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APRESENTAÇÃO

De todos os aparelhos destinadosà realizaçãode medidaselétricas,o Mul'


tímetro, VOM, Volt-Ohm-Míliamperímetro ou Multitester é o que apresenta a
maior quantídade de aplicaçõespníticas.
E claro que muitos (dos leitores),ao ouvirem falar em multímetro pela pri'
meira vez, Iogo pensam naquele aparelhinho que a técníco de nídio ou TV car'
rega por toda parte, se bem que ele não tenha seu uso restrito ao mundo da ele'
trônica.
Na verdade, nem todos os técnicos sabem explorar todas asposibilidades
desseinstrumento, e muito rnenos os não-técnicos sabem como ele poderia ser
útil em outros setores de ativìdade.
Se ercrever um livro que ensine o técnico, o estudante e o hobista como
escolher, usar e montar um multímetro é muito importante, muito mais é, tam'
bém, fazer o mesmo em relação âspessoasgue não tenham ligação co'in a eletrô-
nica.
Podemos, então, fazer uma separafio entre os posíveis usuários dos mul'
tímetros mas que, em última análise,podem se fundir num grupo só: o dos leito'
resdeste livro:
a) os técnicos, estudantese habistasligados à eletrônica que terão infor'
mações importantes de como comprar o multímetro certo para seu tipo de ativi-
dade; como usií-lo com todos os seusrecursos na detecção de falhas, prova de
componentes e ajustese, finalmente, como montar um multímetro simples de
baixo custo e outros equipamentos que aiudem a melhorar ainda mais o desem'
Copyrightby penho de um multímetro.
EDITORASABERLTDA. b) O eletricista ou mecânico de automóvel que encontra no veículo,hoje
- 1987- mais do gue nunca, muitas partes elétricas e eletrônicas cuia detecção de falhas
pode ser feita com muito mais facilidade com a ajuda de um multínretro.
c) O instalador doméstico ou hobista, aquele que gosta, no fínt de semana,
de mexer na instalação elétrica do lar, consertar eletrodomésticos ou mesmo '"fu-
çar" na parte elétríca do seu carro. Com a ajuda do multímetro tudo ficará mais
fácil e principalmente mais seguro.
d) 0 prafissional de áreas distantes da eletrônica, maEque dela dependem
em muitos aspectos, como os médícos, que podem se ver diante de problemas de
É vedadaa reproduçãototal ou parcialdos artigosdestelivro, funcionamento de seus quipamentos, os porteiros e zeladores de prédios, que
sob pena de sançõeslegais, podem se ver díante de problemas repentinos com a parte elétrica dos imóveis
salvomedianteautorizaçãopor escritoda Editora. em que trabalham etc.
Enfim, a utilidde do multímetro pode sercomparada àquela de uma cha'
w do fendas, sem exagero. Ouantas vezesproblemas dif heis só podem iserresh
vldos com a ajuda desta simples ferramenta? Ouantas vezesuma pane da nature-
za elétrica não será descobefta com a ajuda de um multímetro?
Se você ainda não acredita em tudo que um simples instrurnento como o
multímetrc pode fazer, então leve em conta gue pudemos escrever um livro
snbrco assuntoe nfu abordamostudo o que, sem dúvida, ele é capz!
Damos, a seguir, urn peguena amostra de algumas "coisinha" de que ele é
capaz e o restante ficará por sua própria conta. . .
Mas, lembre.se: o multímetro é o npis completo de todos os instrumentos
pOSStVEtS
APLTCAçÕES PARAO MULTTMETRO:
eletrànicos. Se com ele não podemos afirmar que podernos rçolver 100% dos
problemas elétricos, com certezà podemos afirmar gue sem ele, menos de lO%
dos problemas podem ser encontndos. (Levandoem conta os tipos mais comunsde baixo custo,com apenas3
grandezas
medidas- tensões,correntese resistências)
Newton C. Braga
* Na Oficina de Eletrônica
Prova de: condutores,fusíveis, resistores,chaves,capacitores,lâmpadas,
trim-pots e potencíômetros,indutores,transformadores, pilhas,baterias,diodos,
leds, zeners,transistoÍes,FETs, UJTs, PUTs,SCRs,Triacs, Diacs,Circuitos in-
tegrados,alto-falantes,fones,microfones,LDRs, Fototransistores,instrumentos,
válvulas,relês,solenóides,variáveis,trimmers, paddersetc. Provã de circuitos,
aiustesde rádios,televisores,provade amplificadores,transmissoresetc.

*Na Oficina de Eletrodoméstícosou no Lar


Provade motores,fusíúeis,instalações elétricas,campainhas,porteirosele-
trônicos, transformadores,furadeirase outras ferramentas,ferros de engomar,
aquecedoresde ambiente, condicionadoresde ar, cabosde antena,reatoresde
lâmpadasfluorescentes,lâmpadas,buscade curtos, motores de brinquedos,pi-
fhas, verificaçãode instalações,verificaçãode terra, pára-raios,interfones,tele-
fonesetc.

*No Automóvel
Provade fusíveis,baterias,lámpadas,relês,alternadores, diodos,regulado-
res de tensão de instrumentosde painel,antena,bobina de ignição,platinado,
capacitores,distribuidor, sistemade som, rádio, toca-fitas,alarmes,sistemade
aberturade vidros,ajustesdiversos,verificaçâode ponto de funcionamentoetc.

*Ap Ii caçõesProf issionais


Provade'máquinasindustriais,aparelhosmédicos,aparelhosde rádioama-
dor, análisede circuitoseletrônicos,
medidasde RF, Medidasde áudio,computa-
ção, circuitos lógicos, medidasde tensõesmuito altas, aparelhosde pesquisa
científica etc.
r
INDICE Prova de reed-switches . . . 140
Prova de leds 142
Apresentaçáo Prova de motores de CC . 144
Aplicaçoespossiveispara o Multímetro 5 Prova de relês . 146
OOUE E UM M ULT I M ET R O .....: 11 Verificaçãoda sensibilidadede um relê 150
Co mo func ionao M ult ím e tro 14 Prova de instrumentosde bobina móvel . . . . 153
O Mu l tím et r opor dent r o 26 P rovadedi odos . . . 156
COMO E S CO LHE RUM M U L T íME T R O 30 P rovadezeners . . . 160
Esco l h e ndoo m ult í m et ro 35 P rovadetransi storesunijunção . . . . 162
COMO U S A R O M ULT íME T R O 43 P rovadetransformador esdeFl. . . . . . . . . . 165
1. As u n idadeselét r ic a s M Prova de triacs
2 . L e i tu rade es c alas 49 Medidas de sensibilidadee manutençãoem SCRs . . . 169
3 . U sa n d oo M ult í m et r o 53 fdentificaçãode terminaisde SCRs . . 173
Me d i dader es is t ênc i a s ..... 53 P rovadeS C R s . . . 175
Resistência direta e resistênciainversa 57 ldentificaçãode terminaisem transistoresunijunção . . 179
Medidade tensóes ol P rovadeN TC s . . . 181
Medida de corrente 69 Prova de fly-back
4. As utilidadêsdo Multímetro 72 Prova de cabeçasgravadorase leitoras
O MU L Tí M E T RONO TES T E D E C OMP O N EN T ES 74 l denti fi caçãodetermi na jsdeFETs . . . . . . . 187
Pro vad e f us í v eis( 1) . . 74 P rovadeFE Ts(dej unçã o) . . . . . . . 189
Provade fusíveis(2) 76 P rovadetransi storesbipolar es . . . . 191
Prova de interruptores 78 Provade transistoresbipolaresno circuito . . . 196
Prova de lâmpadasincandescen te s (1 ) 80 C omparaçãodeganhod et r ansist or es. . . : . . 198
Prova de chaves 82 ldentificaçãode terminaisde transistores . . . 200
Prova de lâmpadasincandescentes (2) 84 P rovadepontesreti fi cador as . . . . . . 203
Prova de condutores simples 86 P rovadefototransi stores . . . 205
P ro va d e c ondut or esmú l ti p l o s 90 Prova de fotocélulas . . 208
Prova de condutores- fugasà terra 93 P rovadefonocaptorese m icr of onesm agnét icos . . . . 211
Prova de alto-falantes 95 C OMP ON E N TE SOU E NÃO PO DEMSER PRO VADO SCO M O
Prova de LDR 97 MU LTíME TR O . . , . 2'14
Pro va d e r es is t or es( 1) 100
102
106
INDICEDE PROVASPORORDEMALFABETICA

iiililiffi$:*':t*l'',,,,,,,,,,,,,,,,,
.......
Pro va d e t r im er s
Provade transformadores
109
111
114
116
Alto-falantes
B obi nas . . . . 109
95 FETs de junção
Fly- back ...:.:::::
189
183
s e tra n s fo rma d o re s
de enr ola m e n to d
l d e n ti fi c aç áo 120 Bobinasde grande indutância 130 Fonesde ouvido 111
Prova de capacitoresvariáveis 121 C abeçasgravadoras . . 185 Fonocaptores . . . 211
ldentificaçãode tomadas de transformadores 124 C haves ...... 82 Fotocélulas 208
Prova de capacitoreseletrolíticos 126 C apaci toresvari ávei s . . 121 Fototransistores 205
P ro vad e c apac it or es de 1 0 n F a 1 u F 128 Capacitoreseletrolíticos . . . . . 126 Fusíveis(11 74
Prova de bobinasde grandeindutânci 130 de 10nFa 1 uF . . . 128
C apaci tores Fusíveis(21 76
Pro vad e c apac it or es de 1 P F a 1 0 n F 132 C apaci toresde1 pFa 10nF . . . 132 Ganhode transistores 198
Pro vad e pilhas ( 1) . ... 't34 Condutores simples 86 Instrumentosde bobinamóvel 153
Pro vad e f ilam ent osde v á l v u l a s 136 Condutores múltiplos 90 Interruptores 78
Pro vad e pilhas( 2) . . . . 138 D i odos . . . . . . 156 Lâmpadas incandescentes(1) 80
r
Lâmp a d a s inc and€s c e n te s (2 ) 8 4 R e s i s to re s(1 ) ...' .. 100
LDR 97 R e s i s to re s (2 ) ..." ' 1O2
Lcd a ......1 4 2 SC R s ." .' ..175
Mo to re B CC . . ......1 M T ri m-p o ts ." ' 106
NTCg . ......1 8 1 T ri me rs ' .' .114
P o n tsgret if ic ador as ... 2 0 3 T ra n s fo rm a d o res(1) ....... 116
P l l h a e(1 ) . . . ...... 134 T ra n s fo rma d ores(2). ' ' . ' 1201124
P i l h a s(2) ...1 3 8 T ra n s i s to re s ....191/196 i
Po to n ci ô m et r os .....1 0 6 T ri a c s . " ...167 l
R e e d -sw it c hes. . . . .. 1 4 0 Unijunçóes ..... 1621179' Í
Relês ......1 4 6 Válvulas ....136

TUDCSOBRE
MULTiVETRO

VOLUMEI
O QU E Ë U M M U L T I M E T R O

"Os técnicoso chamamtambémde multiteste,ou simplesmente tester,pela


sua capacidadede testar componentese circuitos, mas o multímetro é muito
mais que isso".
O multímetro, também conhecidocomo VOM (Volt-Ohm'Miliamperíme
trol, Ohmiter, Multitesteou Testeré um instrumentodestinadoà medidade
grandezaselétricas.
Em eletricidadeexistem três grandezasbásicasque o multiteste ou multí'
metro mede com precisãoe, baSeadOs nelas,podemosempregaresteinstrumento
numainfinidadede aplicações.
As três grandezasbásicasque o multímetro medesão:
- Tenúo elétrica, que é medida em volts
- Corrente elétrica, que é medida em ampères
- Resistênciaelétrica, que é medida em ohms
O tipo maiscomumde multímetroé o que faz usode um indicadorde bo-
bina móvel e que tem seuaspectomaiscomum mostradona figura 1.
Confoime podemosver, sobressaio instrumento indicador,onde existem
diversasescalasparaasgrandezas que são medidas.
A seleçâodas grandezàsque são medidas,ou das escalas,é feita ou por
meio de uma chaveseletoraou, então, por meio da troca de posiçõesdos pinos
das pontasde provas.Um tipo mais modernode multímetroé o digital,mostra-
o"
"u i':ï:t os vatoresdas grandezas'medidas são mostradosdireta-
'hrtímetro,
mente por meio de dígitos (que podem variar entre 3 e 8) e a seleçãodasesca'
lasé feita por meio de botões no painel.
Os multímetrosdigitaissão muito mais caros que os comuns,de modo
que, para aplicaçóesmais modestas,os multímetrosde bobina móvel são os
mai s recomendados.
Mesmo para os multímetros comuns,existe uma extensafaixa de tipos e
modelos(queserãoabordadosmaisadiante),que permitemuma escolhasegundo
a disponibilidadefinanceirae também de acordocom o tipo de trabalhoa ser
realizado.
'
O importante para o praticante da eletrônica,para o eletricistaamador,
para o eletricistade automóveise mesmoparao mecânicoé saberque, qualqqer
que seja o multímetro,as grandezas que ele pode medir, de algum modo serão
importantes na constataçãode estado de.diversosdispositivosde sua área de
atuação.

11
M UL T íME T R OD E B o BIÀ IAM o VE L

FÍgura í

12 13
Comoa finalidadedestelivroé ensinara usaro multímetrode bobinamóvel, um par de molasespirais,que tambémservemparafazercontatoelétricoda bo-
é baseadonele que fazemosa descriçãodo princípio de funcionamentoe de binacom o circuitoexterno.
todasas aplicaçõesdesseútil instrumento. Ouando uma corrente circula pela bobina, apareceum campo magnético
que interagecom o campo do imã, de modo a haveruma força que tende a girar
o conjunto. O movimentoda bobina é, então, limitado pela açâoda mola. O
GomoFuncionao Multímetro giro desta bobina seráproporcipnalao campo magnéticocriado que, por suavez
é proporcionalà correnteque passapelabobina.
A basedo funcionamentodo multímetro é o instrumentoindicadorde Fixando um ponteiro neste conjunto, podemosfazê'lo correr sobre uma
bobina móvel cujo aspectointerno é mostradona figura 3. escalaque poderá ser diretamentegraduadaem termos da corrente que circula
pela bobina. Este conjunto básicoé, portanto, um sensívelmedidorde correntes
elétricas.
A unidadede corrente elétrica é o Ampère, abreviadopor A, mas as cor-
rentesda ordem de ampèressão fortes demaisparapoderemser medidasdireta-
mente por estedelicadoinstrumento.Asim, as escalasdos instrumentosnormal-
mentesão especificadas em termosde milésimosde ampèreou milionésimos de
ampère.
Os milésimosde ampèresão denominadosmiliampèresou mA, enquanto
que os milionésimos de ampèresãodenominados microampèrese abreviadospor
uA .
Os instrumentosque encontramosnos multímetrossão miliamperímetros
ou microamperímetros, poissãosensíveiso bastanteparapoderemdar uma indi'
caçãoda correntedestaordem.
A especificação de um instrumentoé dada pelacorrenteque causaa movi-
mentaçãoda agulhaaté o final da escala.Dizemosque estaé a correntede fundo
de escalado instrumento.

Correntede fundo de escala- correnteque cauia a movimentaçãoda agulhaaté


o final da escalaou a correntemáximaque o instrumentopodemedir.

Paraos multímetroscomuns,sãotípicos valoresde instrumentosusadosos


seguintes:

0 - 50uA
I -l mâ
0 - 100uA
2 - Tambor
3 - PeçaPolar 0 - 200u4
4 - Bobina 0 - 1mA
6 - E i xo
7 - Ponteiro Veja, então, que, quanto menor for o valor do fundo de escalado instru'
8 - Mola mento usadono seu multímetro, maissensívelele é, pois menor é a correnteque
9 - Contra-peso elepode medir.
l0 - Ajuste
Na realidade,a sensibilidadenão serápropriamenteespecificada
em função
desta corrente de fundo de escalado instrumento,mas sim em função de outra
Figura 3 que decorredestae que veremosmaisadiante.
Conformepodemosver, uma bobinade fio esmaltadomuito fino, na for^ A especificação de fundo de escalade um instrumento vai ser importante
ma de retângulo,é apoiadaem dois eixose fixadaentreos pólosde um forte imã no momento em que você resolvermontar seu próprio multímetro e precisar
permanenteem Íorma de ferradura.os movimentosda bobinasãolimitadosoor escolhero instrumentomaissensível.

14 t5
Um princípio importante da
. física nos mostra que não podemos
nenhumaquantiiJe semafetá-la medir
por isso.
Paramedir a temDeraturaOe
um *rq9, ,T termômetro,
trai" um pouco de caloi deste na realidade,,,ex-
corpo, modiiicanclosuatemperatura.

renuôverRo

C O R R E N TEO U E
220c PASSA PARA A
TEMPERAÌURA LÂnPADA
REAL

o renuôueráo"ExÌRAr"
ca L o REl ueotoaÊ
ALÌERAOA Figura 6
Fígura 4
Na figura 6, mostramosde que modo podemosusaresteinitrumento para
Quando usamosum instrumento medir a correnteque uma lámpadaabsorvede uma pilha.
num circuito, esta corrente de bobina móver para medir Veja que tanto faz ligar o instrumentoantesou depois da lámpada,pois
tem sua int"nrio.de a corrente
representauma resístência '--"''-- afetadaporque o instrumento um circuito elétrico, como o nome diz, é um percursofechado e em todos os
que a reOuz.
vocé deve ter percebidoq'" seuspontos a intensidadeque vamosmedir é a mesma.
ur instrumento será tanto Como mostra a figura 7, que em todos os pontos,não importa se maislon'
merhor quanto
i? ïriï ; i:'':ïï:iïrï:n**:l:';áì'"*''',; i"il; ;; n,''"1ï,,
n,"ou. ç ou maisperto da lâmpadaou pilha, a @rrentemedidaserásemprea mesma.
b, mostiam";;;Ë;;i" pararepresentar
0,", #ïJin"ra um instrumento
de bo_

LAMPAOA

-'í
x)
sÍrrieoLo
Figura 7
ASPÊCTO

Figura 5 Circuito fechado- A @rrente tem a mesmaintensidadeem tòdosos seuspontos.


É comum representarsua resistência maiordo
interna-(resistência
da bobina)ao tado MaS,e Sea correnteque quisermosmedir tiver uma intensidade
do símboro' Junto ao símbo-ro
.;;;;;;;;;ïs rimítesde sua escara,ou seja, que a de fundo de escalado instrumento?Suponhamosque queremosmedir a
valor mínimo (normatment,Ot o
, o r.fãr-raïiio (fundo de escala). oorrentede uma lámpada,em torno de 50 mA, usandoum instrumentoque ape-
Perogue vocé deve.ter percebido,
o ,ro'0" um instrumentonesta nasalcance1 mA. Como proceder?
muito simples:para medir uma forma é
círcularpor e$e instrumento,
;*"1"; ;Jão o-r" temos de fazeré,forçá-la Neste ponto começa a amadurecera idéia de um multi-instrumento,ou
a
ou seja,o"uárã, ìigá-loem série. seja,de um instrumentocapazde medír mais correntesdo que a alcançadasim'
plesmdntecom seuuso sozinho.
r6 iI
I 17
pelosim' o caílculo
do valordo shunt não é dif ícil.Ele seráabordadooportunamenre.
de correntesmaioresdo que a alcançada
Paramedir intensiclades
ples instrumento, o que fazemosé desviaro excessode maneiraconhecida, atra'
Shunt - Resistência.de pequenovalor que é ligada em paralelo
vésde um elementoexternodenominado"shunt"' com os instrumentos
paraampliara escalade correntes.
Conformemostra a figura 8, o shunt consistenuma resistência de valor
calculado, que desviaproporçâoconhecida da correntepara que o fundo da es-
se quisermoster um instrumentocapazde medir correntesem diversas
calado instrumentosejaampliado. faixas,podemosutilizar diversosshunts,de valoresapropriados,
que serãocolo-
cadosem açãono momento o'portuno.
Na figura 10, temos duas maneirasde fazer isso com facilidade,obten-
do dessaforma um " mul ti- am per í m et r o".

S H UNT SH U N T
( Res r s r ÊH c ta oe r tol
Figura I

Se ligarmosum shunt que desvie'90%de uma corrente,de modo que só


10% passepelo instrumento,paracada10 mA total, externamente passam 9 mA {-}
cHAvE SELEToRA'
e pelo instrumento1 mA. Assim, quando o instrumento indicar 1, a corrente
será 10, quando o instrumentoindicar 2, a correnteserá20 mA, e assimpor ( Aì (B )

diante.Podemosampliarem l0vezesa escalacom o usode tal recurso.


Com um shunt que desvie99% da corrente,podemosampliarem 100 Figura l0
vezesa escala,ou seia,podemosusarum instrumentoque alcanceapenas1 mA
paramedir correntesde até 100 mA. No primeirocaso(a), os shuntssãocomutadospor meiode uma chave.A
A figura 9 mostra como podemosmedir os 100 mA da lâmpadausando cadaposiçãoda chave,multiplicamospor l0 o alcancedo instrumento.Se tiver-
o e a p e n a s0 -1 m A, u ti l i z a n d ou m shunt.
u m miliam per í m et r d mos um microamperímetro de 0-100 uA, por exemplo,poderemoster asnovas
lmA COR R ESPO N DAE
escalas
de:

0 - l mA
0 - 10mA
0 - 100mA

No segundo caso, a escolha de escalaé feita pela posiçãoem que são


ligadosos elementosde prova. Veja que estaconfiguração(bl é mais complexa
por causados percursosque a correntefaz nos diversoscasoso que levaa um cál-
culo maiselaboradode valores.
Pois bem, iá sabemoscomo medir correntesem váriasescalas,maso verda-
deiro multímetro faz muito mais,pois medeoutra grandezas, como a tensãoelé-
trica e tambéma resistência.
Paramedir a tensão,podemospartirdiretamentedo nossoinstrumentobá-
sico,semqualquercomponenteadicional.
Figura I

18 r9
7---

De fato, seconsiderarmos a correntede fundo de escala(l), a resistência


da NOVAESCALA
EM VOLTS
bobina (R), vemosque existe um valor de tensãoque, aplicadoao conjunto,
causaa deÍlexãototal. Estevalor é dado pela lei do Ohm:

V = Rx l

Se tivermos um instrumentode 0'1 mA, por exemplo,de resistênciainter-


na 100 ohms,vemosque a tensãoque movimentaa agulhaaté ofinal da escala votrÍuernoo-w
será: Figura 12

V= 0, 001 x 10O Fazemos,'então, com gue 90% da tensãof ique sobreo resistore 10%sobre
V = 0, 1 V olt o instrumento,multiplícandopor 10 seufundo de escala.
O resistor,que é ligado em sériecom o instrumento para multiplicar seu
Esseinstrumentopode ser usadotambémcomo um voltímetro de 0'0,1 V
(100 mV), com a única diferençaque para a medidade tensão,ele deveser liga- alcancena faixa de tensões,é denominado"multiplicador".
O instrumentoque obtemospara a medidade tensãoserádenominadovol-
do em paralelocom o circuito,como mostraa figura 11, e nãoemsérie,como
tímetro, pois a unidadede tensãoé o volt (V).
no casoda medidade correntes.
ResistênciaMultiplicadora- Resistência
ligadaem sériecom o ins-
trumento indicadornum voltímetro.

Se o resistorrepresentar99% do valor da resistênciatotal e o instrumento


1%, a escalaserámultiplicadapor 100. Poderemos mediraté 10 V com o instru-
O-ì mA mento que tomamoscomo exemplo.
( o- o,ìv )
Do mesmo modo que fizemos no casodo multiamperímetro,também po-
demoster um multivoltímetro,se pudermosligara qualquermomento,em série
com o instrumento,resistênciasmultiplicadorasde valoresapropriados.
Na figura 13, temos as duas maneirasnormaisde tazer isso.No primeiro
caso,usamosuma chaveseletorae no segundocasoa escolhade resistênciapela
MILIAMPERIMETROUSAOOCOMOMILIVOLÌIMETRO ligaçãoem terminaisapropriadosdaspontasde prova.
Figura | |

Para medir tensões,ligamosentre os pólos do circuito o instrumento,de


modo que ele fique submetidoà tensãoque deveser medida.
Nesteponto, também podemospensarem ampliaçõesde escala.E sequi'
sermosmedirtensõesmaioresque 0,1 V, por exemplo?
Conforme percebemos,o problema também consisteem mudar a resis-
tência do circuito, de modo que tenhamosa corrente de fundo de escalacom
umatensãomaior.
Supondo que desejamosmedir a tensãode 1 V no fundo de escalacom o
mesmoinstrumento.vemosque a resistênciaapresentada deveser:
Figura l3
R = 1/ 0, 001
R = 1000ohm s Prontol Já temos um amperímetroe um voltímetro múltiplos, mas ainda
temosuma unidadeimportantea sermedida:aresistência.
Como a bobina do instrumentojá tem 100 ohms. tudo que fazemosé li' Para medir uma resistênciaelétrica, partimos de sua própria definição: a
gar em sérieum resistorde 900 ohms,conforme mostraa figura 12. oposiçãoà passagem da correnteoferecidapor um circuito.

20 21
Se quisermosmedira resistência basta,então,aplicarmosumatensãonesta
de modo que uma correntesejaforçadaa circular.Pelaintensidade
resistência,
destacorrente, podemoster uma idéia da resistência:se a correntefor intensaé
é
porque a resistênciaé pequena,e se a correntefor fraca é porquea resistência
ma i o r.

a corrente, que já temos,de


precisamos,
Paramedira resistência,
uma fonte de
então,alémdo instrumentoque mede
energia,uma pilhaou maisparaesta-
-N o_
(o H MS )

beleceruma tensãono circuito ou componenteque deveser medido' INFINITO


o circuito básicode um ohmímetroé, então.mostradonafigura 14, lem-
brandoque o nomeem questãovem de Ohm (Q), que é a unidadede resistência'

Figura l5

total de
que o circuitotenhauma resistência
total (fundo de escala),precisamos
1 500 ohms.
Se fOrmosmedir com este instrumentouma resistênciade mesmovalor, ou
seja,1 500 ohms, ela serácolocadaem sériecom o circuito, conforme mostraa
figura16.

o n u íu e r n o sr M PL r F tca o o P oN TA
PRETA
V
'r500ÍL
(c oM o ÍR IM-P OT) .,rfo^
Figura 14
P ILH A
O elementoadicional,um trim-pot de ajúste,tem uma finalidadeimpor-
tante, gue seráestudadaa seguir.
Vejamos, então, como funciona este interessantecircuito de medidade
resistências:
Ouando uma ponta de prova é encostadadiretamentena outra - o que Fígura l6
corresponde a uma resistêncianula (0 ohm) - ajustamoso trim-pot paraque a
correntecirculantee, portanto, indícadapelo instrumento,seiamáxima,ou seja, total passaráa sera soma,isto é, 3 000 ohms,de modo que a
A resistência
a correntede fundo de escala. correnteindicadapelo instrumentoserámetadede 1 mA, ou 0,5 mA (500 uA).
A separaçãodas pontas de prova resulta numa resistênciainfinita, nâo O instrumentoterá suaagulhadeslocadaaté o centro da escala.Nesteinstrumen-
havendo,portanto,correnteno instrumento.A correnteé zero. to, a escalapoderáser feita como mostraa figura 17, com uma resistênciade
Temos,então,paraa resistência, uma escalacompletade 0a infinito (-),
1 500 ohms no centro.
como
masdisposta"ao contrário", com o zero à direita e o infinito à esquerda,
mostraa figura 15. Parauma resistênciatotal de 15 000 ohms, por exemplo,o que correspon-
podemosraciocinarda seguinteforma: su-
Paraos valoresintermediários, externade 13 500 ohms(1 500 ohmssãodo instrumento),
de à uma resistência
pondo que o instrumentotomado como exemplo sejade 0-1 mA. Nestascondi- terernosuma correntede 1/10 de fundo de escala.O ponto que causa1l1Oda
ções,se a tensãode alimentaçãofor de 1,5 Volt (uma pilha), paraa corrente deflexãocorrespondea 13 500 ohms,portanto.

22
Unindo as pontasde prova, a correntede fundo de escalaseráobtida com
jv.5 uma resistênciatotal de 150 ohms.
"9o o centro da escalaigualmenteseráobtido quando tivermoso dobro desta
resistência de 150 ohms'
o que significaagorauma resistência
a$-
ìKS = l 5OO J l
3K5 = 35OOíl
Na nova escala,o novo centro seráde 150 ohms e o ponto de 1/10da
deflexãotambém ficará dividido por 10, equivalente,portanto, a 1 350 ohms!
-o_
5K = 6000íL
13KS= 135OOíI
com mais uma multiplicaçãode @rrente, poderíamoschegara um meio
de escalade 15 ohms, mas isso não é convenientenestecaso,pois correntesele'
vadaspelaspontasde prova, além de sobrecarregar o circuito em prova,podem
gastarrapidamenteas Pilhas.
E sequisermoster escalasmaisaltasde resistências?
Uma maneiraconsisteem se trabalharcom tensõesmaisaltas.Se em lugar
Figura 17 de 1,5 V, tivermos,por exemplo, 15 V, a escalaseráalterada'
Para uma corrente de 1 mA, por exemplo, a resistênciatotal do circuito
Veja que podemoster com facilidade leituras na faixa central da escala, parafundo de escalaserá:
que coriesponde a maisou menosde 500 ohmsa 5 000 ohms.
como proceder?
E ie quisermoster outrasfaixasde resistências, R = 15/0,001
Nestecasotambém devemosprocedersegundoo raciocínioempregadono R = 15000ohms
casode correntese tensões.
Paramudar o fundo de escala,o que podemosfazer é alterara correntedo Para meia escala,o valor será30 000 ohms total - o que correspondea
instrumento,ligandoum shunt,conformemostraa figura 18. uma resistênciaexternade 15 000 ohms.
Alguns instrumentos mais sensíveis,que possuemescalasde resistências
XìOO-CENTRO DE ESCALAÌK5íI
XIO -CENÌRO DE ESCALAìsOtL
*. de até 500 000 ohms ou mais,utilizam duasbaterias,uma de 1,5 V
X1 - CENTROOE ESC ALA]5J L ""niror
paraas escalasmaisbaixase outra de 15 V paraescalasmaisaltas'

Figura 19

-
Figura 18 A combinaçãodas escalasnum único instrumentopode também ser feita
por meiodechavesou pela troca dos pinosem que as pontasde provasão ligadas.
Se for colocadono circuito um shuntque multipliqueo alcancedo instru- de diversases-
Chegamosao multiohmímetro, um medidor de resistências
mento por 10, de modo que, no exemplo,ele passede 0-1 mA a 0-10 mA, já
calas.
teremosoutrascondiçõesde medidade resistências.
Combinandotudo, ou seja,o multivoltímetro,o multiamperímetroe o
Veja que, para uma tensão de alimentaçãode 1,5 V (que se mantéml, a
multiohmímetro, finalmentechegamosao nossoinstrumento,o multímetro.
total do instrumentopassaráa ser:
resistência
com um único instrumento índicador, podemos utilizar uma chavesele-
tora de muitas posiçõesou então um conjunto maior de pontos de ligaçãoe
R = 1,5/0,01
oonstruirum mult ímetro.
R = 150ohm s
Um multímetro comum terá:

24 25
Divercasescalasde correntes
R2 300
Diverss escalasde tensão 3$6

tl
Diverss e*alas de resistêncías.
R3 120
1na

Os multímetros comerciaistêm aindaoutros recursos,como, por exemplo, R4


C30
a medidade tensõesalternantes.

u
t60x

Neste caso, o que se faz é acrescentarao circuito um sistemaretificador C'tz


formado por diodos de germânio(porquetêm uma tensãode início de condução
o
ìaoK

menorl. Rô
54K
3

Outras escalassão de dB (decibéis)e em algunscasosaté um sistemapara o op


determinaro ganhode transistores. lOtA

Na f ígura20, temos o d iagramade um multímetro completo,com todos os


componentespara a medidade todas as grandezasprincipais:corrente,tensãoe d 3
resistêncías.
fl30 ï
O MuttímetroPor Dentro

Visto o princípio de funcionamento,podemosanalisara construçãode um


U
multímetrotípico.
Na f igura 21,temoso aspectoexternode um multímetrocomum,em que a
seleçãode escalasé feita por meio de chave,
O preço de um multímetro vai dependerde diversosfatores,como, por
exemplo,a qualidadedo instrumento indicadore a quantidadede escalasque o
aparelhopossui.
A precisãodo multímetro também é muito importante, variandotipica-
mente entre 1 e 2%, o que é bom, se levarmosem conta que a maioria dos
componentestem tolerânciasde 10% até 2O%.
O botão !'zero adj" servepara compensaro desgastenatural da pilha que
tem suatensãocaindocom o tempo. Com esteajuste,zeramoso instrumentonas
escalas de modo que variaçõesde tensãoda pilha não afetem mui-
de resistências,
to a precisãodas medidas.
Um fato importanteque os leitoresinteressados
na montagemde um multí'
metro devemlevarem conta é a necessidade de componentesprecisospara isso.
Se querernoster uma precisão de 1"/" ou 2ïo para um multímetro, os
componentesdevemter precisâodestaordem.
. Para os resistores usadoscomo shuntse multiplicadoresé muito difícil
obter comercialmenteos valoresnecessários com estastolerâncias- o que invia'
biliza, na maioriados casos,o projeto de um multírìretro.É muito maisfácil
(e barato) comprar um multímetro comercialpronto, com a precisãogarantida
pelo fabricante,do que tentar comprar todasaspeçasparasua montagem.
A única opção para o casode montagem,e que daremosno fínal da série,
é se os recursosdo montadorforem realmentepequenose ele se contentarcom a R? + 1 o,5^ R]
'16X
utilização de componentesde 10% - o que leva o multímetro a uma precisão axt

final da mesmaordem. qoa?pr


É claro que tal instrumento não poderáser consideradoprofissional,mas 630\r
sníol
será de grande aluda em qualquer bancadade estudanteou hobistade menos
recursos. Figura20

26 lt
M ULT Í M E T R OC OM SE L EÇ ÃOP O RCH A V E
Figura 2l

28 29
metro representauma resistênciaadicionalque está sendo ligada em paralelo
com o circuito sobreo qual setira a medida.
Supondo o circuito da figura 23. Veja que se o instrumento representa
uma resistênciade 1000 ohms, sua ligaçâoem paralelocom o resistorde 1000
ohms, no qual medimosa tensão,pode alterarsensivelmente o valor lido. Ouan-
do a tensãoreal era de 5 Volts, com a introdução do instrumento,por suainflu-
ência,ela cai para3,33 Volts, que é a tensâo lsso
assinalada. representa um enor-
me erro!

