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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP

CAMPUS ANCHIETA
Curso de Engenharia Mecânica

Atividades Práticas Supervisionadas

PLANTA DE GERAÇÃO DE ENERGIA


ELÉTRICA

GRUPO DE PESQUISA
DISCENTES RA TURMA
Alessandro S. de Oliveira A83080-4 EM7P39 Trabalho desenvolvido para
Jansen F.S. da Silva A802FH-7 EM7P39 obtenção de nota do 1º semestre
José Carlos B. da Silva A83EJD-0 EM7P39 na disciplina de Atividades Práticas
Jaine Soares Campelo A836403 EM7P39 Supervisionadas
Jefferson Dias de Araujo A978IH0 EM7P39
Alex de Souza A978GF9 EM7P39
Diego Gabriel J. M. Suleiman A836GF0 EM7P39

São Paulo
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2014
Sumário

1. Tipo de Projeto................................................................................................. 3
2. Tipo de Estudo................................................................................................. 3
3. Palavras chaves............................................................................................... 3
4. Introdução........................................................................................................ 3
5. Objetivos...........................................................................................................4
6. Geração de eletricidade....................................................................................5
6.1. Fontes Convencionais de geração de eletricidade......................................5
6.2. Fontes alternativas de geração de eletricidade...........................................7
7. Relação de Transmissão entre polias e correias..............................................8
7.1. Cálculos.......................................................................................................9
8. Memorial de cálculo.........................................................................................11
8.1. Tempo médio de vazão do Reservatório...................................................11
8.2. Dimensionamento da Bomba......................................................................12
8.3. Dimensionamento do Gerador Elétrico.......................................................15
9. Materiais e Etapas de Construção....................................................................14
10. Documentação Técnica...................................................................................15
11. Resultados dos Testes Preliminares............................................................... 21
12. Conclusões......................................................................................................22
13. Referências Bibliográficas...............................................................................23

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1. Tipo de Projeto

Atividades práticas supervisionadas - APS

2. Tipo de Estudo

Pesquisa de Campo

3. Palavras chaves

Geração de eletricidade, relação de transmissão e imã.

4. Introdução

A energia hidráulica representa a maior aplicação das fontes renováveis no mundo e é a


que possui tecnologias mais maduras e consolidadas. Ao utilizarmos dessa energia para
gerarmos eletricidade, passamos a chama-la de energia hidrelétrica, pois é através do
potencial hidráulico, seja de um rio ou até mesmo construindo usinas hidrelétricas, que a
energia elétrica será gerada.

Nosso objetivo neste trabalho é apresentar os princípios físicos que envolvem a


construção de um gerador de energia elétrica utilizando o potencial hidráulico como
mecanismo de transformação de energia. Para gerarmos a energia elétrica através do
potencial hidráulico, faz-se necessário o uso de turbinas hidráulicas. Neste trabalho,
utilizaremos um modelo semelhante ao da Turbina Pelton.

Em geral, as turbinas hidráulicas permitem a conversão da energia do escoamento em


energia mecânica de rotação. Esta energia de rotação irá ser convertida em energia
elétrica através de um gerador elétrico. O gerador elétrico deste trabalho será um imã
fixado a um eixo que, ao girar por uma bobina produzirá tensão alternada suficiente para
acender 4 LED´s ligados em série.

O conjunto de disciplinas abordadas neste trabalho representa grande importância na


vida profissional do futuro Engenheiro Mecânico. Outro fator importante é que, no Brasil,
aproximadamente 85,4% da Energia produzida veem de fontes renováveis, dentre elas a
Energia Hidrelétrica.

Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH´s) e Usinas ao redor do País estão em grande


expansão. Portanto, é de fundamental importância o conhecimento das disciplinas
referentes a este ramo da Engenharia Mecânica. Poucos países no mundo desfrutam de
um sistema hídrico tão abundante como o do Brasil, o que representa um enorme
potencial de energia hidráulica a ser transformada em energia hidrelétrica.

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Desta forma, iremos abordar inicialmente os principais conceitos teóricos referentes a
geração de eletricidade, relação de transmissão utilizando polias e correias para
aumentar a rotação do gerador elétrico e o memorial de cálculo deste trabalho.

