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Direito Civil

Direito Civil é o ramo do Direito que engloba o conjunto de normas jurídicas


responsáveis por regular os direitos e obrigações de ordem privada em relação as
pessoas, seus bens e suas relações. É o principal ramo do Direito Privado. É um
conjunto de princípios, regras e de instituições que regula as relações entre pessoas
e entre estas e os bens de que se utilizam.

 Art. 1o Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil.

 Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe
a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.

 Art. 3o   São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil
os menores de 16 (dezesseis) anos. 

Introdução ao Direito Direito Civil 1


Das pessoas
Os animais e as coisas podem ser objeto de direito, mas apenas as pessoas são
sujeitos de direito. Mesmo quando uma lei ambiental protege a fauna, ela visa na
verdade ao próprio homem e seu direito a um meio ambiente equilibrado. As pessoas
é que vão se relacionar na sociedade, precisamos dos outros, é impossível viver sem
as outras pessoas para atender nossas necessidades e satisfazer nossos interesses
individuais de saúde, educação, habitação, lazer, etc. Das relações entre as
pessoas, cuida o Direito Civil. Podem ser as pessoas físicas ou jurídicas.

 Art. 4o  São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os


exercer:   (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015)   (Vigência)
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico;  (Redação dada pela Lei nº 13.146, de
2015)         (Vigência)
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua
vontade;  (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015)        (Vigência)
IV - os pródigos.
Parágrafo único.  A capacidade dos indígenas será regulada por legislação
especial.  (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015)         (Vigência)

 Art. 5o  A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica
habilitada à prática de todos os atos da vida civil.
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento
público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido
o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;
II - pelo casamento;
III - pelo exercício de emprego público efetivo;
IV - pela colação de grau em curso de ensino superior;
V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de
emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha
economia própria.

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Pessoas naturais
Conceito de personalidade jurídica A personalidade jurídica é um atributo
essencial para ser sujeito de. Para a teoria geral do direito civil a personalidade é
uma aptidão genérica para titularizar direitos e contrair obrigações.
É o ser humano, considerado como sujeito de direito e deveres, dentro da ordem
jurídica, e não na sua constituição física, simplesmente. É o ser humano, com
capacidade de agir, de adquirir, de exercerem direitos e de contrair obrigações. É
assim, dentro deste conceito que se deve entender o ser humano, pessoa natural, na
concepção jurídica. É assim, dentro deste conceito que se deve entender o ser
humano, pessoa natural, na concepção jurídica.

 Art. 6o A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quanto
aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva.

 Art. 7o Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência:


I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida;
II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até
dois anos após o término da guerra.
Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá
ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença
fixar a data provável do falecimento.

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Da Personalidade e da Capacidade
Personalidade e capacidade completam-se: de nada valeria a personalidade
sem a capacidade jurídica, que se ajusta assim ao conteúdo da personalidade,
na mesma e certa medida em que a utilização do direito integra a ideia de ser
alguém titular dele. Só não há capacidade de aquisição de direitos onde falta
personalidade, como no caso do nascituro, por exemplo.
Personalidade: Todo aquele que nasce com vida torna-se uma pessoa, ou seja,
adquire personalidade. Pode ser definida como aptidão genérica para adquirir
direitos e contrair obrigações ou deveres na ordem civil. A personalidade é, em si
mesma, a possibilidade, devidamente reconhecida pelo ordenamento, que o sujeito
do direito tem de ser titular de direitos e obrigações na esfera civil. Nascituro é sujeito
de direito;
Capacidade: Após o indivíduo adquirir a personalidade, ele adquire a capacidade.
Mas, isso não significa que ele poderá usufruir dessa capacidade. É a aptidão
determinada pela ordem jurídica para gozo e exercício de um direito por seu titular;
Todo sujeito pode gozar e fruir as vantagens, mas nem sempre está habilitado a
exercer o direito em toda sua extensão;

 Art. 1o Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. (CC - Lei nº 10.406
de 10 de Janeiro de 2002)

 Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei
põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. (CC - Lei nº 10.406 de 10 de
Janeiro de 2002)

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Capacidade no Direito Civil
 Absolutamente incapazes
Os menores de 16 anos – a partir dos 16 anos o menor pode trabalhar; Por
enfermidade ou deficiência mental – quando não tiverem o necessário
discernimento para prática desses atos. Por causa transitória não puderem
exprimir sua vontade
 Art. 1o Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil.

