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COMO SALVAR A LITURGIA?

AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus por ter me dado esta oportunidade de percorrer em todas zonas, que me permitiu
inteirar-me, corpo e alma na vida das comunidades cristãs da nossa Missão e Paróquia de Santo
António de Maganja da Costa. Agradeço a Jesus que por meio de Maria sua mãe Santíssima me
inspirou e dotou-me de conhecimentos para fazer este levantamento, apesar da minha ignorância nos
aspectos em que me faço de perito. Agradeço a todos Sacerdotes pelo empenho e dedicação nos seus
trabalhos do dia-a-dia, que não é fácil, na luta incansável e sem trégua, orientados para a consolidação
e aperfeiçoamento, da parte da comunidade, dos actos litúrgicos. Agradeço ao Padre Isidro Mariano
Chipimba que não me deixava quando ia às comunidades, permitindo desta maneira que eu estivesse
a par de todos os acontecimentos litúrgicos daquela parcela da nossa Diocese. Agradeço a minha
família, que sentindo a minha ausência não se incomodou e nem reclamou, permitindo-me, de certa
maneira, fazer esta digressão que considero de peregrinação em quase todas as zonas. Agradeço a
você que vai ler e vai tecer o seu comentário. Bem-haja.

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Indice
AGRADECIMENTOS......................................................................................................................1
INTRODUÇÃO................................................................................................................................3
O QUE E A LITURGIA?..................................................................................................................3
A Liturgia participa do grande desejo de Jesus:............................................................................4
MALES QUE ENFERMAM A LITURGIA.....................................................................................5
CASOS NOTAVEIS.....................................................................................................................6
LITURGIA DE CANTO............................................................................................................7
LITURGIA DA PALAVRA......................................................................................................7
OFERTORIO………………………………………………………………………………………
……………………………………………………….9
LITURGIA
EUCARÍSTICA………………………………………………………………………………
……………………………………..9
MODOS E PROCEDIMENTOS.................................................................................................10
PARAMENTAÇÃO................................................................................................................10
A CRUZ...................................................................................................................................10
LIMPEZA E PURIFICAÇÃO.................................................................................................10
GENUFLEXÃO E VÉNIA......................................................................................................11
EVITAR MOVIMENTAÇÃO DESNECESSÁRIA...................................................................11
CIÚMES E APROPRIAÇÃO DE FUNÇÕES........................................................................11
EVITAR ACRESCENTAR RITOS NA LITURGIA.................................................................12
CORES LITÚRGICAS............................................................................................................12
LEITURAS E ORAÇÕES.......................................................................................................13
É OBRIGATÓRIO O USO DO VÉU (LENÇO) NA SANTA MISSA?........................................13
PODE SE COMUNGAR DESCALCO?.........................................................................................14
ACOLHIMENTO E HOSPITALIDADE AO PRESBÍTERO.......................................................15
A HORA DO ALMOÇO.............................................................................................................16
Pequenos detalhes que fazem a diferença e unem a Igreja.............................................................16
CONCLUSÃO................................................................................................................................18
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................................................18
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INTRODUÇÃO

Não é bom deixar o teu irmão no erro; assim como não é bom ver os teus irmãos a cometerem várias
irregularidades, passar sem dizer nada. Não é bom deixar um cego cair na cova. É uma obra de
caridade, corrigir os que erram; também é uma obra de misericórdia, ensinar os ignorantes. Nesta
perspetiva e depois de participar em várias celebrações litúrgicas nas diferentes zonas da nossa
Missão e Paróquia de Santo António de Maganja da Costa, e depois de constatar vários atropelos e
desrespeito aos actos litúrgicos, propus-me a fazer um levantamento de todos pontos negativos
observados e outros fornecidos por fontes orais, com a intensão de reproduzi-los numa folha de papel,
para depois levar às mãos dos visados, com a nobre missão de ensinar os que não sabem e corrigir os
que erram.
Não escrevo somente àqueles que cometeram algum erro. Mas também a todos que gostariam de
saber como se comportar durante a Liturgia e o que se faz durante o momento litúrgico. Muitas vezes,
por ignorância, somos obrigados a imitar erros daqueles que ficam em frente de nós (ministros
extraordinários), pensando que são as pessoas mais certas e dignas de ser seguidas. Enquanto, na
verdade, estão a fazer coisas sem saber e por causa de orgulho não conseguem perguntar. Outros são
daqueles que cometem atropelos com vontade própria, e nós, por causa de considerá-los como se
fossem os mais perfeitos, ficamos ali a aplaudir como se estivessem a proceder de maneira mais
perfeita. Estes, quando descobrirem que entre eles existe alguém que entende um pouco mais as
coisas que eles ignoram, colocam-se contra tudo o que tal pessoa faz. Eles consideram um
ensinamento como se fosse uma afronta. Infelizmente.
Não escrevo aos estudiosos, sociólogos, canonistas, exegetas, etc. Mas sim, aos fiéis, ignorantes como
eu. É uma obra que sai dum ignorante para os ignorantes. Quer dizer: o conteúdo não é muito
científico. O cuidado foi de escrever usando uma linguagem clara, que todos possa perceber e
assimilar o que se pretende transmitir.
Seria bom se todos conseguissem ler estes escritos, feitos com muito carinho, a pensar em vocês e
naqueles que sabem mais em relação aos outros. Afinal de contas, “ saber não ocupa lugar”.
(Provérbio popular)

O QUE E A LITURGIA?
A Liturgia é o culto sagrado que os antigos levitas ofereciam a Deus e que hoje é prestado pelo
próprio Cristo, que se fez Sacerdote e Vítima de nova e definitiva Aliança, estendido até nossos
dias pela celebração da Eucaristia, que unindo o nosso sacrifício ao de Cristo nos faz também
“hóstias vivas”.
A Liturgia católica, instituída por Jesus, visa celebrar (tornar célebre), dar importância, honrar,
exaltar, em comunidade, a Santíssima Trindade de modo especial e celebrar os “santos mistérios”.
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O Concílio Vaticano II, através da Constituição Dogmática Sacrosanctum Concilium (SC) expôs
de modo admirável o que é a Liturgia e como ela deve se realizar. “Na liturgia Deus fala a seu
povo. Cristo ainda anuncia o Evangelho. E o povo responde a Deus, ora com cânticos, ora com
orações.” (SC,13).

Pela Liturgia a Igreja celebra o mistério de seu Senhor “até que Ele venha” e até que “Deus seja
tudo em todos” (1Cor 11,26;15,28).

A Liturgia é uma ação sagrada, com ritos, na Igreja e pela Igreja, pela qual se realiza e se
prolonga a obra sacerdotal de Cristo, para a santificação dos homens e a glorificação de Deus. (cf.
SC,7). Assim, para celebrar bem a Liturgia é preciso ter uma profunda noção do que é o
Cristianismo; o conhecimento da história da salvação, da obra de Cristo e da missão da Igreja.
Sem isto a Liturgia não pode ser bem compreendida e amada, e pode se transformar em ritos
vazios.

Podemos dizer que o último tempo da história da salvação – o tempo de Cristo e da Igreja – é o
tempo da Liturgia, uma vez que ela torna presente a obra redentora de Cristo pela celebração dos
Sacramentos, fazendo com que nós participemos da história da salvação.

A Liturgia é a própria história da salvação em exercício, já que nela se celebra (torna presente)
tudo o que Deus realizou ao longo dos séculos para salvar os homens. Jesus nos revelou
plenamente o Pai, e ensinou-nos a comunicar com Ele. Ele é a ponte entre nós e o Pai. Ele é o
Caminho, o Sacerdote único que apresenta a Deus as nossas preces (cf. Hb 5,7). É por isso que
nas celebrações litúrgicas fazemos todas as ofertas a Deus “por Cristo, com Cristo e em Cristo”;
tudo em seu Nome.

A Liturgia participa do grande desejo de Jesus:


“Desejei ardentemente comer esta páscoa convosco (…) até que ela se cumpra no Reino de
Deus.” (Lc 22,15-16).