Na sequência, seguem os desenhos, cronogramas de construção e montagem,


juntamente com a planilha de custos deste projeto. Finalmente apresentaremos as
conclusões e referências bibliográficas utilizadas para montagem do conteúdo deste
trabalho.

Temos o compromisso de abordar a importância da utilização da energia hidrelétrica no


ramo da Engenharia Mecânica e principalmente mostrar a integração das disciplinas que
envolvem o curso, para a compreensão do funcionamento de dispositivos comuns á vida
do Engenheiro Mecânico.

5. Objetivos

Projetar e construir uma planta de geração de energia elétrica, que permita simular
o comportamento dinâmico da geração de energia elétrica com o acionamento de 4 LED’s
ligados em série conforme desenho esquemático abaixo:

Figura 1 - Desenho esquemático da Planta de Geração de Energia Elétrica

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6. Geração de eletricidade

A geração de eletricidade é o primeiro passo na entrega da eletricidade aos


consumidores, no qual compreende todo o processo de transformação de uma
fonte primária (recurso natural) de energia em eletricidade. Neste tópico, vamos
mostrar de onde vem a energia elétrica, descrevendo as fontes tanto
convencionais quanto alternativas de obtenção de eletricidade.

Em primeiro lugar, as fontes primárias usadas para a produção de energia elétrica


podem ser classificadas em “Fontes Não Renováveis” e “Fontes Renováveis”.
Fontes Não Renováveis são aquelas passíveis de se esgotarem, ou seja, não são
repostas pela natureza em velocidade compatível com a de sua utilização pelo ser
humano. Exemplos: derivados de petróleo, carvão mineral e gás natural.

Já as Fontes Renováveis são aquelas cuja reposição pela natureza se dá em


períodos de tempo consistentes com sua utilização energética ou cuja utilização
possa ser efetuada de forma compatível com as suas necessidades energéticas.
Exemplos: águas dos rios, marés, sol, ventos, biomassas em geral.

As Fontes Primárias podem ser divididas em fontes convencionais – ainda hoje


responsáveis pela maior parte da energia elétrica produzida, e fontes alternativas
– diferem das tradicionais e, mesmo sendo utilizadas em pequena escala, serão
muito importantes no futuro. Descreveremos, a seguir, um breve resumo desta
subdivisão:

6.1. Fontes Convencionais de Geração de Eletricidade

a) Bateria Eletroquímica: As baterias e pilhas produzem eletricidade através das


reações eletroquímicas sem combustão, onde o suprimento dos reagentes
acaba após um certo tempo. Entre os reagentes mais utilizados destacam-se
as baterias de chumbo-ácido (utilizadas em veículos), pilhas de zinco-carbono,
pilhas alcalinas, baterias de níquel-cádmio ou lítio (utilizada em telefones
celulares). As baterias ou pilhas podem ser recarregáveis (chamadas de
“secundárias”) ou simplesmente descartadas após descarregadas (chamadas
de “primárias”).

Figura 2 - Pilhas Alcalinas Figura 3 - Bateria utilizada em


automóveis.

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b) Hídrica: Objeto de nosso estudo, as fontes hídricas consistem no
aproveitamento de desníveis no relevo geográfico para acumular grandes
volumes de água dos rios através de barragens. Esta água represada é
acelerada por gravidade, acionando uma turbina hidráulica que converte a
energia cinética da água em energia mecânica em um eixo que aciona um
gerador de eletricidade. Um alternador converte a energia mecânica entregue
pela turbina em energia elétrica. O conjunto de instalações e equipamentos
envolvidos neste processo é chamado de usina hidrelétrica. No Brasil, essa é
a principal fonte de energia elétrica. Os principais componentes das usinas
hidrelétricas são:
- Barragens - Vertedouros - Comportas - Condutos - Câmaras de descarga -
Casas de Força - Eclusas - Escadas e elevadores de peixes.

