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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO

CIÊNCIAS CONTÁBEIS

HÉRICLES DOS SANTOS ROCHA

“GESTÃO INDUSTRIAL”

Itapetinga
2016
HÉRICLES DOS SANTOS ROCHA

“GESTÃO INDUSTRIAL”

Trabalho apresentado ao Curso de Ciências Contábeis


5º Semestre do período Noturno – Produção textual em
grupo - UNOPAR (Universidade Norte do Paraná), para
a disciplina de Atividade Interdisciplinar.

Itapetinga
2016
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO...........................................................................................................3

2 DESENVOLVIMENTO...............................................................................................4
2.1 GESTÃO DE CUSTOS...........................................................................................4
2.2 ENTREVISTA.........................................................................................................7
2.2.1 RELATÓRIO FORMAL......................................................................................12
2.2.1.2 DESENVOLVIMENTO....................................................................................13
2.2.1.3 CONCLUSÃO.................................................................................................25

3 CONCLUSÃO..........................................................................................................26

REFERÊNCIAS..........................................................................................................27
3
1 INTRODUÇÃO

O objetivo deste trabalho é mostrar a grande importância da


gestão de custos para as empresas, aqui veremos o seu conceito, sua
importância para as empresas na formação de preços de venda, os tipos e
métodos de custeio.
A Gestão Financeira é fundamental para que as empresas
sejam bem sucedidas e sustentáveis buscando a perpetuidade, essa gestão
concentra-se sobre o estudo das decisões financeiras assumidas na empresa.
Dentro de uma empresa a redução de custos é um desafio que
pode torná-la mais competitiva no mercado. O controle de custos é
fundamental para manter a empresa competitiva no mercado atual, pois, faz-se
necessário, cada vez mais, maximizar os lucros, aumentar a produtividade e
sempre reduzir custos. Também fornece informações que auxiliam no processo
de tomada de decisões sob aspectos operacionais, legais e gerenciais, por isso
as informações desse setor devem ser muito claras e diretas, o uso
inadequado do controle pode causar sérias conseqüências e até o fechamento
da companhia. As empresas não devem reduzir custos somente no setor
produtivo da empresa, pois há gastos em todos os setores, para que todos
cooperem é preciso uma ligação entre todos eles, cada um deve estar ciente
de sua parte.
Realizamos uma entevista com o funcionário de uma empresa
e essa foi imprescindível para melhor entendermos o seu funcionamento,
quanto a gestão de custos e as demonstrações contábeis, da qual
conseguimos tirar todas as informações para a elaboração do relatório formal
apresentado neste trabalho.
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2 DESENVOLVIMENTO

