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ECONOMIA POLÍTICA I

1.ª Turma - Exame Final – 1 de Fevereiro de 2019

Responda às questões na última folha deste enunciado, preenchendo


completamente, a lápis, UM CÍRCULO, e um SÓ círculo, para cada resposta,
de forma a que a letra nele incluída deixe de ser visível.
Pode corrigir as respostas apagando completamente as anteriores: duas (ou
mais) opções de resposta à mesma pergunta levarão à sua anulação, qualquer que
seja a anotação que as acompanhe.

1. Um problema do método dedutivo são


a. Os cisnes negros;
b. As baleias azuis;
c. Os elefantes brancos;
d. Os flamingos verdes;
e. Nenhum dos bichos acima.

2. As questões essenciais das economias têm a ver com


a. A produção;
b. O consumo;
c. O bem-estar;
d. A felicidade;
e. O desemprego.

3. A grande divisão da ciência económica ortodoxa é entre


a. Teoria e política económica;
b. Microeconomia e macroeconomia;
c. Teoria do consumidor e teoria do produtor;
d. Economia racional e economia comportamental;
e. Economia interna e economia internacional.

4. Há diferenças entre bens e serviços porque


a. Os bens são materiais e os serviços são imateriais;
b. A produção de bens pode ser separada do seu consumo, a de serviços não;
c. Os bens são objecto de propriedade que pode ser separada do seu uso, os
serviços não;
d. Valem todas as anteriores diferenças;
e. Valem só as duas primeiras diferenças.

5. Um mesmo bem
a. Pode ser directo e indirecto;
b. Pode ser matéria-prima e matéria subsidiária;
c. Pode ser semi-produto e produto acabado;
d. Pode ter ambas de cada uma das duas classificações supra;
e. Não pode ter senão uma de cada uma das duas classificações supra.

6. Os elementos essenciais da microeconomia são


a. Curvas e rectas;
b. Consumidores;
c. Empresas;
d. Interesse próprio, informação e incentivos;
e. As intervenções do Estado.

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7. O Homer Economicus é
a. Uma caricatura do Homo Economicus;
b. Uma pessoa normal confrontada com questões económicas;
c. Uma ironia que mistura ambas as anteriores alternativas;
d. Um personagem televisivo;
e. Um modelo de comportamento económico.

8. Os economistas clássicos
a. Tinham uma visão histórica optimista das relações económicas;
b. Tinham uma visão histórica pessimista das relações económicas;
c. Uns tinham uma visão histórica optimista e outros tinham uma visão
histórica pessimista das relações económicas;
d. Não eram coerentes nas suas visões históricas das relações económicas:
eram optimistas nuns casos, ou obras, e pessimistas em outros/outras;
e. Não tinham uma visão histórica das relações económicas.

9. Indique qual dos seguintes autores não integrava a Escola Histórica Alemã:
a. Friedrich List;
b. Bruno Hildebrandt;
c. Walter Eucken;
d. Karl Bucher;
e. Gustav Schmoller.

10. O advento de uma economia de custos marginais zero


a. Acabaria com os bens económicos;
b. Acabaria com os problemas de escassez;
c. Acabaria com os problemas de afectação de recursos;
d. Acabaria com as questões económicas referidas acima;
e. Não alteraria nenhuma das questões económicas referidas.

11. Quando as relações sociais de produção começam a atrasar o desenvolvimento


das forças produtivas materiais – como já parece acontecer no presente – criam-
se as condições para a mudança dos sistemas, ao menos segundo a lógica de
a. Karl Polanyi;
b. Karl Marx;
c. Yuval Noah Harari;
d. Jeremy Rifkin;
e. Nassim Nicholas Taleb.

12. Para qualquer bem livre


a. A utilidade marginal é positiva;
b. A utilidade marginal é negativa;
c. A utilidade marginal é zero;
d. A utilidade total é maior do que a utilidade total de qualquer bem
económico;
e. A utilidade marginal é maior do que a utilidade marginal de qualquer bem
económico.

13. A utilidade total

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a. É função directa da utilidade marginal;
b. É função inversa da utilidade marginal;
c. É função directa da utilidade marginal quando esta é positiva e função
inversa quando esta é negativa;
d. É função inversa da utilidade marginal quando esta é positiva e função
directa quando esta é negativa;
e. Não há relação entre utilidade total e marginal.