Figura 4 - Desenho simplificado de uma Usina Hidrelétrica


c) Combustíveis Fósseis: São combustíveis encontrados na natureza tais como:
carvão mineral, petróleo e gás natural. São fontes não-renováveis que passam
por um processo de geração de calor, e por isso o conjunto de instalações e
equipamentos envolvidos neste processo recebe o nome de usina
termoelétrica. Nestas usinas, a fonte de calor aquece uma caldeira com água
gerando vapor d´água em alta pressão, e o vapor move as pás da turbina do
gerador. Se o combustível for gás natural utiliza-se uma turbina a gás em vez
de uma turbina a vapor, dispensando-se a caldeira.

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Figura 5 - Principais componentes de uma usina termoelétrica a vapor
d) Nuclear: As Usinas Termoelétricas Nucleares são instalações industriais
usadas que utilizam a reação nuclear para geração de energia elétrica
utilizando urânio enriquecido como combustível, produzindo calor. A diferença
entre uma usina nuclear e uma usina a vapor está na forma como o calor é
gerado tão somente.

Figura 6 - Representação esquemática de uma Usina Nuclear

6.2. Fontes Alternativas de Geração de Eletricidade

a) Solar: A produção de eletricidade por energia solar pode ser produzida de


duas maneiras:

 Através de espelhos refletores que aquecem uma caldeira de vapor,


acionando um conjunto turbina+gerador.

 Mais usada que a primeira, utilizam-se painéis que convertem luz solar
em eletricidade (células fotovoltaicas).

O silício é o material mais usado para se construir células fotovoltaicas. Cada


célula deste tipo produz uma tensão em média de 0,5V; ligados em série, são
capazes de fornecer 12V ou mais.

Figura 7 - Representação esquemática - Geração de eletricidade por Energia Solar


7
b) Eólica: Gerada pelos ventos, ou seja, as hélices têm um gerador de energia
elétrica acoplado ao seu eixo. Estas hélices (semelhantes a um cata-vento)
convertem energia eólica em energia mecânica; esta energia mecânica é
convertida em energia elétrica através do gerador elétrico, que é armazenada
em um banco de baterias para reserva, pois os ventos não são constantes.

Figura 8 - Representação esquemática - Energia Eólica

c) Geotérmica: Aproveitam-se as atividades dos vulcões no interior da terra


como fonte de calor. O vapor é canalizado para acionar uma turbina a vapor
que aciona um gerador de eletricidade. Semelhante a uma usina termoelétrica
convencional com a diferença da fonte de calor utilizada.

Figura 9 - Representação esquemática - Energia Geotérmica

Outras fontes alternativas como a Biomassa, a Célula Combustível e a Energia das Marés
fazem parte deste tópico. Porém, sua utilização é semelhante ás fontes já analisadas. No
caso da Biomassa, assemelha-se a usina termoelétrica; a célula combustível é um
processo de reação eletroquímica. Finalmente, a energia das marés é um modelo de
energia semelhante á hídrica.

A importância do sistema de energia elétrica, entre outros fatores, é que foi concebido
com a finalidade de alimentar grande parte das tecnologias humanas.

8
7. Relação de Transmissão entre Polias e Correias

Polias são peças cilíndricas, movimentadas pela rotação de um eixo e pelas correias. As
polias possuem diversos formatos, de acordo com a aplicação e com o modelo de correia
a ser utilizada. Correias são elementos de máquinas que transmitem o movimento de
rotação entre dois eixos (eixo motor e eixo movido), utilizando-se de polias.

Figura 10 - Duas Polias acopladas por uma Correia

7.1. Cálculos

Descreveremos as principais fórmulas a serem utilizadas neste estudo. A seguir, segue


um breve resumo referente á Relação de Transmissão entre polias:

a) Velocidade angular (ω): Um ponto material P descrevendo uma trajetória circular


de raio r apresenta uma variação angular ∆ϕ em um determinado intervalo de
tempo ∆t. A relação entre a variação angular ∆ϕ e o intervalo de tempo ∆t define
a velocidade angular ω do movimento.

Figura 11 - Velocidade Angular

b) Velocidade Tangencial ou periférica (v): É uma grandeza vetorial que muda de


direção, mas permanece com módulo constante. É a mesma para todos os pontos
periféricos, pois não há escorregamento.

