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Produção de Hortaliças Panc Para Consumo Doméstico​.

Embrapa: Ministério da 


Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, 2020​. 

Rede de desenvolvimento e difusão das PANC: 

Embrapa, Instituto Kairós, Matos de Comer, Isto é PANC?, Horta da FMUSP, PANC na 

City, Come-se, Casa da Videira, VP Centro de Nutrição Funcional, Projeto Inova na Horta 

Jundiaí, Projeto Horta PANC do Hospital São Camilo, Projeto Cuidar dos Cuidadores, 

Doce Limão/PANC na Fonte, Hortelões Urbanos, Fazenda Nova Coruputuba, Jardim 

Botânico Plantarum, APTA em Pindamonhangaba, MUDA -Movimento Urbano de 

Agroecologia, Movimento Slow Food, CHAS-Comissão Horta, Alimentação e 

Sustentabilidade da EMEF Desembargador Amorim Lima; RAS, É Hora da Horta, Sabor 

de Fazenda, ASPTA, Associação Biodinâmica e UMAPAZ – Universidade Aberta do Meio 

Ambiente, Cultura e Paz. 

Conteudistas: 

Nuno Rodrigo Madeira – Pesquisador da Embrapa Hortaliças 

Guilherme Reis Ranieri - Instituto Kairós 

Ana Flávia Borges Badue - Instituto Kairós 

Equipe: 

Coordenador: Henrique Carvalho 

Design gráfico e ilustrações: Henrique Carvalho 

Revisão Técnica: Débora Albernaz, Fernanda Nascimento, Ítalo Ludke, Lenita Haber 

 
Dicas para começar uma horta PANC 
Ter  uma  horta  em  casa  é  importante  para  a  diversificação  da  alimentação  diária.  A 
seguir  15  dicas  de  como  começar  a  fazer  a  manutenção  de  uma  horta  biodiversa, 
que  conjuga  o  cultivo  de  hortaliças  convencionais  e  de  plantas  alimentícias  não 
convencionais (PANC). 
 

1. Comece fazendo 

Estudar  e  planejar  antes  ajuda,  mas  a  prática  costuma  ser  bem  diferente  do  que foi 
imaginado.  Então,  ao  planejar,  coloque  logo  a  mão  na  terra  e  comece 
modestamente.  Alguns  vasos,  paredes  ou  um  metro  quadrado  de  chão  já  são 
suficientes  para  iniciar.  Sem  nunca  ter  plantado  nada,  a  gente  não  sabe  nem  ao 
menos  quais  as  dúvidas  que  podem  surgir.  Procure hortas comunitárias próximas à 
sua casa e interaja com quem tem horta. 

Reparem  o  “ter”  uma  horta ao invés de “fazer” uma horta. Isso foi intencional. “Horta 


agente  não  faz,  horta  agente  tem!”  Claro  que  em  algum  momento  uma  horta  se 
inicia,  mas  a proposta não é simplesmente fazer uma horta, o que muitas vezes vem 
depois  de  um  tempo,  acompanhado  do  fato  inexorável  à  atual  e  crescente perda de 
tempo,  de  que  essa  horta  acabe  por  se  “desfazer”.  A  proposta  é  “ter”  uma  horta, 
duradoura  e  dinâmica.  Claro,  respeitando  a  sazonalidade  climática  e  o  dia  a  dia, 
muitas  vezes corrido, de quem cuida da horta e, podem ter certeza, que as hortaliças 
PANC  irão  ajudar  muito  nessa  tarefa  pela  sua  maior  resiliência  e  facilidade  de 
produção, muitas vezes aliás de ocorrência espontânea, bastando simples manejo. 

https://rioterra.org.br/pt/horta-comunitaria-de-itapua-do-oeste-comeca-a-gerar-resul
tados/ 
 

2. Escolha o local apropriado 

Para  fazer,  ou  melhor,  para  se  ter  uma  horta,  é preciso fazer algumas perguntas: Há 
algum  local  que  seja  acessível?  Há  algum  local  que  não  seja  muito  suscetível  ao 
pisoteio?  Nesse  local  há  pelo  menos  4  ou  5  horas  diárias  de  luz  direta?  Há  torneira 
ou ponto de água nas proximidades? 

Caso  você  responda  não,  para  algumas  dessas  perguntas,  saiba que esse não é um 


impedimento para a implementação da horta. Afinal, estamos falando de um cenário 
ideal.  Todos esses problemas podem ser resolvidos com novas perguntas: Há como 
melhorar  a  acessibilidade  para  esse  local?  É  possível  demarcar  o  espaço  para  que 
não  haja  pisoteio?  É  possível  cultivar  plantas  que  toleram  menos  sol?  É  fácil  trazer 
água para irrigar, ou construir uma cisterna para captar água da chuva? 

Escolhido  o  local  ideal,  com  todas  as  condições  necessárias  para a implantação da 


horta, seguimos para a etapa de preparo do solo, escolha das espécies, aquisição de 
sementes e mudas e plantio. 

3. Preparo do solo 

As  PANC  que  já  ocorrem  espontaneamente  no  local  da  horta  podem  servir  de 
indicadoras  e  sinalizadoras  de  qualidade  do  solo,  como  mostra  o  cartaz  anexo  ao 
Guia  e  a  tabela  ampliada  de  PANC  para  escolas,  que  se  encontram  disponíveis  no 
Blog do Projeto Viva Agroecologia. O solo deve ser preparado para que o rendimento 
da horta seja o maior possível e alguns fatores precisam ser observados, como:  

Profundidade:  Solos  muito  rasos,  ou  que  tenham  uma  laje  embaixo,  necessitam  de 
regas  mais  frequentes  e  podem  comprometer  o  crescimento  das  plantas.  Procure 
locais  que  tenham  solo  mais  profundo,  ou  agregue  matéria  orgânica  e  mais  terra, 
aumentando  a  altura  do  canteiro.  No  caso  de  plantio  em  calhas  ou  vasos,  o  ideal  é 
que  tenham  de  um  a  dois  palmos  de  solo,  no  mínimo,  e  um  bom  sistema  de 
drenagem. 

Drenagem:  Escolha  áreas  que  não  alagam  com  facilidade  e  que  tenham  boa 
drenagem  em épocas de chuva. Excesso de água pode ser fatal para muitas plantas, 
que  morrem  afogadas  ou  apodrecem.  A  adição  de  um pouco de areia pode ajudar o 
solo  a  melhorar  a  drenagem,  mas  isso  varia  para  cada  caso.  A  escolha  de  áreas 
mais  altas  pode  ser  uma  solução,  assim  como  a  construção  de  valas  de  drenagem 
para  que  a  água  escoe  para  fora  da  horta.  Além, claro,dehaver diversas espécies de 
Hortaliças  Panc  bem  adaptadas  alagáveis  como  a  taioba,  o  mangarito,  o  espinafre 
d’água e o bredo d’água. 

Textura:  O  solo  é  compacto  ou  solto?  Ele  deve  ser  revolvido  profundamente, 
removendo  pedras,  pedaços  de  plástico  ou  entulho.  Alguns  solos  serão  mais 
arenosos,  em geral de cor clara e textura granulosa. Outros, mais argilosos, em geral 
com  cor  bege,  avermelhada  ou  marrom,  com  grãos  menores  (“mais  barrentos”)  e 
com  maior  possibilidade  de  se  compactarem  (“ficando  duros”).  Com  o  tempo,  pelo 
trabalho  na  horta  com  a  adição  de  compostos  orgânicos,  esses  solos  devem  ficar 
cada vez mais escuros, ricos em matéria orgânica. 