Na liturgia, a Igreja celebra principalmente o mistério Pascal pelo qual Cristo realizou a obra da
nossa salvação (cf.Cat. §1067). É o mistério central da vida de Cristo, sua Paixão, Morte e
Ressurreição para nos salvar. A Páscoa dos judeus, onde celebravam a saída gloriosa do Egito, foi
apenas uma prefiguração da Páscoa de Cristo; a verdadeira passagem da morte para a vida.

Quando a Liturgia faz memória desses mistérios, ela os torna presentes, traz para o momento
actual esses acontecimentos da salvação e renova a nossa redenção; ainda nos indica o futuro: a
construção do Reino de Deus.

No divino sacrifício da Eucaristia, “se exerce a obra de nossa redenção”, contribui do modo mais
excelente para que os fiéis, em sua vida, exprimam e manifestem aos outros o mistério de Cristo e
a genuína natureza da verdadeira Igreja” (SC 2).

Pela Liturgia, Cristo, nosso redentor e sumo sacerdote, continua na sua Igreja, com ela e por ela, a
obra de nossa redenção. (Cat. §1069) Por meio dela, Jesus Cristo exerce o seu múnus sacerdotal,
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onde é realizada a santificação do homem, e o culto público integral pelo Corpo Místico de Cristo,
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cabeça e membros.
Por isso, afirmou Concilio Vaticano II (CV II) que “toda a celebração litúrgica, como obra de
Cristo sacerdote e de seu corpo que é a Igreja, é ação sagrada por excelência, cuja eficácia, no
mesmo título e grau, não é igualada por nenhuma outra acção da Igreja” (SC,7). (Cat. §1070).
Note-se, então, que nenhuma outra acção da Igreja supera a Liturgia. Por isso ela tem uma
importância fundamental. Todas as devoções do povo de Deus são importantes, especialmente as
recomendadas pela Igreja, mas a Liturgia as supera.

É toda a Igreja, o Corpo de Cristo unido à sua Cabeça, que celebra; por isso, as acções litúrgicas
não são acções privadas, mas celebrações da Igreja, que é o sacramento da unidade. Isto é, o povo
santo, unido e ordenado sob a direcção do Bispo. É por isso que a Igreja ensina que uma
celebração comunitária, com assistência e participação ativa dos fiéis, deve ser preferida do que
celebração individual ou quase privada. (cf. SC, 27 e Cat. §1140)

MALES QUE ENFERMAM A LITURGIA


A Liturgia é um elo de ligação entre Deus e a humanidade; é uma escada que nos leva até aos Céus; é
um momento em que Cristo se oferece em forma de sacrifício aos homens; ocasião propícia para a
restauração das nossas almas. Nesta ordem de ideias, e para que ela desempenhe este seu
importantíssimo papel, é necessário que cada um dos Cristãos saiba valorizá-la, fazendo com que o
ambiente seja propício, para que todos consigam estar em sintonia com Deus, e para que Ele possa
agir no coração de todos fieis que estiverem preparados para o receber.
Assistimos muitas vezes nas nossas comunidades situações muito constrangedoras. Uma ignorância
total dos procedimentos dos actos litúrgicos da parte da comunidade e dos ministros extraordinários.
Encontramos pessoas que durante a santa missa perturbam o ambiente, saindo e entrando;
conversando com este e com aquele; mexendo constantemente o telemóvel. Outros nem se quer
ajoelham, nos momentos recomendados para o efeito, e, ou permanecem sentados nos momentos em
que a assembleia se levanta.
Estes problemas aqui levantados e mais outros que enfermam a nossa liturgia são ocasionados na sua
maioria por pessoas “ricas de coração”. Chamamos de ricos de coração, aqueles que se acham
superiores aos outros. Estes, carregam toda a sua superioridade para dentro da Igreja e querem se
diferenciar dos pobres e dos pequeninos. Nota-se também uma perturbação provocada pela
movimentação desordenada de crianças e alguns adolescentes. Para o caso das crianças, propomos
que se faça catequese a parte para elas, enquanto a missa decorre. Devendo-se escolher pessoas que
gostam de crianças e sabem lidar se com elas. Excepto nas missas onde há baptismo de crianças e
primeiras comunhões. Ou então, que o responsável por elas seja mesmo responsável, de modo a ser
capaz de mandar calar aquelas que vão fazendo barrulho, e ou mandar sentar aquelas que pretenderem
sair desnecessariamente. O que acontece é que quando uma quer sair, todas saem com ela e voltam a
entrar, num movimento constante de ida e volta, fazendo barrulho com o arrasto de sapatos e de
chinelos. Mas também há o caso dos bonitos e bonitas, que pelo simples facto de sentirem-se bem
vestidos, e com um lindo penteado, uma boa maquiagem usam as naves das Igrejas como passarelas.
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Na Igreja, o chefe é Cristo. Segundo São Paulo: “ Cristo é a cabeça da Igreja”. É Ele o superior de
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todas as superioridades. Todas as atenções devem virar-se para Ele. Ninguém é autorizado a perturbar
a atenção dos outros. Você é chefe lá onde o é. Na missa você é igual a todos. Por isso ajoelhe-se para
Deus o Todo-poderoso.
A Liturgia é uma tripla presença de Cristo: Ele está presente pela palavra proclamada; presente nas
espécies (pão e ninho) e está presente na pessoa do sacerdote. Está presente o Pai, o Filho e o Espírito
Santo. Por isso os fiéis devem saber que quando se está na missa deve se excluir a ideia de pensar que
é um local de exibicionismos. É tempo para rezar e não ocasião de busca de elogios.
Vamos abandonar a ideia de pensar que só se vai a Igreja quando os nossos compadres estiverem lá.
Há cristãos do Domingo. Aqueles que no meio da semana são irreconhecíveis, incorrigiveis,
camuflados e misturados com tudo e com todos. Só vão a missa aos Domingos. Para eles, Missa só se
celebra aos Domingos. As missas que são celebradas no meio de semana não lhes interessa. Estes, no
Domingo aparecem para ocupar os primeiros bancos para o padre poder vê-los. Há que analisar:
vamos a missa para a salvação das nossas almas ou para agradar o Pároco?
Encontramos também aqueles que vão ocupar os primeiros bancos para registar tudo, de modo a ter
matéria para críticas e fofocas. Cristãos que não acreditam nos outros. Fazem comentários que põem
em causa a idoneidade do próprio Sacerdote. Pessoas que queriam que fossem elas a fazer tudo. Não
gostam de ver outros a orientar alguma tarefa. Estas pessoas criam um clima de anarquia nas nossas
comunidades: procuram criar amizade com os Sacerdotes e quando descobrirem que alguém está
sempre em conversa com os mesmos, passam a odiar. O que é espantoso é: as mesmas pessoas
quando estão com os Sacerdotes falam muito bem deles: elogiam, agradecem por isso e por aquilo.
Mas quando estão de costas, falam muito mal, fazendo críticas muito duras, infundadas e destrutivas.
Estas pessoas vão a Missa para serem conhecidas pela comunidade e pelos Sacerdotes, para quando
morrerem merecerem um funeral muito concorrido e com missa do corpo presente, onde o celebrante
na homilia vai elogiar e enaltecer pelas suas acções hipócritas. Daí surge a famosa pergunta: “que
espirito os move?”
Outro aspeto não menos grave é o de alguns ministros extraordinários, na sua má prestação das suas
tarefas, usam amuletos para intimidar a comunidade, e ou aos Sacerdotes para não serem afastados
dos seus ministérios. Sempre que são chamados para irem esclarecer questões que têm a ver com as
suas tarefas, levam algum amuleto por baixo da língua para não perderem razão.
Outra situação é daqueles que usam a feitiçaria, matam os responsáveis das comunidades para eles
poderem “ascender ao poder.” Estes, quando tomam as pastas das suas vítimas, são temidos: quando
chegam ninguém ousa levantar a voz. São prepotentes e autoritários; sem eles nada se pode fazer.
Existem muitas situações catastróficas e escandalosas nas nossas comunidades.
É Preciso ter paz no coração para poder desejar paz aos outros. Por isso exorto a todos fiéis para que
sempre que poderem agir, o façam de boa-fé para o bem de nós mesmos, para o bem do mais próximo
e para o bem da santa Madre Igreja.

