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UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU

SSCC Nº 7 – SISTEMA DE SINALIZAÇÃO


POR CANAL COMUM NÚMERO 7

Pós-Graduação – Telecomunicações

DISCIPLINA DE TELEFONIA

PROF.: GIOCONDO M A GALLOTTI


São Paulo
2001
Sumário
Resumo..............................................................................................................................II

Sumário.............................................................................................................................III

Introdução_____________________________________________________________7
Capítulo I – Introdução à Sinalização_______________________________________8
1.1. Generalidades___________________________________________________________8
1.1.1. Sinalização Acústica___________________________________________________________8
1.1.2. Sinalização de Linha___________________________________________________________9
1.1.3. Sinalização de Registro________________________________________________________10
1.1.3.1. Sinalização de registro MFC________________________________________________10
1.1.4. Sinalização por Canal Associado________________________________________________15
1.1.5. Sinalização por Canal Comum_________________________________________________16
Capítulo II - Introdução ao Sistema de Sinalização por Canal Comum nº 7________19
2.1. Fundamentos da Rede SS7________________________________________________20
2.2. Modos de Sinalização____________________________________________________23
2.2.1. Modo Associado_____________________________________________________________23
2.2.2. Modo não Associado_________________________________________________________23
2.2.3. Modo Quase Associado_______________________________________________________24
2.3. Protocolos da Rede SS7__________________________________________________25
2.4. Divisão Funcional_______________________________________________________26
2.4.1. Subsistema de Usuários_______________________________________________________26
2.4.2. Subsistema de Transferência de Mensagem (MTP)__________________________________27
2.5. Níveis Funcionais_______________________________________________________27
2.5.1. Nível 1 (funções de enlace de dados de sinalização)_________________________________27
2.5.2. Nível 2 (funções de enlace de sinalização)_________________________________________28
2.5.3. Nível 3 (funções de rede de sinalização)__________________________________________28
2.5.4. Nível 4 (funções de subsistema de usuário)________________________________________31
2.6. Relação entre MTP, Subsistemas de Usuários e Níveis Funcionais_______________31
2.7. Modelo OSI e o SSCC7___________________________________________________32
2.8. Mensagens de Sinalização________________________________________________37
2.9. Mecanismo de Troca de Mensagens (Uso do BSN, BIB, FSN, FIB e CK)__________42
2.9.1. Mensagens de teste e manutenção de rede de sinalização_____________________________47
2.9.2. Unidade de sinalização de preenchimento (FISU)___________________________________49
2.10. Parte Variável de uma Mensagem de Sinalização____________________________49
2.10.1. Unidade de sinalização de mensagem (MSU)_____________________________________50
2.10.1.1 – Formatos e Códigos das Mensagens do Subsistema de Telefonia__________________52
2.11. Estabelecimento Normal de Chamada_____________________________________80
2.12. Dupla Ocupação em Operação Bidirecional.________________________________86
2.13. Mensagens de gerência da rede de sinalização – Nível 3_______________________89
Conclusão___________________________________________________________100
Bibliografia__________________________________________________________101
Anexos______________________________________________________________102

Introdução

Para o perfeito funcionamento de um sistema telefônico, bem como para a

perfeita integração homem máquina, há diversas informações trocadas entre o assinante

e a central e entre as centrais. Uma das estruturas de comunicações mais complexas e de

maior capilaridade, a rede telefônica evoluiu a partir do serviço telefônico básico para

um portifólio de serviços denso e variado.

As centrais telefônicas são interligadas através de redes telefônicas, que utilizam

certos protocolos de comunicação para o estabelecimento de ligações telefônicas,

controle de tarifação, supervisão, gerenciamento de rede, e troca de informações

necessárias para processamento de aplicações distribuídas. Estes protocolos são

conhecidos como sistemas de sinalização.


Capítulo I – Introdução à Sinalização

1.1. Generalidades

Para efetuar as trocas de informações entre o assinante e a central e entre as

centrais existe a sinalização. Esta sinalização pode ser dividida em três grandes grupos

denominados:

Sinalização Acústica

Sinalização de Linha

Sinalização de Registro

1.1.1. Sinalização Acústica

É a que estabelece a integração homem-máquina e, como o próprio nome indica,

consiste em uma série de sinais audíveis emitidos da central para o assinante.

Compreende sinais audíveis emitidos da central para o assinante e referem-se a

estados da conexão.

Compreende os seguintes sinais:

Tom de Discar.

Corrente de Toque de Chamada Intermitente.

Tom de Controle de Chamada.

Tom de Ocupado.

Tom de Número Inacessível.


Tabela 1 – Sinais Acústicos

1.1.2. Sinalização de Linha

É a que estabelece a comunicação entre as centrais nas linhas de junções e que

agem durante toda a conexão. São trocas de informações relacionadas com os estágios

da conexão e supervisão da linha de junção.

É a sinalização que supervisiona a linha de junção e os estágios de conexão. É

trocada entre circuitos de junção (juntores) de duas centrais interligadas, figura 1.


Figura 1 Sinais de Linha

Os sinais de sinalização de linha são os seguintes:

SINAL SENTIDO
OCUPAÇÃO 
ATENDIMENTO 
DESLIGAR PARA FRENTE 
DESLIGAR PARA TRÁS 
CONFIRMAÇÃO DE DESCONEXÃO 
DESCONEXÃO FORÇADA 
BLOQUEIO 
TARIFAÇÃO 
RECHAMADA 

Tabela 2 – Sinais de Linha

1.1.3. Sinalização de Registro

É a que estabelece entre os órgãos de controle das centrais e referem-se às

informações dos assinantes, tanto chamado como chamador, bem como, tipos e estados

de assinantes.

A sinalização de registro é a responsável pela troca de informações entre os

órgãos de controle das centrais. São informações relacionadas ao número do assinante

chamado ou chamador, tipos de assinantes, condições dos assinantes etc, que devem ser
trocadas entre as centrais, para se estabelecer uma conexão. Em resumo, pode-se dizer

que a sinalização de registro é a troca de informações de controle entre as centrais.

1.1.3.1. Sinalização de registro MFC

Neste sistema de sinalização, os sinais são transformados por combinações de

sinais de duas freqüências. Apresenta as vantagens de possibilitar transmissão em

circuitos interligados fisicamente ou via rádio, permitir a existência de sinais para frente

e para trás, além de proporcionar trocas de informações relativamente rápidas.

As freqüências utilizadas estão dentro de uma faixa de voz. Os sinais para frente

são formados por combinações de 2 freqüências dentre 6, compreendidas entre 1380 a

1980 Hz (freqüências altas) e os sinais para trás utilizam 6 freqüências entre 540 a 1140

Hz (freqüências baixas).

A tabela 3, ilustra os sinais formados para combinação de freqüências, no

sistema de codificação 2/6 (2 dentre 6).


Tabela 3 – Formação dos Sinais Multifreqüenciais

O sinal formado pela combinação de duas freqüências, após transmitido é

recebido e identificado pelas freqüências que o compõem. Esta identificação é efetuada

nos receptores de sinais multifreqüenciais por filtros sintonizados nas freqüências dos

sinais.

Este sistema de sinalização é denominado Multifreqüencial Compelida

porque, ao se enviar um sinal para frente, para se enviar um novo sinal para frente,

aguarda-se a recepção do sinal para trás, como esquematizado da figura 2.


Figura 2 – troca de Sinais MF na Sinalização MFC

Nota-se que na linha de junção pode haver simultaneamente sinais para frente e

sinais para trás. Como as freqüências são de grupos diferentes (altas e baixas) não

ocorrem dificuldades nas detecções e interpretações.

a) Sinais para frente

Os sinais para frente são divididos em dois grupos denominados Grupo I e

Grupo II.

Os sinais de Grupo I, referem-se às informações numéricas e informações de

controle e, os do Grupo II, às informações de tipo de assinante chamador (categoria).

A tabela 4, ilustra os significados dos sinais para frente.


Tabela 4 – Sinais para Frente

b) Sinais para trás

Os sinais para trás são divididos em dois grupos denominados Grupo A e Grupo

B.

Os sinais de Grupo A referem-se a solicitação da central de destino à origem; os

sinais do Grupo B referem-se às informações sobre condições de assinantes. A tabela 5,

ilustra o significado dos sinais para trás.


Tabela 5 – Sinais para Trás

Os sinais para trás indicados na tabela 5, são denominados Variante 5C. Há

ainda, os sinais para trás denominados Variante 5B, empregada anteriormente.

Na figura 3, é mostrado um exemplo de troca de sinalização entre duas

centrais utilizando a sinalização.


Figura 3- Exemplos de Entroncamento com Troca de Sinalização

1.1.4. Sinalização por Canal Associado

A característica fundamental da sinalização que acabamos de estudar é que,

temos a troca de sinalização no mesmo canal posteriormente irá transmitir voz e,

dizemos deste modo que existe uma associação em um mesmo canal da sinalização de

linha, da sinalização de registro de voz. Definimos, assim, esta sinalização, como

Sinalização por Canal Associado.

Podemos ter a sinalização por canal em circuitos analógicos como mostra a

figura 04 ou, em circuitos digitais como mostra a figura 05, e, neste caso, temos um

enlace MCP onde os intervalos de tempo ITs de 1-15 e 17-31, transmitem sinalização de

registro e voz, ficando o TT 16 para transmitir sinalização de linha dos 30 canais de voz.
Figura 04 – Sinalização por Canal Associado – Circuito Analógico

Figura 05 – Sinalização por Canal Associado – Circuito Digital

1.1.5. Sinalização por Canal Comum

Uma outra forma de sinalização é aquela onde temos um canal específico para

troca de sinalização, isto é, o canal de voz associado à chamada telefônica não é

utilizado para troca de sinalização e sim um canal exclusivo para sinalização, comum a

diversas chamadas, sendo por este motivo, este tipo de sinalização, denominado

Sinalização por Canal Comum.

Este tipo de sinalização surgiu com o advento de centrais controladas por

programa armazenado (CPA), com a finalizada de extrair maiores vantagens da nova

tecnologia.

A seguir, algumas características deste tipo de sinalização:

Os enlaces de sinalização podem ser do tipo analógico, com velocidade de

sinalização de 4800 bps e, neste caso, a transmissão se dá via modem, tendo

processadores para tratamento de sinalização, como ilustrado na fig. 06.


Figura 06 - Sinalização por Canal Comum com Suporte analógico e a
Interligação entre os Juntores Analógicos é por Pares de Cabos.

Sinalização por canal comum com suporte digital e a interligação entre juntores

analógicos é por meio de MUX MCP. As mensagens de sinalização são inseridas no

intervalo de tempo 16, pelo OSCC.

Os enlaces de sinalização podem ser do tipo digital e, neste caso, teremos

juntores digitais interligando as centrais, conforme fig. 08. A velocidade de transmissão

sobe para 64 Kbps.

Figura 7 - Sinalização por Canal Comum via MCP


Figura 8 - Sinalização por Canal Comum via Junto Digital

Sinalização por canal comum com suporte digital e juntores digitais. A

sinalização é inserida no intervalo de tempo 16, pelo OSCC.

Figura 9 - Sinalização por Canal Comum Comutado Semipermanente no ECD


Capítulo II - Introdução ao Sistema de Sinalização por Canal Comum nº 7

As centrais telefônicas são interligadas através de redes telefônicas, que utilizam

certos protocolos de comunicação para o estabelecimento de ligações telefônicas,

controle de tarifação, supervisão, gerenciamento de rede, e troca de informações

necessárias para processamento de aplicações distribuídas. Estes protocolos são

conhecidos como sistemas de sinalização.

Os primeiros sistemas de sinalização utilizados nas centrais automatizadas se

basearam totalmente na codificação de informações bastante simples em sinais (pulsos)

elétricos - sinalização E&M - ou, posteriormente, em combinações de tons audíveis -

sinalização MFC - transportados pelo próprio canal de voz, ou seja, pelo mesmo

caminho da conversação. Este tipo de sinalização é dita associada a canal e é ilustrada

na Figura 10 (a). Estes tipos de sistemas ocupam canais de voz desde o momento em

que o originador inicia a discagem - mesmo que a chamada efetiva não chegue a ser

estabelecida - e são muito limitados quanto à diversidade de informação que podem

representar.

