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PROJETO

DE
MÁQUINAS
AULA 5

Análise de falhas e cálculo


de esforços
AULA 5

Análise de falhas e cálculo


de esforços
Análise de falhas e cálculo de esforços

Um elemento de máquina pode ter sido projetado


numa condição segura de operação, sob condições
estáticas, porém ao combinar esforços e aplicar
cargas dinâmicas, estas podem ser tanto aplicadas
subitamente (carga de impacto) como variadas
repetidamente no tempo (carga de fadiga), ou ambas
Análise de falhas e cálculo de esforços

A falha por fadiga é um fenômeno proveniente de


cargas cíclicas flutuantes ou derivadas de
combinações de cargas. O carregamento em um
componente pode produzir tensões normais ou de
cisalhamento, de modo que sejam encontradas por
equações apropriadas ou pelo Círculo de Mohr.
Análise de falhas e cálculo de esforços

O modo de falha deve ser estudado em todos os


projetos, a fim de eliminar uma interrupção do
funcionamento pela quebra do equipamento, além de
gerar confiabilidade e segurança no equipamento.
Assim, identificar o modo de falha dará ao projetista a
capacidade de minimizar a parada do equipamento e
garantir a segurança necessária ao usuário.
Análise de falhas e cálculo de esforços

O modo de falha sob condição dinâmica ou cíclica,


denominado fadiga, pode apresentar pequenas
trincas, que muitas vezes são imperceptíveis a olho
nu. De acordo com Collins (2006), modos de falha
são os processos físicos que ocorrem ou que
combinam seus efeitos para produzir a falha
Análise de falhas e cálculo de esforços

Um exemplo de um eixo que recebe uma carga cíclica pode ser


verificado na Figura. Note que a construção de um pequeno
abaulamento ou raio na mudança de geometria da peça faz com que
se minimize a atuação da tensão localizada da seção.
Análise de falhas e cálculo de esforços

A falha repentina de um elemento de máquina, sem


que ocorra um modo de falha, acontece quando o
nível de tensão excede o valor crítico para um
número especificado de ciclos.
Análise de falhas e cálculo de esforços

Portanto, uma falha por fadiga pode ser diferenciada


visualmente de uma falha estática pelo aparecimento
de duas regiões na peça com falha .
Análise de falhas e cálculo de esforços
Existem três estágios na falha por fadiga:
➢ início da trinca,
➢ propagação da trinca e
➢ ruptura repentina devido ao crescimento instável
da trinca (JUVINALL, 2016).
Análise de falhas e cálculo de esforços

A primeira região é devida ao início da trinca e a


segunda região é devida ao aumento considerável
dessa trinca, o que é determinado pelo raio de ponta
desta trinca, visto na falha estática de um material
frágil, como o ferro fundido.
Análise de falhas e cálculo de esforços

Alguns materiais, como o aço, têm um valor crítico de


tensão, que, se nunca excedido, garante que o
elemento da máquina tenha uma vida infinita. Para
outros materiais, como o alumínio, não existe tal valor
em qualquer número de ciclos, então o elemento da
máquina falhará em algum ponto, não importando
quão baixo seja o nível de tensão.
Tipos de tensões variantes no tempo.

Este pode ser o comportamento das tensões atuantes


em determinadas peças em função do tempo.
Análise de falhas e cálculo de esforços

Apesar de existirem outras formas para determinar a


vida útil de um componente específico, o gráfico S-N,
conforme demonstrado na Figura, ainda continua
sendo utilizado.
Análise de falhas e cálculo de esforços

Para desenvolver um projeto e obter sucesso na


predição de sua vida útil, deve-se conhecer os
modelos de falhas por fadiga, e, para isso,
encontramos três modelos à disposição, cada um
deles possui uma área de aplicação especifica, e
podemos abordá-los da seguinte maneira:
Análise de falhas e cálculo de esforços

a) Regime de fadiga: tem base no modelo de


tensão-número de ciclos (S-N, ao se utilizar este,
deve-se atentar para o número de ciclos de tensão ou
de deformação para o componente definindo a fadiga
de baixo ciclo (FBC) de até 210 ciclos de tensão/
deformação, variando de acordo com o material.
Análise de falhas e cálculo de esforços

b) Deformação-número de ciclos: essa abordagem


visa esclarecer os danos cumulativos devido às
modificações cíclicas na carga ao longo da vida da
peça, como sobrecargas, que podem introduzir
tensões residuais favoráveis ou desfavoráveis na
região de falha.
Análise de falhas e cálculo de esforços

c) Modelo da mecânica da fratura linear-elástica


(MFLE): através da análise da fratura, é determinada
a melhor forma de identificação do ponto de tensão;
esse método é bastante utilizado para determinar o
tempo de vida de um determinado componente,
principalmente para regimes de baixo ciclo, em que
as tensões cíclicas são conhecidas.
MODELOS DE FALHA POR FADIGA
MODELOS DE FALHA POR FADIGA

