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- Televisores CRT, LCD, LED e Plasma

- Notebooks
- Fontes de PC
- Placa mãe de PC
- Som
- Eletrônica em geral
Ref: EB004
Autor - Luis Carlos Burgos

http://www.burgoseletronica.net
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APRESENTAÇÃO

Nesta obra que ora se inicia apresentarei vários artigos técnicos relacionados à eletrônica e
informática que servirão muito bem para quem estuda ou já trabalha numa destas áreas ou para
aqueles que querem aprender mais coisas relacionadas a estas áreas. São 36 artigos técnicos no
total. Neles falamos a respeito de televisores de tubo, LCD, LED, plasma, placa mãe de
computadores, manutenção em notebooks, como fazer testador de flyback, fontes de PC,
conversores DC-DC e fontes de alimentação chaveadas, termos técnicos, leitura de capacitores,
teste de mosfets, funcionamento do CI TL431, teste de componentes de forno microondas, etc. Ou
seja, é um mix de artigos técnicos elaborados por eu mesmo para ajudar ao pessoal destas áreas
seja eletrônica ou informática. Espero que gostem.

BIBLIOGRAFIA

Todo material escrito desta obra é de autoria de Luis Carlos Burgos, assim como a grande maioria
de fotos e desenhos. Algumas poucas fotos foram obtidas da internet ou manuais de serviço.

DEDICATÓRIA

Eu dedico este trabalho ao meu irmão Luis Marcelo que não está mais entre nós materialmente,
mas está comigo espiritualmente me dando forças para superar os desafios da vida. Também ao
meu outro irmão e sócio Luis Henrique, autor de várias fotos deste trabalho e minha mãe D. Darci.
Dedico também esta obra a todos os meus alunos e futuros alunos e a toda equipe da
Burgoseletronica Ltda.

SOBRE O AUTOR

Luis Carlos Burgos é técnico e instrutor de eletrônica há 23 anos. Trabalhou


em várias assistências técnicas incluindo autorizadas Sharp e Philco, foi
professor de eletrônica na extinta Escola Aladim por 17 anos (de 91 a 2008) e
há mais de três anos escreve livros na área da eletrônica, tendo alguns
trabalhos publicados pela Editora Antenna. Atualmente é coproprietário da
Burgoseletronica, empresa de cursos de eletrônica, livros, componentes
eletrônicos e de informática. Também realiza treinamentos periódicos em
parceria com as lojas Esquemafácil e Livrotec.
ÍNDICE

1. MANUTENÇÃO EM FONTESDE PC...............................................................................................1


2. O TESTADOR DE FLYBACK............................................................................................................3
3. CIRCUITO DE ALIMENTAÇÃO DO BACKLIGHT DASTVs LED............................................................4
4. APRENDENDO A TESTAR TRANSISTORES MOSFETS.......................................................................6
5. COMO TESTAR AS LÂMPADASDOS DISPLAYS LCD DE TVs E MONITORES.......................................8
6. LEITURA DE CAPACITORES...........................................................................................................10
7. EVITANDO CHOQUE ELÉTRICO NO CONSERTO DE UMA FONTE....................................................12
8. TESTE A FRIO DOSCOMPONENTES MAISPROBLEMÁTICOSDOS FORNOS MICROONDAS.............14
9. O CIRCUITO DE PROTEÇÃO BLK DOS TELEVISORESPHILIPSLINHA PT...........................................16
10. A FONTE DE ALIMENTAÇÃO DOSAPARELHOSDVD PLAYER.........................................................18
11. TESTANDO CIRCUITOSDE VÍDEO DE UMA TV LCD COM OSCILOSCÓPIO.......................................20
12. PRINCIPAISCOMPONENTESDE UMA PLACA MÃE DE PCE DEFEITOSASSOCIADOS......................22
13. ROTEIRO PARA CONSERTO DAS FONTES DE TELEVISORESLCD/ LED.............................................24
14. O CIRCUITO DE ALIMENTAÇÃO DO PROCESSADOR DOSNOTEBOOKSI........................................26
15. O CIRCUITO DE ALIMENTAÇÃO DO PROCESSADOR DOSNOTEBOOKSII.......................................28
16. DESTRAVANDO O DVD PLAYER..................................................................................................30
17. ASLÂMPADASEEFL E O INVERTER DASMODERNASTVs LCD – PARTE 1......................................32
18. ASLÂMPADASEEFL E O INVERTER DASMODERNASTVs LCD – PARTE 2......................................34
19. CONSERTOSDIVERSOSEM NOTEBOOK – PARTE 1......................................................................36
20. CONSERTOSDIVERSOSEM NOTEBOOK – PARTE 2......................................................................38
21. CONSERTOSDIVERSOSEM NOTEBOOK – PARTE 3......................................................................40
22. CONSERTOSDIVERSOSEM NOTEBOOK – PARTE 4......................................................................42
23. CONSERTOSDIVERSOSEM NOTEBOOK – PARTE 5......................................................................44
24. CONSERTOSDIVERSOSEM NOTEBOOK – PARTE 6......................................................................46
25. CONVERSORESDC-DC- PARTE 1................................................................................................48
26. CONVERSORESDC-DC- PARTE 2................................................................................................50
27. CONVERSORESDC-DC- PARTE3................................................................................................52
28. TERMOSTÉCNICOS USADOSEM TVs LCD E LED..........................................................................54
29. COMO TESTAR A PLACA DA FONTE DAS TVs LCD LED.................................................................56
30. TRANSFORMADORES110/ 220 V PARA PEQUENOSAPARELHOS................................................58
31. DICASPARA LER ESQUEMASELÉTRICOS DA MARCA PHILIPS......................................................60
32. FUNÇÕESDOS PINOSDO CI UOCDO TELEVISOR TOSHIBA U19...................................................62
33. MONITOR DE TENSÃO COM CI TL 431........................................................................................64
34. CONSERTOSEM TVSPHILIPSLINHA PT DESLIGANDO SOZINHA..................................................66
35. FUNÇÕESDAS PLACASQUE FORMAM UM TELEVISOR DE PLASMA.............................................68
36. CIRCUITOSDE UM APARELHO DE SOM MINISYSTEM PHILIPS.....................................................70
IMPORTANTE

Esta obra é de autoria de Luis Carlos Burgos e propriedade


da Burgoseletronica Ltda. Somente disponível para estudo.
Qualquer reprodução venda ou distribuição por terceiros sem
autorização do autor e/ou empresa detentora dos direitos
autorais é expressamente proibida.

Atenciosamente Luis Carlos Burgos


1. MANUTENÇÃO EM FONTES DE PC

As fontes chaveadas usadas em computadores PC podem apresentar defeitos tais como não
funcionar ou ficar com as tensões alteradas. Isto faz o PC não ligar, ficar travando ou reiniciando
sozinho. Para se consertar tais fontes é necessário em primeiro lugar conhecer as suas etapas.
Veja abaixo como são divididos estes circuitos (marcados com letras) numa fonte destas. Todas
seguem o mesmo princípio:

A – Retificadores e filtros principais – Quatro diodos (ou uma ponte) e dois eletrolíticos grandes
que transformam a tensão AC da rede (110 ou 220 V) numa tensão DC de 300 V. Aqui também
ficam o fusível e os filtros de entrada e rede;
B – Circuito de standby – Uma pequena fonte chaveada que obtém +B inicial de 5 V (sai pelo fio
roxo) e um outro +B necessários para a alimentação da placa do PC e partida da fonte principal;
C – Fonte principal – Possui dois transistores chaveadores de potência (num dissipador), um
trasformador chopper (o maior) e um driver (o menor trafo) que leva o sinal até as bases dos
transistores chaveadores. É desta fonte que se obtém as tensões de saída;
D – Retificadores e filtros de saída – São três diodos duplos (num dissipador), alguns diodos
menores e vários eletrolíticos de onde saem as tensões da fonte. Fios amarelos = 12 V,
vermelhos = 5 V, laranjas = 3,3 V, azul = -12 V, branco = -5 V, roxo = 5 V (stby), cinza = 5 V
(power good), verde = 5 V (PS_ON) e pretos = terras;
E – Oscilador e prés da fonte principal – CI TL494 (ou similar) que gera uma onda quadrada
(PWM) e dois transistores que amplificam este sinal enviando-o aos chaveadores principais (C);
F – Monitor da fonte – CI LM339, TPS3510 ou similar. Ele monitora as tensões da fonte, gera a
tensão power good (PG) de 5 V quando a fonte está OK indicando ao micro que pode inicializar
normalmente. Este CI também faz a função de liga/desliga da fonte principal através de um fio
verde (PS_ON). Quando este é ligado ao terra a fonte principal é acionada e aparecem as tensões
nas saídas.