CASOS NOTAVEIS
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Nestes pequenos trechos me ofereço a esclarecer caso por caso daqueles que são os aspetos negativos
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por mim levantados e os casos que constituem dificuldades na maior parte das nossas comunidades,
para não dizer em todas, durante a celebração da santa missa: Nas nossas zonas é normal ver pessoas
sentadas ao altar sem nada a fazer, sem paramento e sem saber o que fazer.
Por isso, extrai alguns pontos que acho pertinentes e graves para merecerem uma correção imediata.
A minha explicação não é infalível. Por isso, peço as vossas sugestões para enriquecer essa obra feita
com sentimentos fraternos para os irmãos. As vossas críticas são bem-vindas. Porém, lembrem-se do
seguinte ditado: “ não apague a brasa que fumega”, (Provérbio popular) enquanto se precisar fogo.
LITURGIA DE CANTO
 O Apóstolo Paulo exorta os fiéis, que se reúnem à espera da vinda do Senhor, que unam as suas
vozes para cantar salmos, hinos e cânticos espirituais (cf. Col 3, 16). O canto é sinal de alegria do
coração (cf. Actos 2, 46). Bem dizia Santo Agostinho: “Cantar é próprio de quem ama”.
O Atleta antes da competição precisa de gastar muito tempo e esforço nos treinamentos; procura estar
seguro e confiante que vai ganhar. O mesmo deve acontecer com todos aqueles que tiverem a
responsabilidade de terem que animar uma missa cantando. Não prepararam os cantos? Então, não
cantem. Querem cantar? Então, preparem os cantos e as pessoas que vão cantar. O que queremos são
missas bem animadas em cantos e não cantos mal entoados. “ Vale a pena andar sozinho do que mal
acompanhado”. (Provérbio popular)
A canção na celebração litúrgica é uma forma de rezar. E vem já de tempos antigos o provérbio:
“Quem bem canta, duas vezes reza”. Assistimos sempre fiéis que durante os cantos permanecem de
bocas fechadas. Os Homens pensam, erradamente que só as mulheres é que devem cantar. Mas
quando chega o tempo de comunhão quer ir comungar. Se não cantou é porque não rezou. E se não
rezou, por que comungar?
LITURGIA DA PALAVRA
Deus se revela pela Palavra e mantém um diálogo de amor com o seu povo. É bom saber que Ele está
vivo e que deseja se relacionar connosco e este relacionamento se dá na liturgia também por meio da
palavra, “quando se lêem as Sagradas Escrituras na Igreja, o próprio Deus fala a seu povo, e Cristo,
presente em sua palavra, anuncia o Evangelho.” Este momento é aquele em que por excelência Deus
nos fala, e cabe a nós responder. E o fazemos com o salmo, com a profissão de fé e na oração
universal. Mas acima de tudo na vida, a liturgia da palavra é uma grande advertência de Deus ao
nosso modo de agir, pensar e ver as coisas. Pensemos um pouco na Virgem Maria, o Evangelho nos
diz que “ela conservava todas essas palavras e as meditava em seu coração”; a meditação leva a
acção. Temos que saber viver a palavra e da Palavra inspirar-nos nas atitudes da Mãe de Deus. Essa
parte da liturgia deve ser vivida com uma intensidade tão grande e deixar que nossas vidas sejam
transformadas pelo mistério de modo que no fim da missa não fiquemos da mesma forma que
chegamos.
Quem tiver que proclamar a palavra de Deus precisa, antes, perceber a mensagem contida no texto
que vai proclamar. Assistimos, várias vezes, leitores que engolem palavras, sílabas e letras. Leitores
que atropelam as leituras e passam por cima delas. Alguns, em vez de ler em voz alta, murmuram. Se
você com o texto nas mãos não conseguir entender o que a leitura diz, como é que a assembleia sem
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ele poderá perceber?


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Caro leitor, para se fazer ouvir na missa proclamando as leituras é necessário uma preparação
antecipada. Se não preparou a leitura, não levante para ler. Se quer ler, então se prepare com
antecedência. Você que tem problema de visão que para ler precisa de óculos, habitue-se a ir ao
ambão com os óculos postos, para se evitar aquele desnecessário momento de espera. E mais: “quem
chega depois das leituras não se levante para comungar”.

OFERTÓRIO
Segundo a revelação da Nossa Senhora a Catalina, uma vidente da Bolívia: …”Na altura em que
levais as vossas ofertas ao altar de Deus para se juntar a oferta que o Sacerdote faz do vinho, da
água e do pão-que depois se vão transformar no corpo e sangue do Senhor-, também a vossa
oferta se converte numa oferta de amor….” Quer dizer: quando nós oferecemos ao altar do Senhor
as moedas e os frutos da terra e do trabalho do homem, o fazemos para que tudo junto (o pão e o
vinho, as moedas, e os frutos da terra e do trabalho do homem) se transformem num único sacrifício
da redenção. Oferecemos a Deus tudo que possuímos e todo o nosso ser. E serve para expressarmos a
nossa gratidão a Deus por ter nos concedido o dom da vida, por ter nos dado a graça de podermos
produzir, com as nossas mãos, os alimentos que nos confortam e tudo que ganhamos no dia-a-dia da
nossa existência. Por isso, não é lícito que no fim da missa os fiéis apropriem-se do ofertório.
Assistimos em algumas zonas, situações em que alguns fiéis, durante a recolha de ofertório, levam os
pratos e vão passando pelos bancos e no fim procuram uma esquina, tiram parte do dinheiro
recolhido, metem nos seus bolsos, o resto vão entregar; uns levam com o próprio prato e
desaparecem; outros no fim da missa vão ao altar, voluntariam-se como quem quer ajudar a levar o
ofertório para o carro do Sacerdote, mas na verdade, a intenção é de ir desviar o que lhes interessa.
Alguns ministros extraordinários, os mais corajosos, fazem questão de ir pedir umas moedas quando
ver que não conseguiu desviar nada.
Estas pessoas são aquelas que nunca têm algo para oferecer a Deus, a que nossa Senhora se referiu à
Catalina quando uns Anjos iam ao altar de braços caídos e cabisbaixos, dizendo: “Os Anjos que têm
os braços caídos são os das pessoas que não têm nada para oferecer… Os Anjos que vão
cabisbaixos, com as mãos postas, envergonhados são os Anjos das pessoas que, apesar de
estarem na missa, andam com a mente a vaguear, não estão com atenção. Então, os seus Anjos
sentem vergonha, porque estas pessoas nem sequer deviam estar ali: não só não participam na
missa, como ainda, envergonham os seus Anjos… o seu Anjo de guarda; e estão a ofender o
Senhor.”
Os fieis não sabem que este comportamento de enganar o Senhor desviando e apoderando-se do que a
Ele destina levou Ananias e Safira ao sepulcro antes da hora. (cf.: Acts 5, 1-11)
Nestas zona se o Sacerdote ir sozinho corre o risco de não ver onde foi parar o ofertório.
Este espirito de apropriação desenvolveu nalgumas zona a ponto de, nas celebrações de sacramentos,
os ministros de baptismos para desviar a atenção do Sacerdote, no concernente ao Direito de Estola
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são capazes de viciar o número dos cerimoniastes informando ao Sacerdote que são, por exemplo 50
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baptizandos, enquanto são 100, para parte do dinheiro ficar com eles. Que pena!
LITURGIA EUCARÍSTICA
A eucaristia é Cristo que se oferece em forma de alimento; é Cristo que está no Santíssimo
Sacramento do Altar; é Cristo que está em todos Sacrários do mundo; é Cristo que está sentado a
direita do Pai a interceder por nós. Nesta perspetiva, é imperioso que quando tivermos que comungar,
saber o que é que se vai comungar. Não podendo procedê-lo por simples exibicionismo. Façamos um
exame de consciência e saberemos se podemos comungar ou não. Se achares que tens algum
impedimento, não comungue. Se quiseres comungar, então prepare-se espiritualmente. Por isso Jesus
nos ensinou: “Se fores apresentar uma oferta sobre o Altar e ali te recordares que o teu irmão
tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do Altar, e vai primeiro reconciliar-te
com o teu irmão; depois volta para apresentar a tua oferta”. (Mt 5, 23-24). São Paulo
acrescentou: “ se comungares indevidamente, comungarás a tua própria perdição.” Temos que ter o
hábito de confessar os nossos pecados. E na confissão, não esconder os pecados graves. Quem está a
ouvir a tua confissão é o Sacerdote na pessoa de Cristo e mais ninguém.
A Eucaristia é o centro e coração de toda a Igreja de Jesus Cristo. Pois, é nele que se cumpre, dia a
pós dia, em toda a terra, a missão confiada aos Apóstolos por Jesus, na véspera da sua Paixão. Disse-
lhes: “Fazei isto em memória de mim.” Por isso a nossa celebração esta fundada no memorial da
última ceia de Jesus.
O sacrifício de Jesus Cristo constitui a comunidade. Sempre que a Igreja – cada comunidade crista
(em particular cada Paróquia) – celebra a Eucaristia deve estar consciente do que faz. A Eucaristia
manifesta-se também como uma comunidade de acção de graças e de louvor, comunidade de partilha
da comunhão. Ao comungar o corpo e sangue de Cristo, os cristãos unem-se pessoalmente a cristo e
aos irmãos com quem partilham esta comunhão de maneira mais profunda e mais íntima possível. É
por isso que São João Paulo II na sua Encíclica sobre a Eucaristia diz: “Eucaristia faz a Igreja e ela
vive da Eucaristia”.
O que fazer depois da Comunhão?
Depois da comunhão o cristão volta para o seu lugar, reverente e rezando. Agradece a Jesus que
aceitou entrar em seu coração pecaminoso; pede a permanência de Cristo em seu coração, em sua
vida, para ser o seu protector e guia.
Não comungue e logo depois pôr-se a conversar com o vizinho de banco. Não se pode pegar no
livro de cantos e começar a cantar logo depois da comunhão: fique, pelo menos, 30 segundos em
oração. Naquele momento o cristão não pode ficar com o ar de quem volta de um espetáculo
musical. Pois, momentos depois da comunhão o cristão torna-se um verdadeiro sacrário: é cristo
que está na sua boca, no seu coração e no seu corpo em corpo e alma.
A Comunhão é cristo que esta presente nas espécies. Segundo uma gravação do Pe. Paulo Ricardo
(You Tube),a comunhão está composta por duas realidades: a comunhão espiritual e a comunhão
sacramental. Se o cristão comunga em pecado não acontece a comunhão espiritual, mas sim a
comunhão sacramental. O cristão pecador não entra em comunhão com Cristo, mesmo que
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comungue. Somente comunga como um simples sacramento.


