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Universidade Estadual de Maringá 1

24 a26 de setembro de 2008

OS SETE PECADOS MORTAIS E OS QUATRO NOVÍSSIMOS DO HOMEM


EM BOSCH: UMA REPRESENTAÇÃO MENTAL NO DECLÍNIO DA IDADE
MÉDIA

NUNES, Meire Aparecida Lóde


OLIVEIRA, Terezinha

INTRODUÇÃO

O rompimento de um período histórico com o conseqüente surgimento de um outro não


se evidencia apenas em um campo da sociedade e nem ocorre de forma precisa. Esse é
um processo lento que rompe gradativamente com determinados pensamentos e pode,
mesmo com a mudança generalizada, manter preceitos de outrora. Esse fato pode ser
exemplificado por meio do pensamento religioso que foi predominante na Idade Média,
e colocava Deus no centro do universo. No Renascimento, essa forma de pensar ganha
outros contornos, os quais vão levando o homem a rever seu posicionamento. Todavia o
pensamento religioso não foi extinto da humanidade: ele se perpetua, porém com outro
formato, como podemos verificar no apontamento de Huizinga (19--, p. 145) quando ao
comentar sobre a morte conforme os ditames religiosos

Em nenhuma outra época como no declínio da Idade Média se atribuía


tanto valor ao pensamento da morte. [...] Em tempos anteriores
também a religião tinha insistido no constante pensamento da morte,
mas os tratados religiosos dessas idades apenas iam às mãos daqueles
que tinham voltado costas ao Mundo.

Portanto podemos verificar que um mesmo tema pode ser entendido de forma diferente
conforme o período, ou seja, a forma de entender determinado conceito é uma
conseqüência de como a mentalidade social está construída. Esse apontamento pode ser
evidenciado em vários segmentos da sociedade. Porém o caminho que pretendemos
percorrer na realização desse estudo é o da Arte enquanto um registro da mentalidade
coletiva e, portanto, uma fonte para o estudo da história da educação.

Para a efetivação de nossa proposta, pretendemos dialogar com a obra de Bosch, Os


Sete Pecados Mortais e s Quatro Novíssimos do Homem, com o intuito de verificar
como esse artista, considerando-o um representante do ideário mental desse período,
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materializou o pecado em sua arte. A análise da obra segue pela fundamentação do


pensamento de Tomás de Aquino acerca dos pecados capitais, sendo esses entendidos
como uma forma de organizar a sociedade; consequentemente, uma forma de educar o
homem para o convívio coletivo.

Nossa opção por tratar da Educação por meio da Arte de Hieronymus Bosch, um pintor
que viveu no sul da Holanda durante a Baixa Idade Média, se justifica pelo fato desse
artista despertar, até os dias atuais, muitas inquietações naqueles que se deparam e
tentam entender suas criações. Autor de uma Arte cheia de especificidades, a qual,
muitas vezes, pode nos remeter à um fantástico mundo de sonhos, ou pesadelos, Bosch
é a expressão de muitas contradições que permeiam o imaginário humano e, portanto,
pode nos oferecer muitas contribuições quando se deseja refletir acerca da
desconstrução e reconstrução do imaginário coletivo que caracteriza o final da Idade
Média. Diante dessa complexidade simbólica que se instauram nas obras de Bosch,
entendemos que o conjunto de seus quadros representa uma fonte riquíssima para o
estudo da história da educação.

Para esclarecer e, ao mesmo tempo, justificar nosso posicionamento com relação as


questões pontuadas acerca da importância de se estudar considerando a construção das
mentalidades sociais, nos pautamos nas reflexões de Duby, que pontua que, no século
XVIII, surgiu a preocupação com a forma de pensamento que dominava o homem
levando a considerar que a forma de pensar, os costumes, o modo de vida das pessoas
eram diferentes em cada momento histórico.

