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NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras

NORMA ABNT NBR


BRASILEIRA 16241
Primeira edição
14.11.2013

Válida a partir de
14.12.2013

Ensaios não destrutivos — Partícula magnética


— Inspeção subaquática
Nondestructive testing — Magnetic particle — Underwater inspection

A
AD
EL
C
AN
Impresso por MAURINO DARIO PINHEIRO JUNIOR em 09/11/2016

ICS 19.100; 29.030 ISBN 978-85-07-04643-1

Número de referência
ABNT NBR 16241:2013
9 páginas

© ABNT 2013
NTBNET – Licença de uso exclusivo para o Sistema Petrobras

ABNT NBR 16241:2013

A
AD
EL
C
AN
Impresso por MAURINO DARIO PINHEIRO JUNIOR em 09/11/2016

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Sumário Página

Prefácio ...............................................................................................................................................iv
1 Escopo ...............................................................................................................................1
2 Referências normativas .....................................................................................................1
3 Termos e definições ...........................................................................................................1
4 Certificação do inspetor ....................................................................................................2
5 Procedimento de inspeção da executante .......................................................................2
6 Qualificação do procedimento de inspeção da executante ...........................................4
7 Revisão e/ou requalificação do procedimento de inspeção .........................................4
8 Calibração, avaliação e demais características da aparelhagem ..................................4
9 Preparação da superfície...................................................................................................5
10 Direção do fluxo magnético e sobreposição ...................................................................5
11 Técnica do yoke .................................................................................................................6

A
12 Execução do ensaio ...........................................................................................................7
13
14
AD
Verificação da eficiência do ensaio ..................................................................................7
Registro dos resultados ....................................................................................................9
EL
Figuras
Figura 1 – Técnica do yoke (eletroímã) ..............................................................................................2
Figura 2 – Bloco para para a verificação da capacidade mínima de levantamento
C

de massa do yoke ..............................................................................................................6


Figura 3 – Padrão para a verificação da eficiência do ensaio por partículas magnéticas
AN

na técnica do yoke .............................................................................................................8


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Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos,
delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que
alguns dos elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser
considerada responsável pela identificação de quaisquer direitos de patentes.

A ABNT NBR 16241 foi elaborada no Organismo de Normalização Setorial de Ensaios Não Destrutivos

A
(ABNT/ONS-58), pela Comissão de Estudo de Métodos Superficiais (CE-58:000.01). O seu 1º Projeto
circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 05, de 03.05.2013 a 01.07.2013, com o número
AD
de Projeto 58:000.01-007. O seu 2º Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 09,
de 19.09.2013 a 18.10.2013, com o número de 2º Projeto 58:000.01-007.

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:


EL

Scope
C

This Standard establishes the technical requirements for underwater nondestructive testing through
magnetic particles.
AN
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This Standard applies to the detection of cracks or other surface or near-surface discontinuities on
ferromagnetic materials from the day of its publishing.
C

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Ensaios não destrutivos — Partícula magnética — Inspeção subaquática

1 Escopo
1.1 Esta Norma estabelece os requisitos técnicos para a realização de ensaio não destrutivo suba-
quático por meio de partículas magnéticas.

1.2 Esta Norma se aplica à detecção de trincas e outras descontinuidades superficiais ou próximas
à superfície em materiais ferromagnéticos iniciados a partir de sua edição.

2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para refe-

A
rências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se
as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).
AD
ABNT NBR 15632, Ensaios não destrutivos – Partículas magnéticas – Avaliação da aparelhagem para
inspeção subaquática
EL
ABNT NBR 16079-1, Ensaios não destrutivos – Terminologia – Parte 1: Descontinuidades em juntas
soldadas

ABNT NBR NM 328, Ensaios não destrutivos – Partículas magnéticas – Terminologia


C

ABNT NBR ISO/IEC 17024, Avaliação de conformidade – Requisitos gerais para organismos que
AN

certificam pessoas
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3 Termos e definições
C

Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições da ABNT NBR NM 328 e os
seguintes.

