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Editorial

04
Produtos europeus com indicação geográfica protegidos contra uso
indevido na China

05
Há uma Rota com vinhos do Dão e Petiscos

06
Câmara de Portalegre organiza Quinzena Enogastronómica

07
Livro ‘Viseu à Prova’ apresentado em Conferencia Internacional

09
Alcobaça Edição Especial Doces & Licores Conventuais

Gazeta Rural
10
Projeto quer recuperar o legado gastronómico das Aldeias Históricas

com site
12
Visite-nos em https://www.gazetarural.com/
Padrões alimentares dos portugueses são insustentáveis

18
Centro Interpretativo do Vinho de Talha já abriu ao público em Vila de renovado
e presente
Frades

22
Projeto Rede Tramontana III vence Grande Prémio Europa Nostra

Ficha técnica

Ano XVI | N.º 374 24


Webinar luso-espanhol conclui que “Extensivo” deve ser marca conjunta
de qualidade
no Sapo
26
Periodicidade: Quinzenal
Director: José Luís Araújo (CP n.º 4803 A)
E-mail: jla.viseu@gmail.com | 968 044 320
Editor: Classe Média C. S. Unipessoal, Lda
Ministro do Ambiente diz que o interior não pode ser um território
abandonado A pesar do período difícil que atravessamos, a
Gazeta Rural tem procurado melhorar a forma

28
Sede: Lourosa de Cima - 3500-891 Viseu de chegar aos leitores, apostando nas plataformas di-
Guarda candidata castanheiro de Guilhafonso a árvore do ano 2021
Redacção: Luís Pacheco gitais de forma direta ou indirecta.
Opinião: Luís Serpa | Jorge Farromba Neste sentido, renovámos o site, apostámos nas

30
Júlio Sá Rego | Gabriel Costa
Departamento Comercial: Luís Cruz Eurodeputados defendem investimento em atividades sustentáveis redes sociais e fomos dos primeiros órgãos de co-
Sede de Redacção: Lourosa de Cima municação social a ser parceiros da Sapo Voz, a nova
No Sapo: em https://www.sapo.pt/parceiro/gazeta-rural

32
3500-891 Viseu | Telefone: 232 436 400 plataforma do maior portal nacional.
E-mail : gazetarural@gmail.com Ovinos de raça Churra da Terra Quente
Web: www.gazetarural.com Vivemos um tempo diferente, em que a comuni-
ICS: Inscrição nº 124546 cação social tem grandes desafios pela frente, no-

33
Propriedade: Município de Sátão promove terceira edição do Concurso de Montras meadamente da forma como se aproxima dos seus
Classe Média - Comunicação e Serviços, Unip. Lda
Administrador: José Luís Araújo de Natal leitores.

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Sede: Lourosa de Cima - 3500-891 Viseu É nesse sentido que vai a nossa aposta. Para além
Capital Social: 5000 Euros TAGUS reforça o apelo à oferta de produtos locais neste Natal
da renovação do site, estamos cada vez mais presen-
CRC Viseu Registo nº 5471 | NIF 507 021 339
tes das redes socais, mas também com parcerias com

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Detentor de 100% do Capital Social:
José Luís Araújo CIM Viseu Dão Lafões lançou site de promoção turística outros órgãos de comunicação social, como é o caso
Dep. Legal N.º 215914/04 da ligação com a Antena Livre, a rádio que emite de
Execução Gráfica: Liliana Vaz

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Impresão: Novelgráfica, Lda Gouveia para toda a região centro.
Bragança recebe festival de conteúdo inteligente
R. Cap. Salomão, 121 - Viseu | Tel. 232 411 299
Estatuto Editorial: http://gazetarural.com/estatutoeditorial/ José Luís Araújo

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Tiragem Média Mensal: 2000 exemplares
Nota: Os textos de opinião publicados Opinião de Pedro Baila Antunes: Alterações Globais: abrUPtas e disrUP-
são da responsabilidade dos seus autores. tivas - Novos andamentos
Nomeadamente vinhos do Alentejo, do Dão, do Douro, do Porto, Verde e Pêra Rocha

Produtos europeus com indicação geográfica


protegidos contra uso indevido na China Em cerca de 70 restaurantes de 17 concelhos

Produtos europeus com indicação geográfica como os vinhos do Alentejo, do Dão, do Douro, o vinho Verde, o vinho do Porto, a Pêra
Rocha do Oeste, Feta e Queso Manchego passam a ser protegidos contra o uso indevido de nome e a imitação na China. A atenção Há uma Rota com vinhos do Dão e Petiscos
centra-se agora nas negociações com vista a um acordo bilateral de investimento.
Harmonizar um petisco com um copo de vinho do Dão é a proposta da Comissão Vitivinícola Regional do Dão, que vai decorrer
durante um mês em cerca de 70 restaurantes da região que aderiram à iniciativa

O Parlamento Europeu aprovou o acordo entre a União Europeia e a


China que protege a denominação de 200 indicações geográficas
forçadas de tecnologia e de outras práticas comerciais
injustas.
alimentares europeias e chinesas da contrafação.
O acordo assinado em Setembro de 2020 obteve 645 votos a favor,
22 contra e 18 abstenções. Este acordo assegura que uma centena de
O Parlamento Europeu manifestou ainda a sua preocu-
pação face aos relatos de exploração e detenção de uigu-
res em fábricas na China.
A Rota Dão e Petiscos, que durará um mês, tem
como objetivo “estimular o consumidor a fre-
quentar responsavelmente a restauração”, afirmou o di-
tinuar a promover os vinhos do Dão num ano atípico, devido à pandemia,
que apresentou vários desafios aos produtores da região”.
Já o presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, esclareceu que
produtos europeus com indicação geográfica estará protegida na China Relativamente ao acordo, o relator Iuliu Winkler (PPE, retor executivo da Comissão Vitivinícola Regional (CVR) não se trata de uma festa, mas sim de “um sinal de resiliência”, num mo-
contra imitações e uso indevido do nome do produto. RO) afirmou que “este é o primeiro acordo económico e do Dão, Pedro Mendonça. mento “muito complexo e difícil”, que ninguém sabe quanto tempo vai
Entre esses produtos, figuram várias especialidades portuguesas, comercial alguma vez assinado com a China e por isso tem Os adeptos do petisco podem percorrer a Rota de 15 durar. “Não estamos a promover uma festa. Não haja aqui um equívoco”,
como os vinhos do Alentejo, do Dão, do Douro, o vinho Verde, o vi- um valor simbólico e confiança acrescidos. Este acordo pro- de Novembro a 15 de Dezembro. Cada restaurante desen- frisou, explicando que esta é uma forma de ajudar os restaurantes que
nho do Porto e a Pêra Rocha do Oeste. Entre outras especialidades mete incentivar as exportações agroalimentares europeias volveu um petisco e juntou-lhe um copo de vinho do Dão “querem continuar abertos e manter os seus postos de trabalho”.
europeias, constam também o Feta, Münchener Bier, Polska Wódka para a China, que valiam já 14,5 mil milhões de euros em e, caso os consumidores partilhem a sua experiência nas Na sua opinião, “a vida é feita de equilíbrios” e, apesar de terem de se
e Queso Manchego. Como contrapartida, uma centena de produtos 2019. É também uma boa medida de ambição por parte da redes sociais, ficam habilitados a prémios. O preço é con- “cumprir à risca as orientações do Governo e da Direção-geral da Saú-
chineses usufruirá também de igual proteção no espaço europeu. China em proteger, de forma mais robusta, os direitos de vidativo e custa apenas 4,5 euros. Esta rota foi uma forma de”, há que tentar ajudar as empresas para que não fechem portas. “Es-
Os eurodeputados aprovaram ainda a extensão do acordo para que propriedade intelectual. Obtida a aprovação do Parlamento, encontrada pela CVR Dão, em parceria com a Associação da tamos a dar um sinal de resistência e de responsabilidade, que é dizer
este possa abranger 175 produtos europeus e chineses nos próximos o Conselho terá agora de adotar o acordo para que este possa Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), o à sociedade que, independentemente das situações muito difíceis que
quatro anos. entrar em vigor no início de 2021. Turismo Centro de Portugal e a Viseu Marca, para estimular estamos a viver, não nos conformamos e faremos tudo o que estiver
Em 2019, a China era o terceiro maior importador de pro- o aumento das vendas e fidelizar clientes, numa época de ao nosso alcance para salvar empregos e a economia”, acrescentou.
Estimular a confiança dutos com indicações geográficas da UE, incluindo vinhos, crise para o setor, devido à covid-19. Mais de metade dos O vice-presidente da AHRESP, Jorge Loureiro, destacou a impor-
bebidas espirituosas e produtos agroalimentares. No entanto, restaurantes que integram a Rota Dão e Petiscos pertencem tância desta iniciativa “quem vem ajudar o setor, num momento em
O Parlamento Europeu felicitou o acordo, descrevendo-o como em 2018 e 2019, 80% dos produtos contrafeitos e pirateados ao concelho de Viseu. que este atravessa um momento muito difícil”. Já Pedro Machado,
um “importante exercício de construção de confiança” durante as apreendidos na UE tinham origem na China, causando prejuízos “A Rota Dão & Petiscos tem como objetivo valorizar os es- presidente da Turismo Centro de Portugal, sinalizou a resiliência do
negociações que ainda decorrem entre a UE e a China com vista a no valor de 60 mil milhões de euros aos fornecedores europeus, tabelecimentos na região demarcada, promover a oferta do setor, alavancado por este tipo de iniciativas que minimizam as difi-
um acordo de investimento bilateral. Concomitantemente expres- refere a proposta de resolução. vinho do Dão e da gastronomia local e, por sua vez, atrair os culdades que nesta altura atravessam.
sou os seus receios acerca das práticas de distorção de mercado consumidores ao comércio local”, explicou Arlindo Cunha, pre-
empregues pelas empresas estatais chinesas, das transferências sidente da CVR Dão. Por outro lado, “esta é uma forma de con-

4 www.gazetarural.com www.gazetarural.com 5
Em Cartagena das Índias, na Colômbia

Livro ‘Viseu à Prova’


apresentado em
De 9 de novembro a 6 de dezembro, em 13 restaurantes do concelho
Conferência Internacional
O livro ‘Viseu à Prova’, uma edição da Confraria de Saberes e Sabores da Beira

Quinzena ‘Grão Vasco’, com o apoio do Viseu Cultura, foi recentemente objeto de uma apre-
sentação na ICOTTS’20 - The 2020 International Conference on Tourism, Technology