Nessa perspectiva, o meio que envolve o indivíduo passa a ser determinante para que se
entenda sua ação. As formas que os homens se organizavam, bem como as relações
existentes entre eles próprios apresentam-se como fonte de pesquisa para os
históriadores. Desta forma, a história social é legitimada, como podemos constatar nas
palavras de Duby: “[...] através da orientação das suas pesquisas para a história das
idéias e das crenças, proclamou também em 1922 a superioridade de uma história
social: ‘não o homem, nunca o homem, as sociedades humanas, os grupos
organizados’” (DUBY, 1999, p. 15-16).
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Contudo, o autor atenta ao fato de que o estudo da história das mentalidades não é fácil.
Requer muita atenção e dedicação; recomenda uma busca minuciosa de todas as formas
de expressão que faziam parte da vida dos homens na época estudada, salienta que essa
busca por materiais deve ser estendida à todos os segmentos, é necessário reunir a maior
quantidade de elementos que possam auxiliar a reconstrução do universo psicológico
que se apresentava na vida dos indivíduos. Seguindo essa fundamentação, destacamos
as obras de arte, as quais são apresentadas por Duby (1999, p. 67) como importantes,
mas que requerem muito cuidado, pois

[...] trata-se efectivamente de criação, quer dizer, da elaboração de


uma matéria que é recebida, mas igualmente transformada, pelo
artista, e tão profunda quanto a sua personalidade é mais poderosa.
Estabelece-se então uma troca de reações entre o criador, prisioneiro
da sua educação, do seu meio, das tradições exemplares, da oficina
onde trabalha, e contudo detentor de uma parte de liberdade – e o
publico que o faz viver, mas a quem, numa certa medida, as suas obras
podem modificar o gosto. No desenrolar deste dialogo, a análise pode
reconhecer diferentes ritmos de curta e longa duração.

Pensando, portanto, na Arte como um elemento que faz parte dos estudos da história
social, seguimos com algumas reflexões acerca da obra de Bosch com o intuito de
mergulharmos no imaginário coletivo que permeava os séculos XV e XVI e que
conduziu os sentimentos e comportamentos desses homens.

Os Sete Pecados Mortais e os Quatro Novíssimos refletindo os conceitos de pecado


no final da Idade Média .

Bosch foi criador de obras que produz inquietações àqueles que tentam decifrá-las,
principalmente devido às poucas informações que se tem a seu respeito, o que dificulta
a reconstrução de sua contextualização. Mas ao mesmo tempo torna-se fascinante pelas
possibilidades de interpretações que nos enseja. Não se pode afirmar com precisão a
intenção de suas obras. Contudo, a maioria dos historiadores de arte entende seus
quadros como reflexos das expectativas e angústias do final da Idade Média, como
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traduções visuais da mentalidade do homem medievo. Esse apontamento é consolidado quando


analisamos a afirmação de Huizinga (19--, p. 159)

No final da Idade Média dois factores dominaram a vida religiosa: a


extrema tensão da atmosfera religiosa e a marcada tendência do
pensamento a representar-se em imagens. [...] O espírito da Idade
Média, ainda plástico e ingênuo, anseia por dar forma concreta a todas
as concepções. Cada pensamento procura expressão numa imagem,
mas nessa imagem se solidifica e se torna rígido.

Assim, essa busca que se instaura no sentido de expressar o pensamento numa imagem
favorece nosso caminhar rumo ao entendimento desse período por meio da Arte. Para
efetivarmos nossa proposta, adentrando no universo que constitui o pensamento
medieval, trazemos um tampo de mesa que Bosch pintou, no qual estão expressos os
sete pecados capitais. A obra que recebe o nome de Os Sete Pecados Mortais e os
Quatro Novíssimos do Homem traz uma temática que era comumente muito abordada
nesse período, pois a Idade Média foi um tempo em que o pensamento do homem era
conduzido por um ideal de felicidade pós morte. A recompensa, que seria a vida eterna
no Reino dos Céus, somente seria dada àqueles que conseguissem ter uma vida terrena
condizente com os preceitos de Deus. Os pecados constituem-se obstáculos a serem
vencidos pelos homens. O homem medievo vivia nesse momento em uma constante
aflição uma tristeza generalizada, uma falta de esperança que se agravava devido
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O sentimento geral de insegurança causado pelas guerras, pela ameaça


das campanhas dos malfeitores, pela falta de confiança na justiça, era
ainda por cima agravado pela obsessão da proximidade do fim do
mundo, pelo medo do inferno, das bruxas e dos demônios. O pano de
fundo de todos os modos de vida parecia negro. Por toda a parte as
chamas do ódio se alteiam e a injustiça reina. Satã cobre com as suas
asas sombrias a Terra triste (HUIZINGA 19--, p. 30).

