Você está na página 1de 17

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

CENTRO DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNCA
MEC 0364 – CONSTRUÇÃO DE MÁQUINAS
Prof.: Luiz Pedro de Araújo

MEMORIAL DESCRITIVO DE UM
REDUTOR DE VELOCIDADE

Aluno: Marcelo Costa Tanaka


Matricula: 200421085
Junho de 2008
SUMÁRIO

ASSUNTO Págs.

INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 03
1. CARACTERÍSTICAS E DADOS TÉCNICOS DO REDUTOR .................. 04
2. ESPECIFICAÇÕES DAS TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS ................... 06
2.1. Anel externo do rolamento (peça 07) / furo da carcaça (peça 01)............... 06
2.2. Anel externo do rolamento (peça 12) / furo da carcaça (peça 01)............... 06
2.3. Tampa vazada (peça 02) / furo da carcaça (peça 01)................................... 07
2.4. Anel espaçador (peça 06) / furo da carcaça (peça 01).................................. 07
2.5. Anel intermediário (peça 08) / furo da carcaça (peça 01)............................ 07
2.6. Anel espaçador (peça 09) / furo da carcaça (peça 01).................................. 07
2.7. Anel interno do rolamento (peça 07) / eixo de entrada (peça 04)................ 07
2.8. Anel interno do rolamento (peça 12) / eixo de entrada (peça 04)................ 08
2.9. Bucha espaçadora (peça 11) / eixo de entrada (peça 04).............................. 08
2.10. Retentor (peça 03) / eixo de entrada (peça 04)........................................... 08
2.11. Retentor (peça 03) / tampa vazada (peça 02)............................................. 09
2.12. Tampa fechada (peça 13) / furo da carcaça (peça 01)............................... 09
2.13. Bucha espaçadora (peça 15) / furo da carcaça (peça 01).......................... 09
2.14. Anel interno do rolamento (peça 07) / eixo intermediário (peça 16)........ 09
2.15. Bucha espaçadora (peça 17) / eixo intermediário (peça 16)..................... 09
2.16. Engrenagem cônica (peça 14) / eixo intermediário (peça 16)................... 09
2.17. Anel externo do rolamento (peça 21) / furo da carcaça (peça 01)............. 10
2.18. Tampa vazada (peça 26) / furo da carcaça (peça 01)................................. 10
2.19. Tampa fechada (peça 19) / furo da carcaça (peça 01)................................ 11
2.20. Anel interno do rolamento (peça 21) / eixo de saída (peça 24).................. 11
2.21. Bucha espaçadora (peça 22) / eixo de saída (peça 24)............................... 11
2.22. Retentor (peça 25) / eixo de saída (peça 24)............................................... 11
2.23. Retentor (peça 25) / tampa vazada (peça 26)............................................. 12
2.24. Engrenagem de dentes retos (peça 18) / eixo de saída (peça 24).............. 12
2.25. Chaveta para engrenagem cônica (peça 23)............................................... 12
2.26. Chaveta para engrenagem de dentes retos (peça 20)................................ 13
3. ESPECIFICAÇÕES DAS TOLERÂNCIAS GEOMÉTRICAS ................... 14
3.1. Carcaça............................................................................................................. 14
3.2. Eixos de entrada, intermediário e de saída................................................... 15
3.3. Tampas............................................................................................................. 15
3.4. Chavetas........................................................................................................... 15
CONCLUSÕES ..................................................................................................... 16
BIBLIOGRAFIA DE PESQUISA ....................................................................... 17

1
INTRODUÇÃO

Neste memorial estão descritos as especificações de tolerâncias dimensionais e


geométricas dos componentes mecânicos de um redutor de velocidade, oriundos do projeto
proposto pela disciplina MEC-364 Construção de Máquinas do curso de Engenharia
Mecânica, como parte integrante de sua 3° avaliação. O objetivo principal deste projeto é
fazer com que o aluno atente para o fato que é extremamente importante as especificações
na hora da montagem, pois uma especificação mal elaborada compromete todo o sistema.