Enogastronómica
& Systems, (Conferência Internacional de Turismo, Tecnologia e Sistemas) na Uni-
versidade de Cartagena, em Cartagena das Índias, na Colômbia.
O artigo científico foi apresentado com o título “A criação de um diário de ex-

promove gastronomia periências gastronómicas ‘Viseu à Prova’: Um estudo de caso. Um trabalho de


investigação” levado a cabo por Joana Barros, Cristina Barroco, Suzanne Amaro e

e vinhos de Portalegre
Raquel Balsa. Brevemente este trabalho será, também, publicado numa revista
indexada à SCOPUS.
Este “é, sem dúvida, o reconhecimento de um trabalho de investigação acerca
da gastronomia da região de Viseu”, afirmou Joana Barros, a autora da obra,
Está a decorrer até 6 de Dezembro, nos restaurantes do concelho de Por-
salientando a “importância desta distinção sobre um livro que pretende ser um
talegre, uma quinzena enogastronómica que tem como objetivo de divulgar
guia para quem o lê e, ao mesmo tempo, que o posso completar”.
os estabelecimentos de restauração do concelho e de os incentivar a te-
Já o Almoxarife da Confraria Grão Vasco, José Ernesto Silva, mostrou-se
rem, nas suas ementas, os excelentes vinhos de Portalegre.
“muito satisfeito” referindo que “para além da importância do livro, esta ‘dis-
tinção’ dá-nos força para continuar a editar outros livros, como temos feito ao

A o desafio da Câmara de Portalegre responderam positivamente 13


restaurantes (11 da cidade e 2 de freguesias rurais), onde poderão
ser degustados os sabores tradicionais da região, acompanhados na emen-
longo de quase duas décadas, sempre olhando para as áreas da cultura e das
nossas tradições”.

ta dos mais variados néctares, provenientes de oito das adegas de Porta-


legre, como brancos, tintos e reserva, que ilustram o carácter único das
vinhas velhas da Serra de S. Mamede.
Entre as deliciosas entradas, sopas e pratos principais oferecidos nesta
quinzena aos comensais, destacam-se as linguiças, farinheiras e presun-
tos da região, as tradicionais sopas de Cachola e de Tomate com Toucinho International Association for Digital
Transformation and Technological Innovation

Frito e, para o prato principal, as inevitáveis Migas à Alentejana com car-


nes fritas, o Pernil no Forno, o Ensopado de Borrego, os Nacos de Vitela This Certifies that the article A criação de um diário de experiências gastronómicas “Viseu à Prova”: Um estudo

em molho tinto, o Cachaço Assado no Forno com Castanhas, o Lombelo de caso (Joana Barros, Cristina Barroco, Suzanne Amaro, Raquel Balsa) was presented in the
INTERNATIONAL CONFERENCE ON TOURISM, TECHNOLOGY & SYSTEMS - ICOTTS'20
de Touro Bravo e muitos outros pratos de fazer crescer água na boca. From 29th to 31th of October 2020.
Cartagena de Indias, Colombia
Esta quinzena é uma oportunidade para, em plena segurança e cum-
prindo todas as recomendações emanadas pelas autoridades de saú-
de, se poder desfrutar de dois dos patrimónios imateriais mais ricos
ICOTTS´20 General Chairs

de Portalegre, como são a gastronomia, - única, saborosa e com o ca-


ráter milenar dos seus pratos especiais, - e os vinhos, - diversos e com
o sabor resultante das castas que crescem e desabrocham no nosso
“terroir” muito especial.
Esta iniciativa está integrada nas comemorações do Dia Mundial
do Enoturismo e engloba também este ano um Tour Enoturístico
de Portalegre, disponível na aplicação Izi Travel, onde será possível
conhecer, ao pormenor, as 17 adegas do concelho e toda a ori-
ginalidade e o caráter único dos vinhos da região, bem como a
publicação, ao longo das próximas semanas nas redes sociais do
Município, de pequenos filmes promocionais das adegas deste
concelho do norte alentejano.

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Nas casas do concelho com tradição na Mostra

Alcobaça realiza
“Edição Especial Doces
& Licores Conventuais”
A Câmara de Alcobaça irá realizar, de 26 de Novembro a 1 de Dezembro, uma “Edição
Especial Doces & Licores Conventuais” – nas casas alcobacenses com tradição na Mostra.
Será a vigésima segunda edição de um evento com a maior projeção do concelho de Al-
cobaça, que celebra aquela que é uma das marcas identitárias mais próximas do coração
dos alcobacenses.
Em parceria com os CTT e o Dott

Alvaiázere realiza A ssim, face as contingências relacionadas com a pandemia do Covid-19, como forma
de manter o espírito do evento bem vivo e não perder a dinâmica empresarial e
turística, o Município de Alcobaça e a Associação Comercial, de Serviços e Industrial de

mercado online Alcobaça (ACSIA) associam-se às casas do concelho com maior tradição e presença regular
na mostra. Estas irão proporcionar um conjunto de novidades e ofertas especiais durante

de produtos regionais
os dias do evento. “Em tempo de pandemia, todos os incentivos à atividade económica,
particularmente este sector carismático e muito próximo da identidade do concelho, são
necessários. A Câmara Municipal quer ajudar de forma simbólica, apelando aos muníci-
pes para o consumo destes produtos numa lógica de apoio à economia local”, explicou
O Município de Alvaiázere, em parceria com os CTT – Correios de Por- o presidente da Câmara de Alcobaça, Paulo Inácio, na apresentação da iniciativa, reali-
tugal e o Dott, estão a promover um mercado de produtos regionais, que zada no Mosteiro de Coz.
integra o “Alvaiázere Capital do Chícharo”, este ano, em formato digi- Esta edição especial é também dedicada aos profissionais que estão na linha da fren-
tal. te no combate e na mitigação dos efeitos da pandemia, com a oferta de vouchers que
poderão ser utilizados nas casas dos parceiros desta edição. “É uma forma de home-

D evido à situação pandémica do País, o certame não se pôde realizar


em formato físico, mas os portugueses continuarão a ter a oportu-
nidade de comprar chícharo e outros produtos de enorme qualidade do
nagear o esforço e a dedicação dos profissionais de saúde, das forças de segurança e
proteção civil e da comunidade educativa que têm vindo a despender de forma cora-
josa e em permanência ao longo de todos estes meses. Em tempos tão complexos e
território de Alvaiázere, na feira digital promovida pelas três entidades. imprevisíveis como este, todas as manifestações de carinho e reconhecimento são
A feira digital “Alvaiázere Capital do Chícharo” decorre até 5 de Dezem- importantes estímulos para estes profissionais. A Câmara de Alcobaça e os parceiros
bro, na plataforma Dott, e será possível adquirir os produtos que compõe irão fazer desta semana gastronómica a expressão de um profundo sentimento de
o cabaz regional, como mel, azeite, doçaria, enchidos, vinhos “Terras de gratidão”, afirmou o autarca.
Sicó”, biscoitos, ervas aromáticas, frutos secos, licor de chícharo e, claro,
o chícharo, a leguminosa que dá nome ao evento. Para tal, basta aceder
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“Receitas que Contam Histórias – Gastronomia e Vinhos das Aldeias Históricas de Portugal”

Projeto das Associação das Aldeias


Históricas de Portugal quer recuperar
o legado gastronómico do território
“Receitas que Contam Histórias – Gastronomia e Vinhos das Aldeias Históricas de Portugal” é mais um ambicioso projeto da Associa-
ção das Aldeias Históricas de Portugal. Em curso desde Junho, começou com a recolha de testemunhos junto da população residente,
com o objetivo de identificar as receitas que são a essência do território.

U ma extraordinária inventariação de conhecimentos ancestrais, sabe-


res tradicionais e técnicas artesanais vai agora ser perpetuada, mas
também promovida junto do sector da restauração e hotelaria local (com
hotelaria, mas também da população da região.
Um importante recurso que importa ser ainda mais
valorizado. Pela importância cultural, pelo papel que
Iniciativa realizada ao abrigo do Programa Valorizar

António Robalo, presidente da Associação das Aldeias Históricas de Por-


Além disso, “este projeto será também o início de
uma parceria profícua entre as Aldeias Históricas de Por-
tugal e a CVR da Beira Interior”, frisou Rodolfo Queirós.
harmonização de vinhos da região), de modo a reforçar as Aldeias Histó- pode desempenhar em potenciar e melhorar (ainda tugal, diz que este projeto “é extraordinariamente importante para a con- A Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra é outra
ricas de Portugal como um destino turístico verdadeiramente singular e mais) a oferta turística das Aldeias Históricas de Portu- solidação do território como destino turístico sustentável de qualidade, das entidades parceiras neste projeto. José Luís Marques,
excecional. gal, pela capacidade de criação de valor e de emprego, associado a experiências turísticas diferenciadoras e inovadoras, assentes diretor da Escola, saúda, com entusiasmo, a criação de
As Aldeias Históricas de Portugal são muito mais do que o seu extraor- bem como a preservação ou até mesmo a recuperação na valorização dos recursos naturais e culturais, com capacidade para criar uma carta gastronómica das Aldeias Históricas de Portu-
dinário património edificado. Um território com uma riqueza ímpar tam- das culturas e produtos endógenos. Uma aposta que até valor e potenciar o ‘saber-fazer’ do capital humano local”. gal. “Desde o primeiro momento em que tivemos conhe-
bém pelos recursos naturais, pelas culturas endógenas e pelas gentes vai ao encontro da “Estratégia Farm to Fork”, que está no Segundo o também autarca do Sabugal, “há uma tendência crescente cimento deste feliz projeto que procurámos associar-nos,
que nele habitam. Uma população enraizada de séculos de saberes tra- cerne do Pacto Ecológico Europeu, e que tem como ob- de ‘In tradition we trust’, em que se verifica uma procura, por parte dos disponibilizando os recursos humanos e técnicos para o
dicionais e de técnicas ancestrais, autênticos artesãos de produtos que jetivo tornar os sistemas alimentares justos, saudáveis e consumidores, de sabores, práticas e modos de confeção tradicionais/ efeito”, afirmou Luis Marques, formalizando “um contributo
são, também, uma parte muito significativa da História do nosso país. ecológicos. antigos”. Ou seja, “esta é uma oportunidade de repensar os produtos e que esperamos possa contribuir para um resultado que se
Um imenso legado que a Associação das Aldeias Históricas de Portugal Identificadas as receitas na sequência das entrevistas a gastronomia oferecidos no âmbito da experiência turística. Este pro- pretende de excelência”, pois “o nosso ´know-how´ e recur-
agora eterniza com o projeto “Receitas que Contam Histórias – Gastro- realizadas à população das 12 Aldeias Históricas de Portugal jeto abre, assim, ´portas´ para a Inovação Rural e Inovação no Turismo, sos podem e devem ser colocados ao serviço dos territórios
nomia e Vinhos das Aldeias Históricas de Portugal”. (Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo ambos os domínios integrados na estratégia da Rede das Aldeias His- e suas comunidades, sempre em benefício do desenvolvi-
Foi uma intensa investigação no domínio da arqueologia alimentar Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Mon- tóricas de Portugal. Uma importante alavanca para a dinamização da mento turístico das regiões e do país. A carta gastronómica
que teve início em Junho deste ano. Durante três meses, muitos dos santo, Piódão, Sortelha e Trancoso), está em curso agora o economia local e para a promoção da sustentabilidade e inclusão”, das Aldeias Históricas de Portugal é um dos melhores exem-
residentes das 12 Aldeias Históricas (na sua maioria anciãos) foram seu desenvolvimento por parte da Escola de Hotelaria e Tu- acrescentou António Robalo. plos disso mesmo.”
entrevistados, com vista à recolha detalhada dos saberes, receitas, rismo de Coimbra, com harmonização de vinhos da região, Por sua vez o presidente da direção da Comissão Vitivinícola Regio- A Associação Fórum Turismo tem como missão criar pontes
métodos de confeção, especificidades, tradições e produtos endó- através de uma parceria com a Comissão Vitivinícola Regional nal da Beira Interior congratula-se “com o repto feito, no sentido de e consolidar relações entre os diferentes ´stakeholders´ do Tu-
genos existentes ou que até se tenham “perdido” no tempo. Ou da Beira Interior. harmonizar as ementas das 12 Aldeias Históricas de Portugal com os rismo, quer de âmbito nacional, quer a nível local. Neste senti-
seja, a informação necessária para a inventariação do cardápio gas- Sublinhe-se que, para além do desenvolvimento do receituá- vinhos da Beira Interior”. Rodolfo Queirós diz que “é mais um de- do, “participar ativamente no desenvolvimento do projeto que
tronómico do território, assim como dos métodos de confeção dos rio, a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra também será safio que abraçamos com entusiasmo, certos que estamos da sua visa valorizar o património local e contribuir para a qualificação
respetivos pratos. responsável pela realização de “workshops” e de sessões de adequação à gastronomia local”. É que, acrescenta, “produzidos da oferta turística junto aos agentes do território representa um
Com este trabalho de investigação, as Aldeias Históricas de Por- formação para os agentes privados do sector da hotelaria e res- por mãos experientes, a partir de castas autóctones como as bran- enorme satisfação e responsabilidade, na qual temos o gosto em
tugal procuram não apenas perpetuar este extraordinário patri- tauração do território das Aldeias Históricas de Portugal. cas Síria, Arinto ou Fonte Cal, e as tintas Rufete, Trincadeira, Jaen, fazer parte”, afirmou André Soares, presidente desta Associação,
mónio imaterial, mas igualmente desenvolver ferramentas que Touriga Nacional, Tinta Roriz, Marufo, entre outras, serão, segu- que tem “a certeza de que será um projeto de sucesso, de resulta-
permitam a apropriação desta importante cultura gastronómica ramente, fator positivo para a coesão territorial que a Carta Gas- dos e de inspiração para outras entidades que queiram investir no
por parte dos agentes económicos do setor da restauração e da tronómica das Aldeias Históricas de Portugal pretende alcançar”. seu território, nas suas gentes e no Turismo”.