UM MULTIMETRO
COMOESCOLHER

Conformejá tivemosoportunidadede dizer, existeuma variedademuito


grande de tipos de multímetros a disposiçâodos interessadbs' Temos
desdeoS menores,Com instrumento menossensívele menor númerode eScalas,
até os maiores,Com inStrumentosultra-sensíveiSe grande númerOde eScalas, al-
guns dispondo de recursospara a medidade outras unidadeselétricasalém da
corrente,tensãoe resistência.
Como escolherum multÍmetro? Oue fatores levar em consideração? Para
cadatipo de atividade,qual é o melhorinstrumento? vaLoR REAL Ol relsÃo Êtr'lA' 5V
É claro que o multímetro de maior sensibilidade e maior númerode es-
calasseriao recomendadopara qualqueraplicaçâo,mas,evidentemente,não são Figura 23
todosque têm condições de adquirí-lo.
Por este motivo, vamosanalisar,a seguir,os principaistipos, ensinando'o se o multímetro na escalade tensão representasseuma resistênciade
como fazersuaescolha,em função da disponibilidadee aplicação. lOOOOohms, em lugar de 1000 ohms apenas,o valor lido seria outro.
Sâo os seguintesos pontos que vooêdeveobservarao fazera escolhade um Teríamosuma leiturade 4,76 Volts. A diferençaentreo valorreale o lido seria
multímetro: de apenas O,24V.
'
É claro que o ideal seriaque o multímetro tivesseuma resistênciainfinita
na escalade tensões,pois assimsua influênciaserianula, mas issoé impossível'
a) Sensibilidde

Conforme vimos, melhor seráo multímetro quanto menor for a corrente +r o v


de fundo de escalado instrumentode bobina móvel usado.Multímetroscom es-
calasmenoresde corrente de 50 uA são excelentes,mas de preço bem elevado.
Entretanto,a especificação de sensibilidadenão é dadanormalmenteem termos
de corrente de fundo de escalapara o instrumento.As especificaçõesde sensibi- INSÍRUMENTO
lidadesâodadasem termosde Ohmspor volt ou Q/V. IDEAL

O que significaisso?
Conformevimos, nâo podemosrealizarnenhumtipo de medidasem influir
no que estásendo medido.No casode um multímetro, o instrumentoprecisade
corrente que é desviadado circuito que está sendotestado para movimentara
suaagulha. Figura 24
lssoquer dizer que a introduçãodo instrumentono circuitosignificauma
alteraçãoque afeta a quantidadeque está sendo medida,qualquerque sejaela. Do mesmomodo, vemosque a própria resistência que o instrumentorepre'
O instrumentoserá tanto melhor quanto menos alteraçãoele introduzir na senta na medidade tensãodependeda escalausada,pois trocamosa resistência
medidaque estásendofeita. Em especial, no casodos multímetros,asalterações multiplicadoras.
que se fazem sentir de forma mais acentuadasão as-referentesà tensão.Assim, . _ Veja, então, que: se tomarmos como exemplo um instrumentode 'l mA,
quandomedimosa tensãonum circuito,conformemostraa figura 23, o multí- conforme calculamos,sua resistênciaparacadaescalade tensãoserá:

30 31
Para 1 Volt - 1000 0hms
Para 10 Volts - 10 000 ohms
Para100 Volts - 100 000 ohms

Mas,observando estasescalas, vemosque existeuma relaçãoque,qualquer


que elassejam,se mantémconstante:
Dividindoa resistência que o instrumentoapresentapelatensãode fundo
de escala,obteinosum valorconstante:
1000/1= 10000/10= 100000/100 = 1000
Este valor 1 000 pode servirparaindicar do instrumentoem
a sensibilidade
ohmspor volt.
Um voltímetro,construídoa partil de um instrumentode1 mA,terá uma
sensibilidadede 1 000 ohmspor volt.
Um voltímetro, construídoa partir de um instrumentode 200 uA, terá
umasensibilidade de 5 000 ohmspor volt.
Tanto melhor seráo instrumentoquanto maior for o valor em ohms por
volt que indicasuasensibilidade na escalade tensões,poistambémé uma indica-
ção da sensibilidade do instrumento usado.
Os multímetroscomunsque vocêvai encontrarà disposiçãono mercado
especializado têm sensibilidades na faixa de 1000 ohms por volt até 100 000
ohms por volt, que representa um instrumentode fundode escalade apenas10 uA.

b) Númerc de EscalasParaCadaGrandeza

grandezas:
de medirasseguintes
Os multímetroscomunsdevemsercapazes

- Tensõescontínuas(DC) e tensõesafternadas(AC)
- Correntes contínuas (DC mA)
- Resistências(OHMS)

Paracada.grandeza é comum encontrarmos diferen-


de 1 até 5 ou 6 escalas
tes,conformea faixa de valoresque o instrumentoalcance.
Sãotípicosos seguintes alcancese númerosde faixas:
Paratensõescontínuas,os multímetrosdevemsercapazes de medirvalores
tão baixoscomo 0,5 ou 0,6 V encontradosem circuitostransistorizados,até 1500
ou i800, encontrados em circuitos de TV. É comum encontrarmos de 3 a 8 es-
calasde tensôesem multímetroscomuns.
Existeaindaa pontade alta tensão(Mef = Muito alta tensão)paramedi-
das acimade 3 000 volts, como as encontradas nos tubos de televisorese que \|
acompanha algunstipos de multírnetros.(figura25) -sI
n

No multímetro da Íigura 26, alémde escalaspara tensõescom fundos de


0,6 - 3 - 12 - 60 - 300 Volts DC, temos pinosespeciais
sõesde até 3 000 Volts.
paraleiturasde ten- ìi
si
Parafaixade tensõesalternantesé muito importanteo valor1 10 V e 220 V
que seráencontradona maioriados eletrodomésticos, nastomadasde instalações
$l
tf
$.1 33
N'
ót
domésticas e em instalaçõeselétricas.Multímetroscomunstêm de 2 a 5 faixasde
tensõesalternantes,varrendovaloresque vão de 6 a 1 200 Volts,como o multí-
metro que mostramosna figura 26.
Paraas correntes,podemoster de 1 a 5 faixascom valorestipicamentenão
alcançado1 ampère,já que correntesmaioresdevemser medidascom procedi-
mentosespeciais.
são dadasem faixascujosfatoresde mutiplicaçãopodem
As resistências
serx1, x10, até x10 k (i0 000). quando,então,tipicamente,teremoscentrosde
ebcalas de 60, 6000, 60 000 e 600 000 ohms.
com resistências
Com um multímetroque tenhaumd escala$eresistências x10 k, podemos,
com facilidade.eprecisão,ler uma resistência de maisde 10 000 000 ohms ou
10 M.

o Multímetro
Escolhendo
Parafacilitar aos interessadosna aquisiçãode .um multímetro, podemos
dar uma tabela de opçõescom os tipos existentesdividiilos por faixas.São 5
faixascom custosque variamna proporçâode 1 para20 e até mais.
Ao elaborar esta tabela, levamosem conta tanto o custo do instrumento
como utilidadeparavocê,segundosuaatividaf,e.

Usuário tipo de multírnetro

B D
+
Estudanteiniciante *
* Hobistainiciante *
* Técnicoiniciante *
* Eletricistade automóvel *
+
Instaladorelétrico *
* Reparadorde eletrodomésticos
* Estudantede cursotécnico
avançado *
* Técnicoestabelecido * *
* Hobistaavançado *
* Projetistasavançados * â
* Estudantes
de Engenharia * *
* Engenheiros * *
t
Profissionaisde i nformática i *

34 35
A nossadivisão por categoriasterá as seguintescaracterísticastípicas:

Multímetro Tipo A

Características:

Sensibilidade 1 000 a 5000 ohmspor Volt


Esca l as det ens ões c o n tín u a s .. 2 a 4 com val oresentre 1,5 e
150 0 v
de tensõesalternantes
Escalas . 2 a 4 com valoresentre 6 e
000 Volts
de resistências
Escalas o u2(xl exl 0)
Fontede alimentação o u 2 pi l has

Observações: esteé o mais barato dos multímetros,sendo recomendadopara


iniciantesem geral,estudantesque estejamcomeçandosuasatividades na eletrô-
nica,hobistasde dreasnão ligadasà eletrônica,como os que mexemem instala-
que fazem reparação
çõeselétricasdomiciliares, e também
de eletrodomésticos
paraeletricistas
de automóveise pequenas of icinas.
Na figura 27, temos algunsexernplosde instrumentosdesta categoria
disponíveisno nossomercado,de fabricaçãonacional,

Multímetro Tipo B

Características:

Sensibilidade 5 000 a 10 000 ohmspor volt


DC
Esca las det ens ões c o n tín u a s . ' 3 a 5entre 1,5e 1 500V
Esca las det ens ões a l te rn a n te s 3 a 5de 6 V a 1 500 V
Ësca las der es is t ên c ....
ias ... 2 o u 3(x1x10ex100)
Fontede alimentação Pilhascomuns

Observações: este instrumentojá pode equipar as oficinasmais modestasde


reparadores de rádio e mesmoTV, devefazer parteda bancadados estudantes
de cursostécnicose hobistasdedicados.No lar, esteinstrumentoseráde ajuda
na localizaçãode problemasde instalações Os eletricistas
e eletrodomésticos.
de automóveistambém pode ter grandeajuda de um instrumentodestetipo.
Profissionaisda informáticapoderãofazer análisesimediatasde circuitoscom
estetipo de instrumento,que podesercarregado facilmenteenrqualquermaleta
de serviço.
Na figura 28, temosalgunsexemplosde multímetrosdestacategoria, que
estãodisponíveisem nossomercado.

36 37
MultímetroTipo C

Características:

S ensi bi l i dade 10 000a 50 O 00ohm spor volt


DC
E scal asdetensõesco nt í nuas . . 5a7 ent r e1, 5e3000volt s
Escaf
asde tensõesalternanÌes . 5 a7 entre6 e 3 000 Volts
E scal asderesi stências
.... . . 4( x1, x100, xl kexlO k)
Fontede al i mentaçâo Pilhasm aisbat er ia( 15 V)

Observações:estemultímetrojá podeserconsiderado de tipo profissional,


sendo
o indicadoparao técnicoreparadorde rádio.TV, aparelhos de som,parao insta-
ladorde som em carro,para o técnico projetista,parao estudantede eletrônica
de nível superior.Nos laboratóriosde pesquisa,de eletrônica.deve-seter no
mínimo um instrumentocomo este. Na informática,o multímetro com estas
características
seráde grandeutilidade.
Na figura29, damosalgunsexemplosde multímetrosdestacategoria, que
podemserencontrados em nossomercado.

MultímetroTipo D

Características:

S ensíbi l i dade 50 000 a 100 000 ohms oor


Volt
Escalas
de tensõescontínuas 5a7ent r e1. 5e3000V
Escalas
de tensõesalternantes 5a7ent r e6e3000Ve
M AT ( 15 000 V ou m ais)
Escalas
de resistências 4 ou 5 ( xl, x10. x100, x1 k e
x1Ok)
Fontede alimentação Pilhasou bat er í a( 15 V)

Observações:dos instrumentos comuns, ou seja, de bobina móvel sem circuitos


ativos, este é o multÍmetro maís avancado com que podenros contar em ncisso
trabalho, sendo, por isso,recomendado para os proÍissionaisde eletrônica.
N a f i g u r a 3 0 , t e m os a l g u n se xe m p l o s d e m u l tím e tr o s d e stafa i xa d i sp o n íve i s
em nosso mercado.

Multímetro Tipo E
MU L T ÍM ET R OT IPO B
Figura 28 Este é um multímetro especial, "eletrônico", porque usa transistoresde
eÍeito de campo e outros elementos ativos nas etapasde entrada, capazesde for-

3B ?a
M U L T IME T R OT IPO C
Figura 29

40 41
neceruma sensibilidade extÍemamentegrande.A resistência de entradade um
muftímetro destetipo pode alcançarvalorestão altos como 22 000 000 (22M\
ohms em todas as escalasde tensões.Veja que, nestecaso,não indicamosohms
por volt, pois o valor é o mesmopara todas as escalas.Se levarmosem conta a
escalamaisbaixa,bastadividir a resistênciaem questâopelo valor de fundo de
escalae, assim,obter a sensibilidade.

Características:

Sensibilidade (narealidade,resistência de entrada). 22 M ohms COMOUSARO MULTIMETRO


Escafas de tensõescontínuas . . 4 a 8 com valoresentre 1,5 e
5 000 Volts ou mais e ponta
MAT
Esca fa s det ens ões al te rn a n. te. .s. . . . 4 a ïde 6a b000V Supondoque vocêjá tenha feito suaopçãode comprade um multímetro,
Esca l a s der es is t ênc i a s .... ..Sd e x l axl Ok e que até já o tenha em suasmãos,como usiíJo?O que fazerem primeirolugar?
Fontede alimentação Redee pilhas Analisaremos algunspontos importantessobreo uso do multímetro,pois
devemoslembrá-lode que setrata de um instrumentobastantedelicadoe que,se
observações:este, sem dúvida, já é um aparelhode uso profissionalbastante houverqualquertipo de erro na suautilização,o danoseráirreversível
e o prejuí-
sofisticado e também caro. Pelo seu custo, somente laboratóriose oficinas zo grande!
de porte podem investirna suacompra. Normalmente,a reparaçãode um multímetro danificadoé problemática
(pelatolerânciados componentes usadose peladelicadezado mecanismo do ins-
conclusão:a escolhade um multímetro dependemuito da disponibilidadede
trumentode bobinamóvel)- o que querdizerque mesmoque voc€consigacon-
capital. você deve comprar o mais avançadoque puder dentro de seu ramo de
sertar um multímetro, em caso de acidente,dificilmente ele voltará a ser o
atividade'o multímetro realmenteé, um aparelhode grandeutilidade,sendo
mesmolMuito cuidado,portanto.
plenamenterecompensado qualquerinvestímento que for feito parasua aquisi- Ao compraro seumultímetro,antesde retirá-loda embalagem, existeuma
ção. primeirarecomendaçâo que fazemos:

Leia Com Atengão Todo o Seu Manualde Uso!

Alguns multímetros possuemuma posiçãoda chave para transporte. O


multímetio deve ter sua chave seletoradeixada nesta posição,quando forem
transportadosem maletasde serviçoou em longostrajetos.
Outros possuemcomo equivalenteum dispositivo,que deveserencaixado
nos pinosapropriadosdo painel,de modo a levá-loa uma condiçãode imobili-
dadedo ponteiro.
O que ocorreé que o ponteiroestandolivrê no transporte,o movimento
pode danificaro mecanismodo instrumento,que é muito delicado.Se curto-cir-
cuitarmosa bobina móvel extremamenteno transporte,os movimentosserão
amortecidospela corrente,que é geradana própriabobina,quandohouveruma
oscilação.O próprio cdmpo magnéticogeradonestascondições,ao agir com o
iampo do imã.funcionacomo uma molade proteção.
Outro ponto importante,que vocêdeveverificarno seu manual.é a posi-
ção de funcionamento do instrumento.
A maioria pode funcionartanto na posiçãoverticalcomo horizontal,ou
seja.em pé ou deitado,masexistemos casosem que uma mudançade posição
podealterara precisãoda leitura.Verifique.

42 AQ
Com seu instrumonto já fora de embalagem,não tento medir coiral que
Cadauma destasgrandezas tem um significadoe sua própria unidade'A
nâo sabe,enfiando as pontas de prova ern quaisquerpluguesou colocando a
interpretaçãodo resultadode uma medidaestá intimamenteligadaao conhe-
chaveem qualquerposição. e de nadaservea medida
cimentodo seusignificado.Um erro de interpretaçâo,
Um erro de medidapodeserfatal paraseuinstrumentol
tiradacom a ajudado multímetro.
Sabemos de usuáriosde multímetrosque a primeiracoisaque tentam.fazer,
quando adquiremtal instrumento,é medir a "corrente da rede", enfiandoas
pontasde prova na escalade correntesna tomadal O resultadoé um belo curto-
a) TensãoElétrica
circuitoe era umavez um multímetronovinho!
Podemosdefinir tensãoelétricacomo uma espécie de "pressão"que empur-
através
ra a eletricidade dos fios condutoresde energía.
,-|u, + Numa tomãda de energia,onde você liga os aparelhoseletrodomésticos,
/zz:7" *,
SV?
por exemplo,existepermanentemente uma "pressão"de 1 10 Volts ou 220 Volts,
que pode "empurrar" a eletricidadeatravésdos divérsosaparelhosalimentados
quandovooêos aciona.
Mesmoquando não há nada ligadoà tomada,esta"pressão"estápresente
e podesermedida.
As fontesde energiaelétrica,todaselas,estabelecem, nosdispositivos que
alimentam,"pressões" elétricascujostipose valoresvariam.
Uma pilha, por exemplÒ,tem uma "pressão"da ordemde 1,5 Volt e elaé
do tipo contínua,isto é, fornececorrentecontínuaquandoa ligamosem algum
aparelho.
A correntecontínua,ou DirectCurrent,é normalmenteabreviada por DC.
Encontraremosesta abreviaçãonos multímetroscom bastantefreqüência.Outra
abreviação iEualmentecomumé CC.
Uma bateria de carro tem uma "pressão" da ordem de 12 Volts e em
Figura Jl algunsmodelosantigos6 V, tambémdo tipo contínuoou DC.
Já, numatomadade energia,o que temosé tensãoalternante,poisos pólos
mudam constantementede posição (60 vezespor segundo).Este tipo de cor-
A falta de conhecimentodas unidadeselétricas,e de seuverdadeirosigni-
ficado, pode levara absurdoscomo este,que põe em risco a integridadenão só rente é abreviadopor AC ou CA.
Em aparelhosalimentadospela rede, encontraremos em diversospontos
do instrumento,bem como de seupossuidor.
tanto tensõesdo tipo DC como AC. E precisosaberidentificar cada uma para
Na tomada de uma residênciaou uma instalaçãoelétrica,o que temosé
"tensão"alternante(AC), e não corrente.A correntecirculapelosaparelhosque usarcorretamente o multímetro.
conectamosàs tomadasquando os ligamos,e o multímetro não mede estetipo
de grandeza.
Parausar,corretamenteo multímetro, antesde sabermanejarseuscontro-
lese pontasde prova,devemosdar algumasnoçõessobreo significado dasgran-
dezasque elevai medir.

1 - As UnidadesElétricas
O multímetroserveparamedirbasicamente
três unidadeselétricas:

Tenúo elétrica
Corrente elétria
Resistência elétrica
Figura 32

44 45
Veja que as fontesde energiaDC têm pólo, istoé, possuemum pólo posi_ ti posque vi mos:
tivo e um pólo negativo,que devemestarperfeitamenteidentificados.paraa ten.-.
sãoalternante,issonâo existe. :"' A corrente contínua é provocadapor uma tensãocontínua:nela ascargas
ouando usamoso multímetro para medir uma tensão,o que estarnosfa- fluem sempreno mesmosentido.É o casoda correnteque uma pilhaÍornecea
zendo,na realidade,é nredira pressãoelétrica.Nosaparelhos pode-
eletrônicos, uma lâmpada.
mos encontrartensõestão baixascomo 0,1 0u o,2 Volts, em algunsporitos,ou
tão altasconro 15 000 Volts ou mais.
A unidadede tensãoé o Volt (tantoparaAC como DC) e, com freqüência,
podemosusarseussubmúltiplos:

Volt (V)
abreviação
m iliv olt (mV)
abreviação vale0,001 Volt
microvolt (uV)
abreviação vale 0.000001 Volt

Tambémexistemos múltiplosdo Volt:

quilovolt (kV)
abreviação vale 1 000 Volts
megavolt (MV)
abreviação vale 1 000 000 Volts Fígura 34

Dizer que medimosuma tensãode 500 mV equivaleadizerque medimos A corrente alternadaé provadapor uma tensãoalternante,e nelaas cargas
(elétrons)não se movimentamde forma constante,mas "oscilam" para.frente
0,5 Volt.
e para trás, à razãode 60 vezespor segundo.Dizemos,então,que a correnteal-
ternadada redede alir-nentação é de 60 Hertz (Hz).
b) Corrente Elétrica Nos circuitos eletrônicos,podemosencontrarcorrentesalternantesde fre-
qüênciasmuito mais altas,ou seja,que mudamde sentidomuito maisrapida-
mente,maso multímetro não tem escalasnem recursosparasua mediçãoprecisa.
A pressãoelétricaé a tensãoque empurraa eletricidadepelosfios condu-
tores e outros dispositivos,
formando,assim,um fluxo de diminutospartÍculas Podemosencorrtrar,em aparelhosde rádioe TV, correntescujasfreqüên-
denominadas elétrons. cias são de dezenasou mesmocentenasde milhõesde hertz - o que serádito
"Megahertz".
O fluxo destascargas,ou seja,o fluxo de eletriòidade,é a corrente,e a
quantidadede elétronsque passapor um fio em cadasegundonosdá uma unida- Do mesmomodo que no casodastensões,tambémcostumamosutilizar
de denominadaampère.O ampèreé abreviadopor A. seussubmúltiplosquando as intensidades são muito pequenas.Já vimos isso
quando explicamoso príncípio de funcíonamentodo instrumentode bobina
Quando medimosuma correrrte,o que estamosfazendoé verificandoa
"quantidade"de eletricidade móvele falamosem miliampères (mA) e microampères (uA).
que passapor um fio em cadaunidadede tempo.

1 miliampère= 1 mA = 0,001 A ou 1 milésimode ampère.


ELETRONS 1 microarnpère= 1 uA = 0,000 001 A ou 1 mílionésimode ampère.

Dizer que medimosuma correntede 200 mA é o mesmoque dizerque me-


dimosuma correntede 0,2 Ampères.
CORRENTE:
FLUxo DÊ elÉrFons Paraas correntescontínuasé também precisoobservaro sentidode circu-
laçãoao fazera medida- o que quer dizerque elatem polaridade.
A chamadacorrenteconvencional, que correspondeao movimento"imági-
1 AMPÊRE : ì COULOMB/SEGUNDo nário" de cargaspositivas,vai do pólo positivoparao nÊgatívo,enquantoque a
corrente"real" ou eletrônicavai do pólo negativoparao positivo.
Fígura 3!ì Nos circuitos,costumamosrepresentar sempreascorrentesconvencionais,
ou seja,com setasapontandodos pólos positivosparaos negatívosou, então, no
Temos, neste caso, dois tipos de correntes,que sâo provadaspelos sentidodastensõesmaisaltasparaas maisbaixas.
dois

+o 47
1 qui l ohm = 1k = l000ohm s
1 megohm= l M = 1000000ohm s

Se um componente(um resistor)tem a marcação12 k, entâo ele é possui'


dor de uma resistênciade 12 0ü) ohms.Às vezes,o k ou M vêm em lugarda vír'
Ì guladecimal.
Dizer que um resistoré de 2k7 é o mesmoque 2,7 k ou 2 700 ohms. Dizer
que um resistortem 3M9 é o mesmoque dizer 3,9 M ou 3 900 000 ohms.

TE
2 - Leiturade escalas

Figura 35 Um dos pontos maisimportantesno uso do multímetro, e de qualquerins'


trumento eletrônicode bobina móvel (ou ferro móvel),é saberler a escala.
As graduaçõesque existem nestaescalasão feitas de modo a permitir lei-
tura rápida e precisa,mas é também necessáriouma certa técnica e conheci-
mento.
O primeiro ponto importanteparaa leituraé o posicionamentodo usuário'

a) Posicionamento

Um mau posicionamëntona leiturado instrumentocausao chamado"erro


de paralaxe".
: Ia : CORRENTES
- coNvENcloNAls Na leitura, devemosnos posicionarem frente da escalae não de lado, con'
forme mostra a figura 37, paraque a pequenadiferençade ángulo não afete o
númerolido.
Figura 36

c) ResistênciaElétrica
AGULHA
l'*."
Definimos resistênciaelétrica como a oposiçãoque um determinadomeio
ofereceà passagem de uma corrente.
A unidadede resistência é o Ohm, abreviadopelaletragregaômega(O).
Todos os fios condutores,dispositivoselétricos e componentesque são
percorridospor correnteselétricasapresentamuma certa resistência.
Em muitos casos,é essaresistência que determinaa intensidadeda corien-
te que vai circular e, portanto, o cúmportamentodo aparelhos.A medidada
POS|çAO CERTA OE LETTURA r POSIçAO OUE INTROOUZ
ERRO DE PARALAXE

Figura 37
Muitos multímetrospossuemescalasespelhadasdustamente para se evitar
resistênciaé muito importante, em grandequantidadede casos,paraa avaliação esteproblema.
do estadode um fio, componenteou mesmoaparelhocompleto. Devemostazer a leitura de modo que o ponteiro se sobreponhaà imagem,
A medidade resistênciadeve ser semprefeita com o aparelho,dispositivo reduzindo,assim,o erro de paralaxe.
ou fio condutor em teste desligado,pois quem fornecea correnteparaa medida
é o próprio multímetro. Se o aparelhoestiverligado,o multímetro pode ser b) Valores
danificado.
requermaiscuidados:
A'leiturade valoresnasescalas
Usamos,também no casodas resistências, seusmúltiplos:

49
48
PONTEIRO ALA
Se a divisãoentre dois númerosfor única,então ela correspondea 0,5 ou
à metadedos valoresentre os números.
Podemos,também, fazer divisõesentre númerosnão sucessivos, como
entre100e 150,
Nestecaso,seentre 100 e 150 tivermos5 divisões,cadaumacorresponde a
l 0uni dades,ousej aa 11O , 12O , 130,140e 150'
A leiturado valor,conformevimos,dependetambémda posiçãoda chave
seletoraou dos pinosdaspontasde prova.assimcomo da grandeza.
Ao lado de cadaescala,elatem gravadaa grandezaa que corresponde.
Dessemodo, a escalade ohms só servepara a leiturade resistências,
a es-
calade volts DC somenteparaa tensão.Algunsaparelhos possuemescalasde ten-
sõescontínuase alternantes separadas paradeterminadasfaixas.

Figura 38

Além de termos diversasescalas,para as grandezasque são niedrdas,


tambérnexistemos fatoresde multiplicação- que sãoindicadospelachavesele-
tora ou pelaposiçâodo pino de encaixedaspontasde prova.
As escalaspossuemnúmerosque correspondemaos valorese entre estes
númerosexistemdivisõesintermediárias, que correspondema valoresinterme-
diários.
Não se colocamnúmerosnestasdivisõesporquenão haveriaespaçoe, além
disso,a escalaficariamuito cheia.
Assim,se entre o 3 e o 4 existirem10 divisões, Figura 4l
cadaumadelasvale0,01 -
o que significaque temosvalorescomo 3,1 - 3,2 - 3,3 etc.

3,r 3,2 3,3 3í 3,s 3,6 3í 3,8 3,9

\\\t//z
+
3 llllr tllll
Se o ponteiro tiver a indicaçãoda figura 42, a leilura seráda seguinte
maneira,supondoque a grandezamedidasejauma resistência:

Fígura 3g - O valor indicadoé 3,4.


- A chaveestána posiçãoem que o m ult iplicadoré x100 - oquesigni-
Se entre os númerostivermos5 divisões.entãocadauma delasvaleO,2. fica que devemosmultiplicarpor 100 o númerolido, resultandoem 3400.
Temos,como exemplo,2,2- 2,4 - 2,6 - etc. - Comosetrata de resistência,a unidadeé o Ohm.
2,2 2,4 2,6 2,e
Temos,dessaforma, uma leiturade 3 400 ohms.
\\ /,/
2ìllls Na figura43, temosum exemplode medidade tensãoi

- A chaveestána posiçãoVolts CA - 300


- O ponteiroindicana escalade voltsAC 24. Como a escalavai até 30, 30
Figura 40 correspondema 300, portanto 24 correspondema 240.

50 51
Vejana figura44 algunsexemplosde leituras.

VOLTS DC mA OHMS
30 t50 X'ì K

MEOIDA DE RESISTENCIA

Figura 44
Figurc 42

- A unidadeéo Vo l t. Analisebem seu multímetro e procureidentificaros pontosdasescalas


ea
que valorescorrespondem.Veja também os fatores de mutiplicaçãoque você
r Temosumaleiturade 240 Volts. tem para leiturasde resistências.
Veja que nestecaso,veriÍicamoso fim da escalacujo valorsejaum submúl- Lembre-se que: 1 k quer dizerxl000
tiplo do fim da escalaselecionadae fazemosa conversão de valoresmentalmente. 10 k quer dizerx1 0 000
Uma leiturade 32 na escalax10 k correspondea 320 000 ohmsou 320 k'

3-UsandooMultírnetro

Em função do que foi visto, vocêiá pode pensarem usarseriamente seu


multímetro.
Começamospela leitura de resistênciaque, alénrde não pôr em perigoa
integridadedo instrumentoem casode erro inicial(do modo como ensinamos), é
feita com maisfacilidade.

M EDI DA DE RESI STÊNCI AS

Tipo de prova

- Medidadiretada resistência
Figura 43 - Paracomponentes, cÒndutores desligados
e aparelhos
A medidade resistência é direta, devendoser feita com o componente, - Encosteuma ponta de prova na outra.
aparelhoou condutor completamentedesligado.As leiturasdos valorestôm - Aiuste o Zero ADJ ou ADJ até que o instrumento indique zero ohms
interpretaçâosegundoa finalidadedo que estásendoprovado.Assim,um dispo- (agulhatoda paraa direital.
sitivo pode ser consíderadobom mesmo quando apresentarresistênciazero,
como outro seráconsideradobom com leitura infinito.

Proedamento

a) Escolhaa escalado instrumentoque permita uma leiturado valor espe-


rado maisou menosna faixa centralda escala,pois nelatennosmaior precísâo.
se não souber de que ordem é a resistênciamedida,comececom a mais
baixa,ou seja,coloqueinicialmentena escalaOHMSxl.
se você vai ler uma resistênciaque esperaser da ordem de 200 ohms,por
exemplo,vooêpodeescolhera escalaxl0 ou xl00.
coloque a chavena posiçãoprópria para a leitura ou, então, as pontàsde
prova nestaposição.

ZERANDO O MULTIMETRO

Figra 46

- Se por acasoa agulhanâo alcançaro zeío, parandoantesé sinalque


a pilha ou bateriainternaprecisasertrocada.

cl Com as pontas separadas, o ponteiro deve indicar infinito (*), ou seja,


RESISTENCIA
MEDIDA
circuito aberto. Se isso não acontecer,veja se o ajuste de posicionamentoda
agulhanão precisaser.refeito.

d) Finalmente,encosteas pontasde provado multímetrono componenre


cuja resistênciavai ser medida.
Figura 45
Segurefirmemente as pontas de prova paraestaleitura, pois um movimen-
bl Tereo instrumento. to, por pequenoque seia,ou um mau centato pode afetar os valores,principal-
zerar o multímetro consisteem ajustaro potenciômetro interno paraa mente nasresistências maisbaixas.
corrente de fundo de escalaquando a resistênciaentre as pontasé nula. lsso é : e) Se a leitura que você tiver não for na região central da escala,mude
Íeito da seguintemaneira: dd escala.

E,A
55
RESFTÊNCIA DIRETA E RESISTÊNCIAINVERSA

Tipode Prova

Medidade resistênciacom dois sentidosde corrente.


Paracomponenteseletrônicos(diodos,transistoresetc)

Alguns componentescomo os diodos não apresentama mesmaresistência


hd
quandoa correntecirculanum sentidoe quandocirculano sentidooposto.Para
testar estes componentes,fazemos normalmenteduas medidasde resistência,
invertendoas pohtasde prova.
A maioriados multímetrostem a ponta de provavermelha(+) ligadaao
pólo positivo da bateria interna, e a ponta de prova preta (-) ligadaao negativo
da bateria,tambémchamadade COM (comum).

Figura 47

MEDIDA DA nesr s r Ênc m


oe uul r-Âtvtploa

Figura 49

Asim, dependendo da posiçãoda pontade provado multímetro,a medida


da resistênciade um circuito ou componentepode serfeita no sentidodireto ou
no sentidoinverso.

Figura 48 O primeiro ponto importante para estetipo de prova é saberse seu multÍ-
metro tem ou não o pólo positivo da baterialigado à ponta vermelha.Todasas
provasque damosnestelivro são previstasparaestetipo de multímetro.

