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MÉXICO

Setor: Bebidas alcoólicas e não


alcoólicas

Estudo de Acesso a Mercado


2019
Sérgio Segóvia
PRESIDENTE – APEX-BRASIL

Augusto Pestana
DIRETOR DE NEGÓCIOS – APEX-BRASIL

Igor Isquierdo Celeste


GERENTE DE INTELIGÊNCIA DE MERCADO – APEX-BRASIL

Gustavo Ferreira Ribeiro


COORDENADOR DE ACESSO A MERCADO – APEX-BRASIL

Carlos Sanchez Badillo


Karen Kiyomi Hayashi
Mauro Rocha
ORGANIZAÇÃO/REVISÃO – APEX-BRASIL

Ronderos & Cárdenas S.A.S.


ELABORAÇÃO

© 2019 Apex-Brasil
Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

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Ressalta-se que este conteúdo é meramente informativo e a Agência não se responsabiliza pelas tomadas
de decisão a partir dos dados ou de eventuais erros e omissões da publicação.

2
INDÍCE

1. SUMÁRIO EXECUTIVO…………………………………………………………………………………………...…………..5
2. AMBIENTE DE MERCADO……………………………………………………………………………………………………6
2.1 CONTEXTO DO PAÍS .................................................................................................................................................6
2.2 PRINCIPAIS INDICADORES SOCIOECONÔMICOS ......................................................................................................7
2.3 FUNCIONAMENTO GERAL DO PAÍS ..........................................................................................................................9

3. O CONTEXTO DO SETOR DE BEBIDAS ALCÓOLICAS E NÃO ALCÓOLICAS…….. ...................... 14


3.1 DESCRIÇÃO DO SETOR ...........................................................................................................................................15
3.2 COMÉRCIO EXTERIOR ............................................................................................................................................17

4 ACESSO AO MERCADO… .................................................................................................... 21


4.1 STAKEHOLDERS PÚBLICOS .....................................................................................................................................21
4.2 STAKEHOLDERS PRIVADOS ....................................................................................................................................24
4.3 INSTITUIÇÕES REGULADORAS ...............................................................................................................................26
4.4 REQUISITOS REGULAMENTARES PARA ACESSO AO MERCADO .............................................................................27
4.5 ACORDOS COMERCIAIS ..........................................................................................................................................36
4.6 REGRA DE ORIGEM ................................................................................................................................................41

5 DESAFIOS E RECOMENDAÇÕES. ......................................................................................... 43


5.1 CULTURA DE NEGÓCIOS MEXICANA ......................................................................................................................43
5.2 PRINCIPAIS DESAFIOS ADUANEIROS ......................................................................................................................43
5.3 PRINCIPAIS RECOMENDAÇÕES AO EXPORTADOR BRASILEIRO PARA ATENDER AS EXIGÊNCIAS DE
MERCADO………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………44

ANEXO 1……………………………………………………………………………………………………………………………….46
1.1 CLASSIFICAÇÕES TARIFÁRIAS COMPREENDIDAS ...................................................................................................46

ANEXO 2 .............................................................................................................................. 44
2.1 IMPOSTOS E TARIFAS .............................................................................................................................................44
2.2 IVA……. ...................................................................................................................................................................66

ANEXO 3 .............................................................................................................................. 67

3
3.1 REFORMAS MEXICANAS ........................................................................................................................................67
3.2 INSTITUIÇÕES ENVOLVIDAS NA POLÍTICA COMERCIAL..........................................................................................68
3.3 ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO LOGÍSTICO ...........................................................................................................69
3.4 OUTRAS REGULAMENTAÇÕES ESPECÍFICAS…………………………………………………………………………..............................72

GLOSSÁRIO .......................................................................................................................... 73

BIBLIOGRAFIA ...................................................................................................................... 75

4
1. SUMÁRIO EXECUTIVO

Nos últimos 17 anos, a indústria de bebidas mexicana cresceu a uma taxa média de 1,2% por ano. A
expansão da gastronomia mexicana no âmbito global e a internacionalização de muitas empresas
mexicanas de alimentos, junto com o forte consumo doméstico, colocaram esta indústria no alvo dos
investidores estrangeiros.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, Geografia e Informática (INEGI), 60% dos lares
mexicanos consomem bebidas e gastam trimestralmente USD 171, isto é, 35,05% do salário em alimentos,
bebidas e cigarros. Esse setor enfrentou diversos desafios no mercado, e um dos mais recentes foi em
2014, quando as medidas de arrecadação de impostos (Imposto Especial sobre Produção e Serviços - IEPS)
mudaram e produziram um aumento nos preços de bebidas aromatizadas, gerando assim, uma redução
na compra1.

Quanto ao consumo de bebidas alcoólicas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que, na América
Latina, o México ocupa o décimo lugar com um consumo de 7,2 litros por pessoa. Além das iniciativas de
impor restrições à venda de álcool para menores de 18 anos e da adoção de um novo rótulo que proíbe a
venda de bebida alcoólica para grávidas e motoristas de automóveis, em diversos estados da República
existe uma regulação noturna da venda de álcool em lojas de autoatendimento e conveniência.

Tendo em vista essas informações e a importância dos aspectos regulatórios para acesso ao mercado, este
estudo foi realizado por meio da revisão sistemática da legislação mexicana. No México, a normativa de
comércio exterior se fundamenta na Lei Aduaneira, que regula a entrada e saída de mercadorias do
território nacional, o despacho aduaneiro e os fatos ou atos derivados dele. Da mesma forma, incluem-se
ainda informações sobre a regulamentação das medidas de proteção do mercado interno, a fim de evitar
a concorrência desleal e a entrada de mercadorias que não atendam os padrões e parâmetros da
regulação mexicana.

O propósito deste estudo é identificar a normatividade mexicana em temas regulatórios, proporcionando


assim uma visão ampla que permitirá às empresas tomar decisões assertivas durante o processo de
negociação comercial, uma vez que terão conhecimento do entorno político, econômico e social. Por isso,
abordam-se os seguintes temas:

O capítulo 2 descreve o contexto do México, seus indicadores socioeconômicos e o funcionamento geral do


país. O capítulo apresenta informações técnicas que permitem realizar uma interpretação do
desenvolvimento econômico e social. Isso é fundamental, pois oferece um panorama da economia e da
estabilidade do país.

O capítulo 3 é dedicado à descrição do setor “Bebidas alcóolicas e não-alcóolicas” e à evolução do comércio


nacional e internacional. Permite-se com essas informações dimensionar o comportamento e a
competitividade do país em comparação com outras regiões.

1
Impacto da IEPS na compra de bebidas adoçadas. British Medical Journal.

5
O capítulo 4 aborda a organização administrativa relevante ao tema, incluindo os stakeholders que afetam
em maior ou menor medida o comércio exterior. O capítulo também abrange temas sobre o processo
regulador, e acordos comerciais, entre outros, que afetam diretamente o intercâmbio comercial do país.

O Capítulo 5 apresenta os principais desafios e recomendações para o sucesso das exportações para
aquele país.

2. AMBIENTE DE MERCADO

2.1 CONTEXTO DO PAÍS

O México conta com uma extensão territorial de 1.958.201 km2. Faz fronteira ao norte com os Estados
Unidos da América ao longo de 3.152 km2; a sudeste, com a Guatemala e Belize, com uma fronteira de
1.149 km2; ao oeste, com o Oceano Pacífico; e ao leste, com o Golfo do México.

Nas últimas décadas, o processo de


desenvolvimento do México se deu por meio de
importantes reformas econômicas, focadas em
políticas macroeconômicas que possibilitaram uma
política monetária e fiscal estável e sustentável.

Entre as reformas-chave incluídas, estão a adoção de


um tipo de câmbio flexível; o regime de meta de
inflação; a autonomia do Banco Central; a
consolidação fiscal; e a abertura do setor financeiro
à participação estrangeira, entre outros.

No entanto, desde o ano de 2012, iniciou-se uma nova onda de reformas estruturais baseadas em
questões mais críticas como educação, política fiscal, energia, telecomunicações, trabalho, setor
financeiro, entre outros2.

Cabe mencionar que o panorama mexicano em 2018 foi baseado na incerteza, devido à renegociação do
Tratado de Livre-comércio da América do Norte (TLCAN) e ao processo eleitoral, os quais provocaram a
diminuição do investimento e a redução do Produto Interno Bruto.

2
México, Systematic Country Diagnostic, World Bank.

6
Dados básicos (2017)

∙ Superfície: 1.958.201 km2


∙ População: 129.163.276 (ano 2017)
∙ Densidade demográfica: 65 hab./km2
∙ População economicamente ativa: 55.962.275 (terceiro trimestre de 2018)
∙ Principais cidades: Cidade do México, Guadalajara, Monterrey, Puebla
∙ Moeda: Peso mexicano
∙ Cotação da moeda: USD 1 = 19,23 pesos mexicanos3
∙ PIB (em bilhões): USD 1.149,9
∙ Crescimento real do PIB: 2%
∙ PIB per capita ($ constante internacional): USD 8.903 (2017)
∙ PIB per capita (baseado na PPA): USD 19.938
∙ PIB PPA ($ corrente internacional): USD 2.462,76
∙ Índice de GINI: 43,4 (2016)
∙ Ranking de facilidade para fazer negócios: 49ª posição (2017)
∙ Taxa de desemprego: 3,4%
∙ Inflação: 4,37% (janeiro de 2019)

Ranking mundial ano 2017 Exportações Importações

Mercadoria 13 13

Comércio de serviços 38 32

Fonte: Perfil Comercial de México. Organização Mundial do Comércio

3
O valor do peso mexicano foi obtido da média anual do ano de 2018.

7
2.2 PRINCIPAIS INDICADORES SOCIOECONÔMICOS

População

De acordo com o Banco Mundial, o México é o décimo país mais populoso do mundo com 129.163.276
de habitantes.

POPULAÇÃO MEXICANA (EM MILHÕES DE PESSOAS)

150000000
População

100000000

50000000

0
2013 2014 2015 2016 2017
Fonte: Banco Mundial.

Produto Interno Bruto

A evolução do Produto Interno Bruto, em 2018, foi dada pelas atividades terciárias4 que tiveram um
crescimento de 2,79% graças ao desempenho de serviços financeiros e de seguros (6,31%); informação
em mídia massiva (5,93%) e, serviços de apoio aos negócios e gestão de resíduos e serviços de
recuperação de áreas degradadas5 (5,30%).

4 Dentro das atividades terciárias esta: comércio por atacado e varejo; transportes, correios e armazenamento; informações em mídias massivas;
serviços financeiros e de seguros; serviços imobiliários e de aluguel de bens móveis e intangíveis; serviços profissionais, científicos e técnicos;
corporativos; serviços de suporte aos negócios e gestão de resíduos e serviços de recuperação de áreas degradadas; serviços educativos; serviços
de saúde e assistência social; serviços recreativos culturais e esportivos, e outros serviços recreativos; serviços de alojamento temporário e de
preparação de alimentos e bebidas; outros serviços exceto atividades governamentais e atividades legislativas, governamentais, de administração
da justiça e de organismos internacionais e extraterritoriais.
5 Unidades econômicas dedicadas a oferecer serviços de suporte à administração de negócios, contratação e colocação de pessoal, preparação

de documentos, fotocópias, fax, acesso a computadores e afins, atendimento de chamadas telefônicas, cobrança, organização de viagens,
vigilância e segurança, limpeza de imóveis, e embalagem e rotulagem de bens propriedade de terceiros. Inclui também a consultoria na busca de
executivos; a correção de estilo; serviços de estenografia não realizados nos tribunais; serviços de correio de voz; promoção de cidades para
realizar congressos, convenções, feiras e seminários; serviços de tempos compartilhados; detectores de mentiras; fechaduras de alta segurança;
serviços de monitoramento junto com a comercialização, instalação e reparação de sistemas de segurança; limpeza interior de aviões, barcos,
trens e carros ferroviários; design, cuidado e manutenção de áreas verdes junto com a construção de pistas de caminhada, tanques, decorações,
cercas e estruturas similares, e agências de modelos.

8
PIB A PREÇOS CORRENTES
USD

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Censo e Geografia. Elaboração: Ronderos e Cárdenas

PIB per capita

Com um PIB per capita de USD 8.450,49 em 2016, o crescimento acumulado para 2017 foi de 5,44%
atingindo USD 8.910,33. Cabe destacar que na América Latina e no Caribe, o PIB per capita mexicano se
encontra abaixo do Uruguai (USD 16.246), do Chile (USD 15.346) e do Panamá (USD 15.196) e do Brasil
(USD 9.880) em 20176.

2.3 FUNCIONAMENTO GERAL DO PAÍS

Organização política

A soberania nacional do México reside essencial e originalmente no povo. Portanto, todo poder público
se institui para o benefício do povo, que tem a capacidade de alterar ou modificar a forma do seu governo.
Assim, o México constituiu-se como uma República representativa, democrática, laica e federativa,
formada por 31 estados autônomos e pela Cidade do México (estado soberano em tudo o que diz respeito
a seu regime interno7).

O federalismo foi implementado no ano de 1824 e dividiu geograficamente a nação em estados ou


entidades federativas, que por sua vez se dividem em municípios. Cada um deles tem o direito de legislar
e de adotar as estratégias necessárias para a prosperidade do seu estado. Por isso, o poder se divide em
três esferas de governo (Congresso cidadão de Jalisco)8:

6 Banco Mundial.
7 Artigo 40, Constituição Nacional.
8 Informação básica do Sistema Eleitoral Mexicano

(https://portalanterior.ine.mx/archivos3/portal/historico/contenido/Sistema_Politico_Electoral_Mexicano/).

9
∙ Federal: encarregado de manter e controlar a unidade de toda a República mexicana. Este nível é
responsável pela regulação de todos os estados. Seus principais representantes são o presidente da
República, os senadores e os deputados federais.

∙ Estatal: corresponde à primeira divisão da federação e ao segundo nível de governo implementado.


É uma delimitação territorial com autonomia política, por isso tem a capacidade de criar suas leis e
regulamentos, a fim de manter a ordem social, política, econômica e ambiental. É regido pelo governo
federal ao que pertence e tem a responsabilidade de acatar as leis do âmbito nacional. Entre seus
representantes estão o governador do Estado e os deputados locais.

∙ Municipal: corresponde ao terceiro nível do governo. Tem como função investir os recursos
pertencentes ao município em obras em benefício dessa localidade. Também tem direito de criar leis
particulares para suas necessidades. Seu governo é regido pelos prefeitos ou presidentes municipais,
regentes e delegados municipais.

Organização do Estado mexicano

União Presidente da República

Governador de cada um
Poder Executivo Estados
dos Estados

Chefe de Governo do
Distrito Federal
Distrito Federal
Estados Unidos Mexicanos

Câmara dos Deputados 500 membros


Poder Legislativo
Câmara dos Senadores 128 membros

Suprema Corte da Justiça (11


Ministros eleitos)

Tribunal Eleitoral do Poder


Judicial da Federação

Poder Judicial Tribunais Colegiados do Circuito

Tribunais Unitários do Circuito

Varas do Distrito

Fonte: Instituto Nacional Eleitoral. Elaboração: Ronderos e Cárdenas

10
Organização política em assuntos de Comércio Exterior

A organização política em assuntos de comércio exterior é realizada por meio da Secretaria da Economia,
responsável por formular e conduzir as políticas para a indústria, comércio exterior, interior,
abastecimento e preços do país. Suas ações são voltadas para a promoção da geração de empregos de
qualidade e para o crescimento econômico, mediante o incentivo e a implementação de políticas públicas
que estimulem a competitividade e os investimentos produtivos. No entanto, outra entidade importante,
no que se refere aos assuntos de comércio exterior, é a Secretaria da Fazenda e Crédito Público, uma vez
que esta propõe, dirige e controla a política do Governo Federal em matéria financeira, fiscal, de gastos,
de receitas e dívida pública, com o propósito de consolidar o crescimento econômico do país.

Órgãos Públicos

Secretaria da Economia

Subsecretaria de Comércio Exterior

∙ Unidade de Negociações Internacionais: planeja, organiza e coordena as negociações comerciais


internacionais com países da América Latina, do Caribe, da Europa, da África e blocos econômicos
americanos, europeus e regionais, a fim de diversificar, promover e aprofundar as relações comerciais
do México.

o Direção Geral de Comércio Internacional de Serviços e Investimento: negocia, difunde e


acompanha os compromissos internacionais em matéria de comércio de serviços e
investimento, que favorecem o acesso ao mercado internacional e a competitividade do país.

o Direção Geral de Regras de Comércio Internacional: fomenta a competitividade do setor


produtivo mexicano, mediante projetos estratégicos para a negociação e aplicação de
acordos comerciais internacionais, no âmbito de sua competência.

∙ Direção Geral de Consultoria Jurídica de Comércio Internacional: assessora juridicamente a


negociação e a administração de acordos e compromissos comerciais.

∙ Direção Geral de Comércio Internacional de Bens: planeja, organiza e dirige as negociações de


acordos comerciais internacionais em bens. Além disso, administra, avalia e difunde os resultados dos
compromissos assumidos pelo México com seus sócios comerciais.

∙ Representações Comerciais no Estrangeiro: representa os interesses comerciais do México no


exterior, mediante a participação em fóruns de negociação, implementação e acompanhamento dos
compromissos em matéria de investimentos e relações e negociações comerciais internacionais.

11
Subsecretaria de Indústria e Comércio

∙ Unidade de Práticas Comerciais Internacionais: contribui para o fortalecimento e para o


desenvolvimento da produção nacional, mediante o restabelecimento de condições equitativas de
concorrência no mercado interno. Além disso, é responsável pelas resoluções emitidas perante
mecanismos de solução de controvérsias de carácter bilateral ou multilateral.

∙ Direção Geral de Indústrias Leves: estabelece e implementa estratégias e políticas públicas que
propiciam o crescimento, a competitividade e a integração das indústrias leves do país.

∙ Direção Geral de Inovação, Serviços e Comércio Interior: estabelece as políticas públicas que
melhoram o ecossistema da inovação, da logística, da economia digital e do comércio interno no país.

