Você está na página 1de 5

ROTEIRO DE ESTUDOS

Academico: Railton Matheus Oliveira Douro

1. Componentes do tecido conjuntivo.


Matriz extracelular da qual estão presentes inúmeras proteínas, substância fundamental ou amorfa, liquido
intersticial e as células próprias ou não do tecido conjuntivo como fibroblastos, fibrócitos, leucócitos, linfócitos e
outros, sendo o número e tipo de células variável a cada organismo e sua necessidade tecidual por isso há certa
dificuldade por parte dos citologistas em classificar o tecido conjuntivo.
2. Funções do tecido conjuntivo.
A função do tecido conjuntivo é suspender um órgão ou tecido e lhe dar sustentação (ligamentos e tendões), isolar
órgãos e lhes dar proteção (camada de tecido adiposo que envolve alguns órgãos como coração e rins), ajudar nos
processos imunológicos (células de defesa produzida pelo tecido hematopoiético), nutrição de tecidos (estroma de
um órgão), regulação térmica (camada isolante de tecido adiposo), reserva de energia ( trigliceres armazenados no
tecido adiposo), reparação tecidual (fibroblastos e mioblastos), entre outros. Meio de trocas, armazenamento.
3. Origem embrionária do tecido conjuntivo.
O tecido conjuntivo tem sua origem no folheto embrionário do mesoderma que dá origem ao mesênquima. As
células mesênquimais vão sendo invaginadas pelo endoderma e ectoderma e assim este vai envolvendo órgãos,
preenchendo as estruturas entre os órgãos e tecidos, além de dar origem a outros tecidos que também compõe o
tecido conjuntivo como tecido adiposo, cartilaginoso e hematopoiético.

4. Células embrionárias.
As células do tecido conjuntivo são derivadas das células mesenquimais, que são células-tronco pluripotentes. O
mesênquima é um tecido embrionário proveniente do mesoderma e, na região da cabeça, também da crista neural,
de origem ectodérmica. As células mesenquimais têm um aspecto estrelado ou fusiforme, devido aos
prolongamentos. Há junções comunicantes entre os prolongamentos de células vizinhas. O espaço extracelular é
ocupado pela abundante substância fundamental e por esparsas fibras reticulares. O tecido conjuntivo do adulto
contém uma população pequena de células mesenquimais. Elas estão localizadas, por exemplo, na polpa dentária e
ao redor de pequenos vasos sanguíneos, onde são chamadas pericitos. As células mesenquimais são capazes de se
transformar em fibroblastos e em miofibroblastos, contribuindo para o reparo do tecido. Produzem citocinas e
fatores de crescimento que influenciam a diferenciação de outras células, como células epiteliais e células
musculares.