2.1 GESTÃO DE CUSTOS

O atual ambiente econômico e a acirrada concorrência fazem


com que os gestores das empresas precisem de ferramentas que os auxiliem a
mantê-las no mercado e se tornarem mais competitivas. A influência do
mercado consumidor em estabelecer o preço que está disposto a pagar pela
aquisição de bens e serviços e a consequente perda de poder das empresas
em estabelecer o preço pelo qual desejam vender . Isso requer que os gestores
direcionem maiores esforços para o planejamento e controle do consumo dos
recursos demandados para a realização de suas operações.
Um dos fatores internos que exerce influência significativa na
formação do preço de venda são os custos diretos e indiretos. Um equívoco
na apuração dos custos pode afetar diretamente a formação do preço de
venda. Dessa forma, as empresas têm investido bastante na gestão de custos,
de forma a torná-la uma ferramenta útil na formação do preço de venda. O
ambiente no qual as empresas estão inseridas está em constante mudança,
verificando-se o aumento da concorrência entre elas. No que tange à decisão,
seu papel reveste-se de suma importância, pois consiste na alimentação de
informações sobre valores relevantes que dizem respeito às consequências de
curto e longo prazo sobre medidas de introdução ou corte de produtos,
administração de preços de venda, opção de compra ou produção.
A Contabilidade de Custos é um centro processador de
informações, onde os dados são coletados, organizados, interpretados e
analisados pelo contador, gerando informações para diversos usuários de
diferentes níveis hierárquicos. O Custeio por Absorção é amplamente utilizado,
principalmente, pelo fato de ser aceito pela legislação fiscal e societária e,
também, devido à dificuldade de se manter um sistema paralelo para fins
gerenciais. O principal problema existente no Custeio por Absorção é a
arbitrariedade .
No rateio dos custos indiretos, diminuindo a qualidade das
5
informações para fins de decisão. Todo critério de rateio contém um grau de
subjetivismo, fazendo com que haja arbitrariedade na alocação dos custos.
Portanto, faz-se necessário buscar novas formas e técnicas para diminuir essa
arbitrariedade. Como uma forma de eliminar a arbitrariedade existente nos
critérios de rateio. O principal problema enfrentado na gestão de custos é a
alocação dos custos indiretos. Uma das alternativas encontradas para tentar
solucionar esse problema é a não utilização de rateios dos custos indiretos,
pois no processo decisório a realização de rateios de maneira errada pode
fazer com que o gestor tome decisões equivocadas.
O gestor da empresa para tomar suas decisões precisa de uma
série de informações sobre os custos dos produtos. Os sistemas de custeio
atuais foram criados há cerca de um século. Seus principais objetivos
consistem na geração de informações sobre oportunidades de melhorias dos
desempenhos das empresas, em termos do resultado econômico. No entanto,
com as alterações nos panoramas dos negócios, os sistemas tradicionais
começaram a ser questionados. Muitas das técnicas têm-se revelado inúteis no
auxílio das decisões empresariais. O Custeio Baseado em Atividades (ABC)
se distingue dos métodos tradicionais de custeio por alocar os custos nas
atividades desenvolvidas nas empresas por meio dos direcionadores de custos,
sendo um método mais coerente de alocação dos custos. Um importante
elemento econômico-financeiro em qualquer organização é a, formação do
preço de venda dos produtos.
A gestão de custos desempenha um papel relevante na
formação do preço de venda dos produtos. Além dos custos, o processo de
formação de preço depende de outras variáveis, como as condições do
mercado, o nível de atividade e a remuneração do capital investido. Assim, a
fixação do preço de venda de maneira adequada provoca a maximização dos
lucros, atende os desejos dos clientes e aproveita de maneira mais eficiente os
níveis de produção.
Influências que incidem sobre a oferta e a procura são: os
clientes, os concorrentes e os custos”. Os custos estão intimamente ligados à
oferta, uma vez que, quanto menor o custo de produção de um produto em
relação ao preço pago pelo cliente, maior será a capacidade de fornecimento
Para se chegar ao preço de venda, utiliza-se o mark-up, que consiste em
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aplicar um índice sobre os gastos de determinado bem ou serviço, obtendo-se,
assim, o preço de venda.
O mark-up é uma técnica que serve de base para a formação
de preço de venda de produtos, pois define uma porcentagem a ser aplicada
sobre o custo para se chegar ao preço de venda ao cliente. Em muitas
empresas se utiliza um mark-up que tem por finalidade cobrir: os impostos
sobre vendas; as despesas variáveis sobre vendas; as despesas
administrativas fixas; as despesas de vendas fixas; os custos indiretos de
produção fixos. As atividades exploradas pelas empresas são as fontes
geradoras de recursos: são as receitas resultantes das vendas de bens e/ou
serviços. Essas atividades são conhecidas como atividades “fim”. As demais
atividades das empresas são denominadas atividades “meio”.
Os gastos com as atividades “fim” denominam-se “custos”. Por
outro lado, os gastos com as atividades “meio” são conhecidos como
“despesas”. Os controles proporcionados pelos registros contábeis dos gastos,
custos e despesas, são a essência da Contabilidade de Custos. Na indústria, a
atividade fim é produzir produtos para vender. Os gastos com a produção
chamam-se Custo industrial (custo fabril ou custo de transformação). O custo
industrial dos produtos é a soma dos componentes de matéria-prima, mão-de-
obra direta e custos indiretos de fabricação. No comércio, a atividade fim é a
compra e venda de mercadorias. Portanto, os custos, qualitativamente, são
poucos e os cálculos dos custos são mais simples. Nos serviços, a atividade
fim é a prestação de serviços. Os gastos incorridos com a prestação de
serviços são de conotações diferentes das atividades industrial e comercial. Na
prestação de serviços, geralmente, os gastos mais representativos são
oriundos do trabalho do pessoal, sem se considerar que os demais gastos não
são passíveis de controles.
Definiu-se que os gastos com as atividades meio são
denominados despesas. Para fins de gestão de custos, a divisão dos gastos,
em custos e despesas, não dispensa o controle individual de cada espécie de
gasto. Pelo contrário, os controles e a apuração dos custos devem ser
extensos. Segundo Leone (2000, p. 21), “a visão gerencial dos custos
completa-se no momento em que visualizamos custos na empresa e/ou
instituição como um centro processador de informações, que recebe (ou
7
obtém) dados, acumula os de forma organizada, analisa-os, interpreta-os,
produzindo informações de custos para diversos níveis gerenciais”.
Os métodos de custeio atualmente que são apresentados e
discutidos são dois. Um deles é representado pelos chamados métodos de
custeio tradicionais, que tiveram sua origem na necessidade de se avaliar os
estoques na indústria nascente, após a Revolução Industrial (século XVIII), que
era uma tarefa mais simples. Com o passar do tempo, os objetivos dos
sistemas de custeio tradicionais evoluíram para a busca de informações que
apoiassem o controle das operações, a análise de resultados e o custeio e
análise dos produtos. Os sistemas tradicionais focalizam a apuração dos
custos em três elementos: materiais utilizados na produção, mão-de-obra
empregada e custos indiretos de fabricação, tendo os dois primeiros como
elementos principais na composição dos custos dos produtos.
O outro método de custeio é o da gestão estratégica de custos.
Esta abordagem tem suas bases nas exigências impostas às empresas pelo
novo ambiente competitivo globalizado e, paralelamente, pelo crescimento da
participação dos custos indiretos de fabricação em relação ao total dos custos
indiretos de fabricação em relação ao total dos custos, nas últimas décadas.

2.2 ENTREVISTA

NÚMERO DE INSCRIÇÃO : ANO DE ABERTURA :


16.800.553/0001-69 2013
NOME EMPRESARIAL:
LHN Com. E Ind. De Lingerie Ltda
NOME FANTASIA:
LHN Lingerie
COD. E DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE ECONÔMICA PRINCIPAL:
4642-7/01 – Comércio Atacadista de Roupas Íntimas
CODIGO E DESCRIÇÃO DA NATUREZA JURIDICA:
206-2 – Sociedade Empresária Limitada
QUANTIDADE DE FUNCIONÁRIOS:
8 funcionários
QUANTIDADE DE SOCIOS:
02 Sócios
FORMAÇÃO DOS SÓCIOS
Nível médio
8
LOGRADOURO: NÚMERO: CEP:
Rua Dalvino Ferreira de Oliveira 88 45.700-000
BAIRRO: MUNICÍPIO: ESTADO:
Otávio Camões Itapetinga Bahia

Entrevista realizada com a Sra. Aurenice Campos, sócia


administradora e gerente de produção da empresa LHN Lingerie.

EQUIPE - Como a empresa apura seus custos de produção?


AURENICE SOUZA - Apura os custos de produção considerando três grandes
grupos de gastos:
 Mão de obra;
 Matéria-prima: malha, elástico, forro, fita, renda linha, embalagens, etc;
 Custo gerais de fabricação: energia elétrica, óleo para o funcionamento
das máquinas, manutenção, depreciação de maquinário, etc.

EQUIPE - Qual o método de controle de estoque de matéria prima e materiais


que a empresa utiliza?
AURENICE SOUZA – Trabalhamos com vendas antecipadas, ou seja,
trabalhamos com vendas sob encomenda , dessa forma nosso estoque é
planejado para produção de determinada quantidade de produtos. Não
estocamos de matéria-prima em quantidade superior a necessária para aquele
período de produção.

EQUIPE – Como são feitos os rateios dos custos indiretos de fabricação?


AURENICE SOUZA - São diversos critérios de rateios para que se possam
dividir os custos da maneira mais racional possível. No final dos rateios, os
custos são alocados dentro dos departamentos de produção e em seguida são
alocados os custos para cada produto fabricado e automaticamente, teremos
os reais valores gastos com cada produto.

