Você está na página 1de 35

Gestão do stress profissional em saúde

UFCD_6581

729281 - Técnico/a Auxiliar


de Saúde

25 Horas
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

Índice

Objetivos ............................................................................................................................................................................................ 3

Conteúdos .......................................................................................................................................................................................... 4

O erro humano ............................................................................................................................................................................... 5

Conceito.............................................................................................................................................................................................. 5

Causas e consequências ............................................................................................................................................................... 6

Medidas preventivas .................................................................................................................................................................. 11

O Stress ........................................................................................................................................................................................... 12

Conceito........................................................................................................................................................................................... 12

Fatores de risco: emocionais, sociais, organizacionais ............................................................................................... 14

Sinais e sintomas ......................................................................................................................................................................... 17

Consequências negativas do stress ...................................................................................................................................... 20

Medidas preventivas .................................................................................................................................................................. 21

Técnicas de controlo e gestão de stress profissional ................................................................................................... 23

Como lidar com situações de agonia e sofrimento ........................................................................................................ 27

Técnicas de autoprotecção ...................................................................................................................................................... 29

Tarefas que em relação a esta temática se encontram no âmbito de intervenção do/a Técnico/a
Auxiliar de Saúde Transição do contexto de escola para o mundo do trabalho ............................................... 32

Tarefas que, sob orientação de um Enfermeiro, tem de executar sob sua supervisão direta ..................... 32

Tarefas que, sob orientação de um Enfermeiro, tem de executar sob sua supervisão direta ..................... 34

Bibliografia e netgrafia.............................................................................................................................................................. 35

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 2 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

Objetivos:
✓ Identificar o conceito de erro humano, causas, consequências negativas e medidas
preventivas.

✓ Identificar o conceito de stress, causas, consequências negativas do mesmo.

✓ Identificar as técnicas preventivas, de controlo e gestão de stress profissional.

✓ Identificar as técnicas de prevenção, proteção de forma a lidar com situações de limite,


agonia e sofrimento.

✓ Explicar que as tarefas que se integram no âmbito de intervenção do/a Técnico/a


Auxiliar de Saúde terão de ser sempre executadas com orientação e supervisão de um
profissional de saúde.

✓ Identificar as tarefas que têm de ser executadas sob supervisão direta do profissional
de saúde e aquelas que podem ser executadas sozinho.

✓ Aplicar técnicas preventivas, de controlo e gestão de stress profissional.

✓ Aplicar técnicas de prevenção, proteção de forma a lidar com situações de limite,


agonia e sofrimento.

✓ Explicar a importância de demonstrar interesse e disponibilidade na interação com


utentes.

✓ Explicar a importância de manter autocontrolo em situações críticas e de limite.

✓ Explicar o dever de agir em função das orientações do profissional de saúde.

✓ Explicar o impacte das suas ações na interação e bem-estar emocional de terceiros.

✓ Explicar a importância de agir de acordo com normas e/ou procedimentos definidos no


âmbito das suas atividades.

✓ Explicar a importância de demonstrar segurança durante a execução das suas tarefas

✓ Explicar a importância da concentração na execução das suas tarefas.

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 3 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

Conteúdos
✓ O Erro Humano

➢ Conceito

➢ Causas e consequências

➢ Medidas preventivas

✓ O Stress

➢ Conceito de stress

➢ Fatores de risco: emocionais, sociais, organizacionais

➢ Sinais e sintomas

➢ Consequências negativas do stress

➢ Medidas preventivas

➢ Técnicas de controlo e gestão de stress profissional

➢ Como lidar com situações de agonia e sofrimento

➢ Técnicas de autoproteção

✓ Tarefas que em relação a esta temática se encontram no âmbito de intervenção do/a


Técnico/a Auxiliar de Saúde

➢ Tarefas que, sob orientação de um profissional de saúde, tem de executar sob sua
supervisão direta

➢ Tarefas que, sob orientação e supervisão de um profissional de saúde, pode


executar sozinho/a

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 4 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

O Erro humano

Conceito

Segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa, ERRO é o ato ou efeito de errar, ou o juízo
ou julgamento em desacordo com a realidade observada, ou a qualidade daquilo que é
inexato, incorreto, ou ainda o desvio do caminho considerado correto, bom, apropriado; um
desregramento.

Dentro da sociedade, quem erra é automaticamente rotulado como alguém que deveria ter
agido de forma diferente, e que, portanto, é responsável por toda e qualquer consequência
que venha do ato errado. Entretanto, há muito erros que são comuns no nosso dia-a-dia, como
clicar “enviar” em um e-mail que ainda não terminou de ser escrito, fechar um arquivo de
computador sem o gravar, esquecer a porta do carro aberto após estacioná-lo ou digitar uma
senha de cartão de crédito de forma errada.

O comportamento humano nem sempre é constante e racional por isso não segue padrões
rígidos pré-estabelecidos; O fator humano pode influenciar a confiabilidade de um sistema e
as perdas decorrentes de um acidente; Os processos de perceção e aceitação do risco e de
tomada de decisão, caracterizam-se como os principais catalisadores do erro humano.

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 5 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

Infelizmente, na área da saúde, os erros têm alto potencial de ter consequências nocivas,
isso porque a maior parte dos processos de assistência depende do ser humano, ou seja,
são fadados a terem erros. Sendo assim, entender como o ser humano erra de forma a criar
sistemas que evitem ou minimizem a hipótese dos erros serem cometidos, é a base para
uma assistência em saúde segura.