Figura 10: Canais de sinalização e voz entre centrais telefônicas

(a) Sinalização associada a canal (E&M, MFC)

(b) Sinalização por canal comum SS7


A idéia do Sistema de Sinalização por Canal Comum nº 7 (SSCC7, ou em inglês,

Signaling System #7 - SS7), especificado e padronizado mundialmente pelo ITU-TSS

(International Telecommunication Union –Telecommunication Standardization Sector),

é fazer com que as informações de sinalização e controle não transitem no próprio canal

de voz da conexão correspondente, e sim através de uma rede de dados independente, de

alto desempenho. Separando-se em uma rede própria os circuitos de sinalização, os

canais de voz podem permanecer livres enquanto não se iniciar uma efetiva chamada ao

usuário distante, aumentando a disponibilidade de canais de voz sem a instalação de

circuitos de voz adicionais. A Figura 10(b) mostra uma configuração possível baseada

na sinalização por canal comum.

Na rede SS7, várias informações distintas podem ser empacotadas e então

transportadas por um único canal comum. Além de tornar mais eficiente a aplicação

telefônica, a sinalização por canal comum permite novas facilidades e é aberta a novas

aplicações, tais como sinalização da RDSI - Rede Digital de Serviços Integrados (ou, do

termo em inglês, ISDN) [ITU88], controle de aplicações de telefonia celular, suporte à

"Rede Inteligente" (RI) e outras.

2.1. Fundamentos da Rede SS7

Uma rede de telecomunicações servida por uma sinalização por canal comum é

composta por um número de nodos de processamento e comutação interconectados por

enlaces (vias) de transmissão.

Todo nodo na rede SS7 é chamado genericamente de Ponto de Sinalização (PS).

Todo ponto de sinalização tem a capacidade de realizar a discriminação de mensagens

(ler o endereço e determinar se a mensagem é para este nodo). Existem várias


classificações de pontos de sinalização, de acordo com sua função na rede de

sinalização. Entre elas, podemos destacar:

STP - Signaling Transfer Point: ponto de sinalização com função de

transferência, isto é, capaz de ser "intermediário" (nem a origem nem o destino final da

mensagem), podendo receber uma mensagem vinda de outro PS e passá-la adiante.

SSP - Service Switching Point: é uma designação comum para um PS que provê

apenas acesso local à rede de sinalização.

Além disso, nas redes inteligentes (RI) e nas Advanced Intelligent Networks

(AIN), temos o SCP - Service Control Point: responsável pelo acesso à base de dados da

RI e o SMS - Service Management System: que provê a interface humana à base de

dados, bem como a capacidade de atualizá-la quando preciso.

Todo ponto de sinalização em uma rede SS7 é identificado por um código de

endereçamento único, conhecido como point code.

A sinalização por canal comum usa vias bidirecionais de sinalização que

transportam mensagens entre dois pontos de sinalização, denominados enlaces de

sinalização (signaling links). Dois pontos de sinalização (PS) SS7 são ditos adjacentes

se são diretamente interconectados por um enlace.

É importante destacar que usa-se o termo enlace de sinalização ou apenas enlace

para designar a conexão entre dois pontos de sinalização a nível funcional (lógico) e o

termo enlace de dados de sinalização para se referir à conexão física por onde passa o

enlace. Os enlaces são dispostos em conjuntos que interconectam diretamente os

mesmos dois PS, chamados conjuntos de enlace (linksets, em inglês). Podem haver até

16 enlaces associados a um só conjunto de enlaces. Embora tipicamente um conjunto de

enlaces inclua todos os enlaces paralelos (enlaces entre os mesmos dois PS), é possível
haver mais de um conjunto de enlaces entre dois PS. Um grupo de enlaces dentro de um

mesmo conjunto de enlaces que têm características idênticas é chamado grupo de

enlaces.

Além de linksets, um PS (ponto de sinalização) deve definir rotas. Rota é uma

seqüência de linksets usada para atingir um certo destino. Um linkset pode pertencer a

mais de uma rota. Uma coleção de rotas é chamada conjunto de rotas (routeset, em

inglês) e um conjunto de rotas é associado a um só destino, permitindo que exista mais

de uma rota para o destino de forma que, caso uma rota fique indisponível, haja uma

rota alternativa.

Um destino é um endereço presente na tabela de roteamento de um PS. Destinos

não precisam ser diretamente adjacentes ao PS, mas devem ser um código de

endereçamento (point code) de um PS que pode ser atingido a partir deste. O PS não

precisa conhecer todos os point codes entre ele e o destino, apenas seu próprio conjunto

de enlaces que levará ao destino.

Existem 3 tipos de pontos de sinalização nas redes SS7 (figura 11):

Pontos de serviço de comutação (SSPs);

Pontos de transgerência de sinal (STPs);

Pontos de controle de serviço (SCPs).

Figura 11 - Rede SS7


2.2. Modos de Sinalização

Os modos de sinalização são definidos, levando-se em consideração o caminho

seguido por uma determinada relação de sinalização e o caminho seguido pelas

mensagens de sinalização a ela referentes.

2.2.1. Modo Associado

No modo de sinalização associado, a relação de sinalização entre dois pontos de

sinalização adjacentes e as mensagens de sinalização, a ela referentes, são passadas

diretamente entre os dois pontos (fig. 12)

Figura 12 - Modo de Sinalização Associado

2.2.2. Modo não Associado

No modo não-associado, as mensagens de sinalização referentes a uma dada

relação de sinalização entre dois PSs, não passam diretamente entre esses pontos,

passando por dois ou mais enlaces de sinalização, antes de chegar ao destino (Fig. 13).

Além disso, o caminho percorrido pela mensagem não é único, isto é, existem várias

alternativas para a sinalização (caminho não fixo). Neste caso, não existe um caminho

predeterminado a ser percorrido pelas mensagens de sinalização.


Figura 13 - Modo de Sinalização Não Associado

2.2.3. Modo Quase Associado

É um caso particular do modo não-associado, onde as mensagens de sinalização

referentes a uma dada relação de sinalização entre dois PSs, não passam diretamente

entre esses pontos, passando por dois ou mais enlaces de sinalização, antes de chegar ao

destino.

A diferença deste modo e o não-associado é que, o caminho predeterminado),

(Fig. 14).

No caso de haver algum problema no caminho normal, é feito o desvio do

tráfego para um caminho predeterminado, retornando ao caminho normal no momento

do restabelecimento deste.

Figura 14 - Modo de Sinalização Quase Associado


2.3. Protocolos da Rede SS7

Os protocolos do SS7 são organizados em níveis, de maneira análoga às

camadas do modelo de transporte de dados OSI (Open Systems Interconnections) para

redes de computadores, publicado em 1992 pela ISO (International Standards

Organization). São 4 os níveis no SS7; os três níveis de menor hierarquia compõem o

Subsistema de Transferência de Mensagens (Message Transfer Part - MTP) e

correspondem, em essência, aos três primeiros níveis do modelo OSI. No nível 4 do SS7

- que corresponde à camada de Aplicação do modelo OSI - podemos ter vários

subsistemas de usuário (User Parts), como o Telephone User Part (TUP) e o ISDN User

Part (ISUP).

Para suportar outras aplicações na rede, dois componentes foram criados no SS7:

o Signaling Connection Control Part (SCCP), que complementa os serviços do MTP

para torná-lo funcionalmente equivalente ao nível de rede do modelo OSI, e o

Transaction Capabilities Application Part (TCAP), que fornece um conjunto de

protocolos e funções usados por aplicações distribuídas na rede para que essas possam

se comunicar. A relação entre os níveis do SS7 e o modelo OSI é ilustrada na (Figura

15).
Figura 15 – Níveis do Sistema de Sinalização nº 7

2.4. Divisão Funcional

O Sistema de Sinalização por Canal Comum foi estruturado pelo CCITT para ser

modular e flexível, com a finalidade de poder ser expandido, em futuras aplicações.

Desse modo, o CCITT o dividiu, em uma primeira análise em dois níveis de

subsistemas.

2.4.1. Subsistema de Usuários

Os subsistemas de usuários constituem o nível 4 do sistema de sinalização por

canal comum nº 7 e representam os diversos tipos de usuários como telefonia (TUP),


RDSI (ISUP) e outros. Inclui, também, as funções relacionadas com o tratamento das

informações que devem ser trocadas entre os subsistemas de usuários correspondentes.

2.4.2. Subsistema de Transferência de Mensagem (MTP)

Esse subsistema representa os níveis de 1 a 3 do SSCC nº 7. É um subsistema

comum aos diversos tipos de usuários e sua função principal e estabelecer um caminho

de comunicação de sinalização que seja rápido e confiável, interligando os diversos

subsistemas de usuários que necessitam trocar informações.

A figura 16, ilustra a divisão do Sistema de Sinalização por Canal Comum.

Figura 16 - Divisão do Sistema de Sinalização

2.5. Níveis Funcionais

O CCITT define para o sistema de sinalização por canal comum nº 7, quatro

níveis funcionais descritos a seguir.

2.5.1. Nível 1 (funções de enlace de dados de sinalização)

Define as características elétricas e físicas do enlace de dados de sinalização e os

modos de acessá-lo para transmissão dos dados de sinalização.


Para o meio de transmissão digital, a taxa de transmissão será de 64 kbit/s.

2.5.2. Nível 2 (funções de enlace de sinalização)

Este nível proporciona confiabilidade ao enlace de sinalização, através das

funções relacionadas abaixo:

Delimitação de mensagens através de flags.

Prevenção contra duplicação de flags.

Detecção de mensagem recebida incorretamente.

Correção de erros.

Controle de seqüência de mensagens recebidas e transmitidas.

Detecção de falhas no enlace de sinalização e recuperação do mesmo.

2.5.3. Nível 3 (funções de rede de sinalização)

As funções do nível 3 estão relacionadas a seguir:

a) Função de tratamento das mensagens de sinalização.

Figura 17 - Tratamento da Mensagem


Na originação de uma chamada, o nível 3 se encarrega de endereçar a mensagem

ao ponto de destino. Na recepção de chamada, o nível 3 analisa a mensagem quanto ao

seu destino. Se for chamada terminada, a mensagem é entregue ao nível 4; se for para

outra central, a mensagem é encaminhada ao seu destino.

Descrição funcional para cada um dos blocos para o tratamento das mensagens

de sinalização realizado do nível 3 é descrita, resumidamente, como segue:

Discriminação de mensagem:

Analisa a mensagem para saber qual o seu destino, entregando-a para

distribuição ou encaminhamento.

Distribuição de mensagem:

Ao receber a mensagem do discriminador, se encarrega de entregá-la ao nível 4

correspondente.

Encaminhamento da mensagem:

Quando a mensagem vem do discriminador, a mesma é encaminhada ao seu

destino. Quando a mensagem é originada no nível 4, é feito o endereçamento e o

encaminhamento ao seu destino.

b) Funções de gerência de rede

As funções de gerência de rede possibilitam a reconfiguração da rede de

sinalização do tráfego de sinalização de enlaces em falha, para enlaces em serviço.

As funções de gerência da rede de sinalização são divididas em:

Gerência de Tráfego:

São funções utilizadas para desviar o tráfego de sinalização de um enlace para

um ou mais enlaces, no caso de falha ou congestionamento,


Gerência de Enlaces:

São funções utilizadas para restabelecer enlaces de sinalização com falhas para

ativar e desativar enlaces.

Gerência de Rota:

São funções que distribuem informações de estado da rede de sinalização para

que as funções de gerência de tráfego, dos pontos de sinalização remotos, possam tomar

as providências necessárias.

A Figura 18, esquematiza, em blocos, um resumo das funções do nível 3 e suas

interligações.

Figura 18 - Funções da Rede de Sinalização.


