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GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA

SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Circuito seguro de CPAP com filtro HEPA com e sem equipamento para
tratamento de pacientes com COVID-19
Autor: MSc. Alfredo Corniali, Engenheiro Biomédico

SUMÁRIO EXECUTIVO
Objetivo: propor método para montar um circuito seguro com filtro HEPA, para
contenção de aerossóis, na utilização de CPAP com e sem uso de equipamento no
tratamento de pacientes com COVID-19.
Justificativa: há indícios de que a introdução de técnicas ventilatórias não invasivas
no princípio do tratamento da COVID-19 apresenta ons resultados clínicos e retarda
ou elimina a necessidade do uso de ventiladores pulmonares de UTI.
Problemas resolvidos com o método proposto: quando aplicada a ventilação não
invasiva de forma tradicional CPAP/BIPAP/VNI, por terem o circuito aberto, a
expiração do paciente com aerossóis é lançada no ambiente, aumentando a exposição
dos trabalhadores e contaminando o ambiente. Com este método os aerossóis são
retidos no filtro. Outro problema resolvido é a falta de equipamentos de CPAP, este
método o equipamento é substituído por elementos de uso regular da fisioterapia que
conectados que suprem essa função.
Resultados preliminares: o método tem demonstrado efetividade na produção de
CPAP sem utilização de equipamento eletromédico e na eliminação de aerossóis
dispersos no ambiente.
Vantagens: (i.) realizar o procedimento sem equipamento eletromédico específico ao
utilizar o próprio sistema de gases medicinais da unidade ou cilindro como fonte
geradora de fluxo de gases; (ii.) reduzir o risco de contaminação ao tratar os aerossóis
gerados na ventilação de pacientes com COVID-19, o que alivia a pressão sobre a
rotina dos profissionais da assistência enfrentam limitação de infraestrutura e EPIs;
(iii.) aumentar a disponibilidade de recursos de ventilação pulmonar com
equipamentos do tipo CPAP, BIPAP e VNI para casos menos graves; (iv.) reduzir a
demanda por recursos de ventiladores de alta complexidade de UTI que podem ser
reservados para os casos mais graves; (v.) a técnica pode ser utilizada em centros
assistenciais de baixa complexidade ou transporte de pacientes; (vi.) sua
implementação resulta numa opção viável para aqueles serviços que não disponham
de alta tecnologia para o tratamento de seus pacientes, sendo possível montar os
circuitos com acessórios e conectores já disponíveis no ambiente hospitalar, montadas
pelos próprios fisioterapeutas da unidade; (viii.) manutenção do livre acesso a braços,
tronco e cabeça do paciente; e (viii.) para casos extremos, existe a possibilidade de
utilizar recursos artesanais na substituição de algumas funções, o que permitiria sua
aplicação em áreas remotas desprovidas de tecnologias.
Desvantagens: falta de automação no cálculo do fluxo necessário para a infusão no
paciente, demanda de supervisão dos fisioterapeutas e médicos para o ajuste da
técnica, requer aquisição de alguns acessórios simples comumente usados nos
setores de área de manutenção / instalações da unidade hospitalar.
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Circuito seguro de CPAP sem equipamento e com filtro HEPA


para tratamento de pacientes com COVID-19

Autor: MSc. Alfredo Corniali.


Engenheiro Biomédico-Sanitarista DIVISA/SESAB.

Fonte: Silvia Prisco

Salvador, Bahia, Brasil


Abril de 2020

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SUMÁRIO

ÍNDICE DE FIGURAS ........................................................................................ 3


ÍNDICE DE QUADROS ...................................................................................... 4
ÍNDICE DE TABELAS ........................................................................................ 5
LISTA DE SIGLAS ............................................................................................. 6
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................... 7
2. RESULTADOS ESPERADOS........................................................................ 9
3. MATERIAIS E MÉTODO .............................................................................. 10
3.1. DESCRIÇÃO DO MÉTODO ................................................................ 10
3.2. MONTAGEM DO CIRCUITO .............................................................. 13
3.2.1. MATERIAIS NECESSÁRIOS........................................................ 13
3.2.2. MONTAGEM DECIRCUITO CPAP COM GERADOR DE FLUXO 17
4. AVALIAÇÃO TÉCNICA DA SOLUÇÃO PROPOSTA ................................... 18
4.1. VALIDAÇÃO DAS TÉCNICAS E DO MODELO CONCEITUAL .......... 18
4.2. VALIDAÇÃO DO MODELO OPERACIONAL ...................................... 18
4.3. VALIDAÇÃO TÉCNICA DE DESEMPENHO EM LABORATÓRIO...... 19
4.3.1. MATERIAIS .................................................................................. 19
4.4. ANÁLISE DE RESULTADOS .............................................................. 21
5. PARTICIPANTES......................................................................................... 22
6. CONCLUSÕES ............................................................................................ 24
7. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA ................................................................... 25
ANEXO 1 – CÁLCULO DO FLUXO.................................................................. 27
ANEXO 2 – DETALHAMENTO DOS RESULTADOS OBTIDOS NOS ENSAIOS
EM CAMPO.................................................................................................. 30
ANEXO 3 – PROPOSTA DE SUBSTITUIÇÃO DE ELEMENTOS
TECNOLÓGICOS POR RECURSOS TÉCNICOS ALTERNATIVOS
CONSIDERADOS ARTESANAIS NA METODOLOGIA ............................... 32
ANEXO 4 – RELAÇÃO DE MATERIAIS E PREÇOS PARA MONTAGEM DO
CIRCUITO DA TÉCNICA ............................................................................. 34

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ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 1 - Circuito de CPAP montado utilizando gerador de fluxo, com válvula
anti-asfixia para a respiração espontânea do paciente e controle de PEEP .... 13
Figura 2 - Montagem do circuito completo ....................................................... 16
Figura 3 - Montagem do gerador de fluxo com câmara de mistura .................. 17
Figura 4 - Montagem de circuito com filtro HEPA, filtragem de aerossóis e
válvula PEEP.................................................................................................... 17
Figura 5 - Montagem de circuito paciente para teste em laboratório com
analisador ......................................................................................................... 20
Figura 6 - Diagrama de montagem do EPAP com selo d’água ........................ 33

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ÍNDICE DE QUADROS
Quadro 1 - Lista de material ............................................................................. 14

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ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 1 - Cálculo de concentração FiO2, fluxos para diversos fluxos de Ar e
O2 totalizando 8 [l/min] ..................................................................................... 28
Tabela 2 - Fração de concentração de O2 para fluxo de 10 l/min e pressão de
20 cmH20 ......................................................................................................... 30
Tabela 3 - Valores para diferentes ajustes de PEEP ....................................... 30
Tabela 4 - Valores indicados pelo Analisador de Ventilador pulmonar ............ 31
Tabela 5 - Valores indicados diretamente pelo Analisador de Ventilador
Pulmonar .......................................................................................................... 31