Causas e consequências

Princípios básicos do erro humano

Quando pensarmos em erro humano temos que ter em mente o seguinte:

Toda a gente erra;

Os erros são geralmente resultados de circunstâncias além do controlo das pessoas que
cometem os erros;

Sistemas ou processos que dependem da “perfeição” humana são inerentemente


defeituosos.

Muitas são as causas para o erro humano (Tabela 1).

Tabela 1 – Causas do Erro Humano

1. Falha de comunicação
2. Falta de formação eficaz
3. Falha de memória
4. Negligência
5. Equipamentos mal projetados
6. Cansaço, fadiga
7. Ignorância
8. Condições de trabalho ruidosas
9. Outros fatores pessoais e ambientais

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 6 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581
TIPOS DE ERRO

Desempenho humano

O erro humano é um reflexo de uma resposta mental a uma determinada atividade.


Rasmussen sugere três níveis de desempenho humano com base no comportamento da
resposta mental utilizada em cada um desses níveis. Os três níveis em ordem decrescente
de familiaridade com uma atividade são:

❖ Baseado em habilidades: ocorre em situações onde são utilizados padrões


armazenados de instruções já programadas. Aqui são incluídas atividades muito familiares
que são feitas em ambientes confortáveis. O ser humano nessa atividade funciona muito
próximo do que é um piloto automático;

❖ Baseado em regras: ocorre em problemas familiares que são abordados com a


utilização de regras armazenadas. Aqui utiliza-se a lógica, pois em geral, aqui estão
atividades que são familiares a outras já padronizadas, e que servem de base para a resolução
da nova tarefa;

❖ Baseado em conhecimento: ocorre em situações novas em que as ações devem ser


planeadas utilizando um processo analítico consciente, bem como o conhecimento
armazenado. O resultado depende fundamentalmente do conhecimento prévio e da
capacidade de análise, ou seja, aqui funciona muito a “tentativa e erro”.

Importante saber que à medida que se adquire experiência numa atividade,


progressivamente o comportamento baseado em conhecimento migra para o baseado em
habilidades.

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 7 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

O erro do profissional de saúde é o dano provocado no paciente pela ação ou inação do


profissional, no exercício da profissão, e sem a intenção de cometê-lo. Há três possibilidades
de suscitar o dano e alcançar o erro:

Imprudência,

Imperícia e

Negligência. Esta, a negligência, consiste em não fazer o que deveria ser feito; a
imprudência consiste em fazer o que não deveria ser feito e a imperícia em fazer mal o que
deveria ser bem feito. Isto traduzido em linguagem mais simples.

A negligência ocorre quase sempre por omissão. É dita de caráter omissivo, enquanto a
imprudência e a imperícia ocorrem por comissão.

A ocorrência de acidentes de trabalho está ligada a várias causas:

Organizacionais;

Tecnológicas;

Humanas.

Não é apenas o trabalhador que comete erros!

Causas Humanas

Fadiga devido a uma sobrecarga física e mental;

Envelhecimento;

Formação e informação insuficientes;

Problemas sociais.

Os acidentes ocorrem devido à:

Falta de consciencialização dos riscos de trabalho e formas de evitá-los;

Falta de atenção;

Falta de conhecimento do trabalho que deve ser feito;

Falta de formação e informação;

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 8 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

Falta de organização;

Excesso de confiança;

Máquinas e equipamentos com defeito;

Falta de prevenção para os operadores.

Criar um sistema de comunicação eficaz é o grande desafio que as organizações enfrentam,


já que, muitos erros nas instituições podem ser atribuídos a falhas de comunicação.

Existem várias barreiras à comunicação eficaz, entre elas podemos destacar:

Resistência à mudança

Vivemos numa teia de hábitos, tudo o que sai da nossa “zona de conforto” poderá criar
rejeição e incompreensão;

Desvios da atenção

Não focalizar a atenção nos pedidos ou indicações dadas poderá originar mal entendidos e
falhas no desempenho das funções previstas;

Suposições

Ao supor sobre o que a outra pessoa pensa, ou achamos que deve saber, poderemos, além de
gerar conflitos, fazer interpretações erradas.

Desconfiança

Muitas pessoas têm a tendência de ocultar os seus pensamentos. Refugiam-se no silêncio com
medo das suas ideias não agradarem e serem rejeitadas. Desta forma, comprometem o êxito
da comunicação, já que, nestes casos dificilmente se obtém a resposta que necessitamos.

Escuta não ativa:

o nosso pensamento é mais rápido e espontâneo que as palavras do outro. Assim,


encontramo-nos, constantemente, perante o risco de prestar mais atenção ao que estamos a
pensar no momento, do que, á mensagem que nos está a ser transmitida. Esta situação origina
erros de interpretação e não memorização da mensagem transmitida.

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 9 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

O mal provocado pelo profissional de saúde no exercício da sua profissão, quando


involuntário, é considerado culposo, posto não ter havido a intenção de cometê-lo. Diverso,
por natureza, dos delitos praticados contra a pessoa humana, se a intenção é ferir, provocar o
sofrimento com dano psicológico e/ou físico para negociar a supressão do mal pela maldade
pretendida.