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Roteiro para conserto de uma fonte que não liga e não tem peças estouradas no visual

Observação importante – Antes de testar qualquer peça da fonte a frio descarregue os


filtros principais unindo seus terminais com um resistor de 1 K x 10 ou 15 W

1 – Meça a tensão DC nos capacitores de filtro – Em cada um dos maiores eletrolíticos da fonte
devemos encontrar 150 V. Se não tiver tensão, teste o fusível, o termistor NTC e as bobinas da
entrada da fonte. Se o fusível estiver queimado antes da troca verifique: ponte retificadora, varistor
na entrada da fonte (se tiver) e os transistores chaveadores (ao todo três no dissipador);
2 – Teste os diodos retificadores de potência – Verifique se algum daqueles diodos duplos no
dissipador das saídas de 3,3, 5 e 12 V não entrou em curto. Isto impede a fonte de oscilar;
3 – Teste o circuito standby – Se não houver tensão de 5 V no fio roxo, a falha é no circuito
standby. Aí teste principalmente (dá muito defeito) o resistor de disparo (470 K ou 680 K) e os dois
transistores (o de potência e o menor normalmente um C945). Veja abaixo o circuito:

4 – Se o circuito de standby funciona, mas a fonte não – Verifique as alimentações e troque os


CIs TL494 (oscilador) e o monitor da fonte (LM339 ou similar). Verifique o estado dos eletrolíticos
de filtro das saídas da fonte. Estes eletrolíticos podem secar e impedir a fonte de funcionar ou
deixar as tensões baixas nas saídas. Isto ocasiona falhas de funcionamento do PC (travamentos,
reinicializações, etc). Tais capacitores são normalmente para 105 °C e devem ser trocados por
outros do mesmo tipo ou temperatura. Como estes capacitores tem vida relativamente curta
(cerca de 1 a 3 anos) no local que eles trabalham, se a fonte for já de certa idade devemos trocá-
los como manutenção preventiva para não acarretar problemas no futuro.

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2. O TESTADOR DE FLYBACK

O flyback dos televisores e monitores de tubo (TRC) pode apresentar vários tipos de defeito como,
por exemplo, abrir algum enrolamento, ficar torrado, estufado, estourado, vazando alta tensão
(defeitos visuais) ou entrar em curto. Neste último caso o curto pode ocorrer entre espiras de um
enrolamento com o de outro (defeito pouco comum, mas detectável com o multímetro analógico
em X10K) ou então curto nas espiras de mesmo enrolamento, normalmente o primário. Este é o
defeito mais comum do flyback e com o multímetro não podemos detectar. Apenas trocando por
um novo ou usando um testador de flyback que pode ser montado seguindo o projeto abaixo:

Basta colocar as garras jacaré nos pinos do flyback que levam +B ao coletor do transistor de
saída H (na maioria dos casos pinos 1 e 2 ou 1 e 3). Se o led acender, o flyback está bom e se
não acender, ele está em curto e deve ser trocado. O teste pode ser feito primeiro com o flyback
no circuito (apenas desencaixando o soquete do tubo para a resistência do filamento não interferir
no teste). Se no circuito o led não acender, retire a solda dos pinos, levante o flyback e teste
novamente. Se o led acender ele está bom. Se não ele está mesmo em curto. Não é necessário
retirar a chupeta nem os fios do foco e screen que estão na placa do tubo.
Importante – Se você ficar na dúvida quais são os pinos do flyback que o led deve acender (há
alguns poucos no mercado que a alimentação da saída H não vem dos pinos 1 e 2 ou 1 e 3) vá
colocando as garras nos pinos (não tem polaridade) até encontrar pelo menos dois que o led
acenda. Se acender em mais de dois pinos está normal também. Este mesmo testador pode ser
usado para teste de transformador chopper de fonte chaveada e yoke dependendo do tipo. No
caso deste último devemos acrescentar uma chave no lugar do jumper J1.
Observe na figura 1 o aspecto físico e o uso de um testador montado. À esquerda temos um
flyback funcionando normal e o led do testador aceso. À direita temos um fio passado em volta do
núcleo simulando uma espira. Quando tocamos as pontas do fio simulamos uma espira em curto
em volta do núcleo do flyback e daí o led apaga indicando flyback em curto.

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FIGURA 1 – Uso do testador montado

3. CIRCUITO DE ALIMENTAÇÃO DO BACKLIGHT DAS TVs LED

A maioria dos televisores LCD com backlight (iluminação traseira) de leds possui um circuito
conversor DC-DC para alimentar as barras de leds semelhante ao mostrado na figura abaixo:

O circuito fornece tensão contínua de 160 V para a alimentação do backlight a partir de uma fonte
de 90 V. Nesta etapa também é feito o controle do brilho dos leds do backlight e em conseqüência
pode-se ajustar o brilho da imagem reproduzida pelo televisor.
Todo o sistema é chaveado e controlado por um CI oscilador de PWM. O CI entrega uma onda
quadrada (PWM1) ao gate de Q1 via R1 e R2. Q1 chaveia L1 (bobina reforçadora) fazendo-a
armazenar energia magnética variável de acordo com a velocidade de oscilação do transistor.
Esta velocidade depende do PWM1 vindo do CI. A energia de L1 se soma ao +B de 90 V, sendo
retificados por D2, filtrados por C2 resultando em 160 V para as barras de leds. C3 filtra os ruídos
da linha de alimentação. R12 ao R14 recolhem uma amostra da tensão de saída para o CI ajustar

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o PWM1 de modo a manter a tensão fixa em 160 V mesmo com variação da rede elétrica. R3 e
R4 formam uma proteção para o CI desligar em caso de excesso de corrente em Q1.
Controle de brilho – É feito pela variação da tensão no pino 4 do conector CN1 das barras de
leds. Esta tensão varia entre 1 e 40 V e é controlada pelo chaveamento de Q2. Quanto maior a
tensão, mais fraco é o brilho dos leds e vice versa. O conector CN2 que vai à placa principal
recebe desta o comando P_DIM e o envia ao CI. Desta forma o CI varia o sinal PWM2 aplicado
em Q2 para este variar a tensão no dreno e em conseqüência o brilho dos leds. O brilho das
barras de leds neste caso é controlado ao mesmo tempo de acordo com o brilho da imagem.
On/off – O comando BL_ON (em 5 V) aciona Q3 e Q4 para alimentar o CI e ligar o backlight. Na
figura seguinte vemos o circuito na placa da TV LED tanto por cima quanto por baixo da placa. O
CI oscilador de PWM, por exemplo, é do tipo SMD.

Algumas TVs LED possuem vários circuitos conversores destes para alimentar o backlight.

Consertos – Se o conversor DC-DC apresentar falha o backlight não acende e em conseqüência


a TV fica com a tela escura, mas com som normal. O procedimento para conserto é:
Confira a tensão DC de 160 V que vai para o conector do backlight. Se não tiver, meça a
tensão de 90 V. Se faltar a de 90 V, o defeito é na fonte chaveada que alimenta o circuito do
backlight (esta fonte é separada das demais da TV);
Se a tensão de 160 V estiver em 90 V, Verifique o CI oscilador de PWM, alimentação dele,
componentes associados, mosfet Q1, D2 e C2 (retificador e filtro da tensão de 160 V);
Se houver tensão normal de 160 V, verifique a tensão de 1 a 40 V no outro terminal do
conector do backlight. Esta tensão varia com o brilho da imagem. Se não houver esta tensão,
verifique Q2, componentes associados e o próprio CI oscilador de PWM. Se faltar esta tensão
de 1 a 40 V e o circuito do controle de brilho estiver perfeito, o defeito está no próprio
backlight (barra de leds). Neste caso ou troca-se a barra de leds ou a tela completa.

Observação: Se o mosfet Q1 entrar em curto a TV não liga, pois ele mata as fontes chaveadas.
Se Q2 entrar em curto a tela fica escura, pois aciona a proteção do CI oscilador de PWM.

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4. APRENDENDO A TESTAR TRANSISTORES MOSFETS

Os transistores mosfets são muito empregados em diversos circuitos eletrônicos principalmente


nas fontes de alimentação devido à sua eficiência num chaveamento eletrônico. Tais transistores
ocasionam diversos tipos de falhas nos equipamentos onde são empregados e por este motivo
ensinarei como testar este componente usando um multímetro analógico. Não quer dizer que não
se possa fazer o teste com um digital, porém o analógico é melhor para esta finalidade.
1 – Mosfet de canal N (o mais usado). A escala usada para o múltímetro será X10K e os
testes realizados com a peça fora do circuito
a) Deixe a ponta vermelha fixa no dreno (meio) e toque com a ponta preta no gate (lado
esquerdo), o ponteiro não deve mexer e depois no source (lado direito), o ponteiro deve ir ao zero.

Se o ponteiro for ao zero com a preta


tanto no gate quanto no source, o mosfet
está em curto.

b) Meça nos dois sentidos dreno e source. O ponteiro deve mexer nos dois sentidos indicando
que o mosfet disparou através do teste no ítem anterior (a). Veja abaixo:

Se o ponteiro mexer só num sentido ou


em nenhum indica o mosfet ruim (não
realizando o disparo).

c) Agora deixe fixa a preta no dreno e coloque a vermelha no gate e depois no source. O ponteiro
não deve mexer em nenhum dos dois. Veja abaixo:

Se o ponteiro mexer nos dois terminais


ou em um deles, o mosfet está em
curto.

