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INSTITUTO CARREIRA PÓS-GRADUAÇÃO

ANDREA SARA LOBO FIGUEIREDO


LUIZ CARLOS REIS FERREIRA JÚNIOR
NARA CRISTINA DOS SANTOS FERREIRA
SUELLEN CRISTINA FIALHO MIRANDA

AS TICS E A GESTÃO EDUCACIONAL: CONTRIBUIÇÕES PARA A


APRENDIZAGEM

BELÉM-PA
2017
INSTITUTO CARREIRA PÓS-GRADUAÇÃO
ANDREA SARA LOBO FIGUEIREDO
LUIZ CARLOS REIS FERREIRA JÚNIOR
NARA CRISTINA DOS SANTOS FERREIRA
SUELLEN CRISTINA FIALHO MIRANDA

AS TICS E A GESTÃO EDUCACIONAL: CONTRIBUIÇÕES PARA A


APRENDIZAGEM

Artigo apresentado no Curso de Pós-


Graduação em Gestão Educacional e Docência
do Ensino Básico e Superior, Auditoria e
Controladoria, do Instituto Carreira Pós-
graduação. Orientador: Prof. Esp. Alexandre
Lemos Medeiros

BELÉM-PA
2017
INSTITUTO CARREIRA PÓS-GRADUAÇÃO
ANDREA SARA LOBO FIGUEIREDO
LUIZ CARLOS REIS FERREIRA JÚNIOR
NARA CRISTINA DOS SANTOS FERREIRA
SUELLEN CRISTINA FIALHO MIRANDA

AS TICS E A GESTÃO EDUCACIONAL: CONTRIBUIÇÕES PARA A


APRENDIZAGEM

Artigo apresentado no Curso de Pós-Graduação em Gestão Educacional e Docência do Ensino


Básico e Superior, Auditoria e Controladoria, do Instituto Carreira Pós-Graduação

Ata de Aprovação: 04/10/2017


Conceito:_______________

Banca Examinadora:

__________________________________________
Prof. Esp. Alexandre Lemos Medeiros

Belém-PA
2017
AS TICS E A GESTÃO EDUCACIONAL: CONTRIBUIÇÕES PARA A
APRENDIZAGEM

Andrea Sara Lobo Figueiredo


Luiz Carlos Reis Ferreira Júnior
Nara Cristina dos Santos Ferreira
Suellen Cristina Fialho Miranda1
Alexandre Lemos Medeiros2

RESUMO
As Tecnologias da Informação e Comunicação – TICs são ferramentas que podem auxiliar no aprendizado dos
alunos, se a gestão puder gerenciar essas tecnologias, tanto os professores, quanto os alunos podem usufruir dos
benefícios que elas proporcionam. Realizou-se uma pesquisa numa instituição de ensino de educação
profissionalizante (SIEPA) sobre quais TICs estão sendo utilizadas no ambiente educacional. Com a abordagem
de teóricos como Ramos (2008), Almeida (2009), Imbérmon (2010), Vieira (2011), entre outros, que
contribuíram o assunto, e também com fundamentos pautado na LDB (leis de diretrizes e bases da educação),
pesquisou-se sobre o papel da gestão escolar e as influencias nas TICs. Esta pesquisa é de cunho quantitativo e
descritivo, através de formulário com perguntas que identificam de que forma a gestão educacional emprega as
TICs, concepções sobre o uso dessas tecnologias, e os problemas enfrentados.
Palavras-chave: ferramentas; aprendizado; contribuições.
ABSTRACT
Information and Communication Technologies - ICTs are tools that can aid in students’ learning, if management
can manage these technologies, both teachers and students can enjoy the benefits they provide. A survey was
carried out at a vocational education teaching institution (SIEPA) on which ICTs are being used in the
educational environment. With the approach of theorists like Ramos (2008), Almeida (2009), Imbérmon (2010),
Vieira (2011), among others, who contributed the subject, and also with foundations based on LDB (laws of
guidelines and bases of education) , it was investigated on the role of the school management and the influences
in the TICs. This research is quantitative and descriptive, through a form with questions that identify how
educational management employs ICTs, conceptions about the use of these technologies and the problems faced.
Keywords: tools; learning; contributions..

1. INTRODUÇÃO

As Tecnologias da Informação e Comunicação - TICs podem facilitar e promover o


aprendizado dos discentes através de ferramentas que os mesmos já utilizam, mas agora com a
finalidade de aprender determinados assuntos vistos além da sala de aula.

1
Concluintes da Pós-Graduação em Docência do Ensino Básico e Superior pelo Instituto Carreira Pós-
Graduação
2
Professor do INEX, Instituto Carreira e Estratego Pós-Graduação, Professor da Faculdade da Amazônia.
Mestrando em Ciências da Educação pela Universidade Autônoma de Assunção – PY. Graduado em Psicologia
pela UNAMA e Especialista em Gestão com Pessoas pela FACI. E-mail: alexmedeiros0409@gmail.com
É importante destacar outros benefícios que as TICs podem proporcionar como, por
exemplo, um portal do aluno com materiais do curso, podendo ajudar os discentes a tirar
dúvidas mesmo não estando em sala de aula, um fórum de debates sobre o que foi discutido
em sala, na qual podem ampliar a visão que os alunos têm de determinado assunto, logo a
prática de ensino ganha novas ferramentas para facilitar o aprendizado.

Sendo assim, as TICs têm um papel fundamental na aprendizagem dos discentes e na


prática de ensino do docente, proporcionando uma interação melhor entre os agentes
envolvidos no processo de aprendizagem, uma vez que, há inúmeras possibilidades que elas
proporcionam para o ensino.

Nessa perspectiva, como a instituição de ensino é um espaço social no qual se


oportuniza a aquisição dos conhecimentos. A utilização desse aprendizado vem potencializar
esse processo de aprendizagem.

