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Ministério Arco - Íris


Escola Secundária Comunhão Arco-Íris de Pemba
Texto de apoio – Filosofia 12ª classe

UNIDADE TEMÁTICA II: CONVIVÊNCIA POLÍTICA ENTRE OS HOMENS

Tema: Filosofia Política


 Política e Filosofia política
 Noções básicas

1. Política

Etimologicamente, política vem do grego polis, que significa cidade. E, no sentido etimológico política significa “arte de
governar a cidade”. Na antiga Grécia, o termo política traduzia-se normalmente, por República, para designar (a
organização, o regime político a constituição de uma cidade soberana).

Foi com Péricles que os cidadãos atenienses entreviam nos assuntos da polis. Para ele “um homem que não participa da
política deve ser considerado não um cidadão tranquilo, mas um cidadão inútil […]”. O homem político dito por
Péricles, era o cidadão que podia participar das reuniões na ágora (lugar público) e opinar junto a seus pares por ser homem
grego e maior de 21 anos de idade.

Política: é o conjunto de acções levadas a efeito por indivíduos, grupos e governantes com vista a resolver problemas com
que depara uma colectividade humana. Exemplo: o bem comum, a ordem pública, a justiça, a harmonia e o equilíbrio social.

1.1. Formas de poder

Sob o ponto de vista político várias são as formas de poder influente na nossa sociedade. Para Norbert Bobbio, existem três
formas de poder: poder económico, ideológico e político.

 Poder económico: assenta na posse de bens, levando aqueles que os não têm a manter um certo comportamento.
 Poder ideológico: consiste na capacidade de exercer domínio e controle.
 Poder político: baseia-se no uso da força.

Ciência política: é o estudo sistemático do facto político. Ou seja, é a ciência que investiga à política.

1.1.1. Filosofia política e sua relação com a política

Filosofia política: “é uma ciência que estuda os princípios gerais da política e idealiza a melhor forma do exercício político
em cada época histórica, valendo-se das circunstâncias sociopolíticas”. Ela tem como objecto de estudo, os problemas
relacionados com a origem do Estado, a sua organização, a relação entre Estado e indivíduo, Estado e Igreja e entre o Estado
e os problemas políticos.

Elaborado pelo grupo de disciplina


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Doravante, a relação que existe entre a Filosofia política e a política é pelo facto de ambos se limitarem das práticas políticas,
ou seja, dos acontecimentos políticos levados a cabo por políticos e aqueles que pensam o facto político.

1.1.1.1. Ética política

A ética política sendo uma disciplina da filosofia prática, ela preocupa-se com a dimensão prática da acção humana. A ética é
o fundamento da política, uma vez que os deveres do Estado são exactamente aqueles que constituem os direitos dos
cidadãos.

1.2. Estado vs Nação

Estado: é o organismo político-administrativo que ocupa um determinado território. Por outro lado, é o conjunto de todos os
elementos que envolvem uma sociedade organizada: população, território, poder soberano, além do reconhecimento
internacional como tal.

1.2.1. Elementos do Estado

 Governo: é a acção de dirigir um Estado. Conjunto de pessoas que detêm cargos oficiais e exercem autoridades de
nome do Estado e que lhe foi conferida pelo povo, no comum da democracia.

 Governante: é qualquer funcionário público que assume cargos de direcção, que dirige uma instituição pública.

 Nação: conjunto de habitantes de um território, ligados por interesses comuns: raça, costumes, língua, etc.

 Constituição: é a lei fundamental do Estado, ou seja, corpos de leis que rege o Estado, limitando o poder do
governo e determinando a sua realização. Além destes, temos o Hino Nacional, o Emblema, entre outros.

1.2.2. Participação política dos cidadãos

Participação política: é o conjunto de actos e de atitudes que aspiram a influenciar de forma mais ou menos directa/legal
as decisões dos detentores do poder no sistema político.

No entanto, se o problema político diz respeito a toda sociedade, o cidadão que compõe a sociedade tem de participar nela
como algo que lhe diz respeito. Se a nossa forma de agir é regularizada por leis e estas são operacionalizadas por outros
órgãos, é nossa obrigação estabelecer uma relação constante com tais órgãos de Estado, participando nos eventos do Estado e
contribuindo com ideias no que se refere às decisões a serem tomadas para o bom funcionamento do Estado.

Entretanto, várias são as formas de participação política dos cidadãos, como por exemplo:

 Participação dos debates públicos;


 Exercendo o direito de voto;
 Dando a nossa opinião sobre algum problema que perturba a sociedade;
 Formação e participação cívica através de partidos políticos.

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1.3. Direitos Humanos e Justiça Social

Direitos Humanos: são direitos comuns a todos os seres humanos. Sem distinção de raça, etnia, nacionalidade, sexo, classe
social, religião, ideologia, etc. A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adoptada pela ONU a 10 de Dezembro de
1948. Esboçada principalmente por John Peter Humphrey.

