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CURSO: BIOMEDICINA

CÓD/DISCIPLINA: FSL0107 BIOQUÍMICA CLÍNICA (FASE I)


TURNO:
PROF.: ERICKA MESQUITA
MAT.: NOTA
PERÍODO: 7º TURMA: 201704001153
GRECYANNE
CARVALHO
ALUNO (A): GUIMARÃES
GRADUAÇÃO
DATA: 30/04/2020 AV1 ( ) – AV2 () – AV3 ()

OBSERVAÇÕES:
Leia com atenção as questões antes de responder. As questões devem ser respondidas
somente à caneta azul ou preta, na folha de respostas. Será observada uma tolerância
máxima de 30 minutos para a entrada dos alunos após o início da prova. Terminada a prova, o
aluno deverá entregar ao professor a folha de questões e a folha de respostas, devidamente
identificadas. É proibido o uso de equipamentos eletrônicos portáteis e consulta a materiais de
qualquer natureza durante a realização da prova. Questões objetivas e discursivas que
envolvam operações algébricas devem possuir a memória de cálculo na folha de respostas.
Boa prova.

QUESTÃO 01. Homem de 56 anos vai à consulta médica de acompanhamento do


diabetes que tem desde os 12 anos e sempre foi tratado com o uso de insulina. Relata
sentir tremores e sudorese às 2 horas da madrugada com açúcar sanguíneo muito
baixo, na ordem de 40 mg/ dL. Entretanto, nota que pela manhã, ao levantar-se em
jejum, os níveis de açúcar no sangue estão altos, mesmo sem ingerir qualquer
carboidrato. Seu médico explicou que os níveis altos de açúcar ao amanhecer eram o
resultado de processos bioquímicos em resposta à hipoglicemia noturna. (Extraído de
Toy, Eugene. Casos Clínicos em Bioquímica).

Sobre o caso clínico referido acima, responda abaixo:


A) Qual o tipo de diabetes descrito acima?
B) Quais processos bioquímicos estão ocorrendo no organismo desse paciente para
tentar compensar a hipoglicemia?
C) Qual o maior risco dessa situação para o paciente?
D) Quais exames podem ser realizados para monitoramento dessa condição
patológica?
RESPOSTAS:

A. Diabetes Mellitus 1

B. A segregação dos hormônios pancreáticas (insulina e glucagon) é regulada pelos


níveis de glicemia, tendo um papel de extrema relevância na homeostase da glicose. A
insulina facilitará a entrada de glicose nas células (mais tarde será utilizada para
produzir energia) e o armazenamento no fígado, na forma de glicogênio (ela retira o
excesso de glicose do sangue mandando-o para as células ou fígado).
O glucagon tem uma forma antagonista ao da insulina. Sua secreção depende dos
níveis de glicose no sangue baixos níveis de glicose inibem sua secreção e a secreção
de insulina. Na hipoglicemia ocorre a quebra do glicogênio em moléculas de glicose
para aumentar a sua concentração e normalizar a taxa de açúcar.
A homeostasia é fundamental para o bom funcionamento do corpo e como já foi
dito os níveis muito baixos de glicose no sangue podem interferir com o
funcionamento de determinados órgãos. O cérebro é particularmente sensível aos
baixos níveis de glicose, sendo o açúcar sua principal fonte de energia. Uma forma
de defesa para evitar que os níveis de glicose no sangue caiam, o cérebro responde
estimulando os chamados hormônios contrarregulatórios:
Adrenalina (epinefrina), cortisol, hormônio do crescimento(GH), e hormônios da
tireoide (T3 e T4).Todos esses hormônios fazem com que o fígado secrete glicose no
sangue, mas, às vezes, esses hormônios não causam uma elevação no nível de
glicose no sangue suficiente para superar a hipoglicemia.

A adrenalina secretada pela glândula suprarrenal, inibe a secreção de insulina e


estimula a secreção de glucagon em uma situação de hipoglicemia. Já cortisol
associado a hormônio do crescimento também chamado de GH inibem a captação da
glicose e estimulam a neoglicogênese (produção de glicose a partir de compostos que
não sejam hexoses, fornecendo ao organismo uma rota alternativa de obtenção desse
monossacarídeo que não seja simplesmente ingerindo carboidratos). T3 e T4
estimulam a glicólise e a e gliconeogênese. Estes hormônios aumentam a absorção da
glicose a nível gastrointestinal e a rápida captação de glicose pelas células.
C. Como dito anteriormente a glicose é a fonte primária de energia para o sistema
nervoso central. Uma diminuição nos níveis de glicose prejudica a produção de ATP,
impedindo as funções cognitivas. Há hipoglicemia persistindo, o paciente pode entrar
em coma e, eventualmente, morrer.

D. Exame de glicemia em jejum, TSH, Exame de urina, Hemoglobina glicada,


Colesterol total (HDL e LDL) e triglicerídeos exames que ajudem a entender o controle
metabólico.

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