Você está na página 1de 27

Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

Projecto de Pesquisa Científica

Na vida de um ser humano a concretização de diversas ideias obedece um projecto,


ainda que não reduzido a escrito. Tarefas como construir uma casa, viajar, casar e outras
exigem a prévia formulação de ideias, uma concertação com a família, uma determinada
calendarização. O mesmo sucede em processos de pesquisa científica, cujo resultado
final pretendido deve ser reflectido, em princípio, num prévio projecto de pesquisa, em
que se apresenta uma ideia nova a partir de uma metodologia.

Por uma questão pedagógica pretendemos abordar, de forma breve, acerca das três
perguntas fundamentais (I), elucidar os aspectos gerais de um Projecto de Pesquisa (II)
e, por fim, as cruciais etapas de um Projecto de Pesquisa (III) que é o nosso objectivo
essencial.

I – As três perguntas fundamentais

Há três perguntas que todo projecto de pesquisa deve responder:


a) O que será investigado?
b) Por que é necessária a pesquisa?
c) Como, quando e com que recursos o estudo será feito?

II – Aspectos gerais de um Projecto de Pesquisa

O primeiro passo é definir a questão a ser abordada. Normalmente, todo projecto de


pesquisa traz a solução para um problema e, por conseguinte, trata de definir, delimitar,
abordar ou formular um problema inicial. Um trabalho ou um projecto de pesquisa é
abordado como um estudo original sobre um assunto que apresenta alguma
dificuldade.

1
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

Em qualquer projecto de pesquisa é necessário estabelecer que tipo de estudo deve ser
realizado (há estudos descritivos, experimentais, de casos, etc.). É preciso enunciar com
clareza qual é o principal objectivo do projecto e quais são os objectivos específicos.

III – Etapas de um Projecto de Pesquisa

Todo o Projecto de Pesquisa inicia com uma INTRODUÇÃO (elemento obrigatório), que
deve fazer uma abordagem geral e fazer constar a relevância e pertinência do tema do
trabalho, focando os principais aspectos relativos ao(s) assunto(s) a abordar e a
respectiva fundamentação.

Na linguística, define-se tema como a informação já veiculada por um segmento textual


e tópico como o tema de um segmento textual. Assim, o tema é o enfoque superior ao
qual se subordinam as séries de tópicos. 1 O tema é a informação fornecida como ponto
de partida, por intermédio do qual se faz a sequência de enunciados, com auxílio de
outros organizadores textuais, visando atingir um determinado objectivo.

Tem havido muita confusão2 e má interpretação de muitos estudantes que consideram a


Introdução como capítulo independente, atribuindo-a à categoria de «Capítulo 1». Há
ainda quem atribui ao zero a Introdução, escrevendo assim: «0 – INTRODUÇÃO». Tudo
isso não passa de meros equívocos científicos que devem ser evitados a todo o custo. Em
bom rigor a «introdução» não é nenhum capítulo no verdadeiro sentido do termo, mas
sim, a parte inicial de um Projecto científico em que o pesquisador apresenta com as
suas palavras o que qualquer leitor espera encontrar nesse projecto.

A introdução identifica o tema e faz uma abordagem geral da matéria do Projecto, numa
síntese breve de teor introdutório, sem entrar nos pormenores que constam das etapas
devidamente elencadas. Para fazer uma Introdução bem equilibrada, que espelhe o
1
Para mais desenvolvimentos, vide a Gramática Moderna da Língua Portuguesa, op. cit., p. 300.
2
Referimo-nos a confusão entendida em senso comum, não a «confusão em direito» que, de forma
sintética, significa uma espécie de coabitação de credor e devedor na mesma pessoa.
2
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

Projecto de Pesquisa, aconselha-se começar com a organização das etapas, uma por uma,
respeitando a sequência estabelecida, reservando a redacção da Introdução para o fim.
Agindo desse modo o pesquisador tem ideias claras de como deve aflorar a sua
introdução.

A sequência das etapas de um Projecto são as seguintes: Delimitação (1), Justificativa (2),
Contextualização (3), Problematização (4), Hipóteses (5), Objectivos (6), Referencial
Teórico (7), Metodologia (8), Plano de exposição ou Estrutura (9), Cronograma de
Actividades (10), Orçamento (11) e Referências Bibliográficas (12).

Atenção: É importante não confundir Projecto com a Monografia Final. Um Projecto de


Pesquisa não deve apresentar Dedicatória, Agradecimentos, Declaração de
Autenticidade, Resumo nem Conclusão, porque ainda é uma ideia e não um Trabalho
Final.

1 – Delimitação

Delimitar significa restringir o campo de análise do objecto, para evitar cair na


generalização. O trabalho científico deve ser restrito e generalizado, porque o
pesquisador deve entender que não vai escrever sobre toda a matéria de Direito, nem
vai escrever para todo o universo ou para todo o tempo. Por isso deve obedecer a três
dimensões da delimitação de modo a restringir o seu objecto de pesquisa.
a) Delimitação dentro da sistemática jurídica: significa que o pesquisador deve
identificar com clareza qual é o ramo do Direito onde vai incidir o seu estudo, de
modo a excluir os demais;
b) Delimitação espacial ou geográfica: o pesquisador deve indicar o local concreto
onde vai fazer a recolha de dados e informações para sustentar o seu trabalho.
Essa indicação vai possibilitar excluir outras zonas geográficas;
c) Delimitação temporal: por via de um intervalo fechado o pesquisador deve
indicar o período de análise (mínimo 3 anos), de modo a limitar no tempo a sua
3
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

análise. Isso é importante para não dar a entender que vai fazer análise do menos
infinito ( - ∞) ao mais infinito ( + ∞), o que não é possível.