2
1. CARACTERÍSTICAS E DADOS TÉCNICOS DO REDUTOR

O redutor de velocidade tem o acionamento em um eixo de entrada apoiado sobre


dois rolamentos de rolos cônicos FAG 313 11 montados em “x”, a fim de suportar cargas
axiais nos dois sentidos, e um rolamento de rolos cilíndricos FAG NUP 23 11 próximo ao
pinhão cônico confeccionado no próprio eixo. Uma primeira redução de velocidade se dá
no eixo intermediário através do acoplamento do pinhão cônico, do eixo de entrada, com
uma engrenagem cônica fixa no eixo intermediário por uma chaveta. O eixo intermediário é
apoiado sobre dois rolamentos de rolos cônicos montados em “x” FAG 313 11 em suas
extremidades. Por fim, a redução final se dá no eixo de saída através do acoplamento de um
pinhão, confeccionado no próprio eixo intermediário, com uma engrenagem de dentes retos
fixada no eixo de saída também por uma chaveta. Devido aos esforços presentes no eixo de
saída e do seu elevado torque, seus apoios são feitos sobre dois rolamentos
autocompensadores FAG 222 18E. O sistema é lubrificado a óleo.
Através dos dados obtidos em um catálogo de exemplos de aplicações de
rolamentos da FAG foi possível obter os dados técnicos do redutor que estão dispostos na
tabela 01 como segue.

Parâmetro Valor
Rotação de entrada 1500 rpm
Potência 125 CV
Torque de entrada 584,9 N.m
Relação de transmissão 6,25:1
Rotação de saída 240 rpm
Torque de saída 3655,6 N.m
Rotação no eixo intermediário 1172 rpm
Torque no eixo intermediário 748,6 N.m

Tabela 1 - Dados técnicos do redutor

Obs.: O torque na saída e no eixo intermediário foram calculados considerando que


a potencia de entrada é transmitida integralmente até a saída.

3
Na tabela 02 estão descritos os componentes deste sistema.

ITEM COMPONENTE
01 Carcaça
02 Tampa vazada pequena
03 Retentor (68x48) ø mm
04 Eixo de entrada
05 Porca com anel espaçador
06 Anel espaçador (120x107) ø mm
07 Rolamento de rolos cônicos FAG 313 11
08 Anel intermediário (120x113) ø mm
09 Anel espaçador (120x107) ø mm
10 Anilha
11 Bucha espaçadora (65,5x55) ø mm
12 Rolamento de rolos cilíndricos FAG NUP 23 11
13 Tampa cega pequena
14 Engrenagem cônica
15 Bucha espaçadora (120x106) ø mm
16 Eixo intermediário
17 Anel espaçador (97x55) ø mm
18 Engrenagem de dentes retos
19 Tampa cega grande
20 Chaveta para engrenagem de dentes retos
21 Rolamento autocompensador FAG 222 18E
22 Bucha espaçadora (106x90) ø mm
23 Chaveta para engrenagem cônica
24 Eixo de saída
25 Retentor (115x89) ø mm
26 Tampa vazada grande

Tabela 2 - Componentes do sistema

4
2. ESPECIFICAÇÕES DAS TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS

Para as especificações a serem feitas sugerimos as qualidades de trabalho IT 6 para


eixos e IT 7 para furos, pois estas qualidades são as mais aplicadas em mecânica geral,
devido ser estas qualidades obtidas pelas máquinas ferramentas comuns existentes no
mercado. Em alguns casos são considerados qualidades de trabalho IT 8, IT 9 e IT 11 a fim
de obter ajustes desejados dentro de um limite aceitável, como no caso de chavetas.