Entretanto, o uso dessa tecnologia deve ser bem analisado pela coordenação da
instituição. A mesma vem assumir um importante papel para implementação desses recursos
dentro da instituição, uma vez que, o gestor que administrar este instrumento educacional
precisa ser cuidadoso em escolher quais recursos devem ser utilizados, mas que podem tornar
um processo participativo e voltado para a aprendizagem, depois de implementados.

Segundo Ramos (2008) as TICs surgiram no período da Terceira revolução Industrial


como métodos equipamentos que pudessem facilitar a aprendizagem através de recursos como
áudio, vídeo, imagem, facilitando também a comunicação. Sendo assim, tais recursos podem
ser utilizados de acordo com a demanda que cada ambiente pede, por exemplo, se os alunos
de uma escola utilizam aplicativos para se comunicar, o docente poderia utilizar esses
aplicativos com foco no que está sendo ensinado em sala de aula, para ensinar sobre escrita
formal e informal, como eles poderiam escrever em determinados gêneros.

Quanto à educação profissional, o uso das TICs consiste em estabelecer meios que
proporcionem um aprendizado voltado a realidade da carreira, oriunda as técnicas apropriadas
e instrumentadoras a linguística e prática, sobretudo, em promover o entendimento deste
ensino de diferentes perspectivas.

Então buscou-se investigar a contribuição das Tecnologias da informação e


comunicação junto à gestão educacional na aprendizagem do ensino profissionalizante.
Identificou-se de que forma as TICs contribuem no processo de aprendizagem profissional,
enumeramos os benefícios das TICs na gestão educacional, descrevemos a atuação do gestor
educacional na utilização das TICs no processo de aprendizagem, demonstramos os entraves
que o uso da tecnologia apresenta no contexto educacional do ensino profissionalizante.

As Tecnologias da informação e comunicação oferecem uma gama de oportunidades


que podem facilitar, motivar e contribuir para esta aprendizagem, as mesmas estão presentes
no cotidiano e podem ser utilizadas como ferramenta de ensino profissionalizante. O professor
e o gestor escolar não podem negar a importância que as TICs representam no ambiente
educacional e há inúmeras possibilidades de utilizá-las, então qual a importância das TICs na
gestão escolar para contribuição na aprendizagem?

Nesse aspecto, investigou-se a contribuição das Tecnologias da informação e


comunicação junto à gestão educacional na aprendizagem do ensino técnico de nível médio,
para isso fizemos o uso de formulário com perguntas sobre o uso das TICs na instituição,
além de discutir os benefícios que essas tecnologias podem trazer para o ambiente escolar,
facilitando o aprendizado dos discentes da instituição, público alvo dessa pesquisa.

Para isso utilizou-se o método de pesquisa bibliográfica, para levantamento do


material sobre o assunto e assim fazer uma análise sobre as Tecnologias da Informação e
Comunicação utilizada no âmbito educacional, depois dessa etapa, para abordagem do estudo,
empregou-se a pesquisa quantitativa, segundo Deslandes & Assis (2002) para interpretar os
dados.

No formulário elaborado, o objetivo foi de verificar sobre quais TICs a instituição


SIEPA utiliza com os discentes e docentes, se há problemas em utilizar essas TICs e se tais
tecnologias favorecem ou prejudicam os discentes, para elaborar os gráficos, utilizou-se o
Formulários Google. Então ao analisar, verificou-se as contribuições, que a instituição pode
trazer para os alunos.

O formulário foi direcionado para o quadro de colaboradores do SIEPA, gestores e


docentes, da instituição técnica de nível médio e estão diretamente relacionados com o
objetivo da pesquisa, para isso utilizou-se método descritivo, segundo Prodanov; Freitas
(2013) quando as informações são registradas sem interferir nas respostas através de
formulários, assim, as respostas dos entrevistados são analisadas e direcionadas as
contribuições dessa pesquisa.
2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1. AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

De acordo com Ramos (2008) podemos chamar de Tecnologias de Informação e


Comunicação (TIC) a qualquer, procedimento, métodos equipamentos para processar
informação e comunicar, esse termo surgiu na época da Terceira Revolução Industrial.

Para Almeida (2009), as tecnologias trouxeram diversas mudanças e inovações ao


longo da história. Mudanças que podem ser evidenciadas não somente na sociedade como
também na educação. Foi no período neoliberal que a escola Brasileira passou a ter, seu
primeiro contato com a Tecnologia. Diante da escola ser um espaço; onde se tem um papel de
formação, viu-se nas TICs um meio de possibilitar esse aluno para novas formas de ensino.
Tornando-os aptos para novos manuseios de ferramentas pedagógicas.

Desde então, professores e alunos passam a manusear esses novos recursos. Segundo
Almeida (2009), o uso dos computadores foi fortemente influenciado pelos discípulos de
Parpert e Piaget. Nessa época os computadores eram chamados de PC (Personal computer, em
inglês), onde tinham pouca memória e baixo poder de processamento. Com o decorrer do
tempo, pode-se ver a evolução do processamento desses computadores, para
microcomputadores; onde se viu nos microcomputadores uma máquina de ensinar, se
utilizaria os softwares a partir de uma lógica estímulo\resposta.

De acordo com Almeida (2009), posteriormente, surgiu com uma grande


popularização, a Internet e os chamados "Portais Educacionais” que disseminaram conteúdos
e informações. E com a internet, inúmeras possibilidades irão surgir para a educação.
Professores passam a ter, outros recursos para utilizarem didaticamente dentro de sala de aula.
O uso dessas novas formas de ensinar vem contribuir para uma educação mais dinâmica; em
que o ensino deve se dar através da troca de conhecimentos. Conhecimento esse que pode ser
disseminado através da internet, ou dos meios tecnológicos que podem ser utilizados pelos
professores.