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Todos nós somos pecadores. Tudo bem. Mas há pessoas que aos Domingos vão comungar
sabendo que na noite do Sábado envolveu-se em adultério com um parceiro extra-conjugal;
jovens solteiros que se envolvem em prostituição na noite do sábado, dia seguinte estão ali a
comungar sem procurar confessar-se; indivíduos que vão comungar a saber que na noite passada
esteve envolvido em acções de feitiçaria; meninas que vão comungar cientes de que estão
gravidas de uma relação extra-conjugal; gente que comunga a saber que nas noites manda os seus
amuletos para irem roubar dinheiro na vizinhança; indivíduos que usam obscurantismo para
envolverem-se com esposas dos outros, clandestinamente, e sem as donas saberem; uns por
cobardia falam com um seu amigo catequista para constar o seu nome na lista dos que vão ao
baptismo, em troca de uma galinha, para poder baptizar sem participar a catequese. Consequência:
fica um cristão ignorante. Vai a comunhão, mas não sabe o que é que ele comunga. O pior: há
pessoas não baptizadas que se aproveitam da multidão resultante da junção de várias capelas, nas
grandes solenidades, infiltram-se nas filas de comunhão e vão comungar. Infelizmente!

Como deve se portar o fiel que deseja comungar na mão? Tudo o que você precisa saber para

comungar de maneira respeitosa

A educação litúrgica exige que se recordem às vezes coisas que se dão por sabidas. A Comunhão
na mão é permitida a todo aquele que assim deseja comungar, de acordo com nossa
Conferência Episcopal, que o solicitou à Santa Sé.
Como se comunga na mão? Temos de conhecer primeiro as disposições requeridas pela Igreja
para que assim se comungue, visto que em muitas ocasiões os fiéis o fazem mal e de forma
completamente desrespeitosa.
Deve-se ter cuidado com a dignidade do gesto, sem negar a presença real de Jesus Cristo na
Eucaristia, como se se tratasse de um simples pedaço de pão que pode ser recebido de qualquer
forma:
Portanto, com relação a este modo de comungar em particular, deve-se dar cuidadosa atenção a
algumas coisas que a própria experiência aconselha. Todas as vezes que a sagrada espécie for
colocada sobre a mão do comungante, deve-se ter sempre atenção e cuidado, tanto da parte
do ministro quanto do fiel, sobretudo quanto aos fragmentos que porventura caírem da
hóstia. É necessário que a prática da Comunhão na mão venha acompanhada de instrução
oportuna ou catequese sobre a doutrina católica referente tanto à presença real e permanente de
Cristo sob as espécies eucarísticas quanto à reverência devida a este sacramento.
Os fiéis, ao comungarem na mão, e os ministros, ao distribuírem a sagrada Comunhão na mão,
devem conhecer e respeitar as determinações da Igreja, a fim desalvaguardar o respeito e a
adoração ao Senhor realmente presente. Por isto, todos têm de observar cuidadosamente o
seguinte:
Parece útil chamar a atenção para os seguintes pontos:
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1. A Comunhão na mão deve manifestar, tanto quanto a Comunhão recebida na boca, o
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respeito para com a real presença de Cristo na Eucaristia. Por isso, será preciso insistir, como
faziam os Padres da Igreja, sobre a nobreza dos gestos dos fiéis. Assim, os recém batizados do fim
do século IV recebiam a norma de estender as duas mãos fazendo “com a esquerda um trono para
a direita, pois esta devia receber o Rei” (5.ª Catequese Mistagógica, n. 21, PG 33, 1125; S. João
Crisóstomo, Hom. 47, PG 63, 898, etc.).
2. Seguindo ainda os Padres, será preciso insistir sobre o “Amém” que o fiel diz em resposta às
palavras do ministro: “O Corpo de Cristo”. Este “Amém” deve ser a afirmação da fé: “Quando
pedes a Comunhão, o sacerdote te diz: “O Corpo de Cristo”, e tu dizes: “Amém”, “é isto mesmo”;
o que a língua confessa, conserve-o o afeto” (S. Ambrósio, De Sacramentis, 4, 25).
3. O fiel que recebe a Eucaristia na mão, levá-la-á à boca antes de voltar ao seu lugar; apenas
se afastará, ficando voltado para o altar, a fim de permitir que se aproxime aquele que o segue.
4. É da Igreja que o fiel recebe a Eucaristia, que é a Comunhão com o Corpo de Cristo e com a
Igreja. Eis porque o fiel não deve ele mesmo retirar a partícula de uma bandeja ou de uma
cesta, como o faria se se tratasse de pão comum ou mesmo de pão bento, mas ele estende as
mãos para receber a partícula do ministro da Comunhão.
5. Recomendar-se-á a todos, especialmente às crianças, a limpeza das mãos, em respeito à
Eucaristia.
6. Será preciso previamente ministrar aos fiéis uma catequese do rito, insistir sobre os sentimentos
de adoração e a atitude de respeito que se exige (cf.Dominicæ Cœnæ, n. 11). Recomendar-se-lhes-
á que cuidem de que não se percam fragmentos de pão consagrado (cf. Congregação para a
Doutrina da Fé, 2 mai. 1972, Prot. n. 89/71, em Notitiæ 1972, p. 227) [3].
7. Os fiéis jamais serão obrigados a adotar a prática da comunhão na mão; ao contrário,
ficarão plenamente livres para comungar de um ou de outro modo.
Essas normas e as que foram recomendadas pelos documentos da Sé Apostólica atrás citados têm
por finalidade lembrar o dever do respeito para com a Eucaristia independentemente do
modo como se recebe a Comunhão.
Insistam os pastores de almas não só sobre as disposições necessárias para a recepção frutuosa da
Comunhão, que, em certos casos, exige o recurso ao sacramento da Penitência; recomendem
também a atitude exterior de respeito que, em seu conjunto, deve exprimir a fé do cristão na
Eucaristia.
Ao distribuir a sagrada Comunhão na mão, o ministro deve ter o cuidado de que o comungante a
receba dignamente, pondo as mãos em forma de cruz, à espera de que sobre elas o ministro
coloque a sagrada hóstia, que será consumida diante dele. Evitar-se-á deste modo todo perigo de
profanação ou sacrilégio: “Ponha-se especial cuidado em que o comungante consuma
imediatamente a hóstia, na frente do ministro, e ninguém se desloque (retorne) tendo na mão
as espécies eucarísticas. Se existe perigo de profanação, não se distribua aos fiéis a
Comunhão na mão”.
Como devemos, em resumo, aproximar-nos da sagrada Comunhão? Como se deve comungar?