2 – Mosfet de canal P
O teste deste tipo é invertido em relação ao de canal N. Os mais comuns desta categoria são o
IRF9610 e o IRF9630.
a) Fixe a ponta preta no dreno e a vermelha no gate (o ponteiro não deve mexer) e no source (o
ponteiro deve ir ao zero). Veja abaixo:

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Se o ponteiro for ao zero com a
vermelha tanto no gate quanto no
source, o mosfet está em curto.

b) Meça nos dois sentidos dreno e source. O ponteiro deve mexer nos dois sentidos indicando o
disparo do mosfet. Veja abaixo:

Se o ponteiro mexer só num sentido ou


em nenhum indica o mosfet ruim (não
realizando o disparo).

c) Agora fixe a vermelha no dreno e a preta no gate e no source o ponteiro não deve mexer em
nenhum deles. Veja o teste abaixo:

Se o ponteiro mexer nos dois terminais


ou em um deles, o mosfet está em
curto.

Dica – Se você não possui um multímetro analógico e pretende adquirir um eu recomendo que
tenha a escala de X1 e X10K e sensibilidade de pelo menos 20 KΩ/V.

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5. COMO TESTAR AS LÂMPADAS DOS DISPLAYS LCD DE TVs E MONITORES

Podemos receber um televisor ou monitor LCD para consertar que esteja com o display apagado,
porém vemos imagem ao aproximar uma fonte de luz da tela. Este defeito pode ser causado por
uma das lâmpadas CCFL (fluorescentes de catodo frio) queimada. Tais lâmpadas iluminam a
parte de trás do display numa estrutura chama “backlight”. As lâmpadas são alimentadas com
tensão alternada alta (300 a 1300 V) através uma fonte chaveada chamada inverter ou inversor.
Se o backlight está apagado o defeito pode ser esta fonte ou problema na alimentação dela
(algum capacitor eletrolítico ruim na linha de +B que alimenta a fonte). Porém se uma das
lâmpadas estiver queimada a fonte inverter possui um sistema de proteção que desliga todas. O
objetivo deste artigo é mostrar como fazer um teste rápido e simples do funcionamento das
lâmpadas do backlight dos displays de televisores, monitores LCD e notebooks.
Usando um pequeno reator de teste – Podemos usar um pequeno reator de teste para este tipo
de lâmpada. Tal reator deve ser alimentado com tensão de 12 VDC através de uma fonte externa
(pode ser até fonte de PC). Ele possui pelo menos uma saída com dois fios para alimentar a
lâmpada do display LCD. Em alguns casos podemos encontrar o reator em conjunto com um kit
de iluminação fluorescente para gabinetes de PC. Veja abaixo um reator deste funcionando num
kit de iluminação de gabinete:

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Testando um display separado - Ligue os fios do reator nos terminais da lâmpada do display.
Alimente o reator com 12 V DC e o display deve acender. Se não acender, a lâmpada CCFL do
display está queimada. Veja abaixo:

DISPLAY ACESO
DISPLAY APAGADO

Testando num display de TV LCD - Desencaixe o conector da lâmpada a ser testada da placa
da fonte inverter. Ligue o reator no conector da lâmpada. Ao alimentar o reator a tela deve
acender, indicando que a lâmpada está boa. O teste deve ser feito lâmpada por lâmpada da
mesma forma. Em cada lâmpada que o reator for ligado deverá acender a tela em alguma região.
Se no teste de alguma lâmpada o display não acender, indica que tal lâmpada está queimada.
Veja abaixo como é feito o teste:

AO ALIMENTAR O REATOR, O
DISPLAY ACENDE INDICANDO QUE A
LIGAR O REATOR NOS LÂMPADA TESTADA ESTÁ BOA
TERMINAIS DE UMA
DAS LÂMPADAS

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6. LEITURA DE CAPACITORES

Neste artigo ensinarei uma técnica que ainda dá confusão na cabeça de vários técnicos e
estudantes na área da eletrônica: como identificar o valor dos capacitores pela indicação no seu
corpo. Principalmente no caso dos capacitores comuns (não polarizados), já que no caso do
capacitor eletrolítico (polarizado) a indicação do valor e da tensão de trabalho é bem fácil.

Capacitância (valor dos capacitores)

É a propriedade do capacitor em armazenar cargas elétricas, quando aplicamos uma tensão nos
seus terminais. É medida em Farad (F). Porém esta unidade é muito grande e na prática apenas
são usadas as subunidades abaixo:

1 - Microfarad (μF) – É a maior unidade, sendo usada nos capacitores de alto valor (eletrolíticos)
2 - Nanofarad (nF ) ou (KpF) – É mil vezes menor que o μF, sendo usada nos capacitores
comuns de médio valor.
3 - Picofarad (pF) – É um milhão de vezes menor que o μF, sendo usada nos capacitores
comuns de baixo valor.
Como a relação entre elas é mil, basta levar a vírgula três casas para a esquerda ou direita:
Exemplos: 0,033 µF = 33 nF ; 1.500 pF = 1,5 nF ; 100 nF = 0,1 µF
Lembrando que para aumentar a unidade, a vírgula vai três casas para a esquerda e para
diminuir a unidade, a vírgula vai três casas para a direita.

Regra básica para leitura dos capacitores não polarizados

O valor é o número que vem no corpo. Se o número for maior que 1 a leitura é em PF. Se for
maior que 1 seguido da letra “N”, a leitura é em nF. Se o número for menor que 1 a leitura é
feita em µF. Exemplos: 103 = 10.000 pF ou 10 nF; 47n = 47 nF; 0,033 = 0,033 µF ou 33 nF.
A letra que vem após o número é a tolerância: J = 5%; K = 10%; M = 20%.

Exemplos de leitura de capacitores de poliéster:

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Exemplos de leitura de capacitores de cerâmica:

Leitura de capacitores zebrinha (capacitores de poliéster antigos):

Como podemos observar estes


modelos usavam o mesmo código de
cores para a leitura de resistores e a
leitura era feita de cima para baixo
onde as três primeiras faixas formavam
o valor do capacitor em pF, a quarta
(preta ou branca) a tolerância e a
quinta a tensão de trabalho dele.
Porém estes capacitores não se usam
mais e esta demonstração serve
apenas no caso de você necessitar
trocar um capacitor zebrinha por um
capacitor de poliéster moderno, saber
identificar o valor do zebrinha que
estava no circuito.

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7. EVITANDO CHOQUE ELÉTRICO NO CONSERTO DE UMA FONTE

Neste artigo ensinarei a vocês como prevenir choques elétricos ou danos a instrumentos ou a
outros componentes eletrônicos durante o conserto de uma fonte de alimentação seja de qual
aparelho for. Esta técnica pode ser aplicada durante o conserto de qualquer outro circuito. Quando
um aparelho seja qual for é desligado da tomada seu capacitor (ou capacitores) eletrolítico de filtro
principal (o maior do aparelho) pode reter carga durante um bom tempo dependendo do tipo de
defeito apresentado por este aparelho. É claro que se houver um curto no aparelho o capacitor se
descarrega rápido ao desligar. Mas se ele permanece carregado (às vezes com 150 ou 300 V)
corremos risco de tomar choque ao tocar em determinados pontos da fonte. Se formos medir
algum componente podemos queimar a escala de resistência do multímetro ou até queimar outro
componente da fonte só de colocar as pontas do multímetro para testar algum componente da
fonte. Para evitar estes acontecimentos devemos descarregar o maior capacitor sempre que
formos trabalhar na fonte do equipamento testando componentes a frio. Tem gente que usa uma
chave de fenda e simplesmente coloca em curto os terminais do capacitor até ocorrer o estouro
acompanhado de uma faísca. Devemos evitar esta técnica sob o risco de danificar algum outro
componente com a faísca produzida. Fora a marca de queimadura que fica na placa. O melhor
método para descarregar o capacitor é usando um resistor de 1 K x 15 ou 20 W contendo uma
garrinha jacaré em cada ponta conforme vemos abaixo:

É claro que podem ser usados valores diferentes como 470 Ω, 1K5, 2K2, etc. Porém usamos este
devido ao bom resultado que proporciona descarregando o capacitor em poucos segundos, sem
explosão, sem marca de queimadura e com toda a segurança para o técnico e para os circuitos do
aparelho. Portanto tenha sempre um resistor deste preparado na oficina para este procedimento e
o execute antes de fazer qualquer teste de componente numa fonte de alimentação.

Como usar o resistor

Ao desligar o aparelho da rede encoste as garras jacaré nos terminais do capacitor da fonte e
segure por alguns segundos (conte até 5). Pronto o capacitor já estará descarregado e sem riscos
para trabalhar na fonte. Se a fonte tiver mais de um eletrolítico grande repita o procedimento em
todos eles. Na figura a seguir mostramos como é feito o procedimento numa fonte de PC onde há

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dois capacitores eletrolíticos de filtro grandes.

Observação – Ao testar componentes com o multímetro analógico numa fonte cujos eletrolíticos
de filtro estejam carregados ele costuma a queimar a escala de X1 e às vezes a de X10. Para
saber se estas escalas estão queimadas (ou uma delas) é bem fácil: Coloque na escala de X1 e
segure as pontas na parte metálica sem encostar uma na outra. Se o ponteiro mexer mesmo só
um pouco a escala está queimada. Repita o teste na escala de X10 (não é na X10K). No caso da
escala de X1 da maioria dos multímetros costuma queimar um resistor de 18 Ω e na escala de
X10 um resistor de 200 Ω. Trocando a peça a escala volta a funcionar normalmente.