No entanto, apesar desses recursos serem favoráveis, muitos professores ainda sentem
dificuldades para lidar com essa modernidade. Não conseguem trabalhar com os novos meios,
ainda sentem-se donos do conhecimento. Para Imbérmon (2010, p.36, apud OLIVEIRA 2015
p.79):
Para que o uso das TIC signifique uma transformação educativa que se transforme
em melhora, muitas coisas terão que mudar. Muitas estão nas mãos dos próprios
professores, que terão que redesenhar seu papel e sua responsabilidade na escola
atual. Mas outras tantas escapam de seu controle e se inscrevem na esfera da
direção da escola, da administração e da própria sociedade.

As tecnologias vêm proporcionar ao aluno, novas buscas de conhecimento. Podendo


tornar ele, autônomo dos seus saberes, o mesmo ao se utilizar das TICs passa a ter uma
interação com os demais, há troca de conhecimentos e experiências entre outras. Mas entende-
se que as TICs são um ferramenta para esses conhecimentos, elas vêm proporcionar uma
melhor forma de diversidade no ensino, não se pode depositar toda a responsabilidade de
ensinar nessas ferramentas. O professor ainda se faz muito importante dentro da educação, e
dentro de sala de aula, ele que será o grande mediador para que esses novos recursos deem
certo.

Mas esses recursos não auxiliam apenas professores, eles vêm envolver todo o corpo
escolar, o mesmo pode ser utilizado pelos gestores, funcionários, pais dos alunos, tornando a
escola em um espaço democrático. Promovendo ações transformadoras e educativas. VIEIRA
(2011, p. 04) diz que:

[...] a implantação da informática como auxiliar do processo de construção do


conhecimento implica mudanças na escola que vão além da formação do
professor. É necessário que todos os segmentos da escola - alunos, professores,
administradores e comunidades pais - estejam preparados e suportem as mudanças
educacionais necessárias para a formação de um novo profissional. Nesse sentido,
a informática é um dos elementos que deverão fazer parte de mudança, porém essa
mudança é mais profunda do que simplesmente montar laboratórios de
computadores na escola e formar professores para utilização dos mesmos.

Na era da cibercultura, em que a interatividade ganha destaque, novas competências


são requeridas, devido à superabundância de informações e à mobilidade do ciberespaço, o
qual funciona como uma imensa rede de conexões, promovendo a ampliação da “inteligência
coletiva”. (LÉVY, 1999). Do livro e do quadro de giz à sala de aula informatizada e online a
escola vem dando saltos qualitativos, sofrendo transformações que levam de roldão um
professorado menos perplexo, que se sente muitas vezes despreparado e inseguro frente ao
enorme desafio que representa a incorporação das TIC (Tecnologia da informação e
comunicação) ao cotidiano escolar. Talvez sejamos os mesmos educadores, mas os nossos
alunos já não são os mesmos. (BELLONI, 2001, p.27).

Entretanto, Discentes e docentes têm novos papeis na educação, o professor não é


mais aquele que detém o conhecimento, ele pode tanto ensinar o aluno, quanto pode aprender
com os alunos, isso em um ambiente mutuo, onde os dois podem compartilhar conhecimento
e aprender mais. Para Moran (2001), educar é um processo de aprendizagem entre alunos e
professores em processos permanentes, os professores devem ajudar os alunos a construírem
suas identidades para que os mesmos possam se tornar cidadãos realizados na vida pessoa, no
trabalho e social.

Sobre autonomia de aprendizagem, para Magno e Silva (2003) os termos ensino e


aprendizagem são interdependentes, é um processo que tem muitos aspectos, o professor
como sujeito de ensino e os alunos como sujeitos de aprendizagem não existe mais, há
também aprendizado da parte do professor.

Sendo assim, as TICs são ferramentas que ajudam tantos os alunos quanto os
professores no processo de ensino e aprendizagem, uma vez que, ambos podem aprender,
colaborando uns com os outros.

2.2. ATRIBUIÇÕES DA GESTÃO DAS TICS NA LEI – A LDB

Hoje vive-se em uma era onde as mudanças e inovações tecnológicas se fazem


presente a todo o momento. O acesso e uso das tecnologias de informação e comunicação
promovem a difusão do conhecimento, de maneira rápida e acelerada, e possibilitam também
a ampliação do processo de aprendizagem, proporcionando aos educandos oportunidades de
interação e integração, e principalmente construção de novos conhecimentos. Segundo
Carvalho (2009), este acesso às tecnologias da informação e comunicação está relacionado
com os direitos básicos de liberdade e expressão, portanto os recursos tecnológicos são
ferramentas contributivas ao desenvolvimento social, econômico, cultural e intelectual.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), mais conhecida como Lei
9.394/96 é a mais importante lei que se refere à educação. Foi criada com o objetivo de
nortear e orientar o sistema educacional brasileiro. De uma maneira geral propõe uma
educação vinculada com a realidade, com a prática social, o pleno desenvolvimento do
educando, seu preparo para exercício da cidadania e sua qualificação para o mundo do
trabalho. A LDB foi e é ainda responsável por inúmeras mudanças na educação, dentre elas,
práticas pedagógicas inovadoras, como uso das tecnologias de comunicação e informação
para auxiliar no processo de aprendizagem, tanto a nível fundamental, quanto a nível médio.

Para atender as exigências da sociedade atual, o governo lançou programas e


ferramentas para utilização dessas tecnologias no âmbito escolar. O Programa Nacional de
Tecnologia Educacional (PROINFO) foi criado pelo Ministério da Educação (MEC) em 1997,
para promover o uso da tecnologia como ferramenta de enriquecimento pedagógico no ensino
público fundamental e médio. A partir de 12 de dezembro de 2007, mediante a criação do
Decreto n° 6.300, foi reestruturado e passou a ter o objetivo de promover o uso pedagógico
das tecnologias de informação e comunicação nas redes públicas de educação básica, levando
para as escolas, computadores, recursos digitais e conteúdos educacionais.