EQUIPE - A contabilidade da empresa é utilizada como fonte de informação, e


em qual situação?
AURENICE SOUZA - Sim, sempre que nos reunimos para discutir algum
9
assunto, para compra de materiais, investimento, etc.

EQUIPE – A empresa utiliza-se das informações contidas nas demonstrações


contábeis na tomada de decisão?
AURENICE SOUZA – Sim. Sempre que precisamos adquirir algum
empréstimo bancário ou avaliação de desempenho, ou tomar outra decisão
importante a área contábil é consultada.

EQUIPE – Na empresa a Contabilidade apresentada nas Demonstrações


Contábeis, é de caráter gerencial com base na idoneidade da documentação?
AURENICE SOUZA – Sim. As decisões são tomadas com base nos dados e
nas informações disponibilizadas pela contabilidade. Levando em conta o
comportamento do mercado e o desempenho interno da empresa.

EQUIPE – Como contador profissional gerador das informações contábeis,


como você vê a relação do empresário com as informações contidas nas
demonstrações contábeis?
AURENICE SOUZA – Vejo que as informações contábeis cintidas nas
demonstrações devem mostrar com clareza os fatos ocorridos na empresa,
bem como no seu patrimônio, através de uma análise dos registros, resultando
em uma gama de informações e orientações para que nós, os administradosres
possamos tomar as decisões que melhor convier no momento.

EQUIPE – Os empresários utilizam-se, de diversas ferramentas de tomada de


decisão, para que possam ter a qualquer momento a informação mais assertiva
possível de seus produtos ou serviços. Sabendo da importância das
ferramentas de gestão, quais são as ferramentas utilizadas pela empresa
entrevistada?
AURENICE SOUZA – Algumas das decisões que tomamos são rotineiras e são
tomadas com base nas informações disponibilizadas pela Contabilidade,
levantados pelo comportamento do mercado e desempenho interno da
empresa. .

EQUIPE – A empresa utiliza software para controle e gestão de seus


1
negócios?
AURENICE SOUZA – Não. Somos uma empresa de pequeno porte e ainda
não adquirimos um software para controle e gestão de nossos negócios.

EQUIPE - Você realiza algum tipo de controle de custos na sua empresa? Se


sim, você acredita que conhecer com detalhes a composição dos custos dos
seus produtos/serviços é uma maneira de manter sua empresa competitiva no
mercado?
AURENICE SOUZA – Sim. O controle de custos é muito importante, por isso
estamos sempre procurando reduzí-los, principalmente com matéria-prima.
Sim, pois conhecendo em detalhe a composição dos meus custos, podemos
tomar decisões para redução dos mesmos, fazendo com que nossa empresa
se torne mais competitiva no mercado, pois redução de custos, significa
redução do preço de mercado.

EQUIPE – No processo de formação do preço de venda dos seus produtos


e/ou serviços, você percebe a influência de fatores internos e/ou externos? Se
sim, quais fatores seriam esses?
AURENICE SOUZA – Os fatores internos são os que mais nos preocupam,
que são os custos dos insumos para a formação de preços, energia elétrica é
uma das vilãs. Quanto aos fatores externos, não temos nenhum controle, que
é a concorrência.

EQUIPE – A empresa possui um gestor financeiro? Se sim, qual é a formação


desse gestor e quais são as suas atividades principais?
AURENICE SOUZA – Sim. Ele cuida da parte financeira, tem nível superior e
suas atividades principais são analisar as demonstrações contábeis e créditos,
além de fazer uma avaliação da manutenção de estoques e acompanhar fluxos
de caixa e faturamentos.

EQUIPE – Sabemos que o processo decisorial é complexo e envolvem muitos


riscos, estes cada vez maiores na economia brasileira. Juros excessivos e
desequilibrados, mudança da regra do jogo do dia para a noite. Diante de
tantos desafios as empresas precisam ter estratégias. A empresa pesquisada
1
apresenta alguma estratégia para aumentar seu faturamento e sua
lucratividade?
AURENICE SOUZA – Sim. Os cursos que o SEBRAE oferece tem nos
ajudado muito neste sentido, a fim de melhorar nossas estratégias para
aumentar o faturamento.

EQUIPE – O momento econômico brasileiro vem exigindo uma capacidade


mais analítica e questionadora dos gestores financeiros. Uma das maiores
dificuldades está em aliar o que se lê e estuda na teoria com a prática do
mercado. O gestor da empresa reconhece esta dificuldade entre teoria e
prática financeira?
AURENICE SOUZA – Sim. Na teoria tudo é fácil, já a prática é muito mais difícil
para que se tenha uma boa gestão financeira.

EQUIPE – Diante de um cenário tão complicado evidencia-se a necessidade de


investimentos e de poupança. O gestor financeiro da empresa antevê a
necessidade de investimentos e poupança? A empresa investe seus lucros de
que forma? Aplica excedentes de caixa? De que maneira?
AURENICE SOUZA – Sim. Esse é o papel dele como gestor financeiro. Nosso
lucro é investido parte no aumento da produção e parte vai para a poupança e
o nosso excedente de caixa é utilizado como capital de giro.

EQUIPE – Com uma economia estancada, para não dizer em retrocesso,


vemos os investimentos, financiamentos e empréstimos estagnados. A
empresa tem acesso a mecanismos de financiamento capazes de incentivar
novos investimentos? Que mecanismos (sistemas de financiamento, exemplo:
Proger) a empresa utiliza? E por que utiliza estes mecanismos?
AURENICE SOUZA – Sim. Sempre que precisamos temos uma linha de crédito
para Pequenas Empresas e nós a utilizamos por se tratar de um investimento
com taxas reduzidas e prazos mais longos.

EQUIPE – A empresa já fez financiamento de equipamentos e maquinários?


Como foi feito este financiamento? Explique todos os procedimentos.
AURENICE SOUZA – Sim. Algumas de nossas máquinas foram financiadas,
1
contratamos um contador, que nos ajudou a providenciar toda a documentação
e damos entrada junto ao BNB para aquisição do financiamento.