2.5.4. Nível 4 (funções de subsistema de usuário)

No nível 4, são definidas funções específicas para cada tipo de usuário, seja ele

de telefonia, dados ou outros.

Para o usuário de telefonia, como exemplos de funções, podemos citar: recepção

de dígitos do assinante chamado, procedimentos de dupla ocupação, gerência dos

circuitos de voz, etc.

2.6. Relação entre MTP, Subsistemas de Usuários e Níveis Funcionais

Conhecendo-se a função desempenhada pelo Subsistema de Transferência de

Mensagens (MTP), podemos dizer que o mesmo desempenha as funções dos níveis 1, 2

e 3, que conjugadas, proporcionarão enlaces de sinalização confiáveis e

consequentemente também uma rede confiável.

Da mesma forma, podemos dizer que os Subsistemas de Usuários,

desempenham a função do nível 4.

A Figura 19, ilustra essa relação, mostrando a interligação de subsistema de

usuário (TUP ou ISUP) via Subsistema de Transferência de Mensagens e seus diversos

níveis funcionais.
Figura 19 - Relação entre MTP, UP e Níveis Funcionais

Modelo OSI e o SSCC7

A estrutura do SSCC nº 7 é baseada n modelo de referência OSI elaborado pelo

ISSO e depois adotado também pelo ITU-T (Recomenda X.200).

Este modelo visa padronizar uma estrutura é a estratificação em camadas, o que

permite que cada sistema seja visto como um conjunto ordenado de subsistemas.

Subsistemas de mesma ordem (N) compõem a camada (N). Cada camada fornece à sua
superior (exceto a mais superior) serviços específicos de cada camada e os subsistemas

dentro de uma mesma camada se comunicam através de protocolos (N).

O modelo OSI prevê a existência de sete camadas, mas não necessariamente

todas elas devam estar presentes em todas as implementações.

Figura 20: Modelo de referência OSI

As camadas de 1 e 3 compreendem funções de transferência de informações de

um sistema ao outro, funções estas que fornecem a base para a implantação de uma rede

de comunicações.

As camadas de 4 a 7 definem funções de comunicação extremo a extremo e são

definidas de modo a serem independentes da estrutura interna de rede.

As camadas de 1 a 6 representam os meios pelos quais a comunicação em si

(camada 7) se realiza.

Camada 1: Física

A camada física proporciona meios elétricos e mecânicos para ativar, manter e

desativar conexões físicas para transmissão de bits entre entidades de enlace de dados.

A #7 utiliza enlaces de dados normalmente de 64 kbits e full-duplex (ambos os sentidos,

simultaneamente).
Camada 2: Enlace de Dados

Esta camada fornece meios para estabelecer, manter e liberar conexões de enlace

de dados entre entidades de rede. Fornece serviços de conexão de enlace,

seqüencialmente, notificação de erros, controle de fluxo, parâmetros de qualidade do

serviço, entre outros. A # 7 utiliza os bits de check (CK) para a detecção de erros além

do reconhecimento positivo/negativo de unidades de mensagem de sinalização.

Camada 3: Rede

A camada de rede é responsável pela transferência de dados transparentemente,

realizando o roteamento e retransmissão de informações. Fornece as camadas superiores

de conexões de rede, identificadores de extremidades de conexão de rede, notificação de

erro, sequenciamento, controle de fluxo, entre outros. Na # 7, esta camada é

representada pelo SCCP, parte do MTP (nível 3) e parte dos subsistemas de usuários,

executando o endereçamento encaminhamento de mensagens.

Camada 4: Transporte

A camada de transporte fornece a transferência de dados extremo utilizando-se

dos serviços de rede disponíveis e liberando o usuário de qualquer conhecimento a

respeito da transferência. Esta camada opera sempre extremo a extrema e melhora a

qualidade do serviço de rede, similarmente à camada 2, que melhora o desempenho da

camada física. As funções de sequenciamento e controle de erros são encontradas nesta

camada, para garantir quando necessário, a entrega de dados em seqüência correta e

com baixa probabilidade de erros. Esta camada, assim como as de sessão e

apresentação, não estão definidas na nº 7. Esta prevista a especificação do ISP para

representar estas camadas.

Camada 5: Sessão
Esta camada fornece meios para organizar, sincronizar o diálogo e gerenciar a

troca de dados entre usuários. Oferece à camada superior os serviços de

estabelecimento/liberação de conexão de sessão, troca de dados especiais, sincronização

de conexão, entre outros.

Camada 6: Apresentação

Esta camada negocia e transforma a sintaxe (representação da informação) com

que os dados serão transferidos para uma forma reconhecível pelos processos de

aplicação de comunicação, não levando em conta a semântica (significado) dos

mesmos. Por exemplo, a camada de apresentação pode converter um trem de bits de

forma ASCII para EBCDIC.

Camada 7: Aplicação

Esta camada especifica a natureza da comunicação exigida para satisfazer as

necessidades dos usuários, bem como o significado da informação trocada.

Na estrutura oferecida pelo modelo OSI, ocorre que cada camada acrescenta

informações que são de interesse a mesma camada em um outro sistema. Ou seja, por

exemplo, a camada 5 (sessão) acrescenta aos dados recebidos das camadas superiores,

um cabeçalho que permitirá o sincronismo de um diálogo através de uma rede.

Figura 21: Estrutura oferecida pelo OSI

Este cabeçalho acrescentado só tem um real significado para uma outra camada

5 em algum ponto da rede.


Nesse nosso exemplo, o conjunto representado pelos dados recebidos pela

camada 5 mais o cabeçalho acrescentado por ela, passam para a camada 4 como sendo

dadas, onde novamente será acrescentado um outro cabeçalho e assim sucessivamente

até o momento da transmissão.

No sistema de sinalização por canal comum nº 7 ocorre exatamente dessa forma,

com cada subsistema acrescentado seu respectivo cabeçalho ns dados oriundos dos

usuários. A figura 22 apresenta as partes que são acrescentadas pelos subsistemas no

ramo representado pela TCAP, SCCP e MTP.

Esta forma estruturada possui uma vantagem que é representada por não serem

as dadas relativas a uma camada alteradas, além de permitir a visualização de interfaces

padronizadas entre as camadas e subsistemas.

Essa troca de informações entre as camadas de subsistemas é realizada através

de primitivas. Essas primitivas contém as informações necessárias para que uma

determinada camada possa executar suas funções.


Figura 23: Troca de informações entre Camadas

Para que uma camada N “converse” com uma camada N em outros sistema, é

necessário que sua informação vá até a camada física de seu sistema para ser

transmitida. No outro sistema, a informação vai subindo a partir da física até a camada

N, onde então é interpretada, conforme a figura 24 abaixo.

Figura 24: Comunicação/Interface entre Sistemas

2.8. Mensagens de Sinalização

Para que duas centrais digitais, interligadas, troquem informações necessárias

para o encaminhamento de uma conexão, existe um “pacote” de informações sobre o

encaminhamento da mesma, denominado mensagem de sinalização. No sistema de

sinalização nº 7, esse “pacote” de informações é denominado Unidade de Sinalização.


A figura 25 , ilustra um entroncamento onde temos duas centrais digitais e uma

central analógica.

Figura 25 – Exemplo de Troca de Sinalização

O significado das mensagens de exemplo da figura 25 são:

IAI – Mensagem inicial de endereçamento com informações adicionais.

Contém informações com ao número de A, número de B e categoria de A.

ACM – Mensagem de endereço completo. Contém informações como condição

do assinante B e outras.

ANC – Mensagem de atendimento com tarifação.

ANN – Mensagem de atendimento sem tarifação.

CLF – Mensagem de desligar para frente.


RLG – Mensagem de confirmação de desconexão.

Ao iniciar a troca de sinalização, a Central A envia à Tandem Digital a

mensagem IAI, que é suficiente para o encaminhamento da chamada e aguarda a troca

de sinalização entre a Tandem Digital e a Central B. Após receber a condição do

assinante B (B1/B5), a Tandem envia para trás a mensagem ACM e aguarda o sinal de

atendimento.

Após receber o sinal de atendimento, a Tandem Digital envia para trás a

mensagem de atendimento com tarifação (ANC) ou sem tarifação (ANN), dando-se

início a conversação.

Supondo que o assinante A desligue antes de B, a Central A envia a mensagem

CLF à Tandem, Que a transfere de maneira conveniente à Central B e fica à espera do

sinal de confirmação de desconexão.

Após receber o sinal de confirmação de desconexão, a Tandem Digital envia

para trás a mensagem equivalente (RLG).

As mensagens como IAI, ACM, ANC, ANN, CLF e RLG,, vistas neste exemplo

são unidades de sinalização.

Uma unidade de sinalização é um conjunto de bits subdivididos em bits de

controle e bits de dados, como mostrado na figura 26, que apresenta a constituição geral

de uma unidade de sinalização.


Figura 26 – Unidade de Sinalização

O significado dos campos de uma unidade de sinalização, da figura 26 são os

seguintes:

Flag : Marca o início e o fim da mensagem, atuando assim, como um

delimitador.

Sinais de controle : Utilizados para controle de seqüência e solicitação de

retransmissão.

Bits de detecção de erro: utilizados para garantir a recepção correta da

mensagem sem erros.

Dados: Contém informações para o estabelecimento de conexão entre usuários.

A parte de dados, possui comprimento variável que depende do tipo de unidade

de sinalização, enquanto que a parte flag, sinais de controle e detecção de erros, possui

um comprimento fixo, independente do tipo de unidade de sinalização.

A figura 27, ilustra o conteúdo da parte fixa de uma SU.

Figura 27 – Constituição de uma SU.


O significado dos campos que compõem a parte fixa da SU da figura 27, são

descrito a seguir:

F (Flag) : Separação entre as unidades de sinalização; é adotado o padrão

“01111110” .

BSN : Número seqüencial para trás.

É utilizado para avisar ao ponto de origem que as mensagens do número BSN

para trás foram recebidas corretamente. O BSN é composto de 7 bits e, desse modo,

pode variar de 0 (zero) até 127.

FIB e BIB: Bit indicador para frente e bit indicador para trás.

São utilizados quando há necessidade de retransmissão.

FSN: Número seqüencial para frente.

Na transmissão é atribuído um número seqüencial a toda mensagem enviada.

Esse número é o FSN que é composto de 7 bits e desse modo, pode variar de 0 a 127, os

quais são ciclicamente repetidos.

Uma vez atribuídos um FSN a dada unidade de sinalização, esse permanece com

ela e, é o que a distingue de outras unidades de sinalização, até que a SU seja aceita no

destino.

LI: Indicador de comprimento.

É utilizado para indicar o comprimento de campo de dados da mensagem em

octetos (8 bits) , como os tipos de mensagens dependem do comprimento, indica

também, o tipo de unidade de sinalização como listado a seguir:

LI = 0 – Unidade de sinalização de preenchimento de canal (FISU).

LI = 1 ou 2 – Unidade de sinalização de estado de enlace (LSSU).


LI = 3 até 63 – Unidade de sinalização de mensagem (MSU).

CK: Bits de verificação.

São 16 bits inseridos em uma unidade de sinalização para possibilitar a

verificação do reconhecimento correto da mensagem.

2.9. Mecanismo de Troca de Mensagens (Uso do BSN, BIB, FSN, FIB e CK)

Uma unidade de sinalização é aceita no destino sempre que a mesma é recebida

sem erros, na seqüência correta e com o FIB da mensagem recebida igual ao BIB da

última mensagem enviada.

 Método de transmissão básica: Enlaces terrestres, atrasos pequenos (15 ms).

 Método de retransmissão cíclica preventiva: Enlaces via satélites ou enlaces

terrestres com atrasos de proporção maior que 15 ms.

Assim, no terminal de origem, toda unidade de sinalização transmitida é também

armazenada em um “buffer”, onde permanece disponível para uma eventual

retransmissão até receber do destino uma confirmação de recebimento, momento no

qual a mesma é apagada.

Para verificar se a unidade de sinalização foi recebida sem erros, é utilizado o

campo CK.