57
Verificaçãoda Polaridadedc Pontasde provade um Multímetro: lmportante
As provase testesque damos nestelivro são previstasparaa ponta verme-
Materialnecessário: qualquerdiodo de uso geral,como o ,|N34, 1N601, lha positiva.Se o seu multímetro for do segundotipo, não se preocupe:naslei-
1 N4148,1N914,1N 4 0 0 1 ,1 N 4 0 0 2 ,1 N 4 0 0 4 ,tN 4 0 O 7ou 8y127. tura.sde resistênciadireta basta inverter as pontas em relaçãoao recomgndado,
o mesmo acontecendoem relaçãoà inversa.Em outras palavras,você lerá urna
resistênciainversaquandofor dito direta,e vice-versa.
Procedimento
i FeitC a identificação,podemos passaràs leiturasda resistências diretas e
inversaspropriamented itas:
a) coloque o multímetro na escalamaisbaixade.resistências:
OHMS x1
o u O HM Sx l0. Procedimento:
bl Zereo multímetro, a) Coloque o 'multímetro na escalaapropriadade resistências:a escolha
c) Encoste a ponta de prova vermelhano anodo do diodo e a ponta de dependeda variaçãoque você esperaentre a resistência direta e a inversa.
provapreta no catodo, , No caso de diodos, por exemplo,se â leitura mais importãntefor a de
A ponta de prova vermelhadeve estarconectadano terminaloHMS ou baixa resistência(resistênciadireta), então escolhemosas escalasmenores,como
(í2) e a ponta pretaem (-) ou COM. oH MS xl ou oH MS xl0. se int er essar m aisa inver sa( quesãodevalor esalt os) ,
PodemosidentiÍicaro anodo e o catododo diodo pelo símbolo ou faixa, usamosasescalas altasOHMSx1 k ou OHMSx10 k.
conforme mostraa figura 50. bl Zereo multímetro.
' c)
Ericosteas pontasde prova no círcuito ou componenteanalisado.Meça
a resistência,anotando-a.
d) Inverta as pontas de prova para leitura inversa.Alguns multímetros
possuemuma chave que faz esta inversãoautomaticamente,sem a necessidade
de termosde retirar as pontasde prova do componente.

- oH ts O H MS
X ìK xìl(
x Ìoo x'ìoo
xlo x to
xl xì

Figura 50

Leituras

- Se for lida uma baixa resistência(menorque 10 000 ohms),entãoseu


multímetrotem a pontade provavermelhapositiva.
- Se for lida urna alta resistência
(maiorque 100 000 ohms),então seu
multímetrotem a pontade provavermelhanegativa. Figura 5l

59
Nas medidasde altastensõesé importante tomar muito cuiCadoparanão
Observações
encostarem nenhumaparte "viva" do circuito que possacausarchoques,
para ajudar no trabalho com o
Alguns acessóriossão muito interessantes
muftímetro. Um par de garrasjaaré, por exemplo,pode ajudar muito a fixação
das pontas em circuitôs ou componentes,evitando,assim,os contatosdos dedos
MEDIDA DE TENSÕES
ou os mauscontatos.

Tipode Prova

- Direta paratensõescontínuase alternantesde 0 a 10 000 Volts


- em Circuitosde todos os tipos

A medidada tensão,contínuaou alternante(CCou ACl,é feita ligandose


as pontas de prova entre os pontos nos quais se quer sabera tensão,ou, então,
no ponto visadocom a outra ponta de prova numa referência(terra, por exem-
pl o).
Na figura 54, mostramoso casode medidade tensãonum componente(re-
sistor,por exemplolquandoas pontasde provassâoligadasentreseusterminais.

nn*"o, *ao"(

Figura 52

_ oc vot-Ts
Estasgarraspodem ser encaixadasdiretamentenas pontase retíradascom
extremafacilidade.
Outro acessórioimportante é um par de fios com garras,que pode servir
para a ligaçãoadicional de conrponentesexternos ao circuito durante o teste,
conformemostraa figura 53.

Figura 54
50 A soch

,z? \ Na figura 55 mostramosa medida de tensãonum ponto, casoem gue a


h"è outra ponta de prova vai conectadaà referênciado circuito, normalmentedeno-
minadaterra e coincidentecom o pólo negativoda fonte de alimentação.
Figura 53 Num diagramade aparelhoeletrônicoé comum seremas tensõesdos diver-
sospontos referidasem relaçãoâ terra ou massa,casoem que a ponta de prova
Veja que é muito importanteevitarque as pontasde provaencostemem fixa (normalmentea pretal deveser ligadaa esteponro.
mais de um ponto de um aparelhoduranteum teste,pois isto pode causarcurto se o circuito tiver o positivo à massa- o que pode ocorrer com rádiosdo
circuitosou leituraserradas.

60 61
rada. Se você vai levar220V, por exemploou esperaestevalor,coloquenuma
escadade 250 ou 300V.
Se nâo tiver idéia do valor da tensão que vai ser encontrada.coloque
inicialmenteo multímetrona escalamaisaltade tensõesDC Volts'
Se vocé conhecera tensãode alimentação do circuito,e tiver certezade
que não exístem pontos de valores maiores,pode tomar estevalor como refe'
rênciaparaa escolhada escala.
b) Liguea ponta de prova preta (ou vermelha,se o negativofor à massa)
na referênciado circuito e a pontade provavermelha(+) no ponto e!ì-ìque quer
sabera tensâo.
c) Façaa leitura.

Figura 57

tipo que usa transistores


PNP -, os valoresindicadossãoexpressos
com o sinal
negativona frente.
PONTO OE
Parasua medida,bastaligarà massaa ponta de provavermelhae a leitura MEDIOA

com o multímetroseránormal.

NEGAÍIVO DA
FONTE, MASSA,
TERRA, EÌC.

I nterpretação
- A agulhadesloca-se paraa direitae indicaum valor aproximadamente
na regiãocentral da escala- estaé a tensãono circuito, a medidaestácompleta
com a leiturado valor.
- A agulhatende a movimentaÍ-se paraa esquerda- as pontasde prova
estãoinvertidas.A massanão é negativa(ou não é positivacomo esperado).
- A agulhatende a passardo final da escala- a tensãoé maiordo que a
esperada. Mudeparauma escalamaisalta.

leitura condiçâo

1. Leiturade tensõescontínuas faixacentralda escala correto


tendeà esquerda pontasinvertidas
Procedimento:
ultrapassao fim useescala
da escala maisalta
a) Coloquea chaveseletorade escalasna escalaapropriadaà leiturada
tensãoesperada.o fundo da escalaescolhidadeve ser maior que a tensãoespe-

62 63
Observações

A leitura descritacorrespondeà tensõesem pontos de um circuito que são


referidasà massa.Em suma,são as tensõesabsolutasque normalmentesão refe-
ridasnos diagramas.

2. Leiturade TensõesContínuasSobreGomponentes
I
Proedimento

a) Coloque a chave seletorade escalasna escalaapropriadaà leitura da


tensão esperada- VOLTS DC. O fundo de escalaescolhidodeveter um valor
maior do que a tensãoque se esperamedir.Se vamosmedir algoem torno de 15
V, usamosuma escalacom fundo 25 ou 30 V.
Novamente,se você não tiver idéia da tensãoque vai encontrar,coloque
inicialmenteo multímetro na escalaDC Volts maisalta e depoisgradualmentevá ME O I D AD E TE N S A OE M 0 1
reduzindoaté obter uma leitura na faixa central.
Baseadona tensãode alimentaçãodo circuito, você também pode fazer a
escolhada faixa.
bl ldentifique a polaridadeda tensãosobre o componenteque estásendo
analisado.A correnteentra pelo pólo positivoe sai pelo pólo negativo,conforme
mostraa figura 58, em que damosum exemplode circuito' Interpretação

- A agulhamove-seaté a regiãocentralda escala- a leitura pode serfelta


normalmente.
- A agulha tende a movimentar-separa a esquerda- basta inverter as
pontas de prova, pois a identificaçãode polaridadepara o componentevísado
estáincorreta.
-A agu| hatend eault r apassar of inaldaesca|a_at ensãoém aisqueado
de
( +} VÊR T ELH A fim da escalaescolhida.Írvludea chaveseletoraou pino para um valor maior
(-I PRETA fundo de escala.
não se move - não há tensãono ponto indicadodo circuito.
- A agulha
Ohservação

A smedi dasdet ensãosãosem pr ef eit ascom osapar e|hos|igados.

leitura condição

Figura 58 correto
faixa centralda escala
pontasinvertidas
tende à esquerda
cl Ligue a ponta de provavermelha(+) no pólo positivodo componentee
o fim usarescala
a preta no negativo.Veja que indícamosos pólosdos componentesnestecircuito, ultraPassa
maisalta
já que na realidademuitos deles,quando fora dos circuitos, sãodespolarizados. da escala
A polaridadeé referidaem relaçãoà correntenestaaplicaçãoespecffica. indica zero não há tensão
d) Façaa leiturada tensão.

64 65
Explicações Existem casos,entretanto, em que podemosligar ao chassi,ou referência,
o pólo positivode uma fonte, casoem que a massaserápositiva.Todos os poren-
Nos circuitoseletrônicos,podemosmedir tensõesabsolutas(que sãorefe- ciais do circuito serâo mais baixos (negativos)do que a referência.A própria
ridasa um ponto comumdenominadomassa ou terra,conformeo caso),ou ten- massa,no caso,terá um potencialdiferenteda terra.
Ses entreos pólosde um circuitoou componente. l
A terra é referidacomo tendo potencialnulo e é uma referênciauniversal.
oualquer corpo ligadoà terra tem potencialnulo. o fio neutro da redede ali-
mentaçãoé ligadoà terrae, portanto,tem potencialnulo.
oualquer corpo metálico em contato com a terra tem potencialnulo,
como, por exemplo,um encanamento de águaou umagrandeestruturade metal
enterradano solo.

Figura ffi
Figura 62

lsso acontececom freqüênciaem rádiostransistorizadose aparelhosque


utilizam transistoresPNP, em certos tipos de veículosem gue o pólo positivoda
bateriaé ligadoao chassie não o negativot

3. Leitura de TensõesAlternantes (nC Votts)

Procedinnnto:
a) coloque o multímetro na escalaapropriadaAC Volts de acordocom a
Já a massaé diferente.Num circuito,escolhe-se uma referênciagerarque tensãoque esperaencontrar na sua medida.Se vai ler ,|10 v coloquenuma esca-
podesero chassi. la com pelo menos250 v, principalmente setiver dúvidase a redeé de 110 V ou
Nlamaioria dos casos;liga-seo pólo neutro ou o negativode uma fonte a 22o v. se não tíver idéiada tensãoa serencontrada,coloque inicialmentenuma
este chassi,de modo a haver coincidênciade potencialcom a terra, e a massa escalamaísalta.
passaa ter um potencialabsolutode zero Volts. bl Encosteas pontasde prova nos pontos entre os quais se quer medir a
tensão.se for sobre uma lámpada,encostenos terminaisda lâmpadacom a mes-.
ma ligada.se for numa tomada, encostenos pólos da tomada. Não serápreciso'
observarpolaridadenestecaio.
c) Façaa leiturada tensão.

Interpretção

- A agulhadesloca-se até uma regiãocentralda escalagraduada- a leitu-


ra pode serfeita sem problemas.
- A agulhanâo se move - não há tensão.
- A agulhatende a ultrapassaro fim da escala- retire imedíatamenreas
pontas de prova do local e passepara uma escalamais alta para depois fazer
Figura 6l nova leítura.

66 67
Figura 63 M EDI DA DE CO RRENTE

Tipo de Prova:

- Medidade correntescontínuasem circuitos


- Até 600 mA tipicamente

A medidade correnteé feita com maisdificuldadeque a medidade tensão


por issoé realízadacom menosfreqüêncianasprovascom o multímetro. lsso
ocorre porque o multímetro deve ser intercaladoao circuito no qual se dese-
ja medira corrente.
Podemosintercalaro multímetro antesou depoisdo circuito,pois a cor-
renteé semprea mesma,conformenÌostraa fígura64,
m e o r r o oe r Er u sÃo
t'tuul uÂuplol

lmportante:

Nuncapasseparaumaescalamaisbaíxade tensãoou outra unidadecom as


pontasligadas,poiso multímetropode serdanificado.

leitura condição

faixa centralda escala correto


tende a ultrapassaro Íim da escala useescalamaisalta
indicazero não há tensão

Explicação

Numa tensãoalternantea polaridademuda constantemente, de mò{o que x x


não há necessidade de se observaras posiçõesdas pontas de prova. Exiòte-no
interiordo multímetro uma ponte de diodossemicondutores que retificaa ten-
sãomedida,de modo a seobter uma correntecontínuaparao instrumento.
Os diodosusados,entretanto,têm umacaracterística nâo lÌnearde condu- Figura 64
çâo - que significaque não se podeobter boa precisãode medidanastensõesal-
ternantesmais baixas.Por estemotivo. asescalasde tensõesalternantesnos mul-
tímetroscomunscomeçamem valoresbemmaisaltosqueasde tensões contínuas. Os multímetros comuns possuemescalasde correntescontínuas - o que
A utilizaçãoda ponte de diodos afeta a sensibilidade do instrumento significa que nestamedidao sentidode circulaçãoda correntedeveser observado.
nestetipo de medida.Assim, a sensibilidade em tensõeóalternantesé sempre A ponta vermelhadeveserligadano ponto de potencialmaisalto (de onde
bem menor que a sensibilidade em tensõescontínuaspara um mesmomultíme- vem a corrente)e a preta nos pontos de potencialmaisbaixo (paraonde vai a
tro . corrente).

68 69
Figura 65A

-O C mA

Figura 65
SENTIDO DA
CORRENTE

INTERRUPçAO
-X

MEDIOA DÉ CORRENÌE

x
- A agulhatende paraa esquerda - nestecaso,as pontasde provadevern
ser invertidasou a chavegue as invertedeveseracionada.o sentidoda corrente
não é o esperado.
- A agulhatendea ultrapassar o fim da escala- desligueas pontasde pro-
va e coloqueo instrumentonumaescalamaisalta de corrente.
Procedimento - A agulhanâo se move- não há correnteno circuito.
Observação: a medidade,correntedeveserfeita com o aparelholigado,ou
a) coloque o multímetro na escalaapropriadaparaa medidada corrente seja,com a alimentaçâo estabeleci'da.
de acordocom sua intensidade. Se tiver dúvidas.comeceseffrprepelamaisalta'
Lembre-se que nestaescalao instrumentoestá ligadodiretamenteao circuito e
que um excessopode queimartanto a bobinamóvel como.o shunt ou. então, leitura condição
causaruma deflexãosuficientemente violentapara danificaro mecanismode
bobinamóvel. faixa central da escala correto
d o c i rc u i to ,isto é, o sentidode cirçulaçãodda
b) ldent if iquea p o l a ri d a d e a
correnteondedeveserfeíta a medida' tende à esquerda pontasinvertidas
c) Interrompao circuito no ponto indicado :ado e faça a conexãod\ontas
tende a ultrapassaro useescala
de provaobservando a Polaridade. fim da escala m aisalt a .
A pont adepr ov a v e rm e | h a d e v e fi c a rn o p o ntodeondevemacorrente,
ponto para a agulha nãg se move correntenula
ou seja.positivo,enguantoque a ponta de provapretadev€ficar no
ondevai a corrente,ou seja,negativo,
d) Procedaà leiturada corrente' Observações

AlgunsmultÍmetrospossuemshuntssepárados, para medidasde altascor-


Interpretação rentes,os quaisdevemser utilizadosconformeas indicações dos fabricantes.
Es-
tes shuntssão pedaçosde metaisde baixasresistênciasque sãoligadosem para,
- A agulhavai até a regiãoda escalaem que a leituraé precisa- a leitura
lelocom o instrumento,de modo a multiplicarcs alcances
dasescalas,
podeserfeita.

70 71
Se o multímetro não tiver tais shunts,a medidade correnteselevadaspode 3. O Multímetro no Automóvel
ser feita de forma seguracom a queda de tensãoem resistências de baixo valor
conhecido.Veremosoportunamentecomo fazer isso. Hoje enndia, a presençada eletricidadee da eletrônicano automóvelé
cadavez maior.Além do próprio sistemade iluminaçãoe ignição,existemaces-
como alarmes,sistemas
sórioselétricose eletrônicosmaissofisticados, de sorn,
ampliÍicadores que precisamde recursosespeciaisparaanálisee instalação.
Nes-
4 - As Utilidadesdo Multímetro te capítulo,ensinamos como usaro multímetrono carro- o que seráde grande
yaliatanto parao hobistacomo para o própriomecânicoe o eletricistade auto-
A partir das medidasdas três grandezasque vimos, podemosencontrar inóveis.As oficinaspoderãocontar com mais um importanteequipamentode
milharesde aplicaçõesúteis para o multímetro. Podemostestar componentes, provas,que é o multímetro.
fazer a cali-
testar aparelhos,instalações,medir tensões,correntese resistências,
bragemde aparelhosetc. Entretanto,não bastasaberusarsimplesmenteo multí-
metro na medida das 3 grandezaspara poder dizer que todas as aplicaçõesdo 4. O Multímetro no Laboratôriode Eletrônica
multímetÍo são conhecidas.Além de saberusaro multímetro é precisosaberin-
terpretar os resultadosdas medidas,pois elesé que dizem se um dispositivoem Nestaúltima parte,damosas aplicações maisavançadas do multímetrona
testeestábom ou não. de medidase provasespeciais,
análisede circuitoseletrônicos,paraa realização
A partir de agora,daremosos procedimentosparticularesparao uso de seu quando,então,toda a suapotencialidade serámanifestada'
multímetroem mil e uma aplicações. Ensinaremos como usaro multínnetroem Esta última parte é dedicadaaoshobistasavançadosda eletrônica,aostéc-
cada caso, como interpretar os resultadose algumasexplicaçõese observações nicosprofissionaise aosengenheiros que queremtirar tudo de seusmultímetros,
que podem ser úteis no casodo dispositivoou aparelhotestado apresentarde- tornando-oo instrumentode maiorutilidade.
feito. Enfim, o verdadeiro manual de reparaçõese testes com o multímetro Teremos,depoisde tudo isso,aindauma partepráticaimportanteem que
começaagora. daremosprojetosrelativosao multímetro,Serãodescritosaosseguintes projetos:
Dividiremos as aplicaçõesdo multímetro em ítens que são ot seguintes:
1. Fonte auxiliar - uma fonte reguladaque pode servir para referênciae
ajudana provade diversoscomponentes e circuitoscom o multímetro.
1. Usosdo Multímetro no Testede Gomponentes- Volume I
2. MultÍmetro simples- ensinaremoscomo montar um multínnetrosim-
Estaparte serádedicadaao estudantede eletrônica,ao técnico e ao hobista ples,de piecisãoaceitávelpara os estudantes(tipo A), que pode servirde ponto
que desejamsaber como testar rapida e eficientementeos componenteseletrô- de partidaparaos que ainda não tenhamrecursospara montar um multímetro
nicosmaiscomuns. comercíalde melhorqualidade.
É claro que nem todos os componentespodemser testadose que as indi-
caçõesdadasnão serãosuficientes,em algunscasoi,parase estabelecer as c?rac- - um circuito que permite ampliar a sensibili-
3. Muttipticador de escalas
terísticasdestescomponentes.No entanto, na maioria,teremoscondições{e di- dade de seu multímetroe com issoutilizá-lona medidade correntese tensões
zer se ele estábom ou ruim e de descobrirdefeitosimportantesque podem{com- muito maisfracasdo que asque seriampossíveis em condiçõesnormais,
prometero funcionamentode um circuito. \
4. Freqüencímetro- um dispositivo para ajudar a medir freqüênciasda
faixade aúdiocom seumultímetro.Esteseráde grandeutilidadeparaos que tra'
2. O Multímetro na Reparaçãode Ebtrodomésticos e" balhamcom circuitosamplificadores.
I nstalaçõesDonÉsticas
5. Capacímetro- finalmente, daremosum importante circuito, que per-
Este capítulo é dedicadoao hobistadoméstico,àqueleque faz instalações O testede capacitores
mite utilizar seu multímetro na medidade capacitâncias.
elétricasdomiciliarese mesmocomerciais,que reparaseuspróprioseletrodomés' poderápassarde simplesprovade continuidadepara uma verdadeira medidado
ticos e também ao eletricistaque precisade recursoseletrônicospara melhor valordo componente.
executarseutrabalho,
Serão dados procedimentosque permitem testar fios, instalações,lâmpa-
das, aparelhoseletrodomésticosde uma maneirabastanteeficientee confiável-
o que ajudaráa todos que tratam de reparações
e instalações.

72
R U IM
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CARTUCHO li:ir::iÌi:r

o IvIuIriruETRoNo TESTEDECoMPONENTES

PROVADE FUS|VEIS(1}
PROVA DÊ FUSIVEIS

Tipo de prora Figura 66

- Forado circuíto
- De continuidade

Oós..'podemser provadosfusíveisde todos os tipos, cartuchoou rosca


paraqualquerintensidadede correnteou tensão.As provassãode continuidade,
seo fusívelestáaberto(queimado)ou bom.
revelando

Procedimento

a) Coloqueo multímetro na escalamaisbaixade resistência:x1 OHM ou


OH MSx10. Observações:
bl Zereo instrumento.
c) Encosteas pontasde provado instrumentonosterminaisdo fusívelem A resistência
apresentadapor um fusívelem bom estadodependedascarac-
testeque deveestarfora do circuito. terísticasdo elementointerno,masnormalmente é inferiora 1 ohm. Resistências
d) É realizadauma única medidade resistência
cujos resultados
sãointer- de algunsmegohmspodem ser encontradasem fusíveisabertosem vistada pre-
pretadosda seguinteforma: sençade umidade.

Interpretação lmportante

- Resistência nulaou muito baixa- o fuslvel seencontraem bom estado, Nuncatente repararum fusívelqueimado,trocandoseuelementoqueima-
ou seja.tem continuidade. do ou substituindoo por moedasou pedaçosde papelde cigarro,pois isto com-
- Resistência infinita ou muito alta - o fusívelse encontraaberto ou plometerá a segurança da instalaçãoque ele deveproteger.Sempretroque o fusË
queimado. vel orfginalpor outro de mesmacapacidade de corrente,dada em ampères(A).

74 75
(2}
PROVA DE FI.,'SIVEIS Interpretação

_Tensãonul a-empr incí pio, of usí ve|seencont r abom , desdequea


Verifique'
Tipo de Frova tensãototal de alimentaçãotambém sejamedidadepoisdele'

- No circuito rel sà o uo ctnc utto


- De presençade tensãona carga

Oós..'estaprovapermiteavaliartambémseo circuitoem que seencontrao


fusível estáem prefeitascondições.A prova é feita com a medidada tensãono
fusível.

Procedimento

a) Coloqueo multímetro na escalaapropriadade tensão,de acordocom a


tensâoencontradano circuitoem que o fusívelprovadose encontra:
- Volts DC noscircuitosde correntecontínua,de acordocom suatensão
- Volts AC nos circuitosde correntealternada,de acordo com suatensË'o
b) Liguea alimentação do circuito em que o fusívelse encontra.
c) Encosteas pontasde provanos extremosdo fusível.Observea polari-
dadese o circuitofor de correntecontínua.
d) Os resultados dasleiturasde tensãosãodadosa seguir.

Figura 68
PORTA. FUSIVEIS

- Tensãoiguala da alimentaçãoou alta (acimade 1 v). o Íusívelseen-


contra aberto.

obs...seo aparelhotiver maisoutro fusívelna mesmalinha,a provamais


fora do circuito'
seguraé a realizada

leitura condição

tensãonula bom

tensãoalta ou queimado
igualà alimentação

Observa@es

Figura 67 Esta prova é interessantepois evita a retiradado fusível do suporte, mas


evpntualmenteela não é conclusiva.A interpretação seguraé apenasaquelaque
PRo vaDEF u sivÉtsNo ctRcu tÌo
comprovaque o fusívelé queimado.se a indicação for de tensãonula, provas

77
76
adicionaisdevemser feitasparaque tenhamoscertezaque o problemaé do fusí-
Figura 69
vel e não da linhade alimentacão.

lmportante
Nos circuitosde alta tensão,o máximo de euidadodevesertomado em
relaçãoao manejodaspontas,já que estamostrabalhandoem aparelholigado.

PROV ADE INTE RRUP ÏOR E S

Tipo de Prova
I NTERRUPTOR
EÌí PROVA
- Forado circuito
- De continuidadee de contato
Podemser provadosinterruptoresde todos os tipos,simplesou múltiplos,
de contato,se o multímetro utilizadotiver escalas
com avaliaçãoda resistência
que alcancemfraçõesde ohm'
de baixasresistências

resistência
ínfinita
Procedimento
resistência
nula
a) coloque o multímetronasescalasmaisbaixasderesistências:oHMs x1 resistência
nulaou
o u OH M Sx l 0. muito baixa
bl Zereo instrumento.
c) Liguecom garrasjacarépreferivelmenteaspontasde provaao interrup- resitência
infinita
tor que estásendotestado. ou muito alta
corno interruptorabertoe depoisfechado.
d) Façaleiturade resistência
Observações
Interpretação
o interruptoridealtem resistência nula quandofechadoe infinitaquando
Interruptorfechado- a resistência deveser nula ou bem próximadisso, aberto. Na prática, uma resistênciade fração de ohm é tolerada na condição
não se admitindomaisdo que fraçãode ohm" Nestecaso,na condiçâode fecha- de fechadoe de megohms(centenas)na condiçãode aberto. Alteraçõesna resis-
do, o interruptor estábom. tência ou falhas de contato podem írcorrer devido ao desgasteou queima dos
- Interruptoraberto- a resistênciadeveserinfinita ou da ordemde mui- mesmos,principalmente noscircuitosde correnteselevada.parao testedestesin-
tos megohms.Na condiçãode aberto,o interruptor estarábom se apresentaresta terruptores,recomenda-se que elessejamabertose fechadosdiversasvezes.
leitura. No caso de rádios portáteis,a resistênciade contato elevadapode causar
nasduasposiçõesou da alta resistência
- Leiturade baixa resistência nas realímentações do tipo "motor-boating"ou oscilaçõesque prejudicama sensi-
duas posiçõesindica um interruptorem mau estado.No primeiro caso,"em bilidadee a qualidadede som.
curto", e no segundocaso,permanentemente aberto (sematuação)'
lmportante
de maisde0,1 ohm na condiçãode fechadopo-
- Leiturasde resistências
dem indicarum problemade resistência de contato.
Na troca de um interruptor é importanteobservarsuascaracterísticas
prin-
entre 1 M e 10 M na condiçãoabertapodemin-
- Leiturasde resistências
cipais,que são a capacidadede correntee a tensãomáximaem aberto.
dicarproblemas de umidadeno interruptor,dependendo
de penetração do tipo'

7A 79
(1}
PROVADE LÃMPADASINCANDESCENTES I nterpretação

- Resistência baixa, inferior a 500 ohms - lámpadaem bom estado.O


Tipo de provra dependedo tipo e potênciada lámpada.
valorda resistência
- Resistência infinita - o filamentoseencontraabertoou queimado.
- Forado circuitoparalâmpadas de 1 a 1000Watts
- De continuidadedo filamento(bom ou queimadol leitura condicão
- De avaliação a quente
de potênciae resistência
resistência
menor
que 500 ohms boa
A provadescritaé válidaparaqualquertipo de lâmpadaincandescentecom
tensõesde 1 a 22OV e potênciasde menosde 1 Watt até maisde 1000 Watts.Os
resistência
infinita queimada
das provaspermiternsab-er
resultados algo maisdo que o simplesestadoda lâm-
pada,como, por exemplo,a sua resistência
de filamentoe a comparação de po-
tência.
Observações

Procedimento do filamentode uma lâmpadaa frio é bem menor do que a


A resistência
quente,de modo que nâo podemosestabelecera potênciade uma lâmpadasim-
a) Coloqueo multímetro na escalamaisbaixade resistências: OHMS xl plesmentecom a leitura da resistência. a quentede
Paracalculara resistência
o u OHM Sx l 0. uma lámpada,usamosa seguintefórmula:
b) Zereo instrumento.
c) Encosteaspontasdeprovano soqueteda lámpada,realizando a medída R = v2/P
do seufilamento.
da resistência
d) Os resultadosda medida realizadapodem ser interpretadosda seguinte Onde: R = resistência
em Ohms
forma: V = tensãoem Volts
OUEIMADA
P = potênciaem Watts

A título de comparação:uma lâmpadade 40 W para110 V deveapresentar


de filamento"a quente":
a seguinteresistência

R = (1 1ol2l4o
R = 1210o14O
R = 302,5ohms

Na prática,medimosapenas30 ohms!
Para lâmpadas-piloto (baixatensãol,podemosdar uma idéiadas resistên-
ciasencontradase das resistências
calculadas:

lámpada a frio
resistência a quente
resistência

7121(6Vx 50 mA) 50 ohms 120ohms


cE57 (12Vx 200m A) 5 olrms 60 ohms

. Em função destesresultados,você percebeque fica dif ícil fazer uma previ-


pRova DE lÃrpaols tìtcANDEscÉÌtrEs sãode potênciapela medidaa frio da resistênciado filamento,se bemque para
lámpadasde mesmatensão,podemosfazer comparações:a de menor resistência
Figura 70
terá maior potência.

80 81
Obs.: a resistênciaa frio é importante porque em certasaplicaçõespermi'
te prevero "impacto" que a ligaçãode uma fonte terá no circuito. Parauma lám-
padade 6 V x 50 mA, a correnteno momentodo acendimentochegaa um pico L E TTU R AESM 1 , 2 , 3

de 120 mAl

Explicações

O filamentocontraídorealmenteapresenta uma resistência


muito maisbai-
xa do que quandoestáquente.As especificações
das lâmpadascomunssãodadas
paraum funcionamentopleno,ou seja,a quente- o que quer dizerque cálculos
que levem a determinaçãoda resistêncianestascondiçõesnão têm nada a ver
com a resistência
a frio.

PROVADE CHAVES

Tipode Prora

-
-
Forado circuito
,/''a PROVA OE CHAVES Figura 7í
Provade continuidadee contato

Podemser provadaschavescomutadoras,de alavanca,rotativasde todos os ta ou extremamente alta,de ordemde muitasdezenas de megohms.


tipos, simplesou múltiplas.As provaspermitemtambémavaliara resistênciade no pólo testadoindicamque existecontato
- Leiturasde altasresistências
contato. aberto ou imperfeito.A chavenão estáem bom estado.
- Leiturasde baixasresistênciasou nulaem outrospólosindicamproble-
masde curtosinternos.
Procedimento - Leiturasde resistênciasda ordem de 1 ohm para contatosfechadosin-
dicam problemasde contatos.
OHMSxl
a) Coloqueo multímetro na escalamaisbaixade resistência:
posição condição
OH M Sx l0.
bl Zereo multímetro.
aberta resistência
infinita bom
c) Encosteuma das pontasde prova no terminalcomum da chave(fixe-a
com uma garra,se puder). fechada nula
resistência bom
d) Encostea outra ponta em cada terminalsecundárioe vá acionandoa aberta nula ou baixa r ulm
chaveparâverificarseucomportamento.
fechada infinitaou alta r uim
e) As leiturasdevemser feitas com o mesmoprocedimentoem cadaseção
da chavee são interpretadasda seguintemaneira: fechada em torno de 1 ohm maucontatô

Interpretações
Observações
- Com a chavena posiçãoque faz contato com o pólo testado- a resis- Q,sproblemascom chavesrotativasabertaspodem ser resolvidos
com lim-
têncialidadevesernulaou extremamentebaixa,da ordemde fraçãode ohm. pezasou mèsmoaperto dos contatos.Já com as chavesfechadas.a reparaçãoé
- Com a chaveem qualqueroutra posiçâo- a resistênciadeveserinfini- mais.difícil.

B3
As resistênciasda ordem de megohms, que podem ser medidas em
chavesabertascom basede fibra, se devem a problemasde umidade ou su-
jeira acumulada. Uma limpeza e posterior secagem podem resolverestes
p ro b l e mas .

lmportante

Na substituiçãode uma chaveé precisoobservaros seguintespormenores:


a) Tipo da chave:númerode pólose posições igualao original.
b) Correntemáximasuportadae tensão.
c) Ordemde ligaçãodos fios no circuitooriginal.

(2)
PROVADE LÃMPADAS'INCANDESCENTES

PRova DE LÃmpaols tNcANDEscÊNÌEs


Tipo de prova
Figura 72
- de 1 a 1000Watts
No circuito paralámpadas
- Medidade tensão

Esteé um teste no circuito em que podemosavaliaro estadode uma lâm-


pada quando sua retirada, por problemasde acesso,for dif ícil. Lâmpadasem so-
quetesembutidospodemsertestadascom uma avaliaçãoparcialde estado.
tensãode alimentação
tensãonula
Procedimento

a) coloqueo multímetrona escalaapropriada de tensões,de acordocom a (*) Precisa


de testeadicional.
alimentaçãoda lâmpada:
- AC Volts se a alimentaçãoda lámpadafor de correntealternada
- DC volts se a alimentaçãoda lâmpadafor de correntecontínua Observações
b) Aciona-seo interruptor que deveriafazer com que a lâmpadaem teste
operasse. Problenlasde receptáculo(soquetel podem ocorrer com o desgastedos
c) Mede-sea tensãono soqueteda lâmpada. contatos ou mesmoseu derretimento,casoem que ocorreráum funcionamento
maneira:
d) Os resultadosdas mediçõessão interpretadosda se.guinte anormal, intermitente ou mesmonão funcionamento.Assim, se a tensãoestiver
presentemas a lâmpadanão acender,podemostanto suspeitarda lâmpadacomo
Interpretação do receptáculo.Já se a tensâonão estivêrpresente,podemosinicialmentedescar-
tar o problemada lâmpada.Devemosanalisara linhade alimentação.
- Tensãoigual à da fonte, mas a lâmpadanão acende- a lámpadapode Podemosutilizar estemétodode análiserápidaparaverificarqualquertipo
estar queimada ou então existe um problema de contato no receptáculo.A de lámpadadesdeque o multímetro sejacapazde operarcom suatensâode ali-
lâmpadaprecisarárealmenteser retiradado circuito para um testeadicional. mentação.
- Tensão nula - o problema não é da lâmpada,pois ela não recebeali- Se uma medidaadicionalde resistência do filamentofor tentada,a alimen-
mentação. taçãoda lâmpadadeveser desligada.
Verifiqueo circuitoque a alimenta.