Fertilidade:  A  correção  e  a  adubação  de  solo  pode  ser  fundamental  para  iniciar  a 
implantação  de  uma  horta.  É  muito  comum  haver  frustrações  ao  implantar  uma 
horta  por  não  fazer  a  correção  e  a  adubação  de  base.  Por  exemplo,  é  comum  em 
solos  no  Cerrado  níveis  muito  baixos  de  pH,  indicando  que eles tem elevada acidez, 
e  terem  baixíssimos  níveis  de  fósforo  (P),  cálcio (ca), magnésio (Mg) e potássio (K), 
sendo  importante  fazer  um  manejo  prévio  visando  acelerar  a  resposta  produtiva  na 
horta.  Nos  próximos  tópicos  você  aprenderá  algumas  técnicas  de  preparação  de 
compostos  orgânicos  e  outras  formas  de  enriquecer  o  solo  com  os  nutrientes 
necessários  às  plantas.  Mas  lembre-se,  é  importante  realizar,  periodicamente,  a 
análise do solo. 

Cobertura  orgânica:  Também  chamada  de  palhada,  é  muito  importante  para  que  o 
solo  da  horta não fique descoberto. Quando a terra fica exposta ao sol e à chuva, ela 
fica  compactada  (“dura”)  e  sujeita  a  processos  erosivos,  reduzindo  muito  a 
produtividade  e,  às  vezes,  aumentando  a  incidência  de doenças nas plantas. O ideal 
é  sempre  cobrir  os  canteiros  com  folhas,  cascas  de  árvores,  restos  de  poda  ou  de 
grama  cortada.  Essa  camada  de  "palhada"  em  cima  do  canteiro deixa o solo fresco, 
reduz  a  perda de água por evaporação, deixa o solo mais fértil, protege as raízes das 
plantas,  evita  matinhos  indesejados  e  também  reduz  a  lama  nos  sapatos,  trazendo 
mais conforto para quem trabalha na horta.  

4.  Adquira  mudas  e  sementes  de  hortaliças  PANC  somente  com  produtores  que 
conhecem as espécies 

Nem  todas  as  plantas  que  nascem  em  praças,  calçadas, jardins e hortas são PANC, 


ou  seja,  podem  ser  comestíveis.  Se  tiver  qualquer  tipo  de  dúvida  sobre  a 
identificação  de  uma  planta,  não  experimente  e  nem  nunca  dê  para  crianças  ou 
animais.  Para  tirar  dúvidas  na  identificação  das  PANC,  é  importante  ter  apoio 
técnico  e  recorrer  a  agricultores  experientes.  Outra  recomendação  é  que  as  mudas 
de  PANC  devem  ser  adquiridas  junto  a  quem  tem  experiência  com  elas(nos 
próximos  tópicos  haverá  uma  lista  de  pessoas  e  instituições  que  podem  auxiliar  a 
encontrar  sementes  e  mudas  de  hortaliças  PANC).  Neste curso, as hortaliças PANC 
serão  identificadas  e  disponibilizadas  para impressão na forma de fichas e cartazes 
para  identificação,  manejo da produção e consumo. Fique à vontade para utilizar em 
sua horta caseira. 

5. Planeje sua horta de acordo com seus hábitos alimentares 

Tenha  variedade  em  sua  horta.  Planeje  o  uso  do  espaço  disponível  consorciando 
espécies  de  hortaliças  convencionais,  hortaliças  PANC  e  plantas  aromáticas  e 
condimentares. 

Por exemplo: 
● Hortaliças  convencionais:  Couve,  quiabo,  jiló,  abóbora,  maxixe,  milho  verde, 
etc. 
● Hortaliças  PANC  espontâneas:  beldroega,  picão,  caruru,  almeirão-roxo, 
ruculeta, couvinha, etc. 
● Hortaliças  PANC  não  espontâneas:  ora-pro-nóbis,  moringa,  peixinho, 
azedinha, muricato, etc. 
● Plantas  aromáticas  e  condimentares:  salsinha,  manjericão,  capim-limão, 
cebolinha, alecrim, sálvia, etc 

Não  só  as  espécies,  mas  também  a  quantidade.  Por  exemplo,  poucas  plantas  de 
ora-pro-nóbis,  duas  ou  três, são capazes de alimentar com frequência de duas a três 
vezes  por  semana  uma  família  de  quatro  pessoas.  Outros  exemplos  para  uma 
família  de  quatro  pessoas,  é  1m2  de  peixinho  e  1m2  de  azedinha  no  espaçamento 
de 30 cm entre plantas. 

6. Faça da sua horta um ambiente de interação familiar ou comunitária 

É  importante  envolver,  sempre  que  possível,  a  participação  dos  interessados  pelo 


tema  na  família  ou  na  comunidade,  tanto  adultos  como  crianças.  Após  a  definição 
das  atividades  necessárias,  será  preciso  definir  a  divisão  clara  de  tarefas  dos 
envolvidos na horta. 

A  horta  é  muito  mais  que  somente  uma  horta.  É  espaço  de  terapia  ocupacional, 
relaxamento  e  contemplação  (terapia),  de  exercício  (academia),  de  aquisição  de 
alimentos  saudáveis  (quitanda)  e  de  plantas  com  propriedades  funcionais 
(farmácia),  de  observação,  diálogo  e  demonstração  de  fenômenos  naturais, 
especialmente  para  crianças  (escola),  de  prazer  ao  ver  a  evolução  das  plantas,  em 
especial quando se observa uma nova espécie na horta (lazer) e de relações sociais. 

7.  Identifique  onde  e  como  conseguir terra boa. Não desperdice matéria orgânica e 


faça compostagem e/ou minhocário 

Compostar  significa  transformar restos de alimentos e de vegetais em composto ou 


adubo  que,  além de conter minerais, nutrientes e microorganismos benéficos que as 
plantas precisam, ajudam o solo a ficar descompactado e a reter mais água. 

Para  o  preparo  da  compostagem  ou  do  minhocário,  é  importante  saber  quanto 
disporemos  de  resíduos  orgânicos  para  dimensionarmos  seu  tamanho.  A 
composteira  deve  ser  feita  próxima  da  horta, e quando feita da maneira correta, não 
atrai  insetos  nem  animais,  e  não  tem  mau  cheiro.  Sempre  que  possível,  deve  ser 
feita  dentro  das  referências  da  Secretaria  do  Verde  e  do  Meio  Ambiente  de  cada 
Município. 

Não  se  preocupe  caso  você  não  tenha  um  quintal  para  fazer  sua  compostagem. 
Hoje  já  é  possível  fazermos  a  compostagem  em  pequenos  espaços,  utilizando  as 
composteiras  domésticas.  Neste  curso,  oferecemos  vídeos  práticos  que  ensinarão 
você a desenvolver sua composteira ou minhocário domésticos. 

8. Visite agricultores e peça orientações e dicas sobre a produção de PANC 

Ninguém  melhor  para  orientar  do  que  o  agricultor  que  tenha  conhecimento  de 
produção  de  orgânicos  e  sobre  PANC.  Esse  contato  pode  ser  feito  em  feiras  de 
produtores,  em  especial  em  feiras  agroecológicas  ou  entrando  em  contato  para 
fazer parte de uma das muitas Comunidades que Sustentam a Agricultura (CSA) que 
começam  a  se  espalhar  pelo  Brasil  afora  (mais  informações  no  site 
http://www.csabrasil.org/csa/​ ). 

Também  existem  muitas  comunidades  virtuais  em  WhatsApp,  Facebook  e 


Instagram. 

