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O Malhete

INFORMATIVO MAÇÔNICO, POLÍTICO E CULTURAL


Linhares - ES, Novembro de 2020
Ano XII - Nº 139
omalhete@gmail.com
Filiado à ABIM - Associação Brasileira de
Impressa Maçônica, Sob o nº 075-J

Edição nº 139 Novembro 2020


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3: Lembre-se que o nome de uma pessoa é tas ao invés de dar ordens diretas. Princí-
para ela a som mais doce e importante que pio 5: Permita que a pessoa salve seu pró-
existe em qualquer idioma. Princípio 4: prio prestígio. Princípio 6: elogie o menor
Seja um bom ouvinte. Incentive as pessoas progresso e elogie todo progresso; seja
Por Irmão Valdir Massucatti a falarem sobre elas mesmas. Princípio 5: “sincero na sua apreciação e pródigo no
Fale de coisas que interessem à outra pes- seu elogio”. Princípio 7: Proporcione a
Queridos Irmãos!!! soa. Princípio 6: Faça a outra pessoa sen- outra pessoa uma boa reputação para ela
Estou lendo pela terceira vez o livro que tir-se importante e faça-o com sinceridade. zelar. Princípio 8: Empregue a incentivo.
traz o título do presente artigo: “Como Já na parte III, nos orienta de “Como con- Torne o erro fácil de ser corrigido. Princí-
fazer Amigos & Influenciar Pessoas”, de quistar as pessoas a pensarem do seu pio 9: Faça a outra pessoa sentir-se feliz
Dale Carnegie. O anterior tem mais de 30 modo”, onde 12 princípios básicos bali- realizando aquilo que você sugere.
anos que havia lido. Como ganhei de um zam. Vejamos: Princípio 1: A única manei- Para encerrar, trago um trecho do livro
amigo, resolvi ler novamente, e esta sendo ra de ganhar uma discussão e evitando-a. que destaquei, entre tantos: “Há uma lei da
muito bacana. Princípio 2: Respeite a opinião dos outros, conduta humana de máxima importância.
O livro, como todos, é uma viagem num nunca diga “você está enganado”. Princí- Se obedecermos a esta lei, quase nunca
mundo de boas maneiras, educação, corte- pio 3: Se estiver errado, reconheça seu erro teremos preocupações. A lei é a seguinte:
sia, humildade, sabedora, e por ai vai. Na rápida e enfaticamente. Princípio 4: Come- Fazer sempre a outra pessoa sentir-se
verdade é um manual de relacionamento ce de maneira amigável. Princípio 5: Con- importante. Willian James assegura que:
humano. siga que a outra pessoa diga “sim, sim” 'O mais profundo princípio na natureza
O próprio autor recomenda que após a imediatamente. Princípio 6: Deixe a outra humana é o desejo de ser apreciado'.
leitura de capítulo, volte e releia e assinale pessoa falar boa parte da conversa. Princí- Jesus resumiu isso em um pensamento –
os pontos que julgar importante. pio 7: Deixe que a outra pessoa sinta que a provavelmente o mais importante preceito
Não estou fazendo propaganda do livro, ideia é dela. Princípio 8: Procure honesta- do mundo: “Faça aos outros o que quer
mas recomendo a leitura a todos, pois cer- mente ver as coisas do ponto de vista da que os outros lhe façam”.
tamente ajudará nos relacionamentos pes- outra pessoa. Princípio 9: Seja receptivo às
soais e profissionais, inclusive. ideias e desejos da outra pessoa. Princípio Saudações Fraternais!!!
Ele tem uma leitura muito agradável e é 10: Apele para os mais nobres motivos.
dividido em partes. Na Parte I nos traz 3 Princípio 11: Dramatize as suas ideias.
princípios para lidar com as pessoas: Prin- Princípio 12: Lance, com tato, um desafio.
cípio 1: Não critique, não condene, não se Na parte IV e última do livro, nos traz:
queixe. Princípio 2: Aprecie honesta e sin- “Seja um líder: como mudar as pessoas
ceramente. Princípio 3: Desperte um forte sem ofendê-las nem deixá-las ressenti-
desejo na outra pessoa. das”. Princípio 1: Comece com um elogio
Na parte II, traz Seis maneiras de fazer ou uma apreciação sincera. Princípio 2: Valdir Massucatti
as pessoas gostarem de você, ou tornar Chame a atenção para os erros das pessoas Eminente Grão Mestre Adjunto da Gran-
uma pessoa mais amigável: Princípio 1: de maneira indireta. Princípio 3: Fale de Loja Maçônica do Estado do Espírito
Torne-se verdadeiramente interessado na sobre seus erros antes de criticar os das Santo
outra pessoa. Princípio 2: Sorria. Princípio outras pessoas. Princípio 4: Faça pergun-
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A VERDADEIRA HUMILDADE MAÇÔNICA


xo em essência, em uma crônica adaptada a maçom, não significa olhar constantemente
nossa filosofia. para a própria pequenez e comparar-se aos
Começo o tema com a seguinte pergunta: “ outros. Fazer essas comparações significa
QUAL A VERDADEIRA HUMILDADE DE constantemente nos voltarmos para nós mes-
UM IRMÃO MAÇOM?” Pergunta essa que mos e apenas ver os outros como superiores
nos remete à inúmeras analises em todos os ou como ameaça ao nosso crescimento na
campos da erudição da psicologia moderna, Instituição. A humildade não é uma virtude a
com suas nuances também no campo da Psi- ser conquistado para alcançar a auto perfei-
quiatria contemporânea advinda da globaliza- ção, o que na verdade leva ao orgulho, a frase
ção. Teremos que iniciar tal crônica, com a comum que ouvimos em nossos templos e aga-
definição real do que é HUMILDADE. A pes “em minha humilde opinião” não é nada
humildade não deve ser confundida com além de orgulho disfarçado. Quando a humil-

E
m um Conclave maçônico realizado
por uma determinada Potência, havia baixa autoestima, timidez, sentimentos de infe- dade se torna explícita, não é mais humildade.
um prosélito desfilar de vaidades, rioridade ou auto degradação. Embora ser A psicologia contemporânea usa o termo “au-
onde as alfaias e paramentos ofuscavam o dis- humilde exija reconhecer nossas próprias difi- tenticidade” mais que a humildade. Significa
putar de quem era mais “DIFERENCIADO” culdades, limitações e limites, isso não signifi- viver a verdade sobre si mesmo, ser honesto
em termos de notoriedade naquele evento. ca fazer uma demonstração deles. Humildade consigo próprio e com os outros essa é a ver-
Um pequeno grupo de irmãos, estavam alhe- para o verdadeiro maçom, significa viver na dadeira humildade que deve ser exercitada na
ios a tamanha manifestação de ostentação verdade, aceitando que não somos perfeitos e maçonaria. É um sinal de maturidade psicoló-
daqueles “pombos de aventais” que arrulha- isso deve ser sempre a nossa realidade. Muitas gica e espiritual e de liberdade interior. Em
vam pelos corredores, com frivolidades que irmãos pensam que são humildes, quando, na vez de uma série de comportamentos que deve-
chegavam à beira da mediocridade. Conver- realidade, estão constantemente reclamando e mos adotar, a humildade é um modo de ser e
sando entre si, aqueles honoráveis irmãos, falando sobre quão desafortunados ou desva- de se relacionar com os outros. É caracteriza-
começaram um dialogo contemplativo e ao lorizados são, concentrando-se inteiramente da pela maneira como uma pessoa se aceita e
mesmo tempo dissertativo, sobre o fato tão em si mesmos, o que é uma forma oculta de se valoriza.
comum em nossa Ordem, que transcrevo abai- orgulho. A verdadeira humildade do homem >>>>
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A humildade é como a argamassa que sus- os irmão tem a sua importância na construção
tenta a base de um edifício; sem ela, é impossí- do edifício da verdadeira maçonaria, que é o
vel manter-se de pé na vida espiritual. Após seu TEMPLO, o seu Coração de Pedra trans-
essa explanação acima, fica mais plausível formado em Vaso de Amor. Vemos muitas
algumas conclusões sobre o que vem aconte- lives, com o TEMA: o que viestes fazer aqui?
cendo na modernidade da maçonaria atual: Cada uma mais espetacular que a outra, em
OS IRMÃOS PERDERAM A dizeres, com apresentações riquíssimas de
VERDADEIRA HUMILDADE detalhes supérfluos ou mais elaborados. Mas a
MAÇÔNICA, em sua grande maioria, disse resposta PRINCIPAL sempre será: Vencer
um dos decanos, presentes ao dialogo. Que minhas paixões, submeter minha vontade e
frase impactante, que provocou um profundo fazer novos progressos na Maçonaria, estrei-
e pesado silencio naquele debate. Concluiu o tando os laços de amizade que nos unem como
que repasso Ipsis litteris: "A verdadeira humil- verdadeiros Irmãos”. Ai o irmão pode estar se demais, demonstram empáfia, orgulho arro-
dade do homem maçom é dar o melhor de si perguntando, o que tem a ver o CONCLAVE gante e presunção da verdade. Tal vício de con-
sem se sentir melhor que os outros. É ter cons- MAÇÔNICO do paragrafo inicial com a crô- duta gera, muitas vezes, problemas de ordem
ciência das suas qualidades, mas reconhecer nica apresentada nessa dissertação? interna nas instituições, principalmente na
que tem muitos defeitos também. É mostrar os A resposta é muito simples, TUDO E Maçonaria e disputas desnecessárias, que
seus talentos sem querer abafar os talentos dos NADA. TUDO , pois não é fácil identificar a levam a implosão das Potencias , como tem-
outros. É admirar os outros pelo que eles são vaidade em nós mesmos e os julgamentos da pos observado nos últimos anos, principal-
sem esquecer que você também é filho de espécie devem considerar atitudes hipócritas mente no GOB.
Deus, o Grande Arquiteto do Universo. É que levam à analogia de quem consegue ver E NADA, Se no mundo profano os vaido-
admirar os outros pelo que eles fazem sem um cisco nos olhos dos outros quando tem sos disputam posições de destaque, na Maço-
esquecer que você também é capaz de fazer algo bem maior no próprio olho, conforme naria o obreiro não deve pleitear cargos nem
coisas maravilhosas. É aceitar cargos impor- advertido no “Sermão da Montanha”. Mas, honrarias, realizando apenas e tão-somente os
tantes, mas fazer deles uma maneira de servir condenações e julgamentos à parte, a vaidade trabalhos que realcem o valor da Ordem, e
ainda mais. Assim meus amados irmãos, é transparente quando os observados demons- quando investidos nesses cargos, que ajam
vemos que hoje existam muitos irmãos, que tram um comportamento de se situar acima com Humildade, Serenidade, com foco na
por terem maior bagagem de conhecimento dos demais, por quaisquer atributos, sejam construção e fortalecimento de relações since-
que outros, julgam-se superiores, achando-se estéticos, intelectuais, materiais ou outros que ras, leais e éticas, tendo a convicção de que a
com o direito de menosprezar aqueles que, ensejam uma atitude de atrair admiração. vaidade compromete a sustentação das colu-
menos favorecidos cultural ou financeiramen- Pode ainda se manifestar de uma forma disfar- nas da Loja. A conduta dos Veneráveis e dos
te, não dispõem do mesmo cabedal de conhe- çada, de acordo com objetivos a atingir. Apro- Mestres da Loja é a referência para os Apren-
cimentos, mas que nem por isso podem ser fundar nessas perspectivas não é o nosso obje- dizes e Companheiros, que anseiam por bons
considerados como irmãos inferiores. Não tivo, mas dizem os especialistas que muitas ensinamentos a ser transmitidos com paciên-
podemos nos esquecer de que cada indivíduo vezes o vaidoso o é naturalmente, sem perce- cia, prudência e serenidade.
dentro da Ordem Maçônica, é um especialista ber, e vive desempenhando um personagem Concluindo, repasso a pergunta aos amados
em seu campo de ação. Então... alguém é que escolheu e com os conflitos de encontrar- irmãos: “ A sua Humildade dentro da Ordem é
melhor do que alguém? Pode ter mais conhe- se a si mesmo. A forma mais visível da vaida- verdadeira??? Respondei com franqueza, a
cimentos porque teve mais chances para estu- de é identificada em irmãos em postos de sua resposta não nos ofenderá.
dar, mas não é melhor do que ninguém. Todos comando que, ao se julgarem superiores aos Ir.' .Dario Angelo Baggieri
M.'. I.'. CIM 157465
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A “PALAVRA” NA MAÇONARIA
to dos maçons entre si, bem como para pro- nosso próprio progresso em particular e dos
var a sua regularidade ou o grau em que se IIr.'. no geral.
encontram.
Do mesmo modo com que o toque serve O pedido da palavra
Por Irmão Fernando Palma Lima para expressar o grau de esforço do maçom Normalmente, os Irmãos das Colunas
em penetrar na essência profunda das coi- pedem a palavra da seguinte maneira: o
Palavra sas, ao invés de limitar-se à superfície das Obreiro batendo uma palma da mão e fican-

