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LUCAS RONIERY RODRIGUES SOARES

INDÚSTRIA DOS PLÁSTICOS

Tema apresentado ao curso de


Graduação em Bacharelado em
Química Do Centro de Ciências da
Natureza (CCN) da Universidade
Federal do Piauí.

ORIENTADOR: PROF. DR. ADRIANO GOMES DE CASTRO

TERESINA - PI

SETEMBRO 2020

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SUMÁRIO

SUMÁRIO ................................................................................ 4
RESUMO .................................................................................. 8
ABSTRACT .............................................................................. 9
1. INTRODUÇÃO................................... 10
2. OBJETIVOS .......................................................................... 11
3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA................................................ 12
4. DESENVOLVIMENTO................................................ 13
5. CONCLUSÃO................................................ 14
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................... 15

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RESUMO

A utilização de plásticos para diversas aplicações têm se tornado cada vez mais frequente. O
ser humano vem modificando o meio em que vive, partindo de conhecimento científico e
tecnológico , foi observando a natureza e muitas vezes imitando-a que os seres humanos
começaram a construir instrumentos, ou seja, objetos capazes de ajudá-los a executar tarefas.
O assunto polímero constitui um tema de insdiscutível relevância , tanto pela sua importânica
como matéria-prima de uma gama imersa de produtos . sem os quais dificilmente
desfrutaríamos do mesmo conforto que temos atualmente, como pelos problemas ambientais
criados pela larga produção e descarte inadequado desses materiais. Este trabalho tem como
objetivo trazer informações importantes dessa indústria, discutiremos a estrutura química dos
polímeros mais utilizados no mundo, as reações que levam a formação de plásticos , a cadeia
petroquímica que é capaz de produzi-los, tratar do processo de um determinado plástico o pvc
e compreender o processo de obtenção do pvc, e as vantagens e desvantages dos plásticos
frente o uso ao meio ambiente .

Palavras-chave: polímeros, plásticos, matéria-prima, petroquímica, PVC.

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ABSTRACT

The use of plastics for different applications has become more and more frequent. The human
being has been changing the environment in which he lives, starting from scientific and
technological knowledge, observing nature and often imitating it, that human beings began to
build instruments, that is, objects capable of helping them perform tasks. The polymer subject
is a subject of unquestionable relevance, both for its importance as a raw material for an
immersed range of products. without which we would hardly be able to enjoy the same
comfort that we currently have, such as the environmental problems created by the large
production and inadequate disposal of these materials. This work aims to bring important
information about this industry, we will discuss the chemical structure of the most used
polymers in the world,

Key words: polymers, plastics, raw materials, petrochemicals, PVC.

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1. INTRODUÇÃO

Desde muito tempo, a humanidade sempre preocupou-se em construir instrumentos


que facilita-sem nas suas tarefas. No qual os primeiros materiais utilizados como elementos
estruturais, de proteção e na fabricação de instrumentos foram encontrados pronto na
natureza. Então através de observações de processos naturais, houve grande inspiração e, com
algumas modificações, transformaram os materiais existente, dando origem a materiais
artificiais. De lá pra cá, a busca por novos e melhores materiais parece não ter fim. Um fator
importante parte da utilização ou não de um material , é determinado pelas suas
propriedades , incluindo a relação custo/benefício, a estética, a eficiência , durabilidade , etc.
Então no início do século XX foram desenvolvidos novos tipos de materiais denomiandos
plásticos, com grande versatilidade no qual vêm provocando mudanças no consumo, e em
consequência, no estilo de vida as pessoas.( Patti, Augusto 2005).

De acordo, com BIASSOTO (1999), define polímeros(“polymers”)sendo


macromoléculas caracterizadas por seu tamanho, estrutura química e interações intra e
intermoleculares, possuindo um conjunto de propriedades que não variam acentuadamente
com adição ou a remoção de uma ou algumas de suas unidades constitucioanis .
Entretanto, vale lembrar que o plástico tem sua origem na indústria petroquímica, que
transforma a nafta2 em insumos petroquímicos, que por sua vez são polimerizados em resinas
(polietileno, polipropileno, poliestireno, policloreto de vinila, tereftalato de polietileno,
copolímero de etileno, acetato de vinila, etc), sendo estas utilizadas como materia-prima
principal no processo de transformação do plástico (ABIPLAST, 2018a).

Segundo a Plastics Europe (2019) plásticos é o termo comumente usado para


descrever uma ampla gama de materiais sintéticos ou semissintéticos que são usados em uma
enorme e crescente gama de aplicações. Plásticos são materiais orgânicos, assim como
madeira,papel ou lã. As matérias primas utilizadas para a produção de plásticos são produtos
naturais como a celulose, carvão, gás natural , sal, petróleo bruto. O termo “ plástico “ é
derivado da palavra grega “ plastikis “ que significa adequado para a moldagem.