EQUIPE – Na atual conjuntura de crise política, qual a atitude que sua empresa
tem implementado para se manter no mercado?
AURENICE SOUZA – Reduzimos os custos, inclusive com funcionários para
poder nos se adaptar a realidade de mercado, e assim sobreviver a essa crise
pela qual estamos passando.

EQUIPE – A sua empresa nesse atual clima de crise política e financeira do


Brasil, tem algum projeto de investimento no aumento de produção.
AURENICE SOUZA – Não. No momento estamos esperando para ver se as
coisas melhoram um pouco para tomarmos qualquer decisão sobre novos
investimentos.

EQUIPE – Qual o conselho que o senhor como administrador tem para quem
pretende montar uma indústria nesse momento de crise?
AURENICE SOUZA – Neste momento o investidor tem que ter muito cuidado
pois o momento é muito complicado para se montar uma empresa, no entanto
tem que usar da criatividade e usar a crise a seu favor montando um negócio
do qual você vai se dar bem no momento atual.

2.2.1 RELATÓRIO

2.2.1.1 INTRODUÇÃO

Este relatório vem mostrar os dados colhidos da empresa LHN


Lingerie para uma correta manutenção financeira da empresa, utilizando
critérios para apuração dos custos de produção, assim como minimizar o
desperdício de matéria-prima para a fabricação de um determinado produto por
1
meio do estoque, observando também critérios definidos para o rateio dos
custos indiretos alocando seus gastos para os departamentos. Nos mostra
também que a contabilidade se faz muito importante, principalmente para o
patrimônio da empresa com as demonstrações contábeis.

