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ACADEMIA MILITAR "MARECHAL SAMORA MACHEL"

Trabalho em Grupo

Tema:

Antenas Microstrip

Nampula
2020
Domingos Fernando Uaquiço

Felicidade Celestino Mago

Francisco Mabudo Zimila

Leonides Egas Nhantumbo

Antenas Microstrip

Trabalho em grupo de carácter


avaliativo inerente a cadeira de Sistemas
de Antenas. Leccionada pelo Docente:
Isac João Chaúque (Tnt-CMRT).

Nampula

2020
Índice
1. Introdução.................................................................................................................. 4

2. Estruturas impressas .................................................................................................. 5

2.1. Ondas em estruturas impressas .............................................................................. 5

Antenas impressas ............................................................................................................ 5

Tipos de alimentação ........................................................................................................ 5

8. Métodos de análise .................................................................................................... 7

9. Reflector parabólico .................................................................................................. 8

10. Rendimento e Directividade .................................................................................. 8

11. Polarização cruzada ............................................................................................. 11

12. Ofset .................................................................................................................... 11

13. Cassegrain ............................................................................................................ 11

14. Conclusão ............................................................................................................ 12

15. Bibliografia ............................................................................................................... 13


1. Introdução

O trabalho visa falar de dois grandes temas que são estrutura impressas e reflectores
parabólicos.
Uma alternativa à construção de agregados para o aumento da directividade consiste na
utilização de reflectores metálicos para redireccionar a energia de uma determinada
direção para outra onde se deseja um aumento de sinal. Se tal for conseguido, a
directividade do conjunto antena - reflector será maior do que a da antena isolada.
Apesar de existirem reflectores de várias formas iremos dedicar mais atenção reflector
parabólico, onde todos os raios que incidam no reflector segundo uma direcção paralela
ao seu eixo de simetria serão reflectidos e vão convergir para um único ponto,
denominado de foco.
De uma forma geral podemos dizer que uma estrutura impressa do tipo microstrip é
constituída por uma camada de um substrato dielétrico coberto por material condutor
em ambos os lados, estas antenas apresentam um conjunto de vantagens que as tornam
num dos tipos de mais populares.
Ao desenrolar do trabalho iremos perceber mais sobre o tema dado, esperamos que de
alguma forma possamos contribuir para melhor percepção do tema dado.

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2. Estruturas impressas

Uma estrutura impressa do tipo microstrip é constituída por uma camada de um


substrato dielétrico coberto por material condutor em ambos os lados. Tipicamente, um
dos lados é totalmente preenchido pelo material condutor, funcionando como plano de
massa, enquanto o outro plano está apenas parcialmente preenchido pelo material
condutor, funcionando este como elemento radiante, tal como se mostra na fig 7.1.
Opcionalmente, as estruturas impressas poderão conter elementos discretos, passivos ou
activos, tais como resistências, bobinas ou condensadores ou ainda elementos
semicondutores e circuitos integrados.

2.1. Ondas em estruturas impressas


Admitamos que numa estrutura impressa existe um elemento radiante, p.e. um dipolo de
Hertz. O dipolo irá radiar em todas as direções dando origem a quatro tipos de ondas
(espaciais, superficiais, de fuga e ondas guiadas) conforme a direção considerada.

Antenas impressas

Tipos de alimentação

3. Alimentação por Linha de Transmissão

A forma mais simples de alimentar uma antena do tipo microstrip é através de uma
linha de transmissão directamente ligada a um dos bordos da antena. Adicionalmente,
pode-se abrir uma pequena reentrância de modo a que a alimentação seja feita num
ponto mais interior da antena, conseguindo-se assim valores diferentes de impedância
de entrada. Este método permite muitas vezes efectuar a adaptação imediata à linha de
alimentação.
A alimentação por linha de transmissão tem como inconveniente o facto do tipo de
substrato necessário para um bom funcionamento da linha de transmissão ser o oposto
do tipo de substrato necessário para o bom funcionamento da antena. Assim, numa
alimentação deste tipo, deveria existir um compromisso na escolha do substrato. Por

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outro lado, como a linha de transmissão fica no mesmo plano da antena vai existir uma
degradação do diagrama de radiação devido a alguma radiação proveniente da linha.

