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EDITORA AV E R C AMP LTDA.

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Impresso n o Br as il.

Printed in 8r az il .

i - ediç ão 2004; , . r e impressão

T O DOS OS DIREITOS RESERVADOS

N

e nhuma parte deste livro pod e r á

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e r r e produzida sejam quais for e m

o

s m e ios e mpregados

sem a per -

miss ã o, por escrito, da Editor a . Aos

infr a t o res

pr e vistas nos artigos 102, 104, 106

e 107 da Lei n º 9.610, de 19 d e fever e iro de 1998 .

apl i c am-se as sançõ e s

2006; z- r e impressão 2009

Capa:

Composição:

ERJ Composi çã o Editori a l

LUMMI Produção Visual e Ass e ssoria Ltda.

Produção:

Revisão:

Laércio Bento

Glaucia T . M. Thomé

Ros e meire Carbonari

ClP-Brasil

Catalogação - na-Fonte

Sindicato

Nacional

dos Editores

de livros,

RJ

B817e

Brandão, Carlos da Fonseca.

Estrutura e funcionamento

do ensino / Carlos da

Fonseca Brandão. - São Paulo: Avercamp, 2004.

Inclui bibliografia

ISBN 85-89311-15-5;

978-85-89311-15-1

1. Educação - Brasil. 2. Educação e Estado - Brasil. I. Título.

CDD-370.981

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Pa r a a s minhas am a das mulh e r es.

Lucy e Bruna

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63 I Estrutura e Funciotuim e nto do Ensino-

Médio regulares, o que dirá, então, garantir condições adequadas de Educação Especial para os educandos portadores de necessidades especiais.

No que tange à Educação Especial, no conjunto da organização (estrutura e funcionamento) da Educação brasileira , essa possibilidade de subvenção téc- nica e financeira pelo poder público explicita uma contradição, ou seja , ao mesmo

í tempo em que se propõe a inclusão dos alunos portadores de necessidades es-

'I

" peciais nas classes comuns do ensino regular, sejam elas situadas em escolas públicas ou privadas, como sendo a concepção de Educação Especial hegemõ- nica e oficial, também está prevista a possibilidade de transferência de recursos públicos para instituições privadas "especializadas".

Assim, a proposta de inclusão dos alunos portadores de necessidades espe -

ciais será, muito provavelmente, adotada somente na rede pública de ensino, ao

li passo que a rede privada deixará para as instituições " especializadas" com atua- ção exclusiva em Educação Especial a tarefa de oferecê-Ia. Em outras palavras,

u qualquer pessoa que tenha um filho portador de necessidades especiais terá, em termos de Educação Especial e guardadas as respectivas especificidades, duas li opções: a rede pública de ensino com a sua proposta de inclusão ou a rede privada especializada, que oferece a Educação Especial a grupos específicos.

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2.2 A Educação Superior

A Educação Superior brasileira possui diversas finalidades. A primeira é a de estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo. Também objetiva formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a partici- pação no desenvolvimento da sociedade brasileira, assim como colaborar na sua

formação contínua .

Também é finalidade da Educação Superior incentivar o trabalho de pes- quisa e investigação científica, visando ao desenvolvimento da ciência e tecno- logia e da criação e difusão da cultura, desenvolvendo desse modo o entendi- mento do homem e do meio em que vive. Cabe à Educação Superior promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publica- ções ou outras formas de comunicação.

C op . 2 - E s trutut » e Funcionam e nto

d

os Nív e i s e Modalidades

de Educação e Ensino

I 69

A Educação Superior brasileira também deve suscitar o desejo permanen- te de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar sua correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração, assim como estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente.em particu- lar os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelec e r com ela uma relação de reciprocidade. Por último, a Educação Su- perior tem a finalidade de promover sua extensão, aberta à participação da po- pulação, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição.

Essas finalidades da Educação Superior brasileira abrangem , no nosso entendimento , todos os possíveis objetivos (finalidades) que qualquer Educa- ção Superior digna desse nome deve ter. A dificuldade reside, como em outros temas educacionais, em atingir efetivamente todos ou pelo menos a grande maioria desses objetivos (finalidades).

A Educação Superior está classificada nos seguintes tipos de cursos e pro- gramas: cursos seqüenciais por campo de saber, cursos de graduação, cursos de pós-graduação e cursos de extensão.

Os cursos seqüenciais por campo de saber devem ter diferentes níveis de abrangência, sendo abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabeleci- dos pelas instituições de ensino. Esses cursos podem ser de dois tipos: comple- mentação de estudos , para os alunos que já possuem um curso de graduação, ou de formação específica, que significa um tipo de curso de nível pós-médio. O primeiro tipo (complementação de estudos) concede ao aluno um certificado de conclusão; ao passo que o segundo tipo (formação específica) confere ao seu aluno um diploma de nível superior, ressaltando-se que em nenhum dos dois casos (complementação de estudos ou formação específica) esses documentos legais (certificado de conclusão ou diploma de nível superior) concedidos ao final dos respectivos cursos equivalem a um diploma de graduação.

Concebidos para atender rapidamente às "exigências" do mercado de tra- balho, os cursos seqüenciais por campo de saber possuem a pretensa vantagem de serem mais rápidos, podendo ter duração mínima de seis meses e máxima de dois anos. A sua grande desvantagem é que essa limitação em seu tempo de duração restringe também, e conseqüentemente, a quantidade de conteúdos a serem oferecidos aos seus alunos, por isso afirmamos acima que a rapidez de sua realização se constitui em uma pretensa vantagem.

7 0

I E 5 t rlltllr~1 e F un c ion e m e n t o do E n s i n o

Capo 2 - E s l rutur " e Fun c i o nam e n t o

do s Nív e i s e Mo d a /id a d e s

d e E du ca ç ão e E / 1 s i n o

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7 1

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utr a de sva n ta ge m d os c ur s o s s eq ü e ncia i s p or ca mp o d e sa b er é q u e n ão

lh

e p r o po r c i o n a r á um a in s e r çã o m a i s r ápi d a ( r ea l o u a p e n as im a g in á ri a) no

são c ur sos de g r a dua ç ão e, a p esa r d e se r e m c on s id e r a d os cur sos d e n í v e l s up e -

m

e r ca d o d e tr a balh o .

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ri o r , n ão dã o dir e it o ao a luno d e , a p ós a s u a conclu são, co n s id e r ar-se lice ncia do

pa r a da r a ula s n o s E n s in o s Fund a m e nt a l e Médio ( n o ca s o do s c ur s o s s e qü e n c i -

a i s d e f o rm aç ã o e s p ec íf i ca) ou c ur s a r n e nhum pr og r a m a d e pós -g r ad u ação ( ne ste

caso , ta nt o os cu r s o s seq ü e n c i a i s d e co mplem e nt ação d e es tud o s q u a nt o os se-

q üe n c ia i s d e fo rm a çã o esp ec ífi ca) .

A s un i v er s i d a d es q u e o f e r ec e m c ur sos se qü e n c i a i s po r c amp o de s a b e r d o

O s c ur s os d e g r a du ação d evem se r a be rt o s a c a n dida t os qu e t e nh a m co n -

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lu í d o o E n s i no M é di o o u e quiv a l e n t e e t e nh a m s id o c l a ss if i ca d o s e rn p r oc e sso

se

l e tivo . A novidad e, em r e l aç ão à a n ter i o r o r ga ni zaçã o (es trutur a e f un c i o na-

m

e nt o) d a E du cação S u p e rior br a s il e ir a, é a p o ss i b ilidad e de qu e o ac ess o aos

cu rso s d e g r a du ação seja fe ito , t amb é m , at r a v é s d e p r o cess o s se l etivos, e n ã o

úni c a e exc lu s iv a m e nt e a tr avés d o v es t i b ul a r , ou se j a, e nt e ndi do c o m o um a

ti

po d e co m p l e m e n t a çã o d e est u do s n ão pr e cis a m qu e e l e s s eja m reco nh ec id o s

fo

rma d e " pr ocesso sel e ti vo " , o ve s t i b ul a r po d e c o n t in u a r se nd o ap li ca d o p e l as

pe

l o Mini s téri o da E du c ação, p oi s n ã o e mitem diplo m a , a pen as co n ce d e m um

in

s tituiç ões de En s in o S u pe rior qu e a ss im d es ej a r e m , poré m dei x a d e se r a ú ni -

certi f i c ado de co n c lu são desse c ur s o . P o r s ua v ez, a s uni ve r s id ades qu e of e r e- cem c ur s os seqü e n c i a i s po r cam po d e sa ber d o tip o d e form aç ã o es p ec ífic a

n e ce ssit am qu e e l es seja m re co nh ec i dos p e lo Mini s t é rio da E d u cação . E sses

c u r s o s po d e m t e r s id o a ut o ri za d os a f uncionar , p o r é m, se n ão c umprirem o

p ro j e t o p e d ag ó g i co ini c i a l pr o p ost o pa r a a obt e n ção d a a utori zação de f uncio-

n a m e n to, estar ão s uj e it o s a n ão s e r em rec onhe c id os , in va lid a nd o t o t a lme nt e o

di p l o m a o btido p e l o a lun o .

O ace s s o ao s cu r s o s seqü e n c i a i s po r c ampo d e sa b e r não p assa, n ecessa ri-

a m e n te, pe l o v estibul a r , sendo f e i to n a m a iori a d os casos por "p rocessos s eleti-

vo s " , c u jos c rit é ri o s são d e finid os p e l as pr ó pria s in s tit ui çõ e s de E du cação Su -

p e ri or, po d e nd o v a ri a r e ntre t estes se m e lhant es aos a plica do s n o v e s t ibula r,

a v a li ação d e currí cu l o s o u a té m esm o um a s impl es e ntre vi s ta co m o ca ndidato .