Com o propósito de apoiar os sistemas públicos de ensino na busca por soluções que
promovam a qualidade da educação, o Ministério apresenta, no âmbito do Plano de
Desenvolvimento da Educação – PDE, o Guia de Tecnologias Educacionais, composto pela
descrição de cada tecnologia e por informações que auxiliem os gestores a conhecer e a
identificar aquelas que possam contribuir para a melhoria da educação em suas redes de
ensino. (MEC, 2008).

A utilização de novas tecnologias no contexto escolar permite que práticas


pedagógicas antes consideradas tradicionais, se tornem práticas pedagógicas inovadoras.
Dessa maneira, o acesso e uso de tecnologias educacionais, possibilitam a construção e
reconstrução de novos conhecimentos e novas aprendizagens, de uma maneira mais dinâmica
e colaborativa, uma interação e integração entre os agentes envolvidos, proporcionando uma
aprendizagem mais motivadora e significativa para todos. Ausubel (2006) enfatiza que na
aprendizagem significativa o aluno é ativo na construção do seu conhecimento e participa do
processo educacional. Para Jonassen (2007) a aprendizagem significativa com o apoio das
novas tecnologias na educação, recria ambientes em que o aluno constrói o seu conhecimento
por meio do pensamento reflexivo.

2.3 A GESTÃO ESCOLAR E SUA FUNÇÃO JUNTO AS TICs NA ATUALIDADE

Mediante a constante evolução das TICs, o âmbito escolar vem interagindo a partir de
seu uso frequente na promoção de aprendizagem que, por sua vez, compreendem não apenas
os educandos, bem como os educadores e de sua própria gestão, já que o uso das TIC
signifique uma transformação educativa que se transforme em melhora, muitas coisas terão
que mudar. Muitas estão nas mãos dos próprios professores, que terão que redesenhar seu
papel e sua responsabilidade na escola atual. Mas outras tantas escapam de seu controle e se
inscrevem na esfera da direção da escola, da administração e da própria sociedade
(IMBÉRNOM, 2010, p.36).

Certa de que haverá a singela propriedade de saber empregá-las, as TICs, e se


apropriar das condições de acesso abrangentes em que se encontram na escola, a gestão a
principio tenta iniciar seu afinco conforme seja estabelecida a necessidade da própria escola e
cada discente, como no caso da implantação da informática como auxiliar do processo de
construção do conhecimento implica mudanças na escola que vão além da formação de
professor. É necessário que todos os segmentos da escola – alunos, professores,
administradores e comunidades de pais– estejam preparados (VIEIRA, 2011, p. 4)

Haja vista que são recursos significativos que possibilitam desempenho na


compreensão de novos conhecimentos, enriquecem a comunidade escolar, e, assim, caberá à
gestão propiciar meios de desenvolver e até estimular seus professores no intuito de incluí-los
juntos a estes novos avanços, o que sugere ser através de oficinas ou formações que integrem
tais recursos, uma vez que a “relação com a mídia eletrônica é prazerosa -ninguém obriga - é
feita por meio da sedução, da emoção, da exploração sensorial, da narrativa - aprendemos
vendo as estórias dos outros e as estórias que os outros nos contam”. (MORAN, 2012. p.32)

Salvo o conhecimento ministrado pelos educadores, até mesmo a administração e


secretaria escolar são beneficiadas em prol das tecnologias, uma vez que gerenciam
burocraticamente o histórico escolar e tudo que venha a participar da vida estudantil (boletim,
frequência e folha de pagamento, cadastro, relatórios), o que permite o acesso cabível nas
matrículas ou quaisquer imediações precisas. Portanto, verifica-se como função da gestão
escolar atrelar o sentido que cada instrumento possui, a fim de facilitar outras habilidades.
(OLIVEIRA & MOURA, 2009, p.77-79).

Numa primeira etapa privilegiou-se o uso do computador para tarefas


administrativas: cadastro de alunos, folha de pagamento. Depois, os computadores
começaram a ser instalados em um laboratório e se criaram algumas atividades em
disciplinas isoladas, em implementação de projetos. As redes administrativas e
pedagógicas, nesta primeira etapa, estiveram separadas e ainda continuam
funcionando em paralelo em muitas escolas. Encontramo-nos, neste momento, no
começo da integração do administrativo e do pedagógico do ponto de vista
tecnológico. (RIOS, 2011, p.5 apud VIEIRA, 2003, p.151).

Para cada tecnologia que emprega os conteúdos que são vivenciados em diferentes
leituras, nas aulas, ou, algumas pesquisas pelas quais originam novas culturas e muitas
concepções tem-se o aluno empenhado na busca do saber e, as vezes, até mesmo já sabendo
como manuseá-las, cabe então ao gestor sancionar as dúvidas e receios que operem através do
uso de cada TIC, tendo em vista, uma equipe bem preparada e sem receios de como
possibilitar uma prática pedagógica a partir das TICs.(AZEVEDO, 2000, p. 162)

Conforme a seleção destas TICs, o contexto representará uma melhor maneira de


lecionar com apoio e respaldo para diferentes formas de se aprender, seja no uso da
criatividade, concentração, empenho e cuidado com o próprio estudo, uma vez que
proporciona uma “formação integral humanística científica de sujeitos autônomos, críticos,
criativos e protagonistas da cidadania ativa, é decisiva, também, para romper com a
condição histórica de subalternidade e de dependência científica, tecnológica e cultural do
país” (MEC, 2004, p. 20). Desta forma, estas tecnologias são ferramentas que quando usadas,
desempenham um processo positivo no preparo estudantil e social, ou negativo, caso não seja
inclusa ao objeto de estudo, ou ainda sem uma prévia orientação.(BRAGA, 2007, p.189).

Não apenas em prol de melhorar a qualidade de ensino, mas, a relação do professor


com o próprio aluno, em bate-papo ou via aplicativos de conversas online, na busca de
orientação escolar. Dando origem a eficácia dos planos de aulas que são elaborados com uma
realidade mais atual, com diferentes textos e gêneros. Que envolva o principal público, e que,
sobretudo, produza outras aprendizagens.