2.1. Anel externo do rolamento (peça 07) / furo da carcaça (peça 01)
O sistema escolhido foi o eixo base, pois o anel externo do rolamento é um
elemento normalizado, com tolerância h6, necessitando apenas da escolha da tolerância
adequada para a carcaça.
O ajuste escolhido foi J7/h6 levando em conta o diâmetro (120 mm), o tipo de
rolamento (rolos cônicos), o tipo de caixa (bipartida), carga fixa sobre o anel externo,
aplicações em geral. O ajuste indeterminado tendendo a folga facilitará bastante a
montagem sem acarretar o desgaste prematuro do rolamento, já que o anel externo está
submetido a carga fixa, o que exclui a possibilidade de escorregamento entre este e a
carcaça, não sendo necessário o uso de interferência.
Ajuste: J7/h6
Furo: As = + 22 m ; Ai = -13 m.
Eixo: as = 0 m ; ai = - 22 m.
Fmáx = 44 m
Imáx = 13 m

2.2. Anel externo do rolamento (peça 12) / furo da carcaça (peça 01)
O sistema escolhido é o mesmo adotado anteriormente, eixo base, já que este
rolamento está no mesmo alojamento que o anterior.
O ajuste escolhido também foi o mesmo J7/h6 e suas considerações foram
praticamente as mesmas do anterior diferenciando apenas no tipo de rolamento, que no caso
em questão é o de rolos cilíndricos, porém suas características não o diferencia muito do
anterior.
Ajuste: J7/h6
Furo: As = + 22 m ; Ai = -13 m.
Eixo: as = 0 m ; ai = - 22 m.

5
Fmáx = 44 m
Imáx = 13 m

2.3. Tampa vazada (peça 02) / furo da carcaça (peça 01)


O sistema escolhido é o, eixo base, já a qualidade de trabalho do furo da carcaça foi
estabelecida pelos rolamentos que estão montados sobre ele.
O ajuste escolhido foi o J7/h8, baseado no diâmetro de 120 mm, que é um ajuste
incerto tendendo a folga para facilitar na montagem.
Ajuste: J7/h8
Furo: As = + 22 m ; Ai = -13 m.
Eixo: as = 0 m ; ai = - 54 m.
Fmáx = 76 m
Imáx = 13 m

Os mecanismos 2.4, 2.5 e 2.6 listados a seguir seguem o mesmo raciocínio do


anterior 2.3, pois estes devem possuir a mesma facilidade de montagem.
2.4. Anel espaçador (peça 06) / furo da carcaça (peça 01)

2.5. Anel intermediário (peça 08) / furo da carcaça (peça 01)

2.6. Anel espaçador (peça 09) / furo da carcaça (peça 01)

2.7. Anel interno do rolamento (peça 07) / eixo de entrada (peça 04)
O sistema furo-base foi escolhido pelo fato do anel interno do rolamento se tratar de
um elemento normalizado, com tolerância H7, necessitando-se apenas da escolha da
tolerância adequada para o eixo.
O ajuste escolhido foi H7/m6, considerando seu diâmetro de 55 mm, que é
indeterminado tendendo a aperto, pois é assegurado um bom contato entre o par de peças,
uma vez que as condições de trabalho do redutor não impediriam o uso deste tipo de ajuste.
Ajuste: H7/m6
Furo: As = + 30 m ; Ai = 0 m.
Eixo: as = + 30 m ; ai = + 11 m.
Fmáx = 19 m
Imáx = 30 m

6
2.8. Anel interno do rolamento (peça 12) / eixo de entrada (peça 04)
O sistema escolhido é o mesmo adotado anteriormente, furo base, já que este
rolamento está no mesmo eixo que o anterior.
O ajuste escolhido também foi o mesmo H7/k6 e suas considerações foram
praticamente as mesmas do anterior diferenciando apenas no tipo de rolamento, que no caso
em questão é o de rolos cilíndricos, porém a fim de facilitar na hora de sua montagem
optou-se por uma ajuste que obtive-s um pouco mais de folga em vez de interferência.
Ajuste: H7/k6
Furo: As = + 30 m ; Ai = 0 m.
Eixo: as = + 21 m ; ai = + 2 m.
Fmáx = 28 m
Imáx = 21 m