5. Células residentes e transitórias.


Células residentes: Compostas por células que são produzidas no próprio conjuntivo, células mesenquimatosas, e ali
permanecem desenvolvendo funções que dão a característica ao tecido. A população desse tipo de célula varia entre
o conjuntivo dependendo da função que este desempenhe e do estado fisiológico do animal, fibroblasto, células
adiposas,mastocitos, macrófagos,leucocitos.
Células transitórias: As células transitórias são aquelas que não tiveram origem no tecido conjuntivo propriamente
dito, mas que ali se encontram por um determinado período. Porém, algumas células transitórias podem ser
consideradas comuns do tecido em certas regiões do conjuntivo como é o caso dos macrófagos e mastócitos. As
células transitórias são, em maioria, células relacionadas a defesa do organismo como plasmócitos, monócitos,
linfócitos, neutrófilos, eosinófilos, basófilos.
6. Caracterização dos fibroblastos e fibrócitos .
Sendo o mais frequente tipo de célula encontrado no tecido conjuntivo, os fibroblastos têm a função de sintetizar
colágeno, elastina, glicosaminoglicanos, proteoglicanos e glicoproteínas multiadesivas na matriz extracelular. Os
fibroblastos são considerados a forma ativa que sintetiza substâncias na matriz celular e possuem forma fusiforme,
com longos processos celulares, núcleo grande, eucromático, oval e com nucléolo evidente. Seu citoplasma é
basófilo e abundante com abundante reticulo endoplasmático granular e aparelho de Golgi desenvolvido, pois
sintetizam os componentes da matriz extracelular: as fibras colágenas, as fibras reticulares, as fibras elásticas e a
substância fundamental. A forma inativa é o fibrócito que possui um citoplasma acidófilo, suas organelas
citoplasmáticas são bem reduzidas e é uma célula de difícil visualização. Os fibroblastos apresentam grande
atividade, especialmente, após uma lesão tecidual uma vez que este ajuda no processo de cicatrização e reparação
dos componentes da matriz através da formação de tecido conjuntivo fibroso (tecido de granulação) que está
presente em processos de cicatrização. Tecidos lesionados com pouca capacidade regenerativa, como o musculo
cardíaco, tem sua parte lesionada preenchida por tecido conjuntivo, na maioria fibroblastos formando uma cicatriz
de tecido conjuntivo. Esse processo é chamado de fibrose. Os miofibroblasto ajudam no processo de fechamento das
feridas. Os fibroblastos diferenciam-se nos miofibroblastos, expressando ∞-actina do músculo liso. Assim, além da
síntese de colágeno, por possuírem filamentos de actina associados à miosina, são capazes de se contrair, retraindo
o tecido cicatricial.

7. Origem e função dos macrófagos.


Após os fibroblastos, os macrófagos são as células mais comuns no tecido conjuntivo propriamente dito. São
consideradas células fixas ou não. Macrófagos São células produzidas na medula óssea que liberam os monócitos na
corrente sanguínea; Os macrófagos são oriundos dos monócitos que migraram do sangue para o tecido conjuntivo.
uma vez na corrente sanguínea os monócitos atravessam a barreira dos vasos e capilares em direção ao tecido
conjuntivo, processo conhecido como diapedese (monócito para macrófago). Macrófagos são células derivadas
dos monócitos humanos presentes em tecidos e no pritôneo dos animais. Quando presente no sangue devemos
chamar essas células de monócito, porém ao transferir-se para os tecidos diferenciam-se em macrófagos. No tecido
conjuntivo o monócito vai ganhando as características de macrófago. Os macrófagos inativos são chamados de
histiócitos. Os macrófagos podem ter formas variadas desde células fusiformes até irregulares com comprotusões e
reentrâncias, essas indicam forte atividade de pinocitose e fagocitose. Seu citoplasma é basófilo, com aparelho de
Golgi bem desenvolvido, inúmeros lisossomos e reticulo endoplasmático rugoso proeminente. Seu núcleo é escuro,
com grânulos grosseiros de heterocromatina e se apresenta em formato de grão de feijão, devido a uma grande
depressão central. O macrófago sobrevive por meses no tecido conjuntivo e tem função fagocitária e faz parte do
sistema fagocitário mononuclear que é uma das defesas do sistema imune tendo um papel fundamental na remoção
de restos celulares, apresentação de antígenos novos para formação de anticorpos, destruição de células velhas,
destruição de células tumorais e presença em processos inflamatórios. Em cada região diferente que o macrófago
situa, este recebe um nome como: cel. De Kupffer (fígado), cel. Alveolares (pulmão), osteoclasto (osso) micróglia
(SNC) e Langherans (pele). Quando um corpo estranho é muito grande para ser envolvido por um só macrófago estes
podem aumentar de tamanho, formando os epitelióides; ou se fundir com outros macrófagos formando as células
gigantes de corpos estranhos.
8. Sistema Fagocitário Mononuclear.
É o sistema orgânico constituído por células que situadas em diferentes locais do organismo, tem características
reticulares e endoteliais e são dotadas de capacidade fagocitária, intervindo na formação de células sanguíneos,
no metabolismo do ferro, além de desempenharem funções de defesa contra infecções generalizadas. São os
monócitos e todas as células que ele dá origem em outros tecidos, como os macrófagos.
Obs: o osteoclasto tem vários núcleos, uma exceção

