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CONTABILIDADE DE CUSTOS EM TEORIA E EXERCÍCIOS

P/ FISCAL DE RENDAS DA SEFAZ-MS PROF. ALEXANDRE LIMA

Conceito de margem de contribuição total e unitária. Margem de


contribuição. Análise das relações custo/volume/lucro. O ponto de
equilíbrio contábil, econômico e financeiro.

Conteúdo

4 Estudo da Relação Custo versus Volume versus Lucro .......................................... 2


4.1 Introdução ........................................................................................................................ 2
4.1.1. O Ponto de Equilíbrio ........................................................................................................ 2
4.1.2. O Conceito de Margem de Contribuição ........................................................................... 4
4.1.3. Os Pontos de Equilíbrio Contábil, Econômico e Financeiro ............................................. 7
4.1.4. Margem de Segurança ........................................................................................................ 8
4.1.5. Grau de Alavancagem Operacional ................................................................................... 9
4.2 MCT e Limitações na Capacidade de Produção.................................................. 9
4.3 Resumo............................................................................................................................ 15
4.4 Exercícios de Fixação ................................................................................................. 17
4.5 Gabarito .......................................................................................................................... 24
4.6 Resolução dos Exercícios de Fixação ................................................................... 25

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Olá, tudo bem? Espero que você esteja aproveitando este curso. Esta aula
aborda dois assuntos muito importantes para a sua prova: Análise da Relação
Custo x Volume x Lucro e Margem de Contribuição Total e limitações na
capacidade de produção.

4 Estudo da Relação Custo versus Volume versus Lucro

4.1 Introdução

A Análise das Relações Custo/Volume/Lucro é uma ferramenta utilizada


para projetar o lucro que seria obtido a diversos níveis possíveis de produção e
vendas, bem como para analisar o impacto sobre o lucro nas modificações no
preço de venda, nos custos ou em ambos. Essa análise permite que a empresa
estabeleça a quantidade mínima que deverá produzir e vender para que não
incorra em prejuízo.

4.1.1. O Ponto de Equilíbrio

A Fig. 1 mostra que o Ponto de Equilíbrio é o ponto em que o Custo Total


(CT)

(1) CT = Custos e Despesas Fixos + Custos e Despesas Variáveis,

iguala a Receita Total (RT)

(2) RT = PVu x Q,

em que PVu é o Preço de Venda Unitário e Q é a quantidade produzida.

⇒ Ponto de Equilíbrio: CT = RT

É normal reescrever (1) em uma forma mais compacta. Para tal, façamos
Custos e Despesas Fixos = CF e Custos e Despesas variáveis = CV, de
modo que

CT = CF + CV.

Seja ainda, a Margem de Contribuição Unitária dada por

(3) MCu = PVu – CVu,

em que

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(4) CVu = CV/Q

define o Custo Variável Unitário (CVu) e o Custo Fixo Unitário (CFu) dado
por

(5) CFu = CF/Q.

Então o Ponto de Equilíbrio (Qe) pode ser deduzido por meio das
manipulações algébricas que se seguem:

RT = CT = CF + CV
PVu x Qe = CF + CV (÷Qe)
PVu = CFu + CVu
CFu = PVu - CVu
CFu = CF/Qe = MCu

então

(6) Qe = CF/MCu.

Figura 1: o Ponto de Equilíbrio.

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4.1.2. O Conceito de Margem de Contribuição

Nas aulas anteriores, vimos como o método do Custeio por Absorção avalia os
estoques e apura o Resultado. O principal problema deste método é a
alocação dos CIF (principalmente os fixos (*)), a qual pode ser bastante
arbitrária. A alocação de Custos Fixos é uma prática contábil que pode, para
efeito de tomada de decisão, ser perniciosa, haja vista que o valor a ser
atribuído a cada unidade depende do critério de rateio utilizado. Portanto,
decisões tomadas com base no “lucro” podem não ser as mais
corretas/adequadas para a empresa.

(*) Nota: Embora todos os custos variáveis sejam inerentemente diretos, nem
sempre vale a pena, do ponto de vista da relação “custo-benefício”, fazer o
acompanhamento e medição individual por produto de alguns custos diretos.
Considere o caso do custo da energia elétrica. Apesar de relevante, não é
tratado como direto, já que para tanto seria necessária a existência de um
sistema de medição que tivesse a capacidade de determinar o consumo de
energia por produto, o que pode ser impraticável na vida real. Os materiais de
consumo também podem ser apropriados diretamente, mas, dada sua
irrelevância, também são considerados CIF.

A MCu representa o quanto a produção e venda de uma unidade


de produto resulta em recursos monetários para a empresa, para que esta
possa amortizar seus custos fixos e obter lucro. Dito de outra forma, é o valor
que cada unidade efetivamente traz à empresa (diferença entre sua receita e o
custo que de fato provocou) e que lhe pode ser imputado sem erro.

Considere a Tabela 1:

Custo Preço de
MCu
Variável Venda
Produto A $ 800,00 $ 1.500,00 $ 700,00
Produto B $ 1.200,00 $ 2.000,00 $ 800,00
Produto C $ 950,00 $ 1.800,00 $ 850,00
Tabela 1: MCu dos produtos A, B e C

Cada unidade de “A” contribui com $ 700,00; mas não podemos afirmar que
esta quantidade corresponda a lucro por unidade vendida, já que ainda faltam
os custos fixos. A MCu, quando multiplicada pela quantidade vendida e somada
a dos demais, resulta na Margem de Contribuição Total (MCT). O
Resultado é então obtido deduzindo-se os custos fixos da Margem de
Contribuição Total. Observe que esta forma alternativa de demonstrar o

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Resultado tem a faculdade de tornar bem mais facilmente visível a
potencialidade de cada produto, mostrando como cada um contribui para,
primeiramente amortizar os gastos fixos, e, depois, formar o lucro
propriamente dito.

A Tabela 1 mostra que o produto que mais contribui por unidade para a
empresa é o “C”, seguido pelo “B”, que por sua vez contribui mais do que o
“A”.

Exemplo 1. Seja o Custo Total da Indústria Kaprisma S/A dado pela função
CT = 100 + 15 Q (ou seja, CF = R$ 100,00 e CVu = R$ 15,00 ) e a sua
receita total por RT = 20 Q (o que implica PVu = R$ 20,00), conforme
ilustrado pelo gráfico abaixo (retas CT e RT).

CT,RT
RT = 20Q

600 CT = 100 + 15Q


550

400

250
200

100

Q
10 Qe=20 30

O ponto de equilíbrio (break even point) Qe é o ponto em que CT iguala RT, ou


seja, é a produção mínima para que a empresa não incorra em prejuízo:

RT = CT

20Qe = 100 + 15Qe

Qe = 100/5 = 20 unidades

Até se atingir Qe, a reta CT está acima da reta RT e isto implica prejuízo.
Após Qe, a situação se inverte e a empresa passa a lucrar com as vendas. Por
exemplo, para uma produção Q = 30, tem-se um lucro de R$ 50,00, pois RT –
CT = R$ 600,00 – R$ 550,00 = R$ 50,00.

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Não é difícil demonstrar que o Lucro Total (LT) (LT = RT – CT) associado a
uma quantidade de vendas superior à de equilíbrio é dado pela fórmula (*)

(7) LT = (Q − Qe) × MCu .

(*) Lucro Total = Margem de Contribuição – Custos e Despesas Fixos =


Lucro Operacional Líquido.

Portanto, quanto maior o volume de produção e vendas após o ponto de


equilíbrio, maior será o lucro da empresa. A fórmula (7) também mostra que,
mantida fixa a quantidade (Q-Qe), o lucro é proporcional à margem de
contribuição unitária.

Exemplo (Liquigás Distribuidora S.A./2007/INEC): A apresentação de


custos variáveis totais somando $20.000, custos fixos totais de $10.000,
despesas variáveis totais de $2.000, despesas fixas totais de $4.000, 100
unidades vendidas no período, 200 unidades produzidas no período, 20% de
impostos sobre as vendas e valor unitário de venda de $190, leva a afirmar
que a margem de contribuição unitária é de

(A) $ 8.
(B) $ 40.
(C) $ 10.
(D) $ 32
(E) $ 28.

Resolução

Para resolver a questão, é preciso lembrar do procedimento de cálculo do


resultado do exercício segundo o custeio variável conforme detalhado abaixo
(importante para a prova!), que foi visto nas aulas anteriores:

Vendas Brutas
(-) Imposto sobre Vendas (dedução da Receita Bruta)
(=) Vendas Líquidas
(-) Custo dos Produtos Vendidos (custeio variável)
(-) Despesas Variáveis de Administração e Vendas
(=) Margem de Contribuição Total
(-) Custos Fixos
(-) Despesas Fixas
(=) LUCRO/PREJUÍZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO

Podemos fazer o cálculo adaptando a tabela acima para grandezas unitárias:


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Preço de Venda Unitário (PVu) $190


(-) Imposto sobre venda de uma unidade 0,2 x $190 = $38
(=) Venda Líquida Unitária $152
(-) Custo Variável Unitário (CVu) $20.000/200 un = $100
(-) Despesa Variável Unitária (DVu) $2.000/100 un = $20
(=) Margem de Contribuição Unitária (MCu) $32

Nota: repare que o Cvu corresponde ao Custo Variável Total ($20.000) dividido
por 200 unidades produzidas, ao passo que a DVu é o resultado da divisão da
Depesa Variável Total ($2.000) por 100 unidades vendidas.