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LISTA DE SIGLAS

BiPAP Bi-level Positive Airway Pressure


COVID-19 2019-nCoV, ou em inglês: Corona vírus Disease 2019
CPAP Continuous Positive Airway Pressure
EPAP Expiratory Positive Airway Pressure
EPC Equipamento de Proteção Coletiva
EPI Equipamento de Proteção Individual
HEPA High Efficiency Particulate Arrest
ICOM Hospital Instituto Couto Maia
PEEP Positive End-Expiratory Pressure
PGA Procedimentos Geradores de Aerossóis
UTI Unidade de Terapia Intensiva
VI Ventilação Invasiva
VNI Ventilação Não Invasiva

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1. INTRODUÇÃO
Pacientes de COVID-19 podem necessitar de complementação de oxigênio; o
objetivo da oxigenioterapia é atender às necessidades metabólicas do paciente
com funções respiratórias comprometidas. As técnicas que podem ser
utilizadas compreendem diversos métodos, dentre eles complementação de
Oxigênio utilizando capacete (Hood ou Helmet); complementação de Oxigênio
com pressão positiva (CPAP); e complementação de Oxigênio com ventilação
mecânica, que pode ser através de Ventilação Não Invasiva (VNI) e Ventilação
Invasiva (VI) com intubação orotraqueal.
Este projeto nasce da necessidade de apresentar soluções possíveis para
ventilação de pacientes com angústia respiratória de forma segura para o
ambiente e para os trabalhadores. A motivação principal deste trabalho decorre
da necessidade de oferecer métodos facilmente disponíveis nos ambientes
hospitalares, liberando a utilização de equipamentos de Ventilação Mecânica
Pulmonar de UTI de alta complexidade para uso em pacientes mais graves.
Esta metodologia da técnica de CPAP visa oferecer uma solução segura para
os serviços de saúde, permitindo a utilização de técnicas de suporte ventilatório
não invasivo para o tratamento de pacientes afetados por COVID-19.
Para apresentação dos métodos este trabalho pode ser dividido em duas
partes. Na primeira parte a criação de CPAP com elementos simples utilizados
pelo serviço de fisioterapia da unidade hospitalar e alguns possíveis métodos
de substituição:
1.a) produção de CPAP com uso de circuito e recursos já disponíveis
na própria unidade, sem necessidade de utilização de equipamentos
eletromédicos.
1.b) proposta de substituição de elementos tecnológicos por recursos
técnicos alternativos considerados artesanais na metodologia;
A utilização de tecnologias já disponíveis na unidade como o sistema de gases
medicinais ou cilindros de gases podem ser utilizados para uma nova utilidade,
e com a nova configuração de acessórios já utilizados pelos profissionais de
fisioterapia e agregado de algumas peças facilmente achadas na unidade é
possível montar o circuito de CPAP com complementação de Oxigênio.
Numa segunda parte do trabalho apresentamos a utilização segura de métodos
de ventilação não invasiva, de forma a minimizar a contaminação ambiental e a
geração de aerossóis com a utilização de métodos que foram considerados
como de uso limitado devido ao risco oferecido pela técnica tradicional:
2.a) utilização de CPAP, BIPAP e VNI adaptados com a utilização de
filtro HEPA, como terapia alternativa à utilização precoce de métodos

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de ventilação invasiva, minimizando a poluição do ambiente com a


utilização de filtro HEPA no circuito;
De acordo com as recomendações de profissionais do setor de fisioterapia
(ANZIC, 2020; THOMAS, 2020; ASSIBRAFIR, 2020) se verifica que diversos
estudos restringem ou ainda não indicam a utilização de procedimentos
terapêuticos que geram aerossóis (PGAs) e criam risco de transmissão da
COVID-19, a exemplo de:
 Cânula Nasal de Alto Fluxo;
 Ventilação Não-Invasiva (VNI);
 Nebulização.
Estas metodologias seriam adequadas para utilização em pacientes da fase
inicial que respiram por si mesmos, pois apresentam benefício clínico para a
ventilação, porém sua utilização “de forma tradicional” resulta na geração de
aerossóis que comprometem o ambiente e a segurança dos trabalhadores e de
outros pacientes. Por conta disso, possuem restrições para sua utilização.
Dentre as condições que limitam seu emprego podemos citar a necessidade de
estrutura física e instalações com isolamento e pressão negativa, além de
utilização EPIs adequados e suficientemente seguros para proteção dos
trabalhadores que ficam expostos a condições de alto risco de contaminação.
Neste trabalho, estes aspectos foram contemplados, de forma a introduzir
barreiras e proteções técnicas que minimizam a produção de aerossóis no
ambiente.

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2. RESULTADOS ESPERADOS
 Propiciar segurança ao ambiente e aos funcionários na utilização de
ventilação com CPAP;
 Adaptar técnicas de ventilação não invasiva que foram oportunamente
classificadas como de utilização limitada por ser Procedimentos
Geradores de Aerossóis (PGA);
 Ofertar aos profissionais a possibilidade de utilizar técnicas adaptadas
para o tratamento de pacientes com COVID-19 em modo de Ventilação
Não Invasiva (VNI) de forma a antecipar o tratamento do desconforto
respiratório;
 Aliviar a demanda por ventiladores mecânicos pulmonares de alta
complexidade para UTI, reservando a disponibilidade destes para
pacientes graves;
 Disponibilizar opções terapêuticas adaptadas para ventilação do
paciente com COVID-19 sem a necessidade de utilizar equipamentos
como CPAP que são escassos ou indisponíveis em alguns locais.
Este trabalho não se aplica a procedimentos onde se faz necessário manejo
direto da via aérea, a exemplo de: Intubação; Extubação; Broncoscopia;
Traqueostomia; RCP antes da intubação, pacientes graves ou não
colaborativos.

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3. MATERIAIS E MÉTODO
A proposta deste trabalho está dividida em etapas necessárias para validação
do método visando sua utilização segura e garantia de utilidade prática da
proposta apresentada.
Para tanto foram seguidas as seguintes etapas:
 elaboração da técnica de CPAP adaptada ao novo cenário para uso de
CPAP em pacientes infectados com COVID-19;
 validação das técnicas e do modelo conceitual com profissionais da área de
tecnologias da saúde, a fim de legitimar a utilização dos princípios da física
e dos elementos técnicos que compõem o sistema proposto;
 validação da técnica proposta e do modelo conceitual por especialistas no
tratamento de pacientes COVID-19 na unidade de referência para esta
patologia, tanto da proposta da técnica de CPAP como da proposta de
minimização de risco das técnicas PGAs;
 validação técnica de desempenho do sistema com a utilização de
equipamentos analisador de ventilador pulmonar, simulador de paciente e
avaliação de desempenho funcional em unidade com profissionais
habilitados.
 Validação da técnica proposta e comprovação clínica.