14. A lei dos rendimentos decrescentes é análoga à evolução da utilidade total, na


medida em que
a. O rendimento total cresce quando o rendimento marginal cresce;
b. O rendimento total cresce mesmo quando o rendimento marginal diminui;
c. O rendimento total só diminui quando o rendimento marginal se torna
negativo;
d. Se verificam todas as anteriores relações;
e. É o mesmo que os custos decrescentes de produção.

15. Duas curvas de indiferença do mesmo consumidor


a. Podem ter um ponto em comum;
b. Podem ter mais do que um ponto em comum;
c. Têm de ter todos os pontos em comum;
d. Não podem ter mais do que dois pontos em comum;
e. Não podem ter pontos em comum.

16. Uma actividade de consumo realizada individualmente em privado


a. Não pode gerar externalidades;
b. Pode gerar externalidades positivas;
c. Pode gerar externalidades negativas;
d. Pode gerar externalidades positivas e negativas;
e. Não respondo, para não me comprometer.

17. Quando há externalidades negativas na produção


a. Há externalidades negativas no consumo;
b. A produção tem custos de produção iguais aos sociais;
c. A produção tem custos de produção maiores do que sociais;
d. A produção tem custos de produção menores do que os sociais;
e. Há externalidades positivas no consumo.

18. A tragédia dos comuns decorre de


a. Os benefícios serem comuns, tal como os custos;
b. Os benefícios serem privados e rivais, ao passo que os custos são comuns;
c. Os benefícios serem comuns, ao passo que os custos são privados e rivais;
d. Os benefícios serem privados e rivais, tal como os custos;
e. Não ser dos lordes.

19. Supondo que só há dois bens (X e Y), e dois factores de produção (K e L) uma
isoquanta representa
a. Combinações iguais de K e L para obter uma mesma quantidade de X (ou,
em, alternativa, de Y);
b. A mesma quantidade de X (ou, em, alternativa, de Y) com diferentes
combinações de K e L;
c. Quantidades de K e L iguais para quantidades de X e Y iguais;

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d. Diferentes cabazes de X e Y;
e. Diferentes combinações de K e L.

20. As deslocações no interior da fronteira de possibilidades de produção


correspondem a
a. Situações de primeiro óptimo;
b. Situações sub-óptimas;
c. Óptimos de Pareto;
d. Ajustes no consumo;
e. Não há relação entre fronteiras de possibilidades de produção e óptimos.

21. Segundo a Economia Comportamental os vieses são:


a. Consequências das escolhas racionais;
b. Desvios sistemáticos em relação à escolha racional;
c. Desvios ocasionais em relação à escolha racional;
d. Desvios em relação à escolha racional que, em grandes números, se
anulam;
e. Nada do referido acima.

22. O enquadramento das mesmas opções como dispensáveis a partir da versão


completa (delete frame) ou como adicionáveis a partir da versão base (add frame)
a. Tem efeitos finais semelhantes porque as escolhas são exactamente as
mesmas;
b. Tem efeitos finais semelhantes porque os consumidores são racionais;
c. Origina diferentes resultados, com mais opções aditadas à versão base;
d. Origina diferentes resultados, com menos opções retiradas da versão
completa;
e. Origina diferentes resultados, mas estes são aleatoriamente distribuídos.

23. A heurística da disponibilidade


a. É enganosa porque faz depender um juízo do tempo disponível para
decidir;
b. É enganosa porque faz depender um juízo das recordações relacionadas;
c. É enganosa porque faz depender um juízo da possibilidade de aceder às
informações disponíveis;
d. É enganosa porque faz depender um juízo futuro de um outro, passado;
e. É fidedigna.

24. O aumento do número de escolhas


a. Pode diminuir a satisfação porque aumentam as variáveis a ponderar,
demorando ou adiando a escolha;
b. Pode diminuir a satisfação porque as escolhas preferidas ficam mais
próximas, tornando a opção mais difícil;
c. Pode diminuir a satisfação porque a avaliação ex post da escolha feita é
assombrada pela escolha preterida;
d. Pode diminuir a satisfação por causa de todas as considerações anteriores;
e. Nunca pode diminuir a satisfação.