Existem três modelos de falha por fadiga em uso, atualmente,


e cada um possui uma área de aplicação e um propósito. As
abordagens são:

➢ modelo tensão-número de ciclos (S-N),

➢ modelo deformação-número de ciclos (ε-N)

➢ modelo da mecânica da fratura linear-elástica (MFLE)


MODELOS DE FALHA POR FADIGA

Com base no número de ciclos de tensão ou deformação, ao qual


se espera que a peça seja submetida durante a sua vida em
operação, pode-se definir um regime de fadiga de baixo-ciclo
(FBC) ou um regime de fadiga de alto-ciclo (FAC).

Vários estudiosos define a fadiga de alto-ciclo como a fadiga


que tem início por volta de 102 até 104 ciclos de
tensão/deformação, com esse número variando de acordo com o
tipo de material.
MODELOS DE FALHA POR FADIGA

No presente texto, assume-se que N = 103 ciclos


é uma aproximação razoável para diferenciar o
regime de baixo-ciclo em relação ao de alto-
ciclo.
CARGA EM FADIGA
CARGA EM FADIGA

Qualquer carga que varie no tempo pode, potencialmente,


provocar uma falha devido à fadiga.
O comportamento desse tipo de carga varia
substancialmente de uma aplicação para outra. Em
máquinas rotativas, as cargas tendem a ser consistentes na
amplitude ao longo do tempo e repetem-se com alguma
frequência. Em equipamentos de serviço (veículos de todos
os tipos), as cargas tendem a variar completamente a sua
amplitude e frequência no transcorrer do tempo, podendo até
mesmo assumir uma natureza aleatória.
CARGA EM FADIGA

A forma da onda tensão-tempo ou deformação-tempo terá a


mesma aparência geral e frequência que a onda carga-tempo. Os
fatores significativos são a amplitude e o valor médio da onda de
tensão-tempo (ou deformação-tempo) e o número total de ciclos
de tensão/deformação a que a peça é submetida.
TENSÕES CÍCLICAS

A tensão aplicada pode ser:

➢ axial (tração-compressão),
➢ de flexão (dobramento)
➢ de torção.

Em geral, são possíveis três modalidades diferentes


de tensão oscilante em função do tempo.
TENSÕES CÍCLICAS
A figura abaixo mostra uma dependência regular e senoidal em
relação ao tempo, na qual a amplitude é simétrica ao redor de
um nível médio de tensão igual a zero; por exemplo,
alternando entre uma tensão de tração máxima (σmáx) e uma
tensão de compressão mínima (σmín) de igual magnitude.
E carregamento é conhecido como ciclo de tensões
alternadas.
TENSÕES CÍCLICAS
Outro tipo, denominado ciclo de tensões repetidas, está
ilustrado abaixo; os valores máximos e mínimos são
assimétricos em relação ao nível zero de tensão.
TENSÕES CÍCLICAS
Finalmente, o nível de tensão pode variar aleatoriamente em
amplitude e em frequência (pulsante), como está exemplificado
na Figura abaixo.
TENSÕES CÍCLICAS

Valores das componentes alternada, média e o intervalo de


variação de tensões para tensões cíclicas alternadas, repetidas e
pulsantes.
TENSÕES CÍCLICAS

O intervalo de tensões Δσ é definido como:

A amplitude da variação de tensão σa (ou componente alternada)


é obtida de

e a tensão média σm é

Duas razões podem ser definidas:

onde R é a razão de tensão e A é a razão de amplitude.


Carregamento em máquinas rotativas
Quando a tensão é alternada (Figura 6-6a), R = −1 e A = ∞.
Quando a tensão é repetida (Figura 6-6b), R = 0 e A = 1. Quando
as tensões máxima e mínima têm o mesmo sinal, como na Figura
6-6c, tanto R quanto A são positivos e 0 ≤ R ≤ 1.

Esses padrões de variação da carga podem resultar da aplicação


de tensões de flexão, de torção, normais ou de uma combinação
desses tipos de solicitação.

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