2 – Justificativa

O estudante tem que apresentar a relevância técnica, ou seja, justificar técnica, científica
e socialmente a proposta. Deve apresentar as motivações que o levaram a escolher o seu
tema e não outro, de entre vários existentes. Há que arrolar e explicitar argumentos que
indiquem, de forma abonatória, que a pesquisa é significativa. POR QUE RAZÃO O
ESTUDANTE QUER RESOLVER O PROBLEMA QUE APONTOU?

Na justificativa o pesquisador apresenta:


a) A motivação jurídica: que contributos espera dar à comunidade jurídica;
b) A motivação académica: o que espera que seja matéria de discussão e
enriquecimento na academia;
c) A motivação política, ou económica, ou histórica, ou cultural;
d) A motivação pessoal, como indivíduo.

Associado a tudo isso, é muito importante justificar a motivação pelo tema escolhido,
bem como a preferência pelo local seleccionado, referindo-se ao alcance que tal
pretensão poderá representar para a riqueza do conteúdo do TFC. Uma monografia
jurídica deve justificar-se por trazer «algo novo», que enriqueça a doutrina jurídica, que
traga à superfície o desconhecido. A monografia jurídica deve posicionar-se firme, seja
no questionamento a determinada norma, a matéria ignorada pela comunidade jurídica,
na introdução de novos conceitos para a Ciência do Direito e outros elementos impostos
pela dinâmica da sociedade.

O Direito é uma construção constante, a sua paragem no tempo é fatal para a correcta
produção legislativa bem como a interpretação de normas jurídicas, focalizadas numa

4
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

sociedade concreta. Daí a importância de apresentar uma justificativa fundada na


comunidade e no tempo.

3 – Contextualização

O trabalho deve começar com a contextualização, de forma sucinta, o tema da pesquisa.


Contextualizar significa abordar o tema de forma a identificar a situação ou o contexto
no qual o problema a seguir será identificado. É uma introdução do leitor ao tema, onde
se encontra o problema, de forma a permitir-lhe uma visualização situacional do
problema.

De forma geral, contextualização é o acto de vincular o conhecimento à sua origem e à


sua aplicação. A ideia de contextualização requer a intervenção do estudante em todo o
processo de aprendizagem, fazendo as conexões entre os conhecimentos. O estudante
será mais que um simples espectador, ele passará a ter um papel central, será o
protagonista: como um agente que pode resolver problemas e mudar a si mesmo e o
mundo ao seu redor. Podem ser abordados aspectos como: problemas ou fenómenos
psíquicos, físicos, económicos, sociais, ambientais, culturais, políticos, entre outros
focalizados ao contexto.

4 – Problematização

Vamos começar por esclarecer o que é um «Problema de Pesquisa», visto que cria muita
celeuma no entendimento de muitos estudantes. «Problema de Pesquisa» é uma questão
não solvida e que é objecto de discussão, em qualquer domínio do conhecimento. Um
problema passível de tratamento científico. A primeira coisa a fazer, ou seja, o primeiro
passo da pesquisa é verificar se o problema enquadra-se na categoria de científico.

Em Direito, muitas disposições legais tornam-se claras quando se analisa o lado oposto,
ou seja, uma dada realidade positiva pode-se compreender melhor partindo da parte
5
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

negativa dessa mesma realidade. Neste caso, vamos tentar entender o que é problema
científico considerando o que não é problema. Vamos elencar aqui alguns exemplos de
problemas não científicos:
a) Como fazer melhorar os transportes urbanos?
b) O que pode ser feito para melhorar a distribuição da renda?
c) Como aumentar a produtividade no trabalho?

Como se pode ver, estes são problemas de engenharia, referem-se a como fazer algo de
maneira eficiente. O problema científico não indaga como fazer, mas como são as
coisas, suas causas e consequências. Neste entendimento teremos aqui problemas de
valor (a) e problema de natureza científica (b).

a) Problema de valor

 Qual a melhor técnica jurídica?


 É bom adoptar jogos como técnica didáctica?
 Os pais devem dar palmadas nos filhos?

Estes são problemas de valor, porque indagam se uma coisa é boa, má, desejável,
indesejável, certa ou errada, se é melhor ou pior que outra, se algo deve ser feito ou
não. Assim, deve ficar claro que a pesquisa científica não pode dar respostas a
problemas de engenharia e de valor porque sua correcção ou incorrecção não é passível
de verificação empírica. O que é isso de empírico? Empírico é um facto que se apoia
somente em experiências vividas, na observação de coisas, e não em teorias e métodos
científicos. Empírico é aquele conhecimento adquirido durante toda a vida, no dia-a-dia,
que não tem comprovação científica nenhuma.

b) O problema de natureza científica

6
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

O problema de natureza científica só se coloca quando envolve variáveis que podem ser
tidas como testáveis. Vamos ver alguns exemplos:
 Em que medida a escolaridade determina a preferência político-partidária?
 A desnutrição determina o rebaixamento intelectual?
 Técnicas de dinâmica de grupo facilitam a interacção entre alunos?

Já agora, importa questionar: porque formular um problema? Um problema de


pesquisa pode ser determinado por razões de ordem prática (a) ou de ordem intelectual
(b). Vejamos:

a) Problema por razões de ordem prática

Razões que conduzem a formulação de problemas de ordem prática:


 O problema cuja resposta seja importante para subsidiar uma determinada acção.
Ex: um político pode estar interessado em verificar como se distribuem seus
potenciais eleitores com vista a orientar sua campanha.
 O problema voltado para a avaliação de acções ou programas. Ex: os efeitos de
um programa governamental na recuperação de alcoólatras.
 O problema referente às consequências de várias alternativas possíveis. Ex: qual
sistema de avaliação de desempenho seria mais adequado para a nossa empresa.
 O problema que se refere a predição de acontecimentos com vista a planificar
uma acção adequada. Ex: o Município quer saber como a construção de uma via
elevada pode deteriorar uma área urbana.
b) Problema por razões de ordem intelectual

Razões que conduzem a formulação de problemas de ordem:


 Pode ocorrer que um pesquisador tenha interesse na exploração de um objecto
pouco conhecido. Ex: quando Freud iniciou seus estudos sobre o inconsciente,
esse constituía uma área inexplorada.

