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Instituto Superior de Transportes e Comunicações

Departamento de Ciências Básicas


Física 2
Turma: E11

LEI DE OHM
E LEIS DE KIRCHHOFF
Trabalho laboratorial número 2

Nome dos Autores:


Gomes Massinguil

Yúrika Ventura

Nome do Docente: Prof. Dr. Adriano Sacate

Maputo
1. Introdução

O presente relatório, visa essencialmente debruçar a cerca das leis de Kirchhoff e de Ohm. Nele é
possível encontrar a definição das leis bem com as suas aplicações na física.
Quanto à estrutura do mesmo, além da própria introdução tem-se presente uma revisão da literatura,
questões de controle para demonstração de conhecimento, a metodologia usada no trabalho, cálculos e
gráficos experimentais, a conclusão como forma de fazer-se a súmula do mesmo e também a
referência bibliográfica, de modo a demonstrar que o trabalho em causa é credível.
A rede elétrica que conhecemos é composta por uma associação de resistores, capacitores, geradores,
receptores, indutores e outros dispositivos elétricos. Porém, para se calcular a ddp de uma rede
elétrica acaba sendo um pouco complicado e para facilitar tal cálculo, são utilizadas as leis de
Kirchhoff e Ohm.

Objetivos
 Comprovar a lei de Ohm.
 Verificar as regras da associação de resistores em série e em paralelo em circuitos.
 Comprovar experimentalmente as leis de Kirchhoff.
 Usar os instrumentos de medida como o amperímetro e o voltímetro para efectuar
medições nos circuitos eléctricos.

2. Revisão da Literatura
2.1 Resistência

Segundo Tipler (1978, p. 421), Para que haja fluxo de cargas elétricas são necessários dois
ingredientes básicos: uma diferença de potencial e um meio por onde as cargas eléctricas possam
circular. Para uma dada voltagem, o fluxo de cargas dependerá da resistência do meio por onde essas
cargas deverão passar. Quanto maior a resistência, menor o fluxo de cargas para uma dada diferença
de potencial.
Os materiais são classificados, em relação à passagem de corrente elétrica, em três categorias básicas:
os isolantes, que são aqueles que oferecem alta resistência à passagem de cargas elétricas; os
condutores, que não oferecem quase nenhuma resistência à passagem de corrente elétrica; e os
semicondutores que se situam entre os dois extremos mencionados anteriormente.
Usamos a letra R para indicar a resistência de um material, e a unidade de medida desta grandeza é o
ohm (Ω). O símbolo para indicar uma resistência em um circuito elétrico é mostrado na figura 1.

Figura 1 - Resistências

Figura: 1. Representação esquemática de um resistor colocado entre os pontos A e B de um dado


circuito.

A resistência de um material condutor calculada a partir da seguinte equação

Equação 1.1

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V
R=
I
A equação acima representa a primeira lei de Ohm, que será melhor aprofundada em breve no
presente relatório.
Na montagem de circuitos elétricos e eletrônicos dois tipos de associações de elementos são muito
comuns: associações em serie e em paralelo.

2.2 Associação de resistores em série


Elementos de um circuito elétrico (como por exemplo resistores) são ditos ligados em série se
conduzem a mesma corrente.
Na figura 2 mostramos uma associação em série dos resistores R1 e R2. Num circuito elétrico os dois
resistores ligados em série têm o mesmo efeito de um resistor equivalente de resistência RT.

Figura 2 - Associação de resistores em série

Na associação em série de resistores, a corrente i1 passando por R1 e a corrente i2 por R2 são a


mesma corrente i passando pela associação
i = i1 = i2
As voltagens no resistor R1, V1 = VAB, e no resistor R2, V2 = VBC, somadas
são iguais à voltagem da associação VAC:
VAC = VAB + VBC = V1 + V2 Equação 1.3

Para a associação em série de resistores temos então:


R = R1 + R2
Equação 1.4

2.3 Associação de resistores em paralelo


Elementos de um circuito elétrico são ditos ligados em paralelo, se estão ligados entre o mesmo par de
nós, e, portanto, têm a mesma tensão em seus terminais.

