Você está na página 1de 66

CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS

P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

Custeio, tratamento contábil e custos indiretos de fabricação. Critérios


de rateio. Custos por ordem e custos por processo. Custeio da
produção conjunta. Co-produtos, subprodutos e sucatas: conceito,
cálculo e tratamento contábil.

Conteúdo

3 Custos para Avaliação de Estoques – Parte II ........................................................... 2


3.1 Custos Indiretos de Fabricação ................................................................................ 2
3.2 Taxa de Aplicação dos CIF ......................................................................................... 3
3.3 Custo por Ordem e Custo por Processo ............................................................... 5
3.4 Perdas de Materiais .................................................................................................... 10
3.5 Subprodutos e Sucatas ............................................................................................. 10
3.6 Produção Conjunta e Coprodutos ......................................................................... 11
3.7 Resumo............................................................................................................................ 14
3.8 Exercícios de Fixação ................................................................................................. 16
3.9 Gabarito .......................................................................................................................... 29
3.10 Resolução dos Exercícios de Fixação ............................................................... 30

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 1


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
3 Custos para Avaliação de Estoques – Parte II

3.1 Custos Indiretos de Fabricação

Aprendemos nas aulas anteriores que os gastos na produção não são


considerados despesas e sim custos. Todos os gastos incorridos na produção
que não possam ser enquadrados como gastos com Material Direto (MD) ou
Mão de Obra Direta (MOD) são denominados Custos Gerais de Fabricação
(CGF) ou Custos Gerais de Produção (CGP).

Há determinados tipos de CGF que são Diretos (porque são diretamente


atribuíveis a um produto ou linha de produção), como, por exemplo, a
energia elétrica, pois a empresa pode verificar, por meio dos medidores de
consumo de energia instalados na planta industrial, o quanto foi consumido por
cada produto em um determinado período.

Por outro lado, há outros CGF que não são diretos, mas sim Indiretos, e que,
portanto, necessitam de critérios de rateio para suas alocações a cada um
dos produtos. Exemplos: material indireto, seguro da fábrica, aluguel da
fábrica, depreciação de uma máquina que fabrica mais de um produto, etc.

Nem sempre o rateio dos Custos Indiretos de Fabricação (CIF) é feito


diretamente aos produtos. Os exemplos da aula passada permitiram que
fizéssemos um quadro comparativo dos CIF com e sem Departamentalização.
A Tabela com o quadro comparativo sugeriu que a Departamentalização
propicia uma determinação mais precisa dos custos, uma vez que o
critério de rateio dos CIF fica menos arbitrário. Neste contexto, os CIF são
primeiramente alocados aos Departamentos e somente depois
atribuídos aos produtos.

O esquema básico da Contabilidade de Custos com


Departamentalização é o seguinte:

1o passo: separação entre custos e despesas.


2o passo: apropriação dos custos diretos aos produtos.
3o passo: apropriação dos custos indiretos que pertencem, visivelmente,
aos Departamentos, agrupando, à parte, os comuns.
4o passo: rateio dos custos indiretos comuns aos diversos
Departamentos, quer de Produção, quer de Serviços.
5o passo: escolha da sequência de rateio dos custos acumulados nos
Departamentos de Serviços e sua distribuição aos demais
Departamentos.

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 2


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
6o passo: atribuição dos custos indiretos que agora só estão nos
Departamentos de Produção aos produtos, segundo critérios
fixados.

3.2 Taxa de Aplicação dos CIF

Até aqui discutimos como apropriar (alocar) os CIF aos produtos, mas sempre
considerando conhecidos os custos e a produção realizada no período. Mas isso
só será possível após o encerramento do período. Entretanto, é comum, na
prática, o caso em que a empresa apura o custo de cada produto à medida que
vai sendo fabricado.

Observe-se que alguns CIF não ocorrem de maneira homogênea durante o


ano. Por exemplo, é normal as empresas efetuarem procedimentos de
manutenção preventiva em certas épocas do ano, como no recesso de fim de
ano ou no carnaval. Também há épocas em que são concedidas férias
coletivas, e nesses casos há a necessidade de distribuir esses custos à
produção toda do ano.

A predeterminação dos CIF consiste na estimativa ou previsão


de qual será o valor dos custos indiretos num determinado período de
produção e na utilização deste gasto estimado a priori na apuração do
custo da produção, em vez do gasto real.

A previsão dos CIF do período obedece os seguintes passos:

1) estimativa do volume de produção do período;


2) estimativa dos CIF variáveis, a partir da projeção do volume de
produção;
3) estimativa dos CIF fixos;
4) cálculo de uma Taxa de Aplicação ou Taxa Predeterminada dos
CIF para aplicação à produção.

Exemplo. O Gerente de Produção das Indústrias ABL S/A propôs as seguintes


projeções para o exercício de 2011:

• Horas-Máquina (HMaq) anual: 250 mil;


• Homem-Hora: R$ 25,00;
• CIF: R$ 4.000 mil

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 3


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
As Indústrias ABL aplicam os CIF com base nas Horas-Máquina. Sendo assim,
a Taxa de Aplicação dos CIF em 2011 será de

R$ 4.000.000/250.000 = R$ 16,00/HMaq.

Exemplos (ICMS–SP/FCC/2006/Adaptada) Instruções: Considere as


informações abaixo para responder às próximas duas questões.

No mês de janeiro de 2006, dos relatórios de produção da Cia. Albion foram


extraídas as seguintes informações:

I. Valor dos inventários de início e final do mês (valores em R$):

Itens Saldo Inicial Saldo Final


Unidades acabadas 125.000 117.000
Unidades em processo 235.000 251.000
Matéria-prima 134.000 124.000

II. Movimentos ocorridos no período (valores em R$):

Itens Saldo Inicial


Compra de matéria-prima 191.000
Mão de obra direta utilizada 300.000
Custos indiretos de fabricação ocorridos 175.000

III. Informações adicionais:

A empresa aplica custos indiretos de fabricação a uma taxa de 60% da mão de


obra direta. Os excessos ou sub-aplicação dos CIF serão apropriados no final
do exercício.

Custos primários no mês:

(A) 501.000
(B) 499.000
(C) 489.000
(D) 201.000
(E) 199.000

Resolução

Matéria-Prima – Saldo Inicial 134.000


(+) Compras de Matéria-Prima 191.000
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 4
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
(-) Matéria-Prima – Saldo Final (124.000)
Material Direto 201.000
(+) Mão de obra Direta 300.000
Custo Primário 501.000

GABARITO: A

Total de custos de produção no mês de janeiro:

(A) 743.000
(B) 681.000
(C) 673.000
(D) 665.000
(E) 501.000

Resolução

Custo Primário 501.000


(+) Custos Indiretos de Fabricação 180.000 (= 60% x300.000)
Custo de Produção 681.000

Observe que utilizamos uma estimativa dos CIF com base na aplicação de
uma taxa de 60% sobre a MOD. Os excessos ou sub-aplicação dos CIF
serão apropriados ao final do exercício, conforme especificado pelo enunciado.

GABARITO: B

3.3 Custo por Ordem e Custo por Processo

A distinção entre o custeamento por ordem e o por processo está


relacionada com o tipo de atividade produtiva exercida pela empresa:
Produção por Ordem ou Produção Contínua.

Os CIF podem ser rateados, em ambos os sistemas de produção mencionados


acima, com ou sem a Departamentalização, embora sempre seja tecnicamente
mais correta a primeira opção.

Os dois sistemas de produção podem usar taxas predeterminadas de aplicação


dos CIF.

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 5


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

Produção por Ordem

A produção por ordem ocorre quando a empresa programa a


sua atividade produtiva a partir de encomendas específicas de cada
cliente. É o caso, por exemplo, da indústria naval, em que cada pedido é
único.

Nesse tipo de produção, os custos são acumulados numa conta específica para
cada ordem de produção. Esta conta só pára de receber custos quando a
ordem estiver finalizada. Se um exercício terminar e o produto estiver ainda
sendo fabricado, o saldo da conta será totalmente classificado como Produtos
em Elaboração. Uma vez pronto, o saldo da conta relativa à ordem de
produção será transferido para Produtos Acabados ou Custo do Produto
Vendido (CPV) , conforme já tenha sido realizada ou não a venda.

Produção Contínua

Ocorre quando a empresa faz a produção em série (ou em


massa) de um produto ou linha de produtos.

A empresa produz para estoque e não para atender encomendas específicas de


clientes. Exemplos: indústrias têxtil, de aço e de produtos farmacêuticos.

No Custeamento por Processo, que é aplicado a empresas de produção


contínua, os custos são acumulados em conta representativas dos produtos ou
linha de produtos. Como a produção é contínua, as contas de custos nunca são
encerradas, havendo, portanto, um fluxo contínuo de Produtos em Elaboração,
Produtos Acabados e Produtos Vendidos.

Exemplo. A Cia. ABL, fabricante do remédio “Vinagra”, apresentou os


seguintes dados de produção ao final do mês de junho (*):

• EIPA = EIPE = 0;
• CPP (R$ 400 mil):
- MD = R$ 40 mil;
- MOD = R$ 160 mil;
- CIF rateado = R$ 200 mil;
• Da produção do mês, 75% foi acabada: R$ 300 mil;
• Foram vendidos 90% dos Produtos Acabados: R$ 270 mil.

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 6


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
(*) Abreviaturas usadas:

• EIPA Estoque Inicial de Produtos Acabados


• EIPE Estoque Inicial de Produtos em Elaboração
• CPP Custo da Produção do Período
• MD Materiais Diretos
• MOD Mão-de-Obra Direta

Seguem-se os razonetes.

Produtos em Elaboração – Vinagra


EI = 0 CPA = R$ 300.000,00
CPP = R$ 400.000,00
R$ 100.000,00

Produtos Acabados – Vinagra


EI = 0 CPV = R$ 270.000,00
CPA = R$ 300.000,00
R$ 30.000,00

CPV
R$ 270.000,00

Custeio por Processo e Produção Equivalente

O conceito de Produção Equivalente ou Equivalente de Produção é


utilizado quando a produção é contínua e, ao final do período a indústria
apresenta estoques de produtos acabados e produtos em elaboração.

No exemplo anterior, suponha que a Cia. ABL tenha iniciado a produção de


1.000 unidades de “Vinagra” num determinado mês, e que, ao final deste, 700
unidades estão acabadas e 300 estão 50% produzidas. Neste caso, como
determinamos o custo das 700 unidades acabadas? Por qual valor creditamos
Produtos em Elaboração com o correspondente débito em Produtos
Acabados ?

A solução consiste em determinar o nível equivalente de produção dos


produtos em elaboração para a partir daí estimar o custo médio dos
produtos acabados. Portanto, se 300 unidades estão acabadas pela metade,
elas são equivalentes a 150 unidades acabadas. Então, no mês em
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 7
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
consideração, foram produzidas 700 unidades acabadas e 300 semiacabadas,
que equivalem a 150 acabadas, totalizando 850 unidades acabadas. Neste
caso, o Custo Médio (CM) seria dado por

(1) CM = CPP/EP

em que EP é o Equivalente de Produção do período e CPP denota o Custo


da Produção do Período.

Exemplo. Suponha que a empresa J4M2 possua custos indiretos e diretos no


período no total de R$ 100.000,00. Além disso, no período foram iniciadas e
finalizadas 40.000 unidades e outras 20.000 foram iniciadas, mas estão no
meio do processo de fabricação (50%).

(I) Determinação do Equivalente de Produção:


Produtos Acabados: 40.000
Produtos em Elaboração: $20.000 x 50% processados
Equivalente de Produção do Período: 50.000 unidades

(II) Cálculo do custo médio por unidade acabada:

CM = 100.000/50.000 unid. = R$ 2,00/unid

(III) Atribuição dos custos:

Produtos Acabados = 40.000 x R$ 2,00 = R$ 80.000,00


Produtos em Elaboração = 20.000 x R$ 2,00 x 50% = R$ 20.000
Total do Custo = 100.000

O Equivalente de Produção é um artifício para se poder calcular


o custo médio por unidade quando existem Produtos em Elaboração nos finais
de cada período; significa o número de unidades que seriam totalmente
iniciadas e acabadas se todo um certo custo fosse aplicado só a elas, em vez
de ter sido usado para começar e terminar umas e apenas elaborar
parcialmente outras.

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 8


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

Produção Equivalente com Diferentes Graus de Acabamento em


Relação aos Componentes de Custo

Seja, por exemplo, o caso de um Laboratório Farmacêutico que, em um


determinado período do ano, tenha iniciado a produção de um lote de 1.000
unidades de um dado remédio. Suponha que 600 unidades do lote foram
acabadas ao final do período e que as unidades restantes não acabadas (400
unidades) já receberam totalmente a aplicação de MD, estejam 30%
terminadas em relação a MOD e 50% acabadas em relação aos CIF.

Nesse caso, o Equivalente de Produção será diferente para cada item do


CPP (*), conforme discriminado abaixo:

a) MD:

As unidades prontas e as em processo já receberam totalmente a aplicação


dos MD. Portanto, todas as 1.000 unidades iniciadas são consideradas 100%
acabadas em relação a MD e EPMD = 1.000.

b) MOD:

EPMOD = 600 unid. acabadas + 400 unid. 30% acabadas = 600 + (400 x 30%)
= 720.

c) CIF:

EPCIF = 600 unid. acabadas + 400 unid. 50% acabadas = 600 + (400 x 50%)
= 800.

