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1) Defina e dê exemplos numéricos:

a) Produto escalar geométrico e cartesiano de dois vetores.

O produto escalar A•B de dois vetores A e B é definido como sendo o produto


de seus módulos pelo cosseno do ângulo entre eles.

A•B = ǀAǀǀBǀcosθ

Onde θ (0 ≤ θ ≤ π) é o ângulo entre A e B quando são colocados de modo a que suas


origens coicidam. É claro, a partir da definição, que A•B é um escalar (ou número) e
não um vetor.

Exemplo: Determine o cosseno da ângulo θ entre os vetores A=1 + 2j + 2k e B=-3i + 4j.


É claro que,
ǀAǀ = raiz quadrada 1+4+4 = 3 ǀBǀ = raiz quadrada 9 + 16 = 5
A•B = -3 + 8 + 0 = 5
Portanto, cos θ = A•B / ǀAǀǀBǀ = 5 / 3x5 = 1/3
Se o que nos interessa é o ângulo θ, podemos calcular para achar θ ≈ 70,5º

b) Produto vetorial geométrico e cartesiano de dois vetores

O produto vetorial A x B é muito diferente do produto escalar A • B. Basta uma


distinção: A x B é um vetor, enquanto que A • B é um número.
Considere dois vetores não-nulos A e B. Suponha que um desses vetores seja
transladado, se necessário, de modo a suas origens coincidirem e seja θ o ângulo de A e
B (não de B a A) com 0 ≤ θ ≤ π. Se A e B não forem paralelos, isto é, 0 ˂ θ ˂ π, então
esses dois vetores determinam um plano.
Agora escolhemos o vetor unitário n normal (perpendicular) a esse plano e cujo
sentido é determinado pela regra da mão direita. Essa regra consiste no seguinte:
colocando-se a mão direita de modo que o polegar seja perpendicular ao plano A e B e
os dedos rodem de A para B em sentido que coicide com o do ângulo θ, então n aponta
no mesmo sentido do polegar. Este é o sentido do vetor A x B. O vetor A e B
determinam não só o plano mas também um paralelogramo nesse plano cuja área é
ǀAǀ:ǀBǀsen θ.
A x B = ǀAǀǀBǀsen θ n
Se A ou B for 0 ou se A e B forem paralelos, eles não determinam um plano e,
portanto, o vetor unitário normal n não esta definido. Mas nesses casos ǀAǀ = 0 ou ǀBǀ =
0 ou sen θ = 0, então teremos por A x B = 0, e a determinação de n não é necessária.
A é paralelo a B se e somente A x B = 0
Em particular, temos A x A = 0 para todo A. se em vez de A x B considerarmos
B x A, o sentido do ângulo θ é invertido e devemos girar a mão direita de modo que o
polegar aponte no sentido oposto. Isto significa que n é substituido por –n. Portanto:
BxA=-AxB
O produto vetorial não é comutativo, ou seja, a ordem dos fatores é importante.

Exemplo: Se A = 3i – 4j e B = -2i + 3k obtenha o vetor c = AxB

c = (3i – 4j) x (-2i + 3k)


c = - (3i x 2j) + (3i x 3k) + (4j x 2i) – (4j x 3k)
c = 0 – 9j – 8k – 12i = -12i -9j -8k
O vetor c é perpendicular a A e B, um fato que podemos comprovar mostrando que c x
A = 0 c x B = 0, isto é, que o vetor c não tem componentes nas direções de a e de b.

c) Produto escalar triplo e produto vetorial triplo. Demonstre a regra de BAC-


CAB.

2) Defina gradiente. O que é o gradiente de uma função? O que ele significa


fisicamente?

São funções cujos valores são números. O gradiente de um campo escalar ƒ(x, y,
z) é um campo vetorial que representa a taxa de variação de ƒ, pois em qualquer ponto
sua componente numa dada direção é a derivada direcional de ƒ nessa direção.

3) Defina divergente. O que ele significa fisicamente?

4) Defina rotacional. O que é o rotacional de um vetor? E de um campo vetorial? O


que isso significa fisicamente?

5) EXEMPLO

6) Demonstre o Teorema do Gradiente.

7) Demonstre o Teorema de Green.

Se C é uma curva fechada simples, secionalmente lisa, que delimita uma regiaõ
R, e se M(x,y) e N(x,y) são contínuas e têm derivadas parciais contínuas ao longo de C
e em todo R, então:

∂N ∂M 

C
Mdx + Ndy = ∫∫
R 
∂x

∂y 

dA

8) Demonstre o Teorema de Stokes.

O Teorema de Stokes é uma extensão do Teorema de Green para as três


dimensões, envolvendo suérfícies curvas e suas fronteiras no lugar de regiões planas e
suas fronteiras.

∫F ⋅dR
C
ou ∫C Ldx + Mdy + Ndz
Se S é uma superfície com curva de fronteira C, então a circulação do canpo
vetorial F em torno de C é igual à integral sobre S da componente normal do rotacional
de F.

∫C
F ⋅ dR = ∫∫( rotF ) ⋅ ndA
S

É necessário admitir que S seja uma superfície bilateral (orientável) com direção
do vetor unitário normal n relacionada à direção de C pela regra do polegar direito.
Além disso, n deve ser contínua, F dever contínua, L, M e N devem ser derivadas
parciais contínuas e assim por diante.

9) Demonstre o Teorema do Divergente ou Teorema de Gauss.

O Teorema da Divergência afirma que: O fluxo de um campo vetorial F através


de uma superficie fechada S é igual à integral da divergência de F sobre a região R
limitada por S.

∫∫F ⋅ ndA = ∫∫∫divFdV


S R

10) A partir da forma integral das equações de Maxwell do eletromagnetismo,


mostre a forma diferencial das mesmas, isto é, mostre que:

∫ B ⋅ d A = 0 →∇⋅ B = 0

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