2.2.1.2 DESENVOLVIMENTO

Custo de produção nada mais é que o valor dos bens e


serviços consumidos na produção de outros bens ou serviços. Assim o custo
de produção será determinado pelos gastos obtidos na fabricação do produto
ou serviço para depois ser feito o cálculo para base do preço. O custo de
produção é um dos assuntos de maior importância na microeconomia pelo
fato de fornecer indicativo para escolha das linhas de produção visando
melhorar os resultados econômicos.
Quanto a apuração de custos dos produtos acabados,
chamada também de Custeio ou Apropriação de Custos de Produção pode ser
feita de diversas formas, dentre elas estão o Custeio por Absorção, Custeio
Variável, ABC, RKW, etc. O Custeio por Absorção é o obrigatório por lei para
fins de contabilidade e Imposto de Renda. Consiste em distribuir para todos os
produtos acabados os custos relativos à produção.
Na empresa LHN Lingerie a apuração de custos leva em
consideraçãos e principais gastos a Mão de Obra, Matéria Prima e os Custos
de Fabricação. Os custos são diretos e indiretos, os quais podem ser fixos ou
variáveis.
Diretos: são os custos que estão diretamente relacionados aos
produtos e que podem ser medidos por meio de uma norma de consumo.
Indiretos: são os gastos que não estão diretamente
relacionados aos produtos e que não é possível obter uma medida objetiva,
sendo necessário usar algum critério para ratear, ou seja, distribuir esses
custos entre os produtos fabricados. Os fundamentos dos custos diretos e
indiretos são aplicados nos diversos métodos de custeio, que são utilizados
para obter informações importantes e subsidiar o planejamento e o controle de
1
custos das empresas.
Fazer a correta apuração de custos é muito importante para a
formação dos preços e a apuração do lucro real obtido com as vendas.
O controle de estoque é de suma importância para uma boa
administração da empresa, pois, quando mal administrada, podem trazer sérios
danos financeiros para a empresa sendo assim visando diminuir os
desperdícios, a LHN planeja sua produção para a determinada quantidade de
produtos. O objetivo do controle de estoque é otimizar o investimento em
estoque, aumentando o uso dos meios internos da empresa, diminuindo as
necessidades de capital investido. O estoque do produto acabado, matéria-
prima e material em processo não serão vistos como independentes. Todas as
decisões tomadas sobre um dos tipos de estoque, influenciarão os outros tipos.
Às vezes acabam se esquecendo dessa regra nas estruturas de organização
mais tradicionais e conservadoras.
O controle de estoque tem também o objetivo de planejar,
controlar e replanejar o material armazenado na empresa. Uma empresa não
poderá trabalhar sem estoque, pois, sua função amortecedora entre vários
estágios de produção vai até a venda final do produto. Somente algumas
matérias-primas têm a vantagem de estocar, em razão da influência da entrega
do fornecedor. Outras matérias-primas especiais, o fornecedor precisa de
vários dias para produzi-la.
O controle de estoque é de suma importância para a empresa,
sendo que controla-se os desperdícios, desvios, apura-se valores para fins de
análise, bem como, apura o demasiado investimento, o qual prejudica o capital
de giro. Quanto maior é o investimento, também maior é a capacidade e a
responsabilidade de cada setor da empresa.
Os sistemas de rateios são feitos de acordo com o que se
enquadra no departamento de serviço, não há um tipo de rateio, pois, para
cada departamento, se analisa um fato, ou seja, são diversos critérios de
rateios para que se possam dividir os custos da maneira mais racional possível.
Sendo assim, será rateado por centros de custo, parte à parte, até ficarem
todos os gastos alocados nos departamentos de produção.
Os custos indiretos, não oferecem condição de uma medida
objetiva e qualquer tentativa de alocação tem de ser feita de maneira estimada
1
e muitas vezes, arbitraria (como custos com supervisão, chefias, aluguel da
fábrica).
Existem vários critérios de rateio para distribuir os Custos
Indiretos aos produtos, tais como: horas-máquinas, horas de mão de obra,
proporcionalmente aos custos diretos etc. Porém, a escolha do critério de rateio
deverá ser de acordo com a estrutura de custos da empresa, levando-se em
conta o seu sistema de produção, ou seja, onde está o fator limitante da
produção, por tudo isto exposto à empresa pesquisada aloca seus rateios
dentro de seus departamentos, para que posteriormente sejam alocados para
cada produto fabricado, assim formando sabendo o real valor dos gastos de
com cada produto.
Frente ao avanço tecnológico e a um ambiente cada vez mais
competitivo, torna-se difícil gerir qualquer negócio, pequeno ou grande, sem ter
informações que auxiliem o empresário no processo decisório. Diante disso, a
contabilidade gerencial surge para atender a todos os setores e segmentos
hierárquicos das organizações, revelando a forma de utilização da informação
contábil, como importante ferramenta de auxílio à administração, em todas as
suas fases operacionais.
É importante ressaltar que as informações são importantes na
medida em que os gestores consigam identificar tanto as oportunidades quanto
as ameaças que o ambiente oferece às empresas. Um dos desafios da
contabilidade gerencial é tentar contribuir para o aperfeiçoamento da
interpretação desse ambiente empresarial. Esse desafio passa pelo processo
de coleta de dados, mensuração, interpretação e culmina no processo de
geração de informação.
A contabilidade gerencial pode ser a base de informações para
qualquer decisão da empresa, é uma fonte rica em informações no processo
decisório. No entanto, ela é facultativa, isto é, pode ou não fazer parte da
administração da empresa. As ferramentas desenvolvidas por esse ramo da
contabilidade suprem a gerência com dados sobre a situação da empresa
visando a melhor escolha dentre as alternativas existentes.
A contabilidade gerencial precisa prover, além dos dados
históricos apurados nos registros contábeis, dados qualitativos e quantitativos
que possibilitem alimentar um sistema de informações que reúna e consolide
1
todas as informações relevantes e necessárias para gerir a organização,
considerar o controle como um meio de se pensar novas possibilidades ou de
se estudar novos caminhos que possibilitem redução de custos, agilidade
operacional, maximização de lucros e manutenção da qualidade do produto e
do serviço prestado pela empresa.
A contabilidade, compreendida como um “banco de dados” que
contempla informações sobre todos os eventos econômicos e empresariais,
mensurador por medidas físicas e monetárias, o qual não se limita apenas a
geração de informações sobre eventos realizados, mas também sobre
acontecimentos planejados, apresenta-se na sua mais moderna expressão
como um dos mais preciosos sistemas de informação, possibilitando o
entendimento de ambos.
As demonstrações contábeis são uma representação
monetária estruturada da posição patrimonial e financeira em determinada data
e das transações realizadas por uma entidade no período findo nessa data. O
objetivo das demonstrações contábeis de uso geral é fornecer informações
sobre a posição patrimonial e financeira, o resultado e o fluxo financeiro de
uma entidade, que são úteis para uma ampla variedade de usuários na tomada
de decisões. As demonstrações contábeis também mostram os resultados do
gerenciamento, pela Administração, dos recursos que lhe são confiados."
Tais informações, juntamente com outras constantes das notas
explicativas às demonstrações contábeis, auxiliam os usuários a estimar os
resultados futuros e os fluxos financeiros futuros da empresa.
Para fins de atendimento dos usuários da informação contábil,
a entidade deverá apresentar suas demonstrações contábeis (também
usualmente denominada "demonstrações financeiras") de acordo com as
normas regulamentares dos órgãos normativos.
Podem ser apresentadas separadamente ou dentro de outro
documento público, como um relatório anual ou um prospecto. Aplica-se
igualmente às demonstrações contábeis individuais de uma entidade
componente de um grupo ou consolidadas. Os dados que constam nas
demonstrações, são extraídos de relatórios da contabilidade após o registro de
todos os documentos que fizeram parte do sistema contábil de qualquer
entidade em um determinado período. Esses dados que expressam a situação
1
patrimonial da empresa, auxiliam os diversos usuários no processo de tomada
de decisão.
As demonstrações deverão obedecer aos critérios e formas
expostas na Lei, onde estão estabelecidos quais são as demonstrações que
deverão ser elaboradas pelas empresas, seja de capital aberto ou não.
De uma maneira geral, podemos falar que as demonstrações
contábeis são as principais informantes da saúde de uma organização. Um
conjunto completo de demonstrações contábeis inclui os seguintes
componentes:
1. Balanço patrimonial;
É uma demonstração contábil que tem por objetivo mostrar a
situação financeira e patrimonial de uma entidade numa determinada data.
Representando, portanto, uma posição estática da mesma. O balanço
apresenta os Ativos (bens e direitos) e Passivos (exigibilidades e obrigações) e
Patrimônio Líquido que é resultante da diferença entre o total de ativos e
passivos.