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Dados da Plástics Europe em 2018 mostram a produção no mundo e na União
Européia (UE), No qual as produções globais de plásticos chegaram a 360 milhões de
toneladas , na europa , chegando a 62 milhões toneladas .
Segundo informações da (ABIPLAST,2019), as indústrias de plásticos no Brasil
tiveram efeito multiplicador do setor, um panaroma geral do setor avalia os anos de 2018 e
2019.

A obtenção dos plásticos vêm principalmente de matérias primas, como no caso o


petróleo . De acordo com PIATTI (2005), o petróleo é constituído por uma mistura de
compostos orgânicos principalmente hidrocarbonetos. A produção desses plásticos sintéticos
começam com um processo de destilação em refinarias de petróleo , processo no qual envolve
a separação de petróleo bruto em grupos mais leves, chamados “frações”. Sendo que uma
dessas frações , nafta, é o elemento essencial para a produção de plásticos.(SINDICATOS
QUÍMICOS ,2017).

Conforme PIATTI , (2005), O PVC, poli (cloreto de vinila), é um polímero atóxico,


leve, sólido, resistente, impermeável, estável e que não propaga chamas. Além disso , suas
propriedades podem ser modificadas através da utilização de aditivos, tais como
plastificantes, estabilizantes ou pigmentos, tornando-o ainda mais atraente e ampliando as
possibilidades de uso.

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O PVC é o segundo termoplástico mais consumido em todo o mundo, com uma
demanda mundial de resina superior a 35 milhões de toneladas no ano de 2005, sendo a
capacidade mundial de produção de resinas de PVC estimada em cerca de 36 milhões de
toneladas ao ano. Dessa demanda total, 21% foram consumidos na América do Norte
(principalmente nos Estados Unidos), 20% na China, 18% nos países da Europa Ocidental e
5% no Japão. O Brasil foi responsável pelo consumo de cerca de 2% da demanda mundial de
resinas de PVC.( RODOLFO ,RODRIGUES ,ORMANJI, 2006).

Devido à sua estrutura molecular, o PVC é obtido a partir de 57% de insumos


provenientes do sal marinho ou da terra (salgema), e somente 43% de insumos provenientes
de fontes não renováveis como o petróleo e o gás natural. Estima-se que somente 0,25% do
suprimento mundial de gás e petróleo são consumidos na produção do PVC.
O PVC é reciclável. No Brasil a reciclagem do PVC é realizada há décadas e existe
toda uma estrutura industrial organizada para esse fim. Além da tradicional reciclagem
mecânica, existem disponíveis outras tecnologias como a reciclagem energética e química. O
PVC é caracterizado como um material de aplicações de longo ciclo de vida, ou seja,
aplicações nas quais o tempo de vida útil do produto antes de seu descarte para o meio
ambiente é bastante longo, por exemplo, mais de 20 anos.( RODOLFO ,RODRIGUES
,ORMANJI, 2006).

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2. OBJETIVOS

2.1 OBJETIVOS GERAIS

Compreender e descrever o processo indústrial em uma indústria de plásticos através


de uma revisão na literatura.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Tratar do processo de produção do plástico PVC e suas implicações


ambientais.
 Entender o Processo de polimerização em suspensão, uma das técnicas mais
usadas.

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3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

3.1 POLÍMEROS DE ADIÇÃO COMUM

são formados por sucessivas adições de rnonômeros a uma cadeia polimérica em


crescimento. As substâncias utilizadas na produção desses polímeros apresentam, na maioria
das vezes, pelo menos urna dupla ligação entre carbonos. Durante a polimerização, na
presença de catalisador, aquecimento e aumento de pressão, ocorre a ruptura de uma ligação e
a formação de duas ligações simples, corno mostra o esquema ( Antunes, 2011)

n( A = A ) --> (-A-A-)

3.2 POLIETILENO

O polietileno é um dos polímeros mais comuns, de uso diário frequente devido ao seu
baixo custo. Ele é obtido pela reação em cadeia entre as moléculas do eteno (etileno). E um
polímero que apresenta alta resistência à umidade e ao ataque químico, boa flexibilidade e
baixa resistência mecânica. Dependendo das condições de pressão, de temperatura e do
catalisador, o polietileno pode apresentar cadeia reta ou ramificada, o que determinará
propriedades diferentes.( Antunes,2011)