E
ntende-se por palavra, em Maçona- mesmas, também a Palavra demonstra o seu do de pé e à ordem, (posição em que aguar-
ria, a expressão de uma idéia e o con- ato de fé e a atitude interior de sua consciên- dará autorização para falar) dirigindo-se ao
junto de sinais que esta representa, cia. Vig.'. da sua Col.'., ao qual compete comu-
graficamente. Poucos, bem pouco mesmo, são os IIr.'. nicar o pedido ao Venerável.
O pensamento pode ser transmitido pela que sabem fazer da palavra um uso correto. Autorizado, o Vig.'. lhe concede a Pala-
palavra oral e pela palavra escrita. Em si ela é bem simples, mas as distor- vra.
Para a comunicação o homem pode utili- ções existentes e o seu uso indevido a vem Os VVig.'. pedem a Palavra com um
zar também a mímica e os sinais. tornando tão complexa a ponto de tornar-se golpe de Malh.'., e que lhes será concedida
As nossas palavras, indiferentemente da uma verdadeira arte. da mesma forma, pelo Venerável.
sua origem, possuem um poder construtivo Não há ciência no seu manejo, apenas A Palavra é concedida em seqüência: pri-
ou destrutivo sobre o nosso ser, o nosso cará- raciocínio e bom senso. meiro na Col.'. do Sul, depois na Col.'. do
ter, a nossa vida e as nossas relações; as pala- Há Irmãos que usam a palavra com maes- Norte e, finalmente, no Oriente.
vras positivas detêm um poder construtivo e tria, porque seus discursos são persuasivos, A Palavra não poderá retornar, salvo por
as negativas, destrutivo; as primeiras unem poderosos, cheios de energia e sentimentos, deferência especial do Ven.'., ou a pedido do
e atraem; as segundas, desunem e afastam. de eloqüência simples, despretensiosa. Orador para esclarecimento de dúvida.
Disse Benjamin Franklin: "O homem que Desenvolvem esta energia natural pelo estu- Nesse caso, a Palavra circulará novamen-
não sabe expressar seus pensamentos está do mais árduo, pelo pensamento e pela prá- te, voltando para as CCol.'. .
no mesmo nível daquele que não sabe pen- tica. Atraem e mantêm presa a atenção por A palavra sempre deve ser usada obede-
sar". suas palavras claras e em bom tom. Esses cendo-se as disposições legais...
Afirmar o Bem, negar o Mal; afirmar a quando falam, todos os Irmãos escutam e o Se mais de um Irmão pedir a palavra ao
Verdade, negar o Erro; afirmar a Realidade, entendem. mesmo tempo, fica a critério do Vig.'., orde-
negar a Ilusão; devolver bem por mal, eis É necessário que sejamos práticos e obje- nar o procedimento.
aqui, o uso construtivo da Palavra. tivos no manejo da palavra, procurando
Em Maçonaria a palavra é empregada dizer de forma clara, em bom tom e exata,
não só para a expressão do pensamento, adequadamente com o que pensamos e uti- >>>>
mas também como forma de reconhecimen- lizando-a exclusivamente a serviço do
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Palavra Semestral não.
Esta palavra serve para abonar a atividade É conveniente lem-
entre os Maçons da mesma Obediência. brar que só têm assen-
to no Oriente as Dig-
Nas Grandes Lojas ela é estabelecida pela nidades do Simbolis-
Confederação da Maçonaria Simbólica do mo, visitantes distin-
Brasil - C.M.S.B - que comunica a todas as tos, Mestres Instala-
Grandes Lojas Brasileiras (e somente a elas) dos e os portadores de
sendo transmitida aos Veneráveis Mestres das cargos cujos lugares
Lojas Jurisdicionadas, de forma confidencial sejam no Oriente; o No encaminhamento das votações e nas
e criptografada, conforme estabelecido nas Orador, o Secretário, o 1° Diácono, o Porta- conclusões do Orador não são
legislações. Ela é uniforme para todas as Bandeira, o Porta-Estandarte e o Porta-
Lojas Regulares Jurisdicionadas às Grandes Espada, no REAA. A Palavra a bem da Ordem (ou do Ato)
Lojas e renovadas semestralmente, e não Enquanto O Ven.'. M.'. não der como encer- em Geral e do Quadro em Particular
pode ser transmitida por escrito aos Obreiros.; rada, a Palavra poderá ser solicitada por qual- Como o próprio nome diz a Palavra aqui só
no Grande Oriente do Brasil é originária uni- quer Irmão que esteja assentado no Oriente. deve ser usada para comunicar assuntos de
camente pelo Grão Mestrado e transmitido interesse geral dos IIr.'. , da Ordem e também
também com total reserva. Palavra de Passe da Loja (sem discussões ou diálogos).
(Infelizmente ainda não foi acordado uma É a que se pronuncia ao darem-se os Toques Devemos entender como tais, tudo o que
única palavra entre as Potencias reconheci- e os Sinais de reconhecimento em todos os represente de fato um alerta a todos, ou algo
das). Graus. É a única que pode autorizar a entrada que deva ser conhecido pelos IIr., tudo em
A Prancha que a comunica deve ser incine- nos Templos Maçônicos, sendo necessário, favor do progresso da Ordem e da Loja.
rada na Pira na presença de todos. além disso, para tomar parte nos Trabalhos O Obreiro ao fazer uso da palavra deve
A Palavra Semestral é transmitida somente Maçônicos, possuir condições necessárias fazê-lo estando de pé e à Ordem, excetuando-
aos Irmãos do Quadro da Loja em Cadeia de para dar a palavra. (No GOB e GL o Aprendiz se os casos previstos no Regulamento, no
União, ocasião em que se deve cobrir o Tem- do R.E.A.A. não têm a Palavra de Passe). momento oportuno, com sentimento, clareza
plo aos Irmãos visitantes quando de sua trans- e eloqüência.
missão. A Palavra Sagrada É importante que o Ir.'. tenha algum conhe-
Os Irmãos ausentes no evento devem soli- É uma palavra peculiar a cada Grau e que cimento sobre o assunto a ser tratado em sua
citar a Palavra Semestral ao Venerável Mes- deve ser dita baixinho ao ouvido, como num fala; que o conheça razoavelmente bem,
tre, a qual, no caso de serem muitos IIr.'. deve sopro, e com muita precaução. pois, depois, poderá ser solicitado algum tipo
ser dada em nova Cadeia de União ou excep- Esta palavra não se pronuncia, ela é apenas de esclarecimento.
cionalmente, ele a dará em Loja no ouvido do soletrada, porque o Apr.'. não sabe ainda ler É importante, também, que as palavras este-
Obreiro. nem escrever, sabe apenas soletrar, pois que, jam em perfeita harmonia com os mais eleva-
Atente-se que somente o Ven.'.M.'. poderá vindo do mundo profano, isto é, simbolica- dos anseios de quem as profere.
comunicar a Palavra Semestral a um Obreiro. mente do lugar das trevas, receberá na Maç.'. a
Luz, ou seja, o Conhecimento das coisas Concluindo
Palavra por uma Questão de Ordem maçônicas. IIr.'. procurem sempre apresentar ideias e
É a Palavra que se pede para ponderar sobre Conhecer o significado da Palavra Sagrada projetos, mesmo ao visitar qualquer Loja.
preterição de formalidades ou suscitar dúvi- é conhecer a lei do absoluto. Os adeptos não Que não fiques esperando que só o Venerá-
das sobre interpretação da Constituição ou chegam a este conhecimento a não ser quando vel Mestre ou membros da Administração o
Regulamento Geral, para dirigir comunicação compreendem todo o alcance da palavra cris- façam.
ou pedir esclarecimentos sobre a matéria em tã: “Que seja santificado o Teu nome.”. Que de forma responsável, discutem a
debate. nossa Ordem, a Sociedade e a Maçonaria
Neste caso a Palavra é pedida com as mes- A Palavra na Ordem do Dia onde ela e nós estamos inseridos; que tenha-
mas formalidades já citadas, somente o Vene- - Obedece as mesmas formalidades e deve- mos sempre em mente algo que possamos
rável Mestre poderá concedê-la, não podendo rá ser usada com moderação no tempo, fican- difundir, discutir, meditar, e sempre acredi-
o Obreiro falar mais de uma vez e no máximo do a critério do V.'. M.'. estipulá-lo em minu- tando na capacidade em realizá-los.
por 3 (três) minutos. tos, sendo que ninguém poderá falar mais de Digo mais: “Que nenhuma porta se abra
uma vez, sobre a matéria em debate, exceto os por palavras que não contemplem o Amor, e
Palavra entre Colunas autores das propostas, os relatores das Comis- se assim não for, recolha-as e guarde-as”.
A Palavra entre Colunas poderá ser conce- sões (se for o caso) e Orador nos casos em que
dida pelo Venerável Mestre desde que solici- se fizer necessários esclarecimentos. Fraternalmente,
tada com antecedência (antes do início dos O Obreiro que manifestar o desejo de falar
trabalhos) sendo obrigatoriamente necessário contrariando disposição regulamentar, pode-
levar ao conhecimento do Ven.'. M.'. o assunto rá ser advertido e até convidado pelo Venerá-
que será tratado. vel Mestre a silenciar. E se apesar dessa
A Pal.'. entre CCol.'.poderá ser solicitada advertência, insistir em falar, o Venerável
por Obr.'. que quiser prestar algum esclareci- Mestre poderá faze-lo cobrir o Templo.
mento de assuntos GRAVES ou protestos a O Obreiro que estiver com a Palavra não
fazer e que não deseja ser interrompido por pode: I) Desviar-se da questão em debate; II)
apartes. Falar sobre matéria vencida; III) Usar lingua-
Só o Venerável poderá autorizar o Obreiro gem imprópria; IV) Ultrapassar o tempo que
Fernando Silva de Palma Lima –
a desfazer o Sinal e falar à vontade; nesse tem direito;
CIM.115.552 – Ex-Ministro e Presidente do
caso, o Irmão deverá manter uma postura cor- V ) Fazer ataques pessoais; VI) Deixar de
STEM; ex- Dep. Federal da Augusta, Bene-
reta. atender as advertências do Venerável Mestre.
mérita e Responsável Loja Simbólica Profes-
(Nas Grandes Lojas, os Irmãos com assen- Aparte só pode ser feito com a permissão
sor Hermínio Blackmam-1761 do Oriente de
to no Oriente têm o direito de falar sentados e de quem está com a Palavra, e se concedido
Vila Velha – ES (1993/2019)-ECMA-33.
só ficarão em pé se o desejarem, como uma deve ser objetivo, não devendo ultrapassar a
deferência aos demais Irmãos). No GOB, um minuto.
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CURIOSIDADES MAÇÔNICAS NA NOTA