9. Caracterização dos mastócitos, morfologia, composição de


grânulos e as suas respectivas funções.
Também conhecidos como basófilos teciduais os mastócitos são células comumente encontradas próximo aos vasos
sanguíneos do tecido conjuntivo frouxo. Seu formato é grande, globoso com citoplasma repleto de grânulos
intensamente corados, seu núcleo é pequeno e de difícil observação devido à quantidade de grânulos com histamina
e heparina presentes. Apesar do nome basófilo tecidual, o mastócito não possui relação com o basófilo sanguíneo.
Os grânulos dos mastócitos armazenam e secretam glicosaminoglicanos, como a heparina (anticoagulante e
remoção de quilomícrons do sangue) e a histamina (aumenta a permeabilidade vascular, mediador inflamatório e
fator quimiotático de eosinófilo). Os mastócitos também liberam leucotrienos (mediadores inflamatórios e aumenta
a permeabilidade vascular), porém estes não são armazenados, apenas sintetizados e imediatamente secretados. A
superfície de um mastócito contém receptores (fc de superfície) para um anticorpo especifico, a imunoglobulina E
(IgE), que é produzida pelos plasmócitos e se liga a estes receptores. A função dessa ligação é fazer com que as IgE
identifiquem antígenos e já cause o processo de degranulação dos mastócitos, combatendo o antígeno com maior
rapidez, processo alérgico conhecido como reação de hipersensibilidade imediata.
Existem dois tipos de mastócitos, o mastócito de tecido conjuntivo, encontrado na pele e cavidade peritoneal com
grânulos ricos em heparina; e o mastócito de mucosa, encontrado na mucosa intestinal e nos pulmões com grânulos
ricos em condroitim sulfatado.

10. Caracterização dos plasmócitos, morfologia e funções.


Os plasmócitos tem origem nos linfócitos b que vem de células precursoras na medula óssea e, normalmente, vão de
encontro para áreas do organismo animal que são mais susceptíveis a invasão de microrganismos e corpos
estranhos. Em áreas de tecido conjuntivo com grande sujidade e expostas a invasão de microrganismos (alto desafio
antigênico) como mucosas gastrointestinal, urogenital e respiratória a presença de plasmócitos é tão comum que
este é considerado como uma célula comum do tecido conjuntivo, nessa região. É comum encontrar plasmócitos em
áreas inflamadas do tecido conjuntivo. Os plasmócitos tem a função de sintetizar e excretar anticorpos
(imunoglobulinas) que participam da defesa especifica do corpo, ou seja, combatem agentes específicos que possam
vir a acometer o organismo animal. Histologicamente, os plasmócitos são caracterizados por serem células grandes,
ovoides, com citoplasma basofilico, o que indica grande presença de reticulo endoplasmático rugoso, que é
responsável pela síntese de anticorpo, núcleo fora do centro( excêntrico). O aparelho de Golgi está localizado
próximo ao núcleo é não é muito bem corado nas preparações histológicas convencionais. O núcleo do plasmócito
possui grande quantidade de heterocromatina dispostos em forma de raios de roda, uma região mais clara seguida
de outra escura, o que lhe dá o nome de “roda de carroça” por alguns autores.

11. Caracterização dos leucócitos, morfologia e funções .


Também conhecidos como glóbulos brancos do sangue, os leucócitos são células sanguíneas originadas na medula
óssea, que participam da defesa imunológica do organismo animal. Estas passam do sangue para o tecido conjuntivo
por migração (diapedese) dos capilares e vênulas para o tecido. São consideradas células transitórias, pois seu
número é muito baixo no tecido conjuntivo, a menos que haja uma reação provocada por microrganismos e corpos
estranhos que aumente a velocidade da diapedese e traga mais leucócitos para a região, causando uma resposta
imune chamada de inflamação, pois alguns leucócitos podem liberar substâncias que provocam a febre. Os
monócitos e linfócitos são considerados células agranulares, pois seu citoplasma não está recoberto de grânulos
como é o caso dos neutrófilos (fagocitam e destroem bactérias), eosinófilos (organizam defesa contra parasitas),
basófilos e heterofilos (função semelhante a do neutrófilo) que são granulares, pois seu citoplasma está repleto de
grânulos que podem ou não serem excretados no meio extracelular.