Suponhamos que os custos em R$ no período estejam distribuídos da seguinte


forma: os custos de MD foram R$ 90.000,00, os custos de MOD foram R$
40.000,00 e os CIF foram R$ 70.000,00. Então o custo médio por item do CPP
será determinado dividindo-se o custo de cada item pelo seu respectivo EP e o
custo médio total será a somatória dos custos médios dos itens (vide Tabela
abaixo).

ITEM DO CUSTO CUSTO MÉDIO DO ITEM


MD R$ 90.000,00/1.000 = R$ 90,00
MOD R$ 40.000,00/720 = R$ 55,55
CIF R$ 70.000,00/800 = R$ 87,50
Custo Médio Total R$ 233,05

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 9


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
(*) CPP = MD + MOD + CIF

Materiais Diretos

3.4 Perdas de Materiais

Durante o processo de produção ocorrem Perdas Normais e, ainda que


eventualmente, também podem ocorrer Perdas Anormais.

A Perda Normal (ou Produtiva) decorre do processo normal de


produção, sendo contabilizada como custo. Representa um gasto normal e
conhecido, inerente à fabricação, mas que, de fato, não se agrega ao produto,
muito embora seja computado como parte do custo. Considere, por exemplo,
as sobras dos cortes de tecidos utilizados numa indústria de roupas. Todo o
valor do tecido usado na produção, inclusive o das sobras, é computado como
custo de matéria-prima. Numa planta industrial, essas perdas também são
causadas por tratamento térmico, reações químicas, evaporação, etc.

A Perda Anormal (ou Improdutiva) ocorre de forma involuntária


e aleatória. Matérias-primas roubadas, danificações extraordinárias em
estoques de materiais diretos (MD) por incêndio ou alagamento, perda de MD
por falha anormal de máquina são exemplos de perdas anormais. Esse tipo de
perda representa uma redução do patrimônio por fatores alheios à vontade da
empresa. Não podemos confundir a perda anormal com despesa, que é um
sacrifício patrimonial intencional. As perdas anormais não integram o
custo da produção e são tratadas como Perdas do Período, sendo
apropriadas diretamente ao Resultado, sem se incorporarem aos produtos.

3.5 Subprodutos e Sucatas

Normalmente, alguns materiais não aproveitados pela produção (aparas,


limalhas, serragem etc.) são vendidos pela empresa.

Os subprodutos correspondem aos itens que nascem de forma


normal durante a produção e que possuem um mercado de venda
relativamente estável. Não obstante, representam uma porção não
significativa (ínfima) do faturamento total da empresa. É por isso que
não atribuímos custos de produção aos subprodutos. Por exemplo, não
faz sentido custearmos limalhas, aparas, serragem etc.

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 10


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
Usualmente, considera-se a receita originada da venda dos subprodutos
como redução do custo de produção da empresa. Portanto, o valor da
venda dos subprodutos não é registrado como receita. Os subprodutos
são avaliados, contabilmente, pelo valor líquido de realização.

Os itens que se originam de desperdícios no processo produtivo (subprodutos)


passam a ser tratados como sucatas na ocorrência de pelo menos um dos
fatores:

• não ocorrência da mencionada estabilidade para a sua


comercialização;
• existência apenas eventual de compradores;
• flutuação ou até mesmo inexistência do preço de venda.

Sucatas são itens cuja venda é esporádica, por valor não


previsível na data em que surgem na produção. Não recebem custos e
também não têm sua receita considerada como diminuição dos custos
da produção. Não aparecem como estoques na Contabilidade. Quando ocorrer
sua venda, têm sua receita considerada como Outras Receitas
Operacionais.

3.6 Produção Conjunta e Coprodutos

Em várias empresas de Produção Contínua aparece o fenômeno da


Produção Conjunta, que é o aparecimento de diversos produtos a partir,
normalmente, da mesma matéria-prima. Por exemplo, nas refinarias, o
petróleo é submetido a uma destilação fracionada, sendo o resultado desse
processo separado em grupos (benzina, nafta, gasolina, querosene, óleo
lubrificante, óleo combustível e resíduos (*), dentre outros). Os produtos
conjuntos originários da destilação fracionada do petróleo são normalmente
classificados como coprodutos ou subprodutos, conforme a importância que
suas vendas tenham para a empresa industrial (veremos a distinção mais a
frente).

(*) Coque, asfalto, alcatrão, breu, ceras, além de ser material inicial para
fabricação de outros produtos.

Outro exemplo é o Frigorífico, cuja atividade consiste em abater o boi


comprado dos pecuaristas, cortá-lo seguindo as diferentes espécies de corte
(filé mignon, alcatra, picanha, contra-filé, coxão mole, etc.) e armazenar as
peças resultantes em câmaras frigoríficas até sua venda para o comércio. Os
diferentes tipos de carne que são obtidos nos frigoríficos são exemplos de
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 11
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
Coprodutos. Os Coprodutos são os produtos principais de uma empresa
industrial. São eles que respondem pelo faturamento da empresa. Por outro
lado, no frigorífico, os subprodutos seriam os ossos, os chifres e o casco do
boi, pois estes produtos respondem por uma parcela ínfima do volume total
de vendas. Observe que só são atribuídos custos aos Coprodutos.

Note que, no caso em que há Produção Conjunta, há uma série de custos que
não são facilmente atribuíveis aos produtos resultantes.

No item anterior, abordamos os conceitos de Sucata e Subproduto e seus


respectivos tratamentos contábeis. Podemos estender o conceito de Sucatas
(ou resíduos ou sobras), definindo-as como aqueles produtos que emergem
da produção conjunta ou não que, em estado normal ou com defeitos
ou estragos, não têm mercado garantido de comercialização e sua
venda, portanto, é bastante incerta, não se podendo estabelecer, a priori, se
ela ocorrerá ou não.

Apropriação dos Custos Conjuntos aos Coprodutos

Comprado o boi por um preço, por exemplo de R$ 40,00 por arroba (15 kg),
como podemos atribuir esse custo a cada tipo de coproduto? Quanto é o custo
por quilo de filé mignon, de alcatra, de picanha, etc.? Adquirido o petróleo,
como ratear o seu custo mais o do processamento para cada coproduto?

Esse é um problema mais difícil de ser resolvido do que o da apropriação dos


CIF aos diversos produtos elaborados. Quaisquer que sejam os critérios de
alocação, pode-se sempre dizer que são muito mais arbitrários do que aqueles
vistos para o rateio dos CIF. E neste rateio dos Custos Conjuntos entram até
os custos diretos (matéria-prima e mão-de-obra direta, principalmente).

Os principais critérios de apropriação dos custos conjuntos são os seguintes:

• Método do valor de mercado;


• Método dos volumes produzidos;
• Método da igualdade do lucro bruto e
• Método das ponderações.

Veremos a seguir um exemplo sobre o método do valor de mercado, que é


o mais importante para a prova.

Exemplo. A empresa J4M2 S.A. triturou 1.000 toneladas de trigo em


dezembro de 2010. Foram produzidas 400 toneladas de farinha A, 300
toneladas de farinha B e 200 toneladas de farinha C. O preço pago aos
produtores foi de R$ 1,00 por kg. Houve uma perda de 10% de matéria-prima
no processo produtivo. Determine o custo total que deve ser atribuído a cada
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 12
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
um dos produtos pelo método do valor de mercado.

Informações adicionais:
• os custos conjuntos do mês foram de R$ 300.000,00, além da matéria
prima;
• o preço de venda de cada produto por kg, em reais, é o seguinte:
- farinha A 1,00
- farinha B 1,20
- farinha C 1,40

Nota: 1 tonelada = 1.000 kg = 103 kg.

Matéria-prima (*) R$1,00 x 1.000x103 = R$ 1.000x103


Custos Conjuntos R$ 300x103
Custos Conjuntos Totais R$ 1.300x103

(*) como a perda de matéria-prima é normal (decorre do processo de


produção), deve ser contabilizada como custo da produção conjunta.

Valor de Venda Quantidade Valor de Venda


(R$) Produzida Total (R$)
Farinha A 1,00/kg 400x103 400x103
Farinha B 1,20/kg 300x103 360x103
Farinha C 1,40/kg 200x103 280x103
Total 900x103 1.040x103

O rateio dos R$ 1.300.000,00 de custos conjuntos deve ser efetuado


proporcionalmente à participação de cada co-produto na receita:

A (400x103/1.040x103)x1.300x103= 500.000
B (360x103/1.040x103)x1.300x103= 450.000
C (280x103/1.040x103)x1.300x103= 350.000
1.300x103

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 13


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

3.7 Resumo

⇒ A predeterminação dos CIF consiste na estimativa ou previsão de qual será


o valor dos custos indiretos num determinado período de produção e na
utilização deste gasto estimado a priori na apuração do custo da produção, em
vez do gasto real.

⇒ O Equivalente de Produção é um artifício para se poder calcular o custo


médio por unidade quando existem Produtos em Elaboração nos finais de cada
período; significa o número de unidades que seriam totalmente iniciadas e
acabadas se todo um certo custo fosse aplicado só a elas, em vez de ter sido
usado para começar e terminar umas e apenas elaborar parcialmente outras.

⇒ Custo Médio do Período = Custo da Produção do Período/Equivalente de


Produção

⇒ A perda normal decorre do processo normal de produção, sendo


contabilizada como custo.

⇒ A perda anormal ocorre de forma involuntária e aleatória. Essas perdas não


integram o custo da produção e são tratadas como Perdas do Período, sendo
apropriadas diretamente ao Resultado, sem se incorporarem aos produtos.

⇒ Os subprodutos correspondem aos itens que nascem de forma normal


durante a produção e que possuem um mercado de venda relativamente
estável. Representam uma porção não significativa (ínfima) do faturamento
total da empresa. É por isso que não atribuímos custos de produção aos
subprodutos. Por exemplo, não faz sentido custearmos limalhas, aparas,
serragem etc.

⇒ A receita originada da venda dos subprodutos é contabilizada como redução


do custo de produção da empresa. Portanto, o valor da venda dos subprodutos
não é registrado como receita. Os subprodutos são avaliados pelo valor líquido
de realização.

⇒ Sucatas são itens cuja venda é esporádica, por valor não previsível na data
em que surgem na produção. Não recebem custos e também não têm sua
receita considerada como diminuição dos custos da produção. Não aparecem
como estoques na Contabilidade. Quando ocorrer sua venda, têm sua receita
considerada como Outras Receitas Operacionais.

⇒ A Produção Conjunta consiste no aparecimento de diversos produtos a


partir, normalmente, da mesma matéria-prima. Os produtos conjuntos podem
ser coprodutos ou subprodutos.
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 14
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

⇒ Os Coprodutos são os produtos principais de uma empresa industrial. São


eles que respondem pelo faturamento da empresa. Só são atribuídos custos
aos Coprodutos.

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 15


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

3.8 Exercícios de Fixação

1. (Liquigás Distribuidora S.A./INEC/2007) Os itens de Produção que


nascem de forma normal durante o processo produtivo, porém não possuem
mercado definido e cuja venda é aleatória são denominados(as)

(A) perdas produtivas.


(B) subprodutos.
(C) sucatas.
(D) co-produtos.
(E) perdas improdutivas.

2. (Liquigás Distribuidora S.A./INEC/2007) O Princípio da Competência


engendra qual sistema de custos nas indústrias?

(A) Custeio do Lote de Produção.


(B) Custeio por Linha de Produção.
(C) Custeio Estimado de Produção.
(D) Custeio por Absorção.
(E) Custeio Padrão de Produção.

3. (Contador(a) Júnior Petrobrás/Cesgranrio/2010) A Cooperativa


Tirolesa S.A. triturou 1.000 toneladas de trigo em março de 2.009. Nesse
processo ocorreu uma perda de 5% na matéria-prima, gerando uma produção
de 300 toneladas de farinha W, 250 toneladas de farinha x, 200 toneladas de
farinha Y e 200 toneladas de farinha Z, sendo que o preço pago aos produtores
foi, em média, de R$ 2,00 por kg.

