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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS


Departamento de Engenharia Elétrica

Bruno dos Anjos Ferreira


Eduardo Silva Ferreira
Guido Prado de Souza
Henrique Amaral de Sena Horta

PROJETO ELÉTRICO GALPÃO 22014

Belo Horizonte
2013
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Guilherme Henrique Milhorato Ventura

PROTEÇÃO DE SISTEMAS ELÉTRICOS

Trabalho apresentado à disciplina Tópicos Especiais


em Engenharia Elétrica, do Curso de Engenharia
Elétrica da Pontifícia Universidade Católica de
Minas Gerais.

Palestrante: Weberton Luiz Gonçalves Eller,


possui graduação em Engenharia Elétrica pelo
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas
(CEFET-MG) e mestrado (em andamento) em
Sistemas de Potência pelo Centro Federal de
Educação Tecnológica de Minas (CEFET-MG).

Professor: Edgard Torres

Local de Palestra: PUC Minas - Unidade Coração


Eucarístico, Prédio 25, sala 308
Data da Palestra: 10 de Outubro de 2013
Data de entrega do Relatório: 24 de Outubro de 2013

Belo Horizonte
2013
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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO............................................................................................................................4

2. DESENVOLVIMENTO..................................................................................................................5
2.1 Conceitos básicos e princípio de funcionamento do relé de proteção........................................5
2.2 Principais proteções utilizadas no Sistema Elétrico de Potência................................................8
2.3 Conceitos teóricos: Curto circuito e Seletividade.......................................................................8
2.4 Relés de Proteção – NR, suas funcionalidades, e simulações práticas......................................10

3. CONCLUSÃO............................................................................................................................11

4. ANÁLISE CRÍTICA DA PALESTRA...............................................................................................12

5. ANÁLISE CRÍTICA DO PALESTRANTE.........................................................................................13

6. REFERÊNCIAS...........................................................................................................................14
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1. INTRODUÇÃO

Este relatório tem como objetivo apresentar aspectos gerais e as principais


propriedades da proteção de sistemas elétricos de potência.
A proteção de qualquer sistema elétrico é feita com o objetivo de diminuir ou evitar
risco de vida e danos materiais, quando ocorrer situações anormais durante a operação do
mesmo.
Geralmente, os sistemas elétricos são protegidos contra sobrecorrentes (curtos-
circuitos) e sobretensões (internas e descargas atmosféricas).
As funções básicas e utilização de relés, além dos conceitos de seletividade, corrente
de curto circuito serão itens deste relatório.
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2. DESENVOLVIMENTO

A palestra foi ministrada pelo Engenheiro Weberton Luiz Gonçalves Eller, que possui
graduação em Engenharia Elétrica pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas
(CEFET-MG) e mestrado em andamento na área de Sistemas de Potência também pelo Centro
Federal de Educação Tecnológica de Minas (CEFET-MG). Atualmente é gerente técnico e
comercial da empresa Vison Engenharia e possui experiência internacional em ensaios de
relés e equipamentos de potência em viagens realizadas a empresas na China.
Sua palestra foi dividida em quatro itens: Conceitos básicos e princípio de
funcionamento do relé de proteção; Principais proteções utilizadas no Sistema Elétrico de
Potência; Conceitos teóricos: Curto circuito e Seletividade; Relés de Proteção – NR, suas
funcionalidades, e simulações práticas.
Falaremos a seguir de cada item desenvolvido pelo sr. Weberton.

2.1 Conceitos básicos e princípio de funcionamento do relé de proteção

Segundo a ABNT, o relé de proteção é um dispositivo por meio do qual um


equipamento elétrico é operado quando se produzem variações nas condições deste
equipamento ou do circuito em que ele está ligado, ou em outro equipamento ou circuito
associado.
Outras normas definem o relé de proteção como um dispositivo cuja função é detectar
falhas nas linhas ou equipamentos, perceber perigosas ou indesejáveis condições do sistema e
iniciar convenientes manobras de chaveamento ou dar aviso adequado.
Há uma grande variedade de relés e eles podem ter diversos tipos de construção,
muitos contatos e apresentar características próprias sendo indicados para aplicações bem
determinadas. Analisaremos a seguir como são classificados na prática os relés classificando-
os quanto:

a) Quanto a grandezas físicas de atuação:


1 - Elétricas;
2 – Mecânicas;
3 - Térmicas;
4 - Óticas;
5 - Etc.
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b) Quanto ao tipo da grandeza de atuação:


1 - Corrente;
2 - Tensão;
3 - Potência;
4- Frequência;
5 - Pressão;
6 - Temperatura;
7 - Etc.

c) Quanto ao tipo construtivo:


1 - Eletromecânicos (indução);
2 - Mecânicos (centrífugos);
3 - Eletrônicos (fotoelétricos);
4 - Estáticos (efeito Hall);
5 - Etc.

d) Quanto à função:
1 - Sobre e subcorrente;
2 - Tensão ou potência;
3 - Direcional de corrente ou potência;
4 - Diferencial;
5- Distância;
6 - Etc.