Bizu de prova: MCu = PVu – “CVu”, em que o “CVu” também inclui, além
do CVu propriamente dito, a despesa variável unitária e o imposto sobre a
venda de uma unidade. Não é difícil lembrar que o “CVu” da fórmula MCu =
Pvu – “CVu” inclui os impostos sobre as vendas e as despesas variáveis; para
tal, basta memorizar que a Margem de Contribuição NÃO inclui os custos fixos
e as despesas fixas.

GABARITO: D

4.1.3. Os Pontos de Equilíbrio Contábil, Econômico e Financeiro

O Ponto de Equilíbrio Contábil (Qe) corresponde à quantidade que equilibra


a receita total com a soma dos custos e despesas relativos aos produtos
vendidos, cuja fórmula é dada por (6), vista na seção anterior.

O Ponto de Equilíbrio Econômico (QeE) corresponde à quantidade que


iguala a receita total com a soma dos custos e despesas acrescidos do Custo
de Oportunidade (CO) (*)

CF + CO
(8) QeE =
MCu

(*) O Custo de Oportunidade representa a remuneração que a empresa obteria


se aplicasse seu capital no mercado financeiro, ao invés de no seu próprio
negócio.

O Ponto de Equilíbrio Financeiro (QeF) corresponde à quantidade que


iguala a receita total com a soma dos custos e despesas que representam
desembolso financeiro para a empresa. Deste modo, tem-se, por exemplo, que

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os encargos de depreciação são excluídos do cálculo do ponto de equilíbrio
financeiro:

CF − Deprec
(9) QeF =
MCu

em que QeF denota o PEF e Deprec é a Depreciação.

Pode-se generalizar as seguintes relações entre os diversos pontos de


equilíbrio:

(10) QeE ≥ Qe ≥ QeF

Exemplo 2. Considere os dados do Exemplo 1. Vimos que Qe é igual a 20


unidades. Suponha que

• Capital empregado pela empresa (Cap): R$ 1.000,00;


• Taxa de juros de mercado: j =5%;
• Custo de Oportunidade = (j x Cap) = R$ 50,00;
• Encargos de Depreciação (inclusos no custo fixo): R$ 10,00.

Determine os pontos de equilíbrio econômico e financeiro.

CF + CO 100 + 50 150 150


QeE = = = = = 30
MCu CF/Qe 100/20 5

CF − Deprec 100 −10 90


QeF = = = = 18
MCu 5 5

4.1.4. Margem de Segurança

A Margem de Segurança (MS) é o percentual de redução de vendas que a


empresa pode suportar sem que tenha prejuízo

Q − Qe
(11) MS = .
Q

Portanto, quanto mais distante o volume de vendas Q estiver do ponto de


equilíbrio Qe, maior será o valor de MS.
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Exemplo 3. O gerente de Planejamento da Capacidade da Produção (PCP) da


Indústria kaprisma constatou que o ponto de equilíbrio do produto X é de
5.000 unidades. Determine o valor da MS para os seguintes volumes de
vendas: a) 6.000 unidades e b) 7.000 undades.

6.000 − 5.000 1.000


a) MS = x100% = x100% = 16,67%
6.000 6.000

7.000 − 5.000 2.000


b) MS = x100% = x100% = 28,57%
7.000 7.000

Este exemplo numérico demonstra que a MS aumenta com o aumento das


vendas.

4.1.5. Grau de Alavancagem Operacional

O Grau de Alavancagem Operacional (GAO) é definido por

∆LT / LT (LTQ2 − LTQ1 ) / LTQ1


(12) GAO = = ,
∆Q/Q (Q 2 − Q1 ) / Q1

em que LT denota o Lucro Total, ∆LT/LT é a variação do lucro total e ∆Q/Q é a


variação das vendas.

Um GAO > 1 indica que a força aplicada para o aumento das vendas causa um
acréscimo “GAO” vezes maior nos lucros da empresa e é dessa idéia que
decorre o nome alavancagem operacional, em analogia com o princípio da
alavanca.

Pode-se demonstrar que

Q1 1
(13) GAO = =
Q1 − Q e MS

4.2 MCT e Limitações na Capacidade de Produção

Vimos que a MCu representa o quanto a venda de uma unidade adicional de


um produto canaliza de recursos monetários para a empresa, para que esta
possa amortizar seus custos fixos e obter um resultado positivo.

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Considere uma indústria que fabrica dois produtos, X e Y. Suponha que a
venda de uma unidade adicional de X traz mais recursos do que a de Y. Neste
caso, se não há limitações na capacidade produtiva, a empresa deve procurar
promover mais a venda de X do que a de Y.

O cenário muda quando há limitações na capacidade produtiva da


fábrica, ou seja, quando não há fatores de produção suficientes para se
produzir toda a demanda prevista para os produtos X e Y no próximo período.
Neste caso a variável que passa a ser importante é a razão entre MCu e o
Fator Limitativo da capacidade produtiva (FL): MCu/FL.

Para maximizar o lucro do período, a empresa deve adotar o


seguinte critério de prioridade para a produção/venda dos produtos sujeitos a
fatores limitativos: ordem decrescente de MCu/FL. Este conceito será
ilustrado pelo exemplo a seguir.

Exemplo 4. Dados coletados junto à Engenharia de Produção da Indústria


J4M2:

Produto X Y
Horas-máquina/unidade 8 12
PVu (em R$) 20,00 30,00
CVu (em R$) 10,00 18,00
MCu (em R$) 10,00 12,00
Demanda mensal 900 unid. 500 unid.

Sabe-se ainda que a capacidade máxima de produção mensal da planta


industrial da J4M2 é de 10.000 horas-máquina (hmaq).

Para fabricar i) 900 unidades de X são necessárias 900 x 8 = 7.200 hmaq. e ii)
500 unidades de Y são necessárias 500 x 12 = 6.000 hmaq, totalizando 13.200
hmaq. Sendo assim, a J4M2 não tem condições de atender a demanda total
pelos seus produtos, pois só dispõe de 10.000 hmaq. Neste caso, ela deverá
priorizar/ordenar a produção de X e Y de acordo com algum critério de
maximização de lucro.

Suponha que primeiramente seja adotado o seguinte critério: ordem


decrescente de MCu. Nesse caso a produção seria:

Y 12 hmaq x 500 unid. = 6.000 hmaq 500 unid.


(tem prioridade pelo critério)
X 10.000 hmaq - 6.000 hmaq = 4.000 4.000hmaq/8hmaq.X
hmaq (saldo restante) = 500 unid.
TOTAL 10.000 hmaq 1.000 unid.
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A Margem de Contribuição Total (MCT) será então

500 unidades de Y x R$12,00 = R$ 6.000,00


500 unidades de X x R$10,00 = R$ 5.000,00
MCT = R$11.000,00

Vamos agora inverter o critério adotado acima, ou seja, sacrificar a produção


de Y em detrimento de X:

X 8 hmaq x 900 unid. = 7.200 hmaq 900 unid.


(tem prioridade pelo critério)
Y 10.000 hmaq - 7.200 hmaq = 2.800 2.800hmaq/12hmaq.Y
hmaq (saldo restante) ≈ 233 unid.
TOTAL 10.000 hmaq 1.133 unid.

A MCT será

900 unidades de X x R$10,00 = R$ 9.000,00


233 unidades de Y x R$12,00 = R$ 2.796,00
MCT = R$11.796,00

ote que MCT AUMENTOU, apesar da MCu de X ser menor do que a MCu de Y.
Porque isso ocorreu? Este fenômeno é explicado pela Tabela abaixo:

Produto MCu (em R$) hmaq MCu/hmaq


(R$/hmaq)
X 10,00 8 1,25
Y 12,00 12 1,00

A Tabela acima mostra que a MCU de X por hora-máquina aplicada na sua


fabricação é 25% maior do que MCu/hmaq de Y. Isto quer dizer que cada
hora-máquina aplicada na produção de X rende R$ 0,25 a mais para a
empresa que na produção de Y. Portanto, para maximizar o lucro, a
empresa deverá diminuir a produção de Y, e não a de X.

Exemplo (Contador Junior Petrobrás/2010/Cesgranrio): A Cia. XPTO


fabrica 5 produtos, sendo que o mercado consome 10.000 unidades de cada
produto por mês. No mês analisado, houve férias de um grande contingente de
operários e a empresa só pôde dispor de 140.000 horas de mão de obra.
Observe o quadro geral de custos unitários.