Informações adicionais:
• os custos conjuntos do mês foram de R$ 500.000,00, além da matéria
prima;
• o preço de venda de cada produto por kg, em reais, é o seguinte:
- farinha W 1,00
- farinha X 1,92
- farinha Y 1,20
- farinha Z 0,90

Com base exclusivamente nos dados acima e adotando o método do valor de


mercado para alocação dos custos conjuntos, o custo total atribuído ao produto
farinha Z monta, em reais, a

(A) 300.000,00
(B) 375.000,00
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 16
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
(C) 480.000,00
(D) 500.000,00
(E) 625.000,00

4. (Contador(a) Júnior Petrobrás/Cesgranrio/2010) A Cia. Industrial


Ferrogeral Ltda. aplica na fábrica o sistema de custeio por
departamentalização. Os R$ 396.000,00, referentes ao custo de manutenção,
são rateados entre os departamentos de produção, com base nas horas
trabalhadas por cada departamento, na seguinte ordem:

• Departamento de solda 340 horas


• Departamento de cromagem 250 horas
• Departamento de polimento 400 horas

Com base exclusivamente nos dados acima, após o rateamento, os custos de


manutenção para o departamento de cromagem monta, em reais, a

(A) 100.000,00
(B) 116.470,00
(C) 136.000,00
(D) 158.400,00
(E) 160.000,00

5. (Contador(a) Júnior Petrobrás/Cesgranrio/2010) Dados extraídos da


contabilidade de custos da Indústria Metalúrgica Metalzinco Ltda.:

Em reais
Vendas 250.000,00 Salários do escritório 35.000,00
Mão de obra direta 30.500,00 Despesas diversas do escritório 7.450,00
Mão de obra indireta 45.000,00 Lucro operacional do exercício 25.000,00
Luz e força da fábrica 12.450,00 Estoque inicial de matéria-prima 12.000,00
Materiais diversos da fábrica 3.650,00 Estoque inicial de produtos em processo 9.000,00
Depreciação de máquinas da fábrica 14.150,00 Estoque inicial de produtos acabados 7.500,00
Salários de vendedores 15.600,00 Estoque final de matéria-prima 8.000,00
Despesas de viagens 28.360,00 Estoque final de produtos em processo 10.000,00
Publicidade e propaganda 17.500,00 Estoque final de produtos acabados 6.000,00
Seguro de fábrica 2.370,00

Com base apenas nos dados acima, o valor da matéria-prima consumida no


período, em reais, é

(A) 4.000,00
(B) 6.000,00
(C) 8.580,00
(D) 10.760,00

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 17


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
(E) 12.470,00

6. (Técnico de Contabilidade Júnior Petrobrás/Cesgranrio/2010) As


perdas normais que ocorrem no processo de fabricação

(A) devem ser contabilizadas como prejuízo do período.


(B) devem ser contabilizadas como despesas operacionais.
(C) devem ser ignoradas.
(D) fazem parte do custo do produto.
(E) só são contabilizadas como prejuízo do período somente se ultrapassarem
50% do custo dos materiais.

7. (Contador(a) Júnior Petrobrás/Cesgranrio/2010) Considere as


informações da Cia. Industrial Mediterrânea Ltda. a seguir.

• Ordens de produção (OP) existentes em 1o de março de 2009:

Em reais
Ordem Custos Indiretos de
o Matéria-Prima Mão de obra direta
n Fabricação (CIF)
21.144 20.000,00 15.000,00 4.500,00
21.145 9.000,00 14.000,00 4.200,00
21.146 2.000,00 1.000,00 300,00

• Gastos em março de 2009:

Em reais
o Mão de obra
Ordem n Matéria-Prima
direta
21.144 6.000,00 3.000,00
21.145 5.000,00 7.000,00
21.146 3.000,00 2.000,00
21.147 (iniciada) 10.000,00 2.000,00
21.148 (iniciada) 8.000,00 6.000,00

• Os custos indiretos de fabricação no mês foram de R$ 6.000,00 e foram


apropriados às OP proporcionalmente aos gastos com mão de obra direta
ocorridos durante o mês de março de 2009.

• As ordens de produção 21.145, 21.146 e 21.148 foram completadas


durante o mês, entregues e faturadas aos clientes.

Considerando apenas as informações acima, na apuração de resultados, em 31


de março de 2009, foi levado ao Custo dos Produtos Vendidos (CPV) o valor,
em reais, de

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 18


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
(A) 52.000,00
(B) 66.000,00
(C) 58.000,00
(D) 70.800,00
(E) 74.700,00

(ICMS-SP/FCC/2009) Instruções: Considere o enunciado abaixo para


responder às questões de números 8 e 9.

No segundo mês de produção de uma empresa foram iniciadas 20.000


unidades de produção das quais 18.000 foram terminadas, ficando 2.000
unidades semiacabadas. Nesse mesmo mês, foram terminadas 1.500 unidades
que eram semiacabadas no final do mês anterior. Nas unidades semiacabadas
do mês anterior, 2/3 de todos os custos já haviam sido aplicados. Nas
unidades semiacabadas do mês, 50% de todos os custos já foram aplicados. O
custo total de produção (diretos e indiretos) do período é R$ 487.500,00.

O custo total aplicado à produção semiacabada no mês anterior foi R$


15.000,00. A empresa produz somente um produto.

8. Utilizando-se a técnica de equivalente de produção, o custo unitário médio


do mês é, em R$:

(A) 50,00
(B) 45,00
(C) 30,00
(D) 25,00
(E) 15,00

9. Utilizando-se a técnica de equivalente de produção, o custo total da


produção acabada no mês é, em R$:

(A) 502.500,00
(B) 487.500,00
(C) 477.500,00
(D) 450.500,00
(E) 435.500,00

(ICMS-SP/FCC/2006) Instruções: Considere as informações abaixo para


responder as questões de números 10 e 11.
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 19
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

Uma empresa inicia suas operações no mês de março de 2006. No final do mês
produziu 12.100 unidades, sendo que 8.500 foram acabadas e 3.600 não
foram acabadas.

Os custos de matéria prima foram R$ 3.200.450,00. Os custos de mão-de-obra


direta foram R$ 749.920,00 e os custos indiretos de fabricação foram R$
624.960,00.

A produção não-acabada recebeu os seguintes custos: 100% da matéria-


prima, 2/3 da mão-de-obra e 3/4 dos custos indiretos de fabricação.

10. Aplicando-se a técnica do equivalente de produção, o custo médio unitário


do mês é:

(A) R$ 544,80
(B) R$ 455,20
(C) R$ 410,25
(D) R$ 389,10
(E) R$ 355,20

11. O valor da produção em processo no final do mês será:

(A) R$ 1.125.432,00
(B) R$ 1.267.980,00
(C) R$ 1.380.444,00
(D) R$ 1.400.760,00
(E) R$ 1.525.740,00

12. (ICMS-SP/FCC/2006) A Cia. Capricórnio tem planejado para o exercício


de 2007 os seguintes dados na área de produção: Horas Máquinas projetadas
anual 240.000,00, mão-de-obra unitária de R$ 22,00, Gastos indiretos de
fabricação anual projetado R$ 3.600.000,00, Gastos indiretos de fabricação
unitário projetado de R$ 10,00. A empresa aplica Gastos indiretos de
fabricação baseados nas horas máquinas. A Taxa de aplicação de gastos
indiretos de fabricação para o exercício de 2007 será, em R$:

(A) 15,00
(B) 17,00
(C) 19,00
(D) 21,50
(E) 22,00
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 20
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

13. (AFRFB/ESAF/2005) No processo produtivo da empresa Desperdício


S.A., no mês de julho de 2005, ocorreram perdas com rebarbas decorrentes do
corte de tecidos da linha de produção. Em virtude da contratação de
funcionário sem experiência houve a perda de 100 itens por mau uso de
equipamentos. De acordo com os conceitos contábeis, devem ser registradas
essas perdas:

(A) respectivamente, como custo e despesa operacional.


(B) respectivamente, como despesa operacional e custo.
(C) ambas como despesas não-operacionais no resultado.
(D) ambas como custo dos produtos vendidos.
(E) ambas como despesas operacionais no resultado.

14. (TRT–18R/Analista Judiciário/Área Contabilidade/FCC/2008) A


Cia. Industrial Luar do Sertão vendeu 10.000 unidades de um produto de sua
fabricação ao preço unitário de R$ 20,00, tendo havido incidência de ICMS à
alíquota de 18% e IPI à 10%. O preço de custo correspondeu a 60% do preço
de venda das mercadorias. Sabendo-se que a companhia é contribuinte do PIS
e da COFINS na sistemática cumulativa (alíquotas de 0,65% e 3%,
respectivamente), a devolução de 10% do lote pela empresa adquirente
diminuiu o lucro bruto da companhia vendedora no valor, em R$, de

(A) 3.670,00.
(B) 3.800,00.
(C) 4.330,00.
(D) 4.400,00.
(E) 5.670,00.

(TCM–CE/Auditor/FCC/2006/Adaptada) Atenção: Utilize as informações a


seguir, para responder à questão de número 15.

A Cia. Industrial Moinho de Vento adquiriu um lote de 1.000 unidades de


matéria-prima, pagando R$ 500,00 por cada unidade. A companhia está
sujeita à incidência do PIS e da COFINS no regime não cumulativo, com
alíquotas, respectivamente, de 1,65% e 7,6%, bem como à incidência do ICMS
à alíquota de 18% nas operações de compras e vendas.

15. Na compra, de acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade, o valor


do estoque da companhia foi debitado pelo valor, em R$, de

(A) 352.000,00
(B) 363.750,00
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 21
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
(C) 372.000,00
(D) 388.250,00
(E) 410.000,00

16. (AFC/ESAF) A Industrialzinha Ltda. adquiriu matérias-primas para serem


utilizadas na fabricação de seus produtos no mês de agosto, exigindo entrega
em domicílio, mesmo que onerosa. A nota fiscal dessa compra espelhou os
seguintes dados:

quantidade 500 unidades


preço unitário R$ 8,00
IPI 10%
ICMS 17%
Despesas acessórias/fretes R$ 240,00

No mês de agosto a empresa utilizou 60% desse material na produção. Os


fretes não sofreram tributação.

Com base nas informações fornecidas e sabendo-se que a empresa é


contribuinte tanto do IPI como do ICMS, assinale o lançamento correto para
contabilizar a apropriação de matéria-prima ao produto (desconsiderar
históricos).

(A) Produtos em Processo


a Matéria-Prima R$ 1.896,00
(B) Produtos Acabados
a Matéria-Prima R$ 1.896,00
(C) Produtos em Processo
a Matéria-Prima R$ 2.376,00
(D) Produtos em Processo
a Matéria-Prima R$ 2.136,00
(E) Produtos Acabados
a Matéria-Prima R$ 2.136,00

17. (ICMS-SP/FCC/2002) Identifique a alternativa que descreve o que, em


custeio, se convencionou chamar de Equivalente de Produção.

(A) os custos são acumulados em contas representativas das diversas linhas


de produção; estas contas não são encerradas à medida que os produtos são
elaborados e estocados, mas apenas quando do fim do período contábil.
(B) Custo planejado para determinado período, analisando cada fator de
produção em condições normais de fabricação.
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 22
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
(C) Número de unidades iniciadas e acabadas a que corresponde, em custos, o
quanto se gastou para chegar até certo ponto de outro número de unidades
não acabadas.
(D) Alocam-se custos indiretos com base nos recursos consumidos em cada
atividade envolvida no desenho, produção e distribuição de um produto
qualquer.
(E) Os custos são acumulados numa conta específica; a conta não é encerrada
quando do fim do período contábil, mas quando o produto estiver concluído,
transferindo-se os custos para estoque ou para custo dos produtos vendidos,
conforme a situação.

18. (ICMS-SP/FCC/2006) Uma empresa calcula os custos de seus produtos


utilizando dois métodos: o método do custeio por absorção e método do
custeio variável. Os Estoques iniciais eram “zero”, a produção do mês foi de
8.000 unidades totalmente acabadas, foram vendidas no mês 6.000 unidades.
No fechamento do mês foram apurados os seguintes resultados líquidos finais:
Lucro de R$ 348.750,00 no custeio por absorção, e lucro de R$ 345.000,00 no
custeio variável. Para atingir esses valores de resultado, a empresa manteve
os custos variáveis correspondentes a 40% do preço de venda praticado.
Desse modo, os valores correspondentes ao preço de venda unitário, aos
custos variáveis unitários e aos custos fixos totais foram, respectivamente, em
R$,

(A) 100,00; 40,00; 15.000,00


(B) 120,00; 48,00; 14.000,00
(C) 130,00; 52,00; 12.000,00
(D) 125,00; 50,00; 14.000,00
(E) 150,00; 52,00; 17.000,00

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 23


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

Informações
impostos sobre o lucro 24%
deduções da receita 30%
quantidade vendida 800
quantidade produzida 1.000
Custos (R$)
mão-de-obra direta unitária 1,30
matéria-prima unitária 1,10
outros custos diretos unitários 3,40
custos indiretos de fabricação fixos 2.400,00
despesas operacionais fixas 1.140,00
preço de venda unitário 17,00

(Serpro/CESPE-UnB/2008/Adaptada) As indústrias adotam diversas


metodologias para a tomada de decisões e apuração do resultado de suas
operações. Um exemplo é a adoção do custeio variável ou do custeio por
absorção. Acerca dessas metodologias e utilizando as informações do quadro
acima, julgue os itens subseqüentes (questões 19 a 22).

19. Sob a ótica do custeio variável, a margem de contribuição apurada é de R$


4.880.

20. Ao se elaborar a demonstração do resultado do exercício (DRE) pelo


custeio por absorção, a margem bruta obtida é superior a 30%.

21. O custo unitário do produto, segundo o custeio por absorção, é de R$


5,80.

22. Caso a quantidade vendida seja igual à quantidade produzida, sob a ótica
do custeio por absorção, o resultado bruto será de R$ 3.700.

23. (ICMS-RJ/FGV/2007) Analise as afirmativas a seguir:

I. Os co-produtos são todos os produtos secundários, isto é, deles se espera a


geração esporádica de receita que é relevante para a entidade.
II. Dos subprodutos se espera a geração de receita regular ou esporádica para
a entidade, sendo seu valor irrelevante para a entidade, em relação ao valor
de venda dos produtos principais.
III. Os subprodutos são avaliados, contabilmente, pelo valor líquido de
realização.
IV. A receita auferida com a venda de sucatas é reconhecida como “Receita
Não-Operacional”.
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 24
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

Assinale:
(A) se somente as afirmativas I e II forem corretas.
(B) se somente as afirmativas I, II e IV forem corretas.
(C) se somente as afirmativas II e III forem corretas.
(D) se somente as afirmativas II e IV forem corretas.
(E) se somente a afirmativa III for correta.