4. Alimentação por Cabo Coaxial

A alimentação por cabo coaxial é uma forma de fugir ao compromisso anterior já que o
cabo não está dependente do substrato utilizado. Neste tipo de alimentação, o condutor
central do cabo atravessa o dielétrico, ligando-se ao elemento radiante num ponto que
garante a adaptação entre a impedância do cabo e a do elemento. Como a alimentação é
feita pelo lado oposto do plano onde se encontra o elemento radiante e o cabo não radia,
não existe degradação do diagrama de radiação. Este tipo de alimentação tem como
inconveniente o facto de, para frequências mais elevadas, o desempenho do cabo
coaxial se degradar e o efeito provocado pelo contacto entre o cabo e o elemento
radiante poder prejudicar o diagrama de radiação. Por outro lado, existe um aumento da
complexidade mecânica devido ao acomodamento do cabo à estrutura.

5. Alimentação por Acoplamento

A alimentação por acoplamento é um processo idêntico à alimentação por linha de


transmissão, diferindo desta por não existir contacto físico entre a linha de transmissão e
o elemento radiante uma vez que o acoplamento entre estes é electromagnético. Esta
técnica sofre dos mesmos problemas que a técnica de alimentação por linha de
transmissão, mas tem a vantagem de possibilitar a alimentação de vários elementos com
uma única linha de alimentação, caso se tenha um agregado.

6. Alimentação por Linha Enterrada

Esta é também uma técnica de alimentação por acoplamento, mas na qual a linha de
alimentação está posicionada entre dois substratos dielétricos. Usando um substrato no e
de constante dielétrica elevada entre a linha de alimentação e o plano de massa
favorece-se a propagação guiada, enquanto o substrato associado ao elemento radiante é
mais grosso e de constante dielétrica baixa, favorecendo a radiação. Esta estrutura é

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mais difícil de construir e de analisar, já que os modelos para uma só camada de
substrato não são aplicáveis.
Uma vez que a linha de alimentação não se encontra a aberto é mais difícil a sua a
ligação a elementos discretos.

7. Alimentação por Fenda

Na alimentação por fenda são também utilizados dois substratos dielétricos mas com
um plano de massa entre eles. Ao substrato fino e de constante dielétrica alta fica
associada a linha de alimentação enquanto ao substrato mais grosso e de constante
dielétrica baixa fica associado o elemento radiante. Deste modo e de forma
independente podem ser satisfeitas as necessidades de transmissão e radiação e já é
possível a ligação da linha de alimentação a elementos discretos. Para haver
acoplamento eletromagnético entre a linha de transmissão e o elemento radiante é feita
uma fenda no plano de massa. O processo de fabrico desta técnica é bastante mais
complexo e o alinhamento preciso entre a fenda, linha de alimentação e elemento
radiante também é mais difícil, mas permite uma adaptação imediata da linha ao
elemento radiante. Por outro lado, devido µa existência da fenda, existe alguma radiação
para trás, o que aumenta a energia radiada em direções indesejadas.

8. Métodos de análise

Ao contrário das antenas mais elementares (dipolo de Hertz, antena linear, etc.), não é
possível efectuar o estudo das antenas impressas de um modo simples a partir das
equações de Maxwell, devido ao facto da estrutura não ser homogénea. São utilizados
por isso vários métodos aproximados de análise que permitem estimar vários
parâmetros da antena e obter o seu desempenho. Estes métodos de análise dividem-se
em dois grupos principais:

 Modelos baseados em estruturas fisicas ja conhecidas, às quais estão associadas


analisem matemáticas simples. Deste grupo, são exemplo o Método da Linha de
Transmissão e o Método da Cavidade. Estes métodos não são muito precisos na

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caracterização da estrutura mas permitem, através de expressões simples, uma
primeira aproximação ao projecto da antena e um boa compreensão do princípio
fisico de funcionamento da mesma.

 Modelos de análise de onda completa, que se baseiam em métodos numéricos


para resolver as equações de Maxwell aplicadas à estrutura em estudo. Deste
grupo são exemplo o Método dos Momentos (MoM), Método das Diferenças
Finitas (FDTD) e o Método dos Elementos Finitos (FEM). Estes métodos têm
alguma complexidade matemática pelo que são utilizados apenas por
simuladores eletromagnéticos e produzem resultados muito mais próximos da
realidade que os resultados obtidos pelos métodos anteriores.