∙ Direção Geral de Comércio Exterior: fomenta a produtividade e a competitividade da economia


mexicana, mediante ações oferecidas por diversos agentes em temas de estratégias de facilitação
comercial em coordenação com as repartições da administração pública federal.

Secretaria da Fazenda e Crédito Público

∙ Serviço de Administração Aduaneira (SAT): desenvolve a atividade estratégica do Estado na


determinação, quitação e arrecadação de impostos. Além disso, garante a aplicação correta, eficaz,
equitativa e oportuna da legislação fiscal e aduaneira, a fim de promover a eficiência na administração
tributária e o cumprimento por parte do contribuinte.

∙ Administração Geral de Aduanas: fiscaliza o cumprimento da normatividade aplicável nas operações


de comércio exterior para a entrada e saída de mercadorias do território nacional e seus meios de
transporte; coordena as ações com as demais unidades administrativas do Serviço de Administração
Tributária, da Secretaria da Fazenda e Crédito Público e com outras repartições do governo federal,
estatal e municipal, e implementa medidas de facilitação do despacho aduaneiro.

o Administrações de Aduanas: fiscaliza o cumprimento da legislação e da normatividade vigente


pelos usuários de comércio exterior, aplicáveis à entrada e saída de mercadorias no território
nacional e aos respectivos meios de transporte, o despacho aduaneiro e os fatos ou atos
derivados dele. Além disso, promove o cumprimento das obrigações e combate à introdução
ilegal de mercadoria.

∙ Administração geral de Auditoria de Comércio Exterior: desenvolve uma inteligência tributária e


estabelece as políticas e programas de fiscalização, que permitem identificar as condutas ilícitas na
matéria, a fim de aumentar a arrecadação e combater o contrabando.

12
∙ Banco Nacional de Comércio Exterior Nacional Financeira (NAFIN)9: promove a poupança e o
investimento, assim como a canalização de apoios financeiros e técnicos ao fomento industrial e, em
geral, ao desenvolvimento econômico nacional e regional do país.

∙ Banco do México: fornece a moeda nacional e tem o objetivo prioritário de preservar seu valor. Além
de promover o desenvolvimento do sistema financeiro e de pagamentos.

ORGANIZAÇÃO POLÍTICA Direção Geral


Unidade de para a Europa e
EM COMÉRCIO EXTERIOR Negociações a África
Internacionais
Direção Geral de
Direção Geral Comércio
de Consultoria Internacional de
Secretaria de Subsecretaria Jurídica Serviços e
Internacional Investimento
Comércio de Comércio
Exterior Exterior
Direção Geral
para a América Direção Geral
do Norte de Regras de
Comércio
Direção Geral Internacional
para a Ásia,
Órgãos Oceania e
Centralizados Órgãos
Multilaterais

Direção Geral
de Comércio
Internacional
de Bens

Representações
Comerciais no
Estrangeiro
Serviço de
Administração
Aduaneira
Secretaria da
Organização política

Administração
Comércio Exterior

Fazenda e Administrações
em assuntos de

Geral de de Aduanas
Crédito
Aduanas
Público Administração
Geral de Administrações
de Auditoria de
Auditoria de Comércio
Comércio Exterior
Exterior

Unidade de
Práticas
Comerciais
Internacionais

Direção Geral
de Indústrias
Leves
Direção Geral
Subsecretaria de Indústrias
Inovação,
Órgãos
de Indústria e Pesadas
Serviçose ede
descentralizados
Comércio Comércio
Alta
Tecnologia
Interior
Elaboração: Ronderos e Cárdenas

9
Banco Nacional de Comércio Exterior Nacional Financeira (https://www.nafin.com/portalnf/content/home/home.html).

13
Política Comercial

O “Plano Nacional de Desenvolvimento”10 constitui o roteiro do governo mexicano. Em matéria de


comércio internacional, o objetivo consiste em reafirmar o compromisso do país com o livre-comércio, a
mobilidade de capitais e a integração produtiva, por isso define as seguintes estratégias:

∙ Estimular e aprofundar a política de abertura comercial para incentivar a participação do México na


economia global.
∙ Fomentar a integração regional do México, estabelecendo acordos econômicos estratégicos e
aprofundando os já existentes. Fortalece ainda a presença do México nos fóruns e órgãos regionais e
multilaterais, incluindo a OMC.

Esses objetivos e estratégias são trabalhados no programa setorial da Secretaria da Economia, baseado
no Plano Nacional de Desenvolvimento. Portanto, é a responsável por formular e implementar as medidas
necessárias para atender os objetivos relacionados ao comércio.

Cabe ressaltar, que o Presidente tem poder para reger a política externa e concluir tratados internacionais.
Além disso, o Executivo Federal tem poder para impor, alterar ou eliminar tarifas mediante decretos
publicados no Diário Oficial da Federação (DOF); regular, restringir ou proibir a exportação, a importação,
a circulação ou o trânsito de mercadorias, quando considerar urgente; efetuar negociações comerciais
internacionais, por meio da Secretaria da Economia; e coordenar, também por meio da Secretaria, a
participação das repartições e entidades da Administração Pública Federal e dos governos dos estados na
promoção do comércio exterior, assim como a participação do setor privado. Isso significa que a Secretaria
da Economia continua sendo o principal órgão do governo encarregado de aplicar e interpretar as
disposições da Lei de Comércio Exterior, bem como de projetar e implementar a política comercial.

Política Econômica

A política econômica para o exercício fiscal do ano 2019 foi elaborada com base nos princípios da
austeridade, honestidade e combate à corrupção. Por isso, visa manter a fortaleza das finanças públicas
do país, bem como a otimização dos recursos orçamentários disponíveis, em linha com os princípios de
equilíbrio orçamentário e com a responsabilidade apontada pela Lei Federal de Orçamento e
Responsabilidade Fiscal (LFPRH). Por esse motivo, não contempla aumentar os impostos existentes nem
criar novos impostos, uma vez que prioriza a eficiência e a transparência do gasto para promover o
desenvolvimento e a produtividade, dentro de um marco de prestação de contas; enquanto reforça a
estabilidade macroeconômica e financeira do país. Além disso, procura fortalecer a arrecadação,
melhorando a eficiência da administração tributária, reduzindo assim os espaços regulatórios que possam
permitir esquemas de evasão e sonegação fiscal.

10Plano Nacional de Desenvolvimento (https://lopezobrador.org.mx/wp-content/uploads/2019/05/PLAN-NACIONAL-DE-DESARROLLO-2019-


2024.pdf).

14
3. O CONTEXTO DO SETOR DE BEBIDAS ALCOÓLICAS E NÃO ALCOÓLICAS

3.1 DESCRIÇÃO DO SETOR

A indústria de alimentos e bebidas no México continua na trilha do crescimento que marcou a última
década. A expansão da gastronomia mexicana no âmbito global e a internacionalização de muitas
empresas mexicanas de alimentos, junto com o forte consumo doméstico, colocou a indústria no alvo do
investimento estrangeiro. No entanto, o novo tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (USMCA),
traz incertezas com relação aos impactos no setor.

De acordo com as estatísticas publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística e Geografia (INEGI), 60%
dos lares mexicanos consomem bebidas e pagam trimestralmente USD 171, isto é, gastam 35,05% do
salário em alimentos, bebidas e cigarro.

Por ser uma das mais jovens da América Latina, a população do México representa uma oportunidade
única e complexa. É um dos mercados mais importantes para o setor de alimentos ultraprocessados, já
que é o país com maior consumo per capita, com 214 quilos. Entre os quais encontramos as bebidas
adoçadas.

Bebidas favoritas dos mexicanos

FORA DE CASA DENTRO DE CASA


100% Outras 100% Água Outras
Mineral Bebidas
90% 90% Água Natural Energéticas
Bebidas… Suco/… Água
Suco/
80% Mineral Água…
Água 80% Néctar de Bebidas
Bebidas Natural Frutas Isotônicas
70% Isotônicas 70%
Água…
60% 60%

50% 50%

40% 40%

30% 30% Refrigerantes


Refrigerantes
20% 20%

10% 10%

0% 0%
Porcentagem Porcentagem

Fonte: Kantar Worldpanel

15
Água engarrafada

A escassez de água potável em muitas regiões provocou um aumento na demanda desse produto. O
México ocupa o terceiro lugar entre os 100 países com maior consumo de água engarrafada, uma vez que
se consomem per capita aproximadamente 200 litros por ano, de acordo com a Euromonitor
International. O principal formato de venda é o garrafão juntamente com as garrafas de um litro.

Atualmente, a FEMSA Coca-Cola continua sendo o principal player na categoria, já que soma 64% das
vendas totais de água engarrafada no país.

Bebidas carbonatadas

As bebidas carbonatadas, devido a seu alto conteúdo de açúcar, têm estado sob a vigilância do governo.
Por isso, no México elas foram oneradas com uma taxa impositiva, o que resultou em um controle e uma
maior diversificação nos portfólios das empresas, tornando-as mais saudáveis e reduzindo o teor de
açúcar.

De acordo com os estudos de Kantar Worldpanel, a marca Coca-Cola é a mais reconhecida no México,
onde 98,6% dos consumidores afirmam ter comprado um produto da marca. Nessa categoria também
encontramos as bebidas energéticas e esportivas, as quais vêm sendo favorecidas pelas quedas nas
vendas de bebidas com alto teor de açúcar.

Bebidas alcoólicas

Vinho

A produção de vinhos do México continua em alta. O total de hectares vinícolas no país passa de 5.000, e
75% se concentram na região da Baixa Califórnia. No ano de 2017 foram produzidos no México 26,8
milhões de litros de vinho, dos quais 58% de vinho tinto, 14% de vinho branco, 12% de espumantes e 15%
de outros tipos de vinho. O consumo de vinho no México ainda é baixo em relação a outros países da
região, mas desde o ano 2000 subiu 184%, chegando a 1,3 litros per capita. No entanto, os mexicanos
preferem os vinhos locais, 29% dos vinhos consumidos são provenientes de vinhedos mexicanos, seguidos
de 23% de vinhos da Espanha, 13% de vinhos do Chile e, os 35% restantes provêm dos Estados Unidos,
Itália, França e Argentina.

16
Cachaça e tequila

Os governos do Brasil e do México, a fim de garantir a proteção da Tequila (bebida alcoólica regional do
México, produzida conforme sua legislação nacional11), e da Cachaça (denominação típica e exclusiva da
aguardente de cana produzida no Brasil, conforme sua legislação12) como indicações geográficas13 e
produtos distintivos, assinaram um acordo em 201614 para prevenir o uso indevido de tais nomes.

Cerveja

O mercado da cerveja é um dos mais relevantes entre os subsetores de alimentos e bebidas no México.
Tradicionalmente, foi dominado pelas grandes cervejarias, Cuauhtémoc-Heineken e o Grupo Modelo, por
meio de suas extensas e profundas redes de distribuição. No entanto, as cervejas artesanais ganharam
relevância no mercado, visto que passaram de 10.594 hectolitros em 2011 para 166.069 hectolitros em
2017 (Deloitte).

3.2 COMÉRCIO EXTERIOR

Intercâmbio bilateral

Dada a necessidade de fortalecer o processo de integração da América Latina, o México e o Brasil


assinaram o Acordo de Complementação Econômica nº 53 (ACE nº 53), no marco do Tratado de
Montevidéu de 1980. Este acordo tem como objetivo estabelecer as normas e disciplinas para as relações
econômicas e comerciais; alavancar o desenvolvimento e a diversificação das correntes de comércio;
estimular os fluxos de investimento e incentivar a participação dos setores privados das Partes.

Outro acordo que favorece as relações entre ambos os países é o Acordo de Complementação Econômica
nº 55 (ACE nº 55), o qual rege o setor automotor entre o México e os países membros do Mercosul, pois

11
Obtida pela destilação de caldos, preparados direta e originalmente do material extraído, nas instalações da fábrica de um Produtor Autorizado
de Tequila; a qual deve estar localizada no território compreendido na Declaração, derivados das cabeças de Agave da espécie tequilana
weber variedade azul, prévia ou posteriormente hidrolisadas ou cozidas, e submetidas a fermentação alcoólica com leveduras, cultivadas ou não,
e esses caldos podem ser enriquecidos e misturados conjuntamente na formulação com outros açúcares em uma proporção não superior a 49%
de açúcares redutores totais expressos em unidades de massa, nos termos estabelecidos na Norma Oficial Mexicana da Tequila e no
entendimento de que não são permitidas as misturas a frio. A Tequila é um líquido que pode ter cor, quando for envelhecida, ou quando for
adicionado caramelo ou um corante específico. À Tequila podem ser adicionados aditivos alimentares permitidos pela Secretaria da Saúde do
México, com o objetivo de proporcionar ou intensificar sua cor, aroma e/ou sabor.
12
com teor alcoólico entre 38 e 48% em volume a 20 °C, obtida pela destilação do caldo fermentado da cana de açúcar com características
organolépticas peculiares.
13 Uma indicação geográfica é um selo utilizado para produtos com uma origem geográfica concreta e cujas qualidades, reputação e características

se devem essencialmente a seu local de origem. Para constituir uma indicação geográfica, um selo deve identificar um produto como originário
de um local determinado. Além disso, é preciso que as qualidades, características ou reputação do produto se devam essencialmente ao local de
origem. Uma vez que as qualidades dependem do local geográfico de produção, existe um claro vínculo entre o produto e o local original de
produção.
14
https://legis.senado.leg.br/diarios/BuscaDiario?codDiario=21441&paginaDireta=370#diario.

17
nele se negociam bilateralmente as quotas de importação anual para a entrada de automóveis livre de
tarifas. Atualmente, já há o livre comércio entre Brasil e México para o setor automotivo.

Também foi assinado o ACE nº 54 entre o México e o Mercosul, que é um acordo marco formado pelo
ACE nº 53 e pelo ACE nº 55.

COMÉRCIO BILATERAL ENTRE O MÉXICO E O BRASIL


(INCLUI TODAS AS CLASSIFICAÇÕES TARIFÁRIAS)

O México exporta para o Brasil O México importa do Brasil Balança comercial

$ 7.000.000
$ 6.000.000
$ 5.000.000
Milhares de dólares

$ 4.000.000
$ 3.000.000
$ 2.000.000
$ 1.000.000
$-
-$ 1.000.000 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
-$ 2.000.000
-$ 3.000.000

Fonte: UN Comtrade (TradeMap). Elaboração: Ronderos e Cárdenas

Cabe destacar que o México busca fortalecer ainda mais suas relações comerciais com o Brasil, por isso
decidiu manifestar seu interesse em negociar um Acordo para a Proteção e Promoção Recíproca dos
Investimentos (APPRI), que permitirá melhorar e aumentar a relação bilateral, já que o Brasil se
consolidou como o primeiro parceiro comercial e o segundo investidor no México entre os países da
América Latina.

A seguir, apresentamos os setores que concentram o Intercâmbio comercial entre ambos os países em
2018.

Descrição do produto O México exporta para o Brasil O México importa do Brasil

Veículos automóveis, tratores,


87 velocípedes e demais veículos terrestres, -
suas peças e acessórios

18
Reatores nucleares, caldeiras, máquinas,
84 aparelhos e artefatos mecânicos; peças dessas -
máquinas ou aparelhos

Máquinas, aparelhos e material elétrico,


e suas peças; aparelhos de gravação ou
reprodução de som, aparelhos de
85 -
gravação ou reprodução de som e
imagem em televisão, e as peças e
acessórios desses aparelhos
Reatores nucleares, caldeiras, máquinas,
84 - aparelhos e artefatos mecânicos; peças dessas
máquinas ou aparelhos

-
72
Fundição, ferro e aço

Veículos automóveis, tratores, velocípedes e


87 - demais veículos terrestres, suas peças e
acessórios
Fontes: Departamento Administrativo Nacional de Estatística (DANE); Superintendência Financeira da Colômbia; Banco Mundial; UN Comtrade
(TradeMap).

Balança Comercial

Ao analisar a balança comercial mexicana, observamos que esta apresentou um superávit no setor de
“bebidas alcoólicas e não alcoólicas”, uma vez que as exportações cresceram em média 10,75% enquanto
as importações, 6,25%. Da mesma forma, o México mantém um excedente com o Brasil nesse setor.

Balança comercial entre o México e o Brasil


(Itens do estudo)
$ 35.000

$ 30.000
Milhares de dólares

$ 25.000

$ 20.000

$ 15.000

$ 10.000

$ 5.000

$-
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
Exportações Importações Balança Comercial Intercâmbio Comercial

Fonte: UN Comtrade (TradeMap). Elaboração: Ronderos e Cárdenas

19
Importações mexicanas

Durante a década de 80, as importações foram frequentemente objeto de uma política comercial
restritiva e influenciada por uma série de grandes desvalorizações. Não obstante, ao entrar para o Acordo
Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT), a maior parte das restrições tarifárias foi removida e
as onerações foram reduzidas. Quanto aos itens do estudo, o México, no ano de 2018, importou 0,89%
do Brasil. Cabe destacar que, desde o ano de 2016 as importações diminuíram em média 34,14%, devido
às medidas de arrecadação de impostos aplicadas a alguns bens do estudo. A seguir, mostramos as
classificações tarifárias que o Brasil mais vende para o México e os produtos mais comprados pelo México
do mundo, dentre os produtos foco deste estudo, em 2018.

Classificação
Descrição Classificação Tarifária Brasil (mil) Mundo (mil)
Tarifária

Sucos de frutas ou outros frutos (incluindo o mosto de uva)


ou de hortaliças, sem fermentar e sem a adição de álcool,
2009.79.99 USD 298 USD 17.616
inclusive com adição de açúcar ou outro edulcorante: suco
de maçã: os demais.

Sucos de frutas ou outros frutos (incluindo o mosto de uva) ou de


hortaliças, sem fermentar e sem a adição de álcool, inclusive com
2009.89.99 USD 156 USD 8.385
adição de açúcar ou outro edulcorante: suco de qualquer outra
fruta ou hortaliça: os demais.

