a nova
por bobinas de potencial e de corrente. Com o advento tendência tecnológica cita-se: o divisor resistivo de
da instrumentação numérica o inconveniente de uma tensão, o transdutor óptico de tensão, a bobina de
alta carga secundária foi eliminado, abrindo, assim, Rogowski e o transdutor de corrente optomagnético.
horizontes para esses antigos porém eficientes Os dois primeiros são dedicados à transdução de sinais
transdutores. de tensão, ao passo que os dois últimos são dedicados à
transdução de sinais de corrente.
As mais recentes pesquisas no campo da monitoração 2.1 - Divisor Resistivo de Tensão
de corrente e de potencial em alta tensão, têm
direcionado seus esforços para a obtenção, a fabricação Os divisores resistivos de tensão, cujo princípio é
e a instalação de novos transdutores mais seguros, mais mostrado na figura 1, são usados para o sensoreamento

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da tensão e apresentam muitas vantagens se muito elevados de resistência deverão ser


comparados aos transformadores de potencial utilizados para minizar essas perdas.
magnéticos. Os divisores são:
· Capacitâncias parasitas. Elas exercem um papel
· não saturáveis; importante na determinação na exatidão do
· lineares; divisor. Quanto maior o nível de tensão envolvido,
· pequenos, leves e maiores são os valores das resistências e mais
· não causam ferro-ressonância significativos serão os valores dessas
capacitâncias. Como conseqüência, existe uma
Devido a sua alta linearidade, um dos grandes redução da banda passante do sinal de tensão, fato
benefícios obtidos com o divisor resistivo é a que limitará as freqüências harmônicas e ruidos até
possibilidade de sua utilização em vários níveis de à ordem de alguns kHz. No entanto, esse alcance é
tensão. Neste caso pode-se ter, por exemplo, um sensor suficiente para a maioria das aplicações em
aplicado em 69 kV e, devido uma expansão do sistema sistemas de potência incluindo análises de
de potência, havendo a necessidade de aumentar a harmônicos e medidas da qualidade de energia.
tensão para 138 kV, desde que haja isolação suficiente,
os transdutores resistivos de tensão não precisariam ser · Inexistência de desacoplamento galvânico. Devido
substituidos. Para isto vários artifícios podem ser ao inerente acoplamento entre “primário” e
utilizados, desde a derivação por meio de tapes “secundário” dos divisores, cuidados e proteções
secundários de tensão nas resistências divisoras, uso de especiais deverão ser tomados para superar essa
divisores resistivos auxiliares (comparáveis aos TP’s deficiência.
auxiliares de casamento de tensão), bem como um
simples ajuste, via software, da faixa dinâmica dos · Baixa capacidade de saída (pequeno burden). Ao
conversores analógico/digital na entrada da se partir para a utilização de divisores resistivos a
instrumentação. Em decorrência, reduz-se o número de primeira exigência é a não extração de potência
tipos de sensores que seriam necessários para diversas pelo “secundário”, fato que é garantido pelos
aplicações [1]. equipamentos de nova geração.

Para garantir uma alta exatidão nos divisores resistivos


U1
deve-se recorrer a resistências que possuam o mesmo
coeficiente de deriva com a temperatura. De uma
Z1 maneira geral, é normal chegar a valores de 0,5% a
Z2
0,2% de exatidão, incluida a estabilidade a longo
U2 U1 termo, o efeito de capacitâncias parasitas, a deriva com
Z1 Z2 a temperatura e a deriva com a tensão.
Z2
2.2 - Transdutor Óptico de Tensão