10 www.gazetarural.com www.gazetarural.com 11
Revela um estudo da Universidade de Aveiro

Padrões alimentares
dos portugueses são insustentáveis
ção agroalimentar, promovida pelo município de Castelo Branco em parceria com
o CATAA – Centro de Apoio Tecnológico Agroalimentar.
O município de Vila Nova de Gaia destaca-se por inúmeras ações importantes,
desde a divulgação de infografias de sustentabilidade alimentar na plataforma
A alimentação pesa 30 por cento na pegada ecológica dos portugueses, mais do que os transportes ou o consumo de energia. A per-
de educação a todos os encarregados de educação, a ações de avaliação do des-
centagem faz de Portugal o país mediterrânico com a maior pegada alimentar per capita. A conclusão é de um estudo da Universidade
perdício alimentar nas escolas ou cadernos de encargos para o fornecimento de
de Aveiro (UA) que deixa o alerta para uma balança muito desequilibrada: “Portugal importa 73 por cento dos alimentos e só o peixe
refeições escolares promotoras da sustentabilidade alimentar. Este município é
e a carne ocupam cerca de metade do peso da pegada alimentar nacional”.
o estudo aponta uma dependência de países como ainda signatário do Pacto de Milão sobre Política de Alimentação Urbana, um
Uruguai (na carne), África Ocidental e Senegal (no importante compromisso político assumido por muitos autarcas do mundo in-
peixe), EUA (no leite e produtos lácteos), Argentina, teiro em 2015, para o desenvolvimento de sistemas alimentares baseados nos

A Pegada Ecológica nacional, por habitante, é superior à biocapacidade


do país ou do próprio planeta, o que siginifica que se todas as pes-
soas no mundo consumissem como os P
UA e da Global Footprint Network, apresenta conclu-
sões relevantes sobre a insustentabilidade dos padrões
alimentares dos portugueses e a ainda frágil estrutura
Canadá e Brasil (nas gorduras alimentares ou frutos),
ou China (nos frutos e nos vegetais).
princípios da sustentabilidade e da justiça social.
Das principais fragilidades identificadas pelos investigadores, a falta de
recursos humanos adequados e com conhecimento especializado para tra-
portugueses, precisaríamos de 2,3 planetas Terra. 29 por cento dessa de políticas públicas para inverter esta tendência. Para Políticas locais imprescindíveis balharem estas temáticas (com grupos multidisciplinares de profissionais
pegada diz respeito à alimentação, 20 por cento aos transportes e 10 por além de Sara Moreno Pires, também pela UA Armando qualificados, de nutricionistas a engenheiros florestais e agrícolas) ou de
cento à habitação. Alves e Filipe Teles assinam o trabalho. “Urge mudar hábitos alimentares e ter tolerância estruturas municipais para a promoção integrada de uma política de ali-
“A pegada alimentar avalia em hectares globais (gha) a quantidade de zero quanto ao desperdício”, sublinha Sara Moreno mentação, são alguns dos fatores mais críticos. Destacam-se ainda o frágil
recursos naturais que necessitamos para produzir o que comemos num Peixe nosso de cada dia Pires garantindo que “o papel das políticas públicas é suporte a circuitos agroalimentares curtos, que aproximem os produto-
ano. Sabendo que o país tem anualmente um ‘orçamento natural’ de igualmente crítico para promover sistemas alimentares res dos consumidores e a produção alimentar periurbana às cidades; a
1,28 gha por habitante [valor de 2016], percebemos que só para nos Portugal é o terceiro maior consumidor de pescado do mais sustentáveis, desde a produção agrícola, ao pro- falta de regulamentação que promova compras públicas sustentáveis e
alimentarmos ‘gastamos’ 1,08gha, ou seja, 84 por cento desse orçamen- mundo, com cerca de 61,7 quilos consumidos por pessoa cessamento, à distribuição, ao consumo ou ao reapro- a redução do desperdício alimentar; a ainda frágil colaboração entre as
to”, aponta Sara Moreno Pires, professora do Departamento de Ciên- em 2017 e 60 por cento da biocapacidade para produzir veitamento dos alimentos, e para envolver todos nesta autarquias e diferentes setores (produtores, escolas profissionais, ter-
cias Sociais, Políticas e do Território da UA. esse pescado vem de outros países, sendo Espanha um dos mudança”. ceiro setor, empresas), bem como a falta de um compromisso político
Se dependêssemos exclusivamente da biocapacidade de Portugal parceiros comerciais mais evidente. A elevada intensidade Dada a relevância de se estruturar e apoiar a governa- forte orientado para políticas alimentares locais. A falta de estratégias
para nos alimentarmos, refere a coautora do estudo, “ficaríamos com da Pegada Ecológica de peixes como o atum, espadarte e ba- ção das cidades em torno de sistemas alimentares mais alimentares municipais ou de políticas integradas dedicadas à alimenta-
um saldo de 0,20 gha para todas as restantes atividades de consumo calhau (não considerando a Pegada associada ao seu trans- sustentáveis, por estas desempenharem um papel funda- ção saudável e sustentável é disso um exemplo.
[transporte, habitação, energia, vestuário, etc.], se não quiséssemos porte) são outra evidência, que aliados à sua força cultural mental na promoção de padrões alimentares resilientes e
ter défice ecológico”. na alimentação portuguesa, salientam ainda mais o impacto economicamente prósperos, pela sua proximidade e intera- O estudo mostra que é necessário e urgente investir em mais in-
Mas grande parte da biocapacidade necessária para a nossa ali- elevado do consumo de peixe na Pegada Alimentar. ção com diversos atores, este estudo identifica um conjunto formação (que identifique e avalie os impactos das iniciativas locais),
mentação provém de outros países, como Espanha, França, Ucrânia Além disso, o estudo identifica uma dependência da bio- de pontos fortes e fracos nas políticas de alimentação em mais recursos humanos, bem como na capacidade dos governos lo-
ou mesmo China Senegal, o que implica uma pressão e uma depen- capacidade de países estrangeiros (como a Espanha, França, seis cidades portuguesas: Almada, Bragança, Castelo Branco, cais para promoverem sistemas alimentares equitativos, resilientes e
dência desses ecossistemas. “Portugal é, por esses motivos, o pior Brasil, ou mesmo a China) para produzir recursos alimentares, Guimarães, Lagoa e Vila Nova de Gaia. sustentáveis. A coordenação entre atores e políticas, sobretudo a ní-
país de 15 países do Mediterrâneo no que diz respeito à Pegada de modo a satisfazer a procura dos portugueses, sendo as ca- Como importantes contributos dos municípios, o estudo vel intermunicipal, ou mesmo nacional (nomeadamente com o Con-
Alimentar”, alerta Sara Moreno Pires. tegorias mais dependentes as de “pão e cereais” (em que se destaca a sensibilização da população para a Pegada Ecológica selho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional) é um passo
Publicado recentemente na reconhecida revista científica in- importa quase 90 por cento dos hectares globais necessários à da alimentação através de Calculadoras Municipais da Pegada necessário, bem como a sensibilização de todos os intervenientes
ternacional Science of the Total Environment, o estudo intitulado sua produção), “açúcar, mel, doces, chocolate, etc.” (com um im- Ecológica disponíveis nos websites destas Câmaras Municipais, na cadeia alimentar (da produção, ao processamento, distribuição,
“Transição alimentar sustentável em Portugal: uma avaliação da portação na ordem dos 80 por cento) ou “gorduras alimentares” a promoção de hortas urbanas, hortas sociais e hortas pedagó- consumo e resíduos) para a mudança de comportamentos, de for-
pegada das escolhas alimentares e das lacunas nas políticas de (com cerca de 73 por cento). gicas, ou iniciativas inovadoras como o Banco de Terra em Gui- ma permitir um olhar renovado sobre como os sistemas alimenta-
alimentação nacionais e locais”, assinado por investigadores da Para além da esperada relação comercial com Países Europeus, marães, através da sua Incubadora de Base Rural, ou a investiga- res se podem tornar mais sustentáveis em Portugal.