2.9. Bucha espaçadora (peça 11) / eixo de entrada (peça 04)


O sistema escolhido é o, furo base, já a qualidade de trabalho do eixo foi
estabelecida pelos rolamentos que estão montados sobre ele.
O ajuste escolhido foi o H9/m6, baseado no diâmetro de 55 mm, que é um ajuste
incerto tendendo a folga para facilitar na montagem.
Ajuste: H9/m6
Furo: As = + 74 m ; Ai = 0 m.
Eixo: as = + 30 m ; ai = + 11 m.
Fmáx = 63 m
Imáx = 30 m

2.10. Retentor (peça 03) / eixo de entrada (peça 04)


O sistema furo base foi escolhido pelo fato do anel interno do retentor se tratar de
um elemento normalizado.
O ajuste escolhido foi o H7/j6, baseado no diâmetro de 48 mm, que é um ajuste
incerto tendendo a folga para facilitar na montagem.
Ajuste: H7/j6
Furo: As = + 25 m ; Ai = 0 m.
Eixo: as = + 11 m ; ai = - 5 m.
Fmáx = 30 m
Imáx = 11 m

7
2.11. Retentor (peça 03) / tampa vazada (peça 02)
O sistema eixo base foi escolhido pelo fato do anel externo do retentor se tratar de
um elemento normalizado.
O ajuste escolhido foi o J7/h7, baseado no diâmetro de 68 mm, que é um ajuste
incerto tendendo a folga para facilitar na montagem.
Ajuste: J7/h7
Furo: As = + 18 m ; Ai = - 12 m.
Eixo: as = 0 m ; ai = - 30 m.
Fmáx = 48 m
Imáx = 12 m

Para o eixo intermediário, o furo da carcaça correspondente ao alojamento dos seus


rolamentos foi estabelecido conforme o item 2.1

2.12. Tampa fechada (peça 13) / furo da carcaça (peça 01)


Para o item 2.12 o raciocínio e as tolerâncias são os mesmos apresentados no item
2.3

2.13. Bucha espaçadora (peça 15) / furo da carcaça (peça 01)


Justificativas e ajuste idênticos ao item 2.3

2.14. Anel interno do rolamento (peça 07) / eixo intermediário (peça 16)
Apesar do torque presente neste eixo ser maior do que a do eixo de entrada, este não
é um aumento significativo podendo ser usado os mesmos rolamentos do eixo de entrada e
conseqüentemente o mesmo tipo de ajuste apresentado no item 2.7

2.15. Bucha espaçadora (peça 17) / eixo intermediário (peça 16)


Justificativas e ajuste idênticos ao item 2.9

2.16. Engrenagem cônica (peça 14) / eixo intermediário (peça 16)


O sistema escolhido é o, furo base, já que é mais fácil usinar o eixo do que o furo da
engrenagem.

8
O ajuste escolhido foi o H7/h6, baseado no diâmetro de 80 mm, que é um ajuste
deslizante para facilitar na montagem. O torque é transmitido ao eixo através da chaveta e o
movimento axial da engrenagem é impedido pelo anel espaçador, não sendo necessário um
grande aperto.
Ajuste: H7/h6
Furo: As = + 30 m ; Ai = 0 m.
Eixo: as = 0 m ; ai = - 19 m.
Fmáx = 49 m

2.17. Anel externo do rolamento (peça 21) / furo da carcaça (peça 01)
O sistema escolhido foi o eixo base, pois o anel externo do rolamento é um
elemento normalizado, com tolerância h6, necessitando apenas da escolha da tolerância
adequada para a carcaça.
O ajuste escolhido foi K7/h6 levando em conta o diâmetro (160 mm), o tipo de
rolamento (autocompensador), o tipo de caixa (bipartida), carga fixa sobre o anel externo,
aplicações em geral. O ajuste indeterminado tendendo a folga facilitará bastante a
montagem sem acarretar o desgaste prematuro do rolamento, já que o anel externo está
submetido a carga fixa, o que exclui a possibilidade de escorregamento entre este e a
carcaça, não sendo necessário o uso de interferência.
Ajuste: K7/h6
Furo: As = + 12 m ; Ai = -28 m.
Eixo: as = 0 m ; ai = - 25 m.
Fmáx = 37 m
Imáx = 28 m