Figura 11 - Velocidade Angular

Figura 12 - Velocidade Tangencial 9


c) Relação de Transmissão ( i ): É uma relação dada pelas grandezas da polia
motora pela polia movida. Polia motora é a polia que fornece o movimento; polia
movida é a que recebe o movimento.

d) Rotação ( n ): É o número de voltas que um ponto material descreve em um


intervalo de tempo (no caso, tempo de 1 minuto). Sua unidade de medida é rpm (
rotações por minuto).

Figura 13 - Cálculos de Polias

e) Cálculo do comprimento de correias: Para calcular o comprimento de correrias,


somam-se os perímetros dos raios das polias motora e movida juntamente com os
segmentos de reta (a) correspondentes ao desenho abaixo.

Figura 14 - Comprimento de correias


10
8. Memorial de cálculo

8.1. Tempo médio de Vazão do Reservatório:

Para que a turbina possa girar constantemente, é preciso que o reservatório


descarregue uma determinada vazão constante ao abrir a válvula de saída do fluido. Esta
vazão é determinante para a escolha da bomba hidráulica a ser utilizada para
restabelecer a carga de pressão no reservatório superior.

Figura 15 - Cálculo da Vazão e da Velocidade de saída no Reservatório

A vazão é determinada pela fórmula:

(1) Q= v*A onde: Q = Vazão descarregada pelo reservatório ( m3/s )


v = Velocidade de saída do fluido ( m/s )
A = Área da seção transversal do Reservatório ( m2 )
O Reservatório superior possui 50L de volume. Para calcular a velocidade de saída do
reservatório para a turbina, utilizaremos a fórmula:

onde: g = aceleração da gravidade (9,8m/s2)


h = altura do Reservatório (0,32m)

Portanto: v = 2,5 m/s

Figura 16 - Dimensões do Reservatório Superior 11


A área da seção transversal do reservatório é determinada pela fórmula:

A=L*H

Utilizaremos as dimensões conforme figura acima referente a seção A-A do desenho:

L = 0,465m (465mm) ; H = 0,295m (295mm)

Portanto: A = 0,137175 m2

Voltando em (1), temos:

Q= 2,5* 0,137175 = 0,343 m3/s

Q = 21 L/min.

8.2 . Dimensionamento da Bomba:

Com a vazão determinada, podemos especificar a Bomba Hidráulica a ser utilizada em


nosso projeto. A posição de montagem da bomba será conforme figura abaixo:

Figura 17 - Bomba Hidráulica montada no Reservatório inferior


Desta forma, a bomba irá succionar o fluido do Reservatório inferior para o
Reservatório superior. De acordo com os cálculos,
utilizaremos a seguinte bomba hidráulica:

 Bomba Submersa vibratório modelo Anauger 700


 Especificações:
 Vazão máxima: 1930 litros/hora ( 32 litros por minuto );
 Altura manométrica máxima: 50m ( elevação );
 Temperatura máxima da água: 35°C;
 Tensões: 115V - 127V - 220V - 254V;
 Potência total nominal: 450W; Figura 18 - Bomba
Hidráulica
Submersa
12
8.3 . Dimensionamento do Gerador Elétrico:

O Gerador Elétrico será acoplado a um polia que, através da relação de transmissão,


irá gerar a velocidade necessária para atingir a tensão de acionamento dos led´s
(conforme Figura 1).
Inicialmente, vamos calcular a Potência Hidráulica da seguinte forma:

Ph = ∆p.Q (2)

∆p = ρ*g*h = 1000*9,8*0,32 = 3136 Pa


Q = 0,343 m3/s

Voltando em (2), temos:

Ph = 3,136*0,343 = 1,08 Kw.

Dessa forma, temos o valor da potência suprida pelo fluxo.

a) Rotação (n): É o número de ciclos que um ponto material “P”, movimentando-se


em uma trajetória circular de raio “r”, descreve em um minuto.

Figura 19 - Cálculo da Rotação


otata
A Turbina utilizada tem diâmetro de 200 mm; o valor da velocidade angular é
determinado pela fórmula: ω = v (velocidade tangencial) = 2,5 = 25 rad/s
r (raio) 0,1

Portanto, o valor da rotação é:

n = 30 * ω = 238,7 rpm
π
b) Cálculo da Potência de eixo: É a potência de saída no eixo da turbina. Vamos
adotar o seguinte valor de rendimento:
 Rendimento Total: ηt = 50% (0,5) – devido a perdas hidráulicas e
mecânicas.
Portanto: Pe = ηt * Ph = 0,5 *1080 = 540 W

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c) Cálculo do Torque: Determinado pelo produto da Força tangencial pelo raio da
peça.