A medicina presume um compromisso de meios, portanto o erro médico deve ser


separado do resultado adverso quando o profissional de saúde empregou todos os recursos
disponíveis sem obter o sucesso pretendido ou, ainda, diferenciá-lo do acidente
imprevisível. O que assusta no chamado erro é a dramática inversão de expectativa de quem
vai à procura de um bem e alcança o mal. O resultado danoso por sua vez é visível, imediato na
maioria dos casos, irreparável quase sempre e revestido de sofrimento singular para a
natureza humana. Muitos outros erros, de outras profissões, passam despercebidos. Menos os
erros dos médicos.

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 10 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

Medidas preventivas

Para prevenir é importante:

Investir nas pessoas;

Ministrar práticas de “bom trabalho”

Fazer os trabalhadores conhecerem a sua própria personalidade;

Beneficiar das capacidades e talentos dos trabalhadores;

Motivar os trabalhadores.

Aceitar os nossos erros e corrigi-los é como cair e sermos capazes de nos levantar. A grande
diferença entre os que valorizam e os que recusam os seus próprios erros não são as vezes
que tropeçam, mas o tempo que demoram a levantar- se.

O que é um erro aceitável? É o erro que tem uma razão de ser -que é resultado de uma
análise errada mas feita de boa fé, que levou em conta todos os factos conhecidos e que
respeitou a lógica e as regras de boa prática. O erro aceitável é aquele que surge mesmo
quando se seguem todas as regras e se têm todos os cuidados.

Os erros apresentam várias formas, mas as mais comuns são os lapsos e os equívocos.

Os lapsos estão associados ao comportamento automático.

Os equívocos correspondem ao resultado de processos conscientes, que nos levam a


decisões incorretas

Quase todos os erros são lapsos, pois ocorrem quando pretendemos fazer algo e fazemos
outra coisa diferente. Os lapsos estão ligados ao comportamento especializado, raramente
ocorrem durante a aprendizagem, quando os atos são conscientes e não automatizados.

Os lapsos podem acorrer:

Falta de atenção;

Realização de várias tarefas ao mesmo tempo;

Cansaço.

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 11 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

O Stress

Conceito

As pessoas sofrem de stress quando sentem que há um desequilíbrio entre as solicitações


que lhes são feitas e os recursos de que dispõem para responder a essas solicitações.
Embora seja psicológico, o stress afeta igualmente a saúde física do indivíduo.

O stress é um dos grandes problemas atuais, nomeadamente nas sociedades mais


desenvolvidas e num mundo de trabalho caracterizado pela mudança de saberes e de
fazeres, pela competição, pelas mudanças tecnológica e organizativa e pela precariedade de
emprego.

Entre os fatores de risco mais comuns do stress relacionado com o trabalho contam-se a
falta de controlo sobre o trabalho, solicitações inadequadas e falta de apoio por parte dos
colegas e das chefias.

O stresse é provocado por um desajustamento entre nós e o trabalho, por problemas de


relacionamento, pela presença de violência psicológica ou física no local de trabalho ou
ainda pela existência de conflitos entre o nosso papel no trabalho e fora dele

Cada indivíduo reage de forma diferente às mesmas circunstâncias. Umas pessoas


reagem melhor do que outras à pressão de muitas solicitações. O que conta é a avaliação

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 12 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

subjetiva que cada indivíduo faz da sua situação, não sendo possível determinar com base
exclusivamente na situação o stress e que esta pode provocar.

O stresse pontual: por exemplo, para cumprir um prazo - não constitui, em princípio,
um problema: pelo contrário, pode ajudar as pessoas a darem o seu melhor. O stresse
constitui um risco para a segurança e a saúde quando se torna persistente.

O stress ao nível da organização:

❖ Absentismo (faltas ou atrasos);

❖ Elevada rotatividade do pessoal;

❖ Incumprimento de horários;

❖ Problemas disciplinares;

❖ Assédio;

❖ Produtividade reduzida;

❖ Acidentes;

❖ Erros;

❖ Agravamento dos custos de compensação ou de saúde

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 13 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

O stress a nível individual:

❖ Reações emocionais (irritabilidade, ansiedade, perturbações do sono, depressão,


hipocondria, alienação, esgotamento, problemas ao nível das relações familiares);

❖ Reações cognitivas (dificuldades de concentração, de memória, de aprendizagem e de


decisão);

❖ Reações comportamentais (abuso de drogas, álcool e tabaco; comportamento


destrutivo) e

❖ Reações fisiológicas (perturbações lombares, défice imunitário, úlceras pépticas,


problemas cardíacos, hipertensão).

Fatores de risco: emocionais, sociais, organizacionais

Ao nível da cultura organizacional e função do trabalhador:

❖ Papel do trabalhador no seio da organização;

❖ Progressão na carreira profissional;

❖ Liberdade de decisão/controlo;

❖ Relações interpessoais no trabalho;

❖ Relações vida privada versus vida laboral;

❖ Volume/cadência de trabalho

❖ Horários de trabalho

Os sintomas de que uma organização está a sofrer de stress podem ser observados
aquando da elaboração do Balanço Social, por exemplo, através da análise de:

❖ Níveis de absentismo acima da média

❖ Níveis de rotação de pessoal muito elevados

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 14 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

❖ Desrespeito dos horários de trabalho

❖ Problemas disciplinares

❖ Diminuição da qualidade da produção/serviço prestado

❖ Ocorrência de acidentes e erros não habituais

Na perspetiva de profissionais em saúde, Vives (1994) agrupa em cinco potenciais fontes


de stress

Fatores ambientais diretamente relacionados com o trabalho:

❖ Condições físicas da Unidade ou Serviço;

❖ Estado dos pacientes ou tipo de cuidados;

❖ Perigos físicos (contágio, produtos medicinais)

❖ Exigência de formação;

❖ Escassos recursos materiais disponíveis.