9. Reflector parabólico
A directividade de uma antena pode ainda ser aumentada se forem utilizados reflectores
com formas especiais. Uma dessas formas é o reflector parabólico, cujo princípio de
funcionamento é muito simples e ilustrado na Fig. 6.10.
Todos os raios que incidam no reflector segundo uma direção paralela ao seu eixo de
simetria serão reflectidos e vão convergir para um único ponto, denominado de foco. De
igual modo, todos os raios que partam do foco em direção ao reflector parabólico serão
reflectidos por este e irão partir todos paralelamente uns aos outros. Adicionalmente, a
estrutura garante que todos raios partem da boca da antena em fase e, para uma onda
plana que chegue à boca da antena, todos os raios chegam com a mesma fase ao foco,
interferindo positivamente.

10. Rendimento e Directividade

É possível demonstrar que a directividade de um reflector parabólico é dada por

𝜋𝑑 2 𝜃0 𝜃0 𝜃′ 2
𝐷 = ( 𝜆 ) {𝑐𝑜𝑡 2 ( 2 ) |∫0 √𝐷𝑓 (𝜃′) tan ( 2 ) 𝑑𝜃′| }

Onde: Df (θ') representa a directividade da fonte utilizada no foco.

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Admitamos que a área efectiva Ae de uma antena parabólica se pode obter a partir da
área da boca Ab da mesma através de uma factor multiplicativo, a que chamaremos
rendimento de abertura e simbolizaremos por Ƞab, ou seja:

Ae = ȠabAb

Como a área da boca é dada por:

πd2
𝐴𝑏 = 𝜋𝑟 2 = 4

Então:

𝜋𝑑2
𝐴𝑒 = 𝜂𝑎𝑏 4

Por outro lado, sobre parâmetros fundamentais vimos que a directividade e a área
efectiva se relacionam através de

𝜋𝑑2
𝐴𝑒 = 𝐷
4𝜋

𝜋𝑑 2
Assim: 𝐷 = ( 𝜆 ) Ƞ𝑎𝑏

Uma comparação entre esta equação revela que o factor ´ab é dado por
𝜃 2
2
𝜃 𝜃′
Ƞ𝑎𝑏 = 𝑐𝑜𝑡 ( ) |∫ √𝐷𝑓(𝜃) tan ( ) 𝑑𝜃′|
2 0 2

´
Note-se que este factor depende apenas do diagrama de radiação do elemento utilizado
no foco e do semiângulo de abertura θ0 (ou seja, da relação f=d), e portanto, contabiliza
apenas a influência da forma como o paraboloide é iluminado. Se a fase e amplitude do
campo na boca da parábola fossem uniformes então o rendimento de abertura seria
unitário.
Apesar da uniformidade da fase ser garantida pela geometria do paraboloide a
uniformidade da amplitude já não o é, devido quer à diferente intensidade de radiação

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do elemento no foco para cada direção θ, quer às diferenças de percurso entre o foco e
cada ponto na superfície da parábola. Além disto, poderá existir campo radiado que não
intersecte o paraboloide e acabe por se perder - facto denominado de spillover.
Assim, contabilizando através de Ƞs o efeito do spillover e por Ƞi o efeito da iluminação
do paraboloide então pode escrever:

𝜂𝑎𝑏 = 𝜂𝑠𝜂𝑖

Existem ainda outros factores que podem fazer diminuir ainda mais o rendimento de
radiação e que não foram contabilizados.
Ƞb - Bloqueamento provocado pelo elemento no foco e pelos guias
Ƞp - Não uniformidade de polarização da onda
Ƞr - Rugosidade da superfície refletora
Ƞf - Não uniformidade da fase na boca da antena

Finalmente, recorde-se que se assumiu que quer o elemento colocado no foco quer o
próprio refletor não têm perdas. Na realidade tal não é verdade pelo que o rendimento
total será então dado por:
𝜂 = 𝜂𝑠𝜂𝑖𝜂𝑏𝜂𝑝𝜂𝑟𝜂𝑓𝜂𝑒 𝜂𝑟
Onde:

