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UNOPAR

PEDAGOGIA

GABRIELLE FIGUEIREDO DE QUEIROZ

RELATÓRIO DO
ESTÁGIO DE GESTÃO ESDUCACIONAL E ESPAÇOS NÃO
ESCOLARES

Itaúna
2020
GABRIELLE FIGUEIREDO DE QUEIROZ

RELATÓRIO DO
ESTÁGIO DE GESTÃO EDUCACIONAL E ESPAÇOS NÃO
ESCOLARES

Relatório apresentado à UNOPAR, como


requisito parcial para o aproveitamento da
disciplina de estágio curricular obrigatório do
curso de Pedagogia.

Itaúna
2020
SUMÁRIO

1 LEITURAS OBRIGATÓRIAS..................................................................................4
2 REGIMENTO ESCOLAR........................................................................................7
3 ATUAÇÃO DA EQUIPE DIRETIVA........................................................................8
4 PLANO DE AÇÃO...................................................................................................9
CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................................12
REFERÊNCIAS...........................................................................................................13
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INTRODUÇÃO

Graduar em Pedagogia nos traz uma multiplicidade de saberes sobre o


processo de ensino e aprendizagem relacionado à Educação Infantil e Anos Iniciais
do Ensino Fundamental. O curso prepara o aluno para o exercício pedagógico nos
cursos de Ensino Médio, na modalidade Normal, em cursos de Educação
Profissional na área de serviços de apoio escolar, em espaços escolares tradicionais
e espaços não escolares, como empresas, hospitais, centros recreativos,
consultorias, entre outros. As atuais Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para o
curso de Pedagogia é que definem as características e estrutura curricular deste
curso, bem como a identidade e o fazer pedagógico deste profissional, que pode agir
como docente, supervisor escolar, diretor escolar, inspetor escolar e orientador
educacional. A narrativa sobre este curso de graduação no âmbito do Ensino
Superior brasileiro está fortemente atrelada à constituição da profissão docente no
Brasil, isto porque, diferentes épocas, contextos sociais, interesses políticos e
tendências pedagógicas deixaram suas marcas na finalidade, identidade, estrutura e
matriz curricular da graduação em Pedagogia. Em seu primeiro marco legal, o curso
de graduação em Pedagogia era visto como um adendo à Faculdade Nacional de
Filosofia, atendendo as demandas técnicas de sua época e polarizando o curso
entre bacharelado e licenciatura. Após diversas legislações, resoluções e pareceres
legais, o curso passou a ser entendido como o local de formação e desenvolvimento
do docente que deseja atuar na educação das crianças nos seus primeiros anos de
escolarização, ao mesmo tempo em que adquire conhecimentos sobre gestão
escolar que permitiria ao graduado o exercício de funções administrativas escolares,
como planejamento de currículos, orientação a professores e inspeção de escolas,
entre outros.
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1 LEITURAS OBRIGATÓRIAS