DE 1 DÓLAR E OS SIMBOLISMOS

P
or mais de um século, a simbologia da
cédula de 1 dólar é fonte de questio-
namentos, discussões e muitos misté-
rios. Existem possíveis evidências que ligam o
desenho da nota à história do país. Mas há
também aqueles que acreditam que tudo ali
tem embasamento na maçonaria, da qual fize-
ram parte 14 dos 44 presidentes americanos.
Dentre os presidentes, destacam-se George
Washington, que foi o primeiro presidente do
país e também o rosto que ilustra a face da nota
de US$ 1 (1 dólar), que alimenta diversas teori-
as; e Thomas Jefferson, que agregou o comitê
que abonou, em 1872, o grande selo nacional,
que fica ao lado esquerdo na cédula de 1 dólar.
Outro componente desse honroso comitê foi
Benjamin Franklin, um dos heróis da indepen- quantidade de penas nas asas e cauda da águia endimentos): sobre as intervenções divinas em
dência americana, que foi considerado um notó- também são referências a números de graus da favor da causa norte-americana. Novus Ordo
rio maçom. maçonaria. Seclorum (Uma nova ordem dos séculos): refe-
Dessa forma, a nota de US$ 1 (1 dólar) é car- Outra interpretação está agasalhada ainda na rência ao início da nova era americana, após a
regada de símbolos com alusões à história nor- garra direita que estão 13 folhas de oliva, indi- independência.
te-americana, porém, a ligação das figuras e dos cando o desejo pela paz (é nessa direção que a
símbolos históricos dos EUA também fazem cabeça da ave olha). Mas, na outra garra, há 13 In God We Trust
alusões com a maçonaria. flechas. A mensagem é clara: o país está pronto
A pluralidade dos desenhos na cédula de US$ Em 1955, uma lei determinou que todo o
para lutar se for necessário. dinheiro americano deveria trazer a frase "In
1 (1 dólar) é um artefato do Grande Selo dos God We Trust" (em Deus confiamos), mas ela
EUA, um dos símbolos do Estado e que elucida A pirâmide apareceu pela primeira vez em uma cédula em
a parte de trás da nota. Ao lado direito da nota, Representa força e longevidade. Ela, porém, 1957.
surge a face do selo, o desenho da águia e, ao é inacabada. O topo está separado do resto, para
lado esquerdo, a parte de trás, vem com o dese- representar que o Estado está em constante cons-
nho de uma pirâmide. Assim a origem do selo é trução. O Olho da Providência, também chama- Selo do Federal Reserve
bem mais antiga do que as notas, e muitos com- do de Olho que Tudo Vê, representa Deus, e sua Cada nota traz na frente um selo do Federal
preendem que ali há referências à maçonaria. intervenção em favor dos EUA. Também é um Reserve, o banco central americano. No selo, há
Vejamos a seguir o significado de algumas dos símbolos da maçonaria. O número em alga- letras de A a L, que indicam um dos 12 locais
simbologias na nota. As informações são de rismo romano na base é a data da declaração de que emitiu a cédula. Nova York, por exemplo, é
independência do país, 1776. B. San Francisco, L, e Chicago, G. Na foto, o H
Bruno Pellizzari, da Sociedade Numismática
Brasileira, que reúne estudiosos e colecionado- indica que a nota é de St. Louis.
13 por todos os lados
res de moedas, e do Departamento de Estado
O Grande Selo dos EUA é cheio de referênci- Ainda na interpretação das ilustrações da
dos EUA.
as ao número 13. Logo, a nota de um dólar tam- nota, a asa direita da águia tem 32 penas, que
Pode-se inferir que a cédula de 1 dólar é feita
bém representa 13 andares na pirâmide, 13 fle- representariam os 32 níveis da maçonaria esco-
com um tipo especial de papel, composto de
chas e 13 folhas no ramo segurados pela águia, cesa. Do lado esquerdo, há uma pena a mais. A
75% de algodão e 25% de linho. E é verde por-
13 faixas verticais no escudo e 13 estrelas em penugem extra significaria um tipo de bônus
que este pigmento era amplamente disponível
cima dela. A explicação é histórica: são referên- que pode ser alcançado por bons serviços. Já as
na época de sua criação e resistia bem a altera-
cias às 13 colônias originais que formaram os nove penas do rabo fariam referência aos nove
ções químicas ou físicas. Além disso, pesquisas
EUA. degraus da maçonaria de York.
indicavam que, inconscientemente, o público
associava esse tom com o crédito forte do Uma observação isolada é que o fato de o
governo. escudo não estar sendo segurado pela águia
Latim quer dizer que o Estado consegue se suportar
Três frases em latim aparecem na nota de um sozinho, assim como a pirâmide, o “olho que
A águia
dólar. E Pluribus Unum (De muitos, um): está tudo vê” no topo é um ícone maçom. Ele signifi-
Símbolo americano, segura um amo de olive-
escrita na faixa no bico da águia e é referência à ca que os maçons estão sempre sendo vigiados.
ira em uma pata e 13 flechas na outra, simboli-
união das colônias que formaram os EUA. Annu-
zando o poder da paz e da guerra, respectiva-
it Coeptis (Ele [Deus] favoreceu nossos empre-
mente. Alguns historiadores afirmam que a
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AS ROUPAS FAZEM O HOMEM E O MAÇOM


Nossos irmãos ingleses carregam seus própri-
os aventais e luvas com decorações oficiais
adequadas e se orgulham de colocá-los, não de
uma forma arrogante, mas com um orgulho

A Maçonaria em muitos aspectos é a louvável por serem parte da grande família de


mesma em todo o mundo. A lingua- maçons, e o avental é o símbolo externo de
gem dos símbolos, a lenda dos signos essa adesão. Este sentimento mostra um apre-
e os princípios são semelhantes em todos os ço pela fraternidade.
lugares, de modo que um homem pode ser reco- A pergunta tem sido feita freqüentemente:
nhecido como maçom tanto na África quanto "Por que nossas reuniões não são mais bem
na Inglaterra, ou na Alemanha como na Améri- atendidas?" O problema é em grande parte a
ca. As formas e cerimônias podem ser diferen- falta de valorização do trabalho da Loja. Há
tes, mas a linguagem mística é inconfundível. suficiente no trabalho da loja, a concessão de
Há, no entanto, grandes diferenças na esti- graus para interessar o estudante atencioso. As
ma e apreço da fraternidade nos diversos paí- cerimônias são como as flores da primavera,
ses. Muitas vezes ficamos impressionados sempre frescas, belas e novas. As flores desa-
com a alta consideração que nossos irmãos brocham desde que a Mãe Terra começou a
ingleses têm por sua participação na Arte. produzir luxos, mas nunca nos cansamos
Podemos dizer o que quisermos sobre as rou- deles. A ipomeia e a margarida, o nabo e a vio-
pas que não fazem o homem. Aquele que é cui- leta são os mesmos ano após ano, e nós os esti-
dadoso com seu vestido em todas as ocasiões e mamos e amamos da mesma forma. E assim
sempre apresentará a melhor aparência que com o trabalho da sala da Loja, embora as ceri- tão satisfatória quanto poderia ser desejada,
pode possuir, um certo elemento de refinamen- mônias, sinais, símbolos e lendas sejam os mes- ainda há tanto de puro e altruísta devemos nos
to que certamente é louvável, e aquele irmão mos, ainda há uma beleza ou fragrância neles, orgulhar da corrente fraterna que nos une.
que tem o cuidado de aparecer na reunião da uma novidade muito, que se procurarmos, cer- Valorizemos muito a loja, para que não
loja em trajes adequados mostra uma aprecia- tamente encontraremos . tenhamos somente o prazer de auxiliar no tra-
ção de o lugar e as pessoas com quem ele deve Muitas vezes deixamos de apreciar o lado balho, mas ainda mais dispostos a estudar e
se misturar são louváveis. O homem que foi à social da Maçonaria e isso é motivo para falta aprender. Iremos às reuniões com as mãos lim-
festa de casamento não vestido apropriada- de interesse. pas e o coração puro, e vestidos com estilo, não
mente para a ocasião sentiu-se deslocado. As amizades da Maçonaria devem ser as apenas de acordo com a dignidade do lugar,
O irmão que entra no quarto da cabana com mais fortes e ternas. Eles são formados dentro mas mostrando que temos grande considera-
roupas ásperas e desarrumadas não pode dei- de um círculo místico encantado, que deve ter ção pela obra e por nossos companheiros.
xar de sentir uma espécie de humilhação se o fio dourado da fidelidade percorrendo-o, e
tudo em torno dele fez um banheiro cuidadoso. embora a experiência de muitos possa não ser Fonte - The Canadian Craftsman
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O BASTÃO DE COMANDO
NA LITURGIA DO RITO DE YORK.
formaram corporações de ofício que cha- um elemento que pudesse representar o dire-
mavam de Guildas, estas tinham a obriga- ito de uso sobre o local, uma bolsa com um
ção de proteger o ofício e os segredos dos punhado de terra, um galho ou uma chave,
profissionais, com o tempo eles acabam depois quando um nobre se tornava chefe
incorporando também relações sociais e militar recebia de seu senhor um bastão
filosóficas dentro dos seus grupos, onde para comandar suas tropas e delimitar as
somente os iniciados tinham poder de ações de defesa, segundo Le Goff (2018)..
conhecimento de tais segredos. O bastão foi usado a partir da Idade
Originalmente as guildas marcaram uma Média, quando os comandantes de diversas
nova sociedade, instituída pelo cunho urba- forças de diversas nacionalidades e do
1 - INTRODUÇÃO no, manifesta-se num relativo equilíbrio porte das legiões romanas, com mais de mil
Sabemos que a maçonaria está impreg- entre nobreza e seus trabalhadores de ofi- homens. Os comandantes tinham que se
nada de elementos, símbolos, práticas e cio, agora se relacionavam para o bem da distinguir na tropa, para que qualquer sol-
materiais, todos guardam em si um signifi- sociedade, assim sendo os antigos artífices dado, das diversas legiões soubessem quem
cado e uma história, junto aos seus cargos da pedra também ganharam diferentes ati- é o seu dirigente, o chamado Marechal (o
em loja os maçons devem contribuir para o vidades e foram sendo referenciados com Grão-Mestre do Campo de Batalha e da
bom andamento dos trabalhos, mas um fato elementos que pudessem identificar suas Guerra). Tal distinção no meio de numero-
que deve ser elencado é a origem destes pro- ações e obrigações no “Craft”, O termo em sos exércitos, ao que tudo indica, surgiu
cessos que constantemente em loja nos inglês “Craft” significa, como substantivo, entre os chamados de marechal, da Ordem
deparamos, mas por vezes, não temos a arte, o ofício. dos Templários segundo destaque de Vas-
tempo de contemplar sua ancestralidade e Como verbo designa a ação de “fazer”, concellos (1939).
sua história que é importante para o desen- assim nesse contexto é o mesmo que a arte O Bastão, como símbolo de autoridade e
volvimento da arte real. ou o ofício de construir o que lhe dá, no insígnia de comando era usado pelos reis,
Alguns objetos são bastante singulares e caso, uma relação direta com a Maçonaria. assim como pelos grandes comandantes.
antigos, de fato, a trolha, malho, cinzel, a Um objeto dos mais antigos e ainda apli- Em campanha, as batalhas só se iniciavam
régua de vinte e quatro polegadas, mas cado no Rito de York quando empregamos quando o monarca ou o líder no caso o Mare-
além destes temos em alguns ritos (particu- chal fazia o sinal com o bastão.
a ritualística em loja é o bastão de comando,
larmente aqueles de origem inglesa) obje- este fica sob a guarda do Marechal, sobre Na Idade Media, o bastão era liso e sim-
tos que fazem parte e são fundamentais, dão este tema vamos empregar uma observação ples, com 60 a 70 centímetros de compri-
a dimensão do trabalho de alguns irmãos e histórica e seu uso em diferentes momen- mento. No século XVIII, o bastão passou a
são tão antigos quanto os outros elementos tos, bem como a representação do objeto de ser curto, coberto de veludo e ornamentado
já mencionados. comando em diferentes grupos sociais que com emblemas e guarnição de ouro.
A maçonaria ao se fundir, entre operativa ainda nos deparamos de forma usual. Ainda na Idade Média o local de trabalho
e especulativa, passa a introduzir relações dos Pedreiros era governado por um diretor
filosóficas em tais insígnias, mas também 2. A ORIGEM. que protegia o direito dos artesãos em ativi-
mantém uma ação histórica, tendo o cargo No simbolismo histórico da Idade Média dade e como sinal da sua autoridade, esse
ou função associado ao objeto em particu- quando um senhor feudal entregava uma diretor portava uma vara.
lar. gleba de terra para um vassalo a cerimônia
Na Idade Média os antigos construtores era marcada por um ato solene, a entrega de >>>>
O
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A origem desta vara era da igreja, os diá- catedrais. Mas o bastão não significa se sobrepor aos
conos nos templos religiosos eram responsá- O responsável por manter tudo funcionan- atos do venerável e sim que este está sob os
veis por manter a harmonia do local, para do eram os zeladores ou vigilantes, já que o cuidados do grande líder dos trabalhos e foi
isto usavam uma vara para indicar os irmãos mestre deveria se preocupar em cuidar dos designado para uma honrada função junto
que deveriam executar tal atividade, assim planos e manter a obra funcionando na prer- aos irmãos da loja para manter a harmonia e a
eram reconhecidos como os que mantinham rogativa administrativa egrégora.
a ordem e facilmente os iniciados poderiam Para reconhecer os diferentes trabalhado- A função deste texto não é elucidar o tema,
se direcionar a eles para pedir informações res foi designado um elemento de identifica- mas sim indicar uma pequena referência his-
(CRYER). ção, uma vara ou bastão de comando, origi- tórica da origem do uso do bastão no Rito de
O mestre construtor tinha junto dois nalmente vindo do sistema militar dos anti- York, sabemos que outros ritos como o
encarregados ou zeladores que observavam gos cavaleiros e depois empregado por diá- REAA e o adonhiramita (origem Francesa)
os trabalhos e direcionavam as atividades de conos nas igrejas, responsáveis por manter a ou o Rito Schröder (origem germânica) não
construção, também poderiam adentrar na paz e a harmonia da equipe de trabalho no guardam esta particularidade do bastão de
câmara dos traçados e manter as informa- templo comando, sendo possível um novo trabalho
ções para o mestre, desta ordem de hierar- Hoje notamos que o Diácono, Mestre de observando o uso do bastão ou outros ele-
quia temos a função do venerável e dos vigi- Cerimônias e o Marechal são funções e car- mentos em cara rito.
lantes em loja segundo ASLAN (1975) os gos empregados dentro do Rito de York, Por fim para destacar podemos notar que a
dois vigilantes carregavam bastões ou varas cabe a eles contribuir com a administração maçonaria mesmo sendo uma em formação,
de comando com desenhos diferenciados da loja, além é claro dos vigilantes. guarda em sua ritualística, rituais e liturgias,
para indicar suas atribuições. O simbolismo do bastão é importante, histórias tantas que merece um trabalho his-
nele notamos a organização e a identificação tórico constante e profícuo sempre com as
3. CONCLUSÃO dos antigos trabalhadores do ofício e que bençãos do GADU para o bom proveito dos
O bastão de comando que hoje é importan- ainda hoje estão a disposição do mestre, a IIR em loja.
te para os ritos, sendo empregado nos seg- função do Marechal é o de coordenar as ceri-
mentos de origem inglesa, apresenta uma monias da Loja para que se desenvolvam 4. BIBLIOGRAFIA:
1. ASLAN, Nicola. A Maçonaria Operativa. Rio de Janeiro: Ed.
característica comum desde a Idade Média com perfeição e decoro, orientar os visitan- Aurora, 1975.
2. BORGES, Hugo; CAVALCANTE, Sérgio. Rito York: O Sim-
onde os seus trabalhadores era designados tes e irmãos da Loja para que tomem assento bolismo Aprendiz Maçom. 1ª ed. João Pessoa: Gráfica e Editora
como autoridades distintas, eram aqueles de acordo com seus graus. Seu posto em Loja Imprell, 2008.
3. J. S. Vasconcellos. Princípios de Defesa Militar. Editora Biblio-
que tinham uma ligação direta com o mestre é no Oriente, a frente e a esquerda do Venerá- teca do Exército Marinha do Brasil, VI Edição, 1939.
artífice, as guildas precisavam de uma ordem vel Mestre, do lado esquerdo do Capelão. 4. LE GOFF, Jacques. A Civilização do Ocidente Medieval. Edi-
tora Vozes; Edição: 1 RJ. 2018.
de funcionamento. Seu emblema são dois bastões curtos cruza- 5. NEVILLE. CRYER, Extraído de
Além dos companheiros de trabalhos, dos, pois o bastão é o instrumento dos condu- 6. Revista Verde-oliva. Ano XXXV, Nr 196.Abr/ Mai/Jun 2008. p.
18 e 19.
aquele iniciado na arte de lapidar a pedra bru- tores de cerimônias, inclusive os militares. 7. RIBEIRO, J. G. da C. Ritual de Aprendiz – Rito de YORK /
ta, também existiam os jornaleiros, aqueles Não podemos negar que outra função mar- Grande Oriente de Santa Catarina, 2010.