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8. TESTE A FRIO DOS COMPONENTES MAIS PROBLEMÁTICOS DOS FORNOS
MICROONDAS

Neste artigo ensinarei a testar os componentes que mais apresentam falhas nos fornos de
microondas impedindo-os de ligar ou aquecer os alimentos. A maioria deles se encontra na fonte
de alta tensão incluindo o próprio magnetron que é a válvula geradora da radiação de microondas
para aquecer os alimentos colocados dentro da cavidade (carcaça) do forno. Os testes são
realizados de preferência com um multímetro analógico que tenha escalas de X1 e X10K. A peça
não precisa ser retirada do forno para o teste, porém ele deve estar desligado da rede elétrica.

a) Teste do magnetron – Multímetro em X10K meça os dois terminais do filamento e o ponteiro


deve ir até o zero. Agora meça entre qualquer terminal do filamento e a carcaça e o ponteiro não
pode mexer caso contrário o magnetron está em curto e deve ser trocado. Veja abaixo:

b) Teste do diodo de AT (alta tensão) – Usando a escala de X10K meça o diodo em ambos os
sentidos. O ponteiro deve mexer num único sentido. Se não mexer em nenhum sentido ou mexer
nos dois, o diodo está com defeito.
c) Teste do capacitor de AT – Na mesma escala de X10K, meça o capacitor nos dois sentidos.
Em ambos o ponteiro deve mexer e voltar parando numa indicação de resistência em torno de 10
MΩ. Se o ponteiro não mexer em nenhum sentido o capacitor está aberto e se mexer nos dois
sentidos indo até o zero, o capacitor está em curto. Veja abaixo o teste do diodo e do capacitor:

d) Teste do transformador de AT (também chamado de trafão) – Usando a escala de X1 meça


os terminais do primário (onde entra a tensão vinda da rede (110 ou 220 V) e depois os fios por
onde sai a tensão de 3 V (os mais longos com presilha na ponta). Tanto no primário quanto no
secundário de 3 V, a resistência será de 0 Ω. Agora meça entre a carcaça do trafo e o terminal de

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2000 V que é uma lâmina na parte traseira do trafo saindo do enrolamento superior (de mais
espiras com fio mais fino). Aí devemos encontrar uma resistência em torno de 70 a 80 Ω. Veja os
testes mencionados na figura abaixo:

O defeito mais comum do trafão de AT é o primário entrar em curto entre as espiras quando o
esmalte do fio derrete. Neste caso descobrimos no visual (cor escura dos fios) ou deixe o
secundário e o circuito de AT completamente desconectados do trafão e apenas o primário ligado
na tensão de 110 ou 220 V. Ao ligar o forno na rede e apertar a tecla liga no painel se o primário
do trafão aquecer muito ou queimar o fusível de cerâmica (10 a 20 A), indica que este mesmo
trafão está com o primário em curto e deve ser trocado.
e) Teste dos fusíveis e chaves acionadas pela porta – O fusível de cerâmica de 10 a 20 A e os
fusíveis térmicos podem ser testados usando a escala de X1 e o ponteiro deve ir ao zero. No caso
das chaves de proteção normalmente há duas do tipo NA (aberta com os terminais mais
próximos) e uma tipo NF (fechada com os terminais mais afastados). O teste delas é feito em X1
com o ponteiro indo ao zero apertando o pino e não mexer (infinito) soltando o pino. Isto na chave
NA. Na chave NF o teste é ao contrário (o ponteiro fica no zero sem apertar e volta ao infinito ao
apertar o pino). Veja abaixo o teste dos fusíveis e chaves:

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9. O CIRCUITO DE PROTEÇÃO BLK DOS TELEVISORES PHILIPS LINHA PT

Neste artigo falarei a respeito do chato sistema de proteção chamado tecnicamente de “Loop de
calibração de corrente de preto” ou simplesmente BLK INFO usado em vários televisores da
marca Philips linha PT, por exemplo, nos chassis L1, L3 e L4. Na figura a seguir temos uma parte
do circuito para o chassi L3, porém o princípio é o mesmo para todas, mudando somente a placa
do tubo (CI ou transistores de saída RGB) e o CI UOC (“faz tudo”):

Observem que os sinais RGB saem do UOC pelos pinos 51, 52 e 53 e vão à placa do tubo através
do conector 1622 (pinos 1, 2 e 3 dele). O pino 5 do tal conector leva uma tensão de realimentação
(monitora) da placa do tubo ao pino 50 do UOC. Ao ligar a TV sai uns pulsos rápidos do pelos
pinos de saída RGB do UOC até a placa do tubo. Tais pulsos servem para ajustar o ganho correto
do UOC de acordo com o estado dos transistores de saída RGB e do próprio tubo. Enquanto o
tubo está aquecendo (leva alguns segundos), a tensão de retorno do pino 5 do conector ao 50 do
UOC é baixa (menos de 3 V). Assim o UOC não libera ainda os sinais RGB e a tela da TV fica
escura. Ao chegar à temperatura certa para o tubo funcionar, a tensão de retorno ao pino 50 do
UOC aumenta para 7 V, o CI libera os sinais RGB e a tela finalmente acende já com a imagem.
Porém durante o funcionamento da TV o circuito de retorno do pino 5 do conector ao pino 50 do
UOC vai monitorando o estado dos transistores (ou CI) de saída RGB e o tubo para manter o
UOC funcionando corretamente (sempre se ajustando às pequenas variações da placa do tubo).
Porém o circuito é chato. Se um dos catodos do tubo ficar um pouco fraco ou houver alguma falha
mesmo pequena na placa do tubo, o circuito de retorno ficará com tensão mais baixa e não
conseguirá mais ajustar o UOC à placa do tubo. Resultado: A TV desliga (entra em standby). Se
ligarmos novamente, o circuito não conseguirá ajustar o UOC à placa do tubo de novo e a TV
desliga após alguns segundos ou minutos ligada. Neste caso ao pegarmos uma TV desta para
consertar desligando sozinha após algum tempo ligada, o defeito pode estar na placa do tubo ou
até mesmo no tubo que ficou um pouquinho fraco, porém ainda utilizável com imagem
relativamente boa por um bom tempo.
Desativando a proteção – Devemos fazer isto apenas para certificarmos que o problema do
desligamento se origina da placa do tubo ou do próprio tubo. Caso o tubo esteja um pouquinho
fraco você pode deixar a proteção desativada (não recomendável) para aproveitar o tubo por mais
tempo. Porém sempre a solução é a troca do tubo.
Material necessário - 3 diodos 1N4148 ou equivalente de sinal.
Procedimento – Solde o anodo dos diodos nos pinos 1, 2 e 3 do conector que vai à placa do tubo

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(1622 no exemplo mostrado aqui). Junte os três catodos dos diodos num único terminal e solde
direto no pino 50 (BLK INFO) do UOC. Se o CI for outro o pino será outro. Assim os diodos
mandam os pulsos de correção do UOC direto para o terminal de monitoramento dele e os sinais
RGB serão liberados independente do estado da placa do tubo e do próprio tubo. Assim a TV não
desliga mais caso a falha seja no tubo ou na placa do tubo. Se o defeito for na placa do tubo a TV
ficará com a cor alterada, com excesso ou falta de brilho. Assim basta consertar a placa do tubo
que o circuito de proteção não mais desligará a TV (daí podemos retirar os diodos). Veja na figura
a seguir como instalar os diodos para desativar esta proteção:
Este procedimento pode ser adotado em todas as TVs que possuam um circuito de BLK
semelhante a este explicado neste artigo.

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10. A FONTE DE ALIMENTAÇÃO DOS APARELHOS DVD PLAYER

Neste artigo falarei um pouco sobre as fontes de alimentação dos aparelhos de DVD player que é
uma das principais causadoras de falhas nestes equipamentos eletrônicos. Tal qual nos demais
aparelhos, no DVD player a fonte também deve fornecer tensões contínuas para alimentar os
circuitos a partir da rede elétrica. A fonte do DVD é chaveada em paralelo tipo flyback bivolt
automática e localizada numa placa separada do resto do aparelho. Veja o exemplo de uma fonte
para DVD player na figura abaixo junto com a descrição de seus componentes principais:

03 04 06 09 10 11

01
08

02 07

05

01 – Entrada AC – Em alguns aparelhos há uma chave geral, em outros não;


02 – Filtro de rede – Bobinas e capacitores que deixam a tensão da rede entrar em não permitem
a saída da freqüência da fonte chaveada;
03 – Fusível – Pode ser de 2,5 ou 3,15 A;
04 – Ponte retificadora – Os diodos podem ser separados ou todos numa peça só;
05 – Filtro – O maior eletrolítico da fonte;
06 – CI da fonte – Como um DVD player consome pouca energia, o mosfet chaveador e o CI
oscilador de PWM ficam numa peça só;
07 – Trafo chopper – Fornece as tensões para alimentar os circuitos do DVD player. É chaveado
pelo CI da fonte;
08 – Resistores de disparo – Fornecem tensão inicial para o CI da fonte. Em alguns modelos há
só um resistor;
09 – Fotoacoplador – Transfere a tensão de erro do CI 431 ao CI da fonte para que este possa
corrigir os +B
10 – CI 431 – Recolhe uma amostra de uma das tensões de +B que serve de referência para o CI
da fonte corrigir as tensões de saída;
11 – Saídas de +B – Diodos e capacitores que transformam as saídas do chopper em tensões de
+B para alimentar a placa principal do aparelho. Normalmente a fonte do DVD fornece +5 V, +12
V, +22 V, -12 V para a placa principal.