9. Principais formas de propagação de PANC 

Comece por conhecer as formas de propagação de cada espécie. 

● Propagação  seminífera  (sexuada) ou não vegetativa: utiliza as sementes para 


reproduzir  uma  planta.  Em  geral  é usada para plantas que não se multiplicam 
bem  de  outras  formas.  Por  exemplo,  dentre  as  convencionais:  alface,  rúcula, 
salsinha,  feijão,  quiabo,  abóbora,  maxixe,  pepino,  berinjela  e  jiló.  Dentre  as 
hortaliças  PANC,  temos  a  serralha,  o  caruru  (amaranto),  o  almeirão  roxo,  a 
mostarda,  o  quiabo-de-metro,  o  maxixe-do-reino  (chuchu-de-vento),  o 
feijão-alado, dentre outras. 
● Propagação  vegetativa:  Utiliza  parte  da  planta  na  reprodução  dela,  como 
ramos  e  estolões.  Usada  para  plantas  que  não  produzem  sementes  ou  cujo 
crescimento  é  mais  rápido  e  fácil  dessa  forma.  Como  exemplos  dentre  as 
convencionais,  mandioca  (aipim  ou  macaxeira),  inhame,  batata-doce, 
mandioquinha,  couve  e  cebolinha.  Dentre  as  hortaliças  Panc,  citamos  as 
brotações  laterais  para  propagação  do  espinafre-japonês,  do 
espinafre-amazônico  e  do  melão-andino  (muricato).  Por  divisão  de touceiras, 
multiplica-se  o  peixinho,  a  azedinha  e  o  nirá.  Usando-se  raízes,  batatas  ou 
rizomas  propagamos  o  gengibre,  a  araruta,  a  taioba,  o  mangarito,  o 
tupinambo,  a  cúrcuma  e,  usando-se  estacas  apicais  (parte  do  caule)  temos 
mudas de chaya, batata-doce, manjericão, dentre outras. 
● Existem,  ainda,  espécies  que  podem  ser  propagadas  das  duas  formas, 
vegetativamente  ou  via sementes, como a beldroega, o cariru, o beldroegão, a 
bertalha, a capuchinha, entre outras. 

10. Troque sementes e mudas 

A  natureza  é  abundante  e,  a  partir  do  momento  em  que  começamos  a  plantar, 
passamos  a  produzir  mudas  e  sementes  em  nossas  hortas.  É  comum  a  troca  de 
sementes e mudas entre agricultores e esses momentos são sempre muito intensos 
em  troca  de experiências e aprendizados. Hoje, existem em diversas regiões, grupos 
realizando  encontros  de  trocas  de  sementes  e  experiências  que  contribuem  para  o 
aprendizado e para a manutenção e conservação dessas espécies em todo o Brasil. 
 

11. Se for possível, faça um viveiro de mudas 

Algumas  plantas, quando novas, são frágeis (ex. peixinho, azedinha e muricato) para 
serem  plantadas  diretamente  no  local  definitivo  nos  canteiros.  Por  isso,  devem  ser 
cultivadas  em  berçários,  bandejas  ou  pequenos  vasos  até  que  tenham  o  tamanho 
adequado  para  irem  para  a  terra,  aumentando  suas  chances  de  sobrevivência. 
Tamanho  adequado  significa  aguentarem  sua  resistência  a  adversidades  e 
suportarem  maior  período  sem  irrigação,  estarem mais firmes e mais resistentes ao 
vento  e  ao  sol  nas  horas  mais  quentes  do  dia.  Os  viveiros,  além  de  propiciarem 
condições  ideais  para  a  produção  e  desenvolvimento  das  mudas,  trazem  maior 
autonomia  no  cultivo  de  hortaliças.  Cada  espécie  tem  um  tempo  de  crescimento 
diferente e poderá ser transplantada para os canteiros em um momento diferente. 

Onde instalar o viveiro: 

Deve  ser  abrigado  do  vento  e  do  sol  pleno,  com  telado  ou  plásticos apropriados ou, 
no mínimo, ser usado um espaço com sombra parcial e fácil acesso à água. 

 
 
12.  Fique  familiarizado  com  o  sistema  de  cultivo  e  as  formas  de  consumo de cada 
espécie 

Neste  curso,  apresentaremos  uma  relação  de  hortaliças  PANC  com  seus  sistemas 
de  produção,  épocas  de  colheita  e  maneiras  de  como  prepará-las  para  a 
alimentação.  Utilize  o  conteúdo  do  curso,  baixe  os  livros  e  outras  literaturas 
disponíveis para auxiliá-lo neste plano. 

● Observe  a  época  de  plantio,  pois  algumas  espécies  só  nascem  em  épocas 
específicas do ano. 
● Repare  nas  necessidades  de  cada  planta  -  algumas  precisam  de  mais  água, 
outras de menos. 
● Cuidado por onde pisa, muita coisa que parece mato na verdade é comida. 
● Nem  todos  os  insetos  são  indesejáveis:  pequenas  aranhas,  joaninhas, 
borboletas,  vespas,  abelhas,  centopéias  e  besouros  fazem  parte  do 
ecossistema  da  horta  e  ajudam  a  protegê-la. Caso tenha infestações severas 
de  algum  inseto  (ex:  percevejo,  vaquinha,  pulgão,  cochonilha,  lesmas),  tente 
entender  qual  desequilíbrio  levou  a  essa  infestação.  Use  apenas  defensivos 
naturais para controle, como chás e caldas caseiras. 
● Deixe algumas plantas darem flor, para ter sementes. 
● Guarde todas as ferramentas que usar. 

13. Aproveite todos os espaços 

Caso  você  não  tenha  um  espaço  com  terra  em  sua  casa,  avalie  a  possibilidade  de 
quebrar  o  concreto  de  um  piso  para  o  cultivo  da  horta.  Tirar  parte  do  pavimento 
pode  deixar  o  ambiente  mais  fresco,  menos  barulhento  e  mais  permeável  para  as 
águas  da  chuva.  Nos  espaços  em  que  não  se  possa  quebrar  o  cimento,  é  possível 
cultivar  uma  horta  em  vasos,  caixas  de  madeira  e  de  isopor,  ou  ainda  aproveitar  as 
paredes e muros para o cultivo de hortas verticais. 

Sem espaço: 

Pensar  em  alternativas  como  vasos  e  floreiras  para  o cultivo de pequenas plantas e 


ervas  é  uma  boa  opção.  No  entanto,  o  tamanho  do  recipiente  é  importante  para 
disponibilizar  terra  e  espaço  suficiente  para  que  a  planta  se  desenvolva 
adequadamente  e  enfrente  alguns  dias  de  calor  sem  que  o  vaso  seque,  como  por 
exemplo  nos  finais  de  semana.  Caso  possua  uma  pequena  área  de  solo  para 
plantar,  pode  aproveitar  o  pouco  espaço  para  inserir  plantas  de  pequeno  porte, 
consorciadas com plantas que tenham exigências ambientais parecidas.  

Sugestões  de  plantas  para  pequenos  espaços:  azedinha,  beldroega,  beldroegão, 


barba  de  falcão,  capiçoba,  capuchinha,  caruru,  jambu,  mangarito,  mitsubá,  peixinho, 
picão, serralha, tansagem, trapoerabas. 

 
Pouco espaço e pouco sol: 

Em  pequenas  áreas,  em  que  há  sombreamento e um ambiente mais úmido, pode-se 


consorciar  espécies  como  alho-silvestre,  erva-de-crocodilo,  jambu,  beldroegão, 
capuchinha,  inhame  (variedades  pequenas),  mitsubá,  mangarito,  tansagem, 
espinafre-de-okinawa, trapoerabas. 