Mais corretamente, este transdutor é chamado de


sensor de tensão por efeito piezo-óptico. O princípio de
funcionamento desses sensores é baseado no fenômeno
FIG. 1 - DIVISOR RESISTIVO DE TENSÃO de alteração do tamanho e forma física de cristais
piezo-elétricos submetidos a campos elétricos. Estas
Contrariamente aos TP’s convencionais, os divisores alterações são detectadas através da rotação de uma luz
resistivos não causam ferro-ressonância e não são, polarizada, por intermédio de uma fibra óptica
obviamente, destruidos por este fenômeno, podem, enrolada no cristal. Esse fenômeno é conhecido como
inclusive, ser utilizados em condições anormais de efeito Pockel. A figura 2 ilustra este princípio. Desde
funcionamento. que este efeito é diretamente proporcional ao campo
elétrico aplicado no cristal, a tensão aplicada pode,
As maiores desvantagens na utilização de divisores então, ser acuradamente medida.
resistivos são:

· Perdas por efeito joule. Esse efeito torna-se


significativo quanto maior for o potencial a que o
divisor está submetido, pois, as perdas são
proporcionais ao quadrado da tensão. Valores
3

analógicos, com sua baixa precisão, tornava este


alta tensão método inadequado. Hoje em dia, com técnicas
avançadas de informática, as integrações podem ser
feitas numericamente.
fibra óptica

quartzo

F.O. entrada/saída

FIG. 2 - TRANSDUTOR ÓPTICO DE TENSÃO

Em algumas aplicações mais recentes [2] tem-se


encontrado esses transdutores associados a divisores de
potencial capacitivos, com a finalidade de uma pré- FIG. 3 - BOBINA DE ROGOWSKI
redução do potencial elétrico.
É comum encontrarmos estes sensores com o nome de
Diferentemente do divisor resistivo, esse transdutor transdutor linear de corrente cuja transcondutância
tem a vantagem de ser galvanicamente desacoplado, típica é de 200 mho. Em outras palavras, isto significa
pois, o meio de transporte da informação é óptico. que para cada 1 A que passa no condutor primário, a
Pode-se, ainda, citar outras vantagens: não há perdas saída da bobina de Rogowski apresenta uma tensão de
por efeito joule e o efeito de capacitâncias parasitas é 5 mV.
desprezível. Por outro lado, os inconvenientes são: alto
custo associado à sua produção, tecnologia complexa e Uma bobina de Rogowski pode ser entendida como um
rotação de 90o na fase do sinal de saída. transformador comum, exceto pelos materiais
utilizados. Assim, poderia ser representada por uma
fonte de corrente em série com uma indutância L e uma
2.3 - Sensor de Corrente à Bobina de Rogowski resistência r representativa do enrolamento, além de R,
uma resistência de carga. Neste arranjo, o erro de
princípio de medição de corrente através da bobina de relação seria: e = (r + jwL)/R ; onde se conclui que
Rogowski é conhecido desde 1912. Esta bobina para se obter um pequeno erro é preciso que a
consiste em um enrolamento uniformemente distribuido resistência de carga R seja suficientemente grande se
em um núcleo de material não magnético [3] e [4]. O comparada à impedância intrínseca da bobina.
arranjo mais simples possível consiste em um toróide Normalmente o erro da bobina de Rogowski fica em
de núcleo de ar, onde várias espiras são enroladas e a torno de 0,5%, mas, além da carga, tem-se a influência
espira de retorno volta por dentro do toróide, como da freqüência, da temperatura, da presença de corrente
mostra a figura 3. nas fases vizinhas e da precisão de sua construção
mecânica. Atualmente tem-se trabalhado para a
Por conta de seu núcleo não magnético, a bobina de redução dos erros na bobina de Rogowski. Um dos
Rogowski não sofre nenhum efeito de não linearidade resultados mais alentadores é mostrado por Ramboz [4]
como, por exemplo, a saturação. Ela também promove onde uma bobina de Rogowski foi construida a partir
medições desacopladas galvanicamente, opera em de um toróide de porcelana de superfície metalizada,
bandas extremamente largas se comparadas às através de usinagem de alta precisão feita com raio
freqüências envolvidas em sistemas de potência, laser. Para dois protótipos confeccionados, os erros
tipicamente essas freqüências atingem a ordem de encontrados ficaram entre 0,05% e 0,26%, que podem
MHz. Todas estas vantagens se associam ainda à ser julgados excelentes se comparados com as bobinas
leveza e ao reduzido tamanho do circuito sensor. Uma convencionais, ou seja, da ordem de 1,0% a 1,5%. Um
das desvantagens básicas da bobina de Rogowski é que arranjo clássico para uma medição utilizando bobinas
sua saída fornece um sinal de tensão a partir da de Rogowski é mostrado na figura 4.
derivada da corrente com relação ao tempo e, portanto,
deve ser integrada. No passado, o uso de integradores
4