24. (Contador(a) Júnior Petrobrás/Cesgranrio/2011) A Indústria


Lumilight Ltda. fabrica lâmpadas. Toda a produção passa por dois
departamentos. Analise os dados extraídos da contabilidade de custos dessa
Indústria em maio de 2010, apresentados a seguir.

Itens Dept. 1 Dept. 2


Unidades anteriores 0 0
Unidades iniciadas 50.000 47.000
Unidades 47.000 32.000
transferidas/acabadas
Custos (em reais)
Material direto 7.225,00 4.200,00
MOD 21.250,00 8.500,00
CIF 12.750,00 4.350,00
Estágios de Fabricação 50% 40%

Considerando-se exclusivamente os dados acima, o custo unitário da produção


acabada em maio de 2010, levando-se em conta o equivalente de produção,
foi, em reais, de

(A) 1,20
(B) 1,35
(C) 1,45
(D) 1,50
(E) 1,65

25. (Contador(a) Júnior Petrobrás/Cesgranrio/2011) A cooperativa


Mandacaru triturou 1.000 toneladas de macaxeira em março de 2010. Desse
processo ocorreu uma perda de 5% na matéria-prima, gerando uma produção
de 500 toneladas de farinha fina, 250 toneladas de farinha grossa e 200
toneladas de pó para massa. O preço pago aos produtores foi, em média, de
R$ 0,20 por quilo. Os custos conjuntos do ano foram de R$ 275.000,00, além
da matéria-prima. No entanto, ocorreram outros custos além desses,
especificamente para cada produto, apresentados abaixo.

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 25


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

Custos Farinha fina Farinha grossa Pó para massa


(R$) (R$) (R$)
Preço de venda 1,20/kg 1,20/kg 1,50/kg
Mão de obra direta 20.000,00 10.000,00 8.000,00
Embalagem 15.000,00 5.000,00 12.000,00
Custos indiretos de
15.000,00 5.000,00 10.000,00
produção

Considerando-se exclusivamente os dados acima e utilizando o critério de


apropriação de custos conjuntos conhecido como método do valor de mercado,
o custo dos produtos vendidos, referente ao produto farinha grossa, em reais,
é de

(A) 575.000,00
(B) 475.000,00
(C) 287.500,00
(D) 148.750,00
(E) 138.750,00

26. (Contador(a) Júnior Petrobrás/Cesgranrio/2011) A preocupação


inicial de contadores, auditores e fiscais, em relação à contabilidade de custos,
foi utilizá-la como forma de resolver seus problemas de

(A) mensuração monetária dos estoques


(B) determinação do custo dos produtos vendidos
(C) separação entre custos e despesas
(D) alocação dos custos variáveis aos produtos
(E) segregação entre custos diretos e indiretos

27. (Administrador(a) Júnior Petrobrás/Cesgranrio/2012) Uma


indústria produz um único produto, de forma contínua, com a apuração dos
custos por processo, acumulando os gastos por período produtivo para a
devida apropriação às unidades produzidas, nesse mesmo período, conforme
anotações a seguir.

Matéria-prima consumida R$ 108.000,00


Mão de obra aplicada na produção R$ 81.000,00
Custos indiretos do período R$ 27.000,00
Bens iniciados no período 6.000
Bens concluídos no período 4.500
Estoques iniciais de produtos acabados e em elaboração 0
Estágio estimado da produção semiacabada 60%
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 26
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

Considerando-se exclusivamente as informações recebidas, o valor do estoque


final dos produtos em elaboração (produção em andamento), ao final do
período produtivo, em reais, é

(A) 36.000,00
(B) 43.200,00
(C) 47.250,00
(D) 54.000,00
(E) 60.000,00

28. (MDIC/ESAF/2012) A empresa Rio Branco S.A. comercializa


mercadorias com alto grau de tecnologia. O comportamento dos preços dos
produtos adquiridos para vender é sempre decrescente. Dessa forma, pode-se
afirmar que:

(A) se a empresa aplicar o critério de avaliação de estoques pelo preço médio,


terá sempre maior resultado do que se aplicar o método PEPS.
(B) os custos totais sempre serão iguais, independente do critério de avaliação
utilizado, quando os estoques forem totalmente vendidos dentro do exercício.
(C) pelo método UEPS, a empresa sempre reconhecerá em cada venda mais
custos do que se aplicar o método do preço médio ou PEPS.
(D) a empresa terá um maior lucro se aplicar o método de valorização de
estoques pelo PEPS e pelo preço médio, do que se aplicar o método UEPS.
(E) quando houver a venda de todo o estoque, o lucro será menor quando a
empresa utilizar o método UEPS, do que quando aplicado o método PEPS.

29. (ICMS-PR/UEL-Cops/2012) Uma indústria, em determinado mês,


iniciou a produção de um lote de 10.000 unidades de um certo produto e, ao
final desse mês, apresentou os seguintes custos de produção:

Matéria-prima = R$ 40.000,00
Mão de obra direta = R$ 30.000,00
Outros custos indiretos = R$ 20.000,00

Sabendo-se que 70% das unidades estavam concluídas e que o restante


estava em elaboração com grau equivalente de 2/3, pelo método do custeio de
absorção e produção equivalente, o custo total do produto acabado e o custo
total do produto em elaboração eram, respectivamente, de

A) R$ 63.000,00 e R$ 18.000,00.
B) R$ 63.000,00 e R$ 27.000,00.
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 27
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
C) R$ 70.000,00 e R$ 18.000,00.
D) R$ 70.000,00 e R$ 20.000,00.
E) R$ 70.000,00 e R$ 30.000,00.

(ANAC/CESPE-UnB/2012)

R$
Custo variável unitário 30,00
Total de custos fixos 23.000,00
Despesas variáveis de venda (por unidade) 2,50

Em determinado ano, uma indústria iniciou a produção de 500 unidades de um


produto, tendo concluído 80% dessas unidades. Os produtos em elaboração
ficaram com 60% de acabamento médio e foram vendidas, no período, 300
unidades ao preço unitário de R$ 80,00. No mesmo período, foram coletadas
as informações da indústria referentes a esse produto mostradas na tabela
acima.

Com base nessas informações e considerando que essa indústria não possuía
estoques no início do ano e adota o custeio por absorção, julgue os itens a
seguir.

30. O estoque final de produtos em elaboração é inferior a R$ 5.000,00.

31. O custo dos produtos vendidos no período foi igual a R$ 24.000,00.

32. O equivalente de produção desse ano foi superior a 470 unidades.

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 28


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

3.9 Gabarito

1–C
2–D
3–B
4–A
5–E
6–D
7–B
8–D
9–C
10 – D
11 – B
12 – A
13 – A
14 – A
15 – B
16 – D
17 – C
18 – A
19 – C
20 – C
21 – E
22 – C
23 – E
24 - D
25 – E
26 – A
27 – A
28 – B
29 – D
30 – C
31 – C
32 – E

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 29


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

3.10 Resolução dos Exercícios de Fixação

1. (Liquigás Distribuidora S.A./INEC/2007) Os itens de Produção que


nascem de forma normal durante o processo produtivo, porém não possuem
mercado definido e cuja venda é aleatória são denominados(as)

(A) perdas produtivas.


(B) subprodutos.
(C) sucatas.
(D) co-produtos.
(E) perdas improdutivas.

Resolução

Normalmente, alguns materiais não aproveitados pela produção (aparas,


limalhas, serragem etc.) são vendidos pela empresa.

Os subprodutos correspondem aos itens que nascem de forma normal


durante a produção e que possuem um mercado de venda relativamente
estável. Não obstante, representam uma porção não significativa
(ínfima) do faturamento total da empresa. É por isso que não
atribuímos custos de produção aos subprodutos. Por exemplo, não faz
sentido custearmos limalhas, aparas, serragem etc.

Usualmente, considera-se a receita originada da venda dos subprodutos


como redução do custo de produção da empresa. Portanto, o valor da
venda dos subprodutos não é registrado como receita. Os subprodutos
são avaliados, contabilmente, pelo valor líquido de realização.

Os itens que se originam de desperdícios no processo produtivo (subprodutos)


passam a ser tratados como sucatas na ocorrência de pelo menos um dos
fatores:

• não ocorrência da mencionada estabilidade para a sua


comercialização;
• existência apenas eventual de compradores;
• flutuação ou até mesmo inexistência do preço de venda.

Sucatas são itens cuja venda é esporádica, por valor não previsível na data
em que surgem na produção. Não recebem custos e também não têm sua
receita considerada como diminuição dos custos da produção. Não

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 30


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
aparecem como estoques na Contabilidade. Quando ocorrer sua venda, têm
sua receita considerada como Outras Receitas Operacionais.

Resumo: os itens de produção que nascem de forma normal durante o


processo produtivo e que possuem mercado definido são denominados
subprodutos. Se não possuem mercado definido e se a venda é aleatória, são
conhecidos como sucatas.

GABARITO: C

2. (Liquigás Distribuidora S.A./INEC/2007) O Princípio da Competência


engendra qual sistema de custos nas indústrias?

(A) Custeio do Lote de Produção.


(B) Custeio por Linha de Produção.
(C) Custeio Estimado de Produção.
(D) Custeio por Absorção.
(E) Custeio Padrão de Produção.

Resolução

PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA

O reconhecimento das despesas é feito de acordo com a seguinte regra,


conhecida como Princípio da Competência ou da Confrontação entre
Despesas e Receitas: após o reconhecimento da receita, deduzem-se dela
todos os valores representativos dos esforços necessários para sua
obtenção (despesas). Esses esforços podem ser subdivididos em dois grupos:

a) despesas especificamente incorridas para a consecução daquelas


receitas que estão sendo reconhecidas (por exemplo, custo de produção
do bem ora vendido, despesa de comissão relativa à venda do produto,
etc.) e

b) despesas incorridas para a obtenção de receitas genéricas e não


necessariamente daquelas que estão sendo contabilizadas (por
exemplo, despesas de administração, propaganda e marketing, etc.).

Com isso, tem-se a seguinte seqüência: primeiramente, deve-se apropriar as


receitas em função da realização; depois, deduz-se dessas receitas todos os
gastos que estejam diretamente relacionados ao processo de obtenção dessas
mesmas receitas; e, finalmente, deduz-se aquelas despesas que foram
incorridas no período e dizem respeito a esforços de geração de receitas, mas
cuja vinculação com elas é extremamente difícil ou então impossível de se
verificar.
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 31
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

É por isso que o gasto com o salário do chefe da fábrica é apropriado a um


produto estocado e só se torna despesa por ocasião da venda, enquanto que o
salário do chefe de vendas vira, de imediato, despesa, independentemente da
existência ou realização de receitas.

Em resumo, este princípio diz respeito basicamente ao momento do


reconhecimento das despesas.

O Custeio por Absorção é o método tradicional de custeamento, em que para


se obter os custos dos produtos consideram-se todos os gastos industriais,
sejam diretos ou indiretos, fixos ou variáveis. Os gastos industriais indiretos ou
comuns são apropriados aos produtos por meio de critérios de rateio. Como
todos os custos são levados em conta, podemos afirmar que o sistema
de Custeio por Absorção é engendrado (decorrente, gerado) pelo
Princípio da Competência (alternativa D).

Lembre que o Custeio Variável viola o Princípio da Competência, pois os


custos fixos são apropriados diretamente ao resultado do exercício, sem passar
pelos estoques produzidos.

As demais alternativas não fazem sentido e o motivo é simples: não são


sistemas de custos, no sentido que os Custeios por Absorção, Variável e ABC o
são. O Custo Padrão, por exemplo, é uma das técnicas para avaliar a utilização
do custo real. Ele pode ser usado independentemente de a empresa utilizar o
Custeio por Absorção, Variável ou ABC. O Custo Padrão diferencia-se do custo
real por ser um custo normativo, um custo objetivo, um custo meta, que se
deseja alcançar.

GABARITO: D

3. (Contador(a) Júnior Petrobrás/Cesgranrio/2010) A Cooperativa


Tirolesa S.A. triturou 1.000 toneladas de trigo em março de 2.009. Nesse
processo ocorreu uma perda de 5% na matéria-prima, gerando uma produção
de 300 toneladas de farinha W, 250 toneladas de farinha x, 200 toneladas de
farinha Y e 200 toneladas de farinha Z, sendo que o preço pago aos produtores
foi, em média, de R$ 2,00 por kg.

Informações adicionais:
• os custos conjuntos do mês foram de R$ 500.000,00, além da matéria
prima;
• o preço de venda de cada produto por kg, em reais, é o seguinte:
- farinha W 1,00
- farinha X 1,92
- farinha Y 1,20
- farinha Z 0,90

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 32


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
Com base exclusivamente nos dados acima e adotando o método do valor de
mercado para alocação dos custos conjuntos, o custo total atribuído ao produto
farinha Z monta, em reais, a

(A) 300.000,00
(B) 375.000,00
(C) 480.000,00
(D) 500.000,00
(E) 625.000,00

Resolução

Apropriação dos custos conjuntos com base no Método do Valor de


Mercado.

Matéria-prima (*) R$2,00 x 1.000x103 = R$ 2.000x103


Custos Conjuntos R$ 500x103
Custos Conjuntos Totais R$ 2.500x103

(*) a perda normal de matéria-prima deve ser contabilizada como custo da


produção conjunta.