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Depois de ter apoiado o canal Horeca

Cabriz lança movimento


de apoio à restauração
nas redes sociais
Num momento particularmente difícil para o setor, a marca líder de
vinhos da região do Dão desafia todas as marcas a sensibilizar e mobilizar
a comunidade para ajudar os restaurantes

D epois de ter apoiado o canal Horeca com a oferta de milhares de


garrafas de vinho Cabriz, na primeira vaga da pandemia, a marca
vai agora liderar um movimento solidário de apoio à restauração, numa
dar conta de como é seguro ir a um restaurante e, re-
correndo ao mesmo procedimento, taggar @CABRIZWI-
NES, irão ver as suas publicações repostadas.
altura em que este setor volta a passar por dificuldades extremas. “Estamos a lançar esta campanha de forma genuína e
Recorrendo às suas redes sociais, e numa altura de fortes restrições à gratuita, apoiando um setor que é fulcral para nós e que
circulação de pessoas, a marca Cabriz pretende ampliar a voz dos esta- durante décadas ajudou a fazer de Cabriz a marca que é
belecimentos de restauração que continuam a laborar, procurando as- hoje”, refere a direção de marketing do produtor, sediado
sim promover junto de mais portugueses os serviços oferecidos pelos em Carregal do Sal, acrescentando que “esta é uma forma
referidos espaços. de retribuir todo o apoio que nos foi dado, ajudando a que
Direcionada para restaurantes, público em geral, parceiros da marca as pessoas continuem a frequentar os restaurantes, mas
do Dão e outras marcas do setor dos vinhos, o movimento procura ala- cumprindo com todas as regras que estão em vigor neste
vancar a exposição e alcance dos restaurantes nas redes sociais desta período de crise pandémica”.
marca de vinhos, que conta com milhares de seguidores, bem como a A marca vai ainda desafiar outros produtores do setor dos
divulgação de serviços como o take-away, apresentação de menus do vinhos em Portugal a juntarem-se ao movimento, de forma a
dia ou apresentação de pratos especiais, entre muitos outros. Para que seja possível criar uma cadeia solidária de larga escala e
isso, os responsáveis pelas redes sociais dos restaurantes aderentes que todos juntos ajudem a sensibilizar a população e os gover-
só terão de identificar CABRIZ (@cabrizwines) nas suas publicações. nantes que é preciso continuar a frequentar os restaurantes,
Estas serão posteriormente republicadas nas redes sociais da marca garantindo assim a manutenção de empregos e minimizando
Cabriz (Facebook e Instagram). Esta é uma ação transversal a todos os problemas económicos que o setor já atravessa.
os espaços de restauração de Portugal continental e ilhas.
O mesmo pode ser feito pelos consumidores a quem a marca
convida a partilhar o Movimento “Eu Apoio a Restauração” e a
identificar os restaurantes que entenderem de forma a dar voz,
espaço e visibilidade a estes espaços. E que enquanto usufruem
de uma refeição, de um serviço de take-away ou drive in podem

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Edição Limitada conhecida em evento online

Boas Quintas lança Fonte do Ouro


DOC Dão Nobre branco de 2018
A Sociedade Agrícola Boas Quintas, sedeada em Mortágua, vai lançar uma edição limitada e numerada do mais recente Nobre da
Boas Quintas, o Fonte do Ouro DOC Dão NOBRE branco, colheita de 2018. O lançamento terá lugar no próximo dia 18 de Novembro,
pelas 18 horas, num evento online, - a decorrer na página www.daonobre.boasquintas.com – e contará com a fotógrafa e escritora
criativa Isabel Saldanha, com o músico Rui Veloso e com o enólogo e sócio-gerente da Boas Quintas, Nuno Cancela de Abreu.

N uma prova informal, será possível reservar a sua garrafa numerada


desta edição limitada e recebê-la em casa. A página ficará disponí-
vel online para visualização e reserva, durante 48 horas.
quem sabe esperar, tudo vem a tempo”, já dizia Clément
Marot.
A marca Fonte do Ouro traz ao mercado vinhos equili-
“Obra-prima, é como classifico esta Edição Limitada, que presta home- brados, elegantes e complexos, com grande potencial de
nagem à nobreza da região do Dão. Constitui um verdadeiro tributo à cas- guarda, que se tornaram exemplares singulares da região
ta rainha, o Encruzado, que se destaca no meio das demais, realçando as do Dão.
características únicas do Arinto e Cerceal Branco. O mosto fermentou e, A Boas Quintas nasceu em 1991, na reconhecida região
já transformado em vinho, estagiou durante seis meses em barricas no- do Dão. Tudo teve início quando Nuno Cancela de Abreu,
vas de carvalho francês. As suas características primam pela elegância representante da quarta geração de uma família com tradi-
dos aromas de frutos brancos, pela mineralidade e pelo amanteigado e ção agrícola e vitícola superior a 130 anos, tomou a decisão
estrutura cedida pela madeira, numa complexidade rica, prolongada, de dedicar toda a sua experiência e todo o seu conhecimen-
memorável”, refere o enólogo Nuno Cancela de Abreu, um dos res- to em viticultura e enologia, ao serviço de um projeto pró-
ponsáveis pela recuperação da casta Arinto. prio que lhe permitisse criar vinhos de alta qualidade, carác-
“Queremos partilhar esta criação com os nossos, mas queremos ter e personalidade.
fazê-lo de forma segura, alinhada com os nossos valores”, refere a Em 2010, a Boas Quintas alargou a sua área de atuação a
empresa acerca do formato adotado para o lançamento deste Dão outras regiões, afirmando-se, a partir desta data, como um
Nobre. projeto multirregional com um portefólio de vinhos abrangen-
A Boas Quintas obteve, pela segunda vez, a distinção Nobre no do as regiões do Dão, Bucelas, Península de Setúbal, Alentejo,
Fonte do Ouro DOC Dão branco, na colheita de 2018, Edição Limi- Porto e Douro, evidenciando uma forte vocação para a expor-
tada, tendo já em 2015 ganho esse reconhecimento. tação.
Esta designação de excelência é apenas atribuída aos vinhos do Em 2016, Nuno Cancela de Abreu foi apontado pela Visão
Dão que obtenham um mínimo de 90 pontos, em 100 possíveis, como um dos enólogos mais competentes de Portugal e a Boas
atribuídos pela câmara de provadores da Comissão Vitivinícola Quintas distinguida com o prémio “Empresa do Ano” pela Revista
Regional do Dão, num processo de certificação com regras es- de Vinhos.
tritas que visam garantir a excecionalidade destes vinhos. “Para

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No concelho de Vidigueira

Centro Interpretativo do Vinho de Talha


abriu ao público em Vila de Frades
O Centro Interpretativo do Vinho de Talha (CIVT) já abriu ao público em Vila de Frades, concelho de Vidigueira, para preservar o
património associado à tradição milenar de saber-fazer e para promover o produto.

“O objetivo do centro é preservar e valorizar o saber-fazer vinho


de talha para dar continuidade a esta tradição milenar”, que “é
uma atividade importante para a economia do concelho”, afirmou Rui Ra-
do património imaterial associado ao saber-fazer vinho
de talha. “Surgiu da necessidade de preservar” o “an-
cestral” saber-fazer vinho de talha, que, “norteado pela
Do espólio do CIVT, o autarca destacou um conjunto
de grainhas fossilizadas, que foram encontradas nas
ruínas romanas de São Cucufate, situadas no conce-
poso, presidente da Câmara de Vidigueira, a promotora do projeto. simplicidade” dos recursos técnicos usados, manteve-se lho de Vidigueira, e várias talhas. Segundo o município,
Desta forma, frisou, o CIVT, que implicou um investimento de 600 mil “vivo” desde a ocupação do território pelos romanos até para aceder à narrativa é usada tecnologia de realidade
euros financiado por fundos comunitários e verbas do município, será à atualidade. aumentada, que cria um “layer” digital de conteúdos
“um promotor” do vinho de talha, do património e do tecido económico Instalado num edifício que o município construiu de raiz acessíveis através de ‘tablets’ disponíveis ao longo do
associados à tradição, como os produtores e as adegas, e do próprio no centro de Vila de Frades, que se assume como “capital percurso, e uma voz-off, acompanhada das animações
concelho de Vidigueira. do vinho de talha”, o CIVT pretende transmitir aos visitan- que surgem sobre as ilustrações, conta a história e forne-
Através do CIVT, os visitantes ficarão com um conhecimento geral tes “as memórias, vivências e experiências relacionadas” ce informações aos visitantes.
sobre a tradição de fazer vinho de talha, uma prática de vinificação com o produto e “com as gentes que fizeram chegar a tradi- Tal como as qualidades de um vinho, “o centro desper-
típica do Alentejo, que foi criada há mais de 2.000 anos pelos roma- ção aos dias de hoje”. tará sentidos”, já que o visitante será “convidado a desco-
nos e que o município quer candidatar a Património da Humanidade, Durante dois milénios, foi possível manter a tradição de brir cheiros e aromas, os sons da vinha, as paisagens do
explicou o autarca. saber-fazer vinho de talha, que “atesta um passado vivo” e concelho de Vidigueira, os provérbios e o cante, que, em
Segundo a Comissão Vitivinícola Regional do Alentejo (CVRA), em está “presente à mesa”, ligado ao cante alentejano, aos petis- conjunto, formam a alma do vinho de talha”.
Portugal, “o Alentejo tem sido o grande guardião” do vinho de talha cos e ao convívio, “perpetuando uma identidade que continua O CIVT foi apresentado aos produtores de vinho do conce-
e tem “sabido preservar” esta prática de vinificação em grandes va- enraizada”. O “discurso expositivo” do CIVT é composto por lho e abriu ao público no Dia de São Martinho, e funciona de
silhas de barro, conhecidas como talhas, que foi passada de geração quatro áreas, nomeadamente o Território, a História Milenar, terça-feira a domingo, fechando à segunda-feira e em alguns
em geração, “de forma quase imutável”. a Cultura da Vinha, o Processo do Vinho na Adega e a Taberna. feriados.
Não há apenas uma forma de fazer vinho em talhas, já que a pro- Através das quatro áreas, foi criada uma narrativa cronoló- O concelho de Vidigueira é conhecido pela produção arte-
dução varia ligeiramente consoante a tradição local, mas, segundo gica e sequencial, que conta a história do vinho de talha, dos sanal de vinho de talha, que é feita sobretudo na freguesia de
a forma mais clássica, que “pouco mudou em mais de 2.000 anos”, tempos dos romanos à atualidade, e percorre o ciclo produtivo, Vila de Frades. Por isso, a Câmara de Vidigueira lidera o proces-
as uvas esmagadas são colocadas dentro de talhas e a fermenta- começando pela cultura da vinha no campo, passando pela pro- so, que envolve outros municípios e entidades, para candidatu-
ção ocorre espontaneamente. dução nas talhas nas adegas e terminando numa taberna, onde ra da produção artesanal de vinho de talha a Património Cultural
De acordo com a Câmara de Vidigueira, o CIVT é um espaço será possível provar aquele “néctar dos deuses”, explicou Rui Ra- Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas
de interpretação, difusão científica e tecnológica e divulgação poso. para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

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O último testemunho desta vinha perdida

Quinta dos Carvalhais


Parcela 45 é “o melhor
Alfrocheiro de sempre”
e “um vinho irrepetível”
É o último testemunho de uma vinha que se perdeu para sempre nos in-
cêndios de 2017 e o melhor Alfrocheiro já produzido na Quinta dos Carva-
lhais. Falamos de Parcela 45, uma edição muito especial e limitada de um
vinho irrepetível, de grande qualidade.