3.1. DESCRIÇÃO DO MÉTODO

a) Uso seguro de CPAP com gerador de fluxo pela rede de ar medicinal para
ventilação de paciente com COVID-19
Diante da escassez de ventiladores mecânicos de UTI, a utilização de sistema
CPAP se constitui num recurso de apoio inicial importante para o suporte dos
pacientes que não apresentam demanda de ventilação controlada e
conseguem respirar por seus próprios meios.
Nesta primeira parte apresentamos o método de CPAP, uma técnica bastante
difundida, porém pouco utilizada pelos profissionais sem o emprego de
equipamentos eletromédicos denominados CPAP, cuja função é entregar fluxo
contínuo a uma pressão controlada predefinida no ajuste da técnica ou já
prefixada no equipamento.
O diferencial deste método é a geração de CPAP através de gerador de fluxo
de gases da própria unidade hospitalar ou até de cilindros contando com a
possibilidade de enriquecimento da mistura “Ar + O2” em proporção que varia
entre 21% e 100 % de O2:
a) Produção de CPAP com uso de gerador de fluxo, circuito e recursos já
disponíveis na própria unidade, sem necessidade de utilização do equipamento
denominado “CPAP”.

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Para tanto se propõe a montagem de um circuito com as seguintes


características:
1- Pressão positiva gerada através do gerador de fluxo que entrega ar
comprimido da rede de gases medicinais da unidade ou cilindros de
gases, a utilização de câmara de mistura, misturador ou blender onde se
misturam os gases provenientes do ponto de ar comprimido com o
Oxigênio proveniente do ponto de O2, o que permite o enriquecimento
da mistura (na câmara de mistura) em composição variável de 21 a
100% de O2;
2- O circuito oferece como medida de segurança, uma entrada de ar
exterior através de uma válvula unidirecional que pode servir ao paciente
em caso de inspiração espontânea e demanda de fluxo maior que o
entregue pelo sistema ou travamento do circuito de inspiração
impedindo o afogamento do paciente;
3- O circuito impede o retorno dos gases da expiração através do uso uma
válvula unidirecional que bloqueia o retorno dos gases expiratórios
potencialmente contaminados ao circuito de entrada;
4- O circuito interpõe um filtro do tipo HME-F (com filtro), que cumpre a
função de retenção de aerossóis na expiração do paciente
dispensando a necessidade de utilizar adicionalmente outro filtro para
essa função no final do circuito. Mesmo aumentando a resistência no
circuito em valores entre 0,5 e 2,1 cmH2O (Gazola, 2011), sua
colocação é indispensável para a segurança do ambiente e das
pessoas.
5- Na saída de gases na expiração, estes passam pela válvula
unidirecional no sentido de saída, atravessam um filtro HEPA, e
finalmente são liberados ao ambiente através da válvula PEEP (Se a
opção for a utilização de filtro HME (sem filtro HEPA) para retenção da
umidade da respiração do paciente antes da entrada na máscara de VNI
também será necessário colocar o Filtro HEPA na saída).
6- A válvula PEEP tem a função de limitar a pressão dos gases no circuito,
cumpre dupla função, por um lado, aumentar a pressão positiva da via
aérea (EPAP) e por outro a função de proteger as vias aéreas do
paciente contra aumento excessivo da pressão, evitando possíveis
lesões por barotrauma. Da mesma forma possui uma função indicativa
de controle do fluxo entregue ao paciente, já que, se o fluxo entregue ao
paciente excede o consumo, este excedente é liberado através desta
válvula (PEEP), permitindo aos profissionais o ajuste de fluxo para
valores mais próximo do consumo real do paciente, contribuindo para
diminuir o desperdício de gases.
NOTA1: Toda e qualquer saída de gases do circuito paciente atravessa filtro
HEPA que retém os aerossóis, desta forma, este método apresenta segurança

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para operação no ambiente, desde que a máscara ou capacete se encontrem


com boa vedação.
NOTA2: A fuga de gases pela máscara do paciente é mínima, devido a que os
valores de pressões trabalhados neste tipo de terapia são relativamente baixos
e os valores de fluxo se mantém em valores de parâmetros conservadores,
contribuindo à segurança do método.
Um dos ganhos diferenciais desta proposta é a realização do CPAP sem a
necessidade de utilizar o equipamento CPAP e por sua vez disponibilizar esta
técnica de forma segura realizando a eliminação de aerossóis e filtragem de
gases expirados pelo paciente, protegendo os funcionários, outros pacientes e
o meio ambiente assistencial.
Na Figura 1 se apresenta o esquema da configuração do circuito proposto.
Deve-se notar que para a montagem do circuito utiliza-se componentes de uso
frequente nas unidades de saúde. Da mesma forma, este tipo de circuito pode
facilmente ser adaptado para uso em unidades dotadas apenas com recursos
básicos que disponham do mínimo de elementos para fisioterapia ventilatória.
Uma das grandes vantagens desta proposta é a de oferecer a possibilidade de
montar este CPAP utilizando materiais geralmente disponíveis no próprio
hospital, de fácil acesso e de baixo custo quando comparados à utilização de
equipamentos.
A proposta de ventilação não invasiva permite a utilização de máscara
orofacial, máscara full face ou capacete tipo Hood ou Helmet (BaHammam,
2018.) – neste trabalho não apresentamos análise com uso de máscara fulll-
face nem helmet porque não são materiais comuns nos serviços hospitalares
no Brasil. De acordo com os estudos avaliados as máscaras faciais e helmet
são os métodos que melhor se adaptam ao paciente com ventilação
espontânea e reduzem significativamente o trabalho respiratório (do inglês
WOB-Work of Breathing) (ODA, 2016).
As recomendações para tratamento de pacientes com COVID-19 propõem a
utilização de diversos métodos ventilatórios e altos níveis de Pressão Positiva
da via aérea ao final da Expiração (PEEP) com valores acima de 15 cmH2O.
Outra recomendação é a utilização de filtros na saída do circuito, tanto tempo
como for possível(THOMAS, 2020). Portanto, estas recomendações foram
seguidas na construção do circuito para CPAP que apresentamos a seguir.