Figura 20 - Cálculo do Torque


otata
Observação: Podemos determinar o valor do Torque pela expressão:

Mt = 30 * P (Nm) Portanto: Mt = 21,6 Nm


π n

A relação de transmissão (i) pode aumentar este valor de Torque e, consequentemente


a Potência do eixo através da fórmula: i = Mt2 (conforme figura 13)
Mt1

d) Número de espiras das bobinas do gerador: Neste projeto, utilizamos 2 bobinas


com 400 voltas cada. Ou seja, utilizamos as bobinas fixas e, com os imãs fixados
ao eixo (4 peças), criou-se a corrente a partir do campo magnético.

Figura 21 - Criação da corrente a partir do campo magnético


14
otata
Figura 22 - Gerador Elétrico montado
otata
Com este gerador elétrico e a relação de transmissão das polias, foram alcançados os
seguintes valores:
 Tensão Alternada: 9 V (medido pelo multímetro);
 Corrente Alternada: 3A (medido pelo multímetro).

9. Materiais e Etapas de Construção

O lay-out de montagem foi desenhado através do software Solidworks (versão 2013).

Montagem do Gerador

Para construir a fonte geradora de energia, foi utilizada uma sucata para as tampas onde
já existiam dois furos para passar um eixo, adaptamos um rolamento em cada lado da
tampa, o rotor do gerador foi construído de um eixo que nele está colado imãs em volta.

Montagem da Turbina

Sucateamos uma turbina usada em exaustores industriais, adaptamos a turbina tampando


os furos de circulação de ar, assim ela armazenaria uma quantidade de água necessária
para girar a roda d’agua.

Montagem do Sistema de Transmissão e Roda D’agua

Pegou-se uma roda d’agua e adaptou-se a mesma às necessidades do projeto. Foi


retirado do seu interior feito um embuchamento com nylon para que a mesma pudesse
receber um eixo. As suas palhetas foram forradas com uma manta de borracha para que
criasse um compartimento onde a água fosse armazenada na queda. Posteriormente
usinou-se um eixo (material: alumínio) para a mesma, dois mancais em aço carbono 1020
e uma chapa base com as dimensões necessárias para uso no projeto. Após reunirmos
esses itens, foi realizada a montagem. Eixo com roda; roda eixo e rolamento; roda, eixo
rolamento e mancal; fixamos o mancal com parafuso na chapa base e colocamos uma
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polia de acordo com as dimensões calculadas do projeto no eixo da roda d’agua e outra
no motor.

Montagem da estrutura

Utilizamos uma estrutura já pronta, e fizemos as adequações necessárias. O reservatório


principal (50 litros) foi utilizado para armazenagem da água. O reservatório de 100 litros
foi utilizado para a coleta da água e para a fixação dos componentes do projeto, como:
roda d’agua e motorização. Adequamos uma chapa em acrílico na borda do reservatório
para que impedisse o respingo de água.
Montagem Geral

Depois de todas as pré-montagens, fixamos o reservatório de coleta na estrutura


principal, assentamos o reservatório principal acima do reservatório de coleta.
Consolidamos o motor em uma estrutura que foi imobilizada nas bordas do reservatório
de coleta. Fixamos a roda juntamente com a chapa base na parede do reservatório de
coleta abaixo do motor. Fizemos as conexões com tubos em PVC no reservatório
principal, descarregando a água na roda para dar movimento à mesma. Colocamos uma
bomba no reservatório de coleta para devolver a água ao reservatório principal. Utilizamos
uma chapa em acrílico onde estabilizamos os LED’s (quatro unidades) posteriormente
fixamos a mesma na estrutura principal entre o reservatório de armazenagem e o
reservatório de coleta. Foram realizadas instalações elétricas entre a chapa com os LED’s
e a motorização. Depois que estabilizamos o motor, e a chapa base com a roda d’agua,
uniu-se a polia do motor com a polia da roda d’agua com uma correia (anel o-ring) para
dar movimento. Seguem abaixo imagens da usinagem e montagem da planta de geração
de energia elétrica:

