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MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL

Secretaria de Infra-estrutura Hídrica

Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias


Hidrográficas do Nordeste Setentrional

Projeto Executivo do Lote C - Eixo Leste

ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA

BARRAGEM SALGUEIRO

ESPECIFICAÇÃO PARA INJEÇÕES DE CALDA DE CIMENTO

1230-EST-2107-04-02-001-R02
RECIFE-PE

Junho-2009
MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL

Secretaria de Infra-estrutura Hídrica

Projeto de Integração do Rio São Francisco com


Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional

Projeto Executivo do Lote C – Eixo Leste

ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA

BARRAGEM SALGUEIRO

ESPECIFICAÇÃO PARA INJEÇÕES DE CALDA DE CIMENTO

1230-EST-2107-04-02-001-R02

RECIFE-PE

Junho- 2009
Título Número Folha 1/1

ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA - ESPECIFICAÇÃO PARA INJEÇÕES DE CALDA


1230-EST-2107-04-02-001
DE CIMENTO

Esta folha índice indica em que revisão está cada folha na emissão citada

Fl/Rev 0 1 2 3 4 5 6 7 Fl/Rev 0 1 2 3 4 5 6 7 Fl/Rev 0 1 2 3 4 5 6 7 Fl/Rev 0 1 2 3 4 5 6 7


1 36 71 106
2 37 72 107
3 38 73 108
4 39 74 109
5 40 75 110
6 41 76 111
7 42 77 112
8 43 78 113
9 44 79 114
10 45 80 115
11 46 81 116
12 47 82 117
13 48 83 118
14 49 84 119
15 50 85 120
16 51 86 121
17 52 87 122
18 53 88 123
19 54 89 124
20 55 90 125
21 56 91 126
22 57 92 127
23 58 93 128
24 59 94 129
25 60 95 130
26 61 96 131
27 62 97 132
28 63 98 133
29 64 99 134
30 65 100 135
31 66 101 136
32 67 102 137
33 68 103 138
34 69 104 139
35 70 105 140

02 25/1/2010 José Claúdio Acciolly E Mudança de Status Conforme ATA 0535

01 4/1/2010 José Claúdio Acciolly B Revisão Geral

00 19/6/2009 José Claúdio Acciolly B Emissão Inicial

Rev. Data Por Em. Aprov. Descrição das revisões

TIPO DE EMISSÃO

(A) Preliminar (E) Para Construção (I) de Trabalho


(B) Para Aprovação (F) Conforme Comprado ()
(C) Para Conhecimento (G) Conforme Construído ()
(D) Para Cotação (H) Cancelado ()

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SUMÁRIO

1 INJEÇÃO DE CALDA DE CIMENTO NOS PREPAROS DE FUNDAÇÕES ....................................... 1


1.1 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS ................................................................................................................... 1
1.1.1 Aspectos Gerais ................................................................................................................................ 1
2 EQUIPAMENTOS................................................................................................................................ 1
3 MATERIAIS DE INJEÇÃO .................................................................................................................. 1
4 PERFURAÇÃO E LAVAGEM DOS FUROS ....................................................................................... 1
5 SEQÜÊNCIA DE PERFURAÇÃO E INJEÇÃO ................................................................................... 2

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1 INJEÇÃO DE CALDA DE CIMENTO NOS PREPAROS DE FUNDAÇÕES
1.1 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

1.1.1 Aspectos Gerais

As injeções deverão ser executadas conforme indicado nos desenhos de projeto e nestas
Especificações Técnicas, sendo que os arranjos adotados poderão ser modificados e/ou
complementados mediante solicitação prévia da FISCALIZAÇÃO, em função das
condições geológico-geotécnicas observadas.

Os tipos de injeção projetados e finalidades compreendem:

a) Injeção de impermeabilização: visa diminuir a condutividade hidráulica do maciço


rochoso por meio de uma cortina constituída de uma ou mais linhas de injeção.

b) Injeção de consolidação: visa o preenchimento de fraturas ou cavidades naturais ou


zonas de excessivo fraturamento no maciço rochoso de fundação das estruturas de
concreto.

c) Injeção de enchimento: visa preencher os vazios entre o concreto e a rocha no caso de


túneis revestidos por concreto.