A obsessão pela aproximação do dia do Juízo Final, no qual cada um seria julgado de
acordo com seus atos, era um fator que contribuía para a propagação do tema dos sete
pecados capitais. Para entendermos o sentido de pecado no homem medievo vamos nos
fundamentar em Tomás de Aquino1 (2004, p. 89-90), que esclarece “[...] o desejo de
conhecer é natural ao homem, e tender ao conhecimento de acordo com os ditames da
reta razão é virtuosismo e louvável: ir além dessa regra é pecado da curiositas, ficar
aquém dela é pecado da negligência”. Assim, podemos entender que o princípio para o
homem não pecar está na razão: todos os atos realizados de forma comedida não se
caracterizam como pecado, o que o leva a este estado é a extrapolação dos limites, o
qual se dá pela falta de consciência, ou razão. Portanto, em um momento em que a
sociedade se encontra desorientada, há a necessidade de uma retomada de consciência.
Assim, quando Bosing (2006) afirma que “É de supor que o tampo de mesa do Prado
servia de incentivo à meditação, nomeadamente, ao exame de consciência intensivo que
todos os bons cristãos deveriam fazer antes da confissão” leva-nos a entender que a obra
de Bosch vem a atender essa necessidade de conscientização, para que os atos do
homem não sejam excedentes ao ponto de transgredirem o bem social.

O fato evidenciado em Tomás de Aquino, de o homem ser virtuoso ou pecador como


conseqüência de sua razão e a pintura de Bosch ter a função de meditação, a qual
influirá nas ações humanas, nos leva a uma outra questão característica desse período de
transição entre a Idade Media e o Renascimento: o homem passa a ser responsável pelos
seus atos. Deus continua a ser o centro, mas o homem, pela sua razão, é senhor de seu
destino. Esse apontamento pode ser verificado ao observarmos o tampo de mesa de
Bosch que é composta por um círculo central. Os sete pecados estão distribuídos em
volta desse circulo, formando um outro maior. A disposição dos pecados em círculo não
é inédita, acredita-se que essa disposição representa os pecados abarcando toda a
extensão do mundo, o que, de fato, é interessante. De acordo com Bosing (2006),
encontra-se no fato de Bosch ter transformado essa disposição no olho de Deus que tudo
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vê, pois no centro do circulo central, ou seja, na pupila, está Jesus mostrando suas
chagas e a sua volta está escrito “Cuidado, cuidado, o Senhor vê”. Esse cenário
mostrado por Bosch leva o medievo a refletir seus atos, pois, a justiça divina que tudo
vê, julgará as ações do homem sim, porém ele, o homem, pode, por meio da razão, ser
virtuoso ou pecador.

Em torno da representação de Jesus Cristo, Bosch traz cada um dos pecados capitais 2 e
nos quatro cantos do painel são representados em pequenos círculos a Morte, o Juízo
Final, o Céu e Inferno. Essas quatro pinturas não serão discutidas nesse momento, pois
são temas de grande complexidade e sua abordagem não está dentro da nossa
delimitação que é estabelecida pelos pecados capitais.

Dos sete pecados capitais apresentados por Bosch nota-se, em outras obras como A
Nave dos Loucos e Alegoria da Gula e da Luxuria, uma tendência em representar
principalmente a gula e a luxúria. Bosing (2006) elucida que, durante o século XV
ocorreram muitas críticas a esses dois pecados, sendo entendidos como os mais
corriqueiros dentro dos conventos. Nessa perspectiva nos delimitamos a fazer alguns
apontamentos apenas a esses dois pecados.