25. Os trabalhos sobre “arquitectura das escolhas” baseiam-se


a. No carácter racional, egoísta e informado dos agentes económicos;
b. Na influência que os contextos e enquadramentos podem ter nas decisões
dos agentes económicos;

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c. Nos dois anteriores conjuntos de elementos;
d. Nas possibilidades de se obterem óptimos de Pareto;
e. Nas possibilidades de escolha de arquitectos.

26. Num jogo do ditador (Z) não repetido, na repartição de montantes com um
receptor (Y) não identificável
a. Em média, a melhor escolha de Z (6/1) prevalece sobre uma única outra
escolha, igualitária (5/5), como esperado de decisores maximizadores;
b. Em média, a escolha igualitária de Z (5/5) prevalece sobre duas escolhas
desigualitárias (6/1 e 10/-15), ao contrário do suposto para decisores
maximizadores;
c. Em média, a escolha (6/1) prevalece sobre uma escolha igualitária (5/5),
como esperado de decisores maximizadores, mas, ao contrário, também
prevalece se houver duas alternativas (5/5 e 10/-15);
d. Em média, prevalece a melhor escolha pessoal disponível para Z (10/-15,
ou 6/1) como esperado de decisores maximizadores;
e. Em média, a escolha mais igualitária de Z (5/5) prevalece sobre uma única
melhor escolha (6/1), mas esta prevalece se houver duas alternativas (5/5
e 10/-15).

27. Os preços têm funções


a. De custeio da produção;
b. De rateio dos bens económicos;
c. De alocação dos recursos;
d. Todas as anteriores;
e. Nenhuma das anteriores.

28. Quando o preço do bem A desce e a procura do bem B sobe, os dois bens são:
a. Bens de luxo;
b. Bens de Giffen;
c. Bens substituíveis;
d. Bens complementares;
e. Bens sucedâneos.

29. O diagrama abaixo, em que aumentando uma unidade em cada eixo se obtém o
quadrado da área, pode ilustrar uma das causas de
a. Economias de gama;
b. Economias de escala;
c. Economias de forma;
d. Economias de área;
e. Economias de transição.

30. As economias de gama estão ligadas

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a. Ao aumento da escala de produção de um bem;
b. À produção de serviços;
c. A bens de produção conjunta;
d. A bens de produção associada;
e. A ambos os anteriores tipos de bens.

31. A elasticidade rendimento da procura relaciona


a. O preço de um bem A com as quantidades procuradas de um bem B;
b. As variações de preço de um bem A com as quantidades procuradas de um
bem B;
c. As variações das quantidades procuradas de um bem A com as
quantidades procuradas de um bem B;
d. As quantidades procuradas de um bem com as variações do rendimento de
um consumidor;
e. O rendimento de um consumidor com as quantidades procuradas de um
bem.

32. A fórmula D%Qb / D%Pa é a fórmula


a. Da elasticidade-preço da procura;
b. Da elasticidade-rendimento da procura;
c. Da elasticidade-preço cruzada da procura;
d. Da elasticidade-preço cruzada da procura de bens complementares;
e. Da elasticidade-preço cruzada da procura de bens substituíveis.

33. Quando a elasticidade-preço da procura é inferior à unidade, os vendedores têm


interesse em:
a. Diminuir as quantidades vendidas;
b. Subir o preço;
c. Descer o preço;
d. Manter o preço;
e. Mudar de negócio.

34. Quando o preço de algum bem sobe e os consumidores ficam impossibilitados de


adquirir o mesmo cabaz que adquiriam antes diz-se que há
a. Um efeito de substituição do produto mais caro pelos mais baratos;
b. Um efeito de substituição do bem cujo preço subiu pelos que mantiveram
os preços;
c. Um efeito (de aumento do) rendimento;
d. Um efeito (de diminuição do) rendimento;
e. Um efeito de translação.

35. A lei da oferta diz-nos que


a. As quantidades oferecidas são função inversa dos preços;
b. As quantidades oferecidas são função directa dos preços;
c. Os preços são função inversa da oferta;
d. Os preços são função directa da oferta;
e. A oferta sobe quando a procura sobe, e desce quando a procura desce.

36. Um curva da oferta pode ter inclinação em parte positiva e em parte negativa se
for uma curva da oferta
a. De bens de Giffen;
b. De bens de ostentação;

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c. De activos em valorização;
d. De trabalho;
e. De capital.