Os defeitos mais comuns neste tipo de fonte são queima do CI, alteração de valor dos capacitores
de filtro das linhas de +B, curto num dos diodos ou abertura do resistor de disparo devido à tensão
alta que ele recebe da ponte retificadora.
A fonte dos aparelhos de DVD é muito sensível aos picos de tensão da rede elétrica. É por isso
que normalmente há um varistor em paralelo com a rede elétrica e depois do fusível. Assim se a
rede aumentar a tensão, ele diminui a resistência e amortece este pico. Se a rede aumentar muito,

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o varistor entra em curto, queima o fusível e desliga completamente o aparelho.

FLUXOGRAMA DE CONSERTO NA FONTE DO DVD

Veja abaixo um pequeno roteiro para conserto na fonte de um DVD player em forma de fluxo:

O APARELHO NÃO LIGA


(NÃO ACENDE O DISPLAY)

MEÇA TODAS AS TENSÕES


NO CONECTOR QUE LIGA
A FONTE NA PLACA DO
DVD PLAYER

NÃO SIM
NORMAIS?

DESLIGUE O CONECTOR
DA PLACA DO APARELHO DEFEITO NO CIRCUITO
E MEÇA NOVAMENTE AS ELETRONICO.
TENSÕES DA FONTE

SIM
AGORA
NORMAIS?

NÃO
MEÇA A TENSÃO DE
ALIMENTAÇÃO DE 160
OU 300 V NOS PINOS
DO CI DA FONTE

NÃO SIM
NORMAL?

TESTE A FRIO A PONTE TESTE A FRIO OS DIODOS


RETIFICADORA E OS DAS SAÍDAS DE +B DA
DEMAIS COMPONENTES FONTE. SE ESTÃO BONS,
DA ENTRADA DE REDE. TESTE O FOTOACOPLADOR,
SE O FUSÍVEL ESTIVER DIODOS E RESISTORES
ABERTO VERIFIQUE SE EM VOLTA DO CI DA FONTE
A PONTE RETIFICADORA, ESPECIALMENTE O DISPARO.
VARISTOR OU O CI DA TROQUE: ELETROLÍTICOS,
FONTE ESTÁ EM CURTO CI DA FONTE E O TL431

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11. TESTANDO CIRCUITOS DE VÍDEO DE UMA TV LCD COM OSCILOSCÓPIO

Neste artigo falarei do uso de uma ferramenta muito útil no conserto de televisores LCD e LED
que é o osciloscópio. Com ele você consegue fazer uma varredura dos sinais numa TV desta
desde o seletor de canais até o conector do display e desta forma diagnosticar com precisão em
caso de falta de imagem se o problema está na placa principal ou na placa do display. Mostrarei a
pesquisa de sinais numa TV LCD com os CIs processadores de vídeo (ou “Hércules”) e Scaler
separados. Porém o mesmo princípio de aplica quando eles fazem parte de um único CI chamado
neste caso de DSP (processador de sinais digitais), mas com menos pontos a serem testados.
1. Teste no pino de entrada CVBS do CI processador de vídeo (Hércules)
Aqui o sinal é o mesmo que sai do pino CVBS (vídeo composto) do varicap. Se possível usar
esquema elétrico da TV ou datasheet (folha de dados do CI a ser testado). Veja abaixo na figura
01 o sinal analógico entrando no CI Hércules indicando que o varicap está funcionando. Devemos
estar com uma emissora bem sintonizada para realização do teste mostrado.

FIGURA 01 – Sinal composto de vídeo presente na entrada do CI Hércules.

2. Teste nas saídas do CI Hércules que vão ao scaler


O CI Hércules converte o sinal de vídeo analógico em digital de oito bits. Portanto há oito pinos de
saída deste CI que vão ao CI scaler através de oito trilhas. Em cada trilha desta devemos
encontrar um sinal digital de 3,3 Vpp como visto na figura 02 a seguir:

FIGURA 02 – Sinal de vídeo digital medido nas oito trilhas do Hércules ao scaler.

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3. Teste nas saídas do CI scaler que vão ao display LCD
O Scaler é o CI que fornece o sinal digital no padrão adequado ao funcionamento do display LCD.
Ele vai alimentar uma placa acoplada ao display chamada “placa TCON”. Em vários pinos de
saída dele devemos encontrar um sinal digital de 3,3 Vpp. Esta medida pode ser feita nas trilhas
LVDS de saída do Scaler ou no “flat cable” que liga a placa principal à placa do display como visto
na figura 03 a seguir:

FIGURA 03 – Sinal digital que sai do CI scaler e vai ao conector do display LCD.

Se já encontramos o sinal semelhante à figura 03 na saída do conector LVDS (em vários terminais
dele) indica o bom funcionamento da placa principal da TV. Neste caso se faltar imagem ou esta
estiver distorcida, cores alteradas, etc. o defeito será na placa TCON acoplada ao display. No
caso das TVs menores ela faz parte do display e não pode ser trocada independente. A solução
será a troca do display completo que já vem com a placa TCON nova acoplada. No caso das TVs
maiores (32 polegadas ou mais) normalmente a placa TCON é encaixada no display através de
dois “flat cables” e neste caso ela pode ser trocada em separado do display. De uma forma geral
osciloscópio numa oficina de reparo de TVs LCD ajuda a ganhar tempo em certos defeitos e
previne a troca de peças desnecessárias (você pode trocar uma placa e o defeito ser em outra ou
no display).

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12. PRINCIPAIS COMPONENTES DE UMA PLACA MÃE DE PC E DEFEITOS
ASSOCIADOS

Neste artigo falarei de forma sucinta a respeito dos principais componentes encontrados nas
placas mãe de PC e também dos defeitos que cada um pode apresentar no funcionamento da
máquina. Veja abaixo um exemplo de placa mãe com uma letra representando cada parte:

A - Processador – Nesta placa só aparece o soquete dele. É o principal componente, sendo


responsável pelo processamento dos dados binários do sistema operacional e programas fazendo
assim o PC funcionar. Para o processamento e transferência de dados de forma organizada o
processador usa um sinal de clock que em alguns casos passa dos 3 GHz internamente. Como o
processador trabalha em alta velocidade ele esquenta muito sendo necessário um dissipador e
um “cooler” (ventilador) para resfriá-lo. Defeitos: Vai desde o travamento do PC até o não
funcionamento da máquina (PC completamente parado).
B – Alimentação do processador – Circuito formado por transistores mosfets de potência,
bobinas, capacitores e um CI oscilador de PWM. Transforma a tensão de 12 V DC da fonte em um
valor cerca de 1,5 V DC com alta corrente para alimentar os circuitos internos do processador. A
tensão de alimentação do processador chama-se “Vcore” e o valor varia de um modelo para
outro. A placa tem vários circuitos destes para alimentar outras etapas também. Defeito: Sem

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alimentação para o processador a placa não liga. Um transistor mosfet em curto pode causar a
queima do processador.
C – Ponte Norte – Chipset que gerencia a transferência de dados entre processador e memórias
RAM. Também faz o vídeo onboard e o “slot” (conector) PCI Express 16 X para a placa de vídeo
offboard. Esquenta muito e sempre vai com dissipador. Fica ao lado do processador. Defeitos:
Placa não liga, reinicia sozinha ou não funciona o vídeo (on board ou off board).
D – Ponte Sul – Chipset menor encarregado dos slots PCI, SATA e IDE. Também cuida dos
conectores USB. Em algumas placas ele também usa um dissipador. Defeitos: A máquina pode
não inicializar ou dar problema em algum destes conectores citados.
E – Super I/O – CI chamado de entradas e saídas. Cuida do teclado, mouse e ajuda na
inicialização da placa mãe. Defeitos: Placa não liga, não funciona teclado e/ou mouse.
F – Memórias RAM – Nos PCs modernos é do tipo DDR (Double data rating), ou seja, taxa de
transferência dupla de dados. Elas armazenam todos os dados a serem trabalhados pelo
processador. Defeitos: Programas ou sistema operacional travando durante execução e/ou
instalação, PC não inicia e fica apitando.
G – Gerador de clock – CI que multiplica a freqüência de 14,318 MHz de um cristal. Desta forma
ele obtém o sinal de clock para o funcionamento de toda a placa mãe e do processador. Defeito:
Sem clock a placa não liga.
H – Rede – CI ligado num cristal de 25 MHz. Recebe e processa dos dados da rede Ethernet
(interna) vindos do conector RJ45. Defeito: Não acessa internet usando o conector RJ45.
I – Som – É um pequeno CI com vários eletrolíticos em volta e ligado nos conetores das caixinhas
de som e da entrada para microfone. Defeito: PC sem som (porém pode ser o drive de som).
J – Bateria – Pequena bateria de lítio de 3 V que mantém o relógio e as configurações do setup
quando a máquina é desligada. Defeito: Setup e relógio desajustados ao ligar a máquina. Pode
impedir o funcionamento de alguns programas e sites da internet.
L – Slot PCI Express 16 X – Conector para a placa de vídeo offboard. Defeito: Vídeo offboard
não funciona (raro de ocorrer). Neste caso o mais provável é a falha ser a ponte norte;
M – Slot SATA – Conector para os modernos HDs e drives de DVD ROM. Defeito: Não funciona
o dispositivo encaixado aí. Mais provável: ponte sul ou configuração do setup.
N – Interface IDE – Conector para os antigos HDs e drives de DVD ROM. Defeito: Não funciona
o dispositivo encaixado aí. Mais provável: ponte sul ou configuração do setup.
O – BIOS – É um CI pequeno (memória flash) contendo um programa chamado setup. Este
programa realiza todas as configurações para que a placa possa funcionar corretamente de
acordo com os dispositivos que vão trabalhar com ela. Defeito: A placa não liga sem o programa
da BIOS. Se o programa (setup) estiver desajustado, algum ou alguns dispositivos não
funcionarão na placa. As configurações do setup são mantidas pela bateria de lítio quando a placa
é desligada. Tais configurações são gravadas na CMOS interna à ponte sul.