B4 B5
PROVADE CONDUTORES
SIMPLES - Resistênciavariável- quando mexemosno condutor, a agulhado mul-
tímetro desloca-separa altase baixasresistências
intermitentement".Existe ,..
interrupçãointerna no condutor, acompanhadade mau contato.
Tipo de Prona

- Em pedaçosde fios ou condutoressimples


- Provade continuidade

Esta prova permite detectar interrupçõesou maus contatos também cau-


sadospor interrupçõese tambémavaliareventuaisperdasde potênciaque podem
ocorrer na transmissãode um sinalpor estemesmocondutor.
I

Procedirento

a) Coloque o multímetro na escalamais baixa de resistências:


OHMS xl
o u OH M Sx 10.
bl Zereo multÍmetro.
c) Meçaa resistência
do condutor suspeito.

Observações

condutor em bom estadodeve apresentaruma resistênciamuito baixa.


os valores dependem do comprimento e da espessurados fios. para fios
co-
muns, de até 10 metros de comprimento,a resistênciadeve ser inferior
a1
ohm. Para fios esmaltados,a resistênciavaria bastanteem função da espes-
sura. Na página81 damos uma tabelaque permite determinarquantos
ohms
terá um fio de determinada espessurade tantos metros. (Bastamultiplicar
o
comprimentopelo valor ohms por metro da tabela.)

Ciílculode Pedas

Pelamedidada resistênciade um fio, podemos.calcular


as perdasna trans-
SIIíPLES
PROVADE CONDUTORES
missâode energia.lssoé válido tanto paraalimentaçãode uma lâmpadaou outra
carga,oomo paratransmissãode um som paracaixa acústica.
' Lembramosgue os cálculosdevem ser feitos com o comprimentototal do
fio, ou seja,ida e volta.
Inerpret4ão
total (ida e volta) do fío e Rx a resistência
seja R a resistência da carga.
' seja Pl a potência
- Resistêncianula ou muito baixa - o condutor se en@ntra em bom entregueà cargasema utilizaçãodo fio de resístênciaR,
estado ou seja,oom um fio curto e suficientepara não haverperdas.
- ResistênciainÍinita - o condutor se encontrainterrompido Nesus condições,a potênciapl serádadapor:

86 87
TABELADE FIOS

N ú me ro Kg por Resistência Capaci-


N ú m er o Diâm et r o Secção
(mm) (mm' ) d e e s p i ra s K m (ohms/K m) dade (A)
AWG por cm

0000 11, 86 107,2 0,158 319


000 10, 40 8 5 ,3 0,197 240
00 9,226 67,43 0,252 190
0 8,252 53,48 0,317 150
1 7,348 42,41 37s I 0,40 120 iF
2 6,544 33,63 2es I 0,50 96
3 5,827 26,67 237 I 0,63 78
4 5, 189 2 1,1 5 188 | 0,80 60
5 4,621 16,77 14e I 1,01 48
6 4, 115 1 3 ,3 0 118 I 1,27 38
7 3,665 1 0 ,5 5 e4 l 1,70 30
I 3,264 8,36 74 I 2,03 24
19
10
9 2,906
2,588
6,63
5 ,2 6 i33|
32,1 |
2,56
3,23
4,07
15
12
DETERMINAçAO DE PERDAS

11 2,305 4 ,1 7
12 2,053 3 ,3 1 2s,4 | 5,13 9,5
13 1, 828 2,63 23,3 | 6,49 7,5
14 1, 628 2,O8 5 ,6 18, s I 8,17 6,0
15 1, 450 1 ,6 5 6 ,4 't4,7 | 10,3 4,8 e't = v2R
16 1, 291 1 ,3 1 7 ,2 11,6 | 12,9 3,7
17 1, 150 1 ,0 4 8 ,4 e,26 | 16,34 3,2 Sejaagoraa potênciaentregueao circuito com a utilizaçãodo fio:
18 1,O24 0 ,8 2 9 ,2 7,3 | 20,73 2,5
19 0, 9116 0,65 10,2 s,7e I 26,15 2,O p2 = y271n+Rx)
20 0, 8118 0 ,5 2 1 1 ,6 4 , 61 | 32,69 1,6
21 o,7230 0,41 12,8 3,64 I 41,46 1,2
22 0,6438 0,33 14,4 2,89 51,5 0,92 a relaçâoentre as potências,temos:
Estabelecendo
23 0,5733 0,26 1 6 ,0 2,29 56,4 0,73
24 0, 5106 0,20 1 8 ,0 1 , 82 85,0 0,58 P l /P 2 = (R + Rx) / R
25 o,4547 0 ,1 6 20,0 1 ,44 106,2 0,46
26 0,4049 0 ,1 3 2 2 ,8 1 , 14 130,7 0,37
0,3606 0 ,1 0 25,6 0 ,91 170,0 0,29 concluimos,então, que a potênciaentregueà cargafica diminuida na
27
28 0, 3211 0,08 28,4 o,72 212,5 0,23 mesmaproporçãoque a resistênciado fio usadoaumentaem relaçãoà carga.Por
29 0,2859 0,064 32,4 0,57 265,6 0,18 exemplo,se alimentarmosuma caixaacústicade 4 ohms com um fio que tenha
30 0,2546 0,051 3 5 ,6 0,45 333,3 0,15 uma resistênciatotal de 4 ohms,teremos:
31 0,2268 0,040 39,8 0,36 425,O 0,11
32 0, 2019 0,032 44,5 0,28 531,2 0,09
0,0254 56,0 I 0.23 669,3 o,072 P1lP2 = 14+4114
33 0, 1798
P 1l P 2 = 2
34 0, 1601 0,0201 56,0 I o , t e 845,8
1069,0
0,057
0,045
35 o,1426 0 ,0 1 5 9 6 2 ,3 | 0 , 14
36 0,1270 o,o127 69,0 | 0 , 10 1338,0 0,036 A potênciafica reduzidaà metadena cargal
37 0, 1131 0 ,0 1 0 0 78,0 I 0,08s 1700,0 0,028
38 0, 1007 0,0079 82,3 I o,ozo 2152,O o,o22
39 0,0897 0,0063 9 7 ,5 | 0,0s6 2696,0 0,017
ldéia Pnítica
40 0,0799 0,0050 1 1 1 ,0
' 1 2 6 ,8
I o,o+a 3400;0 0,014
4'-| 0, 0711 0,0040 | 0,035 4250,0 0,011
42 0,0633 0,0032 1 3 8 ,9 | 0,028 5312,0 0,009 Se o condutor em teste for muito longo, e não for possívelligar as pontas
43 0,0564 0,0025 1 5 6 ,4
'r69,7 I o,o22 6800,00 0,007 de prova do multímetro nos seusextremos,em vistadele estarinstalado'a suges-
44 0,0s03 0,0020 | 0,018 8500,00 0,00s tão consisteem se fazer um "retorno via terra", como mostraa figura'
for múltiplo, escolhaum cabo condutor de referênciae una em cada prova o
condutor provadoa ele.
d) Meçaa resistênciaentre o cabo provado e o de referência,se for múlti-
plo, ou entreos fios, sefor duplo.
I NTE RROMPIDO

Figura 75

Nestecaso, ligamoso extremo distante à terra (com uma garrajacaré,por


exemplo) e fazemoso teste ligando a ponta do multímetro que deveriaser liga-
da no extremo distante a qualquer corpo com conexão à terra, como o pólo
neutro da tomada (cuidadocom a identificação,pois se for usadoo pólo erradoo I'ULTIPLOS
PROr'AOE CONDUÏORES
multímetro pode queimarl),uma torneiraou uma barrade metalenterrada, que
é muito maisseguro. Interpretação

- Resistêncianula ou muito baixa - o cabo estáperfeito,sem problemas


de interrupção
PROVADE CONDUTORES
MÚLTIPLOS - Resistênciainfinita - existeuma interrupçãonum dos condutores.Se
for múltiplo, uma nova prova tomando outro condutor como referênciapode
detectar em qual está a interrupçâo.Se for duplo, a figura mostra como fazer
Tipo de Prova uma prova externaparadetectarqual dos fios estáinterrompido.
- De continuidadee curto em cabosparalelos
e mútiplos - ResiStênciavariando ou anormalmentealta - existe mal contato ou
interrupção acompanhadade problemasde penetraçãode umidadeou contato
Com estaprova.podemosdetectarinterrupçõeddm caboslongosou curtos, com o encanamento,
paralelosou múltiplos,embutidosou não, como, por exemplo,em instalações
elétricasdomiciliares,instalaçõesde som, cabosde microfone, cabosde antena, leitura condição
intercomunicadores etc.
resistênciabaixa ou bom
Procedimento nul a

a) coloque o multímetro na escalamais baixade resistências: resistênciainfinita interrompido


oHMS xl
o u OH M Sx l0. resistênciamuito interrompido
bl Zereo multímetro. alta
cl Una as pontas do extremo distante do cabo em prova,se for duplo. Se

g0 91
_ FUGASÀ TERRN
PROVADE CONDUTORES

Tipo de Prova

- Provade isolamentocom eventualcontato com o conduite ou terra


- embutidas
Paracaboserir instalações

Esta prova é interessantepois permite encontrar problemasde fugas em


fios de instalaçõeselétricasembutidos ou que estejamsujeitosa contatosinvisí-
veiscom objetosde metal ou obietosem contato com a terra.

Procedimento

a) Coloqueo multímetronumaes@laintermediária ou altade resistências,


comoOH MSx 100ou OHM Sxl k.
bl Zereo instrumento.
Figura 77 cl Desligueos extremosdo cabo analisadoe nâo deixa suaspontasencos'
taremem qualquerobjeto.
d) Ligue a ponta de prova preta do multímetro em qualquer objeto ater-
rado, como, por exemplo,um encanamento de água.ou uma pequenaplacade
Observações metal em contato com o solo.
e) Encoste a ponta de prova nas pontasdo condutor em teste e anote a
O valor da resistênciadependedo comprimentoe espessura do fio, poden- resistência.
do variarentrefraçãode ohm até algunsohmsno máximo.
A prova individual de cada condutor pode também ser feita aproveitando
a sugestãoda prova de condutoressimplesem que se estabeleceum retorno ex-
terno via qualquerobjeto ligadoà terra. PERFEITO

lmportante

Se houverum curto-circuitoentreoscondutores internámente à instalação,


como sugerea figura abaixo, esta prova não revelasua existência.Paraa reve-
laçãode curtos; exísteoutro procedimento,que daremosmaisadiante,em ou-
tra prova.

CURTO INTERNO

4:

Figura 78

Paradetectarcurtos bastamedir a rêsistênciasem a união dos cabosno ex-


tremo. Ela deveser infinita. Se for nula é porqueo cabo se encontraem curto P R O V AD E FU G A J
em algumponto.

93
Interpretação

- Resistênciamuito alta (acimade 10 M) ou infinita - o cabose encontra


com o isolamentoperfeito.
- Resistênciana faixa de 200 k a S M - existem fugas pequenaspara a
terra, não havendocomprometimentoda instalaçâo,conforme suaaplicação.
- Resistênciana faixa de 1 k a 200 k - existem fugas perigosasque
devem ser verificadas.Veja se não existe alguma emenda interna a instalaçâo,
precisandode reparo.
- Resistênciainferior a 1 k, até mesmo nula - existe curto-circuito do
condutorcom qualquerobjeto ligadoà terra,.inclusive o conduite.

leitura condiçâo

acimade 10 M isolamentoperfeito
ent r e20 0 k e 5m pequenafuga
ent r e 1 ke200k fuga perigosa
ent r e 0 e 1k curto-círcuito
Figun 80
Observações

Numa instalaçâodomésticade energia,a presença de fugasdo tipo anali-


sado,quando a resistênciaentre o condutor e a terra cai a menosde 500 ohms,
faz com que hajaum desviode energiaque seráperdida,e inclusiveocorreo peri-
go de aquecimentoda instalaçâocom curto-circuitoscomprometedores.Fusí- PROVADE ALTO.FALANTES
veis que queimamcom freqüência,sem motivo, podemter causanestetipo de
fuga.
Nos cabosde antenade TV, a existênciade fugasprejudicaa qualidadeda Tipo de Prova
imagemcom uma recepçãodeficiente.
Na figura, damos uma sugestãode garrae sua ligaçãonasvaretasda antena - De continuidadeda bobinamóvel
paraa realizaçâodos testes. - Em alto-falantes
de 1 a 100 ohns

Com estaprova,apenasa continuidadeda bobinamóvelde um alto-falan-


lmportante já que a existênciaeventualde curtosou outrosproblemas
te podeserverificada,
de naturezamecânicaexigeuma provadinámica.
Se numa instalaçãolonga existir um transformador,para a prova do cabo
ele deve ser desligado,poís representauma .baixaresistênciaque pode mascarar
os resultados. Procedimento

a) Coloqueo multímetro na escalamaisbaixade resistências: OHMS xl


ou OH MSxl 0.
bl Zereo multímetro.
c) Encosteas pontasde prova nos terminaisdo alto-falante,que deveestar
de qualquercircuito,medindosuaresistência.
desligado

95
lmportante

Constatandoque a bobina se encontra interrompida,atravésdesteteste,é


convenientefazer uma verificaçãovisual das parteselétricasdo alto'falante,pois
o problema pode até ter soluçãorelativamentesimples.Em algunscasos,a inter-
rupçãoocorreentre o fio de ligaçãoà bobinae os terminais- o que permiteque
uma emendasejafeita.

Atenção

Nos tweetersem que existemcapacitoresembutidosem sériecom a bobina


móvel, esteteste nâo é valido. O teste é exatamenteo mesmode um capacitor
o efeito elétricoé de um capa'
eletrolítico,já que sea bobinativer continuidade,
citor.

PROVADE LDR
Figura 8l
Tipo de Prorn
Interpretaçiio
- De estadoe de sensibilidade
- Baixa resistência- a bobina móvelapresenta i(sehouver
continuidaqe - ParaLDRsde todos os tiPos
curto. não serápossível
a detecçâo)
infinita - a bobinamôvelestáinterrompida
- resistência com esta prova. podemospaber se LDR estáem bom estadoe também le-
Podemos,
vantarsuacurvade sensibilidade. também,fazercomparações de sensi-
bilidadesentrediversos LDRs'

ou nula
baixaresistência Procedimento
infinita
resistência
a) Inicialmente,coloqueo multímetro na escalamaisalta de resistências
OH t\,l sx1 k ou OH M Sx10'k.
Observação bl Zereo instrumento.
c) Ligue as pontas de prova no LDR e cubra sua superfíciesensível
Lembramosque com estetestea resistência lida no multímetronadatem a de modo a ter a resistênciano escuro'
que tambémé expressa em ohms.Enquantoa impedância d) Coloqueo multímetronumaescalaintermediária OHMS
de resistências:
ver com a impedância,
é referidaparasinaisnumafreqüênciade 400 ou 1000 Hz, e tem um valor relati- x10 ou OH MS x100.
vamente alto em relação à resistênciaohmica da bobina, esta é referida em el Zereo instrumento.
f) Deixe incidir a luz ambientena sua superfície sensívele meçAa resis
termosde correntecontínuae tem um valorpraticamente nulo.
Assim, a resistênciaencontrada nesteteste com um alto-falantebom, é tência.
muitas vezesmenor que sua impedânccia,não podendo, na maioria dos casos,
ser a ela associada.Não podemoster idéiassobre impedânciasde alto-falantese
outros transdutoressemelhantesmedindoa resistênciade sua bobina.

97
Observações

Paraum LDR comum,avariaçãode resistências na passagemdo claropara


escuro deve ocorrer numa proporção maior que 50 para 1. Um LDR redondo
comum pode ter uma resistênciade 2 k quando iluminadopor uma lâmpadade
100 Watts a 3 metrosde distância,e uma resistência
de 200 k. quando no es-
curo.
Levantarnentoda Gurvade Sensibilidde

Com a ajudade um multímetro e de uma fonte de luz de intensidadeco-


nhecida,podemosestabelecer a curvade sensibilidade
de um LDR.
Paraisso,alémdo LDR e do multímetroprecisamos de:
- Uma lámpadade25 a 60 Watts
O procedimentoconsisteem se medir a resistência do LDR paraa ilumi-
naçãodireta da lâmpadaem distânciasconhecidas,como mostraa figura.

PROVA DE LDR8
V25
Figura 82

ff
60ví

Interpretação

- No escuro:resistência elevada,superiora 100 k - O LDR se encontra


em bom estado.
- No claro: resistência inferior a 10 k (tipicamenteentre 1 k e 3 k) _
O LDR se encontraem bom estado.
- Resistênciaalta tanto no escurocomo no claro,ou variaçãopequena-
O LDR seencontracom problemas.
- Resistênciabaixa tanto no claro como no escuro- O LDR com pío-
blemas.

(observeseo LD R tem sinaisde q ueimaqueaparecem


na superíciesensível)

iluminação
condiçâo
Figura 83
claro baixaresistência bom Estabelecemos num gráficoas resistêncìas e a iluminaçâo(lux), lembrando
que ela diminui com o quadradoda distáncia.Assim,sea iluminaçãoé de X lux
escuro alta resistência bom a 1 metro de distância,ela seráde X/4 a 2 metrose de X/9 a 3 metros.
escuro baixaresistência rui m Na figura,damosa curvatípica de sensibilidade de um LDR.
Paracompararsensibilidades de LDRs,meçasua resistência com duasilu-
claro alta resistêncía rutm minações, ou seja,a distânciasdiÍerentesda fonte de luz. As maioresvariacões
de
resistências
revelamo LDR maissensível.

9B 99
---€-
#
/-Tlr-\
\JJII-L'
CARBONO

#
r-r-----Íì

Ft o

PROVA
DERESISTORES

Figura 85

d) Se não obtiver leitura na regiãocentralda escala,


procureuma outra es-
calaem que issoocorra.

(1I
PROVADE RESISTORES
I nterpretação
- Resistência igual ou muito próxima a esperadaparao componente-
Tipo de Prova leveem conta a tolerância.Se estiverdentro dela,o resistorestáem bom estado.
- Resistência maior que a esperada,
mesmoconsiderando a tolerância- o
- Forado circuito resistorestá"alterado",tendendoa abrir.
- Medidade resistência - Resistência muito maisalta que a esperada está'
ou infinita - o r.esistor
aberto.
Podemosprovarresistores de todos os tipos na faixa de valoresalcançada
pelo multímetro, com boa precisão,detectando o estado do componente e (Os resistoresde carbono ou carvãotendem a abrir quando seu valor
também verificandoseu valor. Normalmente,para os multímetroscomuns,as aumentaem relaçãoao nomínal).
provaspodem ser feitascom precisãona faixa de 1 ohm a 20 M.
leitura condição

Procedimento resistênciaesperada bom

a) Coloqueo multímetro na escalade resistência que permitauma leitura maiorque


resistência alterado
do valor esperadona faixa central.Se tiver dúvídas,comecepor uma faixa inter- a esperada
me d iár ia( x 100ou x 1 k ).
bl Zereo instrumento. resistênciamuito alta
cl Lígue as pontasde prôva nos terminaisdo componente.No casode ou infinita
resistores de valoresaltos (acimade 200 k), nâo toque nosterminaisduranteas
provas,poisa resistência da pelepode influir nasmedidas.

r00 r01
ROU <R
Observação

O que fazemosnestaprova é a simplesmedidada resistência. Os resistores


de carvão,quando sofrem sobrecargas, ou em função do tempo de uso, podem
ter seu valor alterado paramais.Os resistoresde fio normalmenteab'remquando
ocorrealgum problema,apresentando resistênciainfinlta.
Também é importante levar em conta que a dissipaçãodo resistornada
tem a ver @m seuvalor,
Para facilitar aos que tenham dificuldadescom o código de cores,damos
umatabelaa seguir.
RESISTOR€S(CODI6ODE CORES}

co R ]9 ÂNEL 29ANEL 5g ANEL 49 ANEL


PRETO o xl
MARROÍIì 1 l xto í,"
VERÍúELHO 2 2 x'tob 2"t"
LARAÍ{..I4 i xt ooo 3olo
AMARELO 4 4 xìo ooo ,:
. VERDE 5 xÌoo ooo
AZUL x'Ìooo ooo
VIOLETA 7 7
crNz I ô
BRANCO I
PRAÍA xo,oì ,uo Figura 86
OURO
, xo,l 5'lo

de tolerância,o códigotem 3 faixascom os alga'


Paraos resistorescotn 1o/o
uma faixa com o multiplicadore a última com a tolerância.
rismossignificativos, e) O valor lido pode ter asseguintesinterpretações:

(2)
PROVADE RESISTORES
Interpretação
Tipo de Prova - A-resisiência lida é maior do que a espêrada - nestascondições,
o resi-
tor certamenteestaráaberto. Invertaas pontasde prova páraveriÍicarse a leitura
No circuito não sedeveà cargaresidualde capacitoreseletrolíticosno circuito.
-
- Medidade resistência - A resistêncialida é menor ou igual à.esperada- nestecaso,o resistor
pode tanto estar bom como ruim, iá que a resistênciabaixa pode ser devido à
Esta prova não permite determinarse o resistorestácom o valor certo, ou influênciade outros componentesdo circuito. Provaadicionaldeveserfeita.
- A resistência tende a ser menor que zero (impossívell)- a agulhaà
se realmenteestábom. Ela só permite,com certeza,encontrarum resistoraberto.
direita por efeitoda cargade eletrolíticosno circuito,os quaisdevemserdescar-
Em suma,se a prova indicar um rPsistoraberto,certamenteele estaránesta
condição.Se não der esta indicação,nâo podemosem princípio afirrnarque ele regados.
estábom.
leitura condiçãp
Procedimento
resistênciamaior do aberto,certamente
a) Colocamosa multímetro na escalaapropriadade resistência, segundoo que a do resistoÍ
valordo resistorque deveser provado.
b) Zeramoso multímetro. resistênciamenor ou em dúvida
c) Desligamosa alimentaçãodo aparelhosem teste. É convenienteesperar iguala do resistor
algunssegundosantesde lazer a prova,até que todos os eletrolíticosse descarre'
guem. Uma descargaforçadanos eletrolíticosmaiorespode ser conveniente. menor
resistência influênciaexterna
, d) Medimosa resistência do resistorsuspeito, que zero (?) a sereliminada

102 103
reSde todos os que fOrmama redetem'valormenordo que O esperado e esteé o
Observações
provado.Nestascondições,temoscertezaque ele estáalteradoparamais.
Esta prova se baseiano fato de que os resistoresnos circuitos estão em T Se a medida Íor uma resistênciamenor, o que é esperado,o teste não é
paralelocom muitos outros componentesassociados que influenciamna resistên' conclusivo,devendoserfeitostestesadicionais'
que todos os demaiscom-
cia medida.Assim,por maisalta que sejaa resistência
ponentesrepresentam,em conjunto com a do resistormedido,o resultadof inal
é uma resistência
menor. lmportante

Capacitoresde grandesvaloresde fontes são perigosospara a .integridade


4 do multímetro na escalade resistências.Assim, antesde Íazera medidade resis-
têncianum resistorsuspeitonum circuito que tenhaestescomponentes (Capaci-
tores elevados),coloque o resistorem curto por algunssegundos,
ajudando assim
na eventualdescargade um capacitorpróximo'

cl RcutÌo
EOUIVALSNTE

Figura 87

Assim,no testedeumresistorno circuito,apenasuma medidaé conclusiva:se


o valor medido for menor do que o esperado,então certamenteum dos resisto'

104 105
PROVADE TRIM.POTS
E POTENCIÕMETROS

Tipo de Prova

- Verificaçãode estadofora do circuito


- Provade cursore determinaçãode valor
- Estabelecimentode tipo (linearou logarítmico)

Diversassãoas informações que podemosextrairde um potenciômetroou


trim-pot numa prova com o multímetro. As provassão realizadascom o compo-
nente fora do circuito e podemtanto detectarpequenosproblemascomo Figura 89
estabe-
leceros valorese as características
do componente.

Prooedirnento
PROVA DE CURSOR

a) coloque o muitímetro na escalade resistência


que permitauma leitura
do valoresperado parao componenteno meioda escala.
bl Zereo instrumento. f) As leiturassãointerpretadas
do seguintemodo:
c) Para determinaras condiçõesdo elementoresistivoe determinar
o
valor,meçaa resistência
entreos terminaisextremosdo componente.
Interpretação

- Na medídado ítem C, lemoso valor esperadoparaa resistência do com-


ponente,ou seja,o valor nominal - o trim-pot ou potencioômetrose encontra
em bom estado.
- A leiturasé de valor maior que o esperadoou então infinito - temos
um componentecom o valor alteradoou aberto.
- Na rnovimentação do cursor(ítem d), a agulhamove-sesuavemente de
zero até o valor nominaldo componenteou vice-versa- o trim-pot ou potenciô-
metro estábom.
- Na movimentaçãodo cursor,a agulhasofre movimentações bruscascom
saltos pequenosou mesmo um salto único para infinito - nestecaso,existem
problemasde contato do cursor.

lmportante:

Parao componenteser consideradobom, tanto a provà do ítem C como.


do D devemserpositivas.

t tgurd oa PROVADE ÌRtM_poTS E poteXCtõUetnOS leitura condição

dl Depois,ligue uma ponta de prova no cursore coroquea outra resistência


nominal bom
num dos
extremos'Gire lentamenteo eixo do componenteao mesmotempo que
verifi_
ca a movimentaçãoda agulhado instrumento. resistênciamaior ou aberto
e) Procedado mesmomodo com o outro extremo e o cursor. infinito

r06 107
Fixamoso potenciômetroe ligamos,ao terminalde cursore a um extre-
leitura condição mo, as pontasde provado multímetrona escalaapropriadade resistência,
segun-
movimentosuaveda bom do o valor do componenteem teste.
agulha Depois,com o knob (botão plástico),com a marcacolocadano inícioda
medidasnasseguintesposições:
escala,anotamosas resistências
movimeirtos
bruscos
ou saltos posição resrstencta

Observações 0
1 ì anot eos
Um dos princípaísproblemasque ocorre com os potenciômetrosé a sujei- 2 varores
ra que se acumula no elementoresistivoou mesmoseudesgaste, prejudÍcandoo 3
contato do cursor. 4 J
Nos potenciômetros,a recuperação
pode serfeita com a limpeza.Podemos
simplesmente pingaralgumasgotasde um bom solvente(benzina,por exemplo) Veja que são suficientes5 leituras,até o meio do cursor,paraestabelecer
e mexeralgumasvezesno eixo, girando-opara limpeza.Outrospodemseraber- mos o tipo de variação,já que do meio para diante, o padrãode variaçãoé o
tos e limposdiretamentecom um algodãoembebidoem solvente. mesmo,
No casode um desgastemaior, não há outra soluçãoque não fazer a troca
do componente.
Interpretação

- Os.valoresanotadoscrescemnuma proporção constante- nestecaso,


Determinaçãode tipo
temos um potenciômetrolinear.
Exemplo:osvaloresanotadossão:0,5 k, 10 k, 15 k e 20 k.
Com o procedimentoque damosa seguiré possívelsaberseum potenciô- (A diferençaentreos valoresde cadamedidaé a mesma:5 kl.
metroé linearou logarítmico(lin ou log).
- Os valoresanotadosnão tem variaçãoconstante,crescendoinicialmente
Para isso, será importante dispor de uma folha de papel para anotar os
mais devagare depoismaisrapidamente- nestecaso,o potenciômetroé do tipo
valoreslidos no multímetroe também uma peguenamontagemauxiliar,que é
logarítmico.
um painelgraduadoondeo potenciômetroem testepossasermontado.
E xempl o:0,1k, 3 k, 7 k, 13 k.
(A diferençade valoresé menorno início e maior no fim).
VALORESDE R

ESCALA COM 'ìO


Oós..'com a anotaçãode mais valores,podemosestabelecera curva com-
r6uars
Dr vtsõ Es \':Ê\:' pleta do potenciômetro.
\'-kl-'
\o 9

PROVADE BOBINAS

Tipo de Prova

De contínuidade,
fora do circuito
Parabobinasde pequenasindutânciascom ou sem núcleo
poteHcrôuetno
EMTESTE Esta prova apenasrevela uma eventual interrupçâodo enrolamento,não
servíndopara,detectarcurto-circuitosentre espiras.Bobinasde antena,pequenos
Figura 90 choquesde RF.,podem sertestadoscom esteprocedimento.

I
108 109
Procedirnento resistências também tem seu centro nos baixos varores.Resistências
ohms sãotípicas paraestescasos. de 2 a E
a) Coloqueo multímetro na escalamaisbaixade resistências: OHMS xl A presençade núcreosde ferrite ou ferro raminado
também não arteraas
o u OH M Sx 10. leituras.
b) Zereo multímetro. Já os indutoresdo tipo usado,como firtrosde
áudiode maiorvaror(acima
c) Ligueas pontasde prova nos extremosda bobina em prova' de 50 mH), possuemresistências de enroramentoconsiderávermente
Valoresna faixa dos l0 aos200 ohmssãonormais. maiores.
Paraestesindutores,uma prova adicionarimportante
consisteem se verifi-.
dar a existênciade contatoscom a carcaca.
Paraestafinalidade,procedacomo mostraa figura.

TIPOS DE BOBINAS

SOBINA
COM BLINDAGEM
PROVADE BOBIÌ{AS

Interpretação
A escalausadaé de resistências xl00 ou xl k e a leituradeveser de um
inferior a 100 ohms - o componenteseencontraem
- Baixa resistência, valorínfinito ou muito próximodisso.
bom estado(nãosedetectaeventualcurto). \ valores baixosindicamfugasparaa carcaça,que revelamproblemasde iso-
- Alta resistência
ou infinito - o @mponente\ encontraaberto. Itmento,e um valornulo indicaum curto-circuitointerno.

llnportante
baixa resistêncía
como no casodos alto-falantese fones,a medidaencontradade resistência
infinito ou resistência nttt8 prova nada tem a ver com impedânciaou outra característicaelétricaapre-
muito alta fntada pelabobinairu indutor.

Observações PROVADE FONESDE OUVIDO


Parabobinasde antenaformadaspor poucasespiras,como as usadasna re- Tipo de Prova
cepçãode ondasmédias,curtas,FM, VHF e TV, a resistênciaencontradanormal-
mente é de no máximo 1 ou 2 ohms. Parapequenoschoquesde RF, a faixa de - De contínuidadee funcionamentofora do circuíto

110 111
il
2. Prova para fones magnéticos
- Parafonesmagnéticose de cristalde qualquerimpedância
-' ldentificaçãode tipo
Após a identificação,uma prova melhor pode serfeita:
lilr - ResistênciaentÍe 0 e 20 ohms - o fone é magnéticode baixa impedân-
Com om ult í me tro ,p o d e mo s v e ri fi c a ra c onti nui dadedabobi nadeum'
descobrindose elg é cla.
fone magnéticoe com issotambém fazer sua identificação,
na identificaçãodos
realmentedeste tipo ou de cristal' A prova é importante - entre 20 e 500 ohms- o fone é magnéticode alta impedân-
Resistência
permite a comprovação de funcionamento ea
fones de cristal porque também
deterioraçãopor absorção de umidade. - infinita - o fone estácom a bobinaaberta.
Resistência
I
Obsrvação: estaprova não detectaproblemasde curto-circuitona bobina.
Procedimento

1. ldentificação 3. Provade Fonesde Cristal

a) Co|oqueo m u | tím e tro n u m a e s c a | a i n termedi ári aderesi stênci as:oH MS - Resistênciainfinita ou extremamentealta (megohms)- o fone está
x100ou O HM Sx l k . bom se ocorrer o estalidona ligaçãodas pontasde prova.
bl Zereo instrumento. - Resistência entre 1M e 10M - O estalidoé fraco na horada ligaçâodas
c ) E nc os t ea s p o n ta s d e p ro v a n o s te rmi n a i sdofone.P odemocorreras pontas de prova.o fone pode estar com problemasde sensibilidade devido â
seguintesleituras: absorçãode umidade.

ldentificaçib:

leitura condição

entre0e5000ohm s fone magnético


acimade 1OIVI fone de cristal
ou magnéticoaberto

Prova:

leitura condição

0 a 20 ohms magnéticode baixa


impedância
Figura93 magnéticode alta
20 a 500 ohms
im pedância
InterPretação
infinito âberto
- B aix ar es i s tê n c i a o u mé d i a (e n tre 0 e 5 0 00ohms)-ofoneémagnéti co
1a10 M cristalcom
e provavelmenteestáem bom estado'
(megohms)- o fone é de cristal ou fuga
- Resistênciainfinita ou muito alta
das pontasde prova
então é magnéticoe está aberto. se no momento da conexão infinito cristal bom
for ouvido Lm estalidono fone, então ele é de cristal'

11 2 113
Observações
pode ser
Nos fones de alta impedânciaa conexãodo multímetro também
,'percebida"com um estalidono fone, que indicaque ele estáem boascondições
e que, portanto, não apresentacurto-circuitosou outros problemas.Lembramos
tambémque a resistênCia medidanadatem a ver com a impedânciaesperadapara
sãosemprebem menoresque a impedância'
o fone. As resistências

lmportante

Paraum fone de cristal problemasde distorções,devido à deterioração,só


podem realmenteser percebidoscom urÌa provadinámica,ou seja,em funciona'
mento.