e) Quanto à forma de conexão do elemento sensor


1 - Direto no circuito primário;
2 - Através de redutores de medida.

f) Quanto ao tipo de fonte para atuação do elemento de controle:


1 - Corrente alternada;
2 - Corrente contínua.
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g) Quanto ao grau de importância dentro do circuito onde está instalado:


1 - Principal (51 ASA);
2 - Intermediário ou auxiliar (86 ASA).

h) Quanto ao posicionamento dos contatos (com circuito desenergizado):


1 - Normalmente aberto (NA);
2 - Normalmente fechado (NF).

i) Quanto à aplicação:
1 - Máquinas rotativas (motores,geradores);
2 - Máquinas estáticas (transformadores);
3 - Linhas aéreas ou subterrâneas;
4 - Aparelhos em geral.

j) Quanto ao tempo de atuação:


1 - Instantâneos (sem retardo proposital);
2 - Temporizados (mecânica, elétrica ou eletronicamente).

k) Quanto ao princípio de funcionamento:


1 - Atração eletromagnética;
2 - Indução eletromagnética.

Para cumprir sua finalidade, os relés devem ser tão simples (confiabilidade) e robustos
(efeitos dinâmicos da corrente de defeito) o quanto possível; ser tão rápidos (razões de
estabilidade do sistema) o quanto possível, independentemente do valor; natureza e
localização do defeito; ter baixo consumo próprio (especificação dos redutores de medida); ter
alta sensibilidade e poder de discriminação (a corrente de defeito pode ser inferior à nominal e
a tensão quase anular-se); realizar contatos firmes (evitando centelhamento e ricochetes que
conduzem a desgaste prematuro); manter sua regulagem, independentemente da temperatura
exterior, variações de frequência, vibrações e campos magnéticos externos, etc.; ter baixo
custo.
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2.2 Principais proteções utilizadas no Sistema Elétrico de Potência

As principais proteções utilizadas no sistema elétricos de potência estão em, linhas de


transmissão, motores, geradores, transformadores, barramentos e na distribuição primária.
A tarefa fundamental da proteção de uma linha de transmissão consiste determinar o
lugar em que ocorreu o curto-circuito, independente do seu tipo, sendo capaz de discriminar
entre faltas internas e externas na linha protegida.
Em linhas de transmissão podem utilizar-se proteções de sobrecorrente, direcionais de
sobrecorrente, de distância e tipo piloto ou telecomunicações. A proteção de sobrecorrente é a
mais sensível, porém tem limitações funcionais, que a restringem a sua aplicação a redes
radiais de distribuição e de subtransmissão. A adição de direcionalidade estende a aplicação
da proteção de sobrecorrente a sistemas com mais de uma fonte de geração, a redes em anel e
a linhas paralelas, no entanto não se resolve por esta via a limitação de sensibilidade na
proteção de fase, que é inerente ao princípio de medição de corrente. As proteções direcionais
de sobrecorrente encontram sua maior aplicação na proteção contra faltas à terra, onde se tem
grande sensibilidade.
A proteção à distância resolve em grande parte o problema de sensibilidade de
proteção de sobrecorrente de fase, entretanto, tem a limitação de não atuar instantaneamente
para todas as faltas ao longo da linha. A proteção tipo piloto elimina esta limitação, sendo
utilizada em linhas de maior nível de tensão e mais importantes do sistema, onde se requerem
tempos reduzidos para operação da proteção para manter a estabilidade do sistema.