 Aproximamo-nos sem pressa do ministro que nos dará a Comunhão e nos mantemos a


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uma distância razoável para que ele possa distribuir-nos facilmente a Comunhão.


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 Enquanto o fiel que está à nossa frente comunga, inclinamo-nos em adoração ao Corpo
de Cristo, que iremos receber, ou, se assim preferirmos, colocamo-nos de joelhos no
genuflexório, se houver.
 O ministro que nos dá a Comunhão diz: “O Corpo de Cristo”, e nós respondemos em voz
alta: “Amém”, para que ele nos ouça claramente, já que se trata de uma profissão de fé.
Este “Amém”, profissão de fé pessoal do cristão diante do Corpo real de seu Senhor, foi
muitas vezes comentado e explicado na Tradição da Igreja. Ouçamos, por exemplo, o que
a este respeito disse Santo Agostinho:

Se queres, pois, entender o Corpo de Cristo, ouve o que diz o Apóstolo aos fiéis: “Ora, vós sois o
Corpo de Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros” ( 1Cor 12, 27). Se vós,
portanto, sois o Corpo de Cristo e membros seus, o vosso mistério está posto na mesa do Senhor:
é o vosso mistério o que recebeis. Respondeis “Amém” ao que sois e, respondendo, o confirmais.
Escutas, pois, “O Corpo de Cristo” e respondes “Amém”. Sê membro do Corpo de Cristo, para
que o teu “Amém” seja verdadeiro.

 Uma vez dito o “Amém”, podemos comungar na mão ou diretamente na boca. Diziam os
Padres da Igreja:

Veneremo-lo [o Corpo de Cristo] com toda pureza de corpo e de alma. Aproximemo-nos dele


com um ardente desejo e, pondo as mãos em forma de cruz, recebamos o Corpo do Crucificado
[6].

 Se decidirmos comungar na mão, devemos pôr a mão esquerda sobre a direita. Não


pegamos a hóstia no ar, mas aguardamos que o ministro a coloque em nossas mãos,
que formam como que um trono preparado para receber o grande Rei.
 Feito isto, comungamos imediatamente e na frente do sacerdote. É preciso também
tomar cuidado para que não fique em nossa mão nenhuma partícula, sob a menor das
quais o Cristo inteiro permanece presente.
 Se a Comunhão for distribuída sob duas espécies, devemos seguir as indicações que o
diácono ou sacerdote nos derem. É bom lembrar, em todo o caso, que nunca é permitido
“ao comungante molhar por si mesmo a hóstia no cálice, nem receber na mão a
hóstia molhada” 

MODOS E PROCEDIMENTOS
PARAMENTAÇÃO
Os ministros extraordinários são os primeiros a se paramentarem, antes do Sacerdote. Durante a
procissão de entrada ou de saída, procurem, sempre estar em frente em relação ao presidente da
celebração. Nas nossas comunidades os ministros extraordinários tem o hábito de esperar o padre
paramentar- se para depois estarem a vir atrás a correr.
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A CRUZ
A história da igreja relata que houve algumas tentativas de busca de referência antes de elegerem
a cruz como sua referência. Uma das antigas referências bem conhecida é a figura de um peixe,
por esconder nesta marca as iniciais, em grego, do nome Jesus Cristo.

Nos primeiros anos da história da igreja, a cruz era algo extremamente repugnante por ser o
instrumento utilizado pelos romanos para executar escravos e estrangeiros. Já os judeus julgavam
estar sob a maldição de Deus todos os que fossem pendurados em madeiros (Dt 21.23). Foi dentro
destas controvérsias que ela foi adoptada pelo cristianismo como símbolo principal e sinal da
nossa redenção.

Sendo ela o sinal do Cristão, tem que estar, sempre, em frente do cortejo de entrada ou de saída
nas celebrações. O que tiver carregado a Cruz, chegado ao altar (entrada) deve posicioná-la em
direção ao celebrante para fazer a vénia. Feita a vénia deve colocar num local apropriado.
Testemunhamos numa das zonas em que o animador depois da procissão de entrada, não sabendo
onde colocar a Cruz, meteu no bolso.

LIMPEZA E PURIFICAÇÃO
O sentido de ablução pode ser prático: lavar algo que está sujo. Mas, às vezes, fazem-se abluções com
intenção simbólica, para exprimir ou conseguir a purificação interior. Assim, entre os judeus, os
muçulmanos ou nas religiões orientais, existem diversos tipos de purificações rituais de mãos, pés,
cabeça ou de objectos sagrados. Também têm carácter simbólico o «lavabo» das mãos, na Missa, e o
«lava-pés», no dia de Quinta-Feira Santa. 
Durante a celebração litúrgica há momentos em que o Sacerdote precisa lavar as mãos com água que
simboliza a purificação interior, assim como, exterior. Visto que durante a missa ele pega em objetos
que lhe possam sujar as mãos, e, ou, a necessidade de se purificar interiormente. Esses momentos são:
logo depois da exposição das espécies não consagradas sobre a mesa do altar, depois do ofertório,
depois de manusear os óleos e depois de ósculo da Paz, entre outros. Isso obriga que se prepare água
com antecedência. Há zonas que não preparam a água para o altar.
GENUFLEXÃO E VÉNIA
 A genuflexão se faz dobrando o joelho direito até o chão. É sinal de adoração. Por isso se
reserva ao Santíssimo Sacramento. O estar de joelhos é sinal de humildade, de respeito e
reverência, mas não propriamente de adoração. Diante do Santíssimo Sacramento, faz-se
genuflexão simples, quer esteja no tabernáculo quer exposto para a adoração pública. Na
Missa o sacerdote celebrante faz três genuflexões, a saber: depois da apresentação da hóstia,
após a apresentação do cálice e antes da Comunhão. Caso o tabernáculo esteja no âmbito do
presbitério, o sacerdote e os ministros que não têm nada na mão, fazem genuflexão ao
chegarem diante do altar e ao saírem no fim da celebração. Os que trazem algo na mão, fazem
inclinação da cabeça, menos o que leva o Evangeliário. Ele não faz nenhuma reverência, pois,
leva o Evangeliário directamente e o coloca bem no meio do altar. Faz genuflexão quem
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passar diante do altar após a consagração. Fora disso, quem passa diante do altar faz
inclinação profunda ou inclinação do corpo. Durante a celebração, a presença sacramental de
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Cristo no tabernáculo é ignorada, para se realçar bem a presença de Cristo na própria