O envolvimento dos gestores escolares na articulação dos diferentes segmentos da


comunidade escolar, na liderança do processo de inserção das TIC na escola em seus
âmbitos administrativo e pedagógico e, ainda, na criação de condições para a
formação continuada e em serviço dos seus profissionais, pode contribuir e
significativamente para os processos de transformação da escola em um espaço
articulador e produtor de conhecimentos compartilhados. (RIOS, 2011, apud,
ALMEIDA, 2004, p. 2).

Aos professores, esta tecnologia de informação e comunicação realiza um gama de


múltiplos conhecimentos que precisam ser veiculados em aula a fim ensinar a como empregá-
las da melhor maneira possível e assim, evitar equívocos e transtornos do seu mau uso.
Associá-las ao aperfeiçoamento da leitura que gera atualidades. Sugerir simbolicamente
diferentes códigos e sucessivos exemplos comuns à realidade dos alunos e simples ao não
conhecido, ou seja, “situações em que seria preciso pesquisar e pensar mais.” (RIBEIRO,
2016, p. 68).

Recuperar o prazer inerente ao estudo, que requer prioridade independentemente da


faixa etária; Responsabilidade com sua vivência, tornando – o participativo e, sua comunidade
local; Integrado ciberneticamente com uma visão real das redes de comunicação; A começar
pelo gerenciamento que vivencia na própria escola através de suas aulas. (AZEVEDO, 2000,
P.162, apud, DEL PINO e MORAES, n.p, 2000).

2.4 A GESTÃO ESCOLAR NO ENSINO PROFISSIONALIZANTE

Na atual conjuntura educacional, verificam-se as buscas permanentes de como


melhorar o ensino, bem como a relação que pode contribuir para tal ensino, a própria gestão
escolar. Uma vez que para haver a qualidade de ensino, a escola, a comunidade e seus alunos
precisam andar juntos em prol de objetivos que possibilitem continuar esta educação, já que
“a prática da autonomia demanda, por parte dos gestores da escola e de sua comunidade, um
amadurecimento caracterizado pela confiança recíproca...” (LUCK 2013, p. 86).

Dentre as diferentes modalidades de ensino, em questão, a profissionalizante perpassa


por muitas mudanças nas quais permeiam a formação de uma ocupação especializada. Em
virtude de atender as demandas do mercado de trabalho ou obter de forma mais rápida,
habilidades e competências unidas à vivência de uma profissão. Pois de certa maneira, requer
um olhar mais atento à evolução contínua da economia da sociedade e suas necessidades
técnicas do empresariado.

Visão esta que a gestão de ensino transfere para a gestão escolar no empenho de
promover mais do que apenas as práticas pedagógicas isoladas nos conteúdos curriculares,
mas, propiciar ao reconhecimento e zelo do candidato ou técnico em oficializar uma profissão
participativa ou democrática socialmente. Tendo seu lugar na economia e sociedade, também
será engajando a contribuir efetivamente nas mudanças tecnológicas com inovações ou
adaptações de técnicas. (SEVERNINI E ORELLANO, 2010, p. 03).

A princípio, uma gestão escolar é verbalizada de maneira democrática com intuito de


estender as outras esferas, sociais e políticas, a responsabilidade inerente de formação
profissional, já que se trata de uma graduação que formalize e conduza o aluno ao emprego
imediato, após a sua formação. Embora, haja esta intenção favorável, o que se verifica é uma
utopia teórica de democracia circunstancial, pois não há em certas instituições de ensino pleno
acesso que visualize a prática desta, ou seja, o diretor passa a ser apenas um mero
comunicador em acordo com o estabelecido pelo sistema de ensino. (LUCK, 2013, p.35).

A problemática da gestão democrática da educação profissional situa-se no âmbito e


uma questão mais ampla: a gestão democrática da educação. A adoção do princípio
da gestão democrática do ensino público no arcabouço jurídico brasileiro com a
Constituição Federal de 1988, no seu artigo 206, Inciso VI, já traz na sua origem
uma restrição: a gestão democrática é do ensino público e não da educação. Se na
educação geral a aplicação deste princípio encontra dificuldades na sua apreensão,
regulamentação e execução, no caso da educação profissional, sequer existe o
pressuposto. O primeiro aspecto a se considerar na democratização da educação é o
acesso [...]. (ALMEIDA, 2008, p. 3-4, apud, OLIVEIRA, 2003, p. 99).

Desta forma, entende se que o ensino e formação contenham inúmeros entraves


incomuns que são consequências do grande contraste na distribuição das matrículas da
Educação Profissional em seus níveis básico e técnico o que, por sua vez, dificultam a
democratização da gestão escolar. E apesar das tentativas de estabelecer formas que produzam
efeitos na gestão da educação profissional ainda é necessário muitas mudanças, como:

[...] tomar como ponto de partida a sua concepção e as suas finalidades no âmbito da
Educação Nacional. Compreende-se que a gestão estratégica é resultante da
integração entre gestão pedagógica e gestão administrativa e que sua função é
assegurar as condições necessárias à consecução das finalidades e objetivos da
educação profissional; portanto, há que considerá-la como um processo, orientado
pelos princípios de gestão democrática que regem as ações institucionais no campo
da educação, tal com estabelece a nova LDB. (KUENZER; GRABOWSKI, 2007, p.
01).

Assim, vale ressaltar que como todos os âmbitos de ensino, a educação profissional
precisa está amplamente respaldada pela Lei, mas, sobretudo, que sejam direcionadas por uma
relação integrada entre quem gerencia as ações pedagógicas e administrativas a fim de evitar
ideias contrárias a sua consolidação e até evitar possíveis negligencias que pelo acaso
aconteçam no cotidiano escolar. Para cada função estipulada desta gestão a relação deve ser
baseada em prol das melhoras deste ensino e dando a qualidade devida ao contexto no qual
estão inseridos. (KUENZER; GRABOWSKI, 2007, p. 02).