A v a nt a gem d e po d e r ofer ece r c u r s os s eqüen c i a i s p or camp o d e sa b e r em

s u bá r eas n ã o cob e rt as pe l a s fa c u l d ades tra dicion a i s ( por e xemp lo, c ur s os s e -

ca form a d e " pr oce s so s e l e ti v o " p ar a a c e ss o ao s c u r s o s d e g r a du a ção .

A l g um as in s ti t ui çõ es s uperi o r es d e e n s ino , pú b l i cas e p riv a d as, j á op t a r a m

p o r f o rmas de se l eção e aces s o a o s Se u s c ur s o s d e g radu aç ão dif e r e n t es d o ves -

tibul ar, com o, po r exe mpl o, ex a m es a nu a i s s e ri a d o s . Rea li z ad o s ao f in a l d e

c ada um a d as s éri es do E n s ino M éd i o e a b e rt os a t odo s o s a lun o s c o n c luintes

d

es s a s sé r i es , e sses exa m e s se riad o s ge ram uma c l a s s i fi ca çã o qu e será res p e it a-

d

a qu a nd o c h ega r o m o m e nto do ace ss o d e s s es a lun o s aos c urso s de g r a du açã o

d

a in s titui ç ão prom o t o r a .

O s c ur s os d e pó s -g r a du a ç ã o co m pr e e ndem p r o g ra m a s de m est r a do e dou-

tora d o, c ur sos d e es p ec i a li zaçã o, a p e r f e i çoa m e nt o e o u t r os, s e nd o a b e r tos a candidatos diploma d os e m curso s d e g r a du a ç ã o e q u e ate ndam às ex i gê n c ias

d as in s titui ções d e e n s in o . A novid a d e, t a mb é m e m r e l ação à a nt e r io r o r ga ni za -

ç ã o (estrutur a e fun c i o n a m e nto) d a E du caçã o Su pe ri or , é o sur g im e nt o d e um no vo t ipo d e pro g r a m a d e mestr a d o , o " m es trad o p rofissio nal ", v o lt ado, t a m -

 

e n c i a i s d e web d e s i gn e r ou gastr o n o m ia) é condic i o n a d a pela obriga t o rie dad e

b

é m , p ara a t e nder ao m e r ca d o d e tr a b a lh o, ao p asso q u e o me s tr a d o " tr a di c io -

d

e a in st ituição d e En s in o Sup e ri or pr o m o tora d esse c ur s o seqü e n c i a l o f e recer

nal" passa a receb e r a d e nomin ação d e " mestrad o acadê mico " , c u jo o bj e tivo

o

s r es p ec ti v o s cur sos d e g r a du ação r eg ul a re s na m es m a á r ea dos cur s os s eq ü en-

c ontinu a se nd o a fo rm ação d e prof esso r es p a ra o E n si n o Superior.

c i a i s ofe r ec ido s ( u sand o os e xe mpl os ac ima, cur s o d e g radu ação r eg ular n a

á r ea d e co mput ação o u nutrição , r esp ec tivament e ) .

A s u a c urt a dur ação, as infinit as e di fe rencia d as fo rmas d e aces s o e a e s p e-

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cifi c id a d e dos c o nt e úd os a serem ministrados p e l os m a i s diver s o s cur s o s se-

qü e n c i a i s por camp o d e saber f aze m essa modalidad e d e En s in o Sup e rior se

constituir e m um ex ce p c ional "ni c h o de mercado" p a r a a s instituições privada s

d e E n s in o Superi o r , po r um l a d o, por se u b a ixo cu s t o, e , por ou t r o l a do , pela

p e r s p ec ti va real d e efe tiv aç ão e con clu sã o mai s r á pidas g erad a n o a luno, que

N o cas o dos cur sos d e exten são, d e v e-se re ss a lt a r qu e dever ão se mpr e ser

a b e rto s a ca ndid a t os qu e a tend a m ao s r e quisit os es t a b e l eci do s e m ca d a c aso

pelas in s titui ç õe s d e e n s in o, e xat a m e nt e por s e tr ata r e m d e cur s o s d e ex t e n s ão .

A aut o ri z aç ã o e o r ec onhecime nt o d os c u rs o s, b e m c omo o cr e d e n c i a rnen- to d e in s titui ç õe s d e E du caçã o Sup e ri o r, t e r ã o pra zos limi ta dos, send o r e nova- do s p e rio di ca mente a pó s pr o cesso r eg ul a r de av a li ação . Após um pr a z o para o

sa n ea m e nt o d e defi c i ê n c i as e v entu a lm e nt e identif ica d as p e la av a lia ção d as in s - tituiçõ e s de Educ ação Sup e rior, d e v e h a v e r uma r eava l i a çã o, que p o d e r á r e sul -

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72 I Estrutura e Funcionamento d o Ensino

t a r , c o nform e o caso , e m d esa t i va ç ão d e c u r s os e h a bi l itaç õe s, e m in t e r v e n ção

C a p o 2 - E s tr u t u r a c F un c i o na m e nt o

d

os N í ve i s e M o d a lida d es

d e Edu caçã o e En si n o

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A c ri a ç ão do CN E v i s ava m o r a li za r e s s es p r o c ess os - a ut o ri zaçõe s p a r a a

n

a in s titui çã o , e m s u s p e n são t e mp o r á r i a d e p r e rroga tiv a s d a a ut o n o mia o u e m

a

b e rtu r a d e n ovos c ur so s , r eco nh ec im e nt o d es s e s c ur s os e c r e d e n c i a m e nt o d e n o -

d

esc r e d e n c i a m e n to . N o caso d e in s tituição p ública, o p o d e r ex e c u t i v o r e s p o n -

vas fac ul d ad e s e univ e r s i d ades. Poré m , q u a ndo d a v o t a çã o na Câ m a r a d e Edu c a ção

sá v e l p o r s u a m a nu te n çã o aco mp a nh a r á o proce sso d e s a n e a m e n t o e f o rn ece r á

r

ec u r s os adi c i o n a i s , se n ecess á ri o , p ar a a s up e r a ção d a s d e fic i ê n c i a s a p o nt a d a s

p

e l o p r ocess o d e a v ali aç ão .

Es s e p ro cess o d e av a li açã o é o E xa m e N a c i o n a l d e C ur s o s , o p o p ular " P r o -

v

ão" , e o ó r gã o c o mp e t e n t e a qu e n o s r e f e rim os é o Co n s e lh o N ac i o n a l d e Ed u c a -

ção ( C NE) . P o r é m , a pó s a a p li ca ção d o P r ovã o d u r a n t e se t e a n o s c o n sec utiv o s

( d e 1 9 9 6 a 2 0 0 2 ) , a t é o pr ese n t e m o m e n to , a p esa r d e d i ve r s o s c u r so s e in sti t ui -

çõ e s t e rem o bti d o as pi or es n o t as p o r v á rios a n o s co n s ec u tiva m e n t e, e sp ec i a l -

m e nt e no s cu r s o s of e re c id o s p o r in s tituições p riv ad as d e A dmini s t r ação

e D i r e i -

to, qu e foram d oi s do s tr ê s c ur s o s a v a lia d os de s d e o pr i m e iro Pr o v ão , r ea liza d o

S u pe rio r (um a d a s du a s câ m a ra s qu e f o rm a m o C N E , s e nd o a o utr a a: Câma ra d e

E du c açã o B ás i ca ) do p r ocess o d e tr a n s f o r m aç ã o d e d e t e rmin ad a fac uldad e , l oc a li-

z a d a n a c id a d e d e Sã o P a u l o, e m uni ve r s id a d e , c o m r es ult a d o a f a v o r d e ssa t r a n s -

fo rma ção p o r u m v o t o d e d i f e ren ça , u m d os c o n se lh e i ros - o p rof es s or e fi l ósof o

J

osé A rth ur G i a n o tti - p e d i u d e mi ssão do C NE , ac u s a nd o - o publi ca m e nt e d e, a s -

s

i m c o m o o a n t i g o CF E, t er ta mb ém se tr a n s forma d o e m um " b a l cã o de n e góc i os " ,

c

o m as m e s m as c a r a c t e rí s t i cas do co n se lh o ex i s t e nt e a nt e ri o rm e n t e.

