Você está na página 1de 11

1

COMUTACAO TELEFONICA

A comutação telefônica representa o processo de conexão do assinante chamador

( assinante A ) ao assinante chamado ( assinante B ).

O sistema ponto a ponto previa a utilização de uma chave seletor pelo assinante,

porém se tonou inviável com o crescimento do número de assinantes..

Surgiu a idéia de um ponto central onde se dava a comutação, permitindo a

flexibilidade de interligação.

- Assinantes

- Linhas de Assinantes

- Central Telefônica
2

EVOLUÇÃO DAS CENTRAIS TELEFONICAS

Comutação Manual ( 1885 – 1891 )

Há a necessidade de uma operadora do sistema ( telefonista ) responsável pela

execução e supervisão de uma chamada telefônica .

a) Sinalização
assinante --- telefonista

b) Conversação
telefonista -- assinante A e B

c) Conversação
Assinante A – Assinante B

d) Tarifação -- Bilhetagem

Neste caso existia um circuito físico sempre dedicado a aquele assinante, mesmo se

não estivesse sendo usado. Desta forma com o crescimento, houve uma sobrecarga

de ligações, surgindo assim a necessidade de centrais automatizadas.

Centrais Eletromecanicas

1. Central Passo a Passo : ( 1891 --- 1920 )

São também denominadas de Centrais de Comando Direto porque o assinante

comanda, passo a passo, a cada digito discado a posição dos seletores de elevação e giro

( Seletores de Strowger ) .
3

A figura seguinte ilustra o principio de funcionamento do seletor passo a passo.

A partir de 1896 passou-se a utilizar a idéia de entroncamentos telefônicos através

do uso de seletores rotativos de linha e de grupo.

A idéia de entroncamento telefônico permite, por exemplo, que apenas 10 circuitos

físicos ( enlaces ) centrados em uma central possa atender a 100 assinantes.


4

Temos 100 Pré Seletores Rotativos com 10 saídas ( 100 assinantes para 10 enlaces )

e 10 Seletores de Linha, totalizando os 100 assinantes disponíveis para cada conversação

( seletor de elevação e giro )

Cada Seletor de Linha permite a conexão com os 100 assinantes :

Coluna 1 Giro Coluna 0

Linha 0 01 02 03 04 05 06 07 08 09 00
Linha 9 91 92 93 94 95 96 97 98 99 90
81 82 83 84 85 86 87 88 89 80
... ... ... ...
Elevação ... ... ... ...
... ... ... ...
31 32 33 34 35 36 37 38 39 30
Linha 2 21 22 23 24 25 26 27 28 29 20
Linha 1 11 12 13 14 15 16 17 18 19 10
5

Esta idéia parte da hipótese que um aparelho é usado apenas 10  do tempo. ( teoria

do tráfego telefônico ) . A representação esquemática de uma central com capacidade de

100 assinantes é dada por :

Utilizando-se um estágio de Seletores de Grupo podemos ampliar a capacidade para

1000 assinantes, conforme a representação esquemática a seguir :

As centrais passo a passo ( comando direto ) previa a ocupação dos seletores de

forma prematura ( antes que a conexão fosse verificada como aceitável ).

Estas centrais foram aperfeiçoadas com a inclusão de registradores para armazenar o

número discado e para que depois os marcadores possam realizar a escolha da rota segundo

as vias disponíveis, definindo assim as Centrais Passo a Passo de Comando Indireto

( 1920 – 1950 ) , as quais realizam uma separação entre a operação de discagem e a efetiva

conexão.
6

2. Centrais Crossbar : ( 1950 – 1970 )

A medida que o número de assinantes aumentava, obrigou-se o uso de uma

quantidade muito grande de seletores de linha e de grupo em paralelo e de seletores finais

em cascata.. Dessa forma aumentava-se o tempo de estabelecimento da ligação, além do

desgaste excessivo dos eletroimãs dos mesmos.

Com a finalidade de reduzir o número de eletroimãs utilizados surgiu os seletores

crossbar, que consiste em um arranjo retangular de contatos acionados por eletroimãs,

através de barras ortogonais dispostas na horizontal e vertical.

As barras horizontais realizam um giro de 10o no sentido horário ou anti-horário

enquanto as barras verticais realizam apenas um deslocamento lateral para efetivamente

realizar o ponto de conexão.

Visualizando uma matriz crossbar para 100 assinantes temos :


7

Observando sob outro aspecto, podemos visualizar individualmente :

As centrais telefônicas fundamentadas na técnica crossbar tiveram grande aceitação

mundial, pois suas vantagens são grandes perante as chaves seletoras até então existentes.