3.1
técnica do yoke
eletroímã
técnica de magnetização pela utilização de eletroímã, alimentado por corrente alternada, acoplado à
peça a ser ensaiada (ver Figura 1)

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Yoke

Linhas de fluxo magnético

Solda

A
AD
Descontinuidades

Figura 1 – Técnica do yoke (eletroímã)


EL

3.2
qualificação de procedimentos de END
atribuição do nível 3, que consiste na análise de compatibilidade e adequação de um procedimento
C

de END aos requisitos mínimos citados nas normas e especificações aplicáveis, com base em testes
em peças ou padrões
AN
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3.3
validação de um procedimento
ato do inspetor nível 3 com base na qualificação do procedimento, comprovado através da assinatura
C

no procedimento de ensaio

4 Certificação do inspetor
O inspetor subaquático deve ser certificado por entidade independente acreditada pelo Inmetro e que
atenda integralmente aos requisitos da ABNT NBR ISO/IEC 17024.

5 Procedimento de inspeção da executante


5.1 No procedimento devem constar no mínimo os seguintes itens, na ordem a seguir:

a) identificação e data da elaboração;

b) objetivo;

c) normas de referência, indicando revisão;

d) material, forma ou tipo de peça, dimensões e detalhes da peça a ser ensaiada;

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e) aparelhagem e instrumentos, citando fabricante, modelo e código de identificação e profundidade


máxima de utilização, quando aplicável (variável essencial);

f) técnica de magnetização, corrente de magnetização e valores, quando aplicáveis (variável


essencial);

g) partículas ferromagnéticas, citando fabricante, marca comercial, aditivos, concentração, modo


de manutenção e tempo de vida útil das partículas em suspensão aquosa (variável essencial);

h) método de aplicação e remoção do excesso das partículas magnéticas;

i) intensidades mínima e máxima de luz (variável essencial);

j) condição requerida para a superfície a ser ensaiada e método de preparação (variável essencial);

k) esquema indicativo da direção do fluxo magnético e da sobreposição, quando aplicáveis (variável


essencial);

A
l) sistemática de teste do equipamento com a identificação das peças e/ou indicadores para
a verificação de desempenho do sistema; AD
m) descrição sequencial da execução do ensaio;

n) relatório para registro de resultados;


EL

o) requisitos de segurança e meio ambiente.

5.2 O procedimento deve ter o nome do emitente (firma executante), ser numerado, ter indicação
C

da revisão, data de emissão e certificado por profissional nível 3 na modalidade.

5.3 O relatório de registro de resultados deve conter no mínimo:


AN
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a) nome do emitente;

b) identificação numérica;
C

c) identificação do componente, material e espessura;

d) número e revisão do procedimento;

e) técnica de magnetização;

f) aparelhagem, citando fabricantes, modelos e corrente;

g) equipamento de iluminação;

h) partículas ferromagnéticas, citando fabricante, marca comercial, aditivos e concentrações, forma


de preparo e verificações;

i) níveis máximo e mínimo de iluminação ambiente de acordo com a técnica (colorida ou fluorescente);

j) registro dos resultados (mapa ou registro das indicações);

k) laudo, quando aplicável, ou recomendação de ensaio complementar;

l) data da inspeção e emissão do relatório;

m) identificação do inspetor.

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6 Qualificação do procedimento de inspeção da executante


6.1 O procedimento é considerado qualificado quando, aplicando-se os seus requisitos, são de-
tectadas descontinuidades (com registro fotográfico) em toda a área prevista para ensaio, para cada
posicionamento da fonte de magnetização em um corpo de prova com descontinuidade previamente
conhecida.

6.2 O procedimento deve ser qualificado e assinado por inspetor nível 3 da modalidade.

7 Revisão e/ou requalificação do procedimento de inspeção


7.1 Sempre que qualquer das variáveis citadas em 5.1 alíneas a) e b) (quando aplicável) e c) a i) for
alterada, o procedimento deve ser requalificado.

