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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distancia

2º Trabalho

João Filipe Chiculundimoio: 708202128

Curso: Licenciatura em Ensino de História


Disciplina: Psicologia Geral
Ano de Frequência: 1º Ano

Tete, Junho, 2020


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Índice
Introdução ................................................................................................................................... 1

Teoria Behaviorista de Watson................................................................................................... 2

Behaviorismo clássico ............................................................................................................ 2

Teoria humanista de Abraham Maslow ...................................................................................... 3

Pesquisando as Personalidades Auto-Realizadoras ................................................................ 4

Algumas condições para satisfazer as necessidades de Auto-realização ................................ 5

Características das Personalidades Auto-realizadoras ............................................................ 5

Inteligência ................................................................................................................................. 6

Conceito de Inteligência ......................................................................................................... 6

Tipos de Inteligência ............................................................................................................... 7

Teorias da inteligência ............................................................................................................ 7

Conclusão ................................................................................................................................... 9

Referências bibliográficas ........................................................................................................ 10


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Introdução

Este trabalho tem como objetivo discutir e compreender os conceitos da teoria behaviorista de
Watson, teoria humanista de Abraham Maslow e a inteligência. Para elaboração deste trabalho
foram cumpridas algumas etapas como a escolha do tópico discursivo, desenvolvimento do
plano de trabalho e levantamento bibliográfico. Podemos ter em vista que desde o nosso
nascimento, as necessidades estão sempre presentes e prontas para serem supridas. Seja ela a
necessidade fisiológica, de afeto ou de segurança, variando de impulsos mais fortes aos mais
fracos. Portanto, quanto mais assertivos formos em relação a predição do comportamento das
pessoas através do estudo da personalidade, melhor será o entendimento acerca das ações
humanas.
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Teoria Behaviorista de Watson

O behaviorismo (do inglês behavior = comportamento) é o conjunto de abordagens, nascidas


nos séculos XIX e XX, que propõe o comportamento publicamente observável como objeto de
estudo da psicologia. Alguns consideram John B. Watson (1878-1958) o fundador do
Behaviorismo Metodológico por conta de seu manifesto, de 1913, no qual afirma: "A
psicologia, como um behaviorista a vê, é um ramo puramente objetivo da Ciência Natural. Seu
objetivo teórico é a previsão e o controle do comportamento. A introspecção não é parte
essencial de seu métodos [...] o behaviorista, em seus esforços para conseguir um esquema
unitário das respostas animais, não reconhece uma linha divisória entre homem e besta." (1913,
p. 1, colchetes adicionados). Watson defendia o abandono da terminologia mentalista da
"psicologia da consciência" de seu tempo. A rejeição da introspecção como método essencial e
a rejeição da "psicologia da consciência" de seu tempo não significou uma rejeição ao estudo
comportamental de pensamentos, sentimentos e emoções, como demonstra, por exemplo, o
interesse de Watson sobre o tratamento de medo por meio do condicionamento clássico.

O comportamento, para Watson, é definido por meio de unidades analíticas, como respostas a
estímulos antecedentes. Esses estímulos antecedentes seriam a causa do comportamento
observável por mais de uma pessoa.

Behaviorismo clássico

O "behaviorismo clássico" (também conhecido como "behaviorismo watsoniano", menos


comumente "Psicologia S-R" e "Psicologia da Contração Muscular" apresenta a Psicologia
como um ramo puramente objetivo e experimental das ciências naturais. A finalidade da
Psicologia seria, então, prever e controlar o comportamento de todo e qualquer indivíduo.