37. A curva dos custos médios tem uma configuração em U aberto porque
a. À medida que aumenta a produção os custos fixos vão-se diluindo mas
depois os custos variáveis sobem;
b. À medida que aumenta a produção aumentam as possibilidades de se
obterem economias de escala;
c. Valem ambas as anteriores razões;
d. Os custos médios seguem os custos marginais, diminuindo quando estes
descem e aumentando quando estes sobem;
e. À medida que aumenta a produção os custos médios tendem a subir e
depois tendem a baixar.

38. A formulação de eficiência do teorema de Coase afirma que, na ausência de custos


de transacção,
a. Qualquer distribuição inicial de recursos é eficiente;
b. Qualquer que seja a distribuição inicial de recursos a sua utilização será
sempre a mesma;
c. Qualquer que seja a distribuição inicial de recursos todos ganham o
mesmo;
d. Qualquer que seja a distribuição inicial de recursos a sua utilização será a
mais eficiente;
e. Uma distribuição inicial ineficiente de recursos pode impedir a sua
utilização eficiente.

39. Quando podemos melhorar a situação de pelo menos uma pessoa sem prejudicar
ninguém
a. Estamos numa situação óptima;
b. Estamos numa situação de óptimo de Pareto;
c. Estamos numa situação que não é um óptimo de Pareto;
d. Estamos numa situação de equilíbrio;
e. Estamos numa situação diferente das anteriormente referidas.

40. O primeiro teorema da economia do bem-estar diz que, verificados certos


requisitos,
a. Qualquer equilíbrio é Pareto-óptimo;
b. Qualquer equilíbrio totalmente concorrencial é Pareto-óptimo;
c. Qualquer situação Pareto-óptima pode ser sustentada num equilíbrio
concorrencial;
d. Não é possível melhorar a situação de ninguém sem prejudicar outrem;
e. É possível melhorar a situação de alguém sem prejudicar ninguém.

41. A teoria do second best


a. Constitui a base das políticas intencionadas a obter aproximações às
condições de primeiro óptimo;
b. Fornece uma grelha de avaliação para políticas intencionadas a obter
óptimos de Pareto;
c. Permite hierarquizar as situações de segundo óptimo: o segundo melhor é
melhor do que o terceiro melhor, este é melhor do que o quarto melhor, e
por aí adiante;

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d. Defende que não se pode saber a priori qual é o segundo melhor;
e. Defende que nunca se pode saber qual é o segundo melhor.

42. Indique qual das seguintes afirmações é verdadeira:


a. O limiar de encerramento das empresas não depende da existência de
custos variáveis e custos fixos;
b. O limiar de encerramento não depende da existência de custos fixos;
c. O limiar de encerramento está abaixo do limiar de rentabilidade;
d. O limiar de encerramento está acima do limiar de rentabilidade;
e. O limiar de encerramento é igual ao limiar de rentabilidade.

43. O comportamento polipolístico ocorre quando


a. Há concorrência perfeita;
b. Há concorrência monopolística;
c. Há oligopólio e oligopsónio;
d. Há oligopsónio e monopólio;
e. Há monopsónio e oligopólio.

44. O cost-plus-markup
a. É uma estratégia de preços que mantém uma margem de lucro estável em
todas as situações;
b. É uma estratégia de preços que compensa a evolução dos custos;
c. Centra a gestão na redução dos preços;
d. É mais complexa do que a parificação do preço com a receita marginal;
e. É uma potencial armadilha em contextos de subida de custos ou redução
da procura.

45. Entre as características de um mercado de concorrência perfeita


a. Está a homogeneidade dos bens;
b. Está a perfeita publicidade;
c. Está a perfeita mobilidade;
d. Está a ausência de economias de escala e o grande número de vendedores;
e. Estão todas as características acima.

46. A actividade de um produtor em concorrência perfeita traduz-se em


a. Escolher as técnicas produtivas mais eficientes;
b. Tomar decisões de investimento e distribuição;
c. Tomar decisões de preço e marketing;
d. Tentar ultrapassar os seus concorrentes;
e. Nenhuma das acima.