2.18. Tampa vazada (peça 26) / furo da carcaça (peça 01)


O sistema escolhido é o, eixo base, já a qualidade de trabalho do furo da carcaça foi
estabelecida pelos rolamentos que estão montados sobre ele.
O ajuste escolhido foi o K7/h8, baseado no diâmetro de 160 mm, que é um ajuste
incerto tendendo a folga para facilitar na montagem.
Ajuste: K7/h8
Furo: As = + 12 m ; Ai = -28 m.
Eixo: as = 0 m ; ai = - 63 m.
Fmáx = 75 m
Imáx = 28 m

9
2.19. Tampa fechada (peça 19) / furo da carcaça (peça 01)
As justificativas são as mesmas do item 2.3, já as tolerâncias seguem baseadas no
diâmetro de 160 mm, apresentadas no item anterior.

2.20. Anel interno do rolamento (peça 21) / eixo de saída (peça 24)
O sistema furo-base foi escolhido pelo fato do anel interno do rolamento se tratar de
um elemento normalizado, com tolerância H7, necessitando-se apenas da escolha da
tolerância adequada para o eixo.
O ajuste escolhido foi H7/m7, considerando seu diâmetro de 90 mm, que é
indeterminado tendendo a aperto, pois é assegurado um bom contato entre o par de peças,
uma vez que as condições de trabalho do redutor não impediriam o uso deste tipo de ajuste.
Note que neste ajuste o aperto é bem maior do que o que acontece no eixo de
entrada e no eixo intermediário. Isto acontece porque este é o eixo mais solicitado e
também pelo tipo de rolamento agüentar mais aperto.
Ajuste: H7/m7
Furo: As = + 35 m ; Ai = 0 m.
Eixo: as = + 48 m ; ai = + 13 m.
Fmáx = 22 m
Imáx = 48 m

2.21. Bucha espaçadora (peça 22) / eixo de saída (peça 24)


O sistema escolhido é o, furo base, já a qualidade de trabalho do eixo foi
estabelecida pelo rolamento que está montado sobre ele.
O ajuste escolhido foi o H9/m7, baseado no diâmetro de 90 mm, que é um ajuste
incerto tendendo a folga para facilitar na montagem.
Ajuste: H9/m7
Furo: As = + 87 m ; Ai = 0 m.
Eixo: as = + 48 m ; ai = + 13 m.
Fmáx = 74 m
Imáx = 48 m

2.22. Retentor (peça 25) / eixo de saída (peça 24)


O sistema furo base foi escolhido pelo fato do anel interno do retentor se tratar de
um elemento normalizado.

10
O ajuste escolhido foi o H7/j6, baseado no diâmetro de 89 mm, que é um ajuste
incerto tendendo a folga para facilitar na montagem.
Ajuste: H7/j6
Furo: As = + 35 m ; Ai = 0 m.
Eixo: as = + 13 m ; ai = - 9 m.
Fmáx = 44 m
Imáx = 13 m

2.23. Retentor (peça 25) / tampa vazada (peça 26)


O sistema eixo base foi escolhido pelo fato do anel externo do retentor se tratar de
um elemento normalizado.
O ajuste escolhido foi o J7/h7, baseado no diâmetro de 115 mm, que é um ajuste
incerto tendendo a folga para facilitar na montagem.
Ajuste: J7/h7
Furo: As = + 22 m ; Ai = - 13 m.
Eixo: as = 0 m ; ai = - 35 m.
Fmáx = 57 m
Imáx = 13 m

2.24. Engrenagem de dentes retos (peça 18) / eixo de saída (peça 24)
O sistema escolhido é o, furo base, já que é mais fácil usinar o eixo do que o furo da
engrenagem.
O ajuste escolhido foi o H7/h6, baseado no diâmetro de 95 mm, que é um ajuste
deslizante para facilitar na montagem. O torque é transmitido ao eixo através da chaveta e o
movimento axial da engrenagem é impedido pelo anel espaçador, não sendo necessário um
grande aperto.
Ajuste: H7/h6
Furo: As = + 35 m ; Ai = 0 m.
Eixo: as = 0 m ; ai = - 22 m.
Fmáx = 67 m

2.25. Chaveta para engrenagem cônica (peça 23)


Para este par de peças o ajuste é prensado nas laterais e com grande folga no fundo
do canal. Esta especificação é padronizada de acordo com o livro do AGOSTINHO,
“Tolerâncias, ajustes, desvios e análise de dimensões”.