3.3 POLIPROPILENO (PP)

É obtido pela adição sucessiva do propeno (propileno). Esse polímero é incolor e


inodoro, de material termoplástico, tem bai xa densidade, ótima dureza superficial, alta
cristaliniclade (60%-70%), como polímero apoiar é excelente material para resistir às
radiações eletromagnéticas na região de microondas, tem boa resistência química e térmica. É
utilizado para produzir objetos moldados, fibras para roupas, cordas, tapetes, material
isolante, bandejas, prateleiras, pára-choques de automóveis, carcaças de eletrodomésticos,
recipientes para uso em fornos de microondas, fita-lacre de embalagens e válvulas para
aerossóis, material hospitalar e equipamento médico (pode ser esterilizado), componentes
eletrônicos, tubos e duros (pode ser soldado) e revestimentos.( Antunes,2011)

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3.4 POLIESTIRENO (PS)

Esse polimero é obtido pela adição sucessiva do vinil-benzeno (estireno). Material


amorfo e termoplástico que amolece pela adição de hidrocarbonetos (baixa resistência aos
solventes). Possui baixa resistência ao risco. É usado na produção de utensílios rígidos, como
pratos, copos, xícaras, seringas, material de laboratório, brinquedos, embalagens para
cosméticos e alimentos e outros objetos transparentes. Quando sofre expansão provocada por
gases, origina um material conhecido por isopor, que é utilizado como isolante térmico,
acústico c elétrico. Isopor é marca registrada da empresa alemã Basf, para o poliestireno,
expandido em pequenas bolhas ocas. Mais de 97% do volume do isopor é constituído de ar.
Obs.: Polímeros relacionados ao PS: copolímero de estireno e butadiene (HIPS); copolímero
de estireno e acriionitrila (SAN); copolimero de butadiene, esdreno e acrilonitrila (ABS).
(Antunes ,2011).

3.5 POLICLORETO DE VINILA (PVC)

Esse polímero é obtido a partir de sucessivas adições do cloreto de vinila (dometeno).


O PVC possui excelente resistência química, não queima facilmente e tem a capacidade de se
compor com outras resinas. Possui baixa cristalinidade: (5%- 15%), é um material
termoplástico de rigidez elevada utilizado para produzir tubulações para água e esgoto, pisos e
forros, passadeiras, capas de chuva, garrafas plásticas, toalhas de mesa, cortinas de chuveiro,
filmes (finas películas) para embalar alimentos, calçados, bolsas e roupas imitando couro etc.
Uma de suas principais características é o fato de que ele evita a propagação de chamas, e, por
isso, é usado como isolante elétrico.( Antunes, 2011).

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3.6 PLASTIFICANTES

Os produtos de pvc podem ser classificados como pertencentes a doi sgrandes grupos:
rígidas e flexíveis. A resina de pvc é naturalmente rígida, entretanto durante a produção dos
compostos de pvc, sendo uma clase especial de aditivos pode ser incorporada á resina de pvc
de modo a gerar compostos flexíveis conhecido como plastificantes. ( Rodolfo , Rodrigues,
Ormanji, 2006).

Tabela 3.6.1 Algumas propriedades comparativas de compostos de pvc com diferentes graus
de plastificação.

Fonte: ( Rodolfo , Rodrigues, Ormanji, 2006).

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3.7 ASPECTOS HISTÓRICOS

Foi o americano John Wesley Hyatt que conseguiu preparar o nitrato de celulose,
material fácil de ser moldado e com propriedades interessantes. Este material chamado de
celulóide, foi largamente utilizado na fabricação de brinquedos, tintas, vernizes e na
fabricação de películas fotográficas e filmes. Porém, ele apresentava uma grande
desvantagem: a inflamabilidade. Não foi por acaso que a indústria cinematográfica perdeu
grande parte de seu acervo através de incêndios de filmes de celulóide. Este material foi
substituído pouco tempo depois pelo acetato de celulose, mais resistente às chamas.. Em
1909, um químico belga chamado Baekland descobre as resinas formol-fenólicas, cuja
exploração desde 1920, com o nome de baquelite, inicia a chamada “Era dos Plásticos”. Daí
em diante, a exploração dos plásticos só cresceu, visto que suas propriedades isolantes
permitiam a utilização na indústria elétrica e em vários outros campos. A partir de 1940,
especialmente durante a Segunda Guerra Mundial, a indústria dos plásticos cresceu na Europa
com a fabricação em grande escala do PVC, que veio substituir a borracha natural (de difícil
importação, na época) em algumas aplicações. Na Alemanha, esforços de cientistas foram
realizados na preparação da borracha sintética. ( Piatti 2005 ).