A imagem seguinte mostra o aspecto real de um seletor crossbar:

Em resumo podemos citar que algumas qualidades dos seletores crossbar são:

rapidez de comutação (em torno de 100ms) e manutenção menos dispendiosa.

Pela sua característica de construção, a matriz crossbar está associada com as

centrais de comando indireto, onde os registradores e marcadores são circuitos bastantes

inflexíveis e se tornam bastante complexos a medida que se desejar ampliar a capacidade da

central.
8

Centrais Eletrônicas

Centrais CPA : ( 1970 - ....... )

Com o desenvolvimento da tecnologia de construção de relés ( relés tipo reed ) e

posteriormente com a eletrônica dos semicondutores, foi introduzido o uso das matrizes

crosspoint. Estas apresentam tamanho reduzido, longa vida útil e alta velocidade de

comutação.

Temos a seguir uma representação esquemática de uma matriz crosspoint :

Verifica-se dessa forma uma reserva de recursos durante a conversação.

O Sistema de Controle deve atender e supervisionar a uma serie de solicitações

simultâneas, as quais surgem aleatoriamente ao longo do tempo.


9

Dessa forma para um número muito elevado de solicitações , um computador pode

ser perfeitamente programado ( via software ) como elemento de controle . Surge assim a

denominação CPA ( Controle por Programa Armazenado ).

Nesta o computador atua como um dispositivo de controle seqüencial, varrendo

constantemente as interfaces conversoras, trabalhando em regime de compartilhamento.

Uma vez que toda a lógica é determinada por programas, há relativa facilidade de

alteração e conseqüente flexibilidade para expansões futuras.

Com relação a utilização de um mesmo enlace por vários assinantes

simultaneamente, é definido o conceito de multiplexacao.

Como técnica de multuplexação utilizou-se inicialmente a multiplexação por divisão

em frequência ( FDM ) , onde cada assinante ocupa uma faixa de frequência distinta

Posteriormente, foi adotada a multiplexação por divisão de tempo ( TDM ),

utilizando-se PCM ( Modulação por Código de Pulso ) , onde são enviadas amostras

intercaladas no tempo de todos as ligações estabelecidas.


10

CPCT : Centrais Privadas de Comutação Telefônica.

O PABX ( Private Automatic Branch Exchange - Comutação Privada e Automática

de Ramais ) constitui uma Central Privada de Comutação Telefônica ( CPCT ) onde se

possibilita a interligação automática entre os ramais ; ou com a rede publica , através de

linhas troncos , obedecendo a categoria do ramal ( privilegiado , semi-restrito , restrito ).

Os ramais privilegiados tem acesso direto á rede publica , via linhas tronco .

Os ramais semi-restrito tem acesso a rede publica, porem recebe ligações

transferidas.

Os ramais restritos falam somente internamente.

No PABX Analógico as ligações recebidas são distribuídas aos ramais através da

operadora ; exceto no caso em que existe o serviço DDR ( Discagem Direta a Ramal ) .

Existe ainda o PABX Digital , que além de possuir os ramais e linhas troncos

convencionais , possui também ramais digitais onde podem ser transmitidos dados seriais

ou voz digitalizada .

A comunicação emprega a técnica BSA ( Burst Signalling Adapter – Adaptador de

Sinalização por Rajada ), que consiste no envio das informações na forma de rajadas sobre
11

uma linha de 2 fios, permitindo uma comunicação full-duplex, ou seja, comunicação ao

mesmo tempo entre as partes estabelecidas.

O Burst é composto de um pacote de 12 bits ( 1 bit de sincronismo, 2 bits de dados,

1 bit de sinalização e 8 bits para canal de voz ), transmitido a cada 125 s .

Os canais de voz, dados e sinalização operam respectivamente com velocidades de

transmissão de 64, 16 e 8 Kbps.

Existe sempre a troca de sinalização para verificar o estado do telefone digital e

manter o sincronismo, mesmo que não haja dados ou voz a serem transmitidos.

As linhas tronco digitais operam com velocidade de 2048 Kbps ,  onde carregam

no máximo 20 Bursts  utilizando a multiplexação TDM ; sendo decodificados ( extração

das informações de dados, voz e sinalização ) nas centrais CPA Digitais .

Os ramais e troncos analógicos possuem um CODEC ( COdificador e

DECodificador ) que transforma o sinal de voz analógico para digital e vice-versa .

O KS ( Keying Systems – Sistemas de Teclas ) apresenta linhas tronco que permite

aos usuários efetuarem ligações externas; além de possibilitar a transferencia de ligações

externas a outros ramais.

Você também pode gostar