Com base no artigo lido, podemos concluir que para tratar da profissão do
pedagogo é preciso entender sobre os saberes mobilizados por esse profissional.
Esses saberes são apreendidos em um dinâmico processo de formação e exercício
da profissão que, a depender do tempo histórico, da orientação das instâncias
superiores que regulamentam esses saberes e do contexto sociopolítico, vão variar,
levando esse profissional, inclusive, a atuar em áreas distintas das que conhecemos
hoje.
 O curso de Pedagogia, surgiu em 1939, na Universidade do Brasil, dentro da
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Entretanto, a formação para a docência
nas séries iniciais, antigo primário, iniciou-se com em 1835 no Rio de Janeiro, com a
chegada da Escola Normal no Período Regencial. A Formação do Pedagogo foi
marcada, inicialmente, pela fragmentação entre Bacharelado e Licenciatura. Os
Bacharéis tinham a habilitação técnica, enquanto os Licenciados trabalhavam nas
Escolas Normais e na Secundária. Nos anos de 1940 e 1950 e, em parte dos 1960,
o curso de Pedagogia não teve grandes mudanças e a formação desse profissional
ficava a mercê do entendimento exclusivo das Instâncias Superiores, a formação do
técnico e do professor para atuar na Escola Normal e Secundária.
Na década de 60, com a tentativa de especificar mais a formação, o
pedagogo passou a ser um especialista em educação e a formação de professores
acontecia somente nas escolas normais.  No ano de 1968, foi publicada a Lei de
Reforma Universitária Lei nº 5.540, de 28 de novembro de 1968, no que diz respeito
ao curso de Pedagogia dessa Lei emergiram as especializações: Orientação,
Supervisão, Inspeção e Administração Escola e a formação de Professores do
ensino normal continuou como parte do curso. Logo, durante esse tempo os saberes
para lecionar na Educação Infantil e Etapas Iniciais do Ensino Fundamental
continuaram distanciados do curso de Pedagogia.
Somente no final dos anos 1970 e 1980, com os Movimentos em torno das
ideias de redemocratização, ocorreram mobilizações para que também o curso de
Pedagogia assumisse a docência como parte da sua identidade profissional como
uma tentativa de superação da fragmentação do curso. Sendo importante destacar
que algumas experiências nessa direção começaram a ser desenvolvidas e já
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apresentavam êxito nos anos 1990, quando ocorre a publicação da atual Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
Esses movimentos que defendem uma formação que consiga reverter a
fragmentação do curso de Pedagogia se intensificam, e, em 2006, é aprovada a
Resolução CNE 01 de 15 de maio de 2006, a qual definiu o campo de atuação
desse profissional na educação em ambientes escolares e não-escolares, tendo
como base a docência da educação infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental.
Na atual realidade educacional brasileira, o campo de atuação do Pedagogo precisa
dar conta de saberes que sustentem uma atuação competente na docência das
etapas iniciais da Educação Básica, além da sala de aula a supervisão, coordenação
ou direção escolar é uma das possibilidades para quem se forma em Pedagogia.
Esse profissional é responsável pela gestão educacional, atuando na articulação e
acompanhamento das ações pedagógicas nas escolas. É uma das áreas mais
cobiçadas por quem faz o curso de Pedagogia, especialmente pelas possibilidades
de remuneração mais alta. Temos também a Educação Especial, o pedagogo que
opta por essa área de ensino é responsável por aplicar uma variedade de ações
pedagógicas para efetivar a interação harmônica entre estudantes com
necessidades especiais no ambiente de aprendizado. O profissional que se
especializa em Educação tem um amplo campo de atuação como ONGs a
instituições públicas e privadas de ensino.
Outra área muito buscada pelos pedagogos é a Psicopedagogia, o
psicopedagogo estuda processos de aprendizagem de crianças, adolescentes e
adultos. Ele identifica dificuldades e transtornos que interferem na assimilação do
conteúdo, usando psicologia e antropologia para analisar o comportamento do
aluno. Esse profissional pode atuar com pacientes em hospitais, ONGs ou centros
comunitários. Pode, ainda, manter consultório, orientando estudantes e seus
familiares.
O ambiente corporativo é outra opção para que cursa Pedagogia. O
profissional desse ramo, conhecido como Pedagogia Empresarial, busca promover a
reconstrução de conceitos básicos, como criatividade, espírito de equipe, entre
outros. Essa metodologia tem como alvo principal mudanças no comportamento
provocadas nas pessoas, de modo que colaboradores melhorem a atuação
profissional e pessoal.
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A Pedagogia Hospitalar é a área que garante que crianças e adolescentes


