Você está na página 1de 18

LICENCIATURA EM ARTES

PRÁTICA DE ENSINO: OBSERVAÇÃO E PROJETO

POSTAGEM 2 : ATIVIDADE 2

PROJETO DE TRABALHO: APROVEITAMENTO PEDAGÓGICO


DE UM AMBIENTE NÃO ESCOLAR

RAISA CECHIN TRILHA - 1632631

Santa Maria
2020
PROJETO DE TRABALHO – APROVEITAMENTO PEDAGÓGICO DE UM
AMBIENTE NÃO ESCOLAR

Trabalho apresentado à Universidade Paulista –


UNIP EaD, referente ao curso de graduação em
Licenciatura em Artes, como um dos requisitos
para a avaliação na disciplina Prática de Ensino:
Observação e Projeto.

Santa Maria, Rio Grande do Sul

2020
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................................4

2 OBJETIVOS...........................................................................................................................4

2.1 OBJETIVO GERAL.............................................................................................................4

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS.............................................................................................5

3 DESENVOLVIMENTO..........................................................................................................5

3.1 REFERENCIAL TEÓRICO................................................................................................5

3.1.1 ENSINO E APRENDIZAGEM........................................................................................5

3.1.2 SOCIEDADE GLOBALIZADA E ENSINO DE ARTES...............................................5

3.1.3 LINGUAGEM....................................................................................................................7

3.1.4 GÊNEROS TEXTUAIS...................................................................................................7

3.1.5 LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL.............................................................................8

3.1.6 ENSINO DE ARTE, HISTÓRIAS EM QUADRINHOS E HISTÓRIA.........................9

3.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS......................................................................11

3.2.1 Ambientes e público-alvo.............................................................................................11

3.2.2 Disciplinas, conteúdos e conceitos envolvidos..........................................................11

3.2.3 Propostas de ação e estratégias didáticas................................................................12

3.2.3.1 ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR............................................................................12

3.2.3.1.1 ETAPA 01: PASSEIO ORIENTADO.....................................................................12

3.2.3.1.2 ETAPA 02: PROPOSTA DE ATIVIDADE............................................................13

3.2.3.1.3 ETAPA 03................................................................................................................14

3.2.4 Tempo de duração do projeto e cronograma............................................................14

4 AVALIAÇÃO.........................................................................................................................15

4.1 RESULTADOS ESPERADOS........................................................................................15

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS...............................................................................................16

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS....................................................................................17
4

1 INTRODUÇÃO

Este projeto apresenta uma proposta de ação de ensino interdisciplinar


em ambiente não escolar, composta por três momentos pedagógicos, que
culmina no desenvolvimento de uma atividade de experimentação e produção
artística, com o objetivo de confluir as noções de organização temporal, da
História, apreciação significativa, de Artes, e gênero textual história em
quadrinhos, de Língua Portuguesa.
Os gêneros textuais, uma vez que estão organizados para representar,
através de sua estrutura esquemática, eventos sociocomunicativos que
realizam atividades no mundo, tem o potencial de recontar eventos, históricos
ou do cotidiano, através de textos verbais e não verbais.
Com isso, a conciliação de uma proposta de produção textual que
mobiliza a apreciação significativa de imagens e a experimentação artística,
que apresenta-se a seguir, encontra relevância para a mobilização da reflexão
crítica dos alunos sobre como se dá a representação e recontagem de eventos
históricos, colocando em xeque noções hegemônicas na narrativa
historiográfica, e propiciando, no Ensino Fundamental, a possibilidade de iniciar
um percurso de apropriação do conhecimento histórico, artístico e linguístico,
com autonomia.

2 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL

Promover, através da exploração de espaço não escolar, a noção de


progressão temporal e recontagem de eventos, fundamental para o ensino de
História, a partir do trabalho com o gênero textual história em quadrinho, que
contempla o trabalho de produção textual em Língua Portuguesa e o trabalho
com o contato, reconhecimento, observação e experimentação do meio de
comunicação imagético que é a história em quadrinho, contemplado pelo
ensino de Artes.
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
5

 Promover a mobilização dos conceitos de progressão temporal,


sucessão, duração e simultaneidade;
 Possibilitar o desenvolvimento das habilidades verbais e não-
verbais de leitura e produção textual;
 Mediar o contato, o reconhecimento e a observação de imagens e
recursos de comunicação através da imagem.