Eis alguns Direitos Humanos:

Artigo 1: Todos os seres humanos nascem livres.


Artigo 3: Todos os seres humanos têm o direito à vida, liberdade e segurança pessoal.
Artigo 4: Ninguém deve ser mantido em escravidão.
Artigo 7: Todos são iguais perante a lei.

Justiça Social: “é a distribuição justa de rendimentos ou riqueza, de acordo com as capacidades das pessoas (nação
económica) ”. O conceito de justiça social está relacionado às desigualdades sociais e às acções voltadas para a resolução
desse problema. A justiça social está em estreita relação com os direitos humanos, isto é, onde não se respeitam os direitos
humanos não há justiça social, assim vice-versa.

Um dos pensadores que melhor definiu e delineou esse princípio foi John Rawls, na sua obra “Uma Teoria de Justiça”.
Para ele, justiça é “a primeira virtude das instituições sociais […], as leis devem ser abolidas/reformadas se forem
injustas”.

Para Rawls, o objecto da justiça social é a “estrutura de base, nomeadamente a constituição, as principais estruturas
económicas e a maneira como estas representam os direitos e os deveres fundamentais e determinam a repartição dos
benefícios extraídos da cooperação social.

1.4. Estado de Direito e suas funções

Estado de Direito : é aquele em que o poder é exercido em observância da lei. E, a lei prevalece sobre todos os indivíduos.
Uma das garantias do Estado de Direito é a divisão de poderes, pois um grupo aprova as leis (parlamento); um
executa/aplica (governo) e, o terceiro julga os que não agirem em conformidade a lei (tribunal).

Funções do Estado: as funções do Estado podem ser analisadas a partir de duas perspectivas fundamentais: Funções
jurídicas e funções não jurídicas. De um modo geral, são consideradas três (3) as funções do Estado: Segurança, justiça e
bem-estar.

Exercícios de aplicação

1. Para Péricles “um homem que não participa da política deve ser considerado não um cidadão tranquilo, mas um
cidadão inútil […]”.
a) Discorre sobre o exposto acima.
2. A respeito dos direitos humanos apresente: 9 direitos humanos. Onde: 5 direitos da mulher e 4 direitos da criança.
3. Discorre sobre as três (3) funções do Estado: Segurança, justiça e bem-estar tendo em conta a realidade do nosso país.

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Tema: Filosofia Política na História


2. A Filosofia Política na Antiguidade (Platão e Aristóteles)
2.1. Os Sofistas

Como é sabido na história da Filosofia, os primeiros filósofos da Grécia antiga os ditos (naturalistas) preocuparam-se com
questões de natureza cosmológica (arché/princípio originário de todas as coisas). Com a entrada dos sofistas tudo muda,
desviando a rota para questões de natureza antropológicas concentrando a sua atenção no “homem, (moral e política) ”.

Na política os sofistas elaboraram e legitimaram o ideal democrático. Postularam igualmente que todos os cidadãos da
“Polis” devem ter direito no exercício do poder e elaboraram uma nova educação capaz de satisfazer os ideias da “polis”, e
não apenas do aristocrata, superando assim os privilégios da antiga educação elitista. Ademais, na educação, sistematizaram o
ensino da: gramática, retórica e dialéctica. Sendo assim, os principais sofistas foram (Protágoras e Gorgias).

2.2. A Filosofia Política na Antiguidade


2.2.1. Platão (427/8-347a.C)

O pensamento político de Platão está contido sobre tudo nas seguintes obras: “A República e O Político e as Leis”.
Entretanto, em Platão há a considerar quatro (4) abordagens essenciais: a origem do Estado, Comunismo/Idealismo,
Classes Sociais e Formas de Governo.

 Origem do Estado

Para Platão, a origem do Estado é “convencional” pelo facto de o homem não ser auto-suficiente. Para ele, ninguém pode ser,
ao mesmo tempo, professor, advogado, mecânico, etc. Para satisfazer todas as suas necessidades, o homem deve associar-se a
outros homens e dividir com elas às várias ocupações.

 Comunismo/Idealismo

Em “A República”, Platão imagina uma educação na qual, todas as crianças deveriam ser criadas pelo Estado e que até aos
vinte (20) anos todos deveriam receber a mesma educação. Nessa altura ocorre o primeiro corte/graduação e define-se as
pessoas que, possuíram “alma de bronze/sensual”, os mesmos deveriam ser de carácter obrigatório (agricultores, artesãos
e comerciantes). A segunda corte/graduação seria depois de dez (10) anos de estudos e possuíram “alma de
prata/irrascível” fariam parte deste grupo (guardas/soldados). Os mais notáveis nos estudos possuiriam “alma de
ouro/racional” deveriam ser (governantes/magistrados) estes por conhecerem à Filosofia.

Aos cinquenta (50) anos de estudo, aqueles que passarem com sucesso a essa série de provas estarão aptos a serem admitidos
no corpo supremo dos magistrados. Caberá a estes o exercício do poder, pois apenas eles têm o conhecimento da ciência
política. Como são os mais sábios serão os mais justos, uma vez que justo é aquele que conhece a justiça.