EXCLUSÃO: este método não deve ser usado nas seguintes situações:
 Pacientes graves com demanda por ventilação mecânica pulmonar
com uso de ventilador para UTI com sistema de intubação orotraqueal.
 Falta de partes ou peças do circuito que garantem a segurança e a
correta ventilação ou proteção do ambiente.

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Figura 1 - Circuito de CPAP montado utilizando gerador de fluxo, com válvula anti-asfixia para a
respiração espontânea do paciente e controle de PEEP

Fonte: o autor

3.2. MONTAGEM DO CIRCUITO


3.2.1. MATERIAIS NECESSÁRIOS
Relação de materiais para montagem do circuito é apresentada no Quadro 1.

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Quadro 1 - Lista de material

1- Gerador de FLUXO: Pode ser montado


com fluxômetro de Ar Comprimido (AR) e
fluxômetro de Oxigênio (O2) conectados aos
reguladores de pressão dos respectivos
cilindros, postos de alimentação de parede
ou da régua de gases medicinais. (a pressão
do regulador deve ser ajustada conforme
indicação dos fluxômetros para melhor
exatidão da leitura) Devem ser providas as
respectivas mangueiras para conexão das Fluxômetros de Ar e de Oxigênio
saídas de ambos fluxômetros;
Opção 1: combinar ambos gases com a
utilização de blender ou misturador de Ar/O2
com um único fluxômetro na saída). Devem
ser providenciadas as mangueiras para a
conexão do blender aos pontos de gases ou
reguladores de cilindro;

Mangueira de conexão - Blender de


Ar+O2
2- Utilizar uma conexão em “Y”, “T”, “T de
Ayres”, ou outro elemento que permita a
conexão de ambos gases e uma mistura de
Ar enriquecida com O2 na proporção
desejada de acordo com a demanda do
paciente;
“T” mistura: Ar + O2; T de Ayres
Opção 2: “T” de ½ polegada em PVC com
nípel de bronze rosca ½ polegada espiga
para mangueira ¼, e nípel de bronze rosca
½ polegada espiga para mangueira ¾;

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3- Circuito paciente com traqueia e


conectores de forma a permitir a conexão à
máscara do paciente;

Traqueia para conexão do paciente


4- (02) Duas Válvulas unidirecionais. Uma
delas deve funcionar como válvula de
retenção dentro do circuito para evitar o
refluxo, e a outra funciona como válvula anti-
afogamento, oferecendo entrada livre de ar
do ambiente externo para o caso de
respiração espontânea do paciente em
volumes maiores que o entregue pelo Válvulas unidirecionais
gerador de fluxo;
5- Filtro HEPA para a saída de exaustão ou
Filtro HME-F (filtro HME + Filtro HEPA);

Filtro HEPA - Filtro HMEF


(uma variante combinada HME+F que
cumpre função de filtrar e reter
umidade do paciente)
6- Válvula de PEP de acordo com a pressão
desejada de manejo clínico (geralmente
utilizada de 20 cmH2O, mas é possível
utilizar de 30 ou 40 cmH2O);

Válvula PEEP regulável 0–20/30/40


cmH2O

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7- Conjunto de máscara VNI, ou máscara full


face, ou capacete com fixador;

Máscara para VNI

Conjunto de elementos que compõem o


circuito completo para CPAP. Alguns
elementos podem ser substituídos desde
que cumpram a mesma função ou ajustados
para atender as condições de operação
segura.

Figura 2 - Montagem do circuito completo

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3.2.2. MONTAGEM DECIRCUITO CPAP COM GERADOR DE FLUXO


Figura 3 - Montagem do gerador de fluxo com câmara de mistura

Figura 4 - Montagem de circuito com filtro HEPA, filtragem de aerossóis e válvula PEEP

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4. AVALIAÇÃO TÉCNICA DA SOLUÇÃO PROPOSTA


4.1. VALIDAÇÃO DAS TÉCNICAS E DO MODELO
CONCEITUAL
O modelo foi apresentado e discutido com profissionais da área de
tecnologias da saúde, a fim de validar a utilização dos princípios da física e
dos elementos técnicos que compõem o sistema. O primeiro modelo de
circuito foi apresentado para discussão com profissionais de engenharia
clínica com ampla experiência em ventilação mecânica.
O circuito de CPAP com gerador de fluxo foi apresentado com uma
configuração inicial e depois de algumas montagens foram identificadas as
funções necessárias e peças geralmente disponíveis nas unidades
assistenciais que poderiam compor o circuito.
Funções necessárias:
 Pressão positiva da via aérea
 Válvula de alívio para segurança com limitador de pressão máxima
 Válvula anti-afogamento para inspiração espontânea
 Filtragem de aerossóis
A oferta de gases para gerar pressão positiva pode ser utilizada diretamente
dos pontos do sistema de gases medicinais, do cilindro ou de equipamento
CPAP.
Foram testadas as possibilidades de configurações de segurança para o
paciente com os elementos limitadores de pressão máxima da via aérea
que seria realizada pela válvula PEEP.
Avaliação de segurança para respiração espontânea do paciente que seria
oferecida pela válvula anti-afogamento, seja com uma válvula unidirecional
ou outro dispositivo com entrada de ar ambiente.
A filtragem de aerossóis seria realizada com a colocação de filtro. Se utilizar
filtro HMEF na posição proximal do paciente entre o circuito e a máscara.
De outra forma pode utilizar filtro HEPA na exaustão antes da válvula
PEEP.

4.2. VALIDAÇÃO DO MODELO OPERACIONAL

Uma vez definido o conceito era necessário realizar a validação da técnica


proposta e do modelo conceitual por especialistas no tratamento de
pacientes COVID-19. Desta forma foi realizada uma jornada de trabalho na
unidade de referência para doenças infectocontagiosas, o Instituto Couto
Maia, para trabalhar com os materiais disponíveis que poderiam ser
utilizados na montagem da proposta da técnica de CPAP e da proposta de
filtragem de aerossóis.

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Com a definição dos especialistas em terapia intensiva, fisioterapeutas e


infectologistas depuramos os conceitos necessários para proteger o
ambiente e o paciente. Com o pessoal da fisioterapia trabalhamos na
identificação dos componentes e na estruturação funcional ao longo do
circuito. Após algumas tentativas o conceito estava definido.
Então foi a vez da avaliação da Comissão de Controle de Infecção
Hospitalar que após questionar as diversas possibilidades de fluxos e
operações, validou o modelo operacional.

4.3. VALIDAÇÃO TÉCNICA DE DESEMPENHO EM


LABORATÓRIO

Esta etapa do trabalho foi realizada em laboratório de engenharia clínica


com a utilização de equipamento analisador de ventilador pulmonar,
simulador de paciente e avaliação de desempenho funcional.
Foi realizada a montagem do circuito no laboratório, que permitiu a
avaliação de parâmetros operacionais do sistema. Para tanto foi montado o
circuito conforme indicado na seção 4.3.1.