11
 Para o eixo: t = C11 e b 1 = R8 ; onde t é a altura do rasgo do eixo e b 1 é a
largura do rasgo do eixo. Sendo assim, tem-se:
t = 8 mm e b1 = 16 mm
Tolerâncias:
t: As = + 170 m ; Ai = + 80 m.
b1: As = - 23 m ; Ai = - 41 m.
 Para o furo: t1 = H11 e b2 = H9 ; onde t1 é a profundidade do rasgo mais o
diâmetro do furo e b2 é a largura do rasgo no furo. Sendo assim, tem-se:
t1 = 84 mm e b2 = 16 mm
Tolerâncias:
t1: As = + 220 m ; Ai = 0 m.
b2: As = + 43 m ; Ai = 0 m.
 Para a chaveta: b = h8 e h = h11 ; onde b é a largura da chaveta e h é a altura da
chaveta. Sendo assim, tem-se:
b = 16 mm e h = 8 mm
Tolerâncias:
b: as = 0 m ; ai = - 27 m.
h: as = 0 m ; ai = - 90 m.

2.26. Chaveta para engrenagem de dentes retos (peça 20)


Para este par de peças o ajuste é prensado nas laterais e com grande folga no fundo
do canal. Esta especificação é padronizada de acordo com o livro do AGOSTINHO,
“Tolerâncias, ajustes, desvios e análise de dimensões”.
 Para o eixo: t = C11 e b 1 = R8 ; onde t é a altura do rasgo do eixo e b 1 é a
largura do rasgo do eixo. Sendo assim, tem-se:
t = 10 mm e b1 = 23,5 mm
Tolerâncias:
t: As = + 170 m ; Ai = + 80 m.
b1: As = - 28 m ; Ai = - 61 m.
 Para o furo: t1 = H11 e b2 = H9 ; onde t1 é a profundidade do rasgo mais o
diâmetro do furo e b2 é a largura do rasgo no furo. Sendo assim, tem-se:

12
t1 = 100 mm e b2 = 23,5 mm
Tolerâncias:
t1: As = + 220 m ; Ai = 0 m.
b2: As = + 52 m ; Ai = 0 m.
 Para a chaveta: b = h8 e h = h11 ; onde b é a largura da chaveta e h é a altura da
chaveta. Sendo assim, tem-se:
b = 23,5 mm e h = 10 mm
Tolerâncias:
b: as = 0 m ; ai = - 33 m.
h: as = 0 m ; ai = - 90 m.

3. ESPECIFICAÇÕES DAS TOLERÂNCIAS GEOMÉTRICAS

A execução da peça dentro da tolerância dimensional não garante, por si só, um


funcionamento adequado. É necessário que as peças estejam dentro das formas previstas
para poderem ser montadas adequadamente e para que funcionem sem problemas. Do
mesmo modo que é praticamente impossível obter uma peça real com as dimensões
nominais exatas, também é muito difícil obter uma peça real com formas rigorosamente
idênticas às da peça projetada. Assim, desvios de formas dentro de certos limites não
chegam a prejudicar o bom funcionamento das peças. Quando dois ou mais elementos de
uma peça estão associados, outro fator deve ser considerado: a posição relativa desses
elementos entre si. As variações aceitáveis das formas e das posições dos elementos na
execução da peça constituem as tolerâncias geométricas.
Nesta seção serão discutidas as especificações das tolerâncias geométricas que se
fazem necessário no projeto.