Cercas e ambientes verticais:  

Áreas  que  possuam  cercas,  pergolados  ou  outros  espaços  podem  ser  utilizados 
para  o  plantio  de  espécies  trepadeiras.  Muros  podem  ainda  receber fios resistentes 
ou  arame,  suportando  o  crescimento  dessas  espécies.  Sugestões  de  plantas  para 
esses  espaços  são:  cará,  cará-moela,  bertalha-coração,  feijão-borboleta, 
feijão-alado, mini-pepino, ora-pro-nóbis, quiabo-de-metro, maxixe-do-reino. 

Uso de grandes espaços: 

Em  situações de espaços maiores como quintais e terrenos, plantas de grande porte 
podem  ser  escolhidas  para  compor  a  horta,  como  a  erva-luiza,  o  fisalis,  o 
manjericão-cravo,  a  moringa,  o  tamarilho,  a  chaya,  o  tupinambo,  a  vinagreira,  a 
capeba,  entre  outras.  Frutíferas  de  porte  pequeno  e  médio  podem  ser  plantadas, 
desde  que  não  façam  muita  sombra  para  a  horta  quando  crescerem  a  exemplo  de 
figo,  acerola,  pitanga,  tangerina,  mamão,  pêssego, entre outras. Escolha as espécies 
mais adequadas e facilmente disponíveis para o clima e o espaço da sua região. 

14. Cultive e consuma brotos de hortaliças PANC 

Além  de  criar  mudas  para  as  hortas,  é  possível  também  cultivar  e  consumir  os 
brotos  na  alimentação  do  dia  a  dia.  Os  brotos,  além  de  saborosos  e  nutritivos,  não 
ocupam muito espaço, pois podem ser plantados até em pequenos recipientes.  

O  feijão-guandu  e  o  girassol,  são  sugestões  de  brotos  que  podem  ser  consumidos 
crus para enriquecer a salada, o suco verde, as sopas e diversos pratos. 

15.  Aproveite  todas  as  oportunidades  para  aprender  receitas  saborosas  com  as 
PANC que você produz 

Assim  como  a  produção,  o  preparo  e  o  consumo  das  hortaliças  PANC  devem  ser 
ações  prazerosas.  Procure  vídeos,  busque  opiniões,  fale  com  cozinheiros  e 
nutricionistas.  Aprenda  como  aproveitar  melhor  o  alimento  que  você  produz,  a  fim 
de gerar variedade alimentar, nutrição e satisfação. 
 

Compostagem e vermicompostagem 
A  compostagem  é  o  processo  de  transformação  biológica  que  acelera  a 
decomposição  de  restos  de alimentos, folhas, palhada (serragem ou folhas secas) e 
esterco,  em  um  produto  final  chamado  de  composto  orgânico.  Ela  pode  ser  feita, 
tanto no seu quintal como dentro de apartamentos, pois hoje já existem kits próprios 
para  esse  fim,  ou  você  mesmo  pode  montar  o  seu.  Ao  final  desse  tópico,  assita  os 
videos onde é mostrado como montar e fazer a compostagem. 
 
Para  fazer  a  compostagem  em  apartamentos  ou  em  áreas  menores,  geralmente,  é 
preciso  ter  de  três  a  quatro  caixas  ou  baldes  com  tampas  para  montar  a 
composteira,  o  que  vai  depender  do  volume  de composto que se deseja obter. Caso 
você  queria,  pode  acelerar  o  processo,  colocando  minhocas  em  sua  composteira. 
Quando  as  adicionamos,  teremos  um  minhocário  e  o  processo  passa  a  se  chamar 
vermicompostagem.  Ao  invés  de  termos  o  composto  orgânico  no  final,  teremos  o 
húmus. Logo mais, explicaremos a diferença entre os dois. 
 
Além  do  composto  ou  do  húmus,  teremos  um  segundo  produto  resultante  do 
processo,  o  chorume,  que  é  um  líquido  rico  em  nutrientes  e  que  pode  e  deve  ser 
utilizado na adubação de sua horta. 
 
Montando sua compostagem doméstica 
 
Para  montar  a  composteira,  as  caixas  devem  ficar  empilhadas,  formando  três 
andares.  A caixa inferior é chamada de coletora, por ser o local onde o chorume será 
armazenamento;  as  duas  caixas  superiores  são  as  digestoras,  onde  serão 
colocados  a  terra, as sobras e descartes de hortaliças e frutas, a serragem ou folhas 
secas e, quando for o caso, as minhocas. 
 
As  caixas  digestoras  devem  ser  furadas,  nas  laterais  (com  uma  broca  de  1,5  mm) 
para  favorecer  a  circulação  do  ar  e  com  isso  permitir  a  realização  do  processo  de 
compostagem,  e  na  sua  base  (com  uma  broca  de  4  mm)  para  permitir  a  circulação 
das  minhocas  entre  as  caixas  e  também  o  escoamento  do  chorume.  Na  caixa 
coletora,  é  feito  apenas  um  furo  em  uma  das  laterais  para  instalar  uma  torneira 
pequena.  Duas  tampas  também  deverão  ser  furadas  (com  uma  broca  de  4  mm), 
ficando  uma  entre  a  caixa  coletora  e  a  primeira  digestora  e,  a  outra  tampa  entre  as 
duas  digestoras.  Não  fure  a  tampa  da  terceira  caixa  para  evitar  que  as  minhocas 
fujam e também a entrada de moscas. 
 
 
 
Com  as  caixas  prontas,  pode-se  iniciar  o  preparo  da  compostagem.  Coloque  uma 
camada  de  terra  ou  húmus  de  cerca  de  4  a  5  cm  de  altura,  seguida  por  uma  de 
palhada  –  essa  será  a  cama  das  minhocas.  Faça  esse  procedimento  nas  duas 
caixas  digestoras.  No  entanto,  as  minhocas  serão  colocadas  apenas  na  caixa 
superior.  Para  abastecer  duas  caixas  com  dimensões  de  45  cm  x  35  cm  x  20  cm 
(aproximadamente  0,16  m2),  deve-se  colocar,  inicialmente  até  120  minhocas 
adultas.  Depois  de  coloca-las  minhocas,  comece  adicionar  as  sobras  da  cozinha  e 
lembre-se  sempre  de  cobri-las  com  uma  camada  de  palhada.  Continue adicionando 
as  sobras  da  cozinha  até  que  esta  caixa  esteja  cheia,  momento  em  que  deverá  ser 
trocada  com  a  caixa  coletora  que  está  vazia.  À  medida  que  os  alimentos  são 
consumidos e decompostos, as minhocas começarão a migrar para a caixa de cima, 
em  busca  de  mais  alimento.  O  processo,  em  cada  caixa,  dura  aproximadamente,  2 
meses,  então,  depois  de  4  meses,  teremos  um  ciclo  fechado  de  produção  do 
composto ou do húmus. 
 
  
 
Durante  o  processo  de  decomposição  e  formação  do  adubo,  um  líquido  rico  em 
nutrientes  chamado  chorume  ou  lixiviado  vai  sendo  formado  e  escorre  para  a caixa 
inferior.  Pode  ser  adaptada  uma  torneirinha  nesta  caixa,  para  coletar  o  chorume  e 
utilizá-lo  na  adubação  das  suas  hortaliças,  sempre  diluído  em  água,  para  não 
queimar  as  plantas.  Para  adubação  de  cobertura  (manutenção  da  fertilidade  das 
plantas  ao  longo  do  seu  ciclo  produtivo),  dilua  1  parte  do  lixiviado  para  1  parte  de 
água e aplique na terra de duas a três vezes por semana. 
 