3 DESENVOLVIMENTO

3.1 REFERENCIAL TEÓRICO

3.1.1 ENSINO E APRENDIZAGEM

Conforme descreveu Mizukami (1992), a abordagem de ensino


sociocultural, adotada para a elaboração deste projeto, caracteriza-se por
considerar aspectos sócio-político-culturais e intenciona proporcionar ao aluno
meios de inserir-se em sociedade de forma ativa, como sujeito de um processo
cultural. Para tanto, tal abordagem tende a tomar o aluno como sujeito da
educação, colaborador e criador do conhecimento, que precisa desenvolver
uma consciência crítica para atuar social e politicamente na sociedade,
transformando o mundo em que está inserido.
Há, nessa aborgagem, uma reaproximação entre sujeito e objeto, e o
professor assume o papel de mediador do conhecimento, constituindo-se em
educador-educando, e seus alunos em educandos-educadores, uma vez que
todo conhecimento prévio trazido pelos alunos deve ser valorizado e utilizado
como território para elaboração do conhecimento curricular.

3.1.2 SOCIEDADE GLOBALIZADA E ENSINO DE ARTES

A sociedade atual, cujas denominações teóricas são várias (pós-


industrial, pós-moderna, pós-capitalista, etc.), com as inúmeras tecnologias, a
informação excessiva e de fácil acesso, a enxurrada de imagens que
6

bombardeiam a todos nos meios de comunicação, acaba por originar um


contexto no qual o conhecimento passa a ocupar um lugar que antes pertencia
apenas aos bens materiais de consumo. Nessa nova configuração social, a
percepção de uma realidade fragmentada propicia a constituição de sujeitos
diversos e multifacetados e gera, por conseguinte, novos alunos e novos
desafios para a prática docente (CHINCHILLA; CONEJO, 2003).
Tais alunos são caracterizados, de modo geral, por:

 “Declínio da atenção, desinteresse pelo aprendizado escolar;


 Incapacidade para a escuta, egocentismo e hiper-individualismo;
 Agitação ou ansiedade, incapacidade de concentração, sem persistência
ao esforço, tenacidade, fidelidade aos hobbies, afetos, etc.
 Resistência escassa à frustração; incapacidade de tolerar esperas,
incômodos ou esforços; desânimo e falta de coragem; exigência de prêmios e
recompensar para mover minimamente a vontade (o que ganho se...?), a
resistência em aceitar normas e limites, etc.
 Resistência a aceitar explicações centrais (contrautopia) aos quais
opõem abordagens dogmáticas ou simplistas, tendo como consequência a
improvisação, a leviandade, o zapping (não apenas diante da televisão), a
dificuldade para estabelecer relações de causa e efeito; a supremacia do flash
e do anedótico... (CHINCHILLA; CONEJO, 2003, p. 133)”

Nesse contexto, as crianças e os adolescentes nada mais fazem do que


espelhar, em sala de aula, os conflitos dos adultos. Encontra-se alunos
‘grosseiors, agressivos, desinteressados ou passivos, retraídos, faltantes, com
problemas de comunicação, sentimentos de culpa ou inferioridade, vícios,
estresse, depressão, ansiedade, fobias, anorexia, etc.’ (CHINCHILLA;
CONEJO, 2003, p. 133).
Encarando a educação como um direito de todos, é preciso fazer todo o
possível para possibilitar o aprendizado a todos, utilizando-se de todas as vias,
meios e métodos de ensino ao alcance. Além disso, o estresse é comum entre
os docentes, ocasionado por diversos fatores, que vão desde questões
estruturais do espaço físico da escola até as questões de excesso de carga
7

horária – o que é bastante comum no Brasil, em decorrência da desvalorização


do salário dos professores -, bem como consequências psicológicas da falta de
reconhecimento social da carreira, ou mesmo das exigências de atualização
constante da formação que são intrínsecas à prática docente (CHINCHILLA;
CONEJO, 2003).
Parece haver um paradigma entre recorrentes incentivos à evolução da
educação e a preservação da estrutura da instituição escolar, que ainda não se
adaptou ao contexto sociológico contemporâneo. Assim como as empresas se
reestruturam constantemente, a educação também deveria passar por um
processo investigativo e reflexivo de seus fundamentos, questionando o papel
do professor, o significado da prática docente, o sentido dos conteúdos, enfim,
do contexto escolar em geral. Atualmente, a escola assume o papel central de
formar cidadãos autônomos e conscientes do contexto social em que se
inserem, capazes de construir o próprio aprendizado ao mesmo tempo em que
constroem suas identidades (CHINCHILLA; CONEJO, 2003).