 Art. 3o  São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da


vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos.

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Relativamente incapazes
Os maiores de 16 e menores de 18 anos; Os ébrios habituais, viciados em
tóxicos, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido; Obs. Caso
não exprimam sua vontade, considera-se incapacidade absoluta; Os
excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; Os Pródigos;
 Art. 4o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: (Redação
dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência)
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;
II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o
discernimento reduzido; (Vide Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência)
III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; (Vide Lei nº 13.146, de 2015)
(Vigência)
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015)
(Vigência)
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade;
(Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência)
IV - os pródigos.
Parágrafo único. A capacidade dos índios será regulada por legislação especial. (Vide Lei
nº 13.146, de 2015) (Vigência)
Parágrafo único. A capacidade dos indígenas será regulada por legislação especial.
(Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência)

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Capacidade plena
Maior de 18 anos; Obs. Até os 16 anos filhos menores representados pelos
pais; A partir dos 16 e até os 18 anos, menor é assistido;

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Emancipação
Por concessão dos pais, ou um deles na falta do outro, mediante instrumento
público, ou sentença judicial, ouvido o tutor, se menor tiver 16 anos completos;
Pelo exercício do emprego público efetivo; Pela colação de grau em curso de
ensino superior; Pelo casamento; Pelo estabelecimento civil ou comercial ou
existência de relação de emprego, desde que o menor com 16 anos completo
tem economia própria;
 Art. 5º A menoridade cessa aos 18 anos completos, quando a pessoa fica habilitada à
prática de todos os atos da vida civil".
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:
I — pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento
público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o
tutor, se o menor tiver 16 anos completos;
II — pelo casamento;
III — pelo exercício de emprego público efetivo,
IV — pela colação de grau em curso de ensino superior;
V — pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego,
desde que, em função deles, o menor com 16 anos completos tenha economia própria

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Término da capacidade
Morte real – é quando constatada o óbito por uma certidão; Morte presumida –
é aquela declarada pelo Juiz diante dos fundamentos fatos que permitam
presumir que a pessoa natural esteja morta; Comoriência – quando duas ou
mais falecem na mesma ocasião;
 Art. 6o A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quanto aos
ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva.

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Das pessoas jurídicas
É a entidade constituída por pessoas ou bens, com vida, direito, obrigações e
patrimônio próprio; A lei exige, também, para seu reconhecimento, o
preenchimento da formalidade de registro de sua constituição, bem como dos
atos posteriores de alteração e extinção. Rege-se por um contrato constitutivo,
celebrado entre os seus componentes, podendo existir, ainda, um regulamento
interno, denominado estatuto. Tudo isso, no que se refere às pessoas jurídicas
de direito privado, porque existem, também, as de direito público, que são a
União, os Estados, os Municípios, e as autarquias, sem se falar nos Estados
soberanos, ou países, na órbita internacional.
 Art. 40. As pessoas jurídicas são de direito público, interno ou externo, e de direito
privado.

 Art. 42. São pessoas jurídicas de direito público externo os Estados estrangeiros e
todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público.

 Art. 43. As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis
por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado
direito regressivo contra os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa
ou dolo.

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Classificação
Quanto à nacionalidade: em relação ao ordenamento que lhe atribui personalidade e
não em relação aos seus membros ou capital
Nacional
 Art. 1.126. É nacional a sociedade organizada de conformidade com a lei brasileira e que
tenha no País a sede de sua administração.
Parágrafo único. Quando a lei exigir que todos ou alguns sócios sejam brasileiros, as ações
da sociedade anônima revestirão, no silêncio da lei, a forma nominativa. Qualquer que seja
o tipo da sociedade, na sua sede ficará arquivada cópia autêntica do documento
comprobatório da nacionalidade dos sócio

