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CAJU

Nome popular: cajueiro


Nome científico: Anacardium orcidentale
1. Família botânica: Anacardiaceae
2. Nome popular: cajueiro
3. Nome científico: Anacardium orcidentale
4. Família botânica: Anacardiaceae
5. Origem: Brasil – Nas regiões costeiras do Norte e Nordeste.

Características da planta:

Árvore que pode atingir até 10 m de altura, apresenta copa proporcional ao seu
tamanho, arredondada chegando a alcançar o solo. Tronco geralmente tortuoso e
ramificado. Folhas róseas quando jovens, verdes posteriormente. Flores pequenas,
branco-rosadas, perfumadas, surgindo de junho a novembro.
Fruto:

O fruto pequeno de coloração escura e consistência dura é sustentado por uma haste
carnosa e suculenta bem desenvolvida, de coloração amarela, alaranjada ou vermelha.
Da haste obtém-se matéria- prima para o fabrico de sucos, doces, etc. O verdadeiro fruto
é a conhecida castanha-de-caju que pode atingir até 2 cm de comprimento. Os frutos
amadurecem de setembro a janeiro.

Cultivo:

Encontra condições ideais de cultivo no litoral do Nordeste. Prefere solo seco devendo
seu plantio ser realizado na estação chuvosa. Prefere clima tropical e subtropical. Uma
árvore com 4 anos pode produzir de 100 a 150 kg por ano. A Amazônia parece ter sido
o útero quente de onde diferentes espécies do genêro Anacardium se irradiaram para o
resto do mundo.
Dicas Culinárias:

Para que o doce de cajú fique bem clarinho, use panela de ágata Para extrair todo o suco
do cajú, depois de ter espremido a fruta, passe o bagaço por uma peneira.

Curiosidades:

Em Pirangí, no Rio Grande do Norte, está o maior cajueiro do mundo. Ele ocupa uma
área de 7.300 m² e tem cerca de 90 anos. No Estado do Ceará, chamam-se “chuvas de
maturi” as chuvas que caem na época da florescência do cajú (agosto e setembro).

Usos:

O pedúnculo é composto de sais minerais, carboidratos, ácidos orgânicos e um elevado


teor de vitamina C. Por apresentar um excelente valor alimentar e propriedades
medicinais, é amplamente recomendado na dieta humana. Vários produtos podem ser
obtidos a partir desta matéria-prima, como: suco, polpa, geléia, cristalizados, doces,
glacê, cajuína, fruto ao xarope, vinho, fibra (bagaço ou farinha) dentre outras.

Potente antisséptico:

Do ponto de vista nutritivo, é uma fruta muito rica. Seu teor de vitamina C é bem maior
que o da laranja. O cajú tem ainda quantidades razoáveis de Niacina, uma das vitaminas
do Complexo B, e Ferro. A vitamina C age contra infecções, a Niacina combate
problemas de pele, e o Ferro contribui para a formação do sangue. Por ser rico em
fibras, o cajú é indicado para aumentar a movimentação intestinal.

Uso Medicinal:
A casca da castanha de caju encerra um óleo de cheiro forte, acre e cáustico, conhecido
como cardol ou resina de caju, da qual se extrai o ácido anacárdico. O óleo de caju tem
servido para cauterizar excrecências, avivar dartos, modificar úlceras, acalmar a dor de
dente e, no tratamento da lepra, foi usado como cáustico para os lepromas.

Aproveitamento Econômico:

A árvore fornece madeira cor-de-rosa, resistente, que é utilizada na construção civil,


marcenaria e cabos de ferramentas. Da casca brota uma resina solúvel na água, que se
aproveita como cola. Quanto ao falso fruto, o sumo é engarrafado industrialmente. Os
estados de Pernambuco e Ceará contribuem com a maior parte da produção brasileira da
fruta. A castanha de caju é oleaginosa, com alto teor de calorias, e é consumida
geralmente torrada e salgada.