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Resumo do Vídeo Saber Direito - Relação de Emprego e Relação de Trabalho (2/5)

STF. Saber Direito – Relação de emprego


e relação de trabalho (2/5). Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?
v=D986TzBa6SQ>. Acesso em 27 fev. 2016.

O vídeo apresentado pela Professora Déborah Paiva, é o segundo, de uma serie de


cinco aulas, que abordam a “Relação de Emprego e Relação de Trabalho”. Os suntos
abordados neste vídeo são o Trabalho Rural ( conceitos e enquadramentos), Direitos
Pertinentes, Consórcio Simplificado de Empregadores Rurais e Grupo no Meio
Econômico.
Apresentando um breve histórico do Trabalho Rural no Brasil, que começa com a
escravidão, a Advogada cita a primeira legislação a tratar do Trabalho Rural no Brasil
-CLT art. 7, (1943) – que relata o que seria a figura do trabalhador rural, mas o excluindo
de sua proteção:
“Art. 7º  Os preceitos constantes da presente Consolidação salvo quando fôr em
cada caso, expressamente determinado em contrário, não se aplicam : (Redação dada
pelo Decreto-lei nº 8.079, 11.10.1945)
.........................................................................................................................................
b) aos trabalhadores rurais, assim considerados aqueles que, exercendo funções
diretamente ligadas à agricultura e à pecuária, não sejam empregados em atividades
que, pelos métodos de execução dos respectivos trabalhos ou pela finalidade de suas
operações, se classifiquem como industriais ou comerciais;”

O Estatuto do Trabalhador Rural (lei 4214/1963) trouxe alguns direitos ao trabalhador


rural, mas foi revogado em 1973 pela Lei 5.889/73, que em seu art.2º, conceitua o
empregado rural:
Art. 2º da Lei 5.889/73 “Empregado rural é toda pessoa física que, em propriedade
rural ou prédio rústico, presta serviços de natureza não eventual a empregador rural, sob
a dependência deste e mediante salário”.
Sendo esta lei que vigora atualmente. Ainda que a Constituição Federal de 1988 tenha
igualado os direitos dos trabalhadores rurais e urbanos, a 5.889/73 garante algumas
peculiaridades.
Pelo art. 7 da CLT, só seria trabalhador rural, aquele que exerce função ligada à
agropecuária, mas este artigo foi questionado por limitar o trabalhador rural ao exercício
de atividade tipicamente rural, o que foi esclarecido pelo art. 2 da Lei 5889/73. Tirando
assim o foco da atividade e colocando no local de trabalho. Ainda assim o art. 511 da
CLT, faz o enquadramento sindical focando na atividade preponderante do empregador.
Após do advento da Lei 5889/73, surgem 3 correntes para conceituar e enquadra
trabalhador rural:
1ª – Afirma que empregado rural é quem trabalha para o empregador que tem
atividade preponderantemente rural.
2ª – Será Rural de acordo com atividade desenvolvida pelo empregado (tipicamente
rural) (Art. 7 CLT)
3ª A atividade preponderante do empregador em a propriedade rural ou prédio
rústico (art. 2 da Lei 5.889/73)
Entende-se por prédio rústico é aquele onde não há maquinários nem grandes
tecnologias.
O parceiro, o meeiro e o arrendatário não são considerados empregados rurais,
porém os fatos como o trabalho é prestado vão evidenciar a verdadeira relação jurídica
entre as partes, prevalecendo sobre os documentos (principio da primazia da realidade).
O consórcio de empregadores rurais surge para suprir uma necessidade do campo,
por uma lei previdenciária. O consórcio deve ser registrado em cartório e será
empregador único.
Grupo econômico previsto na Lei do Rural art. 3 §2:
“Sempre que uma ou mais empresas, embora tendo cada uma delas personalidade
jurídica própria, estiverem sob direção, controle ou administração de outra, ou ainda
quando, mesmo guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico ou
financeiro rural, serão responsáveis solidariamente nas obrigações decorrentes da
relação de emprego.”

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