3. METODOLOGIA

Nesse presente artigo é realizado um estudo sobre contribuições para aprendizagem


das TICs e a gestão escolar, o que estes sujeitos podem melhorar na aprendizagem dos alunos
usando a ferramentas tecnológicas, para isso realizamos leitura sistemática sobre o assunto
para levantar aspectos sobre as TICs e como elas estão sendo utilizadas no âmbito acadêmico
para ajudar os discentes, não apenas dentro, mas fora de sala de aula.

A pesquisa foi realizada na organização Sistema Integrado de Educação


profissionalizante do Pará (SIEPA) – Unidade situada em Belém, localizada na avenida
senador lemos, nº 107, bairro Umarizal. A instituição Educacional pesquisada é uma escola
profissionalizante de nível médio, organizada em quatro unidades. O SIEPA foi fundado em
2004 apenas com o curso técnico de enfermagem em uma estrutura de pequeno porte na
unidade da rua do una, a primeira unidade. No decorrer de dois anos passou a ser reconhecida
através do trabalho responsável e de projetos sociais em comunidades carentes, então se
percebe a importância da implantação de novos cursos. Hoje funciona com quatro unidades,
SIEPA Doca, SIEPA Augusto Montenegro, SIEPA Mãe do Rio e SIEPA Baião.

A missão da instituição é promover uma educação técnica profissional de qualidade


em conformidade com as mudanças e necessidades de trabalho da sociedade, com prudência,
oportunidade, apoio, valorização e realização pessoal.
A visão tem como objetivo liderança do mercado educacional nível técnico do norte e
nordeste do país, sendo reconhecido pela excelência da qualidade em seu desempenho,
atuando sempre com foco na sustentabilidade social.

O estudo foi realizado por meio de levantamento bibliográfico publicado a respeito do


assunto sobre TICs no âmbito educacional e através de um formulário online, destinado aos
gestores da referida instituição, com perguntas fechadas. Depois verificamos a abordagem
quantitativa, na qual evidenciou as respostas sobre aspecto das respostas que os participantes
responderam.

Utilizou-se um formulário, há perguntas sobre quais TICs eles utilizam com os


discentes da instituição, quais os problemas que eles enfrentam e se o uso das TICs ajuda no
desempenho dos discentes, as demais perguntas podem ser conferidas no Apêndice A.

Para a etapa final, o Formulários Google foi utilizado para elaborar os gráficos da
pesquisa, depois verificou-se as contribuições que a instituição traz para os alunos e se essas
TICs melhoram o desempenho dos discentes, além de identificar de que forma as TICs
contribuem no processo de aprendizagem, enumerar os benefícios das TICs na gestão
educacional, descrever atuação do gestor educacional na utilização das TICs no processo de
aprendizagem e demonstrar os entraves que o uso da tecnologia apresenta no contexto
educacional do ensino técnico de nível médio.

Lakatos; Marconi (2005) definem método como um conjunto de atividades


sistemáticas e racionais, permitindo alcançar um objetivo, delineando o caminho a ser
seguido, identificando erros e contribuindo para tomadas de decisões cientificas.

Primeiramente realizou-se um estudo bibliográfico a respeito das TICs no processo de


aprendizagem no ensino profissionalizante. Utilizando em nossa pesquisao Estudo de caso;
conforme Yin (2001) é uma estratégia de pesquisa que compreende um método que abrange
tudo em abordagens específicas de coletas e análises de dados.

Para abordagem do estudo utilizou-se a pesquisa quantitativa, de acordo com


Deslandes & Assis (2002), esse tipo de pesquisa consideram o grau em que o exame é ideal
para verificar o que está sendo pesquisado, depois de observar e interpretar os fatos, sendo
assim, os resultados devem representar o que está sendo investigado ou o quanto se afastam
dos resultados obtidos.

Foi realizado uma pesquisa descritiva, segundo com Prodanov; Freitas (2013) se o
pesquisador registra informações, descreve os fatos que estão sendo observados sem fazer
interferência alguma, fazendo uma pesquisa descritiva, podendo utilizar técnica como
formulários e observação sistemática.

Sobre a pesquisa bibliográfica, de acordo com Prodanov; Freitas (2013) é o tipo de


pesquisa realizada com material já publicado, usando diversas fontes como jornais,
periódicos, livros artigos científicos, dissertações, internet para utilizar na pesquisa em
questão, o pesquisador deve verificar a autenticidade do material publicado na internet.

Realizou-se a pesquisa no âmbito acadêmico, com os seguintes gestores: Diretor,


Pedagoga, Coordenadora e professores da Instituição de Ensino profissionalizante. Sendo no
total, vinte profissionais da instituição que fazem parte da coordenação pedagógica e corpo
docente.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Fonte: Formulários Google

90% dos entrevistados escolheram televisão como as TICs mais utilizadas na


instituição e as menos utilizadas são tablet (10%) e jogos eletrônicos (10%).
Fonte: Formulários Google

Quanto as TICS que os entrevistados gostaria de utilizar na instituição, a Internet


foi a mais votada com 60%, seguido do computador com 55%, as tecnologias menos votadas
foram: o tablet com 10% e jogos eletrônicos com 15%.

Fonte: Formulários Google

De acordo com as respostas as TICs que não seriam utilizadas na instituição em


maior porcentagem foram os jogos eletrônicos com 60% e celular 50%, uma vez, o mau uso
dessas tecnologias ao invés de contribuir pode prejudicar a aprendizagem e em menor são
computador, televisão e software com 15% cada.
Fonte: Formulários Google

Quanto as respostas sobre as TICS que mais beneficiam a aprendizagem, o


computador aparece com 85% das respostas, sendo um instrumento de grande utilização para
esse processo, seguido da Internet com 70%. O menos utilizado aparece com 20% os jogos
eletrônicos.