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13. ROTEIRO PARA CONSERTO DAS FONTES DE TELEVISORES LCD/LED

Neste artigo ensinarei de uma forma geral apenas usando o multímetro como testar e consertar as
fontes chaveadas encontradas nos televisores LCD convencionais e LED. As fontes destas TVs
possuem duas etapas: fonte comum ou retificação até o capacitor de filtro (o maior ou maiores
da TV) e fonte chaveada formada pelo transformador chopper (de onde saem as tensões de
alimentação da TV) e um CI contendo um transistor mosfet de potência e um oscilador de PWM.
Também há o circuito que ajusta os +B de acordo com o consumo da TV e/ou variações da rede
elétrica. Algumas TVs possuem duas ou mais fontes chaveadas, mas todas têm a mesma
estrutura: Fonte comum – 150 a 300 V DC e fonte chaveada – +B de alimentação para a TV.
Quando a TV não liga nem acende o led do painel
Meça as tensões de +B que saem do conector da fonte para a placa da TV –
Normalmente elas vêm marcadas na placa ou no esquema da TV;
Tem a tensão de 5 V (stand-by), mas não tem a tensão PS_ON (power supply on ou liga
a TV) – Neste caso a falha é na placa principal da TV;
Não tem nenhuma tensão no conector da fonte – Desligue este conector da placa principal
e meça novamente. Se aparecer pelo menos a tensão de 5 V para o stand-by, a fonte está
funcionando e o defeito é na placa principal (derrubando a fonte). Se mesmo assim não
aparecer nenhuma tensão, a placa da fonte está mesmo com defeito.
Se a fonte não funciona – Meça a tensão nos terminais dos eletrolíticos de filtro principais.
Devemos encontrar entre 150 e 300 V dependendo da rede elétrica.
Não há tensão no capacitor de filtro – Teste o cabo AC, os fusíveis de entrada, bobinas do
filtro de rede, ponte retificadora, termistor NTC em série com a ponte (normalmente de 4,7 Ω)
e as trilhas entre a entrada de força e os capacitores de filtro. Veja na figura abaixo:

O fusível está queimado - Se o fusível (ou fusíveis) estiver (em) aberto (s) teste a frio o
varistor. Se o varistor está bom, verifique se a ponte retificadora não está em curto. Se a
ponte está boa, pode haver um curto numa das fontes chaveadas (CI em curto, por
exemplo). Na escala de X1 coloque a ponta vermelha no terminal (-) do eletrolítico de filtro
principal e a preta no (+) do mesmo capacitor. Se o ponteiro mexer nesta medida, há
algum componente em curto numa das fontes chaveadas. Muito provavelmente um dos
CIs em curto e daí a causa da queima do fusível.
Tem tensão de 150 a 300 V normais no capacitor de filtro – Meça a tensão nos dois
pinos de +B em cada CI da fonte. Cada CI tem um pino de +B de 150 V (300 V) e outro de
12 a 20 V. Use o terra da fonte (negativo dos eletrolíticos de filtro principal). Se faltar

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alimentação em um dos pinos do CI a fonte não vai ligar e daí pode ser algum componente
no caminho da alimentação (resistor, bobina, etc.) ou o próprio CI em curto.
Os CIs estão alimentados, mas a fonte não funciona – Neste caso devemos testar a frio
os diodos retificadores das saídas, demais diodos, transistores e fotoacopladores em volta
dos CIs, resistores especialmente os de baixo valor, trocar os eletrolíticos menores em
volta dos CIs, e os maiores nas saídas de +B (em caso dos +B estarem baixos nas
saídas). Por fim trocar os CIs das fontes. Veja abaixo o roteiro simplificado num fluxo:

TV NÃO LIGA E O LED DO PAINEL NÃO ACENDE

Meça todas as tensões


no conector da fonte
para a placa principal
(5V, 12 V, STBY, PS_ON)

SIM NÃO
Defeito na placa principal Verifique se tem pelo menos
Normais ?
a tensão STBY (5 V).

Se não tiver a tensão


PS_ON (0 a 0,6 V), o
defeito é na placa principal. SIM NÃO Desligue o conector da
Se tiver a tensão PS_ON e Tem 5 V ? fonte à placa principal. Meça
não houver as saídas de agora a tensão no pino STBY
5 e 12 V, teste os transístores
chaveadores destas tensões

SIM NÃO Meça a tensão nos terminais


Defeito na placa principal Apareceu 5 V ? dos eletrolíticos de filtro
principais (os maiores)

Meça as tensões nos pinos de Teste os fusíveis, fusistor NTC,


SIM NÃO
+B dos CIs da fonte. Num dos varistor, ponte retificadora,
Tem 150 V ?
pinos devemos encontrar 150 V filtros de rede, trilhas e demais
e no outro entre 12 e 20 V peças da entrada de rede

Teste todos os diodos, transistores,


Se faltar o +B de 150 V, verifique
fotoacopladores, resistores, troque SIM NÃO
o caminho desta tensão. Se faltar o
os eletrolíticos, os CIs da fonte e Tem as tensões ?
+B de 12 a 20 V, teste o resistor de
por último verifique os capacitores
disparo e troque o CI
comuns deste circuito

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14. O CIRCUITO DE ALIMENTAÇÃO DO PROCESSADOR DOS NOTEBOOKS I

Neste artigo ensinarei de uma forma geral como funciona o circuito responsável pela alimentação
do processador na placa mãe de um notebook. No próximo artigo ensinarei como testar tal
circuito. A tensão de alimentação do processador recebe o nome de Vcore e é bem baixa (varia
de 1,1 até 1,4 V). Porém o consumo de corrente do componente é alto (normalmente passa dos
10 A). Por esta razão o processador esquenta bastante sendo necessário um dissipador de calor
montado sobre ele e um pequeno ventilador (cooler) para retirar o ar quente para fora do
notebook. O circuito usado para fornecer a tensão de Vcore a partir da bateria ou fonte externa do
notebook é formado basicamente por vários pares de mosfets chaveando com uma onda
quadrada proveniente de um CI oscilador de PWM. Veja o circuito de chaveamento abaixo:

Observem como são usados CIs contendo um transistor mosfet dentro com quatro terminais para
o dreno, três para o source e um para o gate. Assim eles podem distribuir melhor a corrente tanto
pelo componente como pelas trilhas. São usados dois CIs na parte superior do circuito (U39 e U3)
ligados em paralelo para dividirem a corrente e dois CIs também em paralelo na parte inferior
(U38 e U2). Entre eles sai a tensão Vcore de 1,15 V para alimentar o processador do notebook.
Os dois mosfets na parte de cima recebem em seus drenos 12 ou 19 V de tensão contínua da
fonte ou bateria e os sources dos mosfets da parte de baixo vão ligados ao terra. Os gates dos
mosfets recebem os sinais PWM do CI oscilador (os dois transistores de cima de maior amplitude
e os de baixo de menor amplitude). Desta forma eles chaveiam e no meio teremos uma tensão
contínua (+B de 1,15 V) e o sinal PWM com cerca de 20 Vpp. Após passarem pela bobina L8 e os
vários capacitores do lado direito dela teremos apenas uma tensão contínua limpa de e constante
de 1,15 V para alimentar o processador. A freqüência e largura dos sinais PWM varia o tempo
todo para manter constante a tensão Vcore. Para isto há umas linhas que recolhem uma amostra

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da tensão de saída (1,15 V) e devolvem para o CI oscilador corrigir o PWM constantemente.
O CI oscilador de PWM – Veja um exemplo de oscilador de PWM abaixo:

No lado direito os pinos indicados por “GATE” fornecem o PWM para os mosfets chavearem e
produzirem a tensão de Vcore. Observem como ele possui alguns pinos chamados “VID”. Estes
pinos estão ligados ao processador do notebook e indicam a ele qual o tipo de processador está
sendo usado naquela máquina. Assim o oscilador ajusta o PWM de modo a produzir a tensão
adequada àquele tipo de processador. Lembrando que as placas de notebook podem aceitar
vários tipos de processador. O CI oscilador de PWM é controlado pelo processador e pelo CI
super I/O do qual falaremos num artigo futuro. Veja abaixo um circuito de Vcore na placa:

Aqui aparecem duas bobinas


porque há mais quatro
mosfets por baixo da placa
para dividir a corrente com os
quatro que estão na parte de
cima.