celebração: na assembleia, no sacerdote presidente, na Palavra de Deus proclamada e nas
espécies eucarísticas. (aleteia.org)
Todas as vezes que os ministros extraordinários tiverem que se levantarem para alguma atividade é
obrigatório fazer a vénia ao celebrante, ao altar, e ou a genuflexão ao sacrário se for o caso, como
forma de venerar o altar que representa Cristo, o Sacerdote, e, ou adorar Cristo presente no Sacrário,
se for o caso. Pois, o Sacerdote não esta em vez de Cristo, mas sim “in persona Criste”( na pessoa de
Cristo). Os ministros extraordinários na sua maioria não fazem a vénia.
EVITAR MOVIMENTAÇÃO DESNECESSÁRIA
Alguns ministros extraordinários pensam que a homilia não se dirige a eles. Razão pela qual,
envolvem se em conversas e murmúrios sem graça. Sobem e descem, saem do altar e voltam a
sentar se sem necessidade, perturbando de certa maneira, aqueles que podiam estar concentrados e
atentos.
CIÚMES E APROPRIAÇÃO DE FUNÇÕES.
No meio de tanto ódio e de tanta inveja motivados pela diferença social existente no seio dos fiéis
surgem atitudes de ciúmes. Pessoas que pelo facto de conhecer os animadores, pelo facto de saber que
o animador é um pobre coitado, é um desempregado não querem ouvir o que ele diz. Não escutam a
sua pregação, não acatam as suas orientações: “não é filho do fulano aquele? Vai estar aqui a nos
enganar? Não cresceu nós a vermos? Não é aquele que vive alí, naquela palhota? Porque quer nos
enganar? Veja ele está a fazer-se de Sacerdote…” “Eu sou doutor não posso ouvir aquele
pobrezinho.” Eu tenho casa de alvenaria, não posso sentar para escutar aquele miserável.” “Eu sou
Professor, não posso permitir que aquele camponês me ensine alguma coisa”. Falta de humildade.
Caríssimos, procure cada um servir-se da sua capacidade para salvar o mais próximo. A nossa
riqueza, a nossa inteligência e o nosso bem-estar não sejam motivos para a desonra dos nossos irmãos
em Cristo. Segundo São Paulo:
Àquele que é fraco na fé, acolhei-o, sem cair em discussões sobre as suas maneiras de pensar.
Enquanto a fé de um lhe permite comer de tudo, o que é fraco só come legumes. Quem come
não despreze aquele que não come; e quem não come não julgue aquele que come, por que
Deus o acolheu. Quem és tu para julgares o criado do outro? Se está de pé ou se cai, isso é la
com o seu patrão. Há de, aliás, ficar de pé, porque o Senhor tem poder para o segurar. Além
disso, enquanto um julga que há dias e dias, há quem julgue que os dias são todos iguais.
Tenha um e outro a plena convicção daquilo que pensa. Quem guarda alguns dias é em honra
do Senhor que os guarda; quem come de tudo, é em honra do Senhor que come, pois dá graças
a Deus; e quem não come, é em honra do Senhor que não come, e também ele dá graças a
Deus. De facto, nenhum de nós vive para si mesmo e nenhum morre para si mesmo. Se
vivemos, é para o Senhor que vivemos; e se morremos é para o Senhor que morremos. Ou
seja, quer vivamos ou morramos, é ao Senhor que pertencemos. Pois, foi para isto que Cristo
morreu e voltou a vida: para ser Senhor tanto dos mortos como dos vivos.
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Mas tu, porque julgas o teu irmão? E tu, porque desprezas o teu irmão? De facto, todos
havemos de comparecer diante do tribunal de Deus, pois está escrito: Tão certo como Eu vivo,
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diz o Senhor, todo o joelho se dobrara diante de mim e toda a língua dará a Deus Gloria e
louvor. Portanto, cada um de nós terá de dar contas de si mesmo a Deus. (Rom 14, 1-12)
A mesma situação que aconteceu com Jesus: “Não é esse o filho do carpinteiro? Não conhecemos o
Pai e a mãe? Onde traz isso tudo que o ouvimos dizer?” Até chegaram de terminar com a vida Dele.
Da mesma maneira há animadores que são colocados em perigo por causa desses ciúmes.
Animadores que morrem por causa de inveja e ódio. São maltratados, humilhados e crucificados. Por
isso, o próprio Jesus disse no sermão da montanha: “Bem-aventurados sereis, quando vos insultarem
e perseguirem e, mentindo disserem todo o género de calúnias contra vós, por minha causa. Exultai e
alegrai-vos porque grande será a vossa recompensa no Céu, pois, também assim perseguiram os
Profetas que vos precederam”. (Mt 5, 11-12)
Em contrapartida, há animadores que apoderam os ministérios. Não dão espaço para os outros
poderem dar o seu contributo. Acham se sábios. Chegando a pensar que sem eles a comunidade não
tem pernas para andar. Não querem cessar de funções, quando se achar que é necessário. E não
deixam os outros trabalharem. Tudo: “ Eu sei, eu sei…” Chegam de envenenar ou drogar os outros
temendo serem destituídos das suas funções. São situações que colocam a nossa liturgia em risco e a
desfalecer.
EVITAR ACRESCENTAR RITOS NA LITURGIA
Quando se celebra uma missa alusiva a uma comemoração, ou funeral que tem a ver com algum
movimento apostólico, assiste-se cenários ou atuações que não têm nada a ver com nenhum ordinário
da missa:
CORES LITÚRGICAS
Conheça as cores usadas em cada tempo litúrgico da Igreja

No número 345 da Introdução Geral do Missal Romano (IGMR), sobre as cores em relação as
vestes, diz: “A diversidade de cores das vestes sagradas tem por finalidade exprimir
externamente, de modo mais eficaz, por um lado, o carácter peculiar dos mistérios da fé que se
celebram; por outro, o sentido progressivo da vida cristã ao longo do Ano Litúrgico”. Por meio
das cores, a liturgia sagrada da Igreja apresenta uma linguagem própria, que envolve os cristãos
no Mistério Pascal de Jesus Cristo.
Com isso, as cores litúrgicas, segundo o uso tradicional, conforme a “IGMR” são seis: verde,
branco, vermelho, roxo, preto e rosa. Porém, em Moçambique usam-se quatro: verde, branco,
vermelho e roxo. Vejamos a seguir sobre o uso de cada uma delas:

Verde

É a cor usada nos domingos do Tempo Comum e também nos dias da semana. Simboliza a
esperança.

Branca
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É usada nas “Missas do Tempo Pascal e do Natal do Senhor. Além disso, é também usada nas
celebrações do Senhor, excepto as da Paixão; nas celebrações da Bem-Aventurada Virgem Maria,
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dos Anjos e dos Santos não Mártires; nas solenidades de Todos os Santos (1º de novembro);
de São João Batista  (24 de junho) e nas festas de São João Evangelista (27 de dezembro). A cor
branca é também usada na celebração da Cadeira de São Pedro  (22 de fevereiro) e na conversão
de São Paulo  (25 de janeiro)” (cf. IGMR, n. 346).
As cores dourada e prateada podem ser usadas nos dias festivos em substituição ao branco.

Vermelha

Lembra o fogo do Espírito Santo, por isso é a cor de Pentecostes. Também lembra o sangue, e é a
cor usada nas Festas dos Santos Mártires, no Domingo da Paixão  (Domingo de Ramos) e
na Sexta-feira Santa.

Roxa
A cor roxa é usada no Tempo do Advento e da Quaresma. Pode usar-se também nos Ofícios e
Missas de defuntos.
Os movimentos apostólicos gostam de enfeitar a mesa do altar com um pano que tem a cor dos
seus uniformes. É daí que ficamos estupefatos quando encontramos nalgumas celebrações do tipo,
o altar colorido com cores que não têm a ver com a que está prevista no calendário litúrgico.
LEITURAS E ORAÇÕES
Os movimentos apostólicos têm o hábito de fazer leituras e orações que não estão previstos em
nenhum Lecionário e em nenhum Missal, fazendo com que as celebrações litúrgicas sejam muito
longas e cansativas. Aqui a celebração ganha dois presidentes: o Sacerdote e o leigo que preside
aquelas leituras e orações do movimento apostólico em causa. Isso irrita.

É OBRIGATÓRIO O USO DO VÉU (LENÇO) NA SANTA MISSA?


São Paulo na primeira Epístola aos Coríntios exorta:

Mas quero que saibais que a cabeça de todo o homem é Cristo, a cabeça da mulher é o homem e
a cabeça de Cristo e Deus. Todo o homem que reza ou profetiza com a cabeça coberta, desonra a
sua cabeça (Cristo). Mas toda a mulher que ora ou profetiza de cabeça descoberta desonra a sua
cabeça (homem). É como se estivesse com a cabeça rapada. Se a mulher não usa véu, mande
cortar os cabelos! Mas se é vergonhoso uma mulher cortar os cabelos ou rapar a cabeça, então
cubra-se com um véu.