P ROV ADE TRIME R S

Tipo de Prow
leitura condiÇão
- De isolamentoparaqualquertipo de trimer
infinito bom
Com esta prova, podemosdetectar eventuaiscurto-circuitosou problemas
na
resistência fuga
de isolamentoem trimers comuns de qualquer tipo na faixa de valoresde 1 a
faixa de megohms
1(n0 pF. As provassãoválidasparatrimer de porcelana,plásticoou outros tipos'
resistêncianula curto-circuito

Procedimentos
Obcorvação "
a) Coloqueo multímetro na escala.mais OHMS xl k
alta de resistê\rcias:
o u O HM Sx 10 k . I Dificilmente ocorr€ um problemade "abertura" com os trimers somuns, ,
bl Zereo multímetro. aandoo normal o curto€ircuito ou a fuga, devido â umidade ou sujeiraacumu-.-),
que
c) Encosteas poritasdo multímetro nos terminaisdo trimer em prova, hdar. Em qlgunstipos, a umidadee a sujeirppodeÍnser removidasdesmontando-" " ..
deveestarfora do circu.íto. I o componente.
d) Anote a resistênciamedida. De qúalquer modo, levando-se em coiita a pequenasuperíficiedas armadu. "
nr, quan& um resistência6e torna perceptívelé rinal que.o problemapode,ser
gravc,devendoser evitado o uso do componénte,
lnterpretação Em algunscasos,o simplesfato de se deíxar o @mponenteem lugarseco .
por rlgum t€mpo pode favorecer.aeliminaçãoda umidadee a volta às condições
- Resistênciainfinita - o trimer se encontraem bom estadocom o iso' dr urc.
lamentoperfeito. Infelizmente,devido às baixascapacitâncbsdestescomponentes,com um
- Resistênciada ordem de 10M ou mais,masperceptível- o trimer pode multímetro comum, nâo podemosfazer qualquei avaliaçãodevalor sem a ajuda
apresentarproblemasde isolamentocom pequenafuga. da rlcursosexternos.
- Resistêncianula - o trimer se apresentacom as armadurasem curto.

114 115
- Uma resistênciamuito alta ou infinita ou as duas - enrolamento(s
PROVADE TRANSFORMADORES com interrupção.ou seja,enrolamentoaberto.
* Passe à provade isolamento.
Tipo de Prova Observação:esta prova não detectacurto-circuito entre as espirasde um
enrolamento.
- De continuidadede enrolamentos
- De isolamento
de todos os tipos,áudio,RF e Fl l ei tur a condição
- Paratransformadores
de bom
com esta proüa,podemosverificarse existecontinuidadenasbobinas entre0
resistência
perfeito entre as bobinas e a e 1000ohm s
um transformadore também se existe isolamento
carcaça.As provasde eventuaiscurto-circuitosnasbobinas não podem ser feitas
infinita
resistência aDerïo
com o multímetro. ou acimade 50 k

Procedimento Provade lsolamento


OHMS xl
a) coloque o multímetro na escalamaisbaixade resistências: a) Coloqueo multímetro na escalamaisalta de resrstências:OHMS x1 k
o u OH M Sx l 0. ou OH MSxl O k.
bl Zereo instrumento' b| Zereo multímetro
c) ldentifiqueos terminaisdos enrolamentos ou sela,
do transformador,
c) l denti fi qu eos t er m inaisdosenr olam ent os.
primárioe secundário e meçaasresistências'
d) Coloquea ponta de prova vermelhado instrumentonum terminalde
como se segue'
d) As leiturassãointerpretadas
um dos enrolamentose a ponta preta no terminal (qualquer)do outro enrola-
mento.
e) Anote a resistência medida.
FUGA

PROVA DE ISOLAMENÌO
Fiqura 95
Interpretação
Figura 96
variandoentre 0 e 1000 ohms paraos dois enrola'
- Baixasresistências,
- Resistência
infínitaou acimade 5M - isolamentoem boascondicões.
mentos- transformadorcom os enrolamentosem bom estado'

117
116
Provade holamento:
- Resistênciaentre 5O k e 1 M - fugas entre os enrolame'ntos,o transfor-
mador nâo estáperfeito. leitura condição
* Resistênciapaixa, entre 0 e 5 k entre os enrolamentos- o transforma'
dor apresentactrrto.cifcuitoentre os'enrolamentos,(5) resistência
($) Estamndição não é válidaparaautotransformadores' acimade 5 M bom
resistência
entreS0ke2M fuga
Prova de eurtq qgm a Garcaça
resistência
a) éotôque .o.friltímetro na êscalamais baixa de tesistências:0HMS xl abaixode 5 k
,"o u .O HM S x 10. ì c"-
bl Zereo multímetro' i
.,. cI Encoste uma ponta dc prova nurn dos ternünais d; enrolamento primá' Provade Curto Com a Carcaça:
:rio e úois a outra na carcaçadg trqnsforrnador.
'
di Repltag prova comum dor'terminaisdo enrolamentosecrndrio' leitura condição
'. '
*,.' e) anote ai resistênciap, , '" ,
resistência
acimade 5 M
resistência
entre50ke2M

resistência
abaixode 5 K

Obrerva@s

Nos transformadorescom maisde dois enrolamentos,todos os secundário


devemser provados.
As resistênciasencontradasvariam muito em função da espessura do fio
usado e de seu comprimento, o qual é função da tensão,corrente, impedánci
etc.
Paratransformadoresmaiores,as resistências encontÍadasnormalmentesão
ÍTpnores,tendo em vista os comprímentos dos fios usadose suasespessuras.
No caso de autotransformadoresnão é válida a prova de isolamentoentre
Figun 97 os enrolamentos,pois na verdadeelessão interligados.
Os valorestoleráveispara.asfugas dependemmuito da aplicaçãodo trans
formador, mas,em geralnão se recomendao empregoabaixode 100 k.
InterPÍet4ãõ Paraas leiturasintermediáríasnão citadasnasprovas,a avaliaçãodo estado
fica por conta do projetista.

Rerist€nciainfinita ou acima de 5 M - o isolamentose en@ntra bon'f.


- Besistônciaentre 50 k e 2 M - o isolamento s€ encontra com fugas.O
transformador,estáem c-ondiçfo,duvidota.
- Resistënciabaixa. infurior a.5 k - o Transformadortem curto€ircuito
entre um enrolamento a *t*F.
" ,, .,
- :a

119
118
tDE NTtF|CA çà ODE E NRO L A ME NT O S (9) Se não soubertambémquaissãoos fios que correspondemaostermi-
DE TRANSFORMADORES nais, a medida combinadade resistênciapermite encontrá-los.Experimente
medir aos paresas resistências
entre os fios até encontrardois paresque corres.
pondamao primárioe secundário.
Tipo de Prova

- ldentificaenrolamentos
(primárioe secundário)
de transformadores leitura condição
de
quasetodos os tipos.
resistência
maisalta enrolamentode maiortensão
com esta prova, podemos identificar os terminaisgue correspondemaos ou maior impedância
enrolamentosprimário e secundáriode transformadores.os transformadores
maisbaixa
resisténcia enrolamentode menortensão
devemter enrolamentos com características
diferentes,ou seja,impedáncia.
ten- ou menor impedância
sãoou corrente.

Observações:
Proedimento
Evidentemente,para transformadoresde isolamentoem que a tensãode
a) coloque o multÍmetro na escala mais baixa de resistências: entradaé igualà de saída,não podemoslazera identificaçâo.
OHMS
xl o u O HM Sx 10. As resistências
encontradas podemserdadasda seguinteforma:
b) Zereo instrumento. - Primáriosligadosà redelocal:resistências entre50 e 500 ohms.
c) ldentifiqueos terminaisdos enrolamentos(5). Secundáriosde baixa tensão, entre 3 e 40 Volts para çorrentesentre
d) Meçaa resístênciados enrolamentose anore-as. 100 mA e 5A: resistênciasentre0 e 30 ohms.
- Saídade baixaimpedânciaparaalto-falantes: 0 a 5 ohms.
- Secundáriosde alta tensãoparaválvulascom tensõesentre 100 e 500 V
com correntesaté 50 mA: resistências de 50 a 500 ohms.
- Secundáriosde drivers para transistores: resistências
entre 2O e 2OO
TRANSFORMADOR
ohms.
EM TESTE
.l-., Os valoresacima são típicos, podendo ocorrer sensíveisdiferençasem
transformadores cujascaracterísticassejamespeciais.

A
il
r-ra{ |
lmportante:

tl
= o teste de identificaçâodeve ser feito depoisdo teste de funcionamento,
que verificaa continuidadedos enrolamentos.

"51
YI
\l

PROVADE CAPACITORES
VARIAVEIS
Figura 98
Tipo de Prova
Interpretação
- De curto-circuitoentreasarmaduras,
fora do circuito
- o enrolamentode resistênciamaisalta correspondeao de maiortensâo - Paravariáveisde todosos tipos
ou de maior impedância,
seo transformador for de áudio.
- o enrolamentode resistênciamais baixa correspondeao de menorten- Com estaprova,podemosdetectareventuais curto-circuitos
entreasarma-
sãoou menorimpedância. duras,lá que em vistada faixa de capacitâncias
pequenasque estescomponentes

1zCI 121
apresentam,nâo podemoster qualquer, tipo de informaçãosobre aberturaou condição
leitura
valor.
resistênciainfinita em
' todo giro bom
Procedimento
resistêncianula em
OHMS xl
a) Coloqueo multímetrona escalamais baixa de resistências: * todo giro em curto
ou OHMSxl0.
bl Zereo instrumento. resistênciavariandode
zero a infinito em pontos em
. c) Encoste as pontasde prova nos terminaisdo variável:armadurafixa e
diversospontos curto
armadura móvel da seçãotestada,se for de maisde uma seção.

cv Obrervações
OE
Ì{INIATURA ', Um veÍiável não pode ser usado (entra em curto) quando aS placas da
3 ÌERÌrllNAlS
armadurà rnóvel encostam na armadura fixa. Nos variáveisde núcleo de ar não
exist€ nenhum material separandoos coniuntos de placas,de modo gue pegue-
nas.defornrações inutilizam o componente.Com muita habilidadepode'sedesen-
tOrtar aS placas que ss en6ostam, e, agEim,recuperar O componente. Na parte
posterior dessesvariáveis,existe tamhÉm um parafuso de ajuste que movimenta
o Cóniunto de placas, permitindo aiustá'las de modo a evitar essesproblemas.
Àr vezes,o aiurte deste parafusoelimina curto€ircuitos.

PROVADÊ CAPACIÌONESVARIAVEIS

Figura99
medidaemtodo o girodo variável.
d) Anotea resistência Figura l@

Interpretação
\ Paraos variáveisde transistores,o isolanteé formado por folhasde plástico
- Abrindo e fechandototalmenteo variável,a resistêncialida não\aria, se tntr6 as armaduras.NesteScasos,pelo tamanho reduzido, desmontar e desc-obrir
mantendoem infinito - variávelem bom estado' ondo,estáo problemaé maisdif ícil.
- Abrindo e fechandototalmente o variável,a resistêncialida se mantém
em zero ohm - capacitorem curto.
- Abrindo e fechando totalmente o variável,a resistênciavaria brusca' lrportante
- o variável
mente em certos pontos, passandode zero para infinito e vice-versa
possuipontos de curto-circuito,em gue asplacasencostamumasnasoutras. Paraaplicaçôesexperimentais,variáveisde diversasseçõesque tenham ape'
(ou seções)
Íìa uma delas boa, pode ser aproveitados.Bastausarsomente a seção
Obs.:a variaçãode resistênciapode ser acompanhadade ruído de raspar qur não tenha problema.
das placasumasnasoutras.

122 123
IDENTIFICAçÃODE TOMADAS Figura 102
DE TRANSFORMADORES

MAIORES
RESISÍENCIAS
Tipo de Provra

- ldentificaastomadasde um enrolamentode transformado

Com esta prova, podemossaberqual das tomadasde um enrolamentode


tranSformador correSpOnde a maiorou menortensão,a maiorOUmenorimpedân-
cia, é à tomadacentraletc. Podemosaté graduar.em termosde impedânciaou
tensâo,asdiversas tomadasde um transformador.

Prooedinrento

a) Coloqueo multímetro na escalamaisbaixa de resistências: OHMS x1


ou O HM Sx 10.
bl Zereo instrumento. Interpretação
c) Meça as resistênciasdos fios até encontrar a do par que tenha maior
valor,Estepar correspondeaosextremosdo enrolamento. - Se o enrolamentotiver três fios, uma vez determinados os extremos,o
que sobreé a tomadacentral.Num transformadorde 110 V e 220 V, osextre-
EXÍREMOS ì ìo v
mos correspondema 220 V e o centro maisum extremo correspondentea 1 10 V.
- Se o transformadortiver mais de 3 fios, os intermediários podem ser
graduados em termosde tensãoou impedância a partir da referência.
Maior resis-
tônciasignificamaiortensãoott maior impedância'
- Nos termos enrolamentosde baixa tensão,a identificaçãodeveserfeita
medidaspodem ser muito baixas.
com atenção,pois as resistências

Obs.:paraos transformadores de 110 Y e 22OV, onde a tomadade 1 10 V


menorque a re-
em relaçãoà terra é ligeiramente
flCano centro,sua resistência
drtênciaem relaçãoao22OY.

Figura l0l

dl Depoismeçaa rêsistênciade cadatomada em relaçãoa um dos fios ex- R2<Rl

tremostomado como referência.


e) As interpretaçõesparaas medidaspodem seras seguintes: I Fígura 103

124 125
e"
bl Zereo instrumento.
leitura identificação c) Encoste os terminais do instrumento nos termísnaisdo componente.
a ponta vermelhadeveestarno pólo positivodo componente.
Prefgrivelmente,
resistênciamaior enrolamentode maior tensão posrçÃornrll

resistênciamenor enrolamentb de menor tensâo

resistênciamaior enrolamentode maior impedância


resistênciamenor enrolamentode menor impedância

Observações

As característicasdo enrolamentode um transformadorsãodeterminadas


tanto pela espessurado fio usadocomo pelo número de espiras.
Os enrolamentosde maior tensãoou impedânciatêm mais espirasde fio
mais fino e, portanto, apresentammaior resistênciaque os enrOlamentos
de me'
nor tensãoou menor impedância,que são enroladoscom fios maisgrossos"
Para as oorrentes,podemosdizer gue os enrolamentOsde maior Ggrrente
utilieam fios maisgrossose, portanto, apresentam,parauma mesmatensão,resis'
tências menores; Pela comparaçãode resistênciasde secundáriosde mesmâ PROVA DE CAPACITORES ELETROLITICOS
tensão de dois transformadores,podemoster uma idéia de qual pode fornecsr
maiscorrente.
Interpretação
- o ponteiro vai até a regiãodas baixasresistências(em torno de zerol e
dtpois com menoÍ velocidadevolta paraa regiãodasaltasresistências ou mesmo
Inílnlto. A resistênciafinal marcadaé maior gue I M - o capacitorse encontra
ELETROLÍTICOS
PROVADE CAPACITORES lm bom estado.
- o ponteiro desloca-separa a regiãodas baixasresistências(menor que
l0 k) e estaciona- o capacitorse encontraem curto ou com grandesfugas.
Tipo de Prova - o ponteiro não se move,ficando no infinito ou na regiãcide resistências
multo altas- o capacitorestáaberto.
- De Gargapara capacitoresde 1 a22 (X)0 uF - o ponteiro vai até a regiãodas baixasresistências
e depoisvolta, estacio-
- Fora do circuito, paraqualquertensfo mndo €m valoresentre 500 k e 2 M * o capacitorse encontracom fugasque,
- Detecta curtos e sbertura @nforme a aplicação,podem sertoleradas.

com a prova descrita, podemos determinar com precisãoo estado de urn leitura condição
capacitor eletrolítico, detectandoSeele sê encontraern bom estado,aberÍo ou
em curto. A avaliaçãodo valor pode ser conseguidâòom algunstipos de mgltí' Vai perto de zero e volta
metros e capacitoresde valorespequenos. a infinito
Proedimento Vai perto de zero e não
volta
al Paracapacitoresa partir de 1 uF, o multímetro deveser colocadona es' Não se move,permanecendo
e deveter pelo menos10 0O0ohms por Volt de sen'
cala maisalta de resistências em infinito
sibilidade.Escala:OHMSx100 ou OHMSx1 k.
podem não detectar com facilidadeo Vai perto de zero e volta
Multímetros de menor Sensibilidade
marcandoentreS00ke2M
estadode capacitoresna faixa d.eI a 10 uF.

127
Observações

A velocidadecom que o ponteiro se move na prova de um eletrolítico, e


depoisvolta a infinito, dependede seu valor. um capacitorde grandevalor faz
com que um multímetro tenha o ponteiro deslocadorapidamenteaté
perto de
r 'micos,de poliéster,de polipropileno,de papel e de todos os demaistipos co-
muns em aplicaçõeseletrônicas.O multímetro usadodeve ter sensibilidadede
pelo menos 20 000 ohms por Volt para alcançaros 20 nF e 50 000 ohms por
Volt paraalcançaros 10 nF.

volte lentamentepara infinito' Alcances:


zeroe depois
Já um capacitorde pequenovalor provocaum levedeslocamentodo pon-
e uma volta rápidaa infinito.
teiro rumo às baixasresistências multímetio mínima
capacitância
provada

50 000ohms/V 10nF
MOVIMENTO
PARA 20 000 ohms/V 20 nF
PEQUENOS
CAPACITORÊS
10000ohms/V 40 nF
1 000 ohms/V 200nF

Procedimento

que ele possuir,


a) Coloqueo multímetro na escalamaisalta de resistências
OH MSxl k ou OH M Sx10 k.
b'! Tereo multímetro.
c) Encosteas pontasde provado multímetro nos Ìerminaisdo capacitor
am prova, que deve estardesligadode qualquerctrcuito. Evite tocar com os
dcdosnos terminaisdo componenteou naspontasde prova duranteo teste.

Figura 105

Pelavelocidadede movimentação, de valores


podemosfazer comparações
em capacitoressem marcação'
ouanto às fugas,elasdependemdos valoresdos componentq.Nos eletro-
líticos maiores,as fugasmaioressãotoleráveis. - .....

DE 10 nF A lrttF
PROVADE CAPACITORES

Tipode Prova

- De cargaparacapacitores de 10 nF a Í uF
de todos os tipos paraqualquertensão
- Capacitores
- Detectacurtos e abertura

com esta prova, podemosdeterminar com boa precisãoo estadode um Figura 106
capacitor na faixa de valoresindicados.A prova é válida para capacitcrescerâ'
129
128
Interpretação Procdirnento
- O ponteiromove-seligeiramente para a direita,por fraçãode segundo,
OHMS x1
a) Coloque o multímetro na escalamais baixa de resistências:
para depois voltar a infinito. O movimento serátão menos perceptívelquanto
ou OH MSx10.
menor for o capacitoraté os limites indicados- o capacitorse encontraem bom
b) Zefe o instrumento.
estado.
c) Encosteas pontasde provado multímetro nos terminaisdo indutor em
- O ponteiro não se move -.o capacitorse encontraaberto, provaeanoteal ei t ur a.
- O ponteiro move-seaté marcardefinitivamenteuma baixa resistência
ou zero - o capacitorse encontraem curto.
ABERTA
- O ponteiro move-seligeiramentee volta, marcandoresistências entre
5 M e 10 M - o capacitorse encontracom fugas.

leitura condição

movimentoligeiroparaa direita bom


e marcaçãode infinito
movimentototal paraa direita curto
não se move aberto
move-separaa direita e pára fuga
entre 5 e 10M

Observações

Nestecaso,o movimentoserátanto maior quanto maior for a capacitân- PROVA DE EOBINAS DE GRANDES INDUTANCIAS

cia em teste.A sensibilidade do testedeve-sejustamenteà capacidadede poder-


mos observaros pequenosmovimentosda agulhado instrumento.Paraum mui-
Figura lO7
tímetro de maior sensibilidade, capacitoresmenoresaindapodem sertestados.
Pelaamplitudedo movimentoda agulha,podemoster uma idéíado valor do
componente.Comparações de valorespodem serfeitasdestaforma. Interpretação
Para as fugas, os valorestoleradosvariam muito, mas em geÈl;sqforem
inferioresa 5 M, o capacitornâo deveserempregado. - Resistênciabaixa, na faixa dos 5 aos 1 000 ohms, quanto maior for a
-\ lndutânciado choqueem prova - bobina em bom estado'
- Resistênciainfínita ou muito alta - a bobina se encontra aberta,ou
tja, com o fio interrompido.
PRO VADE B OB INA SDE GRA NDEI NDUT Â NCI A - Resistênciaanormalmentebaixa para a indutânciaesperada- a bobina
pode ter espirasem curto.

Tipo de Prorra leitura condição

- De continuidadefora do circuito de5a1Of f ) ohm s bom


- Revelainterrupçõese, eventualmente,
curtos
resístênciainfinita aberto
Com estaprova,choquesde filtros parafontesde alimentaçãoe choques resistênciaanormalmente
de grandeindutânciapodem ser provadoscom a ajudado multímetros.A prova curto
baixa
se destinaa choquesque tenham indutânciana faixa de algunsmilihenrys,até
1 ou maishenrys.

131
Observação sord(?l

É importante observarque a indutánciaapresentada


por uma bobina nada
tem a ver com a resistênciaque medimoscom o multímetro.Duasbobinasde
mesmaindutância, porém com capacidadesde corrente diferentes,podem ter
resistênciasbem diferentes.A espessurado fio usadoé que determina,basica-
mente,a resistênciaque medimos
Podemosapenasafirmar com certezaque quanto maior for a indutância

ffilf
e menor a corrente máxima suportada,mais fino e mais comprido é o fio
usado- o que implica em baixa resistência. Assim,podemosestabelecer a se-
guinte informaçãogeralparateste:
- Bobinasde pequenaindutânciaparaelevadas correntes- menoresresis-
tências,normalmentepróximasde 0.
- Bobinasde grandeindutânciapara baixascorrentes- maioresresistên-,
cias,podendochegaraté a I k.
Também é importante obiervar que a existênciade curtos entre espiras
adjacentes de uma bobina,de modo algumalteraa resistênciada bobinade ma- PROVA DE CAPACTÍORESIDF A .tOnF

neiraceptível,não podendoserdetectada.
Figura 108

lnterpretação

- Resistência
infinita - o capacitorse encontrabom ou, entâo,
aberto.
Outrasprovasdevemserfeitas se houversuspeitade abertura.
DE 1 pF A 10 nF
PROVADE CAPACITORES - Resistência
nuraou muito baixa- o capacitorseencontraem
curto.

Tipo de Prova

- De continuidadeparatodos os tiposde capacitores


de 1 pF a 10 nF
- Forado circuito
- Não detectase o capacitorestáabertoou bom (5)

(S) Não diferenciaestassituaçõespor motivosanalisados


adiante.
Com esta prova, podemosapenasdescobrirum capacÍtorem curto, massc
ele estiver aberto ou bom os resultadossão idênticos.Provasalternativasmais Observações
completasserâodadasmaisadiante.
Nâo podernosdetectar se um capacítorestá aberto,
ou bom, com esta
prova, em vista de não haver osciraçãoperceptÍver
de cargaque mávimentao
Procedimento ponteiro.
com relaçãoàs fugas,erastambém existem,e se forem
a) Coloque o multímetro nas escalasmais altas de resistências: detectadas,devem
OHMS $r analisadas.
x1 0 0 ou O HM Sx 1 k .
É claro que estaprovaem multímetrosdemenorprecisão(1000
bl Zereo instÍumento. ohmspor
Volt e-menos)é váridaparacapacitores atébem maisde 10 nF, como, por exem-
c) Encosteas pontasde provado multímetro nos terminaisdo capacitor plo' 100 nF, casoem que a movimentação
em testeque deveestarfora do circuito. do ponteiroé imperceptívermesmo
com um capacitorem bom estado.

132
r33
Paraas unidades,damosasseguintesequivalências:

1 uF = 1000 nF = 1 000000pF Í{OVIMENTO

1 nF = 0,001uF = 1 000 pF
1 pF = 0,001nF = 0,000001uF

Tipo de Prova
PROVADE PILHAS(1}
n
- Instantâneade correntede curto-circuito,parapilhassecascomuns
- Revelao estadogeralda pilha PROVA DE PILHAS
Figura 109
Esta prova deve ser feita rapidamentepara não esgotara pilha e poder dar
uma idéia de estado geral para pilhas comuns pequenas,médiasou grandes,e A pilha estáem boascondições.
até mesmobateriasde 9 V. A prova é feita com a mediçãorápidada correntede - A agulhatende para valoresintermediáriosda escala,mâsdevagar:
curto circuito.
entre 10 e 50 mA para pilhaspequenas
entre 30 e 100 rnA para pilhasmédias
Procedimento entre 50 e 250 mA para pilhasgrandes

a) Coloqueo multímetro na escalaapropriadade corrente,segun\o tipo A pilha estáfraca.


de pilha a sertestado.As escalasrecomendadas
são: - A agulhamal mexe, indicando@rrentesmuito baixas:
Pilhaspequenas(AA) - escalacapazde medir pelo menos1C|()mA
Pilhasmédias(C) - escalacapazde medirpelo menos300 mA abaixo de 20 mA parapilhaspequenas
Pilhasgrandes(D) - escalacapazde medir pelo menos600 mA abaixode 40 mA parapilhasmédias
Parapilhas alcalinasnão se recomendaeste tipo de prova.Tambémnão se abaixode 60 mA parapilhasgrandes
recomendaestetipo de prova em bateriasrecarregáveis (Nicádmio).
b) Encoste rapidamenteas pontas de prova do multímetro, observandoa A pilha eíá totalmente esgotadaou muito fraca.
polaridadenosterminaisda pilha. A agulhadevemovimentar€emaisrapidamente
ou mais lentamente.Não a deixe tender a passardo fim da escala.Desligueas
pontas. A prova deve durar apenaso suficientepara se ter uma idéia do movi-
mentoda agulha. leitura condição
pilha

Interpretação peguena média grande


60'mA ou 160 mA 320 mA ou
- A agulha tende rapidamentea uma corrente de mais da metadeda es- mais ou mais mais boa
cala:
10a50mA 30 a 100 mA 50 a 250 mA fraca
60 mA parapilhaspequenas abaixode abaixode abaixode
160 mA parapilhasmédias 20 mA 40 mA 60 mA esgotada
320 mA parapilhasgrandes

134 135
Observações Procedimento
a) Coloqueo multímetro na escalamaisbaixa de resistências:
OHMS x1
Os valoresindicadosdevemser analisadosem função do tipo de aparelho
ou OH MSxl 0.
alimentado.Uma pilha que pode estar "fraca" paraalimentarum aparelhode
alto consumo, como uma lanterna ou um gravador, pode ainda ter energia bl Zereo instrumento.
c) ldentifiqueos terminais(pinos)da válvulaque correspondemao fila.
suficientepara alimentar,por muito tempo,aparelhos
de menorconsumo.como
mento.
rádiosportáteise outros eletrônicos.
d) Meçaa resistência.
A avaliaçãode estado depende também da aplicação.Por este motivo,
recomendamosque ao retirarempilhas fracasde um aparêlhoainda as guardem
ABÊNTO BOM
em sua bancada,pois podem servirpara alimentaraparelhosde baixo consumo
que sejammontados,com grandeeconomia,portanto!

Pilhasou Bateriasde 9 V

A prova de bateriasde 9 V pode serfeita de modo semelhante.Nestecaso,


as leiturassão:

- Correnteacimade 50 mA - bateriaboa
- Correnteentre 10 a 40 mA - bateriafraca
- Correnternenorque 10 mA - bateriafraca ou esgotada
\
lmportante
)
O repouso de pilhas por algumashoras pode dar tempo para ação do
despolarizanteinterno - o que significauma espéciede "recuperação".Assim,
ao ser retirada de um aparelhoem funcionamento,o teste de uma pilha pode Figura | | 0
revelaruma condiçâopior do que a reveladanum teste apósalgumtempo de
"descanço". . Interpretação'
Do mesmo modo, uma pilha esgotadapode revelarno teste que está em
boascondições,mas ao ser colocadapara funcionar, em pouco tempo suacapa- - Resistênciabaixa, variandoentre algunsohms e algumasdezenasde
cidadede fornecimentode energiadecresce e ela não maispodeserutilizada, ohms- a válvulaestácom o f ilamentoem bom estado.Não estáqueimada.
- Resistência
infinita - a válvulaestácom o Íilamentointerrompido,ou
s€ja,estáqueimada.

PROVADE FILAMENTOSDE VALVULAS

Tipo de Prorra resistência


baixa
resistência
infinita
- De continuidadedo filamento
- ldentificaçâo
dos terminaisde fílamento
Observação
os filamentosdas válvulastermiônicas(válvulasde rádioe TV) podemser
testados,verificando-sese o dispositivoseencontraou não queimado.A provaé Uma das causasda inoperánciade uma válvulaé a interrupçãoou queima
simplese é válidaparaqualquerválvulafora do circuito. de seufilamento.Podemosprovarestefilamentocom o multímetro,masa prova

1 36 131
é parcial, já que existem também outras causasprà. inop.rânciade válvulas. Procedimento
uma dessascausasadicionaisé o "esgotamento",que se deveà perdada capaci-
dadede emissãopelo catodo. a) Precisamosde materialadicionalparaa prova,conforme o tipo de pilha.
A prova de emisão deveser feita com instrumentosespeciais. Este material consiste no seguinte:um resistor,cujo valor dependedo
Lembramosgue para identificar os pinos de uma válvula,devemosobser- tipo de pilha,a saber:
vá-la por baixo e contar os números no sentido horário, a partir da vaga,ou,
então,a partír da marcô,conforme mostraa figura. tipo de pilha resistorde 1 W

peguenaseca 33 ohms
pequenaalcalina 15 ohms
médiaseca 15ohms
o" -o o. uo médíaalcalina 10ohms
O2 6O O2 6O
grandeseca 5,6 ohms
to
ó grandealcalina 3,3ohms
d ot to
a\
o\
b) Com a ajuda de dois caboscom garrajacaré,ligue o resistor,como mos-
tra a figura, e meça a tensãoda pilha. O multímetro deve estar na escalaVolts
DC, que permiteler até 1,5 Volt.
Figura | | |
aor(r,z-r,c)
A resistênciamedida é a frio e niÍo correspondeàs condiçõesreaisde fun-
cíonamentoda válvula.A resistência,entretanto, seráproporcionalà tensãoe à
corrente,
Válvulasde menor tensãode filamento e maior correnteterão resistências t.\i.r'
maisbaixas.
Lembramosque para os tipos americanos,que começamcom um número
na sua identificação,estenúmero representaa tensâode filamento.
Exemplo:6AO5 tem uma tensãode filamentode 6 V, enquantoque 12AU7
tem uma tensãode filamentode 12 V.

PROVADE PILHAS(2}

Fígura I 12
Tipo de Prova

- Inbrpretação
De ondição, com corrente controlada para pilhas de todos os tipos
- Revelao estadogeralda pilha
- Tensõeslidasentre 1,2 e 1,5 Volt - a pilha estáboa.
Nesta prova, fazemosa pilha fornecer uma corrente conhecidapara uma - Tensõeslidasentre 0,8 e 1,2 Volt - a pilha estáfraca.
cargae medimosa tensãoque ela mantém.Com isso,podemoster uma boa idéia - Tensõesabaixode 0,8 V - a pilha estámuito fraca ou esgotada.
do estado geral da pilha no fornecimento de uma corrente algo elevada,sem o
perigode sobrecarga, Obs,:a prova deve ser feita rapidamentepara não drenarmuita energiada
como no testede curto-circuito.
pllha e também para não deixar o resistoraquecer.

1 38 139
PROVA DÊ REEO-SWITCHES
leitura condição

tensãoentre 1,2 e 1,5 Y boa


tensãoentre0,8 e 1,2 Y fraca
tensãoabaixode 0,8 V muito fracaou
esgotada

Observações

Paracalcularo regimede correnteem que o testeé feito bastadividir a


tensãoda pilha (f.e.m.,na verdade)pelo valordo resistorusado.
Paraa prova de pilhas recarregáveis,
podem ser usadosos mesmosvalores
de resistência
da provade pilhasalcalinas.
Parabateriasde 9 V, o resistoÍpode ser de 100 ohms paraalcalinas
e 1b0
ohms parasecas.
Figura 113
As tensõesmedidasdevemestarentre 7,b e g V, parauma pilha razoavel-
mente boa. Entre 5 e 7,5, temos uma bateriafracae abaixode s V ela estarií lnterpretação
esgotada.
- Resístência muito baixa,quandoo reed-switch se encontrafechado(sob
a açãodo imã},e resistênciainfinita quandoaberto- reed-switch
bom.
- Resistênciamuíto alta nasduasprovas- reed-switchcom problemasde
contato, não estáatuando.
PROVADE REED-SWITCHES - Resistênciasempre baixa nas duas prova - o reed-switchpode estar
COmos contatos"presos", permanecendona posiçãofechado.