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Preço de
Produto Matéria-prima Mão-de-obra CIF Variáveis
Venda
ALFA 15,00 2 HS A 5,00/H = 10,00 15,00 100,00
BETA 20,00 3 HS A 5,00/H = 15,00 23,00 120,00
GAMA 25,00 4 HS A 5,00/H = 20,00 25,00 150,00
DELTA 28,00 5 HS A 5,00/H = 25,00 26,00 170,00
ZETA 30,00 6 HS A 5,00/H = 30,00 27,00 180,00

Sabendo-se que os CIF fixos da empresa montam a R$ 2.350.000,00/mês,


qual o produto que deverá ter sua produção sacrificada em função dessa
limitação?

(A) ALFA
(B) BETA
(C) GAMA
(D) DELTA
(E) ZETA

Resolução

Foi visto que a MCu representa o quanto a venda de uma unidade adicional de
um produto canaliza de recursos monetários para a empresa, para que esta
possa amortizar seus custos fixos e obter um resultado positivo.

Considere uma indústria que fabrica dois produtos, X e Y. Suponha que a


venda de uma unidade adicional de X traz mais recursos do que a de Y. Neste
caso, se não há limitações na capacidade produtiva, a empresa deve procurar
promover mais a venda de X do que a de Y.

O cenário muda quando há limitações na capacidade produtiva da


fábrica, ou seja, quando não há fatores de produção suficientes para se
produzir toda a demanda prevista para os produtos X e Y no próximo período.
Neste caso a variável que passa a ser importante é a razão entre MCu e o
Fator Limitativo da capacidade produtiva (FL): MCu/FL. O Fator
Limitativo, nesta questão, é o número de horas de mão de obra (HH).

Para maximizar o lucro do período, a empresa deve adotar o seguinte


critério de prioridade para a produção/venda dos produtos sujeitos a fatores
limitativos: ordem decrescente de MCu/FL.

Seqüência de cálculos para resolver a questão:

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1) Cálculo dos Custos Variáveis Unitários (CVu) de cada produto:

Produto Matéria-prima Mão-de-obra CIF Variáveis CVu


ALFA 15 10 15 15+10+15 = 40
BETA 20 15 23 20+15+23 = 58
GAMA 25 20 25 25+20+25 = 70
DELTA 28 25 26 28+25+26 = 79
ZETA 30 30 27 30+30+27 = 87

2) Cálculo da razão MCu/FL de cada produto:

CVu PVu MCu


Produto HH MCu/HH
(R$) (R$) (R$)
ALFA 40 100 60 2 60/2 = 30,00
BETA 58 120 62 3 62/3 = 20,67
GAMA 70 150 80 4 80/4 = 20,00
DELTA 79 170 91 5 91/5 = 18,20
ZETA 87 180 93 6 93/6 = 15,50

A tabela acima mostra que o produto ZETA tem a maior MCu. Apesar disso, é
o menos rentável face a existência de limitação na capacidade de produção
global da indústria, pois apresenta a menor razão MCu/FL. Portanto, a resposta
correta é a alternativa E.

GABARITO: E

Exemplo (Contador Junior Petrobrás/2011/Cesgranrio): A Indústria


Santa Maria Ltda. fabrica 5 produtos. Para realizar essa produção, a empresa
utiliza, habitualmente, 178.000 horas/máquina. Entretanto, em julho de 2010,
ocorreu um defeito em uma das máquinas operadoras, reduzindo tal
capacidade em 15%. Os dados dos produtos são os seguintes:

Mão de
Matéria-prima Custos indiretos Horas máquina Unidades Preço de venda
Modelos obra direta
(R$) variáveis (R$) unitárias vendidas (R$)
(R$)
Alfa 120,00 100,00 70,00 1,5 h/m 20.000 410,00
Beta 130,00 80,00 60,00 2,0 h/m 18.000 400,00
Gama 110,00 55,00 60,00 2,5 h/m 16.000 395,00
Delta 145,00 115,00 90,00 3,0 h/m 14.000 580,00
Eta 135,00 105,00 80,00 3,5 h/m 12.000 560,00

Sabendo-se que os custos fixos montam a R$ 3.300.000,00 por mês, o


produto que deve ter sua produção reduzida em função do defeito ocorrido,
visando a maximizar o resultado da empresa, é o denominado

(A) Alfa.

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(B) Beta.
(C) Gama.
(D) Delta.
(E) Eta.

Resolução

O Fator Limitativo (FL) da capacidade produtiva é o número total de


horas/máquina (hmaq).

Neste caso, deve-se priorizar a produção dos produtos por ordem decrescente
de MCu/hmaq. Veja a tabela a seguir.

Custos
Preço de Mão de
Matéria- indiretos Custo variável
venda obra direta MCu
Modelos prima (R$) variáveis unitário (R$) MCu/hmaq
(R$) (R$) (A – E = F)
(B) (R$) (B + C + D = E)
(A) (C)
(D)
120,00 + 100,00 + 410 – 290 =
Alfa 410 120 100 70 120/1,5 = 80
70,00 = 290 120
130,00 + 80,00 + 400 – 270 =
Beta 400 130 80 60 130/2,0 = 65
60,00 = 270 130
110,00 + 55,00 + 395 – 225 =
Gama 395 110 55 60 170/2,5 = 68
60,00 = 225 170
145,00 + 115,00 + 580 – 350 = 230/3,0 =
Delta 580 145 115 90
90,00 = 290 230 76,7
135,00 + 105,00 + 560 – 320 = 240/3,5 =
Eta 560 135 105 80
80,00 = 290 120 68,6

O produto menos rentável é Beta, pois apresenta a menor MCu/hmaq.


Portanto, este é o produto que deve ter sua produção reduzida em função do
defeito ocorrido.

Cabe ressaltar que os produtos Alfa e Eta são mais rentáveis que Beta, apesar
das suas respectivas margens serem menores que a MCu de Beta. Note que
uma hora-máquina aplicada na produção de Alfa gera uma margem de
contribuição que excede a margem de contribuição de Beta em R$ 15,00 (=
R$80 – R$65). No caso da fabricação de Eta, cada hora-máquina aplicada gera
R$ 3,60 (= R$68,60 – R$65) a mais para a firma que na produção de Beta.

GABARITO: B

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4.3 Resumo

⇒ CT = CF + CV
(Custo Total = Custo Fixo + Custo Variável)

⇒ RT = PVu x Q
(Receita Total = Preço de Venda Unitário x Quantidade Produzida)

⇒ MCu = PVu – CVu


(Margem de Contribuição Unitária = Preço de Venda Unitário – Custo Variável
Unitário)

⇒ CVu = CV/Q
(Custo Variável Unitário = Custo Variável/Quantidade)

⇒ CFu = CF/Q
(Custo Fixo Unitário = Custo Fixo/Quantidade)

⇒ Qe = CF/MCu
(Ponto de Equilíbrio = Custo Fixo/Margem de Contribuição Unitária)

⇒ LT = (Q – Qe) x MCu
(Lucro Total = (Q – Qe ) x Margem de Contribuição Unitária)

CF + CO
⇒ QeE =
MCu
(Ponto de Equilíbrio Econômico = (Custo Fixo + Custo de Oportunidade)/MCu)

CF − Deprec
⇒ QeF =
MCu
(Ponto de Equilíbrio Financeiro = (Custo Fixo – Depreciação)/MCu)

⇒ QeE ≥ Qe ≥ QeF

Q − Qe
⇒ MS =
Q
(Margem de Segurança = (Q – Qe)/Q)

∆LT / LT (LTQ2 − LTQ1 ) / LTQ1


⇒ GAO = =
∆Q/Q (Q 2 − Q1 ) / Q1
(Grau de Alavancagem Operacional = variação do lucro total/variação das
vendas)

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Q1 1
⇒ GAO = =
Q1 − Q e MS

⇒ Maximização do lucro quando há Fator Limitativo (FL): ordem decrescente


da razão MCu/FL. Exemplo de FL: horas-máquina.

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4.4 Exercícios de Fixação

1. (ICMS-SP/FCC/2009) Para um ponto de equilíbrio financeiro de 100


unidades, os custos e despesas variáveis, os custos e despesas fixas, o preço
líquido de venda unitário e a depreciação devem ser os expressos em:

Custos e
Despesas Custos e Preço Líquido de
Depreciação
Variáveis Despesas Fixas Venda Unitário
(em R$)
Unitárias (em (em R$) (em R$)
R$)
A 30,00 14.000,00 200,00 800,00
B 40,00 11.900,00 150,00 900,00
C 50,00 11.650,00 150,00 650,00
D 60,00 15.000,00 200,00 750,00
E 70,00 16.000,00 270,00 850,00

2. (ICMS-SP/FCC/2009) Considere as seguintes informações sobre a


estrutura de uma empresa:

- Custos e despesas variáveis: R$ 100,00 por unidade.