que recebiam trabalho por jornada, ou seja, cante é o mestre de cerimônia, cuja função é
Adriano Viégas Medeiros
por dia, eram trabalhadores comuns que exe- a preparação dos candidatos antes da confe- Confederação Maçônica do Brasil – COMAB
cutavam funções mais simples, mas não rência de cada um dos três graus, e a condu- Grande Oriente de Santa Catarina – GOSC
A R L S LABOR E CONCÓRDIA Nº 146
menos importantes dentro da construção das ção dos candidatos durante as cerimônias. Lages – 19 de FEVEREIRO de 2020.
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O ATEU ESTÚPIDO
A
primeira das Antigas Obrigações, A
respeito de Deus e da religião, começa:
Um maçom é obrigado, por seu man-
dato, a obedecer à lei moral; e, se ele entender a
arte corretamente, nunca será um ateu estúpido.
Que todos os candidatos aos graus expres-
sem uma crença na Divindade é um requisito
fundamental.
Que todos os candidatos eleitos que recebem
o grau de Aprendiz expressem publicamente
uma crença na divindade é um requisito funda-
mental. Nenhuma loja aceitaria a petição de
qualquer homem que não quisesse professar
sua fé na Deidade.
Somos ensinados que nenhum ateu pode ser
nomeado maçom, e a razão geralmente atribuí-
da é que, por não acreditar na Divindade,
nenhuma obrigação pode ser considerada obri-
gatória.
As verdadeiras razões para a não aceitação
de ateus na Fraternidade são muito mais profun-
das. Não estamos totalmente corretos quando
dizemos que nenhuma obrigação pode ser vin-
muito mais desconcertante: "O que é essa divin- mórfico, não em Deus como um Espírito Bri-
culativa sem um juramento. Nossos tribunais
dade em que um homem deve acreditar?" lhante. Ele deve chamar seus irmãos que acredi-
permitem que um quaker afirme em vez de fazer
É aqui que todos os problemas e preocupa- tam, ateus? Eles têm o direito de denominá-lo
um juramento de dizer a verdade, visto que a
ções entram em cena. A idéia que o homem tem assim?
crença religiosa de um quaker não permite que
de Deus difere com o homem, sua educação, Para o geólogo, a própria letra de Deus está
ele jure. No entanto, um quaker que conta uma
seu primeiro treinamento religioso. Para nas rochas e na terra. Para o fundamentalista, a
mentira após sua afirmação está tão sujeito à
alguns, a imagem mental de Deus é a de uma única letra de Deus está na Bíblia. Na medida
pena de perjúrio quanto o crente devoto em
figura venerável e comandante com cabelos e em que o geólogo não acredita na cronologia da
Deus que primeiro jura dizer a verdade e depois
barba brancos esvoaçantes - o grande artista vida na Terra conforme estabelecido na Bíblia,
deixa de fazê-lo. A lei considera verdadeiro
Dore assim retratou Deus em sua Bíblia ilustra- o fundamentalista pode chamar o geólogo de
aquele que afirma, assim como aquele que jura
da maravilhosa. Tal concepção se encaixa natu- ateu. Por contra, o geólogo, certo de que Deus
dizer a verdade.
ralmente em um céu de ruas douradas, fluindo escreveu a história da terra nas rochas, não no
Nenhum ateu pode ser feito um maçom,
com leite e mel. Anjos vestidos de branco fazem Livro, pode chamar o fundamentalista de ateu
muito menos pela falta de poder vinculante da
música celestial em harpas de ouro, enquanto a porque nega o testemunho claro da ciência.
obrigação assumida por tal descrente, do que
Deidade julga entre o bem e o mal. Um é um direito e cada um está tão errado
pelo conhecimento da Maçonaria de que um
Esse Deus antropomórfico, derivado de quanto o outro! Nenhum deles é ateu, porque
ateu nunca pode ser um maçom em seu coração.
passagens descritivas da Bíblia, acrescidas de cada um acredita no Deus que o satisfaz! Você
Todo o nosso simbolismo é baseado em a cons-
desenhos de artistas e cristalizado em uma deve pesquisar a Maçonaria desde o Poema
trução de um Templo ao Altíssimo. Nossos ensi-
época de fé simples, deram tal concepção a mui- Regius, nosso documento mais antigo, até o
namentos são sobre a Paternidade de Deus, a
tos que a consideram adequada. pronunciamento mais recente da mais jovem
irmandade do homem baseada nessa paternida-
Outros concebem a Deidade como um Espí- Grande Loja; você deve ler cada decisão, cada
de e a imortalidade da alma na vida futura. Um
rito Brilhante, que se move através do universo lei, cada decreto de cada Grande Mestre que já
descrente de tudo isso não poderia, de forma
com a velocidade da luz, que está "sem forma" ocupou o Oriente Exaltado, e em nenhum lugar
alguma, ser feliz ou satisfeito em nossa organi-
porque sem corpo, mas que é todo amor, inteli- encontrará um que qualquer irmão deva acredi-
zação.
gência, misericórdia e compreensão. tar no Deus de outro homem. Em nenhum lugar
O que é um ateu?
O homem que acredita no Deus antropomór- da Maçonaria na Inglaterra, suas províncias ou
A questão tem atormentado muitos eruditos
fico descreve sua concepção, então pergunta ao nos Estados Unidos e suas jurisdições depen-
maçônicos e milhares de homens menos sábios.
irmão que acredita em um Espírito Brilhante: dentes, você encontrará qualquer Deus descri-
Ainda é uma questão de perplexidade para mui-
Você acredita no meu Deus? Se a resposta for to, catalogado, limitado no qual um peticioná-
tos homens que temem que o amigo que pediu a
negativa, o questionador pode honestamente rio deve expressar uma crença antes que sua
ele para assinar sua petição seja ateu.
acreditar naquele que responde ser um ateu. A petição possa ser aceita.
É possível tecer teorias prolixas sobre a pala-
Divindade de um cientista, um matemático, um Pois a Maçonaria é muito sábia, ela está
vra, traçar distinções sutis, citar enciclopédias
estudante do cosmos através do telescópio e do velha, e a sabedoria vem com a idade! Ela sabe,
eruditas e produzir uma névoa de incerteza
testemunho da geologia, pode não ser nem como poucas religiões e nenhuma outra Frater-
quanto ao significado de atheist tão desespera-
antropomórfica nem Espírito Brilhante, mas um nidade jamais conheceu, da força do vínculo
dor quanto estúpido. Do ponto de vista da Maço-
poder universalmente penetrante que alguns que reside na concepção de um Deus ilimitado.
naria, um ateu é um homem que não acredita na
chamam de Natureza; outros Grande Causa Pri-
Divindade.
meira; ainda outros Urge Cósmico. >>>>
O que imediatamente traz à tona a questão
Tal homem não acredita no Deus antropo-
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Malhete Novembro de 2020 13
Certa vez, perguntaram a um francês espiri- sam o ateísmo se
tuoso: “Você acredita em Deus?” Ele respon- engane na leitura de
deu: “O que você quer dizer com Deus? Não, seus próprios pensa-
não responda. Pois se você responder, você mentos. Um ateu
define Deus. Um Deus definido é um Deus pode ser um homem
limitado, e um Deus limitado não é Deus! honesto, um bom
Do ponto de vista gentil da Maçonaria, um marido e pai, um cida-
Deus definido e limitado não é o Grande dão honesto, caridoso
Arquiteto do Universo. Somente Deus é ilimi- e honesto. Nesse
tado por definição; Deus sem encontros e caso, toda a sua vida
limites; Deus, sob qualquer nome, por qual- contradiz o que seus
quer concepção, é o conceito fundamental da lábios dizem. Nas
Fraternidade, e acreditar em Quem é o requisi- palavras do poeta:
to fundamental para ser membro. Ele vive pela fé
Em seu grau de Companheiro a Maçonaria que seus lábios
ensina a importância da Lógica. É perfeita- negam, Deus sabe
mente lógico dizer que o finito não pode com- por quê!
preender o infinito; um truísmo tão exato quan- Muitos homens
to dizer que a luz e as trevas não podem existir raciocinaram sobre
no mesmo lugar ao mesmo tempo, ou que o fé, céu, infinito e
som e o silêncio não podem ser experimenta- Deus até que seu cére-
dos ao mesmo tempo. Uma mente que pode bro vacilou com a
compreender o infinito não é finita. Aquilo que impossibilidade de
pode ser compreendido por uma mente finita compreender o infini-
não é infinito. to com o finito, e em uma Deidade não qualificada, ilimitada,
Portanto, é lógico dizer que nenhum terminou dizendo em desespero: Não posso indefinida. Seus filhos não podem, Fraternal-
homem pode compreender Deus, visto que a acreditar em Deus! Então ele tomou sua espo- mente, fazer menos.
única mente que ele tem é finita. sa ou seu filho em seus braços e ali encontrou a Quando o grande cisma na Maçonaria ter-
Mas se um homem não pode compreender o felicidade, completamente alheio ao mais pro- minou em 1813, e as duas Grandes Lojas riva-
Deus em quem ele deve expressar uma crença fundo, como o fato mais simples de todas as is, os modernos (que eram os mais velhos) e os
a fim de ser um maçom, é obviamente o cúmu- crenças e religiões; onde está o amor, também Antigos (que eram os mais jovens, corpo cis-
lo da tolice julgar sua crença por qualquer com- está Deus! mático) se reuniram no Dia de São João para
preensão finita da Deidade. Qual é a melhor Mas a Maçonaria não vai além da palavra formar os Estados Grande Loja, eles estabele-
das razões pelas quais a Maçonaria não faz falada ou escrita. Com a plena compreensão ceram uma base sólida neste ponto para todos
nenhuma tentativa de definição. Ela não diz: de que muitos homens que negam desafiado- os tempos que virão. Posteriormente, foi
“Assim e tal e esta e aquela é a minha concep- ramente a existência de Deus não são, na ver- declarado a todos por esta, a principal Grande
ção de Deus, você acredita Nele? Ela não diz dade, ateus "em seu coração", nossa Ordem, Loja Mãe de todo o Mundo Maçônico:
nada, permitindo que cada peticionário pense no entanto, insiste em uma declaração clara de Seja qual for a religião ou modo de culto de
Nele tão finita ou infinitamente quanto quiser. fé. Não há concessões na Maçonaria; suas exi- qualquer homem, ele não é excluído da
O agnóstico diz francamente: “Não sei em gências não são muitas nem difíceis, mas são Ordem, desde que acredite no glorioso Arqui-
que Deus acredito, ou como ele pode ser for- rígidas. teto do Céu e da Terra e pratique os sagrados
mado ou existir. Só sei que acredito em algo. Tendo aceitado a declaração, no entanto, a deveres da moralidade.
A Maçonaria não pede que ele descreva seu Maçonaria não faz nenhuma frase de qualifi- O que um maçom pensa sobre o glorioso
"algo". Se é para ele aquilo que pode ser cha- cação. Nenhum de nós deveria questionar arquiteto, pelo nome que ele o chama. como
mado de Deus, não importa o quão completa- uma declaração. ele o define ou o concebe, no que diz respeito à
mente diferente do Deus do homem que lhe Não devemos permitir que nossos corações Maçonaria, pode ser um segredo entre a Dei-
entrega a petição, a Maçonaria não pede mais sejam perturbados, porque a concepção que dade e o irmão, guardado para sempre, "em
nada. Ele deve 'crer'. Como ele nomeia seu um peticionário tem da Divindade não é nos- seu coração!"
Deus, como ele o define ou limita, que poderes sa. Não devemos nos preocupar porque ele - Fonte: Short Talk Bulletin
ele dá a ele - a Maçonaria não se importa. pensa em seu Deus de uma forma que não nos
É provável que a maioria dos que profes- satisfaria. A Maçonaria pede apenas a crença
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MAÇONARIA EM NEGÓCIOS
maneira verdadeiramente maçônica. Portan- por que, se a Maçonaria poderia ajudar Jones,
to, não é absolutamente necessário que aquele poderia ajudar Smith. Mas a razão era eviden-
que é solicitado responda como responderia a te para todos os que conheciam os casos;
um pedido maçônico legítimo. Para um Jones corria perigo sem culpa própria e Jones