7
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

 Um pesquisador pode interessar-se por áreas já exploradas, mas com o objectivo


de: determinar com maior especificidade as condições em que ocorrem ou como
podem ser influenciadas por outros. Ex: verificar como factores não económicos
agem como motivadores no trabalho. Várias pesquisas foram feitas sobre o
assunto, mas pode-se verificar variações nesta generalização, como pode-se
indagar como factores especificamente culturais interferem no trabalho.

 O Pesquisador pode interessar-se apenas pela descrição de um determinado


fenómeno. Ex: verificar as características socioeconómicas de uma população ou
traçar o perfil do adepto de uma determinada religião.

É importante destacar que o estudante tem que saber formular um problema,


obedecendo regras de formulação do problema, como logo a seguir demonstramos
alguns exemplos de problemas de pesquisa .

Como Formular um Problema

Condições que facilitam a elaboração do problema:


 Imersão sistemática no objecto;
 Estudo da literatura existente;
 Discussão com pessoas que acumulam experiência prática no campo de estudo.

Regras para formulação do problema

a) O problema deve ser formulado como pergunta

É a maneira mais fácil e directa de formular o problema. Se alguém disser que vai
propor pesquisar o problema divórcio, pouco está dizendo sobre o assunto. Mas se
propuser: que factores provocam o divórcio? Está efectivamente propondo um

8
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

problema de pesquisa. Assim ao formular uma pergunta sobre o tema, provoca-se a sua
problematização.

b) O problema deve ser claro e preciso

Alguns problemas são formulados de maneira tão vaga que não é possível imaginar
nem mesmo por onde começar. Ex: como funciona a mente? Reformulando com
precisão: que mecanismos psicológicos podem ser identificados no processo de
memorização?

c) O problema deve ser empírico

O Problema científico não deve se referir a valores, pois conduzem a julgamento. Ex.
filhos de camponeses são melhores do que filhos de operários? O problema científico
deve estudar objectivamente factos ou coisas.

d) O problema deve ser susceptível de solução

O problema será respondido se houver meios para isso, como por exemplo, meios
tecnológicos.

e) O problema deve ser limitado a uma dimensão viável

Peguemos num exemplo: o que pensam os jovens? Seria necessário delimitar:


 a faixa etária,
 a localidade abrangida,
 o tema sobre o que pensam: religião, política, etc...

Alguns exemplos de Problemas de pesquisa


9
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

Tema: A participação da comunidade na implantação de políticas de mudanças.


Problemas: Na história da comunidade X, quais formas de participação têm sido
utilizadas? É possível detectar formas de participação e relacionar cada uma com
objectivos alcançados? Houve alguma mudança social nesta comunidade sem
participação efectiva de seus membros?

Tema: O perfil da mãe que deixa o filho recém-nascido para adopção.


Problema: Quais condições exercem mais influência na decisão das mães em dar o filho
recém-nascido para adopção?

Tema: A necessidade da informação ocupacional na escolha da profissão.


Problema: A Orientação Profissional dada, no curso de segundo grau, influi na
segurança (certeza) em relação à escolha do curso universitário?

Tema: A família carente e sua influência na origem da marginalização social.


Problema: O grau de organização interna da família carente influi na conduta
(marginalização) do menor? 3

Para sintetiza importa afunilar a visão macro do tema, para o problema a ser
pesquisado. O QUE O ESTUDANTE QUER RESOLVER? Há que concentrar-se somente
no problema e identifica-lo claramente.

Depois de definido o problema de pesquisa, este poderá ser desmembrado em


perguntas de partida, pressupostos ou em indicadores. Estes irão determinar as relações
entre variáveis que deram origem ao problema da pesquisa. Em direito, o problema
pode não ser facilmente formulado, sendo necessário conjugar as perguntas de partida,

3
Colaboração de Maria de Lourdes Silva (Docente da USTM), apanhado de que se apoiou na seguinte
fonte: <www.faculdadearapoti.com.br/.../Material-3_Planejamento-da-Pesquisa.p>. Acesso em Fevereiro
de 2016.

10
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

cuja interpretação sistemática permita compreender o fulcro da questão. Agindo assim,


o estudante deverá fazer uma síntese dessas perguntas e sustentar «o eixo principal da
pesquisa», que vai dinamizar todo o processo de pesquisa, procurando questionar e
cruzar o objecto e a realidade, de modo a obter dados que alimentem as hipóteses de
solução.

5 – Hipóteses

As hipóteses devem conduzir à obtenção da resposta ao problema colocado. Na


eventualidade da pergunta colocada for adequadamente respondida com a modificação
do cenário então existente, há que indicar, hipoteticamente o nível de satisfação
esperado. De entre as diversas hipóteses enumeradas por MARCONI & LAKATOS
(2011, 136-137), em que citam vários autores, importa destacar duas, uma que diz que “a
hipótese é uma preposição antecipadora à comprovação de uma realidade existencial. É uma
espécie de pressuposição que antecede a constatação de factos. Por isso se diz também que as
hipóteses de trabalho são «formulações provisórias do que se procura conhecer e, em
consequência, são supostas respostas para o problema ou assunto da pesquisa»”; a outra
que sustenta que
«Hipóteses são exteriorizações conjecturais sobre as relações entre dois
fenómenos. Representam os verdadeiros “factores produtivos” da
pesquisa, com os quais podemos desencadear o processo científico. É
válido o princípio de que uma investigação não pode produzir nada mais
do que aquilo que as hipóteses anteriormente formuladas já afirmavam».