R

e p o rt a g e n s d a r ev i s t a V e ja, d ur a n te os a n os d e 2 0 0 I e 200 2, s ob r e o m es m o

a

ss un to a u m e n t a r a m a s u s p e i çã o so br e o s pr o ce dim e n t o s a d o t a d os p e l o " n ovo"

CNE n os proces s o s d e a ut o ri z a ç õ e s , r eco nh ec im e nt o s, c red e n c i a m e nt o s e tr a n s-

e

m 1 99 6 , ab s o lu t a m e nt e n e nhum c urso s u p e r i o r f o i f ec h a d o p e l o C N E.

f o rmaçõ es d e fa c uld ad es i s o l a d a s e m univ e r s id a d es. Co in c id ê n c i a o u n ã o, a p a r -

N

ã o só , m as prin c ip a lm e nt e , e m f un çã o d e ssa s itu a çã o , o Gove rn o F H C ,

t i r das a c u s a ções públi c a s d o P r o f . G i a n o tti, di m inuíra m s i g ni fi ca ti v am e n t e as

so lic i t a ç ões d e tra n s f o rm açã o d e f ac uld a des is o l a d as e m uni ve r s id a des.

e

mjulho de 200 I , e ditou o D ec r e to n º 3 .8 60 d e 9/07 /0 I ( que r e v ogo u o D ec r e to

n

º 2 . 3 0 6 d e 1 9 / 08 / 9 7) , c uj a prin c ip a l m o d ifi c ação f o i a t r a n s f e r ê n c i a do p od e r

No ca s o d e a s in s t ituiçõ e s públi c as d e E du caçã o Sup e ri o r se r e m m a l -a va -

d

e f e c h a r cur s o s m a l-av a li ado s p e lo P rov ã o d o C N E p a r a o Mini s t é rio da E du -

lia d a s , a s itu açã o

se rep e t e , po i s se o C NE n ã o t e v e ca pacid a d e, p o der o u " m o -

c

a ção ( pod e r e x ec utivo) . M esm o a ss im, até o fin a l d o a no d e 2 00 3,

n e nhum

r

a l " pa r a f ec h a r c ur s o s d e in s titui ções pr i v ad a s d e E n s in o Sup e r i o r c on s t a n t e e

c

ur so foi fe c h a d o e m fun ç ã o d a s not as o btid a s n a s s u cessivas e d i ções do Pr o-

seg u i dame n t e ma l- a v a li a d as no Prov ã o, d e f or m a a l g uma t e r ia c a p a cid ad e , p o -

v

ão ; p e lo c ontr á r io, s e g und o d a dos d o Ce n s o do En s in o S up er i o r ( M EC /IN E P ),

d

e r o u " m o r a l " pa r a pr o po r o f e c h a m e nt o de c ur s o s d e in s titui ç õ es públi c a s d e

o

n ú m e ro d e c ur s o s s up er i or es privad o s sa l to u d e 3. 500 e m 1 99 5 (p rim e iro a n o

E

n s ino S u p e r i o r , o s q u a i s sã o , e m s u a m a i o ri a, d e qualid ad e s up e ri or à d os

d

a gest ã o FH C) p a r a 9 . 100 e m 2 00 2 ( último a no d e ssa ges t ã o) , r es ulta nd o num

c

u r s o s of e r ec id o s p e l a m a i o ri a d as in s t ituiçõ es p ri va d as

d e E n s in o S u p e ri or

c

r e s c im e nto d e 1 6 0 % (m é di a d e c ri a çã o d e trê s n ovo s c ur s os s u p e r io r e s priv a -

ex i s t e nt e s n o B ra sil.

d o s p o r dia ) . N e s se me s m o p e r íodo , o s c ur s o s s up er i o r es públicos p assa r a m d e

2.8 0 0

( m é di a d e cri a ç ã o d e um n ovo c ur s o s u p e r i o r público p o r d ia) .

Co m r e l a çã o ao CNE , é pr ec i s o di z e r q u e e l e f o i c r i a d o em s u b s tituiçã o ao anti g o C on selh o Fe der a l d e E du c aç ã o ( CF E) , ex tin to dur a nt e a ges t ã o d e Ita -

d e 1 9 9 2 a d ez e mbro d e

m a r F r a nco n a P r esidênci a

1 994 ) p o r sofrer co n s tant es ac u saçõe s públicas d e qu e teria s e tra n sfo rmado em

um "b a l c ão d e n egó cio s", n o qu a l div e r sa s in s tituiç õe s priv ada s d e E n sino Su -

p eri o r c onse g ui a m autoriza çõe s para a a b e rtura d e n o v os cur so s, re conh ec i -

(e m 1 9 9 5 ) pa ra 5.2 0 0 ( e m 200 2) , r e s ulta nd o n u m c re s c ime n to de 86 %

da Repúblic a (se tembr o

m

e nt o d esses c ur sos e cred e n c i a mento d e n ov a s f ac uld a d e s e unive r s id a d es d e

m

a n e ir a s, no mínimo, pou co tr a nspar e nt e s .

A Ed u caçã o Sup e ri o r br as il e ir a p o de s e r m i ni s trad a e m in s titui çõ es d e

E n s in o Sup e ri o r , t ant o p ú b li cas qu a nt o privad a s, co m vari a d o s g r a u s d e a b ra n-

gê ncia o u es pe c i a li za çã o, impedind o qu e ocorr a o monopóli o d o ofer ec im e n to

d e E du c aç ã o S uperi or t a nt o pel a s in s tituiçõ e s públi c a s qu a n to p e la s in s ti t ui -

ções priv a d as, g a rant i nd o,

O a r g um e nt o d e qu e o o f e r ec im e nt o de Edu c a ç ão Sup e ri or é uma f un çã o

( p a p e l) ex c lu s iv a e fund a m e nt a l d o p o d e r públic o, co mo um se rvi ç o ess e n c i a l e

g ra tuit o a se r pr es tad o p e l o p o der públ ico à popul ação , co e xi s t e n a org a n ização

ass im, a c o e x i s tência d e a mba s.

(

es trutura e f un c ion a m e nt o)

d a Edu caç ã o brasil e ir a co m o a r g um e nto d e qu e o

o

f e r e cim e n to de Edu caçã o Sup e ri or se c o nstitui e m a p e na s m a i s um s e rvi ço , o

q

u a l s eria r eg ul a do e c o m e r c iali za d o n o "m erca d o" , já qu e o p o d e r públi co

!

I

~

7 4

I

E s t ru tu r a e Fn n c i o n e m e r n o

d o En s i n o

t eri a o utr as pri or i d a d e s e duc ac i o n a i s, co mo o o fe r ec ime nto d e E n s in o s F und a -

m e nt a l e M é di o .

A s s im c om o n os E n s ino s F un d a m e nt a l e M é d i o, n a Edu caç ã o S up e rior o

a n o l e t i vo re g ul a r , in d e p e nd e nt e m e n t e d o a n o c i v il, d e v e r á t e r n o m í nimo 20 0

d i a s d e t r a b a lh o a c a d ê mi c o e f e t iv o , ex c luído o t e m p o r es er va d o ao s ex ame s

f i n a i s, qu a n do h o u ve r . A ssim co m o oc o rre u c o m os E n s in o s F und a m e nt a l e

M é d i o , a d ur a çã o d o a n o l e ti vo d o E n s in o Su pe rio r t a mb é m f o i e s t e nd i d a par a

2 00 d i a s l e ti v o s , p o r é m as con seqü ê n c i a s o r g anizac i o n a i s de s s a m ud a n ç a são

m ui t o s i g ni f i ca t i v as.

N a o r g a ni za ç ão d a Ed uc a çã o S u p e r i o r , o m ais i mpor t a nt e n ã o é o número

a r e l a ção e n tre h ora s / a ul a e

c r é d i t os . Na E d u cação S u pe ri o r , u m c r é di t o equiv a lia e co ntinu a e q ui v a l e ndo a

1 5 h o r as/ a ul a , p o r ta n t o , se d e t erm in a d a d i s ciplin a c o n c e d i a , apó s a s u a co n c lu-

s ão co m ê x it o , q u a t r o c r é d it o s ao a l u n o, i s so s i g n i f i c a va qu e essa di s c iplin a

p os s u í a um a ca r ga h o r á r i a d e 6 0 h or a s / a u la. Ao se a um e nt a r o núm e ro d e di as

l e t i vo s d e 1 8 0 p a r a 2 0 0 , p o r é m n ã o se a lte r a nd o a r e l ação I cr é di to = 1 5 hor as /

a ul a , a o r g a ni za ção d a E d u c ação S up e r i o r aume n to u o núm e r o d e di a s que o

a lun o p e r m a n ece e m a u l a , diminuind o , c o n se qü e n t e men t e, o nú m e r o d e dias d e

d e d i as l e t i v o s p e n s ados i s o l a d a m e n t e , m a s s im

r

ece sso e sco l a r n o s m ese s d e julh o , d e z e m b r o , j a n e i ro e fe v e r e i r o.

D

ess a m a n e ir a , a um e nt o u - se o n ú m e r o d e d i as l e t i vos se m qu e fo sse p o s-

s

í ve l a um e n tar o m a i s im po rt a n t e , o u se j a, a qu anti d a d e de conte úd os d e ní ve l

s

u p e ri o r a ser e m of e r ec id os ao s a lun os . A qu e s t ã o d a exc lu são , n a c o ntagem

d

e ss es 2 00 d ia s l e ti vo s, d os

dia s d e d i ca do s a os ex a m es fin a i s é id ê ntic a à s itu-

a

ção d os E n s in o s F u n d a m e nt a l e M é d i o, o u s e j a , as in s tituiçõ es d e Ensi no Su-

p

e rio r pú bli c a s e pr i v a d a s pa ssa r a m a n ã o m a i s re a l iza r os ch a m a d o s " ex ame s

f in a i s " , e q u a nd o o fa z e m n ã o o s d e n o min a m d e "e xa m es f inai s" , ex imi ndo- se de a um e nt ar aind a m a i s a dura ção d o s e u a no letiv o .

A s in s titui ções de E n s in o Sup e rio r , p o r sua v e z , d e ve m in f o r m ar a t o dos o s

int e r essa d os , ant es d e ca d a perí o d o l e tiv o , os pr o g ra m a s dos c ur so s e d e mais

comp o n e nt es c u r ri c ul a r e s , s ua du ra ção, o s r e qui s ito s, a q uali f i ca ç ão d o c orp o

d

oc e n t e, os r e cu rs os d i s p o nívei s e os cr ité rios d e a v a liaçã o a s e re m a plic a do s ,

o

brig a n do - se a c umpr ir as r esp ec ti v as co ndiçõ es . E ss a s d e termin ações sã o lou -

vá v e i s , p o r é m d e di f í c il a pli c a ção p r á tic a no co t id i a n o d a Edu c a ç ã o Superior,

p o rqu e se a in s t i tui ç ão d e E duc aç ã o S up e rio r , a p ós m i ni s trar d e t er min a do cur-

s o s u pe r io r , nã o c u m p r i r a quil o qu e i n f o rmo u a nt ec i pa d amente , se nd o p o rtant o

d e qu a lid a de duvi dosa, o que a co nt e cer á?