A 15 Outubro de 2017 um dos mais devastadores incêndios de que há


memória chegou a Mangualde. Implacável, devorou campos, florestas,
casas, sonhos, vidas... A Quinta dos Carvalhais não foi poupada e, em poucos
minutos, hectares de vinha foram reduzidos a cinzas. Foi assim na parcela
45. Ali, as uvas tinham sido apanhadas dias antes, apressadas por um Verão
quente e seco, e foi desta derradeira colheita que nasceu Quinta dos Carva-
lhais Parcela 45 Tinto 2017.
Irrepetível por ser o último testemunho desta vinha perdida para sem-
pre, Parcela 45 revelou-se também o melhor Alfrocheiro já produzido em
Carvalhais. “Já nasceu especial. É um Alfrocheiro que vem da parcela das
colmeias, a 45, para a qual sempre olhámos como abelhas à volta de flo-
res. Foi vindimado no momento perfeito de equilíbrio entre fruta, frescu-
ra e estrutura”, refere Beatriz Cabral de Almeida. “Resta-nos a memória
de como a natureza funcionou tão bem e um vinho como nunca se tinha
provado”, conclui a enóloga que lhe deu vida, num testemunho carre-
gado de emoção e que sublinha este tinto como “a melhor homenagem
que poderíamos fazer àqueles que sofreram com tamanha catástrofe
naquele que foi para muitos o pior dia das suas vidas”.
Produzido em exclusivo com Alfrocheiro, Quinta dos Carvalhais Par-
cela 45 Tinto 2017 reúne o melhor desta casta antiga e de enorme
potencial no Dão, que está na origem de aromas muito frutados e sa-
bores delicados, com taninos cheios, mas macios e em perfeito equi-
líbrio com a acidez. Um vinho suave, que termina longo, harmonioso
e gastronómico, num convite à mesa.
Quinta dos Carvalhais Parcela 45 Tinto 2017 pode ser guardado
por um longo período – entre 10 e 15 anos. Nessa altura, as vinhas
entretanto plantadas na mesma parcela darão novo fruto, mas o
vinho nunca será este mesmo tinto elegante, envolvente e equili-
brado que chega agora ao mercado, numa edição limitada disponí-
vel em garrafeiras, lojas da especialidade e restaurantes de topo.

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Liderado pela Binaural Nodar, da região Dão Lafões

Projeto Rede Tramontana III


vence Grande Prémio Europa Nostra
O projeto Rede Tramontana III, liderado pela Associação Cultural Binaural Nodar, da região Dão Lafões, é um dos distinguidos com o
Grande Prémio Europeu do Património Cultural/Europa Nostra 2020.

A lém da Rede Tramontana III, que junta organizações de Portugal, Es-


panha, França, Itália e Polónia, o Grande Prémio Europeu do Patri-
mónio Cultural/Europa Nostra 2020 distinguiu também a reabilitação da
natureza transfronteiriça e cooperativa do projeto Rede
Tramontana III é um forte exemplo da importância da
pesquisa como motor para equipar essas comunidades
virtual, o que aconteceu pela primeira vez, devi-
do às medidas de proteção contra a covid-19. Este
encontro virtual juntou profissionais, voluntários e
Na categoria Educação, Formação e Sensibilização foram distinguidos seis
projetos: a digitalização e disponibilização ‘online’ do Arquivo de Arolsen, na
Alemanha, uma exposição sobre “A vida Secreta do Palácio Gödölö”, antiga
Basílica de Santa Maria di Collemaggio, em Aquila, Itália, e a exposição com as ferramentas necessárias para preservar e cele- “apoiantes do património de toda a Europa”, a diri- residência régia, na Hungria, e a Uccu - Roma Informal Educational Founda-
“Auschwitz. Não há muito tempo. Não muito longe”, um projeto polaco- brar o seu património”, lê-se no comunicado. gentes europeus. tion, também na Hungria, que visa a integração da população cigana, em
-espanhol que assinalou o 75.º aniversário da libertação do maior campo O coordenador da Binaural Nodar, Luís Costa, por seu Para o presidente executivo da Europa Nostra, Her- particular os mais jovens, capacitando-os a construir um movimento de diá-
de concentração nazi. As escolhas foram feitas entre as 21 “realizações lado, afirmou que o Prémio os ajudou “a perceber que mann Parzinger, esta cerimónia virtual “provou que logo e troca, num projeto intercultural, diante da crescente desconfiança e
exemplares”, de 15 países europeus, que em Maio receberam o Prémio as pequenas organizações que se dedicam ao património a excelência, o compromisso e a perseverança não polarização entre as sociedades, como se lê no seu sítio na Internet.
Europa Nostra. cultural rural, e que trabalham em colaboração à escala conhecem limites no mundo do património”. “É exata- Nesta mesma categoria foram ainda distinguidos a exposição “Auschwitz.
O Prémio Escolha do Público foi para o projeto de educação e sensi- europeia, podem produzir resultados relevantes e de ele- mente isso que os 21 premiados [com o Prémio Europa Not long ago. Not far away”, no Museu da Herança Judaica, em Auschwitz,
bilização “Ambulância para os Monumentos”, da Roménia, que salvou vado impacto”. Em 2018, este projeto foi distinguido pela Nostra anunciados em Maio último] representam. São na Polónia, um projeto hispano-polaco, já mostrado em Madrid e em Nova
centenas de edifícios classificados do país, através de uma rede de or- Comissão Europeia como “Caso de Sucesso”, no contexto histórias de excecionais habilidades e trabalho em equi- Iorque, o projeto checo “Cross-border Collaborattion for European Clas-
ganizações ativas na área do património. do Ano Europeu do Património Cultural. pa, dedicação incansável e ação ousada”. sical Music” e ainda o projeto “A Ambulância”, liderado pela Associação
Nesta votação ‘online’ participaram “de mais de 12.000 cidadãos de Para a Comissária Europeia para a Inovação, Investigação, Em Maio, os Prémios Europa Nostra, além dos vence- Monumentum, para a intervenção de urgência em património edificado
toda a Europa”, segundo comunicado hoje divulgado pelo Centro Na- Cultura, Educação e Juventude, a búlgara Mariya Gabriel, dores do Grande Prémio, contemplaram, na categoria degradado na Transilvânia, na Roménia.
cional de Cultura, que em Portugal representa a organização Europa “os vencedores de 2020 dos Prémios Europeus do Patrimó- Conservação, o projeto sobre os epitáfios artísticos da Foram também contemplados projetos de entidades sediadas em
Nostra. nio Cultural/Prémios Europa Nostra representam o que a igreja da Universidade de Leipzig, na Alemanha, os jardins países europeus que não participam no programa Europa Criativa, na
O projeto Rede Tramontana III, apoiado pelo programa Europa Europa defende: criatividade, resiliência, inovação, solidarie- e o pavilhão do palácio do pintor Rubens, em Antuérpia, na área da Conservação: a Fundação Manor Farm de Bois de Chêne e a
Criativa Cultura, em 2017, tem por objetivo a preservação de arqui- dade, talento e dedicação”. “Isso deixa-me orgulhosa - como Bélgica, o Arsenal de Hvars, na Croácia, e os vinhedos e as biblioteca de Genebra Société de Lecture, ambas na Suíça, e o proje-
vos da memória de zonas europeias de montanha, de caráter rural, Comissária Europeia e como cidadã europeia. Agradeço since- respetivas caves em Burgos, Espanha. to Safeguarding Archaeological Assets of Turkey, que visa aumentar o
e tinha sido distinguido na categoria Investigação. ramente a cada um deles por demonstrar, uma vez mais, que Na categoria Conservação foram também distinguidos a conhecimento, a capacidade e a conscientização sobre a proteção dos
Em Maio, quando venceu o Prémio Europa Nostra, ficando can- o património cultural partilhado da Europa não faz só parte do LocHal, Biblioteca Pública de Tilburgo, que resultou da reno- bens arqueológicos do país.
didata ao Grande Prémio, a associação Binaural, que lidera o proje- nosso passado, mas é também um valioso recurso para enfren- vação de uma antiga estação ferroviária, nos Países Baixos, o
to Rede Tramontana III, disse à agência Lusa que a distinção vinha tar os desafios do presente e garantir um futuro melhor para Museu de Belas Artes de Budapeste, na Hungria, a Basílica de
“dar força” ao trabalho de permanência dos vários parceiros em todos. Com o seu trabalho, os vencedores do prémio ilustram o Santa Maria de Collemaggio, em Aquila, na região de Abruzos,
territórios rurais. imenso potencial do património cultural para a recuperação so- em Itália, e a ponte de ferro de Shropshire, no Reino Unido.
Sobre este projeto a Europa Nostra realçou que “as comunidades cioeconómica da Europa após a pandemia”, disse Mariya Gabriel. Na categoria Serviço Dedicado ao Património foi distinguido
rurais montanhosas em toda a Europa têm um património cultu- A cerimónia de divulgação do Grande Prémio Europeu do Pa- o curador Don Duco, do Museu de Cachimbos, de Amesterdão,
ral - tangível e intangível - extremamente rico e diversificado”. “A trimónio Cultural/Europa Nostra 2020 realizou-se num modelo autor de vários ensaios sobre a história do fumo.

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Sobre pecuária extensiva destaca pontos de união

Webinar luso-espanhol
conclui que “Extensivo”
deve ser marca conjunta de qualidade
Com mais de 600 inscritos dos dois lados da fronteira, com perguntas pertinentes e apresentações esclarecedoras, o webinar luso-
-espanhol sobre “A Pecuária Extensiva face aos novos desafios da PAC” atingiu os objetivos propostos pelos organizadores e revelou a
importância do trabalho conjunto.