As características das hipóteses podem ser analisadas em profundidade na mesma obra


(pp. 162-172), com destaque para “11 características ou critérios necessários para sua
validade; consistência lógica, verificabilidade, simplicidade, relevância, apoio teórico,
especificidade, plausibilidade, clareza, profundidade, fertilidade e originalidade.”

Regra geral as hipóteses devem ser duas, sendo uma positiva e outra negativa.

6 – Objectivos

11
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

Aqui o estudante indica, clara e exactamente, o que quer fazer, que metas quer alcançar
com a sua pesquisa, desdobrando-se em:
a) Objectivos gerais: aqui deverá indicar de forma genérica qual (ou quais)
objectivo(s) devem ser alcançados. O QUE O ESTUDANTE ESPERA NO FINAL
DO SEU TRABALHO?

Lista de verbos para construir objectivos gerais


Analisar Avaliar
Caracterizar Discutir
Diagnosticar Investigar
Implantar Estudar
Promover Pesquisar
Realizar Determinar

b) Objectivos específicos: devem ser arrolados os objectivos específicos que


deverão ser alcançados pela execução da proposta de pesquisa. ESSES
OBJECTIVOS SÃO OPERACIONAIS E JUNTOS CONTRIBUEM PARA
ALCANÇAR O OBJECTIVO GERAL. Diferentemente do «Objectivo Geral» que
normalmente é um, os «Objectivos Específicos» devem ser no mínimo 3 (três),
elencados pela ordem da sua importância.

Lista de verbos para construção de objectivos específicos


Indicar Desenhar Colaborar Cotejar
Descrever Desenvolver Utilizar Divulgar
Elaborar Empreender Explicar Evidenciar
Facilitar Focalizar Fornecer Identificar
Interpretar Investigar Levantar Localizar
Promover Realizar Reconhecer Reunir
Sugerir Traçar Verificar

7 – Referencial Teórico

12
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

O Referencial Teórico visa trazer ao Projecto as discussões doutrinárias à volta do tema


escolhido. Antes do pesquisador fazer-se ao campo deve ler na biblioteca o que os
autores mais consagrados sobre a matéria escreveram antes. As discussões não devem
ser necessariamente convergentes, a divergência é muito útil para compreender o
cenário de forma clara. Isso significa que é preciso reunir primeiro a bibliografia
relevante sobre o fenómeno.

A revisão bibliográfica deve permitir saber o que já tem sido feito na área de uma
determinada pesquisa. Isto significa que o estudante deve consubstanciar
cientificamente a sua proposta. Aliás, essa proposta constitui-se na análise comentada
dos trabalhos realizados na matéria focalizados na pesquisa do estudante. Por outras
palavras: o estudante não deve entrar num determinado campo, sem se informar se
antes dele outros pesquisadores abordaram esse tema, cruzando informação
bibliográfica. Se sim, então deve ficar claro qual a novidade que o estudante traz, de que
forma o estudante entende que ficou por explorar. É lamentável que o estudante se
impressione por um tema e avance sem fazer a revisão da bibliografia, pois poderá cair
no ridículo de repetir no que foi devidamente exposto e correr o risco de ser acusado da
prática da fraude académica. No mínimo deve ler 3 autores.

O referencial Teórico é o campo para o pesquisar mostrar a sua escrita científica, como
arruma o seu discurso, como cita esses autores, como se faz entender, explorando todas
as técnicas existentes.

8 – Metodologia

A metodologia é de suma importância, para que se compreenda como foi possível trazer
o produto final. Inclui neste caso a clarificação da unidade de análise e o processo
observado na recolha de dados. Faz-se uma apresentação da empresa, da instituição, do

13
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

órgão do Estado, do Distrito, da Província, onde se realizou a pesquisa, focalizando a


sua actividade principal, seu cronograma e outros elementos de caracterização que se
julgarem pertinentes.

A descrição dos procedimentos usados para a recolha de dados, a descrição da


metodologia usada leva para elaborar a sua monografia (pesquisa bibliográfica, consulta
à internet, trabalho de campo, entrevistas, etc.) constituem o conjunto de procedimentos
para se levar ao conhecimento de como o estudante conseguiu atingir os objectivos
previamente definidos.4

Saindo da metodologia científica, na sua generalidade, importa referir que a


metodologia jurídica engloba métodos, didáctica e trabalhos científicos. O seu conceito,
segundo MARCONI & LAKATOS (2011:253)
«…consiste em uma série de regras com a finalidade de resolver
determinado problema ou explicar um facto por meio de
hipóteses ou teorias que devem ser testadas experimentalmente e
podem ser comprovadas ou refutadas. Se a hipótese for aprovada
nos testes, será considerada uma justificativa adequada dos
factos e aceite ou adoptada para fins práticos. O trabalho
científico, de modo geral, indica-se com a colecta dos dados,
sejam eles bibliográficos ou de pesquisa de campo, supostamente
importantes para um referido problema.»

Na verdade, o método jurídico “é um procedimento por meio do qual se estabelece o objecto


que deve ser controlado pelo método que indicará as bases, o fundamento da sistematização
jurídica.”