Estrangeira
 Art. 1.134. A sociedade estrangeira, qualquer que seja o seu objeto, não pode, sem
autorização do Poder Executivo, funcionar no País, ainda que por estabelecimentos
subordinados, podendo, todavia, ressalvados os casos expressos em lei, ser acionista de
sociedade anônima brasileira.
§ 1o Ao requerimento de autorização devem juntar-se:
I - prova de se achar a sociedade constituída conforme a lei de seu país;
II - inteiro teor do contrato ou do estatuto;
III - relação dos membros de todos os órgãos da administração da sociedade, com nome,
nacionalidade, profissão, domicílio e, salvo quanto a ações ao portador, o valor da
participação de cada um no capital da sociedade;
IV - cópia do ato que autorizou o funcionamento no Brasil e fixou o capital destinado às
operações no território nacional;
V - prova de nomeação do representante no Brasil, com poderes expressos para aceitar as
condições exigidas para a autorização;
VI - último balanço.
§ 2o Os documentos serão autenticados, de conformidade com a lei nacional da sociedade
requerente, legalizados no consulado brasileiro da respectiva sede e acompanhados de
tradução em vernáculo.

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Quanto a estrutura interna em corporação
ou componentes
Reunião de pessoas:
universitas personarum as que têm como elemento subjacente o homem - se
compõe pela reunião de pessoas – vontade e fins determinados pelos sócios, ou
seja, é a pessoa jurídica que se forma pela reunião de pessoas;
Reunião de bens:
universitas bonorum as que constituem em torno de um patrimônio destinado a
um fim, ou seja, é a pessoa jurídica que se forma em torno de um patrimônio
que possua finalidade determinada.

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Pessoas jurídicas de direito público
Interno – União, os Estados, o Distrito Federal e os Territórios, Municípios,
autarquias,inclusive associações públicas e demais entidades de caráter público
criadas por lei (Fundações Públicas);
Externo - As nações ( No Brasil, é a República Federativa do Brasil, representada
pela União – CF, inc I); Organismos internacionais *ONU, OEA, UNESCO
.
 Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno:
I - a União;
II - os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;
III - os Municípios;
IV - as autarquias;
IV - as autarquias, inclusive as associações públicas; (Redação dada pela Lei nº
11.107, de 2005)
V - as demais entidades de caráter público criadas por lei.
Parágrafo único. Salvo disposição em contrário, as pessoas jurídicas de direito
público, a que se tenha dado estrutura de direito privado, regem-se, no que couber,
quanto ao seu funcionamento, pelas normas deste Código

 Art. 32. Empossados nos bens, os sucessores provisórios ficarão representando ativa


e passivamente o ausente, de modo que contra eles correrão as ações pendentes e as
que de futuro àquele forem movidas.

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Autarquias
São criadas por lei especifica; Têm personalidade jurídica de direito público;
Executam atividades típicas da Administração Pública; Têm patrimônio e
receita próprios; Exemplos: INSS, BACEN, EMBRATUR;

 Art. 37. Dez anos depois de passada em julgado a sentença que concede a abertura da
sucessão provisória, poderão os interessados requerer a sucessão definitiva e o
levantamento das cauções prestadas.

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Fundações públicas
Depende de autorização por lei especial (CF, inc.XIX); Área de atuação
definida em Lei complementar; Personalidade jurídica de direito público;
Executam atividades típicas mas não exclusivas do Estado; Patrimônio e
receita próprios; Exemplo: Fundação Universidade do Rio de Janeiro; IPEA,
IBGE, Fiocruz
 Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao
seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição
de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei
complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

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Pessoas jurídicas de direito privado
Associações; Sociedades; Fundações particulares; Organizações religiosas ; E,
ainda, partidos políticos que, atualmente, ante o disposto na Carta Magna tem
natureza de associação civil, sendo pessoa jurídica de direito privado.

 Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:


I - as associações;
II - as sociedades;
III - as fundações.
IV - as organizações religiosas; (Incluído pela Lei nº 10.825, de 22.12.2003)
V - os partidos políticos. (Incluído pela Lei nº 10.825, de 22.12.2003)
VI - as empresas individuais de responsabilidade limitada. (Incluído pela Lei nº 12.441,
de 2011) (Vigência)
§ 1o São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das
organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou
registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento. (Incluído pela Lei
nº 10.825, de 22.12.2003)
§ 2o As disposições concernentes às associações aplicam-se subsidiariamente às
sociedades que são objeto do Livro II da Parte Especial deste Código. (Incluído pela
Lei nº 10.825, de 22.12.2003)
§ 3o Os partidos políticos serão organizados e funcionarão conforme o disposto em lei
específica. (Incluído pela Lei nº 10.825, de 22.12.2003)

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Requisitos para criação
Vontade humana – atos constitutivos, (Contrato social e estatutos);Observação
dor critérios legais – inscrição dos atos constitutivos, autorização, registro;
Licitude de seus fins;

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Fundações
Consiste na reserva de determinado patrimônio para o atingimento de um
interesse humano.
 Art. 62. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou
testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e
declarando, se quiser, a maneira de administrá-la.
Parágrafo único. A fundação somente poderá constituir-se para fins religiosos, morais,
culturais ou de assistência.