4.3.1. MATERIAIS
 Circuito de CPAP com gerador de fluxo utilizando as tomadas de gases da
unidade assistencial ou cilindros de gases;
 Pulmão teste de 1 Litro simulando o paciente
 Analisador de ventilação mecânica NEOS AVM100 Baseado na norma
ABNT NBR ISO80601-2-12. Realiza medições de concentração de
oxigênio, pressão, fluxo bidirecional, volume e temperatura. Além disso,
possui entradas para medição de pressão alta e diferencial, umidade e
temperatura ambientes e pressão atmosférica. [Data de calibração:
05/09/2019]
 Cilindro de Oxigênio com válvula reguladora e Fluxômetro com conector
para mangueira de O2;
 Cilindro de Ar medicinal com válvula reguladora e Fluxômetro com conector
para mangueira de Ar;
 Equipamento CPAP
 Equipamento BiPAP
Para a realização dos testes foram montados os respectivos circuitos para o
fornecimento de AR comprimido e de Oxigênio. Foram reguladas as pressões
de acordo com a exigência dos fluxômetros de forma a garantir a melhor
medida de fluxo nos mesmos.
Foi realizada a montagem do circuito de CPAP com as conexões no T da
câmara de mistura.

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Foi realizada a calibração inicial da célula de Fio2 do Analisador NEOS


AVM100 para 21% de O2 a pressão ambiente e 100% de O2.
Foi substituída a máscara de VNI e colocado no lugar o pulmão teste,
intercalando o analisador para as medições de parâmetros na via proximal do
paciente. FOTOS do circuito montado.

Figura 5 - Montagem de circuito paciente para teste em laboratório com analisador

Foto 1: Circuito montado para teste com Equipamento CPAP com fluxo de Oxigênio.

Foto 2: Montagem do circuito com analisador; Fonte de gases e etiqueta de


Calibração.

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4.4. ANÁLISE DE RESULTADOS

Os resultados mostram que o circuito atende ao proposto na produção de


CPAP com uso de circuito montado com recursos de baixo custo já disponíveis
na própria unidade e sem a utilização de equipamento com esta função. Foi
comprovada a possibilidade de implementar esta técnica com a montagem de
gerador de fluxo utilizando os fluxômetros e mistura enriquecida com O2 em
proporções variáveis, sem utilização de equipamentos eletromédicos de CPAP.
De acordo com as análises realizadas foi possível demonstrar que é possível
colocar filtro para captura de aerossóis em circuito de CPAP desde que
utilizada máscara de VNI; as resistências adicionadas ao circuito pelos filtros
não interferem significativamente nos parâmetros dos procedimentos
alcançando como resultado uma técnica com redução da contaminação
ambiente oferecendo condição segura para o ambiente e os trabalhadores.
A utilização das técnicas de PEEP, CPAP e BIPAP foram bem sucedidas, tanto
com a utilização de gerador de fluxo como quando realizada com a utilização
de equipamentos, permitindo seu uso como terapias alternativas à utilização
precoce de métodos de ventilação invasiva com intubação orotraqueal.
Esta técnica é possível de ser realizada mesmo com limitação de recursos,
desde que observados os cuidados para minimização de riscos na realização
dos procedimentos.
A proposta, com a inclusão de filtro HEPA no circuito expiratório do paciente,
foi aplicada sem problemas como no CPAP tradicional a pacientes COVID-19.
NOTA: as técnicas propostas pelo trabalho são amplamente utilizadas nas
unidades assistenciais de saúde, esta proposta é apenas uma substituição dos
elementos já utilizados. Assim, demonstrada a similaridade no desempenho em
testes de laboratório não há necessidade de realizar estudos clínicos para
validação, já que a técnica não foi alterada.

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5. PARTICIPANTES
Autor principal e idealizador
Alfredo Corniali – Engenheiro Biomédico e Mestre em Saúde Pública.
Líder do subprojeto de ventilação mecânica do Projeto de Produção
Alternativa de Insumos Estratégicos da SECTI-Bahia. Servidor da Diretoria
de Vigilância Sanitária/Secretaria da Saúde do Estado da Bahia.
Comitê Científico Consórcio Nordeste. Integrante de Subcomitê 3 –
Equipamentos hospitalares, ventiladores e alternativas, EPI e insumos,
recursos hospitalares, e de UTI.
Participantes nas discussões e validação dos setores de assistência à
saúde
 Ceuci Nunes – Médica Infectologista. Hospital Instituto Couto Maia;
 André Estrela – Médico Intensivista. Hospital Instituto Couto Maia;
 Verônica Rocha – Médica Infectologista da CCIH. Hospital Instituto
Couto Maia.
Participantes na montagem de circuitos de paciente e análise de função
 Laurisia Cunha – Fisioterapeuta. Hospital Instituto Couto Maia;
 Silvia Prisco – Fisioterapeuta. Hospital Instituto Couto Maia.
Participantes na análise técnica, validação e testes de desempenho
 Luís Percílio – Montagem de circuitos. Gerente de assistência técnica;
 Felipe Cardoso – Análise da lógica e avaliação. Engenheiro Clínico;
 Cézio Carneiro Jr – Análise Técnica e Validação laboratorial.
Engenheiro Biomédico. Engenharia Clínica. Hospital Ana Neri;
 Grinaldo Oliveira – doação de equipamento de CPAP com sugestão
de campanha arrecadação desse tipo de equipamento. Mestre em rede
de computadores;
 Mara Souza – Avaliação do conceito e revisão do trabalho. Eng.
Clínica e Dra. em Saúde Pública.
Instituto Couto Maia (ICOM)
O ICOM é a unidade de referência na Bahia para o tratamento dos
pacientes com corona vírus.
O ICOM é o maior e o mais moderno hospital especializado em doenças
infectocontagiosas do Brasil. O hospital está em processo de adaptação e
até a primeira quinzena de março terá 151 leitos sendo 90 de UTI.
Atualmente já conta com 40 leitos de terapia intensiva em funcionamento.

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SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação da Bahia (SECTI)


Responsável pelo projeto de Produção Alternativa de Insumos
Estratégicos. Integrante do Comitê Científico Consórcio Nordeste.