 Classes Sociais

A partir do comunismo idealizado por Platão, podemos concluir que as pessoas são diferentes e que, poderão ocupar lugares e
funções diferentes na sociedade. Para ele a sociedade organiza-se em três (3) classes:

Elaborado pelo grupo de disciplina


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1ª Classe: agricultores, artesãos e comerciantes.


2ª Classe: guardas/soldados.
3ª Classe: governantes/magistrados.

 Formas de Governo

Para Platão existem três (3) formas de governo: monarquia, aristocracia e democracia. A melhor forma de governo,
segundo Platão é a monarquia (governo de um só homem), sob o comando de um filósofo-rei/, isto é, quem deveria
governar o Estado na visão de Platão seria um filósofo-rei, ou melhor, um rei-filósofo porque os filósofos são os únicos que
podem fazer leis perfeitas. Para ele não é possível que os incultos governem como os filósofos. A segunda opção seria
aristocracia (governo de poucos homens), esta por ser fácil de corromper daria espaço a oligarquia em que a ganância pelo
poder é superada pela riqueza. A democracia “demo-povo e kracia-governo = governo de povo”, (governo de muitos
homens) é a pior forma dos governos. Para Platão ela é a pior porque o poder está nas mãos do povo, e o povo sendo incapaz
de conhecer a ciência política, facilita, através da demagogia, o aparecimento da tirania.

2.2.2. Aristóteles (384-322)

Discípulo de Platão, Aristóteles critica o autoritarismo de Platão e não concorda com o idealismo platónico, pois a cidade é
construída por indivíduos naturalmente diferentes, sendo impossível uma unidade absoluta. De igual modo, critica a
sofocracia, que atribui um poder ilimitado apenas a uma parte do corpo social – os mais sábios (filósofos).

 Origem do Estado

Para Aristóteles, a origem do Estado é “natural”. O Estado é uma criação da natureza e que o homem é, por natureza, “um
animal social e político”. O Estado surge a partir da família, a qual resulta da união entre macho e fêmea, ao unirem-se
deram origem aldeias, com o passar dos tempos estas desenvolveram-se e formaram as cidades/Estado. O objectivo do Estado
é proporcionar felicidades aos cidadãos. O escopo da vida humana é a felicidade e o escopo do Estado é facilitar a consecução
do bem comum. Sendo assim, o fim do Estado é a moral, por essa razão deve visar o incremento do bem-estar dos cidadãos.

 Formas de Governo

A Monarquia é teoricamente a melhor forma de governo, porque preserva a unidade do Estado, contudo se pode transformar
em tirania governo que se move por interesses próprios. A Aristocracia – governo de um grupo de cidadãos virtuosos, os
melhores, que cuidam o bem de todos. A sua forma corrupta é a oligarquia, que é governo dos ricos, os quais procuram o
bem económico pessoal. A Politia/República – governo constituído pelo povo, que cuida o bem de toda a polis e a forma
mais corrupta da República é a democracia. Assim, tanto para Platão e Aristóteles a democracia é a pior forma de governo.

Exercícios de aplicação

1. Tendo em conta com o sentido etimológico do temo “democracia” discorre sobre o mesmo olhando a realidade do nosso
país.

2. Sem fugir do pressuposto aristotélico acerca da origem do Estado, explique em poucas palavras o surgimento do Estado
Moçambicano.

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2.3. Filosofia Política na Idade Média: (Santo Agostinho e São Tomás de Aquino)
2.3.1. Santo Agostinho (354-430)

A doutrina de Santo Agostinho encontra-se desenvolvida na sua obra “Cidade de Deus”. Esta obra serviu de alicerce para
uma doutrina política que programatizará a absorção do direito do Estado pela da Igreja. Para ele, o mundo divide-se em duas
cidades: “Cidade de Deus/Celestial e Cidade Terrena”. Na visão agostiniana a “Cidade de Deus/Celestial”: leva ao
desprezo de nós próprios, isto é, o homem dá mais-valia os bens espirituais e a, “Cidade Terrena” conduz ao desprezo de
Deus – o homem dá mais importância as coisas mundanas/materiais.

Para Santo Agostinho, a autoridade política é dada por Deus. Por isso, os cidadãos devem obedecer aos governantes e não é
da sua competência (dos homens) distinguirem bons/maus governantes ou formas de governo justa/injustas. Para Agostinho a
origem do Estado se deve ao “pecado original”.

2.3.2. São Tomás de Aquino (1227-1274)

Aquino desenvolve o seu pensamento político na sua obra “Do Governo dos Príncipes”, nela versa sobre: a origem e
natureza do Estado, formas de governo e as relações entre o Estado e a Igreja.