Seguindo nosso delineamento, observa-se que em cada imagem dos pecados encontram-
se seus devidos nomes em latim. Acredita-se que a inscrição chega a ser desnecessária,
pois as próprias representações já nos remetem, cada
uma a seu devido pecado, como podemos observado no
recorte do painel que simboliza a luxúria. Sobre esse
pecado Tomas de Aquino coloca que “[...] o prazer
sexual, finalidade da luxuria, é o mais intenso dos
prazeres corporais e, assim, a luxuria é vício capital
[...]”. Esse vício capital, que tem como matéria os
prazeres sexuais, pode ser isento de pecado quando o seu fim, guiado pela razão, é
voltado à conservação da espécie humana. Contudo, a obra de Bosch apresenta uma
cena, cuja finalidade não explicita a vontade de conservação da espécie. Está mais
voltada a satisfação carnal. Há a presença de dois casais, sendo que um deles está em
segundo plano em posição mais reservada dentro de uma tenda e as condições em que
se encontram proporciona um ar de mais intimidade devido a proximidade e gestual que
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o homem está realizando em direção a mulher. O outro casal encontra-se em primeiro


plano. Mesmo estando distante do anterior, esses também estão amparados por uma
parte da tenda que dá uma dupla intenção, ou seja, ao mesmo tempo em que a ação
parece ser pública também tem um aspecto de privado. Observamos no local, sobre uma
mesa, uma jarra de vinho e frutos vermelhos, símbolos da luxuria, desde a mitologia
grega. O vinho é usado como um meio de liberdade dos prazeres, de abandonar a
racionalidade. Assim o vinho pode ser entendido como um facilitador que indica a
irracionalidade. Entretanto, simplesmente o ato da luxuria em si já conduz esse estado

Há um fato evidente: quando a alma se volta veemente para um ato de


uma faculdade inferior, as faculdades superiores se debilitam e se
desorientam em seu agir. No caso da Luxuria, por causa da
intensidade do prazer, a alma se ordena às potencias inferiores – à
potencia concupiscível e ao sentido do tato. E é assim que,
necessariamente, as potencias superiores, isto é, a razão e a vontade,
sofrem uma deficiência (TOMÁS DE AQUINO, 2004, p. 108).

Na mesma condição da luxuria, enquanto uma transgressão da razão, situamos a gula.


Esses pecados encontram-se no mesmo campo por serem entendidos como pertencentes
às coisas sensíveis, cujo prazer “se dá no tato: nas comidas e nos prazeres venéreos, daí
que a gula e a luxuria sejam considerados vícios capitais” (TOMÁS DE AQUINO,
2004, p. 102).

A imagem que representa a gula encontra-se na


parte superior do painel, ao lado da acídia. Para
abordarmos a gula, retornando ao conceito de
pecado e, portanto, novamente as questões acerca
da razão, pois o pecado sempre esta a margem da
razão, podendo ser entendido como uma ação desordenada acarretada pelo abandono as
regras da razão. De acordo com Tomás de Aquino, o que se torna mais difícil de
submeter a razão são os prazeres naturais, como o de beber e de comer. Essa ação
desordenada pode ser visualidade na imagem em que Bosch expressa o pecado da gula,
a qual é composta por um homem obeso sentado a mesa. A seu lado tem a representação
de uma criança, também com aspecto obeso, que parece solicitar o alimento. Do seu
lado oposto está um outro homem. Esse, porém com um biótipo esguio, mas bebe em
uma jarra em uma atitude que não apresenta nenhuma moderação. Há ainda a figura de
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uma mulher que traz mais alimentos em uma bandeja. Ela parece observar a cena que é
constituída pelo desejo sem temperança. Por isso, constitui-se enquanto pecado, pois o
ato de comer e beber não é pecado quando realizado com moderação com a finalidade
de manutenção da vida corpórea.