2. Demonstração do resultado do Exercício – DRE
Evidencia a formação de resultado líquido do exercício, diante
do confronto das receitas, custos e despesas apuradas segundo o regime de
competência. A DRE oferece uma síntese financeiro-econômica dos resultados
operacionais de uma empresa em certo período. Embora sejam elaboradas
anualmente para fins de divulgação, em geral são feitas mensalmente pela
administração e trimestralmente para fins fiscais.
3. Demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados – DLPA
As causas e os efeitos, dos registros e do saldo,
da conta Lucros ou Prejuízos Acumulados é de inteira importância para os
interessados, daí então a obrigatoriedade de elaboração desta conta desde o
saldo inicial ate o saldo final, apresentando em poucas palavras as operações
registradas no exercício. Para publicação, devem-se incluir na demonstração
de lucros ou prejuízos acumulados, também resumidamente, as operações
ocorridas no exercício anterior. A DLPA opcionalmente substituída pela
demonstração das mutações do patrimônio líquido. A elaboração desta
demonstração é facultativa e, quando apresentada, substitui a obrigatoriedade
da DLPA. A demonstração das mutações do patrimônio é mais importante,
1
tendo em vista informar resumidamente toda a movimentação ocorrida com as
contas integrantes do patrimônio liquido, a partir do saldo inicial até o final do
exercício, contendo portanto alem da demonstração do que ocorreu com as
demais contas do patrimônio liquido: capital social; reservas de capital;
reservas de reavaliação; reservas de lucros e ações em tesouraria.
4. Demonstração dos fluxos de caixa;
No Brasil, a DFC é obrigatória para as empresas que possuem
patrimônio liquido superior a R$ 2.000.000,00 na data do fechamento do
balanço. O DFC é um controle financeiro que auxilia o gestor ou empresário a
tomar decisões sobre a situação do caixa da empresa. Este relatório gerencial
informa a origem de todo o dinheiro que saiu do Caixa em um determinado
tempo. O objetivo primário das Demonstrações dos fluxos de caixa (DFC) é
prover informações relevantes sobre os pagamentos e recebimentos, em
dinheiro, de uma empresa, ocorridos durante um determinado período.
5. Demonstração do valor adicionado – DVA, se divulgada pela entidade;
O valor adicionado é contabilmente calculado por
meio da diferença entre as receitas de vendas e os bens e serviços adquiridos
de terceiros. A demonstração do valor adicionado tem por objetivo evidenciar o
cálculo do valor adicionado e demonstrar como este é distribuído entre os
diferentes segmentos da sociedade que contribuíram para sua obtenção –
governo, financiadores, trabalhadores e proprietários.
6. Notas explicativas, incluindo a descrição das práticas contábeis;
As notas explicativas são informações que
visam complementar as demonstrações financeiras e esclarecer os critérios
contábeis utilizados pela empresa, a composição dos saldos de determinadas
Contas, os métodos de depreciação, os principais critérios de avaliação dos
elementos patrimoniais etc.
As demonstrações serão complementadas por
notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis
necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do
exercício.
O controle de custos é fundamental para manter a empresa
competitiva no mercado atual, pois, faz-se necessário, cada vez mais,
maximizar os lucros, aumentar a produtividade e sempre reduzir custos.
1
Também fornece informações que auxiliam no processo de tomada de
decisões sob aspectos operacionais, legais e gerenciais, por isso as
informações desse setor devem ser muito claras e diretas, o uso inadequado
do controle pode causar sérias conseqüências e até o fechamento da
companhia. As empresas não devem reduzir custos somente no setor produtivo
da empresa, pois há gastos em todos os setores, para que todos cooperem é
preciso uma ligação entre todos eles, cada um deve estar ciente de sua parte.
Ele é parte fundamental dentro de uma empresa, fazer o devido controle do
mesmo, influência diretamente nas contas da organização. Conhecer os
detalhes de cada operação realizada na empresa seria perfeito, porém tal
situação e um pouco complexa, pois cada operação possui suas
particularidades, e reunir todas essas informações requer um nível de
organização enorme, algo que na maioria dos casos só acontece à empresas
de grande porte, o que não é o caso desta organização.
Os fatores internos dizem respeito a questões existentes dentro da
empresa que afetam a definição do preço, sendo assim, a empresa detém um
controle mais significativo sobre estas variáveis. Entre esses fatores, pode-se
considerar as estratégias, os objetivos, o relacionamento com os clientes e com
os fornecedores, a qualidade, o tipo de negócio, de produto, e os gastos
(custos e despesas) etc. Entre os fatores internos, os custos merecem
destaque, pois “na prática, tradicionalmente, o custo é visto como o ponto de
partida na formação do preço dos produtos nas empresas”.
A influência de fatores externos e internos gera inegáveis
mudanças nos valores de produtos e/ou serviços, de acordo com a atividade da
organização. No caso da LHN Lingerie existe esta influência interna, que são
os custos com insumos e energia elétrica. A consequência disso é refletida no
preço do produto pois, se não conseguem insumos com preços menores esses
custos são repassados para o preço final do produto que vai ficar um pouco
elevado, que lá frente alguém terá que pagar por este desequilíbrio financeiro,
ou seja, o consumidor que vai ter que comprar este produto com um preço
elevado, ou procura algum produto similar que também possa atender suas
necessidades, e de qualquer forma altera a economia. Neste sentido a
empresa já está aplicando medidas para que baixem os seus custos e assim
ter mais competitividade no mercado, reduzindo os seus custos em todos os
2
setores da empresa.
Entretanto, o custo é apenas um dos componentes que
influencia a complexa atividade de formulação de preço. E ele deve também
ser considerado de forma diferente conforme sua interação com outros
elementos, tais como: o tipo de produto, o tipo de demanda (elástica ou
inelástica), a concorrência, se o item é produzido por encomenda ou em grande
volume, enfim, são N variáveis, todas inter-relacionadas, além do custo, e que
influenciam no custo, a serem avaliadas. Por exemplo: Em vendas de
liquidação, a variável custo não é o fator preponderante para definir o preço
dos produtos.
Com relação aos fatores externos, ou seja, as variáveis que
a empresa detém pouco ou nenhum controle, destacam-se a demanda – em
termos quantitativos e qualitativos – , a concorrência, as restrições legais e as
práticas próprias do ramo de atividade. Diante de tal situação espera-se que a
empresa busque algum diferencial, pois com a situação de momento corre
risco de perder vendas, e no mercado de vendas a palavra perca e sinal de que
algo não esta indo bem, ela pode rever sua margem de lucro, para torna seu
produto mais competitivo no mercado e assim não perder sua clientela, e
continuar com o aumento de suas vendas.
As forças econômicas também exercem uma grande influência
no modo como as empresas operam. O PIB, por exemplo, é um importante
indicador do crescimento econômico de um país, o que consequentemente traz
reflexos nos preços. As variações na taxa de juros, também trazem
conseqüências para as empresas. Basta verificar que taxas de juros elevadas
acabam inibindo os investimentos. Quando as taxas de juros encontram-se
baixas, geralmente ocorre um gasto maior por parte dos consumidores, o que
pode gerar inflação. Inflação elevada ocasiona elevação nos custos dos
produtos ou serviços, oriunda da elevação dos preços de matérias-primas,
materiais, transportes, etc. Além disso, corrói o poder aquisitivo do consumidor,
de um lado, e gera pressões por aumentos salariais de outro. O uso de
tecnologia por parte das empresas é outra variável que merece atenção.
Embora o nível de uso de tecnologia possa ser diverso, variando de setor para
setor e de empresa para empresa, seus reflexos na competitividade são muito
significativos.
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Profissional essencial e estratégico para as operações de
qualquer empresa, o gestor financeiro tem um leque de responsabilidades. É
ele que cuida do planejamento das finanças da companhia, gestão da equipe e
dos recursos da área financeira.
O gestor financeiro também tem atuação decisiva na prestação
de contas para a diretoria e presta um valioso auxílio na tomada de decisões.
O gestor financeiro atua diretamente no planejamento das finanças da
empresa. É o responsável por organizar, captar e aplicar os recursos da sua
companhia. Um gestor financeiro tem como responsabilidade analisar
demonstrativos contábeis e créditos, além de fazer uma avaliação da
manutenção de estoques e acompanhar fluxos de caixa e faturamentos. O
gestor financeiro tem como principais objetivos aumentar o valor do patrimônio
líquido de uma companhia ao gerar lucro líquido por meio das atividades
operacionais da organização. Para isso, o profissional conta com um sistema
de informações gerenciais que possibilita que ela conheça e analise a situação
financeira da companhia e possa tomar as decisões gerenciais mais