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15. O CIRCUITO DE ALIMENTAÇÃO DO PROCESSADOR DOS NOTEBOOKS II

Neste artigo ensinarei como testar o circuito de alimentação do processador explicado no artigo
anterior. Conforme visto o circuito tem um CI oscilador de PWM e alguns transistores mosfets que
chaveiam a tensão da bateria ou fonte do notebook e obtém uma tensão baixa para alimentar o
processador, chamada Vcore. Quando a placa mãe não está funcionando fazemos os seguintes
procedimentos:
Desmontamos o notebook até termos acesso à placa mãe do mesmo. O dissipador do
processador deve ser mantido na placa mesmo que o CI for retirado. Sem o dissipador a
placa não liga (é uma das proteções que ela tem);
Ligamos a fonte e fazemos uma curto rápido no conector da tecla liga/desliga para ligar a
placa mesmo que a mesma não funcione;
Medimos a tensão de 19 VDC que alimenta os mosfets chaveadores da tensão de Vcore
conforme mostra a foto abaixo:

Se aí não houver tensão o defeito estará entre o conector da fonte (podendo ser ele mesmo)
até este ponto de alimentação dos mosfets;
Se houver 19 V aí verifique se entre os mosfets (pode ser em qualquer terminal de uma das
bobinas) tem 1,1 a 1,4 VDC para o processador. Em várias placas sem o processador não

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vai ter a tensão porque faltarão os comandos VID para fazer o oscilador de PWM funcionar
e chavear os mosfets para a tensão adequada àquele processador;
Se não houver a tensão Vcore, verifique com a placa desligada se o procesador não está
em curto. A resistência da linha Vcore com o terra da placa (com o processador colocado) é
de cerca de 2 Ω. Se der 0 Ω com o processador e resistência alta sem ele, o processador
entrou em curto e deve ser trocado. Mas antes de colocar um novo verifique se os mosfets
estão em boas condições (nenhum deles em curto) para não estragar o novo processador.
Se não há curto na linha de Vcore verifique se os mosfets recebem nos gates os sinais
PWM do CI oscilador conforme mostrado na foto abaixo:

Se aí houver não houver sinal a falha pode ser no CI oscilador de PWM com defeito, falta de
alimentação neste CI ou defeito no CI super I/O. Este último CI, além das funções de teclado
e mouse, ele também faz a função liga e desliga do processador através de um pino
chamado “CPU PWR”. Daí você identifica o super I/O, o pino CPU PWR e verifica se tal pino
passa para nível alto (3,3 V) quando ligamos a placa. Se ele passar a nível alto, o defeito
está relacionado mesmo ao CI oscilador de PWM. Se ele fica em nível baixo (0 V) o defeito
é mesmo no CI super I/O.

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16. DESTRAVANDO O DVD PLAYER

Neste artigo falarei a respeito do destravamento dos aparelhos reprodutores de DVD, os


populares DVD players. Destravar um DVD player significa colocar em sua eeprom um código de
região “0” (zero). Este código é chamado de free (livre) e permite ao aparelho reproduzir
qualquer DVD de qualquer região do planeta. Cada marca e modelo de DVD player têm um
procedimento para fazer isso e infelizmente ele não vem no manual do mesmo. Apenas as
autorizadas da marca têm estas informações. Porém muitas delas acabam vazando e vão parar
na internet. Hoje é possível você encontrar procedimentos para destravar a grande maioria dos
aparelhos do mercado na internet. Como exemplo, vou mostrar o procedimento para destravar um
DVD da marca Philips.
Como destravar o DVD player Philips DVP3142KM
Observem na figura abaixo dois discos: um nacional de região 4 e outro importado de região 1:

DISCO FABRICADO NO BRASIL DISCO IMPORTADO DOS EUA


REGIÃO 4 REGIÃO 1

Ao colocar o DVD nacional, o aparelho reproduz bem. Ao colocar o DVD importado de região 1, o
aparelho indica erro de região tanto na tela da TV como no display conforme podemos observar
na figura abaixo. No aparelho indica “Error” e na TV indica “Região do disco incorreta”.

REGIÃO DO DISCO INCORRETA

Agora vamos introduzir o código “0” neste modelo de DVD player possibilitando o mesmo de
reproduzir qualquer DVD. Para o procedimento é necessário ter o controle remoto original do
aparelho.

Ligue o aparelho pela tecla power do painel;

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Abra a gaveta pela tela open/close do painel;
Aponte o controle remoto e digite 9-8-7-9-0-OK;
Espere a gaveta fechar e desligue o aparelho pela tecla power no painel;
Espere 10 segundos e ligue o power do painel. Pronto o DVD player já está destravado.
Observe abaixo como ao colocar o mesmo DVD de região 1 o aparelho reproduzirá normalmente
agora:

DISCO IMPORTADO DOS EUA


REGIÃO 1

REPRODUZINDO O DISCO DE
REGIÃO 1

Conforme explicado, na internet existem diversos sites contendo procedimentos para


destravamentos de várias marcas de DVD player. Para encontrá-los podemos usar uma
ferramenta de busca como o www.google.com.br e digitar “destravar DVD”. Há um site legal com
dicas e procedimentos de destravamento de vários modelos e marcas de DVD
player: http://www.xcopy.com.br/destravandodvd.htm.

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17. AS LÂMPADAS EEFL E O INVERTER DAS MODERNAS TVs LCD – PARTE 1

Neste artigo falarei numa primeira parte sobre as lâmpadas EEFL usadas no backlight de vários
televisores LCD modernos e um exemplo de fonte inverter usada para alimentar tais lâmpadas. Na
segunda parte deste artigo (na próxima publicação) ensinarei a testar e consertar o inverter.
Lâmpadas EEFL – São lâmpadas fluorescentes que possuem os terminais de ligação do lado de
fora e em volta do tubo. Ao contrário das lâmpadas CCFL que têm os terminais por dentro do
tubo. As EEFL (“External Electrode Fluorescent Lamp”) possuem maior eficiência e tempo de vida
que as CCFL. Por isso elas já são bastante usadas nos backlights dos televisores LCD. Veja
abaixo como são estas lâmpadas:
Estas lâmpadas ficam ligadas em paralelo no backlight e
possuem apenas dois terminais saindo pelo display que
serão alimentados pela fonte inverter. Veja os terminais:

Como há somente dois terminais para alimentar todas as lâmpadas EEFL (ligadas em paralelo) o
circuito inverter necessário para alimentação é bem mais simples que aqueles usados para
alimentar a lâmpadas CCFL. Só precisa de um transformador de ferrite, um par de transistores
mosfet para chavear o transformador e um CI oscilador de PWM. Veja abaixo uma fonte inverter
usada num televisor da Philips para alimentar as lâmpadas EEFL usadas no backlight:

02
04

03 05
01

01 – Transformador chaveador que alimenta as lâmpadas EEFL com cerca de 1500 VAC;
02 – Terminais de alimentação de todas as lâmpadas EEFL do backlight;
03 – Transistores mosfets chaveadores do primário do transformador;
04 – Pequeno transformador que leva uma amostra da corrente das lâmpadas ao CI PWM;
05 – Fotoacopladores que levam comandos (brilho, liga/desliga, etc.) ao inverter.

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Localizado na parte de baixo da placa deste inverter que nos serve de exemplo temos o CI
oscilador de PWM do tipo SMD para acionamento e controle dos mosfets. Observe a foto do CI:

Como pode ser observado, temos um circuito bem simples para alimentar o backlight dos
televisores LCD que usam as lâmpadas EEFL. Para termos uma idéia da diferença entre os
circuitos, um televisor LCD convencional com lâmpadas CCFL, pode usar duas ou mais lâmpadas
no backlight. Normalmente os circuitos inverter dos televisores com CCFL usa um transformador e
um par de transistores mosfets para alimentar cada lâmpada CCFL. Os televisores de 20
polegadas possuem normalmente 6 lâmpadas no backlight. Portanto necessitam de 3
transformadores no inverter. Já os televisores de maior porte, por exemplo, um de 26 polegadas
(nem tão grande assim) usa 12 lâmpadas no backlight. Seriam necessários 6 transformadores
para alimentar esta turma toda. Porém os televisores maiores ainda usam 20, 30 lâmpadas no
backlight. Faça as contas para ver a complexidade de um inverter para estas TVs. É por isso que
as TVs LCD de grande porte que usam lâmpadas CCFL possuem várias fontes inverter para
alimentar todas aquelas lâmpadas. Já o circuito que colocamos na foto anterior pode alimentar 12
lâmpadas EEFL todas ligadas em paralelo dentro do backlight. Portanto se observar que um
televisor LCD grande possui apenas dois terminais para alimentar as lâmpadas do backlight é
porque ela usa lâmpadas EEFL. No próximo artigo ensinarei a testar consertar o circuito inverter
para alimentar este tipo de lâmpada.