que estão doentes e internados terão acesso à educação. Esse profissional oferece
mais do que ensino, mas atendimento personalizado e humanístico, focando na
melhora e na adequação das atividades às condições do aluno-paciente. A prática
do pedagogo se dá através das variadas atividades lúdicas e recreativas, como a
arte de contar histórias, brincadeiras, jogos, dramatização, desenhos e pinturas.
Nesse ramo, o profissional também é responsável por ajudar os pacientes com as
tarefas da escola.
A pedagogia também tem espaço na área de tecnologia, desenvolvedores de
softwares focados em jogos virtuais ou programas educativos também podem
procurar quem se forma no curso de Pedagogia. Nessa indústria, o profissional
assessora a equipe com conteúdo e metodologias pedagógicas.
O pedagogo também pode atuar em editoras, elaborando materiais didáticos
para o ensino fundamental e livros infantis. Nas principais editoras do país, existe
um grande contingente de profissionais da área, especializados na coordenação e
na elaboração de materiais educativos diversos.
O aluno do curso de Pedagogia pode ainda seguir no mundo acadêmico e
trabalhar com pesquisa em educação. É essencial fomentar a pesquisa para
desenvolver novos métodos de ensino e aprendizagem e, por consequência,
contribuir com a evolução da Pedagogia enquanto ciência.  
Dito isto, é necessário que os currículos dos Cursos de Pedagogia
proporcionem aos licenciandos conhecimentos para atuar no vasto campo, no qual a
atuação do pedagogo é fundamental para favorecer o desenvolvimento dos
processos de ensino e aprendizagem em ambientes escolares e não escolares. É
necessário também garantir aos profissionais em exercício uma formação
continuada que possibilite uma reflexão do que já fazem na sua prática profissional,
com vistas ao aperfeiçoamento desses saberes.
Por fim, buscar a profissionalização do pedagogo é lutar pela superação da
fragmentação histórica dos seus saberes, através de um modelo de formação que
não contribuiu para uma identidade profissional docente sólida. Essa identidade
profissional está em construção e é preciso continuar lutando para consolidá-la,
através do pensar sobre o fazer e os saberes necessários para a gestão dos
processos educativos dentro e fora das salas de aula.
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REGIMENTO ESCOLAR

1. Qual a função do regimento no ambiente escolar?


O Regimento Escolar é o documento que normatiza o funcionamento
pedagógico e administrativo das instituições de ensino, orientando o
desenvolvimento do trabalho a ser desenvolvido no ambiente escolar. Ele é a “lei da
escola”, pois regula o funcionamento da instituição de ensino. Isso porque é por
meio dele que toda a legislação educacional, chegam até o âmbito escolar. Desta
forma, o “regimento disciplina toda organização e funcionamento da escola,
definindo-a enquanto instituição educativa.
2. Quais aspectos são contemplados em um regimento escolar?
Devem ser considerados aspectos legislativos de acordo com sua aplicação no
país, estado e município, levando em consideração os princípios adotados pela
Secretaria de Estado da Educação, estes constituem a base para promover a
discussão, a reflexão e a tomada de decisão pelos membros da escola. O regime
escolar deve ser pautado em uma gestão de participação efetiva de professores,
alunos, pais, comunidade, de forma democrática, área que resulte em um ensino de
qualidade, valor, fortalecimento e autonomia
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2 ATUAÇÃO DA EQUIPE DIRETIVA

1. Descreva quais são as principais atribuições do (a) diretor da escola.


Administrar os recursos da instituição. Primeiramente, o diretor precisa ser
administrador. Coordenar o projeto pedagógico. Todo o corpo docente está sob
responsabilidade do diretor escolar e a qualidade do ensino oferecido depende
disso. Participar da comunidade.

2. Descreva a atuação desse profissional quanto ao atendimento aos alunos e aos


docentes.
O atendimento seja ele interno (funcionários e alunos), seja ele externos (pais,
comunidade) se faz sempre importante para um bom relacionamento entre todos os
públicos da instituição, visando uma gestão voltada para uma gestão democrática e
participativa. Em casos específicos de conflitos, considerados brutos, o diretor acaba
por intervir, mas apenas em casos extremos. Para atender os docentes sempre
buscam atender os pedidos de materiais. Fazer reuniões, chamar representantes de
pais e alunos para que saiba o que fazer com determinado acontecimento é
sempre importante para o convívio escola / comunidade. É necessário saber
orientar, motiva e ouvir os docentes, buscando sempre uma melhor maneira de
comunicação para que estes não levem para o lado pessoal em casos de chamada
atenção.
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3 PLANO DE AÇÃO