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6. CONCLUSÕES
A utilização de recursos disponíveis nas unidades assistências pode contribuir
significativamente para a realização de técnicas de apoio ao tratamento do
paciente com COVID-19.
Faz-se necessário identificar tratamentos alternativos desde que devidamente
provados que contribuam para retardar ou minimizar a necessidade e uso de
recursos de alta complexidade como ventiladores pulmonares de UTI.
É possível trabalhar com recursos de baixo custo disponíveis nas unidades
assistenciais mantendo procedimentos seguros e a utilização de EPIs
adequados.
Diante desta proposta, podem ser revisadas as restrições quanto às indicações
para a não utilização de CPAP, BiPAP e VNI, se considerada a possibilidade
de uso seguro com a implementação desta nova configuração de circuito
paciente.
A utilização de equipamentos de CPAP, BiPAP e ventiladores pulmonares de
VNI podem oferecer uma grande contribuição para o tratamento de pacientes
desde que devidamente configurados os circuitos de pacientes. Muitos
equipamentos deste tipo já se encontram disponíveis nas unidades
assistenciais e poderiam ser utilizados com esta configuração de circuito.

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7. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
AHMED, S. et al. Choosing the Proper Interface for Positive Airway
Pressure Therapy in Subjects With Acute Respiratory Failure. Respiratory
Care. Vol 63 No 2. February 2018. Acesso em 08 de abril de 2020. Disponível
em <http://rc.rcjournal.com/content/respcare/63/2/227.full.pdf>.

ANZICS. The Australian and New Zealand Intensive Care Society (ANZICS)
COVID-19 Guidelines. Version 1. 16 March 2020. Acesso em 12 de abril de
2020. Disponível em: <https://www.anzics.com.au/wp-
content/uploads/2020/03/ANZICS-COVID-19-Guidelines-Version-1.pdf>.

ASSOBRAFIR. Comunicação oficial Covid-19. Indicação e uso da


ventilação não-invasiva e da cânula nasal de alto fluxo, e orientações
sobre manejo da ventilação mecânica invasiva no tratamento da
insuficiência respiratória aguda na covid-19. Atualizado em 18 de março de
2020. São Paulo. Março de 2020. Disponível em: <https://assobrafir.com.br/wp-
content/uploads/2020/03/ASSOBRAFIR_COVID-19_VNI.pdf>.

ASSOBRAFIR. Comunicação oficial Covid-19. Posicionamento sobre a


proposta de uso de câmara/tenda/box para contenção de aerossóis
durante a aplicação de ventilação não-invasiva para o tratamento da
covid-19 em ambiente hospitalar. São Paulo. Abril de 2020. Disponível em:
<https://assobrafir.com.br/wp-content/uploads/2020/04/ASSOBRAFIR_COVID-
19_Tenda_2020.04.09.pdf>

BRASIL. MINISTERIO DA SAÚDE. Protocolo de Manejo Clínico para o Novo


Coronavírus (2019-nCoV). DF Brasília. 2020. Acesso em 09 de abril de 2020.
Disponível em: <www.saude.gov.br/bvs>.

CADAVID-RODRIGUEZ, M. C.; et al. Optimization of bubble column


performance for nanoparticle collection. Journal of Hazardous Materials.
Volume 271, abril 2014; pp. 24-32. Acesso em 20 de março de 2020.
Disponível em <http://dx.doi.org/10.1016/j.jhazmat.2014.01.040>.

GAZOLA, N. L. G. et al. Avaliação da resistência imposta pelos filtros


trocadores de calor e umidade às vias aéreas de pacientes com suporte
ventilatório mecânico. Journal Fisioterapia Brasil. Vol12, N° 5,
setembro/outubro de 2011. Pp. 353. Acesso em 10 de abril de 2020. Disponível
em:<https://portalatlanticaeditora.com.br/index.php/fisioterapiabrasil/article/view
/938>.
JARDIM, A. C. N. PEEP-válvula versus PEEP selo d’água: mecânica
ventilatória de ratos saudáveis. Dissertação de Mestrado .COPPE,
Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. 201. Acesso em 08 de

25
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abril de 2020. Disponível em


<http://www.peb.ufrj.br/teses/Tese0152_2011_11_30.pdf>.

MARCHEZIN, T. Uso oxigenioterapia em pediatria. Acesso em 10 de abril de


2020. Disponível em:<http://www.concursoefisioterapia.com/2015/12/uso-
oxigenioterapia-em-pediatria.html>.

ODA, S. et al. Work of breathing using different interfaces in spontaneous


positive pressure ventilation: helmet, face-mask, and endotracheal tube.
Journal Anesth. Vol. 30, pp. 653–662. Epub 2016 Apr 9. Acesso em 08 de abril
de 2020. Disponível em <https://link.springer.com/article/10.1007/s00540-016-
2168-3>.

THOMAS, P. et al. Physiotherapy management for COVID-19 in the acute


hospital setting. Recommendations to guide clinical practice. Version 1.0,
23 March 2020. Journal of physiotherapy- Australian Physiotherapy
Association. Elsevier. Acesso em 10 de abril de 2020. Disponível
em:<https://doi.org/10.1016/j.jphys.2020.03.011>.

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ANEXO 1 – CÁLCULO DO FLUXO


a) Cálculo de fluxo para realização de CPAP com gerador de fluxo, sem
utilização de equipamento de CPAP – MÉTODO COMPLETO.
De acordo com recomendações para manejo do paciente afetado por COVID-
19 (MS, 2020), são indicadas estratégias de baixo Volume Tidal (4-8ml/kg) e
utilização de pressões de platô até 30 cmH2O, o que visa reduzir riscos de
volutrauma. Com estes parâmetros pode se calcular o volume de gases
ofertado ao paciente para uma terapia conservadora.
O cálculo do fluxo de ar liberado ao paciente pelos fluxômetros em litros/minuto
pode ser calculado como o Volume Minuto do paciente.
Assim,

VOLUME TIDAL: (4 a 8 [ml/kg] de peso) * Peso estimado paciente [kg]


e
VOLUME MINUTO (VM): Volume Tidal [ml] * Frequência Respiratória [1/min]

----------------------------------------------------------------------------------------------
Exemplo:
Paciente jovem, robusto, estatura 1,90 m ~Peso estimado [100 kg], frequência
respiratória de 13 rpm

VOLUME TIDAL: (usamos 6 ml/kg) * Peso estimado= 6 ml/kg * 100 kg= 600 ml
E calculamos:
VOLUME MINUTO: 600 ml * 13rpm= 7.800 ml/min ~ 8 litros/min

Os Fluxômetros devem entregar Ar +O2 maior que 8 litros/minuto


(este cálculo serve para estimar o fluxo mínimo que deve ser entregue já que se
trata do volume de gás consumido pelo paciente)
-----------------------------------------------------------------------------------------------
NOTA: Se observa o sistema em funcionamento e o fluxo ajustado é muito
maior que o consumido pelo paciente haverá um extravasamento contínuo na
válvula de PEEP que pode ser reduzido nos ajustes dos fluxômetros. Se notar
que o paciente demanda volume maior que o entregue pelo fluxômetro, o fluxo
entregue ao paciente deverá ser aumentado até encontrar um ajuste que
resulte confortável para o paciente.