Figura 23 - Usinagem do Eixo Figura 24 - Montagem da Roda d’agua

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Figura 25 - Montagem da Turbina

A planilha a seguir apresentam os materiais utilizados na construção do gerador


hidrelétrico:

MATERIAIS UTILIZADOS NO PROJETO - GERADOR HIDRELÉTRICO

MATÉRIA PRIMA UTILIZADA


AÇO SAE-1020
TERMOPLÁSTICO
NYLON
ACESSÓRIOS DIVERSOS
ANEL O-RING
ROLAMENTO
ACRÍLICO
PARAFUSOS
ARRUELA LISA
ANEL ELÁSTICO
PORCA SEXTAVADA
PORCA PARLOCK
MAQUINÁRIO E FERRAMENTAS
TORNO CONVENCIONAL
FURADEIRA DE BANCADA
PISTOLA DE PINTURA
MACHO
TUBOS DE PVC
DESANDADOR (VIRA MACHO)
BROCA
LIMAS
CONJUNTO CHAVE ALLEN MILIMÉTRICA
CHAVE COMBINADA
ALICATE PARA ANEL ELÁSTICO

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LIXA 600
CHAVE FENDA
MARTELO
MORSA

10. Documentação Técnica

A Documentação Técnica contempla os seguintes documentos:

 Custos do Projeto

 Desenho de conjunto do Gerador Hidrelétrico.

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Planilha de Custos
Estrutura
DESCRIÇÃO PREÇO TOTAL
Ferro velho R$ 65,00
Spray azul R$ 11,00
Reservatório 1 R$ 69,00
Spray amarelo R$ 11,00
Reservatório 2 - Caixa plástica 345mm x 390mm x 555mm R$ 70,00

Tubulação
DESCRIÇÃO PREÇO TOTAL
Válvula Borboleta em PVC R$ 10,00
Tubo em PVC Diâmetro 1" x 3m R$ 15,00
Curva 45° R$ 4,00
Sistema Roda D´agua
DESCRIÇÃO PREÇO TOTAL
Roda ( Sucata) R$ 0,00
Base Chapa Aço #14 x 105mm x 265mm R$ 23,00
Coluna Chapa Aço #7/8" x 60mm x 160mm R$ 26,00
Eixo Alumínio Diâmetro 1" x 300mm R$ 15,00
Polia Alumínio Diametro 120 x 10mm R$ 10,00
Rolamento cód. 6200 R$ 40,00
Gerador
DESCRIÇÃO PREÇO TOTAL
Mancal (Sucata) R$ 0,00
Imã (Sucata) R$ 0,00
Eixo (Sucata) R$ 0,00
Bucha (Sucata) R$ 0,00
Rolamento (Sucata) R$ 0,00

Demais Itens
DESCRIÇÃO PREÇO TOTAL
Bomba Submergível - Fabricante Anauger 700 : Qmax.:1970l/h - Aluguel R$ 50,00
Parafusos Diversos R$ 5,00
Anel O-ring R$ 5,00
Total Geral R$ 429,00
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15

13.1 13.2 13.3 13.4


A
770 A

2 240

B B
F

363
C C

TUBO E

TUBO 3/4"
3/4"
F
1942
1853

D D

1550
E

E E
1 3

F F

8
4
525
G 10 G

376 6
11

H H

12

9
600

252
13 4 LED - 1,7V
12 1 SUB-CONJUNTO BASE DE FIXAÇÃO MATERIAL: AÇO 1020
I I
11 1 SUB-CONJUNTO GERADOR ELÉTRICO Mancal+Imãs+Bucha+Rolamento
10 1 ANEL O-RING #5,33mm
9 1 EIXO DE TRANSMISSÃO MATERIAL: ALUMÍNIO
8 1 POLIA MOVIDA
7 1 POLIA MOTORA
6 1 TURBINA
110