Na metodologia, o estudante desenha a sua pesquisa, indicando como pretende executá-


la, se usará o método qualitativo (observação, entrevistas, etc.), ou se vai usar o método
quantitativo. Conforme a área de actuação o estudante deve observar os pressupostos de
estudo de caso (a) ou pesquisa de campo (b).

4
Sobre o conceito de método, vide, MARCONI & LAKATOS, Metodologia Científica, Ciência e conhecimento
científico, Métodos científicos, Teorias, hipóteses e variáveis, Metodologia Jurídica, 6ª edição revista e ampliada,
Atlas, São Paulo, 2011, pp. 44-45.
14
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

a) Estudo de caso: a preferência para esta modalidade é quando o tipo de questão


de pesquisa é da forma «como?» e «porquê?»; quando o controle que o
pesquisador tem sobre os eventos é muito reduzido; ou quando o foco temporal
está em fenómenos contemporâneos dentro do contexto de vida real. A essência
de um «estudo de caso», ou a tendência central de todos de todos os tipos de
«estudo de caso» é que eles tentam esclarecer uma decisão ou um conjunto de
decisões: Porque elas foram tomadas? Como elas foram implementadas? Quais os
resultados alcançados? Um «estudo de caso» é uma pesquisa empírica que
investiga um fenómeno contemporâneo dentro do seu contexto real, como as
seguintes:
(i) Explicar ligações causais em intervenções ou situações da vida real que são
complexas demais para tratamento através de estratégias experimentais ou
de levantamento de dados;
(ii) Descrever um contexto da vida real no qual uma intervenção ocorreu;
(iii) Avaliar uma intervenção em curso e modificá-la com base num «estudo de
caso» ilustrativo;
(iv) Explorar aquelas situações nas quais a intervenção não tem clareza no
conjunto de resultados.

b) Pesquisa de campo: neste caso a população e amostragem jogam um papel de


relevo. O estudante deve identificar a população da qual está retirando a amostra.
Por exemplo, se a pesquisa envolve os ex-alunos de Administração de 1970, sua
população é o número total desses ex-alunos de Administração, por exemplo 75
alunos. Se o estudante decide fazer uma amostragem, digamos em 30%, então a
sua amostra para fins da sua pesquisa será de 23 alunos.
(i) Colecta de dados: neste item o estudante indica como irá operacionalizar a
colecta dos dados (enviando questionários ou pessoalmente; anotando os
resultados da reacção em tempos pré-determinados, etc.);

15
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

(ii) Análise e interpretação dos resultados : o estudante deve descrever a


forma como vai analisar os resultados da sua pesquisa (se a pesquisa for
qualitativa, as respostas podem ser interpretadas global ou
individualmente, se a pesquisa for quantitativa, provavelmente o
estudante irá utilizar a estatística descritiva (média, mediana, moda,
desvio padrão, tendência central) ou estatística inferencial (regressão linear
bi-variada, multi-variada, etc.).

Local da pesquisa

A localização geográfica, o potencial de referência do local, a importância institucional


ou outros elementos do meio em que se realiza a pesquisa são fundamentais. A
pertinência de escolha do local entre os vários possíveis, devem enaltecer a ligação
intrínseca desse local e o tema do Trabalho do Fim do Curso. Não se deve ir fazer
pesquisa sem que o local responda, devidamente, aos fins em vista.

9 – Plano de exposição ou Estrutura

A tarefa principal aqui é indicar os capítulos em que será subdividida a Monografia


Final. Não é relevante especificar as subdivisões desses capítulos, basta especificar os
títulos capítulo por capítulo, conforme a sua sequência. É preciso fazer uma cadeia
coerente, que faz uma abordagem progressiva, de modo a evitar a quebra da
compreensão. O enredo da cadeia deve obedecer uma trajectória lógica, que sustente um
princípio, desenvolvimento e fim. A estrutura indica as partes em que o tema se
subdivide, numa hierarquia de abordagem convincente.

Nota importante: é preciso alinhar e harmonizar os objectivos específicos com os


capítulos, de tal modo que o objectivo específico 1 corresponda, na essência, ao capítulo
1, e daí em diante. A falta dessa harmonização tira o mérito de todo o trabalho, correndo
o risco da pesquisa ser considerada fraca ou mesmo inválida.
16
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

10 – Cronograma de Actividades

Meses
Jan Fe Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set
Actividades
v

11 – Orçamento

N° Material Qtd Preço Total

12 – Referências Bibliográficas [Favor ver com cuidado como está arrumada a


Bibliografia deste apanhado]

(O pesquisador deve optar se quer colocar Referências Bibliográficas [apresentando


somente a lista dos autores e as respectivas obras citadas ao longo do texto] ou
Bibliografia [em que apresenta a lista de autores e obras consultadas,
independentemente tenham ou não sido citadas ao longo do texto. A opção pela

17
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

Bibliografia visa dar fé que apesar de não ter citado alguns autores, a leitura das suas
obras resultou na melhor compreensão do fenómeno]).

A – Obras Doutrinárias Físicas

(Deve apresentar a lista de autores começando pelos apelidos numa ordem alfabética).
(…)

B – Legislação

(Deve apresentar a legislação consultada, numa sequência hierarquizada. Identificar


correctamente os diplomas legais e indicar em que Boletim da República foram
publicados. Favor ver o exemplo da Bibliografia deste apanhado)
(…)

C – Fontes Electrónicas

(Identificar o autor do texto, observando a regra de iniciar com o apelido seguido do


nome, caso não consiga identificar o autor indicar o título da obra, seguido do endereço
electrónico onde extraiu a informação, devendo indicar a data e hora da consulta)
(…)

18
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

Pequeno Glossário para consulta

Notas de rodapé: também chamadas de Notas Explicativas, as notas de rodapé são


utilizadas para fazer-se um esclarecimento ou comentário em complementação ao texto.
São informações que não puderam ser incluídas no próprio texto, por provocarem uma
quebra de sequência do discurso.