Valor de Venda Quantidade Valor de Venda


(R$) Produzida Total (R$)
Farinha W 1,00/kg 300x103 300x103
Farinha X 1,92/kg 250x103 480x103
Farinha Y 1,20/kg 200x103 240x103
Farinha Z 0,90/kg 200x103 180x103
1.200x103

W (300x103/1.200x103)x2.500x103= 625x103
X (480x103/1.200x103)x2.500x103= 1.000x103
Y (240x103/1.200x103)x2.500x103= 500x103
Z (180x103/1.200x103)x2.500x103= 375x103
2.500x103

Assim, o custo total atribuído ao produto farinha Z monta, em reais, a


375.000.

GABARITO: B

4. (Contador(a) Júnior Petrobrás/Cesgranrio/2010) A Cia. Industrial


Ferrogeral Ltda. aplica na fábrica o sistema de custeio por
departamentalização. Os R$ 396.000,00, referentes ao custo de manutenção,
são rateados entre os departamentos de produção, com base nas horas
trabalhadas por cada departamento, na seguinte ordem:
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 33
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

• Departamento de solda 340 horas


• Departamento de cromagem 250 horas
• Departamento de polimento 400 horas

Com base exclusivamente nos dados acima, após o rateamento, os custos de


manutenção para o departamento de cromagem monta, em reais, a

(A) 100.000,00
(B) 116.470,00
(C) 136.000,00
(D) 158.400,00
(E) 160.000,00

Resolução

Total de horas = 340 h + 250 h + 400 h= 990 horas

Custo atribuído ao departamento de cromagem:

⇒ (250 h/990 h) x R$ 396.000,00 = R$ 100.000,00

GABARITO: A

5. (Contador(a) Júnior Petrobrás/Cesgranrio/2010) Dados extraídos da


contabilidade de custos da Indústria Metalúrgica Metalzinco Ltda.:

Em reais
Vendas 250.000,00 Salários do escritório 35.000,00
Mão de obra direta 30.500,00 Despesas diversas do escritório 7.450,00
Mão de obra indireta 45.000,00 Lucro operacional do exercício 25.000,00
Luz e força da fábrica 12.450,00 Estoque inicial de matéria-prima 12.000,00
Materiais diversos da fábrica 3.650,00 Estoque inicial de produtos em processo 9.000,00
Depreciação de máquinas da fábrica 14.150,00 Estoque inicial de produtos acabados 7.500,00
Salários de vendedores 15.600,00 Estoque final de matéria-prima 8.000,00
Despesas de viagens 28.360,00 Estoque final de produtos em processo 10.000,00
Publicidade e propaganda 17.500,00 Estoque final de produtos acabados 6.000,00
Seguro de fábrica 2.370,00

Com base apenas nos dados acima, o valor da matéria-prima consumida no


período, em reais, é

(A) 4.000,00
(B) 6.000,00
(C) 8.580,00
(D) 10.760,00

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 34


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
(E) 12.470,00

Resolução

Aprendemos que:

Matéria-Prima Consumida = Estoque Inicial de Matéria-Prima + Compras de


Matéria-Prima − Estoque Final de Matéria-Prima

MD = EIMD + C − EFMD

MD = 12.000 + C − 8.000 ⇒ MD = 4.000 + C (equação 1)

Precisamos determinar o valor das Compras de Matéria-Prima (C) para saber o


valor da Matéria-Prima Consumida (MD).

Demonstração do Resultado do Exercício (DRE):

Vendas 250.000
(-) CPV (CPV)
(=) Lucro Bruto 250.000 − CPV
(-) Salários de vendedores (15.600)
(-) Despesas de viagens (28.360)
(-) Publicidade e propaganda (17.500)
(-) Salários do escritório (35.000)
(-) Despesas diversas do escritório (7.450)
(=) Lucro operacional do exercício 25.000

Equacionando a DRE:

250.000 − CPV − 15.600 − 28.360 − 17.500 − 35.000 − 7.450 = 25.000

CPV = 250.000 − 15.600 − 28.360 − 17.500 − 35.000 − 7.450 − 25.000

CPV = 121.090 (equação 2)

Apuração do CPV:

EIMD 12.000
(+) C C
(-) EFMD (8.000)
(=) MD 4.000 + C
(+) MOD (30.500)
(+) Mão de obra indireta (45.000)
(+) Luz e força da fábrica (12.450)
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 35
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
(+) Materiais diversos da fábrica (3.650)
(+) Depreciação de máquinas da fábrica (14.150)
(+) Seguro da fábrica (2.370)
(=) CPP 112.120 + C
(+) EIPE 9.000
(-) EFPE (10.000)
(=) CPA 111.120 + C
(+) EIPA 7.500
(-) EFPA (6.000)
(=) CPV 112.620 + C (equação 3)

Chegamos ao seguinte sistema de equações para o CPV:

CPV = 121.090 (2)


CPV = 112.620 + C (3)

Substituindo (2) em (3), obtemos

121.090 = 112.620 + C ⇒ C = 8.470.

Substituindo C = 8.470 em (1), obtemos

MD = 4.000 + 8.470 = 12.470.

GABARITO: E

6. (Técnico de Contabilidade Júnior Petrobrás/Cesgranrio/2010) As


perdas normais que ocorrem no processo de fabricação

(A) devem ser contabilizadas como prejuízo do período.


(B) devem ser contabilizadas como despesas operacionais.
(C) devem ser ignoradas.
(D) fazem parte do custo do produto.
(E) só são contabilizadas como prejuízo do período somente se ultrapassarem
50% do custo dos materiais.

Resolução

As perdas normais que ocorrem no processo de fabricação fazem parte do


custo do produto.

GABARITO: D

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 36


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

7. (Contador(a) Júnior Petrobrás/Cesgranrio/2010) Considere as


informações da Cia. Industrial Mediterrânea Ltda. a seguir.

• Ordens de produção (OP) existentes em 1o de março de 2009:

Em reais
Ordem Custos Indiretos de
o Matéria-Prima Mão de obra direta
n Fabricação (CIF)
21.144 20.000,00 15.000,00 4.500,00
21.145 9.000,00 14.000,00 4.200,00
21.146 2.000,00 1.000,00 300,00

• Gastos em março de 2009:

Em reais
o Mão de obra
Ordem n Matéria-Prima
direta
21.144 6.000,00 3.000,00
21.145 5.000,00 7.000,00
21.146 3.000,00 2.000,00
21.147 (iniciada) 10.000,00 2.000,00
21.148 (iniciada) 8.000,00 6.000,00

• Os custos indiretos de fabricação no mês foram de R$ 6.000,00 e foram


apropriados às OP proporcionalmente aos gastos com mão de obra direta
ocorridos durante o mês de março de 2009.

• As ordens de produção 21.145, 21.146 e 21.148 foram completadas


durante o mês, entregues e faturadas aos clientes.

Considerando apenas as informações acima, na apuração de resultados, em 31


de março de 2009, foi levado ao Custo dos Produtos Vendidos (CPV) o valor,
em reais, de

(A) 52.000,00
(B) 66.000,00
(C) 58.000,00
(D) 70.800,00
(E) 74.700,00

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 37


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

Resolução

Situação em 31/03/2009:

Em reais
Mão de Mão de obra
o Matéria-Prima
Ordem n obra direta direta CIF
Total
(março) Total
20.000 + 6.000 = 3.000,00 15.000 + 3.000 = 15% x 6.000 + 4.500 =
21.144
26.000 (15%) 18.000 5.400
21.145 9.000 + 5.000 = 7.000,00 14.000 + 7.000 = 35% x 6.000 + 4.200 =
(finalizada) 14.000 (35%) 21.000 6.300
21.146 2.000 + 3.000 = 2.000,00 1.000 + 2.000 = 10% x 6.000 + 300 =
(finalizada) 5.000 (10%) 3.000 900
2.000,00
21.147 (iniciada) 10.000 2.000 10% x 6.000 = 600
(10%)
21.148 6.000,00
8.000 6.000 30% x 6.000 = 1.800
(finalizada) (30%)
20.000,00
(100%)

Contabilização do CPV (somente ordens finalizadas):

Ordem no 21.145: 14.000 + 21.000 + 6.300 = 41.300


Ordem no 21.146: 5.000 + 3.000 + 900 = 8.900
Ordem no 21.148: 8.000 + 6.000 + 1.800 = 15.800
TOTAL 66.000

Portanto, foi levado ao Custo dos Produtos Vendidos (CPV) o valor, em reais,
de 66.000,00.

GABARITO: B

(ICMS-SP/FCC/2009) Instruções: Considere o enunciado abaixo para


responder às questões de números 8 e 9.

No segundo mês de produção de uma empresa foram iniciadas 20.000


unidades de produção das quais 18.000 foram terminadas, ficando 2.000
unidades semiacabadas. Nesse mesmo mês, foram terminadas 1.500 unidades
que eram semiacabadas no final do mês anterior. Nas unidades semiacabadas
do mês anterior, 2/3 de todos os custos já haviam sido aplicados. Nas
unidades semiacabadas do mês, 50% de todos os custos já foram aplicados. O
custo total de produção (diretos e indiretos) do período é R$ 487.500,00.

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 38


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
O custo total aplicado à produção semiacabada no mês anterior foi R$
15.000,00. A empresa produz somente um produto.

8. Utilizando-se a técnica de equivalente de produção, o custo unitário médio


do mês é, em R$:

(A) 50,00
(B) 45,00
(C) 30,00
(D) 25,00
(E) 15,00

Resolução

O Equivalente de Produção do segundo mês é dado por

EP = 18.000 + (50% x 2.000) + (1.500 x 1/3)


EP = 18.000 + 1.000 + 500 = 19.500

em que a parcela de 1.000 unidades equivalentes é devida às unidades


semiacabadas do mês, para as quais 50% de todos os custos já foram
aplicados, e a parcela de 500 unidades equivalentes corresponde ao terço
remanescente (1/3 = 1 – 2/3) dos custos que ainda não haviam sido aplicados
às 1.500 unidades que começaram a ser produzidas no primeiro mês e que
foram terminadas no segundo mês.

Portanto, o Custo Unitário Médio do segundo mês é dado por

CM = CPP/EP = R$ 487.500,00/19.500 unid. equiv. = R$ 25,00/unid. equiv.

GABARITO: D

9. Utilizando-se a técnica de equivalente de produção, o custo total da


produção acabada no mês é, em R$:

(A) 502.500,00
(B) 487.500,00
(C) 477.500,00
(D) 450.500,00
(E) 435.500,00

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 39


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

Resolução

Custo Unitário Médio R$ 25,00


x Produção Equivalente do Mês 19.500
= Custo de Produção do Período (CPP) R$ 487.500,00
(+) Estoque Inicial de Produtos em Elaboração R$ 15.000,00
(*)(EIPE)
(=) Estoque de Produtos Acabados e em Elaboração R$ 502.500,00
(-) Estoque Final de Produtos em Elaboração (EFPE) (R$ 25.000,00)
(=) Custo da Produção Acabada (CPA) R$ 477.500,00

Produtos em Elaboração
Equivalente de Produção em Elaboração 1.000
Custo Unitário Médio R$ 25,00
(=) EFPE R$ 25.000,00

(*) Corresponde ao custo total que foi aplicado à produção semiacabada do


primeiro mês.

GABARITO: C

(ICMS-SP/FCC/2006) Instruções: Considere as informações abaixo para


responder as questões de números 10 e 11.

Uma empresa inicia suas operações no mês de março de 2006. No final do mês
produziu 12.100 unidades, sendo que 8.500 foram acabadas e 3.600 não
foram acabadas.

Os custos de matéria prima foram R$ 3.200.450,00. Os custos de mão-de-obra


direta foram R$ 749.920,00 e os custos indiretos de fabricação foram R$
624.960,00.

A produção não-acabada recebeu os seguintes custos: 100% da matéria-


prima, 2/3 da mão-de-obra e 3/4 dos custos indiretos de fabricação.

10. Aplicando-se a técnica do equivalente de produção, o custo médio unitário


do mês é:

(A) R$ 544,80
(B) R$ 455,20

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 40


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
(C) R$ 410,25
(D) R$ 389,10
(E) R$ 355,20

Resolução

Equivalente de produção (EP): é utilizado no caso de produção contínua,


que ocorre quando a empresa produz em série, para estoque e não para o
atendimento de encomendas específicas. Exemplos: indústria têxtil, indústria
de produtos farmacêuticos, etc. Nesta questão, o EP é diferente para cada
item que compõe o Custo de Produção do Período (CPP= MD +MOD
+CIF).