T
odas as grandes forças morais na vida
dos homens permeiam e, até certo pon- homem que diz a você: tinha uma reputação, tanto nos negócios quan-
to, afetam suas carreiras nos negócios. Você deve fazer isso porque temos uma fra- to na Maçonaria, o que o tornava um bom ris-
Um cristão sincero se esforçará para viver de ternidade comum; "você pode bem respon- co. Smith estava em apuros porque lhe faltava
acordo com a regra de ouro. Um membro con- der:" Você não deve pedir porque temos uma julgamento e habilidade, e sua reputação não
sistente da igreja não será honesto porque é a fraternidade comum. " era boa nem nos negócios nem na Maçonaria.
melhor política, mas porque acredita na honra. Seu verdadeiro irmão não lhe pedirá que Citamos esses pequenos exemplos porque é
Um verdadeiro filósofo aplicará os princípios faça isso em nome da fraternidade, o que ele difícil formular uma regra sobre quando a
de seu estudo às suas relações diárias com o não lhe pediria em nome da amizade. Maçonaria pode ser usada nos negócios e
comércio. Um verdadeiro maçom agirá maço- Sim, existem exceções; muitos deles. As quando não. Em geral, nunca deve ser usado
nicamente tanto nos negócios quanto na loja. histórias que podem ser escritas sobre os casos quando qualquer outro meio estiver disponí-
É inútil dizer que a Maçonaria é apenas para em que o sentimento de fraternidade maçôni- vel. A Maçonaria não prevê que seus seguido-
maçons. Não é. A Maçonaria, para cumprir ca salvou os homens do desastre são inúmeras. res se apoiem uns nos outros, mas espera que
sua promessa, deve ser, em seus aspectos eso- Um homem em sérios problemas pode recor- eles fiquem sobre seus próprios pés. A Maço-
téricos, tanto para o profano quanto para o rer a seus irmãos em busca de ajuda, quando o naria não prevê que o forte carregue o fraco, a
maçom. Ainda mais devem os princípios homem que deseja apenas uma acomodação habilidade de suprir o fraco. A alvenaria não é
maçônicos ser aplicados ao lidar com maçons. nos negócios é proibido antes de começar. uma panacéia para os males sociais ou comer-
Mas há muitos abusos cometidos em nome Havia um maçom a quem chamaremos Jim ciais. Um irmão de sangue ajudará alguém
de negócios maçônicos, contra os quais o Jones, porque esse não era o nome dele. Jim enquanto ele ajudará a si mesmo, amará
maçom recém-formado pode muito bem se estava prestes a falir nos negócios, sem nenhu- alguém enquanto ele for amável e defenderá
proteger. O principal deles é a demanda, em ma culpa real. Jim expôs o assunto ao Mestre alguém enquanto ele estiver fraco, contanto
nome da Maçonaria, por favores comerciais de sua loja. O Mestre chamou alguns banquei- que saiba que seu irmão lhe dará de sua pró-
que nunca seriam pedidos ou concedidos sem ros para uma consulta e o empréstimo neces- pria força quando ele a recuperar. Mas irmãos
uma formação maçônica. sário foi feito, não como banqueiros para o de sangue não irão, por causa de parentesco
Não há desculpa real para o estranho que cliente, mas como Maçons para um Maçom. mútuo, apoiar alguém se ele for um perdulá-
vem até você implorando por seu endosso em Cinco maçons assinaram as notas; e cada nota rio; empreste a um se ele for desonesto; ou
sua nota por causa de sua Maçonaria comum, foi paga. Este foi um caso em que um homem apoie um se ele tropeçar,
e você não está agindo não-maçonicamente se esgotou seu crédito comercial e teve que A irmandade maçônica é modelada na rela-
recusar. É muito menos maçônico receber do recorrer a seu crédito maçônico; foi uma coisa ção terna de irmão de sangue. Seus altruístas
que dar, pedir do que oferecer, exigir do que sensata a fazer, e a ajuda maçônica foi maravi- mais otimistas não acreditam que deva ir mais
propor. O maçom que usa sua Maçonaria lhosamente concedida. Mas quando o vizinho longe.
como meio de obter, quando sem a Maçonaria de Jim, Smith, estava prestes a falhar e pediu o
ele não teria desculpa, não está agindo de uma mesmo remédio para si mesmo, não teve
sucesso. Ele se declarou incapaz de entender >>>>
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Se uma regra for necessária, que seja esta: pontos de vista diferentes. Visto que essa ques- irmandade maçônica para ganhar mais dinhei-
Dê, quando puder, a ajuda solicitada; peça tão não é de direito, mas de ética, provavel- ro.
ajuda apenas quando todos os outros meios mente há mais de uma resposta correta. O homem que deve depender da Maçonaria
falharem. Ofereça a mão amiga sempre que Não há nenhuma obrigação maçônica assu- para poder manter sua loja aberta não é um
tiver força de sobra; use a Maçonaria como mida no altar, o que ainda sugere que um bom maçom.
muleta somente quando sua ausência signifi- maçom deve lidar apenas com os maçons. Não É uma obrigação maçônica fazer o melhor
car um desastre. há lei da maçonaria, nem qualquer estatuto de pela família, trabalhar duro e honestamente; e
Nunca se esqueça, em uma disposição sen- loja, que obrigue tal comércio. obter, bem como dar, o valor recebido pelo
timental de perder ao invés de negar um apelo, Portanto, não é uma violação de qualquer trabalho de alguém. Pagar a um maçom mais
que quando você ajuda um irmão que não tem lei maçônica ou obrigação de não negociar do que o necessário para pagar a um profano é
o direito de pedir sua ajuda, você, assim como com um irmão Maçom. Quem acredita no con- prejudicial à família, pois os priva de algo para
ele, está prejudicando a Maçonaria. Se o supe- trário está mal informado. Também não existe beneficiar um maçom que não tem direito a
rintendente de uma organização de caridade nenhuma lei não escrita sobre o assunto. isso.
receber um pedido de ajuda que ele sabe vir de Mas existe uma obrigação de fraternidade. Como regra geral, os maçons não são o tipo
uma fonte indigna, ele não deve dar a ajuda Até que ponto isso deve ser aplicado, cada de homem que deseja tirar vantagem de sua
solicitada. Mas se ele é de coração mole e irmão deve decidir por si mesmo. Se alguém irmandade maçônica. A maior parte deles des-
cede, em vez de dizer "Não!", O resultado é tem um irmão de sangue por quem possui um preza o uso da Maçonaria para fins comercia-
que ele desperdiça ajuda que deveria ir para o afeto sincero, e esse irmão vende, digamos, is. A grande maioria dos maçons reverencia
merecedor, deprecia sua organização aos carvão. Isto é, faria-se isso contanto que o sua Maçonaria; eles a consideram elevada e
olhos de quem o recebe e torna a verdadeira irmão vendesse carvão bom por seu mérito e sagrada, e longe dos cambistas e dos mercados
caridade ridícula aos olhos do público. por um preço tão justo e com o melhor serviço de comércio.
Para que alguns não digam que isso parece que se pudesse obter de algum não parente. Mas há exceções que pedem e esperam rece-
recuar em dar ajuda, em vez de avançar para Mas se o irmão de alguém aproveitasse o rela- ber consideração especial porque são maçons.
dá-la, respondamos que realmente acredita- cionamento para cobrar um dólar a mais por Isso é muito triste e muito ruim! Nenhum
mos que é melhor dar ajuda maçônica onde tonelada, ou para mantê-lo esperando e frio maçom tem o direito de pedir ou esperar um
não deve ser dada, do que negá-la onde deve- enquanto ele atendia aos pedidos de não desconto de outro maçom por causa da frater-
ria ser dado. Mas, temos um grande respeito parentes, ele trocaria rapidamente de comerci- nidade mútua. Usar a Maçonaria - a Paternida-
pela Maçonaria e temos ciúmes de sua reputa- ante de carvão! de de Deus, a Fraternidade do Homem, a Reli-
ção; nós o consideramos muito alto e sagrado Parece que o mesmo princípio se aplica aos gião do Coração, a Filosofia da Vida - para
para considerarmos sua exploração com equa- irmãos maçônicos de alguém. Entre dois mer- obter um desconto de dez por cento na compra
nimidade. Cremos que não há apelo mais cadores, um profano e outro maçom, ambos de uma mangueira de jardim é abusar da Maço-
comovente do que aquele feito em nome da dando os mesmos bens pelo mesmo preço e naria.
Maçonaria, quando é apropriado ser feito; prestando o mesmo serviço, o maçom deve Dê seu comércio a seus amigos maçônicos
como consequência, devemos acreditar que receber o comércio do maçom. Mas como porque gosta deles, porque sabe que são
não há ato mais desprezível do que abusar da entre um maçom que vende por um preço alto homens bons e verdadeiros, porque vendem
Maçonaria para fins pessoais quando o apelo é e um profano que vende por um preço mais produtos a preços honestos; encontre o mem-
feito e concedido indevidamente. baixo, como entre um maçom que presta um bro da Loja entre os maçons para lidar com ele
Ajude seu irmão em tudo que puder; mas serviço ruim e um profano que presta um bom porque você gosta dele e quer ajudá-lo. Mas
nunca deixe seu irmão abusar de sua ajuda, serviço, a escolha deve ser inversa. trate-o porque você deseja ajudá-lo, não por-
seu coração ou sua Maçonaria. Pois a Maço- Isso não é apenas um bom negócio e bom que espera que ele o ajude. Se você vende em
naria é muito, muito maior que o indivíduo, e senso, mas também uma boa Maçonaria. Pois vez de comprar, dê ao Maçom o melhor que
sua pureza e sua preservação muito mais a Maçonaria deve encorajar o progresso e eli- puder no serviço, porque você gosta dele e
importantes do que dar a nós mesmos o prazer minar os zangões; deve fazer com que seus deseja ajudá-lo, não porque você sente que
de dizer "Sim", quando a única resposta maçô- membros amem a Maçonaria pelo que ela é, tem algum direito moral ou maçônico de nego-
nica que podemos dar é "Não!" não pelo que ela traz. Deve lutar muito contra ciar com seu nome, seus métodos de negócios
O jovem Maçom se depara com uma per- qualquer tentativa de comercializar a Ordem e e seu padrão de ética não lhe daria direito.
gunta, quase assim que se torna um Mestre se ressentir amargamente do uso de seus ensi- Segure a Maçonaria no alto; mantenha sua
Maçom: "Devo negociar apenas com os namentos para ganhar dinheiro. dignidade, sua reputação imaculada. Não o
maçons; é antimaçônico negociar com os pro- O maçom que diz: "Negocie comigo por- misture com dinheiro e com escambo. Pois
fanos?" Ele enviará isso aos maçons mais que sou um maçom" raramente é um bom estava escrito: "Rendei, pois, a César o que é
velhos e receberá quase tantas respostas dife- comerciante. Certamente, ele não tem orgulho de César e a Deus o que é de Deus."
rentes quanto as perguntas que faz. de chamar ou vontade de se manter por conta Dinheiro e comércio pertencem a César.
Damos aqui uma resposta que nos parece própria. O maçom que diz: "Negocie comigo A Maçonaria no coração dos homens per-
correta. Mas deve-se notar que outros têm dire- porque dou bons produtos a um preço hones- tence a Deus!
ito às suas opiniões. Em todas as questões que to" está defendendo a dignidade de sua voca-
têm dois lados, há espaço para argumentação e ção e desprezando o aproveitamento de sua Fonte: Short Talk Bulletin
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O TRIÂNGULO VERMELHO INVERTIDO