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Requisitos
Escritura, depois de aprovada pelo Ministério Público, autoridade competente a
regular o funcionamento da fundação; deverá ser registrada em Cartório de
Registro Civil de Pessoas Jurídicas, momento em que começará a existência
legal da pessoa jurídica, conforme determinado pelos artigos 119 e 120 da Lei
de Registros Públicos, Lei nº 6.015/73
 Art. 120. O registro das sociedades, fundações e partidos políticos consistirá na
declaração, feita em livro, pelo oficial, do número de ordem, da data da apresentação e
da espécie do ato constitutivo, com as seguintes indicações: (Redação dada pela Lei nº
9.096, de 1995)
I - a denominação, o fundo social, quando houver, os fins e a sede da associação ou
fundação, bem como o tempo de sua duração;
II - o modo por que se administra e representa a sociedade, ativa e passivamente,
judicial e extrajudicialmente;
III - se o estatuto, o contrato ou o compromisso é reformável, no tocante à
administração, e de que modo;
IV - se os membros respondem ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais;
V - as condições de extinção da pessoa jurídica e nesse caso o destino do seu
patrimônio;
VI - os nomes dos fundadores ou instituidores e dos membros da diretoria, provisória ou
definitiva, com indicação da nacionalidade, estado civil e profissão de cada um, bem
como o nome e residência do apresentante dos exemplares.
Parágrafo único. Para o registro dos partidos políticos, serão obedecidos, além dos
requisitos deste artigo, os estabelecidos em lei específica. (Incluído pela Lei nº 9.096, de
1995)

 Art. 119. A existência legal das pessoas jurídicas só começa com o registro de seus
atos constitutivos. (Renumerado do art. 120 pela Lei nº 6.216, de 1975).
Parágrafo único. Quando o funcionamento da sociedade depender de aprovação da
autoridade, sem esta não poderá ser feito o registro.

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Associações
São entidades que contam com um grande número de pessoas, perseguindo
fins não-lucrativos; Os estatutos sociais de associações são registrados no
Cartório de Registros Civis de Pessoas Jurídicas.
Exemplos de associações:
- Associações dos Moradores de Laranjeiras (AMAL)
 Art. 55. Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá instituir
categorias com vantagens especiais.

 Art. 56. A qualidade de associado é intransmissível, se o estatuto não dispuser o


contrário. Parágrafo único. Se o associado for titular de quota ou fração ideal do
patrimônio da associação, a transferência daquela não importará, de per si, na
atribuição da qualidade de associado ao adquirente ou ao herdeiro, salvo
disposição diversa do estatuto.

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Estatuto das associações
Denominação, os fins, sede; Requisitos para admissão, demissão e exclusão dos
associados; Direitos e deveres dos associados; Fontes de recurso para sua
manutenção; Modo de constituição e funcionamento dos órgãos deliberativos;
Condições para alteração das disposições estatutárias e dissolução; Forma de
gestão administrativa e aprovação das respectivas contas;
 Art. 44 - São pessoas jurídicas de direito privado: (Art. 16 CC Lei 3.071/16)
I - as associações;
II - as sociedades;
III - as fundações.
IV - as organizações religiosas; (Acrescentado pelo art. 02, da Lei 10.825/03)
V - os partidos políticos. (Acrescentado pelo art. 02, da Lei 10.825/03)
§ 1º. São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das
organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou
registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento. (Nova redação dada
pelo art. 02, da Lei 10.825/03)
§ 2º. As disposições concernentes às associações aplicam-se subsidiariamente às
sociedades que são objeto do Livro II da Parte Especial deste Código. (Acrescentado pelo
art. 02, da Lei 10.825/03)
§ 3º. Os partidos políticos serão organizados e funcionarão conforme o disposto em lei
específica. (Acrescentado pelo art. 02, da Lei 10.825/03)

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Sociedades
São reuniões de pessoas que possuem fins lucrativos; Sociedade simples –
exercem atividade científica, literária ou artística; Cartório de registro civil de
pessoas jurídicas; Sociedade empresária – exerce atividade organizada para
produção e circulação de bens e serviços; Junta Comercial;
 Art. 981. Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se
obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o exercício de atividade
econômica e a partilha, entre si, dos resultados.
Parágrafo único. A atividade pode restringir-se à realização de um ou mais
negócios determinados.