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Para o cálculo do fornecimento de mistura de gases ao paciente o cálculo


aproximado se desprende da fórmula

Fonte: Marchezin (2015)

Na prática profissional da assistência há uma regra de aplicação muito simples


que adota como base o fluxo total de 8 l/min, os cálculos podem ser extraídos
da tabela que segue:

Tabela 1 - Cálculo de concentração FiO2, fluxos para diversos fluxos de Ar e O2 totalizando 8 [l/min]

Oxigênio (l/min) Ar comprimido (l/min) Total FiO2


8 0 8 1,0
7 1 8 0,9
6 2 8 0,8
5 3 8 0,7
4 4 8 0,6
3 5 8 0,5
2 6 8 0,4
1 7 8 0,3
0 8 8 0,2

Fonte: Marchezin (2015)

De outra forma, seguindo os valores da tabela acima é possível obter valores


aproximados através de estimativas utilizando este método empírico
simplificado.

b) Cálculo de fluxo para realização de CPAP com gerador de fluxo, sem


utilização de equipamento de CPAP – MÉTODO SIMPLIFICADO:
Exemplo: Concentração de O2 desejada = 0,9;
Escolhe-se o primeiro algarismo de “0,9” à direita da vírgula, ou seja “9” ,
subtrai “ 2” e tem-se a quantidade de Litros de O2 que precisa para a mistura,
ou seja “ 7 litros”, o restante para alcançar 8 litros, ou seja “ 1litro” é de ar
comprimido.

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Assim, apresentamos um exemplo:

Fluxo total = 8 l/min


Concentração FiO2 = 0,9
Então O2 l/min = ( 9 -2 ) = 7 l/min
E então Ar l/min = (8 -7 ) = 1 l/min

Desta forma temos uma regra prática para a estimativa da FiO2 na mistura de
8 l/min. Com este valor de referência é possível estimar valores proporcionais
para fluxos menores ou maiores de acordo com a relação do cálculo
simplificado.

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ANEXO 2 – DETALHAMENTO DOS RESULTADOS


OBTIDOS NOS ENSAIOS EM CAMPO

1 - O objetivo é validar o método de CPAP utilizando gerador de fluxo.


Para facilitar os cálculos e as medições foi determinado que seria selecionado:
- Volume Minuto para o paciente de aproximadamente 10 l/min.
- Fluxo de gases nos fluxômetros de 10 l/min

A) Avaliação das misturas de gases para diferentes combinações de fluxos de


Ar e O2 para um total de 10 l/min verificando a manutenção da pressão de
PEEP na entrega ao paciente.

Tabela 2 - Fração de concentração de O2 para fluxo de 10 l/min e pressão de 20 cmH20

TOTAL l/min AR l/min OXIGÊNIO l/min FiO2 Calculado FiO2 medida


10 8 2 36,8 % 41%
10 6 4 52,6 % 57%
10 5 5 60,5% 63%
10 4 6 68,4 % 73%
10 2 8 84,2 % 91%

B) Teste de desempenho do sistema CPAP com gerador de fluxo para


diferentes pressões de PEEP
Foram realizadas medidas de PEEP, Pressão de Pico inspiratório e Valores de
fluxo. Com estes parâmetros visamos avaliar o comportamento do sistema na
proteção das vias aéreas e o trabalho respiratório

Tabela 3 - Valores para diferentes ajustes de PEEP

Pressão PEEP Ajustado na válvula PEEP média PPico INS FLUXO MAX
 5 cmH2O 4,4 5,4 20,4
 10 cmH2O 9,6 11,3 15,4
 15 cmH2O 14,4 16,2 12,8
 20 cmH2O 19,6 20,4 10,3

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2 – Avaliação do método com a utilização do equipamento de CPAP e


complementação de O2.

Tabela 4 - Valores indicados pelo Analisador de Ventilador pulmonar

Pressão PEEP Ajustado PEEP média PPico INS FLUXO MAX


10 cmH2O 9,6 10,3 23,8

A válvula de PEEP foi ajusta no valor de 10 cmH2O para coincidir com o valor
de set do equipamento.
Utilizamos o equipamento CPAP marca ResmedS6 ligthweigth II.
Salientando que foi verificado um extravasamento na válvula de PEEP, que
indica que tem fluxo de ar excedente no circuito. O equipamento oferece
pressão contínua no valor fixo de 10 cmH20.
O fluxo é fornecido de forma contínua pelo aparelho limitado na pressão de 10
l/min. Mesmo com variações na entrega de fluxo de O2 não se evidenciam
variações significativas da pressão que é regulada internamente pelo
equipamento.

3 – Avaliação do método com a utilização do equipamento de BiPAP e


complementação de O2.
Foi realizada a montagem do circuito com o equipamento de BiPAP ajustado
para as pressões de 10 cmH2O no nível inferior e 20 no nível superior cmH2O.
Equipamento utilizado foi o BiPAP marca Philips modelo Respironics A30.
As medições foram realizadas mantendo o circuito da mesma forma que no
ensaio anterior com a PEEP ajustada em 10cmH2O. O comportamento do
sistema é similar ao sistema com CPAP.
Salienta-se a diferença nos valores de fluxos que são mais moderados que no
outro equipamento, produto dos monitoramento mais avançados neste
equipamento.

Tabela 5 - Valores indicados diretamente pelo Analisador de Ventilador Pulmonar

Pressão PEEP Ajustado PEEP média PPico INS FLUXO MAX


 10 cmH2O 10,1 11,5 17,1
 20 cmH2O 11,6 18,2 15,4

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ANEXO 3 – PROPOSTA DE SUBSTITUIÇÃO DE


ELEMENTOS TECNOLÓGICOS POR RECURSOS
TÉCNICOS ALTERNATIVOS CONSIDERADOS
ARTESANAIS NA METODOLOGIA
Em situações de grande emergência é possível que a unidade de saúde não
disponha de todos as peças necessárias à implementação da metodologia
acima descrita, ainda assim é possível a adaptação desse método com
substituição de algumas peças.
Diante da necessidade de garantir recursos técnicos que possam ser utilizados
amplamente, principalmente em locais onde há carência de recursos
tecnológicos se propõe a utilização de alguns métodos que podem auxiliar na
realização da técnica de ventilação proposta.
Importante salientar que a substituição de elementos tecnológicos por arranjos
artesanais acarreta alto grau de risco, expondo tanto a segurança do paciente
quanto a dos trabalhadores.
De qualquer forma é importante sinalizar que estes métodos não são soluções
recomendadas, apenas técnicas paliativas que permitem se aproximar a
melhores resultados que sem a sua utilização.
Substituição da válvula PEEP: esta válvula pode ser substituída por método
de EPAP em selo d'água, muito utilizado em unidades assistenciais
antigamente. Este método é descrito em vasta bibliografia, e o uso desse
dispositivo consta nos registros desde os anos 1930. Apesar de oferecer uma
variação devido a geração de bolhas, a altura da coluna de água representa
aproximadamente o valor de Pressão Positivo ao final da Expiração.
O método consiste em realizar a imersão da extremidade final do circuito
paciente em um recipiente com água a uma profundidade desejada do valor de
EPAP. A mangueira de saída deve ser de um diâmetro maior que 8 mm de
forma a permitir um fluxo livre razoável que não gere muita resistência ao fluxo
de ar (JARDIM, 2011).