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Figura 3: Associação em paralelo de resistores e Resistor equivalente

Na associação em paralelo de resistores, soma da corrente i1 passando por R1


e da corrente i2 por R2 é a corrente total i passando pela associação:
i = i1 + i2

As voltagens nos resistores R1, V1, e R2, V2, são a mesma voltagem da associação VAB:
VAB = V1 = V2

Para a associação em paralelo de resistores, a resistência equivalente RT será:


1 1 1
= +
RT R 1 R 2

2.4 Amperímetro
Ele é polarizado e deve ser inserido em série no ponto do circuito onde se deseja medir a corrente. O
símbolo mostrado na Figura 4 é utilizado frequentemente para indicar um medidor de corrente.

Figura 4: Representação esquemática de um medidor de corrente, ou amperímetro.

Figura 5: Representação esquemática de um medidor de corrente, ou amperímetro.

2.5 Voltímetro
O voltímetro é um instrumento que mede voltagens ou diferenças de potencial. O voltímetro deve ser
ligado em paralelo com o elemento de circuito cuja tensão estamos medindo.

Figura 6: Representação usual de voltímetros em circuitos elétricos.

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Figura 7: Representação esquemática de um medidor de voltagem, ou voltímetro

2.6 Lei de Ohm

Segundo [ CITATION Dep10 \l 1033 ], se aplicarmos diferentes tensões às extremidades de um


condutor metálico ou de grafite, desde que sua temperatura seja mantida constante, notaremos que a
razão entre a tensão aplicada e a corrente produzida não varia apreciavelmente. Isto é, a resistência do
condutor independe do valor da tensão aplicada. Também quando invertemos a polaridade da tensão
aplicada, não se nota variação na resistência do resistor.
Esta observação, válida dentro de limites não muito extensos, a primeira lei de Ohm:
V
R= Equação 1.1
I 1.4
Onde:
R = resistência do condutor, Ω
I = corrente eléctrica, A
V = Tensão ou potencial elétrico, Volts
Um condutor que obedece à lei de Ohm é chamado de condutor ôhmico ou linear.

Já a segunda lei de ohm diz que a resistência electrica de um determinado comprimento depende da
resistividade e de factores geométricos, como o comprimento e a área da secção recta do fio:
ρL Equação 1.8
R=
A 1.4

Onde:
R = resistência do condutor, Ω
L = comprimento do fio, m
S = área da seção reta do fio, m2

ρ = resistência específica ou resistividade, Ω∙m


Através da lei de Ohm, é possível determinar a potência elétrica que é dissipada por um resistor. Essa
dissipação de energia ocorre em razão do efeito Joule, logo, ao calcularmos a potência dissipada,
estamos determinando a quantidade de energia elétrica que um resistor é capaz de converter em calor,
a cada segundo.

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A potência eléctrica pode ser calculada de 4 formas diferentes:

E P=Uxi P = R x i2 U2
P= P=
∆t R
Onde:
Onde: Onde: P – Potência Onde:
P – Potência P – Potência eléctrica (W) P – Potência
eléctrica (W) eléctrica (W) R – Resistências eléctrica (W)
U – Tensão (Ω) U – Tensão
E – Energia (J) eléctrica (Volts) I – Intensidade da eléctrica (Volts)
I – Intensidade da corrente eléctrica
Δt – Intervalo de corrente eléctrica (A) R – Restistência
tempo (s) (A) (Ω)
Equação 1.11
Equação 1.10
Equação1.9
Equação 1.12