Dados da questão:

Percentual de acabamento
MD 3.200.450,00 100%
MOD 749.920,00 67% (2/3)
CIF 624.960,00 75% (3/4)
Total de custos 4.575.330,00

Cálculo do EP de cada item:

Unidades Acabadas = 8.500


Unidades em Elaboração = 3.600

MD: Produção Não Acabada recebeu 100% de materiais diretos

EPMD = 8.500 + 100% x 3.600 = 12.100

MOD: Produção Não Acabada recebeu 67% de MOD

EPMOD = 8.500 + 67% x 3.600 = 8.500 + 2.400 = 10.900

CIF: Produção Não Acabada recebeu 75% de CIF

EPCIF = 8.500 + 75% x 3.600 = 8.500 + 2.700 = 11.200

Cálculo do Custo Médio (CM) de cada item que compõe o CPP:

MD:

CMMD = MD/EPMD = 3.200.450/12.100 = R$ 264,50

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 41


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
MOD:

CMMOD = MOD/EPMOD = 749.920/10.900 = R$ 68,80

CIF:

CMCIF = CIF/EPCIF = 624.960/11.200 = R$ 55,80

Cálculo do custo unitário TOTAL médio do período:

Custo Unitário de Materiais Diretos R$ 264,50


Custo Unitário de MOD R$ 68,80
Custo Unitário de CIF R$ 55,80
Custo Unitário Total Médio R$ 389,10

GABARITO: D

11. O valor da produção em processo no final do mês será:

(A) R$ 1.125.432,00
(B) R$ 1.267.980,00
(C) R$ 1.380.444,00
(D) R$ 1.400.760,00
(E) R$ 1.525.740,00

Resolução

Estoque Final de Produtos em Elaboração (EFPE): 3600 unidades

MD (aplicação de 100% dos custos de MD):

MD = 3.600 x 100% x R$ 264,50 = R$ 952.200,00

MOD (aplicação de 2/3 dos custos de MOD):

MOD = 3.600 x 2/3 x R$ 68,80 = R$ 165.120,00

CIF (aplicação de 3/4 dos custos de CIF):

MOD = 3.600 x 3/4 x R$ 55,80 = R$ 150.660,00

Logo,

EFPE = MD + MOD + CIF = R$ 1.267.980,00


Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 42
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

GABARITO: B

12. (ICMS-SP/FCC/2006) A Cia. Capricórnio tem planejado para o exercício


de 2007 os seguintes dados na área de produção: Horas Máquinas projetadas
anual 240.000,00, mão-de-obra unitária de R$ 22,00, Gastos indiretos de
fabricação anual projetado R$ 3.600.000,00, Gastos indiretos de fabricação
unitário projetado de R$ 10,00. A empresa aplica Gastos indiretos de
fabricação baseados nas horas máquinas. A Taxa de aplicação de gastos
indiretos de fabricação para o exercício de 2007 será, em R$:

(A) 15,00
(B) 17,00
(C) 19,00
(D) 21,50
(E) 22,00

Resolução

Se a empresa rateia os Gastos Industriais de Fabricação pelo número de


horas-máquina, temos;

Taxa de Aplicação = R$ 3.600.000,00/240.000h = R$ 15,00/h

GABARITO: A

13. (AFRFB/ESAF/2005) No processo produtivo da empresa Desperdício


S.A., no mês de julho de 2005, ocorreram perdas com rebarbas decorrentes do
corte de tecidos da linha de produção. Em virtude da contratação de
funcionário sem experiência houve a perda de 100 itens por mau uso de
equipamentos. De acordo com os conceitos contábeis, devem ser registradas
essas perdas:

(A) respectivamente, como custo e despesa operacional.


(B) respectivamente, como despesa operacional e custo.
(C) ambas como despesas não-operacionais no resultado.
(D) ambas como custo dos produtos vendidos.
(E) ambas como despesas operacionais no resultado.

Resolução

Durante o processo de produção ocorrem perdas normais e anormais.

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 43


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

As perdas com rebarbas são perdas normais e devem ser contabilizadas


como custo de produção.

A perda por mau uso de equipamentos é anormal. Não se pode confundir


os conceitos de perda anormal e despesa, que é um sacrifício patrimonial
intencional. As perdas anormais não integram o custo da produção;
apesar de não serem despesas do ponto de vista conceitual, são apropriadas
ao Resultado como Despesa Operacional.

GABARITO: A

14. (TRT–18R/Analista Judiciário/Área Contabilidade/FCC/2008) A


Cia. Industrial Luar do Sertão vendeu 10.000 unidades de um produto de sua
fabricação ao preço unitário de R$ 20,00, tendo havido incidência de ICMS à
alíquota de 18% e IPI à 10%. O preço de custo correspondeu a 60% do preço
de venda das mercadorias. Sabendo-se que a companhia é contribuinte do PIS
e da COFINS na sistemática cumulativa (alíquotas de 0,65% e 3%,
respectivamente), a devolução de 10% do lote pela empresa adquirente
diminuiu o lucro bruto da companhia vendedora no valor, em R$, de

(A) 3.670,00.
(B) 3.800,00.
(C) 4.330,00.
(D) 4.400,00.
(E) 5.670,00.

Resolução

I – Cálculo do Lucro Bruto sem considerar a devolução:

Faturamento Bruto 220.000


(-) IPI = 10% x 200.000 (20.000)
Receita Bruta de Vendas = 10.000 unid. x R$ 20,00 200.000
(-) ICMS = 18% x 200.000 (36.000)
(-) PIS = 0,65% x 200.000 (1.300)
(-) COFINS = 3% x 200.000 (6.000)
Receita Líquida de Vendas 156.700
(-) CMV = 60% x 200.000 (120.000)
Lucro Bruto (sem devolução) 36.700

II - Cálculo do Lucro Bruto considerando a devolução:

Faturamento Bruto 218.000


Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 44
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
(-) IPI = 10% x 180.000 (18.000)
Receita Bruta de Vendas = 10.000 unid. x R$ 20,00 200.000
(-) Devolução de Vendas = 10% x 200.000 (20.000)
(-) ICMS = 18% x 180.000 (32.400)
(-) PIS = 0,65% x 180.000 (1.170)
(-) COFINS = 3% x 180.000 (5.400)
Receita Líquida de Vendas 141.030
(-) CMV = 60% x 180.000 (108.000)
Lucro Bruto (com devolução) 33.030

Lucro Bruto (com devolução) – Lucro Bruto (sem devolução) =


= 33.030 – 36.700 = - 3.670

GABARITO: A

(TCM–CE/Auditor/FCC/2006/Adaptada) Atenção: Utilize as informações a


seguir, para responder à questão de número 15.

A Cia. Industrial Moinho de Vento adquiriu um lote de 1.000 unidades de


matéria-prima, pagando R$ 500,00 por cada unidade. A companhia está
sujeita à incidência do PIS e da COFINS no regime não cumulativo, com
alíquotas, respectivamente, de 1,65% e 7,6%, bem como à incidência do ICMS
à alíquota de 18% nas operações de compras e vendas.

15. Na compra, de acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade, o valor


do estoque da companhia foi debitado pelo valor, em R$, de

(A) 352.000,00
(B) 363.750,00
(C) 372.000,00
(D) 388.250,00
(E) 410.000,00

Resolução

PIS, COFINS e ICMS => não cumulativos => empresa comercial => tributos
recuperáveis.

Compras = 1.000 unidades x R$ 500,00 = R$ 500.000,00

ICMS a Recuperar = 18% x 500.000 = 90.000


PIS a Recuperar = 1,65% x 500.000 = 8.250
COFINS a Recuperar = 7,6% x 500.000 = 38.000

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 45


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
Compras Líquidas = 500.000 – 90.000 – 8.250 – 38.000 = 363.750

GABARITO: B

16. (AFC/ESAF) A Industrialzinha Ltda. adquiriu matérias-primas para serem


utilizadas na fabricação de seus produtos no mês de agosto, exigindo entrega
em domicílio, mesmo que onerosa. A nota fiscal dessa compra espelhou os
seguintes dados:

quantidade 500 unidades


preço unitário R$ 8,00
IPI 10%
ICMS 17%
Despesas acessórias/fretes R$ 240,00

No mês de agosto a empresa utilizou 60% desse material na produção. Os


fretes não sofreram tributação.

Com base nas informações fornecidas e sabendo-se que a empresa é


contribuinte tanto do IPI como do ICMS, assinale o lançamento correto para
contabilizar a apropriação de matéria-prima ao produto (desconsiderar
históricos).

(A) Produtos em Processo


a Matéria-Prima R$ 1.896,00
(B) Produtos Acabados
a Matéria-Prima R$ 1.896,00
(C) Produtos em Processo
a Matéria-Prima R$ 2.376,00
(D) Produtos em Processo
a Matéria-Prima R$ 2.136,00
(E) Produtos Acabados
a Matéria-Prima R$ 2.136,00

Resolução

500 unids x R$ 8,00 R$ 4.000,00


IPI: 10% x R$ 4.000,00 R$ 400,00
Frete R$ 240,00
Total da Nota Fiscal R$ 4.640,00

O ICMS a recuperar, incluso no valor da compra, é de

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 46


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

0,17 x R$ 4.000,00 = R$ 680,00 (lembre que o IPI não integra a base


de cálculo do ICMS, PIS e COFINS quando for recuperável).

O estoque de Matérias-Primas é registrado pelo valor líquido da compra


(custo de aquisição):

Compras (inclui IPI) R$ 4.400,00


(-) IPI a Recuperar (R$ 400,00)
(-) ICMS a Recuperar (R$ 680,00)
(=)Compras Brutas R$ 3.320,00
(+) Fretes R$ 240,00
(=) Compras Líquidas R$ 3.560,00

Como houve uma saída de 60% para a produção, a conta de custos “Matéria-
Prima” deverá ser creditada em

0,6 x R$ 3.560,00 = R$ 2.136,00.

A contrapartida será a conta de custos “Produtos em Processo”.

GABARITO: D

17. (ICMS-SP/FCC/2002) Identifique a alternativa que descreve o que, em


custeio, se convencionou chamar de Equivalente de Produção.

(A) os custos são acumulados em contas representativas das diversas linhas


de produção; estas contas não são encerradas à medida que os produtos são
elaborados e estocados, mas apenas quando do fim do período contábil.
(B) Custo planejado para determinado período, analisando cada fator de
produção em condições normais de fabricação.
(C) Número de unidades iniciadas e acabadas a que corresponde, em custos, o
quanto se gastou para chegar até certo ponto de outro número de unidades
não acabadas.
(D) Alocam-se custos indiretos com base nos recursos consumidos em cada
atividade envolvida no desenho, produção e distribuição de um produto
qualquer.
(E) Os custos são acumulados numa conta específica; a conta não é encerrada
quando do fim do período contábil, mas quando o produto estiver concluído,
transferindo-se os custos para estoque ou para custo dos produtos vendidos,
conforme a situação.

Resolução
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 47
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

O Equivalente de Produção é um artifício para se poder calcular o custo


médio por unidade quando existem Produtos em Elaboração nos finais de cada
período; significa o número de unidades que seriam totalmente iniciadas e
acabadas se todo um certo custo fosse aplicado só a elas, ao invés de ter sido
usado para começar e terminar umas e apenas elaborar parcialmente outras.

GABARITO: C

18. (ICMS-SP/FCC/2006) Uma empresa calcula os custos de seus produtos


utilizando dois métodos: o método do custeio por absorção e método do
custeio variável. Os Estoques iniciais eram “zero”, a produção do mês foi de
8.000 unidades totalmente acabadas, foram vendidas no mês 6.000 unidades.
No fechamento do mês foram apurados os seguintes resultados líquidos finais:
Lucro de R$ 348.750,00 no custeio por absorção, e lucro de R$ 345.000,00 no
custeio variável. Para atingir esses valores de resultado, a empresa manteve
os custos variáveis correspondentes a 40% do preço de venda praticado.
Desse modo, os valores correspondentes ao preço de venda unitário, aos
custos variáveis unitários e aos custos fixos totais foram, respectivamente, em
R$,

(A) 100,00; 40,00; 15.000,00


(B) 120,00; 48,00; 14.000,00
(C) 130,00; 52,00; 12.000,00
(D) 125,00; 50,00; 14.000,00
(E) 150,00; 52,00; 17.000,00

Resolução

Passo 1: apuração do Resultado no Custeio por Absorção (RL(abs)):

RL(abs) = V – CF(vendidas) – CV = 348.750 (a)

em que V representa “Vendas”, CF(vendidas) é a parcela do Custo Fixo Total


relativa às peças vendidas e CV é o Custo Variável Total das unidades
vendidas.

Como 6.000 unidades foram vendidas,

V = 6.000 Pv,

em que Pv denota o Preço de Venda Unitário e

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 48


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
CV = 0,4 x 6.000 Pv = 2.400 Pv,

temos que (a) pode ser reescrita como

6.000 Pv –CF(vendidas) – 2.400 Pv = 348.750

ou

3.600 Pv – CF(vendidas) = 348.750 (I)

Passo 2: apuração do Resultado no Custeio Variável (*) (RL(var)):

RL(var) = V – CV - CF = 345.000 (b)

6.000 Pv – 2.400 Pv – CF = 345.000

3.600 Pv – CF = 345.000 (II)

(*) Lembre que os Custos Fixos Totais são considerados despesas do período
no Custeio Variável.

Passo 3: (I) - (II):

(I) - (II) ⇒ CF - CF(vendidas)= R$ 3.750 = ∆CF,

em que ∆CF denota a diferença entre o Custo Fixo Total e o Custo Fixo
relativo às peças vendidas.

Passo 4: Regra de Três:

∆CF = R$ 3.750 está para a diferença entre as 8.000 unidades acabadas


e as 6.000 unidades vendidas (2.000 unidades acabadas não vendidas),
assim como CF está para as 8.000 unidades acabadas. Equacionando a
regra de três, temos

R$ 3.750 2.000 unidades não vendidas


CF 8.000 acabadas

2.000 CF = R$ 3.750,00 x 8.000


CF = R$ 15.000,00

Substituindo o valor de CF em (II), obtemos

3.600 Pv – 15.000 = 345.000

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 49


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
Pv = 360.000/3.600 = R$ 100,00

Finalmente,

Cvu = 0,4 Pv = R$ 40,00.