 Origem do Estado

Aquino discorda com Agostinho quanto à origem do Estado. Para ele, a origem do Estado é “natural, ou seja, nasce devido
à natureza social do homem”. Para Aquino o Estado é “uma sociedade perfeita” pelo facto de este consistir na reunião de
muitos indivíduos que pretendem fazer alguma coisa em comum. Por outro lado, porque o Estado tem um fim próprio: o bem
comum e os meios suficientes para o realizar.

 Formas de Governo

Para Aquino, a monarquia absoluta é a forma ideal de governo. Porém na prática considera a monarquia constitucional
como a melhor forma de governo.

 Relação entre Estado e Igreja

O Estado sendo “uma sociedade perfeita” que goza da perfeita autonomia; a Igreja é a meta do bem sobrenatural, este é
superior ao Estado, que é simplesmente o bem comum neste mundo. A Igreja é a sociedade mais perfeita, devendo por isso, o
Estado subordinar-se a ela, em tudo o que concerne ao fim sobrenatural do homem.

Exercícios de aplicação

1. Para Agostinho “a origem do Estado se deve ao pecado original”.

a). Explique o sublinhado.

2. Apresente a dissemelhança entre: a monarquia absoluta da monarquia constitucional.

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2.4. Filosofia Política na Idade Moderna

A Filosofia Moderna surge no inicio do século XVI e termina no fim do século XVIII, período extremamente rico em
acontecimentos políticos (fim do significado político do império e do papado, afirmação das potências nacionais, primeiro da
Espanha, depois da França, da Inglaterra, da Holanda, e outros países, introdução dos governos constitucionais). Entretanto,
não há consenso acerca do facto histórico que marca a idade moderna. Alguns historiadores apontam os seguintes
acontecimentos como marco da idade moderna:

 Queda do império romano do oriente em 1453;


 Descoberta das Américas por Cristóvão Colombo em 1492;
 Reforma protestante de Lutero em 1517.

 Características da idade moderna


 Libertação do homem em relação às explicações teológicas da realidade, através da razão/o primado da razão
em relação a fé;
 Libertação do homem dos regimes ditatoriais, através da democracia;
 Libertação do homem da dependência da natureza, através da técnica.

Esta tripla emancipação do homem permitirá os filósofos pensarem que tinham de obedecer a regras previamente
estabelecidas, como acontecia na época medieval, o que resultará numa pluralidade de visões sobre os temas tradicionais da
filosofia política.

2.4.1. Nicolau Maquiavel (1469-1527)

Com a queda da república cristã, e com o enfraquecimento do poder político do papado, surgem, fora da Itália, os Estados
Nacionais e, em Itália, as repúblicas e as senhorias. Eram regimes onde se vivia com mais liberdade e procura-se mais o bem-
estar material do que espiritual dos cidadãos.

A Itália de Maquiavel era um país dividido em principados e condados (príncipe e condes) onde cada um possui a sua própria
milícia. Esta fragmentação do poder transforma a Itália numa presa fácil e torna o país vulnerável aos ataques dos povos
estrangeiros, principalmente franceses e espanhóis. Deste modo, Maquiavel aspirava ver uma Itália unificada, sendo assim,
propõe-se a mudar a situação.

Para tal Maquiavel escreve a sua obra-prima “O Príncipe”onde desenvolve o seu pensamento político. Em “O Príncipe”
Maquiavel não se propõe a descrever um Estado ideal como fizera Platão, nem apresentar o governante como um pio
administrador, mas sim Maquiavel desenha as linhas gerais do comportamento de um príncipe que pudesse unificar a sua
Itália. Para tal, Maquiavel propõe um “Estado fundado na força”. Aconselha aos governantes de que “todos os homens são
maus”, e que procedem sempre com malícia em todas as oportunidades que tiverem.

Para ele, “os fins justificam os meios”, isto é, o fim é o que conta. O meio dito por Maquiavel deve ser sempre lícito. Ainda
para Maquiavel o príncipe deve, “impor-se mais pela força do que pelo amor ”, recorrendo os métodos cruéis, sem
qualquer preocupação pelas máximas morais, o que pressupõe a exclusão de todos os direitos dos cidadãos, tudo isto é para
que o príncipe alcance os seus objectivos: preservar a sua vida e do Estado. Assim, para o mesmo o príncipe deve ser “uma
espécie de lobo com pele de cordeiro”.

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 Os filósofos ingleses

No século XVII, regista-se, em Inglaterra, lutas acesas entre o rei e o parlamento, com o predomínio ora de um, ora de outro,
acabando-se por se impor definitivamente o parlamento, no fim do século. Por isso Hobbes, Locke, Berkeley e,
posteriormente Hume, deram o seu contributo para a política do seu país.

2.4.2. Thomas Hobbes (1588-1679)

Hobbes abre a série dos representantes ingleses da filosofia política. O seu pensamento político encontra-se desenvolvido nas
suas obras “De Cive/Do Cidadão e Leviatã”. Para Hobbes, a origem do Estado é fruto de um “contrato social”, decorrendo
de conflitos entre os indivíduos. No seu pensamento político há dois Estados da humanidade “Estado natural e Estado
social/contratual”.