Fica-nos evidenciado que as imagens que representavam os pecados estão estritamente


relacionadas às discussões feitas anteriormente por Tomás de Aquino, o que nos leva a
entender que Bosch era um conhecedor do significado de cada pecado. Como pouco se
sabe a respeito desse artista, não podemos afirmar como ele adquiriu esse
conhecimento, mas, pelo fato dessa temática ser muito divulgada nesse período,
acredita-se que esse conhecimento pode ser proveniente das doutrinas eclesiásticas ou
simplesmente da cultura popular medieval, como afirma Bosing (2006, p. 9), que se
vale das investigações realizadas pelo flamengo Dirk Bax, “[...] devia-se, sobretudo
procurar as fontes de Bosch nas doutrinas eclesiásticas e na linguagem e nos costumes
populares do seu tempo”. Contudo, atentamos para o fato de que mesmo pautado em
conhecimentos corriqueiros, presente em outros momentos, Bosch traz em sua obra uma
forma de reflexão sustentada nas questões presentes em sua sociedade. Esse fato pode
ser observado pela representação dos personagens que expressam pessoas da sociedade
medieval, além do vestuário e a ambientação que traduz as cidades holandesas desse
período. Assim, o estudo realizado vem a comprovar nossa inquietação, primária, acerca
da importância de se estudar os registros deixados pelos artistas a fim de entender a
mentalidade coletiva das diferentes organizações sociais no percorrer da história da
humanidade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por meio das reflexões desenvolvidas no decorrer do texto pudemos verificar que as
pesquisas que consideram as ações mentais dos homens são provenientes do século
XVIII e ocasionaram uma transferência no foco de investigação, ou seja, o individual
cedeu lugar às questões coletivas. Assim, a forma de pensar dos homens, bem como
seus costumes e comportamentos passaram a ser objeto de estudo. O fato de considerar
o pensamento social, proporcionou a compreensão de que esse muda de tempos em
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tempos, ou seja, se constituiu de acordo com as necessidades e anseios que estão sendo
vividas. Nessa perspectiva a obras de arte podem ser consideradas como registro dessas
mudanças de posicionamento mental.

A obra Os sete pecados mortais e os quatro novíssimos do homem vem comprovar a


importância dos estudos que se desenvolvem seguindo essa perspectiva, pois
observamos que os pecados capitais são conteúdos que estiveram presentes em
diferentes momentos. Porém, Bosch os coloca em consonância com o seu tempo. Em
uma época em que a sociedade se encontra em fase de transição, construindo novos
conceitos ao mesmo tempo em que se desvincula de antigos, Bosch coloca em um
tampo de mesa um tema que leva os indivíduos a refletirem suas ações, as quais são
determinantes na organização da sociedade. O convívio em sociedade depende das
ações individuais e essas devem seguir um encaminhamento que favoreça a
coletividade. Assim, Bosch vem a proporcionar a reflexão que poderá garantir um
ordenamento social.

REFERÊNCIAS

BOSING, W. Hieronymus Bosch: cerca de 1450 a 1516. Entre o céu e o inferno.


Paisagem, 2006.

DUBY, G. Para uma História das Mentalidades. Terramar: 1999

HUIZINGA, J. O declínio da Idade Média. Ulisseia, [19--]

TOMÁS DE AQUINO. Sobre o saber (De magistro), os sete pecados capitais. Trad.
e estudos introdutórios de Luiz Jean Lauand. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

LAUAND, L. J. (trad. Estudos introdutórios); TOMÁS DE AQUINO. Sobre o saber


(De magistro), os sete pecados capitais. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

1
As citações feita de Tomás de Aquino são retiradas da obra Sobre o ensino (De magistro), Os Sete pecados capitais
que foi traduzida por Lauand, portanto optamos em usar como indicação de referência o ano de 2004 que é o ano de
publicação dessa obra.
2
Usaremos no decorrer do texto pecados capitais em vez de pecados mortais, por aceitarmos os apontamentos feitos
por Tomás de Aquino que esclarece que o termo capital vem de cabeça, capite, e ao apresentar três significados do
termo coloca que “cabeça significa chefe ou governante do povo, pois os outros membros do corpo são, de certo
modo, governados pela cabeça [...]” (TOMÁS DE AQUINO in LAUAND 2004, p. 75). Desse modo podemos
entender que dos sete pecados entendidos como capitais derivam outros vícios.

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