5 1 VÁLVULA ESFERA - 3/4" BSPT


4 1 BOMBA SUBMERSA VIBRATÓRIO- 32 L/min. Modelo ANAUGER 700
3 1 RESERVATÓRIO INFERIOR
J 960 2 1 RESERVATÓRIO 50L CAIXA PLÁSTICA J
1 1 ESTRUTURA METÁLICA
ITEM QTD DESCRIÇÃO OBSERVAÇÕES
5 PROJETADO: 24/05/14 DIEGO
4 DESENHADO: 24/05/14 ALESSANDRO
3 CONFERIDO: 24/05/14 ALEX

270 2
1 24/05/14 ALE INICIAL
ANO DE EMISSÃO:
2014
PRODUTO:

GERADOR-7-SEM-UNIP
NOME DO DESENHO:

DESENHO DE CONJUNTO
TÍTULO DO PROJETO: NÚMERO DO DESENHO: REVISSÃ O:
REV: DATA: NOME: DOC:
K REVISÕES
GERADOR UNIP-ENG-07-APS-DC 0 K
ESCALA: HIDRELÉTRICO SUBSTITUÍDO PARA:
[mm] 1:1 PROJETO UNIP - APS 2014 SUBSTITUÍDO POR:
PESO APROX.: - [kg] FOLHA:1 DE: 1
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 A1
11. Resultados dos Testes Preliminares:

Com os primeiros testes, detectamos algumas não conformidades, como por exemplo, a
bomba não conseguia suprir a vazão do reservatório, esvaziando o reservatório e
perdendo a carga de pressão necessária. Modificamos a bomba para o modelo submerso
com 32 L/min. e problema resolvido. O primeiro subconjunto gerador elétrico não
funcionou como esperávamos, precisando ser substituído.

Outra mudança foi necessária na relação de transmissão das polias. A relação inicial não
permitia a ligação dos led´s. Aumentamos a relação de transmissão e, após os testes
elétricos aprovados, montamos o conjunto.

A correia sofreu alterações até que optamos por utilizar anel o-ring. O anel o-ring montado
na função de correia entre as polias trouxe bons resultados, diminuindo
consideravelmente o atrito.

Montamos um lay-out preliminar que passou por algumas fases até chegar à condição
final. O Reservatório de 50L foi elevado para aumentar a queda do fluido sobre a turbina,
aumentando sua velocidade tangencial.

Finalmente realizamos os testes finais e o comportamento dos led´s foi satisfatório.

Figura 23: Gerador Hidrelétrico Montado

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12. Conclusões

O Projeto do gerador hidrelétrico nos permitiu aplicar de forma integrada grande parte dos
conceitos e conteúdos técnicos, aprendidos até o momento no curso de Engenharia
Mecânica.

Os princípios Mecânicos, Elétricos e de Mecânica dos Fluidos foram a base para o


trabalho, bem como os fundamentos de desenho técnico.

A exploração das habilidades, capacidades individuais e o trabalho em grupo foram os


pontos fortes do grupo que não poupou esforços para a execução deste trabalho.

Acreditamos que o Gerador Hidrelétrico está em plenas condições para o campo de prova
e análise dos docentes do ICET da Universidade Paulista.

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13. Referências Bibliográficas

a) Bunetti, F., Mecânica dos Fluidos , São Paulo, Prentice Hall, 2008. FERREIRA,

b) P.J.G.; LIMA, I.;SANTOS, T.C.; VIVALDINI, T. – Manual APS - Planta de Geração


de Energia Elétrica – Universidade Paulista – 2014

c) http://www.zertube.com/watch-lIMjjreQgyQ-generador+hidraulico

d) http://www.zertube.com/watch-E4eZJJbkABs-mini+hydroelectric+generator+project

e) http://www.zertube.com/watch-aWshQojtyuY-mini+hidroelectrica+cgb+4to+a

f) http://pt.wikipedia.org/wiki/Turbina_Pelton

g) http://www.mspc.eng.br/fldetc/fld_turb_10.shtml

h) http://www.bibliotecavirtual.sp.gov.br/pdf/temasdiversos-usinashidreletricas.pdf

i) HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; WALKER,J. Fundamentos de Física - Vol.3 e 4


Eletromagnetismo . 7ª Edição , LTC Editora . Rio de Janeiro, 2007

23