GABARITO: A

Informações
impostos sobre o lucro 24%
deduções da receita 30%
quantidade vendida 800
quantidade produzida 1.000
Custos (R$)
mão-de-obra direta unitária 1,30
matéria-prima unitária 1,10
outros custos diretos unitários 3,40
custos indiretos de fabricação fixos 2.400,00
despesas operacionais fixas 1.140,00
preço de venda unitário 17,00

(Serpro/CESPE-UnB/2008/Adaptada) As indústrias adotam diversas


metodologias para a tomada de decisões e apuração do resultado de suas
operações. Um exemplo é a adoção do custeio variável ou do custeio por
absorção. Acerca dessas metodologias e utilizando as informações do quadro
acima, julgue os itens subseqüentes (questões 19 a 22).

19. Sob a ótica do custeio variável, a margem de contribuição apurada é de R$


4.880.

Resolução

O custeio direto ou variável corresponde ao método de apropriação de custos


que consiste em apropriar aos produtos apenas os custos variáveis (neste
caso, custos ou despesas variáveis).

Neste método de custeio, os custos fixos TOTAIS são considerados despesas,


sendo lançados diretamente em conta de resultado, haja vista que existem
independentemente do volume da produção.

Ressaltamos que este método de custeio é vedado pela legislação do


imposto de renda. Contudo, é considerado o método mais adequado ao
processo de tomada de decisão da administração da empresa.
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 50
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

Apuração da produção acabada, dos produtos em elaboração e dos produtos


vendidos:

Estoque inicial de insumos


(+) Custo de Aquisição das compras de insumos (matéria-prima,
material secundário e embalagens)
(-) Estoque final de insumos
(=) Insumos Consumidos
(+) Outros Custos Variáveis
(+) Estoque inicial de produtos em elaboração
(-) Estoque final de produtos em elaboração
(=) Custo da Produção Acabada
(+) Estoque inicial de produtos acabados
(-) Estoque final de produtos acabados
Custo dos Produtos Vendidos (CPV)

Apuração do Resultado

Faturamento
(-) Imposto sobre Produtos Industrializados
(=) Receita Operacional Bruta ou Receita Bruta de Vendas
(-) Deduções da Receita Bruta
(=) Receita Líquida ou Vendas Líquidas
(-) CPV
(-) Despesas Variáveis de Administração e Vendas
(=) Margem de Contribuição
(-) Custos Fixos
(-) Despesas Fixas
(=) LUCRO/PREJUÍZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO

Margem de Contribuição: corresponde à diferença entre o valor de Vendas


Líquidas e a soma de CPV com as Despesas Variáveis de Administração e
Vendas. É o valor que “sobra” para fazer frente aos custos e despesas fixos.

Vamos à resolução da questão:

Matéria-Prima = Matéria-Prima Unitária x Quant. Vendida = 1,10 x 800 =>


Matéria-Prima = 880

Mão-de-Obra Direta = MOD Unitária x Quantidade Vendida = 1,30 x 800 =>


Mão-de-Obra Direta = 1.040

Outros Custos Diretos = Custos Diretos Unit. x Quant. Vendida = 3,40 x 800
=> Outros Custos Diretos = 2.720

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 51


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

Custo dos Produtos Vendidos = 880 + 1.040 + 2.720 = 4.640

Apuração do Resultado

Receita Bruta de Vendas = PV x Quant. = 17 x 800 13.600


(-) Deduções da Receita (30%) = 30% x 13.600 (4.080)
Receita Líquida de Vendas 9.520
(-) Custo dos Produtos Vendidos (4.640)
(=) Margem de Contribuição 4.880

Item certo.

GABARITO: C

20. Ao se elaborar a demonstração do resultado do exercício (DRE) pelo


custeio por absorção, a margem bruta obtida é superior a 30%.

Resolução

Custeio por absorção é o método de apropriação de custos cujo objetivo


é ratear todos os seus elementos (custos fixos ou custos variáveis) em
cada fase da produção. Ou seja, no custeio por absorção um custo será
apropriado quando for atribuído a um produto ou unidade de
produção. Deste modo, cada produto receberá sua parte no custo até que
todo o valor aplicado seja totalmente absorvido pelo Custo dos Produtos
Vendidos (CPV) ou pelos Estoques Finais (EF).

O custeio por absorção é uma imposição do Regulamento do Imposto de


Renda, que determina que os produtos em fabricação e os produtos acabados
sejam avaliados pelo custo de produção.

Para apuração por custeio por absorção deve-se adotar o seguinte


procedimento:

1. Separação de custos e despesas;


2. Apropriação dos custos diretos e indiretos à produção
realizada no período;
3. Apuração do custo dos produtos acabados;
4. Apuração do custo dos produtos vendidos; e
5. Apuração do resultado.

Apuração da produção acabada, dos produtos em elaboração e dos produtos


vendidos:

Estoque inicial de materiais diretos


Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 52
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
(+) Custo de Aquisição das compras de materiais diretos (*)
(-) Estoque final de materiais diretos
(=) Materiais Diretos Consumidos (MD)
(+) Mão-de-Obra Direta (MOD)
(+) Custos Indiretos de Fabricação (CIF)
(=) Custo de Produção do Período (CPP)
(+) Estoque inicial de produtos em elaboração
(-) Estoque final de produtos em elaboração
(=) Custo da Produção Acabada
(+) Estoque inicial de produtos acabados
(-) Estoque final de produtos acabados
Custo dos Produtos Vendidos (CPV)

(*) Compras de materiais diretos:

(+) Valor da Compra


(-) Impostos Recuperáveis
(+) Valor do frete suportado pelo adquirente (subtraído do ICMS
recuperável incidente na operação)
(+) Seguros
(+) Carga, Descarga e Armazenagem
(+) Gastos com o Desembaraço Aduaneiro (no caso de importação)
(-) Descontos Incondicionais Obtidos (Descontos Comerciais)
Custo de Aquisição da Compras de Materiais Diretos

(*) São exemplos de Custos Indiretos de Fabricação (CIF):

Materiais indiretos
Mão-de-obra indireta
Energia elétrica
Combustíveis
Manutenção de máquinas
Conta de telefone da fábrica
Aluguel da fábrica
Aluguel de equipamentos
Depreciação
Seguros da fábrica
Imposto predial

Definição de Margem Bruta (MB)

MB = Lucro Bruto (LB)/Receita Líquida

Vamos à resolução da questão:

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 53


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
Matéria-Prima = Matéria-Prima Unitária x Quant. Produzida = 1,10 x 1.000
=>Insumos Consumidos = 1.100

Mão-de-Obra Direta = MOD Unitária x Quantidade Produzida = 1,30 x 1.000


=>Mão-de-Obra Direta = 1.300

Outros Custos Diretos = Custos Diretos Unit.x Quant. Prod. = 3,40 x 1.000 =>
Outros Custos Diretos = 3.400

Custos Indiretos de Fabricação Fixos = 2.400

Custo da Produção Acabada = 1.100 + 1.300 + 3.400 + 2.400 = 8.200

Custo Unitário do Produto = 8.200/1.000 = 8,20

Custo dos Produtos Vendidos = 8,20 x 800 = 6.560

Apuração do Resultado:

Receita Bruta de Vendas = PV x Quant. = 17 x 800 13.600


(-) Deduções da Receita (30%) = 30% x 13.600 (4.080)
Receita Líquida de Vendas 9.520
(-) Custo dos Produtos Vendidos (6.560)
(=) Lucro Bruto 2.960

Margem Bruta = Lucro Bruto/Receita Líquida = 2.960/9.520 = 0,319


 Margem Bruta = 31,9%

Item certo.

GABARITO: C

21. O custo unitário do produto, segundo o custeio por absorção, é de R$


5,80.

Resolução

Custo Unitário do Produto = 8.200/1.000 = 8,20 ⇒ Item Errado.

GABARITO: E

22. Caso a quantidade vendida seja igual à quantidade produzida, sob a ótica
do custeio por absorção, o resultado bruto será de R$ 3.700.

Resolução

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 54


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

Custo da Produção Acabada = 1.100 + 1.300 + 3.400 + 2.400 = 8.200

Custo Unitário do Produto = 8.200/1.000 = 8,20

Custo dos Produtos Vendidos = 8,20 x 1.000 = 8.200 (quantidade vendida =


quantidade produzida)

Apuração do Resultado

Receita Bruta de Vendas = PV x Quant. = 17 x 1.000 17.000


(-) Deduções da Receita (30%) = 30% x 17.000 (5.100)
Receita Líquida de Vendas 11.900
(-) Custo dos Produtos Vendidos (8.200)
(=) Lucro Bruto 3.700

Item certo.

GABARITO: C

23. (ICMS-RJ/FGV/2007) Analise as afirmativas a seguir:

I. Os co-produtos são todos os produtos secundários, isto é, deles se espera a


geração esporádica de receita que é relevante para a entidade.
II. Dos subprodutos se espera a geração de receita regular ou esporádica para
a entidade, sendo seu valor irrelevante para a entidade, em relação ao valor
de venda dos produtos principais.
III. Os subprodutos são avaliados, contabilmente, pelo valor líquido de
realização.
IV. A receita auferida com a venda de sucatas é reconhecida como “Receita
Não-Operacional”.

Assinale:
(A) se somente as afirmativas I e II forem corretas.
(B) se somente as afirmativas I, II e IV forem corretas.
(C) se somente as afirmativas II e III forem corretas.
(D) se somente as afirmativas II e IV forem corretas.
(E) se somente a afirmativa III for correta.

Resolução

Vamos analisar os itens:

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 55


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
I. Os co-produtos são todos os produtos secundários, isto é, deles se espera a
geração esporádica de receita que é relevante para a entidade.

⇒ Coprodutos: são os produtos resultantes de um mesmo processo de


produção, onde o faturamento é substancial para a empresa,
derivando de um único conjunto de custos de produção. A geração de
receita não é esporádica. A alternativa está incorreta.

II. Dos subprodutos se espera a geração de receita regular ou esporádica para


a entidade, sendo seu valor irrelevante para a entidade, em relação ao valor
de venda dos produtos principais.

⇒ Subprodutos: correspondem aos itens que nascem de forma normal


durante a produção e que possuem um mercado de venda
relativamente estável (exemplos: aparas, limalhas, serragem ,etc.).
Não obstante, representam uma porção não significativa (ínfima) do
faturamento total da empresa. Não são atribuídos custos de
produção aos subprodutos. Usualmente, considera-se a receita
originada da venda dos subprodutos como redução do custo de
produção da empresa. Portanto, o valor da venda dos subprodutos
não é registrado como receita.

O erro da questão diz respeito à receita regular ou esporádica, tendo em


vista que os subprodutos com venda regular não geram receita e sim
uma redução do custo de produção. Por outro lado, a comercialização
esporádica de subprodutos ou sucata deve ser contabilizada como
“Outras Receitas Operacionais”. A alternativa está incorreta.

III. Os subprodutos são avaliados, contabilmente, pelo valor líquido de


realização.

⇒ A alternativa está correta.

IV. A receita auferida com a venda de sucatas é reconhecida como “Receita


Não-Operacional”.

⇒ Sucatas: são itens cuja venda é esporádica, por valor não previsível
na data em que surgem na produção. Quando ocorrer sua venda, têm
sua receita considerada como Outras Receitas Operacionais, pelo
valor alcançado no mercado.

Caixa
a Outras Receitas Operacionais

A alternativa está incorreta.

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 56


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

GABARITO: E

24. (Contador(a) Júnior Petrobrás/Cesgranrio/2011) A Indústria


Lumilight Ltda. fabrica lâmpadas. Toda a produção passa por dois
departamentos. Analise os dados extraídos da contabilidade de custos dessa
Indústria em maio de 2010, apresentados a seguir.

Itens Dept. 1 Dept. 2


Unidades anteriores 0 0
Unidades iniciadas 50.000 47.000
Unidades 47.000 32.000
transferidas/acabadas
Custos (em reais)
Material direto 7.225,00 4.200,00
MOD 21.250,00 8.500,00
CIF 12.750,00 4.350,00
Estágios de Fabricação 50% 40%

Considerando-se exclusivamente os dados acima, o custo unitário da produção


acabada em maio de 2010, levando-se em conta o equivalente de produção,
foi, em reais, de

(A) 1,20
(B) 1,35
(C) 1,45
(D) 1,50
(E) 1,65

Resolução

A princípio, alguns resolveriam esta questão da seguinte maneira:

EP1 = 47.000 un. + [50% x (50.000 - 47.000) un] = 48.500 un. equivalentes
CPP1 = $7.225 + $21.250+ $12.750 = $ 41.225

EP2 = 32.000 un + [40% x (47.000 - 32.000) un] = 38.000 un. equivalentes


CPP2 = $4.200 + $8.500+ $4.350 = $ 17.050

Custo Unitário = ($41.225/48.500 un.) + ($17.050/38.000 un.) = $1,298/un.