Tipo de Prorn leitura condição

- De funcionamento fechado- resistênciabaíxa


aberto- resistência
infinita bom
com o multímetro e um pequeno imã, podemostestar tanto reed-swit- resistência
semprealta i n a ti vo
cfrescomunsquantosimples,como múltiplasrevelandoseuestado.A provatam-
bem pode detectar contactos queimadospor excessode corrente,quando, en- resistência
sempÍeem curto contatos
tão, a resistênciase torna elevada. presos

Observações
Procedimento
Os reed-switchesnormalmente são projetados para controlar correntes
a) coloque o multímetronasescalas maisbaixasde resistências;oHMS xl muito pequenas, no máximode 500 mA a 1 A, confprmeo tipo.
o u O HM Sx l 0.
correntesmaioresdo que estascausama queimados colìtatos,que depois
b) Zereo instrumento.
tornam-seinativosou. então,grudam,inutilizandod componente.
c) A prova deve ser feita fora do circuito. Ligue as pontasde prova, pre-
A posiçãorelativado imã no acionamentode um reed-switch tambémé
ferivefmentecom garrajacaré,nos terminaisdo reed-switch.
lmportante:dependeda maneiracomo os pólos deste imã são dispostos.Na
d) Anote a resistência e depois aproximeum imã pequenodo corpo do ílgura,mostramoso nnodode açãode um campode imã nasláminasde um reed-
componente.Anote a nova resistência,que se obtém com as lâminasfechadas.
lwltch paraque ocorrao acionamento.

1 40 141
.>-\
,r'

t{.t ll
,/.'

,/1 'È,
í\ Figura | | 4

LIMrr,ras

Observamostambém que a perda de gásdo interior de reed, já gue ele é


cheio de gasesinertespara se prolongara vida dos contatos,não pode serdetec-
tada com as provasdescritas.

PROVADE LEDS

Tipo de Prova

- Provade Íuncionamentocom multímetrosdotadosde bateriasde 3 V


- Paraledsfora do circuito oHMS Xì
oHMS X ÌO

Esta prova pode ser realizadapor multímetros que usem duas ou maispi-
lhas ou que possuambateria de tensõesmaioresque 15 V na escalamaisbaixa
A prova é perfeita, pois o led acenderáse estiverbom, além da
de resistências.
indicaçâodada pelo instrumento.
O teste consisteem se polarizar o led no s€ntido direto com tensãosufi-
cientepara havera conduçãoe medir a suaresistêncianestascondições.

Proedimento Figura | | 5

a) Coloqueo multímetro na escalamaisbaixa de resistências: OHMS x1


o u O HM Sx l0.
bl Zereo instrumento. - Resistência
infinita na leitura inversae o led não acende- o led está
bom.
c) Meçaa resistênciado led nos dois sentidos,ou seja,primeiro ligandoa
ponta vermelhano anodo e a preta no catodo e depois invertendo. - Leíturade alta ou de baixa resistência
nasduasprovase em nenhuma
mcdidaeleacende- seo instrumentofor de uma únicapilha,o testenão seapli-
d) Anote os resultadose observeo led.
ca.Se for de duaspilhas,o led estábom. (S)

I nterpretação (5) É convenienteter um led bom para tazerotestecomparativoe verifi-


car de que modo seu multímetro, especificamente.se comporta neste caso.
- Resistênciabaixa (abaixo de 5 k) na leitura direta e o led acende- o Anote a resistênciatípica na prova direta, pois ela servede padrãopara os leds
led estábom. que forem provados.

142 143
Procedimento
leitura condição
a) Coloqueo multímetro na escalamaisbaixade resistências: OHMS xl
direta - o led
resistência ou OH MSx10.
acendee a resistênciaé baixa bl Zereo instrumento.
c) o motor deveestarfora do circuito. Encosteas pontasde prova do mul-
resistênciainversaalta ou
bom tímetro nosterminaisdo motor que estásendotestado.
infinita
d) As leiturasde resistência
devemser feitasao mesmotempo em que se
resistênciamuito baixa ou gira com a mão o eixo do motor, vagarosamente.
muito alta nasduasprovas queimado

Observações
As resistênciasmedidasna prova direta variam conforme o led. Paratipos
vermelhos,a resistênciaé mais baixa que no casodos verdese amarelos,onde a
tensãoem que começahavera conduçãovaria.Paraos vermelhosa conduçãoco-
meçaem torno de 1,6 V, paraos verdesem torno de2,1 e paraos amarelosem
torno de 1,8 V.
As mesmasprovastambém são válidaspara os leds infravermelhos,caso,
entretanto,que nâo podemosobservarseuacendimento. OHMS Xì
oHMS XrO

Explicação
Lembramosque os ledsse comportamcomo diodos,mascom a diferença
que possuemuma tensãoem que começaa havera conduçãomuito maisalta que Figura | 16
os diodoscomuns.Se parao diodo de germânioestatensãoédeO,2 Veparao
de silício é de 0.6 V, um led vermelhosó começaa conduzircom 1,6 V' Já a
tensãoinversatambém não pode superaros 5 V para os ledscomunstipicamente Int€rpretação
- o gue não ocorrecom'diodosque normalmentetêm valoresmaisaltos.
A provade polarizaçãodireta deve,portanto,ocorrercom pelo menos1,6 - Resistônciabaixa,na faixa de algunsohms,paratoda a voltado eixo do
V - daÍ a exigênciado multímetroter pelomenosduaspilhasna escalade resis- motor com pequenasoscilaçõesde curta duração durante o movimento - o
tênciasempregadas. motor estáem boascondições.
- Resistênciainfinita ou muito alta - o motor estácom a bobinaaberta
ou, então,existeproblemade escova.
- A resistência
oscílaentrevaloresbaixose infinito duranteo movimento,
g de forma acentuada- podem ocorrer problemasde contatosinternosna esco-
PROVADE MOTORESDE CC va,que devemserverificados.

leitura I condição
Tipo de Prova
baixaresistência bom
- De continuidadedasbobinas
resistência
infinita aberto
Com esta prova, podemosdetectar interrupçõesda bobina ou problemas problemas
de escovasde pequenosmotoresde correntecontínua, como os usadosem toca- oscilações
de resistência de escova
discos,gravadores,
computadores,brinquedosetc.

144 145
Observações contatos.Relêsde todos os tipos, para altas e baixastensõese inclusivereed-
rclás,podemserprovadoscom eficiência.
A resistênciaencontradapara a bobina de um pequenomotor de cc de-
pendetanto de suapotênciacomo de suatensãode trabalho.
Podemosdizer, de modo geral,que a resistênciaserátanto maisalta quan- MaterialAdicional
to maior fdr a tensãode operaçãoe menora potência,pois nestecasoé usadofio
maisfino. paradispararo relê.
1 fonte de tensãode acordocom o necessário
Paramotoresdo tipo "passo-a-passo", como os usadosem impresorasde
computadorese registradoresgráficos,será preciso identíficar os terminaisdas
bobinase tazero teste uma a uma, como mostraa figura. Procedimento

1. Prorade Continuidadeda Bobina

a) Coloqueo multímetro na escalamaisbaixa de resistências:


OHMS x1

s
à
ou OH MSx10.
bl Tereo instrumento.
c) Encosteas pontasde prova nos terminaisda bobínado relê,que deve
medida(5).
rstarfora do circuito.Anote a resistência
rc
È

rc
ç 13

l 'l f+vcc/L2 -) BATXA


L!,4+UCCtL4 aaxa
->

Figura I 17

As resístências
encontradasdevem ser baixas,varíandoentre algunsohms
e, no máxímo,algumasdezenas de ohms.
o mesmo teste também vale para dínamos de bicicleta,já gue no fundo
elestambém são pequenosmotores.

Figura | | I
PROVADE RELËS
Interpretação
Tipo de Prova
- Baixa resistênciaentre 5 e 500 ohms - o relê estácom a bobinaem
-. De continuidadeda bobina e de contatos bom estado,apresentando continuidade.
- De disparo,com recurso,adicionais,para relêscomuns - ResistêncíainÍinita ou muito alta - o relêseencontracom a bobinain-
tarrompida.
Nesta prova, podemos fazer a comprovaçâoda continuidadeda bobina e
com uma fonte de tensâo,de acordo com a bobina, também Íazera prova de (5) Nestamedida,pode-sefazera identificaçãodos terminaisde bobina

r46 147
de 5 a 500 ohms,con-
'do relê.o par de terminaisque resultarnuma resistência ABERTO

aosda bobina'
forme o tipo, corresponde

baixa(entre
resistência
5 e 500.ohms)
infinita
resistência

Observações

Neste caso, podemosfacilmentedeterminara resistênciaque deve ser


medida a partir do conhecimentoda tensão e disparo e também da corrente,
quandoo fabricantenão fornecerdiretamentesua resistência. rersÃo oe qcoaoocon o nelÊ
que devesermedida,usamosa fórmula:
Paracalculara resistência
Figura | 19
R= V / l g) Damos,a seguir,os resultados
dasleituras.

da bobinaem ohms
Onde:R é a resistência
V é a tensãode disparoem Volts lnterpretação
| é a correntede disparoem ampères
- Provade contatosNA: a leituraantesdo disparoé de alta resistência,
Por exemplo,um relê de 6 V que disparacom 100 mA, deveter'umaresis- ctlndo a zeroquandoo relêfecha- o relêestabom.
tênciade bobinade: - Provade contatosNF: a leitura antesdo disparoé de baixa resistên-
cla,zeroohms,elevando-se parainfinito quandoo relêdispara- o relêestábom.
R = 6/0,1 - A resistêncianão se alteracom o fechamentodo relê, mantendo-se em zero
R = 60 ohnrs ou infinito tanto na prova de contatos NA como NF - o relê está com proble-
mat de contatos.

Procedimento
leitura condição
2. Provade Fechamentode Contatos
NA - resistênciaalta antes
a) Coloqueo multÍmetro na escalamaisbaixa de resistências:OHIMSx1 do disparoe nuladepois bom
o u O HM Sx 10. NF - resistêncianulaantes
bl Zereo multímerro. do disparoe infinitadepois bom
c) Monte o circuito da figura paradisparodo relêcom umafonte de acor- A resistêncianão se altera
do corn suatensão. antese depoisdo disparo r uim
d) ldentifiqueos contatosa seremtestadose ligueo multímetro,confor-
me mostraa mesmaf igura.
Oblerva@es:
e) Anote a resistênciacom a fonte desligadae depois ligue-a.Anote a
com a fonte ligada.
resistência
A resistênciaideal de contato de um relê é zero, mas, na prática,temos uma
f) Estejaatento para o estalidoque os contatosdo relêdevemdar no mo-
frfgÍo de ohm. Se a resistência
for alta, issopoderevelarproblemas de contato.
mento de ligaçãoda fonte.

14 8 149
Paraos relêscomuns,de muitos contatos,é precisofazer'aidentificação
de Material Adicional
todos oì pa.rese, tendo por baseos resultados
do teste,podemosfazersuaiden-
tif icação. 1 fonte de corrente contínua variávelcom tensãomáxima de acordo com o
rel6 em teste.

Procedimento

a) Coloqueo multímetro na escalade correntesintermediáriaque permita lei-


turas da ordem de 20 a 100 mA, conforme o relê em teste: DC AMPÈRES100
ou 150.
b) Façaa conèxãodo instrumento,relêe fonte, conforme mostraa f igura.

R E LES MC

Bì, 82 : BoBINA
C s COÍtlUt{
NF : NORMALM ENTEFEC H AD O
NA: NORilALM€NTE ABER T O

Figura | 20

Na figura,damosa disposiçãode contatosde relêsMC e RU, que sãoos mais Figura 121
comunsnosprojetosde eletrônica. c) A polaridadedas pontasde prova do multímetro devemserobservadas.
d) Partindo dezero, vá aumentandoa tensãoda fonte até o instanteemque
O@rreo fechamentodos contatosdo relê.Esteinstantepode serdetectadopelo
fttllo dos contatosou pela ligaçãode um led ou lâmpadacomo monitor.
c) A leitura de corrente obtida neste instante correspondeà cprrente de
v E R tF tcA çà oD A S E N S T B | LtDADE
DE UM RËLÊ írohamentodo relê.
fl Se a fonte tiver voltímetro na saída,podemoster a tensãomínima de fe-
ohtmonto do relê também indicada.Se nãotiver, é só medir com o próprio multí-
Tipo de Prona mdro na escalaDC Volts apropriada.
g) Se o ponteiro do multímetro tender a passardo fim de escalaantesdo fe-
- De sensibilidadeparacorrenteem relêsde correntecontínua ohtmento, mude parauma escalamaisalta.
- Pararelésfora de circuito de 3 a 24 Volts

A corrente em que ocorre o fechamentode um relê pode ser medidacom a


ajudado multímetro nestaprova,que exigeo uso de uma fonte auxiliardeten-
sõescontínuas,de acordocom o relê que estásendotestado.

150 151
Observações P RO V AD E I N S T R U M E N T ODSE B O B I N AM O V E L
Normalmente,os fabricantesespecificam paraseusrelêsa tensãono.minalde
operaçãoem funçãoda qual certamenteo relê fechafirmementeseuscontatos. Tipo de Prova
Com a prova indicada,estabelecemos a correntemínima de fechamento,que
ocorrenormalmentecom tensõesbem abaixoda tensãonominal. - da bobinamóvel
De continuidadee resistência
Paraum relêde 6 V é típico encontrara tensãode fechamentoem torno de - De determinaçãode sensibilidade
4,5 ou 5 V, quando, então, se necessitade uma corrente de até 25% inferior à
correnteespecificada pelo fabricante. com esta prova, podemosverificarse um instrumentorle bobina móvel,ou
É claro que esta indicaçãodeve servirde basepara um projeto no sentidode mesmoferro móvel,se encontraem boascondiçõese tambémestabelecer algu-
que deveremoster valoresmaioresque o encontradoe nunca iguais,pois, de mais importantescomo a resistência
mas de suascaracterísticas da bobina e,
outro modelo,o acionamento do relêpodeestarsujeitoa falhas. a sensibilidade.
eventualmente,
Estemesmotipo de provatambémé válidoparareed-rêles.
Se você nâo dispuserde fonte variável,damos,na figura abaixo,uma confi-
guraçãoeconômica. Procedirnento

1. De continukladee resist6ncia

oHMs x1 ou
a) coloque o multímetro na escalamaisbaixade resistências:
OH MSxl 0.
bl Zereo instrumento.
c) Encosteas pontasde prova do multímetro nos terminaisdo instrumento
om prova.

FONÍE FIXA ]2V


(soona ou MArs
)
oHMS Xt
oHMS X rO

Figura 122

Interpretação
Nestaconfiguração,o potenc:iômetroregulaa corrente.Depoisde determina- que pode variarentre algunsohms e até algumas
- Mede-seuma resistência,
da a corrente no relê, basta medir com o mesmomultímetro a tensãona suabo-
crntenasdeohms_oinst r um ent oest ácom abobinaem boascondiçõesea
bina. da bobinamóvel'
medidaé a resistência
reristência

152 r53
2. Prornde sensibilidde
- A resistênciamedidaé infinita - o instrumentoestáaberto'

nestaprova não sedetectamproblemas Procsdimanto


de origem mecânicanem Problemas
a) Monte.o circuito mostrado na figura com a utilizaçãodo multímetro, de
de curto'circuito na bobina.
um potenciômetrode 47 k e o instrumentoem prova,além de duaspilhasliga'
dasem série.
CORRENÍE OÊ FUNOO OE
ESCALA LIOA AOUI

infinita
resistência

Observações

A resistênciada bobina móvel de um instrumentosensível,na faixa de 50 uA


ou menosa 1 mA, pOdevariarentre algumasdezenasde ohms até algumascentê-
nas de ohms. Em geral,quanto maissensívelé o instrumento,tanto maior é a
resistênciaencontradaparaa bobina.
Paraa provade instrumentosde ferro móvel,a prova também é válida.
obs er v am osq u e e s ta s p ro v a s d e v e m s e rfei tascomoi nstrumentoforadosci r.
cuitos e sem elementosadicionais,que os toÍnam aptos a medidasde correntes
mais intensas,c.omoas shuntsou as resistências multiplicadoras,no casodos vol-
tímetros. Apenasa resistênciado instrumentodeveestarno qlcuito'
Com os shuntsno circuito, as resistências medidaspodemcair a algunsohms
ou mesmofração de ohm, conforme a faixa de correntesindicadapara o instru'
(x)REouztR PARAMAloREs
mento. FUNOOSDE ESCALA

Figura 124

INSTFUMENTO

resis'
b) o potenciômetro inicialmentedeve estar na sua posiçãode máxima
úncia,
que o fundo
c) Ligue o circuito. Se a agulhado instrumentotender a maisdo
a, useum potenciômetro de 100 k ou mesmo 22A k em lugarde 47 k'
dr ercaf
' d) O multímeìro deve estar na escalaAmpèresque permita leiturasna faixa
dr I a 10 mA, aProximadamente.
que sua agulhavá
r) Gom o circuito ligado, vá girando o potenciômetroaté
SHUNT lú o fim da escala.Leiã po multímetro a corrente correspondente: ela é a cor-
ilntt d€ fundo de escalado instrumentoem testetambém'

155
I
Interpretação Procedimento

* A corrente marcada no multímetro, quando o instrumento em prova 1. ProvadeEstdo


é a correntede fundo de escala'
marcao fundo de escala,
a) coloque o multímetro na escaiamaisbaixade resistências: OHMS xl
ou OH MSxl 0.
bl Zereo instrumento.
c) Meçaa resistênciano sentido direto e depoisno sentidoinverso.como
a ordem exata não importa, bastaencostar as pontasde prova nosterminaisdo
díodo, anotar a resistênciae depois repetir a prova invertendoas posiçõesdas
pontasde prova.
Explicação

O que fazemosnestaprovaé ligar um instrumentojá calibradoem termosde


corrente com um que nâo estejacalibradoe que desejamosestabelecero valor
de fundo de escala.
ComOnum circuito em série,a correnteé a mesmaem todosos seuspontos.
Entâo a correnteque circulapelo multímetroé a mesmaque circulapelo instru-
mento em prova em qualquer instante.Ouando o instrumentoem prova marcar
sua corrente de fundo de escala,podemosentâo lê-la diretamentena escalado o H MSX ì
multímetro. oHMSXlo

Baseadosnesta idéia, podemosnão só estabelecera corrente de fundo de es-


Calacomo também estabelecer outros pontos de escala,se assimfor necessário.
Observações

Lembramosque os instrumentosde ferro móvel são menossensíveise que


também não possuemuma escalalinear, Para estes,as correntesencontradas
podem ser bem maiores,havendoo casoem que não estejamosde possede mili-
amperímetrosou microamperímetros,mas sim de voltímetros, casoem que os PROVA DE OIOOOS
procedimentosindicadosnão sãoválidos.

PROVADE DIODOS

Tipo de Prora

-
-
-
De estadodasjunções
Paradiodosde silício,germâniode usogerale retificadores
Forado circuito
ohÍú s x il(
oHMS XÌO(

ï
l"^,
Com esta prova, podemosverificaro estadogeraldasjunçõesde diodos de
uso gerqle retificadoresparacorrentesaté 10 A ou maise tambémdetectareven'
PROVA INVÊRSA
l*"'"
tuais fugas.As provassãode continuíCadee feitasem duasetapas,com a medida
da resistênciano sentidodireto e no sentidoinverso.

1 56 tc l
Interpretação

- No sentidodireto (uÍra das medidas),a resistência é muito baixa (não


su p er ando5000o h m s ,c o n fo rm e o d i o d o )e n a outrai nfi ni ta-odi odose
encontraem bom estado'
no inverso (outra
- Tanto no sentido direto (uma das medidas),como
medidaé muito baixa- o diodo seenúlntra em curto'
medida),a resistência
(outramedida)'
- Tanto no sentidodireto(uma medida),como no inverso
a resistênciamedidaé infinita - o diodo se encontra aberto'

paradio-
obs.: os valoresencontradosna resistênciadireta variamde diodo
do, conforme a aPlicação,o tiPo etc.

alta resistência Figura 127


baixa resistência
alta resistência

Interpretação
Observações
das próprias - A resistênciapara diodos de silício é superior a 50 M - o diodo se en-
A leitura no sentido direto dependede diversosfatores,além contra bom, semfugas.
do diodo, como do instrumento usado. Assim, num instrumento
características - A resistênciaparadiodos de germánioé superiora 500 k - o diodo está
d el00ohm s por V o | tn a e s c a | a o h ms x l 0 ,m e d i mosparaosl N 4004resi stên. tm bom estado.
de 50 000
cias em torno de 580 0hms no sentidodireto. Já com um instrumento - As resistênciassão inferioresaos dados para as medidasanteriores- o
o hm s por V olt nae s c a l a OH M s x l 0 O,me d i m o s paraomesmol otededi odos dlodo tem fugas.
resistênciasdiretasde 2000 ohms.
Destemodo, fica dif íci| dizer a|go sobre as características do diodo em si,
de resistência, pois ela depende do instrurnento, tratando'$e
UrseuOo,na leiturã leitura condiçâo
de uma prova sob condiçõesespecfficas. Tudo que podernosdizer é que:
(abaixo de 5000 0hms), o
- Tendo baixa resistênciano sentido direto silício = maiorque 50 M bom
diodo pode serconsideradobotn' germânio= maiorque 500 k bom
de modo al'
- O valor.da resistênciamedida nesteteste não corresponde, silício menorgue 50 M. com fuga
gum,àquelaquevaiserapresentadapelocomponenteqÚandoemfuncionamento. germâniomenorque 500 k com fuga

2. Provade Fuga
a) Coloqueo multímetro na escalamais alta de resistências: OHMS xl k Observações
o u O HM Sx 10 k .
b) Zere o instrumento' Conforme podemos ver, os diodos de germánio apresentamresistências
me- Invarrasbem menoresque os de silicio.Assím,num lote de 1N4007ou 1N40O4,
urçu a resistênciano sentídoinverso.{se tiver dúvidas,faça asduas
"j se o diodo estiver tn@ntramos sempreresistências maioresque 50 M, enquanto que num lote de
didas, a de alta resistênciacorrespondeao sentido inverso,
em bom estado). variaramentre 500 k (e até pouco menos)e 1 ou 2
lN34 e 1N60, as resistências

159
15 8
"M para os diodos bons. As medidasforam Íeitascom um multímetro de 50 000 Figura1284 PROVA DE ZENERS

ohmspor Volt na escalaOHMS x10 k.

l"^,
P ROV ADE ZE N E RS

Tipo de Prova

- Forado circuitoparaqualquerzenerde maisde 3 V


- Provade junção semdeterminara tensãozener ï

Com esta prova, simplesmentedeterminamosse um diodo zenerde tensão


conhecidaestá oU não em bom estado.A prova é de junção, como nos diodos

dições,com uma tensâo de prova menor a zener, se



comuns,em que polarizamosno sentidodireto e no inverso, que,nestascon-
que ele comportacomo um
l**"
diodo comunt.

Interpretação
Procedimento

oHMS xl - No sentido direto (uma das medidasl,temos uma baixa resistência,


e no
a) coloque o multímetro na escalamaisbaixa de resistências: sentido inverso,uma alta resistência,normalmenteinfinito - o diodo zener se
ou O HM Sx l0. encontraem boascondições.
bl Zereo instrumento.
- No sentido direto e no sentidoinverso,encontramosbaixasresistências
c) Meçaa resistênciano sentidodireto e no sentidoinversodo diodo zener * o diodo se encontraem curto.
em prova, - Alta resistênciano sentido direto e também no sentido inverso - o
diodo se encontraaberto.

Figura 128
leituras condiçâo

baíxa resistência- direto bom

l"^'*
alta resistência- inverso bom
duasmedidasde baixa iesistência em curto
duas medidasde alta resistência aberto

Observações
ï
^*"oo Para tensõesde teste menores que a tensâo zener, os diodos zener se
comportam como diodos comuns, apresentandouma baixa resistência'quando
I polarizadosno sentido direto e uma alta resistênciano sentido ínverso.A baixa
resistência,conforme o instrumento,pode chegaraté um máximo da ordem de
5000 ohms. A alta resistênciacaÍrá para valoresde até 100 k ou menos,se a
tensãozenerfor próxima da tensãode prova.

ft
*:
3 161
160
fr
A prova de um diodo zener de 2 V 7, por exemplg revelauma resistência InOrpretação
inversade apenasalgumasdezenasde quilohms. Asim, a resistênciano sentido
inversoseráapenas4 ou 5 vezesmaior do que a medidano sentidodireto, neste - Resistênciamedidaentre 4 k e 10 k - o transistorunijunçãoestácom o
caso. É importante, portanto, saberexatamentequal é a tensãoque estásendo ub$rato, ligaçãoentre bases,em boascondições.
usadana prova com um multímetro. - Resistênciainfinita ou muito alta - o transistorestáaberto.

Oôs..'valoresparao 2N2646.

UNIJUNçÃO
PROVADE TRANSISTORES

Tipo de Proua

- De resistênciaentre basese de junçãoúnica


Observações
Com esta prova, podemos determinar o estado geral de um transistor A ligaçâoentre as basesde um transistorunijunçãonão tem nenhumajun-
unijunção tomando como baseo tipo mais comum que é o 2N2&16. Com a ção,de modo que medimosuma resistência parao 2N2646
pura.Estaresistência
prova, podemos detectar o estado do substrato (resistênciaentre bases)e da variatipicamenteentre 4,7 e 9,1 k, mas pode variaraindamaisse levarmosem
junção única,podendoestabelecer
com issoas condiçõesde funcionamento. contsoutrostipos de unijunção.
Uma vez feito o teste de resistênciaentre bases,deve também ser feito o
tüt€ da junção única.
1. ProvadeSubstrato
2. Provade Junção
a) Coloque o multímetro na escalade resistências OHMS xl0 ou OHMS a) Coloqueo multímetro na escalade resistências
OHMS xl0 ou OHMS
x1 00. x100.
bl Zereo multímetro. b) Zereo multímetro.
c) Meça a resistênciaentre as bases(Bl e 82) do transistor unijunção. c) Meça a resistênciano sentido direto e no sentido inversoentre a base
Não importa a polaridade,pois a resistênciamedidaé ohmica. Bl ou base82 e o emissor.Parao 2N2646,estaresistência é medidaentre o
trrminal do meioe qualquerurn dos extremos.
BAIXA
(BoM)

OHMS XIO
ot{Msxroo

Figura | 30
162 163
da tensãodeprovadomultímetroe da escalausada,masnão devepassar de 10 k.
A resistêncíano sentido inverso, por outro lado, deve ser extremamentealta,
indicadapor infinito nos instrumentoscomuns.

PROVADE TRANSFORMADORES
DE FI

oHMS XìO Tipo de Prom


oHMS XìOO

- De continuidadedos enrolamentos,
fora do circuito
* De isolamento

Com esta prova, transformadoresde Fl para FM e AM de 455 a 10.7 MHz


podem ser testadoscom boa confiabilidade,revelando*ena prova eventuaisin-
terrupçõesdos enrolamentgsou problemasde isolamento.A provaé de continui-
dadefeita com qualquermultímetro.

Interpretação
ProcediÍnento
- No sentido inverso,temos a leitura de uma resistênciainfinita e no sen'
tido direto, uma resistênciabaíxa (em torno de 5 k para um multímetro de a) Coloqueo multímetro na escalamaisbaixade resistências: OHMS xl
50 000 ohms por volta na escalaOHMS xl00) - o transistorestáem boascon- ou OH MSxl 0.
dições. bl Zereo multímetro.
- A resistênciaencontradanasduasmedidasé alta ou infinita - o transis' c) ldentifique os enrolamentosprimário e secundáriodo transformadorde
tor está aberto. Fl e meçasua resistência.
- A resistênciaencontradanas duas medidasé nula ou muito baixa - o
transistorestáem curto.

Oás..'valoresparao 2N2646.

leitui'a condição

direta- baixaem torno de 5 k


inversa- infinito bom
d,i+etae inversainfinita
'- ou alta aberto
direta e invêrsabaixa ou nula em curto I

Explicação

Entre o emissore o substratoque une as basesexiste uma junção que se


comporta como um diodo comum. Ouando polarizamosno sentido direto, esta Figura 131
junçâo deveapresentaruma resistênciamuito baixa.O valor encontradodepende

i65
't64
I nterpretação

baixasnas medidasde continuidadedos dois enrolamentos


- Resistências
seencontramseminterrupções,
- os enrolamentos
- Resistências
elevadasou infinitasnasduasou em uma medição- o enro-
lamentoou enrolamentos seapresenta(m) interrompido(s).

Oôs.; nestaprova, não se identificam eventuaisproblemasde curto-circui'


tos entre espiras.
oHMSXl|(

baixasresistências enrolamentosbons
inf initas
resistências enrolamentosabertos

Explicação Figura 132


- A leituraé itermediária- podemexistirproblemasdevidoà umidade.
Os enrolamentos dos transformadores de Fl, nâo importandosuafreqüên-
cia, se 455 kHz ou 1O,7MHz, apresentamresistências bastantebaixas,da ordem
de algunsohms apenas,no máximo.O que se fazé verificara continuidadedes-
tas bobinaspelasimplesmedidade suaresistência.
Os transformadoresde Fl tambémdevemmantercompleto isolamentoen' superior bom
tre as bobinas.Se bem que o modo como os tipos modernossejamconstrutdos entre10 e 50 M eventuaisproblemas
impede que haja qualquer tipo de contato entre os enrolamentos,nos tipos abaixode 10 M existemproblemas
antigose de configurações quandoos enrolamentos
especiais, são enroladosna
mesmaforma, ou encostados,existe a possibilidadedesteocorrer.Uma verifica-
ção pode serfeita com a seguinteprova de isolamento. Oós..'não se levaem conta, nestestestes,eventuaisautotransformadores
de
Fl, que podemaparecer em algunsaparelhos.

2. Provade lsolamento

Procedimento
PROVADE TRIACS
OHMS xl k
a) Coloqueo multímetro na faixa mais alta de resistências:
o u O HM Sx 10 k .
bl Zereo instrumento. Tipo de Prova
c) Encosteuma ponta de provanum dos terminaisde um enrolamentoe a
outra pontade provanum dos terminaisdo outro enrolamento' - Fora do circuito paratriacsde pequenae médiapotência
- Provade junção

Interpretaçfu A prova de Triacsnão é completa,pois normalmenteas correntesde dispa-


ro s6omaioresdo que a que o multímetro pode fornecernuma escalade resistên-
medidaé superiorde 100 M - o isolamentoestábom'
- A resistência clar. Assim, a prova límita-seà veríficaçãoda junção comporta (gate)terminal
- A resistênciamedidaé inferior a 10 M - existemproblemasde isola- prlncipal1 (MTl ). Se o triac estiverabertoou em curto, podemoseventualmente
mento. trr uma idéía.

16 6 167
Interpretação
Procedimento
- A resistência entre os terminaisprincipaisnasduas medidasé alta - o
a) Co|oqueo mu | tíme tro n a e s c a l a m a i s b a i xaderesi stênci as:oH MS xl
triac, em princípio, estácom esteseletrodosbons; se estiveremabertos,a prova
o u O HM Sx l0.
não acusa.
b) Zereo instrumento.
- A resistênciaentre os terminaisprincipaisnuma das medidasou nas
c) Meça a resistênciaentre os terminaisprincipaisno sentido direto e no
duasé baixa - o triac estáem curto.
sentidoinverso(MT1 e MT2l' * A resistêncianumadasmedidasentrecomportae MT1 é baixae noutra'
(G) e
d) fuleçaa resistênciadireta e inversaentre osterminaisde comporta
p rinc ipal1 ( M T l) . alta - o eletrodo de comporta estáem boascondições.
- Nas duas medidasa resistênciaentre a comporta e MTl é alta ou baixa
Figura 133 - o triac pode estarabertoou em curto.
obs.: paraum triac do tipo Tlc226, a resistênciadireta, entre comporta e
MT1 na escalaOHMS xl de um instrunrentode 50 000 ohms por Volt' é da
ordem de 60 ohms.

leitura condição

MT1 - MT2 - resistênciaalta bom


MTl - MT2 - resistênciabaixa em curto
MTl - resistência direta
alta e inversabaixa bom
túT1-G- resistência baixaou
alta nasduasProvas r uim

Observações

os triacs podem ser analisadoscom dois scRs em oposiçãoligadosem


PROVA OE ÍRIACS
paralelo,de modo que o comportamento esperadopara a prova é semelhante,
devendoser observadauma baixa resistênciaentre a comporta e MT1 no aciona-
mentoem polarização direta'
(15
como para os tipos comunsas correntesde disparosão algoelevadas
mA no mínimo para o ï1c226 e chegando a 75 mA sob certas o
condições),
multímetro não consegue condições
estabelecer de disparo'

M E D I D A SD E S E N S I B I L I D A DE
E
MANUTENÇÃOEM SCRS
Tipo de Prova

- D e corre nt ede dispar opaÍ a SCRsdo t ipo T|C106,C106.M CR106e


É emgl hantes.
- De correntede manutençâo

169
do, então,a lâmpadaacende.Nesteinstante,podemosler diretamenteno multí-
Paraestaprova,fora do circuito, precisamosde um circuito adicionalcons'
metro o valor da correntede disparo.
tituído por uma fonte. A prova permite determinar,com boa precisão,a corrente
e) Para repetir a prova, casodesejarmosuma escalamenor e uma leitura
mínima necessáriaao disparo de um SCR e também á corrente mínima que
podemosmanter entre o anodo e o catodo sem que ele desligue,semexcitação maisprecisa,é necessário desligaro SCR. lssoé feito desligando-se
momentanea-
mente a fonte.
na COÍríPOrta.

1. Medidade Gorrentede DisParo

Procedimento:

a) Montamoso SCR na configuraçâo da fjgura e ligamoso multímetrona


escalade correntes (DC MA), que permita leiturasaté 50 mA ou
inicialmente
m ais .
b) A polaridadedas pontasde provadeveser observadae o potenciômetro
deveestarna posiçãode mínima tensãonc cursor.
c) A cargapode ser uma lámpadade 12 V x 500 mA, como a GE'47'
CORRENÍE OE DISPARO
MEDIOA OA CORRÊNTE Figura 135
OE OISPARO

Interpretação

- A correntede disparoé lida diretamenteno multímetro.