3.1.3 LINGUAGEM

A concepção de linguagem adotada para a elaboração e dinamização do


projeto é aquela de Vygotsky (1991), que a define como um sistema simbólico
humano que fornece os conceitos e as formas de organização do real, além de
proporcionar a mediação entre o sujeito e o objeto de estudo. É através da
linguagem que as funções psicológicas superiores são socialmente formadas e
culturalmente transmitidas. Tal concepção, quando aplicada em uma
abordagem de ensino sociocultural, transforma a linguagem em uma
ferramenta que permite estabelecer um campo de contato entre o
conhecimento prévio dos alunos e aquele que se pretende construir durante o
processo pedadógico, permitindo uma correta avaliação da zona de
desenvolvimento proximal, que representa a distância entre o nível de
desenvolvimento real (aquele que o aluno já traz em sua bagagem) e o
desenvolvimento potencial do sujeito (aquele que pretende-se atingir).

3.1.4 GÊNEROS TEXTUAIS


8

De acordo com Marcuschi (2002), amparado pelos postulados de


Bakhtin, os gêneros textuais são tipos mais ou menos estáveis de enunciados
elaboradas em diferentes contextos discursivos, que compartilham
características em comum. Além disso, os gêneros são eventos linguísticos
caracterizados enquanto atividades socio-discursivas, de maneira que seria
impossível formar uma lista completa dos gêneros textuais existentes. O
domínio de um gênero textual tem muito mais a ver com a realização linguística
adequada de obetivos específicos, em situações sociais particulares, do que
com a realização de uma forma linguística.
Embora os diferentes gêneros textuais apresentem estruturas
específicas, com características próprias, é importante que os entendamos
como flexíveis e adaptáveis, ou seja, a sua estrutura não pode ser tida como
fixa. É possível que se criem novos gêneros textuais a partir de outros já
existentes, para atender as necessidades de comunicação. São adaptáveis e,
assim, estão sempre em constante evolução.

3.1.5 LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL

É consenso que, para o professor de Língua Portuguesa e Literatura,


fazer com que a leitura desperte o interesse dos alunos, disputando com os
meios de comunicação, é um desafio. Muitas vezes o aluno realiza o ato da
leitura sem realmente ler, sem compreender o sentido do texto. Lê somente
para a sala de aula e não para a vida. Segundo Paulo Freire (1989, p. 11) “não
se forma um leitor com uma ou duas cirandas, e nem com uma ou duas
sacolas de livros, se as condições sociais e escolares subjacentes à leitura,
não forem consideradas”. Desta forma, fez-se necessário levar para a sala de
aula textos curtos, de fácil entendimento e que o aluno pudesse apreciar e se
identificar com o referido texto
A prática da produção textual visa formar alunos escritores competentes,
aptos a criar textos coerentes, coesos e eficazes. É papel da escola propor aos
alunos atividades diversificadas que constituam um desafio a sua criatividade e
9

ao seu desempenho e que permitam desenvolver suas habilidades de leitura e


escrita.

3.1.6 ENSINO DE ARTE, HISTÓRIAS EM QUADRINHOS E HISTÓRIA

Na atualidade, o conceito de arte, bem como o conceito de História, já


não mais é conceitualizado a partir de uma visão eurocêntrica e hegêmonica,
tampouco vê apenas o cânone artístico como referencial para valorização da
arte. Há uma crescente valorização da originalidade na concepção de uma
obra artística, e uma abertura crescente para o estabelecimento de relações
com outras áreas do conhecimento, tal como a História. Nesse sentindo, as
propostas curriculares tendem a contemplar as experiências do cotidiano na
concepção de momentos de aprendizagem e produção artística. Uma vez que
a atualidade é marcada, em decorrência dos aparelho tecnomidiático e dos
mais variados recursos de acesso e disseminação de informação, por uma
presença quase constante de imagens em todos os âmbitos e atividades
humanas, a capacidade de avaliar e analiser imagens, dotando-as de uma
relação com os eventos do dia a dia, torna-se uma competência desejável para
o contexto do ensino de Artes (MENDONÇA, 2006).
No que concerne à utilização das histórias em quadrinhos no ensino de
Artes, pontua Mendonça (2006):

“Apesar de ter sido encarada por um bom tempo como


caricatura do que seja um trabalho artístico, as HQ evoluíram
ao longos dos anos, tanto em seu conteúdo formal quanto
estético. Concomitante a isso, uma questão crucial para se
pensar nessa prática no campo do ensino de arte foi, de acordo
com Bastos (2005), a ampliação do conceito de arte, que
valoriza e inclui práticas e objetos de origem não-acadêmica,
correspondendo a uma visão política radicalmente participativa
e democrática.” (MENDONÇA, 2006, p. 42)