- Custos e despesas fixas: R$ 50.000,00 por mês.
- Preço de venda: R$ 150,00 por unidade.
- Aumento da depreciação: 40%.

O ponto de equilíbrio contábil, em unidades, considerando-se que a


depreciação representa 20% do total dos Custos de Despesas fixas é

(A) 1.080
(B) 1.100
(C) 1.120
(D) 1.180
(E) 1.200

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3. (ICMS-SP/FCC/2006) Para um ponto de equilíbrio financeiro de 2.000


unidades serão necessários, na sequência, custos e despesas variáveis, custos
e despesas fixas , preço unitário de venda, depreciação:

(A) R$700,00 R$ 4.000.000,00 R$ 1.200,00 R$800.000,00


unitário unitário
(B) R$725,00 R$ 2.500.000,00 R$ 1.500,00 R$950.000,00
unitário unitário
(C) R$650,00 R$ 3.900.000,00 R$ 1.225,00 R$625.000,00
unitário unitário
(D) R$600,00 R$ 2.600.000,00 R$ 1.350,00 R$750.000,00
unitário unitário
(E) R$750,00 R$ 1.400.000,00 R$ 1.050,00 R$845.000,00
unitário unitário

(MDIC/ESAF/2012) Fundamentado nos dados da tabela a seguir, responda


as questões 4 e 5.

Empresa Aceleração S.A.

Motor 1: Fórmula Motor 2: Agilex


Matéria-Prima R$ 300,00 por unidade R$ 100,00 por unidade

Mão de Obra R$ 80,00 por hora R$ 50,00 por hora


Direta 3 horas por unidade 2 horas por unidade

Preço de Venda R$ 600,00 R$ 300,00


Custos Fixos R$ 2.000,00 R$ 3.000,00
Despesas Fixas R$ 4.000,00 R$ 2.000,00

A demanda requerida pelo mercado é de 50 unidades por exercício (ano) de


cada produto.

4. A margem de contribuição de cada produto é, respectivamente:

(A) R$ 100,00, R$ 50,00


(B) R$ 30,00, R$ 50,00
(C) R$ 220,00, R$ 150,00

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(D) R$ 60,00, R$ 100,00
(E) R$ 50,00, R$ 30,00

5. Os pontos de equilíbrio são, respectivamente:

(A) 100 e 50 unidades


(B) 30 e 50 unidades
(C) 50 e 100 unidades
(D) 50 e 30 unidades
(E) 220 e 150 unidades

6. (ICMS-PR/UEL-Cops/2012) Para a produção de 80.000 unidades do


produto Alfa, são necessários custos variáveis totais de R$ 800.000,00 e
custos fixos totais de R$ 400.000,00. Sendo o preço de venda unitário de R$
30,00, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o ponto de
equilíbrio, em unidades.

(A) 15.000
(B) 20.000
(C) 25.000
(D) 30.000
(E) 40.000

7. (ICMS-PR/UEL-Cops/2012) Tendo uma indústria incorrido em custos


totais fixos de R$ 10.000,00 e variáveis de R$ 20.000,00, para uma produção
de 1.000 unidades, com base no fato de que, no sistema de custeio por
absorção, a quantidade produzida oscila para mais ou para menos, considere
as afirmativas a seguir.

I. O custo total fixo varia.


II. O custo total variável não varia.
III. O custo unitário fixo varia.
IV. O custo unitário variável não varia.

Assinale a alternativa correta.

(A) Somente as afirmativas I e II são corretas.


(B) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
(C) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
(D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.

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(E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

8 (ICMS-PR/UEL-Cops/2012). Uma indústria produz e vende apenas dois


tipos de produtos, sendo um para exportação e outro para o mercado interno,
os quais apresentam contribuição unitária de R$ 22,50 e R$ 18,00,
respectivamente. Durante um determinado mês, os custos fixos foram de R$
1.620.000,00, que foram rateados pela margem de contribuição total de cada
produto.
Nesse mesmo mês, a indústria vendeu seus produtos conjuntamente, nas
quantidades a seguir.

Produto para Exportação 72.000 unidades

Produto para Mercado Interno 90.000 unidades

Partindo-se dos dados informados, assinale a alternativa que apresenta,


corretamente, o ponto de equilíbrio de cada produto.

Produto para Exportação 18.000 unidades

(A) Produto para Mercado Interno 22.500 unidades

Total 40.500 unidades

Produto para Exportação 20.000 unidades

(B) Produto para Mercado Interno 20.000 unidades

Total 40.000 unidades

Produto para Exportação 22.500 unidades

(C) Produto para Mercado Interno 18.000 unidades

Total 40.500 unidades

Produto para Exportação 36.000 unidades

(D) Produto para Mercado Interno 45.000 unidades

Total 81.000 unidades

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Produto para Exportação 40.000 unidades

(E) Produto para Mercado Interno 40.000 unidades

Total 80.000 unidades

(ANTAQ/CESPE-UnB/2009) Com relação aos conceitos e aplicações


atinentes a custos em geral, julgue os itens subsequentes.

9. Sabendo-se que, em uma empresa industrial, os custos e despesas fixos são


de R$ 540.000,00, e a margem de contribuição unitária, R$ 120,00, conclui-se
que a empresa deverá produzir e vender, no mínimo, 4.500 unidades para que
não haja prejuízo.

10. Considere a hipótese de o ponto de equilíbrio contábil ter sido calculado


com base em custos e despesas fixos que incluem depreciação e amortização,
que não representarão desembolso. Nesse caso, é correto afirmar que o ponto
de equilíbrio financeiro será obtido a um nível de produção superior ao
calculado para a obtenção do equilíbrio contábil.

Informações
impostos sobre o lucro 24%
deduções da receita 30%
quantidade vendida 800
quantidade produzida 1.000
Custos (R$)
mão-de-obra direta unitária 1,30
matéria-prima unitária 1,10
outros custos diretos unitários 3,40
custos indiretos de fabricação fixos 2.400,00
despesas operacionais fixas 1.140,00
preço de venda unitário 17,00

(Serpro/CESPE-UnB/2008/Adaptada) As indústrias adotam diversas


metodologias para a tomada de decisões e apuração do resultado de suas
operações. Um exemplo é a adoção do custeio variável ou do custeio por
absorção. Acerca dessas metodologias e utilizando as informações do quadro
acima, julgue os itens subseqüentes (questões 11 e 12).

11. Caso o valor da mão-de-obra direta sofra uma variação de custo


desfavorável de 20% e o preço de venda unitário seja acrescido em 5%, a
margem de contribuição unitária obtida, segundo o custeio variável, será
superior à atual da empresa.
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12. O ponto de equilíbrio contábil, apurado segundo a ótica do custeio


variável, é inferior a 570 unidades.

Componente Valor (em R$)


custos variáveis unitários 2,10
despesas variáveis unitárias 1,70
custos fixos mensais 13.250,00
despesas fixas ao mês (incluindo 21.440,00
R$ 8.000 de depreciação)
depreciação mensal fixa das 6.200,00
máquinas da fábrica
preço de venda unitário 12,00

(SEPLAG-DF/CESPE-UnB/2008) Considere que as informações da tabela


acima digam respeito a uma empresa cuja capacidade de produção mensal é
de 10.000 unidades. Considere também que o imposto sobre a receita é de
10% e que o imposto sobre o lucro é de 20%.

Com respeito à situação apresentada, julgue os itens de 13 a 16, acerca da


utilização do custeio variável para o gerenciamento de empresas.

13. O ponto de equilíbrio contábil mensal é superior a 5.950 unidades.

14. O ponto de equilíbrio financeiro mensal é superior a 6.020 unidades.

15. Com a produção e venda de 8.200 unidades, o lucro após impostos é de


R$ 13.208,00.

16. Caso a empresa resolva aumentar em 10% suas atividades, além da


produção máxima, mantendo a mesma estrutura de custos, o grau de
alavancagem operacional será de 4,20.

(ACE TCE-ES/Cespe-UnB/2012) Considerando que uma empresa industrial


consuma 60% de sua receita de vendas com seus custos variáveis, possuindo
uma margem de contribuição unitária de $ 30, e que essa empresa obtenha
um lucro operacional líquido de $ 12.000 com a venda de 10.000 unidades,
julgue os próximos itens.

17. A empresa atinge o ponto de equilíbrio contábil com o faturamento de $


700.000.

18. É necessário que essa empresa triplique o volume de vendas para que
obtenha um lucro três vezes maior do que o atual sem alterar sua estrutura de
custos ou seus preços.
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19. O faturamento dessa empresa é superior a $ 740.000.

(ANAC/CESPE-UnB/2012) Tendo em vista que a análise de custos é um dos


principais fatores para a tomada de decisões em uma empresa, julgue os itens
que se seguem.

20. Quanto maior for a razão que fornece o valor da margem de segurança,
maior será o risco de se ultrapassar o ponto de equilíbrio.

21. A análise do ponto de equilíbrio presume que há somente um produto ou


grupo constante de produtos em que o preço de venda, a eficiência da
produção e o custo variável por unidade são constantes.