 Estado natural

No Estado natural, segundo Hobbes, o homem goza de liberdade total tendo todos os direitos e nenhum dever; e por causa da
natureza egoísta o homem torna-se um “lobo para outro homem”. Isto é, o homem sendo naturalmente egoísta tende sempre
mais, torna-se assim ameaça do outro homem. Neste Estado as disputas geram uma “guerra de todos contra todos”. Devido
o medo e o desejo de paz levaram ao homem a fundar um Estado social e a autoridade política, colocando os seus direitos a
um só homem, o soberano, que por sua vez, terá um poder absoluto. Desta forma nasce o Estado.

 Estado social

No Estado natural, segundo Hobbes há duas características essenciais: o homem é “lobo para outro homem” e verifica-se
uma “guerra de todos contra todos”. Devido as guerras o homem é obrigado a fazer um Contrato social, isto é, sair do
Estado natural para o Estado social. Fazendo o contrato social o homem é concedido segurança pelo monarca, nascendo
assim um contrato de sujeição. Isto quer dizer que, o homem passa a depender/obedecer o monarca absoluto, uma vez que, o
mesmo cedeu segurança ao homem.

2.4.3. John Locke (1632-1704)

Filósofo inglês e contemporâneo de Hobbes. O seu pensamento político está explanado na sua obra intitulada “Os Dois
Tratados Sobre o Governo”. Tal como Hobbes, Locke também distingue dois Estados da humanidade: “Estado natural e
Estado social/contratual”.

 Estado natural

Diferentemente de Hobbes, Locke concebe o Estado de natureza como um Estado, onde os homens são: “livres, iguais e
independentes”, isto é, sendo todos os homens “livres, iguais e independentes”, ninguém deve prejudicar os outros na vida,
na saúde, na liberdade e na propriedade. São, portanto direitos naturais o direito à vida, direito à liberdade e direito à
propriedade. E não um Estado de “guerra de todos contra todos”, como concebeu Hobbes. Para Locke, no Estado natural
cada um é juiz em causa própria. Pela liberdade natural do homem, ele não pode ser expulso da sua propriedade e ser
submetido ao poder político de outrem sem dar o seu consentimento.

 Estado social

Não significa para Locke a renuncia aos direitos próprios como afirmara Hobbes, mas sim a delegação da sua defesa à
autoridade. Esta só será legítima quando o monarca usar os seus poderes para o bem dos cidadãos, e será tirânica quando
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trabalhar em benefício próprio. Neste segundo caso, os cidadãos têm o direito de se rebelarem contra ela. Assim, o único
direito que o cidadão efectivamente delega ao Estado fazendo o contrato social, para Locke, é a defesa dos seus direitos.

Desta forma, Locke surge como o defensor da propriedade privada e da democracia na época moderna. Ele estabelece a
distinção entre a sociedade política e a sociedade civil, entre o público e o privado, que devem ser regidos por leis diferentes.
Assim, o Estado não deve intervir, mas sim garantir e tutelar o livre exercício da propriedade, da palavra e da iniciativa
económica.

 Os filósofos franceses

Tal como na Inglaterra, em França também verificou-se tais lutas durante a Revolução Francesa. Este facto levou os filósofos
iluministas a título de exemplo: Montesquieu, Voltaire e Rousseau a desenvolverem ideais políticos com vista a considerar os
direitos dos cidadãos perante o monarca.

2.4.4. Charles de Montesquieu (1689-1755)

É considerado pai do constitucionalismo liberal moderno, o seu pensamento político está contido na sua obra: “Espírito das
Leis”. Nela pretende descobrir as leis naturais e da vida social. Na visão de Montesquieu existem as seguintes leis:

 Leis naturais
 1ª Lei: igualdade de todos os seres inferiores;
 2ª Lei: procura de alimentação;
 3ª Lei: encanto entre seres de sexos diferentes;
 4ª Lei: desejo de viver em sociedade.

 Leis positivas

São leis criadas pelo homem com o objectivo de regular a convivência entre diferentes povos. Regular o relacionamento
daqueles que governam e daqueles que são governados.

No que tange as formas de governo segundo este filósofo temos: democracia, monarquia e despotismo. O grande mérito de
Montesquieu, em política, foi de ter desenvolvido a sua teoria de “separação de poderes”. Para ele os poderes são separados
em três grupos:

 Poder legislativo: tem a função de criar e aprovar as leis – parlamento;


 Poder executivo: tem a função de implementar as leis e a fazer cumprir – governo;
 Poder judicial: tem a função de julgar todos aqueles que violam a lei – tribunal.

2.4.5. Jean-Jacques Rousseau (1712-1778)

O seu pensamento político encontra-se desenvolvido nas seguintes obras: “Discurso Sobre a Desigualdade Entre os
Homens e O Contrato Social ”. Rousseau também no seu pensamento político distingue dois Estados: “Estado natural e
Estado social/contratual”.