até que fosse possível o desenvolvimento de um


BOBINA TC AUXILIAR
ROGOWSKI transdutor óptico de corrente sem os inconvenientes
apresentados pelos transformadores de corrente
CABO AT
convencionais. É importante ressaltar que estes TC’s
são capazes de fornecer o sinal secundário de corrente
DIGITALIZ. mediante um valor relativamente elevado de potência
FILTRAGEM
FONTE para polarizar adequadamente as bobinas de corrente
da instrumentação a eles conectados. Por outro lado, os
FIBRA OPTICA INSTRUMENTOS
modernos relés de estado sólido, sobretudo os
AMPLIFICADOR microprocessados, não necessitam de potência nos
INTERFACE sinais que o polarizam.

FIG. 4 - ARRANJO CLÁSSICO PARA BOBINAS


CONDUTOR
DE ROGOWSKI COM
CORRENTE SENSOR FARADAY
"ROTOR"
Um dos procedimentos para melhorar a exatidão é a
utilização de materiais especiais que ofereçam menor ESPELHO ESPELHO

dependência com a temperatura ou usando sensores POLARIZADOR FONTE


térmicos para compensação de derivas. As tolerâncias DETECTOR
AMPLIFICADOR
que sofrem influência das grandezas externas podem EMISSOR
ser melhoradas com um projeto e uma montagem SAÍDA
adequados e a incorporação destes sensores térmicos. RECEPTOR

FIBRA ÓPTICA
Talvez a maior desvantagem da bobina de Rogowski
seja a necessidade de possuir um circuito
amplificador/transmissor (devido à fibra óptica) FIG. 5 - TRANSDUTOR DE CORRENTE
acoplado ao sensor primário, em contato com a linha OPTOMAGNÉTICO
viva em alta tensão. Este arranjo é importante para
poder transmitir a informação da amplitude instantânea Operação de um MOCT
da corrente via fibra óptica. Obviamente, se o sinal de
tensão da saída da bobina fosse levado diretamente à Modernos sistemas microprocessados normalmente
instrumentação, seria necessário um nível de amostram e digitalizam uma onda analógica de acordo
isolamento semelhante aos TC’s convencionais, fato com as necessidades do dispositivo de medição. O
que comprometeria o desempenho do arranjo. Muitas elemento chave no sistema é um sensor de efeito
soluções têm sido experimentadas com êxito, tais Faraday constituído de um elemento chamado rotor,
como: que é um bloco de vidro usinado com perfeição e que
possui um orifício para a passagem do condutor cuja
· Levar a energia luminosa de uma luz laser através corrente está sendo monitorada. Os cabos de fibra
de fibra óptica e fazer a conversão em energia óptica são ligados ao bloco através de um conjunto de
elétrica por meio de células fotovoltaicas para a lentes que orientam e polarizam os raios de luz. Este
alimentação dos circuitos eletrônicos. bloco é passivo e é o único componente do sistema que
é instalado na alta tensão.
· Extrair potência da corrente primária e carregar
baterias internas. Um LED localizado no módulo eletrônico emite luz
que vai via fibra óptica até o sensor. A luz, após passar
2.4 - Transdutor de Corrente Optomagnético no primeiro filtro polarizador, entra como uma
polorização específica no sensor. As faces usinadas do
O funcionamento de um transdutor de corrente rotor refletem a luz em cada canto, de tal forma que
optomagnético (em algumas literaturas estrangeiras esta viaja em um laço ao redor do condutor. O raio de
utiliza-se MOCT - Magneto-Optical Current luz sai pelo segundo filtro polarizador e volta à sala de
Transducer, ou ainda, simplesmente OCT) é baseado comando por outra fibra óptica. A interação entre a luz
no efeito Faraday no qual uma luz polarizada sofre uma e o campo magnético da corrente que passa pelo
rotação de fase na presença de um campo magnético condutor estabelecerá uma modulação de fase para a
[5], [6] e [7]. A figura 5 mostra o princípio de luz. Esta será captada por um diodo fotodetector que
funcionamento de um MOCT. Tal conceito avançou-se, alimenta um amplificador eletrônico que, por sua vez,
produz uma tensão de baixo nível proporcional ao
5