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4.5 Gabarito

1–B
2–A
3–B
4–D
5–A
6–B
7–C
8–D
9–C
10 – E
11 – C
12 – E
13 – E
14 – E
15 – C
16 – E
17 – E
18 – E
19 – C
20 – E
21 – C

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4.6 Resolução dos Exercícios de Fixação

1. (ICMS-SP/FCC/2009) Para um ponto de equilíbrio financeiro de 100


unidades, os custos e despesas variáveis, os custos e despesas fixas, o preço
líquido de venda unitário e a depreciação devem ser os expressos em:

Custos e
Despesas Custos e Preço Líquido de
Depreciação
Variáveis Despesas Fixas Venda Unitário
(em R$)
Unitárias (em (em R$) (em R$)
R$)
A 30,00 14.000,00 200,00 800,00
B 40,00 11.900,00 150,00 900,00
C 50,00 11.650,00 150,00 650,00
D 60,00 15.000,00 200,00 750,00
E 70,00 16.000,00 270,00 850,00

Resolução

Deve-se verificar a consistência de cada uma das alternativas utilizando-se as


fórmulas

CF − Deprec
QeF =
MCu
e
MCu = PVu − CVu

14.000 − 800 13.200


(A) QeF = = = 77 => INCONSISTENTE.
200 - 30 170

11.900 − 900 11.000


(B) QeF = = = 100 => CONSISTENTE.
150 - 40 110

Podemos parar a resolução por aqui, porque é lógico que as demais


alternativas são inconsistentes (verifique).

GABARITO: B

2. (ICMS-SP/FCC/2009) Considere as seguintes informações sobre a


estrutura de uma empresa:

- Custos e despesas variáveis: R$ 100,00 por unidade.


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- Custos e despesas fixas: R$ 50.000,00 por mês.
- Preço de venda: R$ 150,00 por unidade.
- Aumento da depreciação: 40%.

O ponto de equilíbrio contábil, em unidades, considerando-se que a


depreciação representa 20% do total dos Custos de Despesas fixas é

(A) 1.080
(B) 1.100
(C) 1.120
(D) 1.180
(E) 1.200

Resolução

Sabemos que

CT = CV + CF

No ponto de equilíbrio, temos que a equação dada acima fica na forma

(1) 150 x Qe = 100 x Qe + CF

De acordo com a eq. (1), o ponto de equilíbrio estará determinado se


soubermos o valor de CF.

Determinação de CF

O CF era de R$50.000,00. Porém, houve um aumento de 40% da depreciação,


que correspondia a 20% x CF = 20% x 50.000,00 = 10.000,00 (inclusos no CF
dado no enunciado). Logo devemos adicionar 40% x 10.000,00 = 4.000,00
relativos ao aumento da depreciação ao custo fixo total:

CF´ = CF + ∆CF = 50.000 + 4.000 = 54.000

Substituindo em (1), temos (deve-se trocar CF por CF´, que é o novo custo
fixo total)

150 x Qe = 100 x Qe + 54.000


50 x Qe = 54.000

Qe = 1.080 unidades.

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GABARITO: A

3. (ICMS-SP/FCC/2006) Para um ponto de equilíbrio financeiro de 2.000


unidades serão necessários, na sequência, custos e despesas variáveis, custos
e despesas fixas , preço unitário de venda, depreciação:

(A) R$700,00 R$ 4.000.000,00 R$ 1.200,00 R$800.000,00


unitário unitário
(B) R$725,00 R$ 2.500.000,00 R$ 1.500,00 R$950.000,00
unitário unitário
(C) R$650,00 R$ 3.900.000,00 R$ 1.225,00 R$625.000,00
unitário unitário
(D) R$600,00 R$ 2.600.000,00 R$ 1.350,00 R$750.000,00
unitário unitário
(E) R$750,00 R$ 1.400.000,00 R$ 1.050,00 R$845.000,00
unitário unitário

Resolução

Deve-se verificar a consistência de cada uma das alternativas utilizando-se as


fórmulas

CF − Deprec
QeF =
MCu
e
MCu = PVu − CVu

4.000.000 − 800.000 3.200.000


(A) QeF = = = 6.400 ⇒ INCONSISTENTE.
1.200 - 700 500

2.500.000 − 950.000 1.550.000


(B) QeF = = = 2.000 ⇒ CONSISTENTE.
1.500 - 725 775

Podemos parar a resolução por aqui, porque as demais são inconsistentes


(verifique).

GABARITO: B

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(MDIC/ESAF/2012) Fundamentado nos dados da tabela a seguir, responda


as questões 4 e 5.

Empresa Aceleração S.A.

Motor 1: Fórmula Motor 2: Agilex


Matéria-Prima R$ 300,00 por unidade R$ 100,00 por unidade

Mão de Obra R$ 80,00 por hora R$ 50,00 por hora


Direta 3 horas por unidade 2 horas por unidade

Preço de Venda R$ 600,00 R$ 300,00


Custos Fixos R$ 2.000,00 R$ 3.000,00
Despesas Fixas R$ 4.000,00 R$ 2.000,00

A demanda requerida pelo mercado é de 50 unidades por exercício (ano) de


cada produto.

4. A margem de contribuição de cada produto é, respectivamente:

(A) R$ 100,00, R$ 50,00


(B) R$ 30,00, R$ 50,00
(C) R$ 220,00, R$ 150,00
(D) R$ 60,00, R$ 100,00
(E) R$ 50,00, R$ 30,00

Resolução

MCu = PVu – CVu

Motor 1:

PVu1 = R$ 600,00/un.
CVu1 = MD1 + MOD1 = R$ 300/un. + (R$ 80,00/h x 3h/un.) = R$ 540,00/un.
MCu1 = R$ 600,00/un. – R$ 540,00/un. = R$ 60,00/un.

Motor 2:

PVu2 = R$ 300,00/un.
CVu2 = MD2 + MOD2 = R$ 100/un. + (R$ 50,00/h x 2h/un.) = R$ 200,00/un.
MCu2 = R$ 300,00/un. – R$ 200,00/un. = R$ 100,00/un.

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GABARITO: D

5. Os pontos de equilíbrio são, respectivamente:

(A) 100 e 50 unidades


(B) 30 e 50 unidades
(C) 50 e 100 unidades
(D) 50 e 30 unidades
(E) 220 e 150 unidades

Resolução

Ponto de equilíbrio:

Qe = CF/MCu,

em que CF engloba os custos e despesas fixos.

Motor 1:

CF1 = R$ 2.000,00 + R$ 4.000,00 = R$ 6.000,00


Qe1 = R$ 6.000/R$ 60/un. = 100 unidades

Motor 2:

CF2 = R$ 3.000,00 + R$ 2.000,00 = R$ 5.000,00


Qe2 = R$ 5.000/R$ 100/un. = 50 unidades

GABARITO: A

6. (ICMS-PR/UEL-Cops/2012) Para a produção de 80.000 unidades do


produto Alfa, são necessários custos variáveis totais de R$ 800.000,00 e
custos fixos totais de R$ 400.000,00. Sendo o preço de venda unitário de R$
30,00, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o ponto de
equilíbrio, em unidades.

(A) 15.000
(B) 20.000
(C) 25.000
(D) 30.000
(E) 40.000

Resolução
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Dados:

• Custo Variável Total (CV) = $ 800.000


• Custo Fixo Total (CF) = $ 400.000
• Quantidade produzida (Q) = 80.000 un.
• Preço de Venda Unitário (PVu) = $ 30/un.

Cálculo do ponto de equilíbrio (Qe) em unidades:

⇒ Custo Variável Unitário (CVu) = CV/Q = $800.000/80.000 un.= $10/un.

⇒ Margem de Contribuição Unitária (MCu) = PVu – CVu = 30 – 10 = $20/un.

⇒ Qe = CF/MCu = $400.000/($20/un.) = 20.000 un.

GABARITO: B

7. (ICMS-PR/UEL-Cops/2012) Tendo uma indústria incorrido em custos


totais fixos de R$ 10.000,00 e variáveis de R$ 20.000,00, para uma produção
de 1.000 unidades, com base no fato de que, no sistema de custeio por
absorção, a quantidade produzida oscila para mais ou para menos, considere
as afirmativas a seguir.

I. O custo total fixo varia.


II. O custo total variável não varia.
III. O custo unitário fixo varia.
IV. O custo unitário variável não varia.

Assinale a alternativa correta.

(A) Somente as afirmativas I e II são corretas.


(B) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
(C) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
(D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
(E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

Resolução

Análise das afirmativas:

I. Incorreta, porque o custo total fixo não varia.

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II. Incorreta, porque o custo total variável varia.

