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SISTEMA DE PADRONIZAÇÃO

DE ENGENHARIA-SPE
TÍTULO Nº VALE PÁGINA
ESPECIFICAÇÃO DE SERVIÇOS PARA SOLDAS/
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TRATAMENTO TÉRMICO/ ALÍVIO DE TENSÕES E TESTES ES - T - 418
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NÃO DESTRUTIVOS EM TUBULAÇÕES DE AÇO
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REVISÕES
TE: TIPO A - PRELIMINAR C - PARA CONHECIMENTO E - PARA CONSTRUÇÃO G - CONFORME CONSTRUÍDO
EMISSÃO B - PARA APROVAÇÃO D - PARA COTAÇÃO F - CONFORME COMPRADO H - CANCELADO

Rev. TE Descrição Por Ver. Apr. Aut. Data

A B PARA COMENTÁRIOS VALE ELS PL MFO EMV 27/05/07

B B PARA COMENTÁRIOS VALE ELS PL MFO EMV 29/05/07

0 C INCLUSÃO NO SPE JB ETO MFO MP 25/11/08

Este documento somente poderá ser alterado /revisado pela coordenação de padronização da DIEC.

PE-G-608
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ÍNDICE

ITEM DESCRIÇÃO PÁGINA

1.0 OBJETIVO 3

2.0 CÓDIGOS E NORMAS 3

3.0 DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 4

4.0 ESCOPO 4

5.0 CARACTERÍSTICAS GERAIS 5

6.0 CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS 5

7.0 INSPEÇÃO E TESTES 9


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1.0 OBJETIVO

Esta Especificação Técnica estabelece os requisitos técnicos mínimos para a execução de


soldas, tratamento térmico, alívio de tensões e testes não destrutivos em tubulações de aço
a serem utilizadas nas instalações da Vale .

2.0 CÓDIGOS E NORMAS

A Vale exige o atendimento integral às normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho


e Emprego, conforme portaria 3.214 de 08/06/1978.

O fornecimento completo, incluindo materiais, projeto, componentes, fabricação, montagem,


ensaios, condições de serviço, desempenho e segurança pessoal e operacional, deve estar
de acordo com os órgãos normativos e /ou normas e regulamentações indicadas a seguir:

• API – American Petroleum Institute


RP 506 Welding Conections to Pipe

STD 1104 Welding Pipelines and Related Facilities

• ASME – American Society of Mechanical Engineers

ANSI B31.1 Power Piping

ANSI B31.3 Chemical and Refinery Process Piping

ANSI B31.11 Slurry Transportation Piping Systems

SECTION IX Welding and Brazing Qualification

SECTION V Nondestructive Examination Methods

• AWS – American Welding Society

D1.1 American Welding Society

D10.11 Guide for Root Pass Welding of Pipe Without Backing

D10.12 Guide for Welding Mild Steel Pipe

• ASTM – American Society for Testing and Materials

ASTM A 370 Test Methods and Definitions for Mechanical Testing of Steel Products
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• NACE – Nace International

RP072 Recomended Practice

3.0 DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

EG-T-401 Especificação Geral de Material de Tubulação

ES-M-401 Especificação de Serviços de Montagem Eletromecânica

ES-T-401 Especificação de Serviços para Montagem de Tubulações

4.0 ESCOPO

As atividades de soldagem, tratamento térmico, alívio de tensão e testes não destrutíveis


deverão ser fornecidas conforme disposto nesta especificação e nos documentos
referenciados, compreendendo o fornecimento de mão de obra especializada e devidamente
certificada, de equipamentos e acessórios para soldagem, de equipamentos para tratamento
térmico e alívio de tensão, de materiais diversos de fusão, de equipamentos e acessórios
para testes e ensaios não destrutíveis necessários à execução das atividades descritas,
incluindo, sem a eles se limitar, os seguintes itens (aplicados em conformidade ao contrato
de serviços detalhado):

• Fornecimento de mão de obra especializada treinada e devidamente


certificada conforme ASME VIII por empresa ou organismo credenciado pela
Vale para emissão dos documentos de certificação.

• Materiais diversos e consumíveis de solda tais como eletrodos para solda,


disco de esmerilamento, disco de corte, tochas, lixas, estopas, líquidos de
limpeza).

• Máquinas, instrumentos e ferramentas manuais e elétricas aplicadas a cada


especialidade durante as atividades correlatas.

• Equipamentos de proteção individual (EPI).

• Manutenção, organização e limpeza do canteiro de obras.