Mas esta questão não deve ser resolvida da maneira descrita acima. Note que
toda a produção passa pelos dois departamentos. O produto é fabricado em 2
fases (na seqüência temporal): a primeira no Dep. 1 e a segunda no Dep. 2.
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 57
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
Assim, você deve primeiramente atribuir os custos do Dep. 1 ao Dep. 2,
acumular o equivalente de produção do Dep. 1 para o Dep. 2 e depois dividir o
custo total pelo equivalente de produção total:

Custo Total: Custo Dep. 1 + Custo Dep. 2 = $41.225 + $17.050 = $58.275

Equivalente de Produção do Dep. 1 = 50% x (50.000 – 47.000) un. = 1.500


un.

Produção equivalente acabada transferida para o Dep. 2 = 47.000 + 1.500 =


48.500 un.

Equivalente de Produção do Departamento 2 = 32.000 un. + [40% x (48.500


– 32.000)] un. = 32.000 + 6.600 = 38.600 un. ⇒ Equivalente de produção
após dois (2) estágios de fabricação.

Custo unitário = $58.275/38.600 un. ≅ 1,50.

GABARITO: D

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 58


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

25. (Contador(a) Júnior Petrobrás/Cesgranrio/2011) A cooperativa


Mandacaru triturou 1.000 toneladas de macaxeira em março de 2010. Desse
processo ocorreu uma perda de 5% na matéria-prima, gerando uma produção
de 500 toneladas de farinha fina, 250 toneladas de farinha grossa e 200
toneladas de pó para massa. O preço pago aos produtores foi, em média, de
R$ 0,20 por quilo.
Os custos conjuntos do ano foram de R$ 275.000,00, além da matéria-prima.
No entanto, ocorreram outros custos além desses, especificamente para cada
produto, apresentados abaixo.

Custos Farinha fina Farinha grossa Pó para massa


(R$) (R$) (R$)
Preço de venda 1,20/kg 1,20/kg 1,50/kg
Mão de obra direta 20.000,00 10.000,00 8.000,00
Embalagem 15.000,00 5.000,00 12.000,00
Custos indiretos de
15.000,00 5.000,00 10.000,00
produção

Considerando-se exclusivamente os dados acima e utilizando o critério de


apropriação de custos conjuntos conhecido como método do valor de mercado,
o custo dos produtos vendidos, referente ao produto farinha grossa, em reais,
é de

(A) 575.000,00
(B) 475.000,00
(C) 287.500,00
(D) 148.750,00
(E) 138.750,00

Resolução

Nota: 1 tonelada = 1.000 kg = 103 kg.

Matéria-prima (*) R$0,20 x 1.000x103 = R$ 200x103


Custos Conjuntos R$ 275x103
Custos Conjuntos Totais R$ 475x103

(*) como a perda de matéria-prima é normal (decorre do processo de


produção), deve ser contabilizada como custo da produção conjunta.

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 59


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

Preço de Venda Quantidade Valor de Venda


(R$) produzida (ton) Total (mil R$)
Farinha fina 1,20/kg 500 600
Farinha grossa 1,20/kg 250 300
Pó para massa 1,50/kg 200 300
Total 950 1.200

O rateio dos R$ 1.200.000,00 de custos conjuntos deve ser efetuado


proporcionalmente à participação de cada co-produto na receita:

Farinha fina (600/1.200) x 475x103 = 237.500


Farinha grossa (300/1.200) x 475x103 = 118.750
Pó para massa (300/1.200) x 475x103 = 118.750
475.000

CPV = custos conjuntos + MOD + Embalagem + CIF

CPV = 118.750 + 10.000 + 5.000 + 5.000 = 138.750

GABARITO: E

26. (Contador(a) Júnior Petrobrás/Cesgranrio/2011) A preocupação


inicial de contadores, auditores e fiscais, em relação à contabilidade de custos,
foi utilizá-la como forma de resolver seus problemas de

(A) mensuração monetária dos estoques


(B) determinação do custo dos produtos vendidos
(C) separação entre custos e despesas
(D) alocação dos custos variáveis aos produtos
(E) segregação entre custos diretos e indiretos

Resolução

A contabilidade de custos tradicional ou histórica foi desenvolvida para a


mensuração monetária dos estoques de uma empresa industrial. Questão
“dada” pela banca.

GABARITO: A

27. (Administrador(a) Júnior Petrobrás/Cesgranrio/2012) Uma


indústria produz um único produto, de forma contínua, com a apuração dos
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 60
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
custos por processo, acumulando os gastos por período produtivo para a
devida apropriação às unidades produzidas, nesse mesmo período, conforme
anotações a seguir.

Matéria-prima consumida R$ 108.000,00


Mão de obra aplicada na produção R$ 81.000,00
Custos indiretos do período R$ 27.000,00
Bens iniciados no período 6.000
Bens concluídos no período 4.500
Estoques iniciais de produtos acabados e em elaboração 0
Estágio estimado da produção semiacabada 60%

Considerando-se exclusivamente as informações recebidas, o valor do estoque


final dos produtos em elaboração (produção em andamento), ao final do
período produtivo, em reais, é

(A) 36.000,00
(B) 43.200,00
(C) 47.250,00
(D) 54.000,00
(E) 60.000,00

Resolução

CPP = MD + MOD + CIF = 108.000 + 81.000 + 27.000 = R$ 216.000,00

Temos 4.500 unidades de produtos acabados. Se o estágio estimado da


produção semiacabada é 60%, e, se foram produzidas (6.000 – 4.500) =
1.500 unidades semiacabadas, então o nível equivalente de produção dos
produtos em elaboração é igual a

1.500 un. semiacabadas x 60% = 900 un. acabadas equivalentes

Ou seja, o estoque final dos produtos em elaboração possui 900 un. acabadas
equivalentes.

Portanto,

EP = 4.500 un. + 900 un. = 5.400 un.

Cálculo do Custo Médio (CM):

CM = R$ 216.000/5.400 un. = R$ 40/un.

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 61


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
Finalmente, o valor do estoque final dos produtos em elaboração é dado por

R$ 40/un. x 900 un. acabadas equivalentes = R$ 36.000

GABARITO: A

28. (MDIC/ESAF/2012) A empresa Rio Branco S.A. comercializa


mercadorias com alto grau de tecnologia. O comportamento dos preços dos
produtos adquiridos para vender é sempre decrescente. Dessa forma, pode-se
afirmar que:

(A) se a empresa aplicar o critério de avaliação de estoques pelo preço médio,


terá sempre maior resultado do que se aplicar o método PEPS.
(B) os custos totais sempre serão iguais, independente do critério de avaliação
utilizado, quando os estoques forem totalmente vendidos dentro do exercício.
(C) pelo método UEPS, a empresa sempre reconhecerá em cada venda mais
custos do que se aplicar o método do preço médio ou PEPS.
(D) a empresa terá um maior lucro se aplicar o método de valorização de
estoques pelo PEPS e pelo preço médio, do que se aplicar o método UEPS.
(E) quando houver a venda de todo o estoque, o lucro será menor quando a
empresa utilizar o método UEPS, do que quando aplicado o método PEPS.

Resolução

Numa conjuntura econômica em que os preços de aquisição são estritamente


crescentes (regime inflacionário), o custo dos produtos adquiridos para vender
é mais alto no UEPS do que no Custo Médio, que tem, por sua vez, um custo
maior do que o PEPS, enquanto existirem estoques de produtos:

CustoUEPS > CustoMÉDIA MÓVEL > CustoPEPS

Como LB = V – CPV, então

LBUEPS < LBMÉDIA MÓVEL < LBPEPS

Por outro lado, se os preços caem no tempo, isto é, se há deflação, a última


desigualdade deve ser invertida (deve-se trocar < por >)

LBUEPS > LBMÉDIA MÓVEL > LBPEPS

Note que as desigualdades do lucro bruto serão válidas quando o estoque final
do período for diferente de zero, ou seja, quando os estoques não forem
totalmente vendidos dentro de um mesmo período.

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 62


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
Os custos totais sempre serão iguais, independente do critério de avaliação
utilizado, quando os estoques forem totalmente vendidos dentro de um mesmo
período.

Análise das alternativas:

(A) Se a empresa aplicar o critério de avaliação de estoques pelo preço médio,


terá maior resultado do que se aplicar o método PEPS, desde que haja
produtos em estoque no final do exercício. É errado afirmar que terá sempre
maior resultado do que se aplicar o método PEPS ⇒ afirmativa errada.

(B) Afirmativa é correta, conforme explicação dada anteriormente.

(C) Pelo método UEPS, a empresa reconhecerá em cada venda menos custos
do que se aplicar o método do preço médio ou PEPS, pois o regime de preços é
deflacionário ⇒ afirmativa errada.

(D) A empresa tende a ter um maior lucro se aplicar o método de valorização


de estoques pelo UEPS e pelo preço médio, do que se aplicar o método PEPS ⇒
afirmativa errada.

(E) Os custos totais sempre serão iguais, independente do critério de avaliação


utilizado, quando os estoques forem totalmente vendidos dentro de um mesmo
período. Logo, o lucro não será menor quando a empresa utilizar o método
UEPS, do que quando aplicado o método PEPS ⇒ afirmativa errada.

GABARITO: B

29. (ICMS-PR/UEL-Cops/2012) Uma indústria, em determinado mês,


iniciou a produção de um lote de 10.000 unidades de um certo produto e, ao
final desse mês, apresentou os seguintes custos de produção:

Matéria-prima = R$ 40.000,00
Mão de obra direta = R$ 30.000,00
Outros custos indiretos = R$ 20.000,00

Sabendo-se que 70% das unidades estavam concluídas e que o restante


estava em elaboração com grau equivalente de 2/3, pelo método do custeio de
absorção e produção equivalente, o custo total do produto acabado e o custo
total do produto em elaboração eram, respectivamente, de

A) R$ 63.000,00 e R$ 18.000,00.
B) R$ 63.000,00 e R$ 27.000,00.
C) R$ 70.000,00 e R$ 18.000,00.
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 63
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
D) R$ 70.000,00 e R$ 20.000,00.
E) R$ 70.000,00 e R$ 30.000,00.

Resolução

Dados:

Matéria-prima (MD) = $ 40.000


Mão de obra direta (MOD) = $ 30.000
Outros custos indiretos (CIF) = $ 20.000

CPP = MD + MOD + CIF = $ 40.000 + $ 30.000 + $ 20.000 = $ 90.000

Determinação do Equivalente de Produção (EP):

Produtos Acabados: 70% x 10.000 un. = 7.000 un.


Produtos em Elaboração: 30% x 10.000 un. x 2/3 processados = 2.000 un.
equivalentes.
EP = 7.000 un. + 2.000 un. = 9.000 un. equiv.

(II) Cálculo do Custo Médio (CM) por unidade equivalente acabada:

CM = CPP/EP = (MD + MOD + CIF)/EP = $90.000/9.000 un. = R$ 10,00/un.

(III) Atribuição dos custos:

Produtos Acabados = 7.000 un. x $ 10,00/un. = $ 70.000,00


Produtos em Elaboração = 2.000 un. equiv. x $ 10,00/un. = $ 20.000

GABARITO: D

(ANAC/CESPE-UnB/2012)

R$
Custo variável unitário 30,00
Total de custos fixos 23.000,00
Despesas variáveis de venda (por unidade) 2,50

Em determinado ano, uma indústria iniciou a produção de 500 unidades de um


produto, tendo concluído 80% dessas unidades. Os produtos em elaboração
ficaram com 60% de acabamento médio e foram vendidas, no período, 300
Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 64
CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
unidades ao preço unitário de R$ 80,00. No mesmo período, foram coletadas
as informações da indústria referentes a esse produto mostradas na tabela
acima.

Com base nessas informações e considerando que essa indústria não possuía
estoques no início do ano e adota o custeio por absorção, julgue os itens a
seguir.

30. O estoque final de produtos em elaboração é inferior a R$ 5.000,00.

Resolução

Dados:

- Custos Fixos (CF) = $ 23.000


- Custo Variável Unitário (CVu) = $ 30/un.

Custos de Produção do Período (CPP) = Custos Fixos + Custos Variáveis = CF


+ CV

CV = CVu x Equivalente de Produção do período = CVu x EP

Cálculo do EP:

⇒ 80% x 500 un. = 400 un. acabados

⇒ 20% x 500 un. = 100 un. semiacabados x 60% processados = 60 un.


equivalentes.

⇒ EP = 400 un. + 60 un. = 460 un.

Cálculo do CV:

⇒ CV = CVu x EP = $ 30/un. x 460 un. = $ 13.800

Cálculo do CPP:

⇒ CPP = CF + CV = $ 23.000 + $ 13.800 = $ 36.800

Cálculo do Custo Médio (CM):

CM = CPP/EP = $ 36.800/460 un. = $ 80/un.

Estoque Final de Produtos em Elaboração (EFPE):

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 65


CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS
P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA
⇒ EFPE = 60 un. x $80/un. = $ 4.800 ⇒ inferior a $ 5.000.

Item certo.

GABARITO: C

31. O custo dos produtos vendidos no período foi igual a R$ 24.000,00.

Resolução

Custo dos Produtos Vendidos (CPV) = 300 un. x Custo Médio = 300 un. x $
80/un. = $ 24.000.

Item certo.

GABARITO: C

32. O equivalente de produção desse ano foi superior a 470 unidades.

Resolução

O equivalente de produção foi calculado em item anterior e é igual a 460


unidades. Item errado.

GABARITO: E

Bom estudo e até a próxima aula!

Alexandre Lima
alexandre@pontodosconcursos.com.br

Prof. Alexandre Lima www.pontodosconcursos.com.br 66

Você também pode gostar