O desenvolvimento das resinas de PVC teve início em 1835, quando Justus von Liebig
descobriu o monômero cloreto de vinila(MVC), um gás à temperatura ambiente com ponto de
ebulição igual a -13,8 ºC. A descoberta de Liebig fez-se por meio da reação do dicloroetileno
com hidróxido de potássio em solução alcoólica.Entretanto, foi um dos alunos de Liebig,
Victor Regnault, o responsável pela publicação de um artigo em 1839 relatando a observação
da ocorrência de um pó branco após a exposição de ampolas seladas preenchidas com o MVC
à luz solar Regnault pensou que esse pó fosse PVC, mas estudos indicaram tratar-se de poli
(cloreto de vinilideno). O primeiro relato da polimerização autêntica de um haleto de vinila
foi feita por A. W. Hoffman em 1860, que notou a mudança do brometo de vinila para uma
massa esbranquiçada sem mudança composicional.( ( Rodolfo , Rodrigues, Ormanji, 2006).

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O primeiro registro da polimerização do MVC e obtenção do PVC ocorreu em 1872.
E. Baumann detalhou a mudança do MVC induzida pela luz para um produto sólido branco,
que imaginou ser um isômero do monômero. As propriedades dessa substância, descritas por
ele, coincidem com as propriedades apresentadas pelo PVC. Em 1912, Fritz Klatte descobriu
o procedimento básico para a produção comercial do PVC na empresa para a qual trabalhava,
a Chemische Fabrik Griesheim-Elektron. Klatte descobriu os meios para a produção do MVC
por intermédio da chamada rota do acetileno,pela reação desse gás com o cloreto de
hidrogênio. A importância da descoberta de Klatte advém da necessidade da indústria alemã
de utilizar o acetileno disponível devido ao excesso de carbureto de cálcio, que na época
deixava de ser utilizado na iluminação pública. Klatte descobriu ainda, em 1915, a
polimerização do MVC via radicais livres, por meio de iniciadores tipo peróxidos
orgânicos.De 1912 a 1926 a indústria alemã Chemische Fabrik Griesheim-Elektron não
obteve sucesso na tentativa de construir equipamentos capazes de processar o PVC, apesar de
sua instabilidade ao calor. Tal fato levou à suspensão da manutenção das diversas patentes
editadas, tendo aberto caminho para que outras empresas passassem a tentar produzir o PVC.
Finalmente, em 1926, W. Semon, pesquisador da B. F. Goodrich,descobriu que
misturando-se o PVC com tricresil fosfato ou dibutil ftalato – hoje conhecidos como
plastificantes –, erapossível processá-lo e torná-lo altamente flexível, com aspecto borrachoso.
Desse modo, Semon inventou o primeiro elastômero termoplástico, de extrema importância
para o recobrimento de fios e cabos elétricos durante a crise da borracha ocorrida ao longo da
Segunda Guerra Mundial, com aplicação nesse segmento até os dias de hoje. As propriedades
plastificantes do di-2-etil-hexil-ftalato ou dioctil ftalato(DOP), hoje o principal plastificante
em termos de volume, foram descobertas em 1936 por T. L. Gresham, pesquisador da B. F.
Goodrich, após a realização de testes com milhares de compostos. ( Rodolfo , Rodrigues,
Ormanji, 2006).

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3.8 APLICAÇÕES DO PVC

ÁREA MEDICA

Cerca de 35% dos equipamentos plásticos utilizados na área médica são de PVC. Entre
eles, estão muitos instrumentos utilizados em exames, cirurgias e recuperação de pacientes,
tais como bolsas de sangue, tubos endotraqueais, bolsas de soro, cateteres cardiovasculares,
tubos que saem do coração do paciente e levam o sangue até a máquina de circulação extra-
corpórea, sondas e equipamentos de alimentação enteral, cânulas de perfusão e ponteiras para
micropipetadores e equipos para soro. Este uso extensivo e já consagrado do PVC na área
médica demonstra o papel social desempenhado pelo PVC e a segurança do material em usos
críticos, entre outras características relevantes.( Insituto Brasileiro do PVC ,2020)

ARQUITETURA E CONSTRUÇÃO

O PVC é muito utilizado na Arquitetura e Construção Civil, com cerca de 70% da


demanda mundial destinada a estes segmentos. Sua principal aplicação é na fabricação de
tubos e conexões, aplicação na qual se destacam por não sofrerem corrosão e terem alta
durabilidade, evitando a perda de água, recurso escasso em todo mundo. Esses produtos são
utilizados para condução de água potável e esgoto, seja em instalações prediais ou
infraestrutura, drenagem, irrigação, entre outros, e também, em larga escala, na substituição
de tubulação antigas.Atualmente o PVC vem ganhando cada vez mais espaços nobres dos
ambientes, atendendo às exigências técnicas e estéticas de projetos contemporâneos, seja para
novas construções ou reformas. No Brasil, o PVC tem seu uso consolidado em projetos
residenciais, comerciais, industriais e de infraestrutura.( Insituto Brasileiro do PVC ,2020)