III. Correta, porque CFu = CF/Q.

IV. Correta, porque CVu = CV/Q = K, em que K denota um valor constante.

GABARITO: C

8 (ICMS-PR/UEL-Cops/2012). Uma indústria produz e vende apenas dois


tipos de produtos, sendo um para exportação e outro para o mercado interno,
os quais apresentam contribuição unitária de R$ 22,50 e R$ 18,00,
respectivamente. Durante um determinado mês, os custos fixos foram de R$
1.620.000,00, que foram rateados pela margem de contribuição total de cada
produto.
Nesse mesmo mês, a indústria vendeu seus produtos conjuntamente, nas
quantidades a seguir.

Produto para Exportação 72.000 unidades

Produto para Mercado Interno 90.000 unidades

Partindo-se dos dados informados, assinale a alternativa que apresenta,


corretamente, o ponto de equilíbrio de cada produto.

Produto para Exportação 18.000 unidades

(A) Produto para Mercado Interno 22.500 unidades

Total 40.500 unidades

Produto para Exportação 20.000 unidades

(B) Produto para Mercado Interno 20.000 unidades

Total 40.000 unidades

Produto para Exportação 22.500 unidades

(C) Produto para Mercado Interno 18.000 unidades

Total 40.500 unidades

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Produto para Exportação 36.000 unidades

(D) Produto para Mercado Interno 45.000 unidades

Total 81.000 unidades

Produto para Exportação 40.000 unidades

(E) Produto para Mercado Interno 40.000 unidades

Total 80.000 unidades

Resolução

Dados:

• MCu(Exp) = $ 22,50
• MCu(Int) = $ 18,00
• CF(Total) = $ 1.620 mil (rateados pela margem de contribuição de cada
produto)

em que MCu denota a Margem de Contribuição unitária, CF é o Custo Fixo, Exp


e Int representam produto para exportação e produto para mercado interno,
respectivamente.

⇒ Margem de Contribuição total (MC) de cada produto:

• MC(Exp) = 72.000 un. x $ 22,50/un. = $ 1.620 mil


• MC(Int) = 90.000 un. x $ 18,00/un. = $ 1.620 mil

⇒ Margem de Contribuição Total (MCT) = 2 x $ 1.620 mil = $ 3.240 mil.


Observe que cada produto contribui com 50% da MCT (este será o fator de
rateio).

⇒ Rateio do CF(Total):

• CF(Exp) = CF(Total) x fator de rateio = CF(Total) x MC(Exp)/MCT =


$1.620 mil x (1.620/3.240) = $ 810 mil
• CF(Int) = CF(Total) x fator de rateio = CF(Total) x MC(Int)/MCT = $
1.620 mil x (1.620/3.240) = $ 810 mil.

⇒ Cálculo do ponto de equilíbrio de cada produto em unidades:

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• Qe(Exp) = CF(Exp)/MCu(Exp) = $810 mil/$22,50/un. = 36.000


un.
• Qe(Int) = CF(Int)/MCu(Int) = $810 mil/$18,00/un. = 45.000
un.

GABARITO: D

(ANTAQ/CESPE-UnB/2009) Com relação aos conceitos e aplicações


atinentes a custos em geral, julgue os itens subsequentes.

9. Sabendo-se que, em uma empresa industrial, os custos e despesas fixos são


de R$ 540.000,00, e a margem de contribuição unitária, R$ 120,00, conclui-se
que a empresa deverá produzir e vender, no mínimo, 4.500 unidades para que
não haja prejuízo.

Resolução

Dados:

• Custos e Despesas Fixos (CF) = $ 540.000


• MCu = $ 120

O ponto de equilíbio corresponde à quantidade mínima de produtos


que deverão ser fabricados e vendidos pela empresa para que não
incorra em prejuízo:

Qe = CF/MCu = $ 540.000/($120/un) = 4.500 unidades

Conclui-se que a empresa deverá produzir e vender, no mínimo, 4.500


unidades para que não haja prejuízo. Item certo.

Margem de Contribuição Unitária = MCu = PVu – CVu

em que PVu denota o Preço de Venda unitário e CVu é dada pela relação
(custos e despesas variáveis)/quantidade produzida.

A Margem de Contribuição Total (ou simplesmente Margem de


Contribuição) corresponde à diferença entre a receita total e os custos
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variáveis totais, ou seja, mostra o quanto sobra de receitas para cobrir os
custos e despesas fixos.

GABARITO: C

10. Considere a hipótese de o ponto de equilíbrio contábil ter sido calculado


com base em custos e despesas fixos que incluem depreciação e amortização,
que não representarão desembolso. Nesse caso, é correto afirmar que o ponto
de equilíbrio financeiro será obtido a um nível de produção superior ao
calculado para a obtenção do equilíbrio contábil.

Resolução

Considerando a hipótese de o ponto de equilíbrio contábil (Qe = CF/MCu) ter


sido calculado com base em custos e despesas fixos que incluem depreciação e
amortização, que não representarão desembolso, então o ponto de equilíbrio
financeiro (QeF = (CF – Depreciação)/MCu) será obtido a um nível de produção
inferior ao calculado para a obtenção do equilíbrio contábil, em virtude de
considerar somente os custos e despesas que representam desembolso
financeiro. Para chegar a essa conclusão, basta observar que o numerador da
fórmula do QeF será menor que o numerador da fórmula de Qe. Item errado

O Ponto de Equilíbrio Contábil corresponde à quantidade que


equilibra a receita total com a soma dos custos e despesas relativos aos
produtos fabricados e vendidos:

Qe = CF/MCU

O Ponto de Equilíbrio Econômico corresponde à quantidade que


iguala a receita total com a soma dos custos e despesas acrescidos do Custo
de Oportunidade (CO):

Qe = (CF + CO)/MCU

O Ponto de Equilíbrio Financeiro corresponde à quantidade que


iguala a receita total com a soma dos custos e despesas que representam
desembolso financeiro para a empresa. Os encargos de depreciação são
excluídos do cálculo do ponto de equilíbrio financeiro:

Qe = (CF – Depreciação)/MCU

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GABARITO: E

Informações
impostos sobre o lucro 24%
deduções da receita 30%
quantidade vendida 800
quantidade produzida 1.000
Custos (R$)
mão-de-obra direta unitária 1,30
matéria-prima unitária 1,10
outros custos diretos unitários 3,40
custos indiretos de fabricação fixos 2.400,00
despesas operacionais fixas 1.140,00
preço de venda unitário 17,00

(Serpro/CESPE-UnB/2008/Adaptada) As indústrias adotam diversas


metodologias para a tomada de decisões e apuração do resultado de suas
operações. Um exemplo é a adoção do custeio variável ou do custeio por
absorção. Acerca dessas metodologias e utilizando as informações do quadro
acima, julgue os itens subseqüentes (questões 11 e 12).

11. Caso o valor da mão-de-obra direta sofra uma variação de custo


desfavorável de 20% e o preço de venda unitário seja acrescido em 5%, a
margem de contribuição unitária obtida, segundo o custeio variável, será
superior à atual da empresa.

Resolução

Cálculo da Margem de Contribuição atual

Matéria-Prima = Matéria-Prima Unitária x Quant. Vendida = $1,10/un x 800 un


Matéria-Prima = $ 880

Mão-de-Obra Direta = MOD Unitária x Quantidade Vendida = $1,30/un x 800


un
Mão-de-Obra Direta = $1.040

Outros Custos Diretos = Custos Diretos Unit. x Quant. Vendida = $3,40/un x


800 un
Outros Custos Diretos = $2.720

Custo dos Produtos Vendidos = $880 + $1.040 + $2.720 = $4.640

Apuração do Resultado
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Receita Bruta de Vendas = PV x Quant. = 17 x 800 13.600


(-) Deduções da Receita (30%) = 30% x 13.600 (4.080)
Receita Líquida de Vendas 9.520
(-) Custo dos Produtos Vendidos (4.640)
(=) Margem de Contribuição Atual 4.880

Cálculo da Nova Margem de Contribuição.

Matéria-Prima = Matéria-Prima Unitária x Quant. Vendida = $1,10/un x 800 un


Matéria-Prima = $880

Mão-de-Obra Direta = MOD Unitária x Quantidade Vendida


Mão-de-Obra Direta = $1,30/un x (1 + 20%) x 800 un
Mão-de-Obra Direta = $1.248

Outros Custos Diretos = Custos Diretos Unit. x Quant. Vendida = $3,40/un x


800 un
Outros Custos Diretos = $2.720

Custo dos Produtos Vendidos = $880 + $1.248 + $2.720 = $4.848

Apuração do Resultado

Preço de Venda unitário = 17 x (1 + 5%) = $17,85

Receita Bruta de Vendas = PV x Quant. = 17,85 x 800 14.280


(-) Deduções da Receita (30%) = 30% x 14.280 (4.284)
Receita Líquida de Vendas 9.996
(-) Custo dos Produtos Vendidos (4.848)
(=) Nova Margem de Contribuição 5.148

Nova Margem de Contribuição = $ 5.148 > $ 4.880

Item certo.

GABARITO: C

12. O ponto de equilíbrio contábil, apurado segundo a ótica do custeio


variável, é inferior a 570 unidades.

