Você está na página 1de 4

UNIDADE

RIACHO
ATIVIDADE DE ED. FÍSICA
ALUNO(A): _____________________________________________TURMA: _________ DATA: ___/___/____
PROFESSOR: _Nataly Virgínia Ferreira__________________

O Padrão corporal na sociedade do consumo


Queridos alunos, no texto anterior fizemos um resumo no conhecimento sobre
ginástica. Escolhemos esse tema para dar continuidade aos nossos estudos sobre os
diversos benefícios para a saúde integral dos sujeitos além de termos conhecimento da
importância que o corpo tem para os adolescentes e sua busca pelo “corpo perfeito”. É
por isso que devemos fazer um debate sobre tal assunto a fim de apontarmos um olhar
mais crítico sobre este assunto.
“A mídia divulga à exaustão um padrão corporal determinado, padrão único, branco,
jovem, musculoso e especialmente, no caso do corpo feminino, magro. Pesquisas
apontam para o fato de que este padrão de beleza divulgado se aplica a apenas 5% a 8%
da população mundial. Especialmente no Brasil onde a diversidade é uma característica
marcante, a mídia, no geral, acaba por mostrar seu desprezo pela riqueza de tipos, de
raças, pela própria mestiçagem, insistindo num padrão único de beleza tanto para
mulheres quanto para homens. Essa representação pode ser claramente observada na
publicidade, nas revistas, novelas e programas de televisão. Nos diferentes veículos,
pode-se perceber um verdadeiro bombardeio de propostas de transformação do corpo,
desde o exercício físico até as radicais cirurgias plásticas. Passa a ser imperativo buscar
atingir o padrão de beleza hoje em voga. Sob influência destes veículos, estão
especialmente os adolescentes que hoje em dia tem demonstrado extrema preocupação
com a imagem corporal. Estes jovens, particularmente as meninas, apesar de estarem
ainda em formação, se desesperam, se conseguirem alcançar um padrão de beleza que a
mídia divulga. Numa idade em que a dificuldade maior é descobrir quem somos, a
preocupação fica restringida a que corpo ter, como parecer. Um dos objetivos da
Educação Física então deve ser fazer com que o aluno reflita sobre este modelo de
imagem corporal difundido pela mídia a partir da própria imagem corporal e seus
significados.”
Disponível: http://www3.mackenzie.br/editora/index.php/remef/article/viewFile/1302/1006

Segundo Erica Silva Cassimiro (GTT 3 - Corpo e Cultura), a imagem corporal é vista como
um conceito que o ser humano elabora sobre seu próprio corpo durante toda a sua
existência. Entende-se que ela é vista como uma figura que desenvolve preocupações
ligadas ao corpo e à aparência, que se estabelece na mente das pessoas gerando uma
distorção da auto-imagem. Isto acontece devido às diferentes experiências emocionais
vivenciada no seu cotidiano.
Há nas sociedades contemporâneas uma intensificação do culto ao corpo, onde os
indivíduos experimentam uma crescente preocupação com a imagem e a estética .

A partir do século XX, o corpo passou a ser de fato um produto a ser comercializado, o
corpo ganhou dimensões sociais abrangentes, virou produto do capitalismo expostos
pelas massas (FERNANDES, 2007). A preocupação pelo padrão estético e alimentação
diferenciada tiveram origem na Grécia Antiga. As Exigências do “corpo perfeito”
contribuem para estratégias radicais e até usos de cirurgias, remédios, anabolizantes e
diversos outros oferecidos nesse mundo da estética que geram bilhões para as empresas
da área.
Segundo Orson Camargo, entendida como consumo cultural, a prática do culto ao
corpo coloca-se hoje como preocupação geral, que perpassa todas as classes sociais e
faixas etárias, apoiada num discurso que ora lança mão da questão estética, ora da
preocupação com saúde.

Orson Camargo (Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
e Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP)
Segundo Pierre Bourdieu, sociólogo francês, a linguagem corporal é marcadora pela
distinção social, que coloca o consumo alimentar, cultural e forma de apresentação –
como o vestuário, higiene, cuidados com a beleza etc. – como os mais importantes modos
de se distinguir dos demais indivíduos.
Nas sociedades modernas há uma crescente preocupação com o corpo, com a dieta
alimentar e o consumo excessivo de cosméticos, impulsionados basicamente pelo
processo de massificação das mídias a partir dos anos 1980, onde o corpo ganha mais
espaço, principalmente nos meios midiáticos. Não por acaso que foi nesse período que
surgiram as duas maiores revistas brasileiras voltados para o tema: “Boa Forma” (1984) e
“Corpo a Corpo” (1987). Contudo, foi o cinema de Hollywood que ajudou a criar novos
padrões de aparência e beleza, difundindo novos valores da cultura de consumo e
projetando imagens de estilos de vida glamorosos para o mundo inteiro.
Da mesma forma, podemos pensar em relação à televisão, que veicula imagens de
corpos perfeitos através dos mais variados formatos de programas, peças publicitárias,
novelas, filmes etc. Isso nos leva a pensar que a imagem da “eterna” juventude,
associada ao corpo perfeito e ideal, atravessa todas as faixas etárias e classes sociais,
compondo de maneiras diferentes diversos estilos de vida. Nesse sentido, as fábricas de
imagens como o cinema, televisão, publicidade, revistas etc., têm contribuído para isso.
Para que possamos pensar de uma maneira superadora e crítica, devemos encarar a
preocupação com nossa imagem corporal baseada na saúde e qualidade de vida, devemos
respeitar nossa genética, não sendo escravos de um corpo irreal, causando diversos
distúrbios emocionais, além de provocar um aumento da ansiedade por essa busca
incansável e ilógica de beleza, cultivamos com isso distintas doenças as vezes
irreparáveis. Além de promover uma tristeza e depressão por não conseguir aquele corpo
que a sociedade impõe como ideal. Acreditamos que sua identidade perpassa pelo seu
caráter e seus princípios e não por modelos imaginários de corpos perfeitos. Sua auto
imagem é sua satisfação de amor próprio, onde acreditamos que a beleza está nas atitudes
coerentes com as necessidades humanitárias que circula envolta do coração, da ética e do
respeito. Respeito esse com seu próprio corpo, sua pele, seu cabelo, sua genética seu
caráter e sua saúde emocional, importantíssima para se ter qualidade de vida. Acreditamos
que com essa coerência possamos dar um salto na evolução humana, nos desvinculando
da opressão e escravidão que a sociedade capitalista de consumo obtém vantagens e
muito lucro. As ações das pessoas podem provocar transformações em qualquer âmbito,
mesmo que seja a longo prazo mas precisamos dar o primeiro passo. Precisamos acreditar
que não viveremos eternamente nessa obscuridade. Valorizemo-nos naquilo que somos
(por fora e por dentro) sem nos intimidar por padrões de beleza que ignoram aquilo que
temos de mais precioso. Não há padrão de beleza certo ou errado, bom ou ruim, melhor ou
pior, mas aquele que serve à autoestima e à aceitação de nós mesmos.

ATIVIDADE:
Analise o vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=-oSTgwqfeuo&ab_channel=SophieDeram
e faça um relato sobre seu conhecimento na perspectiva desse assunto. (mínimo 20
linhas).