0903.00.01 Erva-mate USD 149 USD 592


2203.00.01 Cerveja de malte 0 USD 203.279

Álcool etílico sem desnaturalizar com grau alcoólico


volumétrico inferior a 80% vol.; aguardentes, licores e
demais bebidas alcoólicas: Whisky, cujo grau alcoólico seja
igual ou superior a 40 graus centesimais Gay-Lussac,
2208.30.03 destilado a menos de 94.8% vol., de forma que o produto 0 USD 165.300
da destilação tenha um aroma e um sabor procedente das
matérias-primas utilizadas, envelhecido, como mínimo,
durante três anos em tonéis de madeira de menos de 700
litros de capacidade, em vasilhas de barro, louça ou vidro.

20
Vinho de uvas frescas, inclusive o fortificado; mosto de uva,
exceto o da classificação 20.09: Os demais vinhos; mosto de uva
em que a fermentação foi impedida ou cortada mediante a
adição de álcool: Em recipientes com capacidade inferior ou igual
2204.21.02 0 USD 154.841
a 2 litros: vinho tinto, rosé, claret ou branco, cujo grau alcoólico
seja de até 14% Alc. Vol. a uma temperatura de 20 °C
(equivalente a 14 graus centesimais Gay-Lussac a uma
temperatura de 15 °C), em vasilha de barro, louça ou vidro.

Fonte: UN Comtrade (TradeMap). Elaboração: Ronderos e Cárdenas

4. ACESSO A MERCADO
O estudo da estrutura do Estado faz-se necessário para acessar o mercado mexicano, uma vez que
obedece à organização de aparatos administrativos que dão origem às instituições de caráter público.
Essa análise tem um interesse especial, pois permite compreender as instituições e os diversos atores que
lidam com o comércio internacional, bem como os processos que devem ser realizados na hora de
exportar para o México.

4.1 STAKEHOLDERS PÚBLICOS

Secretaria da Economia

A Secretaria da Economia15 do México faz parte do gabinete da Presidência da República e é responsável


pelo projeto, planejamento e execução da política em matéria de desenvolvimento econômico e dentro
desse espectro de competência, tem a faculdade de expedir a regulação relativa à indústria, ao comércio
e à prestação de serviços.

Em matéria comercial, a Secretaria da Economia trabalha lado a lado com a Secretaria de Fazenda no
projeto da política tarifária e no estabelecimento de encargo ou imposto às atividades de comércio
internacional. Em relação ao setor industrial, também tem competência na fiscalização dos preços dos
produtos e serviços e, na inspeção de normas relativas à sua comercialização. Da mesma forma, é
responsável pela Procuradoria Federal do Consumidor que é a entidade encarregada de zelar pela
proteção dos direitos dos consumidores.

Cabe destacar que esta Secretaria é responsável pelo incentivo às micro, pequenas e médias empresas e,
que dela dependem várias Subsecretarias, as quais têm competência para os assuntos relevantes do setor

15 O Artigo 34 da Lei Orgânica da Administração Pública Federal estabelece as funções da Secretaria da Economia
(http://www.ordenjuridico.gob.mx/Documentos/Federal/pdf/wo13235.pdf).

21
de bebidas alcoólicas e não alcoólicas, sendo elas a Subsecretaria de Comércio Exterior e a Subsecretaria
da Indústria e Comércio.

a. Subsecretaria de Comércio Exterior da Secretaria da Economia

A Subsecretaria de Comércio Exterior tem competência em matéria de negociação e administração dos


acordos comerciais e de investimento. Por isso, é responsável pela definição da política comercial.

b. Subsecretaria da Indústria e Comércio

A Subsecretaria da Indústria e Comércio é responsável pelo desenvolvimento econômico sustentável do


país. O governo mexicano fixou como pilar da função desta subsecretaria o incentivo à inovação, à
competitividade, à produtividade e à concorrência dentro de um contexto global. Em relação à
produtividade, as prioridades são: i) fomento industrial; ii) fortalecimento do mercado interno; iii)
promoção da inovação; iv) aumento da digitalização nas empresas e v) proteção da economia familiar.

Secretaria da Fazenda e Crédito Público

Assim como a Secretaria da Economia, a Secretaria da Fazenda e Crédito Público faz parte do poder
executivo mexicano. Esta carteira é responsável pelo projeto da política econômica, pelo Orçamento da
Nação, pela Lei da Receita e pelo Plano Nacional de Desenvolvimento, entre outros instrumentos de
gestão macroeconômica. Além de ter competência em matéria fiscal, a Secretaria da Fazenda também
opera como o órgão máximo das aduanas.

Em matéria de bebidas alcoólicas, a Secretaria da Fazenda expede os rótulos que marcam as garrafas
desse tipo de bebidas. Os rótulos indicam que a bebida tem procedência lícita, e que os impostos
correspondentes foram pagos.

A solicitação de rótulos deve ser apresentada antes de realizar as atividades de produção, fabricação ou
envase de bebidas alcoólicas nacionais. O requisito do rótulo também se aplica às bebidas alcoólicas
importadas. Cabe mencionar que o Serviço de Administração Tributária anunciou o projeto de
implementação do rótulo eletrônico, cuja primeira fase abrangerá os importadores desse tipo de bebidas.

Secretaria da Saúde

As competências da Secretaria da Saúde giram em torno de dois eixos fundamentais: a prevenção de


doenças e a promoção da saúde dos mexicanos.

Quanto à estrutura organizacional, destacamos a Subsecretaria de Prevenção da Saúde e a Direção Geral


de Planejamento e Desenvolvimento em Saúde. Enfatizamos ainda o papel da Comissão Federal para a

22
Proteção contra Riscos Sanitários que está relacionado à Secretaria da Saúde (COFEPRIS). Esta Comissão
tem a função de proteger a população contra riscos na saúde derivados do uso de bens e serviços, nessa
função cumpre ações técnicas, operacionais e regulatórias.

As áreas do COFEPRIS que são relevantes para o setor são a Comissão de Autorização Sanitária, a
Coordenação Geral do Sistema Federal Sanitário, a Comissão de Evidência e Gestão de Riscos e a Comissão
de Controle Analítico e Ampliação da Cobertura.

Instituto Mexicano de Propriedade Industrial (IMPI)

O IMPI é a autoridade mexicana em matéria de propriedade industrial e é responsável pelo registro de


marcas e patentes. Conta ainda com um programa de informação tecnológica que permite aos cidadãos
acessar a informação internacional sobre a propriedade industrial. Além disso, atende ações de nulidade
de particulares contra registros previamente concedidos.

Serviço de Administração Tributária (SAT)

O SAT é responsável pela arrecadação dos impostos federais e fiscaliza a aplicação tanto do regime fiscal
quanto do aduaneiro. No interior do SAT se encontram as administrações gerais de aduanas, serviços ao
contribuinte, auditoria de impostos federais, grandes contribuintes, entre outras. Esta entidade tem
competência para expedir resoluções de carácter geral em matéria aduaneira, regulando aspectos
relativos aos procedimentos de importação e exportação de mercadorias. Entre suas competências,
destacamos que a aduana exerce controle de marcas registradas na fronteira. De acordo com as fontes
consultadas, esta é uma ferramenta útil para o controle do contrabando de bebidas alcoólicas e para o
controle da importação de marcas falsas.

Comissão Federal de Competência Econômica (COFEDE)

O COFEDE é um órgão autônomo da administração mexicana, que desempenha a função de autoridade


de competência. Seus principais objetivos são promover, proteger e garantir a concorrência, assim como
prevenir, investigar e combater as práticas monopólicas e outras práticas restritivas da livre concorrência.

23
4.2 STAKEHOLDERS PRIVADOS

Sistema de diálogo com a sociedade civil

De acordo com as fontes consultadas no setor de bebidas, até dezembro de 2018 a comunicação entre a
indústria e o Governo Federal era muito fluida, por isso, o relacionamento se dava tanto para assuntos
técnicos quanto políticos. No entanto, a mudança de governo afetou as relações com o setor empresarial.
Por sua vez, a discussão de assuntos regulatórios durante o ano de 2019 foi formal, pois os stakeholders
buscaram a composição de mesas de trabalho técnico, a fim de recuperar o trabalho conjunto realizado
anteriormente, principalmente com a Secretaria da Economia.

Do ponto de vista regulatório, a Lei de Juntas Comerciais e suas Confederações16 regula a constituição e o
funcionamento desse tipo de organização do setor privado, porém não há norma para regular o sistema
de diálogo com as organizações públicas.

A seguir, relacionamos as instituições privadas mais relevantes para o setor de bebidas alcoólicas e não
alcoólicas:

Associação Nacional de Produtores de Refrigerantes e Águas Carbonatadas


(Anprac)

A Anprac é a principal organização de representação do setor de bebidas não alcoólicas. Foi fundada em
1945 e conta com 99 afiliados, que oferecem uma ampla variedade de produtos, incluindo: i) água
engarrafada; ii) águas aromatizadas; iii) bebidas sem calorias ou baixas em calorias e iv) refrigerantes. Suas
atividades se concentram principalmente na representação do setor frente aos diferentes órgãos
mexicanos, por isso participam ativamente no trâmite legislativo e nos projetos de regulação do
executivo.

Conselho Mexicano da Indústria de Produtos de Consumo (Conmexico)

Esta organização reúne 45 empresas do setor de bebidas alcoólicas e não alcoólicas, assim como empresas
do setor de alimentos e de produtos de cuidado pessoal e do lar.

O Conmexico tem como objetivo incentivar o desenvolvimento rentável da indústria de bens de consumo,
motivo pelo qual conta com uma representação em assuntos relacionados à proteção dos direitos dos
consumidores. As linhas de ação do Conmexico são: i) assuntos regulatórios; ii) vínculo institucional; iii)
práticas comerciais; iv) saúde e bem-estar e v) sustentabilidade.

16
Lei de Juntas Comerciais e suas Confederações (http://www.diputados.gob.mx/LeiesBiblio/pdf/LCEC_120419.pdf).

24
Confederação de Juntas Industriais (Concamin)

A Concamin é uma organização cúpula dos setores industriais mexicanos. Reúne diferentes organizações
associativas e trabalha na representação da indústria em assuntos transversais, relativos ao
desenvolvimento sustentável do setor.

A Concamin, junto com outras seis organizações empresariais, forma parte do Conselho Coordenador
Empresarial. Este último atua como órgão de representação e interlocução dos empresários mexicanos
de diferentes setores, com o objetivo de contribuir para o crescimento econômico e a competitividade.

Comissão para a Indústria de Vinhos e Licores (CIVyL)

A CIVyL é uma entidade sem fins lucrativos que agrupa os principais atores do mercado de bebidas
alcoólicas (diferentes das bebidas tradicionais como tequila e mescal). O fim principal da CIVyL é
representar a indústria perante as instâncias públicas e outras organizações do setor privado.

Esta organização tem como eixos de trabalho: i) combater o mercado ilegal de licor; ii) gerar práticas de
marketing responsável; iii) participar no desenho de políticas públicas no mercado de bebidas alcoólicas
com uma visão de benefício para os consumidores.

Conselho Regulador da Tequila (CRT)

O CRT é uma organização privada que desempenha funções de verificação e certificação do cumprimento
da Norma Oficial da Tequila (NOM-006-SCFI-2012)17, por tanto, garante ao consumidor a autenticidade
do produto. Esta organização trabalha ainda a favor de salvaguardar a denominação da origem da tequila
e servir de gerador e gestor de informações sobre o setor.

Conselho Regulador do Mescal (CRM)

O CRM é a organização responsável pela certificação do mescal de acordo com a Norma Oficial Mexicana
(NOM-070-SCFI-199418). A finalidade desta organização é salvaguardar a denominação da origem do
mescal e garantir ao consumidor a autenticidade do produto.

17 Norma Oficial mexicana de bebidas alcoólicas- tequila


(https://www.dof.gob.mx/busqueda_detalle.php?vienede=avanzada&busqueda_cuerpo=&BUSCAR_EM=T&textobusqueda=NOM-006-SCFI-
2012&TIPO_TEXTO=E&dfecha=02%2F01%2F2012&choosePeriodDate=D&hfecha=28%2F12%2F2012&orga%5B%5D=TODOS%2C0).
18
Norma Oficial mexicana de bebidas alcoólicas- mescal (http://www.colpos.mx/bancodenormas/noficiales/NOM-070-SCFI-1994.PDF).

25
Código de conduta formal

No México não existe um código de conduta formal. As fontes consultadas afirmam que os mecanismos
de diálogo entre o setor público e o privado estão em processo de reconstrução desde a chegada do novo
governo, pós eleições. Não obstante, foram apresentados projetos de lei perante o legislativo que visam
regular o lobby.

Líderes de opinião

Além das organizações supracitadas, também são relevantes no mercado mexicano as seguintes
instituições:

∙ Entre as instituições universitárias se destacam: Tecnológico de Monterrey, Instituto Autônomo do


México e a Universidade Autônoma de Nuevo León.
∙ De acordo com as fontes consultadas, a cultura do “think tank” no México é muito limitada. A
Confederação de Câmaras Industriais do México e o Conselho Coordenador Empresarial, junto com o
Instituto Mexicano da Competitividade, desenvolveram estudos em matéria econômica que suprem,
de certa forma, essa função.
∙ Também se destaca o Centro de Estudos Econômicos do Setor Privado, já que é um centro de pesquisa
do qual se espera que se torne o “think tank” do setor empresarial.
∙ O Poder do Consumidor é uma associação civil que visa a promoção dos direitos dos consumidores e
do consumo responsável. Uma das linhas de trabalho desta associação é a alimentação saudável, que
visa diminuir o consumo de junk food nos centros educacionais.

4.3 INSTITUIÇÕES REGULADORAS

Os principais reguladores do setor são a Secretaria da Economia e a Secretaria da Saúde. As fontes


consultadas destacam a interferência da Comissão Federal para a Proteção Contra Riscos Sanitários
vinculada com o Departamento de Regulação e Fomento Sanitário da Secretaria de Saúde.

Fluxo dos processos regulatórios

O governo mexicano conta com uma comissão dedicada à melhoria regulatória, a qual está vinculada à
Secretaria de Economia e se chama Comissão Nacional de Melhoria Regulatória “Conamer”. Suas funções
principais são as seguintes: i) melhorar a regulação; ii) simplificar trâmites e serviços; iii) contribuir para a
transparência na elaboração e aplicação de trâmites e serviços.

26
O seu marco legal é a Lei Geral de Melhoria Regulatória19. Essa lei coloca a obrigação de apresentar a
agenda regulatória das instituições à Conamer durante os primeiros cinco dias dos meses de maio e
novembro de cada ano. Esta agenda, por sua vez, estará sujeita a uma consulta pública por um período
de vinte dias.

A Lei implica ainda na obrigação de realizar uma análise de impacto regulatório, uma vez que é preciso
constatar que os benefícios das regulações sejam superiores a seus custos e que sejam a melhor
alternativa para atender a problemática abordada.

De acordo com o procedimento estabelecido pela Lei Geral de Melhoria Regulatória, as instituições devem
apresentar a proposta de melhoria regulatória à autoridade, junto com a análise de impacto regulatório,
como mínimo, 30 dias antes de sua publicação. Posteriormente será aplicado um procedimento de
avaliação e ajustes da proposta de regulação.

A seguir, mostramos um gráfico com o resumo do processo regulatório:

Apresentação da
• A proposta deve proposta e da
• Participação cidadã
incluir a análise do análise de impacto segundo o critério Revisão jurídica por
impacto regulatório "Conamer" da Secretaria cada Secretaria e, a
correspondente seguir, pela
• A autoridade de Assessoria Jurídica
Proposta melhoria regulatória Nacional e
avalia e sugere
regulatória Publicação do expedição da
ajustes
projeto regulação

19
Lei Geral da Melhoria Regulatória (http://www.diputados.gob.mx/LeiesBiblio/pdf/LGMR_180518.pdf).

27
4.4 REQUISITOS REGULATÓRIOS PARA O ACESSO AO MERCADO

Impostos

No documento “Impostos e tarifas” (Anexo 2), apresentamos o valor do Imposto do Valor Agregado (IVA)
de cada produto e sua correspondente norma, para que o exportador possa conhecer sua carga fiscal e
avaliar sua competitividade frente ao mercado.

No mesmo Anexo 2 são apresentadas as tarifas de importação aplicadas para os produtos foco desse
estudo, com origem no Brasil, em comparação com os principais concorrentes.

Normas, regulações e trâmites

A legislação aduaneira (Diário Oficial da Federação 20/04/201520) determina os impostos gerais de


importação e exportação; as demais leis e ordenamentos aplicáveis que regulam a entrada e saída de
mercadorias no território nacional e os meios em que estas são transportadas; o despacho aduaneiro e
os fatos ou atos que derivem dele.

Cabe destacar que esta Lei é a base e o corpo mais importante para a legislação aduaneira, no entanto, é
composta por todas as normas que a regulamentam, modificam ou adicionam, tal como é o caso das
Regras Gerais de Comércio Exterior21, que divulgam, agrupam e facilitam o conhecimento das disposições,
de carácter geral, ditadas pelas Autoridades Aduaneiras e Fiscais em matéria de comércio. Essas regras
dizem respeito às contribuições, receitas federais, infrações e sanções que devem ser aplicadas em virtude
das operações de comércio internacional.

A fim de desenvolver uma maior aproximação ao regime de importação, é necessário remeter ao Título I
(artigos 1-7), que se refere à aplicação e os princípios gerais da exportação e importação, bem como as
relativas funções de cada uma das autoridades aduaneiras que participam dessas atividades. Além disso,
estipula os diferentes valores e quantias de multas pela violação de alguma norma e informa sobre
qualquer trâmite que deva passar mediante um documento eletrônico e notificação eletrônica. Da mesma
forma, é preciso revisar o Título II (artigos 8- 40) que trata da entrada, saída e controle das mercadorias,
e das características de cada tipo de transporte (marítimo, aéreo, fluvial, ferroviário e terrestre), assim
como das particularidades do processo de carga e descarga. Por sua vez, o Título III (artigos 77-138)
apresenta informações detalhadas sobre a documentação relacionada às operações de comércio exterior,
inclusive para cópia ou comparação com a informação transmitida em Documento Eletrônico ou Digital.
Além disso, inclui informações concernentes à base tributável das importações.