Resolução

Sabemos que Qe = CF/MCu e que MCu = PVu – CVu. Na questão, quais são
os valores de PVu e CVu?

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⇒ PVu = R$ 17,00 (dado do enunciado)
⇒ CVu = (deduções da receita bruta/un.) + (MOD/un.) + (MD/un.) + (outros
custos diretos/un.),
⇒ CVu = (30% x R$17,00) + R$ 1,30 + R$ 1,10 + R$ 3,40 = R$ 10,90

Logo,

⇒ MCu = PVu - CVu = R$ 17,00 - R$ 10,90 = R$ 6,10


⇒ Qe = CF/MCu = (2.400 + 1.140)/6,10 = 580,33 ⇒ superior a 570 unidades;
item errado.

É bom que você aprenda uma outra maneira de resolver a questão. Segue-se
uma solução alternativa.

Matéria-Prima = Matéria-Prima Unitária x Quant. Vendida = 1,10 x Q


Mão-de-Obra Direta = MOD Unitária x Quantidade Vendida = 1,30 x Q
Outros Custos Diretos = Custos Diretos Unit.x Quant. Vendida = 3,40 x Q

Custo dos Produtos Vendidos = (1,10 + 1,30 + 3,40) x Q = 5,8 x Q

Ponto de Equilíbrio Contábil: Lucro Antes do IR = 0

Receita Bruta de Vendas = PV x Quant. = 17 x Q 17 x Q


(-) Deduções da Receita (30%) = 30% x 17 x Q (5,1 x Q)
Receita Líquida de Vendas 11,9 x Q
(-) Custo dos Produtos Vendidos (5,8 x Q)
(=) Margem de Contribuição 6,1 x Q
(-) Custos Indiretos de Fabricação Fixos (2.400)
(-) Despesas Operacionais Fixas (1.140)
Lucro Antes do IR 6,1 x Q – 3.540

Lucro Antes do IR = 0 ⇒ 6,1 x Q – 3.540 = 0 ⇒ 6,1 x Q = 3.540

⇒ Q = 580,33 unidades

Item errado.

GABARITO: E

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Componente Valor (em R$)


custos variáveis unitários 2,10
despesas variáveis unitárias 1,70
custos fixos mensais 13.250,00
despesas fixas ao mês (incluindo 21.440,00
R$ 8.000 de depreciação)
depreciação mensal fixa das 6.200,00
máquinas da fábrica
preço de venda unitário 12,00

(SEPLAG-DF/CESPE-UnB/2008) Considere que as informações da tabela


acima digam respeito a uma empresa cuja capacidade de produção mensal é
de 10.000 unidades. Considere também que o imposto sobre a receita é de
10% e que o imposto sobre o lucro é de 20%.

Com respeito à situação apresentada, julgue os itens de 13 a 16, acerca da


utilização do custeio variável para o gerenciamento de empresas.

13. O ponto de equilíbrio contábil mensal é superior a 5.950 unidades.

Resolução

A questão será resolvida de de duas maneiras diferentes.

Solução 1:

Ponto de Equilíbrio Contábil: Preço de Venda x Quantidade = Custos Fixos e


Variáveis + Despesas Fixas e Variáveis

12 x Q = (2,1 x Q) + (1,7 x Q) + (10% x 12 x Q) + 13.250 + 21.440 + 6.200

Você notou que incluímos a parcela (10% x 12 x Q) na equação acima? Ela


corresponde ao imposto sobre a receita, que tem natureza de despesa. É por
essa razão que aquela parcela deve ser levada em conta no lado direito da
igualdade (lado dos "custos + despesas"). Essa é uma pegadinha desta
questão!

12.Q – 2,1.Q – 1,7.Q – 1,2.Q = 40.890


7.Q = 40.890 ⇒ Q = 40.890/7 ⇒ Q ≈ 5841 unidades < 5.950 unidades

Solução 2:

Qe = CF/MCu

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MCu = PVu – CVu

Note que o CVu da equação acima leva em conta os custos e despesas


variáveis unitários, incluindo-se o imposto sobre a receita obtida com a venda
de uma unidade. Então,

CVu = custo variável unitário + despesa variável unitária + imposto sobre a


receita obtida com a venda de uma unidade

CVu = 2,10 + 1,70 + (10% x 12,0) = 2,10 + 1,70 + 1,20 = 5,0

MCu = 12,0 – 5,0 = 7,0

Qe = CF/MCu = (13.250 + 21.440 + 6.200)/7 = 40.890/7 ≈ 5841


unidades < 5.950 unidades (mesmo resultado!)

Item errado.

GABARITO: E

14. O ponto de equilíbrio financeiro mensal é superior a 6.020 unidades.

Resolução

O Ponto de Equilíbrio Financeiro (QeF) é a quantidade que iguala a receita total


com a soma dos custos e despesas que representam desembolso financeiro
para a empresa. Por exemplo, os encargos de depreciação são excluídos do
cálculo do ponto de equilíbrio financeiro.

12 x QeF = 2,1 x QeF + 1,7 x QeF + (10% x 12 x QeF) + 13.250 + 21.440 –


8.000

7 x QeF = 26.690 ⇒ QeF ≈ 3.813 unidades < 6.020 unidades

Item errado.

GABARITO: E

15. Com a produção e venda de 8.200 unidades, o lucro após impostos é de


R$ 13.208,00.

Resolução

A questão pede que você determine “o lucro após os impostos”. Como a


apuração do “lucro após os impostos” pelo Custeio Variável dá o

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mesmo resultado da apuração pelo Custeio por Absorção, optamos por
resolver a questão usando o esquema convencional do Custeio por Absorção,
que corresponde à Demonstração do Resultado do Exercício da Contabilidade
Geral.

Custo das Mercadorias Vendidas = Custos Fixos + Custos Variáveis


Custo das Mercadorias Vendidas = 13.250 + 2,10 x 8.200 + 6.200 = 36.670

Receita Bruta de Vendas = 12 x 8.200 98.400


(-) Impostos sobre vendas (10%) (9.840)
Receita Líquida de Vendas 88.560
(-) Custo das Mercadorias Vendidas (36.670)
Lucro Bruto 51.890
(-) Despesas Fixas (21.440)
(-) Despesas Variáveis = 1,70 x 8.200 (13.940)
Lucro Antes do Imposto de Renda 16.510
(-) Imposto sobre o lucro (20%) (3.302)
Lucro Após o Imposto de Renda 13.208

Item certo.

GABARITO: C

16. Caso a empresa resolva aumentar em 10% suas atividades, além da


produção máxima, mantendo a mesma estrutura de custos, o grau de
alavancagem operacional será de 4,20.

Resolução

O Grau de Alavancagem Operacional medr a eficiência operacional alcançada


no processo de gestão de custos e despesas fixos, de modo a aumentar a
rentabilidade.

A questão será solucionada de duas maneiras diferentes.

Solução 1:

G.A.O = (Variação do Lucro Operacional Líquido/Variação das Vendas)

Aumento de 10% das atividades = 10.000 + 10% x 10.000 = 11.000 unidades

I – Lucro Operacional Líquido (= Lucro Antes do Imposto de Renda) para


10.000 unidades:

Custo das Mercadorias Vendidas = Custos Fixos + Custos Variáveis

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Custo das Mercadorias Vendidas = 13.250 + 2,10 x 10.000 + 6.200 = 40.450

Receita Bruta de Vendas = 12 x 10.000 120.000


(-) Impostos sobre vendas (10%) (12.000)
Receita Líquida de Vendas 108.000
(-) Custo das Mercadorias Vendidas (40.450)
Lucro Bruto 67.550
(-) Despesas Fixas (21.440)
(-) Despesas Variáveis = 1,70 x 10.000 (17.000)
Lucro Antes do Imposto de Renda 29.110

II – Lucro Operacional Líquido (= Lucro Antes do Imposto de Renda) para


11.000 unidades:

Custo das Mercadorias Vendidas = Custos Fixos + Custos Variáveis


Custo das Mercadorias Vendidas = 13.250 + 2,10 x 11.000 + 6.200 = 42.550

Receita Bruta de Vendas = 12 x 11.000 132.000


(-) Impostos sobre vendas (10%) (13.200)
Receita Líquida de Vendas 118.800
(-) Custo das Mercadorias Vendidas (42.550)
Lucro Bruto 76.250
(-) Despesas Fixas (21.440)
(-) Despesas Variáveis = 1,70 x 11.000 (18.700)
Lucro Antes do Imposto de Renda 36.110

III – Grau de Alavancagem Operacional:

Variação Percentual do Lucro Líquido = (36.110 – 29.110)/29.110 = 24,05%


Variação Percentual de Vendas = 10%

GAO = (24,05%/10%) ≈ 2,4 < 4,2 (item errado)

Solução 2:

GAO = Q1/(Q1 – Qe) = 1/MS

em que Q1 = 10.000 unidades e Qe = 5.841 unidades.