Resumo: O resumo de um artigo científico, bem como de uma monografia, dissertação


ou tese deve ser sintético e demonstrar capacidade de síntese para oferecer ao leitor uma
visão geral do texto, possibilitando uma contextualização rápida do problema de
pesquisa, dos objectivos do estudo, da metodologia e das considerações finais
(conclusão) que, em síntese apresenta a análise dos resultados com algumas sugestões
e/ou recomendações.

Palavras-chave: tanto nos resumos de artigos científicos como em monografias,


dissertações e teses, as palavras-chave constituem-se elementos obrigatórios. Elas devem
ser digitadas logo abaixo do resumo, sendo separadas entre si por ponto.

Memorial: trata da apresentação da trajectória académica e profissional do autor, e deve


ser apresentado de forma concisa por análise crítica e reflexão de suas actividades ao
longo de sua vida.

Resenha: apresenta o conteúdo de uma obra de forma sucinta por meio de uma análise
crítica. Tratando-se de um resumo detalhado da obra, proporciona ao pesquisador ou ao
leitor interessado no assunto uma visão geral do tema que se pretende estudar.

19
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

Ficha bibliográfica: visa a dar informações básicas sobre um livro ou qualquer


publicação e é apresentada de duas maneiras: por assunto e por autor. A Ficha por
Assunto requer uma síntese do pensamento do autor; na Ficha por Autor coloca-se, na
primeira linha, o nome do autor e, na linha seguinte, o título da obra, com os dados
sobre edição, publicação, ano e número de páginas.

Ficha de conteúdo: requer um comentário sobre a argumentação do autor. Numa só


ficha é possível colocar os dados bibliográficos, fazer um resumo (síntese da obra) e
apresentar o destaque das novas ideias que surgem na leitura reflexiva.

Método dedutivo: é sempre definido como sendo o procedimento de estudo que vai do
geral para o particular, ou melhor, parte-se dos princípios já reconhecidos como
verdadeiros e indiscutíveis para se chegar a determinadas conclusões.

Método indutivo: a aplicação sistematizada do método indutivo é atribuída Francis


Bacon (1596-1680). O método compreende a observação e a experimentação dos
fenómenos estudados.

Método hipotético-dedutivo: desenvolvido por Karl Popper a partir da crítica que ele
faz ao método indutivo, por acreditar que a indução não se justifica, visto que as
observações de factos isolados devem levar ao infinito, o que não é possível. Segundo
ele, todo o problema deve ser investigado de maneira crítica e racional através de
conjecturas e hipóteses.

Método dialéctico: a dialéctica entendida como movimento, processo, diálogo existe


desde os primórdios das civilizações nas colónias gregas, a partir dos filósofos pré-
socráticos nos Séculos VI e V a.C. Merece destaque Heráclito, ao afirmar que ninguém se
banha na mesma água após sair e entrar no mesmo rio. Portanto a dialéctica é um

20
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

processo em constante movimento e transformação, em que nenhum caso está


“acabado”, mas encontra-se sempre em vias de se transformar e de se desenvolver.

Método de estudo do caso: é uma estratégia metodológica do tipo exploratório,


descritivo e interpretativo. O método de estudo de caso é ecléctico, ele pode ser
trabalhado através das mais variadas técnicas e de métodos que facilitam a compreensão
do fenómeno a ser estudado.

21
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

BIBLIOGRAFIA DESTE BREVE APANHADO:

A – Obras Físicas consultadas:

1. ALMEIDA, Mário de Sousa, Elaboração de Projecto, TCC, Dissertação e Tese – uma


Abordagem Simples, Prática e Objectiva, 2ª edição, Editora Atlas, S. A., Gráfica
Santuário, São Paulo, 2014, 82 p.

2. CEIA, Carlos, Normas para apresentação de Trabalhos Científicos, 7ª edição, Editorial


Presença, Lisboa, 1995, 77 p.

3. CISTAC, Gilles, Metodologia de Investigação Científica em Direito, Apontamentos


em folhas soltas, dados durante aulas de Mestrado em Direitos Humanos, na
Faculdade de Direito da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, no ano
de 2012.

4. GIL, António Carlos, Como elaborar Projectos de Pesquisa, 4ª ed, Editora Atlas S.A.,
São Paulo, 2002, 175 p.

5. MARCONI, Maria de Andrade & LAKATOS, Eva Maria, Metodologia do Trabalho


Científico (Procedimentos Básicos, Pesquisa Bibliográfica, Projecto e Relatório,
Publicações e Trabalhos Científicos), 6ª ed, Atlas, São Paulo, 2001, c. 220 p.

6. MARCONI, Maria de Andrade & LAKATOS, Eva Maria, Metodologia Científica,


Ciência e conhecimento científico, Métodos Científicos, Teoria, hipóteses e variáveis,
Metodologia Jurídica, 6ª edição revista e ampliada, Editora Atlas, SA, São Paulo,
2011, 314 p.

7. OLIVEIRA, Maria Marly de, Como fazer Projectos, Relatórios, Monografias,


Dissertações e Teses, 5ª Edição Ampliada e Actualizada segundo a Nova Ortografia
e Normas de ABNT, 7ª Tiragem, Campus, Elsevier Editora Ltda, São Paulo, 2011,
198 p.

8. PÉREZ, Juan Fernando Bou, Coaching para Docentes – Motivar para o Sucesso (para
Professores e Formadores), Adaptação para a língua Portuguesa de Ana Matos,
Porto Editora, Porto, 2009, 126 p.