Outra  forma  de  aplicar  o  lixiviado  é  nas  folhas,  mas  deve  ser  diluído  em  maior 
quantidade  de  água.  Dilua  a  2%  para  as  mudas  (a  cada  20  ml  de  chorume, 
acrescente  1  litro  de  água)  e  a  5%  para  plantas  maiores  (a  cada  50  ml  de  chorume, 
acrescente  1  litro  de  água).  Utilize  um  borrifador  ou  o  regador  para  aplicar  o  seu 
biofertilizante. 
 
Montando sua compostagem em pilha: 
Caso  você  tenha  um  cantinho  em  seu  quintal  ou  um espaço maior e queira produzir 
um  volume  maior  de  composto  e  até  compartilhar  com  seus  vizinhos,  siga  os 
próximos passos. 
 
Como  a  pilha  de  compostagem  deve  ser  revirada  de  tempos  em  tempos,  para 
garantir  uma  compostagem  com  a  presença  de  oxigênio  (aeróbica),  ela  não  pode 
ser  muito  grande.  Vá  acrescentando  aos  poucos  os  restos  vegetais  em  camadas, 
conforme  descrito  nos  próximos  slides,  até  o  tamanho  de  no  máximo  2  m  de 
comprimento por 1 m de altura e 1,5m de largura. 
 
I. Escolha do local 
 
O  local  para  montagem  da composteira deve ser protegido de ventos e da insolação 
direta,  ter  boa  drenagem,  ser  levemente  inclinado  e  próximo  a  uma  fonte  de  água, 
pois  será necessário molhar o composto tanto durante a montagem da pilha, quanto 
nos reviramentos. 

 
II. Preparo do composto, materiais e montagem da pilha 
 
Como  já  mencionada,  você  precisará  alternar  as  camadas de terra, esterco, palhada 
e  as  sobras  ou  os  resíduos  crus  da  cozinha.  Os  resíduos  crus  da  cozinha  e  os 
estercos  (material  rico  em  nitrogênio)  devem ser dispostas em camadas de 5 cm; já 
a  palhada,  capim  seco  ou  folhas  secas  (material  rico  em  carbono)  devem  ser 
dispostas  em  camadas  de  15  cm  a  30  cm  (proporção  de  3/1).  À  medida  que  as 
camadas  são  dispostas,  elas  devem  ser umedecidas com água, como demonstrado 
no  esquema.  A  última  camada  deve  ser  de  capim  ou  palha.  Para  esse  tipo  de 
compostagem,  não  recomendamos  utilizar  óleos,  carnes  ou  resíduos  cozidos,  por 
atrair animais indesejáveis, nem fezes de cães e gatos. 
 
Caso  você  não  queira  ou  não  possa  usar  o  esterco  para  montar  sua  pilha  de 
composto,  será  preciso  ir  até  uma  mata  ou  embaixo  de  árvores  que  tenham muitas 
folhas  e  material  vegetal em decomposição e pegar uma quantidade desse material, 
que  é  fonte  dos  micro-organismos  benéficos  que  ajudarão  no  processo  de 
compostagem. 
 

 
III. Medindo a temperatura 
 
O  primeiro  sinal  de que a compostagem teve início é o aumento da temperatura, que 
deve  ser  verificada  48  horas  após  a  montagem  da  pilha.  A  temperatura  não  pode 
ultrapassar  os  70°C  e  para  medi-la,  introduza  um  termômetro  até  o  meio  da  pilha. 
Caso  não  tenha  um,  pode-se  utilizar  uma  barra  de  ferro.  Se  a  temperatura  estiver 
muito  alta,  é  sinal  de  que  a  compostagem  está  acontecendo  sem  a  presença  de 
oxigênio  e  você terá que revirar a pilha. Se não tiver aumentado a temperatura ainda, 
é sinal de que a pilha deve ser molhada. 
 

 
 
IV. Mantendo a umidade da pilha 
 
A  água  e  o  ar  são  de  grande  importância  para  a vida dos microrganismos que farão 
o processo de transformação da matéria orgânica em composto. Tanto a falta como 
o  excesso  de  umidade  são  prejudiciais  à  massa  de  fermentação.  Com  a  umidade 
adequada,  é  possível moldar a massa com as mãos, de forma que ela não esfarele e 
nem  escorra  nenhum  líquido  dela.  Se  estiver  muito  seca,  a  temperatura  não 
aumentará, indicando que não está ocorrendo a fermentação. 
 

 
V. Reviramentos da pilha 
 
Com  o  aquecimento  normal  da  pilha,  normalmente  o  primeiro  reviramento  deve  ser 
realizado  aos  15  dias  após  a sua montagem e o segundo aos 30 dias. Normalmente 
são feitos de 3 a 4 reviramentos até o processo final de decomposição. 
 
Por  volta  de  45  dias  após  sua  montagem,  a  temperatura  começa  a  cair 
gradativamente,  terminando  por  volta  de  90  dias  o  processo  de  compostagem  em 
meio  frio, quando o composto atinge o auge de suas propriedades benéficas ao solo 
e  às  plantas.  O  composto  pronto  adquire  uma  coloração  escura  e  um  cheiro 
característico de terra. 

 
O que PODE ser colocado com MODERAÇÃO (menos de 20%): 
 
● Frutas cítricas (laranja, limão, mexerica, abacaxi, etc); 
● Alimentos cozidos; 
● Papel toalha, guardanapos de papel, papel de pão, papel jornal; 
● Óleos e gorduras; 
● Flores  e  ervas  medicinais  ou  aromáticas  (sem  terem  passado  pela  água 
fervente para fazer chá); 
● Temperos fortes (alho, cebola, pimenta, etc); 
● Laticínios; 
● Líquidos (iogurte, leite, caldos de sopas e feijão, etc) 
 
NUNCA coloque na compostagem: 
● Carnes de qualquer espécie; 
● Fezes de animais carnívoros; 
● Papel higiênico usado. 
 
 
Videoaula sobre compostagem: 
Saiba  o que é e como fazer um composto orgânico com a pesquisadora da Embrapa 
Ronessa Bartolomeu.  
 
● https://ava.sede.embrapa.br/ 
 
● http://videoaula.rnp.br/v.php?f=/embrapa-dti/compostagem/compostagem.x
ml 
 
Vídeo: Aprenda a fazer uma composteira doméstica: 
O extensionista Antonio Paganelli, da Emater do Rio Grande do Sul (RS) ensina como 
fazer uma composteira orgânica. 
 
● Créditos: Jornalista: Marta Tejera Montenegro-RS http://www.emater.tche.br 
 
● https://www.youtube.com/watch?v=O7lpOWtPKHQ&feature=emb_logo 
 
 
 
Adubação Verde: 
 
A  adubação  verde consiste no cultivo de espécies com objetivo de adicionar matéria 
orgânica,  reciclar  nutrientes e fixar nitrogênio biologicamente ativo no solo, podendo 
ser incorporada ou mantida sobre a superfície do solo.  
 
Com  essa  prática,  a  massa  resultante  da  roçagem  dessas  espécies  serve  como 
matéria  orgânica  rica  em  nutrientes,  sendo  decomposta  lentamente  no  solo,  ao 
contrário do que acontece com outros compostos orgânicos e estercos curtidos. 
 
Além  disso,  alguns  adubos  verdes  são  ricos  em  nitrogênio  devido  à  fixação 
biológica desse nutriente, substituindo o uso de fertilizantes sintéticos. 
 