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ESPORTES E BRINQUEDOS

O PVC está presente em muitos momentos de nossas vidas, inclusive nos de lazer.
Material de extrema versatilidade, durável, seguro e 100% reciclável, ele pode adquirir
diversas formas e propriedades que permitem que profissionais do segmento de brinquedos,
esporte e lazer usem toda a sua imaginação na hora de desenvolver novos produtos. Nas
bonecas, o PVC é o material que melhor reproduz as feições do rosto humano, além de
simular perfeitamente os tons de pele. Ele se destaca também na fabricação de mordedores,
bolas e bonecos de diversos personagens. Brinquedos infláveis como boias de piscina,
brinquedos de grande porte utilizados em festas infantis e parques são outros exemplos da
grande variedade de aplicações do PVC em brinquedos.No esporte, o PVC é utilizado em
diversas aplicações, de bolas e chuteiras, às quais proporciona a resistência e flexibilidade
necessárias, a pisos de quadra poliesportiva e cobertura de estádios, garantindo estanqueidade
e bom desempenho térmico e acústico, além de conferir características estéticas extremamente
atraentes. Tapetes para Yoga, revestimento de anilhas usadas em salas de musculação, .... são
inúmeras aplicações .( Insituto Brasileiro do PVC ,2020)

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4. DESENVOLVIMENTO

4.1 PROCESSOS DE OBTENÇÃO E FORMAÇÃO DOS PLÁSTICOS

Os plásticos compõem uma grande família de materiais que podem ser classificadas
em vários tipos , e com uma gama de aplicações e benefícios particulares. Esses polímeros
podem ser naturais como o algodão , madeira, látex, ou na forma sintética obtidos por reações
químicas como PE,PP,PVC,PA e etc. Esses polímeros que não são naturais originários dos
hidrocarbonetos, predominam, embora apenas de 4% a 6% da produção mundial de petróleo.
O processo de obtenção desses polímeros parte da matéria prima petróleo , no qual
.sua produção de plásticos sintéticos começa com um processo de destilação em uma refinaria
de petróleo, através desse processo de destilação que se obtem as frações , cuja a nafta é o
elemento essencial para a produção de plásticos.

4.2 MATÉRIA-PRIMA PARA OBTENÇÃO DOS PLÁSTICOS

O Petróleo é uma matéria-prima essencial á vida moderna, sendo o componente básico


de mais de 6 mil produtos. No entanto o petróleo precisa passar por um refino, no qual duas
operações unitárias são fundamentais , no caso á transferencia de calor e a própria destilação.
De modo a torná-lo economicamente viável, devido ao aproveitamento energético que ocorre
na planta de refino. Através do processo de destilação fracionada do óleo cru, que ocorre nas
refinarias , são obtidos várias frações , como mostra a figura (4.2.1). A fração da qual são
obtidos os plásticos é a Nafta, que quando submetida a um processo de craqueamento térmico,
dá origem a várias substâncias, denominados petroquímicas básicas , estes subsequentemente
são transformados nos chamados petroquímicos finos.

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Figura 4.2.1- Esquema de obtenção de plásticos a partir do petróleo.

Fonte: Piatti 2005

4.3 POLIMERIZAÇÕES

As reações que levam à formação dos plásticos são chamadas polimerizações. Uma
polimerização é uma transformação química na qual moléculas pequenas, denominadas
monômeros, juntam-se para formar moléculas gigantes, as macromoléculas. Para que uma
reação de polimerização aconteça é necessário que os compostos de partida, isto é, os
monômeros, possuam no mínimo funcionalidade igual a dois. O número de pontos reativos
(passíveis de sofrer uma reação em condições adequadas) presentes em uma molécula é conhecido
como funcionalidade.

Reações entre substâncias com funcionalidade 1 não levam à formação de cadeias


poliméricas

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Reações entre monômeros com funcionalidade > 1 podem levar à formação de cadeias
poliméricas. Observe na molécula formada a existência de dois pontos que permitem a
continuação da reação.

Figura 4.3.1 Representação de reações entre substâncias com funcionalidade 1 e


maior que 1.

cadeia polimérica formada

Fonte: Piatti 2005

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Um exemplo mais nítido pode ser visto na figura 4.3.2 , um ácido dicarboxílico e um diálcool
têm funcionalidade 2. Portanto, se houver condições favoráveis, estas duas moléculas podem
reagir formando uma cadeia.

Figura 4.3.2 Pode ser visto as reações entre ácidos dicarboxílicos e dialcoóis são
exemplos de uma classe de reações chamadas condensações, onde ocorre a formação de um
novo grupo funcional (neste caso, um éster), com eliminação de uma molécula pequena (neste
caso, a água).