No decorrer do ano, percebemos que


todos os dias se produz na escola,
grande quantidade de lixo: o que resta
no final dos recreios, nas salas de aula e
nos vários ambientes onde alunos,
professores e outros profissionais
desenvolvem suas atividades. Pensando
nesta questão e na necessidade de se
refletir sobre pontos importantes como
Descrição da situação-problema
desperdício, consumo desenfreado,
reaproveitamento, reciclagem, enfim
como surge e que destino dar a este lixo,
idealizou-se um projeto para fazer com
que os alunos, baseados nesta reflexão,
possam partir para a ação: separando o
lixo da escola, buscando a melhor forma
de descartá-lo e disseminando estes
conhecimentos para a comunidade.
Proposta de solução Fazer uma análise do lixo que é
encontrado no ambiente escolar, buscar
parcerias com entidades que possam
falar com os alunos sobre o lixo, a forma
correta de descartá-lo, para que possa
ser reciclado, além de promover esta
coleta. Discutir as questões, através de
vídeos, relatos, entrevistas, histórias.
Separar, corretamente, os resíduos.
Promover oficinas de reciclagem, não só
para os alunos, mas abertas à
comunidade, utilizando o material que
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separarmos que poderão se tornar


brinquedos, enfeites, instrumentos,
potes, vasos e o que mais a imaginação
permitir. Criar, com só alunos, um novo
nome para o projeto, paródias sobre o
assunto, histórias e registros. Dentro
desse projeto, cada sala irá produzir sua
própria lata de lixo para colocar pela
escola, os alunos também apresentaram
teatros para os pais.
Pretendemos mudar a visão sobre os
resíduos que são produzidos por nós,
além de repensar hábitos de descarte
incorretos. No final, talvez tenhamos
Objetivos do plano de ação
uma escola mais limpa, com uma coleta
seletiva regular e com alunos e
profissionais mais comprometidos com o
meio ambiente.
Procuramos despertar o interesse dos
alunos fazendo com que eles
participassem de cada atividade
proposta, dando ideias, confeccionando
Abordagem teórico-metodológica algumas das lixeiras que serão usadas
por eles, esperamos que com isso eles
tenham mais carinho pela escola e
sintam-se presentes e importantes nessa
mudança de hábitos.
Recursos  Uso do data show
 Murais
 Uso da sala de informática para
pesquisas
 Material reciclável
 Glitter, papel color set, tinta, entre
outros
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 Fantasias
 Microfone
Será, portanto, um projeto da escola,
interdisciplinar, e não apenas de uma
área ou atividade. Pretendemos, assim,
tentar fazer com que os alunos levem o
que estão desenvolvendo na escola para
as suas casas e, quem sabe, venham a
Considerações finais
influenciar na separação do lixo na sua
rua e no seu bairro. Todos estão
envolvidos, desde os alunos,
professores, funcionários até os pais, a
comunidade e, se possível, instituições
que possam nos ajudar.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

A educação não deve se limitar aos aspectos pedagógicos e sistemáticos


proporcionados pela educação formal, mas sim, deve ser mais abrangente, no
sentido de servir com um instrumento capaz de possibilitar o desenvolvimento global
do ser humano, seja na esfera afetiva, social, psicológica, motora e cognitiva, bem
como, deve atuar como uma maneira de suprir as necessidades específicas de cada
grupo de sujeitos, condições estas possibilitadas pela educação não-formal. A
educação é um processo que ocorre em vários âmbitos da sociedade, não se
restringindo à escola. As escolas formadoras de pedagogos devem se preparar para
capacitarem esse profissional para um cenário mais abrangente, diversificado,
multicultural. A pedagogia sendo um instrumento da educação e tendo essa
educação agora ampliado seu leque de atuação, seja em associações de
moradores, de artesãos, em igrejas e ong’s, empresas tanto particulares como
públicas, sua formação deve contemplar princípios epistemológicos visando a
transformação da nossa sociedade numa mais justa e solidária, crítica e autônoma.
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REFERÊNCIAS

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my.sharepoint.com/personal/igor_zanatta_kroton_com_br/_layouts/15/onedrive.aspx
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