20
Lei Aduaneira (http://www.dof.gob.mx/nota_detalle.php?codigo=5389356&fecha=20/04/2015).
21 Regras Gerais de Comércio Exterior (dof.gob.mx/nota_to_doc.php%3Fcodnota%3D5508121).

28
A Lei Aduaneira estabelece que são obrigados a cumprir as disposições aqueles que introduzem ou retiram
mercadorias do território nacional, sejam eles os proprietários, titulares, detentores, consignatários,
destinatários, remetentes, representantes, agentes aduaneiros, agências aduaneiras ou qualquer pessoa
que intervenha na introdução, extração, custódia, armazenagem, gestão e posse das mercadorias ou nos
fatos ou atos. Da mesma forma, dispõe que os contribuintes, responsáveis solidários e terceiros deverão
disponibilizar, para a Autoridade Aduaneira, quando esta assim o solicitar, a documentação relacionada
às operações de comércio exterior, inclusive para cópia e comparação com a informação transmitida em
Documento Eletrônico ou Digital (artigo 77, Lei Aduaneira).

Feita esta ressalva, o exportador brasileiro deverá atender algumas formalidades aduaneiras. Um exemplo
disso é o fornecimento das informações do produto para que o importador ou agente aduaneiro realize
os diferentes trâmites no Serviço de Administração Tributária, Secretaria da Economia, Secretaria da
Saúde, etc.

Cabe mencionar que, caso a importação de mercadorias seja realizada sob um tratamento tarifário
preferencial amparado por algum Acordo ou Tratado Internacional do qual faça parte o México, o
importador deverá conservar o original do certificado de origem que ampara as mercadorias importadas,
assim como os demais documentos estabelecidos pelos Acordos e Tratados Internacionais para a
obtenção do tratamento tarifário preferencial, salvo quando esses documentos sejam emitidos para
vários importadores, nesse caso, deverão conservar uma cópia destes.

No cumprimento de suas funções, o Governo Federal garante que a comercialização dos produtos no
território nacional atenda aos requisitos para a proteção do consumidor. Por isso adotou a criação de
autoridades sanitárias e as recomendações de organismos internacionais como a Organização das Nações
Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO); a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Comissão do
Codex Alimentarius, entre outros. Isso a fim de proteger a saúde nos termos do artigo 4o da Constituição
Política dos Estados Mexicanos, que estabelece as bases e modalidades para o acesso aos serviços de
saúde e a convergência da Federação e as entidades federativas em matéria de salubridade geral (Lei
Geral da Saúde22).

O México conta com um Regulamento de Controle Sanitário de Produtos e Serviços23, o qual tem como
objetivo a regulação, o controle e o fomento sanitário do processo de importação e exportação, assim
como das atividades, serviços e estabelecimentos relacionados às bebidas não alcoólicas, produtos para
sua preparação e seu congelamento24 e bebidas alcoólicas25, entre outros. Este ordenamento define o que
são bebidas alcoólicas e regula sua publicidade. Entre as matérias reguladas constam a rotulagem, o
transporte, os estabelecimentos, as áreas de produção, a extração e a manipulação, a venda, etc.

22 Lei Geral da Saúde (http://www.saúde.gob.mx/cnts/pdfs/LEI_GERAL_DE_SAÚDE.pdf).


23 Regulamento de Controle Sanitário de Produtos e Serviços (http://www.saúde.gob.mx/unidades/cdi/nom/compi/rcsps.html).
24 Compreende: i) águas engarrafadas, ii) bebidas aromatizadas não alcoólicas, iii) congelados dos anteriores, iv) pó e, v) xarope.
25
Compreende: i) bebidas fermentadas, ii) bebidas destiladas, iii) licores e iv) bebidas alcoólicas preparadas e coquetéis.

29
Em termos específicos, as classificações aduaneiras 0900.30.01 (erva-mate) e 2202.90.04 (água, incluindo
a água mineral e a água com gás, com adição de açúcar ou outro edulcorante ou a água aromatizada, e
demais bebidas não alcoólicas, exceto os sucos de frutas ou outros frutos o de hortaliças da classificação
20.09.) requerem o Certificado Fitossanitário para as mercadorias de origem vegetal, reguladas pela
Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural, emitido pelo SENASICA nos pontos de entrada ao
México. Cabe destacar, que antes de realizar a solicitação, é preciso consultar os requisitos, seus produtos
e subprodutos, que podem ser encontrados no “Módulo de Consulta e Requisitos Fitossanitários para a
Importação26”. Caso os requisitos não se encontrem lá, será preciso realizar o trâmite SENASICA-02-022
“Solicitação de requisitos que não se encontram no Módulo de Requisitos Fitossanitários para a
Importação27” conforme o estabelecido.

Por outro lado, a Secretaria da Economia e a Secretaria da Saúde, por meio da Direção Geral de Normas
e da Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários, emite as “Especificações gerais de
rotulagem28 para alimentos e bebidas não alcoólicas pré-envasados”, em “Informação comercial e
sanitária29” que contém a rotulagem para produtos de fabricação nacional ou estrangeira. Da mesma
forma, regulam o abastecimento de água para uso e consumo humano com qualidade adequada por meio
da NOM-127-SSA1-199430, que visa prevenir a transmissão de doenças gastrointestinais e garantir e
preservar a qualidade da água nos sistemas, até a entrega ao consumidor. A norma estabelece os limites
permitidos quanto a suas características microbiológicas, físicas, organolépticas, químicas e radiativas.

As bebidas alcoólicas são amparadas pela NOM-142-SSA1/SCFI-201431 que estabelece as especificações


sanitárias e as disposições da rotulagem sanitária e comercial no território nacional. Cabe destacar, que
esta norma é de observância obrigatória em todo o país tanto para as pessoas físicas quanto para as
jurídicas que se dedicam ao processo ou à importação de bebidas alcoólicas. Na elaboração dos produtos
objeto dessa Norma, a água empregada deve ser para consumo humano e atender o que determina a
Norma Oficial. Além disso, como matéria-prima somente se permite o uso de álcool etílico de origem
vegetal cujo conteúdo de produtos secundários não exceda as seguintes especificações:

26 Módulo de Consulta e Requisitos Fitossanitários para a Importação (https://sistemasssl.senasica.gob.mx/mcrfi/).


27 Solicitação de requisitos que não se encontrem no Módulo de Requisitos Fitossanitários para a Importação
https://www.gob.mx/tramites/ficha/solicitud-de-requisitos-fitosanitarios-que-no-se-encuentren-en-el-modulo-de-requisitos-fitosanitarios-
para-la-importacion/SENASICA4836.
28 Etiqueta: Qualquer rótulo, inscrição, imagem ou outra matéria descritiva ou gráfica, escrita, impressa, marcada, gravada em alto ou baixo
relevo, aderida, sobreposta ou fixada ao envase do produto pré-envasado ou, quando não seja possível pelas características do produto, à
embalagem.
29 Especificações gerais de rotulagem para alimentos e bebidas não alcoólicas pré-envasados - Informação comercial e sanitária (NOM-051-
SCFI/SSA1-2010, modificada por NOM-030-SCFI-2006).
30 NOM-127-SSA1-1994 (https://sswm.info/sites/default/files/reference_attachments/CCNNRFS%202000.%20NOM-127-SSA1-
1994%202000.%20Norma%20Agua%20para%20uso%20y%20consumo%20humano.pdf).
31
Rotulagem de bebidas alcoólicas (https://www.dof.gob.mx/nota_detalle.php?codigo=5386313&fecha=23/03/2015).

30
Especificações Limite máximo (mg/100 ml de álcool anidro)

Metanol 100

Aldeídos 30

Furfural 5

Álcoois superiores 200


Fonte: NOM-142-SSA1/SCFI-2014

∙ As bebidas alcoólicas, exceto as fermentadas, devem atender as seguintes especificações:

Especificações Limite máximo (mg/100 ml de álcool anidro)

Metanol 300
Aldeídos 40
Furfural 5
Álcoois superiores 500,0*
*O limite máximo de álcoois superiores para o Whisky e o Conhaque não deve exceder 1000 mg/1000 ml de álcool anidro. Fonte: NOM-142-
SSA1/SCFI-2014

∙ As bebidas alcoólicas fermentadas devem atender as seguintes especificações:

Especificações Limite máximo (mg/100 ml de álcool anidro)

Metanol 300

Fonte: NOM-142-SSA1/SCFI-2014

∙ As bebidas alcoólicas devem atender as seguintes especificações no que se refere a contaminação por
metais pesados e metaloides:

Especificações Limite máximo (mg/l)


Chumbo (Pb) 0,5
Arsênico (As) 0,5
Fonte: NOM-142-SSA1/SCFI-2014

31
∙ As bebidas alcoólicas destiladas devem proceder de caldo(s) de origem vegetal;
∙ Bebidas com baixo teor energético (são aquelas cujo teor energético é, no mínimo, 24% menor em
comparação com a bebida alcoólica original);
∙ Ingredientes opcionais (folha de ouro, variedades de chile, vermes do agave, frutas, arbusto gelado,
entre outros, desde que não representem um risco para a saúde);
∙ Aditivos para alimentos (aditivos e coadjuvantes definidos na Norma);
∙ Para o caso dos vinhos, é permitido o emprego de serragem e de técnicas de micro-oxigenação sob
as seguintes condições:

o Na hipótese de usar serragem para a elaboração dos vinhos, devem atender-se as


seguintes especificações: i) a dimensão das partículas de madeira deve ser tal que, pelo menos,
95% delas, expresso em peso, sejam retidas por uma peneira com tela de 2 mm, isto é, tela 9;
ii) a serragem não deve ter sofrido nenhum tratamento químico, enzimático ou físico, exceto
do tostado, e iii) não é permitido adicionar produto algum para aumentar seu poder aromatizante
natural ou seus compostos fenólicos extraíveis e não deve liberar substâncias em concentrações
que possam causar riscos à saúde.
o A micro-oxigenação pode ser realizada uma vez que a fermentação alcoólica do vinho tenha
terminado.
o Permite-se uma tolerância entre o valor declarado e o valor obtido analiticamente para todas
as bebidas alcoólicas de 0,5% alc. vol.; e de 0,8% alc. vol. para os vinhos.

Dado que o processo de importação requer o cumprimento da normatividade mencionada


anteriormente, recomenda-se reunir antecipadamente cada um dos documentos exigidos, uma vez que
o importador ou o agente aduaneiro deverá transmitir esses dados para a Autoridade Aduaneira mediante
o Sistema Eletrônico Aduaneiro (SEA), no mínimo, 24 horas antes da chegada da mercadoria ao país. Por
isso, lembramos utilizar as declarações, avisos e formulários aprovados pelo SAT disponíveis no Portal32,
os quais são de livre impressão; salvo os seguintes formulários que deverão ser proporcionados pelas
Autoridades Aduaneiras e, em algum caso, pelas empresas que prestam o serviço internacional de
transporte de passageiros ou as que prestam o serviço de processamento eletrônico de dados e serviços
relacionados:

∙ Declaração de aduana para passageiros procedentes do estrangeiro


∙ Declaração de dinheiro na saída de passageiros
∙ Pagamento de contribuições ao comércio exterior
∙ Requerimento (pedimento) de importação temporária de reboques, semirreboques e porta-
contêineres

Cabe destacar, que as declarações ou avisos devem ser apresentados mediante um formulário que deverá
conter todos os dados exigidos, assim como a documentação original anexada, cópias simples e/ou
autenticadas ou em documento digital, conforme o determinado para o formulário em questão. Para os

32
Portal SAT (http://omawww.sat.gob.mx/aduanas/Portal/index.html#!/carga).

32
casos em que for solicitado anexar informação por meio de escrita livre, esta deverá conter os requisitos
estabelecidos nos artigos 18 e 18-A do Código Fiscal da Federação. Se o trâmite for efetuado por meio do
Portal Digital, deverá ser realizado conforme o previsto no artigo 6o da Lei Aduaneira e, a vigência dos
selos digitais estará sujeita à “e.firma33” (assinatura eletrônica) do responsável.

Nos casos indicados anteriormente, as autoridades poderão requerer dos responsáveis solidários e
terceiros, o original ou cópia certificada do documento correspondente, a fim de comprovar a informação
e a documentação. Da mesma forma, poderá ser realizada a análise da amostra com o objetivo de
identificar a mercadoria e de comprovar que esta esteja declarada corretamente. Para isso, será emitido
um parecer técnico e, se este conferir com os dados proporcionados pelo solicitante, o interessado
receberá uma notificação com o número de mercadoria que o identifica como inscrito no registro. Este
número deverá ser informado no Requerimento (Pedimento) ou Aviso Consolidado cada vez que for
registrada uma operação de comércio exterior com esta mercadoria. Convém ressaltar, que este parecer
técnico deverá ser emitido no prazo de um mês, contado a partir do cumprimento de todos os requisitos
e após a confirmação do pagamento dos direitos de análise de laboratórios a que se refere a Lei Federal
de Direitos.

O registro concedido terá vigência de um ano, prazo que poderá ser renovado por um período igual,
sempre que seja solicitado, no mínimo, 45 dias antes do vencimento. Caso não seja apresentada a
solicitação de renovação do registro no prazo estabelecido, a sua autorização não procederá e será
necessário solicitar novamente inscrição correspondente.

Tendo isso em conta, a Autoridade Aduaneira poderá ordenar e praticar a coleta de amostras, inclusive
daquelas mercadorias que se encontrem inscritas no registro a que se refere o segundo parágrafo do
artigo 45 da Lei34, o que poderá ser feito com o apoio de terceiros especializados.

Uma vez concluído o processo de importação, deverá realizar-se o pagamento das contribuições35,
receitas, multas e acessórios. Caso o pagamento seja realizado por meio do Esquema e5inco36, deverá
apresentar-se o recibo de pagamento com o selo digital ou original do comprovante de pagamento da
instituição em questão.

Em síntese, o processo de importação dependerá de:

33 A “E.firma” é obtida por meio do software “Certifica”, disponível no Portal do SAT, em “E.firma”.
34 Artículo 45, Lei Aduaneira: Para efeitos do transbordo em tráfego marítimo ou aéreo poderão consolidar-se diferentes conhecimentos de
embarque ou guias aéreas que amparem Mercadorias destinadas a um único porto com serviços aduaneiros ou aeroporto internacional.
35 Denominado “Boleta Aduanal” (boleto aduaneiro).
36 O esquema e5cinco pode ser acessado pelo aplicativo disponível no Portal do SAT.

33
Pagar as contribuições e
quotas compensatórias
As regulações e que correspondam, em
restrições não tarifárias termos das disposições Demais normas
Tramitar o respectivo
e proibições aplicáveis legais aplicáveis, estabelecidas pelo SAT
requerimento (d)
serão as que vigorem considerando o valor mediante regras
nesse momento em aduana declarado
no requerimento
(pedimento)

Fonte: Lei Aduaneira. Elaboração: Ronderos e Cárdenas

Rotulagem ou envase

Devido à mudança de tendência no consumo de alimentos, é necessário oferecer aos compradores


informação clara e veraz sobre os ingredientes, as características e as propriedades daquelas bebidas. Por
essa razão, as etiquetas se tornam um aliado importante, uma vez que orientam o consumidor no
momento de comprar um determinado bem.

Rotulagem frontal nutrimental

Fonte: NOM-051-SCFI/SSA1-2010

Para atender as normas do governo mexicano, o exportador brasileiro deverá sujeitar-se a:

34
Especificações gerais da rotulagem

Requisitos gerais

A informação contida nas etiquetas deve ser verídica e, ser descrita e


apresentada de forma que não induza o consumidor ao erro no que se refere à
natureza e características do produto.
•Os produtos pré-envasados devem apresentar uma etiqueta na qual se
descreva ou se empreguem palavras, ilustrações ou outras representações
gráficas que se refiram ao produto.
•As etiquetas dos produtos pré-envasados podem incorporar a descrição gráfica
ou descritiva da recomendação de uso ou preparação, com a condição de que
apareça uma legenda alusiva a respeito.
•Os alimentos e bebidas não alcoólicas pré-envasados não deverão ser descritos
nem deverão apresentar com uma etiqueta em que se utilizem palavras, textos,
diálogos, ilustrações, imagens, denominações de origem e outras descrições
que se refiram ou sugiram, direta ou indiretamente a qualquer outro produto
com o qual possa ser confundido, ou que possa induzir ao consumidor a supor
que o alimento se relaciona de alguma forma com aquele outro produto.

Requisitos obrigatórios de informação comercial

Nome ou denominação do alimento ou bebida não alcoólica pré-envasado


•Lista de ingredientes
•Nome, denominação ou razão social e domicílio fiscal
•País de origem
•Identificação do lote
•Data de validade de consumo preferível
•Informação nutricional
•Descrição das propriedades nutricionais
•Apresentação dos requisito obrigatórios
•Idioma: espanhol
•Requisitos opcionais de informação

Fonte: NOM-051-SCFI/SSA1-2010

35
Outras regulamentações

Norma

Regulamento da Lei Geral da Saúde em Matéria de Publicidade37

Decreto pelo qual se reformam e adicionam diversas disposições do Regulamento de Controle Sanitário de
Produtos e Serviços

Práticas de higiene para o processamento de alimentos, bebidas ou suplementos alimentares 38

Lei de Estabelecimentos Comerciais39

Controles de gestão higiênica para os produtores e envasadores 40

4.5. ACORDOS COMERCIAIS

Preferência tarifária

O México conta com 13 Tratados de Livre-Comércio (TLC), 32 Acordos para a Promoção e Proteção
Recíproca dos Investimentos (APPRI’s) e 9 acordos de abrangência limitada (Acordos de Complementação
Econômica e Acordos de Abrangência Parcial) no marco da Associação Latino-Americana de Integração
(ALADI).

