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MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – MMA

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS


RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS – IBAMA
SUPERINTENDÊNCIA DO DISTRITO FEDERAL

TERMO DE REFERÊNCIA PARA ELABORAÇÃO DE PLANO DE RECUPERAÇÃO


DE ÁREAS DEGRADADAS – PRAD

O presente Termo de Referência tem como objetivo orientar o processo de


elaboração do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas. Deverá ser abordado, no
mínimo, o conteúdo discriminado nos itens listados a seguir:

INTRODUÇÃO
Informar sobre a importância e a necessidade do PRAD, além de indicar os
objetivos propostos com a recuperação. Contemplando:
• Métodos utilizados para a elaboração do trabalho;
• Órgãos Governamentais e Empresas envolvidas nos estudos.

INFORMAÇÕES GERAIS
• Nome ou razão social do Interessado;
• Endereço do interessado para correspondência e contato;
• Endereço da área a ser recuperada;
• Localização geográfica da obra, apresentada em mapa, onde deverão ser
plotadas as vias de acesso principais e secundárias.

HISTÓRICO
Informar quando foi constatado o início do dano ambiental e, principalmente, a
sua evolução, relacionando-o com as causas do processo.

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SAS – QD. 05, lote 05, Bloco “H” – 1º andar - CEP – 70.070-000 – Brasília – DF
Fone (0 xx 61) – 3035-3400
SITUAÇÃO ATUAL
Neste item deverão ser descritas as características físicas nas quais se
encontram as áreas degradadas, enfatizando os atuais aspectos de sua cobertura
vegetal, topografia e declividade.

Os seguintes itens deverão ser contemplados:


• A extensão do dano, sua dimensão, largura e áreas afetadas;
• Declividade e hidrografia: cursos e corpos hídricos, nascentes e áreas alagadas;
• Se existe derramamento de águas pluviais no local;
• Arborização ou cobertura vegetal existente removida;
• Redes, equipamentos públicos, infra-estrutura existente e explicitação das
interferências;
• Existência ou não, e situação em que se encontram as medidas de controle
ambiental executadas na área, como terraços, bacias de contenção e outras.
• Caracterização geológica dos locais afetados e adjacências;
• Posição em relação às Unidades de Conservação.

MEIO ANTRÓPICO
Deve-se caracterizar os possíveis interesses conflitantes, o histórico de
ocupação das áreas circundantes, a situação fundiária da área, a influência antrópica,
o uso e o aproveitamento atual e futuro da área.

PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS


O Plano de recuperação deverá contemplar obrigatoriamente os seguintes itens:
- Medidas necessárias para cessar os danos diretos e indiretos à área;
- Área do reflorestamento e/ou revegetação necessários;
- Densidade de indivíduos, em função da composição original, mantendo as
características do mosaico da região;
- Espécies a serem utilizadas;
- Tipo e procedência do material a ser usado;
- Maquinário a ser empregado na atividade e responsáveis;
- Procedimentos a serem executados na recuperação da área explicitando, passo
a passo, as atividades a serem desenvolvidas;
- Medidas a serem adotadas visando o sucesso da recuperação;
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SAS – QD. 05, lote 05, Bloco “H” – 1º andar - CEP – 70.070-000 – Brasília – DF
Fone (0 xx 61) – 3035-3400
- Destinação futura da área;
- Recursos hídricos:
• Técnicas e metodologia de recuperação e revegetação a serem adotadas,
compatíveis com as características físicas do local;
• Recomposição do terreno - identificar os locais onde serão necessárias
recomposição topográfica e edáfica do terreno e o tipo de prática a ser adotada;
• Definição de espécies para revegetação - deverão ser escolhidas as espécies
arbóreas arbustivas e herbáceas mais adequadas a cada local, dando, sempre
que possível, prioridade para as plantas nativas.

LEGISLAÇÃO APLICADA
Relacionar as legislações vigentes no local, segundo o Mapa Ambiental e/ou
Zoneamento Ambiental e Plano Diretor da região, além de outras específicas à
situação.
Caso haja outras atividades correlatas, necessárias à recuperação e que
venham a acarretar em danos ambientais, estas devem ser citadas.

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA
Este item tem por objetivo a visualização da área degradada e a sua
configuração após serem realizados os trabalhos de recuperação propostos no
respectivo PRAD.
Deverão ser apresentadas pelo menos duas plantas ou croquis, em escala
adequada, para ilustração de interferências e aspectos relevantes. São as plantas:
• PLANTA DA ÁREA DEGRADADA, devendo conter as poligonais da área degradada
indicando as características físicas nas quais se encontram, enfatizando os atuais
aspectos de sua cobertura vegetal, topografia e a existência de processos erosivos
instalados no local.
• PLANTA DA ÁREA RECUPERADA (projeção), demonstrando a previsão da
configuração da área após a realização dos trabalhos de recuperação, constituindo
assim o modelo a ser alcançado pelo PRAD.

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES
Discriminar o cronograma físico e financeiro da atividade de recuperação.

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SAS – QD. 05, lote 05, Bloco “H” – 1º andar - CEP – 70.070-000 – Brasília – DF
Fone (0 xx 61) – 3035-3400
CONCLUSÃO E DISCUSSÃO
Nesse item o empreendedor deve apontar os aspectos positivos e negativos
para a realização da recuperação, explicar se haverá a adoção de uma faixa de
servidão para o sucesso e manutenção da obra de recuperação justificando a criação
de tal servidão.

FORMA DE APRESENTAÇÃO
Deverão ser apresentadas duas cópias do PRAD, impressos no formato A4,
seguindo os padrões das Normas da ABNT e uma cópia em meio digital.
Os mapas e plantas deverão ser apresentados em coordenadas UTM/UPS, em
escala e datum compatíveis. Sempre que necessário ao bom entendimento dos textos
contidos do PRAD, poderão ser apresentados desenhos, ilustrações, gráficos e tabelas
no formato A4 ou A3.

HABILITAÇÃO DOS RESPONSÁVEIS TÉCNICOS


Considerar-se-ão habilitados os profissionais devidamente cadastrados nesta no
Cadastro Técnico Federal e registrados no órgão de classe respectivo, registro esse
ratificado pelo órgão local ou regional, caso oriundos de outras Unidades da
Federação.
A responsabilidade técnica dos profissionais no que diz respeito aos dados,
informações, alternativas e tecnológicas não cessam na entrega do PRAD, conforme
legislação em vigor.
Para fins de comprovação da autoria do PRAD deverá ser feita a Anotação de
Responsabilidade Técnica – ART, registrada junto ao Conselho Regional de
Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CREA, encaminhando uma via juntamente com
o estudo.
O PRAD deverá estar devidamente assinado na última folha, o que em caso
contrário, será devolvido para cumprimento do solicitado pelo IBAMA.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Citação, de acordo com normas da ABNT, das publicações utilizadas para
subsidiar o trabalho.

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SAS – QD. 05, lote 05, Bloco “H” – 1º andar - CEP – 70.070-000 – Brasília – DF
Fone (0 xx 61) – 3035-3400