2.5 Introdução as Leis de Kirchhoff


As Leis de Kirchhoff foram criadas e desenvolvidas pelo físico alemão Gustav Robert Kirchhoff.
Existem essencialmente duas Leis que Kirchhoff determinou: A Lei de Kirchhoff para Circuitos
Elétricos e a Lei de Kirchhoff para Espectroscopia.
Existem muitos circuitos simples que não podem ser analisados apenas sob a óptica da substituição de
um conjunto de resistores por uma resistência equivalente ou resolvidos através de associações em
serie e paralelo. (TIPLER, Paul A; 2000: 152).
Estas leis adicionais são as leis de Kirchhoff, as quais propiciam uma maneira geral e sistemática de
análise de circuitos.
Com as leis de Kirchhoff (1824 – 1887), podemos encontrar equações que nos possibilitam encontrar
os valores de tensões e correntes eléctricas no circuito. Para o uso destas leis, são necessárias algumas
definições muito importantes:
Nó: é um ponto do circuito onde se conectam no mínimo três elementos. É um ponto onde várias
correntes se juntam ou se dividem.
Ramo ou braço: é um trecho de um circuito compreendido entre dois nós consecutivos. Todos os
elementos pertencentes ao ramo são percorridos pela mesma corrente eléctrica.
Malha: é um trecho de circuito que forma uma trajetória eletricamente fechada.

Figura 8. Malhas (a) e caminhos fechados que não constituem malhas (b)

2.6. Leis de Kirchhoff

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Os circuitos, de maneira bem geral, podem ser sempre resolvidos aplicando duas regras propostas por
Kirchhoff, a saber:
 Primeira Lei de Kirchhoff : Lei dos Nós
Uma boa introdução à Primeira Lei de Kirchhoff já foi vista no circuito paralelo. Num dado nó
entrava a corrente total do circuito e do mesmo no partiam as correntes parciais para cada resistor.
Como no nó não há possibilidade de armazenamento de cargas ou vazamento das mesmas, tem-se
que a quantidade de cargas que chegam ao nó é exatamente igual à quantidade de cargas que saem
do nó.
Desta constatação surge o enunciado da primeira lei de Kirchhoff:
“A soma algébrica das correntes em um nó, e sempre igual a zero”.

Figura 9. Primeira Lei de Kirchhoff

Em que:

 Ientram - correntes que “entram” no nó (A);


 Islame - correntes que “saem” do nó (A);
Exemplos e aplicações

Figura 10. Corrente i1 entrando no nó e as correntes i2 e i3 saindo do nó.

Na imagem acima, vemos a corrente i1 entrando no nó e as correntes i2 e i3 saindo do nó. Dessa


forma, aplicado a fórmula, teremos que i1 = i2 + i3.
Outro exemplo da soma das correntes em um nó pode ser visto a seguir.

Figura 11. Correntes i1 e i2 estão entrando no nó e as correntes i3 e i4 estão saindo dele.

Neste caso, temos que as correntes i1 e i2 estão entrando no nó e as correntes i3 e i4 estão saindo dele.
Dessa forma, temos que i1 + i2 = i3 + i4.

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Esta lei ou regra, é uma consequência da conservação da carga eléctrica. E a ideia principal da lei dos
nós é que não há acúmulo de carga eléctrica, pelo que, toda a carga eléctrica que chega ao fio deve
sair do fio. Por convenção, consideram-se as correntes que entram em um nó como positivas e as que
saem como negativas. (MARTINO, G. Electricidade industrial, 1995, 145)

 Segunda Lei de Kirchhoff: Lei das Malhas


"A lei de Kirchhoff das tensões é aplicada nas malhas. Ela já foi usada no estudo dos circuitos de
resistores em série, onde a soma das quedas de tensão nos resistores é igual à f.e.m. da fonte".
(VILLATE, 2002, 48).
Se no circuito existe mais de uma fonte de força eletromotriz deve-se determinar a resultante das
mesmas, ou seja, somá-las considerando os seus sentidos relativos.
Como a tensão em um resistor pode ser calculada pela lei de Ohm, podemos ter:
Com isto, entenda-se que, na fonte de força eletromotriz., uma forma de energia não eléctrica é
convertida para eléctrica cedendo energia para as cargas, ou seja, colocando as cargas em um
potencial mais elevado.
Nas quedas de tensão as cargas se dirigem para um potencial mais baixo havendo o consumo da
energia das cargas convertendo-a para uma forma de energia não eléctrica, por exemplo, calor, luz
etc.
Assim, ao percorrer uma malha fechada, percebe-se que toda a energia entregue ` as cargas num
trecho do circuito eléctrico é dissipada num outro trecho.
A tensão, por definição, está associada à energia cedida às cargas ou retirada das mesmas durante
o seu movimento. Daí é obtido o enunciado da Segunda Lei de Kirchhoff:
“A soma algébrica das tensões (forças eletromotrizes e quedas de tensão) ao longo de uma malha
eléctrica é igual a zero”.