• Armazenamento e organização dos materiais diversos e consumíveis de


solda bem como das máquinas, instrumentos e ferramentas necessários à
execução das tarefas.

• Armazenamento, manuseio e conservação dos materiais de tubulações


(tubos, spools, flanges) requisitados no almoxarifado.
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• Emissão de relatórios dos testes e ensaios não destrutivos.

5.0 CARACTERÍSTICAS GERAIS

Os procedimentos para soldagem, controle e o armazenamento do material de enchimento,


ensaios não destrutivos (END) e tratamento térmico (PWHT) devem ser submetidos à Vale
para análise do enquadramento destes documentos às exigências dos códigos e normas
pertinentes a cada aplicação contratada antes do início das atividades.

As divergências encontradas devem ser anotadas e reservadas para posterior revisão geral
dos procedimentos.

As aplicações dos procedimentos de soldagem devem ser descritas adequadamente para


permitir a verificação da qualificação para o uso.

Os procedimentos de soldagem (WPS) serão qualificados de acordo com as exigências


Boiler and Pressure Vessel Code (BPVC), Seção VIII da ASME. O relatório da qualificação
do procedimento (RPQ), se requerido, deverá ser submetido à aprovação da Vale.

A especificação do procedimento de soldagem (WPS) e as qualificações do procedimento


(RPQ) e dos profissionais, devem ser aprovados antes do início das atividades de soldagem.

Para o reparo de uma solda, deverão ser aplicados os mesmos procedimento de soldagem
especificados nestes documentos.

Os procedimentos para pré-aquecimento e tratamento térmico, elaborados conforme ASME


B31.3, capítulo V, devem descrever as exigências de limpeza, taxas de aquecimento e
refrigeração, posição dos aquecedores, tipo de equipamento de aquecimento dentre outros e
deverão ser submetidos à aprovação da Vale antes do início dos trabalhos.

Os procedimentos de realização dos ensaios não destrutivos (END) devem estar em


conformidade com as exigências da Seção V do código BPVC da ASME e estarão também
sujeitos à aprovação da Vale.

6.0 CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS

6.1 PASSE DA RAIZ DE SOLDA DE TOPO DE UM SÓ LADO SEM COBRE-


JUNTAS.

Somente os seguintes processos de soldagem deverão ser utilizados e sujeitos às limitações


abaixo:
• Soldagem a arco com eletrodo revestido (SMAW)
- Eletrodos EXX10 ou EXX11 P-01 e P-03:
- Diâmetro máximo de 3/32” (2,5 mm) na temperatura mínima do teste de
impacto, não sendo inferior a 29 ºC.
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• Soldagem por arco de tugstênio e gás inerte (TIG)


- Para aços liga DIN - Cr 2 ¼ + 1 Mo e acima, aplicar, no mínimo, duas
camadas de metal de fusão em regime de purga do excesso.
- Para todas as soldas realizadas em tubulações de óleos combustíveis,
hidráulica de alta pressão e linhas de instrumentos.
- Aplicar metal de enchimento compatível com da tubulação principal.

• Soldagem por arco de metal e gás inerte (MIG)


- Transferência de energia por meio de curto-circuito usando-se fio
contínuo e protegendo o ponto morto do gás ao metal baixo.
- Transferência pulsada do pulverizador.

• Soldagem por arco submerso


- Para tubulações com diâmetro mínimo de 6” (150 mm).
- Fluxo neutro (nenhuma liga ou ativo).

6.2 OUTROS PASSES DIFERENTES DA RAIZ DE SOLDA DE TOPO DE UM SÓ


LADO

Deverão ser utilizados somente os seguintes processos de soldagem os quais deverão estar
sujeitos às limitações listadas:

• Soldagem a arco com eletrodo revestido (SMAW)


- Diâmetro máximo do eletrodo para solda de encaixe: 2,5 mm.

- Números “F” para material de enchimento conforme ASME IX – QW –


432)

- F1 e F2 - Não utilizáveis em soldas de retenção de pressão.

- F3 - Não utilizáveis com ferro fundido.


- Utilizáveis em P! com 0,30 % de carbono máximo ou 485
MPa de tensão admissível.

- Não utilizáveis quando o material base requer teste de


impacto abaixo de -29 ºC.

• Soldagem a arco com tungstênio e gás (GTAW)


- Todos os chanfros de soldagem de 38 mm ou menores deverão ser
soldados com GTAW.