O  manejo  dos  adubos  verdes  dependerá  do  objetivo  de  sua  utilização.  Sua  massa 
vegetal  pode  ser  tanto  incorporada  ao  solo  quanto  mantida  sobre  a  superfície.  No 
primeiro  caso,  os  processos  de  decomposição  e  mineralização  acontecem  mais 
rápido,  e  consequentemente,  os  efeitos  positivos  na  melhoria  da  fertilidade  e  no 
condicionamento  do  solo  aparecem  mais  rapidamente.  Esta  é  a  melhor  alternativa 
de  manejo  dos  adubos  verdes  quando se objetiva o fornecimento de nutrientes para 
a cultura sucessora. 
 
No  segundo  caso,  a  massa  vegetal  fica  disposta  sobre  o  solo  após  seu  corte  e, por 
isso,  se  decompõe  mais  lentamente.  No  entanto, esta é uma boa alternativa quando 
o  objetivo  principal  é  proteger  o  solo  contra  a  erosão,  aquecimento  e  contra  o 
surgimento  de  plantas  espontâneas  problemáticas.  Neste  caso,  os  adubos  verdes 
são  utilizados  como  cobertura  vegetal.  Se  esta  cobertura  vegetal  for  realizada 
visando  à  produção  de  palhada  para  o  sistema  de  plantio  direto  ou  para  o  cultivo 
mínimo, dará origem ao que chamamos de cobertura morta. 
 
As  seguintes  espécies  são  excelentes  opções  para  a  produção  de 
adubos verdes em quintais ou pequenas chácaras: 
 

 
Crotalária 
(Crotalaria juncea) 
 
 
Milho 
(Zea mays) 
 
 
Mucuna 
(Mucuna pruriens) 
 

 
Milheto 
(Pennisetum americanum L.) 
 
Sorgo forrageiro 
(Sorghum bicolor) 
 

Vídeos: 

Os  vídeos  abaixo  contribuem  para  aperfeiçoar  o  conhecimento  a  respeito  do  tema 
Adubação Verde: 

Vídeo  1  -  O  pesquisador  da  Embrapa  Milton  Padovan explica sobre os benefícios da 


adubação verde em sistemas de produção agroecológicas. 

Vídeo  2  -  O  pesquisador  da  EPAGRI  Cirio  Parizotto  apresenta  dicas  de  produção  de 
adubos verdes. 

Vídeo  3  -  O  pesquisador  da  EPAGRI  Claudinei  Kurtz  apresenta  mais  informações 


sobre consorciação de plantas para adubação verde 

 
https://www.youtube.com/watch?v=auhn6SBwpvc&feature=emb_logo 
https://www.youtube.com/watch?v=18I7flt5kpw&feature=emb_logo 
https://www.youtube.com/watch?v=PQM2YXDeWJo&feature=emb_logo 
 
 
 
 
 
 
 
 
Preparando para o plantio: recipientes e solo 
 
Escolha do local adequado: 
A  sua  horta  pode  ser  instalada  em  qualquer  local,  na  sua  varanda,  na  janela,  no 
corredor,  na  área  de  serviço  e,  se  você  tiver  um  quintal,  melhor  ainda.  Mas, 
independente  do  local,  é  preciso  levar  em  consideração  alguns  fatores  importantes 
para o bom desenvolvimento das plantas e sucesso da sua horta. 
 
O  local  escolhido  deve  ser  arejado,  ensolarado  e  iluminado  durante  a  boa  parte  do 
dia, para que as plantas recebam pelo menos de 4 a 5 horas de luz solar; 
o  solo  (terra)  a  ser  utilizado  deve  ser  fofo,  sem  pedras,  plásticos  ou  resíduos 
(sobras)  de  construção;  não  ter  sido  utilizado  para  depósito  de  lixo  ou  retirado 
próximo  de  áreas  de  esgoto  ou  fossa  séptica,  a  fim  de  evitar  contaminações 
biológicas;  escolher  os  recipientes  adequados;  escolher  as  hortaliças  adequadas 
para plantio em pequenos espaços. 
 
Onde posso plantar? 
Além  do  plantio  convencional  em  canteiros,  diretamente  no  solo,  podemos  adaptar 
muitos  recipientes  para  produzirmos  hortaliças.  No  entanto, é muito importante que 
eles  tenham  uma profundidade mínima, para permitir adequado desenvolvimento do 
sistema  radicular  das  plantas  e  estejam  perfurados na parte inferior, permitindo que 
o excesso de água escoe. Sugerimos, a seguir, alguns recipientes: 
 
● Canos de PVC; 
● Caixotes de madeira 
● Vasos  apropriados  para  a  produção,  feitos  de  plástico  para  uso  agrícola,  de 
barro ou de cimento  
● suportes prontos, como jardineiras, vasos suspensos, etc. 
 
 
 
Preparo do solo 
Agora  que  já  escolhemos  os recipientes que serão utilizados, vamos preparar o solo 
para  o  plantio.  Nos  plantios  comerciais,  é  necessário  saber  exatamente  as 
quantidades  dos  nutrientes  que  estão  no  solo,  para  não  comprometação  e,  para 
isso,  tem  que  ser  feita  uma  análise  química  do  solo,  em  laboratórios.  No  entanto, 
não  precisaremos  fazer  isso  na  nossa  Horta  em  Pequenos  Espaços,  porque  a 
quantidade  de  plantas  é  menor  e,  com  isso  conseguimos  fazer  uma recomendação 
básica  para  preparo  e  manutenção  do  solo,  que  será  colocado  nos  vasos,  para  que 
sua produção seja sempre satisfatória. 
 
Precisaremos dos seguintes insumos, para preparar um volume de 50 L de solo. 
 
● 50 litros de terra; 
● 100 gramas de calcário (para corrigir a acidez do solo); 
● Adubo  orgânico:  17  litros  de  esterco  curtido  de  aves  ou  34  litros  de  esterco 
curtido de gado; 
● 200 g de termofosfato de rocha; 
● Adubo mineral: 200 g de NPK 4-14-8 ou 100 g de NPK 4-30-16. 
 
Preparo do solo 
Misture  todos  os  ingredientes  até  que  fique  uma  mistura  uniforme.  Caso  você  não 
precise  desta  quantidade  de  solo,  basta  fazer  uma  regra  de  três  para  saber  a 
quantidade  que  precisará  de  cada  insumo.  No  Quadro  1,  nós  apresentamos  as 
quantidades  necessárias  para  o  preparo  de  05  volumes  de  solo.  Mas  lembre-se, 
escolha  utilizar  apenas  um  dos adubos orgânicos (o esterco de galinha ou o esterco 
de gado) e apenas umas das formulação do NPK, a 4-14-8 ou a 4-30-16. 
 
Quadro  1.  Insumos  e  suas  respectivas  medidas,  para  o  preparo  de 40, 30, 20, 10 e 5 
litros de solo. 

 
 
Se  você  não  tiver  acesso  aos  adubos  minerais  (NPK)  e  ao  termofosfato,  não  se 
preocupe,  é  possível  utilizar  somente  os  adubos  orgânicos  ou  um  composto 
orgânico  e  farinha  de  ossos,  em  substituição  ao  NPK  e  ao  termofosfato, 
respectivamente. 
 
A  liberação  dos  nutrientes  para  as  plantas  será  um  pouco  mais  lenta,  mas  não  vai 
prejudicar em nada a sua horta.  
 
 
 
 
 
 
 
Ferramentas 
 
Algumas  ferramentas  podem  te  auxiliar  muito  no  preparo  e  na  manutenção  da  sua 
horta!! Seguem algumas dicas e a utilizade de cada uma delas! 
 