O controle de seqüência é executado através da comparação do FSN recebido

com o FSN esperado. Caso a unidade de sinalização esteja na seqüência, é aceita, caso

contrário, é solicitada a retransmissão da unidade de sinalização que complementaria a

seqüência.

No caso da unidade de sinalização ser aceita, é enviada uma unidade de

sinalização para trás com BSN de mesmo valor que o FSN da unidade de sinalização
aceita e com FIB (recebido) = BIB (enviado). Na origem, este BSN é traduzido como

aceitação da unidade de sinalização e, neste caso, a mesma é apagada do “buffer”.

No caso da unidade de sinalização não ser aceita por não estar na seqüência ou

estar com erro, é solicitada a retransmissão como descrito a serguir:

Em condições normais, o bit indicador para frente (FIB) da mensagem enviada e

o bit indicador para trás (BIB) da mensagem recebida, estão no mesmo estado. Para

solicitar retransmissão, o terminal de destino envia para trás uma unidade de sinalização

com BIB invertido e, com o BSN igual ao FSN da última unidade de sinalização aceita.

A origem, ao perceber que o BIB recebido está no mesmo estado do FIB enviado,

reconhece uma solicitação de retransmissão e, nesse instante, passa a retransmitir todas

as unidades de sinalização com FSN a partir de BSN + 1 com o FIB invertido.

Veremos a seguir, dois exemplos de método básico de correção de erros:

Exemplo 1:

PS1 PS2
FSN = 14, FIB = 0
BSN = 14, BIB = 0

FSN = 15, FIB = 0 X

BSN = 14, BIB = 1

FSN = 15, FIB = 1

Fig. 28 – Exemplo Utilizando FSN, FIB, BSN, BIB – Unidirecional


Neste exemplo, vemos apenas o reconhecimento de mensagens sendo realizado

pelo PS2. Podemos ver que a mensagem de número FSN = 14 é reconhecida por PS2

através da informação BSN = 14 e BIB = 0. Neste caso ocorreu o reconhecimento

positivo.

Ao enviar a mensagem de número FSN = 15, ocorreu algum problema na

recepção por PS2. O PS2, então, solicita a retransmissão da mensagem (BIB = 1),

informando que a última mensagem reconhecida foi a de número 14. Neste caso ocorreu

o reconhecimento negativo.

O PS1 ao receber a informação de BSN = 14 e a solicitação de retransmissão

(BIB = 1), retransmite a próxima mensagem referente a BSN recebido + 1 = FSN = 15.

Essa situação de reconhecimento positivo e negativo ocorrem nos dos sentidos

de transmissão, tornando o entendimento um pouco mais trabalhoso.


Exemplo 2:

Figura 29: Exemplo utilizado FSN, FIB, BSN e BIB - Bidirecional

Em PS1, 1º é enviada uma mensagem 1 e, reconhecendo a mensagem 0 enviada

po PS2.

Em PS1, 2º é enviada a menagem 1 e, reconhecendo a mensagem 1 enviada por

PS2.

A 2º mensagem do PS2 foi recebida com erro na recepção. Agora o PS1 solicita

retransmissão invertendo o BIB de zero para um.

A 4º mensagem enviada por PS1 foi recebida com erro por PS2. PS2 então

solicita que a mesma seja retransmitida (31). A norma é retransmitida por PS1 (14).

Reparar que os BIBs permanecerão em 1 até que novos erros ocorram em ambos

sentidos, quando então retornarão a zero.

Unidade de sinalização de estado do enlace (LSSU)

Um procedimento bastante importante que ocorre no nível 2, é o procedimento

de alinhamento inicial, que uso das mensagens LSSU.

Quando os enlaces de sinalização são ligados, começa a ocorrer uma troca de

bits entre as extremidades, sem que esteja havendo um correto entendimento entre as

partes.

Esse procedimento permite que as extremidades se entendam logicamente após

uma troca predeterminada de mensagens de nível 2. Após essa troca, então, o tráfego de

mensagens é liberado par o nível 3.

São utilizadas as mensagens denominadas LSSU, que contém informações

trocadas entre pontos de sinalização, referentes ao estado do enlace de sinalização.


A figura 30 ilustra o formato básico das LSSUs.

Fig. 30 – Formato Básico da LSSUs

A parte hachurada da figura 30 corresponde à parte já tratada da SU. Neste item,

estudaremos o campo SF, que é o campo de estado.

A LSSU é identificada pelo valor 1 ou 2 contido no campo indicador de

comprimento (LI). Se LI = 1, o campo de estado (SF) tem apenas 1 octeto (oito bits) que

são codificados como segue:

BITS – C B A

0 0 0 – Indicação de estado “0” – Enlace fora de alinhamento

0 0 1 – Indicação de estado “N” – Enlace com alinhamento de emergência

0 1 0 – Indicação de estado “E” – Enlace fora de serviço

0 1 1 – Indicação de estado “OS” – Enlace fora de serviço

1 0 0 – Indicação de estado “PO” – Processador fora de serviço


BITS – DEFGH – Reservas

Para cada codificação do campo SF dada pelos bits A, B e C, temos a formação

dos sinais SIO, SIN, SIE, SIOS e SIPO que são, respectivamente, Sinal de Enlace Fora

de Alinhamento de Processador Fora de Serviço.

Essas indicações são trocadas pelos terminais de sinalização para que se realize

o procedimento de alinhamento, e informam em que estado cada terminal se encontra.

Em condições normais, a troca de unidades se processa da seguinte forma:

Fig. 31 – Troca de Unidades

2.9.1. Mensagens de teste e manutenção de rede de sinalização

Essas mensagens são utilizadas, principalmente, após a realização do

procedimento de alinhamento inicial realizado pelo nível 2.


Após a indicação do nível 2 ao nível 3 de que o enlace pode ser colocado em

serviço, o nível 3 realiza um último teste sobre o enlace alinhado utilizando-se dessas

mensagens.

As mensagens de teste e manutenção de rede de sinalização são distinguidas pela

configuração binária “0001” no campo indicador de serviço (SI).

O campo indicador de rede (SSF) é utilizado para distinguir a rede nacional da

rede internacional.

O campo SIF é ilustrado na figura 32.

figura 32 – Campo SIF das Mensagens de Teste e Manutenção.

O campo do rótulo possui a mesma configuração das MSUs de gerência da rede

de sinalização, exceto pela presença do campo SLS no lugar do campo SLC. O campo

SLS é o código de seleção de enlaces utilizado nas MSUs de teste da rede para

selecionar os enlaces a serem testados.

Para o cabeçalho (campos H0 e H1) das mensagens de teste e manutenção da

rede de sinalização, temos a combinação ilustrada na tabela 6.


O campo “configuração de teste” é preenchido pela central que vai realizar o

teste, com uma configuração aleatória. Ao retornar a SLTA, é comparado o campo

recebido na SLTA com o enviado na SLTM.

Passando nesse teste, o enlace é colocado em serviço.

MET = Grupo de Mensagens de teste

SLTM = Mensagem de teste de enlace de sinalização

SLTA = Mensagem de reconhecimento de teste de enlace de sinalização

Tabela 6 – Alocação de Códigos

2.9.2. Unidade de sinalização de preenchimento (FISU)

As unidade de sinalização de preenchimento não contém informações, sendo

utilizadas para preenchimento de tempo do canal quando não há mensagens a serem

transmitidas com a finalidade de manter o sincronismo do enlace.


A figura 33 ilustra o formato básico das unidades de sinalização de

preenchimento.

Figura 33 – Formato Básico das FISUs

2.10. Parte Variável de uma Mensagem de Sinalização

As unidades de sinalização dividem-se em:

MSU – Unidade de Sinalização de Mensagem.

LSSU – Unidade de Sinalização de Estado de Enlace.

FISU – Unidade de Sinalização de Preenchimento.

2.10.1. Unidade de sinalização de mensagem (MSU)

A unidade de sinalização de mensagem contém informações necessárias para o

processamento da chamada, controle de rede, testes de rede e sinais de manutenção.

A figura 34 ilustra o formato básico das MSUs.


Figura 34 – Formato Básico das MSUs

A parte hachurada da figura 28 corresponde à parte fixa da unidade de

sinalização e já foi tratada em item anterior. Neste item, estudaremos a parte variável

das MSUs que corresponde aos campos SIF e SIO.

O campo SIO, que é o octeto de informação de serviço, define o usuário que

corresponde à mensagem e, também, se está é nacional ou internacional. Para realizar

sua função, o campo SIO é subdividido em dois subcampos, como segue:

S1 – indicador de serviço: Utilizado para identificar o Subsistema de Usuário a

que pertence a mensagem de sinalização.

SSF: subcampo de serviço: Utilizado para discriminação entre mensagens

nacionais e internacionais.
A figura 35 ilustra a divisão do campo SIO da parte variável de uma MSU.

Para o campo SI podemos Ter várias combinações de bits e para algumas delas

teremos associado um tipo de usuário como mostrado a seguir:

BITS DCBA

0 0 0 0 – Mensagens de Gerência de Rede de Sinalização

0 0 0 1 – Mensagens de Manutenção e Teste da Rede de Sinalização

0 0 1 0 – Reserva

0 0 1 1 – Subsistema de Controle de Conexão de Sinalização (SCCP)

0 1 0 0 – Subsistema de usuário de telefonia (TUP)

0 1 0 1 – Subsistema de usuário RDSI (ISUP)

0 1 1 0 – Subsistema de Dados

0 1 1 1 – Subsistema de Dados

1 x x x – Reservas

Da mesma forma para o SSF podemos ter a combinações abaixo:

BITS BA – Reserva – Nota: os bits reservas são codificadas como 00.

BITS DC

00 – Rede Internacional

01 – Reservado para Uso Internacional

10 – Rede Nacional

11 – Reservado para Uso Nacional

Como podemos notar, SSF faz a discriminação entre mensagens

nacionais e internacionais.
O campo SIF, que possui informações de sinalização, será estudado para três

tipos de usuários definidos pelo campo SI:

Subsistema de usuário de telefonia.

Mensagens de gerência da rede de sinalização.

Mensagens de manutenção e teste da rede de sinalização.

2.10.1.1 – Formatos e Códigos das Mensagens do Subsistema de Telefonia

As mensagens do subsistema de telefonia são distinguidas pela configuração

binária “0100” no campo indicador de serviço (SI).

O campo SIF, para mensagens do subsistema de telefonia, é dividido como

mostra a figura 36.

Figura 36 – Divisão do Campo SIF

A seguir, serão descritos os campos em que se subdivide o campo SIF.

Rótulo: Rótulo é um campo presente em todas as MSU e possui informações

como:
CIC – Código de identificação do circuito.

OPC – Código do ponto de origem.

DPC – Código do ponto de destino.

O código do ponto de destino (PC) indica o ponto de sinalização para o qual a

mensagem é destinada, enquanto que o código do ponto de origem (OPC) indica o

ponto de sinalização que gerou a mensagem. O código de identificação do circuito

(CIC) indica um circuito de voz entre aqueles que diretamente liga os pontos de origem

e de destino.