• Soldagem a arco com metal e gás (GMAW)


- Para o tipo GMAW-S, transferência de curto circuito, a espessura
máxima do metal base deverá ser 9 mm.
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• Soldagem a arco com arame de fluxo interno (FCAW)


- Para soldagem de retenção de pressão será necessário gás de
revestimento.

• Soldagem de arco submerso (SAW)


- Cordão de solda de entrada e saída mínimas de 150 mm.
- Fluxo neutro ( Nem ativo nem ligas)

6.3 MATERIAIS DE ENCHIMENTO PARA SOLDA

Os materiais destinados ao processo de soldagem deverão ser selecionados de modo que o


metal depositado seja similar na composição química e não significativamente mais duro ou
mais resistente que o material base.

Para a soldagem do aço carbono ou aço de baixa liga aos aços inoxidáveis austeníticos, o
material especificado para o enchimento deverá estar de acordo com o procedimento de
solda. Primeiramente, deverá ser soldada uma camada intermediária composta do eletrodo
de aço inoxidável ou liga de níquel ( quando a temperatura de projeto exceder a 427 ºC) e o
aço carbono ou aço de baixa liga seguido de tratamento térmico pós soldagem.
Posteriormente, esta junta pode ser soldada à peça de aço inoxidável austenítico sem
tratamento térmico posterior.

Não haverá necessidade de aplicação dos eletrodos tipo E309 usados como material de
enchimento do aço carbono e do aço inoxidável.

Os procedimentos para armazenamento, manuseio e secagem dos eletrodos revestidos


deverão ser recomendados pelo fabricante.

6.3.1 REQUERIMENTOS GERAIS PARA SOLDAGEM

Todas as etapas para realização das soldas deverão ser protegidas do vento, da chuva e de
outras condições de intempéries prejudiciais que possam afetar a qualidade da junta
soldada.

Todas as superfícies a serem soldadas devem estar secas e completamente livres da


presença de poeiras, óleos, graxas, sujeiras de pintura, resíduos de galvanização e outros.

É proibida a soldagem de componentes que tenham sido protegidos por galvanização ou


pintura de zinco, mesmo que estes procedimentos tenham sido removidos, aos aços
inoxidáveis austeníticos ou ligas de níquel.

As preparações chanfradas da solda para eletrodo tipo P-4 e ligas mais elevadas deverão
ser realizadas à máquina ou esmeriladas ao metal brilhante se elas foram feitas com arco de
corte à chama.

Anéis ou talas cobre junta permanentes não deverão ser instalados. Estas peças, se forem
temporárias, necessitam da aprovação da gerência de montagem.
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A espessura individual da camada de solda para todos os processos não deverá exceder a
9,5 mm para materiais com espessuras menor que 32 mm, ou 13 mm para materiais com
espessura maior que 32 mm.

Todas as junções soldadas para aplicações destinadas à resistência à pressão deverão ter,
no mínimo, duas passes de solda, inclusive as soldas tipo soquete ( de encaixe).

Quando as juntas forem soldadas de ambos os lados, deverá ser extraída e esmerilada a
raiz do primeiro passe antes que seja dado o primeiro passe do outro lado. Esta exigência
deve estar contida no Procedimento de Soldagem.

O martelamento dos cordões de solda, se necessário, deverá constar do Procedimento de


Soldagem.

É permitida a utilização de ferramentas pneumáticas ou manuais para remoção de escória.

As seqüências de soldagem em que uma camada não é terminada antes do início da


seguinte, devem ser aprovadas pela Vale.

Para chapas revestidas, são aplicadas as seguintes limitações:

• A chapa revestida deverá ser desbastada, no mínimo, 6,5 mm da


extremidade do chanfro do material base, sendo executado por usinagem ou
esmerilamento, e nunca por meio de chama ou arco elétrico. A remoção não
deverá reduzir a espessura do material base abaixo da espessura mínima
requerida pelo projeto.

• Cavidades de reparos locais com depósitos que penetrarem no material


base mais de 10 por cento da sua espessura ou 5 mm, aquele que for
menor, deverá ter o material base resoldado com material similar ao da
chapa base antes de completar o reparo de cobertura.

• O teor de ferrita no aço inoxidável austenítico depositado pode ser


determinado usando o instrumento ferritoscópio calibrado conforme AWS
A4.2.

6.4 PRÉ-AQUECIMENTO E TEMPERATURAS DE INTERPASSE

A temperatura de pré-aquecimento deve estar de acordo com os códigos aplicáveis das


normas ASME e AWS. As exigências de pré-aquecimento devem ser aplicadas a todos os
processos de soldagem, incluindo a soldagem por pontos e a soldagem de acessórios
provisórios.