Segundo Alfredo Boulos Júnior (2018), tempo é um conceito


fundamental em História, uma vez que se trata de uma construção humana e
cultural, relativa aos diferentes tempos e espaços em que está situada. Desse
modo, as principais dimensões do tempo são: duração, sucessão e
10

simultaneidade. De maneira que o trabalho com o conteúdo de História deve


considerar essas diferentes variáveis, apresentado-as em contextos
significativos para os alunos, de maneira que possam perceber como
vivenciam o tempo, e quais as diferenças entre o tempo vivenciado e aquele
retrataro em uma história em quadrinho, no qual existe uma seleção de
momentos, uma organização do tempo que nem sempre corresponde à
cronologia.
11

3.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

3.2.1 Ambientes e público-alvo

Alunos do 9º ano do Ensino Fundamental, regularmente matriculados


em uma instituição pública de ensino.

3.2.2 Disciplinas, conteúdos e conceitos envolvidos

As disciplinas envolvidas no projeto são: História, Língua Portuguesa e


Artes.
A proposta relaciona-se com o objetivo do ensino para o segundo ciclo
do Ensino Fundamental, localizado na seção Organização história e temporal
dos Parâmetros Curriculares Nacionais (1997a) para a disciplina de História:

“Construção de sínteses cronológicas, incluindo e relacionando


acontecimentos da história local, regional, nacional e mundial;
construção de linhas de tempo, relacionando a história local
com a história regional e a história nacional.” (BRASIL, 1997a,
p. 50)

Relaciona-se também com o objetivo do ensino para o segundo ciclo do


Ensino Fundamental, localizado na seção As Artes Visuais como objeto de
apreciação significativa dos Parâmetros Curriculares Nacionais (1997b) para a
disciplina de Artes:

“Contato sensível, reconhecimento, observação e


experimentação de leitura das formas visuais em diversos
meios de comunicação da imagem: fotografia, cartaz, televisão,
vídeo, histórias em quadrinhos, telas de computador,
publicações, publicidade, desenho industrial, desenho
animado;
Identificação e reconhecimento de algumas técnicas e
procedimentos artísticos presentes nas obras visuais.”
(BRASIL, 1997b, p. 46)

Por fim, relaciona-se com o conteúdo Gêneros discursivos, dos


Parâmetros Curriculares Nacionais (1997c) para a disciplina de Língua
Portuguesa, no Ensino Fundamental, que indica como gênero textual adequado
para o trabalho em sala de aula “quadrinhos, textos de jornais, revistas e
12

suplementos infantis: títulos, lides, notícias, classificados, etc.;” (BRASIL,


1997c, p. 72).
Dessa forma, os conceitos de tempo histórico e progressão temporal, da
História, apreciação significativa de imagens, de Artes, e gênero textual história
em quadrinho, de Língua Portuguesa, são abarcáveis pelo projeto.

3.2.3 Propostas de ação e estratégias didáticas

3.2.3.1 ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR

3.2.3.1.1 ETAPA 01: PASSEIO ORIENTADO (3 períodos de 50 minutos)

Para o primeiro momento da atividade interdisciplinar, os alunos serão levados


num passeio pelo bairro da escola. Para guiar o momento, será solicitado aos
alunos que, como forma de registro e coleta de material para a atividade
subsequente, durante o passeio:

 Tomem nota dos locais que mais chamaram a atenção: locais de


convivência, prédios, igrejas, postos de saúde, praças, monumentos,
museus, etc.
 Tirem fotos de momentos do passeio, sendo pelo menos uma foto para
o início, uma para o meio e outra para o fim.
 Anotem o que mais chamar atenção.
13

3.2.3.1.2 ETAPA 02: PROPOSTA DE ATIVIDADE (50min)

A partir do passeio e dos registros feitos pelos alunos, de acordo com as


orientações, os alunos receberão, neste encontro, o seguinte comando, por via
oral ou escrita, para o desenvolvimento de uma atividade interdisciplinar:
ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR

Agora que retornamos de nosso passeio, nós, os professores de História,


Artes e Língua Portuguesa, propomos uma atividade: a partir de suas fotos,
anotações e registros, vamos elaborar uma história em quadrinho sobre o
passeio. Para isso, você deve organizar um roteiro prévio em 03 momentos:
Momento 01: começo do passeio (relate como foi a saída da escola).
Momento 02: momento mais interessante do passeio para você (deve incluir
uma foto).
Momento 03: criação livre.

Seguindo esse modelo, você terá três momentos selecionados para


construir uma história em quadrinho sobre o passeio que realizamos. A partir
disso, utilize os quadros na folha que recebeu para traçar um rascunho. Nesse
rascunho, você deve incluir os personagens presente, se houver, e o cenário de
cada quadrinho.
Com o roteiro em mãos, pode começar a trabalhar, com os materiais
disponíveis em sala, no desenho dos seus quadros.