C omo conclusões deste seminário sobressaíram a relevância da pe-


cuária extensiva como setor produtivo gerador de riqueza, o seu
inquestionável contributo para o combate à desertificação do interior,
português. Foi por essa razão destacada a necessidade
de reforçar as organizações de produtores, com uma pa-
lavra à administração pública para a criação de legislação
mento, o Conselho da UE e a Comissão Europeia”. O
objetivo é chegar-se “rapidamente” ao “acordo final”
da nova PAC para haver “os regulamentos tão importan-
acompanhar também os efeitos desta pandemia, porque estávamos numa
trajetória de crescimento ímpar e fomos todos surpreendidos pelos efeitos
deste vírus [da covid-19] que não conhecíamos e que ainda não conhece-
a importância das raças autóctones e dos produtos de qualidade que adequada, com redução da carga burocrática e reforço de tes para que cada Estado-membro possa definir a sua mos na totalidade”, afirmou.
originam, a especificidade do sistema agro-silvo-pastoril do montado/ apoios específicos. política [agrícola] e colocá-la ao serviço dos seus cida- Neste sentido, a ministra frisou que a PAC também tem como objetivo
dehesa a nível ibérico, com características únicas na Europa. A ACOS - Associação de Agricultores do Sul, a União dos dãos”, frisou. criar instrumentos que permitam ao setor agrícola “ganhar resiliência”. E,
Tendo em conta a relevância do que une os dois lados da fronteira, Agrupamentos de Defesa Sanitária do Alentejo, Federação O novo plano estratégico da PAC “está a ser preparado atualmente, “precisamos de facto de estimular a resiliência da produção,
foi manifestada a necessidade da sua defesa e valorização, posição re- Andaluza de Agrupamentos de Defesa Sanitária Ganadeira em todos os estados-membros”, vai ser discutido no Par- da transformação, para também podermos continuar a fazer investimen-
forçada pelos ministros da agricultura de Portugal e de Espanha que (FADSG) e Cooperativas Agroalimentares de Espanha realiza- lamento Europeu, Conselho da UE e Comissão Europeia e tos que se consolidem na autonomia estratégica que esperamos para
relevaram estar a trabalhar em conjunto na resolução de questões ram este webinar em substituição de um Congresso sobre a “entrará em vigor em 2023”, disse Maria do Céu Antunes. cada um dos Estados-membros”, frisou a governante, acrescentando
comuns, designadamente na definição dos planos estratégicos da PAC temática programado para a mesma data em Beja. Segundo a ministra, Portugal e Espanha estão a tra- que “estamos a fazer o nosso papel, onde o Estado se compromete,
21-27, assim como em relação ao período de transição como forma balhar aos níveis técnico e político para discutirem o que ao lado dos seus investidores, na definição e na implementação das
de minimizar desequilíbrios. Portugal quer fechar acordo final sobre nova PAC estão a propor aos agricultores de cada país “no domínio melhores estratégias para podermos todos pensar que, no meio desta
Entre as conclusões do encontro, realizado via plataforma Zoom, do próximo plano estratégico da PAC” para que “o efeito de crise que vivemos, que tanto nos assustou e continua a assustar, tem
é de destacar ainda a defesa de uma marca “Extensivo” como for- A ministra da Agricultura participou na sessão de encerra- fronteira não se verifique” e os dois países possam “ter con- que haver uma luz que nos leva a ter a esperança num futuro onde a
ma de diferenciação e valorização conjunta dos produtos e serviços mento deste webinar e adiantou que Portugal quer fechar o dições de igualdade”, que lhes permitam “também ser mais agricultura tem um papel importante”, frisou.
provenientes de um modo de produção amigo do ambiente, gera- acordo final sobre a nova Política Agrícola Comum (PAC) para o competitivos à escala global”. A ministra elogiou os agricultores portugueses na resposta à co-
dor de dinâmicas de povoamento de zonas rurais do interior, que período 2023-2027 durante a presidência portuguesa do Con- Maria do Céu Antunes disse que a agricultura portuguesa vid-19, frisando que “foram ímpares”, porque, “durante todo este
reduz a carga combustível e de risco de incêndio, que promove o selho da União Europeia (UE). estava numa trajetória de crescimento “impar”, mas foi sur- período” de pandemia, “com todos os receios de estarem na linha
aumento de matéria orgânica e de biodiversidade, com benefícios Maria do Céu Antunes referiu que Portugal continua “a traba- preendida pelos efeitos da pandemia de covid-19, que teve e da frente na produção de alimentos e na distribuição, nada faltou
económicos, sociais e de coesão territorial. lhar empenhadamente” para, durante a presidência portuguesa, vai continuar a ter consequências “inevitáveis” no setor. “Que- nas nossas mesas, nem em quantidade, nem em qualidade”.
Um dado constatado com apreensão foi o reduzido nível de “poder dar sequência aos compromissos que assumiu” no âmbi- remos que a agricultura seja uma parte ativa para podermos Nota: O seminário pode ser visualizado na íntegra no link: ht-
organização dos produtores pecuários, designadamente do lado to da nova PAC, “nomeadamente na relação direta entre o Parla- todos aspirar a um futuro melhor. É por isso que precisamos de tps://congresso-pecuaria-extensiva.pt/

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Na cerimónia de à criação da Área Integrada de Gestão de Paisagem (AGIP) de Alvares

Ministro do Ambiente diz que o interior


não pode ser um território abandonado
O ministro do Ambiente defendeu que o interior “não pode, em situação alguma”, ser um território abandonado. Importa, na sua
opinião, designadamente, ter em conta “os rendimentos dos serviços dos ecossistemas” proporcionados pelos chamados territórios de
baixa densidade, mesmo quando é a sua população é diminuta. João Pedro Matos Fernandes realçou a importância do ordenamento
florestal nestas regiões de Portugal e vincou, por exemplo, que o Ministério do Ambiente e da Ação Climática “deixou de apoiar plan-
tações” cujas candidaturas “não tenham incluída a gestão”.

O ministro do Ambiente intervinha na sede dos Bombeiros Voluntá-


rios de Alvares, concelho de Góis, na cerimónia de assinatura de
um protocolo relativo à criação da Área Integrada de Gestão de Paisagem
Alvares tem como principais objetivos a efectiva trans-
formação da paisagem de Alvares com valorização, ges-
tão e a defesa dos espaços rurais da freguesia e do seu
(AGIP) de Alvares, no âmbito do Programa de Transformação da Paisagem. património florestal, paisagístico e ambiental, bem como
“Não pode ser álibi para ninguém dizer que 98% da floresta portuguesa a segurança das suas populações e o seu desenvolvimen-
é de privados”, disse, realçando que “o papel das autarquias é absoluta- to económico e social.
mente fundamental”, tal como o de outras entidades públicas e privadas, A intervenção a realizar irá enquadrar os três pila-
para inverter o abandono das áreas florestais e promover o desenvolvi- res da sustentabilidade - ambiental, económico e social
mento do interior. - numa dinâmica que, partindo dos espaços rurais que
Na sessão, intervieram igualmente, entre outros, a presidente da Câ- dominam a paisagem, envolve as pessoas e o desenvol-
mara Municipal de Góis, Lurdes Castanheira, José Miguel Cardoso Pe- vimento das comunidades locais. Simultaneamente, pro-
reira, do Instituto Superior de Agronomia (ISA) de Lisboa, e João Baeta moverá o ordenamento da paisagem, a implementação de
Henriques, do Núcleo Fundador da Zona de Intervenção Florestal (ZIF) medidas de proteção de pessoas e bens e intensificação da
de Ribeira do Sinhel, naquela freguesia. gestão florestal.
Luís Veiga Martins, secretário geral da CELPA, afirmou “este
Freguesia de Alvares acolhe Área Integrada é um bom exemplo de como todos os parceiros e agentes
de Gestão de Paisagem económicos acrescentam valor, numa experiência que pode
e deve ser alargada a outras regiões do País”, acrescentando
A Área Integrada de Gestão de Paisagem (AIGP) vai ser criada na que “a floresta de produção deve estar a par da floresta de
Freguesia de Alvares, no concelho de Góis. Com a assinatura do pro- conservação, sendo ambas essenciais para a sustentabilidade e
toloco entre os parceiros envolvidos, - que contou com a presença para transformação da paisagem”. O mesmo responsável adian-
do ministro do Ambiente e Ação Climática, João Pedro Matos Fer- ta que “é fundamental a coexistência de uma função produtiva,
nandes; o secretário de Estado das Florestas, João Paulo Catarino; sob o risco de se perder a harmonia e o equilíbrio. Sublinhe-se
o secretário de Estado Adjunto e do Desenvolvimento Regional, ainda o importante contributo da floresta de produção para o
Carlos Miguel, e dirigentes de organismos centrais e regionais do roteiro da descarbonização, uma vez que na floresta de produção
Estado, - vai ter início o processo de criação da AIGP Alvares. a taxa de fixação de Co2 é bastante superior, contribuindo, desta
Integrada no Programa de Transformação de Paisagem, a AIGP forma, para o alcance das metas desejadas”.

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Considerado o maior da Europa e terá cerca de 500 anos

Guarda candidata
castanheiro de Guilhafonso
a árvore do ano 2021
O castanheiro gigante de Guilhafonso, na Guarda, considerado o maior
da Europa, classificado como árvore de interesse público pelo Instituto
da Conservação da Natureza e das Florestas, é candidato a árvore do ano
2021.

A vereadora Cecília Amaro, responsável pelo Gabinete Técnico Florestal


da Câmara Municipal da Guarda, disse à agência Lusa que o casta-
nheiro está proposto “para o concurso nacional `Árvore do ano 2021`, no
equipa do município o corte mecânico de infestantes,
qual será votada a árvore mais interessante” que “irá representar Portugal
bem como a aplicação de calcário dolomítico e aplica-
no concurso europeu `Tree of The Year 2021`”.
ção de estrume bem decomposto com a finalidade de
O exemplar, que se localiza junto da aldeia de Guilhafonso, na área da
elevar o pH do solo e melhorar os níveis de fertilidade”,
freguesia de Pera do Moço, no concelho da Guarda, tem “reconhecido
lembra. “Atualmente, o estado geral e o vigor do casta-
valor histórico, paisagístico, social e ambiental”, aponta.
nheiro de Guilhafonso melhoraram e são monitorizados
No mandato autárquico anterior, devido ao declínio que o castanheiro
com regularidade por parte dos técnicos da Câmara Mu-
apresentava, “a Câmara Municipal da Guarda e os seus técnicos propu-
nicipal da Guarda”, remata a vereadora.
seram ao executivo municipal a realização de uma avaliação fitossanitá-
O castanheiro de Guilhafonso, com uma idade estimada
ria e de segurança”.
em 500 anos, tem 18,5 metros de altura, 8,5 metros de
O executivo encomendou um estudo ao professor Luís Martins, da
perímetro à altura do peito e 26 metros de diâmetro da
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, e à sua equipa, que re-
copa.
velou que o declínio do castanheiro se devia “essencialmente ao agra-
O gigantesco exemplar, situado próximo da estrada que
vamento dos designados fatores de predisposição (idade, dimensão
liga as cidades da Guarda e de Pinhel, está classificado como
da árvore, períodos de seca e carências nutricionais), por agressões
árvore de interesse público desde 1971. É propriedade da
episódicas de origem natural (queda de um raio) e por ação do ho-
Câmara Municipal da Guarda, que o adquiriu há mais de uma
mem (compactação do solo)”, segundo a autarca.
década, juntamente com o terreno, com o objetivo de asse-
No seguimento das recomendações de Luís Martins para “mitigar
gurar a sua preservação.
os efeitos da compactação causada pelo homem e dos estragos”, a
Os habitantes locais garantem que são precisas nove pes-
autarquia tomou várias medidas. “Uma das medidas mais impor-
soas para abraçar o seu tronco.
tantes foi impedir o acesso, a circulação e o estacionamento de via-
“É considerado o maior castanheiro da Europa e produziu,
turas automóveis com instalação de uma vedação, por parte do
em 1987, meia tonelada de castanha da variedade rebordã”,
município”, lembra Cecília Amaro.
escreve Mário Cameira Serra no livro “O Castanheiro e a Casta-
Foi também proposta a intervenção cirúrgica de corte de ramos
nha na Tradição e na Cultura” (1990).
secos e com excesso de líquenes, incidindo em apenas 20% de
toda a copa, que foi efetuada pela equipa e pelos técnicos do se-
tor de jardins da autarquia da Guarda.
“Na área de projeção da copa foi ainda efetuado pela mesma

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Financiamento do Pacto Ecológico Europeu aprovado

Eurodeputados defendem
investimento em atividades sustentáveis
O Parlamento Europeu apresentou propostas sobre a melhor forma de financiar a transição para uma economia verde, sustentável
e descarbonizada, submetido a votação na sexta-feira.