9. RODRIGUES JÚNIOR, José Florêncio, Avaliação do Estudante Universitário –


Fundamentos e Recursos, SENAC, Brasília, 2009, 226 p.

22
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

10. Universidade São Tomás de Moçambique (USTM), Normas de orientação na


elaboração de Dissertações e Monografias Científicas, Maputo, 2006, 17 p.

B – Legislação:
1. Decreto do Conselho de Ministros nº 2/93, de 24 de Março, cria o Instituto
Nacional de Normalização e Qualidade, abreviadamente designado por INNOQ
(sigla adoptada em inglês), publicado no Boletim da República nº 12, I Série,
Suplemento, de 24 de Março de 1993.

2. Decreto do Conselho de Ministros nº 29/2004, de 20 de Agosto, autoriza a


Arquidiocese de Maputo e a Fundação Cardeal Dom Alexandre dos Santos a criar
a Universidade São Tomás de Moçambique (USTM), publicado no Boletim da
República nº 33, I Serie, 2º Suplemento, de 20 de Agosto de 2004.

3. Decreto nº 63/2007, de 31 de Dezembro, aprova o Sistema Nacional de Avaliação,


Acreditação e Garantia de Qualidade do Ensino Superior (SINAQES), publicado
no Boletim da República nº 52, I Série, de 31 de Dezembro de 2007.

4. Lei nº 27/2009, de 29 de Setembro, lei do Ensino Superior, publicada no Boletim da


República nº 38, I Série, de 29 de Setembro de 2009.

5. Decreto do Conselho de Ministros nº 59/2009, de 8 de Outubro, aprova o


Regulamento de Normalização e Avaliação da Conformidade, publicado no
Boletim da República nº 40, I Série, Suplemento, de 8 de Outubro de 2009.

6. Decreto nº 29/2010, de 13 de Agosto, aprova o Regulamento do Conselho Nacional


do Ensino Superior (CNES), publicado no Boletim da República nº 32, I Série, de 13
de Agosto de 2010.

7. Decreto nº 30/2010, de 13 de Agosto, aprova o Regulamento do Quadro Nacional


de Qualificações do Ensino Superior (QUANQES), publicado no Boletim da
República nº 32, I Série, de 13 de Agosto de 2010.

8. Decreto nº 32/2010, de 30 de Agosto, aprova o Sistema Nacional de Acumulação e


Transferência de Créditos Académicos (SNATCA), publicado no Boletim da
República nº 34, I Série, de 30 de Agosto de 2010.

9. Decreto nº 48/2010, de 11 de Novembro, aprova o Regulamento de Licenciamento


e Funcionamento das Instituições de Ensino Superior, publicado no Boletim da
República nº 45, I Série, de 11 de Novembro de 2010.

10. Decreto nº 27/2011, de 25 de Julho, aprova o Regulamento de Inspecção do Ensino


Superior, publicado no Boletim da República nº 29, I Série, de 25 de Julho de 2011.
23
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

C – Fontes Electrónicas

1. ARCO, António Reis do, (Coordenação) Normas de elaboração e apresentação de


Trabalhos Escritos, aprovadas em reunião do Conselho Técnico-Científico de 12 de
Julho de 2010 (Deliberação CTC 16/2010, Instituto Politécnico de Portalegre
Escola Superior de Saúde de Portalegre, 2010, 61 p. Trabalho disponível na
Internet pelo Site:
<http://www.essp.pt/PDF/NormasRegulamentos/NormasElaboracaoTrabalho
sEscritos.pdf>. Acesso em 17 de Agosto de 2015.

2. Comité de Conselheiros e a actualização da Agenda 2025. Disponível em:


<http://opais.sapo.mz/index.php/economia/38-economia/20624-agenda-2025-
em-revisao-para-acomodar-mudancas-no-paradigma-economico.html>. Acesso
em 2 de Setembro de 2015.

3. COUGHLIN, Peter E., Plágio em cinco Universidades de Moçambique: Amplitude,


Técnicas de Detecção e Medidas de Controlo, Cadernos IESE, nº 15/2015, do mês de
Março, Maputo, 2015, 74 p. Trabalho disponível na Internet pelo Site em:
<http://www.iese.ac.mz/lib/publication/cad_iese/IESE_Cad15.pdf>. Acesso
no dia 2 de Setembro de 2015.

4. MACHADO, Marli, A biblioteca Universitária e a sua relação com o projecto


pedagógico de um curso de graduação, Dissertação de mestrado apresentada à Banca
Examinadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação do
Centro de Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina,
como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Ciência da
Informação. Florianópolis – SC, 2009, 135p. Disponível em:
<http://pgcin.paginas.ufsc.br/files/2010/10/MACHADO-Marli.pdf>. Acesso
no dia 4 de Maio de 2015.

5. Manual de elaboração do Projecto de Monografia. Disponível em:


<http://www.teatropositivo.com.br/painelgpa/uploads/imagens/files/intranet
/MANUAL_TCC_2008.pdf>. Acesso em 11 de Janeiro de 2016.

6. MOHAMED, Abu Ja’fa [ou Muhammad] ibn Mussa al-Khwarizmi foi o fundador
dos algarismos. Disponível
em:<http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/MohameMK.html>. Acesso em 17
de Agosto de 2015.

7. Mundo da Monografia. Disponível em: <www.mundodamonografia.com.br>.


Acesso em 8 de Janeiro de 2016.

24
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

8. Normas do Trabalho de Conclusão de curso. Texto em formato electrónico


disponível em: <http://www.ntr.crp.ufv.br/wp-
content/uploads/2013/06/Normas-do-Trabalho-de-Conclus%C3%A3o-do-
Curso-TCC.pdf>. Acesso em 11 de Janeiro de 2016.