O DPC e o OPC têm o seguinte formato:

DCBA DCBA FEDCBA


(4) (4) (6)
CNS CRS Nº PS

CNS – Código nacional de sinalização

CRS – Código regional de sinalização

Nº OS – Número do ponto de sinalização

A tabela a seguir o plano de numeração que vem sendo adotado para a rede nacional de
sinalização. Deverá ser adotado como valor no Nº OS a faixa de 0 a 63.
REGIÃO DE CAMPO CAMPO QUANTIDAD ÁREA DE
SINALIZAÇÃO “CNS” “CRS” E DE PS ABRANGÊNCIA
0 0 64 EMBRATEL
0 1 a 15 960 SÃO PAULO
SUDESTE 1 0 a 15 1024 SÃO PAULO
2 0 a 15 1024 SÃO PAULO
3 0 a 15 1024 SÃO PAULO
4 0 64 EMBRATEL
4 1 a 10 640 RIO DE JANEIRO
CENTRO- 4 11 a 14 256 ESPÍRITO SANTO
NORDESTE 4 15 64 RESERVA
5 0 a 13 896 BAHIA
5 14 e 15 128 SERGIPE
6 0 64 EMBRATEL
6 1 a 15 960 MINAS GERAIS
7 0a4 320 GOIÁS
7 5a7 192 MATO GROSSO
7 8 a 10 192 M. G. DO SUL
7 11 a 13 192 DISTRITO FEDERAL
CENTRO- 7 14 e 15 128 RONDÔNIA
NORTE 8 0e1 128 MARANHÃO
8 2e7 384 PARÁ
8 8 64 AMAPÁ
8 9 a 11 192 AMAZONAS
8 12 64 ACRE
8 13 64 RORAIMA
8 14 e 15 128 RESERVA
9 0 64 EMBRATEL
9 1 a 15 960 PARANÁ
10 0a7 512 SANTA CATARINA
SUL
10 8 a 15 512 RESERVA
11 0 a 14 960 R. GRANDE DO SUL
11 15 64 RESERVA
12 0 64 EMBRATEL
12 1a9 576 CEARÁ
12 10 a 13 256 R. G. DO NORTE
12 14 e 15 128 PIAUÍ
NORDESTE
13 0a7 512 PERNAMBUCO
13 8 a 11 256 PARAÍBA
13 12 a 14 192 ALAGOAS
13 15 64 RESERVA
----- 14 0 a 15 1024 RESERVA
----- 15 0 a 15 1024 RESERVA

A seguir são apresentados alguns exemplos de configurações de rede de


sinalização.
Figuras com topologias de redes 32 e 33 abaixo.

Figura 37 – Topologia de uma Rede de Sinalização


Figura 38 – Estrutura da Rede de Sinalização da Suécia.
Cabeçalho: Presente em todas MSUs, o cabeçalho define a mensagem através de seus dois
campos, H0 e H1. H0 especifica o grupo de mensagens e H1, a mensagem dentro do grupo, identificando,

também, o formato da mesma. A tabela a seguir, contém as possibilidades para H0 e H1.

GRUPO DE H1

MENSAGENS H0 0000 0001 0010 0011 0100 0101 0110 0111 1000 1001 1010 1011 1100 1101 1110 1111
0000
FAM 0001 IAI RESERVADO
SAM SÃO P/ USO NACIONAL
FSM 0010 GSM COT CCF
BSM 0011 GRO
SBM 0100 ACM CHG SPM
UBM 0101 CRF CCD ADI CFL SSB UNN LOS MPR AMD
CSM 0110 ANC ANN CBK CLF RAN
CCM 0111 RLG BLO BLA UBL UBA CCR RSC
GRM 1000 MGB MBA MGU MUA HGB HBA HGU HUA GRS GRA
1001
1010 RESERVADO PARA USO NACIONAL E INTERNACIONAL
1011
1100
1101
1110
1111 RESERVADO PARA USO NACIONAL

Tabela 8 – Alocação de Código de Cabeçalho das Mensagens do Subsistema de

Telefonia.

GRUPO I: FAM – (Forward Address Message)

Mensagens de Endereçamento da Chamadas

a) IAI (Initial Address Message With Additional Information)

Mensagem Inicial de Endereçamento com Informações Adicionais.

É a primeira mensagem enviada para frente, para estabelecimento das chamadas. Contém, além

das informações de endereçamento, encaminhamento e tratamento das chamadas, outras informações

adicionais. A função da captura está implícita na recepção dessa mensagem.

HGFEDCBA LKJIHGFEDCBA 00 FEDCBA 00 10 00 01


CLI

FIO AS NAS MI CPC H1 H0

8n 8 8n 4 12 2 6 4 4
Figura 39 – Mensagem IAI

CPC: Categoria da Parte Chamadora

FEDCBA
000000 - Fonte Desconhecida/Indicador de Categoria não Disponível

000001 - Reserva

001000 - Reserva

001001 - Telefonista

001010 - Assinante Comum

001011 - Reserva

001100 - Equipamento de Comunicação de Dados

001101 - Equipamento de Manutenção

001110 - Assinante com Tarifação Especial

001111 - Telefone Público Local

010000 - Telefone Público Interurbano-Serviço Nacional

010001 - Assinante com Facilidade de Transferência

MI: Indicadores de Mensagem

BA : Indicador da Natureza do Endereço

00 - Número do Assinante “B”

01 - Reserva para uso nacional

10 - Número nacional

11 - Número internacional

DC : Indicador da Natureza do Circuito

00 - Nenhum circuito por satélite na conexão

01 - Um circuito por satélite na conexão

10 - Dois circuitos por satélites na conexão


11 - Reserva

FE : Indicador de Verificação de Teste de Continuidade

00 - Teste de continuidade não solicitado

01 Teste de continuidade solicitado neste circuito

10 Teste de continuidade está sendo realizado em circuito anterior

11 Reserva

GHIJKL: Reserva

NAS: Número de Sinais de Endereço - indica, em binário, o número de sinais de

endereço presentes na mensagem e, deste modo, define o comprimento do

campo AS. Possui 4 bits que podem representar valores de 0 a 15.

AS: Sinais de Endereço

0000 - Dígito 0

0001 - 1

0010 - 2

0011 - 3

0100 - 4

0101 - 5

0110 - 6

0111 - 7

1000 - Dígito 8

1001 - 9
1010 - Reencaminhamento Local

1011 - Reserva

1100 - Reencaminhamento Local/Acesso a Equipamento de Teste

1101 - Reecaminhamento Local

1110 - Reserva

1111 - Reserva
No caso de número ímpar de dígitos, será utilizado o padrão "0000" com

preenchimento para completar um número inteiro de octetos (oito bits).

FIO: Primeiro Octeto de Indicadores

ABCD: Reserva

E: Identidade da Linha Chamadora

0 - Não incluída

1 - Incluída

FGH: Reserva

CLI: Identidade da Linha Chamadora

Figura 40 - Campo CLI da Mensagem IAI

AI: Indicador de Endereço

BA : Indicador da Natureza do Endereço

00 - Número do Assinante
01 - Reserva

10 - Número nacional

11 - Número internacional

C : Indicador de Apresentação de Identidade da Linha Chamadora

0 - Não restrita

1 - Restrita

D : Indicador de Identidade da Linha Chamadora Incompleta

0 - Sem identificação

1 - Identidade da linha chamadora incompleta

NAS: Número de Sinais de Endereços (*)

AS: Sinais de Endereço (*)

(*) Aqui, valem os mesmos códigos dos campos NAS e AS anteriores.

b) SAM (Sbsequent Address Message)

Mensagem Subseqüente de Endereçamento

É uma mensagem enviada para frente após a IAI. É utilizada para enviar dígitos

de endereço restantes não inclídos na IAI. Através desta mensagem, podemos enviar

dígitos de uma única vez.

Figura 41 - Mensagem SAM


P : Padrão de Preenchimento

NAS : Número de Sinais de Endereço

AS : Sinais de Endereço

c) SAO (Subsequent Address Message With One Sgnal)

Mensagem Subseqüente Com Único Sinal de Endereçamento

É uma mensagem enviada para frente, para estabelecimento das chamadas. É

utilizada para enviar dígitos de endereços restantes não incluídos no IAI.

É uma mensagem enviada para frente, para estabelecimento das chamadas após

a IAI. Contém um único sinal de endereçamento para estabelecimento das chamadas. É

utilizada para enviar dígitos de endereço restantes não incluídos no IAI.

Figura 42 - Mensagem SAO

P : Padrão de Preenchimento

AS : Sinal de Endereço

GRUPO II: FSM (Forward Set-up Message)

Mensagens de Estabelecimento de Chamada

a) GSM (Genereal Forward Set-up Information Message)


Mensagem com Informações Gerais para Estabelecimento da Chamada

É uma mensagem enviada para frente. Contém informações para o

estabelecimento da chamada.

Figura 43 - Mensagem GSM

RTI:Indicador do Tipo de Resposta

A: Indicador da Categoria do Assinante Chamador

0 – Não incluída

1 – Incluída

B: Indicador de Identidade da Linha Chamadora

0 – Não incluída

1 – Incluída

CDEFGH: Reserva

CPC: Categoria da Parte Chamadora

FEDCBA

000000 - Origem desconhecida/indicador de categoria não disponível

000001 - Reserva

001000 - Reserva

001001 - Telefonista
001010 - Assinante comum

001011 - Reserva

001100 - Equipamento de comunicação de dados

001101 - Equipamento de manutenção

001110 - Assinante com tarifação especial

001111 - Telefone público local

010000 - Telefone público interurbano-serviço nacional

010001 - Assinante com facilidade de transferência

CLI: Identidade da Linha Chamadora

Figura 44 - Mensagem CLI da Mensagem GSM

AI: Indicador de endereço

NAS: Número de Sinais de Endereço

AS: Sinais de Endereço

Os formatos e códigos são os mesmos utilizados na identidade da linha

chamadora contidos na IAI, tratada em item anterior.

b) COT (Continuity Signal)

Sinal de Continuidade
É um sinal enviado para frente, informando que há continuidade no (s)

circuito(s) até então, estabelecido(s) para cursar a chamada.

Figura 45 - Mensagem COT

c) CCF (Continuity – Failure Signal)

Sinal de Falta de Continuidade

É um sinal enviado para frente, informando que não há continuidade no circuito

estabelecido para cursar a chamada.

Figura 46 - Mensagem CCF

GRUPO III: BSM (Backward Set-up Message)


Mensagens de Solicitação de Informações de Estabelecimento de

Chamadas

a) GRQ (Genereal Request Message)

Mensagem de Solicitação Geral para Estabelecimento da Chamada

A GRQ é uma mensagem enviada para trás, solicitando informações relativas à

chamada. Ex: a identidade ou categoria do assinante chamador.

Figura 47 - Mensagem GRQ

RTI: Indicador do Tipo de Solicitação

A: indicador de Solicitação da Categoria do Assinante Chamador

0 – Sem solicitação

1 – Com solicitação

B: Indicador de Solicitação da Identidade da Linha Chamadora

0 – Sem solicitação

1 – Com solicitação

CDEFGH: Reserva

GRUPO IV: SBM (Successful Backward Set-up Information Message)

Mensagens de Informações sobre o Estabelecimento de Chamadas

a) ACM (Address - Complete Message)

Mensagem de Solicitação Geral para Estabelecimento da Chamada


É uma mensagem enviada para trás, informando que foram recebidos todos os

dígitos de endereçamento para estabelecer a chamada. Pode também, conter outras

informações sobre a chamada a ser completada.