adequadas para maximizar os resultados financeiros. O gestor financeiro cuida
das atividades corriqueiras dentro da área de finanças, como contas a pagar, a
receber, toda a sorte de rotinas fiscais, contabilização de documentos e
geração de notas e relatórios fiscais. Ao executar estas atividades repetitivas, o
gestor financeiro busca o menos custo possível por meio de maior eficiência.
O profissional que atua como gestor financeiro faz uma análise do mercado e
propõe alterações que influenciem no desempenho econômico da empresa. O
gestor financeiro ocupa um papel cada vez mais estratégico nas empresas. A
atuação do profissional é responsável pela melhoria do processo decisório dos
gestores, criando valor para os acionistas e para o próprio processo. O gestor
financeiro deve ter uma abordagem racional, não se esquecendo de humanizar
os dados financeiros levando em consideração que uma organização é feita
por pessoas.
No caso desta empresa o gestor de finanças e quem mantêm
contato direto com o Banco o qual a empresa trabalha, e deste relacionamento
poderá vim um auxílio importante, no caso de financiar um novo maquinário
para a ampliação da produção, visando obter uma maior porcentagem dos
lucros com o possível aumento de vendas, ou para a ampliação do galpão de
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produção buscando uma melhoria na questão da organização, estocagem,
armazenamento dos produtos, todo e qualquer investimento que vise melhorar
o sistema de produção, organização, distribuição ou vendas, irá influir direta ou
indiretamente na parte principal da empresa, que é o seu caixa, se o
investimento for bem planejado, suas vantagens serão logo percebidas e
absorvidas pela entidade, porém se for algo não planejado pode ter efeito
contrário e, além de não ter impacto positivo, poderá ser ainda pior trazendo
prejuízos para a empresa. As instituições financeiras tem papel fundamental
dentro deste contexto, pois são elas responsáveis pela liberação de crédito
para as empresas, sejam com empréstimos, financiamentos, linhas de créditos
com juros mais atrativos, prazos mais longos, tudo que traga algum benefício
extra ou vantagem que a empresa possa se beneficiar, em momentos de
situação econômica complicada já e lucro.
O processo de decisão dentro de uma organização envolve
muitas variantes, e nos dias atuais onde a economia do Brasil passa por uma
grande instabilidade, a palavra risco, tornou-se comum nos debates e reuniões
em que diretores das empresas fazem para decidirem o futuro de seus
negócios, e nem precisa ser em ações de alta complexidade assim, em tempos
onde o cenário que se vislumbra é frustrante, falando em mercado econômico
nacional, o desamino é evidente, a sensação que se tem é de estagnação. Por
isso qualquer decisão precipitada que se toma poderá acarretar prejuízos para
a empresa. A tomada de decisão é um processo responsável pela escolha da
melhor solução para um problema ou oportunidade. Dependendo do contexto,
o processo decisório é considerado difícil e uma vez feito poderá ocasionar em
consequências positivas ou negativas. A tomada de decisões está relacionada,
muitas vezes, com os nossos valores e, também, com parte daquilo que
conhecemos ou do que experimentamos. Sempre, o ser humano teve que
decidir, ora por questões complexas, ora mais simples. E, conforme o contexto,
dar a devida importância ou não para saber qual medida tomar.
O processo decisório pode ser simples ou complexo,
dependendo do grau de importância, do objetivo a ser alcançado e dos reflexos
da escolha na vida pessoal ou profissional do indivíduo. O ato de decidir está
intrínseco na natureza humana sempre que envolve uma escolha na busca da
resolução de um problema, ou mesmo quando há alternativas para alcançar
2
um objetivo.
Já na complexidade das organizações, frente à competitividade
imposta pelo mercado, o processo decisório torna-se uma questão de
sobrevivência, tanto para questões na área operacional, tática ou estratégica.
As decisões são escolhas tomadas com base em propósitos, são ações
orientadas para determinado objetivo e o alcance deste objetivo determina a
eficiência do processo de tomada de decisão. O decisor é aquele que pode
influenciar o processo decisório, conforme o juízo de valor estabelecido, e
podendo alterar em função de informações acrescidas com a interferência do
facilitador. O facilitador tem como papel alimentar com dados e informações
necessárias o decisor, mantendo uma postura neutra, embora tenha
conhecimento sistêmico do processo e um perfil de liderar por influência.
O Brasil vive um cenário desastroso, para as empresas isso é
péssimo, ninguém se sente confiante a investir, a cautela e posição tomada
pela grande maioria, o dinheiro não circula mais com a facilidade de outros
tempos, mercado desaquecido, mesmo em dias onde o movimento de compras
deveria ser grande, não e isso que se ver, juros crescendo, investir torna-se
cada vez mais uma operação de risco, e quando se há risco elevado, o juros
para tal investimento aumenta, e uma regra da economia. Todos esses
indicadores evidenciam uma economia em recessão, diante de tudo isso a
empresa que almeja se manter prospera no mercado, tem de buscar o
diferencial, afim de se manter competitiva no mercado. Na LHN Lingerie o
diferencial foi que ela buscou ajuda junto ao SEBRAE, que é um órgão do
governo que buscar auxiliar as empresas com cursos de capacitação a fim de
aumentar às ferramentas que a mesma poderá usar como intervenção em suas
ações, a empresa buscou uma melhoria da qualificação de formação de sua
diretoria, que é a parte central de sua organização, é a diretoria que tem o
poder de decisões importantes, ações essas que influenciam diretamente na
organização.
O caminho seguido por esta empresa estar correto, em tempos
de dificuldade, a qualificação é a melhor e mais racional opção, quando se
deseja continuar, mesmo o caminho se mostrando totalmente adverso, a
dificuldade gera oportunidade, e não vice-versa, a empresa tem e deve buscar
mecanismos que a auxilie no momento difícil, e acreditar no seu trabalho que
2
também é muito importante.
Existe uma diferença muito grande entre teoria e prática
financeira, pois em muitos momentos os cursos em geral não conseguem dar
ao futuro profissional a visão realista da sua profissional no dia a dia, essa
questão fica um pouco melhor quando se pode transitar nos dois mundos,
exemplo: um aluno de contábeis que já trabalhe na área, a tendência é que
este assimile a teoria com mais facilidade, e possa compreender a ligação com
a prática, fazendo isso irá introduzir qualidade ao seu trabalho.
Precisamos sempre de poupar, e principalmente agora neste
momento atual de crise em que vivemos, e mais ainda para as empresas, pois
não se sabe o dia de amanhã e o que se economiza hoje poderá ser o extra
que a empresa poderá vir a utilizar numa situação futura, onde a situação
financeira não seria das melhores.
Quanto ao investimento além de está de certa forma ligado a
poupar dinheiro também, e uma forma de trabalhar o dinheiro, pois quando se
fala em investir existem variantes, pode ser investir no aumento da produção,
com a aquisição de maquinário, obter um imóvel, ou reforma o que já existe,
com o intuito de aumentar sua produção, investir também pode ser em uma
aplicação bancaria como uma poupança, que e um dos investimentos mais
comuns e conhecidos no mercado, apesar de seu retorno não ser assim tão
atrativo. No caso da empresa LHN Lingerie, esta decidiu por aguardar os
novos acontecimentos na política nacional, aguardar pra ver se o cenário
econômico melhora, não está querendo arriscar neste momento de incertezas.
A atual situação econômica do Brasil é tecnicamente de
estagnação. A crise econômica de 2016 não é mais apenas uma hipótese e
consta como fato em toda pauta de reunião de empresários do país e também
fora dele. Acreditar em mais uma história sobre “marolas” é negar a realidade
econômica do país e abrir a porta para o fracasso. É claro que, como em toda
situação de incerteza, principalmente em ano eleitoral, uma certa dose de
pânico acaba se instalando. Esse também não é o caminho para a solução do
problema, pois em momentos de histeria, decisões precipitadas podem
também acabar destruindo o seu negócio. No caso da empresa LHN Lingerie,
ela tem uma linha de crédito com uma instituição financeira, e sempre que
precisa faz financiamentos com taxas de juros menores e maiores prazos, mas
2
no momento a empresa não tem financiamentos.
A LHN Lingerie tem uma linha de crédito com o Banco do
Nordeste do Brasil (BNB), uma instituição financeira muito requisitada para
financiamentos, empréstimos, por trabalhar com pequenas empresas e taxas
de juros mais atrativas se comparadas com outras instituições, além de prazos
mais longos, é algo totalmente positivo para as empresas.
A LHN Lingerie já fez financiamento de algumas de suas
máquinas, o processo foi mais fácil, pois contratou um contador que auxiliou no
processo com a documentação exigida. É prática comum das empresas que
foram recém-constituídas, pois muitas vezes existe a ideia do negócio, os
sócios, a oportunidade, porém falta o capital para investir, aí então que surgem
os facilitadores do negócio, os bancos.