7.2 Nas alterações das demais alíneas, o procedimento deve ser revisado.

A
8 Calibração, avaliação e demais características da aparelhagem
AD
8.1 A avaliação inicial da aparelhagem prevista pela ABNT NBR 15632 deve ser efetuada previamente
à qualificação do procedimento e as avaliações posteriores anualmente, ressalvadas as disposições
previstas em 8.2 e 8.3.
EL
8.2 O aparelho magnetizador deve ser calibrado por ocasião da qualificação do procedimento, após
reparo elétrico, revisão periódica ou avaria. A fonte ultravioleta (conjunto lâmpada e filtro) deve ser
verificada por ocasião da qualificação do procedimento e após reparo elétrico ou revisão periódica.
C

8.3 Durante a avaliação e/ou calibração, o conjunto lâmpada ultravioleta e filtro devem produzir uma
radiação ultravioleta com comprimento de onda na faixa de 3 200 A a 4 000 A (320 nm a 400 nm).
AN
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Durante a avaliação e/ou calibração, a lâmpada ultravioleta deve produzir uma radiação de intensidade
energética que deve ser comprovada nas ocasiões previstas em 8.1, através de um medidor
de intensidade de radiação ultravioleta, que opere em um espectro centrado a 3 650 A (365 nm),
devendo ser igual ou superior a 1 000 μW/cm2, com a lâmpada afastada em 200 mm da superfície em
C

ensaio. Esta verificação deve ser executada de acordo com as condições citadas em 8.3.

8.4 Todos os equipamentos para partículas magnéticas devem ser projetados e construídos levando
em consideração os aspectos de segurança para os operadores e inspetores subaquáticos.

8.5 É obrigatória a existência de relé acionado por corrente de fuga para terra, de até 30 mA, para
proteção contra choques elétricos.

8.6 Todos os equipamentos de uso submerso devem ser submetidos a teste hidrostático à pressão
de 1,5 vez maior que a pressão de trabalho.

8.7 Todos os equipamentos estacionários e portáteis de magnetização, com exceção dos yokes,
devem possuir amperímetro para verificar se a corrente de magnetização adequada está sendo
aplicada no ensaio.

8.8 O amperímetro deve ser calibrado em laboratório integrante da RBC no mínimo uma vez por
ano e sempre após reparo elétrico, revisão periódica, avaria do aparelho e por ocasião da qualificação
do procedimento. Esta calibração deve ser realizada tomando-se leituras comparativas em pelo menos
três valores de corrente e o desvio não pode ser superior a ± 10 % do valor real. Os amperímetros
devem estar posicionados em local adequado, de modo a ser possível a leitura da corrente durante
o ensaio.

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8.9 O sistema de iluminação convencional (luz branca), quando aplicável, deve ter a capacidade
de produzir intensidade luminosa de no mínimo 1 000 lux a uma distância de no máximo 1 m da super-
fície em ensaio. Esta capacidade deve ser comprovada na qualificação do procedimento em condição
emersa.

8.10 As partículas ferromagnéticas utilizadas devem ser do tipo fluorescente ou colorido, que também
apresentem características fluorescentes, apresentando contraste adequado com a superfície em
ensaio e aplicadas por via úmida solúvel em água.

8.11 A concentração de partículas na suspensão deve ser verificada por ocasião do início da jornada
diária de trabalho ou a cada novo preparo da suspensão. A concentração recomendada é de 0,3 mL
a 0,7 mL por 100 mL de suspensão e deve ser verificada através de um tubo decantador, na suspensão
retirada diretamente do seu aplicador, através de observação da decantação de 100 mL da suspensão,
após 30 min. A cada 2 h, durante a execução do ensaio e ao término do ensaio, o estado da suspensão
deve ser verificado, utilizando-se os padrões das Figuras 2 e 3, de acordo com a técnica utilizada.

8.12 A verificação da concentração por meio do tubo decantador deve ser efetuada antes da adição

A
de espessantes.
AD
8.13 O sistema de injeção de partículas magnéticas deve ser dotado de reservatório pressurizado
e com agitação automática da suspensão.

8.14 O sistema deve possuir regulador de pressão, de modo a regular o jato da mistura em função
da profundidade de operação.
EL

8.15 É vedada a utilização de bombas plásticas manuais, como injetores de partículas magnéticas.

8.16 A preparação da suspensão de partículas deve ser executada por meio de um dispositivo que
C

possibilite a obtenção de uma suspensão homogênea. O dispositivo não pode promover a agitação
através de lâminas cortantes.
AN
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9 Preparação da superfície
9.1 A superfície a ser examinada e qualquer área adjacente compreendida em uma faixa no mínimo
C

de 25 mm devem estar livres de incrustações marinhas, sujeira, graxa, óleo, carepa, escória ou fluxo.