12. Tipos de fibras do tecido conjuntivo.


As fibras são estruturas muito alongadas constituídas por proteínas polimeralisadas sendo as fibras colágenas,
reticulares e elásticas os principais tipos de fibras do conjuntivo variando sua quantidade de acordo com cada região
que o conjuntivo esteja. Alguns autores consideram que as fibras podem ser classificadas em dois grandes grupos, as
colágenas (fibras colágenas mais reticulares) e elásticas (fibras elásticas). As fibras colágenas é a fibra mais
comumente encontrada no conjuntivo e a proteína mais abundante do corpo. Sua principal função é conferir força e
flexibilidade ao tecido conjuntivo. Fibroblastos, condroblastos, osteoblastos e outras células podem produzir essas
fibras. A unidade básica das fibras colágenas é o tropocolágeno que vem de uma substância composta por três
cadeias polipeptídicas, o procolá- geno, que é sintetizado parte nos polissomas do retículo endoplasmático e parte
no complexo de Golgi das células secretoras de colágeno. O procolágeno é convertido em tropocolágeno pela
enzima procolágeno peptidase na superfície externa da célula. Os principais aminoácidos do tropocolá- geno são a
glicina e a prolina e alguns são aminoácidos hidroxilados como hidroxiprolina, provinda da prolina e hidroxilosina,
provinda da lisina e ambas são específicas desse tipo de fibras. As cadeias peptídicas se enrolam formando uma
hélice de peso molecular aproximado em 95.000 Dalton. Vão se unindo e formando as fibrilas que resulta na fibra
completa de colágeno. As fibras colágenas fazem constitui-se de uma grande família com mais de 20 tipos de fibras
com funções distintas, dentre elas podemos citar: colágenos que formam longas fibras, são as clássicas estruturas
denominadas de fibras de colágeno, cujo colágeno tipo I é o principal representante embora também sejam
encontrados o II, III, v e xi. Estão presentes nos ossos, dentina, tendões, capsulas de órgãos, entre outros; colágenos
associados a fibrilas são pequenas estruturas que se ligam as fibrilas de colágeno e a componentes da MEC, seus
principais representantes são os colágenos do tipo XI, XII e XIV; colágeno que forma rede são formados pelo
colágeno do tipo IV e estão associados a membrana basal lhes dando aderência e filtração; colágeno de ancoragem
são colágeno do tipo VII e se ancoram nas fibras de colágeno do tipo i da membrana basal. As fibras reticulares são
fibras colágenas do tipo III extremamente finas e que formam uma extensa rede por certos órgãos, pode ser
distinguida das outras fibras colágenas pela presença de alguns resíduos de carboidratos. As fibras reticulares
formam um complexo de redes flexíveis ao redor dos órgãos que é muito importante, principalmente em órgãos e
estruturas que passam por constantes mudanças em sua forma e tamanho como: artérias, baço, fí- gado, útero e
camadas musculares do intestino. As fibras elásticas não formam feixes como as colágenas sendo finas e longas e
com grande capacidade de serem estriadas. As fibras elásticas são formadas a partir de fibras oxitalânicas (FO) que é
constituída por diversas glicoproteínas sendo a fibrilina a mais importante. As FO vão formando feixes de
microfibrilas e nas fibrilina dessas microfibrinas vão sendo depositadas a elastina. As FO podem ser encontradas no
olho e em certas regiões da derme. A elastina é formada, principalmente, pelos fibroblastos e músculo liso dos vasos
sanguíneos. Com a deposição irregular de elastina nas microfibrinas de FO vai sendo formada as fibras elaunícas que