Ƞᵉrad - Rendimento de radiação do elemento radiante


Ƞʳrad- Rendimento de radiação do reflector

Tipicamente, para um reflector paraboloide alimentado por uma corneta devidamente


dimensionada, o rendimento total encontra-se no intervalo 0.5 < Ƞ<0.6 e a largura de
feixe a -3dB pode ser obtida por:
𝜆
𝜃−3 𝑑𝑏 ≈ 70
𝑑

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11. Polarização cruzada
Admitamos que a fonte que ilumina o refletor tem uma polarização linear segundo Oy.
O campo irá ser enviado em direção ao paraboloide e será reflectido. Apesar a fonte ter
uma polarização linear a polarização do campo reflectido varia conforme a direcção
considerada, sendo que só apresenta uma polarização linear segundo Oy para x = 0 ou y
= 0. Este fenómeno é de especial importância quando se usa multiplexagem de
polarização (dois canais são transmitidos em simultâneo e na mesma frequência mas
utilizando polarizações ortogonais) uma vez que a despolarização da onda no reflector
vai introduzir interferência entre os dois canais.
Outras configurações, a configuração anterior, por ter o elemento radiante colocado no
foco do paraboloide é denominada de alimentação por foco primário ou alimentação
frontal. Esta montagem tem alguns inconvenientes: o elemento radiante bem como a
linha de alimentação deste bloqueiam alguma da energia que seria radiada e o
comprimento necessário é muitas vezes exagerado, em especial para aplicações em que
o ruído é um factor importante. Para eliminar estes inconvenientes existem outras
configurações de reflectores parabólicos.

12. Ofset
A configuração em Ofset utiliza apenas uma parte do reflector parabólico. Esta
montagem tem como principais vantagens o facto de não existir bloqueamento pelo
alimentador nem pelos cabos e de reduzir a onda estacionária que se forma no interior
do guia que alimenta o reflector devido à energia que é reflectida para o interior deste.

13. Cassegrain
A configuração Cassegrain, utiliza dois reflectores, em que o reflector principal é
parabólico e o auxiliar é hiperbólico. Quando o eixo dos focos de ambos os reflectores
coincide, então as propriedades do reflector parabólico com alimentação frontal
mantêm-se. Esta configuração é especialmente útil quando é necessário minimizar o
tamanho do cabo entre o alimentador da antena e o restante equipamento de recepção.

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14. Conclusão
No presente trabalho o grupo concluiu que uma estrutura impressa do tipo microstrip é
constituída por uma camada de um substrato dielétrico coberto por material condutor
em ambos os lados. Tipicamente, um dos lados é totalmente preenchido pelo material
condutor, funcionando como plano de massa, enquanto o outro plano está apenas
parcialmente preenchido pelo material condutor, funcionando este como elemento
radiante, numa estrutura impressa existe um elemento radiante, p.e. um dipolo de Hertz,
o dipolo irá radiar em todas as direções dando origem a quatro tipos de ondas (espaciais,
superficiais, de fuga e ondas guiadas) conforme a direção considerada.

Estas antenas apresentam um conjunto de vantagens que as tornam num dos tipos de
mais populares. Quando comparadas com as restantes, s~ao bastante mais pequenas,
leves e adaptáveis a qualquer superfície, o que as torna interessantes para aplicações
onde peso e espaço são factores importantes.

No que concerne aos reflectores parabólicos todos os raios que incidam no reflector
segundo uma direção paralela ao seu eixo de simetria serão reflectidos e vão convergir
para um único ponto, denominado de foco. De igual modo, todos os raios que partam do
foco em direção ao reflector parabólico serão reflectidos por este e irão partir todos
paralelamente uns aos outros. Adicionalmente, a estrutura garante que todos raios
partem da boca da antena em fase e, para uma onda plana que chegue µa boca da
antena, todos os raios chegam com a mesma fase ao foco, interferindo positivamente.

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15. Bibliografia
[1] Richard P. Feynman, Robert B. Leighton: The Feynman Lectures on Physics
- Vol.2, Addison Wesley
[2] Mathew N. O. Sadiku: Elements of Electromagnetics, Oxford University
Press
[3] Constantine A. Balanis: Advanced Engineering Electromagnetics, John
Wiley & Sons

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