9.2 Quando se empregar a técnica do yoke para a inspeção de soldas, a superfície para contato dos
polos correspondente a uma faixa com largura de 300 mm deve ser preparada adequadamente, isto
é, com aproximadamente 150 mm contados a partir de cada uma de suas margens.

9.3 Quando se empregar a técnica da bobina, a região de posicionamento dos cabos fora da área
de interesse definida em 10.1 deve possuir somente uma preparação que assegure a magnetização
prevista no procedimento.

10 Direção do fluxo magnético e sobreposição


10.1 Devem ser executados no mínimo dois ensaios separados em cada área, sendo que as linhas
de fluxo magnético do segundo ensaio devem estar aproximadamente perpendiculares (ângulo
variando entre 50° a 130°) àquelas do primeiro ensaio. Este cruzamento pode ser obtido pelo uso
de duas técnicas diferentes, quando necessário.

10.2 No caso de ensaio realizado em etapas (por exemplo, ensaio com a técnica do yoke) a sobrepo-
sição deve ser suficiente para assegurar que a totalidade da superfície seja ensaiada com a sensibi-
lidade prevista.

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10.3 Na superfície a ser ensaiada devem ser marcadas referências de modo a assegurar que a sobre-
posição especificada seja obedecida. Estas marcas de referência devem estar situadas fora da área
em observação, de maneira a não prejudicar a interpretação do ensaio.

11 Técnica do yoke
11.1 Não é permitida a utilização de ímãs permanentes.

11.2 Não é permitida a utilização de eletroímãs de corrente contínua ou retificada.

11.3 A força magnetizante do yoke deve ser calibrada a seco para determinação de sua capacidade
mínima de levantamento de massa, com o máximo espaçamento entre polos conforme o procedimento
de execução. A capacidade mínima de levantamento do yoke eletromagnético de corrente alternada
deve ser de 5,5 kg.

A
11.4 A capacidade mínima de levantamento de massa deve ser verificada através de um bloco-padrão,
conforme Figura 2, no início e no término de cada jornada diária de trabalho, como especificado em
12.1.3.

25,0
AD
EL

240,0
C
AN
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116,6
C

NOTA 1 Dimensões em milímetros.

NOTA 2 Material SAE 1020 ou similar.

NOTA 3 Processo de fabricação: laminado.

NOTA 4 Acabamento superficial máximo de 6,3 μm.

NOTA 5 Tolerância: Dimensões – HBR 6371, grau fino; Massa – 5 500+−50


50 g
.

Figura 2 – Bloco para para a verificação da capacidade mínima de levantamento


de massa do yoke

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11.5 O bloco-padrão de massa deve ser calibrado anualmente em laboratório integrante da RBC
quanto à sua massa, dimensões e rugosidade. Quando não houver laboratório da RBC para a grandeza
a ser calibrada, podem ser utilizados laboratórios com padrões rastreáveis pela RBC ou laboratório
de um sistema metrológico internacionalmente reconhecido.

11.6 Durante o posicionamento do yoke, deve-se garantir um bom contato entre seus polos e a peça
a ser examinada.

11.7 O elemento magnetizador deve fornecer um valor de intensidade de campo magnético, tangen-
cial à peça, compreendido entre os valores 17 A/cm a 65 A/cm, em toda a área útil considerada para
cada posicionamento previsto. Este valor deve ser comprovado nas ocasiões previstas em 8.1.

11.8 Essa medição deve ser efetuada através de instrumentos cujo princípio de funcionamento seja
o efeito hall.

A
12 Execução do ensaio
AD
12.1 A execução deve ser feita de maneira contínua, isto é, aplicar as partículas magnéticas, remover
o excesso e observar as indicações, enquanto estiver sendo aplicada a magnetização.