Fonte : Formulários Google

Quando perguntados a respeito de quais TICS podem prejudicar o aprendizado,


100% o celular. é uma ferramenta de grande facilidade para sua utilização, no entanto, a
maioria dos alunos utilizam de uma forma inadequada. E com 50% aparece os jogos
eletrônicos, vem a ser um instrumento também que pode ou não prejudicar o aprendizado
desse aluno.
Fonte: Formulários Google

Já na pergunta 6 pode-se verificar que os possíveis entraves na utilização das


TICs, em maior porcentagem são: 70% não ter o instrumento ( computador, tablet, projetor e
etc.), 55% a falta de conhecimento, 50% não ter acesso às redes, já em menos tem-se 15%
hardware.

Fonte: Formulários Google

A importância das TICs no processo de ensino-aprendizagem perpassa pela


reafirmação dos profissionais na qual compreendem o uso e implantação destas na busca de
proporcionar um melhor planejamento dos conteúdos, bem como oferecer ao aluno de
diferentes meios de ensino. Dentre os entrevistados, 100% dos professores ressaltam esta
importância de ministrar os assuntos pertinentes a educação profissionalizante a partir das
TICs.
Fonte: Formulários Google

Para a gestão da instituição selecionada nesta pesquisa foi realçada 100% de


importância das TICS, uma vez que sugerem a sua participação em todas as circunstâncias
que são necessárias. Tal como o ato comunicativo e empenho dos envolvidos. Sobretudo
optam em utilizá-los, pois facilitam o processo de ensino não apenas dos alunos, mas também
de toda a instituição.

Fonte: Formulários Google

Sobre quais os benefícios das TICS no processo de aprendizagem, a opção


melhor rendimento foi a mais votada com 80% e a menos votada foi a opção ter domínio da
turma com 35%.
Fonte: Formulários Google

Na pergunta 10, analisou-se quando as TICS são empregadas no processo de


aprendizagem, as duas primeiras opções sempre e as vezes, respectivamente foram as mais
votadas.

Depois de analisar as perguntas do formulário, pudemos responder algumas


questões das que motivaram essa pesquisa, algumas delas já foram respondidas com o
levantamento bibliográfico. Quanto as demais, fizemos uma análise sobre as mesmas.

Para identificar a forma que as TICs contribuem para o processo de aprendizagem


no ensino profissionalizante, foram elaboradas dez perguntas objetivas para saber a opinião
dos entrevistados sobre o uso das Tecnologias da informação e comunicação, cada pergunta
tem a finalidade de descobrir quais TICs os mesmos utilizam, quais eles gostariam de utilizar
e quais eles não utilizariam na instituição, perguntas 1 à 3, respectivamente.

As perguntas 4 e 5 definiram as respostas sobre a forma definimos os benefícios


das TICs no processo de aprendizagem, uma vez que elas respondem duas perguntas sobre
quais tecnologias trazem benefícios para a aprendizagem (pergunta 4) e quais as tecnologias
que podem prejudicar a aprendizagem (pergunta 5), quais das tecnologias são consideradas
primordiais para aprendizagem e quais os entrevistados descartariam nesse processo.

Para responder os entraves que o gestor ou professor têm ao utilizar as TICs,


listamos na pergunta 6, algumas alternativas sobre os principais problemas enfrentados por
eles, os motivos são: 70% não ter o instrumento (computador, tablet, projetor e etc.), 55% a
falta de conhecimento, 50% não ter acesso às redes, já em menos tem-se 15% hardware.
As perguntas 7, definem sobre a opinião da importância das TICs no processo de
ensino e aprendizagem, se são importantes para a gestão, respectivamente. Quanto a questão 9
define quais os benefícios das TICs no processo de aprendizagem, sendo a opção melhor
rendimento a mais votada com 80%.

Quanto a atuação dos entrevistados utilizando as TICs, a pergunta 10, é sobre a


quando os mesmos empregam tais tecnologias, sendo que as duas primeiras alternativas,
sempre (a) e às vezes (b), foram as mais votadas.

Depois na análise dos gráficos elaborados no Formulário Google, alguns atores


podem justificar a escolha dos entrevistados depois de responder as perguntas do questionário
dessa pesquisa, de acordo com Ramos (2008) as TICs surgiram como métodos e
equipamentos que pudessem facilitar a aprendizagem através de recursos como áudio, vídeo,
imagem, facilitando também a comunicação. Então os entrevistados utilizam as tecnologias
que consideram importantes no processo de aprendizagem e as que eles não consideram
importantes.

Segundo Almeida (2009), as tecnologias trouxeram diversas mudanças e inovações ao


longo da história. Através dessas mudanças muitas tecnologias foram criadas para facilitar o
aprendizado, se usadas corretamente, podem facilitar o processo de aprendizagem, os
entrevistados escolheram entre as alternativas, várias tecnologias que os mesmos utilizam e
não utilizam no ambiente educacional, considerando as que podem beneficiar ou prejudicar tal
processo.

Mas apesar desses recursos oferecerem infinitas formas de ensinar e facilitar o


aprendizado, há problemas enfrentados pelos professores, como as dificuldades para lidar com
as tecnologias modernas ou ainda alguns professores se sentem detentores do conhecimento.
Como é citado por Imbérmon (2010, p.36, apud OLIVEIRA 2015 p.79):

Para que o uso das TIC signifique uma transformação educativa que se transforme
em melhora, muitas coisas terão que mudar. Muitas estão nas mãos dos próprios
professores, que terão que redesenhar seu papel e sua responsabilidade na escola
atual. Mas outras tantas escapam de seu controle e se inscrevem na esfera da
direção da escola, da administração e da própria sociedade.