O homem não deve cobrir a cabeça porque é a imagem e glória de Deus; mas a mulher é glória do
homem. Pois, não foi o homem que foi tirado da mulher, mas a mulher do homem. E o homem
não foi criado para a mulher mas, a mulher para o homem. Por isso a mulher deve trazer sobre a
cabeça o sinal de autoridade, por causa dos Anjos… (cf.: 1Cor 11,3-14)

Esta era uma obrigatoriedade do passado. Na realidade é que não existe mais obrigação canônica
sobre o uso do véu nas Santas Missas do Rito Romano em sua forma ordinária, ou seja, na forma
do Missal actual reformado por Paulo VI.

Na forma Extraordinária do Rito Romano, a do Missal de Pio V, era comum em toda a Igreja
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antes do Concílio Vaticano II, seguindo uma tradição de longas datas. No Código actual, que
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vigora desde 1983, não se encontra mais nenhum cânon referente ao tema. No Código de Direito
Canônico de 1917, que vigorou até 1983, havia um cânon que falava sobre o assunto. Lá era dito
o seguinte:

“Os homens, na Igreja ou fora dela, enquanto assistem aos ritos sagrados, devem trazer a cabeça
descoberta, a não ser que os costumes aprovados do povo ou circunstâncias peculiares
determinem de outra maneira; as mulheres, no entanto, devem trazer a cabeça coberta e estarem
vestidas de forma modesta, especialmente quando se aproximarem da mesa da comunhão”. (Cân.
1262 §2).

Como o Código Canónico actual não fala mais sobre o assunto, e é este que vigora, não existe
mais obrigatoriedade. Naquela parcela da Diocese foi criado um grupo de acolhimento que está a
obrigar as mulheres a usar lenço. Toda a mulher que não usar o lenço é vedada de participar da
santa missa. Existe alguém naquele grupo que pretende trazer os seus usos e costumes
(estrangeiros) para cá. Liturgia e cultura são coisas totalmente diferentes. O povo não pode ser
obrigado a se vestir como se vestem os asiáticos, por exemplo. Ninguém pode ser vedado de
participar dos dons sagrados, só por causa de não usar o lenço. Se estivessem a obrigar as
senhoras a usar o lenço, podia se entender. Mas as crianças tem obrigação de usar o lenço na
nossa cultura? Será que isso é lícito? Proibir as crianças de participar da santa missa porque não
usarem lenço, isso não é exagerado de mais?

PODE SE COMUNGAR DESCALÇO?


Um dos primeiros exemplos onde o calçado é explicitamente mencionado na Bíblia, ocorre no
Êxodo 3, 5. Nesta passagem lemos que Deus viu um pastor chamado Moisés cuidando dos seus
rebanhos. Ele decide manda-lo para libertar os israelitas da escravidão do Egipto e tornar-se uma
das maiores figuras da história judaica. Enquanto estava a cuidar dos seus rebanhos, Moisés é
atraído por um arbusto que estava a arder, mas não se consumia pelo fogo. Ao aproximar-se para
perceber, ouve a voz de Deus, que lhe diz: "Não te aproximes", disse Deus. "Tira as sandálias,
porque o lugar em que estás é terra sagrada." Do mesmo modo, Josué, sucessor de Moisés, que
levou os israelitas até a Terra Prometida, foi intimado a descalçar-se diante do anjo do Senhor. O
comandante do exército do Senhor ordenou: "Tira as sandálias, porque o lugar em que estás é
sagrado”.(Josue5,15).

Tirar as sandálias é tida como uma condição para colocar os pés num local sagrado. E estar
descalço é visto como o modo mais apropriado para estar na presença de Deus. De facto, os
sapatos são considerados como contaminantes da terra sagrada. Assim, os pés descalços, neste
sentido, representam a humildade e o respeito na presença de grande majestade e santidade.
Voltando para a sagrada escritura, paramos no Novo Testamento, onde O próprio Jesus envia os
seus discípulos para a missão sem sandálias. (cf.: Mt 10, 5-10)

Aproximar-se de Deus, aproximar-se duma realidade divina, foi e sempre será um mistério, que
exige reverência e respeito a quem quer colocar os pés naquele local. Neste contexto, tirar as
sandálias é tida como a primeira atitude dos fiéis diante dum santuário para expressar uma
profunda reverência pelo lugar sagrado. Isto é, pelo espaço de Deus. É comum, desde os tempos
passados, tirar as sandálias quando se entra num santuário. Assim como é comum tirar as
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sandálias ou limpá-las pisando um tapete que é colocado na entrada de certas casas quando se
pretende entrar. Esta atitude expressa respeito pelo lugar e evita sujar o espaço em causa.
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Nesta ordem de ideias, ficamos estupefatos quando assistimos o mesmo grupo de acolhimento, a
vedar a comunhão às pessoas que não usarem sapatos. Surge a pergunta: onde está escrito que não
se pode comungar descalço? Ir a comunhão não é o mesmo que ir a um local sagrado onde Deus
obriga Moisés a tirar Sandálias? A maior parte dos fiéis na nossa paróquia não têm condições para
comprar sapatos. Se esta obrigatoriedade chegar para todas as zonas haverá fieis que terão
dificuldade de ir a Igreja por falta de sapatos.

ACOLHIMENTO E HOSPITALIDADE AO PRESBÍTERO


Na elaboração deste pequeno livro não precisei de citar muitas obras, porque não é necessário. Visto
que, eu estou a relatar situações que aconteceram na minha presença. Eu sou testemunha “oculorum”
destas façanhas, que decidi colocar numa folha de papel para ajudar aqueles que agem como se
estivessem certas, enquanto estão a cometer terríveis erros:
Existem zonas que pertencem a Missão e Paróquia de Santo António de Maganja da Costa que são de
difícil acesso, onde não se chega de Carro, nem de mota e nem de bicicleta, por causa do terreno ser
lamacento e propenso a inundações. A comunidade local é que conhece onde passar e como passar
para chegar ao local da celebração. E estes, ao invés de irem ao encontro do Sacerdote para ajudá-lo a
atravessar nos locais de difícil locomoção, ficam na Capela a espera que o Padre faça um “milagre”
para poder atravessar. Nalgumas zonas, a travessia é feita de Canoa. Mas a comunidade não vai ao rio
com a Canoa para ajudar o Padre a atravessar. Noutras, não entram carros, mas entram motos e
bicicletas. Porém, o Sacerdote, depois de deixar o carro com alguém a guarnecer, é obrigado a
percorrer quilómetros e quilómetros a pé, enquanto lá onde vai há motas e bicicletas estacionadas.
O normal seria irem ao encontro do Sacerdote, ajudá-lo a atravessar nos locais difíceis, de modo a
permitir que ele chegue de boa saúde e disposto para poder celebrar da melhor maneira possível, sem
pensar nas dificuldades que enfrentou e que vai enfrentar de regresso, como faz a maior parte das
zonas. Aqui nota-se a ignorância do que é a figura do Sacerdote, e o que é que ele representa na
Igreja, da parte dos ministros extraordinários daquelas zonas. Que pena! Mas em frente da
comunidade fazem-se conhecedores, sábios, inteligentes e muito mais. Querem estar sempre a frente,
a conversar com Padre, para a comunidade dizer: “Este sim, é gente grande”.
A HORA DO ALMOÇO
Este é o momento da disputa, em algumas zonas. Pois, existem zonas em que todos os ministros
extraordinários querem comer na mesa onde está o Sacerdote para a comunidade dizer: “Fulano é
grande, come com o Sacerdote…”. Ai a mesa fica rodeada de pessoas: umas sentadas, outras de pé.
A comida acaba na mesa antes do Padre comer o suficiente. Veja só. Ele chegou cansado e com fome
por causa da travessia. Vai sair com a sua fome porque os animadores foram invadir a mesa. Que
maldade! Mas foram eles que prepararam a comida para o padre. Mas quando ele chega, os mesmos é
que vão comer. Coisas de vergonha!
Mas não se desmoralize, ó, caro leitor: A maior parte das zonas são melhores em acolhimento e
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hospitalidade. Felizmente!
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Pequenos detalhes que fazem a diferença e unem a Igreja