47. Em concorrência monopolística, o preço


a. É superior à receita marginal na situação inicial;
b. É sempre superior à receita marginal;
c. É igual à receita marginal;
d. É sempre igual ao custo marginal;
e. É igual ao custo marginal na situação de equilíbrio final.

48. O monopolista pode aumentar os seus lucros


a. Praticando discriminação de preços de 1.º grau;
b. Praticando discriminação de preços de 2.º grau;
c. Praticando discriminação de preços de 3.º grau;

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d. Praticando qualquer uma das anteriores formas de discriminação;
e. Fazendo coincidir o seu custo marginal com a sua receita marginal e
escolhendo o preço que ajusta a procura a essa oferta.

49. Um moderador de preços é


a. A administração fiscal;
b. Uma entidade reguladora;
c. Uma razão económica para não cobrar os preços óptimos;
d. Uma razão para não cobrar os preços óptimos;
e. Uma ficção: os agentes económicos escolhem sempre os preços óptimos.

50. Entre as formas de discriminar preços que retiram excedente aos consumidores
que têm de pagar mais pelos bens ou serviços adquiridos estão
a. A repartição geográfica de mercados;
b. A segmentação etária;
c. A diferenciação com base em características pessoais (nacionalidade,
residência, sexo, etc...);
d. A imposição unilateral de sobre-custos (vg: tarifas agravadas para o
excesso de consumo de água);
e. Todas as acima.

51. Entre as formas de discriminar preços que não retiram excedente aos
consumidores que têm de pagar mais pelos bens ou serviços adquiridos estão
a. A repartição por classes de serviço (vg: 1.ª classe/turística);
b. A segmentação no tempo (vg: edições sucessivas de livros; peak pricing);
c. A diferenciação com base em escolhas dos consumidores (vg:
embalagens: normal/familiar; bilhetes individuais/carteiras/passes);
d. A utilização de vales de desconto registados na internet ou enviados pelo
correio;
e. Todas as acima.

52. Indique qual das seguintes afirmações é falsa:


a. O excedente do consumidor é o que este poupa em relação ao seu preço
de reserva;
b. O excedente do produtor é o que este poupa na produção;
c. Para o produtor, o valor de cada unidade vendida reparte-se entre custo
marginal e excedente;
d. Para o consumidor, o valor de cada unidade adquirida reparte-se entre
preço e excedente;
e. O preço de um bem reparte os excedentes do produtor e do consumidor.

53. Indique qual das seguintes afirmações é verdadeira:


a. Um mercado de concorrência perfeita produz sempre mais do que um
mercado de monopólio;
b. A exploração de recursos não renováveis é melhor gerida através da
concorrência do que do monopólio;
c. Os requisitos da concorrência perfeita tornam-na impossível fora de
mercados muito específicos;
d. Um mercado de monopólio produz mais externalidades do que um
mercado de concorrência;
e. Um mercado de concorrência produz mais externalidades do que um
mercado de monopólio.

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54. O chamado diagrama da teia de aranha, que ilustra a convergência de preços para
o equilíbrio,
a. Depende da conjugação de certas características das curvas da oferta
(agregada) e da procura (agregada) de concorrência;
b. Depende da conjugação de certas características das curvas da oferta
(individual) e da procura (individual) de concorrência;
c. Depende da conjugação de certas características das curvas da oferta e da
procura de monopólio;
d. Depende da conjugação de certas características das curvas da oferta e da
procura de oligopólio;
e. Depende da conjugação de certas características das curvas da oferta
(agregada) e da procura (agregada) de concorrência monopolística.

55. No diagrama abaixo, o preço foi fixado


a. Na parte da curva da procura em que elasticidade é inferior à unidade;
b. Na parte da curva da procura em que elasticidade é superior à unidade;
c. Na parte da curva da procura em que elasticidade é igual à unidade;
d. Na parte ascendente da curva dos custos médios;
e. Na parte descendente da curva dos custos marginais.

56. Se a curva da procura representada no diagrama acima se deslocasse para a direita


o monopolista teria interesse
a. Em subir o preço;
b. Em baixar o preço;
c. Em manter o mesmo preço;
d. Em reduzir as quantidades produzidas;
e. Em manter as quantidades produzidas.