A proposta de Watson era abandonar, ao menos provisoriamente, o estudo dos processos


mentais, como pensamento ou sentimentos, mudando o foco da Psicologia, até então mentalista,
para o comportamento observável. Para Watson, a pesquisa dos processos mentais era pouco
produtiva, de modo que seria conveniente concentrar-se no que é observável, o comportamento.
No caso, comportamento seria qualquer mudança observada, em um organismo, que fossem
consequência de algum estímulo ambiental anterior, especialmente alterações nos sistemas
glandular e motor. Por esta ênfase no movimento muscular, alguns autores referem-se ao
"behaviorismo clássico" como "Psicologia da Contração Muscular"

O behaviorismo clássico partia do princípio de que o comportamento era modelado pelo


paradigma pavloviano de estímulo e resposta conhecido como condicionamento clássico. Em
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outras palavras, para o behaviorista clássico, um comportamento é sempre uma resposta a um


estímulo específico. Esta proposta viria a ser superada por comportamentalistas posteriores,
porém. Ocorre de se referirem ao comportamentismo clássico como Psicologia S-R (sendo S-
R a sigla de Stimulus-Response (estímulo-resposta), em inglês).

É importante notar, porém, que Watson em momento algum nega a existência de processos
mentais. Para Watson, o problema no uso destes conceitos não é tanto o conceito em si, mas a
inviabilidade de, à época, poder analisar os processos mentais de maneira objetiva. De fato,
Watson não propôs que os processos mentais não existam, mas sim que seu estudo fosse
abandonado, mesmo que provisoriamente, em favor do estudo do comportamento observável.
Uma vez que, para Watson, os processos mentais devem ser ignorados por uma questão de
método (e não porque não existissem), o comportamentismo clássico também ficou conhecido
pela alcunha de "behaviorismo metodológico".

Watson era um defensor da importância do meio na construção e desenvolvimento do indivíduo.


Ele acreditava que todo comportamento era consequência da influência do meio, a ponto de
afirmar que, dado algumas crianças recém-nascidas arbitrárias e um ambiente totalmente
controlado, seria possível determinar qual a profissão e o caráter de cada uma delas. Embora
não tenha executado algum experimento do tipo, por razões óbvias, Watson executou o clássico
e controvertido experimento do Pequeno Albert, demonstrando o condicionamento dos
sentimentos humanos através do condicionamento responsivo.

Teoria humanista de Abraham Maslow

A abordagem humanista visa o sujeito como centro importante de seus próprios interesses e
valores. É nessa perspectiva que Abraham Maslow desenvolve sua teoria da hierarquia das
necessidades, tendo a auto-realização como objectivo parcialmente primordial de cada sujeito.

Pode-se ter em vista que desde o nosso nascimento, as necessidades estão sempre presentes e
prontas para serem supridas. Seja ela a necessidade fisiológica, de afeto ou de segurança, por
exemplo, variando de impulsos mais fortes aos mais fracos. É através desses “impulsos das
necessidades”, que nos guiamos e consequentemente somos afetados em nossas ações perante
um dado estímulo de uma situação. Segundo Schultz e Schultz (2011), hierarquia das
necessidades é uma combinação de necessidades inatas, desde a mais forte até a mais fraca, que
ativa e direciona o comportamento. Conforme dito na citação, as necessidades são inatas,
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porém, em contrapartida é válido lembrar que a forma de nos comportar é determinada tanto
por variáveis pessoais/inatas como também por situacionais.

No decorrer de seus estudos, Maslow deixa claro que para se auto-realizar não significa
necessariamente ser de classe socioeconômica alta, pois há outras formas e meios de conquistar
e vivenciar a auto-realização. Cabe, por oportuno, destacar dois itens da teoria de Maslow, na
qual Schultz e Schultz (2011) diz que, metanecessidades são estados de crescimento ou
existência em direção aos quais os auto-realizadores se desenvolvem. Isso implica
aparentemente que, a metanecessidade está sujeita a satisfação do indivíduo sem intenções
terceiras de querer algo em troca, pois o sujeito pensa no prazer e bem-estar que a atitude vai
lhe causar.