xpodem ser encontradas nas glândulas sudoríparas e na derme. Por fim, a elastina ocupa todo o centro das
microfibrinas e esta se converte em fibra elástica. A fibra elástica está presente no mesentério, ao redor de vasos
sanguíneos e nos tecidos conjuntivos densos.
13. Fibras reticulares. Cite exemplos de órgãos que contém este
tipo de fibra.
As fibras reticulares derivam da polimerização do colágeno do tipo III. Essas fibras são secretadas pelos fibroblastos,
pelos adipócitos, pelas células de Schwann (no sistema nervoso periférico) e pelas células musculares. As fibras
reticulares constituem o arcabouço dos órgãos hematopoéticos e linfoides, como a medula óssea, o baço e os
linfonodos. Compõem a lâmina reticular da membrana basal e formam uma delicada rede em torno das células
adiposas, dos vasos sanguíneos, das fibras nervosas e das células musculares. Na cicatrização, as fibras reticulares
são as primeiras a serem sintetizadas pelos fibroblastos. Gradualmente são substituídas pelas fibras colágenas, que
são mais fortes.
14. Tipos de fibras do sistema elástico: oxitalânica, elaunínica e
elástica. Comente sobre os estágios de cada uma.
As fibras elásticas são constituídas pela proteína elastina e pelas microfibrilas, cujo principal componente é a
glicoproteína fibrilina. As fibras elásticas são produzidas pelos fibroblastos e pelas células musculares lisas da parede
dos vasos. A síntese de elastina e de colágeno pode ser simultânea na célula. Estão presentes no mesentério, na
derme, nos ligamentos elásticos, nas artérias, na cartilagem elástica, nos pulmões e na bexiga. As fibras elásticas são
formadas a partir de fibras oxitalânicas (FO) que é constituída por diversas glicoproteínas sendo a fibrilina a mais
importante. As FO vão formando feixes de microfibrilas e nas fibrilina dessas microfibrinas vão sendo depositadas a
elastina. As FO podem ser encontradas no olho e em certas regiões da derme. A elastina é formada, principalmente,
pelos fibroblastos e músculo liso dos vasos sanguíneos. Com a deposição irregular de elastina nas microfibrinas de
FO vai sendo formada as fibras elaunícas que podem ser encontradas nas glândulas sudoríparas e na derme. Por fim,
a elastina ocupa todo o centro das microfibrinas e esta se converte em fibra elástica. A fibra elástica está presente no
mesentério, ao redor de vasos sanguíneos e nos tecidos conjuntivos densos.
Fibras oxitalânicas: são as precursoras do processo de elastogênese e são compostas por microfibrilas que
são secretadas por fibroblastos encontrados no meio extracelular e que se dispõem paralelamente entre si.
Fibras elaunínicas: são fibras mais espessas quando comparadas à fibra acima, já que resultam da junção
de elastina às microfibrilas.
Fibras elásticas maduras: decorre do acumulo de elastina, originando fibras mais espessas.
O sistema elástico:
Composto por três tipos de fibras: oxitalânica, elaunínica e elástica . O desenvolvimento do sistema se dá por três
estágios:
1. Fibras oxitalânicas (sem elasticidade) consistem em feixes de microfibrilas compostas por glicoproteínas, entre as
quais a fibrilina, que formam a base necessária para a deposição de elastina (produzida nos fibroblastos e em células
do músculo liso dos vasos sanguíneos).
2. Ocorre a deposição irregular da proteína elastina entre as microfibrilas, formando as fibras elaunínicas.
3. A elastina continua a se acumular e a ocupar todo o centro do feixe, daí está formado as fibras elásticas. Em fibras
elásticas maduras a grande concentração de elastinas.