5. CONCLUSÃO

Mediante a importância que as TICs representam para o ensino e através da


comprovação das análises feitas por este estudo, convém se a afirmar que em tantas lutas na
educação seguidas de melhorar a qualidade do ensino prestado e a interação entre os
envolvidos, escola e alunos caminham juntos a fim de respeitar a construção de
conhecimento, não visando apenas a aprendizagem, bem como, restabelecer uma atual
maneira de evidenciar o estudo ou as aulas.

E desta forma, entender ainda que se faz necessário romper com qualquer limite
que haja entre quem usa a tecnologia ou mesmo quem apenas a possui, viabilizando da
melhor maneira possível no âmbito educacional e favorecendo os cidadãos, aqui, os alunos, a
maneira adequada de usá-la para o empenho da qualificação futura ou profissional. Percebe-se
então que a gestão escolar deve se atentar em desenvolver não apenas o ensino do alunado,
mas a educação continuada dos seus professores, guiando-os parar um aperfeiçoamento do
uso das TICs em prol de sancionar qualquer dúvida em seu uso.

Para acontento, viabilizar o acesso às redes, e matérias ou instrumentos suportes,


interação ou manual de uso, e acessibilidade para a demanda exata de alunos da referida
escola. O intuito será sempre de fornecer uma melhor educação que signifique a prática de
ensinar e a aprendizagem em torno das aulas. Salvo que a gestão tenha a referida
responsabilidade em promover tais recursos e parte da interação das TICs que mudam o olhar
do aluno sobre o ensino ou educação deixando a enriquecida pelo novo ou atual pesquisado.

Vale ressaltar que a pesquisa deste estudo tem por meta suscitar novas ideias e
dimensões parar a continuação de pesquisas que identifique o comportamento, o psicológico e
emocional dos alunos quando assistem aulas através das TICs e qual seria o empenho ou
produto adquirido após o seu uso. A fim de que se permita entender que a gestão escolar
obtenha na aprendizagem das TICs uma busca contínua de outros processos pedagógicos e
sociais.

Na educação, renovar as práticas de ensino-aprendizagem requer empenho e


qualificação que sustenta e promove tais condições. Não sendo limitado apenas a alguns
suportes ou recursos, e principalmente, a um ambiente dentro da escola. Os alunos precisam
se encontrar bem preparados a partir do uso de diferentes meios de ensino, tanto quanto os
professores que recorrem a TICs até mesmo para modificar ou implantar melhores aulas e
estudos.

Compreende- se assim que não caberá apenas a uma utopia de poucos sobre o uso
das TICs, como também permanecer fora da atual vivência desta, sobre a sociedade. Uma vez
que, esta veio para ser o alvo da maioria dos alunos como fonte de conhecimento e
informação no que diz respeito ao mundo que este encontra se inserido.
Tal estudo contribui a partir da confirmação dos teóricos na qual enriquecem
positivamente através da análise dos dados e também favorece a continua ideia de
aperfeiçoamento que cada professor, gestor, aluno ou operacional precisa e assim deve
estender numa continua e brilhante aprendizagem.

REFERÊNCIA

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seus gestores. 2008, 12f. (Dissertação de Mestrado em educação apresentada ao Curso de Pós-
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2017.
APÊNDICE A

Cargo: __________________________________________

Tempo de atuação na área: __________________________


Glossário
TICs: Tecnologias da informação e comunicação
Hardware: é a parte que você pode ver do computador, ou seja, todos os componentes da sua estrutura física.
Software: são os programas que permitem realizar atividades específicas em um computador.
Entrave: impedimento, obstáculo, dificuldade.
HD externo: disco rígido portátil.

1. Quais as TICs que a instituição utiliza?


a. ( ) Computador d. ( ) Tablet g. ( ) Jogos eletrônicos
b. ( ) Internet e. ( ) Software h. ( ) Outras __________________
c. ( ) Celular f. ( ) Televisão

2. Quais as TICs que você gostaria de utilizar na instituição?


a. ( ) Computador d. ( ) Tablet g. ( ) Jogos eletrônicos
b. ( ) Internet e. ( ) Software h. ( ) Outras __________________
c. ( ) Celular f. ( ) Televisão

3. Quais as TICs que você não utilizaria na instituição?


a. ( ) Computador d. ( ) Tablet g. ( ) Jogos eletrônicos
b. ( ) Internet e. ( ) Software h. ( ) Outras __________________
c. ( ) Celular f. ( ) Televisão

4. Quais as TICs que trazem benefícios para a aprendizagem?


a. ( ) Computador d. ( ) Tablet g. ( ) Jogos eletrônicos
b. ( ) Internet e. ( ) Software h. ( ) Outras __________________
c. ( ) Celular f. ( ) Televisão

5. Quais as TICs que podem prejudicar a aprendizagem?


a. ( ) Computador d. ( ) Tablet g. ( ) Jogos eletrônicos
b. ( ) Internet e. ( ) Software h. ( ) Outras __________________
c. ( ) Celular f. ( ) Televisão

6. Quais os possíveis entraves na utilização das TICs?


a. ( ) Falta conhecimento
b. ( ) Hardware
c. ( ) Insegurança (medo)
d. ( ) Resistência o uso da tecnologia
e. ( ) Não ter acesso às redes
f. ( ) Não ter instrumento (computador, tablet, projetor, notebook, televisão, etc.)
g. ( ) Não tem dispositivos (pen drive, HD externo)

7. As TICs são importantes no processo de ensino e aprendizagem?


a. ( ) Sim
b. ( ) Não

8. As TICs são importantes para a gestão da instituição?


a. ( ) Sim
b. ( ) Não

9. Quais são os benefícios das TICs no processo de aprendizagem?


a. ( ) Melhor rendimento dos discentes
b. ( ) Tornar aprendizagem mais significativa
c. ( ) Ter domínio da turma
d. ( ) Melhoria no conhecimento tecnológico

10. Quando as TICs são empregadas no processo de aprendizagem?


a. ( ) Sempre
b. ( ) Às vezes
c. ( ) Nunca