Figura 48 - Mensagem ACM

MI: Indicadores de Mensagem

BA: Tipo de Indicador de Sinal de Endereçamento Completo

00 – Reserva

01 – Sinal de Endereço Completo, com tarifação

10 – Sinal de Endereço Completo, sem tarifação

11 – Reserva

C: Indicador de Assinante Livre

0 – Sem Indicação

1 – Assinante Livre

DEF: Reserva

G: Indicador de Retenção da Chamada pelo Assinante B

0 – Chamada não Retida pelo Assinante B

1 – Chamada Retida pelo Assinante B

H: Reserva

Cada mensagem de endereço completo contém um dos seguintes sinais:


ADC – Endereço completo com tarifação

ADN – Endereço completo sem tarifação

AFC – Endereço completo com tarifação, assinante livre

AFN – Endereço completo sem tarifação, assinante livre

Os sinais citados são obtidos mediante a combinação dos bits BA e V do campo de indicadores

da mensagem de endereço completo, como mostra a tabela a seguir:

BIT DO INDICADOR DE MENSAGEM DA ACM


SINAL
B A C
0 1 0
ADC
1 0 0
ADN
0 1 1
AFC
1 0 1
AFN
Tabela 9

b) CHG (Charging Message)

Mensagem de Tarifação

É uma mensagem enviada para trás, contendo informações necessárias a

tarifação das chamadas.

c) SPM

Sinal de Pulso de Multimedição

É uma mensagem enviada para trás, contendo a informação correspondente a

pulso de multimedição.
Figura 49 - Mensagem SPM

GRUPO V: UBM (Unsuccessful Backward Set-up Information Message)

Mensagens sobre chamadas Malsucedidas

Figura 50 – Formato Geral das Mensagens do Grupo UBM

a) CRF

Sinal de Congestionamento na Rede à Frente

É um sinal enviado para trás, indicando congestionamento na rede à frente.

b) CCD

Sinal de Congestionamento na Central de Destino

É um sinal enviado para trás, indicando congestionamento na central de destino.

c) ADI (address Incomplete Signal)

Sinal de Endereçamento Incompleto

É um sinal enviado para trás, informando que os sinais de endereçamento

recebidos são insuficientes para o endereçamento da chamada.

d) CFL (Call – Failure Signal)

Sinal de Falha no Estabelecimento da Chamada


É um sinal enviado para trás, informando que o insucesso na tentativa de

estabelecimento da chamada se deve à falha na supervisão de tempo, ou a outro motivo

não coberto por sinal específico.

e) SSB (Subscriber – Busy Signal)

Sinal de Terminal Ocupado

É um sinal enviado para trás, informando que a(s) linha(s) que conecta(m) o

terminal chamado à central está(ão) ocupado(s).

f) UNN (Unallocated – Number Signal)

Sinal de Número Inacessível

É um sinal enviado para trás, informando que o endereço correspondente à

chamada está inacessível.

g) LOS (Line-out of Service Signal)

Sinal de Linha For a de Serviço

É um sinal enviado para trás, informando que a linha que conecta o terminal

chamado à central está com defeito ou fora de serviço.

h) MPR (Misdialled Trunk Prefix)

Sinal de Erro no Prefixo do Tronco

É um sinal enviado para trás, indicando a inclusão errônea de um prefixo

interurbano.

i) AMD

Sinal de Assinante com Número Mudado

É um sinal enviado para trás, indicando que o endereço correspondente à

chamada está com o número mudado.


GRUPO VI: CSM (Call Supervision Message)

Mensagens de Supervisão de Chamadas

Figura 51- Formato Geral da Mensagem CSM

a) ANC (Answer Signal, Charge)

Sinal de Atendimento com Tarifação

É um sinal enviado para trás, informando que a chamada foi atendida e que deve

ser tarifada.

b) ANN (Answer Signal, no Charge)

Sinal de Atendimento sem Tarifação

É um sinal enviado para trás, informando que a chamada foi atendida e que não

deve ser tarifada.

c) CBK (Clear – Back Signal)

Sinal de Desligar para Trás

É um sinal enviado para trás, informando que o terminal chamado desligou.

d) CLF (Clear – Forward Signal)

Sinal de Desligar para Frente

É um sinal enviado para frente, informando que o terminal chamador desligou.

e) RAN (Reanswer Signal)

Sinal de Reatendimento
É um sinal enviado para trás, informando que o terminal chamado, após ter

desligado, voltou a retirar o fone do gancho.

GRUPO VII: CCM (Circuit – Supervision Message)

Mensagens de Supervisão de Circuitos

Figura 52 – Formato Geral da Mensagem CCM

a) RLG (Release – Guard Signal)

Sinal de Confirmação de Desconexão

É um Sinal enviado para trás, após o circuito ter sido liberado; por exemplo,

devido a um sinal de desligar para frente.

b) BLO (Blocking Signal)

Sinal de Bloqueio

É um sinal para fins de manutenção, enviado para a central situada na outra

ponto do circuito, informando-a que o circuito não deve ser ocupado com chamdas de

saída.

c) BLA (Blocking – Acknowledgement Signal)

Sinal de Reconhecimento de Bloqueio.


É um sinal enviado em resposta a um sinal de bloqueio (BLO), após o circuito

ter sido bloqueado.

d) UBL (Unblocking Signal)

Sinal de Desbloqueio

É um sinal enviado à central situada na outra extremidade do circuito, para

solicitar que seja cancelado o bloqueio determinado por um sinal de bloqueio (BLO),

enviado anteriormente.

e) UBA (Unblocking – Acknowledgement Signal)

Sinal de Reconhecimento de Desbloqueio

É um sinal enviado em resposta a um sinal de desbloqueio (UBL), após o

circuito ter sido desbloqueado.

f) CCR (Continuity – Check – Request Signal)

Sinal de Solicitação de Cheque de Continuidade

É um sinal enviado para solicitar que seja realizado um cheque de continuidade

no circuito, cujo código é indicado no rótulo.

g) RSC (Reset – Circuit Signal)

Sinal de “Reset” de Circuito

É um sinal enviado para liberar um circuito, quando por mutilação de memórias

ou outras causas, não é possível determinar que sinal é o adequado para liberar o

circuito.

GRUPO VIII: GRM (Circuit Group Supervision Message)

Mensagens de Supervisão de Grupos de Circuitos


a) MGB (Maintenance Oriented Group Blocking Message)

Mensagem de Bloqueio de Circuitos para Fins de Manutenção

Mensagem enviada para fins de manutenção à central da outra extremidade de

um grupo de circuitos, para provar a condição de impedimento de ocupação desse grupo

de circuitos ou, parte do mesmo, com relação às futuras chamadas antes dessa central.

Uma central, que receba a mensagem de bloqueio de grupo de circuitos para fins de

manutenção, deve ser capaz de aceitar chamadas entrantes pelos circuitos bloqueados, a

menos que, ela também tenha enviado uma mensagem de bloqueio de grupo de circuitos

para fins de manutenção.

b) MBA (Maintenance Oriented Group Blocking – Acknowledging Message)

Mensagem de Reconhecimento de Bloqueio de Grupo de Circuitos para Fins de

Manutenção.

Mensagem enviada, em resposta a uma mensagem de bloqueio de grupo de

circuitos, para fins de manutenção, para indicar que esse grupo de circuitos ou parte do

mesmo, está bloqueado.

c) MGU (Maintenance Oriented Group Unblocking Message)

Mensagem de Desbloqueio de Circuitos para Fins de Manutenção

Mensagem enviada para a central da outra extremidade de um grupo de

circuitos, para cancelar nessa central, a condição de impedimento de ocupado desse


grupo de circuitos, ou parte dos mesmos, determinada por uma mensagem de bloqueio

de grupo de circuitos para fins de manutenção, enviada anteriormente.

d) MUA (Maintenance Oriented Grop - Acknowledgement Message)

Mensagem de Reconhecimento de desbloqueio de Grupo de Circuitos para Fins

de Manutenção.

Mensagem enviada, em resposta a uma mensagem de desbloqueio de grupo de

circuitos, para fins de manutenção, para indicar que esse grupo de circuitos, ou parte do

mesmo, está sendo ou foi desbloqueado.

e) HGB (Hardware Failure Oriented Group Blocking Message)

Mensagem de Bloqueio de Grupo de Circuitos por Falha de Hardware.

Mensagem enviada por falha de hardware, para a central da outra extremidade

do grupo de circuitos para provocar a condição de impedimento de ocupação desse

grupo de circuitos, ou parte do mesmo.

f) HBA (Hardware Failure Oriented Group Blocking - Acknowledge Message)

Mensagem de Reconhecimento de Bloqueio de Grupo de Circuitos por Falha de

Hardware.

Mensagem enviada, em resposta a uma mensagem de bloqueio de grupo de

circuitos por falha de hardware, para indicar que esse grupo de circuito, ou partes do

mesmo, foi ou está sendo bloqueado.

g) HGU (hardware Failure Oriented Group Unblocking Message)

Mensagem de Desbloqueio de Grupo de Circuitos por Falha de Hardware

Mensagem enviada para a central da outra extremidade do grupo de circuitos,

para cancelar nessa central, a condição de impedimento de ocupação de um grupo de


circuitos, ou partes do mesmo, pelo envio de uma mensagem de bloqueio de grupo de

circuitos por falha de hardware enviada.

h) HUA (Hardware Failure Oriented Group Unblocking - Acknowledge)

Mensagem de Reconhecimento de Desbloqueio de Grupo de Circuitos por Falha

de Hardware

Mensagem enviada em resposta a uma mensagem de desbloqueio de grupo de

circuitos, por falha de hardware, para indicar que este grupo de circuitos, ou parte do

mesmo, foi ou está sendo desbloqueado.

i) GRS (Circuit Group Reset Message)

Mensagem de Reset de Grupo de Circuitos

Mensagem enviada para liberar um grupo de circuitos, ou partes do mesmo,

quando devido a uma mutilação de memória ou outras causas. Não se sabe qual dos

sinais de desligar é adequado para os circuitos pertencentes ao grupo em questão.

j) GRA (Circuit Group Reset Acknowledgement Message)

Mensagem de Reconhecimento de RESET de Grupo de Circuitos.

Mensagem enviada em resposta a uma mensagem de reset de um grupo de

circuitos.
Figura 53 – Formato Geral da Mensagem GRM

R: Comprimento do Campos S em Bits

S: Campo de Estado dos Circuitos

R: Faixa de Variação de S (comprimento do campo S)

S: Campo de Estado

Para se conseguir expressar mensagens de supervisão de grupos de circuitos, são

utilizados os campos R e S.

Neste caso, a mensagem está relacionada com a totalidade de um grupo de

circuitos ou partes do mesmo e inclui um campo de estado, a menos que se trate de uma

mensagem de reinicialização de um grupo de circuitos. O número de circuitos a serem

tratados é indicado pelo valor contido no campo (R) da faixa de variação, acrescido de

1. O CIC do primeiro circuito tratado é indicado no rótulo. O número de circuitos

tratados caria de 2 a 256.

Campo S – Todas as mensagens de supervisão do circuito exceto a mensagem de

grupo reset (GRS) incluem um campo de estado (S) contendo o indicador de estado. O

número de bits do indicador de estado é dado pelo valor contido no campo de variação

(R), acrescido de 1.

O campo de estado (S) contém até 256 bits indicadores de estado. O primeiro bit

indicador de estado se refere ao circuito identificado no campo CIC contido no rótulo. O

segundo, se refere ao circuito identificado no campo CIC, contido no rótulo, acrescido

de 1, e assim, sucessivamente.
Figura 54 – Bits do Campo de Estado e Circuitos Correspondentes

A identificação do último circuito considerado obtém-se somando o valor dado

no campo (R), da faixa de variação, ao valor do campo CIC, contido no rótulo. O campo

de estado consiste de um número inteiro de octetos. Os bits do último octeto não

utilizados como indicadores, são preenchidos por zeros.

Os bits indicadores do estado são codificados conforme a seguir:

Em todas as mensagens de bloqueio de grupo de circuitos (MGB, HGB).

1 Bloqueio

0 Sem tratamento

Em todas as mensagens de reconhecimento de bloqueio de grupo (MBA, HBA)

1 Reconhecimento de bloqueio

0 Sem reconhecimento de bloqueio

Em todas as mensagens de desbloqueio (MGU, HGU)

1 Desbloqueio

0 Sem desbloqueio

Em todas as mensagens de reconhecimento de desbloqueio de grupo (MUA,

HUA)

1 Confirmação de desbloqueio
0 Sem confirmação de desbloqueio

Mensagem de reconhecimento de reset de circuito (GRA)

1 Bloqueio para manutenção

0 Sem bloqueio para manutenção

Os textos abaixo representam partes práticas referentes a TUP, com relação aos

procedimentos utilizados. Os mesmos mostram a aplicação as mensagens TUP para

estabelecimento de chamadas, assim como alguns casos de insucesso. Também é

apresentado o procedimento de dupla ocupação que é utilizado para situações em que as

centrais na extremidade de um enlace de sinalização reservam o mesmo circuito de voz

para a realização de uma chamada.

2.11. Estabelecimento Normal de Chamada

A seguir são descritos os procedimentos de sinalização para o estabelecimento

normal de chamada.

a) Mensagem Inicial de Endereçamento com Informações Adicionais (IAI)

Uma IAI é enviada como primeira mensagem do estabelecimento de chamada

geralmente incluindo todas as informações requeridas pela próxima central para

encaminhar a chamada. A função de ocupação está implícita na recepção da IAI.