3.1. Carcaça
Para a carcaça é preciso fazer algumas especificações que têm muita importância
para o bom funcionamento do sistema. Pode-se começar pela especificação da tolerância de
perpendicularismo e da tolerância de paralelismo que têm o valor de 0,05 mm em relação à
parede lateral da carcaça (face de referência “A”). Isso irá garantir um perpendicularismo
entre o furo para alojamento do eixo de entrada e um paralelismo entre os furos da carcaça

13
que alojarão o eixo intermediário e o eixo de saída, permitindo assim, um perfeito
engrenamento e funcionamento do redutor.
Deve haver um desvio de concentricidade e coaxialidade de 0,02 mm em relação à
linha de centro dos furos paralelos à face de referência “A” por onde será fixado os eixos
intermediário e o de saída para garantir que os estes não sofram esforços radiais durante o
funcionamento.
Deve haver ainda tolerância de posição para todos os furos de 0,05 mm para que
haja um perfeito assentamento nos mancais bipartidos evitando erros de ovalização. Outra
tolerância de posição que deve haver é dos furos para encaixe de todas as tampas de 0.050
mm em relação a linha de centro dos furos correspondentes ao eixo de entrada,
intermediário e de saída.
Outra especificação importante a ser feita é a de desvio de forma circular que deve
ser de 0,05 mm para todos os cinco furos da carcaça onde se localizam os três eixos, isso
para garantir um perfeito assentamento dos eixos, bem como um melhor funcionamento do
redutor.

3.2. Eixos de entrada, intermediário e de saída


Para o eixo de entrada foi especificado um desvio de batida radial de 0,01 mm em
relação à linha de centro do eixo para as superfícies onde se localizam os rolamentos para
garantir uma perfeita fixação já que estes são elementos normalizados e necessitam deste
tipo de controle para o seu bom funcionamento.

3.3. Tampas
Para as tampas foi especificado perpendicularismo de 0,03mm entre a face de
referência “I” e o cilindro indicado para um perfeito assentamento da tampa com a carcaça.
Também foi especificado tolerância de posição para o furo rosqueado da tampa em relação
à linha de centro do furo de referência “J” de 0,05 mm.

3.4. Chavetas
Para as chavetas foi especificado tolerância de simetria em seus rasgos de 0,05 mm
garantindo sua montagem.

14
CONCLUSÕES

Ao fim deste projeto podemos perceber a importância de se determinar tolerâncias


para elementos de máquinas, pois para que um projeto possa atingir as expectativas
esperadas não basta apenas dimensioná-lo corretamente, mas também impor limites para
suas dimensões.
As tolerâncias geométricas englobam desvios de forma e posição e apesar de serem
conceituados como desvios individuais, raramente ocorrerão isoladamente na fabricação de
uma determinada peça.
O estudo das tolerâncias visa os principais objetivos do campo da engenharia, tais
como, o bom rendimento de um determinado sistema, o custo (operação de usinagem e/ou
material utilizado), assim como o tempo e a forma mais eficaz de fabricação.
O projeto de um equipamento não consiste tão somente de cálculos dos parâmetros
envolvidos, como potência, torque, relação de transmissão, rigidez, etc é necessário
também obter cálculos para que se tenha uma perfeita montagem de tal equipamento. Para
isso se faz uso das ferramentas apresentadas na disciplina Construção de Máquinas que dá
possibilidade de concretizar o projeto uma vez que a montagem e o bom funcionamento do
equipamento estão relacionados com a análise das tolerâncias dimensionais e geométricas.

15
BIBLIOGRAFIA DE PESQUISA

1. AGOSTINHO, Osvaldo Luís, “Tolerâncias, ajustes, desvios e análise de dimensões”,


Editora Edgard Blücher Ltda, São Paulo, 1981.

2. “Catálogo de Rolamentos FAG”.

3. NOVASKI, Olívio, “INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE FABRICAÇÃO


MECÂNICA”, Editora Edigard Blücher Ltda, São Paulo, 1994.

4. DE ARAÚJO, Luiz Pedro, “Apostila de Construção de Máquinas”, Natal, 2008.1.

5. DE ARAÚJO, Luiz Pedro, “Notas de Aula”, Natal, 2008.1.

16