Capo 2 - E s t rutur a e F un c i o n e t n e n t o

d os Nív e i s e Mo d a lid ad e s

d e Edu c e çã o

e E n s i n o

I 7 5

N esse c as o, so m e n t e t r ês res p o s t a s sã o poss í v e i s : o u o c ur so se r á f e c h a d o

o u se r á d ev o l vi do a o a lu n o o v alor r e s ul t a nt e da so m a d a s m e n sa lid a d es p a g as

( n o c a s o d e c ur s o s o f e r e c i do s po r in s ti t u i çõe s p r i v a d a s d e e n s in o) o u , co m o

t e r c e ira o p ç ão , o a lun o , m e s m o s em ter r e ce bi do e m t e rm o s p e d agó g i ç o s a q uil o

q u e f o i a n t ec ip ada m e nt e in f o r ma do p e l a in s t i tui ção , r e c e b e r á o d i pl o m á d o cu r -

s o co r r es p o n d e n te .

o p r i m e i ro c a s o - f ec h a m e nt o d e c u r so - é p o u c o pr o v áve l , p o rqu e , c o m o

v

n

s eja , n o c a so d e c u r sos of e r ec ido s p or in s ti t u i ç õ es p r i v a d as d e e n s in o, o u o a l u n o

o

c

c

r espe c tiva in s ti tui ção d e e n s in o) e a d q u ir e o di p l o m a d o c ur s o s u p e ri o r p o r e l e

c onclu íd o . Q u a l a o p ção q u e a m a i o r ia d o s a luno s , n e ssa s c ir c un s t â n c i a s , esc o- lh e r á? T e r o dinh e ir o d e v o lt a o u a dqui ri r um diploma d e c ur s o s up e ri o r ?

um pr i m e n t o d a s c o n d i ções pedagó g ic as p r o m e tid a s , q u a n d o d e s e u ac ess o, p e l a

on c l u sã o o u a bre m ã o d e s s e v a lor f in a n ce i r o (e d o v a l o r m o r a l d e t e r e xi g i d o o

pt a p o r r ece b e r d e v o lt a o q u e p a g o u p e l o c ur s o e n ão r ece b e se u d i p l o m a d e

ão f e c h a n e nhum c ur s o . A s o ut ra s du a s s i t u a çõe s são e x c lu de nt e s e nt r e s i , o u

i mo s, o ór g ão co m p e t e n t e p a r a tal, n a pr á t i ca , me s m o a p ó s s e g u i da s a va l i a ç ões ,

O s a lun os que t e nh a m ex tr a ordin á rio a pro veit am e nt o

n os e stud o s, d e m o n s -

t rad o po r m e i o d e p ro vas e o utr os in s tru m e nt o s d e ava li açã o es p ec í f i c o s a p li c a-

d os p or b a n ca e xamin a dor a es p e cial, p o d e m te r a dur açã o d os se u s c u r sos a br e -

v i a d a d e a c o rdo co m a s n o r m a s do s s i s t e ma s de e n s in o, d e f o r m a sem e lh a nt e a o qu e t a m b é m e s t á pr ev i s t o p a ra os En s i n o s F u n dam e nt a l e M é dio.

E ss a n o v a p os s ib ilid a d e colocad a à d i s po s i ç ã o d os a lun os d o E n s in o S u p e-

rior , c om o t od a novi dad e, a ind a c a u s a ce r t o es tranh a m e n t o, es p ec i a l me n t e aos

pro fess o r e s, o u por a l g um t ip o d e pr eco n c e i t o que i mp e d e i m ag in a r , a tu a l m e n te ,

a lun o s q u e s e e nqu a dr e m n e s s as c ondi çõ e s o u , pr i n c ip a lm e nt e , p o r u m a q u e s - tão d e "ca l do c ultura l ", n o s e ntid o d e q u e a ind a n ã o e s t a m o s a c o s tum a d os " c ul-

p e d a gó g i co . S ó a norm a ti z açã o e a

a plic a çã o c o r re t a e c riter i o s a dess a n ov a po ss ibilid a d e p e d ag óg ic a é qu e pos s i- bilita r ão, num futuro pr óx i mo, olh ar p a r a e ssa p os s ib i l i d a d e n ão co m o um a

e xc e ção, m as co mo m a i s um p r o c e dim e nt o pe d agóg i c o c or r iqu e ir o .

Com exceç ão d o s pr og r a ma s d e E du caçã o a Di st â n c i a , a fr e qü ê n cia d e alun o s e p rof ess ore s é o b r i ga t ó ria no s c u r s os e progr a m a s d e Edu cação S up e ri - or. A s in s t i tui ç ões d e E du caçã o Sup e ri or d e v e m ofer ece r n o períod o n o turn o cur sos d e g r a dua ção no s m es mo s p a dr õe s d e qualid a d e m a ntido s n o p e ríodo diurn o , se nd o obrigat ó ri a a ofe r t a noturn a n a s institui ç ões públicas , g a r a n t id a a

tura lme nt e " a e s se ti po d e pr oc edim e n to

I

I

I:

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11

I

I

I

76 I Estrutura e Funcionemento do Ensino

necessária previsão orçamentária para, dentre outras coisas, a manutenção des- ses padrões de qualidade do Ensino Superior.

A questão da qualidade dos cursos superiores de graduação oferecidos no período noturno possui um enfoque diferente da questão da qualidade dos cur- sos noturnos nos níveis Fundamental e Médio. No caso da Educação Superior, a legislação educacional exige idênticos padrões de qualidade para os cursos de graduação, independentemente do período em que são oferecidos (diurno ou noturno).

Assim como no caso da Educação Profissional, os diplomas de cursos su - periores reconhecidos, quando registrados, têm validade nacional, como prova formal da formação recebida por seu titular. Quando expedidos pelas universi- dades, os diplomas são por elas próprias registrados, e aqueles conferidos por instituições não-universitárias devem ser registrados em universidades indica- das pelo CNE. No caso dos diplomas de graduação expedidos por universida- des estrangeiras, eles devem ser revalidados por universidades públicas que tenham curso do mesmo nível e área ou equivalente, respeitando-se sempre os acordos internacionais de reciprocidade ou equiparação. No caso dos diplomas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) expedidos por universi- dades estrangeiras, eles só podem ser reconhecidos por universidades que pos- suam cursos de pós-graduação reconhecidos e avaliados na mesma área de co- nhecimento e em nível equivalente ou superior.

As instituições de Educação Superior devem aceitar a transferência de alunos regulares para cursos afins, na hipótese de existência de vagas e median- te processo seletivo. No caso das chamadas transferências ex-officio, elas se dão na forma da lei específica". Não existem regras mínimas desse "processo seletivo" para a normatização das transferências, especialmente quando se trata de transferências de alunos para instituições públicas de Ensino Superior, não só para conferir a esses "processos seletivos" maior padronização, visto que

9 Trata-se da Lei nO9.536 de t 1 de dezembro de 1997, que determina que essas transferências (ex-otüao; serão efetivadas "entre instituições vinculadas a qualquer sistema de ensino, em qualquer época do ano e independente da existência de vaga, quando se tratar de servidor público federal civil ou militar estu- dante, ou seu dependente estudante, se requerida em razão de comprovada remoção ou transferência de ofício, que acarrete mudança de domicílio para o município onde se situe a instituição recebedora, ou localidade mais próxima desta." Essa regra, segundo o Parágrafo único do artigo 10 da Lei nO9.536/97, não se aplica "quando o interessado na transferência se deslocar para assumir cargo efetivo em razão de concurso público, cargo comissionado ou função de confiança".

C; l V 2 - Estrutura e Funcion s m e nto

dos Níveis e Moda/idades

de Educeçêo e Ensino

I 77

eles se aplicam a todas as instituições de Ensino Superior do Brasil, públicas e privadas, mas também para torná-I os mais "públicos", no sentido de publicizá- los, ou seja, permitir que maior número de alunos interessados possam ter aces- so às informações e critérios desses "processos seletivos" e, assim, participar deles em igualdade de condições.

As instituições vem abrir matrícula

de Educação Superior, quando da ocorrência de vagas, de- nas disciplinas de seus cursos a alunos não-regulares, des-

de que eles demonstrem capacidade de cursá-Ias com proveito, mediante pro- cesso seleti vo prévio. Essa possibilidade deve ser precedida pelo preenchimen- to de vagas por meio de processos de transferência de alunos entre instituições de Educação Superior. Após esgotar essa possibilidade de transferências, abre- se a possibilidade de matrículas "avulsas", ou seja, matrículas para disciplinas a serem cursadas separadamente. Quanto aos processos seletivos, reafirmamos

que eles devem ser o mais "público" possível, para que sempre um maior nú- mero de pessoas interessadas possam participar em igualdade de condições de acesso.