2 EQUIPAMENTOS
Os equipamentos devem ser dimensionados para atingir os objetivos definidos no projeto
e atender o cronograma da obra, sendo obrigatório atender os seguintes requisitos:

• Capacidade de injetar até 150 l/min a uma pressão de 1,5 mpa;

• Tubulações com diâmetro interno mínimo de 38 mm;

• Possibilitar a execução de injeção simultânea;

• Dispor de um circuito de retorno para controle da calda e da pressão de injeção;

• Possibilitar a execução de ensaios de injeção.

3 MATERIAIS DE INJEÇÃO
A calda deverá ser constituída basicamente, de água e cimento, podendo receber a
adição de areia, aditivos e outros materiais considerados necessários. Os diferentes
materiais utilizados pelo CONSTRUTOR deverão atender às diretrizes contidas nestas
Especificações Técnicas. As dosagens das caldas serão determinadas pela
FISCALIZAÇÃO em função das absorções, fixando, a princípio, a relação água/cimento
(A/C) variando entre 0,5 e 0,7 (em peso) e no caso de argamassa, a relação
cimento/areia/água na proporção 2:1:1 (em peso).

4 PERFURAÇÃO E LAVAGEM DOS FUROS


As perfurações deverão ser executadas nos locais e nas inclinações indicadas nos
desenhos de projeto com diâmetro mínimo de 7,5 cm através de equipamentos de roto-
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percussão. Nos furos de reconhecimento e verificação deverão ser utilizados
equipamentos rotativos com diâmetro NX, quando deverão ser recuperados os
testemunhos de sondagem.

Os furos deverão ser lavados com jatos de água e ar, aplicados até que a água retorne
limpa e sem detritos. Não serão permitidos os usos de graxa e de outros lubrificantes e,
também, de lamas durante a perfuração.

Em furos determinados nos Desenhos de Projeto e onde solicitado pela FISCALIZAÇÃO,


deverão ser realizados ensaios de perda d'água segundo especificações da ABGE -
Boletim 02, Nov/75 - Ensaios de Perda d'Água sob Pressão - Diretrizes.

5 SEQÜÊNCIA DE PERFURAÇÃO E INJEÇÃO


A seqüência de perfuração e injeção deverá obedecer ao método da diminuição
progressiva de espaçamento, definindo os furos primários ou de 1ª ordem; os furos
secundários ou de 2ª. ordem e sucessivamente os furos de ordem superior. As injeções
deverão ser iniciadas pelos furos de 1ª ordem e sucessivamente pelos furos de ordem
superior. Nenhum furo de ordem superior deverá ser perfurado antes do término das
injeções dos furos de ordem inferior. Em função das absorções registradas, por decisão
da FISCALIZAÇÃO, os serviços de injeção poderão ser cancelados.

As injeções deverão ser executadas em trechos ascendentes de 3 m, obrigatoriamente


coincidentes aos trechos de ensaios de perda d'água, quando existirem. Quando as
condições do maciço rochoso não permitirem injeções por trechos ascendentes, a critério
da FISCALIZAÇÃO, poderão ser realizadas injeções por trechos descendentes.

A pressão máxima de injeção deverá ser determinada pela seguinte equação:

a) P = 0,25 x h (kg/cm2)

onde:

• h = altura em metros, medida na vertical, entre a boca do furo e a profundidades do


ponto médio entre os obturadores.

Caso ocorra surgência de calda de cimento em furos ainda não injetados, a injeção
deverá ser paralisada temporariamente e os furos obturados para reiniciar os serviços
com injeção simultânea.

A injeção da calda de cimento de cada trecho deverá ser iniciada com relação A/C = 0,7
(em peso) até uma absorção de 300 kg de cimento; em seguida, passando para relação
0,6 até uma absorção de 500 kg e por fim, com relação 0,5 até a absorção de mais 1.000
kg de cimento. Alcançados esses valores, a injeção deverá ser interrompida por um
período de 3 h e depois retomada, observando os mesmos critérios até atingir a pressão
estabelecida. Caso não seja estabelecida a pressão determinada, a FISCALIZAÇÃO
poderá optar pela utilização de caldas com areia.

A rejeição fica caracterizada quando o furo não absorver quantidade de calda superior a 1
litro por minuto durante 10 minutos ou houver recusa total da calda durante 5 minutos,
mantida a pressão máxima correspondente.

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