12.2 Para os ensaios executados com iluminação ultravioleta, a lâmpada deve estar ligada no mínimo
durante 5 min antes da sua utilização no ensaio.
EL

12.3 Quando for utilizada a técnica colorida, a sensibilidade do ensaio deve ser verificada também no
local da sua execução, obedecendo ao seguinte:
C

a) posicionar o padrão com entalhe sobre a superfície a ser ensaiada;


AN
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b) regular as pernas do yoke na abertura máxima prevista no procedimento;

c) aplicar a partícula mantendo a fonte luminosa ligada e o yoke energizado;


C

d) o ensaio deve produzir uma indicação compreendida entre as duas marcas do padrão.

12.4 Os ensaios executados com partículas magnéticas fluorescentes devem ser realizados com luz
ultravioleta. A sensibilidade do ensaio deve ser verificada sobre o padrão da Figura 3, devendo apre-
sentar uma indicação compreendida entre as duas marcações.

12.5 Quando for utilizada a técnica colorida, as partículas ferromagnéticas devem possuir caracterís-
ticas que permitam sua utilização tanto como colorida quanto como fluorescente.

13 Verificação da eficiência do ensaio


13.1 A verificação da eficiência do ensaio deve ser feita por ocasião do início e do término de cada
jornada diária de trabalho, ao início e durante a execução do ensaio no local de inspeção, utilizando
o padrão citado na Figura 3.

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Limites da indicação aceitável do campo magnético

30 ± 1,0 mm

10 mm (± 1,00 mm)
xxxx
A Posição do entalhe usinado A
Dígitos de identificação do padrão
Rugosidade superficial máxima de 0,8 μm
1,0 mm (± 0,1 mm)
Corte A-A
Entalhe inclinado

Figura 3 – Padrão para a verificação da eficiência do ensaio por partículas magnéticas

A
na técnica do yoke

AD
13.2 Sobre a face de observação do padrão, devem ser estabelecidas, de forma indelével, duas
referências correspondentes às extremidades das indicações obtidas por partículas magnéticas, com
valores de intensidade de campo magnético à peça de 17 A/cm e 65 A/cm.

13.3 As referências devem ser obtidas para o par yoke-partículas magnéticas.


EL

13.4 Para o estabelecimento das referências, sobre a face de observação do padrão, obedecer
à seguinte sequência:
C

a) posicionar o yoke sobre uma chapa plana com a maior abertura entre os polos e a menor tensão
AN

de levantamento da massa, e traçar uma linha unindo o centro de seus polos;


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b) determinar sobre essa linha, com o auxílio de um variador de tensão e de um medidor de campo
magnético, um ponto cuja intensidade de campo magnético tangencial seja de 17 A/cm;
C

c) posicionar, neste ponto, o centro do padrão, com o entalhe perpendicular à linha traçada, e deter-
minar a extremidade da indicação obtida por meio de partículas magnéticas; a posição registrada
no padrão correspondente a esta extremidade é a referência 17 A/cm;

d) seguir novamente as alíneas b) e c) com o valor de campo magnético de 65 A/cm para a determi-
nação da referência correspondente a esta situação.

13.5 Na verificação da eficiência do ensaio, a extremidade da indicação deve estar compreendida


entre duas referências citadas anteriormente. Para esta verificação o padrão deve ser posicionado
de forma que seu entalhe fique o mais perpendicular possível às linhas de campo magnético.

13.6 O ensaio só deve ser executado se aparecer uma linha claramente visível entre as duas marca-
ções existentes no padrão.

13.7 O padrão de eficiência deve ser calibrado quando da qualificação do procedimento, em laboratório
integrante da Rede Brasileira de Calibração (RBC), quanto às suas dimensões e profundidade
do entalhe. O padrão de eficiência de ensaio deve ser avaliado visualmente, uma vez por ano, pelo
inspetor nível 3 da modalidade para avaliação de integridade. A profundidade do entalhe deve ser
dimensionada na extensão do padrão em no mínimo cinco pontos defasados em 5 mm a partir de sua
extremidade superior.

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14 Registro dos resultados


14.1 O registro das descontinuidades encontradas deve ser feito adotando-se a terminologia da
ABNT NBR 16079-1.

14.2 O conteúdo mínimo do relatório de registro dos resultados deve ser conforme 5.3.

14.3 Todas as descontinuidades do tipo trinca devem ser registradas.

A
AD
EL
C
AN
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