Atenção: você deve usar Q1, e não Q2, se optar por resolver pela
fórmula que dá o GAO como o inverso da Margem de Segurança!

GAO = 10.000/(10.000 – 5.841) ≈ 2,4 (mesmo resultado!)

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Para fechar a resolução com "chave de ouro", vamos confirmar os valores
obtidos para o Lucro Operacional Líquido nas duas situações (produção/venda
de 10.000 e de 11.000 unidades):

Venda de 10.000 unidades:

Lucro Operacional Líquido 1 = LT1 = MCu x Q1 – CF


LT1 = (7 x 10.000) – (13.250 + 21.440 + 6.200)
LT1 = 70.000 – 13.250 – 21.440 – 6.200 = 29.110 (confirma!)

Venda de 11.000 unidades:

Lucro Operacional Líquido 2 = LT2 = MCu x Q1 – CF


LT2 = (7 x 11.000) – (13.250 + 21.440 + 6.200)
LT2 = 77.000 – 13.250 – 21.440 – 6.200 = 36.110 (confirma!)

GABARITO: E

(ACE TCE-ES/Cespe-UnB/2012) Considerando que uma empresa industrial


consuma 60% de sua receita de vendas com seus custos variáveis, possuindo
uma margem de contribuição unitária de $ 30, e que essa empresa obtenha
um lucro operacional líquido de $ 12.000 com a venda de 10.000 unidades,
julgue os próximos itens.

17. A empresa atinge o ponto de equilíbrio contábil com o faturamento de $


700.000.

Resolução

Dados:

• Custos Variáveis (CV) consomem 60% da Receita de Vendas (RT):


CV = 0,6.RT
• Margem de Contribuição unitária (MCu) de $ 30: MCu = $ 30/un.
• Lucro Operacional Líquido de $ 12.000 (LT = $ 12.000) com a venda de
10.000 unidades (Q = 10.000 un.)

Cálculo do faturamento no ponto de equilíbrio (Qe)

O Lucro Operacional Líquido (LT) associado a uma quantidade de vendas


superior à de equilíbrio (Qe) é dado por

LT = Margem de Contribuição Total – Custos e Despesas Fixos

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Pode-se demonstrar que LT também pode se calculado pela fórmula

LT = (Q – Qe).MCu

Então,

12.000 = (10.000 – Qe).30

400 = 10.000 – Qe ⇒ Qe = 9.600 un.

⇒ Ponto de Equilíbrio = 9.600 unidades.

Mas,

Qe = CF/Mcu,

em que CF denota os Custos e Despesas Fixos. Então

9.600 = CF/30 ⇒ CF = 9.600 x 30 = $ 288.000

⇒ CF = $ 288.000

O faturamento no ponto de equilíbrio, denotado por RTe, iguala a soma dos


Custos Fixos e Custos Variáveis no ponto de equilíbrio (CVe):

RTe = CF + CVe = CF + 0,6.RTe

0,4.RTe = CF ⇒ RTe = CF/0,4 = 288.00/0,4 = $ 720.000

⇒ Faturamento no ponto de equilíbrio = $ 720.000 > $ 700.000.

Item errado.

GABARITO: E

18. É necessário que essa empresa triplique o volume de vendas para que
obtenha um lucro três vezes maior do que o atual sem alterar sua estrutura de
custos ou seus preços.

Resolução

O Grau de Alavancagem Operacional (GAO) é definido por

∆LT / LT ( LTQ − LTQ ) / LTQ


GAO = = 2 1 1

∆Q / Q (Q2 − Q1 ) / Q1
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em que LTQ2 e LTQ1 denotam os lucros operacionais líquidos nos volumes de


vendas de Q2 e Q1 unidades, respectivamente.

Podemos reescrever a fórmula acima na forma

 ∆LT   ∆Q 
  = GAO ×  
 LT   Q 

ou, em valores percentuais,

 ∆LT   ∆Q 
 × 100%  = GAO ×  × 100%  ,
 LT   Q 

em que (∆LT / LT ) × 100% representa a variação percentual do lucro e


(∆Q / Q ) × 100% a variação percentual do volume de vendas.

Você entenderá o significado do GAO com a análise de casos a seguir que


poderia ocorrer em uma empresa.

Caso 1: considere um aumento de 100% do volume de vendas


( (∆Q / Q ) × 100% = 100% ) e GAO = 2 . Neste caso, obtemos
(∆LT / LT ) × 100% = 2 × 100% = 200% (*).

(*) Neste caso, o volume de vendas é duplicado, pois

∆Q
= 1 ⇒ Q2 − Q1 = Q1 ⇒ Q2 = 2Q1
Q1

e o lucro é triplicado

∆LT
= 2 ⇒ LT2 − LT1 = 2 LT1 ⇒ LT2 = 3LT1
LT

Caso 2: (∆Q / Q) × 100% = 100% e GAO = 1 / 2 ⇒ (∆LT / LT ) × 100% = 0,5 × 100% = 50% .

No caso 1, note que a variação percentual do lucro é duas vezes maior que a
variação percentual do volume de vendas (porque GAO = 2), demonstrando
que o aumento do volume de vendas alavanca os lucros da empresa, ou seja,
é necessário que a empresa duplique o volume de vendas para que obtenha
um lucro três vezes maior do que o atual sem alterar a estrutura de custos ou
preços.

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No caso 2, é necessário que a empresa duplique o volume de vendas para que
obtenha um lucro uma vez e meia maior do que o atual sem alterar a estrutura
de custos ou preços. Repare que a duplicação do volume de vendas não
provoca a duplicação do lucro porque GAO é menor que 1. Logo, não há efeito
de alavanca.

Pode-se demonstrar que

Q 1
GAO = =
Q − Qe MS

em que MS é a Margem de Segurança (= percentual de redução de vendas que


se pode suportar sem que haja prejuízo), Q é o volume atual de vendas e Qe é
o volume de vendas no ponto de equilíbrio.

Cálculo do GAO

Dados: Q = 10.000 un.; Qe = 9.600 un. (vide solução do item anterior).

Logo,

10.000 10.000
GAO = = = 25
10.000 − 9.600 400

O item afirma que

“É necessário que essa empresa triplique o volume de vendas


( (∆Q / Q) = 2 ) para que obtenha um lucro três vezes maior do que o
atual (∆LT / LT ) = 2 sem alterar sua estrutura de custos ou seus
∆LT / LT 2
preços” ⇒ GAO = = =1
∆Q / Q 2

Mas o GAO calculado é 25, indicando que o esforço dedicado ao aumento do


volume de vendas (∆Q / Q) causa um acréscimo 25 vezes maior no lucro da
empresa. Item errado.

GABARITO: E

19. O faturamento dessa empresa é superior a $ 740.000.

Resolução

⇒ Faturamento no ponto de equilíbrio = RTe = $ 720.000


⇒ Preço de Venda Unitário = PVu = ?
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⇒ Ponto de equilíbrio em unidades = Qe = 9.600 un.
⇒ Volume atual de vendas em unidades = Q = 10.600 un.

RTe = PVu x Qe ⇒ 720.000 = PVu x 9.600 ⇒ PVu = $ 75/un.

⇒ Faturamento atual = PVu x Q = $ 75 x 10.000/un. = $750.000 > $740.000

Item certo.

GABARITO: C

(ANAC/CESPE-UnB/2012) Tendo em vista que a análise de custos é um dos


principais fatores para a tomada de decisões em uma empresa, julgue os itens
que se seguem.

20. Quanto maior for a razão que fornece o valor da margem de segurança,
maior será o risco de se ultrapassar o ponto de equilíbrio.

Resolução

A Margem de Segurança (MS) é o percentual de redução de


vendas que a empresa pode suportar sem que tenha prejuízo:

Q − Qe
MS =
Q

Quanto mais distante o volume de vendas Q estiver do ponto de equilíbrio Qe,


maior será o valor de MS.

Logo, é errado afirmar que “Quanto maior for a razão que fornece o valor da
margem de segurança, maior será o risco de se ultrapassar o ponto de
equilíbrio”.

Item errado.

GABARITO: E

21. A análise do ponto de equilíbrio presume que há somente um produto ou


grupo constante de produtos em que o preço de venda, a eficiência da
produção e o custo variável por unidade são constantes.

Resolução

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Há limitações ao uso da análise do ponto de equilíbro. Imagine o caso de uma
empresa que fabrica diversos produtos, com preços, custos e despesas
variáveis diferenciados para cada linha de produto. O assunto se complica, pois
não é possível calcular um ponto de equilíbrio global. Uma alternativa é
calcular o ponto de equilíbrio por produto.

O item é certo, porque a análise do ponto de equilíbrio presume que há


somente um produto ou grupo constante de produtos em que o preço de
venda, a eficiência da produção e o custo variável por unidade são constantes

Item certo.

GABARITO: C

Bom estudo e até a próxima aula!

Alexandre Lima
alexandre@pontodosconcursos.com.br

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