O desenvolvimento da atividade acima deverá acontecer em espaço,


preferencialmente, reservado para o trabalho com produção artística, e os
alunos deverão ter, à sua disposição, materiais variados de composição visual
(tintas, lápis de cor, papéis, recortes de revistas, colas coloridas, etc), bem
como deverão receber algumas folhas com três quadrinhos em branco.
14

3.2.3.1.3 ETAPA 03 (3 períodos de 50min):

Durante a etapa final, as produções dos alunos serão finalizadas, com


mediação dos três professores e, após, cada trabalho será apresentado, com
os alunos organizados de maneira circular. A partir disso, o professor
responsável por cada disciplina fará uma retomada dos conceitos que acharem
mais válidos em relação com os conteúdos objetivados e os parâmetros
educacionais adotados, tendo a obra dos alunos como ponto de partida e
exemplificação, valorizando suas subjetividades e expressões individuais
presentes nas obras.

3.2.4 Tempo de duração do projeto e cronograma

A proposta aqui apresentada deverá ser realizada em 3 dias, sendo


organizada em três períodos regulares para a etapa 01, um período regular
para a etapa 02 e três períodos regulares para a etapa 03. A reserva desse
tempo deverá ser negociada com a coordenação da instituição de ensino. O
cronograma abaixo pode ser adaptado para organizar as atividades:

TEMPO ETAPA 01:


150MIN Apresentação das orientações e passeio.
50MIN ETAPA 02:

Apresentação da atividade interdisciplinar e início da confecção


das histórias em quadrinhos.
150 MIN ETAPA 03:
Finalização das histórias em quadrinhos e retomada de
conceitos.
15

4 AVALIAÇÃO

A avaliação das obras se derá de acordo com o seguinte quadro avaliativo:

QUADRO DE CRITÉRIOS SIM EM NÃO


AVALIATIVOS PARTE

O aluno demonstrou reflexão


sobre a organização temporal
de eventos?

A obra final estava adequada


com a proposta?

O aluno realizou as atividades


propostas?

4.1 RESULTADOS ESPERADOS

Espera-se, com a proposta, que os alunos sejam capazes de


demonstrar, através da experimentação artística desenvolvida durante a
produção, reflexão sobre as diferentes maneiras de representar um evento,
bem como reflexões sobre a organização temporal desses eventos, de acordo
com sua duração, sucessão e simultaneidade.
16

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A proposta aqui apresentada, embora desafiadora pela pretensão de


conciliar objetivos e conteúdos de três disciplinas curriculares, encontra
validade em um contexto globalizado e pós-moderno, caracterizado pela
onipresença de imagens, histórias e relatos pessoais, numa profusão de
veiculações midiáticas e informativas.
É possível perceber que, partindo de um eixo comum, como foi a noção
de organização temporal e representação de eventos, o trabalho interdisciplinar
pode ser simultaneamente produtivo para diversos objetivos de ensino,
envolvendo diversos conteúdos, através da liberdade característica da
experimentação no ensino de Arte.
17

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BOULOS JÚNIOR, A. História sociedade & cidadania : 9o ano : ensino


fundamental : anos finais / 4. ed. — São Paulo : FTD, 2018.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares


nacionais : história, geografia/ Secretaria de Educação Fundamental. –
Brasília: MEC/SEF, 1997a.166p.

_________ Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares


nacionais : arte / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF,
1997b. 130p.
_________ Secretaria de Educação Fundamental.Parâmetros curriculares
nacionais: língua portuguesa / Secretaria de Educação Fundamental. –
Brasília : MEC/SEF, 1997c. 144p.

CHINCHILLA, M. D. C.; CONEJO, I. M. G. Cratividad, Expresión y arte:


terapia para una educación del siglo XXI. Escuela Abierta, [S. l.], v. 6, n. un., p.
129–147, 2003. Disponível em:
https://ea.ceuandalucia.es/index.php/EA/article/download/174/148. Acesso em:
11 set. 2020.

FREIRE, P. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam.


São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1989.

MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In:


DIONÍSIO, A. P.;

MENDONÇA, João Marcos. O ensino da arte e a produção de histórias em


Quadrinhos no ensino fundamental. Dissertação de Mestrado defendida na
UFMG em 2006.

MIZUKAMI, M. DA G. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo: E.P.U,


1992.

VYGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem. 3. ed. São Paulo, Brasil: Martins


Fontes, 1991.