As exigências de pré-aquecimento aplicam-se também a todas as operações de


esmerilamento e corte.
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O pré-aquecimento deverá ser mantido no mínimo 76 mm em cada lado da junta aquecida.

Para as soldas que requerem pré-aquecimento, ela deverá ser terminada sem refrigeração a
não ser o resfriamento abaixo de um cobertor isolante e que este permita manter a
temperatura até que seja preenchido pelo menos 30% da profundidade do enchimento.

A temperatura de interpasse para aços inoxidáveis austeníticos, ligas à base de níquel e


alumínio da série 6000 não deverá exceder a 177 ºC, exceto para o endurecimento
superficial de aços inoxidáveis austeníticos de baixo carbono em que a temperatura de
interpasse não deverá exceder a 427 ºC.

Os lápis indicadores de temperatura, se utilizados no processo de soldagem de aços


inoxidáveis austeníticos e ligas à base de níquel, não poderão causar corrosão ou outros
efeitos nocivos.

Se as tochas de oxi-combustível forem utilizadas para o pré-aquecimento, a ponta da tocha


deve ser apropriada para esta atividade não sendo do tipo de corte ou soldagem.

6.5 TRATAMENTO TÉRMICO APÓS A SOLDAGEM

As exigências do tratamento térmico para junções soldadas de tubulações serão de acordo


com as especificações aplicáveis do códigos ASME ou AWS do projeto. A velocidade de
variação da temperatura e o tempo de permanência na temperatura máxima do tratamento
térmico deverão ser especificados antes do início dos trabalhos.

O choque direto por chamas do queimador de forno de aquecimento não é permitido.

Os métodos de aquecimento por resistência de indução, por fornalha ou quartzo, devem ser
de acordo com o disposto no código ASME ou AWS. O tratamento térmico exotérmico é
proibido.

7.0 INSPEÇÃO E TESTES

Cada camada de solda deverá ser lisa e livre de incrustações, de porosidade, de material
excessivo, de fissuras e da falta de fusão, antes de se iniciar a soldagem da camada
seguinte. A camada final de solda deverá estar suficientemente livre de respingos
grosseiros, coroa elevada e dos cumes profundos para permitir o desempenho de toda a
inspeção requerida. Toda as aberturas de arco, inícios e fins deverão estar confinados nos
chanfros de soldagem ou devem ser removidos por esmerilamento. Soldas contendo trincas
deverão ser reparadas no local.

Os materiais de identificação e os materiais de exames de líquido penetrante usados em


aços inoxidáveis e em ligas austeníticas de base de níquel não deverão causar corrosão ou
outros efeitos prejudiciais.
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As soldas tipo soquete deverão ter uma abertura de, no mínimo, 1,6 mm a um máximo de
3,20 mm entre o fundo do soquete e a extremidade da tubulação antes do processo de
soldagem.

Ao soldar titânio, cada partícula e o metal adjacente deverão ser limpos para remover toda a
descoloração de superfície antes da deposição da partícula seguinte. A superfície final da
solda não deve ter formação de óxidos, manchas coloridas ou cores intermitentes.

Cada solda deverá ter sua identificação original do símbolo ou do código de identificação do
soldador. Onde tintas de parede forem usadas ou onde as especificações não permitirem a
estampagem, o método proposto será submetido para a revisão da coordenação da Vale.

Os relatórios dos exames e da inspeção, incluindo as películas radiográficas, deverão estar


disponíveis ao representante da Vale.

O fornecedor deverá apresentar o seu próprio Plano de Controle e Garantia da Qualidade


(QA /QC) ou o seu Plano de Inspeção e Testes (PIT) conforme o nível de garantia de
qualidade estabelecido na Requisição Técnica.

Todos os registros de inspeções, correções, aprovações e testes, inclusive os de campo


deverão constar do Manual de Projeto, Instalação, Operação e Manutenção.

O fornecedor deverá atender aos requisitos de inspeção e testes relacionados na


Especificação Geral de Mecânica para Fornecimento de Equipamentos Mecânicos.

CONTRIBUIÇÕES E SUGESTÕES
Sugestões de melhoria referentes ao conteúdo deste documento são importantes para
manutenção do conhecimento aqui registrado, atualizando e agregando valor a todo o ciclo de
vida dos empreendimentos da Vale. O envio de contribuições é possível através do endereço
pmo.engenharia@vale.com, sendo necessário informar o código identificador do padrão.