Fatores relacionais (entre a equipa):

❖ Más relações com superiores, colegas e subordinados;

❖ Receber ordens contraditórias;

❖ Falta de confiança e restrição da autonomia;

❖ Falta de informação médica.

Fatores organizacionais e burocráticos:

❖ Má organização na distribuição de tarefas;

❖ Horários sobrecarregados;

❖ Aumento da responsabilidade administrativa;

❖ Falta de recompensas administrativas.

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 15 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

❖ Fatores profissionais inerentes ao desempenho de papéis:

❖ Noção de baixo nível de formação;

❖ Medo da morte;

❖ Contacto com utentes agressivos e não colaborantes;

❖ Tarefas ingratas, repetitivas e pesadas;

❖ Ambições pessoais frustradas;

❖ Baixo salários.

Fatores relacionados com a exigência:

❖ Escassez de colaboradores;

❖ Solicitações para estar em vários locais ao mesmo tempo;

❖ Imposição de prazos por outras pessoas;

❖ Cumprir ordens por duas ou mais pessoas em simultâneo;

❖ Necessidades e exigências dos familiares.

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 16 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

Sinais e sintomas

Antes de mais, torna-se importante fazer a distinção entre sinais e sintomas. Os sinais
são alterações do organismo de uma pessoa que podem ser percebidas através do exame
médico ou medidas em exames. Os sintomas são alterações do organismo apenas percebidas
e relatadas pela própria pessoa, não sendo possível a outra pessoa diagnosticar. Os sinais e
sintomas de stress variam de pessoa para pessoa. As manifestações que poderão existir, têm
a influência dos aspetos culturais, o tipo de situação que desencadeia o stress, a personalidade
do indivíduo, a manutenção ou esbatimento da situação, a sensação ou não de controlo e, do
organismo de cada ser humano que ativa certos órgãos do corpo e não outros. O próximo
esquema menciona e distingue as alterações que o stress pode provocar na pessoa:

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 17 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

Segue-se a enumeração de alguns sinais e sintomas de stress diferenciados pelas várias


vertentes do ser humano, segundo Rossi (2010):

Física:

❖ Aumento da pressão arterial;

❖ Palpitações, dores de cabeça, pescoço, ombros ou costas;

❖ Alteração do sono (insónias ou hipersónias);

❖ Alteração do peso (comer exageradamente ou falta de apetite);

❖ Indigestão e náuseas;

❖ Fadiga.

Cognitivo:

❖ Dificuldades de concentração;

❖ Problemas de memória;

❖ Confusão mental;

❖ Dificuldade em tomar decisões;

❖ Auto- conservação negativa.

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 18 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

Emocional:

❖ Alteração do humor;

❖ Irritabilidade;

❖ Perda de controlo;

❖ Sensação de sufoco/incerteza;

❖ Desamparo;

❖ Ideação suicida;

❖ Baixa autoestima;

❖ Labilidade emocional.

Comportamental:

❖ Perda de interesse no trabalho e atividades sociais;

❖ Consumo de álcool, tabaco e drogas ilícitas;

❖ Afastamento social (da família e amigos);

❖ Desinteresse sexual;

❖ Posição de conflito constante com os outros.

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 19 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

Consequências negativas do stress

O stress tem consequências consideráveis sobre o ser humano contribuindo para


deteriorar a qualidade de vida de milhões de pessoas em todo o mundo. Os custos do stress só
podem ser calculados por indicadores indiretos. Estes consistem no mal-estar, nas
incapacidades e nas mortes prematuras que gera, na maneira como afeta o coração e outros
órgãos importantes, nos transtornos físicos, psíquicos que provoca, no consumo de
analgésicos, tranquilizantes, tabaco, drogas ilícitas e bebidas alcoólicas.

No plano organizacional reflete-se diretamente no comportamento do indivíduo e,


indiretamente no clima da organização/entidade, na insatisfação com o despenho das
tarefas, na baixa adesão aos objetivos e propostas da entidade, nos atrasos de produção, nos
acidentes com máquinas, nas mudanças de emprego e nas reformas antecipadas.

Entre as caraterísticas do trabalho que podem ter consequências negativas sobre o


indivíduo, salientam-se a sobrecarga de trabalho, a subcarga de trabalho, a pouca
autonomia de decisão, a existência de trabalhos por turnos e, condições físicas adversas.
Assim, o stress não é apenas um termo que se relaciona com alguma situação incomodativa.
Quando é intenso, repetitivo e prolongado poderá ter consequências preocupantes que
podem lesar o bem-estar e a saúde (física e psíquica) do indivíduo.

Segundo Vaz Serra (2007), o stress excessivo torna-se prejudicial porque pode:

❖ Evocar emoções negativas fortes que são perturbadoras;

❖ Levar ao desenvolvimento ou agravamento de uma doença física e/ou psíquica;

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 20 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

❖ Ter influência negativa na família, trabalho e vida social;

❖ Ocasionar maior número de acidentes de trabalho ou rodoviário;

❖ Prejudicar os processos de tomada de decisão

❖ Ter efeitos negativos em aspetos de natureza económica;

❖ Provocar alterações do sono, vida sexual, metabolismo, e sistema imunitário.