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Organizações religiosas
São entidades formadas pela união de pessoas que se voltam para adoração ou
culto as forças sobrenaturais, sendo livre, não podendo o poder público intervir no
seu funcionamento;
Ex: Igrejas, irmandades
 Art. 5º A todas as igrejas e confissões religiosas se reconhece a personalidade
jurídica, para adquirirem bens e os administrarem, sob os limites postos pelas
leis concernentes á propriedade de mão-morta, mantendo-se a cada uma o
domínio de seus haveres atuais, bem como dos seus edifícios de culto. 

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Partidos Políticos
Conjunto de pessoas com ideais comuns com a finalidade de chegar ao poder
para realização de um programa; Estatutos são registrados no cartório da
Capital Federal e no TSE
 Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos,
resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os
direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos:
I -  caráter nacional;
II -  proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo
estrangeiros ou de subordinação a estes;
III -  prestação de contas à Justiça Eleitoral;
IV -  funcionamento parlamentar de acordo com a lei.
§ 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura
interna, organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o
regime de suas coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as
candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus
estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária.
§ 2º Os partidos políticos, após adquirirem personalidade jurídica, na forma da lei
civil, registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral.
§ 3º Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso
gratuito ao rádio e à televisão, na forma da lei.
§ 4º É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar.

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Extinção da pessoa jurídica
Administrativa ou Ato Governamental: Cassação da autorização para
funcionamento; Convencional: Deliberação entre os sócios; Judicial: a minoria
dos sócios ou qualquer pessoa interessada poderá requerer, em juízo, a
extinção da sociedade. A causa pode ser estatutária ou legal, mas o interesse
deve ser sempre provado (ex: ação judicial impetrada pela minoria com justo
motivo).
 Art. 207. A companhia dissolvida conserva a personalidade jurídica, até a extinção,
com o fim de proceder a liquidação.

Introdução ao Direito Direito Civil 25


DOS BENS
Bens são coisas materiais ou concretos, úteis aos homens e de expressão
econômica, suscetível de apropriação. COISA É O GÊNERO DO QUAL O BEM É
ESPÉCIE.
 Art. 1.230. A propriedade do solo não abrange as jazidas, minas e demais recursos
minerais, os potenciais de energia hidráulica, os monumentos arqueológicos e outros
bens referidos por leis especiais.
Parágrafo único. O proprietário do solo tem o direito de explorar os recursos minerais
de emprego imediato na construção civil, desde que não submetidos a transformação
industrial, obedecido o disposto em lei especial.

 Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou
artificialmente.

Bens corpóreos e incorpóreos


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Corpóreos - são os que têm existência material; Exemplo: casa, um terreno,
um livro;
Incorpóreos - são os que não têm existência tangível, existência abstrata,
apresentando valor econômico; Exemplo: propriedade literária, científica e artística,
direitos autorais;
 Art.80 . Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
Os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram.
Os direitos reais sobre bens imóveis seguem a mesma classificação do bem, ou seja,
se o bem for imóvel o direito real também o será.
II . O direito a sucessão aberta.
Sucessão aberta é quando uma pessoa morre e continha um patrimônio, e esse
patrimônio ainda não foi partilhado, dividido entre os herdeiros. Enquanto esta aberta
essa sucessão tem caráter de bem imóvel.