valor instantâneo da corrente no condutor primário. fotodiodo e filtro polarizador, é produzido um sinal de
Pode ser mostrado que, para um caminho fechado tensão para sensibilizar a instrumentação.
arbitrário ao redor de um condutor percorrido por uma
corrente, a modulação do ângulo de polarização A utilização de um MOCT conjuntamente com a
dependerá somente da corrente concatenada e não instrumentação convencional, seja ela proteção,
depende da localização ou posição do condutor. Isto é medição, controle, etc, só é possível por intermédio de
importante, pois mostra que o sensor não responderá a amplificadores especiais que sejam capazes de
campos externos a seu laço, não importando quão compatibilizar os sinais ópticos de deslocamento de
intenso ou próximos estejam do rotor, além de fase em sinal de corrente compatível com essa
assegurar que a montagem ou centragem do rotor, com instrumentação. Portanto é de se esperar que os TC’s
respeito ao condutor, não afeta a exatidão. coexistam com os MOCT’s ainda por longo tempo.

Conectado a cada sensor Faraday está um par de cabos


de fibra óptica. Estes cabos conduzem a luz entre o 3 - CONCLUSÃO
sensor e o módulo eletrônico na sala de comando, às
vezes centenas de metros de distância. Utiliza-se Neste artigo apresentou-se um panorama sobre os
colunas isolantes convencionais para suportar o sensor novos transdutores de potencial e de corrente como
e proteger as fibras ópticas do ambiente. Este conjunto, tecnologias a serem largamente empregadas no futuro
incluindo todo o material dielétrico e sem coluna por ocasião do advento da nova geração de
isolante, pesa menos de 1 kg e possui desacoplamento instrumentos de proteção e supervisão em sistemas
galvânico intrínseco. Todos estes componentes são elétricos de potência. Estes transdutores, apesar de
passivos e estáveis no tempo. Podendo, mesmo, ser conhecidos a longo tempo, foram, em tempos passados,
instalados nas estruturas existentes, comuns às excluidos de uma aplicação mais efetiva pelo fato de
instalações, tais como buchas de disjuntores, de não serem capazes de fornecer sinais secundários com
transformadores, etc. A parte eletrônica ativa do níveis adequados de potência em suas saídas,
sistema, ou seja, a fonte de luz e o circuito de indispensáveis na instrumentação eletromecânica
processamento de sinais, é totalmente instalada na sala convencional.
de comando, em um rack, de fácil acesso e não
agressivo ao meio ambiente. Uma vez que a instrumentação moderna pode
apresentar cargas secundárias (burdens)
A expressão que relaciona a variação angular e a negligenciáveis, a aplicação do sensoreamento não
corrente medida é q = 2.u.i, onde u é a constante de convencional se torna cada vez mais atraente, quer seja
sensibilidade ou de Verdet e i a corrente instantânea. A pelo aspecto custo/benefício quanto pelo desempenho.
seleção do material para o rotor é sempre uma solução Sendo assim, apresentou-se neste artigo dois sensores
de compromisso envolvendo características ópticas, de tensão, o divisor resistivo de tensão e o transdutor
faixa de operação e estabilidade térmica. O que se óptico de tensão, e dois sensores de corrente, o sensor