Medidas preventivas

Anteriormente, foram referidos os vários fatores de risco ou fontes potenciais de stress,


quer na vida pessoal quer na vida laboral. Rossi (2010) descreveu várias condições de
prevenção necessárias para que não se atinga situações de limite/stress

Num plano organizacional temos:

Avaliação apropriada dos riscos: Utilização de inquéritos e escalas de avaliação do


stress para avaliar o estado atual dos indivíduos/ trabalhadores e permitir medidas de
antecipação;

Planificação e ajustamento gradual: Os objetivos a atingir, as tarefas a cumprir, as


responsabilidades, os recursos necessários devem ser planificados antes de início da
atividade/tarefa;

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 21 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

As medidas devem ter sempre como alvo o grupo de trabalho: as intervenções


devem ser sempre dirigidas a grupos de trabalho e apenas, se estritamente necessário,
a uma pessoa em particular;

Inclusão da opinião dos trabalhadores: a experiencias dos trabalhadores nas


distintas atividades devem ser levadas em conta para identificar problemas e possíveis
soluções;

Intervenções efetuadas por profissionais especializados: os planos de prevenção


devem ser elaborados por profissionais competentes nas áreas da saúde (médicos,
enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais);

Gestão dos riscos pelas hierarquias superiores: compromisso dos quadros


superiores de colocar a gestão dos riscos como uma prioridade.

Num plano mais pessoal/individual, certas condutas poderão ter efeitos preventivos, tais
como:

❖ Encontrar ideias construtivas para resolver um problema;

❖ Estabelecer prioridades, avaliar o que é inadiável e o que pode ser delegado;

❖ Comunicar aos superiores possíveis lacunas ou excessivo volume de trabalho.


Apresentar propostas de melhoria;

❖ Identificar novas tarefas que possam ser atribuídas;

❖ Seguir as políticas vigentes na entidade;

❖ Defender a responsabilidade para planear o trabalho;

❖ Em situação de assédio sexual, reportar imediatamente a situação para os superiores


hierárquicos;

❖ Pedir informações sobre inovações que serão implementadas;

❖ Aceitar e contribuir para uma avaliação de desempenho justa;

❖ Comprometimento em formação continua.

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 22 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

Técnicas de controlo e gestão de stress profissional

Existe um termo inglês que não tem tradução fácil para o português e que se designa por
“coping”.

Atualmente quando aplicamos o termo “coping” tem um significado preciso: refere-se às


estratégias para lidar com o stress. Assim, as estratégias de coping correspondem às respostas
da pessoa que tem como finalidade diminuir a “carga” física, emocional e psicológica liga da
aos acontecimentos geradores de stress.

As estratégias para lidar com situações de stress podem ser centradas:

No indivíduo,

Na diminuição das emoções sentidas ou,

Na procura de apoio social.

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 23 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

Vamos agora tratar de cada uma das modalidades em particular assentes na perspetiva de
Vaz Serra (2007).

Estratégias para lidar com o stress focadas no problema:

As estratégias focadas no problema procuram estabelecer um plano de acção e


segui-lo até eliminar o problema. Os planos de acção evitam que um
estado/sensaçãodesagradável se prolongue e prejudique o bem-estar e a saúde do ser
humano.Um plano de acção passa por desenvolver várias etapas intermédias até chegar à
resolução do problema. Vejamos um exemplo:

❖ Numa instituição, duas pessoas que


trabalham num mesmo sector não conseguem
dialogar e chegar a entendimento sobreas tarefas
e isso provoca um estado de tensão constante. Um
plano de acçãoaconselhável seria: primeiro
alguém tomar a iniciativa de querer resolver o
problema;segundo, recorrer a alguém que possa mediar um diálogo entre ambas as
partes;terceiro, avaliar os pontos divergentes; quarto, reunir com o mediador e o/a colega
detrabalho; debater os pontos divergentes e tentar encontrar soluções e medidas para queo
trabalho possa fluir.

De qualquer forma, as estratégias focadas na resolução do problema são as mais


aconselhadas, pois, permitem remover definitivamente as fontes de perturbação.

As estratégias de coping que levam à procura de informação e resolução do problema têm


efeitos benéficos sobre o funcionamento psicológico e, permitem reduzir ainfluência
adversa das mudanças negativas e das situações de pressão que reaparecemno tempo. As
pessoas com tendência a usar estratégias de resolução de problemas têm menos propensão
do que as outras de ficaram deprimidas.

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 24 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

Estratégias para ligar com o problema focadas na emoção:

Quando o stress é sentido como mais grave, o foco é mais orientado para o
controlo das emoções. Quando atingem uma intensidade grave são difíceis de tolerar e
afetam as rotinas e interferem largamente com o seu bem-estar. Por vezes, tentamos
fugir das situações que nos provavam demasiada tensão, fugimos de forma real ou imaginada
da situação desagradável em que vivemos. Os mecanismos que reduzem os estados de tensão
têm diferentes finalidades. Algumas são úteis, onde a pessoa apenas procura uma forma
imediata para reduzir as emoções desagraváveis, no entanto, ajuda a uma análise
posterior mais objetiva:

❖ Ouvir musica, ver um filme;

❖ Praticar Ioga ou relaxamento;

❖ Fazer exercício físico;

❖ Distanciar-se do problema para vê-lo de uma forma/perspetiva diferente;

❖ Comparar os problemas com outros potencialmente mais graves (relativizara


situação);

❖ Canalizar a energias para outros objetivos prioritários/importantes.

