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05/11/2020 Os Princípios Fundamentais do Direito Penal - DomTotal

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Data:

Os Princípios Fundamentais do Direito Penal


Autor: Breno Gonçalves Verçosa
Período: Acadêmico do 2º Período de Direito da Escola Superior Dom Helder Câmara

  Notas:

Segundo consta na obra de Fernando ( CAPEZ, 2004, p. 14), é da dignidade


da pessoa humana que nascem os princípios orientadores e limitadores doReferências
Direito Penal (DP). Damásio (JESUS, 2009,  p. 9-12) define  quatorze bibliográficas
Princípios Fundamentais do Direito Penal:
 
a)     Princípio da Legalidade ou da reserva legal: Não há crime sem lei
anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal (CF/88, art. CAPEZ, Ferna
5º, XXXIX e Código Penal (CP) art. 1º).
Curso de Dire
b)       Princípio da proibição da analogia “in malam partem”: Proibição da Penal – Parte
adequação típica “por semelhança” entre os fatos. 7. ed. São Pau
Saraiva, 2004
c)      Princípio da anterioridade da lei: Só há crime e pena se o ato foi
praticado depois de lei que os define e esteja em vigor. JESUS, Damá
d)     Princípio da irretroatividade da lei mais severa:  A lei só pode Evangelista de
retroagir para beneficiar o réu. Direito Penal:
Geral. 30. ed.
e)     Princípio da fragmentariedade: O estado só protege os bens jurídicos Paulo: Saraiva
mais importantes, assim intervém só nos casos de maior gravidade.
v. 1.
f)        Princípio da intervenção mínima: O estado só deve intervir pelo DP
“quando os outros ramos do Direito não conseguirem   prevenir a conduta BRASIL. Supre
ilícita.” (JESUS, 2009,  p. 10). Tribunal Fede
Supremo aplic
g)     Princípio da ofensividade: Não basta que a conduta seja imoral ou princípio da
pecaminosa, ela deve ofender um bem jurídico provocando uma lesão
insignificância
efetiva ou um perigo concreto ao bem.
pedidos de ha
h)      Insignificância ou Bagatela: Baseia no pressuposto de que a corpus. 23 ma
tipicidade penal exige um mínimo de lesividade ao bem jurídico, 2009a. Dispon
reconhecendo a “atipicidade do fato nas perturbações jurídicas mais em:
leves.” (JESUS, 2009,  p. 10). 

Segundo informações do site de notícias Supremo Tribunal Federal (STF)


(BRASIL, 2009a), o Supremo aplicou o “ princípio da insignificância a
pedidos de habeas corpus”. São 18 pedidos de habeas corpus fundados no
princípio da insignificância, “15 foram analisados, sendo 14 concedidos
em definitivo e um foi negado por uma questão técnica, mas teve a liminar
concedida. Três habeas ainda não foram julgados.”

Ainda segundo a notícia:

“Os ministros  aplicam a esses casos o chamado “princípio da


insignificância”, preceito que reúne quatro condições essenciais: mínima
ofensividade da conduta, inexistência de periculosidade social do ato,
reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e inexpressividade da
lesão provocada.

As decisões também levam em conta a intervenção mínima do Estado em


matéria penal. Segundo  esse entendimento, o Estado deve ocupar-se de
lesões significativas, ou seja, crimes que têm potencial de efetivamente
causar lesão.” (BRAZIL, 2009a).

 Num dos casos de Habeas Corpus (HC) – 98.152 (BRASIL, 2009b), o


relator ministro Celso de Mello afirmou a existência de diferença entre
absolver o acusado com base no princípio da insignificância (conforme
decisão do STJ) e a extinção de punibilidade. Segundo o Min., conforme
notícia publicada no domínio do STF,:

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05/11/2020 Os Princípios Fundamentais do Direito Penal - DomTotal
“[...] a extinção da punibilidade por si só não exclui os efeitos processuais.
Ou seja, a tentativa de furto ficaria registrada e poderia pesar contra o
acusado caso ele venha ser reincidente, na qualidade de maus
antecedentes. Ao ser absolvido, todavia, o acusado volta a ser considerado
primário caso seja réu posteriormente em outra ação.” (BRASIL, 2009c).