A mensagem inicial de endereçamento com informações adicionais deverá

incluir a categoria do assinante chamador e sempre que possível sua identidade.


Sempre que possível todos os dígitos necessários para o encaminhamento da

chamada na Rede Nacional devem estar contidos na IAI.

b) Mensagem Subsequente de Endereçamento (SAM) e Mensagem Subsequente

de Endereçamento com um Sinal (SAO)

Os dígitos de endereço restantes, se existirem, podem ser enviados

individualmente em mensagens de um dígito (SAO) ou em grupos de mensagens

multidígitos (SAM).

Utilizando-se o agrupamento de dígitos pode-se aumentar a eficiencia na

ocupação de circuitos e do enlace de sinalização.

Entretanto, para enviar um acréscimo no tempo pós-discagem naqueles casos

onde dor utilizado o método “OVERLAP”, pode ser desejável enviar os dígitos

restantes se existirem individualmente.

As Mensagens Subseqüentes de Endereço podem ser enviadas na redeassim que

forem recebidas. Se for necessário executar um teste de continuidade em um ou mais

circuitos envolvidos na conexão, deve-se tomar medidas na última central com canal

comum, para evitar o envio da corrente de toque ao assinante chamado antes que a

continuidade do circuito de voz tenha sido verificada (por exemplo: pela retenção do

último dígito do número do assinante).

c) Teste de Continuidade de Circuitos Telefônicos

Considerando que a sinalização do Sistema de Sinalização nº 7, não utiliza o

caminho de voz, deve-se Ter facilidades para que o teste de continuidade do caminho de

voz seja feito conforme descrito abaixo:


A aplicação do teste de continuidade depende do tipo de sistema de transmissão

usado pelo circuito telefônico.

Para sistemas de transmissão com características inerentes de falhas indicando

ao sistema de comutação o caso de falhas, não é requerido o teste de continuidade.

Essa situação ocorre quando são utilizados circuitos totalmente digitais.

Para sistemas de transmissão mistos (digital/analógico/digital) no entroncamento

entre duas centrais, o teste de continuidade deve poder ser realizado. O teste de

continuidade não elimina a necessidade do teste de rotina do caminho de transmissão. O

teste de continuidade no circuito de voz será feito enlace a enlace, a cada chamada por

amostragem, utilizando método estatístico antes do início da conversação.

d) Sinal de Endereço Completo

Não deve ser enviado nenhum sinal de endereço completo até que o sinal de

continuidade seja recebido e realizado o teste através da central, quando aplicado.

A central de destino da chamada pode mandar ACM com indicação de assinante

livre ou sem indicação.

A última central SCC nº 7, sempre envia ACM após receber os sinais de fim e

seleção correspondente à assinante livre.

A última central com SCC nº 7 ao enviar CM comuta o circuito de voz

correspondente.

Sem em operação normal, for esperado retardo no recebimento de um sinal de

endereço completo ou equivalente da rede, a última central com sinalização por canal

comum originará um sinal de endereçamento completo de 15 a 20 segundos após

receber a última mensagem de endereço.


Recebido o sinal de endereço completo, a primeira central com SCC nº 7 comuta

o circuito de voz correspondente.

A última central SCC nº 7 deve enviar ACM após ter comutado o circuito de voz

correspondente:

Em operação normal, um dos sinais de atendimento ou um sinal de confirmação

de desconexão (RLG);

Sinal de falha de chamada (CFL) originado no ponto de tarifação.

Qualquer outra informação adicional sobre a condição do assinante chamado,

deve ser transmitida ao assinante chamador sob a forma de tons audíveis ou mensagens

gravadas.

O sinal de endereço completo com indicação de assinante livre é enviado quando

for conhecido que a linha do assinante está livre (não ocupada). Deve ser gerado na

central de destino na qual o assinante chamado está ligado e portanto, não podem ser

enviados a seguir sinais de informação de insucesso para trás, exceto o sinal CFL que se

necessário pode ser enviado a partir do ponto de tarifação.

A indicação de que a chamada será retida por B, dar-se-á através de indicação no

“Indicador de mensagem”, bit G. Este procedimento é o mesmo do sinal B6.

e) Sinal de Endereço Incompleto (ADI)

O sinal de endereço incompleto – ADI – deve ser enviado:

pela central local de destino, após esgotada uma temporização de 15 a 20

segundos, nos casos em que a última informação de endereço recebida não seja

suficiente para identificar o assinando chamado, esta temporização é reiniciada após a

recepção de cada informação de endereço exceto naquela identificada como suficiente

para determinação do assinante chamado.


Pela central trânsito, após esgotada uma temporização de 15 e 20 segundo, nos

casos em que a última informação de endereço não seja suficiente apra identificar a rota

de saída; esta temporização é reiniciada após a recepção de cada informação de

endereço, exceto aquela identificada como suficiente para determinação da rota de

saída; cada central com canal comum que recebe o sinal de endereço incompleto,

enviará o sinal ADI para a central nº 7 precedente e libera para frente a conexão (CLF);

a primeira central com sinalização nº 7 enviará um sinal adequado para o circuito

precedente caso o sistema de sinalização naquele trecho o permita; caso contrário, um

tom ou mensagem gravada deverá ser enviado para a parte chamadora.

f) Sinais de Congestionamento (ccd/crf)

Tão logo a condição de congestionamento seja detectada, um dos sinais de

congestionamento será enviado sem aguardar o término de uma possível seqüência de

teste de continuidade.

A recepção de um sinal de congestionamento (ccd/crf) por qualquer central com

SCC nº 7 provocará o envio do sinal de desligar para frente (CLF) e o envio para trás de

um sinal apropriado, se o sistema de sinalização da central precedente o permitir; em

caso contrário; um tom ou mensagem gravada será enviada ao assinante chamador.

No caso de recepção do sinal crf, este procedimento somente será adotado após

terem sido esgotadas as tentativas de encaminhamento das chamadas por rotas

alternativas.
g) Sinais de Condição de Linha do Assinante Chamado (LOS,SSB,...)

Os sinais da condição da linha do assinante chamado serão enviados quando um

sinal elétrico apropriado for recebido pela última central SCC nº 7 ou mediante análise

da condição do assinante chamado, na central de destino SCC nº 7.

A recepção de um desses sinais por qualquer central com SCC nº 7 provocará o

envio do sinal de desligar para frente (CLF) e o envio para trás de um sinal apropriado,

se o sistema de sinalização da central precedente assim o permitir; em caso contrário,

um tom ou mensagem gravada será enviada ao assinante chamador.

h) Sinal de Atendimento (ANN/ANC/ANU)

O sinal de Atendimento deve se enviado para trás:

pela central de destino com SCC nº 7 ao detectar o atendimento por parte do

assinante chamado;

pela última central com SCC nº 7 que realiza funções de interfuncionamento, ao

receber a informação de atendimento do assinante chamado;

Por qualquer central com SCC nº 7 quando os trechos precedentes e posteriores

utilizam a SCC n º 7 e for recebido o sinal de atendimento.

O sinal de atendimento deve ser enviado para trás somente quando for detectado

o atendimento do assinante chamado.

i) Sinal de Desligar para Trás (CBK)

O sinal de desligar para trás não deverá liberar o circuito de conversação na

central com Sinalização por Canal Comum.

j) Seqüência do Sinal de Desligar para Trás e Reatendimento

A seqüência dos sinais informando a colocação e retirada do fone do gancho

pelo assinante chamado, provocará o envio da seqüência de sinais:


 CBK;

 Reatendimento – RAN.

Esta seqüência poderá se repetir um número ilimitado de vezes em um mesma

conexão.

É necessário eu a seqüência seja transmitida para a operadora (ou enlace

precedente) e que a condição final do circuito represente a última posição de gancho da

parte chamadora.

k) Seqüência do Sinal de Desligar para Frente (CLF) e de Confirmação de

Desconexão (RLG)

O sinal de desligar para frente é prioritário e todas as centrais devem estar em

posição de respondê-lo liberando o circuito e enviando o sinal de confirmação de

desconexão em qualquer tempo durante a evolução da chamada, mesmo se o circuito

estiver na condição livre.

E o sinal CLF for enviado enquanto um circuito estiver bloqueado não resultará

no desbloqueio desse circuito. O fato do circuito estar bloqueado não deverá retardar a

transmissão do sinal de confirmação de desconexão.

l) Mensagem de Solicitação Geral (GRQ) e Mensagem de Informação Geral para

Estabelecimento da Chamada para Frente (GSM)

A mensagem GRQ deve ser enviada para trás quando uma central necessitar a

identidade e/ou a categoria do assinante chamador para dar continuidade ao

estabelecimento da chamada.

A mensagem GSM deve ser enviada para frente em resposta à solicitação

contida na mensagem GRQ.


2.12. Dupla Ocupação em Operação Bidirecional.

a) Dupla Ocupação

Considerando que os circuitos com sistema de sinalização nº 7, tem a capacidade

de operar um mesmo circuito aproximadamente ao mesmo tempo.

b) Intervalos sem Proteção

As centrais devem detectar a dupla ocupação e executar as medidas adequadas,

considerando que:

 tempo de propagação no enlace de dados de sinalização deverá ser

relativamente longo;

 pode haver retardo significativo, devido a retransmissão;

 modo de operação quase/associado pode acrescentar tempo extra de

transferência de mensagens nos pontos de transferência de sinalização.

Em alguns casos o intervalo de tempo sem proteção poderá ser relativamente

longo e durante o mesmo poderá ocorrer a dupla ocupação.

Assim sendo a central deverá, detectar a dupla ocupação tomando as

providências.

c) Detecção de Dupla Ocupação

Uma central detecta a dupla ocupação quando recebe uma mensagem inicial de

endereço de um circuito de voz para o qual tenha enviado a mensagem inicial de

endereço.

d) Ação Preventiva

Podem ser considerados diferentes métodos para a seleção de circuitos que

minimizarão a ocorrência da dupla ocupação. Além dos métodos de seleção de circuitos


apresentados outros poderão também ser usados, dando o mesmo grau de proteção

contra a dupla ocupação, conforme descrito a seguir:

Método 1: É utilizada a seleção na ordem oposta em cada extremidade do grupo

de circuitos bidirecionais.

Método 2: Em cada central a extremidade do grupo de circuitos bidirecionais

tem propriedade de acesso ao grupo de circuitos que ela controla. Desse grupo, o

circuito que estiver livre a mais tempo será selecionado (FIFO). Em cada central a

extremidade do grupo de circuitos bidirecionais terá acesso não proprietário ao grupo de

circuitos que não controla. Desse grupo o último circuito liberado será selecionado.

O controle de chamadas de um grupo de circuitos bidirecionais poderá ser

dividido em subgrupos pela central.

É necessário tomar ações preventivas quando o sistema de sinalização nº 7

utiliza enlaces de dados de sinalização com tempo de propagação longo.

e) Ação a ser tomada na detecção de dupla ocupação.

Cada central controlará metade dos circuitos num grupo de circuitos

bidirecionais. Ocorrendo a dupla ocupação numa chamada que está sendo processada

pela central que controla o circuito, será completada e a mensagem inicial de endereço

(IAI) recebida será descartada.

Sob estas condições, a chamada processada pela central controladora deve ser

completada mesmo que, o teste de continuidade tenha sido executado, e verificada a

continuidade do circuito somente na direção central que não controla para a central que

controla. A chamada não controladora dos circuitos faz uma repetição automática de

tentativas na mesma rota alternativa.


Com a finalidade de solucionar a dupla ocupação nos circuitos bidirecionais, a

central codificada com o ponto de sinalização superior controlará todos os circuitos

pares (código de identificação de circuitos) e a outra central os circuitos ímpares. A

designação do controle poderá ser também usado com o objetivo de controlar a

manutenção.