Outras são prejudiciais na medida em que adiamos indefinidamente a resolução do


problema e apenas adiamos a dor moral, tais medidas poderão ser:

❖ Ficar na cama durante dias seguidos;

❖ Pensar como que o problema não existisse;

❖ Consumir drogas ilícitas e automedicação;

❖ Beber ou comer em excesso

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 25 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

Estratégias para lidar com o stress focadas na interação social:

Estes tipos de estratégias estão associadas à forma como lidamos e mantemos o


relacionamento com outras pessoas em situação de stress.

A pessoa que dá apoio manifesta uma relação empática. Se souber ter o dom para
observar a situação na perspetiva/ ponto de vista de quem o solicita, se souber evitar o
juízo de valor e, compreender o que a pessoa diz em linguagem verbal e não-verbal, tende a
ser procurada, pelos outros, para ser um apoio na resolução do problema e redução da
sensação de stress.

Aqueles que prestam cuidados a terceiros tendem a ser os mais compreensivos e


genuinamente empáticos e desenvolvem mais facilmente planos de ação para a resolução dos
problemas. A procura de apoio emocional tende a recair para alguém com quem se possa
desabafar, contar os problemas e encontrar compreensão.

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 26 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

Como lidar com situações de agonia e sofrimento

Se quisermos compreender o que é capaz de ameaçar o lesar uma pessoa, teremos


de perceber a sua rede de preocupações. Se quisermos perceber quais são as suas
preocupações teremos de conhecer quais são as crenças e valores da pessoa. Assim, os
valores relacionam-se com aquilo que um indivíduo quer ou prefere e ligam-se aos ideais ou
objetivos que a pessoa pretende atingir, enquanto, as crenças dizem respeito ao que o
indivíduo pensa de verdade quer goste ou não e aprove ou não. Os valores e crenças são
gerados no seio da família, os primeiros influenciados pela cultura e os segundos pela relação
que existe entre os elementos da família. Qualquer um destes conceitos pode levar a
formas desajustadas de lidar com a vida.

A psicoterapia é um meio para a mudança e para o restabelecimento emocional.


Não podemos descurar a ajuda de profissionais quando deixamos de ser capazes de gerir
emocionalmente o que nos preocupa, nos bloqueia, nos retira o bem-estar necessário para
uma vida saudável. Recorrer a técnicos especializados (psiquiatras, psicólogos) pode ser o
caminho mais rápido para a recuperação e evitamento de recaídas. A forma como nos
colocamos perante uma situação desagradável poderá aumentar ou diminuir o foco de
729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 27 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

tensão, assim como a dor ou sofrimento. Desta forma, quando estamos associados
(associação) numa dada situação, estamos no aqui e no agora, absorvidos no presente,
damos muita importâncias a sensações vividas, assim, tendemos a aumentar o grau de
agonia, de sofrimento pois estamos a viver a situação na primeira pessoa.

Todavia, se conseguirmos distanciar-nos da situação (dissociação), no plano do


pensamento, da imaginação, podemos afastar das sensações corporais e vivemos a situação na
terceira pessoa. A dissociação permite gerir, reduzir o grau de desconforto e sofrimento
e distanciar-se de situações desagradáveis. As técnicas de relaxamento e de indução de
pensamento permitem adquirir e desenvolver a capacidade de dissociação cognitiva.

O processo de luto (perda) poderá significar a morte de um familiar, amigo, ou pessoa


ao seu cuidado, mas também outro tipo de perdas, tais como: emprego, divórcio ou
mudança de residência. Existe uma sensação de desmoronamento, agonia e tristeza
profunda. Desde o momento da perda até ao total restabelecimento emocional será
necessário passar por várias etapas. Não poderemos passar para a etapa seguinte sem
resolver completamente anterior (Worden, 1991):

Aceitar a realidade da perda: A primeira tarefa é aceitar que a pessoa não voltará. Se
no seu íntimo não deixa a pessoa partir, pois assume nas suas vivências como se ela estivesse
presente no dia-a-dia criará resistências à aceitação natural. Desprender-se da maioria dos
objetos ou recordações e no discurso usar os verbos no passado “ ele/ela foi, esteve,
gostava…” será um meio para a aceitação.

Elaborar a dor da perda: É necessário que a pessoa em luto passe e assuma a dor, não
deve evitar ou suprimir a dor da perda. Não elaborar a dor é não sentir e prolongar no tempo
o sentimento de agonia, sendo então fulcral uma terapia do luto.

Ajustar-se ao ambiente diário sem presença da pessoa: A perda significa um vazio


criado, novos papéis a assumir, reajustar as tarefas do dia-a-dia de forma diferente, pois quem
estava já não está. Torna-se importante adaptaras novas rotinas e encontrar motivação para
os novos desafios/compromissos.