Acordos de Livre-comércio

∙ Aliança do Pacífico

Acordo regional do qual participam a Colômbia, o México, o Chile e o Peru; este vai além dos temas
tarifários e aborda aspectos políticos e migratórios. Em matéria tarifária, arrecada e harmoniza as
concessões tarifárias já outorgadas entre os diversos países membros, já que todos têm entre si tratados
vigentes. Esta Aliança avançou em temas tarifários em matéria de desoneração de certos produtos
agrícolas que não tinham sido incluídos no tratado originalmente assinado.

37 Regulamento da lei geral de saúde em matéria de publicidade


(http://www.shcp.gob.mx/LASHCP/MarcoJuridico/MarcoJuridicoGlobal/Regulamentos/62_reg_lgsmp.pdf).
38
Práticas de higiene para o processamento de alimentos, bebidas o suplementos alimentícios (NOM-251-SSA1-2009).
39 Lei de Estabelecimentos Comerciais

(https://www.proteccioncivil.cdmx.gob.mx/storage/app/uploads/public/577/be1/771/577be1771691b769335634.pdf).
40 Controles de manejo higiênico para os produtores e envasadores

(http://www.dof.gob.mx/nota_detalle.php?codigo=5332690&fecha=14/02/2014).

36
∙ TLC com o Panamá

Acordo entrou em vigor em 2015. Esse tratado segue a mesma estrutura que o TLC da América Central41
com o México, listado mais abaixo. O acordo inclui os produtos originários cujas tarifas aduaneiras serão
reduzidas ao longo de cinco anos em etapas iguais. Entre os itens de estudo, 50% foram desonerados
imediatamente, enquanto 11% serão desonerados completamente no ano de 2020, e 18% em 2025. Cabe
ressaltar que 15% dos bens objetos desse estudo se encontram excluídos deste acordo.

∙ TLC com o Peru

O TLC com o Peru42 entrou em vigor no dia 1° de fevereiro de 2012. Antes deste acordo entrar em vigor,
o intercâmbio comercial entre o Peru e o México era amparado pelo disposto no Acordo de
Complementação Econômica nº 8 (ACE nº 8), assinado no ano de 1987 no marco da Associação Latino-
americana de Integração (ALADI). O novo acordo incorpora disciplinas em matéria de acesso a mercados,
regras de origem, reconhecimento de denominações de origem, salvaguardas, etc.

O México deu acesso a mais de 12 mil produtos, incluindo alguns dos itens do estudo. 66,66% deles
tiveram uma desoneração imediata, já para 20,83%, a tarifa estará zerada em 2022. É importante levar
em conta que 12,50% dos itens do estudo se encontram excluídas desse acordo.

∙ TLC com a Bolívia

Tratado de livre-comércio entre o México e a Bolívia43 que entrou em vigor no dia 7 de junho de 2010.
A partir de sua entrada em vigor, ficaram isentas de tarifa 97% das exportações mexicanas para a Bolívia
e 99% das exportações bolivianas para o México.

∙ Japão

Acordo44 entrou em vigor no dia 1° de abril de 2005. O Japão é o único país da região asiática que tem um
Acordo de Associação Econômica com o México, tratado este que é mais amplo que um tratado de livre
comércio, uma vez que é revisado a cada ano e contempla temas como investimento, turismo, ciência e
tecnologia. Entre os itens do estudo, o México excluiu 43,06%. No entanto, 52,78% dos itens já estão
desonerados, porém há quota para os bens enquadrados na classificação fiscal 2009.11, 2009.12 e
2009.19.

41
Lista de desoneração (http://www.sice.oas.org/TPD/MEX_PAN/Draft_MEX_PAN_FTA_s/05_anexo_3_4_tlc_mex_pan_20140509.pdf).
42 Lista de desoneração (http://www.economia-
snci.gob.mx/sicait/5.0/doctos/Decreto%20Promulgatorio%20AIC%20MX%20Per%C3%BA%20300112r.pdf).
43 Lista de desoneração (http://www.economia-snci.gob.mx/sicait/5.0/doctos/TLC%20MX-BOL.pdf).
44
Lista de desoneração (http://www.sice.oas.org/Trade/MEX_JPN_s/Annexes/anx_01_sec3-2_s.pdf).

37
∙ TLC com o Uruguai

O tratado de livre-comércio México-Uruguai45 entrou em vigor no dia 15 de julho de 2004. Esse acordo foi
assinado no marco da ALADI, como o Acordo de Abrangência Parcial de Complementação Econômica nº
60. O México concedeu ao Uruguai acesso preferencial aos itens do estudo, os quais já se encontram
desonerados.

∙ TLC com Israel

O TLC46 entre o México e Israel entrou em vigor em julho de 2000. No marco desse acordo, somente se
dá preferência tarifária a 5,56% dos itens do estudo.

∙ TLC com a Associação Europeia de Livre-comércio (a República da Islândia, o Principado de


Liechtenstein, o Reino da Noruega e a Confederação Suíça)

O tratado de livre-comércio entre o México e a Associação Europeia de Livre-Comércio (AELC) 47 entrou


em vigor no dia 1° de julho de 2001. Em 2011 os países assinaram alguns Protocolos Modificadores dos
Acordos sobre Agricultura, nos quais se estabelece que o tratamento preferencial outorgado com base no
tratado, também será aplicado aos produtos que cumpram os requisitos de origem, cujos embarques
únicos sejam segmentados em um país não parte do Acordo. Cabe mencionar que não existe nenhuma
preferência tarifária outorgada pelo México dos itens de estudo.

∙ TLC com a União Europeia

O acordo entre o México e a União Europeia48 entrou em vigor no dia 1° de outubro de 2000. Em virtude
deste tratado, foram eliminados ou reduzidos os impostos que México e a União Europeia (UE) aplicam à
importação de uma grande quantidade de bens. No entanto, nem todos os produtos estão sujeitos a
reduções tarifárias. Quanto aos itens do estudo, 54,17% se encontram desonerados, enquanto 36,11%
dos bens não estão incluídos no acordo.

∙ TLC com o Chile

Tratado de livre-comércio49 assinado no dia 1° de agosto de 1999. Este acordo é resultado da negociação
de aprofundamento do Acordo de Complementação Econômica nº 17, por meio do qual foi concluído o
processo de liberalização do comércio entre Chile e México.

45
Lista de desoneração (http://www.economia-snci.gob.mx/sicait/5.0/doctos/TLC%20%20MX-URU.pdf).
46 Lista de desoneração (http://www.economia-snci.gob.mx/sicait/5.0/doctos/Israel_1.pdf).
47 Lista de desoneração (http://www.sice.oas.org/Trade/mexefta/spanish/desgmex.pdf).
48 Lista de desoneração (http://www.sice.oas.org/Trade/MEX_EU/Spanish/Decisions_Council/Dec2_Anexos_s/Annex_2_s.pdf).
49
Lista de desoneração (http://www.economia-snci.gob.mx/sicait/5.0/doctos/4.TLC-CHILE.pdf) .

38
∙ TLC com a Colômbia

Acordo50 assinado em 1997. Foi um tratado tripartite do qual participava a Venezuela. Posteriormente,
em 2006, esse acordo limitou-se a México e Colômbia, devido à saída do terceiro membro. Atualmente,
98% dos itens se encontram totalmente desonerados, ficando pendentes alguns itens agrícolas.
Entretanto, esses itens foram negociados dentro do contexto da Aliança do Pacífico.

∙ TLC com a América Central (Costa Rica, Honduras, El Salvador, Guatemala, Nicarágua)

Homologa os tratados comerciais51 que o México tinha assinado previamente com Costa Rica (1995),
Nicarágua (1998) e com os países do norte da América Central, El Salvador, Guatemala e Honduras. Este
acordo inclui os temas de comércio de bens, comércio transfronteiriço de serviços, investimento, serviços
financeiros, telecomunicações, entrada e permanência temporária de pessoas de negócios, comércio
eletrônico, propriedade intelectual, transparência, administração do acordo e solução de controvérsias.

Nesse tratado, o México exclui as classificações 2202.10.01 (água, incluindo a água mineral e a água com
gás, com adição de açúcar ou outro edulcorante ou aromatizada, e demais bebidas não alcoólicas, exceto
os sucos de frutas ou outros frutos ou de hortaliças da classificação 20.09: água, incluindo a água mineral
e a água com gás, com adição de açúcar ou outro edulcorante o aromatizada: água, incluindo a água
mineral e a água com gás, com adição de açúcar ou outro edulcorante ou aromatizada); 2202.90.04 (água,
incluindo a água mineral e a água com gás, com adição de açúcar ou outro edulcorante o aromatizada, e
demais bebidas não alcoólicas, exceto os sucos de frutas ou outros frutos ou de hortaliças da classificação
20.09: as demais: que contenham leite) e 2202.90.05 (água, incluindo a água mineral e a água com gás,
com adição de açúcar ou outro edulcorante ou aromatizada, e demais bebidas não alcoólicas, exceto os
sucos de frutas ou outros frutos ou de hortaliças da classificação 20.09: as demais: bebidas chamadas
cervejas sem álcool), já que as considera sensíveis para os países. No entanto, concede a Costa Rica uma
quota de 15 milhões de litros para a classificação tarifária 2202.90.04 (água, incluindo a água mineral e a
água com gás, com adição de açúcar ou outro edulcorante ou aromatizada, e demais bebidas não
alcoólicas, exceto os sucos de frutas ou outros frutos ou de hortaliças da classificação 20.09: as demais:
que contenham leite).

∙ TLC com o Canadá e os Estados Unidos (TLCAN)

O TLCAN52 entrou em vigor no dia 1° de janeiro de 1994. No entanto, em 2018 se firmou o Tratado México-
Estados Unidos-Canadá (USMCA, sigla em inglês), o qual moderniza o TLCAN ao incluir disposições em
temas de medidas anticorrupção, práticas regulatórias, comércio digital, inclusão de pequenas e médias
empresas, proteção ao meio ambiente, regras comerciais com perspectiva de gênero, direitos trabalhistas

50
Lista de desoneração (http://www.tlc.gov.co/getattachment/acordos/vigente/tratado-de-libre-comercio-entre-los-estados-
unidos/importante/listas-de-desgravacion-y-reglas-de-origen/lista-de-desgravacion-de-mexico/lista-de-desgravacion-de-mexico1.pdf.aspx).
51 Lista de desoneração

(http://www.sice.oas.org/Trade/CACM_MEX_FTA/Annexes/01_Anexo%203.4%20Programa%20de%20Tratamiento%20Arancelario.pdf).
52
Lista de desoneração (http://www.sice.oas.org/Trade/nafta_s/an401_1.asp#Secci%C3%B3n%20B).

39
e práticas sobre tipo de câmbio. No marco deste acordo, todos os itens do estudo se encontram
desonerados com 0% de tarifa.

Acordo marco

∙ Mercosul

O Acordo de Complementação Econômica Mercosul-México nº 54 (ACE nº 54) foi assinado durante a


Cúpula Presidencial do Mercosul celebrada no dia 5 de julho de 2002. O acordo estabelece um marco legal
para as relações comerciais e estabelece as bases para negociações periódicas para um tratado de livre-
comércio. Este abrange negociações como o acordo México-Mercosul sobre o setor automotor e as
negociações bilaterais entre os países do Mercosul - Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai - e México.

Acordos comerciais preferenciais

∙ Argentina (ACE nº 6)

Esse acordo53 entrou em vigor em 2004. Tem como objetivo intensificar e diversificar o comércio
recíproco; coordenar e complementar as atividades econômicas, em especial a indústria e a tecnologia
conexa, por meio de uma eficaz melhoria dos sistemas de produção e das escalas operacionais; estimular
os investimentos e facilitar a criação e funcionamento de empresas na região.

O ACE nº 6 teve 15 protocolos modificadores, entre os quais foi atualizada a listagem de produtos e suas
respectivas tarifas. Quanto aos itens do estudo, o México somente negociou 12,5%.

∙ Brasil (ACE nº 53)

O dia 3 de julho de 2002 os governos do Brasil e o México assinaram o Acordo de Complementação


Econômica nº 53, o qual faz parte do Acordo Marco entre os países do Mercosul e do México. O ACE nº
53 abrange uma lista aproximada de 800 itens com preferências recíprocas, entre as quais constam
31,94% dos produtos do estudo.

∙ Paraguai (AAP.R 38)

Acordo54 que entrou em vigor no dia 1° de julho de 1994. Cabe mencionar que, em 2018, o Paraguai e o
México assinaram uma declaração conjunta e cinco documentos de cooperação em matéria de gestão de

53 ACE N.° 6 (http://www.sice.oas.org/Trade/ARG_MEX/ARGMEX_text.asp#PREAMBULO).


54
Lista de desoneração (http://www.economia-snci.gob.mx/montevideo/acuerdos/AR%20AM%203.pdf).

40
riscos de desastres, ciência, tecnologia e aeroespacial. Quanto às classificações tarifárias negociadas, o
México não concedeu nenhum benefício tarifário para os bens deste estudo.

∙ Equador (AAP 29)

Acordo que entrou em vigor no dia 6 de agosto de 1987. Por meio deste acordo, o México concede a
desoneração para 21 itens do estudo. No entanto, desde 2004, discute-se a possibilidade de negociar um
tratado de livre-comércio entre ambos os países.

4.6 REGRA DE ORIGEM

O regime de origem estabelece as normas para a qualificação, declaração, certificação, controle e


verificação da origem das mercadorias aplicáveis, assim como, para a expedição direta, sanções e
responsabilidades (Associação Latino-americana de Integração). Por meio do Certificado de Origem se
corrobora que as mercadorias atendem as disposições do presente Regime. Cabe destacar, que ampara
uma única operação de importação de uma ou várias mercadorias e, sua versão original deve acompanhar
a documentação restante no momento de tramitar o despacho aduaneiro.

É preciso mencionar, ainda, que este certificado deverá ser emitido, no máximo, nos 5 (cinco) dias úteis
seguintes à apresentação da respectiva solicitação e deverá ter uma validade de 180 (cento e oitenta) dias
contados a partir de sua emissão. Deve levar-se em conta que os certificados de origem não poderão ser
expedidos antecipadamente à data de emissão da fatura comercial correspondente à operação em
questão, mas sim na mesma data ou nos 60 (sessenta) dias seguintes à emissão da fatura. Para a emissão
do certificado de origem, deverá apresentar-se a solicitação correspondente, acompanhada de uma
declaração de origem assinada com os antecedentes necessários que comprovem, documentalmente,
que a mercadoria cuja certificação de origem foi solicitada atende os requisitos exigidos, tais como:

 Nome, denominação ou razão social do solicitante;


 Domicílio legal para efeitos fiscais;
 Denominação da mercadoria por exportar e sua posição NALADISA;
 Valor FOB em dólares dos Estados Unidos da América da mercadoria por exportar;
 Para a aplicação de minimis; materiais intermediários, acumulação; mercadorias e materiais de
consumo e, jogos ou variedades, devem proporcionar-se as seguintes informações:

o Elementos demonstrativos dos componentes da mercadoria:

i) Materiais, componentes e/ou partes e peças nacionais;

41
ii) Materiais, componentes e/ou partes e peças originárias da outra Parte, indicando: procedência;
códigos tarifários nacionais ou códigos NALADISA; valor CIF em USD; e porcentagem que
representam no valor da mercadoria final;
iii) Materiais, componentes e/ou partes e peças não originárias: procedência; códigos tarifários
nacionais ou códigos NALADISA; valor CIF em USD; e porcentagem que representam no valor da
mercadoria final;
iv) Resumo descritivo do processo de produção; e
v) Declaração juramentada sobre a veracidade da informação proporcionada.

Cabe destacar, que o solicitante deve conservar a declaração de origem e o certificado, por um período
de 5 (cinco) anos, a fim de evitar inconvenientes caso se apresente um caso de verificação e controle.

As autoridades competentes para a verificação da origem segundo o país são:

País Autoridade competente da Norma de Origem

México Serviço de Administração Tributária


Brasil Receita Federal ou seu sucessor
Elaboração: Ronderos e Cárdenas.

Processo de Certificação de Origem

Solicitação de emissão do • Exportador ou


certificado • Produtor

• Autoridade designada pela Secretaria


Emissão da Certificação de da Fazenda e Crédito Público: Serviço de
origem Administração Tributária

• Autoridade designada pela Secretaria


da Fazenda e Crédito Público: Serviço
Verificação e controle de Administração Tributária

Fonte: ACE N°53. Elaboração: Ronderos e Cárdenas

42
Comparação da tarifa e da norma de origem entre o Brasil e seus maiores concorrentes

O documento “Impostos e tarifas” (Anexo 3) apresenta informações concernentes aos principais países
de origem das importações mexicanas dos itens do estudo. Essas informações incluem a tarifa e sua
respectiva norma de origem.

5. DESAFIOS E RECOMENDAÇÕES

5.1 CULTURA DE NEGÓCIO MEXICANA

É extremamente importante ter em mente que o estilo de negociação dos mexicanos é condicionado por
seus costumes e tradições, bem como por seus aspectos culturais. Razão pela qual, os negociadores dão
grande importância às relações pessoais; por isso as reuniões requerem um pouco mais de tempo e
inclusive mais de um encontro, pois o primordial para os mexicanos é confiar em seus futuros sócios55.

Por esse motivo, recomendamos abordar nas primeiras reuniões assuntos como a família, o país, o clima,
entre outros, a fim de dar início a uma amizade. Além disso, agende sempre os encontros com a pessoa
que toma as decisões, uma vez que as companhias mexicanas são estruturadas hierarquicamente.

5.2 PRINCIPAIS DESAFIOS ADUANEIROS

A aduana mexicana é um caso particular, pois embora se tenha realizado uma reforma para o comércio
exterior e se tenham implementado meios eletrônicos para automatizar, facilitar e agilizar os processos
de entrada e saída de mercadorias; o sistema aduaneiro continua apresentando deficiências. Cabe
destacar que muitos dos desafios que se apresentam se devem à falta de simplificação dos processos no
despacho aduaneiro e à falta da gestão de riscos.