Pesquisando as Personalidades Auto-Realizadoras

Abraham Maslow acreditava que as pessoas se desenvolvem ao longo de vários níveis até
atingir seu pleno potencial. Poucos alcançam o nível mais elevado de desenvolvimento, e estes
são denominados auto-realizados. O maior interesse de Maslow voltava-se para as
personalidades mais desenvolvidas. Maslow considerava que as personalidades auto-realizadas
são como faróis que orientam a humanidade rumo ao seu pleno potencial (CLONINGER,
1999).

Segundo a Hierarquia das Necessidades proposta por Maslow, a necessidade na categoria mais
alta é a de auto-realização. Nesse modelo hierárquico, as necessidades mais inferiores dos
indivíduos devem ser amplamente satisfeitas para que as necessidades nas categorias superiores
passem a ter importância (FRIEDMAN E SCHUSTACK, 2004).
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Conforme nos apresenta Schultz e Schultz (2011), Maslow compreende Auto-realização como
a necessidade mais elevada em sua hierarquia, o desenvolvimento mais completo do Self,
depende da realização e cumprimento máximos de nossos potenciais, talentos e capacidade.
Ainda que uma pessoa tenha satisfeitas todas as outras necessidades na hierarquia, se não estiver
auto-realizada, ficará impaciente, frustrada e descontente.

A auto-realização não está limitada a celebridades intelectuais e criativas. É importante


desenvolver os próprios potenciais no mais alto nível possível, em qualquer que seja a missão
escolhida. “Um músico precisa compor, um pintor, pintar, um poeta, escrever (...) para enfim,
ficarem em paz” (MASLOW, 1970b, apud SCHULTZ e SCHULTZ, 2011 p. 267).

Personalidades auto-realizadoras diferem das outras em termos de motivação básica. Em sua


teoria Maslow propôs que auto-realizadores possuem a chamada metamotivação, também
conhecida como (motivação B ou do SER), nada mais é que maximizar o potencial pessoal, em
vez de esforçar-se por um objetivo particular.

Outro modo como Maslow abordou o problema de definir o que é a auto-realização foi
investigando as necessidades especiais, também chamadas de metanecessidades (estados de
crescimento ou existência em direção aos quais os auto-realizadores se desenvolvem), que
direcionam a vida dos auto-realizadores. O fracasso em satisfazê-lo é danoso e produz um tipo
de metapatologia (um impedimento do auto-desenvolvimento relacionado ao fracasso em
satisfazer as metanecessidades).

Algumas condições para satisfazer as necessidades de Auto-realização

 Estar livres de restrições seja imposta pela sociedade ou por nós mesmos;
 Estar com as necessidades de ordem inferiores totalmente satisfeitas;
 Estar seguro de nossa auto-imagem, de nossos relacionamentos, ser capaz de amar e de
ser amado;
 Ser realista, conhecer nossos pontos fortes e fracos, virtudes e vícios.

Características das Personalidades Auto-realizadoras

 Percepção clara da realidade;


 Aceitação de si, dos outros e da natureza;
 Espontaneidade, simplicidade e naturalidade;
 Dedicação a uma causa;
 Independência e necessidade de privacidade;
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 Vigor de apreço;
 Experiências místicas ou culminantes;
 Interesse Social;
 Relações interpessoais profundas;
 Tolerância de aceitação dos outros;
 Criatividade e originalidade;
 Resistência a pressões sociais.

As experiências culminantes são comuns para pessoas plenamente auto-realizadas. Essas


pessoas estão espiritualmente satisfeitas ou preenchidas - estão bem com elas mesmas e com os
outros, são afetuosas e criativas, realistas e produtivas. Essas pessoas auto-realizadas se
conhecem de fato e aceitam-se como são, costumam ser independentes, espontâneas e
brincalhonas. Elas conseguem estabelecer relacionamentos profundos e íntimos com outras
pessoas e geralmente amam a humanidade (FRIEDMAN E SCHUSTACK, 2004).