2.3 Conceitos teóricos: Curto circuito e Seletividade

Um curto-circuito é uma ligação acidental entre condutores com impedância zero


(curto-circuito espontâneo) ou não (curto-circuito impedante). Um curto-circuito pode ser
interno se for localizado em um equipamento ou externo, se ocorrer nas ligações.
A duração de um curto-circuito é variável. O curto-circuito é auto extinguível se a
falha for muito curta para disparar a proteção; transiente, se for eliminado após o trip e
religamento da proteção; permanente, se não desaparecer após o trip da proteção.
As causas de curto-circuito podem ser: mecânica (golpes de máquinas, galhos de
árvore, animais); elétrica (degradação do isolante,sobretensão); humana (erro de operação).
As consequências dos curtos-circuitos são frequentemente graves, quando não são
dramáticas: o curto-circuito perturba o ambiente da rede nas proximidades do ponto de falha,
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ocasionando uma queda de tensão brusca, requer a desconexão, pelos dispositivos de proteção
apropriados, de uma parte frequentemente importante da rede, todos os equipamentos e
conexões (cabos, linhas, barras e isoladores) sujeitos a curto-circuito são submetidos a um
forte esforço mecânico (forças eletrodinâmicas) que pode causar rupturas, e a um esforço
térmico, que pode provocar a queima dos condutores e a destruição dos isolantes, no ponto da
falha, onde frequentemente ocorre arco elétrico de forte energia, cujos efeitos destruidores são
muito grandes e podem ser propagados muito rapidamente.
Embora seja cada vez menor a probabilidade de aparecimento de curtos-circuitos nas
instalações modernas, projetadas e operadas eficientemente, as consequências graves que
poderiam resultar, fazem com que seja incentivada a instalação de dispositivos para detecção
e eliminação rápidas de qualquer curto-circuito.
O conhecimento do valor da corrente de curto-circuito em diferentes pontos da rede é
um dado indispensável para definir os cabos, barramentos e todos os dispositivos de
interrupção e de proteção, como também seus ajustes e regulagens.
Diversos tipos de curtos-circuitos podem ocorrer em uma rede elétrica: curto-circuito
trifásico; corresponde a uma falha entre as três fases. Este tipo geralmente provoca as
correntes mais elevadas. Curto-circuito monofásico a terra; corresponde a uma falha fase-
terra. Este tipo é o mais frequente e ocorre quando apenas uma das fases toca o solo. Curto-
circuito bifásico isolado; corresponde a uma falha entre duas fases em tensão fase-fase. A
corrente resultante é menor do que no caso do curto-circuito trifásico, exceto quando a falta se
situar nas proximidades de um gerador. Curto-circuito bifásico a terra; corresponde a uma
falha entre duas fases e a terra.
Não será informado o cálculo dessas correntes de curto circuito neste relatório, mas
todos os cálculos foram enviados pelo palestrante.
Agora falaremos sobre seletividade. Conceitua-se como sendo a propriedade de uma
instalação de, em caso de falta, só abrir o dispositivo de proteção contra curtos-circuitos que
estiver mais próximo do ponto de falta. Com isto, a parte do circuito que fica inoperante será a
menor possível.
A propriedade de escolher entre dois dispositivos de proteção quem vai ser desligado é
denominada discriminação, a qual vai garantir a seletividade.
A seletividade pode ser de quatro tipos: baseadas em níveis de corrente, em degraus de
tempo, baseado na combinação dos dois métodos anteriores e níveis de energia do arco
(patente MG).
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2.4 Relés de Proteção – NR, suas funcionalidades, e simulações práticas.

As práticas e simulações apresentadas foram realizadas através do software Sepam da


empresa Schneider Electric e utilizado como demonstração, um dos relés de proteção da
mesma empresa.
Através do software ele pode nos mostras as curvas de proteção dos relés e as
parametrizações utilizadas nos equipamentos instalados em seus clientes.
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3. CONCLUSÃO

Este relatório teve como objetivo apresentar aspectos gerais e as principais


propriedades da proteção de sistemas elétricos de potência.
Vimos que proteção de qualquer sistema elétrico é feita com o objetivo de diminuir ou
evitar risco de vida e danos materiais, quando ocorrer situações anormais durante a operação
do mesmo.
Geralmente, os sistemas elétricos são protegidos contra sobrecorrentes (curtos-
circuitos) e sobretensões (internas e descargas atmosféricas).
As funções básicas e utilização de relés, além dos conceitos de seletividade, corrente
de curto circuito fizeram parte deste relatório mostrando a importância desta área de estudo na
Engenharia Elétrica.
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4. ANÁLISE CRÍTICA DA PALESTRA

Proteção de sistemas elétricos é uma área de atuação em que, com certeza iremos nos
deparar em algum momento de nossas carreiras.
A palestra foi extremamente satisfatória, o conteúdo apesar de ter sido um pouco
reduzindo em algumas partes e específicos em outros, nos ajudou bastante a ter uma ideia
desta disciplina. As experiências internacionais do palestrante também nos motiva a aprender
mais e mais sobre o tema, além de nos ter esclarecido várias dúvidas sobre o assunto.
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5. ANÁLISE CRÍTICA DO PALESTRANTE

O palestrante Eng. Weberton Luiz Gonçalves Eller possui grande conhecimento


técnico na área de proteção de sistemas elétricos, além de ótima didática para a apresentação.
O Engenheiro Weberton ministrou a palestra com muita propriedade e segurança,
conseguindo passar aos alunos, as informações com muita clareza e objetividade.
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6. REFERÊNCIAS

PROGRAMA DE CERTIFICAÇÃO OPERACIONAL CST. SISTEMAS DE PROTEÇÃO


EM EQUIPAMENTOS E INSTALAÇÕES ELÉTRICAS Disponível em:
<http://www.abraman.org.br/Arquivos/40/40.pdf>. Acesso em: 20 out. 2013.

CENTRO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO EM ENGENHARIA ELÉTRICA –


CPDEE (UFMG). PROTEÇÃO DE SISTEMAS ELÉTRICOS: UMA ABORDAGEM
TÉCNICO - PEDAGÓGICA Disponível em:
<http://www.cpdee.ufmg.br/documentos/Defesas/711/Vers%E3o%20final%20Dissertacao
%20Kelly.pdf>. Acesso em: 20 out. 2013.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLANDIA. Introdução ao estudo dos curtos -


circuitos. Disponível em: < http://www.ebah.com.br/content/ABAAABhA4AF/introducao-
ao-estudo-dos-curtos-circuitos>. Acesso em: 20 out. 2013.