2.13. Mensagens de gerência da rede de sinalização – Nível 3

Teremos uma noção da função realizada pelo nível 3 do MTP para

reestruturação da rede de sinalização em caso de falhas e reconfiguração da rede.

Essas mensagens serão distinguidas pela configuração binária “0000” no

campo indicador de serviço (SI).

O campo de indicador de rede SSF é utilizado para distinguir entre a rede

nacional e a rede internacional como descrito anteriormente.

O campo do rótulo passa a ter 32 bits, não mais possuindo a informação

CIC (Código de Identificação do Circuito) e sim a informação SLC, que é o código do

Enlace de Sinalização, ao qual se refere a mensagem de gerência da rede.

Figura 55 – Rótulo das Mensagens de Gerência da Rede


A definição dos campos DPC e OPC é a mesma vista anteriormente. Para p

campo SLC, quando a mensagem não tratar de enlace de sinalização, a codificação

deverá ser “0000”.

O cabeçalho (campos H0 e H1) das mensagens de gerência da rede de sinalização estão

relacionadas na tabela 10.

GRUPO DE H1

MENSAGENS H0 0000 0001 0010 0011 0100 0101 0110 0111 1000 1001 1010 1011 1100 1101 1110 1111

0000

CHM 0001 COO COA CBD CBA


ECM 0010 ECO ECA
FCM 0011 TFC
TFM 0100 TFP TFA
RSM 0101 RST
MIM 0110 LIN LUN LIA LUA LID LFU
CCM 0111
1000
1001
1010
1011
1100
1101
1110
1111
Tabela 10 – Cabeçalho de Mensagens

A) Grupo CHM – Mensagens de “changeover” e “changeback”.

a) COO e COA – Sinal de “changeover” e sinal de Reconhecimento de

“changeover”.

O sinal de changeover é utilizado para informar o desvio do tráfego de

sinalização de um enlace que tornou-se indisponível para um enlace em operação

normal.
Figura 56 – Formato Geral das Mensagens de “Changeover”

b) CBD e CBA – Sinal de Declaração de “changeback” e Sinal de

Reconhecimento de “changeback”.

O sinal de changeback é utilizado para retornar o tráfego de um enlace para o

qual foi anteriormente gerado um sinal de changeover. O enlace antes em falha ao ser

restabelecido, recebe seu tráfego de sinalização de volta através do sinal de changeback.

Figura 57 – Formato Geral das Mensagens de “Changeback”

O código de changeback é um código de 8 bits designado pelo ponto de

sinalização que envia a mensagem.

B) Grupo ECM – Mensagem de “changeover” de Emergência.


O changeover de emergência diferencia-se do anterior pelo fato de não ter sido

possível recuperar o FSN da última mensagem aceita sobre o enlace em falha.

Figura 58 – Formato Geral das Mensagens do Grupo de ECM

C) Grupo FCM – Mensagens de Controle de Fluxo de Tráfego de Sinalização.

a) TFC – Mensagem de Transferência Controlada

Figura 59 – Formato de Mensagem TFC

O campo “Destino” contém a identidade do ponto de sinalização ao qual

a mensagem se refere.

D) Grupo TFM – Mensagens de Transferência Proibida e Permitida


Figura 60 – Formato Geral das Mensagens TFM

O campo “Destino” contém a identidade do ponto de sinalização ao qual

a mensagem se refere.

Transferência proibida – TFP

Transferência permitida – TFA

E) Grupo RSM – Mensagens de Teste do Conjunto de Rotas de Sinalização.

Figura 61 – Formato Geral das Mensagens do Grupo RSM

O campo “Destino” contém a identidade do ponto de sinalização ao qual

a mensagem se refere.

O sinal de teste de conjunto de rotas de sinalização para destino proibido

– RST
F) Grupo MIM – Mensagens de Inibição por Gerência.

Figura 62 – Formato Geral das Mensagens do Grupo MIM

Sinal de Inibição de enlace – LIN

Sinal de desinibição de enlace – LUN

Sinal de reconhecimento de inibição de enlace – LIA

Sinal de reconhecimento de desinibição de enlace – LUA

Sinal de Inibição de enlace negada – LID

Sinal de desinibição forçada do enlace – LFU

A seguir veremos algumas aplicações das mensagens/sinas relacionados

a gerência de rede.

Figura 63 – Changeover em uma Rede de Sinalização


Considerando a rede de sinalização da figura 60 e suponto que exista

uma falha no enlace PTS1 – PTS2 e que esta falha seja tal que PTS1 não tenha acesso

direto a PS2, PTS1 ao detectar a falha, inicia o procedimento de changeover que

consiste em desviar o tráfego do enlace com fala a um ou mais enlaces alternativos, tão

rapidamente quando possível, sem que ocorra perda de mensagem, duplicação ou perda

de seqüência, problemas que são evitados com procedimentos de atualização e

recuperação do “buffer” Qua são realizados antes do desvio do tráfego ao enlace

alternativo.

A atualização do “buffer” consiste em se identificar todas as mensagens

do “buffer” de retransmissão do enlace com falha que não foram recebidas pelo terminal

de destino, procedimento que é realizado através do campo “FSN da última MSU

recebida” das mensagens de “changeover”.

A recuperação do “buffer” é a transferência dessas mensagens ao buffer

de transmissão do enlace alternativo.

A troca de mensagens de “changeover” se inicia com o envio da

mensagem COO de PTS1 para o PS2 via PTS2. Ao receber a mensagem COO, PS2

executa os procedimento de atualização e recuperação do “buffer” e envia para PTS1,

via PTS2, a mensagem COA. Ao receber a mensagem COA, PTS1 realiza os

procedimentos de atualização e recuperação do “buffer” e, em seguida, passa a escoar o

tráfego do enlace com falha pelo enlace alternativo.

O rótulo das mensagens de “changeover” contém a identificação do

enlace que ficou disponível.


Na figura apresenta abaixo a realização do procedimento em apenas um

sentido para facilitar a compreensão. Na realidade, o enlace indisponível é detectado por

ambas as extremidades e ambas executam o procedimento de changeover.

Figura 64 – Changeover em um rede de Sinalização

Considerando a rede de sinalização da figura 64, e supondo já

restabelecido o enlace PTS1 – PS2, teremos que PTS1, ao detectar o restabelecimento,

iniciará o procedimento de “changeback”, que consiste no desvio do tráfego do enlace

de sinalização alternativo para o enlace de sinalização restabelecido, o mais rapidamente

possível, sem que ocorra perda de mensagem, duplicação ou perda da seqüência.

O procedimento de “changeback” ocorre como segue:

a) É interrompido o tráfego a ser desviado para o enlace restabelecido, no enlace

alternativo. Este tráfego é armazenado no “buffer” de “changeback”.

b) É enviada a mensagem CBD de PTS2 para PS2, via PTS2, que indica Qua

não serão mais enviadas mensagens para PS2, via enlace alternativo.

c) PS2 ao receber a mensagem CBD, se prepara para receber mensagens pela

enlace de sinalização restabelecido e envia a mensagem CBA para PTS1, via PTS2, ou

através de qualquer enlace que interligue PS2 a PTS1.

d) PTS1 ao receber a mensagem CBA, passa a encaminhar mensagens pelo

enlace restabelecido, iniciando por aquelas armazenadas no “buffer” de “changeback”.


O código de “changeback”, presente nas mensagens, é utilizado para associar

mensagens de declaração e reconhecimento de “changeback”, quando é iniciado em

paralelo mais de um procedimento, ou seja, mensagens de declaração e reconhecimento

de “changeback” associados terão códigos de idênticos.

O rótulo das mensagens de “changeback” contém a identidade do enlace de

sinalização para o qual o tráfego será desviado.

A figura 65 apresenta a realização do procedimento em apenas um sentido para

facilitar a compreensão. Na realidade, o retorno do enlace indisponível é detectado por

ambas as extremidades e ambas executam, o procedimento de changeback.

Figura 65 – Changeover de Emergência em uma rede de Sinalização

Considerando a rede de sinalização da figura 65 e supondo no enlace PTS1 –

PS2 a ocorrência de uma falha no terminal em PTS1 que impossibilite a determinação

da FSN da última MSU aceita.

Neste caso, PTS1 envia a mensagem ECO (“changeover” de emergência) ao

PS2, via PTS2, indicando o início do procedimento de “changeover” de emergência.

Ao receber a mensagem ECO, PS2 envi para PTS1, via PTS2, a mensagem

ECA (reconhecimento de “changeover” de emergência) se preparando para receber

mensagens pela enlace alternativo.


Ao receber a mensagem ECA, PTS1 passa a enviar mensagens pelo enlace

alternativo.

É importante notar que neste caso não existe atualização e nem recuperação do

“buffer”, pois a condição de emergência não permite.

Figura 66 – Utilização da Mensagens de Transferência de teste de Rotas de


Sinalização

Considere a rede de sinalização de figura 65 e suponha que exista uma

falha no enlace PTS1- PS2 e que não exista enlace alternativo para que seja feito o

“changeover”. Desta forma, PTS1 não consegue escoar as mensagens de PS1 para PS2,

por esse motivo, envia a mensagem TFP (Transferência proibida) ao PS1.

PS1, ao receber a mensagem TFP, passa a desviar o tráfego pelo enlace

PS1 – PTS2 e a enviar, periodicamente, a mesma RST para PTS1 na intenção de saber

se o enlace PTS1 – PS2 já foi restabelecido. Quando o enlace PTS1 – PS2 estiver

restabelecido, PTS1 envia, em resposta à mensagem RRT, a mensagem TFA

(transferência permitida).

As mensagens TFP, RST e TFA possuem um campo de “Destino” no

qual deverá ser alocado o código do ponto que ficou indisponível, o código do ponto

que deve ser testado e o código do ponto que se tornou disponível, respectivamente, nas

mensagens TFP, RRT e TFA.


É necessário o envio da mensagem RST, periodicamente, ao PTS1, pois

de outra forma este não informa ao PS1 quando o enlace PTS1 – PS2 ficou disponível.

Se o enlace não estiver disponível, nenhuma mensagem é enviada em resposta à RST.

Estudamos acima, o procedimento que é realizado quando a falha entre

PTS1 e S2 impede a comunicação entre esses pontos de sinalização.


Conclusão

Podemos concluir através deste estudo que os Sistemas de Sinalização são

essenciais para o funcionamento das redes telefônicas, além de serem responsáveis pelo

estabelecimento de ligações telefônicas, possibilitam um controle bastante eficaz de

tarifação, supervisão, gerenciamento de rede, e troca de informações necessárias para

processamento de aplicações distribuídas.

O sistema de sinalização até então existente, teve que modernizar seu

funcionamento para permitir a criação de uma série de novas aplicações. A sinalização

telefônica, que consiste na forma de comunicação entre as centrais telefônicas, foi

inicialmente implementada utilizando os próprios canais de voz para transportar

informações na forma de tons e pulsos elétricos rudimentares.

Então surgiu uma sinalização conhecida como “sinalização por canal comum

SS7”, que consiste em uma rede de dados de alto desempenho que transporta, entre

outras informações, a sinalização telefônica..

Na rede SS7, várias informações distintas podem ser empacotadas e então

transportadas por um único canal comum. Além de tornar mais eficiente a aplicação

telefônica, a sinalização por canal comum permite novas facilidades e é aberta a novas

aplicações, tais como, sinalização da RDSI - Rede Digital de Serviços Integrados,

controle de aplicações de telefonia celular, suporte à "Rede Inteligente" (RI) e outras.


Bibliografia

TELEBRÁS, Sistema de Sinalização por Canal Comum nº 7 – 2 edição – Julho 1994

TANENBAUM, Andrew S., Redes de Computadores, 2ª Edição, Ed. Campus, 1994;


tradução autorizada da edição,publicada por Prentice-Hall, 1989.

TANENBAUM, Andrew S., Distributed Operating Systems, Prentice-Hall, 1995.

ALENCAR, Marcelo Sampaio de, Telefonia Digital - 2 edição – Ed. Erica:


Anexos

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