Inteligência

Conceito de Inteligência

Um dos principais alvos de discussão no estudo da inteligência é a precisão do termo, porém


Cardoso, Frois & Fachada (1993, p. 345) apresentam quatro definições que passamos a
apresentar:

a) Capacidade de fornecer respostas certas e objectivas;

b) Capacidade para desenvolver o pensamento abstrato;

c) Capacidade para aprender a adaptar-se ao meio; e

d) Capacidade de adquirir capacidades.

Como é fácil de observar que cada definição apresenta uma tendência a evidenciar um elemento
constituinte da inteligência e em algum momento fazem referência a um tipo de inteligência.
Tais imprecisões levam a várias definições deste conceito algumas convergentes e outras
divergentes, antes de chegarmos ao conceito, lembremos que existem factores que influenciam
a inteligência: factor biológico; maturação; e meio físico e social.
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Factor Biológico - a inteligência tem um suporte biológico daí que é impossível pensar na
inteligência sem olhar para este detalhe, o funcionamento do Sistema Nervoso, condicionam
algumas funções psicológicas como é o caso da inteligência;

Maturação - factor responsável pelas modificações dos processos fisiológicos, como as


estruturas nervosas e glândulas endócrinas;

Meio Físico e Social- basta lembrarmos que o ser humano desde a sua nascença está
mergulhado nas relações sociais, neste sentido é inegável o seu contributo no desenvolvimento
intelectual.

Voltando ao conceito de inteligência de Pestana & Páscoa (1995) que resumem as quatro
definições apresentadas da seguinte maneira: “Capacidade de discernir relações entre os
elementos de uma situação nova ou problema, que permite resolvê-lo e atingir de forma
adequada e adaptativa.”

Esses autores apresentam uma definição mais abrangente pelo facto de não admitirem no seu
conceito a natureza específica da capacidade, correndo-se ao risco de apresentar um tipo de
inteligência.

Tipos de Inteligência

Desde muito tempo ficou bem conhecida a visão clássica de definição da inteligência vista sob
forma conceptual Inteligência abstrata, lógica ou matemática. Actualmente reconhece-se que
a inteligência envolve capacidades de realização prática, inteligência prática. Neste sentido,
podemos falar da inteligência social, aquela que envolve a capacidade de lidar com os outros;
inteligência emocional, capacidade de avaliar o significado emocional das situações;
inteligência corporal, aquela usada pelos bailarinos, jogadores, é a capacidade de lidar com o
corpo; inteligência espacial, capacidade ou facilidade de localizar as regiões, mais
desenvolvida nos pilotos e médicos da cirurgia.

Teorias da inteligência

Vamos apresentar apenas duas teorias a bifactorial e a multifactorial.

Teoria bifactorial- segundo esta teoria a inteligência se estrutura tendo como base, uma
capacidade geral de discernir relações complexas, factor G, expressão de uma energia mental
sobre a qual se estabelecem aptidões específicas, factor S que predomina no desempenho de
determinadas actividades.
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Teoria multifactorial- Thurstone a partir de novos cálculos de analise factorial nega a


existência de um factor geral e afirma que a inteligência é constituída pela combinação de várias
aptidões mentais primárias, no desempenho da sua actividade.
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Conclusão

A personalidade faz parte da identidade de cada indivíduo e saber um pouco mais a respeito
dessas teorias certamente irão nos ajudar a conhecer melhor e entender a origem dos nossos
sentimentos e comportamentos.
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Referências bibliográficas

 https://pt.wikipedia.org/wiki/Behaviorismo
 SCHULTZ, D. SCHULTZ, S.E. Teoria da Personalidade. 2 ed. São Paulo: Learning,
2011.
 PEDRASSOLI, Alexandre. Maslow e as pessoas auto-realizadoras. Disponível em
http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/maslow-e-as-pessoas-auto-realizadoras/
 FRIEDMAN, H.S; SCHUSTACK, M.W; Teorias da Personalidade clássica a pesquisa
moderna. São Paulo: Prentice Hall, 2004.
 Manual de Tronco Comum, Psicologia Geral, código A0006 da Universidade Católica
de Moçambique

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