prisioneiros (kapos e sonderkomman- Esterwegen, chamada Liberté Chérie. 1
dos).
· Triângulo púrpura (roxo): basicamente Membros da Loja Liberté Chérie
aplicava-se às Testemunhas de Jeová, O venerável mestre da loja, o juiz Paul Han-
Pelo Irmão Alexandre Fortes que por objeção de consciência nega- son, nascido em Liège em 25 de julho de 1889,
vam-se a participar dos empenhos mili- era membro da loja "Hiram" em Liège. Parti-

D
urante a Segunda Grande Guerra tares da Alemanha nazista e a renegar cipando de um serviço de inteligência e ação,
Mundial, os funestos campos de con- sua fé ao assinar uma declaração. ele foi preso em 23 de abril de 1942. Mais
centração nazistas costuravam, em · Triângulo azul: imigrantes. tarde foi transferido para Essen e morreu nas
roupas listradas em cor azul, especificamente · Triângulo castanho: ciganos. ruínas de sua prisão, destruídas por um ataque
nos bolsos, (quando estes havia), de acordo · Triângulo negro: lésbicas e antissociais aliado em 26 de março de 1944.
com o tipo de prisioneiro, triângulos em varia- (alcoólatras e indolentes). O Dr. Franz Rochat, professor universitá-
das cores. rio, farmacêutico e diretor de um grande labo-
· Triângulo rosa: homossexuais
Apesar de as cores variarem de campo para ratório farmacêutico, nasceu em 10 de março
Os nossos Irmãos, (quando identificados),
campo, as cores mais comuns eram: de 1908 em Saint-Gilles. Trabalhou clandesti-
eram os portadores de triângulo "vermelho
· Triângulo amarelo: judeus — dois namente no jornal La Voix des Belges , antes
invertido". A Grande Loja da Escócia estima
triângulos sobrepostos, para formar a de ser preso em 28 de fevereiro de 1942.
que o número de maçons mortos em campos
Estrela de Davi, com a palavra Jude (ju- Transferido para Untermansfeld em abril de
de concentração nazistas foi, lamentavelmen-
deu) inscrita; mischlings i.e. (misto), 1944, morreu no dia 6 de janeiro de 1945.
te, 80 mil a 200 mil Irmãos. (Fonte: Grand-
aqueles que eram considerados apenas Jean Sugg2 nasceu em 8 de setembro de
LodgeScotland.com). Como muitos judeus
parcialmente judeus, muitas vezes usa- 1897 em Ghent . De ascendência suíço-alemã,
também eram maçons, torna-se difícil deter-
vam apenas um triângulo amarelo ele trabalha com Franz Rochat na imprensa de
minar sua terrível e assustadora monta assas-
· Triângulo vermelho: maçons, dissi- resistência, traduzindo textos alemães e suí-
sinada no holocausto nazista, que poderia pas-
dentes políticos, incluindo comunis- ços e participa de vários jornais clandestinos,
sar dessa leva.
tas. incluindo La Libre Belgique , The Black Legi-
Mesmo em face de tamanha impossibilida-
· Triângulo verde: criminoso comum. on , Le Petit Belge e L'Anti Boche . Ele morreu
de, secretamente, fundou-se em 15 de novem-
Criminosos de ascendência ariana rece- em Buchenwald em 6 de maio de 1945.
bro de 1943, mesmo numa situação adversa e
biam frequentemente privilégios espe- altamente limitada uma Loja Maçônica, den-
ciais nos campos e poder sobre outros tro do campo de concentração nazista de >>>>
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Guy Hannecart, advogado, poeta, roman-


cista e dramaturgo, nascido em Bruxelas em
20 de novembro de 1903, pertencia à caixa
Les Amis filantropos nº 3, em Bruxelas. Mem-
bro do Conselho Nacional do Movimento
Nacional Belga, ele foi preso em 27 de abril de
1942. Morreu em Bergen-Belsen em 25 de
fevereiro de 1945.
Joseph Degueldre, médico de medicina,
nascido em Grand-Rechain em 16 de outubro
de 1904, era membro da loja "Le Travail" em
Verviers . Membro do Exército Secreto, chefe
da seção SAR, ele foi preso em 29 de maio de
1943. Transferido para a prisão de Ichtershau-
sen em abril de 1945, participou de uma " mar-
cha da morte ", escapou e foi então repatriado
pela Força Aérea Americana em 7 de maio de
1945. Ele morreu em 19 de abril de 1981 aos
78 anos de idade.
Amédée Miclotte, professora, nasceu em
20 de dezembro de 1902 em La Hamaide e per-
tencia à caixa " Os verdadeiros amigos da
união e do progresso juntos ". Chefe da Seção
de Serviços de Inteligência e Ação, ele foi
preso em 29 de dezembro de 1942. Foi visto Monumento a Loja Liberte Cherie no campo de concentração nazista de Esterwegen
pela última vez em detenção em 8 de fevereiro
de 1945 em Gross-Rosen. história da loja "Liberty querida". Ele morreu em suas forma e cor, são motivo, hoje, de orgu-
Jean De Schrijver, coronel do exército bel- em 5 de abril de 1982 aos 79 anos. lho para todos nós, assim como de serena e
ga, nasceu em 23 de agosto de 1893 em Aalst . Fernand Erauw, funcionário do Tribunal de profunda reflexão sobre a gigantesca perse-
Ele era um membro da loja "Liberty" em Contas da Bélgica e oficial de reserva da guição sofrida pelos maçons durante a II Gran-
Ghent. Em 2 de setembro de 1943, ele foi infantaria, nasceu em 29 de janeiro de 1914 de Guerra Mundial no holocausto nazista.
preso por espionagem e posse de armas. Ele em Wemmel . Ele foi preso em 4 de agosto de Que descansem em paz no Oriente Eterno,
morreu em Gross-Rosen em 9 de fevereiro de 1942 por pertencer ao Exército Secreto, onde Irmãos do Triângulo Vermelho.
1945. ocupava o posto de tenente. Ele escapou e foi Fontes:
Henry Story nasceu em 27 de novembro de levado de volta em 1943. [ref. Erauw e Somer- https://www.grandlodgescotland.com/?opt
1897 em Ghent. Ele era membro da loja "Le hausen se encontram em 1944 no campo de ion=com_content&task=view&id=91&Itemi
Septentrion" em Ghent. Capitão nos Serviços concentração Oranienburg - Sachsenhausen e d = 1 2 5 # a v _ s e c t i o n _ 1
de Inteligência e Ação, preso em 20 de outu- permanecem inseparáveis a partir de então. https://pt.wikipedia.org/wiki/Holocausto#M
bro de 1943, morreu em 5 de dezembro de Na primavera de 1945, eles participam de uma a % C 3 % A 7 o n s
1944 em Gross-Rosen. "marcha da morte". Repatriada em 21 de maio https://fr.m.wikipedia.org/wiki/Liberté_chéri
Luc Somerhausen, jornalista, nasceu em 26 de 1945 e hospitalizada no Hospital Saint- e_(loge_maçonnique)
de agosto de 1903, em Hoeilaart . Ele perten- Pierre, em Bruxelas, Erauw pesava apenas 32
cia à loja "Ação e Solidariedade Nº 3" e foi kg por 1,84 m . Último sobrevivente de "Li- O Autor: Alexandre L. Fortes M.I. Gr. 33°
secretário-assistente do Grande Oriente da berty querido", ele morreu aos 83 anos, em - CIM 285.969 A.R.L.S. Ir. Cícero Veloso N°
Bélgica. Subtenente dos Serviços de Inteli- 1997. 4.543 - GOB-PI
gência e Ação, ele foi preso em 28 de maio de 2 Jean Sugg e Franz Rochat pertenciam à
1943 em Bruxelas. Repatriado em 21 de maio caixa dos filantropos Friends em Bruxelas. Fonte: Retales de Masonería 112
de 1945, ele enviou em agosto do mesmo ano A força desses Irmãos, o respeito e a honra
um relatório detalhado ao grão-mestre do desse simbolismo, embora imposto com tama-
Grande Oriente da Bélgica, no qual conta a nha barbárie, discriminação e menosprezo,
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O SIMBOLISMO DA CAVERNA E A SARÇA ARDENTE


por ser um sucesso difícil e incerto, como fogueira (a sarça ardente), que lança sombras
Mateus deixa claro em sua famosa parábola simples para aqueles que consideram sua
evangélica do convite para o banquete. : "Ha- única realidade. Mas quando um dos indivídu-
verá muitos chamados e poucos escolhidos." os foge da caverna e ao sair para a luz do dia,
Por: Carlos Limongi 18º Em outras palavras, na competição de inicia- eles vêem o mundo real pela primeira vez e
ção, poucos conseguem. voltam para a caverna dizendo que as únicas
I. Introdução O nono grau (Gr.9) da Maçonaria Escocesa coisas que viram até aquele momento são som-
foi chamado por nossos ancestrais de o Esco- bras e aparências, porque o mundo real, só