Figura 12. Segunda lei de Kirchhoff

Em que:
U: são as ddps da malha (V);
A diferença de potencial U na fórmula é a junção de todas as ddps da malha, pois, ao abrirmos o
somatório, teremos a soma de cada uma destas ddps. Dessa forma, vamos ver alguns exemplos
dessa lei.
Exemplos e aplicações

Lei de Ohm e leis de Kirchhoff 2020


Figura 13. Uma malha, de ramos que forma o circuito elétrico.

Como não sabemos o sentido exato da corrente, vamos considerar o sentido horário. Nos
resistores, o sinal será positivo se a corrente que passar nos ramos coincidir com o sentido
adotado. Além disso, teremos uma configuração de receptor (sinal positivo) se a corrente no ramo
entrar pelo polo positivo da bateria. No caso de um gerador, o sinal será negativo, pois a corrente
no ramo onde ele se encontra entrará pelo polo negativo da bateria. Em nosso exemplo, temos,
então, a seguinte situação:

Caso o valor da corrente seja negativo ao fim da resolução do problema, basta apenas inverter o
sentido da corrente adotado no início do exercício.
Esta lei ou regra é uma consequência da existência de um campo conservativo.

Questões de controlo

1.Que representa fisicamente a inclinação do gráfico I vs AV?


A inclinação do gráfico de corrente versus tensão representa o comportamento ou é chamado curva
característica do bipolo. Este gráfico servi para caracterizar o comportamento do bipolo sob
determinadas condições, em que pode se obter a curva característica, aplicando uma tensão V ao
bipolo e mede-se a corrente i.

2.Dê exemplos de materiais e dispositivos que, na presença de campos mais intensos, não
obedecem à lei de Ohm.
Alguns exemplos de materiais e dispositivos que não obedecem a lei de ohm são: fonte de tensão,
multímetro, transistores, díodo e lâmpada de 12V e micro-ondas.
3.As leis de Kirchhoff são consequência das leis de conservação de carga e de energia. Explique.
A primeira lei de Kirchhoff, que é a lei dos nós, é uma consequência do princípio de conservação da
carga elétrica. Segundo o (Gustav Robert Kirchhoff), independentemente de qual seja o fenômeno, a
carga elétrica inicial será sempre igual à carga elétrica final do processo, ou seja, a soma algébrica das
cargas existentes em um sistema fechado permanece constante. Já na segunda lei, o Kirchhoff, veio

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explanar a lei das malhas, em que decorre do princípio de conservação da energia, que implica que
toda energia fornecida à malha de um circuito é consumida pelos próprios elementos presentes nessa
malha, isto é, quando percorremos uma malha em um dado sentido, a soma algébrica das diferenças
de potencial (ddp ou tensão) é igual a zero.

3. Metodologia experimental

Para a realização do relatório foram realizadas leituras a algumas obras, bem como, uma leitura ao
material enviado pelo nosso docente.
Após efectuadas as leituras através de computadores acessamos ao link do laboratório virtual:
https://phet.colorado.edu/en/simulation/circuit-construction-kit-dc.