Observações

A correntemedidanestetesteé denominadal6T (Correntede disparo)e


varia entre 60 e 200 uA para os SCRsdo tipo TlC106. O disparovai ocorrer
também quando a tensâo entre a comporta e o catodo atingir um certo valor
denominadoV61.
O mesmõ procedimentopode ser usado para medir este V61, segundo
mostraa figura abaixo.

Paraestamedida,temosgue:
- o multírietro deve sèr colocado na escalamais baixa de tensões:
Fìgura 134 V OLTSD C 1 e2.

d) Girando lentamenteo eixo do potenciômetro,verificamoso aumento A tensãode disparoparaos SCRsdo tipo TlC106, por exemplo,é tipica'
quan-
da correntede comportano SCR até o instanteem que ocoÍÍero disparo, montede 0,6 V, maspodevariarna faixade 0,4 a 1 Volt,

170 171
c) Apertamos o botão de disparo e observamosse ocorre o disparo do
SCR - o que é indicadopelasubidada correnteassinalada pelo multímetro.
d) Se ao soltar o botão de disparo, a correntecair a zero,é porqueo SCR
nâo mantevea corrente entre o anOdoe catodo. AumentamosligeiramenteSeu
valor, girandoum pouco o potenciômetroP.
el Apertamos o botão de disparo e verificamosse a corrente se mantém,
isto é, se o SCR se mantém ligado.
Í) Repetimos a operação até encontrarmosa corrente mínima, que ao
soltar o botão de disparo,é mantida no SCR. Estaé a correntede manutenção.

Interpretação

- corrente mínima que o scR pode manteruma vezdisparado- lida di-


retamenteno multímetro,

2. Medida da Corrente de Manutenção


cgrrente mínima de manutenção
ProcedirPnto
multímetro na escalaque
a) Montamos o circuito da figura e ligamoso
permite ler correntesna faixa de 5 a 10 mA: DC MA 10' Obsewações
máxima resistência'inicial-
b) Colocamoso potenciômetrona posiçãode
A correntemedidaé denominadalg (Holding Current),ou correntede
mente,e ligamoso circuito. rH manutenção,e é a correntemínima que o SCR pode controlar em funcionamento
normal. Abaixo deste valor, ele não conseguemanter-sedisparado.Paraos SCRs
500Íl a tK
do tipo TlCl 06, estacorrentesitua'setipicamenteentre 5 a 8 mA.
Um SCR de maior corrente,como o TlCl 16 ou TlCl26, tem correntesde
manutençãoentre 40 e 70 mA'
Para o teste de tais SCRS,o potenciômetro,em série com o multímetro,
deveter seuvalor reduzidoe deveserdo tipo de fio'

I DE N T I F I C A ç Ã OD E T E R M I N A I SD E S C R s

Tipo de Prom

- dos terminaisde SCRs


Forado circuito,permitedetectarasposições
- ParaSCRsde pequenacorrentede disparo
(*}VALORES PARA

com esta prova. podemosidentificaros terminaisdos scRs de pequena


os scR3 "106"

de junçõese
pot$ncia e para tensõesentre 20 e 400 V. A prova é de resistência
s'l ( olsPARo)
também de disparo.

172 173
Procedimento
Í
a) coloque o multímetro na escalamaisbaixade resistências: OHMS xl
ou O HM Sx l0.
bl Zereo multímetro.
c) Meça a resistênciaentre os terminaisdois-adois até encontrarum par
que resulte numa medida de baixa resistência (100 ohms ou menos).O ter.
minal que ficou fora desta medídaé certamenteo anodo. os dois terminaisque
foram usadosnestamedidacertamentesãocatodo (K) e gate (G), masainda não
sabemos qual é qual.

r o e r tr r tcaçà o D E ÌE R Í{ti tA ts

PREÍANocArooo
Figura l3g

- Se o disparo não for conseguidode modo algum, o SCR pode não


características
que permitama prova por esteteste.

terminallivre = anodo
identifica-segatee catodo

Figura 138 Observação


d) Ligue a ponta de prova vermelha(positiva)no terminal identificado
como anodo e a preta num dos outros dois termínais.curto-circuitomomenta- . se bem que a disposiçãodos scRs maiscomuns,como os da série106,
rJa bem conhecida,podem apareceroutros tipos com encapsulamentos
neamenteos terminaisque se suspeitasergatee catodo. A agulhado instrumento díferen-
tce. Paraeitbs, desdeque de pequenasdimensões- o que atestapequena
deveindicarbaixaresistência. corren-
tc de disparotambém -, o testede identificaçãoem questãopode ser
e) se ao desfazero curto-circuito, a agulha permanecerem baixa resistên- apricado.
É claro gue este tebte não reveranadá sobre acapacidadedecorrente
cia, isto é, o scR se mantiverdisparado,então o ter:minalque estálivre é a com- do
8CR e nem ao menossobrea suatensãomáxima. r
porta (G ou gate).
f) Se ao desfazero curto, a agulhavoltar a indicar alta resistência,então
o terminallivreé o catodo.
g) Ligue nelea ponta de prova preta e refaçaa prova paracomprovaro dis-
paro.Deveocorrero indicadono ítem e.
PROVADE SCRs
lnterpretação
Tipo de Prova
- Encontradaa baixaresistência,
o terminalsobranteé o de anodo.
- Ligamoso anodo à ponta vermerha e o suspeitode catodo à preta.se - De estadodasjun$es paraSCRsfora do circuito
estivermos
certo,ocorreo disparo. - De disparoparaSCRsde pequenae médiapotência

174 175
Com esta prova, podemosprovar principalmenteSCRsda série106, como
l1
t,1
os MCR106, C106,TlC106 e 1R106paraa faixa de tensõesde 20 a 400 V. A
prova determina o estadodas junçõese também permite verificar as condições
de disparo.

1. ProvadeJunções
al Coloqueo multímetronasescalas maisbaixasde resistências:OHMSx1
ou O HM Sx 10.
bl Zere o multímetro.
c) ldentifique os terminaisdo multímetro e faça as seguintesmedidasde
resistêncías:

direta e inversaentre anodoe catodo (A e K)


Resistência
direta e inversaentre catodo e comporta (G e K)
Resistência
direta e inversaentre anodo e comporta (G e A)
Resistência

cÂG
lnterpretação Ttc Ì06

- Para um SCR em bom estado,apenasuma medida deve resultar em


baixa resistência- resistênciadireta entre compor:tae catodo. Todas as demais
resistências
devemser altas.
Resistênciabaixa entre anodo e catodo (A e K) baixa - SCR em curto.
Resistênciaalta entre comporta e catodo (G e K) - SCR aberto.

ffi
Obs.: na escalaOHMS x1 de um multímetro de 50 k/V, a resistênciadireta
na junção comporta-catodoestáentre 50 e 60 ohms.

leitura

resistênciaG-K baixa
condição /
I ffiï
demaisaltas
resistências
altas
todas
bom

aberto
I ,; â"n

resistênciaanodo-catodo F
f
baixa curto
\

Observações

É importante observargue os valoresmedidosna única baixa resistência


dependemtanto da sensibilidadedo instrumentocomo da sua tensãode opera-
ção. O fato é que a baixa resistênciaexistee deveser inferior a 1 k paraqualquer
SCR provado

176 t7l
Com relaçãoà fuga, elas podem existir, sendo detectadasna medidada A resistênciacai a zero, mas volta a infinito quando o curto é removido-
resistênciaanodo-catodo.No casodo TlC106, encontramosresistências anodo- o SCRestácom problemasde disparo(S).
catodo relativamentebaixasna escalaOHMS xl0 k, mas que não puderamser
medidasem escalas menores. (S) É importantenotar que paraSCRsde maiscorrentede disparo,a cor-
rente fornecida pelo multímetro não é suficienteparapermitir o disparo.Parao
TlCl06, Cl06, MCR106estaprovaé válidaem instrumentoscomuns.ParaSCRs
2. Provade Disparo de maior potência, pode não ocorrer o disparoe a sua manutenção.Ou ainda,
pode ocorrer o disparo mas não a manutenção.Verifique na manualdo SCR a
Procedimento correntemínima de disparoe manutençãoe veja se na escalausadaseu multí-
metro pode fornecê-la.
a) Coloqueo multímetro na escalamaisbaixade resistências: OHMS xl
o u OHM Sx 10.
bl Zereo multímetro. Explicação
c) Ligue a ponta de prova positiva (vermelha)no anods e a negativa(pre- Nesteprova,nos baseamos no princípiode funcionamentodo multímetro:
ta) no catododo SCRem prova. polarizamosno sentidodireto o anodo em relaçãoao catodo e, depois,aplica-
mos um pulsopositivode disparo.
Se o SCR estiver em boascondições,estedisparo deve ocorrer, caindo a
resistênciaentre o anodo e o catodo a valoresmuito baixos.
Lembramosque os valoresde resistênciamedidos não correspondemaos
valoresque realmenteo SCR vai apresentar no circuito. Normalmente,em fun-
çâo da corrente, a queda no SCR é de uma tensãoconstante,em torno de 2 V.
Destemodo, dividindoos 2 V pela correnteque eleconduz,podemoscalculara
suaresistênciaparaaquelecaso.

rDE N ï | F I C A ç Ã OD E T E R M T N A TDSE
TRANSTSTOR ESUNTJUNçÃO

Tipo de Prova
Fígura l4l - Com o transistorÍora do circuito, podemosdeterminaros terminaisde
d) Leia a resistênciae depois provoque o disparo, curto.circuitando emissor,base81 e Base82 .
momentaneamente os terminaisde anodo e comporta,como mostra a figura. - Paratransistor2N2646e de características
semelhantes
Anote a resistência.
po-
Com a utilizaçãodo multímetro na escalaapropriadade resistências,
demos identificaros três terminaisde um transistorunijunçãocom precisão,
I nterpretação depois dando uma avaliaçãode suascondições,casoqueiramostambém uma
provade estado.
inicialmenteinfinita, cai para um valor baixo,normalmente
A resistência,
entre 40 e 50 ohms,assimpermanecendo mesmodepoisde removidoo curto -
O SCR estábom, disparandonormalmente. Curto-circuiteo anodoe o catododo Procedimento
mesmomodo e a resistência devevoltar a infinito.
- A resistêncianão cai a zero no momento em que o curto é estabelecido a) Coloqueo lriultímetro na escalade resistências
OHMS x10 ou OHMS
- o SCRnão estádisparando.(5) x,|00.

178 179
bl Zereo multímetro. Observações
c) Meçaa resistênciaentre todos os terminaisaté encontrarum par em que
o valor medidosejao mesmono sentidodireto e no sentido inverso,da ordem de A diferençaentre a baseBl e emissore a base82 e emissorsedeveà carac-
4 k a 10 k. Estepar correspondeàs basesBl e 82, ainda não identificadasrespec- terística do transistor unijunção denominada "relação intrínseca", que varia
tivamente.Sabemos,entretanto,que o terceiroterminal é o emissor. entre 0,45 e 0,8 para o uniiunção Esta relaçãoindicajustamenteem que ponto
do substrato está localizadaa iunção de emíssore, portanto, quanto de resis'
tônciatemos "acima" e "abaixo" desteponto.

4K<R< ÌOK
ENTRE B'I E 82 Fr
I
I
$=

I--"
Fígura 143

d) Medimos,então, a resistênciadireta entre o emissore os dois terminais, No teste de identificação,levandoem conta que o valor, na maioriados ca'
que sabemoscorresponderàs bases.A resistênciaentre a baseBl e o emissor sos,correspondea uma colocação"acima" do meio, temos que a resistênciaen-
será maior que a resistênciaentre a base82 e o emissor'Enquanto que tipica- tre emissore base 82 é normalmente menor que a resistênciaentre emissore
mente temos uma leitura de 4 k no primeiro caso,para o segundoserátipica- base81.
mentede 6 k. Com isso,podemosfazer a identificação.

I nterpretaÇão
PROVADE NTCs
- Resistênciaohmica nos dois sentidosentre 4 e 9 k - identificaçãodo
emissor:é o terminalque sobra.
* Resistênciamais baixa entre emissore base82 e maisalta entre emissor
Tipode Proua
e bas eB l.
com a medidada resistência
- De funcionamento,
* Forado circuito
Oós..'osvalorespodem variarsensivelmente
ém relaçãoao valor da resis-
tência medida,conformeo instrumento,masas relaçõesse mantém. Com a prova descrita, podemosverificar o funcionamentode NTCs (ter'
a resistêncianumadeterminada
mistores)de todos os tipos e inclusiveestabelecer
tomperaturade referência.

resistência
oÈmica 81 e82 Procedimento
resistênciamaisbaixa EeB2
resistênciamaisalta .EeBl
a) Verifica-sea resistênciaà temperaturaambiente (nominal) do NTC e
no multímetro paraestamedida.
crdolhe-seuma escalaapropriadade resistências

18 0 181
Observamosque os termistores não podem ser aquecidosem excesso.
Se nâo for conhecida,comecepela maisbaixa. Asim, o máximo que se recomendaparauma visualização da suaaçãoé colocar
b) Zera-seo multímetro.
o termistoracimado ferro do soldar,a uma distâncianão menorque 5 cm, de
c) Mede-sea resistênciado NTC. modo que o ar quente que sobe o atinja. Nestascondições,o aquecimento
d) Aquece-seligeiramenteo NTC, segurando-oentre os dedosou bafeian' servirápara.severificara variaçãoda resistência.
do sobreele. Na figura,damosa curvacaracterística de comportamentode um NTC'
vaRtagÃo DE R

Figura 145

RESTSïEitClA
lo loo looo

Figura 144
Esta curva pode ser levantadacom a ajuda de um termômetro e de uma
Interpretação fonte de calor.

- Na medida,à temperaturaambientelê-seuma resistênciade aproxima-


damenteo valor nominal (o valor nominal deve serobtido somentena tempera-
tura exata parao qual é especificado)- em princípio o NTC estábom.
- Ao segurarentre os dedos ou bafejar, notamos a movimentaçãoda PROVADE FLY.BACK
agulhado multímetro,que indicavariaçãode resistência.

Tipo de Prova
leitura condição
- fora do circuito
De continuidadedo enrolamento,
variacom
A resistência
o aquecimento bom
Com esta prova, podemos verificar a continuidadedo enrolamentoe
A resistêncianão variacom o
rutm também fazer uma identificaçãode posicionamento dastomadas.O Fly-backé
aquecimento
um autotransformador,não podendoserfeitos testesde isolamentonem a deter-
minaçãode curto-circuitosentre espiras.
Observações
Procedimento
As resistênciasem temperatura ambiente para os NTCs @muns podem
de quilohms.Escolhendo
variarentre algunsohmsaté centenas a escalaapropria'
OHMS xl
d) Coloqueo multímetro na escalamaisbaixa de resistências:
e também verificaras varia-
da do multímetro, podemosmedir estasresistências
ou OH MSxl 0.
çõesque ocorremcom o aquecimento.

183
182
b) Zereo multímetro. ld entiÍicação d os Enrolamentos
. c) Encoste a ponta de prova vermelhano terminal de alta tensãodo fly'
back. A outra ponta deve testar em seqüênciaos terminaisrestantesdo enrola- Paraidentificaros enrolamentos,partimosda idéiade que quanto maisdis-
mentodo fly-back. tante do top (terminal de alta tensão)estivera tomada, maior seráa resistência
encontrada.

ü
ã Fr r r r
V ì

I
,
"r-)r
l
FLY - gACX
oHtrsxl
oHarsx10
ü t
a
o H MS X t
r---
I
0@ rrrr
I
III

Figura 147
Interpretação
Basta,então, medir a seqüênciaas tomadas, a partir do terminal de alta
na faixa de tensão,e anotar os valores,A colocaçãodestesvaloresem ordem crescentereve-
- Em todas as medidas,são constatadasbaixas resistências,
continuidade la a suàordemde ligaçãono fly-back.
algunsohms até algumascentenasde ohms - o fly-backapresenta
Será conveniente usar as escalasmais baixas de resistênciaspara esta
masa prova não revelacurto-circuitos.
medida,já que os valoresencontradossão muito baixos.
- uma das medidasou todas são altas ou infinita - entre os pontos em
que é realizadaa medidaexisteuma interrupçãodo enrolamento' Uma sugestãoconsisteem se identificarapenasos extremosinicialmentee
depois,a partir do extremo inferior (deixandoo terminalde alta tensâofora),
Íazera identificaçãodos demais.

baixa resistência
resistênciaínfinita
ou muito alta PROVADE CABECASGRAVADORAS
E LEITORAS

Observação
Tipo de Prova
A resistênciamaísalta é medidaentre o terminal de alta ten$o e os demais
terminais.Se o terminalde alta tensãofor deixadode lado e somenteosdemais
forem testados,as medidasserâode baixasresistências. - De continuidadeda bobina,fora do circuito

184 185
Não podemos verificar as característicasde uma cabeçaleitora ou grava' Oós; os üaloresencontradosdependemmuito do tipo de cabeçatestada'
e
dora mOno oU eStéreo,mas encontrar eventuaisinterrupçõesdo enrolamento Os valores que encontramos nos testes de cabeçasleitoras de toca-fitas
pequenosgravadoresestãona faixa de 50 a 3ü) ohms'
com estetestede continuidade.

Procedimento Teste Adicional

a) coloque o multímetro na escalamais baixa de resistências: oHMS xl Um teste adicional interessante,que pode ser feito, é o de curto com a
blindagem.Useas escalasmaisaltasde resistênciasparaestafinalidade'
o u O HM Sx l0.
bl Zereo instrumento' Figura 149
c) Meçaa resistênciaentre o terminal de terra e o terminal vivo da cabeça
gravadora.Se for estereofônica,meça a resistênciadas duasbobinas'Podeocor-
i", qua haia um fio terra comum que servede referênciaparaasduai leituras'
EM

Encostea ponta de prova preta na carcaçada cabeçagravadoraou leitora e


a ponta vermelhaem qualquerterminal.
- Alta resistênciaou infinito - o isolamentoestáperfeito'
- Baixa resistênciaou nula - existecontato com a carcaça'
Figura 148
Inteípret4ão lmportant€
é até
- Baixa resistênciana faixa de 50 a 300 ohms -- a cabeçagravadoraou lei- Em alguns circuitos, a ligaçãodo negativoda cabeçacom a carcaça
ela a servir de de
blindagem, modo que esteteste não é
tora se encontraem boascondições;não podemossaberse existemproblemasde importante, Pois Passa
curtos com estaprova. uma indicaçãode defeito'
- Resistência infinita ou extremamentealta -'a bobinase encontrainter'
rompida.
IDENTIFICAçÃODE TERMINAISDE FETs

Tipode Prcva

- Medidade resistênciasparatransistoresfora do circuito


- Oualquertransistor efeito de campo N ou P
de

187
186
Observações
Com esta prova,podemosdeterminaras posiçõesdos terminaisdos transis-
tores de efeitò de campo de jundo, tanto de canal N como de canalP (inclusive
Pelapolaridadedaspontasde prova no teste da junção gate/drenoou gate/
determinaro canall,paratipos como o MPF102,8F245 etc. fonte, pode-seestabelecera naturezado canal conforme procedimentodado na
provade transistoresde efeito de campo.
OsvaloresindicadossãotÍpicosparao MPFl02, que é o maiscomum.
Procedimento

a) Coloqueo multímetro na escalamaisbaixa de resistências: OHMS xl


lmportante
o u O HM Sx Í 0.
bl Zere o multímetro Os transistoresde efeito de campo são sensíveisa descargas estáticasde
c) Meçaas resistênciasno sentido direto e no sentido inversode todos os
tensõeselevadas,que podem danificií-los.Assim, nas provasdeve'seevitar o
terminaiscombinados.Encontrandoum par em que a resistênciano sentidodire-
manuseiodireto, não se devendo segurá{osdiretamente pelos terminais, prin-
to e no inversosejaa mesma,da ordem de 200 ohms, marqueo terceiroterminal
cipalmentese trabalharsobretapetes,carpetesou usarsapatosde solasisolantes.
- o que não foi usadonèstaprova como comporta (gateo g).
As solasisolantesfacilitam o acúmulo de cargasestáticasno corpo da pessoa,as
quaispodemdanificaro componente.
Figura 150
;:
3-.
6--

aoon (op)
xPFl02
Ir{ I

FEÍ SOB TESÍE

PROVADE FETs(Deiunção)

OHIIS Xì
oHtasx ro Tipo de Prova
'€:
- De continuidadedo canal
- De conduçãoda junção paratransistoresFET de canalN ou P
'€:
Esta prova é para transistoresde efeito de campo de junção,de canal P ou
FET3 DE JuiiçÃo N . como o MP F102, 2N2819ou 8F245, e ser vepar adet er m inaroest adoger al
do componente.As caÍacterísticasdo componentenão podem serestabelecidas
pela prova.
dl Os outros dois terminaiscorrespondemao dreno e à fonte. Nesteponto,
observamosque em muitos transistoresde efeito de campo,como o MPF102,es'
tes terminaissão intercambiáveis, isto é, podem ser trocados sem problemasna
Procedimento
maioria das aplicações.Se num circuito o funcionamento não for o esperado,
bastafazer a troca. OHMS xl
a) Coloqueo multímetro na escalamaisbaixa de resistências:
ou OH MSx10. o
bl Zereo multímetro
c) ldentifique os terminaisdo transÍstorde efeito de campo e faça as se'
guintesmedidas:
- Resistência direta e inversaentre dreno (d) e fonte (sl
- Resistência diretae inversaentrea comporta(g) e o dreno (dl

r89
1 88
Ilf
;$
200JI
OIRETA/INVERSA lç'i
rc, leitura condição

I
ü
t
resistênciad/s - baixa
resistênciag/d - baixa
bom

ü na prova direta e alta na


I
inversa
ï
Í

or{Msxì
or{Msxlo
Observações

Medidas de valoresdiferentes indicam um transistor em más condições,


como, por exemPlo:
- Resistênciaalta nas medidas de resistênciaentre dreno e fonte ou
mesmoinfinita indicamum transistoraberto'
- Resistência entrea com-
muito baixaou nula nasmedidasde resistência
porta e o drenoindicamum transistorem curto'
é canal N
Gom estasprovas,também podemosdeterminarse o transistor
ou canalP.

Paraissotemos:
a)R esi stênciabaixacom apont aver m e|hanacom por t a( 9) epr et ano
dreno(dl - o transistoré de canalN. (5)
b) Resistência alta com a pontavermelhana comporta(g) e pretano dreno
(d) - o transistoré de canalP-

(5) Para multímetros com a ponta de prova vermelha ligada ao pólo


positivoda bateriainterna.

Figura | 5l BIPOLARES
PROVADE TRANSISTORES
Inerpretação
Tipo de Prova
em
- Resistênciadireta e inversaentre dreno e fonte da mesmaordem,
próximos para outros tipos
torno de 200 ohms para o MPF102e com valores NPN e PNPfora do circuito
- De junçãoparatransistores
o canalapresentacontinuidade. - De fugas
- Resistênciadireta baixa, da ordem de 60 ohms ou menosna medidada - Transistoresde pequenapotência,médiapotênciae
grandepotêncla
para casoentre
resistênciadireta e infinita ou muito alta na resistênciainversa
comporta (g) e dreno (d) - o transistorde efeito de campo estácom suajunção junçõesde um transistor,permi-
com esta prova, verificamoso estadodas
de funcionamentoe
gate/dreno/substrato em ordem. tindo estabelecerse ele se encontra ou não em condições
que podem oomprometer sua aplicação' A
também detectar eventuaisfugas
Oôs.;os valoresindicadossãoparao MPF-102' p,ou.' évá| i daparat r ansist or esdebaixaealt af r equênciasebem queganhoe
outrascaracterísticas não possamserdeterminadas'

190 191
l. Piohd. ürnÉo
Procedimento

al coloque o multímetro na escalamaisbaixa de resistências: oHMS x1


Figun 152 ou OH MSxl 0.
b) Zere o instrumento'
PROVA OE c) Façaas seguintesmedidas:
'RANSISÍORES - Resistência direta coletor-emissor
- Resistência inversacoletor'emissor
.- Resistência direta base-emissor
- Resistência direta base-coletor
oHtts xl - Resistência inversabase-emissor
olilts xro - Resistência inversabase-coletor
direta e inver-
que é resistência
como não é importantesaber,nestecaso,o
ìnvertendo-sena segundaas pontasde prova'
sa,bastafazer duasmedidas,
F _ã_{
rF 5 _ J
Interpretação
-
tl
I"II para um transistor em
il - As medidasdevem ter os seguintesresultados
oH fs xÌ bom estado:
il or{Msx lo
tl

ï
I
I
I
T
L-
ll S ati sfei tase st asm edidas, ot r ansist or est ar ácom asjunçõesem bom est a
ll P aratransi st or esNPNePNP, aspo|ar idadesdaspont asdepr ovasãodif e-
ll tl
: :::::_-::: rentes.
tl INVERSA DIREÏA

tl
tl
tl
rl
l! "o"oo, "n" I

lj::i"H:r
!
oH t s xl
oHrrsxro

PNP
I{PN Figura 153

192 193
As resistências
àltas devemser superioresa 2 M para os transistoresde silí_
cio e da ordem de 1 M ou maisparaos de germánio.As diretasvariam
entrear-
gunsohmse até 1 000 ohmsou mais.
- I\4edidas de altas resistências,onde deveriamser baixas,
indicam um
transistoraberto.
- Medidasde baixas resistências, onde deveriamser altas, indicam um
transistorem curto.

leitura condição

resistência C/E - diretaalta


inversaalta
resistênciaC/E - direta e
inversabaixas
resistência B/E - diretabaixa
inversaalta bom
resistência B/E - direta baixa
inversabaixa curto
resistência B/E - diretaalta leitura condição
inversaalta aberto
resistêncía B/C - direta baixa mai orque 10 M bom
inversaalta bom entre lM el0M fuga
resistênciaB/C - direta alta fuga muÍto
abaixode 1 M
inversaalta aberto grande
resistência B/C - diretabaixa
inversabaixa curto
Explicações
2. Provade Fuga estruturalmentecomo dois dio-
um transistorbipolarpodeserconsiderado
dor llgedosem oposição,e a polaridadedependedo tipo, NPN ou PNP,confor'
Procedimento
fns mottra a figura.
a) coloque o murtímetro na escaramais arta de resistência: OHMS xr k
o u O HM Sx 10 k .
bl Zereo multímetro.
cl Meça a resistênciaentre o coletor e o emissordo transistor,que
estarfora do circuito.Não é necessário
observarpolaridade.
deve
l'Ï
,*--J
I nterpretação

- A resistência
é muito alta, superiora 10 M ou mesmoinfinita -otran- ïï
sistorseencontraem bom estado.semfugasapreciáveis. E E
- A resistência
estáentre I t\4e l0 M _ o transistorapresentafugasque NPil
PNP
podemprejudica'seufuncionamento.
é inferior a r M * as fugassão grandes,podendo,nos
- A resistência Figura 155
valoresmaísbaixos,serconsideradas curto-circuito.

19 4 195
O estadogeral do transístorpode seravaliadopelo estadodasduasjunções b) Ligueo aparelhoem prova.
dessesdiodos em oposição* o que pode sertestadocom o multímetro. c) Liguea ponta de prova que vai servirde referênciaà massado circuito:
Na polarizaçãodireta das junções deve ser lida uma baixa resistência,
enquantoque na polarizaçãoinversa,deveser lida uma alta resistência. vermelha,se o positivofor a massa.
Na polarizaçãodireta da iunção nas provas base/emissore base/coletor, preta,se o negativofor a massa.
podemosobter baixas resistências,mas na polarizaçãocoletor/emissorsempre
teremosdois diodos em oposição,de modo que não é possívelobter baixa resis-
tência.
Se for conseguidauma baixa resistêncianestascondiçõesé porque, com
certeza,pelo menosuma das junçõesse encontraem curto - o que inutiliza o + vcc
transistorpara qualqueraplicação.Do mesmomodo, é nestaprovaque eventuais
fugas podem ser detectadase que, portanto, podem revelarum mau estadodo
transistor,

V ç )V 6 )V g
V B - v E > o , z v (c c )
Observação oc
VOLÍS v B -v E > o , 6 v (s t )

nas provasdireta e inversa,variam


Os valoresdas resistências,.encontrados
muito de transistorparatransistor.
De um modo geral, tanto nos transistoresde alta potênciacomo nos de
baixa potência,as diferençassão pequenas.
Enquanto que a resistênciatípica na prova de resistênciadireta da junção
coletor/basede um 8C548, com multímetro de 50 000 ohms por Volt na esca'
la x1, revelauma resistênciade 50 ohms, parao 2N3055 com o mesmoinstru-
mento, na tresmaprova,lemos35 ohms.
PROVA OE TRÂSISTORES NO CIRCUIÍO

NO CIRCUITO
BIPOLARES
PROVADE TRANSISTORES

Tipo de Prova VC>VB>VÉ


0c
v o L rs (VALoRÂasoLUÍA }
va - vE > o,zv (Gs)
- Medidade tensãono circuito
v B - v E > o , 6 V (s i )
- Paratransistoresde todos os tipos

Com estaprova,podemosencontrarproblemasde funcionamentoem tran-


sistoresno circuíto. A prova consistena medidade tensõesnos três terminais.A
provaé válidaparatransistores NPN e PNP.

Procedimento
Figura | 56
a) Coloquc o multímetro na escalade tensõescontínuas apropriadapara
a medidade tensõesda mesmaordem que a alimentaçãodo circuito em que o b) Meçaastensõesde emissor,coletor e basedo transistorem teste.
transistorenì testese encontra:DC Volts.

196 197
- Paratransistores
í\PN e PNPfora dos circuitos
InteÍpretação
Com esta prova, podemosselecionar,num lote de transistores
de mesmo
- Tensãode coletor - variandoentre 1/3 e314 datensãode alimentação'
tipo, os que apresentammaior ou menor ganho.A prova dá boa segurança na
Tensãode base- Transistbres de germânio0,2 V maiorque a tensãode
seleçãoe exigeapenasurn resistorcomo componenteadicional.
emissor
Transistores de silício 0,6 V maior que a tensãodo
emissor
Procedimento
- T ens âode em i s s o -r 0 V o u n o má x i mo1 /3 datensãodeal i mentação.
Paraestascondiçõessatisfeitas,o transistorse encontraem bom estado.
a) Coloqueo multímetronumaescalaintermediária
de resistências:
OHMS
- Tensãode coletor muito alta, da mesrnaordemque a tensãode alimen- x100 ou OH MSx.l 0.
taçãoe tensãode basenula - transistoraberto.
bl Zereo instrumento.
- Tensâode coletormuito baixa,iguala de emissor- transistorem curto.
c) Monteo circuitoindicadona figura.
- Tensãode baseiguala de emissor-transistor em curto.

leitura condição

Coletor:113a 3/4 de Vcc


Base:0,2a 0,6 V maiorque
a tensãode emissor
Emissor:O a 1/3 de Vcc

Coletor: aproximadamenteVcc aberto oHMS XÌO0


oftMs xto
Coletor: iguala tensãode
curto
emissor

Observação.

Estasmedidasse referemà configuraçãode emissorcomum, que é a mais


Paraoutrasconfigurações,
difundidanoscircuitosde baixase médiasfreqüências.
podem ocorrer variaçõescomo:
a) Para coletor comum, a tensão de coletor é a tensão de alimentação O resistortem valor de acordocom o ganhomédio esperadocom valores
o"ïï"r:::ttiilï;, aproximadosdadospelaseguintetabela:
"" comum, a tensâode emissorpode chesara 112 datensão
de alimentaçãoou mesmomais. ganhosde 100 a 500 470k
os valores indicadosreferem-sea provas sem sinaisnas etapasque estão ganhosde50a 100 220 k
sendotestadas. ganhosabaixode 50 100k

cuja comparaçãode ganhodeveser


d) Coloqueno circuito'ostransistores
feita e anoteasresistências.
DE GANHODE TRANSISTORES
CoMPARAçÃO
Interpretação
Tipo de Prova que tiveremleiturade menoresresistências
- Os transistores apresentam
maiorganho.
- Comparaçâode ganhoestáticode corrente

198 199
- Se ao desligar a base, o multímetro continuar indicando resistência - Paratransistorescomunsbipolaresde todos os tipos
baixa,ele se encontraem curto. - ldentificase é PNPou NPN
- Na prova,uma indicação.<Je nula indica um transistorem
resistência (E), coletor
curto. com esta prova, podemosidentificar os terminaisde emissor
(c) e base(B) de transistoresde uso geral, RF e comutaçãode pequena,média
e grandepotênciascom boa precisão.A prova também permite estabelecer se o
Oôs.' os valoresindicadossão para provasde tipos comunsde silício, dan-
do como exemplo:8C548,8C558,8D136 e 2N3055. transistoré NPN ou PNP.

leitura condição Procedimento

a) coloque o multímetro na escalamais baixa de resistências: oHMS xl


menor resistência maiorganho
resistêncianula curto ou OH MSxl 0.
resístência
baixa bl'Zere o multímetro
com a basedesligada fuga ou curto c) Meça as resistênciasdiretas e inversasentre os terminais, dois a dois,
de forma combinada,até encontrar um par em que tanto a resistênciadireta
como inversaseiaalta. São 6 as medidasrealizadas'
Observações

Dependendodo tipo de multímetro é convenientealteraro valor do resis-


tor para que a médiadas leiturasfique na regiãocentralda escalaonde se tem
maior precisâo.
Veja que nâo podemoster uma idéiado ganhoreal do transistorou transis-
IOEI{TIFICAçAO DA AASE
tores em teste, pois a corrente de coletor empregadaé muito baixa.As especifi-
caçõesde ganho normalmentesão feitas para uma correntede coletor da ordem
de 1 mA - o que é muito superiorà correntede provada maioriados multí-
metros.
Para transistoresDarlington, em que os ganhossão superio.resa 1 000, o
resistorde prova pode serde 1t\tlSou mesmo2M2'

lmportane

O ganho comparativo obtido na prova permite selecionaros melhoresde


que estestenhamos maioresganhosesperadosquando
um lote, não significando
em funcionamento,onde ascondiçõesde operaçãopodem seroutras.
Figura | 58

d) o terminal que não é usadonestamedidaé certamentea base(Bl.


el Depois, meça a resistênciadireta entre o terminal de basee os outros
FICA çà ODE TE RMI NA I S
T DE NTI
dois terminais.A resistênciamenor serámedidaentre a basee o emissor.
DE TRANSISTORES
f) ParasaberseotransistoréPNPou NPN, verifiquese na baixaresistên-
cia, entre a basee o emissor,é a ponta vermelhaou preta que estána base,
Tipo de Prova Se for a vermelha,o transistoré NPN, e se for a preta. entãoo transistoré
do tipo PNP.
- de junçõesfora do circuito
De resistência

201
200
Será interessante ter sempre um transistor bom, de tipo aproxi-
rnadoao que se pretendeidentificar paratestescomparativos.