15. Características da elastina .


A elastina é rica em aminoácidos hidrofóbicos, como glicina, alanina, valina e prolina, apresentando uma
conformação enovelada. As moléculas de elastina arranjam-se em fibras ou lâminas, ligando-se covalentemente
através da ação da lisil-oxidase.Essa enzima, localizada no espaço intercelular, une os grupamentos lisina de quatro
moléculas de elastina, formando desmosina e isodesmosina. Quando o tecido é estirado, as moléculas de elastina
passam da conformação enovelada para uma forma estendida, aumentando o comprimento da fibra em até 150%.
16. Fluido tissular.
Fluido tissular: semelhante ao plasma sanguíneo . Formado pelo sangue, que traz até o tecido conjuntivo nutrientes
necessários e volta com excretas do metabolismo celular, isso é feito através do transporte de água, porém, a
quantidade de água que volta para o sangue não é a mesma, assim parte volta através dos vasos linfáticos (com
fundo seco), que drenam essa água para o vaso sanguíneo, há um delicado equilíbrio em relação a quantidade de
água no meio intra e extracelular, sendo assim esse equilíbrio é rompido em situações patológicas, como as
provenientes do edema, causas: obstrução de ramos venosos ou linfáticos, diminuição do fluxo sanguíneo,
insuficiência cardíaca, obstrução de vasos linfáticos, parasitos, desnutrição protéica .
Durante a circulação do sangue, juntamente com alguns glóbulos brancos, sai dos vasos sanguíneos sob pressão, um
pouco de líquido que entra no espaço entre as células corpóreas (espaços intersticiais), formando o chamado fluído
intersticial ou líquido intercelular. Este fluído é uma solução aquosa clara e transparente presente entre as células
de organismos multicelulares e é composto por aminoácidos, açúcares, ácidos graxos,
coenzimas, neurotransmissores, sais, produtos residuais das células e também por hormônios. A composição do
fluido depende das trocas entre as células do tecido biológico e do sangue. Isso significa que o fluido intersticial tem
uma composição variada em diferentes áreas do corpo.
O fluido intersticial é produzido a partir do plasma, pela filtração através das paredes dos capilares, preenchendo os
espaços intersticiais.  O excesso de líquido intersticial é drenado pelos capilares linfáticos, onde é chamado de linfa e
é transportado para o pescoço, onde ele é devolvido para o sangue na veia subclávia esquerda.
A linfa que é o fluido resultante da drenagem do líquido intersticial é muito rica em gorduras, absorvidas pelos
capilares linfáticos do intestino. E por causa dessa gordura que a linfa tem um aspecto leitoso, principalmente após
uma refeição abundante. É através da linfa que os linfócitos, as células do nosso sistema imunológico, chegam ao
sangue. Depois de passar pelos gânglios linfáticos e entrar na veia cava, a linfa se mistura com o sangue aí existente,
aumentando o seu volume. Mas logo o volume do sangue circulante no corpo volta a sua normalidade. Por quê?
Porque durante a circulação, todo o líquido intersticial é formado, preenchendo os espaços presentes entre as
células e capilares sanguíneos, o que diminui o volume do sangue. Uma das principais funções do sistema linfático,
formado por vasos linfáticos e órgãos linfóides, é recolher e retornar o fluido intersticial ao sangue.
Em média, uma pessoa adulta possui cerca de 10 litros do líquido intersticial presente no corpo. Quando a
concentração deste líquido é elevada nos espaços intercelulares dos tecidos do corpo, ocorre um edema (inchaço),
que é devido à relação perturbada entre o plasma do sangue e o líquido intersticial (desequilíbrio entre a pressão
hidrostática e oncótica)

17. Movimentação dos fluidos através do tecido conjuntivo.


MATRIZ EXTRACELULAR A matriz extracelular (MEC) é a principal característica do tecido conjuntivo e é a variação na
MEC que vai dar ao tecido suas configurações características. Podemos dividir a MEC em: fibras, substância
fundamental ou amorfa e liquido intersticial ou tissular. A substância fundamental ou amorfa: é uma rica mistura de
moléculas aniônicas (glicosaminoglicanos e proteoglicanos) e glicoproteínas multiadesivas. Com um aspecto viscoso,
transparente e homogêneo a substâncias fundamental
Serve: para preencher o espaço entre as células do tecido conjuntivo, lubrificar e servir de barreira contra a entrada
de microrganismo

Você também pode gostar