Fonte: Piatti 2005

Figura 4.3.3 Artigo feito com polímeros obtidos a partir de reações de condensação: patins
com rodas de poliuretana.

Fonte: Pessoal
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4.4 MATÉRIAS PRIMAS E PROCESSOS DE OBTENÇÃO DO MONÔMERO
CLORETO DE VINILA (MVC)

CLORO

O composto mais comum de cloro, cloreto de sódio (sal comum), é conhecido desde os
tempos antigos. Por volta de 1630, o gás de cloro foi primeiramente sintetizado em uma
reação química, mas descartada como uma substância fundamentalmente importante. O cloro
é usado no fabricação de uma vasta gama de produtos de consumo, cerca de 2/3 dos quais os
produtos químicos orgânicos, tais como policloreto de vinila, bem como de vários
intermediários para a produção de plásticos e outros produtos finais que não contêm o
elemento. A produção do cloro é feita por meio da eletrólise do cloreto de sódio (sal comum)
em meio aquoso, ou seja, na forma de salmoura altamente saturada. Nesse processo, o gás
cloro é liberado no anodo da célula eletrolítica, enquanto o hidróxido de sódio (soda cáustica)
e o gás hidrogênio são produzidos no catodo. A equação 4.4.1 esquematiza a estequiometria
dessa reação.

Equação 4.1.1

2 NaCl + 2H2O 2 NaOH + Cl2 + H2

A matéria-prima básica desse processo é o sal comum, que existe abundantemente na


natureza, é o sal utilizado em nossa alimentação. A água do mar contém este sal, em solução,
misturado com outras substâncias. Ele pode ser também encontrado puro em depósitos
naturais na forma do mineral denominado sal-gema.

O cloro e seus derivados são alvo freqüente de questionamentos quanto aos seus efeitos sobre
o meio ambiente. Algumas restrições ambientais à utilização de cloro já tiveram reflexos
sobre o mercado deste produto, tais como: proibição do uso de BHC (hexacloreto de benzeno)
e DDT (dicloro-difeniltricloroetano), defensivos agrícolas de grande importância no passado;
- restrição ao uso de cloro para branqueamento de polpa de celulose e papel, resultando na
criação de tipos especiais de produtos destinados a países que fazem este tipo de exigência.
ETENO

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O eteno ou etileno é obtido por meio de processos convencionais da indústria
petroquímica a partir de petróleo, gás natural ou etanol. Frações dessas matérias-primas são
ricas em hidrocarbonetos leves, particularmente etano, propano e butano, os quais são
convertidos em eteno e propeno por processos de craqueamento, nos quais ocorrem
desidrogenação e quebra das moléculas dos hidrocarbonetos saturados.
O eteno pode ser obtido industrialmente pela desidrogenação do etano( retirada
de hidrogênio ). A hidrogenação ocorre entre 500 º e 750 °, utilizando catalisadores como
óxido de crômio de molibdênio , de vanádio e de urânio suspensos em alumina. Como mostra
equação 4.4.2.

Equação 4.4.2

CH3 + CH3 CH2 = CH2 + H2

Outra forma de ser obter o etileno é por destilação seca da hulha, A hulha é aquecida a uma
temperatura de 1000 º C/ 1300 º em uma presença de ar, consegue-se uam fração gasosa que
contém entre 3 % a 5% de etileno.

Outras alternativas para obtenção de eteno: obtenção à partir do gás natural e à partir da
desidratação do álcool etílico proveniente da fermentação do caldo de cana de-açúcar. As
duas alternativas são importantes no Estado de Alagoas, visto que possuem grandes reservas
de gás natural e possuem um dos setores sucroalcooleiros mais importantes do país.

4.5 OBTENÇÃO DO MONÔMERO CLORETO DE VINILA (MVC)

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A produção do monômero cloreto de vinila (MVC) é realizada por meio de duas rotas
principais. A rota do eteno/cloro ou processo balanceado é o mais amplamente utilizado em
escala mundial, enquanto a rota do acetileno teve importância até meados da década de 1960,
principalmente na Europa Ocidental. O processo balanceado consiste em duas rotas de
produção do MVC interdependentes, ambas baseadas no produto intermediário 1,2-
dicloroetano (equação 4.5.1). Essa reação normalmente se processa a temperaturas na faixa de
50 a 70º C e sob pressões de 4 a 5 atm nos processos de fase líquida, enquanto nos processos
de fase gasosa a temperatura e a pressão variam, respectivamente, entre 90 e 130º C e 7 e 10
atm.

