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Responsabilidade ecológica

Nós, seres humanos livres e conscientes, temos responsabilidade, ou seja,


somos responsáveis pelas nossas ações e “ser responsável é a obrigação de qualquer
cidadão, para uma vida saudável em sociedade”.
No entanto, o nosso e único planeta, a Terra, tem revelado sinais de
desequilíbrio em consequência da intervenção irracional e irresponsável do Homem e
consumo excessivo, desmedido dos recursos naturais.
Então, até que ponto as nossas ações interferem na evolução natural do
planeta? Seremos nós capazes de tomar consciência do que estamos a fazer ao
nosso lar ou deixamos de lado como algo que não nos diz respeito?
Há quatro bilhões de anos, aproximadamente, o nosso planeta era apenas
vulcões em erupção que libertavam lava ardente e a vida estava longe de existir. Mas
os microrganismos existentes conseguiram adaptar-se, evoluir, tal como a Terra, e
transformar-se em espécies cada vez mais complexas, até que, há cerca de 200 mil
anos, surgiu um novo ser, o ser humano. Desde então, tem explorado e descoberto
mais e mais e, nos últimos 60 anos, a população, praticamente, triplicou. Atualmente,
com cerca de 7,6 bilhões de habitantes, o mundo está a ficar saturado e sem fontes
para responder às cada vez mais insaciáveis necessidades do Homem.
A ganância e possessividade do ser humano podem levar a que o nosso
mundo volte a sofrer uma nova extinção, não só do Homem enquanto espécie, mas
dos animais, plantas, recursos. Isto porque a forte dependência dos combustíveis
fósseis, como o petróleo, a inadequada utilização dos recursos hídricos, a agricultura e
criação de gado intensiva levam às alterações climáticas e por sua via a efeitos
catastróficos à saúde humana, animal e ambiental, assistindo-se cada vez mais a
temperaturas extremas, ao degelo e a incêndios florestais, por exemplo.
Torna-se, então, urgente mentalizarmo-nos da importância da responsabilidade
ecológica na nossa vida e assumir responsabilidade e persistência em contribuir para
um mundo melhor, não colocando em causa a nossa própria sobrevivência e das
gerações futuras, podendo também fazer com que o Mundo estabilize e até volte a ser
como no passado, sem poluição, aquecimento global...
Existem, atualmente, inúmeras questões ecológicas que devem ser
respondidas com a toma de atitudes e ações a desenvolver baseadas em soluções
que visam reverter esse impacte. Uma delas é as alterações climáticas.
As alterações climáticas são fenómenos que ocorrem desde a formação da
Terra, no entanto, nas últimas décadas têm sido preocupantes, levando a comunidade
científica mundial a dar prioridade a este estudo. Há já um relativo consenso sobre o
impacte das atitudes humanas no aquecimento global (consequência das alterações
climáticas) e, apesar de alguns políticos e cientistas desvalorizarem o contributo da
ação humana para este fenómeno, uma grade parte da população mundial admite que
é necessário diminuir as emissões de gases efeito estufa e encontrar soluções para
reverter a subida das temperaturas e todos os seus consequentes.
Existem já algumas medidas e projetos, como o Protocolo de Quioto, o Tratado
de Paris ou até mesmo o Parlamento dos Jovens, em Portugal, que visa dar voz aos
jovens, futuros decisores do rumo do planeta.
Cada um de nós faz a diferença e pode adotar medidas como, por exemplo:
utilizar transportes públicos e/ou andar de bicicleta; reduzir o consumo de carne,
principalmente, bovina e suína; consumir racional e responsavelmente qualquer tipo
de bem; reutilizar as garrafas de plástico; praticar a política dos 3 R’s; não consumir
águas e/ou energia excessivamente; etc.
Neste contexto, os próprios países devem implementar soluções, como: ser
obrigatória a instalação de painéis solares fotovoltaicos nas novas infraestruturas,
como forma de incentivar o consumo de energias renováveis e diminuir a dependência
dos combustíveis fósseis; promover o consumo de produtos nacionais e de baixa
pegada ecológica; incentivar a reciclagem e a reutilização dos materiais plásticos
promovendo a economia circular; etc.
Assim é necessário discutir, na tentativa de consciencializar para os problemas
que as questões ambientais colocam à humanidade. E só quando o Homem deixar de
olhar para a Natureza com o objetivo de a utilizar para progredir economicamente é
que a deixa de degradar.
Como vimos, as nossas ações em conjunto com o rápido crescimento
populacional, o crescimento económico e desenvolvimento tecnológico podem até
gerar riqueza e melhor qualidade de vida, mas têm provocado o esgotamento dos
recursos, miséria, poluição e degradação ambiental.
Em suma, a Natureza, como meio ambiente e fonte de vida, deve ser
preservada. Nós somos os maiores inimigos de nós próprios, mas também seres com
responsabilidade ecológica de modo a garantirmos a nossa sobrevivência e a de todas
as espécies que habitam a Terra. E como diz Al Gore, “Não arriscar nada é arriscar
tudo.”, ou seja, se não trabalharmos/agirmos agora para um mundo melhor, não
vamos resolver os problemas que nos afetam e afetarão diretamente.

Webgrafia: - https://pt.slideshare.net/mluisavalente/responsabilidade-ecolgica-9328263
- https://www.youtube.com/watch?v=7CLB_3TRKfM

Marina da Costa Peixoto


Nº20 10ºD

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