PROVADE PONTESRETIFICADORAS

I ïpo de Prova
I
De continuidadedasiunçõesfora do circuito
I -
- Parapontesretificadorasde qualquertensãoe corrente

Com esta prova, podemos detectar o estado de pontes retificadorasde


pequenase médiascorrentes.São estaspontes retificadOrasformadaspor 4 dio-
Interpretação de silício,gue devemsertestadosum a um.
dos semicondutores

- Altas resistências
nasduasprovas- entre coletor e emissor.
- Menorbaixaresistência entreemissore base. Proedimento

Obs.: as diferençasde valoresentre as baixasresistências al Coloqueo multímetro na escalamaisbaixa de resistências: OHMS xl


entre emissore
basee coletor e base são pequenas.Para os 8C548, por exemplo, usandoum ou OH MSxl 0.
multímetrode 100 000 ohms por Volt na escalax10, encontramos: b) Zereo multímetro.
entreos 4 terminaisna forma indicadana figura.
c) Meçaasresistências
- Resistência
base/emissor - 600 ohms em média.
- Resistência
base/coletor- 62Oohms em média.

Parao 2N3055,encontramos:

Resístência
base/emissor- 30 ohms em média.
Resistência
base/coletor- 40 ohms em média.

leitura identificação

altasresistênciasd ireta
e inversa coletor/emissor
resistênciadireta menor base-emissor
resistência díreta nraior base-coletor

Observação
/\J

IT 'I'-I
Os valores medidosdependemmuito do instrumentousado,já que a
tensãoe a correnteinfluemna polarização
dasjunçõese, com isso,na resistência Figura 160
gue apresentam.

202 203
Observação

Também podem ocorrer fugasque serãodetectadasna forma de resistên-


cias relativamentebaixas no sentido inverso,Estas resistências podem ficar na
fai xadel Mel 0M.
forem inferioresa 1 fv1,então o diodo pode estarcompro-
Se as resistências
metido, não devendoa ponte ser utilizada.
As mesrnasprovastem seusvaloresde fugasdependentes do tipo de ponte
que estásendotestada.

OIRÉÍA/ PROVADE FOTOTRANSISTORES


INVERSA

Tipo de Prova

Devemser medidasas resistênciasno sentidodireto e, depois,ínvertendo- De estadodasjunções,fora do circuito


seas pontasde prova,no sentidoinverso. e funcionamento
De sensibilidade

Com esta prova, podemosverificar o estado geral de um fototransistor


lnterpretação comum com boa precisâoe ainda determinara disposiçãode seusterminais.
A prova verifica o estadodas junçõese também o comportamentodo dispositi-
As resistênciasno sentido direto são baixas,não superandoalgumascen- vo sob iluminação.
tenasde ohms,,e as resistências'no
sentidoinversosãoinfinitas ou acimade 10M
a ponte retificadoras€ encontraem bom estado.
- Nas leituras em que deveriam ser encontradasbaixas resistências, são 1. Provade Junções
encontradasaltasresistências- a ponte retificadorase encontraaberta.
- Nas lêiturasem que deveriâmser encontradasaltas resistências, sãoen- Procedimento
contradasbaixasresistências- a ponte retificadorase encontraem curto.
a) Coloqueo multímetro na escalamaisbaixade resistência:
OHMSx1 ou
Oós..'os valoresdasbaixasresistências
varÍamde ponte paraponte em fun- OH MSxt0.
de
ção suacapacidadede corrente. bl Zereo multímetro.
c) Meçaa resistência
entreos termínaisna seguinteseqüência:

leitura condição direta co letor/base


Resistência
Resistênciainversacoletor/base
resistências
d iretasbaixas' Resistência
direta emissor/base
resístências
inversasaltas bom Resistênciainversaemissor/base
resistênciasdíretase Resistência
direta coletor/emissor
inversasaltas aberta Resistênciainversacoletor/emissor
resisténciàs
diretase inversas
baixas curto

204 205
INVERSA
(aLra)
OIRÊTA
(BArxa) leitura condição

Base/emissordireta- baixa
Base/emissor inversa- alta
Base/coletordireta- baixa
Base/coletorinversa- alta
Coletor/emissorambas- altas
Base/emissorinversa- baixa
inversa- baixa
Base/coletor
oHMS X',ì Coletor/emissor - baixa cuÍto
oHt s x10
Base/emissor direta - alta
Base/coletor direta- alta aberto

Obs..'alguns destetipo operamcom a baseaberta,isto é. ape-


transistores
naso coletor e o emissorsão ligadosno circuito.de modo que não vêm com o
terceiroterminal.Paraestecaso,o testede junçãoindicadonâose aplica.

2. Provade Sensibilidde
I
Ì
: Procedimento
d
oHMS x1 k
a) coÍogue o multímetro na escalamaisalta de resistências:
ou OH MSxl 0 k.
bl Zereo multímetro
c) Ligue a ponta de prova vermelha(positiva)no coletor do transistore
NPN,sefor PNP,
no emissor(paratransistores
a ponta de provapreta (negativa)
invertaas ligações).

Figura l6l
Figura 162

$
OHMSXìK
OHMS
Interpret4ão
FOÍO -TRANSISTOR
- As resistênciasdiretas na medidacoletor/basee emissot/base sãobaixas
e todas as demaismedidassão altas ou infinitas - asjunçõesdo transistorestão
em bom estado. PROVA OE SENSIBILIDÀOE
- Leituras de altas resistências,onde deveriamser baixas, indicam um
transistoraberto.
- Leituras de baixas resistências,onde deveriamser altas, indicam um
transistorem curto.
t
i '207
206
fotocélula de
d) Deixe incidir luz na parte sensíveldo transistore depoisfaça sombra. Uma simples prova com o multímetro pode revelarse uma
não produzindo energia'Esta provatambém
Anote as resistências
medidas. silício, ou de outros tipos, está ou
o
pode verificar a produção de energiaelétrica..por transistorescomuns,como
âNSOSS,quandotêm expostasà luz suasjunções'
Inbrpretaçfo

- No escuro,a resistênciamedidaé de 5 a 20 vezesmaior que a resistência 1. Prova Para Fotooélulas


no claro - o fototransistorse encontraem boasCondições.
- Não há variaçãodo escuroparao claro - ou o transistorestádanificado Procedimento
ou então, ligado errado na prova. Verifique se não houveinversãodaspontasde
prova. a)C ol oqueomult í m et r onaescalaapr opr iadadet ensãocont í nua: par a
medi ratél V ,seacél ulaf or única, oum ais, set iver um abat er iadecélulas'
b)Li gueapontadepr ovaver m e|ha( posit iva}aot er m inalposit ivodaf ot o.
célula,e a preta (negativa)ao pólo negativo'
o,6v (rlP.)
variaçãode resistência
do claro paraescuro
não há variação

Observação

Paraum fototransistor,como o 2N5777,avariaçãode resistênciado claro


para o escuro,medidacom um multímetro de 50 000 ohms por Volt na escala
x10 k, é de 40 k para 500 k. A iluminaçãoé de uma lâmpadade 100 Wattsa 3
metros de distância.Os valoresencontradosdependerãomuito do instrumentoe
do tipo de fototransistor testado.

Explicação

A prova de sensibilidadebaseia*ena variaçãode resistênciaque asjunções


de um trânsistorapresentam quandoiluminadas.A luz libera portadoresde carga,
que são responsáveispela corrente que pode passarno sentido inverso pelas Figura 163
junções. A prova deve,'portanto,ser feita com polarizaçãoinversadas junções,
já que tambémseránestacondiçãoque o transistorvai operar.
c)D ei xei nci di r|uzf or t enasuper f í ciesensí ve|daf ot océ|ula'

li
li
Interpretação
PROVADE FOTOCÉLULAS
o esperado:em
- Ao incidir a luz, a tensão medidaestáde acprdo com
para célula única e multiplicando este valor por tantas'células
torno de 0,6 V
Tipo de Prova quantassejamassociadas-Afotocélu|aoufotocÉlulasestãoembomestado.
Nao ne tensãomedida* a fotocélulaou conjunto estáruim'
- De produçãode energia

208 209
Interpretação

- A tensãolida é da ordemde 0,3 à 0,6 V * o transistorestábom.


- A tensãolida é nula - o transistornão serveou não estábom.
- A tensão lida é negativa- o transistorestábom e é PNPinvertaas pon-
tasde prova.

Observação

A tensãoem torno de 0,6 V por célulaé válidaapenasparaas unidadesde


silício,já que outrosmateriaisproduzemtensõesdiferentespor unidade.
Pequenasvariaçõesde tensãopodernocorrer com iluminaçãomenor,devi-
do à cargafornecidapelo próprio multímetrc'

Explicações
2. Prova ParaTransistoresComo Fotocélulas
Ouandoiluminadas,aslunçõesdos transistoresliberam portadoresde carga
Procedimento que Serão reSponúveiSpor uma Correnteque pode ser usadapara alimentar
dispositivosexternos.A tensão produzidadependedo material da junçâo, tipi'
a) Coloqueo multímetro na escalamaisbaixa de tensõescontínuas:DC camente0,6 V para o silício, e a correntedependede sua superfície.Pra um
Volts. 2N3055,a correntemáximaobtida estáem torno de 10 mA.
b) Ligue o emissorà basedo transistorque vai ser testado (2N3055' por
exemplo,sem o capacetede proteçâo).
c) Ligue a ponta de prova vermelha na base/emissor e a ponta de prova
pretano coletor{carcaça).
do transistor.
d) Façaincidir luz forte na superfíciesensível PROVADE FONOCAPTORES E
M I C R O F O N EM
SAGNÉTICOS

Tipo de Prova

- De continuidadeda bobina

O único tipo de prova que podemosfazer com fonocaptoresmagnéticose


microfonesdinámicosou magnéticos é de continuidadeda bobina.Estaprova,
ontretanto, não pode revelar eventuaiscurto-cirCuitosou problemasde sensi-
bilidade,umidadeetc.

Procodimento

OHMSx1 ou
al Coloqueo multímetro na escalamaisbaixade resiténcias:
OH MSxl 0.
Figura 164 bl Zereo multímetro'

210 211
c) Encosteas pontas de prova do multímetro nos terminaisdo microforle outras provasque podem ser feitas sâo de contato com a carcaçaou blin'
ou fonocaptor que estáem prova. dageme do próprio cabo de conexãodestesdispositivos.
As resistênciasencontradasdependem do tipo de transdutor testado,
masnormalmentesão muito baixas

Observação

Pafaos fonocaptoresesterofônicos,a prova deve ser feita nosdois canais,


ou seja,nos terminaisque correspondemasduasbobinasseparadas, que normal-
menteexistem.Em algunstipos, o terminal de terra é comum às duas.

d) Anote as leiturasde resistência'

Intenreação

- B aix ar es is t ên c i a ,i n fe ri o ra l 0 0 o h m s _ o mi c rofoneoufonocaptor
entre
estácom bobina em ordem. Estaprova não revelaeventuaiscurtocricuitos
a espirasda bobina.
O microfone
- A.lta resistênciaou infinita - a bobina está interrompida'
ou fonocaptor não Podeser usado.

obs . . . c er t if iqu e .s e d e q u e re a | me n te o d i s p osi ti voqueestásendotestadoé


magnético.

Explicação

Realm ent e, nã o h á o u tra p o s s i b i l i d a d e d e testecomomul tímetroanão


são
geralas resistências
ser de continuidadeda bobina e, mesmoassim,como em
muito baixas,não há possibilidadede se detectar curto'circuitos'

213
212
notaremosdiÍerençasde resistênciasao testar um filtro com problemaso um
OUE NÃO PODEMSER PROVADOS
COMPONENTES bom, a não ser que a falha seia um curto interno - o que é altamenteimproú'
COMO MULTÍMETRO vel que ocorra pelo seu princípio de construção.

A prova de estadoparadeterminadoscomponentespode não servirparare' 4. Cristaisde Ouartzo


velarseuestadogeral,se bem que em algunscasospossarevelarproblemasindire'
tamente,como curto{ircuitos internos,Curto-circuitoscom os invólucroS,fugas Estestambém são componentescuja medidade resistência,mesmoque na
etc' não revelanadaa respeitodo estado.
escalamaisalta de resistências,
Damos, a seguir,rrma
uma rplanân
relaçãode componentescujas provascom o multí-
de nomnor
Um cristal em boascondiçôes,oq um cristal que nâo estejaoscilando,por
metro são problemáticas,assimcomo algumasexplicaçõessobreos motivos.
diversosmotivos,apresentará a mesmaresistênciainfinita quando provadocom o
multímetro, para o multímetro, um cristalé Simplementeum circuito aberto.

1. Microfonesde Cristal
5. Lâmpdas Neon
Em funcionamentonormal,um microfonede cristalapresentauma resis'
tência elevadíssima,de modo que um teste num componentebom nos revelaa
uma lâmpadaneon só tem sua resistênciareduzida,ao conduzir a corrente
mesmacoisa que num componenteaberto:resistênciainfinita. A prova não pode quando a tensãoem seusterminaisalcançavaloresda ordem de 80 V. Como a
serconclusiva.
tensãousadana prova do multímetro nâo alcançaestevalor, o testede funciona-
A outra revelaçãoque podemoster sobre o estadodo componenteé no
mento não pode ser feito. oualquer medidade resistêncianuma lâmpadaboa, ou
caso de existirem fugas devido à absorçãode umidade,a qual é reveladanuma
numa lâmpadaque tenha partido e perdido o gás,revelaráa mesmaresistência:
meclidade resistêncianasescalasmaisaltasdo multímetro.
ínfinito.
Eventuaiscurto-circuitosentre os terminaise fios de ligaçãocom a carca'
A prova @m o multímetro, mesmo nas mais altas escalasda resistência,
ça também podem ser reveladoscom uma medidade resitência.
não pode ser feita.

2. Fonocaptoresde Cristal
6. Lâmpdas de Xenônio
Os fonocaptoresde cristal operam segundo os mesmos princípios dos O comportamentoelétrico de uma lámpadade xenônio é o mesmode uma
elétricas.
microfonesde cristal e, portanto, apresentamas mesmascaracterì'sticas lâmpadaneon, ionizandocom uma tensãomínima da ordemde algumascentenas
Pelos mesmos motivos, as provas de não
resistência são obtendo'se
conclusivas,
de Volts, que não pode serfornecidapelo multímetro em qualquerprova' Deste
as mesmas leituras para um fonocaptor bom e um aberto ou enfra' modo, a resistênciamedidaentre quaisquerdos três terminaisdestetipo de lâm-
quecido. pada,boa ou ruim, serásempreinfinito.

3. Filtros Gerâmicos 7. Diacs

Os filtros cerâmicostambém operamsegundoprincípiospiezoelétricos, de


Os diacssósetornam condutorescom tensõesde algumaSdezenasde Volts,
modo que uma provade resistêncianão revelanadaaÌespeito de seuestado.Não que nâo podem ser fornecidaspor um multírnetro numa prova.Destemodo, em
tanto num sentido como em outro, a resistência
qualquerescalade resistências,
medlda para este componenteserá infinito, quer estejaele bom ou aberto. So'
m€nte em casode eventualcurto-circuito é que poderemosmedir num sentido
ou €m ambosuma resistênciamuito baixa.

215
214
8. CircuitosIntegrdoc

iltlcEL
de natureza
Paraos cricuitos integrados,as únicasprovasadmitidassãoas
do multímetro no laboratório.
dinâmica, que serão exploiadasnas aplicações
de muitos-compo-
lssoocorre porqueos iniegrados,na verdade,sãocombinações
em conÌigurações que variam de tipo para tipo. Como para
nentes diferentes
de tipos comuns
cada tipo existe uma configúraçãodiferente,-eexistemmilhares
de integrados,não é possívelestabelecer
úma sugestãoseria a comparação
um
de
único
valores
procedimento
de
de prova'
medidosentre
resistências,
pinos, num integradoque sabemosestar bom, do mesmotipo' e um integrado
de Medição
lnstrumentos
suspeito. BRASILEIRA
INDUSTRIA
A|eit ur adeum a re s i s tê n c i a mu i to .d i Íe re n tenumenoutropoderi al evara
umasuspeitade Problema.
SK.2O
MULTÍMETRO
SENSIBILIllADE: 20Kl10K oHM(VDC/VAC)
9. Circuitoshíbridos 0,25 | 2,5/ 10| fi | 250/1000v
YOLTOG:
YOLÏAG: 10/$/2$/500/1000v
Dom es m om od o g u e o s c i rc u i to s i n te g ra d o s,oshíbri dossãoformadospor DG:
CORREIfiE fi$At2,5nt25nl2Ífrn[
procedimento que 0-5MoHM(xllx100/x1K)
muitos componenresem configuraçõesdistintas. o único nrsFÉttcn:
-10d8 ató+62d8
prático seria a comparação' DecnÉN:
poderialevara algumresultado ortlEils0Es: 1 3 0 x8 5 x4 0 m m
PESO: 320gÍamas
pnecsl0: *, 3%e F.E.omDC
(à23'* 5'C) t 4%ü F.E.omAC
t 3%doc.A.emRESISTÊNCIA

SK-IOO
MULT|METRO
SETISIBILIDADE: 100K/10K oHM(VDC/VAC)
VOLIDC: 0,3t 3| 12I ú t N0/ 000/1200v
YOLÏAG: 6/30/120/3001 1200v
CORREilÍEDC: 1âr/300u/6m/ô0m/ 60ÚÍt | 1A
CONiEilÏEAG: 1A
RrsFrÊmn: 0-20MoHM(xt/xl0/x100/xl0K)
oEcrEÉrs: -20d8aló+63d8
DrrEÌ{s0Es: 213x 145x 63mm
PESÍ!: 1100gramas
PREGISIO: + 3%doF.E.ômDC
(à23' * 5'C) t 4%ú F.E.cmAC
t 3%doc.A.cmRESISTÊi{C|A

MULTíMETROSK.l1O
SEI{SISILIOAIIE: 3oK/10K oHM(Voc/vAc)
YOLIDC: 0,3/3/121601300/12WU
UOLIÂG: ô/30/120/300/1200v
GOiREIIÌEOG: 60!/ôm/60m/600m4
RES|SÉilcn: 0-8M0HM(xllx10/xl00/xlK)
DEGIBÉIS: -?()dB ató+ô3dg
HFEOETRAI{SISTORÉS:0 a 1000(GoouSl)
0rlirEilS0ES: 1 5 0 x1 0 0 x5 0 m m
PESO: 450gÍamas
ÍNEGFIO: + 3%ttoF.E.cmDC
(à23' t 5'c) t 4ló doF.E.omAC
+ 3%doC.A.ômRESISTEI{C

216
t
MULT|METROIK-105
MULTIMETROIK-25
SEÌISIBILIDADE: 30K/15K oHM(VDC/VAC)
SEIISISILIDADE: 2OKl1OK OHM(VOC/VAC) V(tLÌDG: 0,ô/3/15/ô0/300/ 1200v
VoLÍDG: 0,6t9/1Stú/W/ô00/1200V YOLT AC: 12130/120/300/ 1200u
YoLï AG: t5/60/150/ô00/1200V C(lRRENTEOC: 30!/60m4/600m/1 2A
c0RREltTELC: 60l/3m/30m/300m4 nEsrsTÊr{crA: 0-16M 0 H M( xl/x1 0 /x1 0 0 /xl K)
RESISTEIICIA: 0-2M0HM(x1lx10/x100/x1K) 0EcrBÉrs: -20d8até+ô3rlB
DECISE|S: -20d8até+63d8 Goìr1úEorÇÃ0: deLleLV
D|ÍúEÌiS0ES: 142x 100x 38mm DlrÍEt{soEs: 225x 135x 55mm
PES0: 310gramas PÉSO: 540gramas
mEcFÃo: t g%& t.E. omDc ÍNECFÃO: t 3%cloF.E.om0C
(à23' * 5'C) I 4'/oú F.E.omAC (à23"t 5'C) t 4o/.doF.E.omAC
doc.A.omREslsTÊNclA
l. 3o/o t g%doC.A.smRESISTÊilCI!

MULTIMETROIK.2O5
rK-25K
MULTiMETRO
$EI{SIEIUOADE: 30K/10K 0HMNDC/VAC)
YOLT DC: 0,25 1000\
t 1| 2,5/ 10/ 50/250/
SEI{SIEILIOAOE: 20Kl10X oHM(VDC/VAC)
YOLT AC: 2,5110/251 100/250/1000v
YOLTDC: 5/25l100/500/1000v 12^
VOITAG: 5/25lr00/500/1000v DG:
CÍlBREIITE 50/!l5n/50rí/0,5/
GOBREI{ÌE
OG: 50rJl5m/50m/500m4 AC:
C(lRRÊI{IE 124
RESTSTÊNCIA: 0-60M OHM(xllx100/xlK/x10K) RES|STÊ]IGIA: 0-5MoHM(xllxl0/x100/xlK)
oEcrBÉrs: -20d8alé+ 62dB DECIBÉIS: -20d8até+62d8
0rìrEils0Es: 1l7x76x32mm COÌtRESPOSIA
ÏESTEDECOIITIT{UIDADE S(I]IORA
PESO: 290gramas IrìrEÌ{s0Es: 150x 100x 140mm
ALTmEilTAç^0: dE15VE PILHA1,5V
I BATERIA PESO: 330gÍamas
mEcrslo: X. 4%doF.E.smDC PREClSÃ0: t 3%doF.E.emDc
(à23' * 5'C) doF.E.emAC
X. 56/o (à 23' + 5'C) + 4o/o óoF.E.emAC
t 4%doc.A.6mRESTSTÊI'IC|A t. 3%doC.A.omRESISTÊNC|A

MULTIMETROIK.3O MULTíMEïROIK.18OA
SEIISIBILIDADE: 20Kl10K oHM(VDC/VAC) SEilSIBILIDAOE: 2KoHM(VDC/VAC)
VOLÏ DG: 5/25/50/250/500/ 10fov YOLTDC: 2,5/10/50/500/ 1000v
VOLÏ AC: 10/50/100/500/ 1000v VOLTAG: 10/50/500v
COfi[EI{ÏEDC: 50xA/2,5m4/250mA CORREÌITEOG: 500!/10m/250m4
RESTSTÊI{CIA: 0-6M0HM(xllx10/xÍK) RESISTÊilCIA: 0-0.5M 0HM(x10/x1K)
0Ecr8Érs: -20db até+62d8 DECIBÉIS: -10d8 até+sôdB
DITEilSOES: 1 1 7x 7 ôx 3 2m m 0rirEils0Es 1 0 0 x6 4 x3 2 m m
PESO: 280gÍamas PESO: 150gÍamas
PnEOSÃ0: t 4o/o doF.E.omDC PIECISÃO: t 3%ttoF.E.8mDC
(à23"+ 5'C) Ì 5%doF.E.omAC (à 23' t 5' C ) t 4o/o doF.E.omAC
:L 4o/o & C.A.emRESISTÊNCIA t 3o/o doC.A.smRESIST

MULTíMETRO IK-35 MULTíMETRODIGITALSK.62O1


SETISIBILIOADE: 20Kl9KoHM(VDC/VAC) AUTORANGE(AUTOMÁTICO)
VOLTDC: 0.25/ 2,5/'10/ 50t 250/1000v
UOLIAC: 10/50/250/ 1000v DlGrÌ0s: 3 1 /2
CORREXTE DC: 50rr/5m/50m/500m/ 104 YISOR: LCD
RES6TÊilCIA: 0-10M OHM (x1lx10/x1K) YOLIDC: 0,2/2/30/20011w0v
DECIBÉIS: -8dBalé+ô2dB VOLTAC: 2t20t200/wov
ÏESTEOEBATERIA: 1.5/9V AC/DC:
GORSEÌIÌE 200m4
ÌESÌEDECoHflilUroADE
Cot RESP0STA SoilonA RESISTËilCIA: 0HM
zm.l2Kt20K/200K/2M
DltEÌlS0ES: 150x 100x 140mm TESTE: dEDIODOS
PCS0: COT RESPOSTA
TESTEDECOIITIÌIUIOADE SOTIORA
330gÍamas
fnEcfslo: DE:
IÌ'DICAOOR Batoriagasla
+ 3o/o doF.E.emDC
(à23" * 5'C) t 4o/odo F.E.em AC DrxEils0Es: 155x 85x 38mm
*.3o/odo C.A.sm RESTSTÊNC|A PESO: 250gramas
MULTÍMETRO IK-3OOO
AUTORANGE
DIGITAL

L DíG|rOS:
YOLT:
CÍlNREìTE:
3 1/2 - LCD
1000vDc/500vAc
10AAC/DC
Coil nESmSïA
ïESïEDEC0Ì{TIÌ{UTDADÊ S0Ì{0RA
LOWPOWEB OHT 2MOH M
ALrirEilTAçÃ0: 1 BATERIAde 9V
Dil5EilS0ES: 127x 69x 25mm
PE$O: 200gramas

MULTÍMETRODIGITAL MD-5660C
0ÍGrT0s: 3 1/2- LC9
VOLT 1000vDc/750vAc
CORÍEIITE: 104ACs DC
NES$TÊilCN: 2OMOHMCOM TESTEDEDIODOS
TETPERATURA: -50 a + 750"C
HFE: do0 a 1000
TEB]ÚOPAB: TipoK
ALTtTENTA0Ã0: 1 EAÏERIA dE9V
0rtENs0Es: 1 8 0 x8 5 x3 5 m m
PCSo: 350gÍamas
TERM0PARES
Obs.:VËJA OPC|ONAlS

MULTÍMETRO DIGITAL AUTORANGE SK-6511


0ÍGfTos: 3 1/2
vtS0R: LCD
ESCATÂS: s00VDC/500VAC/20M OHM
IESïEDECotlTlt{UlDA0Ê
CoÍilRESmSTA Sotl0RA
TÂÍúAI{HU
DEEOLSO
ALtÍüENTAçÃO: 2 BATERIASLR-44de 1,35V
DrrEr{s0Es: 108x 54x gmm
PÊSO: 60 gÍamas
:.r:r, :

MULTíMETROIK.2OOO Além disso destacamosos seEuin-


tes recursos adicionaisque poucos
DíGITOS: 3 1t2 instrumentos apresentam:
YISOR: LCD
YOLIDC: 0,2/2/20/200/ 100av . Testede pilhas;o instrumentorea-
YOLÌAT: 200/750v liza o teste de pilhasde 1,5Vsob cor-
COfiBEÌ{TE
DC: 20qt/2n/20n/200n/10A
BES$ïÊÌ{CtA: 200| 2K/ 20K| 200K
/ 2M/ 20M rente de.150 mA. Este é um testede
COI{DUTÂilCIA: 2us melhoresresultados,já que a simples
HFEOETIAIISISIORES:
0/1000(NPN ouPNP) ALICATEAMPEROMÉTRICO
medidade tensão nada revelasobre o
TESTES: deDl0D0 e dePILHA (1,5V) SK-7100(ate 6004)
r[0rcADoB
0E: Batoriagasla verdadeiro estadode umapilha.
DIÍúEilSOES: 12 íx 70x 26m m . Ganhode transistores íhFE),para VOLTAC: 150/300/600v
PESO: Í70 gramas CORRENTE AC: 6/ 15/60/150/300/6004
transistoresPNP e NPN até 1 000. RESISIÊÌ{CIA: 0-20K 0HM
O lK-2000 é o único multÍmetrode Esle recursoé de extremaimportância, ESCALA: ÏiDOTAMBOR
.'TAUT
ROTATIVO
Íabricaçãonacionalque possuiescalas pois temos uma indicaçãomuito mais GAtYAilôil8ÍRO: T|OO BANO',
flAXI]úADOCONDUÏOB: 34 MM dS OIÂMETRO
BITOLA
A condutância
de condutância. é defini- completado que o simplestestede jun- DtiIEilSOES: 2 1 5 x8 5 x3 8 m m
da como o inversoda resislênciae o ções feitona escalade resistência,re- PESÍl: 380gÍamas
lK-2000tem uma escalade 2 uS (Sie- curso únicoda maioriados outrosins- FÁCILSELEçÃO
E LEITURA
DASESCATAS
BOTÃOPARATRAYARO POI{TEIRO.
me n s) . trumentos.
ì

ALICATEAMPEROMETRICO
SK-7200(até 12004)
LUXIMETRODIGITALLD-sOO
V(ILTÂC: 150/300/ô00v {,
CORREÌ{TEAC: 15/60/1s0/300/ô00/12004 DIGITOS: 3 1 /2
SESISTÊilCIA: 0-20K 0HM vts0B:
ESGA[A: ÏiooTAMBOR ROTATIVO ESCALAS: 2 000/20000/50000LUX
GALVAÌ{OMÊïBO: ÏiPO,,TAUÏBAND'' AJUSTE
DEzrnoluromÁnco
gtr0LAtíÁxtitl D0col{DUT0R: 60mmdeDlÂMErRo MR SECUI{OO
DUASLEITURAS
otÍrtEt{s0ES: 238x 98x 38mm r DIMENSoES: 108x 73x 23mm
PESo: 450gramas PESo: 170oramas
FACIL SELEçÃO IIEESCAI-A
E LEIÏURA sEp xADoD0conm D0
F0ï0ELËÍBrco
ïRAÌrsDur0R
oorÃopmI TRAYAR OMTÌEIRO APARELHO

nupenouÉTRtcoDtctTAL
ALTcATE
COM TERMOMETROAD.77OO
KILOVOLTIMETRO
SK.gOOO
oíGrïos: 31/2- LCD
ÊSGAIAS: 30000/45000vDc
YOLT 200vDc/ 750vAc pnrcrsÃo: i 3% FIMDAESCALA
AC:
CORREI{TE 200,/4004
nesrsrÊxcn: 2OOKOHMcomTESTE DEDIODOS er-vlxôngrno: 40lA
TÊMPERATURAI -40'ató+ 750'C tnpeoÂrcn
DEEÌIIRADA: 6OOM OHM
oilíÊÌ{soEs: 225x74x46mm rnproÂrcn
oesnlor: 12KOH M
400oÍamas ATEÌ{uAçÃO
DESAÍDA:, 50000vozos
PESO: SAIDAPARAOSCILOSCOPIO
rurçOes: "DATA H010"(MemóÍia)e
DrirEils0Ês: 374x 48x 45mm
"PEAK HoLD"(ïransiente
decoÍente)
OPCIONAIS
Í)bs.:VEJATERMOPARES
PESO: 240gÍamas

TERMOPARESOPCIONAIS MEDIDORDE SWR SK.22OO


PARA RADIOAMADORES
PARA AD-7700,MD-5660Ce TD-750
tEDrDonDEoiln^ EsïAcloilÁnn(sun): 1:1a 1:3
TP-O2A tEDrooB DEmÌÊilctA: 200w
0ECAhpoRELTtVo(RFS)
IilIEltStoADE
OEnEDlçÃo:
FAIXA -50a+900"C COIIEGTORES: TipoM
flm: K (NiCr'NiAl) ALritEilrAçÃo: DESNECESSARIA
DAmilTA:
DtÍrtEÌlsoEs 100x 3,2mm
lpr-rclçÂ0: IMERSÃ0 ItmoAmn: 50OHM
;Atx DErneo0Êrcn: 3,5- 150M Hz
ornsrs0es: 1 3 1 x6 2 x2 7 m m
F lxADEIíEDICÃ0: -50a+ 1300"C Pt80: 280gramas
TlPo: K(Nicr'NiAl)
DAPoÌlTÂ:
DniEt{soEs 125x 8 mm
muclçÃo: IMERSÃo

lllrcEL
ICEL Instrumentos e Componentes Eletrônicos Ltda.
DIGITALTD.75O
TERMÔMETRO
FABHICA: Avenida Buriti,5000- Distrito Industrial
oferos: 3 1t2 (;[ I' (;9,075
YlS0fi: LCD - M A N A U SAM .
FAIXA0E lrttotcÃo: -50 ate 750"c I e l r r k r n o( 0: 9 2 2
) 3 7 -1 8 10 e 2 3 7- 1 8 1 9
DrrEÌ{s0Ês: 108x73x23mm I e l n x .l ) 2 1 2 3 8G E I ÊB R
PESO: 160gÍamas
AÍÉ3OO'E
Í ÏERIIOPÂR ;lLlAL SAOPAULO:BuaVespasiano, 573- Lapa
ACOiIPA}IHA ( ; f l ' ( ) 1 1 0 4- 4
RESOLUçÃO: 1'C S ã oP a u l o- SP
TEnil0PAR: TiPoK (NiCr'NiAl) Ì e l c í o r t o( 0 11 )6 2 - 2 9 38e 2 6 3 - 0 3 5 1
TERMOPARES
Obs.:VEJA OPCIOI'IAIS I elér 11 l'b5!r0GEIEBR
I
jj