Além disso, outro desafio que surge no momento de realizar as operações de comércio exterior é a
corrupção; a falta de clareza e segurança jurídica na aplicação dos critérios e, o custo elevado dos
procedimentos de importação e exportação, entre outros.

55
Universidade de Juárez.

43
FATORES PROBLEMÁTICOS DA IMPORTAÇÃO

Alto custo ou atrasos causados ​pelo transporte…


Infraestructura de telecomunicações inadequada
Tarifas e barreiras não tarifárias
Alto custo ou atrasos devido ao transporte nacional
Requisitos técnicos
Crime e roubo
Corrupção na fronteira
Procedimentos onerosos de importação

0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20

Fonte: Enabling Trade Index- World Economic Forum. Elaboração: Ronderos e Cárdenas

Um fenômeno que ocorre nas aduanas do país é a inexistência de uma padronização na aplicação dos
critérios sobre as operações de importação e exportação.

5.3 PRINCIPAIS RECOMENDAÇÕES AO EXPORTADOR BRASILEIRO PARA ATENDER AS EXIGÊNCIAS


DO MERCADO

Entre as novas tendências, encontramos as bebidas com baixo teor de açúcar56 que ajudam a controlar os
problemas de saúde associados ao consumo excessivo de calorias. É preciso levar em conta que existe um
alto grau de concorrência, o que resulta em uma cobrança por preços e inovação. Por sua vez, a tendência
de consumo de bebidas alcoólicas mudou, já que o consumidor atualmente compra licor também em
pequenas lojas57, e a tequila e a cerveja são as bebidas preferidas pelos mexicanos. Cabe destacar que o
consumo desses produtos depende tanto da intensidade da atividade econômica do país quanto do preço
do bem.

56 Água aromatizada, água de coco, suco verde e composto de frutas e verduras, entre outros.
57
Euromonitor.

44
ANEXO 1

1.1 Classificações tarifárias compreendidas

O presente estudo compreende as seguintes partidas tarifárias:


SH6 Descrição SH6
90210 Chá verde (não fermentado), em embalagens imediatas <= 3 kg
90220 Chá verde (não fermentado), apresentado em qualquer outra forma
90230 Chá preto (fermentado ou parcialmente fermentado), em embalagens imediatas <= 3 kg
90240 Chá preto (fermentado ou parcialmente fermentado) apresentado em qualquer outra forma
90300 Mate
200911 Sucos de laranjas, congelados, não fermentados
200912 Sucos de laranja não congelados, não fermentados, com valor Brix <= 20
200919 Outros sucos de laranjas, não fermentados
200921 Suco de pomelo (grapefruit) não fermentado, com valor Brix <= 20
200929 Outros sucos de pomelo (grapefruit), não fermentados
200931 Suco de outros cítricos, não fermentado, com valor Brix <= 20
200939 Outros sucos de outros cítricos, não fermentados
200941 Suco de abacaxi (ananás), não fermentado, com valor Brix <= 20
200949 Outros sucos de abacaxi, não fermentados
200950 Sucos de tomates, não fermentados
200961 Suco de uvas (inclusive os mostos de uvas), não fermentado, com valor Brix <= 30
200969 Outros sucos de uvas (inclusive os mostos de uvas), não fermentados
200971 Suco de maçã, não fermentado, com valor Brix <= 20
200979 Outros sucos de maçã, não fermentados
200981 Suco (sumo) de airela vermelha
200989 Suco (sumo) de qualquer outra fruta ou produto hortícola
200990 Misturas de sucos, não fermentados
210120 Extratos, essências, concentrados de chá ou mate e preparações à base destes produtos
210130 Chicória torrada e outros sucedâneos torrados do café e respectivos extratos, essências e concentrados
220110 Águas minerais e águas gaseificadas
220190 Outras águas, não adicionadas de açúcar nem aromatizadas; gelo e neve
Águas, incluídas as águas minerais e as águas gaseificadas, adicionadas de açúcar ou
220210
aromatizadas
220290 Outras bebidas não alcoólicas, exceto sucos de frutas ou de produtos hortícolas
220300 Cervejas de malte
220410 Vinhos espumantes e espumosos

45
Outros vinhos; mostos de uvas, cuja fermentação tenha sido impedida por adição de álcool,
220421
em recipientes com capacidade <= 2 litros
Outros vinhos; mostos de uvas, cuja fermentação tenha sido impedida por adição de álcool, em
220429
recipientes com capacidade > 2 litros
220430 Outros mostos de uvas parcialmente fermentados
220510 Vermutes e outros vinhos de uvas frescas, aromatizados, em recipientes com capacidade <= 2 litros
220590 Outros vermutes e vinhos de uvas frescas, aromatizados
220600 Sidra e outras bebidas fermentadas e misturas de bebidas fermentadas
220820 Aguardentes de vinho ou de bagaço de uvas
220830 Uísques
220840 Cachaça e caninha (rum e tafiá)
220850 Gim e genebra
220860 Vodca
220870 Licores
220890 Outras bebidas alcoólicas
220900 Vinagres e sucedâneos obtidos a partir do ácido acético, para uso alimentar

ANEXO 2

2.1 Impostos e Tarifas

Principais Países Classificação Fiscal Tarifa


Normas de origem
Exportadores Mexicana
MFN Tarifa

Brasil 16% Mudança de capítulo

Tarifa de
5,0% até
5000
toneladas.
Mudança da classificação 09.01 a
Japão Tarifa de 10%
09.10 de qualquer outro capítulo.
09021001 20% quando se
supera as
5000
toneladas
Mudança da classificação 09.01 a
Estados Unidos 0%
09.10 de qualquer outro capítulo.
Mudança da classificação 09.01 a
Canada 0%
09.10 de qualquer outro capítulo.

Brasil 16% Mudança de capítulo


09022001 20%
China 20% Não requer norma de origem.

46
Tarifa de 5,0%
até 5000
toneladas.
Mudança da classificação 09.01 a 09.10 de
Japão Tarifa de 10%
qualquer outro capítulo.
quando se
supera as 5000
toneladas

Argentina 6% Mudança de capítulo

Brasil 16% Mudança de capítulo

Fabricação a partir de materiais de


Polonia 0%
09023001 20% qualquer classificação
Mudança da classificação 09.01 a
Estados Unidos 0%
09.10 de qualquer outro capítulo.
China 20% Não requer norma de origem.

Brasil 16% Mudança de capítulo

Mudança da classificação 09.01 a 09.10 de


Estados Unidos 0%
09024001 20% qualquer outro capítulo.
Argentina 0% Mudança de capítulo

Sri Lanka 20% Não requer norma de origem.

Brasil 16% Mudança de capítulo


09030001 20%
Quebra de preço da tarifa mais 60%
Argentina 0%
de valor agregado regional

Brasil 20% Não requer norma de origem.

Todos os materiais utilizados se


classificam em uma classificação diferente
Espanha 20091101 20% 0% a do produto; o valor dos materiais do
capítulo 17 não podem exceder 30 % do
preço de fábrica do produto
Uma mudança a subclassificação 2009.11
Estados Unidos 0% a 2009.30 de qualquer outro capítulo,
exceto da classificação 08.05.

Brasil 20% Não requer norma de origem.

20091201 20% Uma mudança a subclassificação


2009.11 a 2009.30 de qualquer outro
Estados Unidos 0%
capítulo, exceto da classificação
08.05.
Brasil 20% Não requer norma de origem.
20091901 20% Uma mudança a subclassificação 2009.11
Estados Unidos 0% a 2009.30 de qualquer outro capítulo,
exceto da classificação 08.05.
Brasil 20092101 20% 16% Mudança de capítulo

47
Uma mudança a subclassificação
2009.11 a 2009.30 de qualquer outro
Estados Unidos 0%
capítulo, exceto da classificação
08.05.
Brasil 16% Mudança de capítulo
Todos os materiais utilizados se
classificam em uma classificação diferente
Espanha 0% a do produto; o valor dos materiais do
20092999 20% capítulo 17 não podem exceder 30 % do
preço de fábrica do produto
Uma mudança a subclassificação 2009.11
Estados Unidos 0% a 2009.30 de qualquer outro capítulo,
exceto da classificação 08.05.
Brasil 16% Mudança de capítulo
Uma mudança a subclassificação
20093101 20% 2009.11 a 2009.30 de qualquer outro
Estados Unidos 0%
capítulo, exceto da classificação
08.05.
Brasil 16% Mudança de capítulo

Uma mudança a subclassificação 2009.11


Estados Unidos 20093199 20% 0% a 2009.30 de qualquer outro capítulo,
exceto da classificação 08.05.

Japão 20% Não requer norma de origem.

Brasil 16% Mudança de capítulo


Uma mudança a subclassificação
20093901 20% 2009.11 a 2009.30 de qualquer outro
Estados Unidos 0%
capítulo, exceto da classificação
08.05.
Brasil 16% Mudança de capítulo

Argentina 16% Mudança de capítulo

20093999 20% Uma mudança a classificação 20.09 de


Uruguai 0% qualquer outro capítulo, exceto o capítulo
8.
Uma mudança a subclassificação 2009.11
Estados Unidos 0% a 2009.30 de qualquer outro capítulo,
exceto da classificação 08.05.

Brasil 20% Não requer norma de origem.

Todos os materiais utilizados se


classificam em uma classificação
diferente a do produto; o valor dos
França 20094101 20% 0%
materiais do capítulo 17 não podem
exceder 30 % do preço de fábrica do
produto

Vietnam 20% Não requer norma de origem.

48
Brasil 20% Não requer norma de origem.

Filipinas 20% Não requer norma de origem.


20094901 20%
Uma mudança na subclassificação a
Estados Unidos 0% 2009.40 a 2009.80 de qualquer outro
capítulo.
Brasil 16% Mudança de capítulo
Uma mudança na subclassificação a
Canada 0% 2009.40 a 2009.80 de qualquer outro
20095001 20% capítulo.
Uma mudança na subclassificação a
Estados Unidos 0% 2009.40 a 2009.80 de qualquer outro
capítulo.
Brasil 14% Mudança de capítulo
Uma mudança na subclassificação a
Estados Unidos 0% 2009.40 a 2009.80 de qualquer outro
20096101 20%
capítulo.

Espanha 20% Não requer norma de origem.

Brasil 14% Mudança de capítulo

Uma mudança na subclassificação a


Estados Unidos 0% 2009.40 a 2009.80 de qualquer outro
20096999 20% capítulo.
Uma mudança na subclassificação
Chile 0% 2009.11 a 2009.80 de qualquer outro
capítulo.
Argentina 16% Mudança de capítulo

Brasil 16% Mudança de capítulo

Uma mudança na subclassificação a


Estados Unidos 0% 2009.40 a 2009.80 de qualquer outro
20097101 20% capítulo.
Todos os materiais utilizados se
classificam em uma classificação diferente
Espanha 0% a do produto; o valor dos materiais do
capítulo 17 não podem exceder 30 % do
preço de fábrica do produto

Brasil 16% Mudança de capítulo

Uma mudança na subclassificação


Chile 20097999 20% 0% 2009.11 a 2009.80 de qualquer outro
capítulo.

China 20% Não requer norma de origem.

Brasil 14% Mudança de capítulo


20098101 20% Uma mudança na subclassificação a
Estados Unidos 0% 2009.40 a 2009.80 de qualquer outro
capítulo.

49
Brasil 10% Mudança de capítulo

Uma mudança na subclassificação a


Estados Unidos 0% 2009.40 a 2009.80 de qualquer outro
capítulo.
20098999 20%
Uma mudança na subclassificação
Chile 0% 2009.11 a 2009.80 de qualquer outro
capítulo.

China 20% Não requer norma de origem.


Mudança de capítulo; ou mudança na
subclassificação 2009.90 de qualquer
outra subclassificação dentro do Capítulo
20, exceto da subclassificação 2009.11 ou
2009.19, se há ou não alterações de
Brasil 14% qualquer outro capítulo, desde que nem
um único ingrediente do suco de uma só
fruta, nem ingredientes do suco de um só
país que não seja Parte, constitua, em
forma simples, mais de 60 por cento do
volume do bem.
20099001 20%
Mudança na subclassificação 2009.90 de
qualquer outro capítulo; ou uma mudança
na subclassificação 2009.90 de qualquer
outra subclassificação dentro do capítulo
20, se há ou não alteração de qualquer
Estados Unidos 0% outro capítulo, desde que nem um único
ingrediente do suco de uma só fruta,
ingredientes do suco de um só país que
não seja Parte, constitua, em forma
simples, mais de 60 por cento do volume
do bem.

Brasil 0% Não requer norma de origem.

Estados Unidos 21012001 0% 0% Não requer norma de origem.

Chile 0% Não requer norma de origem.

Brasil 16% Mudança de capítulo

Suíça 21013001 20% 20% Não requer norma de origem.

Espanha 20% Não requer norma de origem.

Quebra de preço da tarifa mais 60%


Brasil 16%
de valor agregado regional
Todos os materiais utilizados se
classificam em uma classificação
22011001 20% diferente a do produto; o valor de
França 0% todos os materiais do capítulo 17
utilizados não devem exceder 30 % do
preço de saída de fábrica do produto;
qualquer suco de fruta utilizado

50
(exceto os sucos de abacaxi, limão e
grapefruit) devem ser originais
Todos os materiais utilizados se
classificam em uma classificação
diferente a do produto; o valor de
todos os materiais do capítulo 17
Itália 0% utilizados não devem exceder 30 % do
preço de saída de fábrica do produto;
qualquer suco de fruta utilizado
(exceto os sucos de abacaxi, limão e
grapefruit) devem ser originais
Uma mudança da classificação 22.01
Estados Unidos 0%
de qualquer outro capítulo.
Quebra de preço da tarifa mais 60% de
Brasil 8%
valor agregado regional
Uma mudança da classificação 22.01 de
Estados Unidos 22019001 10% 0%
qualquer outro capítulo.

Fiji 10% Não requer norma de origem.

Quebra de preço da tarifa mais 60%


Brasil 8%
de valor agregado regional
22019002 10%
Uma mudança da classificação 22.01
Estados Unidos 0%
de qualquer outro capítulo.
Mudança no capítulo, exceto da
classificação 20.09 ou da subclassificação
2106.90; ou no caso de misturas, uma
mudança na classificação 22.02 de
qualquer outra subclassificação dentro do
Capítulo 22, da subclassificação 2009.20 a
16% + 0.29
2009.90 ou da subclassificação 2106.90,
Dólares por
Brasil exceto da subclassificação 2009.11 a
Quilograma
2009.19, se há ou não alterações de
bruto
qualquer outro capítulo, desde que nem
um único ingrediente do suco de uma só
20% + 0,36 fruta, nem ingredientes do suco de um só
Dólares por país que não seja Parte, constitua, em
22021001
Quilograma forma simples, mais de 60 por cento do
bruto volume do bem.
Uma mudança na subclassificação 2202.10
Estados Unidos 0%
de qualquer outro capítulo
Todos os materiais utilizados se
classificam em uma classificação diferente
a do produto; o valor de todos os
materiais do capítulo 17 utilizados não
Itália 0%
devem exceder 30 % do preço de saída de
fábrica do produto; qualquer suco de fruta
utilizado (exceto os sucos de abacaxi,
limão e grapefruit) devem ser originais

51
Todos os materiais utilizados se
classificam em uma classificação diferente
a do produto; o valor de todos os
materiais do capítulo 17 utilizados não
França 0%
devem exceder 30 % do preço de saída de
fábrica do produto; qualquer suco de fruta
utilizado (exceto os sucos de abacaxi,
limão e grapefruit) devem ser originais
Mudança no capítulo, exceto da
classificação 20.09 ou da
subclassificação 2106.90; ou no caso
de misturas, uma mudança na
classificação 22.02 de qualquer outra
subclassificação dentro do Capítulo
22, da subclassificação 2009.20 a
2009.90 ou da subclassificação
Brasil 0% 2106.90, exceto da subclassificação
22029001 10% 2009.11 a 2009.19, se há ou não
alterações de qualquer outro capítulo,
desde que nem um único ingrediente
do suco de uma só fruta, nem
ingredientes do suco de um só país
que não seja Parte, constitua, em
forma simples, mais de 60 por cento
do volume do bem.

China 10% Não requer norma de origem.

Mudança no capítulo, exceto da


classificação 20.09 ou da subclassificação
2106.90; ou no caso de misturas, uma
mudança na classificação 22.02 de
qualquer outra subclassificação dentro do
Capítulo 22, da subclassificação 2009.20 a
2009.90 ou da subclassificação 2106.90,
Brasil 0% exceto da subclassificação 2009.11 a
2009.19, se há ou não alterações de
qualquer outro capítulo, desde que nem
um único ingrediente do suco de uma só
fruta, nem ingredientes do suco de um só
país que não seja Parte, constitua, em
22029002 20% forma simples, mais de 60 por cento do
volume do bem.
Uma mudança na subclassificação 2202.90
Estados Unidos 0%
de qualquer outro capítulo.
Uma mudança nas bebidas que contem
leite da subclassificação 2202.90 de
qualquer outro capítulo, exceto o capítulo
04 ou preparações a base de produtos
lácteos com conteúdo de sólidos de
El Salvador 0%
lácteos superior a 10% em peso da
subclassificação 1901.90; ou uma
mudança de qualquer mercadoria da
subclassificação 2202.90 de qualquer
outro capítulo.