57. Indique qual das seguintes afirmações é falsa:


a. O deslocamento da curva da procura – para a direita ou para a esquerda –
pode ocorrer por alterações nos gostos dos consumidores;
b. O deslocamento da curva da procura – para a direita ou para a esquerda –
pode ocorrer por melhorias técnicas na produção;
c. O deslocamento da curva da procura para a direita implica uma deslocação
proporcional da curva da receita marginal;
d. O deslocamento da curva da procura para a esquerda implica uma
deslocação proporcional da curva da receita marginal;

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e. O deslocamento da curva da procura – para a direita ou para a esquerda –
implica sempre uma deslocação proporcional da curva da receita marginal.

58. Indique qual das seguintes afirmações é verdadeira:


a. A ineficiência-X refere-se à ineficiência alocativa;
b. A ineficiência-X é inerente aos, e exclusiva dos, monopólios;
c. O conceito de eficiência alocativa não coincide com o conceito de
eficiência produtiva;
d. O Williamson trade-off considera a eficiência alocativa, mas desconsidera
a eficiência produtiva;
e. O triângulo de Harberger (deadweight loss) mede a ineficiência produtiva.

59. Nos dois diagramas abaixo compara-se a situação de concorrência perfeita com a
de monopólio. Considerando os círculos assinalados nas curvas do custo marginal
[MC = Marginal Cost], diga qual das seguintes afirmações é verdadeira:
a. O excedente do produtor está representado em ambos os diagramas;
b. Os lucros estão representados em ambos os diagramas;
c. Para a comparação fazer sentido, sendo igual a curva dos custos marginais,
a curva dos custos médios de ambas as formas de mercado devia ser igual;
d. Considerar curvas de custos médios iguais não alteraria nada;
e. A quantidade de vendas representada para os dois mercados é igual.

60. Para perceber os mercados de concorrência monopolista


a. É mais conveniente adaptar o modelo de monopólio;
b. É mais conveniente adaptar o modelo de concorrência perfeita;
c. É mais conveniente adaptar ambos os anteriores modelos;
d. É mais conveniente adaptar o modelo de oligopólio;

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e. É mais conveniente recorrer à teoria dos jogos.

61. Uma estratégia dominada


a. É a que varia consoante a estratégia do outro jogador;
b. É a que depende de uma estratégia dominada do outro jogador;
c. É a que depende de uma estratégia dominante própria;
d. É a que depende de um equilíbrio de Nash;
e. É a que depende do modelo de Cournot.

62. As estratégias cooperativas dos agentes económicos são


a. Incentivadas pelo Direito da Concorrência;
b. Incentivadas pelo Direito da Concorrência, mas pontualmente proibidas;
c. Proibidas pelo Direito da Concorrência;
d. Proibidas pelo Direito da Concorrência, mas pontualmente admitidas;
e. Nem incentivadas nem proibidas pelo Direito da Concorrência.

63. O Direito da Concorrência teve origem


a. Na Antiguidade;
b. Em Inglaterra, na Idade Média;
c. Nos EUA, nos finais do século XIX;
d. Nos EUA, em meados do Século XX;
e. Na Europa, no pós II Grande Guerra.

64. Os abusos de dependência económica previstos no Direito da concorrência


nacional
a. Só são relevantes quando forem susceptíveis de afectar o funcionamento
do mercado ou a estrutura da concorrência – ou seja, quando constituírem
abusos de posição dominante;
b. São relevantes mesmo que não sejam susceptíveis de afectar o
funcionamento do mercado ou a estrutura da concorrência – ou seja,
quando não constituírem abusos de posição dominante;
c. Têm o mesmo alcance que os abusos de dependência económica previstos
no Direito da concorrência da UE;
d. Têm o mesmo alcance que os abusos de dependência económica previstos
no Direito da concorrência dos EUA;
e. São sobretudo ponderados em sede de controlo de concentrações de
empresas.

65. Em Portugal a defesa da concorrência cabe essencialmente


a. A um serviço da administração directa do Estado;
b. A uma entidade administrativa independente;
c. A um serviço do Estado e a uma entidade independente;
d. Ao Ministério Público;
e. Ao Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão.

66. Salvo excepções, os auxílios de Estado à actividade económica privada


a. São proibidos na UE e nos EUA;
b. São proibidos na UE, mas não nos EUA;
c. São proibidos nos EUA, mas não na UE;
d. São incentivados na UE e nos EUA;
e. São incentivados na UE, mas não nos EUA.