 Estado natural

Para este autor, o Estado natural/de natureza o homem é “bom e livre por natureza”, dedicando-se a obras que o único
homem podia criar, vivendo tão livres, sadios, bons e felizes quanto o podiam ser por natureza. Mas, desde o instante em que
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introduziu-se a propriedade, o trabalho tornou-se necessário e as vastas florestas transformaram-se em campos aprazíveis que
se impôs regar com o suor dos homens e nos quais logo se viu a escravidão e a miséria germinarem e crescerem com as
colheitas.

Portanto, a propriedade introduziu a desigualdade entre os homens, a diferenciação entre rico e pobre, o poderoso e o fraco, o
senhor e o escravo, culminando na predominância da lei do mais forte. Devido o sofrimento que o homem passava no Estado
natural, ele é obrigado a fazer um contrato social rompendo as barreiras e restituindo o homem à liberdade.

 Estado social

Na visão de Rousseau feito o contrato social, o indivíduo já não é simples homem, mas um cidadão (habitante de um
Estado livre com direitos civis e políticos); ele renuncia a todos os direitos a favor da comunidade. O contrato social é uma
operação que cria as condições da liberdade, realizada por meio da submissão de cada homem à vontade geral, no respeito,
não dos interesses egoístas mas, dos interesses de todos.

No que diz respeito as formas de governo, Rousseau critica o regime da democracia representativa que consiste em: (alguns
cidadãos representarem o povo nas decisões dos destinos do país e na elaboração e aprovação das leis). Pois considera que
toda lei não ratificada/confirmada pelo povo é nula. Desta feita, Rousseau propõe uma democracia participativa/directa na
qual o povo deve participar em algumas decisões.

Exercícios de aplicação

1. Para Maquiavel o príncipe deve ser “uma espécie de lobo com pele de cordeiro”.

a) Explique em poucas palavras o sublinhado.

2. Preenche os espaços vazios do quadro abaixo:

Características gerais
Estado natural Estado social
Hobbes
Locke
Rousseau
3. Hobbes, Locke e Rousseau são considerados filósofos “contratualistas”.
a) Explique sintacticamente e filosoficamente o sublinhado.
4. Moçambique é um país de Direito e “democrático”.
b) Tendo em conta com o posicionamento rousseauniano a respeito da sua posição em torno da democracia, explique até que
ponto a nossa democracia está certa/errada.

2.5. Filosofia política na época contemporânea

A Filosofia política contemporânea começa com os iluministas, teve o seu inicio na sequência de duas revoluções: americana
e francesa. A partir destas revoluções verifica-se no plano político:

 Abolição do absolutismo real;


 Proclamação dos direitos humanos;
 Aparecimento das constituições escritas;
 Inicio do parlamentarismo e o aparecimento dos partidos políticos propriamente ditos, etc.
Elaborado pelo grupo de disciplina
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2.5.1. Hegel e o hegelianismo

Hegel na sua filosofia política defende “à subordinação do indivíduo ao Estado em nome de uma ordem suprema” para
Hegel, o indivíduo, no Estado, é um simples objecto e não o sujeito do seu destino, A vontade pessoal é sufocada pela
vontade do Estado e o indivíduo perde a sua liberdade.

Depois da morte de Hegel, surgiram duas alas diferentes:

 Esquerda hegeliana : (partidos socialistas ou comunistas), contestavam o hegelianismo;


 Direita hegeliana: (partidos capitalistas ou liberais), estavam a favor do hegelianismo.

2.5.2. John Rawls

O pensamento político do filósofo encontra-se patente nas seguintes obras “Uma Teoria de Justiça e O Liberalismo
Político”. Para ele, a justiça “é a estrutura de base da sociedade e a primeira virtude das instituições sociais”. Esta
concretiza-se na efectivação das liberdades individuais e na sua restrição para o benefício de outrem. Segundo Rawls, uma
sociedade justa deve fundar-se na igualdade de direitos.

Para Rawls os factores que originam a desigualdade social são as “diferentes posições que o homem ocupa em termos de
posição social”. Por isso, a justiça tem de corrigir estas desigualdades. Portanto, em Rawls a justiça deve ser entendida como
“equidade”. Por outro lado, para limar as desigualdades sociais existentes o Estado deve dividir-se em quatro (4)
departamentos:

 Departamento das atribuições: tem a missão de velar pela manutenção de um sistema de preços e impedir a
formação de posições dominantes excessivas no mercado;
 Departamento da estabilização: tem como objectivo proporcionar pleno emprego.
 Departamento das transferências sociais: tem como função velar pelas necessidades sociais e intervir para
assegurar o mínimo social.
 Departamento para a repartição: tem como fim preservar uma certa justiça neste domínio graças à fiscalidade e
aos ajustamentos necessários do direito de propriedade.