2.2.1.3 CONCLUSÃO

Este relatório foi para melhor entendermos os dados colhidos


da empresa LHN Lingerie, seu funcionamento, seus métodos de controle de
estoque, bem como os métodos de rateio e o controle de custos.
Podemos compreender que a gestão de custos é de suma
importância para as empresas, uma gestão bem feita e estruturada ajuda muito
as empresas nas tomadas de decisões. Vimos também que as demonstrações
contábeis também tem que ser com base nos dados reais apurados das
empresas, para que as mesmas possam term um bom crescimento econômico.
2
3 CONCLUSÃO

Neste trabalho foi apresentado o que é a gestão de custos e a


sua importância para as empresas em geral, seu conceito, sua importância
para a formação do preço de venda e os seus métodos de rateio,
principalmente nas grandes empresas. Assim, a gestão financeira assume um
importante papel dentro das organizações como controle adequado e tem
como condição básica manter a organização permanente em situação salutar
de liquidez, assegurando o equilíbrio necessário entre os objetivos de lucro e
os de liquidez financeira, quantificando os planos de expansão de acordo com
as possibilidades de obtenção de recursos, próprios ou de terceiros.
A apresentação dos relatórios contábeis possibilita, de acordo
com o relatório escolhido, obter dados específicos e sintetizados da situação
econômico-financeira do negócio. As Demonstrações Contábeis se tornam uma
espécie de “raio-x” da empresa, que permite, sobre análise da vários ângulos,
constatar sua situação presente, passada e conseqüentemente cogitar
situações futuras. Realizamos uma entrevista com uma empresa do ramo de
confecções, a LHN Lingerie, como ela apura os seus custos, os seus métodos
de rateio e de controle de estoque, enfim como funciona a sua gestão de
custos, bem como suas demonstrações contábeis, se a empresa as utiliza na
sua tomada de decisão, e se sua contabilidade tem base na idoneidade da
documentação apresentada nas suas demonstrações.
Com base na entrevista foi feito um relatório formal no qual
detalhamos todas as informações recebidas do entrevistado.
É inegável que esse instrumento de divulgação de informações
se torna essencial para o desenvolvimento de uma empresa. Não podemos
perder de vista que até os investimentos de terceiros se apóiam justamente
nesses dados, por isso, é de suma importância a integridade das informações
fornecidas e que estejam de acordo com a realidade da empresa; para tal
efeito é importante que sigamos os princípios contábeis e éticos para a
escrituração.
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REFERÊNCIAS

NOGUEIRA, Daniel Ramos , Contabilidade de Custos : ciências contábeis .


São Paulo :Pearson Education do Brasil, 2009

PROENÇA, Fábio Rogério, Edilson Gonçalves Moreira, Jurandir Domingues


Júnior, Valdecir Knuth, Gestão de Custos – Londrina: Editora e Distribuidora
Educacional S.A., 2014

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