Reposicionar em termos emocionais a pessoa que faleceu e continuar a vida:


Ninguém esquece as lembranças de alguém que teve grande significado na sua via. O
importante não é esquecer mas sim recolocar a pessoa num “local emocional” adequado para

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 28 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

que se possa estar disponível para as novas experiencias/vivencias e continuar a viver com
motivação e interesse.

Técnicas de autoproteção

As pressões diárias, na vida pessoal e profissional, a que a pessoa está sujeita envolvem
circunstâncias desagradáveis que podem torná-la vulnerável. Modificar as vulnerabilidades
pode diminuir o stress.

De seguida serão abordadas as modificações que permitem reduzir a vulnerabilidade da


pessoa (Vaz Serra, 2007):

Não se expor a situação de stress: Para conservar a sua saúde e energia, não pode
dizer sim a tudo quanto lhe pedem; delegar tarefas reduz o volume de situações
potencialmente stressantes; é útil utilizar os dias de férias, feriados e fins-de-semana para
descansar e realizar atividades que conceda satisfação pessoal.

Aprender a resolver problemas: A resolução adequada de um problema elimina, ou


pelo menos modifica de forma substancial a fonte de stress. A resolução adequada passa por 4
etapas:

❖ Definição e formulação: reunir a maior quantidade de informação para o problema


passar de vago a concreto, seguidamente, estabelecer objetivos realistas de resolução;

❖ Génese de soluções alternativas: passa por criar o maior número possível de


alternativas válidas;

❖ Tomada de decisão: tem como propósito avaliar as várias alternativas e


escolher/aplicar/agir a que nos parece mais indicada para resolver o problema/situação;

❖ Implementação e verificação das soluções: avaliação dos resultados após a ação


realizada, ou seja perceber se foi eficaz.

Pensar com lógica: A avaliação dos acontecimentos nem sempre é realizada com
lógica, é importante:

❖ Não sustentar o pensamento com crenças irracionais;

❖ Não atribuir arbitrariedade às causas das ocorrências;

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 29 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

❖ Não utilizar deduções preconceituosas ao comportamento de terceiros;

❖ Não criar expectativas sem fundamentos;

❖ Não discriminar inadequadamente as situações.

Melhorar a autoestima: Entre diversas mudanças necessárias para melhorar a


autoestima, uma delas é aprender a compreender, aceitar, perdoar a si mesmo e aos outros.
Outra consiste em criar objetivos de vida.

Modificar comportamentos: As mudanças podem ser introduzidas percorrendo


diversas etapas a seguir indicadas:

❖ Identificar sinais induzidos pelo stress;

❖ Identificar os estímulos que dão origem ao stress;

❖ Envolver-se em atividades relaxantes;

❖ Aprender a executar outras atividades para além do trabalho

❖ Em contextos interpessoais (relação no trabalho, nos grupos, com pares sociais) ser
autoafirmativo permite, embora respeitando os direitos dos outros, lutar pela defesa dos seus
próprios direitos.

As aptidões de autoafirmação estão ligadas a duas grandes classes (Vaz Serra,2007).


Quando o próprio precisa responder à iniciativa de alguém ou quando tem que tomar a
iniciativa em relação a outra pessoa. Assim:

Quando responde à iniciativa de alguém: há assinalar a importância de dizer não,


saber lidar com as críticas, aceitar felicitações, saber manter conversas e responder a
solicitações para futuros encontros;

Realizar críticas construtivas: não impor pontos de vista. Serve para ajudar o próprio
a criar perspetivas diferentes sobre um dado problema;

Revelar preferências: demostrar o que agrada ou não e mudar o assunto quando está
desgastado ou a tornar-se desagradável;

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 30 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

Capacidade para tomar iniciativa: iniciar conversas, terminar interações


indesejáveis, aprender a discordar, pedir favores, impedir que lhe interrompam o que está a
expor.

Quando é necessário fazer uma crítica deve-se: começar e terminar com uma
referência positiva à outra pessoa, exprimir o que sente em relação a determinada situação,
dirigir-se sobre os aspetos específicos do seu comportamento, solicitar modificações
concretas e, falar em voz neutra enão zangada.

O relaxamento deriva da hipnose e produz modificações físicas e psíquicas. Atua de


terminando uma resposta de repouso. Esta prepara o organismo para um estado de calma,
inatividade do comportamento e o restauro das modificações existentes.Com o
relaxamento consegue-se a diminuição da atividade fisiológica do indivíduo que é
acompanhada de uma sensação de bem-estar. Usualmente é utilizado como meio de controlo
da ansiedade. Nas pessoas muito emotivas, predispostas a reagir de forma intensa perante um
problema menor pode ajuda-las a confrontar os acontecimentos de uma forma mais
controlada. Varias são as disciplinas, técnicas que trabalham as questões do relaxamento,
entre elas podemos destacar: o ioga, pilates, meditação transcendental, relaxamento
progressivo de Jacobson e hipnose (Vaz Serra, 2007).

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 31 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

Tarefas que em relação a esta temática se encontram no


âmbito de intervenção do/a Técnico/a Auxiliar de Saúde

O papel dos que prestam cuidados pessoais têm extrema importância na


sociedade atual. O técnico auxiliar de saúde deve estar preparado para prestar o apoio
necessário com dignidade e respeito pela privacidade e individualidade de quem está ao seu
cuidado. De facto, atualmente as funções do técnico auxiliar de saúde não se limita à ajuda
física mas também a responsabilidade de estar disponível para ouvir os problemas pessoais
de quem está ao seu cuidado e poder atuar em sua defesa, bem como desenvolver esforços
para a manutenção da autonomia. É um fato inegável que a larga maioria dos utentes
recorrem a serviços de apoio social pela necessidade de prestação de cuidados específicos e
continuados.