9. Normas de ABNT para Trabalhos Académicos. Texto disponível em formato


electrónico em: <http://formatacaoabnt.blogspot.com/2011/10/estrutura.html>.
Acesso em 11 de Janeiro de 2016.

10. Normas APA. Texto disponível em:


https://jfborges.wordpress.com/2015/02/18/normas-apa-2015/>. Acesso em 11
de Janeiro de 2016.

11. Normas APA: Mundo da Monografia. Texto disponível no formato electrónico


em:
<http://www.mundodamonografia.com.br/wpcontent/uploads/2015/02/Nor
mas_formatacao_APA.pdf>. Acesso em 11 de Janeiro de 2016.

12. Normas para a elaboração de Bibliografias, Referências Bibliográficas e


Citações – APA (American Psycological Association). Texto em formato
electrónico disponível em:
<http://c3icongresso2013.web.ua.pt/wpcontent/uploads/2013/05/Normas_AP
A6th.Portugues.pdf>. Acesso em 11 de Janeiro de 2016.

13. Normas APA: Manual actualizado em 2015. Texto electrónico disponível em:
<https://www.google.co.mz/?
gws_rd=cr,ssl&ei=jMOUVt2gJYHBPbT7gkA#q=normas+da+apa+2015>. Acesso
em 11 de Janeiro de 2016.

14. Organização Internacional para a Padronização ou Organização Internacional


de Normalização (ISO). Disponível no seguinte site:
<http://www.iso.org/iso/home.html>. Acesso em 10 de Agosto de 2013.

15. PARPA – Plano de Acção para a Redução da Pobreza Absoluta. Sobre PARPA,
vide um trabalho de Luís Brito, com o título «Pobreza, “PARPAS” e Governação».
Fonte:
<http://www.iese.ac.mz/lib/publication/livros/des2012/IESE_Des2012_1.Pob
ParGov.pdf>. Acesso em 2 de Setembro de 2015.

16. Regras da ABNT 2016. Disponíveis em: http://viacarreira.com/regras-da-abnt-


para-tcc-conheca-principais-normas/>. Acesso em 11 de Janeiro de 2016.

17. Relatório de Progresso sobre a implementação do Programa Nacional de Acção


do Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP), disponível em:
25
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

<http://www.mozafricaview.com/arquivos/MARP-Relatorio-de-
Progresso.pdf>. Acesso no dia 2 de Setembro de 2015. Para análise crítica do
MARP, vide MOSSE, Marcelo & POHLMANN, Jonas Fernando, MARP em
Moçambique, Junho de 2011. Disponível em:
<http://www.afrimap.org/english/images/report/APRM%20Moz%20PORTO
%20WEB.pdf>. Acesso em 2 de Setembro de 2015.

18. República de Moçambique, Relatório de Revisão do País, Julho de 2010. Os


Países participantes no Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP), a 30 de
Junho de 2010: África do Sul, Angola, Argélia, Benin, Burkina Faso, Camarões,
Djibouti, Egipto, Etiópia, Gabão, Gana, Lesoto, Malawi, Mali, Maurícias,
Moçambique, Nigéria, Quénia, República Democrática do Congo, Ruanda, São
Tomé e Príncipe, Senegal, Serra Leoa, Sudão, Tanzânia, Togo, Uganda e Zâmbia.
O Secretariado Continental do MARP: Mr. Shifa, Officer-in-Charge, APRM
Secretariat, P.O.Box 1234, Halfway House 1685, Midrand, South Africa, Tel:
+2711 256 3400, Web site: <www.aprm-international.org/aprm>. Acesso em 15
de Agosto de 2015.

19. Seminário – como orientar um Trabalho de Fim do Curso. Texto disponível em:
<http://pt.slideshare.net/zoraya13/1-seminrio-como-orientar-um-trabalho-de-
fim-de-curso>. Acesso em 11 de Janeiro de 2016.

20. TAIMO, Jamisse Uilson, Ensino Superior em Moçambique: História, Política e Gestão.
Tese apresentada à Banca Examinadora do Programa de Pós-Graduação em
Educação da UNIMEP como exigência parcial para obtenção do título de Doutor
em Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Faculdade de Ciências
Humanas, Universidade Metodista de Piracicaba, São Paulo, (Brasil) 2010, 222 p.,
disponível em:
<https://www.unimep.br/phpg/bibdig/pdfs/2006/USQUKAQXVOQD.pdf>.
Acesso em 4 de Maio de 2015.

21. TCC: Normas da ABNT – Mundo da Monografia. Texto electrónico disponível


em: <http://www.mundodamonografia.com.br/tcc-normas-da-abnt/>. Acesso
em 11 de Janeiro de 2016.

22. Trabalho do Docente direccionado à matéria da Contextualização de temas.


Texto em formato electrónico, disponível em:
http://educador.brasilescola.uol.com.br/trabalho-
docente/contextualizacao.htm. Acesso em 11 de Janeiro de 2016.

23. <https://www.significados.com.br/metodologia-cientifica/>. Acesso em 1 de


Fevereiro de 2017.

26
Pedro Mufuukula
Projecto para o Trabalho de Fim do Curso – Aspectos gerais

24. <https://www.significados.com.br/pesquisa-qualitativa/>. Acesso em 1 de


Fevereiro de 2017.
25. <https://www.significados.com.br/pesquisa/>. Acesso em 1 de Fevereiro de
2017.
26. <https://www.portaleducacao.com.br/administracao/artigos/40088/diferencas
-entre-pesquisa-quantitativa-e-qualitativa>. Acesso em 1 de Fevereiro de 2017.

27
Pedro Mufuukula

Você também pode gostar