Bens móveis e imóveis


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Móveis são os que podem ser transportados por movimento próprio ou
removidos por força alheia;
Imóveis são os que não podem ser transportados sem alteração de sua
substância; Ex. solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente;
Fungíveis são os bens móveis que podem ser substituídos por outros de mesma
espécie, qualidade e quantidade; Ex. dinheiro
Infungíveis são os insubstituíveis, por existirem somente se respeitada sua
individualidade. Uma obra de arte exclusiva ou uma jóia de valor original
Consumíveis são os que se destroem no primeiro momento (alimentos em geral),
combustível;
Inconsumíveis são os de natureza durável, como um livro, roupa.
Divisíveis - são aqueles que podem ser fracionados em porções reais sem
alteração da substância; Ex. Feijão, arroz
Indivisíveis - são aqueles que não podem ser fracionados, pois perdem o valor
econômico e sua identidade;
Singulares - são as que, embora reunidas, se consideram de per si,
independentemente das demais; são consideradas em sua individualidade, livro;
Coletivas - são as constituídas por várias coisas singulares, consideradas em
conjunto, formando um todo único, que passa a ter individualidade própria, distinta
de seus objetos componentes, que conservam sua autonomia funcional. Ex.
rebanho, herança.
 Principais - são os que existem em si e por si, abstrata ou concretamente;
acessórios - são aqueles cuja existência supõe a existência do principal;
 Bens particulares - são respectivamente, os que pertencem a pessoas
naturais ou jurídicas de direito privado;
Bens público - são os que pertencem as pessoas jurídicas de direito público,
políticas, à União, aos Estados a aos Municípios;

 Art. 82. São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força
alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico-social.

 Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais:

Introdução ao Direito Direito Civil 28


I - as energias que tenham valor econômico;
II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes;
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações.

DOS FATOS JURÍDICOS


Introdução ao Direito Direito Civil 29
É o acontecimento, previsto em norma jurídica, em razão do qual nascem, se
modificam, subsistem e se extinguem relações jurídicas.
 Art. 104. A validade do negócio jurídico requer: 
I - agente capaz; 
II - objeto lícito, possível, determinado ou determinável; 
III - forma prescrita ou não defesa em lei. 

 Art. 105. A incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela
outra em benefício próprio, nem aproveita aos co-interessados capazes, salvo se,
neste caso, for indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum . 

Classificação
Introdução ao Direito Direito Civil 30
Fatos jurídicos naturais - não possuem interferência humana, mas
repercutem no mundo jurídico. Exemplo: nascimento, morte.

Fatos jurídicos humanos - aqueles que dependem da vontade humana.


Exemplo: contrato de compra e assinado entre duas partes, casamento.
Fato jurídico natural:
 Ordinário – nascimento, morte, maioridade;
 Extraordinário – naufrágio de um barco em virtude de um maremoto, força maior, caso
fortuito;
Fato jurídico humano:
Voluntário – depende da vontade do agente; Exemplo: confissão, perdão – atos jurídicos;
testamento contratos – negócio jurídico;
Involuntário – acarreta consequências jurídicas alheias as vontades;
 atos jurídicos - são frutos da vontade humana.

ilícitos - quando a vontade humana se para a produção de efeitos contrários às regras


Ordenamento Jurídico.

Lícitos - os atos que decorrem da vontade humana, que se destina a produção de


consequências permitidas pelo Ordenamento Jurídico.
 Ato jurídico lícito –
 atos jurídicos strictu sens verifica-se que a vontade humana se dirige aos efeitos
previamente estabelecidos em lei. E assim, não há criação de novos direitos, que são
previamente previstos.

 negócio jurídico - é o espaço conferido às partes para se auto determinarem, estabelecendo


direitos e obrigações, dentro de suas relações pessoais, tendo o Direito estipulado os limites.

Classificação do negócio jurídico


Introdução ao Direito Direito Civil 31
unilaterais - são aqueles que se realizam mediante uma única manifestação de vontade.
Exemplo: testamento.
Bilaterais - há duas manifestações de vontade, em sentidos opostos, dadas simultaneamente.
É o caso do contrato de compra e venda, em que uma pessoa quer vender e a outra comprar.
Plurilaterais - em que duas ou mais manifestações de vontade são exercidas, mas convergindo
para o mesmo interesse.

Exemplo: constituição de uma sociedade.