N uma resolução não vinculativa sobre o Plano de Investimento para uma


Europa Sustentável e sobre o financiamento do Pacto Ecológico Eu-
ropeu, aprovada por 471 votos a favor, 134 votos contra e 83 abstenções,
transição dos Estados-Membros para uma economia
circular e com impacto neutro no clima.
Os eurodeputados apelam à eliminação progres-
vista em atividades que podem ser prejudiciais para o ambiente a longo prazo.
Os parlamentares sublinham que os investimentos públicos e privados devem
complementar‑se mutuamente e que o investimento do setor privado não deve
os eurodeputados salientam que um dos objetivos deste plano deve passar siva dos investimentos públicos e privados nas ativi- ser excluído. Os eurodeputados vêem com agrado a decisão do Banco Europeu
por garantir uma transição de atividades económicas não sustentáveis para dades económicas poluentes e prejudiciais, sempre de Investimento de dedicar 50% das suas operações à ação climática e à sus‑
atividades sustentáveis. que existirem alternativas economicamente viáveis. tentabilidade ambiental a partir de 2025, sugerindo que o BEI adote uma abor‑
Os parlamentares insistem que a transição ecológica deve centrar-se na Simultaneamente, os parlamentares consideram que dagem ascendente e promova o diálogo entre os setores público e privado,
redução das atuais disparidades entre os Estados-Membros (que poderão deve ser respeitado o direito dos Estados-Membros de coordenando-se com as várias partes interessadas.
vir a agravar-se) e estimular a competitividade, o que se irá traduzir na escolher o seu cabaz energético, destacando ainda que Siegfried Mureşan (PPE, RO), relator da Comissão dos Orçamentos, afirmou
criação de empregos sustentáveis e de alta qualidade. a transição para a neutralidade climática deve preservar durante o debate que precedeu o voto de que “precisamos de recursos fi‑
condições de concorrência equitativas para as empresas nanceiros apropriados para alcançar os objetivos do Pacto Ecológico Euro‑
Princípios de investimento da UE e garantir a sua competitividade, especialmente peu. Para que estes objetivos se tornem permanentes, precisamos de saber
em casos de concorrência desleal por parte de países como os financiar nas circunstâncias atuais, trabalhando em conjunto com
Os eurodeputados concordam que os investimentos públicos devem terceiros. as empresas e economias europeias, e não contra elas. Para atingir estes
respeitar o princípio de ‘não prejudicar significativamente’, aplicável objetivos, teremos de mobilizar um bilião de euros nos próximos dez anos.
tanto aos objetivos ambientais como aos objetivos sociais, como a re- Financiamento do Plano de Investimento Reconhecemos o papel do orçamento europeu, da coesão, das políticas re‑
dução da disparidade salarial de género. para uma Europa Sustentável gionais e agrícolas e do Fundo para uma Transição Justa. Por fim, conside‑
Apenas os programas com maior potencial para cumprir estes ob- ramos que os novos Recursos Próprios não são apenas uma futura fonte
jetivos devem receber investimento público. Como tal, os eurodepu- Tendo em conta as perspectivas económicas negativas de receita, mas também uma ferramenta para incentivar a transição verde
tados insistem na necessidade de dispor de indicadores de sustenta- decorrentes da pandemia de COVID‑19, os eurodeputados ao nível europeu”.
bilidade harmonizados e de uma metodologia para medir o impacto. questionam se o Plano de Investimento para uma Europa Por sua vez Paul Tang (S&D, NL), relator da Comissão dos Assuntos
Para determinar se um investimento cumpre com os requisitos da Sustentável permitirá efetivamente mobilizar um bilião de Económicos e Monetários, referiu, no mesmo debate que “este relatório
transição ecológica, devem também ser tidos em conta os critérios euros até 2030 e pretendem saber de que forma poderá mostra-nos que é possível alcançarmos os nossos objetivos climáticos.
estabelecidos pelo Regulamento Taxonomia. Além disso, os planos o novo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) contribuir para Estamos a construir uma ponte entre as nossas ambições e a realidade.
de recuperação nacionais devem estar alinhados com os Planos Na- alcançar os objetivos do referido plano. Os eurodeputados Para isso, precisamos de quatro pilares: primeiro, todos os gastos da UE
cionais Energia e Clima. manifestam preocupação com a possibilidade de se vir a veri- têm de se reger pelo princípio de “não prejudicar significativamente”;
Os parlamentares congratularam o facto de o Plano de Recupe- ficar um défice de investimento ecológico no final do próximo segundo, as instituições financeiras e monetárias europeias têm de
ração da Europa, em resposta à crise da COVID-19, e os planos período do QFP, apelando a que sejam apresentados planos assegurar que os objetivos são financiados; terceiro, o investimento
nacionais de recuperação e resiliência terem sido concebidos para para colmatar esse défice, tanto através de investimentos pú- privado em atividades prejudiciais tem de ser progressivamente elimi‑
colocar a UE no caminho da neutralidade climática até 2050, em blicos, como privados. nado; por fim, o dinheiro público tem de ser gasto de forma sustentá‑
conformidade com a Lei Europeia do Clima. A legislação inclui Concomitantemente, os eurodeputados apelam à Comissão vel. Além de todas estas medidas, precisamos de combater a evasão
ainda objetivos intermédios para 2030, assegurando assim a Europeia para que assegure que o novo QFP não apoie ou in- fiscal por formar a aumentar a receita pública”.

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Meio Rural
De 7 de Dezembro de 2020 a 6 de Janeiro de 2021

Município de Sátão promove


terceira edição do Concurso
de Montras de Natal
Com o tema “A Família”, a Câmara de Sátão vai promover, de 7 de Dezembro a 6 de Janeiro,
a terceira edição do Concurso de Montras de Natal. Apesar de vivermos uma época atípica
decorrente da situação pandémica que assola o país e o mundo, o município de Sátão pre-
tende com este Concurso contribuir para a divulgação dos espaços comerciais que queiram
participar no mesmo e dar mais ânimo e alegria às ruas do concelho.
Este concurso destina-se a todos os comerciantes, com montra visível a partir do espaço
público, estando a sua participação sujeita a inscrição prévia até 29 de Novembro, no Ga-
binete de Atendimento ao Munícipe onde se encontra disponível o Regulamento e através
do email concurso.cultura@cm-satao.pt.
A votação será efetuada pelo público através do facebook (representando 60% da
classificação final) e por avaliação de um júri constituído por três elementos (40% da
classificação final). A pontuação final será divulgada no site e na página do facebook do

Ovinos Município de Sátão.

de raça Churra
da Terra Quente
A raça Churra da Terra Quente é uma raça de ovi-
nos autóctone da região da Terra Quente Trans-
montana e Douro Superior. Caracteriza-se pelo bom
instinto maternal e facilidade no parto, pela sua longe-
vidade e pela sua enorme rusticidade, sendo capaz de
apresentar bons índices produtivos e reprodutivos mes-
mo em condições adversas.
Esta raça, em tempos não muito longínquos, era explo-
rada na tripla função (lã, leite e carne) e está atualmente
orientada para a produção de leite e borrego, sendo a lã
um produto com muito pouca valorização, que não paga os
custos da tosquia.
No início do ano de 2020 o Livro Genealógico contava com
14037 fêmeas, das quais 13117 exploradas em linha pura e
583 machos, num total de 131 criadores.
Nos últimos anos tem-se verificado um decréscimo do efe-
tivo, devido à idade avançada dos criadores, ao excesso de
burocracia e á falta de interesse dos mais jovens, assim como
pelo facto do apoio dado aos criadores já não ser suficiente-
mente atrativo para manter ou iniciar a atividade.
Como entidade gestora do Livro Genealógico da raça Churra
de Terra Quente, a Associação Nacional de Criadores de Ovinos
da Raça Churra da Terra (ANCOTEQ) tem a sua sede em Quinta
Branca, Larinho, no concelho de Torre de Moncorvo.

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Online desde dia 28 de Outubro

CIM Viseu Dão Lafões


Lançam às comunidades de Abrantes,
lançou site de promoção turística
Constância e Sardoal

2020 assinala os 75 anos da maior estrada do país


TAGUS A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, dando continuidade à
estratégia de consolidação do território enquanto destino turístico de natu-

Aljustrel ergueu marco


reza, lançou o site exploraviseudaolafoes.pt. Online desde dia 28 de Outubro, esta

reforça apelo nova plataforma digital visa dar a conhecer, de uma forma dinâmica e intuitiva,
a região Viseu Dão Lafões, na vertente de Walking & Cycling, podendo inclusive

evocativo à N2 para à oferta de


descarregar informação para suportes digitais moveis.
Organizado de modo a facilitar o planeamento de atividades, o utilizador pode

potenciar esta via


aceder a informação pormenorizada sobre a oferta regional no âmbito do turis-

produtos locais
mo natureza.
Esta plataforma disponibiliza, ainda, informação útil relativa à oferta cultural,

e rota turística
gastronómica e hoteleira do território, havendo um espaço dedicado à divul-

neste Natal gação de propostas no campo da saúde e bem-estar, facilitando a procura do


produto turístico adequado a cada visitante.
De acordo com o Secretário Executivo, Nuno Martinho, “A CIM pretende
O Município de Aljustrel, consciente da importância que a Estrada Nacio-
O consumo de produtos locais para contribuir que este espaço online seja um convite aberto a todos para que descubram
nal 2 (N2) cada vez mais assume no que diz respeito à atividade turística,
para a economia regional, através de dez sugestões a região Viseu Dão Lafões. Com este site, pretendemos, alavancar, junto de
mas também enquanto atrativo propício ao desenvolvimento, neste ano
de cabazes, são o desafio que a TAGUS e os produ- novos públicos, um produto compósito de turismo de natureza ímpar que
em que se assinalam os 75 anos da maior estrada do país, decidiu perpe-
tores lançam às comunidades de Abrantes, Constân- alia, entre outros, a ecopista do dão e futura ecopista do Vouga, os per-
tuar a passagem desta mítica estrada pelo concelho.
cia e Sardoal para a época natalícia que se avizinha. cursos pedestres, os centros de BTT e Trail, as Subidas Épicas, afirmando a
A Associação para o Desenvolvimento Integrado do nossa região enquanto destino preferencial, para os amantes de turismo

O município alentejano ergueu em pedra, que é uma réplica de um


dos marcos desta mítica estrada, embora em maior dimensão, pre-
cisamente na rotunda que serve umas das entradas à vila de Aljustrel e
Ribatejo Interior preparou propostas a partir dos 20
euros com o que de melhor a região produz.
de natureza”.