Equação 4.5.1

H2C = CH2 + Cl2 H2C CH2

Cl Cl

A segunda rota de obtenção do 1,2 – dicloroetano ou dicloração, consiste na reação do


eteno com cloreto de hidrogênio na presença de oxigênio (equação 4.5.2), e cloreto de cobre
como catalisador, com temperatuas entre 250 a 350 º C, podendo ganhar aumento no
rendimento essa reação por meio de injeção de oxigênio em adição ao ar atmosférico.

Equação 4.5.2

Fonte: ( Rodolfo ,Rodrigues ,Ormanji, 2006).


Ambas as correntes de 1,2 – dicloroetano convergem para sua reação de craqueamento, na
qual são obtidos MVC e cloreto de hidrogênio. Essa reação está esquematizada na equação
22
4.5.3, é realizada em fornalhas, sob temperaturas na faixa de 470 a 540º C.

Equação 4.5.3

Fonte: ( Rodolfo ,Rodrigues ,Ormanji, 2006).

O processo é conhecido como balanceado em virtude da necessidade de reaproveitar o cloreto


de hidrogênio liberado na reação de craqueamento do 1,2 – dicloroetano para obtenção do
MVC. A soma das reações 4.5.2 e 4.5.3, representada na equação 4.5.4, permite observar que,
para cada 2 moléculas de cloreto de hidrogênio consumidas, uma molécula é liberada no
processo de craqueamento. Desse modo, faz-se necessária a alimentação das fornalhas com
uma corrente de 50% de 1,2 – dicloroetano obtidos via cloração direta e 50% de 1,2 –
dicloroetano obtidos via oxicloração para que a relação entre o consumo e a geração de
cloreto de hidrogênio esteja balanceada, conforme equação 4.5.5, resultado da soma das
equações 4.5.1, 4.5.2 e 4.5.3

Equação 4.5.4. Oxicloração (processo não balanceado)

Fonte: ( Rodolfo ,Rodrigues ,Ormanji, 2006).


Equação 4.5.5. Processo balanceado (cloração direta + oxicloração)

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Fonte: ( Rodolfo ,Rodrigues ,Ormanji, 2006).

Figura 4.5.1: Representação esquemática do processo balanceado de obtenção do monômero


cloreto de vinila

Fonte: ( Rodolfo ,Rodrigues ,Ormanji, 2006).

4.6 PROCESSO DE OBTENÇÃO DO PVC

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MECANISMOS DE REAÇÕES VIA RADICAIS LIVRES

A tecnologia de obtenção de polímeros define três roas principais de polimerizações ,


sendo elas em cadeia, etapas, abertura de anel. Dentro da rota de polimerização em cadeia são
três os mecanismos possíveis de ser utilizados, via radicais livres, aniônicos e catiônicos,
porem daremo ênfase via radicais livres , pois as duas ultimas etapas não são utilizadas
comercialmente para a polimerização do pvc, reaçõesde polimerizações baseadas em
mecanismos via radicais livres envolvem três estágios distintos para a formação da cadeia
molecular no meio reacional. os estágios de iniciação,propagação,terminação.

Equação 4.6.1. decomposição do iniciador

I I 2I●
Fonte: .( RODOLFO ,RODRIGUES ,ORMANJI, 2006).

Equação 4.6.2. (transferência do radical ao monômero) mostram o estágio de


iniciação. O símbolo ● denota o radical livre.

Fonte: ( Rodolfo ,Rodrigues ,Ormanji, 2006).

O segundo estágio da reação de polimerização via radicais livres é a chamada propagação, na


qual o radical monomérico formado na reação 4.6.2 transfere o radical para outra molécula de
monômero, e assim sucessivamente, formando macro-radicais.

Equação 4.6.3 mostram esse estágio de formação das cadeias poliméricas

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Fonte: ( Rodolfo ,Rodrigues ,Ormanji, 2006).

O terceiro estágio consiste na terminação, em que ocorre a estabilização dos macro-radicais. O


processo de terminação pode se dar por processos de desproporcionamento ou combinação .

Equação 4.6.4 Terminação por desproporcionamento:

Fonte: ( Rodolfo ,Rodrigues ,Ormanji, 2006).