Pazinha  larga  –  usada  para  no  preparo  da  solo  para  o  plantio,  na  inserção  e/ou 
remoção de adubo e até mesmo na remoção de pedras; 
 
Pazinha  transplantadora  ou  estreita – uada para transplantar mudas de bandejas ou 
de copinhos para o local definitivo; 
 
Garfo de mão – auxilia na remoção de plantas invasoras e para afofar a terra; 
 
Rastelo  ou  ancinho  de  mão - ajuda a revirar o solo e a remover plantas invasoras em 
espaços  onde  o  garfo  não  alcança.  Também  serve  para  recolher  folhas  secas  do 
chão, caso sua horta ocupe um espçao maior. 
 
Regador ou mangueira - para irrigar sua horta; 
Enxadinha  de  mão  ou  sacho  coração  de  cabo  curto  -  para  misturar  a  terra,  fazer  as 
covas de plantio e também para a remoção de plantas invasoras; 
Tesoura  de  poda  -  para  retirar  galhos  e  folhas  secas  ou  doentes  e ainda na colheita 
dos frutos; 
 
Borrifador  -  para  aplicação  de  caldas  para  o  controle  de  pragas  e  doenças  e  para 
molhar a terra quando as sementes estiverem em fase de germinação. 
Se  o  plantio  for  feito  em  vasos  ou  recipientes  menores,  adquira  essas  ferramentas, 
só que de menor tamanho. 
 
Mas  se  o  plantio  for  em  canteiros,  providencie  as  ferramentas  de  maior  tamanho. 
Elas  serão  úteis  para  levantar  os  canteiros  e  misturar  os  adubos  na  terra,  além  de 
ajudar na remoção de plantas invasoras. 
 

Vídeo prático: Preparo do solo 

Aprenda  uma  forma  simples  e  barata  de  preparar  o  solo  para  a  produção  de 
hortaliças PANC. 

https://www.youtube.com/watch?v=YxRtPTGLsBY&feature=emb_logo 
 
 
Planejando a produção de acordo com o espaço disponível 
 

 
(Almeirão de árvore, Nuno Madeira) 
 
As  plantas  ideais  para  o  cultivo  em  quintais  e  varandas  são  aquelas  disponíveis  e 
com  bom  desenvolvimento  na  região  onde  elas  se  encontram.  Em  locais  mais 
secos,  escolha  as  espécies  mais  adaptadas  à  falta  de  água.  Em  locais  com  muita 
sombra,  escolha  as  que  toleram  a  falta  de luz solar. Sugerimos plantas que possam 
ser  consumidas  in  natura  e  manuseadas  livremente  pelas  crianças,  evitando  as 
espinhosas  e  urticantes.  As  plantas  que  não podem ser consumidas cruas (folha da 
batata-doce,  capeba,  celósia,  mangarito,  ora-pro-nóbis  de  árvore,  picão, 
quiabo-de-metro,  inhame,  espinafre-indiano,  orelha-de-macaco  ou 
espinafre-amazônico,  caruru,  amaranto,  etc)  devem  ser  identificadas  e  plantadas 
separadamente,  para  evitar  que  sejam  degustadas  na  horta  de  forma  incorreta. 
Espécies  que  não  são  confundidas  por  serem  muito  conhecidas  (couve,  salsa, 
alface,  cebolinha,  manjericão),  podem  ser  plantadas  em  plantio  consorciado, 
ajudando  na  defesa  natural  das  plantas  contra  predadores  e  aproveitando  melhor o 
espaço. 
 
No  auxílio  didático  abaixo,  apresentamos  o  potencial  das  PANCs  para  plantio  em 
qualquer tipo de espaço. 
 
(Amaranto, por Nuno Madeira) 
 
Em espaços muito pequenos: 
Uso  de vasos e floreiras para o cultivo de pequenas plantas e ervas. Deve haver terra 
suficiente  para  que  a  planta  enfrente  alguns  dias  de  calor  sem  que  o  vaso  seque, 
como,  por  exemplo,  nos  finais  de  semana.  Caso  possua  uma  pequena  área  de  solo 
para plantar, aproveite para inserir plantas de pequeno porte. 
 
Exemplos:  azedinha,  beldroega,  beldroegão,  barba-de-falcão,  capuchinha,  caruru, 
jambu, mangarito, mitsubá, peixinho, picão, serralha, tansagem e trapoerabas.  
 
Em espaços pequenos e pouca iluminação solar: 
alho-silvestre,  erva-de-crocodilo, jambu, beldroegão, capuchinha, inhame (variedades 
de  pequeno  porte),  mitsubá,  mangarito,  tansagem,  trapoerabas  e 
espinafre-de-okinawa. 
 
(Jambu, Paula Rodrigues) 
 
Em cercas, ambientes verticais e pergolados: 
Podem  ser  usadas  plantas  trepadeiras  como:  anredera,  cará,  cará-moela, 
bertalha-coração,  bertalha,  feijão-borboleta,  feijão-alado,  minipepino,  ora-pro-nóbis, 
quiabo-de-metro e maxixe-do-reino. 
 
Em grandes espaços: 
Plantas  de  porte  grande  podem  ser  escolhidas  para  compor  parte  da  horta: 
mangarito,  fisalis,  manjericão-cravo,  moringa,  tamarilo,  tupinambo,  vinagreira, 
capeba.  
 
(Vinagueira, Paula Rodrigues) 
 

Atenção:  Muitas  das  plantas  que  nascem  em  praças,  calçadas,  jardins  e hortas não 
são  comestíveis.  Se  tiver  qualquer  tipo  de  dúvida  sobre  a  identificação  de  uma 
planta,  não  experimente  e  nem  nunca  dê  para  as  crianças.  Para  tirar  dúvidas  na 
identificação  das  PANC,  é  importante  ter  apoio  técnico  e  recorrer  a  agricultores 
experientes,  e  referências  bibliográficas  como  as  que  foram  aqui  citadas.  Outra 
recomendação  é  que  as  mudas  de  PANC  utilizadas  devem  ser  adquiridas  junto  aos 
viveiros estabelecidos para esse fim. Saiba mais no decorrer deste curso. 
 
 
 
 
 
 
Escolha das espécies de PANC mais apropriadas para sua horta: 
 
De  acordo  com  as  características  do  espaço  disponível,  você  poderá  decidir  com 
maior propriedade quais seriam as espécies mais adequadas para plantio. 
 
Os  apoiadores  do  Projeto  Viva  Agroecologia,  que  incluem  Embrapa,  Movimento 
Urbano  de  Agroecologia(  MUDA-SP),  Secretaria  de  Educação  da  Prefeitura  de  São 
Paulo,Horta  da  Faculdade  de  Medicina  da  USP,  Emef  Desemb.  Amorim  Lima  e  sua 
Comissão  de  Horta,  Alimentação  e  Sustentabilidade  (CHAS),  Associação  RAS,  e  os 
seus  realizadores  Instituto  Kairós  e  Secretaria  do  Verde  e  do  Meio  Ambiente  do 
Município  de  São  Paulo,  elaboraram  um  infográfico  simples  para  facilitar  a  tomada 
desta  decisão.A  concepção  do  projeto  gráfico,  ilustrações  e  diagramação  é  de 
Maria Alice Gonzales. A imagem da boneca da Dra Ana Primavesi ,grande  mestra da 
agroecologia,  foi  confeccionada  por  Betina  Schimid  com  colaboração  de  Susana 
Prizendt.  Todos  os  materiais  (publicações  e  vídeos)  estão  disponíveis  para 
download  gratuito  no  blog  do  projeto  viva  agroecologia.  O  cartaz  do  projeto 
contendo  20  tipos  de  PANC  poderá  ser  ampliado  em  até  4  vezes  de  tamanho 
podendo  ser  impresso  em  banner  para  ser  colocado em horta. Da mesma maneira 
cada  célula  sobre  uma  PANC  também  ampliada  pode  ser  plastificada  e  serve  de 
sinalização para as hortas.   
 