Direito Engenharia Meio No citado HCReligião


Ambiente a decisão Colunas
do STF havia reformado
Blogs a pena 
Cultura de um ano e
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quatro meses de reclusão, aplicada pela primeira instância, a um caso de
uma tentativa de furto de cinco barras de chocolate num supermercado – 
Economia Brasil CoronavÃrus MundoO voto do ministro Celso
Publicações Dom de Mello, acompanhado
Especial Dom Helder por unanimidade,
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absolveu o acusado e ordenou extinta a ação penal porque, segundo ele, a
conduta sequer poderia ser considerada crime.

É tênue o limite da aplicabilidade ou não deste princípio, e até controverso.


Veja-se que há dois casos recentes no STJ, nos quais a diferença entre os
valores do bem objeto de delito foi de R$70,00. Em janeiro do ano corrente:

“A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aplicou o princípio


de insignificância ao conceder habeas corpus e extinguir ação penal
imposta a um réu pelo furto de duas calotas de um automóvel, avaliadas
em R$ 70,00, e pela tentativa de furto de outro veículo, no estado de Minas
Gerais em junho de 2007.” (BRASIL, 2010a).

O entendimento do relator neste processo - HC 147.052 (BRASIL, 2010b),


Min. Arnaldo Esteves Lima, foi o de que apesar de se definir como crime
nas modalidades tentada e consumada o furto não ultrapassou o exame
da “tipicidade material, sendo desproporcional a sanção penal imposta”.

Todavia,  em março do mesmo ano, a mesma quinta turma do STJ, ao


julgar o HC nº 152.738),  “indeferiu habeas-corpus a estudante de Direito
que tentou furtar um Código de Processo Civil interpretado, no valor de R$
150, em uma livraria de Brasília.” (BRASIL, 2010c. No processo, o mesmo
Min. Arnaldo Esteves Lima afirmou ser impossível aplicar o “princípio da
insignificância [...], tendo em vista a má-fé do universitário. Considerou que
cabe ao fato a medida proporcional da pena pela relevante lesão ao
estabelecimento.” (BRASIL, 2010d).

i)    Princípio da culpabilidade: Só será penalizado quem agiu com dolo ou


culpa cometeu um fato atípico e antijurídico.

j)     Princípio da humanidade: O réu deve ser tratado como pessoa


humana.

l)      Princípio da Proporcionalidade da pena: “A pena não pode ser


superior ao grau de responsabilidade pela prática do fato.” (JESUS, 2009, p.
11.).

m)    Princípio do estado de inocência: “Ninguém será culpado até o


trânsito em julgado de sentença penal condenatória.” (CF/88, art. 5º, LVII).

n)     Princípio da igualdade: Todos são iguais perante a lei. (CF/88, art. 5º,
caput).

o)     Princípio do “ne bis in idem”: É dizer que ninguém pode ser punido
duas vezes pelo mesmo fato.

<http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=104746>. Acesso e
maio 2010.

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. HC nº 98.152-6. Rel. Min. Celso de Mello. Segunda Tu
DJE, Brasília, DF, 19 maio 2009b. Disponível em:
<http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/HC_98.152_Ementa__Acord
. Acesso em: 22 maio 2010.

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Supremo aplica princípio da insignificância a pedidos


habeas corpus. 25 maio 2009c. Disponível em:
<http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=108662>. Acesso e
maio 2010.

BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. HC 147.052. Min. Arnaldo Esteves Lima. Quinta Tur
DJE, Brasília, DF,  01 fev. 2010b. Disponível em:
<https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/Abre_Documento.asp?
sSeq=937130&sReg=200901772431&sData=20100201&formato=PDF> . Acesso em: 22 m
2010.

BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. HC 152.738. Min. Arnaldo Esteves Lima. Quinta Tur
DJE, Brasília, DF,  15 mar. 2010c. Disponível em:
<https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/Abre_Documento.asp?
sSeq=945716&sReg=200902183786&sData=20100315&formato=PDF > . Acesso em: 22
2010.

BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Quinta Turma não aplica insignificância a furto em
no DF. 05 mar. 2010d. Disponível em: <http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine
tmp.area=398&tmp.texto=96191>. Acesso em: 22 maio 2010.

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