2.5.3. Crítica a “Uma Teoria de Justiça”

Robert Nozick critica Rawls ao defender uma igualdade e justiça absoluta, uma vez que, para Nozick não é possível existir
uma igualdade e justiça absoluta sem violar o princípio da propriedade privada adquirida de forma legítima.

2.5.3.1.O liberalismo político de Rawls

Depois de várias críticas feitas a sua obra “Uma Teoria de Justiça”, Rawls reconhece igualmente que a “justiça como
equidade é um projecto irrealista”. Por essa razão o filósofo recomenda a nova teoria do liberalismo, de fosse que
estabeleça uma base para que se possam erguer instituições políticas liberais.

Elaborado pelo grupo de disciplina


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2.5.4. Karl Popper

O seu pensamento político encontra-se desenvolvido na sua obra “A Sociedade Aberta e os Seus Inimigos”, nela, Popper
afirma que a sociedade aberta opõe-se à sociedade fechada, que é uma sociedade totalitária, concebida organicamente e
organizada tribalmente segundo normas não modificáveis.

Na sociedade fechada todos obedecem um chefe/rei. Há tabus a respeitar e muitos comportamentos são dominados pela
magia. Predomina o espírito colectivo/guerreiro. Enquanto a sociedade aberta, baseia-se no exercício da razão humana, como
sociedade que não apenas tolera como também estimula no seu interior e por meio de instituições democráticas a liberdade
dos indivíduos e dos grupos, tendo em vista a solução dos problemas sociais, ou seja, as reformas contínuas.

Na sociedade aberta, os governados têm a possibilidade de criticar os seus governantes e de os substituir sem derramamento
de sangue e sem que isso signifique que o democrata deva aceitar a ascensão do totalitário ao poder. Popper admite a
possibilidade da revolução violenta, a qual só é justificada se for para derrubar um tirano. Popper admite também, a
existência de inimigos da sociedade aberta tais como: o historicismo, o colectivismo, o relativismo, Platão, Hegel e Marx.

2.6. Formas de sistemas políticos

Sistema político: é a maneira como uma comunidade política se estrutura e exerce o poder político. A estrutura do
poder da comunidade política é feita de duas formas: regime político e como sistema de governo.

 Regime político: refere-se às relações que se estabelecem entre o indivíduo e a sociedade política.
 Sistema de governo: concerne à titularidade e à estruturação do poder político, com a finalidade de
determinar os seus titulares e os órgãos estabelecidos para o seu exercício.

Regime político: subdivide-se em – Monarquia (poder herdado) e república - (poder não herdado). Doravante, os
regimes políticos classificam-se em: regime ditatorial e democrático.

Regime ditatorial: há uma ideologia exclusiva ou liderante; há um aparelho para impor a ideologia; não há uma efectiva
garantia dos direitos pessoais dos cidadãos. E este pode ser: ditatorial autoritário – o poder político exerce um certo
controlo sobre a sociedade civil e ditatorial totalitário – quando o controlo do poder político subjuga a sociedade civil.

Regime democrático: não existe uma ideologia exclusiva ou liderante; não existe um aparelho para impor a ideologia; existe
uma efectiva garantia dos direitos pessoais dos cidadãos.

Sistemas de governo também se dividem em ditatoriais (classifica-se em: directo, semidirecto e representativo) e
democráticos.

Governo ditatorial: o poder político é detido por uma pessoa ou conjuntos de pessoas que exercem por direito próprio sem
que haja participação da popularidade. Este sistema de governo subdivide-se em: monocrático – quando o poder é exercido
por um órgão singular. Autocrático - quando o poder é exercido por um órgão colegial/partido político.

Sistema de governo democrático representativo de concentração de poderes classifica-se em:

 Convencionais: existe uma assembleia representativa em que se concentram todos os poderes soberanos, por
delegação do povo, rejeitando-se formalmente o princípio de separação de poderes.
 Representativos simples; o poder concentra-se no chefe do Estado.

Elaborado pelo grupo de disciplina


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Sistema de governo democrático representativo de concentração de divisão de poderes classifica-se em:

 Sistema parlamentar: o parlamento pode demitir o governo.


 Sistema de governo presidencial: o órgão decisivo do governo é o chefe de Estado e o parlamento não pode
demitir o governo.
 Sistema de governo semipresidencial: o chefe de Estado tem a possibilidade de exercer poderes significativos e
o governo responde politicamente ao parlamento.

2.7.Filosofia Politica em África


2.7.1. Génese dos Nacionalismos

A filosofia política africana está estreitamente ligada ao pan-africanismo. O pan-africanismo, além de lutar para o
reconhecimento dos negros no mundo, traçou principalmente através de William Du Bois, linhas para a filosofia política
africana.

Entende-se por Filosofia africana o conjunto de pensamentos relativos à emancipação (libertação, independência - alforria) e
o reconhecimento do homem negro, dentro e fora do seu continente. A filosofia política africana contém o pensamento de
vários autores e tem como objectivo a libertação física e psíquica do jugo colonial africano.