Tarefas que, sob orientação de um Enfermeiro, tem de executar sob sua


supervisão direta

O técnico auxiliar de saúde tem com funções:

Auxiliar sob orientações do técnico auxiliar de saúde:

Na prestação de cuidados de saúde aos utentes,

Na recolha e transporte de amostras biológicas,

Na limpeza, higienização e transporte de roupas, materiais e equipamentos,

Na limpeza e higienização dos espaços e no apoio logístico e administrativo das diferentes


unidades e serviços de saúde.

Auxiliar na prestação de cuidados aos utentes, de acordo com orientações do enfermeiro:

Ajudar o utente nas necessidades de eliminação e nos cuidados de higiene e conforto de


acordo, com as orientações do enfermeiro;

Auxiliar o enfermeiro na prestação de cuidados de eliminação, nos cuidados de higiene e


conforto ao utente e na realização de tratamentos a feridas e úlceras;

Auxiliar o enfermeiro na prestação de cuidados ao utente que vai fazer, ou fez, uma intervenção
cirúrgica;

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 32 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581
Auxiliar nas tarefas de alimentação e hidratação do utente, nomeadamente na preparação de
refeições ligeiras ou suplementos alimentares e no acompanhamento durante as refeições;

Executar tarefas que exijam uma intervenção imediata e simultânea ao alerta do técnico
auxiliar de saúde;

Auxiliar na transferência, posicionamento e transporte do utente, que necessita de ajuda total


ou parcial, de acordo com orientações do técnico auxiliar de saúde.

Auxiliar nos cuidados post-mortem, de acordo com orientações do técnico auxiliar de saúde.

Assegurar a limpeza, higienização e transporte de roupas, espaços, materiais e equipamentos,


sob a orientação de profissional de saúde:

Assegurar a recolha, transporte, triagem e acondicionamento de roupa da unidade do utente,


de acordo com normas e/ou procedimentos definidos;

Efetuar a limpeza e higienização das instalações/ superfícies da unidade do utente, e de outros


espaços específicos, de acordo com normas e/ou procedimentos definidos;

Efetuar a lavagem e desinfeção de material hoteleiro, material clínico e material de apoio


clínico em local próprio, de acordo com normas e/ou procedimentos definidos;

Assegurar o armazenamento e conservação adequada de material hoteleiro, material de apoio


clínico e clínico de acordo com normas e/ou procedimentos definidos;

Efetuar a lavagem (manual e mecânica) e desinfeção química, em local apropriado, de


equipamentos do serviço, de acordo com normas e/ou procedimentos definidos;

Recolher, lavar e acondicionar os materiais e equipamentos utilizados na lavagem e desinfeção,


de acordo com normas e/ou procedimentos definidos, para posterior recolha de serviço
interna ou externa;

Assegurar a recolha, triagem, transporte e acondicionamento de resíduos hospitalares,


garantindo o manuseamento e transporte adequado dos mesmos de acordo com
procedimentos definidos.

Auxiliar O técnico auxiliar de saúde na recolha de amostras biológicas e transporte para o


serviço adequado, de acordo com normas e/ou procedimentos definidos

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 33 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

Tarefas que, sob orientação e supervisão de um profissional de saúde,


pode executar sozinho

O técnico auxiliar de saúde, para além das tarefas anteriormente descritas, possui um conjunto de
outras que realiza sem a supervisão de um profissional de saúde:

Assegurar atividades de apoio ao funcionamento das diferentes unidades e serviços de saúde:

Efetuar a manutenção preventiva e reposição de material e equipamentos;

Efetuar o transporte de informação entre as diferentes unidades e serviços de prestação de


cuidados de saúde;

Encaminhar os contactos telefónicos de acordo com normas e/ ou procedimentos definidos;

Encaminhar o utente, familiar e/ou cuidador, de acordo com normas e/ ou procedimentos


definidos

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 34 de 35
Gestão do stress profissional em saúde UFCD 6581

Bibliografia e netgrafia

✓ Diário da República, 1.ª série N.º 195 - 7 de Outubro de 2010Faria, M. (1995).

✓ O erro humano, Lisboa: IDICTG leitmam, H. (1993).

✓ Psicologia, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian Mesquita, R. e Duarte, F. (1996).

✓ Dicionário de Psicologia. Lisboa: Plátano editora Monteiro, I. (2007).

✓ Ilusões de memória e depressão. Maia: Edições ISMAI O’ Connor, J. (2001)

✓ Manual de programação neurolinguística. Rio de Janeiro: Qualitymark Editora, Lda


Redfield, E. (1985).

✓ Stress e qualidade de vida no trabalho: perspetivas atuais da saúde ocupacional, São


Paulo: Atlas Sorrentino, S. (2001)

✓ Fundamentos para o auxiliar de enfermagem. Porto Alegre: Editora Artme dVaz Serra,
A. (2007).

✓ O stress na vida de todos os dias, Coimbra: Gráfica de Coimbra, Lda

729281 - Técnico/a Auxiliar de Saúde

Página 35 de 35

Você também pode gostar