As instituições de Educação Superior credenciadas como universidades, ao deliberar sobre critérios e normas de seleção e admissão de estudantes, devem levar em conta os efeitos desses critérios sobre a orientação do Ensino Médio, articulando-se com os órgãos norrnativos dos respectivos sistemas de ensino. Esse procedimento é de fundamental importância para a democratização do acesso dos estudantes egressos do Ensino Médio à Educação Superior. Em outras pala- vras, é necessário que o conteúdo aprendido no Ensino Médio seja o mesmo conteúdo cobrado nos processos seletivos de acesso ao Ensino Superior. As uni- versidades públicas, especialmente, têm a obrigação de, ao deliberar sobre crité- rios e normas de seleção e admissão de estudantes, levar em consideração os efeitos desses critérios sobre a orientação do Ensino Médio público, através de articulações efetivas com os órgãos normativos dos respectivos sistemas de ensi- no. Dessa maneira, cada vez mais, o aluno egresso do Ensino Médio público terá melhores condições de ingressar numa universidade pública, democratizando-se assim o acesso à Educação Superior pública brasileira.

As universidades são instituições pluridisciplinares de formação dos qua- dros profissionais de nível superior, de pesquisa, de extensão e de domínio e cultivo do saber humano, que se caracterizam por possuírem produção intelectual institucionalizada, a qual se materializa através do estudo sistemático dos temas e problemas mais relevantes, tanto do ponto de vista científico e cultural quanto regional e nacional. Para ser considerada como universidade, também devem J

7 8

I Estrutura e Fu n c i o n e t ne n to do Ensino

po s s uir pe l o m e n o s um t e rço do co rp o do c e nt e co m titulação acad ê mica d e m es - trad o o u d o ut o r a do e um terço d o corp o d oce nt e e m r eg ime de t e mp o inte g r a l.

Qu a nd o d o iní c i o d a elabor a ç ão d e um n o v o a rc a bouço lega l p a r a a Edu -

c a ç ão br asil e ir a, o u sej a , no s prim e iro s a n o s a p ó s a promulga çã o da C on s titui-

ção F e d e r a l d e 1 9 88 , ima g inava - s e qu e , p a r a s e r e m con s iderad as co m o unive r -

s id a d es, as in s ti t ui ções de Ensino S up e rio r, a l é m d e t e rem produç ão in tel ec tu a l

in s titu c i o n a li za d a m e diante o estud o s i s t e m á tic o do s tema s e pr o blem a s mai s

r e l e v a nt e s d o p o nt o d e vi s t a c i e ntífi c o e c ultur a l , r e g ion a l e nacion a l e as s im se car ac t e ri z a r e m c o m o in s tituiç õe s pluridi s c i p lin ar es d e formaç ã o do s quadr o s pr o -

fi ss i o n a i s d e n íve l s u pe rior , d e p esqui s a, d e e x t e n sã o e de domínio e c ultivo d o

sa b e r hum a n o , d e ve ri a m possuir e m s e u s qu a dr o s p e lo menos met a d e (50 % ) d o

c orp o d o ce nt e c o m ti t ula ç ã o a ca d ê mic a d e m e s tra do ou doutorado e , t a mb é m ,

p e l o m e n o s m e t a d e (50 % ) do seu co rp o d o c e nt e e m r eg ime d e t e mp o integ r al.

A r e du çã o d ess e s p e rcentu a i s d e titula çã o mínima e de contr a t a ç ão d e d o -

c e nt es e m t e mp o int eg ral, constant e na l e g i s laçã o educacional atual , p a r a qu e

a s in s titui ções d e Ed u c aç ã o Sup e ri o r p ossa m s e r co nsiderada s (tr a n s form a d a s

m ) uni v e r s id a d e s, só facilit a a o r ga ni zação e administraç ão , e s p ec ialment e fin a n c e ir a, da s in s titui ç õe s privad a s d e Edu ca ç ã o Superior, n a m e did a em que

e

p

e rmit e a e s s as in s titui ç ões a con s tituiç ã o d e um c o rpo docente m e n os qu a lifi-

c

ado (titulação mínima) e meno s di s p o nív e l p a ra a realização d e p es quisas ,

tr a b a lho s d e ex t e n são e atendim e nt o a o s a lun os ( co mo complement o da d o c ê n -

c i a ) , a tr a vé s d a c e l e br a ção de um contrat o d e trab a lho por hora/aul a , e m v ez de

um co ntr a to d e tr a balho de re g im e d e t e mp o integ ral.

Co m o j á di s s emos, a legi s l ação edu cac i o nal vigente foi ela borada p e l o

Mini s té rio d a Edu c a ç ã o do Governo FH C , s e g uindo estritament e a s dire triz e s par a a Edu cação Superior do Ban co Mundia l. E ssa instituiç ã o multil a ter a l e n -

t e nd e qu e a E du cação Superior n ã o s e co n s titui, necessariamente , em um s ervi-

ç o públi c o ( um dever do poder público), m as s im em um serviço qu e pod e ( e

d

e v e ) s er oferec ido e regulado pel o " merc a d o" (ini c iativa privad a ) . A ssim , exi-

g

ir p e r ce ntu a i s m a i s elevados de titula çã o docente e de docente s contrat a do s

m r eg im e d e t e mpo integral , o qu e c e rta m e nt e ele varia a qualidade da Educ a - ção of e r ec id a pela s universidade s privad as , s ignificaria um aume nto do s cu s to s op e r a cion a i s e , p o rt a nto , uma redução de lucro s .

e

Por outro lado, quando da aprovação do pedido de transformaç ã o em uni- ver s id a de de determinada faculd a de, situ a d a no município de São Paulo, na Câmar a d e Educ a ç ã o Superior , o conselheiro José Arthur Gianotti tornou pú - blico s eu voto , contr á rio à essa transformaç ã o , argumentando que tal f a culdade

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Capo 2 - E s tr u tu t ; c h mc i o r u un e nt o

d os N í v e i s e Moda lid a d es

d e E du ca ç , ' o

e E I 1 5 i l 10 I 7 9

não p o ss uí a , a t é a qu e l e momento, a ch a m a d a "p r o du ç ão in t electu a l in s ti t u c i o - nali za d a" , o u se j a , um ó r gã o federal (CN E ) n ão e s ta v a c umprindo um a l e g i s l a - çã o f e d e r a l .

S e o C N E , q u e e m t ese deveri a ze l a r p e l o c umprim e nto da le g i s l ação e d u -

cacio n a l , n ão o es t a v a fa z endo, Gian o tti e nt e nd e u q u e e ss e ór g ã o n ã o es ta va cump r ind o c o m s u as o bri g ações le ga i s , d e ntr e as qu a i s e s t ava, no s e u e nt e n d i -

ment o , a f un çã o d e m o r a lizar a norm a ti zaç ã o d o E n s in o Superi o r br as il e ir o,

e x plic ita d a d e ntr e o utr a s c oi s as p e la fun ç ão d e a ut o ri z a r a abertura d e n o v os

curso s , r eco nh ece r esses c ursos, cred e n c i a r n ova s f a c uld a d e s e an a li sa r , co r r e -

tament e , a s s o li c it a çõ e s d e transforma ção d e in s titui çõ es d e Educa ção Su p e r i or em univ e r s id a d es , d e mitindo-se im e di a t a m e nt e do C N E .

D e ntro da o r ga ni z a çã o d a Educ a çã o S up e ri o r br a s il e ir a é po ss í ve l a c ri a-

ção d e uni v e r s id a d e s es pecializada s p o r ca mp o d e s a b e r. A id é ia , g r o ss o m od o , de unive r s id a d e s es p e ci a lizadas por c a mp o de s a b e r é a de univer s id ad es dif e - renciad a s e m qu e , e m v ez de o aluno c ur s a r de t e rmin a do curso d e g radu ação (históri a , p s i co l o g i a , biolo g ia, matem á ti ca e t c . ) , e l e m o nt a s ua pr ó pri a g r a d e curricular , e s co lh e nd o a s di s ciplinas qu e qui s e r c ur sa r , toda s dentr o d e um a d a s grand e s á r ea s d o c o nh ec imento hum a no ( c i ê n c i a s ex a t a s, human as , bi o l ó g i c a s, tecnol ó g i c as e t c.). A o fin a l do cumprim e nt o d e d e t e rmin a do núm e r o d e c r é di -

tos e m di s c iplin a s, es s a universidade e s tari a f o rm a nd o um profission a l d e c i ê n - cia s hum a n a s , c i ê n c ia s e x atas, ciênci as biol ó g ic as, c i ê n c ia s tecn o l óg i ca s e t c . Porém, s ó é p o s s ív e l a c ria çã o de uni ve r s id a d es es p ec iali z ad as p o r ca mp o d e

saber d es d e qu e a in s titui ç ão de Educ a ç ã o Sup e ri o r co mprove a ex i s t ê n c i a

ativid a d e s d e e n s in o e p es quisa, tanto e m ár e a s b ás i c a s c omo em á r e a s a pli ca- das. No Br as il, a pr opos ta pedagógica qu e m a i s se a proxima dessa id é i a é a d a Univ e r s id a d e d o N o rt e Flurninense, loc a li zada n a cid a d e d e Campo s ( RJ), p o - rém, por s e u in e ditis m o e brevidade , con s id e r a mo s a ind a n ã o s er po ss í v e l an a - lisar se u s r e s ult a d o s i s e nta e correta m e nt e .