● Acesse a tabela ampliada com mais de 70 tipos de PANC e todos os 
materiais do projeto Viva Agroecologia 
em:http://vivaagroecologia.blogspot.com/p/publicacoes.html 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Potenciais de plantio de hortaliças PANC: 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 
 
Onde encontrar mudas para iniciar sua horta PANC: 

Segue  abaixo  uma  lista  de  rede  de  contatos  de  profissionais  que  trabalham  com  a 
produção de Hortaliças tradicionais ou PANC. 

Não  existem  ainda  muitos  viveiristas  ou  empresas  de  sementes  comercializando 
mudas  ou  sementes  de  Hortaliças  PANC,  encontrando-se  esporadicamente  uma ou 
outra espécie. 

Contudo,  essas  espécies  foram  sendo dispersadas através de uma rede solidária de 


parcerias,  onde  há  diversos  trabalhos  de  implantarção  de  campos  comunitários, 
para a produção e disponibilização de sementes e mudas de Hortaliças PANC. 

A  lista  a  seguir  apresenta  alguns  dos  pontos  focais  dessa  rede,  profissionais  e 
instituições,  que  poderão  auxiliar  na  busca  por  sementes  e  mudas  de  Hortaliças 
PANC. Alguns trocam mudas, alguns doam e alguns orientam onde encontrar. 

É  possível  também  utilizar  as  redes  sociais,  como  os  grupos  de  permacultura, 
agroecologia,  reforma  agrária,  assim  como  os  grupos  de  trocas  de  mudas  e 
sementes,  grupos  de  PANC  (todas  no  Facebook)  para  procurar  por  plantas 
específicas,  em  diálogo  aberto  para  trocas  ou  doações.  Essa  é  uma  forma  de 
encontrar  pessoas  e  instituições  que  trabalhem  com  essas  plantas,  mas  que 
possam estar fora dessa lista.  

Sugerimos  também  conversar  com  os  agricultores  de  sua  região,  os  pequenos 
produtores  de  hortaliças,  legumes  e  frutas,  porque  eles  podem  conhecer  e  possuir 
essas  plantas,  ainda  que  não  as  comercializem.  Isso  é  válido  para  as  cidades  onde 
há  agricultura  urbana  praticada  nos  quintais  -  as  hortas  de  quintal  podem  ter 
diversas  dessas  plantas  tradicionais,  vale  conversar com a vizinhança para saber se 
a planta que você procura existe perto de você. 

Por  fim,  ressaltamos  que  as  hortas comunitárias urbanas também podem ter PANC, 


de  forma  que  sugerimos  se  envolver  com  as  atividades  e  mutirões  para  aprender 
mais  sobre  essas  plantas  e  seu  cultivo.  A  maioria  das  hortas  possuem páginas nas 
redes sociais, e podem ser contatadas para esse fim. 

Espera-se  em  um  futuro  próximo  ter  uma  rede  fortalecida  de  sementes  e  mudas de 
Hortaliças PANC. 

  

 
 
 
 
 

Uma  rede  que  dá  apoio  aos  seu  integrantes  na  formação  e  difusão  das  hortas 
urbanas é os Hortelões Urbanos: h ​ ttps://www.facebook.com/groups/horteloes/    

Além  de  procurar  alguns  guardiões  de  mudas  e  sementes  de  PANC  como  os  da 
listagem  acima,  você  também  pode  organizar  um  Banco  Comunitário  de  Sementes 
ou  participar  de  uma  ação  de  Biblioteca  de  Sementes.  No  Brasil,  há  uma  vasta 
experiência  de  Bancos  Comunitários  de  Sementes  Crioulas  e  Tradicionais  e  de 
Sementes de Adubação Verde. 

Segundo  o  site  da  Rede  Sementes  Livres  do  Brasil: “Os bancos de sementes podem 


ser  individuais,  coletivos  ou  institucionais.  Chamamos  aqueles  (as)  que  protegem  e 
armazenam  sementes  de  guardiões  e  guardiãs.  Os  bancos  de  sementes  são 
espaços  de  armazenamento  de  sementes  e  de  troca,  um  local  onde  a  semente  fica 
armazenada de forma adequada fisicamente e ambientalmente. 

Existem  muitas  iniciativas  de  banco  de  sementes  pelo  mundo  e  cada  um  tem  sua 
forma  de  funcionamento,  estabelecida  pelo  guardião,  pela  instituição  ou 
comunidade que utiliza o banco. No caso dos bancos comunitários, normalmente os 
participantes  possuem  armazéns  de  sementes  e  promovem  feiras  de  trocas,  para 
que  as  variedades  crioulas  possam  ser  conhecidas  e  apresentadas à comunidade e 
cultivadas  em  outros  espaços,  garantindo  assim  cada  vez  mais  a  especificidade 
daquela  variedade  crioula  naquele  local.” 
(​http://www.redesementeslivresbrasil.org/mapa-dos-bancos-comunitarios​) 
Saiba  com  funciona  e  como  implementar  um  Bancos  Comunitários  de  Sementes 
através  da  experiência  da  Rede  de  Sementes  da  Paixão  da  Paraíba  em: 
http://portalsemear.org.br/boaspraticas/banco-de-sementes-comunitario/​.  Essa 
experiência  conta  com  o  apoio  das  organizações  da  Agricultura  Familiar  da 
Borborema,  como  o  Sindicato  dos  Trabalhadores  Rurais  de  Remígio;  a  AS-PTA  – 
Agricultura Familiar e Agroecologia, além da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA). 

Conheça  também  um  vídeo  sobre  os  Bancos  Comunitários  integrantes  da  ASA  - 
Articulação  do  Semiárido: 
https://www.youtube.com/watch?time_continue=42&v=_uOH1WKOFXs&feature=em
b_logo 

Outros Exemplos:   

● Alagoas  -  COPPABACS  (cooperativa  dos bancos comunitários de sementes) - 


http://coppabacs.blogspot.com.br/ 
● Sementes Florestais do Xingu - Brasil -​ http://sementesdoxingu.org.br/ 

A  experiência  de  Biblioteca  de  Sementes  é  difundida  pela  Associação  Biodinâmica. 


A  Biblioteca  de  Sementes  é  uma  coleção  de  sementes  de  polinização  aberta  e 
sementes  de variedades tradicionais onde cada pessoa pode emprestar para plantar 
e  crescer  em  sua  casa,  sitio  ou  fazenda. Este movimento surgiu nos EUA e já ocorre 
em  outros  países  da  Europa  como  uma  forma  de  resgate  e  conservação  da 
agrobiodiversidade.  Inicialmente  usando  estruturas  de  bibliotecas  de  livros,  mas 
também  como  iniciativa  virtual  para  possibilitar  um  desenvolvimento  de  uma  rede 
de  guardiões  de  sementes.  Para  saber  mais:  Associação  de  Agricultura 
Biodinâmica do Brasil acesse ​https://biodinamica.org.br/sementes​. 

● Como é uma horta PANC na escola?  


https://issuu.com/ikairos/docs/apostila_-_como___horta_de_panc