1. Não chegar atrasado. Lembre-se de que Deus está esperando você para enchê-lo com o
seu amor, dar o seu perdão e um abraço, falar ao seu ouvido, e dizer o que você precisa
ouvir. Ele separou um lugar na mesa para você. Não o deixe esperando;
2. Não usar roupas provocantes. Não use vestuário que possa chamar a atenção ou
provocar (decote, minissaia e shorts);
3. Não entre na igreja sem saudar o Senhor. Ao chegar, faça o sinal da cruz. Ele está lá,
feliz por ver você. Agradeça-o, pois ele o convidou;
4. Não tenha preguiça de fazer a reverência ou a genuflexão. Se você passar em frente ao
altar, que representa Cristo, faça a reverência. Se passar pelo Sacrário, onde está Cristo,
faça a genuflexão (tocar o chão com o joelho);
5. Não mastigue pastilhas, nem coma ou beba. Só é permitida água e em caso de
necessidade e por questão de saúde;
6. Não cruze as pernas. O ato de cruzar as pernas é considerado pouco respeitoso. O seu
corpo deve expressar a sua devoção;
7. Não adicione frases quando for fazer as Leituras e o Salmo. Não leia as letrinhas
vermelhas nem diga: “Primeira Leitura” ou “Salmo Responsorial”;
8. Nunca recite o Aleluia antecipadamente. Não se adiante para dizer “Aleluia, Aleluia”.
Espere alguns segundos, pois, certamente, alguém o cantará. Se nem o padre nem ninguém
cantar, omita-o, mas nunca o recite;
9. Não faça o sinal da cruz na proclamação do Evangelho. Você só deve fazer três cruzes
pequenas: uma na fronte, outra nos lábios e a última no peito;
10. Não responda no plural quando Credo é feito em forma de perguntas. Quem preside a
Missa pode perguntar: “Creem em Deus Pai Todo Poderoso?” Neste caso, não responda
“sim, cremos”, pois a fé é pessoal. Responda: “sim, creio”.
11. Não recolha a oferta durante a Oração Universal. A oferta deve ser recolhida durante a
apresentação dos dons, quando todos estão sentados e o padre agradece a Deus pelo pão e
o vinho e purifica as mãos;
12. Não se levante durante a apresentação dos dons. Às vezes, alguém se levanta e, por
impulso, outros também ficam de pé. Talvez, ao ver o padre levantar o cálice e a hóstia, as
pessoas pensam que já é a Consagração. Mas não é;
13. Não se ajoelhe logo depois do “Santo”. É preciso esperar que o padre peça que o Espírito
Santo transforme o pão e o vinho em Corpo e Sangue de Cristo. É neste momento que se
deve ajoelhar-se (se houver sino, ajoelhe-se quando ele soar);
14. Não ficar sentado durante a Consagração. Se você não consegue se ajoelhar, fique de
pé, mas nunca se sente, a menos que seja por alguma doença. É falta de respeito com
Cristo, que se faz presente no altar;
15. Não dizer nada em voz alta durante a Consagração. Há pessoas que, durante a
Consagração, dizem em voz alta: “Meu Senhor, Meu Deus”. Mas isso distrai quem está
fazendo uma oração pessoal em silêncio;
16. Não diga em voz alta: “Por Cristo, com Cristo, em Cristo…”. Só quem deve dizer isso
é quem preside a Missa;
17. Não saia do seu lugar para ir dar a Paz. Você só deve cumprimentar quem está perto de
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você, não outras pessoas, em outros bancos. Tampouco deve aproveitar para ir felicitar
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alguém ou dar pêsames;


18. Se você não estiver preparado, não comungue. Você deve ter guardado o jejum
eucarístico (não ter comido nem bebido nada uma hora antes de comungar) e não ter
pecado grave;
19. Não fazer somente uma fila de Comunhão (a do padre). Jesus está presente na Hóstia
Consagrada, não importa se é a hóstia segurada pelo padre ou por um Ministro
Extraordinário da Eucaristia, que é uma pessoa preparada e autorizada pela Igreja para
distribuir a Comunhão na Missa e levá-la aos idosos e enfermos;
20. Depois de comungar, não converse com os outros. Volte ao seu lugar e fale com o
Senhor. Se você não comungou, faça uma comunhão espiritual e converse com Ele;
21. Quando terminar a distribuição da Comunhão, não continuar cantando. O canto da
Comunhão deve terminar quando a última pessoa receber a hóstia, para que haja um
silêncio sagrado, em que cada pessoa entra em diálogo com Deus;
22. Desligue o celular. Não fique mandando mensagens ou falando ao celular durante a
Missa, pois isso distrai você e os outros. Dedique sua atenção ao Senhor, que está
dedicando a atenção Dele a você;
23. Não perca as crianças de vista. Ensine-as a aproveitar a casa do Pai e a se comportar na
Missa;
24. Não saia antes que a Missa termine. Não perca a bênção final, através da qual o padre o
envia ao mundo para dar testemunho em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Saia
da Igreja com um propósito novo, que tenha sido inspirado no Senhor, para edificar o
mundo, seu Reino de amor. (Desde la fe. Trad.: Aleteia)

CONCLUSÃO
O Objetivo não é de desmoralizar quem quer que seja, nem é de publicar um artigo científico, nem é
exibição de conhecimentos e não é de denigrir a imagem daquela parcela da Diocese. Mas sim, uma
preocupação de um cristão que gostaria de ver a liturgia e seus ritos a crescerem e a consolidarem-se
de modo a proporcionarem um clima favorável para laetio, meditatio e conteplatio. Isto expressã
claramente de ajudar, sem fins lucrativos e nem busca de prestígios. Não gostaria que isso fosse
interpretado como fosse princípio de demência: não é isso. Estou muito lucido.
É uma preocupação de querer ver a Igreja a crescer em todos aspectos, de modo que os ministros
extraordinários parem de irritar os presbíteros com a sua ignorância que os donos pensam que é
sabedoria; para que eles deixem de pensar que a celebração litúrgica é momento de mostrar poderes,
busca de elogios e não considerem a missa como se fosse “brincadeira” de crianças. Saibam ver
Cristo nos que sofrem, no altar, no Sacerdote, no Sacrário e na celebração litúrgica. É uma forma de
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exercer o múnus do sacerdócio comum que o baptismo me conferiu; forma de não manter-se
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indiferente quanto a situações que obrigam gastar tinta.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 Agostinho de Hipona, Sermo 272 (PL 38, 1247).


 BIBLIA SAGRADA AFRICANA. (1998). Mt. Jo. Lc. Rom. ICor. Hb. C.E.P. Lisboa-
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 CATECISMO DA IGREJA. (2005). CV II.
 CONCILIO VATICANO II (1963) Sacrossantum Concilium. Nº.: 2, 7, 13,e 27. Roma-
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 Congregação para o Culto Divino, Instrução “Immensæ caritatis“, de 29 jan. 1973, n. 4
(AAS 65 [1973] 270).
 Congregação para o Culto Divino, Instrução “Redemptionis Sacramentum“, de 25 mar.
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 Id., Notificação sobre a Comunhão na mão, de 3 abr. 1985 (Prot. n. 720/85); cf.
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Organização da Igreja no Brasil 2012. Brasília, 2011, pp. 31-32.
 Id., Instrução “Redemptionis Sacramentum“, de 25 mar. 2004, n. 92 (AAS 96 [2004]
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Missa. 3ª Edição. Lisboa-Portugal.
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Edição revista e ampliada com a colaboração da Congregação para o Clero, Beira. págs.
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 João Damasceno, De fide orth. 4.13 (PG 95, 1150B).
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Liturgia. Portugal-Lisboa.77 p.
 Pe. ZEZINHO E Ir. ZUCHETTO Adriana. (1986-1987) Caminhar com Cristo, Edição
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 SECRETARIADO NACIONAL DE LITURGIA. (1999). O Ministério do Leitor, Portugal-
2ª Edição, Paulinas, 223 p.
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