d

e

S eg undo o a rtig o 2 07 da Constitui çã o

F e d e r a l , as universidad es,

públi c a s

e privad as, go zam d e autonomia didático- c i e ntífic a, a dministrativa e d e ge s t ão financ e ira e p a trimonial, obedecendo a o prin c ípio d a indi ss ociabilid a d e e ntr e ensino, pe s quisa e e xt e n s ão . No exercí c io des sa autonomi a, são a sseg ur a d as à s univer s id a de s, s e m prejuí z o de outras , a s atribui ções de criar, organi za r e e xtin - guir em s ua s ed e cur s o s e programa s de Educaç ã o Superior, obed ec endo às norma s ge rai s d a Uni ã o e , quando for o ca s o , do respectivo sistema de en s ino . Podem t a mb é m f i x a r o s currículos de s eus c ur s o s e pro g ramas , ob se rv a d as a s diretrize s g erai s p e rtinentes , assim como e s t a bel e cer pl a no s , programa s e pro -

ii

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8 0

I E s t r l l t u r~ e F u n c io n a m e n t o d o En s in o

j

d

e tos d e p esqui sa c i e ntífica , pr o du çã o a rtí s tic a e a tividad es d e ex t e n s ão , a l é m

e fi xa r o núm e r o d e va g a s d e aco rd o c o m a s u a ca pacid a d e in s tit u c i o n a l e a s

e

A s uni v e r s i da d e s t a mb é m p od e m e l a bo r a r e r ef ormar o s se u s e s t a tuto s e

eg im e n t os e m co n s onância co m a s n o rma s ge r a i s atinentes , c o n f e rir g ra u s,

dipl o m a s e o utr os título s , firm a r co nt r a to s, a c o r do s e conv ê ni o s , ap r ova r e e x e -

r

xi gê n c i a s d o s e u m e i o .

c

ut

a r pl a n os, p r og r a ma s e proj e t o s d e in ve s tim e nt o s r e f e r e nt e s a o br a s , s e rv i ço s

e

a qui s i çõe s e m g e r a l , bem co m o a dmini s tra r r e n d ime nto s c o n f o r m e d i s p o s iti -

' I

!

vo s in s t itu c i o n a i s . D e v e m t a mb é m a dmini s tra r os r e ndime nt o s e d e l es di s p or

n a fo rm a pr e vi s t a no a to de co n s tituição , n a s l e i s e nos r es p e c tiv o s es t atu to s ,

a ssim c o m o r ec eb e r s ub v en çõe s , d oa ções, h e r a n ç a s, l e g ad o s e coo p e r a ç ão f i -

n a n ce ir a r e s ult a nt e d e co nv ê ni os co m e ntid ad e s públic a s e priva da s.

P a r a ga r a ntir a a ut o nomi a did á tic o -c i e ntíf ica d a s uni ve r s id a d es , c ab e a o s

seu s c o l eg i a d os d e e n s ino e p e s qui s a d e c i d ir, d e n tro do s re c u r sos o r ç a m e n t á rio s

d i s p o ní ve i s , sobr e a criação, ex p a n s ão, m o di f i cação e extin ç ã o d e c u r s o s , a m -

pli a çã o e diminui ç ão de va g a s , e l a b o r a ç ão d a pr og ramaçã o d o s c u r s o s, d a s

p esqui s a s e d as a tividad e s d e e x t e n sã o , co ntra t açã o e di s p e n s a d e pr o f e ss o r e s e

pl a n o s d e c a rr e ir a docen t e . A s a t r ibuiç õe s d e a u to nomi a uni v e r s itá ria p o d e m

ser est e ndid a s a in s tituiçõ es d e Edu caç ã o S up e rior, públic a s e priv a d a s , q u e

p ar a o e n s in o o u p a ra a pe s qui sa, c o m ba se e m

co m p r o v e m a lt a qualificaç ã o

a

v a li a çã o r e a li z a d a p e lo pod e r pú b lico .

A s uni ve r s id a d es mantid a s p e l o p o d e r público g o za m , n a fo rma d a l e i , d e

e

z

s t a tut o ju r í d i c o e s pe c ial p a r a a t e nd e r à s p e c ulia r i d a d es d e s u a e s t r u tura, o r g a ni -

açã o e f in a n c i a m e nto pelo pod e r p ú blico, a s s im c omo dos se u s p l a n os d e car r e i -

r

a e d o r e g im e jurídico do s e u p essoa l. N o e xe r c ício da sua a ut o n o mia , as unive r-

s

id a d e s públi ca s , a lém das. atribuiçõe s c ita d as no s p a r á gr a fo s a nt e rio r es, po d e m

pr

o p o r o seu qu a dro de pe s so a l do ce nt e, t éc nico e a dmini s tra tiv o , a ss im co m o um

pl

a n o d e ca r g o s e s alário s , a tendid a s as n o rmas g er a i s p e rtin e nt e s e o s r ec ur s os

di

s p o nív e i s. T a mbém devem e l a b o r a r o r eg ul a m e nto de s e u p es s oa l e m co n fo r-

mid a d e co m as normas gerai s c o n ce rn e n tes , a provar e executa r p l a n o s , p r og r a-

m as e p ro j e t o s d e inve s timento s r e f e r e nt es a o br as , s erviço s e a qui s i ç õ es e m ge -

r a l , d e aco rd o c om os recurso s aloca do s p e l o re s p ec tivo pod e r m a nt e n e d o r .

Cab e t a mb é m à s universid a d es p úblicas e labor a r seu s or ç a m e nt o s a nu ais

e

pluri a nu a i s , a dotar regime finan c eiro e contábil que atend a à s s u as peculi a ri-

d

a d e s d e o r g a ni za çã o e fun c ionamento, re a lizar operações d e c r é di to Q U d e fi-

n

a n c i a m e nt o c om a aprovaçã o do poder comp e tente para a a qui s i çã o d e b e ns

im ó v e i s, in s t a l a çõe s e equipam e nt os, e f e tuar tra n s ferência s , quita ç ões e tomar

Ce p. 2 - E S C w CU rea Fu n cio na m e n C o do s Nív e i s e M o d a l i d a d es de E duc aç ão e E n s i n o I 81

outra s p r o v i d ê n c i as d e ordem or ç a m e nt á r i a, f i n a n c eir a e patrimonia l n ece ss á ri a s ao s e u b o m d e s e mp e nh o .

T o d a s e s s a s a trib u i ç õ e s d e lin e i a m um r azo á v e l a l ca n c e p a r a o co n ce it o d e

a u t o n o mi a d a u ni v e r s id a d e públi c a br a s il e i r a. N a v e rd a de , há um p ro bl e m a n ã o

r es o l v i d o, n e m p e l a Co n s titui ção F e d e r a l (em s e u a rtig o 207) n e m p e l a l e g i s l a-

q u e, no n o ss o e ntendim e nt o , a n tec e d e à

ção e d u ca c i o n a l infr a - c on s titu c i o n a l ,

d

e f iniç ão d o a l ca n c e d a a uton o mi a univ e r s it á ri a e é co ndiç ã o sin e q u a no n p a r a

q

u e o c o r r a , d e f a t o , e s s a a utonomia .

Tra t a - se d a q u e s t ão da ori ge m do fi n a n c i a m e nt o da univ e r s id a d e p úbl ic a .

Pa ulo , as tr ês uni v e r s i da d es es t a duais pauli s t a s ( U S P, Uni -

ca m p e U n e s p ) s ão financia d as c o m o r e p a ss e d e 9, 57 % d a qu ot a d o I C M S

N o E s t a d o d e S ã o

r

e c o lhi d o n o E s t a do . Es s e m ec a ni s m o qua s e a u to m á tico (qu a se a ut o m á ti co

p

o rq u e e ss e p e r ce ntu a l a ind a n ão e s t á in s e rid o d e f initi va ment e n a C o n s ti t ui çã o

d

o E s t a d o d e S ã o P a ul o, tendo d e s e r t o d o a n o in c luíd o e apro va d o n o c o njunt o

d

a L e i d e D i r e tr i zes Orçament á ri a s - LD O) p e r mite que as trê s uni ver s id a d e s

es

t a du a i s pa uli s t as te nh a m , n a pr á t i c a , u m g rau d e auton o mi a in f in i t a m e n t e

m

a i o r d o q u e a s univ e r s idade s f e d e r a i s br a s il e i ra s, p o r e xempl o .

N o c a s o d a s uni ve r s id a d e s f e d e r a i s br as il e ir as, durant e . o s o i t o a n o s d o

Gov e r n o F H C - e t a mbém dur a nt e t odo o prime ir o a no do Gov e rn o L ul a - a s

p r o p o s t a s d e r e g ul a m e ntação d a a u to n o mi a univ e r s itária , esp ec i f ic a m e nt e d a s

f o rma s e f o n t e s d e f inanciam e nt o d a s uni ve r s i da d es f e d e rai s , e l a b o r ada s p e l o Mini s t é ri o da E du ca ç ã o , ou n ão a g r a d a v a m à s uni ve r s idade s ou n ão a g r a d ava m

à eq ui p e e co n ô m i c a d o g o v ern o.

Co m o a t é o pr es e nt e mom e n t o n ã o h o uv e r e s olução p a ra ess e co n f lito ,

po d e m o s a f irma r qu e ess a que st ã o n ã o s e co n s tituiu e m prioridad e n o Go v e rn o

F H C - a ss im co m o a ind a não se c o n s tituiu e m pri o rid a de para o G o v e rn o L ul a -,

fa ze n d o c o m qu e a s uni v er s id a d e s f e d e r a i s t e nh a m chegado a um a s itu a ç ão d e

p e núria f in a n c e i r a ja m a i s vi s ta e m t o d a a hi s t ó ri a b r as ileira !O.