P hidrostática = ρágua * g * h

onde P hidrostática é a pressão hidrostática; ρ água é a densidade da água; g


é a aceleração da gravidade; h é a altura da coluna de água.

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Figura 6 - Diagrama de montagem do EPAP com selo d’água

Fonte: Jardim (2014)

Substituição do filtro HEPA: quando não houver a possibilidade de utilizar um


filtro de aerossóis do tipo HEPA, no método de substituição de PEEP por selo
d´água, uma das indicações é o borbulhamento em solução com surfactante.
Neste caso seria possível utilizar no frasco uma solução desinfetante efetiva
para eliminação de COVID-19 que promova a eliminação do vírus presente nas
bolhas.
Uma das possibilidades é que esse líquido de borbulhamento possua
propriedades de surfactante, reduzindo o tamanho das bolhas, aumentando a
eficácia do processo de descontaminação do ar em borbulhamento (CADAVID-
RODRIGUEZ, 2014).
Outra possibilidade é a exaustão mecânica do ar deste recipiente de
borbulhamento para o ambiente externo através da rede de vácuo, sem permitir
que este seja espalhado pela sala, assim, poderia ser conectada uma
mangueira do sistema de vácuo na parte superior do recipiente, de forma que o
ar exalado pelo paciente que atravessou o líquido desinfetante seja retirado do
frasco pelo sistema de vácuo do hospital. (importante mencionar que o frasco
não pode ser fechado para evitar a geração de pressão negativa dentro do
frasco, levando a anulação da técnica ou podendo causar colapso pulmonar).

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ANEXO 4 – RELAÇÃO DE MATERIAIS E PREÇOS PARA


MONTAGEM DO CIRCUITO DA TÉCNICA
A tabela abaixo apresenta uma estimativa de preços que foi realizada através
de pesquisa da internet, considerando materiais similares aos utilizados neste
trabalho.
Os preços podem variar de acordo com a forma de compra, e certamente a
unidade hospitalar consegue comprar a preços menores que os aqui referidos.

Tabela 6 - Valores dos materiais que compõem o circuito de CPAP sem equipamento

MATERIAL Quantidade Custo/um Custo*


Filtro HME-F 1 R$ 17,90 R$ 17,90
Kit EPAP 1 R$ 279,00 R$ 279,00
_01 Máscara Facial tamanho Média (Adulto);
_01 Fixador de Máscara Facial em silicone;
_01 Válvula PEEP ajustável (de 5 a 20 cmH2O);
_01 Conector Adaptador de Máscara;
_01 Conector em T universal (22mm)
_01 traqueia (22 mm x 20 cm)

Traqueia (22mm x 120 cm) 1 R$ 89,90 R$ 89,90


Tubo T com válvula unidirecional para kit EPAP 1 R$ 129,90 R$ 129,90
TEE 90G rosqueável 1/2 branco 1 R$ 3,00 R$ 3,00
Conector rosca 1/2 espiga 1/4 bronze 2 R$ 17,00 R$ 34,00
Conector rosca 1/2 espiga 3/4 bronze 1 R$ 22,00 R$ 22,00
Extensão mangueira de ar 1 R$ 13,50 R$ 13,50
Extensão mangueira de O2 1 R$ 13,50 R$ 13,50
Bico para saída fluxômetro para O2 1 R$ 14,99 R$ 14,99
Bico para saída fluxômetro para Ar 1 R$ 14,99 R$ 14,99
Fluxômetro de O2 1 R$ 58,00 R$ 58,00
Fluxômetro de Ar 1 R$ 58,00 R$ 58,00
TOTAL R$ 730,78
Equipamento de CPAP/BiPAP 0 R$ 0,00

*Os valores refletem pesquisa realizada pela internet na semana de 12 a 19 de abril de 2020.
Não estão incluídos descontos nem valores de frete.

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Tabela 6 - Valores dos materiais que compõem o circuito de CPAP com equipamento

MATERIAL Quantidade Custo/um Custo*


Filtro HME-F 1 R$ 17,90 R$ 17,90
Kit EPAP 1 R$ 279,00 R$ 279,00
_01 Máscara Facial tamanho Média (Adulto);
_01 Fixador de Máscara Facial em silicone;
_01 Válvula PEEP ajustável (de 5 a 20 cmH2O);
_01 Conector Adaptador de Máscara;
_01 Conector em T universal (22mm)
_01 traqueia (22 mm x 20 cm)

Traqueia (22mm x 120 cm) 1 R$ 89,90 R$ 89,90


Tubo T com válvula unidirecional para kit EPAP 0 R$ 129,90 R$ 0,00
TEE 90G rosqueável 1/2 branco 1 R$ 3,00 R$ 3,00
Conector rosca 1/2 espiga 1/4 bronze 1 R$ 17,00 R$ 17,00
Conector rosca 1/2 espiga 3/4 bronze 2 R$ 22,00 R$ 44,00
Extensão mangueira de ar 1 R$ 13,50 R$ 0,00
Extensão mangueira de O2 1 R$ 13,50 R$ 13,50
Bico para saída fluxômetro para O2 1 R$ 14,99 R$ 14,99
Bico para saída fluxômetro para Ar 0 R$ 14,99 R$ 0,00
Fluxômetro de O2 1 R$ 58,00 R$ 58,00
Fluxômetro de Ar 0 R$ 58,00 R$ 0,00
TOTAL R$ 537,29
Equipamento de CPAP/BiPAP 1 Depende do equipamento

*Os valores refletem pesquisa realizada pela internet na semana de 12 a 19 de abril de 2020.
Não estão incluídos descontos nem valores de frete.

Importante salientar que a maioria dos elementos aqui elencados são de uso
comum da unidade de saúde e podem estas facilmente acessíveis.

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