De acordo com [ CITATION ISU20 \l 1033 ] para a realização da experiência é necessário:

1. Aprender a manejar os controlos:


1.1. Pulsar em Lab. A tela, apresenta na caixa à esquerda os componentes a utilizar na
construcção de circuitos eléctricos: fios de ligação (máximo de 25), bateria (escala de 0-120
V), lâmpada, resistências (escala de 0−120 Ω ¿ e interruptores; à direita apresenta os
instrumentos de medida: Voltímetro e Amperímetro.
1.2. Na caixa à esquerda clicar acima do componente eléctrico seleccionado, e transportar para
a tela, clicar de novo e mostra a escala da bateria ou resistor, respetivamente.
1.3. Para medições do valor de tensão deslocar o voltímetro e colocar em paralelo com o
componente a ser testado.
1.4. Para medições da intensidade de corrente deslocar o amperímetro e colocar em série com o
componente a ser testado.

2. Executar o procedimento experimental:


2.1. Comprovar a Lei de Ohm
1. Selecionar na caixa de elementos à sua direita os fios de ligação, uma bateria e uma
resistência e montar o circuito da Fig. 14.
2. Clicar acima da resistência. Escolher R1=10 Ω.
3. Clicar na bateria. Varie para os valores da tensão da tabela I.

Figura 14

4. Medir com o amperímetro a intensidade de corrente no circuito, registar na tabela I.

2.2. Verificar as Regras de associação de resistores


1. Montar em série dois resistores R1=10 Ωe R 2=20 Ω, ver Fig. 15.

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2. O valor da tensão na bateria é de ∆ V =10 V . Medir a corrente no circuito e medir
com o voltímetro o valor da tensão em cada resistor. Registar o valor na tabela II.

Figura 15

3. Montar em paralelo os dois resistores R1 e R2, como na Fig. 16.


4. O valor da tensão na bateria é de ∆ V =10 V . Medir o valor da corrente e da diferença
de potencial em cada resistor, utilizar o amperímetro e o voltímetro, respetivamente.
Registar os valores na tabela II

Figura 16

5. Apresentar ao docente a tabela II.

2.3. Comprovar experimentalmente as leis de Kirchhoff.


1. Montar o circuito da Fig. 7.
2. Utilizar os elementos do laboratório virtual PhET: 3 resistores de 4 Ω ,3 Ωe 6 Ω, 2
baterias de ε 1=12V e ε 2=12 V , fios de ligação e um interruptor, como indica a Fig. 17.

4Ω a 3Ω
I1 I3
12V 12V

I2

Figura 17

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3. Fechar o interruptor. Medir com o amperímetro os valores das correntes I 1 , I 2 e I 3,
registar na tabela III.
4. Medir com o voltímetro a diferença de potencial entre os pontos a e b, V ab , registar na
tabela III.

Figura 18

5. Determinar o sentido das correntes.


6. Apresentar ao docente a tabela III.

3. Cumprir as orientações para apresentação do Relatório


3.1 Com os dados obtidos na secção 2.1, construa o gráfico de I em função de V para cada
resistor. Calcule o valor da inclinação da recta. Relacione com a lei de Ohm.
3.2 Para os dados obtidos na secção 2.2, tabela II, calcule a resistência equivalente para a
associação de resistores em série e de forma igual calcule a resistência equivalente para a
associação de resistores em paralelo. Calcule o valor da corrente e da diferença de potencial
para os valores da resistência equivalente.
3.3. Calcule o valor da corrente e da diferença de potencial para cada uma das resistências R1 e R2,
para a associação em série e em paralelo. Registe os valores calculados na tabela II. Compare
com os valores medidos directamente. Calcule o erro.
3.4 Aplique as leis de Kirchhoff, resolva o sistema de equações obtido e calcule o valor das
correntes I 1 , I 2 e I 3 . Calcule o valor da diferença de potencial entre os pontos a e b . Registe o
valor calculado na tabela III. Compare com os valores medidos. Calcule o erro.