A
iniciação tradicional é a ciência da lhido dos Nove. O grau em que nos encontra- pode ser percebido se você se libertar de sua
consciência e a iniciação contempo- mos vale uma prancha maior do que o normal, escravidão.
rânea ordinária é a ciência da matéria, e por sua extensão, peço desculpas a qualquer As sombras na tela da parede da caverna
mas, fora desta tendência a que corresponde um que possa parecer longo, mas é um grau representam a bela projeção, uma ilusão da
ao movimento geral da evolução das civiliza- tão puramente democrático e limpo, que nes- aparência externa material, incapaz por si
ções, a iniciação está em todos casos a trans- tes dias tão cego para a humanidade, pode até mesma de revelar sua energia interna
missão de um método. ser combativo, o que é em última instância sua essencial, a inteligência superior que dirige
Não pode haver, portanto, no momento de essência e sua origem, pelo menos na forma a máquina de projeção.
uma cerimônia de iniciação, um milagre parti- como se tentou abordá-lo e assumi-lo. Este A fuga para o mundo ensolarado fora da
cular de até mesmo despertar o Ser interior. grau nos ensina que todo poder é delegado caverna simboliza a introdução ao mundo
Este processo de iniciação tradicional é o para o bem e não para prejudicar as Pessoas; e psicológico da compreensão, penetrando
saber do Ser e nada tem a ver com a noção con- que, quando o propósito original é pervertido, em si mesmo no universo espiritual interi-
temporânea de iniciação, ou seja, um método o poder deve ser retomado; É um dever do or, capaz de nos libertar de nossos cegantes
pedagógico que se baseia na observação pro- homem, que lhe é devido e ao próximo, e tam- laços egocêntricos, que é o objeto próprio
gressiva de um elemento científico para bém um dever que ele deve ao seu Deus, afir- do autoconhecimento e da formação de
desenvolver as bases de uma técnica, mecâni- mando e mantendo a linha que Ele lhe deu na nossa consciência.
ca e conhecimento mensurável. criação à imagem e semelhança de si mesmo. O ponto mais alto do conhecimento é o auto-
Em linguagem teológica, o Escolhido é um conhecimento, porque diz respeito à razão e
homem chamado por Deus para se juntar a II. O Simbolismo da Caverna não à experiência externa. A unidade entre
uma bem-aventurança eterna. É o estado de Na cerimônia de formatura do nono ano à razão e autoconhecimento leva à autorrevela-
evolução espiritual em que se situa, o Mestre direita, uma caverna é descrita com uma fonte ção de ideias arquetípicas, únicas, reais e ver-
Escolhido dos Nove, não pode reivindicar ser, de água escorrendo por uma rocha. Perto da dadeiras, visto que esses objetos ou ideias são
graças a uma nova iniciação, um Escolhido de caverna, um cachorro é descoberto rastrean- conhecimentos universais, são formas eternas
Deus e chegar ao último estágio de sua con- do. Ao fundo, uma boneca que representa um ou ideias absolutas, que não mudam ou se
quista, enquanto não conhece a Deus, mesmo homem adormecido. transformam como importa, uma vez que eles
que é um crente. Devemos tomar o significado O mito da caverna descreve pessoas acor- são sempre os mesmos em unidade com o
de "Escolhido" em um sentido mais comum, rentadas no fundo de uma caverna e amarra- todo.
designando uma pessoa predestinada a fazer das de frente para a parede, observando o
algo importante, mas que também é conhecida reflexo do que acontece atrás delas e uma >>>>
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Malhete Novembro de 2020 19
A escuridão da caverna representa a escuri-
dão em que se esconde a Ambição e a Ignorân-
cia, que foge aterrorizada diante da luz da Ver-
dade, pois o brilho da sarça ardente ilumina a
caverna, que simboliza o instinto que resta
apenas ao homem privado da luz da Razão.
Luz e escuridão sempre lutam uma batalha
terrível. A escuridão está aí, e seu poder des-
trutivo na face do mundo parece inevitável
para o homem que ainda não se voltou para a
luz do seu Ser. Podemos seguir um itinerário
espiritual, sem ver a vaidade da arrogância e
da violência presentes no natureza humana.
Podemos partir à descoberta da fonte negra
que engendra a guerra, o ódio, o medo, o sofri-
mento e passar perto da sarça ardente, cegos à
sua luz maravilhosa sem raios. Em um esforço
para salvar a sociedade humana das misérias
que a afligem, que juramos vencer ou morrer
sob demanda (VINCERE AUT MORI). dade da humanidade. Para tanto, afirma que a Evite que o forte oprima o fraco.
maioria vive nas trevas e ignora o valor supre- Saúde pública e saúde estadual.
IV. conclusão mo da dignidade humana e da liberdade. Con- Cumpra sempre as leis para dirigir as
Justiça e equanimidade devem governar seqüentemente, o eleito deve aprofundar sua forças militares.
nossas ações dentro e fora da oficina, e a medi- compreensão social para estabelecer a harmo- Nomear inspetores e chefes de polícia.
da e a coragem necessárias para aplicá-las. nia social como um ideal de convivência Impor um veto temporário às novas leis.
Tanto é que devemos aprofundar e debater as humana. A formação de pessoas limpas e generosas é
novas formas de organização civil que se pro- A vingança pessoal para suprimir o crime é fruto da disciplina iniciática. A nona série é
põem a partir da rua, analisá-las maçonica- uma opção terrível e dissolve a sociedade. Um mais um no caminho dos ensinamentos que
mente e adquirir posições generosas a respeito erro claro é convocar o exército para cumprir a abrangem os graus do Rito Escocês Antigo e
delas, dado que surgem de um povo que cada missão de ordem pública. Um órgão concebi- Aceito. No entanto, sua profundidade é tanta
vez mais, está privado de seus direitos mais do para enfrentar o inimigo não é capaz de esta- que fascina quem vem a compreender seu pro-
fundamentos e as instituições que devem pro- belecer a paz de que necessita com o primado fundo significado na vida social. No final, os
tegê-los contra a corrupção, barbárie econô- judicial e com a força da sociedade civil orga- maçons terão que se iluminar com outros
mica e injustiça social. É aí que devemos estu- nizada. Países que iniciam guerras contra cida- aspectos, mas o grau sempre, como uma fonte
dar as magnitudes econômico-sociais e adap- dãos acabam degradando a sociedade. A vin- inesgotável, oferecerá reflexões enriquecedo-
tá-las à medida humana, para que seja a eco- gança e a impunidade são os extremos de uma ras da vida social.
nomia e o direito que sirvam à espécie e não o ação impensada do Estado. Por isso, os países
civilizados buscam a existência de um órgão Referências bibliográficas:
contrário. Albert Pike. Moral e dogma. www.forgottenbooks.org
A nona série tem uma lição profunda sobre que garanta a ordem pública, que pode ou não Andrés Cassard. Manual de Maçonaria. México: Editori-
a sociedade que fica evidente no interrogató- estar armado. No caso dele, as armas não deve- al Grijalbo, 1981.
Julio Gomez. História, lenda e filosofia do curso.
rio. Começa por recordar a materialidade soci- riam ser para eliminar o agressor, mas para José O. Castañeda. Monitore as lojas da perfeição. 3 ed.,
al, o desenvolvimento correlativo da cons- neutralizá-lo e levá-lo a tribunal. Edic Santillana, 2010
ciência moral, as mudanças sociais, o desen- Aqui podemos nos referir ao Poder Execu- Jorge Adoum. O mestre dos nove.
Luis Umbert Santos. História do REAA. México.
volvimento científico, a sociedade laica, a tivo para o qual as seguintes funções são indi- Ralf Dahrendorf. O conflito social moderno: (comissão
democracia, a soberania popular, os direitos cadas em um Estado Moderno: sobre as artes plásticas da liberdade).
Manter a ordem. México:
humanos, a administração da justiça e a supre- Rene Guenón, O Simbolismo da Cruz, Obelisco, Barcelo-
macia da lei. Como indica a liturgia, a câmara Zelar para que cada um cumpra o seu na, 1987
é consagrada à causa do progresso e da digni- dever.
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UM SÉCULO DE FILHAS DE JÓ
Desde 1920, as Filhas de Jó mudaram a vida de mais de 1 milhão de meninas e mulhe-
res jovens em todo o mundo. É muito para comemorar! Estamos aproveitando o ano
inteiro para comemorar o século que passou, culminando com o 100º aniversário de
nossa organização.
O nome desta Instituição paramaçônica se refere às três
filhas de Jó: Kézia (acácia), Jemima (pomba) e Keren-
Happuck (fartura), que são citadas na Bíblia como "mulheres
mais justas de toda a Terra".
Ela está presente em alguns países: Austrália , Brasil , Cana-
esde 1920, as Filhas de Jó mudaram a vida de mais de dá , Estados Unidos e Filipinas .