Equação 4.6.5 Terminação por combinação

26
Fonte: . ( Rodolfo ,Rodrigues ,Ormanji, 2006).

4.7. PROCESSO DE POLIMERIZAÇÃO EM SUSPENSÃO

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O pvc contém, em peso , 57% de cloro , obtido através da eletrólise do sal
marinho( um recurso natrual inesgotável) e 43 % de eteno, derivado do petróleo .
Aproximadamente 80% do PVC consumido no mundo é produzido por meio da
polimerização do monômero cloreto de vinila em suspensão. No processo de polimerização
em suspensão, o MVC é disperso na forma de gotas de diâmetro entre 30 e 150 µm, em meio
a uma fase aquosa contínua, por agitação vigorosa e na presença de um colóide protetor,
também chamado dispersante ou agente de suspensão. Um iniciador solúvel no monômero é
utilizado, de modo que a reação de polimerização ocorra dentro das gotas em suspensão, por
um mecanismo de reações em cadeia via radicais livres. Plantas comerciais de polimerização
em suspensão utilizam reatores de batelada cujo tamanho aumentou significativamente ao
longo dos anos. A reação de polimerização do cloreto de vinila é extremamente exotérmica, e
a capacidade de remoção de calor do meio reacional é geralmente o fator limitante para
redução dos tempos de reação por batelada. Com o aumento do volume dos reatores essa
limitação é agravada, uma vez que a relação superfície/volume diminui significativamente.
Tentativas de aumento da capacidade de troca térmica no processo por meio da utilização de
serpentinas geralmente não são viáveis, devido à dificuldade de limpeza e da possibilidade de
incrustação, que tem efeitos adversos no produto final. O carregamento do reator geralmente é
iniciado com água desmineralizada, aditivos de polimerização, dispersantes (na forma de
solução) e iniciadores. O reator é então selado e é feito alto vácuo para eliminar ao máximo o
oxigênio do meio reacional, pois esse tem efeitos adversos no processo de polimerização,
aumentando o tempo de reação e afetando as propriedades do produto final. Após o vácuo no
reator, faz-se a carga do monômero cloreto de vinila liqüefeito e o aquecimento da camisa do
reator com vapor sob pressão, para início da reação. Uma vez que a reação é iniciada, o reator
deixa de ser aquecido e passa a ser resfriado, pois a reação é exotérmica. A temperatura de
reação, geralmente na faixa entre 50 e 70o C, é o principal parâmetro para definição do peso
molecular da resina, geralmente expresso pelo valor K. Sendo a conversão da reação atingida,
geralmente na faixa dos 75 aos 95%, a reação é encerrada e o monômero remanescente é
recuperado. O polímero obtido na forma de lama passa, então, por um processo de stripping,
no qual o monômero cloreto de vinila remanescente é extraído por meio da aplicação de
vácuo e temperatura, tanto em reatores comuns quanto em torres, nas quais a lama é
submetida a contracorrente de vapor sob pressão. A lama passa, então, por um processo de
concentração via centrifugação, e a torta úmida resultante é seca em secadores de leito
fluidizado. A resina seca é então peneirada para retenção de partículas extremamente

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grosseiras e armazenada em silos, para posterior acondicionamento nos diferentes sistemas de
distribuição aos clientes, tais como sacaria de 25 kg, big bags de 1,2 t ou mais e mesmo
caminhões-silo.()

Figura 4.7 . Representação esquemática do processo de polimerização em suspensão

Fonte: .( Rodolfo ,Rodrigues ,Ormanji, 2006).

5. CONCLUSÃO
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O presente trabalho objetivou estudos sobre a indústria dos plásticos com base na
literatura , do estudo de livros, artigos , e sites de empresas que trabalham com a produção
desses polímeros . No mundo tecnológico em que vivemos, o químico é o artífice da matéria,
pois é capaz de transformá-la para obter produtos com propriedades específicas para usos bem
determinados. Compreender estes processos de transformação e suas implicações é necessário
para a formação de profisisonais da área e de outras áreas , visando a importância da
utilização dos plásticos no mundo e também seus malefícios ao meio ambiente,mas vale
lembrar que existam plásticos com alto poder de utilidade no mundo com vasta aplicações
como no caso abordado no dado trabalho o pvc. Os produtos de pvc têm importante papel na
qualidade de vida da sociedade moderna, por meio de soluções com excelente relação
custo/benefício destinadas à infra-estrutura e à construção civil, além de seu emprego em
calçados, embalagens, brinquedos, laminados técnicos e outros bens duráveis.os riscos
ambientais estão mais presentes na etapa de descarte, com a permanência ao longo prazo de
substâncias vinílicas no solo e á liberação de subprodutos da combustão não intencionais
quando incinerado ou processado em fundição secundária para reciclagem.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Janeiro: Editora Guanabara, 2012.

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Indústria Química, 1ª Ed. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna Ltda, 2011.

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impactos ambientais, 1ª Ed. Maceió: Editora Edufal – Universidade Federal de Alagoas,
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Paulo : Editora ProEditores AssociadosLtda, 2006.

CIRINO, C., LINO, D., TEIXEIRA, M .; A Indústria de Transformados Plásticos ,


1ª Ed. São Paulo: Editora Soraia Nigro de Lima, 2017.

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Perfil 2018. Disponível em :< http://www.abiplast.org.br/publicacoes/perfil2018//> Acesso em:
16Ago.2020.

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