52
Mudança no capítulo, exceto da
classificação 20.09 ou da
subclassificação 2106.90; ou no caso
de misturas, uma mudança na
classificação 22.02 de qualquer outra
subclassificação dentro do Capítulo
22, da subclassificação 2009.20 a
2009.90 ou da subclassificação
Brasil 0% 2106.90, exceto da subclassificação
22029003 20% 2009.11 a 2009.19, se há ou não
alterações de qualquer outro capítulo,
desde que nem um único ingrediente
do suco de uma só fruta, nem
ingredientes do suco de um só país
que não seja Parte, constitua, em
forma simples, mais de 60 por cento
do volume do bem.
Uma mudança na subclassificação
Estados Unidos 0%
2202.90 de qualquer outro capítulo.
Mudança no capítulo, exceto da
classificação 20.09 ou da subclassificação
2106.90; ou no caso de misturas, uma
mudança na classificação 22.02 de
qualquer outra subclassificação dentro do
Capítulo 22, da subclassificação 2009.20 a
2009.90 ou da subclassificação 2106.90,
Brasil 0% exceto da subclassificação 2009.11 a
22029004 20% 2009.19, se há ou não alterações de
qualquer outro capítulo, desde que nem
um único ingrediente do suco de uma só
fruta, nem ingredientes do suco de um só
país que não seja Parte, constitua, em
forma simples, mais de 60 por cento do
volume do bem.
Uma mudança na subclassificação 2202.90
Estados Unidos 0%
de qualquer outro capítulo.
Mudança no capítulo, exceto da
classificação 20.09 ou da
subclassificação 2106.90; ou no caso
de misturas, uma mudança na
classificação 22.02 de qualquer outra
subclassificação dentro do Capítulo
22, da subclassificação 2009.20 a
2009.90 ou da subclassificação
Brasil 22029005 20% 0% 2106.90, exceto da subclassificação
2009.11 a 2009.19, se há ou não
alterações de qualquer outro capítulo,
desde que nem um único ingrediente
do suco de uma só fruta, nem
ingredientes do suco de um só país
que não seja Parte, constitua, em
forma simples, mais de 60 por cento
do volume do bem.

53
Alemanha 20% Não requer norma de origem.

Uma mudança na subclassificação


Estados Unidos 0%
2202.90 de qualquer outro capítulo.

Brasil 6% Mudança de classificação

Uma mudança da classificação 22.03 a


Estados Unidos 22030001 20% 0% 22.09 de qualquer classificação fora do
grupo.
Todos os materiais utilizados se
Bélgica 0% classificam em uma classificação diferente
a do produto

Brasil 16% Mudança de classificação


22041001 20% Todos os materiais utilizados se
França 0% classificam em uma classificação
diferente a do produto

Brasil 16% Mudança de classificação

Todos os materiais utilizados se


Itália 22041099 20% 0% classificam em uma classificação diferente
a do produto
Todos os materiais utilizados se
Espanha 0% classificam em uma classificação diferente
a do produto

Brasil 16% Mudança de classificação

Todos os materiais utilizados se


Espanha 0% classificam em uma classificação
22042101 20%
diferente a do produto
Uma mudança da classificação 22.03 a
Estados Unidos 0% 22.09 de qualquer classificação fora
do grupo.
Brasil 16% Mudança de classificação

Todos os materiais utilizados se


Espanha 0% classificam em uma classificação diferente
a do produto
22042102 20% Uma mudança da classificação 22.03 a
22.09 de qualquer outra classificação fora
Chile 0%
do grupo, exceto para a classificação
tarifária 2106.90
Todos os materiais utilizados se
Itália 0% classificam em uma classificação diferente
a do produto
Brasil 16% Mudança de classificação
Quebra de preço da tarifa mais 60%
Argentina 8%
de valor agregado regional
22042103 20% Uma mudança da classificação 22.03 a
22.09 de qualquer outra classificação
Chile 0%
fora do grupo, exceto para a
classificação tarifária 2106.90

54
Brasil 16% Mudança de classificação

Uma mudança da classificação 22.03 a


22.09 de qualquer outra classificação fora
Chile 0%
do grupo, exceto para a classificação
22042999 20% tarifária 2106.90
Todos os materiais utilizados se
Espanha 0% classificam em uma classificação diferente
a do produto
Uma mudança da classificação 22.04 a
Uruguai 0% 22.08 de qualquer outra classificação fora
do grupo
Brasil 16% Mudança de classificação
22043099 20% Uma mudança da classificação 22.03 a
Estados Unidos 0% 22.09 de qualquer classificação fora
do grupo.
Brasil 16% Mudança de classificação
22051001 20% Todos os materiais utilizados se
Itália 0% classificam em uma classificação diferente
a do produto

Brasil 16% Mudança de classificação

Todos os materiais utilizados se


Espanha 0% classificam em uma classificação
diferente a do produto
22051099 20%
Quebra de preço da tarifa mais 60%
Argentina 16%
de valor agregado regional
Todos os materiais utilizados se
Itália 0% classificam em uma classificação
diferente a do produto
Brasil 16% Mudança de classificação
22059001 20% Todos os materiais utilizados se
França 0% classificam em uma classificação diferente
a do produto

Brasil 16% Mudança de classificação


22059099 20% Todos os materiais utilizados se
Espanha 0% classificam em uma classificação
diferente a do produto
Brasil 16% Mudança de classificação
22060001 20% Todos os materiais utilizados se
Reino Unido 0% classificam em uma classificação diferente
a do produto

Brasil 16% Mudança de classificação

22060099 20% Uma mudança da classificação 22.03 a


Estados Unidos 0% 22.09 de qualquer classificação fora
do grupo.

55
Todos os materiais utilizados se
Espanha 0% classificam em uma classificação
diferente a do produto
Uma mudança da classificação 22.04 a
0%
Japão 22.06 de qualquer outro
capítulo, exceto do capítulo 8 ou 20.

Brasil 0% Não requer norma de origem.


22082001 0%
França 0% Não requer norma de origem.

0% Mudança de classificação, exceto das


Brasil
classificações 2204 a 2208.

A partir de materiais não classificados


nas classificações 2207 ou 2208; nas
22082002 20% quais a uva ou os materiais derivados
da uva utilizados devem ser obtidos
Espanha 0% em sua totalidade ou na qual, se os
demais materiais utilizados são já
originais, pode se utilizar arak em
uma proporção que não supere 5 %
em volume
8% Mudança de classificação, exceto das
Brasil
classificações 2204 a 2208.
22082003 10%
Quebra de preço da tarifa mais 60% de
Argentina 8%
valor agregado regional
0% Mudança de classificação, exceto das
Brasil
classificações 2204 a 2208.

A partir de materiais não classificados


nas classificações 2207 ou 2208; nas
22082099 20% quais a uva ou os materiais derivados
da uva utilizados devem ser obtidos
Espanha 0% em sua totalidade ou na qual, se os
demais materiais utilizados são já
originais, pode se utilizar arak em
uma proporção que não supere 5 %
em volume
Brasil 0% Não requer norma de origem.
22083001 0%
Canada 0% Não requer norma de origem.

Brasil 0% Não requer norma de origem.


22083002 0%
Reino Unido 0% Não requer norma de origem.

Brasil 22083003 0% 0% Não requer norma de origem.

56
Reino Unido 0% Não requer norma de origem.

Brasil 0% Não requer norma de origem.


22083004 0%
Estados Unidos 0% Não requer norma de origem.

Brasil 0% Não requer norma de origem.


22083099 0%
Reino Unido 0% Não requer norma de origem.

Brasil 0% Mudança de classificação, exceto das

classificações 2204 a 2208.

Uma mudança da classificação 22.07 a


22.08 de qualquer classificação fora
Guatemala 22084001 20% 0%
do grupo, excepo das classificações
17.03 ou da 22.04 a 22.06.

Guayana 20% Não requer norma de origem.

Uma mudança da classificação 22.07 a


22.08 de qualquer classificação fora
Nicarágua 0%
do grupo, excepo das classificações
17.03 ou da 22.04 a 22.06.

Mudança de classificação, exceto das


Brasil 16%
classificações 2204 a 2208.

A partir de materiais não classificados nas


22085001 20% classificações 2207 ou 2208; nas quais a
uva ou os materiais derivados da uva
utilizados devem ser obtidos em sua
Reino Unido 0%
totalidade ou na qual, se os demais
materiais utilizados são já originais, pode
se utilizar arak em uma proporção que
não supere 5 % em volume
Mudança de classificação, exceto das
Brasil 16%
classificações 2204 a 2208.

A partir de materiais não classificados


nas classificações 2207 ou 2208; nas
22086001 20% quais a uva ou os materiais derivados
da uva utilizados devem ser obtidos
Suécia 0% em sua totalidade ou na qual, se os
demais materiais utilizados são já
originais, pode se utilizar arak em
uma proporção que não supere 5 %
em volume

57
Uma mudança da classificação 22.03 a
Estados Unidos 0% 22.09 de qualquer classificação fora
do grupo.
A partir de materiais não classificados
nas classificações 2207 ou 2208; nas
quais a uva ou os materiais derivados
da uva utilizados devem ser obtidos
França 0% em sua totalidade ou na qual, se os
demais materiais utilizados são já
originais, pode se utilizar arak em
uma proporção que não supere 5 %
em volume
Mudança de classificação, exceto das
Brasil 0%
classificações 2204 a 2208.
A partir de materiais não classificados nas
classificações 2207 ou 2208; nas quais a
uva ou os materiais derivados da uva
22087001 20% utilizados devem ser obtidos em sua
Irlanda 0%
totalidade ou na qual, se os demais
materiais utilizados são já originais, pode
se utilizar arak em uma proporção que
não supere 5 % em volume
Uma mudança da classificação 22.03 a
Canada 0% 22.09 de qualquer classificação fora do
grupo.

Mudança de classificação, exceto das


Brasil 0%
classificações 2204 a 2208.
A partir de materiais não classificados
nas classificações 2207 ou 2208; nas
quais a uva ou os materiais derivados
da uva utilizados devem ser obtidos
Irlanda 22087002 20% 0% em sua totalidade ou na qual, se os
demais materiais utilizados são já
originais, pode se utilizar arak em
uma proporção que não supere 5 %
em volume
Uma mudança da classificação 22.03 a
Estados Unidos 0% 22.09 de qualquer classificação fora
do grupo.
Mudança de classificação, exceto das
Brasil 0%
classificações 2204 a 2208.

A partir de materiais não classificados nas


classificações 2207 ou 2208; nas quais a
22087099 20%
uva ou os materiais derivados da uva
utilizados devem ser obtidos em sua
Espanha 0%
totalidade ou na qual, se os demais
materiais utilizados são já originais, pode
se utilizar arak em uma proporção que
não supere 5 % em volume

58
Uma mudança da classificação 22.03 a
Estados Unidos 0% 22.09 de qualquer classificação fora do
grupo.
A partir de materiais não classificados nas
classificações 2207 ou 2208; nas quais a
uva ou os materiais derivados da uva
utilizados devem ser obtidos em sua
Alemanha 0%
totalidade ou na qual, se os demais
materiais utilizados são já originais, pode
se utilizar arak em uma proporção que
não supere 5 % em volume

Mudança de classificação, exceto das


Brasil 8%
classificações 2204 a 2208.
22089001 10%
Uma mudança da classificação 22.03 a
Estados Unidos 0% 22.09 de qualquer classificação fora
do grupo.
Mudança de classificação, exceto das
Brasil 22089002 20% 16%
classificações 2204 a 2208.

Mudança de classificação, exceto das


Brasil 0%
classificações 2204 a 2208.
22089003 20%
Uma mudança da classificação 22.03 a
Estados Unidos 0% 22.09 de qualquer classificação fora
do grupo.

Mudança de classificação, exceto das


Brasil 0%
classificações 2204 a 2208.
A partir de materiais não classificados nas
classificações 2207 ou 2208; nas quais a
uva ou os materiais derivados da uva
22089004 20% utilizados devem ser obtidos em sua
Espanha 0%
totalidade ou na qual, se os demais
materiais utilizados são já originais, pode
se utilizar arak em uma proporção que
não supere 5 % em volume
Uma mudança da classificação 22.03 a
Estados Unidos 0% 22.09 de qualquer classificação fora do
grupo.

Mudança de classificação, exceto das


Brasil 22089005 20% 0%
classificações 2204 a 2208.

Mudança de classificação, exceto das


Brasil 16%
22089099 20% classificações 2204 a 2208.
A partir de materiais não classificados nas
Itália 0% classificações 2207 ou 2208; nas quais a
uva ou os materiais derivados da uva

59
utilizados devem ser obtidos em sua
totalidade ou na qual, se os demais
materiais utilizados são já originais, pode
se utilizar arak em uma proporção que
não supere 5 % em volume
A partir de materiais não classificados nas
classificações 2207 ou 2208; nas quais a
uva ou os materiais derivados da uva
utilizados devem ser obtidos em sua
Espanha 0%
totalidade ou na qual, se os demais
materiais utilizados são já originais, pode
se utilizar arak em uma proporção que
não supere 5 % em volume

Mudança de capítulo

Brasil 16% Uma mudança da classificação 22.03 a


22.09 de qualquer classificação fora
22090001 20%
do grupo.
Todos os materiais utilizados se
Itália 0% classificam em uma classificação
diferente a do produto

Mudança de classificação, exceto das


Brasil 0%
22084099 20%
classificações 2204 a 2208.

Jamaica 20% Não requer norma de origem.


Fonte: Regime de origem do MERCOSUL. Recuperado de: http://www.sice.oas.org/trade/mrcsrs/decisions/dec0104s.asp
Fonte: Market Access Map. Recuperado de: https://www.macmap.org/QuickSearch/FindTariff/FindTariff.aspx
Fonte: TradeMap. Recuperado de: https://www.trademap.org/Country_SelProductCountry_TS.aspx

2.2 IVA
Classificação Fiscal Mexicana IVA Norma

9021001 0,00% Regras Gerais de Comércio Exterior (5.2.3)

9022001 0,00% Regras Gerais de Comércio Exterior (5.2.3)

9023001 0,00% Regras Gerais de Comércio Exterior (5.2.3)

9024001 0,00% Regras Gerais de Comércio Exterior (5.2.3)

9030001 0,00% Regras Gerais de Comércio Exterior (5.2.3)

20091101 0,00% Regras Gerais de Comércio Exterior (5.2.3)

20091201 0,00% Regras Gerais de Comércio Exterior (5.2.3)

20091901 0,00% Decreto Oficial Federal 26/XII/2013.

60
20092101 0,00% Diário Oficial da Federação (26/XII/2013)

20092999 0,00% Diário Oficial da Federação (26/XII/2013)

20093101 0,00% Diário Oficial da Federação (26/XII/2013)

20093199 0,00% Diário Oficial da Federação (26/XII/2013)

20093901 0,00% Diário Oficial da Federação (26/XII/2013)

20093999 0,00% Diário Oficial da Federação (26/XII/2013)

20094101 0,00% Diário Oficial da Federação (26/XII/2013)

20094901 0,00% Diário Oficial da Federação (26/XII/2013)

20095001 0,00% Diário Oficial da Federação (26/XII/2013)

20096101 0,00% Diário Oficial da Federação (26/XII/2013)

20096999 0,00% Diário Oficial da Federação (26/XII/2013)

20097101 0,00% Diário Oficial da Federação (26/XII/2013)

20097999 0,00% Diário Oficial da Federação (26/XII/2013)

20098101 ? Diário Oficial da Federação (26/XII/2013)

20098999 ? Diário Oficial da Federação (26/XII/2013)

20099001 0,00% Diário Oficial da Federação (26/XII/2013)

21012001 0,00% Regras Gerais de Comércio Exterior (5.2.3)- Anexo 27

21013001 0,00% Regras Gerais de Comércio Exterior (5.2.3)- Anexo 27

22011001 0,00% Diário Oficial da Federação (26/XII/2013)

22019001 16,00% Diário Oficial da Federação (26/XII/2013)- Anexo 27

22019002 0,00% Regras Gerais de Comércio Exterior (5.2.3)- Anexo 27

22021001 16,00% Circular T-83/15

22029001 16,00% Circular T-83/15

61
22029002 16,00% Circular T-83/15

22029003 16,00% Circular T-83/15


22029004 0,00% Circular T-83/15
22029005 16,00% Circular T-83/15
22030001 16,00% Circular T-83/15
22041001 16,00% Circular T-83/15
22041099 16,00% Circular T-83/15
22042101 16,00% Circular T-83/15
22042102 16,00% Circular T-83/15
22042103 16,00% Circular T-83/15
22042999 16,00% Circular T-83/15
22043099 16,00% Circular T-83/15
22051001 16,00% Circular T-83/15
22051099 16,00% Circular T-83/15
22059001 16,00% Circular T-83/15
22059099 16,00% Circular T-83/15
22060001 16,00% Circular T-83/15
22060099 16,00% ?
22082001 16,00% Circular T-83/15

22082002 16,00% Imposto Especial sobre Produção e Serviços (IEPS)

22082003 16,00% Circular T-83/15


22082099 16,00% Circular T-83/15
22083001 16,00% Circular T-83/15
22083002 16,00% Circular T-83/15
22083003 16,00% Circular T-83/15
22083004 16,00% Circular T-83/15
22083099 16,00% Circular T-83/15
22084001 16,00% Circular T-83/15
22084099 16,00% Circular T-83/15
22085001 16,00% Circular T-83/15
22086001 16,00% Circular T-83/15
22087001 16,00% Circular T-83/15
22087002 16,00% Circular T-83/15
22087099 16,00% Circular T-83/15
22089001 16,00% Circular T-83/15
22089002 16,00% Circular T-83/15
22089003 16,00% Circular T-83/15
22089004 16,00% Circular T-83/15
22089005 16,00% Circular T-83/15

62
22089099 16,00% Circular T-83/15

22090001 0,00% Regras Gerais de Comércio Exterior (5.2.3)- Anexo 27

Fonte: Sistema de Información Arancelaria (SIAVI)

ANEXO 3

3.1 Reformas mexicanas


Reformas Resultados iniciais

∙ Mais de três pontos percentuais do PIB em receita fiscal adicional


Reforma do Mercado Laboral (2012)
∙ A informalidade caiu de 59,5% em 2012 para 56,9% em 2017.

∙ Mais de três pontos percentuais do PIB em receita fiscal adicional

Reforma da Política Fiscal (2012)


∙ A base aumentou de 38 para 66 milhões de contribuintes.

Reforma da Qualidade Educacional (2013) ∙ Bolsas para 3 em cada 10 alunos de escolas públicas.