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67. Os factores de produção são
a. Complementares;
b. Substituíveis;
c. Em parte complementares e em parte substituíveis;
d. Fungíveis;
e. Sucedâneos.

68. A curva da procura de trabalho é


a. Negativamente inclinada;
b. Positivamente inclinada;
c. Tem um segmento positivamente inclinado e dois negativamente
inclinados;
d. Tem um segmento negativamente inclinado e dois positivamente
inclinados;
e. Não é determinada pelo preço do trabalho.

69. Em economia a renda remunera


a. A disponibilidade de imóveis;
b. A disponibilidade de edifícios;
c. A disponibilidade de recursos comuns;
d. A disponibilidade de recursos naturais;
e. A disponibilidade de matérias-primas.

70. Os juros são a remuneração


a. Do dinheiro depositado nos bancos;
b. Do dinheiro emprestado pelos bancos;
c. Do dinheiro emprestado por outras entidades;
d. De tudo o antes referido;
e. De tudo o antes referido e ainda dos capitais próprios utilizados.

71. Os lucros são


a. O excesso de receitas sobre os custos;
b. O excesso de receitas sobre os custos, incluindo os meramente imputados;
c. O mesmo que o excedente do produtor;
d. Um custo de produção;
e. O custo de produção líquido dos demais custos.

72. A Taxa Interna de Rentabilidade de um investimento depreciável no prazo do


empréstimo
a. Tem de ser igual à taxa de juro activa para justificar o investimento;
b. Tem de ser igual à taxa de juro passiva para justificar o investimento;
c. Tem de ser superior à taxa de juro activa para justificar o investimento;
d. Tem de ser inferior à taxa de juro passiva para justificar o investimento;
e. Pode ser inferior a qualquer taxa de juro.

73. A oferta de factores de produção


a. Depende do seu preço;
b. Depende das expectativas de ganho dos seus detentores;
c. Depende da sua procura;
d. Depende das necessidades de produção;
e. Depende da sua escassez ou abundância.

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74. A condição ceteris paribus só não é essencial à análise
a. De equilíbrio parcial;
b. De equilíbrio geral;
c. Microeconómica;
d. Macroeconómica;
e. Estática.

75. Achei a presente prova


a. Extremamente fácil;
b. Moderadamente fácil;
c. Nem fácil, nem difícil;
d. Moderadamente difícil;
e. Extremamente difícil.

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Nome: n.º Data:

1 ⒶⒷⒸⒹⒺ 26 ⒶⒷⒸⒹⒺ 51 ⒶⒷⒸⒹⒺ

2 ⒶⒷⒸⒹⒺ 27 ⒶⒷⒸⒹⒺ 52 ⒶⒷⒸⒹⒺ

3 ⒶⒷⒸⒹⒺ 28 ⒶⒷⒸⒹⒺ 53 ⒶⒷⒸⒹⒺ

4 ⒶⒷⒸⒹⒺ 29 ⒶⒷⒸⒹⒺ 54 ⒶⒷⒸⒹⒺ

5 ⒶⒷⒸⒹⒺ 30 ⒶⒷⒸⒹⒺ 55 ⒶⒷⒸⒹⒺ


6 ⒶⒷⒸⒹⒺ 31 ⒶⒷⒸⒹⒺ 56 ⒶⒷⒸⒹⒺ

7 ⒶⒷⒸⒹⒺ 32 ⒶⒷⒸⒹⒺ 57 ⒶⒷⒸⒹⒺ

8 ⒶⒷⒸⒹⒺ 33 ⒶⒷⒸⒹⒺ 58 ⒶⒷⒸⒹⒺ

9 ⒶⒷⒸⒹⒺ 34 ⒶⒷⒸⒹⒺ 59 ⒶⒷⒸⒹⒺ

10 ⒶⒷⒸⒹⒺ 35 ⒶⒷⒸⒹⒺ 60 ⒶⒷⒸⒹⒺ

11 ⒶⒷⒸⒹⒺ 36 ⒶⒷⒸⒹⒺ 61 ⒶⒷⒸⒹⒺ


12 ⒶⒷⒸⒹⒺ 37 ⒶⒷⒸⒹⒺ 62 ⒶⒷⒸⒹⒺ

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