Ca b e à U ni ã o ass egurar , a nu a lm e nt e , e m s eu Orçamento G e r a l r e c ur sos

 

su

fic i e nt es pa r a a m a nutenção e o d e se n vo lvime nt o d a s institui ç õ es d e Edu ca-

ç

ão S u p e ri o r por e l a mantid as. A p e s a r d e f aze r co n s tar recur s o s, a nu a lm e n te ,

e

m s e u O r ç a m e nt o G e ral , a Uni ão n ão t e m c umprido com e sse p a p e l qu e lh e

10 Ap e na s co m o e x e mpl o, a maior univer s idad e f e d e r a l br as il e ir a -

a Universidad e F e deral do Ri o d e

J a n e ir o ( U FR J ) - t e v e , n os prim e iro s di as d o m ê s d e a g o s t o d e 200 2 , o fornecimento d e e n e rgi a e l é tri ca

co rt a d o p o r f a lt a d e pa g a m e nto da s s u a s co nt as, d e vid o à a u sê ncia d e recu rs o s finan c eir os s ufi c i e n1 es

r e p as s a d o s p e l o Mini s t é r io da Edu c a ção.

3

2

I Estrutura e Funcionamento do Ensino

c

ab e , v i s t o q u e os r e c ur s o s asse g ur a d o s e m se u Or ç a m e nto Geral es t ã o muit o

l o n g e d e ser s u fi c i e nt e s p a r a a m a nut e n çã o e o d e s e n v olvim e nto d a s in s titu i - ções d e E d u cação S u p e ri o r rn a n t i d a s p e l a p r ó pria U n ião .

Com o j á a firm a m o s , a s uni ve r s i d a de s f e d e r a i s mantid a s p e la U n ião c h e -

g ara m a um a s itu a çã o de p e nú r i a o r ça m e nt ár i a e f in a nceira que n ão e n co nt ra

p a r a l e l o e m n e nhu m o u t r o m o m e n to d a hi s t ó ria brasileira, nem m es m o n o s mom e nt os d e d it a d ur a po líti ca , q u a n d o a s un i v e r s idades muit a s v ez es e r am

v i s tas c o m o f o c os d e re s i s t ê n c i a a esses r eg i mes d e f o r ça 11 .

A s in s t i t ui çõe s púb li c as d e E d u c a ç ão Sup e r io r o bed ec em a o prin c í p i o d a

ges t ã o d e m oc r á t i ca

a do s de li b e r a ti v os, d o s q u a i s d eve m par tic i pa r o s seg mento s d a co munid a d e

in s titu c io n a l , l oc a l e r e g i o n a l. E m q u a lqu e r c as o , o s do ce ntes d eve m o c up a r , n o

mínim o , 70 % dos a s sent os e m c a d a ó r gã o co l e g i a d o e comis sã o , in c lu s i v e n as

co mi ssõ e s q u e tra t a r e m d a e l a b or açã o e d e mo difi c a ç õ es e s tatut ár i a s e r e g i -

n a m e di d a e m q u e a ss e g ur am a e x i s t ê n c i a de ó r gãos co l e g i-

m

e nt a i s , b e m c o m o d a esco lh a d e di rig e nt e s .

E

ssa s d e t e rmin a ções s ão co n t r a d itór i a s e ntre s i , visto que , n o caso d as

in

s titui ç ões d e Ed u c a çã o S u p e r i o r , o p r in c í p i o d a gestã o democrátic a é um prin -

c í p i o n ão s ó não-paritário, m as, prin c ip a lmen t e , exage radamen te d es pr op or c i-

o n a l. U m a coi sa é c o n c o rd a r o u di s c o r da r d o prin c ípio d a p a ridad e d e re pr e s e n -

t ação d o s tr ês s eg m e n t os ( d oce nt es, fun c i on á rios e a luno s) no s ór gão s d e lib e r a -

ti v o s d a s in s t i tu i ç õ es pú bli cas d e E du ca ç ão S up e rio r ; o utra cois a , b e m di f e r e n -

t e , é r e t i r a r , n a pr á ti ca, q u a lqu e r p o d e r d e d e c i são p o lític a dos fun c i o n á rio s e

a lun o s d e s s a s in s titui çõe s e a ind a po r cim a c h a mar i ss o de " prin c ípio d a ges t ã o

d e mo c r á ti ca " .

local e r e g i o n a l n as d ec i sões d a s in s tituiç õ e s públicas de Edu c ação Sup e rio r com t a m a nh a d espr opor ç ão d e p o d er d e d ec i s ão? Mais do que uma co ntradi - ção , t ra t a - se d e um a estr a nh a o u , n o mínimo , d i f e rente concep çã o d e g es t ão

d e m oc r á ti ca d as in s ti t ui ções p úbli cas d e E du cação Sup e rior , qu e , no n osso e n-

t e ndim e nt o, mui to p o u co te m d e " d e m oc r á tic a ".

Par a e n ce rrar a a n á li se d a e s t r utu r a e d o fun cion a mento da E duc açã o S u -

p e rio r n o Br asil , t e m os qu e , n as in s tituições p úblicas de Educa çã o Sup e rio r , o

pr o f esso r é o bri ga d o a d a r n o m í n i m o 8 h o r as s ema na is de a ula. E ssa d e t e rmi -

Com o estimul ar a p a r t i c ip a ç ã o d as c omunidade s in s titu c ion a l ,

11 o e x e mpl o d a s itu ação d a UFRJ , qu e c h e g o u a n ão t e r dinh e ir o sequer para pagar d es p e s a s co rr e nt e s

e e sse n c i a i s de m a nut e n çã o , co m o a s co nt as d e c0t!sum o d e energia elétrica e contas de tel e f o n e, n ã o

se c on s t i tu i u e m exc e ç ão , ma s s i m e m r e g r a e n t r e a s in s titu i çõ es de Educação Sup e rior m a ntid a s p e l a

U n i ã o · du ra nt e o s o i t o a n os d e m a nd a to do Gov e m o FH C .

4" _"< -

-- - -

.

C o p . 2 - E s t r u tu r a e F u n c io n am e nto

d

os N í v e i s e M o d a li d a d es

d e Edu c e ç ê o

e E n s i n o

I 8 3

n a çã o ex p r e ss a o utra c ontradi ção n a o r g a ni za çã o d a E du ca ç ã o S u p e ri o r br a s i-

l e ira , po i s , a o a n a li sa rm os o conjunt o d a s d e t e r min açõ es q u e r e g e m o ní ve l d a

E d u caçã o Sup e ri or e ao e ncontrarmo s det e r m in açõ es r e fe r e nt es, p o r e xe m p l o,

à q u es t ã o da a ut o nomi a univer s itári a , n ão e n co ntr a m o s, co m o j á m o s t r a m o s, a

e x p lic i t ação da s fo rma s de financia m e nt o d a s in s titui çõ e s púb li c as d e Ed u c a -

ç ão S u p e ri o r - qu es t ã o crucial pa r a o se u pl e n o e a d e q u ad o f un c i o n a m e n to.

d e o u t r a qu es t ão i m p o rt a n t e , o u

se j a, o núm e r o m í nim o d e aula s qu e ca d a pr ofe s s o r d a s i n s t it ui çõ es púb li ca s de

Ed u c a ç ã o S u p e ri o r d eve r á minis tr a r , n o ca s o 8 h o ra s s e m a n a i s d e a ul a. N o n o s so

e nt e nd i m e nt o, a qu e s t ão do núm e r o mínim o e xa to d e h o r as qu e ca d a d o c e nt e

d eve minis t r a r é muito m e nos imp o rt a nt e d o qu e o c um pr im e nt o , p o r p a rt e d a

U ni ão, d a d e t er min açã o de a s se g ur a r re c ur s o s s u fi c i e nt e s p a r a a m a nu t e n ç ão e o

d ese n v o l v im e nt o da s in s titui ç õ es d e Edu c açã o S up e ri o r p o r e l a m a n t i d a s .

P o r o u t r o l a d o , e ncontramo s a d e t e rmin a ção

E m o ut r as p a l a vr as , para cobr a r d e v e r es , n o c as o d o s p ro f e ss o r es da s i n s-

tit ui ções pú b li cas d e E ducação Sup e ri or , a s de t e r min a ções l ega i s sã o d e t a lhi s -

t

as e e s p e c í f i ca s. Quando a questão a ser n o rm a ti za d a e nv o l v e a r es p o n sa b ilid a -

d

e d ire t a do po d e r público , no ca s o o f in a n ci a m e nt o d a m a nut e n ç ão e d e s e nv o l-

v

ime nt o d a s in s titui çõ e s de Educaç ã o Sup e ri or m a ntid a s p e l a U ni ão , e m v ez d e

s

e r e m d e t a lh i s t a s e es p ec ífica s , as de t ermin açõe s l ega i s f aze m u s o de e xp r es -

s

ões ge n é ri ca s , co mo a s seg urar " r ec ur sos s ufi c i e nt es " , s e m es p e c i fi ca r, p o r exe m -

p

l o , as f o nt es de fin a n c i a mento n e m o s p e r ce ntu a i s mínim o s a s e r e m ap li ca d o s

n

o E n s in o S u pe ri o r públi c o br as il e ir o.

N ã o di s c o rd a m o s da exi s tência d e um núm ero mínim o d e a ul a s q u e ca d a

p r o f es s o r d e v e m ini s trar nas in s titui ções públi ca s d e E du ca çã o S u p e r i o r. O nú -

m e r o m í nim o p ropo s to (8 horas s e m a n a i s d e a ul a ) é razo á v e l , s e l e m b r a rm o s

q u e n ess as in s tituiçõ es a grande maiori a do s d oce nt e s sã o co ntr a tado s em re g i -

m e d e t empo int eg ral (40 horas seman a i s ) p a r a e x e r ce r e m at ivid ad e s de d o cê n -

c

i a , p es quis a e ex t e n s ão ; port a nto, 8 h o r as s e m a n a i s d e a ul a c or r espo nd e m

a

2

0 % d o to t a l d e horas do contrato d e tr a balh o d esses d oc e nt es . O qu e qu es ti o -

n

a m o s é a u t ilização de dois peso s e dua s medid a s d e aco rd o com o s int e r e ss e s

e c o n c e p ç õ es d e quem elaborou o proj e t o l ega l d e o r g a ni za ç ã o e n o rm a t iz a ção da Edu ca ção S uperior bra s ileira . Utiliz a - se um a m e did a p a r a c o br a r os d everes do s d oce nt e s e outra medida p a r a esquivar- se d os dev e re s do p od e r pú bli c o .