Reforma do Mercado Energético (2013) ∙ Mais de 70 novas empresas energéticas.

∙ Liberalização do setor financeiro (2014).

Política da Concorrência e Reforma ∙ 13 milhões de pessoas obtiveram acesso a serviços financeiros.


Regulatória (2013)

∙ Aumento das multas por práticas de monopólio.

∙ 50 milhões de assinantes adicionais de banda larga móvel.

Reforma das Telecomunicações


∙ Redução de 24% dos preços das telecomunicações entre 2013 e 2017.

Lei de Responsabilidade Fiscal para a ∙ A relação entre a dívida dos Estados e a transferência não alocada teve
Disciplina Subnacional uma redução de 88% a 80% em 2017.

Fonte: México, Systematic Country Diagnostic. World Bank.

63
3.2 Instituições envolvidas na política comercial

Secretarias de Estado Principais funções


∙ Estudar e propor ao Executivo Federal modificações tarifárias.

∙ Realizar as pesquisas em matéria de medidas de salvaguarda e impor as medidas


Economia resultantes dessas pesquisas.

∙ Adotar medidas não tarifárias para regular ou restringir a exportação, importação,


circulação e o trânsito de mercadorias ou modificar as existentes.

∙ Organizar e dirigir os serviços aduaneiros e de inspeção.


Fazenda e Crédito público ∙ Planejar, coordenar, avaliar e vigiar o sistema bancário.
∙ Fixar os critérios e valores globais dos estímulos fiscais.

∙ Conduzir a política exterior, para isso intervirá em todo tipo de tratados, acordos e
Relações Exteriores convenções dos quais o México faça parte.

∙ Coadjuvar a promoção comercial e turística do México.

∙ Estabelecer programas e ações para fomentar a produtividade e a rentabilidade das


atividades econômicas rurais.
Agricultura, Pecuária,
Desenvolvimento Rural, Pesca e
Alimentação ∙ Fiscalizar o cumprimento e aplicar a normatividade em matéria de sanidade animal e
vegetal; fomentar os programas e elaborar normas oficiais de sanidade animal e
vegetal; conceder certificações.

Secretarias do Estado Principais funções

∙ Formular e conduzir a política nacional em matéria de recursos naturais


Meio Ambiente e Recursos
Naturais
∙ Estabelecer normas oficiais sobre a exploração sustentável dos recursos naturais

∙ Emitir parecer quando o investimento estrangeiro participe em projetos de


Turismo
desenvolvimento turísticos ou no estabelecimento de serviços turísticos.

∙ Efetuar o controle sanitário de produtos e serviços, assim como de sua importação e


Saúde
exportação.

Fonte: Exame das Políticas Comerciais. Organização Mundial do Comércio

64
3.3 Índice de desenvolvimento logístico

Segundo o Índice de Desenvolvimento Logístico publicado pelo Banco Mundial em 2018, o México ocupou
o 53º lugar de 160 com uma pontuação de 3,08. A seguir, mostramos o desempenho apresentado em
cada um dos diferentes aspectos que compõem o Índice de 2018:

Aspecto avaliado Pontuação


Eficiência aduaneira 2,78
Qualidade da infraestrutura 2,90
Envios internacionais 3,09
Qualidade da logística 3,06

Rastreamento e acompanhamento de mercadoria 3,14

Tempo de espera 3,49

Fonte: Índice de Desempenho Logístico (2018). Banco Mundial

Comércio transfronteiriço

O Doing Business registra o tempo e custos associados ao processo logístico de exportação e importação
de mercadorias. Este indicador mede o tempo total e o custo (excluindo as tarifas) associado a três
conjuntos de procedimentos: documentação, controles transfronteiriços e transporte doméstico. Cabe
destacar que, na análise da exportação, leva-se em conta o produto com o qual o país tem vantagem
comparativa, enquanto que, na importação, o produto considerado para todas as economias são as
autopeças. Por sua vez, o modo de transporte é o porto comercial considerado no estudo, utilizado com
maior frequência para o comércio do produto escolhido para cada economia. Tendo isso em conta,
mostramos a seguir o desempenho do México no contexto mundial.

Importação

Indicador México OCDE

Tempo para importar: Conformidades na fronteira (horas) 44 8,5

Custo para importar: Conformidades na fronteira (USD) 450 100,2

Tempo para importar: Conformidades com documentos (horas) 18 3,4

65
Custo para importar: Conformidades com documentos (USD) 100 24,9

Fonte: Doing Bussiness (2018)

Normas, regulações e trâmites

Rotulagem ou envase

Símbolos e abreviaturas da rotulagem e envase:

Símbolo Significado
IDR Ingestão Diária Recomendada
IDS Ingestão Diária Sugerida
kJ Quilo joule
kcal Quilocaloria
L, l Litro
m/m massa/massa
mg Miligramas
ml, mL Mililitros
g Gramas
µg Micrograma

66
% Porcentagem
VNR Valor Nutricional de Referência

Fonte: Nom 051- SCFI/SSA1-2010. Elaboração: Ronderos e Cárdenas

Rotulagem de bebidas alcoólicas (exemplificação)

Fonte: NOM-142-SSA1/SCFI-2014

67
3.4 Outras regulamentações específicas

Símbolo Significado
NOM-144-SCFI-200058 Bebidas alcoólicas-Charanda-Especificações.
NOM-159-SCFI-200459 Bebidas alcoólicas-Sotol-Especificações e métodos de teste.
Bebidas alcoólicas-Bacanora-Especificações de elaboração, envase e
NOM-168-SCFI-200460
rotulagem.
NOM-006-SCFI-2012 Denominação de origem da “tequila”.
Bebidas alcoólicas-Bebidas alcoólicas que contêm tequila-Denominação,
NMX-V-049-NORMEX-200461
rotulagem e especificações.
NMX-V-012-NORMEX-200562 Bebidas alcoólicas-Vinho-Especificações.
63
NMX-V-020-NORMEX-2008 Bebidas alcoólicas destiladas-Gim-Denominação, rotulagem e especificações.
NMX-V-018-NORMEX-200964 Bebidas alcoólicas destiladas-Brandy-Denominação, rotulagem e especificações.
Bebidas alcoólicas-Vinho espumante e vinho com gás-Denominação,
NMX-V-047-NORMEX-2009
rotulagem e especificações.
Bebidas Alcoólicas-Determinação de dióxido de carbono (C02) em bebidas alcoólicas-
NMX-V-048-NORMEX-2009
Métodos de ensaio (teste).
NMX-V-002-NORMEX-201065 Bebidas alcoólicas destiladas-Ron-Denominação, rotulagem e especificações.
NMX-V-032-NORMEX-201066 Bebidas alcoólicas-Determinação da densidade relativa-Método de ensaio (teste).
Bebidas alcoólicas-Determinação de metais como cobre (Cu), chumbo (Pb),
NMX-V-050-NORMEX-201067 arsênico (As), zinco (Zn), ferro (Fe), cálcio (Ca), mercúrio (Hg), cádmio (Cd), por
absorção atômica-Métodos de ensaio (teste).
Bebidas alcoólicas-Determinação de adição de álcoois o açúcares provenientes de
cana, sorgo ou milho a bebidas alcoólicas provenientes de uva, maçã ou pera mediante
a Relação Isotópica de Carbono 13 (d13CVPDB), Determinação da origem de CO2 em
NMX-V-025-NORMEX-201068 bebidas alcoólicas com gás mediante a Relação Isotópica de Carbono 13 (d13CVPDB),
Determinação de adição da água nos vinhos mediante a Relação Isotópica do Oxigênio
18 (d18OVSMOW), por espectrometria de massas de isótopos estáveis-Métodos de
teste.
Bebidas alcoólicas destiladas-Whisky e whiskey-Denominação, rotulagem e
NMX-V-001-NORMEX-201269
especificações.
Bebidas alcoólicas fermentadas-Sidra natural-Sidra-Sidra com gás-Denominação,
NMX-V-011-NORMEX-201370
rotulagem e especificações
Bebidas alcoólicas-Determinação de aldeídos, ésteres, metanol e álcoois
NMX-V-005-NORMEX-201371
superiores-Métodos de ensaio (teste)

58 NOM-144-SCFI-2000 (http://legismex.mty.itesm.mx/normas/scfi/scfi144.pdf)
59 NOM-159-SCFI-2004 (http://www.ordenjuridico.gob.mx/Documentos/Federal/wo45110.pdf)
60
NOM-168-SCFI-2004 (https://www.google.com/search?q=NOM-168-SCFI-2004.&oq=NOM-168-SCFI-
2004.&aqs=chrome..69i57.4147j0j4&sourceid=chrome&ie=UTF-8#)
61 NMX-V-049-NORMEX-2004 (http://dof.gob.mx/nota_detalle_popup.php?codigo=5253160)
62 NMX-V-012-NORMEX-2005 (http://www.dof.gob.mx/normasOficiales/5933/seeco2a12_C/seeco2a12_C.html)
63 NMX-V-020-NORMEX-2008 (http://dof.gob.mx/nota_detalle.php?codigo=5044744&fecha=13/06/2008)
64 NMX-V-018-NORMEX-2009 (dof.gob.mx/nota_to_doc.php?codnota=5118027)
65 NMX-V-002-NORMEX-2010 (http://dof.gob.mx/nota_detalle.php?codigo=5141312&fecha=30/04/2010)
66 NMX-V-032-NORMEX-2010 (http://www.dof.gob.mx/nota_detalle.php?codigo=5512952&fecha=13/02/2018)
67
NMX-V-050-NORMEX-2010 (http://dof.gob.mx/nota_detalle.php?codigo=5178938&fecha=22/02/2011)
68 NMX-V-025-NORMEX-2010 (http://www.dof.gob.mx/nota_detalle_popup.php?codigo=5290967)
69 NMX-V-001-NORMEX-2012 (http://dof.gob.mx/nota_detalle.php?codigo=5268349&fecha=17/09/2012)
70 NMX-V-011-NORMEX-2013 (www.dof.gob.mx/nota_to_doc.php?codnota=5502881)
71
NMX-V-005-NORMEX-2013 (http://www.dof.gob.mx/nota_detalle.php?codigo=5330533&fecha=23/01/2014)

68
Bebidas alcoólicas-Determinação de açúcares-Açúcares redutores diretos e totais-
NMX-V-006-NORMEX-201372
Métodos de ensaio (teste).
Bebidas alcoólicas-Determinação do teor alcoólico (porcentagem de álcool em
NMX-V-013-NORMEX-201373
volume a 20 °C (% Alc. Vol.)-Métodos de ensaio (teste).
Bebidas alcoólicas-Determinação de anidrido sulfuroso, dióxido de enxofre (SO2) libre
NMX-V-027-NORMEX-201474
e total-Métodos de ensaio (teste).
Bebidas alcoólicas-Determinação da acidez total, acidez fixa e acidez volátil-
NMX-V-015-NORMEX-201475
Métodos de teste
NMX-V-017-NORMEX-201476 Bebidas alcoólicas-Determinação de extrato seco e cinzas-Método de ensaio (teste)
Bebidas alcoólicas destiladas-Vodka-Denominação, rotulagem e
NMX-V-019-NORMEX-201677
especificações
NMX-V-030-NORMEX-201678 Bebidas alcoólicas-Vinho generoso-Denominação, rotulagem e especificações
79
NMX-V-034-NORMEX-2016 Bebidas alcoólicas-Álcool etílico (etanol)-Matéria prima- Especificações

72 NMX-V-006-NORMEX-2013 (http://dof.gob.mx/nota_detalle.php?codigo=5551812&fecha=05/03/2019)
73 NMX-V-013-NORMEX-2013 (http://dof.gob.mx/nota_detalle.php?codigo=5288189&fecha=18/02/2013)
74 NMX-V-013-NORMEX-2013 (http://dof.gob.mx/nota_detalle.php?codigo=5288189&fecha=18/02/2013)
75
NMX-V-015-NORMEX-2014 (http://www.dof.gob.mx/nota_detalle_popup.php?codigo=5387317)
76 NMX-V-017-NORMEX-2014 (http://www.dof.gob.mx/nota_detalle_popup.php?codigo=5387317)
77 NMX-V-019-NORMEX-2016 (http://www.dof.gob.mx/nota_detalle.php?codigo=5469375&fecha=19/01/2017)
78 NMX-V-030-NORMEX-2016 (http://www.dof.gob.mx/nota_detalle.php?codigo=5468832&fecha=10/01/2017)
79
NMX-V-034-NORMEX-2016 (http://www.dof.gob.mx/nota_detalle.php?codigo=5468831&fecha=10/01/2017)

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GLOSSÁRIO

Acarreo (acarretamento, transporte em caminhão): traslado de bens ou mercadorias dentro do recinto


portuário em sua porção terrestre.

Agente de aduanas: pessoa física autorizada pela Secretaria da Fazenda e Crédito Público, mediante uma
patente, para promover por conta alheia o despacho das mercadorias nos diferentes regimes aduaneiros.

Alijo (contrabando): conjunto de gênero ou mercadorias de contrabando, transportado ou comprado de


forma ilícita.

Representante aduaneiro: pessoa física designada por outra persona física ou jurídica para que, em seu
nome ou representação, se responsabilize pelo despacho de mercadorias.

Tarifa Ad- Valorem: oneração expressa como porcentagem fixa do valor do bem importado.

Tarifa específica: oneração expressa em unidades monetárias sobre ou por cada unidade de medida de
um bem importado.

Tarifa mista: aquela composta por uma tarifa ad valorem e uma específica, aplicadas simultaneamente
para onerar a importação de um bem.

Base tributável do Imposto Geral de Importação: valor em aduana da mercadoria.

Bebidas Alcoólicas: bebidas quem sob uma temperatura de 15 °C tenham um grau alcoólico entre 3° e
55° Gay Lussac (G.L.), incluindo a aguardente e os concentrados de bebidas alcoólicas, inclusive quando
estes tenham uma graduação alcoólica maior.

Boleto aduaneiro: documento aduaneiro mediante o qual serão pagos os impostos e que deve ser
apresentado nas repartições aduaneiras para realizar o procedimento.

Caderno ATA: documento aduaneiro internacional válido como declaração em aduana, que permite
identificar as mercadorias e que inclui uma garantia internacional para cobrir os direitos e impostos sobre
o comércio exterior e demais contribuições e quantidades exigíveis para sua importação.

Decreto IMMEX: Decreto para o Fomento da Indústria Manufatureira, Maquiladora e de Serviços de


Exportação referido no artigo Único do Decreto.

Despacho aduaneiro: conjunto de atos e formalidades relativos à entrada e saída de mercadorias do


território nacional.

Despacho direto: despacho aduaneiro das mercadorias sem a intervenção de um agente aduaneiro.

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Importação: entrada legal de mercadoria de procedência estrangeira com a finalidade de permanecer no
território nacional.

Impostos sobre o comércio exterior: são os tributos que devem ser pagos de acordo com as tarifas
determinadas pelas leis para as operações de entrada e saída de bens e serviços no território nacional.

Imposto ao Valor Agregado (IVA): imposto que deve ser pago pelas pessoas físicas e jurídicas que, em
território nacional, realizem atos, tales como alienação de bens, prestação de serviços independentes,
importação de bens ou serviços e concedam o uso o usufruto temporário de bens.

Norma Oficial Mexicana (NOM): regulação técnica de observância obrigatória, expedida pelas
dependências competentes, com uma multiplicidade de finalidades, cujo conteúdo deve reunir certos
requisitos e seguir o procedimento legal.

Pedimento (requerimento): espécie de declaração fiscal relativa ao cumprimento de obrigações


tributarias em matéria de comércio exterior, por meio do qual o importador ou exportador manifesta à
aduana, a mercadoria que vai importar ou exportar. O Pedimento (requerimento) é um documento fiscal
elaborado em um formato aprovado pela Secretaria da Fazenda e Crédito Público.

Responsáveis solidários: mandatários, agentes aduaneiros, proprietário o titular das mercadorias.

Reexportação: retorno ao estrangeiro de mercadoria importada temporariamente sob o amparo de um


Caderno ATA.

Sócio comercial certificado: pessoa física ou jurídica que mantém uma relação comercial com uma
empresa que realiza operações de comércio exterior e participa de sua cadeia de fornecimentos, seja
como provedor de materiais para a elaboração, embalagem ou envase das mercadorias submetidas a
comércio exterior, ou como provedor de serviços que da mesma forma intervém no controle,
manipulação, traslado e/ou coordenação destas, atendendo os padrões mínimos correspondentes em
matéria de segurança.

Transbordo: descarga de mercadorias de uma aeronave ou embarcação para sua imediata carga em outra
aeronave ou embarcação.

Valor CIF: cláusula de compra e venda que inclui o valor das mercadorias no país de origem, o frete e
seguro até o ponto de destino.

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BIBLIOGRAFIA

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niveles-de-gobierno-en-mexico/

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(2006). Disponível em: https://www.scjn.gob.mx/sites/default/files/material_didactico/2016-
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∙ ¿Qué es el Poder Judicial de la Federación? Suprema Corte de Justicia de la Nación. Disponível em:
https://www.scjn.gob.mx/sites/default/files/material_didactico/2016-11/Que-PJF.pdf

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∙ Manual de Organización General de la Secretaria de Economía. Disponível em:


https://www.gob.mx/cms/uploads/attachment/file/22318/M3.pdf

∙ Lei aduaneira mexicana

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∙ Sistema de Información de Tratados Comerciales Internacionales. Disponível em:
http://www.economia-snci.gob.mx/sicait/5.0/

∙ Sistema de información arancelaria. Disponível em: http://www.economia-snci.gob.mx/

∙ Banco mundial. Disponível em: https://www.bancomundial.org/

∙ La Industria de las Bebidas no Alcohólicas en México (2015). Universidad Autónoma de Nuevo León.
Disponível em: https://impuestosaludable.org/wp-content/uploads/2013/06/La-industria-de-las-
bebidas-no-alcoh%C3%B3licas-en-m%C3%A9xico_vf_UANL.pdf

∙ Euromonitor. Disponível em: https://www.euromonitor.com/

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