Onerosos - quando há uma contraprestação (exemplo: contrato de compra e venda);
Gratuitos - quando são realizados sem qualquer tipo de contraprestação, sendo, pois, atos de
mera liberalidade (exemplo: doação).
 inter vivos - quando os efeitos do negócios jurídico se produzem enquanto vivas as
partes; exemplo: contrato de compra e venda)
causa mortis - quando os efeitos do negócio jurídico somente são visíveis após a morte das
partes (exemplo: seguro de vida).
 formais (solenes) - quando exigem, além da manifestação de vontade, uma forma pré
determinada em lei. (exemplo: testamento público, constante dos artigos 1864 a 1867 do
Código Civil Brasileiro);
informais (não solenes) - quando não é exigida nenhuma outra formalidade além da
manifestação de vontade (exemplo: contrato de compra e venda).

Introdução ao Direito Direito Civil 32


Tipos de pessoas jurídicas
Segundo o Código Civil, existe mais de uma classificação de pessoa jurídica. Elas
diferentes na forma como são constituídas e nas leis às quais respondem.
 Pessoa jurídica de direito público interno
Geralmente criadas por lei, são aquelas que representam juridicamente a União, os estados e os
municípios, além das autarquias e de todos os outros órgãos que foram a administração pública.

 Pessoa jurídica de direito público externo


São os Estados estrangeiros e organismos internacionais como, por exemplo, a Organização
das Nações Unidas (ONU) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). As pessoas jurídicas de direito
público externo respondem pelas normas do direito internacional, que são reconhecidas pela
legislação interna brasileira.

 Pessoa jurídica de direito privado


É aquela constituída a partir da iniciativa de seus membros - ao contrário da pessoa física, que
adquire esse estatuto a partir do seu nascimento, e da pessoa jurídica de direito público, que é
criada por lei.
A pessoa jurídica de direito privado precisa ser formalmente registrada nos órgãos competentes
para passar a existir perante a lei. Os registros mais comuns são o Cadastro Nacional de Pessoa
Jurídica (CNPJ) e as inscrições municipais e estaduais.
O ato jurídico que representa o trâmite administrativo para a criação de uma pessoa jurídica é
chamado de constituição.
As pessoas jurídicas de direito privado podem ser tanto particulares como estatais. O que
diferencia é a origem dos recursos usados em sua constituição.
As estatais são as pessoas jurídicas que contam com a participação do poder público, como as
sociedades de economia mista e as empresas públicas. Já a outra categoria enquadra as
entidades constituídas apenas com recursos particulares.
Segundo a legislação brasileira, existem seis tipos de pessoas jurídicas de direito privado:
 Associações
 Sociedades
 Fundações
 Organizações religiosas
 Partidos políticos
 Empresas individuais de responsabilidade limitada

Introdução ao Direito Direito Civil 33


Representados x assistidos
As pessoas portadoras da capacidade de direito, mas não possuidoras da de fato ou
de ação, têm capacidade limitada e são chamadas incapazes. Com o intuito de
protegê-las a lei não lhes permite o exercício pessoal de direitos, exigindo que sejam
representados ou assistidos nos atos jurídicos em geral. Não existe incapacidade de
direito, há, portanto, somente incapacidade de fato ou de exercício.  O Novo Código
de Processo Civil em nada alterou a matéria. As disposições que tratam
especificamente da capacidade processual podem ser encontradas no artigo 70 e
seguintes; a capacidade em geral continua a ser disciplinada pelo Código Civil.
A respeito dos incapazes, absoluta ou relativamente, limita-se o
artigo 71 do NCPC a dizer que poderão ser representados ou assistidos por seus
pais, tutores ou curadores, na forma da lei.
A regra é clara: os menores de dezesseis anos serão sempre representados; os
maiores de dezesseis e menores de dezoito serão assistidos.

 Art. 3o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os


menores de 16 (dezesseis) anos. (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência)
I - (Revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência)
II - (Revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência)
III - (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência)
CC - Lei nº 10.406 de 10 de Janeiro de 2002
Institui o Código Civil.
 Art. 4o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: (Redação
dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência)
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;
II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o
discernimento reduzido; (Vide Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência)
III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; (Vide Lei nº 13.146, de 2015)
(Vigência)
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015)
(Vigência)
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade;
(Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência)
IV - os pródigos.
Parágrafo único. A capacidade dos índios será regulada por legislação especial. (Vide Lei
nº 13.146, de 2015) (Vigência)
Parágrafo único. A capacidade dos indígenas será regulada por legislação especial.
(Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência).

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