No 5.º Congresso Pan-Africano, que teve lugar em Machester, em Inglaterra, em1945, Du Bois passou o testemunho político
a Kwame Nkrumah. Daquele momento, as principais figuras da filosofia africana seriam Kwame Nkrumah e Léopold Sedar
Senghor. Com isso estes dois esforçaram-se por lançar as bases da política dos Estados Africanos.

Nkrumah e Senghor lideraram dois grupos e dois pontos de vista diferentes que não chegaram a conciliar-se: Nkrumah –
defendia a independência imediata dos Estados Africanos, enquanto Senghor acreditava numa independência gradual dos
Estados.

A ideologia adoptada pelos Estados Africanos foi o socialismo, pela influência do “consciencismo” de Nkrumah e de outras
conjunturas políticas. Outros políticos de renome, como Senghor, Luís Cabral, Júlio Nyerere e Agostinho Neto, aliarem-se ao
socialismo, tendo a consciência da realidade africana, dando origem àquilo que se chama pensamento de Nkuramah, “O
Socialismo Africano”.

O verdadeiro mérito de Nkrumah foi o seu ideal de unidade africana. Concebeu uma unidade africana politicamente
organizada que transformaria o continente africano num só Estado, com um governo central, inspirado na constituição
americana. Segundo Nkrumah, esta forma de Estado poderia a todo memento originar conflitos internos, devido
arbitrariedade das fronteiras, dividindo as populações de uma mesma cultura em diferentes Estados.

Em 1960, nasceram dois grupos: um de Monróvia (Califórnia, EUA), que defendia a criação de Estados Unidos da África, e
outro de Casablanca (Marrocos), que defendia a criação das nações que assim fundou a OUA (Organização da Unidade
Africana), e acabou por ganhar a batalha.

A OUA, criada a 25 de Maio de 1963, em Addis Abeba na Etiópia, através da assinatura da sua constituição por
representantes de 32 governos de países africanos independentes, com seguintes objectivos:

 Promover a unidade e a solidariedade entre os Estados africanos;


 Coordenar e intensificar a cooperação entre os Estados africanos no sentido proporcionar uma vida melhor aos povos
de África;

Elaborado pelo grupo de disciplina


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 Defender a soberania, integridade territorial e independência dos Estados membros;


 Erradicar todas as formas de colonialismo em África;

A característica fundamental da filosofia política africana é lutar pela liberdade política das nações através da cooperação
entre os Estados Africano.

2.7.2. Pan-africanismo versus negritude

O pan-africanismo e a negritude permitiram a difusão da mensagem dos responsáveis dos movimentos de libertação dos
africanos. Foram diferentes na sua abordagem e dominação, mas com o objectivo comum de lutar pela liberdade.

Estes dois movimentos foram desenvolvidos por estudantes residentes na Inglaterra e em França. O primeiro pan-africanismo,
lutava pela emancipação política de todos africanos, e segundo, a negritude lutava, pela unidade dos negros sob ponto
de vista cultural.

2.7.3. O Renascimento Africano

O povo africano viveu várias humilhações, facto que levou a sentir-se inferior a outros povos, sobretudo aos europeus que o
escravizou durante séculos. No entanto, era necessário desenvolver uma ideologia que levasse o homem africano a nascer de
novo e sentir-se um homem igual aos outros. Para tal era preciso incutir na mente do homem africano que ele tinha valor, que
ele era igual ao seu colonizador, que tinha dignidade, que ser africano não era uma maldição.

2.7.4. Integração político-regional na União Africana

Os líderes africanos muito cedo tiveram a consciência da necessidade de implementar as acções combinadas com a finalidade
de proporcionar melhores condições aos novos Estados africanos. Foi neste contexto que se criou a OUA, com os objectivos
já referidos, a UA, a SADC e a NEPAD

A UA (União Africana) pretendia dar continuação aos objectivos da OUA, mas com uma estrutura mas reduzida: com
governo central e um parlamento, a semelhança do que tinha idealizado Kwame Nkrumah nos anos 60.

A NEPAD (Nova Parceria para o Desenvolvimento de África) foi um projecto da UA, que pretendia pôr em prática a ajuda
mútua entre os países africanos, com objectivo a promover o desenvolvimento sustentável.

Bibliografia

DUROZOI, G. & ROUSSEL, A. Dicionário de Filosofa – Dicionários Temáticos. Porto, Porto Editora, 2000. P.90.

FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. Direitos Humanos Fundamentais. São Paulo, Saraiva, 1996.

GEQUE, Eduardo & BIRIATE, Manuel. Filosofia 12: Pré-universitário. 1ª ed. Maputo, Longman Moçambique. 2010. Pp.
55-109.

MONDIM, Battista. Curso de Filosofia – Os Filósofos do Ocidente. Vol. II. São Paulo, Editorial Paulus, 2002. P. 164.

Elaborado pelo grupo de disciplina