4. Resultados experimentais

Tabela I- Lei de Ohm

Nº ∆ V (V ) R1=10 Ω R1=10 Ω Erro

I medida ( A) I calculada (A )
1. 5 0.5 0.5 0%
2. 10 1.0 1.0 0%
3. 15 1.5 1.5 0%
4. 20 2.0 2.0 0%
5. 25 2.5 2.5 0%

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6. 30 3.0 3.0 0%

Tabela II- Comprovar as regras de associação de resistores

Nº Associação em série Associação em série Erro


Valores medidos Valores calculados

∆ V =10 V ∆ V =10 V

RT = 30 Ω

V T =¿ 10 V
1. I 1=¿ 0.33 A 0.33 0%

2. I 2=¿ 0.33 A 0.33 0%

3. V 1=¿ 3.33 V 3.33 0%

4. V 2=¿ 6.67 V 6.67 0%

Associação em paralelo Associação em paralelo Erro


Valores medidos Valores calculados

∆ V =10 V ∆ V =10 V

RT = 6.67 Ω

V T =¿ 10 V
1. I 1=¿ 1.0 A 1.0 A 0%

2. I 2=¿ 0.5 A 0.5 A 0%

3. V 1=¿ 10 V 10 V 0%

4. V 2=¿ 10 V 10 V 0%

Tabela III- Verificar as Leis de Kirchhoff

Nº Valor medido Valor calculado Erro


1. I 1(A) 0.67 A 0.67A 0%

2. I 2(A) 1.56 A 1.56A 0%

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3. I 3(A) 0.89 A 0.89 A 0%

4. V ab (V ) 9.33 V 9.33 V 0%

Gráficos

Gráfico de I em função de V - Medido


3

2.5

1.5

0.5

0
0 5 10 15 20 25 30

Gráfico de I em função de V - Calculado


3

2.5

1.5

0.5

0
0 5 10 15 20 25 30

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5. Conclusão da experiência

A experiência feita foi muito satisfatória, pois permitiu-nos arrecadar muitos conhecimentos sobre
cálculo de circuitos eléctricos, algo essência para o nosso curso de Engenharia Eletrotécnica. Nela
podemos aprender como manejar instrumentos de medição, bem como comprovar as leis de Ohm e de
Kirchhofff, reparando assim, que as primeiras leis, as leis de Ohm são utilizadas para o cálculo de
circuitos simples, enquanto que as leis de Kirchhoff são utilizadas quando os circuitos em questão são
mais complexos.
No que diz respeito as regras de associação de resistores, isto é, regras a se obedecer em um circuito
com dois ou mais resistores ligados, verificamos que na associação de resistores em série, os
resistores são ligados em sequência. Isso faz com que a corrente elétrica seja mantida ao longo do
circuito, enquanto a tensão elétrica varia. Assim sendo, a resistência equivalente de um circuito
corresponde à soma das resistências de cada resistor presente no circuito.

Enquanto que, na associação de resistores em paralelo, os resistores não estão ligados em sequência,
mas a todos eles apresentam a mesma diferença de potencia. Fazendo com que a corrente eléctrica se
divida pelos diferentes ramos do circuito. Assim, na associação em paralelo, o inverso da resistência
equivalente de um circuito é igual a soma dos inversos das resistências de cada resistor presente no
circuito.

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6. Referências bibliográficas

Departamento de Física - UFMG . (2010). Lei de ohm. Em W. Corradi et alii , FUNDAMENTOS DE


FÍSICA III (pp. 297 - 302). Belo Horizonte: UFMG.

ISUTC. (2020). FÍSICA II - Trabalho Laboratorial No 1. Cargas electricas e Campo electrico.

Tipler, Paul A. - Física Para Cientistas e Engenheiros, Vol 2: electricidade e magnetismo, 4a Edição.
Editora LTC, Rio deJaneiro. 2000

R. P. Feynman, R. B. Leighton e M. Sands, Lições de Física, vol. II, cap.6-7, Bookman Companhia
Editora Ltda (2008).

MARTINO, G. Electricidade industrial, ed. Hemus, Brasil, 1995

SANTANA, Guilherme. Leis de Kirchhoff. Todo Estudo. Disponível em:


https://www.todoestudo.com.br/fisica/leis-de-kirchhoff. Acesso em: 22 de October de 2020.

HELERBROCK, Rafael. "Lei de Ohm"; Brasil Escola. Disponível em:


https://brasilescola.uol.com.br/fisica/a-lei-ohm.htm. Acesso em 27 de outubro de 2020.

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