D 1 milhão de meninas e mulheres jovens em todo o


mundo. É muito para comemorar! Estamos aprovei-
tando o ano inteiro para comemorar o século que passou, cul-
minando com o 100º aniversário de nossa organização.
História
Fundada por Ethel T. Wead Mick, em 20 de outubro de 1920
, na cidade de Omaha , no Estado de Nebraska , Estados Uni-
Como Filhas de Jó Internacional, ou apenas Filhas de Jó é dos , possui como base o capítulo 42, versículo 15 do Livro de
uma organização sem fins lucrativos, discreta e de princípios Jó : "Em toda a Terra não se viaje mulheres mais justas que as
fraternais, filosóficos e filantrópicos, apoiada pela Maçonaria filhas de Jó e seu pai deram origem entre seus irmãos " .
e destinada a jovens do sexo feminino entre 10 e 20 anos (in- Foi organizada com o consentimento de JB Frademburg,
completos), ao aumento. do caráter , por meio do desenvolvi- Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica de Nebraska, Estados
mento moral e espiritual encontrados nas Sagradas Escrituras Unidos, da Senhora Anna J. Davis, a Grande Mãe da Ordem
, da lealdade para com a bandeira do seu país, do amor filial e da Estrela do Oriente , de Nebraska e James E. Bednar, o Gran-
do serviço à comunidade. de Patrono . O primeiro Bethel foi instalado no Templo Maçô-
Ela se baseia-se nos ensinamentos Bíblicos sobre a vida de nico de Omaha, Nebraska e, desde então, os Bethéis se espa-
Jó , sua paciência perante os desafios e provações pelos quais lharam pelos países. [ 2
teve de passar. >>>>
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Fundadora Baseia-se na religião cristã e nas
Ethel T. Wead Mick, também lições de literatura e drama encontra-
conhecida como Mãe Mick, nasceu no dos no Livro de Jó . Tem como objeti-
dia 9 de março de 1881 , na cidade de vo principal a reunião de moças para
Atlantic , Iowa . Era filha de William aperfeiçoar seu caráter através do
Henry Wead e Elizabeth Delight Hut- desenvolvimento moral e espiritual,
chinson Wead e foi membro da Estrela encontrado nos ensinamentos que des-
do Oriente . Sua mãe, religiosa, tinha o tacam reverência e amor a Deus e às
costume de ler trechos da Bíblia , Sagradas Escrituras, lealdade com a
sobretudo o Livro de Jó , foi uma gran- bandeira do País e às coisas que ela
de influencia para a criação da ordem. representa e Amor para com os pais,
Foi estudante de Medicina no Creigh- família e lar, desenvolver a liderança e
ton Medical College em Omaha , e foi o patriotismo. [ 2 ] [ 3 ]]
neste curso de medicina que conheceu
William Henry Mick. Casaram-se em Parentesco Maçônico
1904e tiveram duas filhas chamadas Até 2015 , era necessário ter um
Ethel e Ruth. Participava de vários gru- parente maçom para poder ingressar
pos sociais e clubes e proximidade na ordem, mas, em 7 de agosto de
com a maçonaria. 2015 , em uma Suprema Sessão foi
Foi Suprema Guardiã da Ordem de Ethel T. Wead Mick aprovada a Emenda 10. A partir de
1921 a 1922 , no Betel nº 01 dos Esta- então, não é mais obrigatório o paren-
dos Unidos , Betel Wead Mick. Faleceu em 21 de fevereiro de tesco maçônico, mas sim um apadrinhamento. Toda menina
1957 . que não possua parentesco maçônico pode ser especificada
Além de ser fundadora, também escreveu o Ritual das filhas para uma ordem por um maçom, em conjunto com um Mem-
de Jó, baseando-se no livro de Jó Capítulo 42, Versículo 15. bro de Maioridade (Filha de Jó a partir de 20 anos completos)
Também é responsável pela idealização das roupas usadas até para seu ingresso na Ordem. Assim, à medida que os Filhas de
hoje. Jó Internacional passam a ter características de ingresso para-
lelos aos DeMolays e os da Ordem Internacional do Arco-Íris
Princípios para Meninas .
A ordem baseada-se num conjunto de Marcos próprios, ela-
borados por Ethel T. Wead Mick: [ 3 ] Organização e Estrutura
Ser conhecida como Filhas de Jó; Uma célula primordial da ordem é chamada Bethel (em
Associação composta por meninas em desenvolvimento, hebraico: ‫אל בית‬, Bêṯ-ʼĒl, lit. "Casa de Deus"). As reuniões
que acredita em Deus ocorrem em templos maçônicos e são organizadas pelas pró-
O local de reunião é chamado Bethel; prias integrantes, com o auxilio de adultos ligados à maçona-
Ensinamentos baseados no “Livro de Jó” (com referência ria, conhecidos como Guardiões.
especial ao capítulo 42, versículo 15);
Ser ensinado em três épocas (não graus) Conselho Guardião
Lema “Virtude é uma qualidade que enobrece a mulher”; O Conselho Guardião do Bethel é formado por maçons,
Os emblemas serem o Livro Aberto, a Cornucópia da Fartu- suas esposas, mães e pais de Filhas de Jó , irmãs (maiores de
ra e o Lírio do Vale; 20 anos) de Filhas de Jó e Membros de Maioridade (são Filhas
Requerer de todos os membros, guardiões e visitantes um de Jó que possuem mais de 20 anos) da Ordem que passa
juramento baseado na honra .; como Filhas de Jó na realização de seus trabalhos e por esse
Ser uma organização democrática com o direito de apelar a Conselho passam todas as decisões que as moças venham
uma autoridade suprema, com todos os membros e guardiões tomar. Tem o dever de apoiar e aconselhar os membros e parti-
às leis e cipar de todos os eventos e trabalhos ligados à área adminis-
Um Supremo Conselho Guardião com Constituição e Esta- trativa, constitucional e ritualística do Bethel, sem interferir
tuto em compliance com os marcos governando a Suprema nos mesmos.
Guardiã, Guardiões subordinados e membros de Bethel.
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ANÁLISE CRÍTICA DOS MARCOS


Essas moléculas maçônicas são os marcos. lidade". Podemos descobrir este elemento
A palavra "Landmark" originou-se pela "único" na nossa Fraternidade e assim che-
primeira vez da Maçonaria no ano de 1720 gar à raiz de todos os LandMarks? Nossos
(publicada em 1723) em regulamentos com- ensinamentos podem ser encontrados em
Autor: Nicolas Hoyer pilados por George Payne; (Ele era um outras sociedades, a igreja, por exemplo;
Maçom e o segundo Grande Mestre da Pri- cerimônias, ritos, alegorias são usados por

Q
uais são os marcos? Estamos diante meira Grande Loja da Inglaterra em 1718). outros corpos secretos; nossos próprios sím-
de um problema de tal complexida- que em seu artigo 39 diz: “Cada Grande bolos não são todos nossos, pois muitos
de que poderíamos encher um livro Loja tem autoridade para modificar este deles são usados desde os tempos antigos.
inteiro com nossas discussões, mas o espaço Regulamento ou redigir outro em benefício Minha própria teoria, oferecida pelo que
e as demandas subsequentes de nossos estu- da Fraternidade, desde que os antigos Mar- vale a pena, é que o que é "peculiar" sobre
dos nos obrigam a tratar o assunto de forma cos permaneçam inalterados”, mas deixou o nós é a maneira como combinamos e monta-
breve e simples. conceito sem especificar. mos esses ensinamentos, ritos e símbolos, e
Você pode dividir e subdividir uma gota Porém, investigando um pouco nos diver- a maneira como nos organizamos para
de água em partículas muito microscópicas, sos textos de consulta maçônica, entende-se imprimi-los na mente dos homens. . No
mas no final você chegará a um ponto em por Marcos ou Fronteiras ou Limites Anti- entanto, muitas coisas que temos em
que uma nova divisão de sua partícula lhe gos às bases que dão origem aos Regula- comum com outras sociedades, nosso méto-
dará, não uma gota de água, mas um gás, oxi- mentos, Constituições e Estatutos dos Gran- do de apresentar essas coisas é todo nosso; e
gênio ou hidrogênio. Os cientistas chamam des Corpos Maçônicos espalhados pela isso é um assunto de grande importância.
essa partícula menor em que a matéria pode superfície da terra. Essas bases foram dita-
ser dividida assim, sem perder sua identida- das em um tempo tão remoto que nenhuma Então, o que são marcos e por que são
de. Suponha que usemos isso como uma ana- relação de sua origem se encontra nos anais importantes?
logia da análise da Maçonaria. da História. Portanto, o principal requisito Os marcos são considerados princípios
Podemos dividir a Maçonaria em elemen- para que uma prática ou regra de ação cons- com os quais todos os maçons concordari-
tos, eliminando uma coisa após a outra, mas titua um Marco é que ela deve ter existido am. Infelizmente, os maçons e as grandes
nossos elementos permanecerão "Maçona- desde uma época em que a memória do lojas não concordaram unanimemente sobre
ria"; mas se formos longe o suficiente em homem não pode mais ser remontada, “sua quais itens deveriam ser incluídos na lista de
nosso processo de "desnudamento", final- antiguidade é o elemento essencial”. coisas que são "universais e não podem ser
mente chegaremos a um ponto onde qual- O motivo da busca pelos Marcos é geral- modificadas, revogadas ou eliminadas".
quer divisão posterior destruirá a identidade mente a tentativa de descobrir o que é pecu-
da Arte e a Maçonaria deixará de ser Maço- liar à Maçonaria, o que é sua posse única e o >>>>
naria. Teremos alcançado as "moléculas". que pode ser descrito como sua "individua-
O
O Malhete
Malhete Novembro de 2020 23
No entanto, existem várias listas de marcos
maçônicos. Um dos mais conhecidos foi pre-
parado por um famoso autor maçônico Albert
Mackey em 1858. E é instrutivo ouvir o que
ele inclui em sua lista dos 25 princípios funda-
mentais ou marcos da Maçonaria.
· O primeiro são os modos de reconheci-
mento.
· O segundo é a divisão da Maçonaria
simbólica em três graus.
· O terceiro é a lenda do terceiro grau.
· O quarto é o governo da Fraternidade
por um presidente chamado Grão-
Mestre.
· O quinto é prerrogativa do Grão-
Mestre de presidir cada assembleia do
Escritório.
· A sexta é a prerrogativa do Grão-
Mestre de conceder dispensas para con-
ferir graus em tempos irregulares.
· O sétimo é a prerrogativa do Grão-
Mestre de conceder dispensas para a
abertura e celebração de Lojas. · Vinte é isso, subsidiário dessa crença não é apenas universal, mas também está em
· O oitavo é a prerrogativa do Grão- em Deus, é a crença na ressurreição constante evolução como a a própria humani-
Mestre de fazer maçons à vista. para uma vida após a morte. dade e que cada Loja formada por homens ilus-
· Nove é a necessidade de os maçons se tres busca um bem comum para a ordem é um
reunirem em lojas. · Vinte e um é que um "Livro da Lei", por valor enraizado naquele exemplo milenar que
· Dez é o governo da Arte, quando assim exemplo, a Bíblia Sagrada, constituirá devemos continuar a refinar.
reunido por um Mestre e dois Guar- uma parte indispensável do mobiliário Concluo, então, do fato de que a visão de
diões em uma Loja. de cada Loja. que a moralidade deve ser baseada na crença
· Onze é a necessidade de cada Loja, · Vinte e dois é a igualdade de todos os em um Ser Supremo, que deve haver algo a
quando montada, ser devidamente maçons. que respondamos que seja maior não apenas
ladrilhada. · Vinte e três é o segredo da instituição. do que nós, mas também maior do que nossa
· Doze é o direito de todo maçom de ser · Vinte e quatro é a base de uma ciência Fraternidade.
representado em todas as assembleias especulativa, para fins de ensino religi- Fundamentais para nossa irmandade são
gerais do Escritório e instruir seus oso ou moral. nossas obrigações mútuas, desde manter a con-
representantes. · E vinte e cinco é que esses benchmarks fiança e fornecer conselhos e orientação até
· Treze é o direito de todo maçom de ape- nunca podem ser alterados. um apoio mais tangível e material. Essas obri-
lar da decisão de seus Irmãos de Loja Embora as principais orientações tenham gações também se estendem aos parentes de
convocados para a Grande Loja ou discordado de um ou outro dos Marcos na lista nossos Irmãos. Somos religiosos e patrióticos,
Assembleia Geral de Maçons. de Mackey, todos concordaram com três Mar- mas nossas Lojas não são sectárias nem políti-
· Quatorze é o direito de todo maçom de cos, e estes são incorporados aos padrões de cas.
visitar e sentar-se em cada Loja regular. reconhecimento adotados para avaliar a '' Tem mais. Procuramos ser homens virtuo-
· Quinze é que nenhum visitante, desco- Regularidade '' de um Grande Apresentar sos e honrados. Acreditamos que todo ser
nhecido como maçom, pode entrar em 1. O primeiro padrão de reconhecimento é humano pode reivindicar nossos bons ofícios
uma Loja sem primeiro passar por um “Legitimidade de origem”. e consideramos nosso dever ajudar a tornar o
exame de acordo com o uso antigo. 2. A segunda é "Jurisdição territorial mundo um lugar melhor, mais amoroso e mais
· Dezesseis é que nenhuma Loja pode exclusiva, exceto por consentimento compassivo. Por isso buscamos a verdade,
interferir nos negócios de outra Loja, mútuo e / ou tratado." apoiamos a justiça, mostramos tolerância e
nem conceder títulos a Irmãos que são 3. E a terceira, é “Aderência a Antigos agimos com caridade.
membros de outras Lojas. Marcos especificamente, Crença em
· Dezessete é que todo maçom está sujei- um ser supremo, Volume da Lei Sagra- Em minha opinião, esses são alguns de nos-
to às leis e regulamentos da jurisdição da como parte indispensável da Mobí- sos marcos pessoais, algumas das coisas que
maçônica em que reside. lia da Loja, e proibição da discussão de nos distinguem de outros clubes ou socieda-
· Dezoito é que as qualificações de um política e religião. des sociais, e o que torna nossa Fraternidade
candidato são que ele deve ser um Falar de regularidade maçônica ou defini-la tão especial e faz da Maçonaria uma força para
homem, não mutilado, nascido livre e neste ponto de minha caminhada pela ordem o bem no mundo.
de meia-idade. seria uma ousadia, no entanto, esses marcos Fonte:https://masoneriaglobal.com
· Dezenove é a crença na existência de ou marcos antigos deixaram claro para mim as
Deus. bases fundamentais de uma instituição que
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02 Julho de 2020
02 Novembro
Novembro de
de 2020
2019 O Malhete
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