O s di s ce nt e s da Educação Superior, por s u a v e z , p o dem se r a pr o v e it a d os

e

ç õe s d e m o nitori a , de acordo com seu rendim e nt o e se u pl a no d e es tud os . I ss o pr oí b e qu e os a lunos da Educação Superior a tu e m o u com o m ã o -d e - o br a g r a-

m t a r e fas d e e n s ino e pesquisa pela s r es p e ctiv as in s titui ções, exe r ce ndo f un -

.

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II

84

I E s t r u t u r a e F un c i o n a m e n t o

do E n s in o

~

tuit a ( e muit a s vezes br aç a l , e m p ro j e t os d e p es qui sas d e d oce nt es) o u e m s u b s-

ti

t u i ção e v e n t u a l do s d oc e nt es, e m ativid ad es d e e n s i n o, es pe c i a lme nt e a ul as.

P

o r f i m , as in s titui ções d e E du c aç ão S u p e rio r co n s tituíd a s co m o u n i ve r s i -

d

a d es d e v e m s e int e g r a r , t a m b é m , co m o i n s t i t ui ções

d e p e s qu i s a

ao S i s t e ma

N ac i o n a l d e C i ê nci a e T ec n olo g i a.

2.3 A Educação Indí g ena

o s i s t e m a de e n s in o d a U ni ã o , co m a c ol a b o r açã o da s agê n c i as f e d e r a i s de

fo m e nt o à c ul t ur a e d e a ssi s t ê n c i a a o s índio s , d e ve d e s e n vo lv e r pr og r a m a s i nt e -

g r a d os d e e n s ino e p e s q ui sa pa r a a o fe rta de E du cação es c ol a r b i lín g ü e e in t e r -

c ul t ur a l ao s p ovos i nd í ge n as.

O s o bj e tiv os d a E du cação esco l a r bilí n g ü e e inte r c ultur a l ao s p ovo s i ndí -

ge n as são : p ro porcion ar ao s í n d i o s, c omun id a d es e p o v o s a r ec u p e r aç ã o d e s u as

m e m ó r i as hi s t ó ri c a s, a r eafir m a çã o d e s u a s i de ntid a de s é tnica s, a v a l o riz ação

d e s u a s l í n g u as e ci ê n c i as e pr o p orc ionar o ace ss o à s in fo rma çõ es , c o nh ec ime n -

t o s t é c n i c o s e c ientífi co s d a soc i e d a d e n a cion a l e d as d e m a is socie d a d es i nd í ge-

n

A U ni ão, a tra v és d o seu s i s te m a de e n s in o , t a mb é m d eve a p o i ar t éc ni ca e

fin a n ce i r a m e n te os outr o s s i s t e m a s d e en s in o n o pro v i m e nto d a Ed u cação in -

te r c ultu r a l às co munid a d es ind í ge n a s, de se n vo l v e nd o p r o g r a m a s in t e g r ados d e

e n s in o e p e s qui s a . E sses pro g r a m a s s er ão p l a n e j a d os c o m a a u d i ê n c i a d as c o - mun id a d es indí ge n as, est ar ã o in c luídos n os P l a n o s N a c i o n a i s d e Ed u ca ç ão e

t e r ão, d e n tr e o utro s, o s seg uint e s objetivo s : fort a l e ce r a s prá t i c a s s oc i oc ultur a i s

e a l í n g u a m a t e rn a d e c a d a c o munidade ind ígen a , m a nt e r pro g r a m as d e fo rma - ção d e p ess oa l e spec i a l izado d estin a do à Ed u c açã o e s c ol a r n a s c o munid a d es

indí g e n as, d e senvolv e r cu rrí c ul os e prog r amas e s p e c ífi c o s , in c luind o n e l es os

co nt e ú do s cu ltur a i s co rr esp o nd e nt es às r es p e c tiv as co munid a d es , e e l abo r a r e

publ ica r , s i s te m a ti ca m e n t e , m a te ri a l did á tico e s p ec í f i co e dife r e n c i a d o .

a s e n ão- ind í g e n a s.

Vi s t as e m seu c o n jun to , as d i r e trizes p a r a a o r ga ni z a çã o d a Ed u ca ção I nd í-

g

e n a , d e n t r o d a org a niz a ç ã o d a Edu c ação b r a s ile ira, são clara s e a br a n g e n tes.

S

e fo r e m r i g oros am e nt e a pli c a d a s , e ssas deter min a ç ões ( d i retrizes ) e m muit o

c

o ntribui rão p a ra a pre s e rv aç ã o

d a cultura d o s div e r so s p ov os ind í g e n a s, a tra -

v

és d a ofe rt a de uma E du c açã o e s c olar di fe r e n c i a d a e es pecíf ica , diri g id a ao s

índi os , às s u a s co munid a d es e , d e maneir a ge r a l , a t o d os os po v o s indíg e n as . A

qu e s t ã o q u e f i c a sem r e s po s t a é a d e saber se os p o v o s indígena s ne c e s s ita m d e

:. - .

~~\;.

Ctu». 2 - Estrutur: e Fun c i o n am e n l o d os Nív e i s e M o d a li d ad es d e Edu cação e En s in o

I 85

a l g u m ti p o d e E du caç ão es co l a r o u , e m o ut r as p a lavr a s, se es s a E du ca çã o es c o -

l a r o f e r ec id a , seg uin do ri g oro sa m e n t e to d as e s sas di spo s i çõe s, a juda ef e tiv a-

m e n t e a pr e s e r v a r a s d i v e r s a s c ultu r as in dí ge n as ou s e é a p e n a s m a i s um a f orm a

(o u es tr at é g i a) d e i m po r a c ultura d o h o m e m bran co a ess e s p o vo s indí ge n a s .

2 .4 A Educaç ão a Distância

A E du caçã o a D i s t â n c ia d e v e r ec e b e r t odo o i n ce n t iv o d o p o der públi c o

p a r a o d e se n v o l v i m e nt o e a ve i c ul ação d e pr og ram a s d e e n s i n o a di s t â n c i a, e m

t odo s o s ní v e i s e m oda li d a de s d e e n s i n o , e d e E du caçã o c o nt i nu a d a . A Edu ca-

ç ão a Di s t â n c i a , o r g a n i z a d a c om ab e rt u r a e r e g ime e s p ec i a i s , d e v e se r ofer e c i d a

po r in s t it u i çõe s e s p ec i f i ca m e nt e

c r e d e n c i a d a s p e l a U ni ã o . E s t a, p o r su a vez ,

r

eg ul a m e nt a o s r e q ui s i t os p a r a a r ea li zação d e e xam e s e o r e g i s t r o de dipl o m a s

r

e l a t iv o s a c ur s o s d e E du c aç ão a D i s t â n c i a.

A s n or m a s p a r a a p ro du ção , o co n t r o l e e a ava li ação d e pr og ram as d e

Educa ç ão a D i s t â n c i a e a a utoriz ação p a ra s u a imple m e n t açã o c a b e m ao s r e s -

p ec tivos s i ste m as d e e n s ino, p o d e nd o h a ve r c oopera ção e int eg r a ç ã o entre o s

dife r e nt e s s i s t e m as. P o r f im , a Edu caçã o a Di s t â n c i a go za d e t rata mento di fe -

e n c i a d o , qu e in c lui a r e d u çã o do s c u s to s d e tr a n s mi ss ã o d e p r o g r am a s de E du - caçã o a Di s t â n c i a e m c a n a i s com e r c i a i s d e ra diodifu sã o so no r a e c a n a is d e som

r

e

imag em . In c lui t a mb é m a c o n c essão d e ca n a is com f in a lid ad es exc lu si v a -

m

e nt e e du c a ti v as e r es e r v a de t e mp o mínim o , s em ô nu s p a r a o p o d e r públi c o ,

p e l os c onc e ss i o n á ri o s d e ca nai s co m e r c i a i s.

Ap esa r d e t o d os ess e s inc e ntiv os , é n eces sário r e ss a lt a r qu e , no c aso d o

E n s ino Fund a m e n t a l , a E duca ç ã o a Di s t â n c i a s ó pod e se r utili za d a co m o co m -

p l e m e nt ação d a a pr e n di z ag em o u e m s itu ações emer ge n c i a i s , v i s to que o En s i -

n

d

a i d e 2 0 % d o t o t a l d os co nteúdo s m i ni s trad o s em aul a s pr e s en c i a i s .

o Fundamen t a l d e v e s e r , nece s s a ri a m e nt e, presencia!. N o c aso d o sistem a fe -

e r a l d e e n s in o , a Ed u c açã o a D i s t â n c i a n ã o pode ultra p a ssa r nun ca o per c e ntu-

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Ainda n os r e s t a f a l a r sobr e o e n s in o militar, por é m , co m o e l e é regul a d o

por l eg i s l ação es p e c í f i c a , con s id e r a m o s qu e não ca be um t ó p ic o espe c íf ico .

D e v e mos ap e n a s r essa lt ar qu e n o e n s in o m i litar é admitid a a e quivalênci a d e

e s t udo s , d e aco rd o c o m a s norm as fixa da s p e los sistem a s d e e n s ino .