busca é que a combinação sensor e amplificador de corrente à bobina de Rogowski e o transdutor de
eletrônico mantenha exatidão entre 0,2 e 0,5% do valor corrente optomagnético. Aqui mostrou-se o princípio
de leitura, dinamicamente na faixa de 0,01 a 2 p.u. dos de funcionamento de cada um deles, as suas vantagens
níveis de corrente. Neste caso, a função de e seus inconvenientes, bem como foram tecidos
transferência se aproxima de uma função linear para comentários sobre os seus desempenhos.
ângulos de rotação na faixa de ± 25o , desde que se use
um material de baixo u, para não haver amplificação Cabe-nos ressaltar que a utilização dessa “nova
inconveniente de ruídos. Baixos u, por outro lado, tecnologia” encontra-se cada vez mais lugar nos
podem levar a grandes erros instantâneos, porém, ainda sistemas elétricos. É indubitável de que se trata de um
bem menores que aqueles proporcionados por TC’s caminho sem retorno. Por outro lado, os TP’s e TC’s
convencionais de alta qualidade. convencionais ainda encontrarão seu lugar ao sol por
muito tempo, mesmo porque essa recente tecnologia
De fato, os MOCT’s, diferentemente das bobinas de está em fase experimental e ainda que se comece uma
Rogowski, não fornecem uma tensão em sua saída, ou aplicação em massa a partir das novas redes elétricas,
seja, eles não são amplificadores de transcondutância. não se acredita, porém, que todos estejam dispostos a
Para que isto ocorra é necessário um subseqüente simplesmente abandonar o sensoreamento clássico
circuito detector que detecte a diferença de fase entre a movidos pelo encantamento e sedução da “bela cor dos
luz polarizada que entra no campo magnético e aquela olhos” da tecnologia.
que sai. A partir dessa diferença de fase, detectada por
4 - BIBLIOGRAFIA
6

Combination of Primary and Secondary Equipment”,


[1] MÄHÖNEN, P., MOISIO, M., HAKOLA, T., Cigré, artigo 104, Working Group 34, Paris, Session -
KUISTI, E H., “The Rogowski Coil and the Voltage 1996.
Divider in Power System Protection and Monitoring”,
Conférence Internationale des Grands Réseaux [6] UDREN, E.A., CEASE, T.W., “Transmission
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Paris, Session - 1996. Transducers and Microprocessor-Based Relays”,
Georgia Tech Protective Relaying Conference, May 1-
[2] ADOLFSSON, M., et alli, “Digital Optical 3, 1991, pp 1-21.
Instrument Transformers Promoting New Approaches
to EHV Substations Layouts”, Cigré, artigo 108, [7] SONG, J., MCLAREN, P.G., THOMSON,
Working Group 34, Paris, Session - 1996. D.J., MIDDLETON, R.L., “A Prototype Clamp-on
Magneto-Optical Current Transducer for Power System
[3] THURIES, E., DUPRAZ, J.P., BAUDART, Metering and Relaying”, IEEE Power Engineering
C., GRIS, J.P., “Contribution of Digital Signal Review, October 1995, p 50.
Processing in the field of Current Transformers”,
Cigré, artigo 110, Working Group 34, Paris, 1996.

[4] RAMBOZ, J.D., “Machinable Rogowski Coil,


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Instrumentation and Measurement, Vol. 45, No. 2,
April, 1996, pp 511-515.

[5] SCHETT, G., ENGLER, F., JAUSSI, F.,


PETTERSSON, K., KACZKOWSKI, A., “The
Intelligent GIS - A Fundamental Change in the

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