que é atravessada por esta via. O marco, concebido pelo escultor João
Daniel, assinala o quilómetro 619, destacando o nome da localidade a que
está associado, tendo ainda a inscrição da frase “Nada nesta paisagem é
V inhos, azeites, queijos, enchidos, compotas, mel,
doces, marmeladas, licores, bolachas e cervejas
artesanais são as apostas reforçadas pelo apelo, neste
intempestivo, tudo é surpreendente”, da autoria de Paulo Moura, paten-
ano particularmente difícil devido à pandemia, para a es-
teada no livro “Longe do Mar”, que relata uma viagem de mota pela N2
colha da população passar pelos produtos agroalimenta-
em busca de histórias, e que diz respeito, precisamente, à passagem
res locais para as suas ofertas de Natal, de modo a contri-
deste escritor e jornalista por este território.
buir para o escoamento das produções da região.
A N2 atrai cada vez mais turistas ao concelho de Aljustrel, de várias
Este ano, os cabazes de produtos locais apresentam pre-
partes do mundo, e esta é também uma forma de divulgar o município
ços entre os 20 e os 40 euros, havendo apenas uma suges-
de “lés-a-lés”. Até porque, tendo em vista a estruturação deste “pro-
tão um pouco mais dispendiosa. Os preços destes artigos,
duto” turístico, a Câmara de Aljustrel integra ainda a rota dedicada a
que têm conquistado prémios em concursos nacionais e
esta estrada nacional, que é composta por todos os municípios que
internacionais, são os mesmos praticados pelos produtores
são atravessados por esta via.
aos consumidores finais. Há, também, a possibilidade de os
Aljustrel dá também, deste modo, o seu contributo para a divulga-
clientes comporem os seus próprios cabazes, selecionando
ção desta rota e pretende atrair para o seu território cada vez mais
os vinhos, azeites, enchidos, doçaria, queijo e cervejas ao seu
visitantes, mostrando a sua cultura, a sua gastronomia, o seu patri-
gosto e à medida da sua carteira.
mónio e as vivências do seu povo.
O catálogo de cabazes de produtos locais deve ser consul-
No município de Aljustrel a N2 permite a ligação aos concelhos
tado em www.tagus-ri.pt, onde encontrará as 10 sugestões já
de Ferreira do Alentejo e Castro Verde, passando pela Freguesia de
com a embalagem pronta para a oferta contemplada. As enco-
Ervidel e pela aldeia do Carregueiro.
mendas devem ser feitas pelos contactos da TAGUS, através do
telefone 241 106 000 ou pelo email tagus@tagus-ri.pt, ou então,
ir diretamente ao espaço Cá da Terra, em Sardoal, de terça-feira
a sábado das 10 às 18 horas, ou ao Welcome Center - Turismo de
Abrantes, todos os dias das 10 às 19 horas.

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Smart Travel 2020 vai decorrer de 3 a 5 de Dezembro

Bragança recebe festival


de conteúdo inteligente
A cidade de Bragança vai receber o Smart Travel 2020, o mais importante
e mais antigo evento de smart cities e smart tourism em Portugal. Na edição
deste ano, devido à pandemia, o evento irá ser online, mas a qualidade man-
tém-se e espera-se que a plataforma de streaming preparada para o efeito
seja interativa e capte o interesse do público.

O Smart Travel 2020 vai ter lugar de 3 a 5 de Dezembro e irá focar-se em


alguns tópicos específicos. A nível internacional, as mudanças que a
Covid-19 obrigou a implementar, as consequências para as cidades, residen-
tes, visitantes e negócios.
“Teremos os casos de estudo do Manifesto Market, com o Martin Barry;
a resiliência de Milão, com o Piero Pelizzaro; as “cidades 15 minutos” e o
caso de Paris com o Carlos Moreno, entre outros”, refere a organização. As
viagens internacionais e os impactos no sector, com o Dimitrios Buhalis;
as lições apreendidas com outras ocorrências com a Inga Hlin Palsdottir;
o caso de estudo e a estratégia de turismo inteligente da cidade que dá
nome a uma das bebidas mais famosas do mundo inteiro, Tequila, com
Federico De Arteaga Vidiella; as relações entre o ocidente e a China em
tempos delicados, com a Sasha Qian; e os fatores que fazem a diferença
na hora de escolher um destino, seja para viver ou visitar, com o Jona-
than Reichental, entre muitos outros.
A nível nacional, o destaque habitual para os territórios de baixa den-
sidade e ilhas. O Smart Travel, sendo um evento de Bragança, uma cida-
de de pequena dimensão no interior do país, é também um momento
de reflexão para encontrar alternativas e garantir qualidade de vida
a quem deseje escolher um novo destino para viver e trabalhar. Fi-
nalmente, a cultura, o empreendedorismo e a sustentabilidade, que,
em tempos de pandemia, se tornaram também tópicos importantís-
simos.
Destaque para as presenças da diretora do Museu de Lisboa, Joa-
na Monteiro; um dos membros da banda Anjos, Nelson Rosado; a
importância do local/global com o Renato de Castro; a sustentabili-
dade e promoção dos destinos em vídeos e conteúdos, com o Hugo
Marcos, e o fotógrafo Pedro Rego.
Este Festival de Inteligência contará com a participação de cida-
des portuguesas e globais, entre as quais Bragança, Porto, Atenas,
Tequila, Paris, Pequim, Vizela, Caldas da Rainha, Milão e muitas
outras. Num formato diferente, haverá lugar à apresentação de
soluções inovadoras para as cidades e turismo, através de uma
parceria estratégica com o NEST/Turismo de Portugal.

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Opinião

Alterações Globais: abrUPtas


e disrUPtivas - Novos andamentos
No pós-guerra, o dito Mundo Ocidental - civilizacionalmente centrado na Europa - desenvolveu-se baseando-se num tripé virtuoso:
a paz, a democracia e o capitalismo económico; em sinergia e dependência mútua.

N esta evolução aritmética, mas contínua, verificou-se uma forte in-


dustrialização, o que gerava emprego, um operariado e uma classe
média crescente, que compravam produtos inovadores à indústria, in-
a algoritmização e a inteligência artificial -, as bases de
dados inteligentes, o crescimento das desigualdades, as
redes sociais, a “modernidade líquida”, o populismo, a
A temperatura do Planeta já aumentou 1oC depois da Revolução In-
dustrial. Quanto mais aumentar a temperatura média, maiores serão os
impactes catastróficos. A vitória de Joe Biden nos EUA e o seu comprome-
tural, há quase 2 milhões de vírus prontos a “saltar” para
o Homem.
Com ou sem Homem a Natureza vencerá sempre! As
centivando o desenvolvimento científico-tecnológico. Foi assim promo- erosão do humanismo e muitas outras motrizes, estão a timento com o célebre acordo de Paris, pode ser vital para tentar conter causas para o aparecimento desta e de outras pandemias
vida a qualidade e a qualificação, para além do caminho para igualdade, provocar Alterações Globais, abruptas e disruptivas. a subida da temperatura até aos 1,5 oC. que possam emergir no futuro – porventura mais drásti-
trazendo as mulheres para o mercado de trabalho. Para equilibrar me- Mas, entre as múltiplas dimensões em mudança expo- Mas a cada um de nós individualmente cabe um papel decisivo. No cas para a humanidade - são fortemente coincidentes com
lhor estas correlações, foi-se implementando o Estado Social. nencial, que se entrecruzam e quiçá se emaranham, as modo como nos alimentamos – p.e. a produção de carne bovina pro- algumas das principais ameaças ambientais ao Planeta:
O capitalismo económico, industrial, interdependente com o sistema Alterações Climáticas são absolutamente matriciais! Termi- voca inúmeros impactes ambientais -, na valorização de produtos ami- como as alterações climáticas, a perda de habitats e bio-
financeiro bancário, com energia fóssil acessível, estava igualmente nantes! gos do ambiente, no meio de transporte que usamos - é fundamental diversidade, a urbanização e a desflorestação, a agricultura
fortemente dependente dos recursos naturais / matérias primas. De- As emissões de dióxido e carbono e outros gases, estão a mobilidade sustentável, incluindo o uso de transportes públicos-, e pecuária intensiva (incluindo a pecuária de animais selva-
pois da Economia e da Solidariedade, agregava-se então o Ambiente, a intensificar o Efeito de Estufa da nossa atmosfera. A tem- na promoção das energias alternativas e da eficiência energética, na gens) ou a própria poluição do ar que facilita a entrada dos
terceiro pilar do que seria mais uma utopia(?) nos horizontes huma- peratura está a crescer paralelamente à concentração dos reciclagem dos resíduos, na redução drástica de plásticos, de bens vírus nas vias respiratórias.
nistas da Europa: o Desenvolvimento Sustentável. gases com efeito de estufa. As consequências já começam a materiais e do consumo de água, no usufruto e conservação da na- Sem prescindir de índices de desenvolvimento humano
Evidentemente, este articulado progressista só chegaria a Portu- ser bem evidentes, como o degelo - com a elevação do nível tureza, etc. crescentes, o Homem deve voltar à Natureza – ao equilíbrio
gal depois de 74, intensificando-se, já no seu final, após a adesão à da água do mar -, a diminuição da produção e concentração E a Pandemia do Coronavírus? Está a acelerar ou a desacelerar as com a Natureza – e à sua natureza (Humanista)!
Comunidade Económica Europeia. de oxigénio no mar, a acidez do mar, a perda de biodiversida- Alterações Globais? Pausa e Reflexão certamente está a provocar!
Entretanto, nos finais dos anos 80, começa a despontar um “outro de –uma extinção em massa, como sucedeu com o desapare- A Terra-Humanista necessitava de um aviso, uma sacudidela forte? Pedro Baila Antunes
capitalismo”, o capitalismo financeiro. Simplificando, começou-se a cimento dos dinossauros -, os fenómenos climáticos extremos, De facto, na história do Homem, revoluções, guerras e pandemias Instituto Politécnico de Viseu
“fazer dinheiro a partir do dinheiro”. Continuando a simplificação, os incêndios florestais, a desertificação, os grande impactes na aceleraram o rumo da história!
para se ser rico – gerar riqueza? - já não se estava dependente da produção agrícola e na saúde humana, o esgotamento dos re- O Homem-Tecnológico, poderoso e omnisciente, julgava que ti-
indústria, dos trabalhadores e dos recursos naturais. cursos naturais, o crescimento da população mundial - incluindo nha a Natureza ao seu serviço! O Homem é só mais um animal,
Hoje, já na segunda década do Séc. XXI, a globalização, a nova uma fração significativa de grandes consumidores -, entre muitos que, por exemplo, partilha 50% dos seus genes com uma banana
geopolítica- com epicentro na China- e as suas dinâmicas socioe- outros fenómenos, ameaças e impactes, muitos deles que se am- ou 98% com um chimpanzé. Na natureza, a fluir “desequilibrada-
conómicas, o desenvolvimento tecnológico – com a robotização, plificam entre si. -equilibradamente” entre os animais selvagens no seu estado na-

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