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18. AS LÂMPADAS EEFL E O INVERTER DAS MODERNAS TVs LCD – PARTE 2

Neste artigo ensinarei a testar o circuito inverter que alimenta as lâmpadas EEFL usadas em
vários televisores LCD como descrito no artigo anterior.
1 – Verifique se o inverter funciona – Aproxime uma lâmpada neon miniatura de qualquer um
dos conectores da lâmpada EEFL e ao ligar a TV veja se a neon acende (mesmo que acenda e
apague rápido). Veja abaixo:
Se a lâmpada neon acender mesmo que
por um breve tempo, o inverter está
funcionando e no caso da TV não acender
a tela a falha é numa das lâmpadas EEFL
(dentro do display). Se a lâmpada neon
não acender de forma alguma, o defeito é
no inverter da TV.

2 – Verifique as tensões nos pinos ENA e DIM do conector do inverter – Veja abaixo:
No pino ENA (Enable ou habilitação do inverter) devemos encontrar entre 1,5
e 2 V e no pino DIM (Dimer ou controle de brilho do display) devemos ter
entre 2 e 3 V. É claro que esta última tensão varia de acordo com o nível de
brilho da tela tanto nas variações de cena quanto no controle de brilho no
menu da TV.

3 – Verifique a alimentação dos transistores chaveadores - No dreno de um dos mosfets


chaveadores devemos encontrar um +B de cerca de 380 V como visto abaixo:

Se não houver os 380 V o defeito está na fonte que fornece esta tensão para o inverter.
4 – Teste a frio os transistores chaveadores – Havendo ou não a tensão de 380 V para o
circuito inverter não devemos esquecer de testar os transistores mosfets chaveadores. Já
ensinamos a testar transistores mosfets em outro artigo, mas vamos resumir: No circuito com a
placa desligada da rede e os capacitores da fonte descarregados – Use a escala de X1 de um
multímetro analógico. Coloque a ponta vermelha fixa no dreno e a preta no gate (o ponteiro não
mexe) e no source (o ponteiro mexe). Agora deixe a preta no dreno e a vermelha no gate (o
ponteiro não mexe) e no source (o ponteiro não mexe). Se der resultado diferente do especificado,

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o mosfet está com defeito e em caso de um deles ruim devemos trocar os dois.
5 – Verifique se há pulsos PWM saindo do CI – Com um osciloscópio verifique a presença de
pulsos PWM nos gates dos mosfets chaveadores para verificar o funcionamento do CI oscilador
de PWM do inverter. Veja abaixo:

Se não houver pulsos PWM nos gates dos mosfets:


6 – Meça a alimentação do CI oscilador de PWM – Este CI funciona com +B de 12 V, devemos
verificar esta tensão. Se não houver, teste os componentes envolvidos com esta tensão (incluindo
o próprio CI que pode estar em curto derrubando ela).
7 – Teste os componentes a frio – Teste o transformador que alimenta as lâmpadas, os
capacitores de cerâmica de alta isolação, diodos e os demais componentes do circuito oscilador
de PWM incluindo fotoacopladores, resistores e capacitores.
8 – Troca do CI – Se os componentes verificados estão em boas condições, as tensões normais
e mesmo assim não há sinal de PWM, daí a solução será a troca do CI oscilador de PWM para o
inverter voltar a funcionar.
Em linhas gerais estes são os procedimentos para consertar o circuito PWM dos televisores LCD
que usam lâmpadas EEFL.

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19. CONSERTOS DIVERSOS EM NOTEBOOK – PARTE 1

Nesta série de alguns artigos que ora se inicia ensinarei o leitor a fazer uma série de consertos em
notebooks (e netbooks) desde aqueles mais simples os quais não envolvem conhecimentos na
área da eletrônica até aqueles um pouco mais elaborados que já exige conhecimentos em
eletrônica por parte do técnico reparador. Então me acompanhem:
1. Ferramentas apropriadas para consertos de notebook

Conjunto de chaves de precisão (fenda, philips, torx), pinças de precisão, recipiente para guardar
parafusos conforme for desmontando o aparelho.

Multímetro, osciloscópio de pelo menos 20


MHz, estação de retrabalho de SMD e BGA
(estas duas últimas opcionais) para realizar
consertos na placa mãe.

Pano macio de microfibra ou papel


higiênico e álcool isopropílico para limpeza
do aparelho incluindo a tela.

CDs/DVDs de instalação caso necessário


formatar e reinstalar o sistema operacional
no notebook.

2. Quando a tela não acende, mas o notebook funciona (com imagem num monitor
externo)

Verifique se o problema dele está na fonte inverter ou na lâmpada fluorescente do backlight do


display. Primeiro você retira os parafusos e destaca a moldura que fica em volta da tela com o
máximo de cuidado para não quebrar as travas. Depois usando um inverter de outro notebook
(sucata) e uma fonte de 12 V ligada no pino de +B e nos outros pinos (menos o terra) do conector
deste inverter alimente a lâmpada do notebook cuja tela não acende:

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Se a tela do notebook acender normalmente, a lâmpada está boa e o defeito é no inverter. Se a
tela não acender é a lâmpada queimada. Neste caso trocamos a tela do notebook:

Nas lojas “Esquemafacil” (www.esquemafacil.com.br) e Burgoseletronica


(loja.burgoseletronica.net) você encontrará pequenos reatores à venda para testar lâmpadas de
backlight dos displays LCD de televisores, monitores, notebooks e netbooks.
Na substituição observe que as telas têm códigos. No exemplo da figura acima LTN156AT01 que
também indica o tamanho da tela. Neste caso 15,6 polegadas.

Obs: A placa do inverter possui um pequeno fusível. Ás vezes ele abre e o notebook fica com a
tela apagada. Verifique-o em primeiro lugar caso o defeito seja no inverter.

Observe na figura um notebook mostrando


imagem num monitor externo. Se nem o monitor
externo mostrar imagem, veja se não é
configuração (tecla para habilitar o monitor
externo). Se nem a tela nem o monitor externo
acenderem daí o defeito é no circuito de vídeo da
placa mãe. O vídeo é feito pela ponte norte que é
o maior chipset da placa. Ou é ele queimado ou
com solda fria como ocorre bastante nos da HP.

No próximo artigo falarei sobre mais algumas falhas que ocorrem nos notebooks e netbooks.

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20. CONSERTOS DIVERSOS EM NOTEBOOK – PARTE 2

Por Luis Carlos Burgos

Neste artigo continuaremos a explicação sobre os defeitos mais comuns nos notebooks.
3. A tela apresenta riscos, manchas, pontos, chuviscos ou borrões

Em primeiro lugar observe se o defeito é fixo ou varia (às vezes a imagem ficando até normal) ao
abrir e fechar a tela. Se o defeito permanecer fixo ou variando sozinho sem mexer na tela é a
própria tela (display) com defeito. Se a variação ocorre sempre que movimentamos a tela,
normalmente é o “flat cable” ligado na tela com mau contato no conector ou danificado:

Pode acontecer de ser mau contato ou sujeira no conector do “flat cable” que vai ao display. Neste
caso retirar o flat, limpá-lo com um lápis borracha, limpar o conector com álcool isopropílico e
encaixar de volta pode resolver. Também pode ser alguma via (ou fio) do flat que está rompida. Às
vezes ocorre isso com o fio que faz o aterramento do “flat cable”.

4. Limpeza da tela LCD

Jogue um pouquinho de álcool isopropílico na tela e com um pedaço de papel higiênico ou um


pano bem macio passe cuidadosamente na tela até remover as marcas de dedos, poeira ou
gordura. Passe o pano ou papel quantas vezes necessário até a tela ficar bem limpa.

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5. Quando o notebook não liga e nem acende o led do painel

Com um multímetro meça a tensão no conector da fonte externa. Devemos encontrar entre 18 e
19 V. Na maioria das fontes de notebook o pino central do conector é o (+). Se não tiver tensão, a
fonte está com defeito (pode ser ela ou um dos cabos) e temos as seguintes alternativas:
consertá-la, trocá-la por outra igual ou por uma universal que serve na maioria dos notebooks.

Se a fonte estiver normal e o notebook não ligar de jeito nenhum o defeito está na placa mãe dele
indo desde ao próprio conector da fonte até algum chipset ou processador queimado.

6. Problemas com teclado

O teclado pode apresentar uma ou algumas teclas que falham ou não funcionam, apertando uma
tecla sai outro caractere diferente do indicado, tecla travada, sumindo as indicações, etc. A troca
do teclado consiste em retirar a moldura que fica em volta dele, desparafusá-lo, soltar as travas do
lado e ao puxá-lo para frente tomar o cuidado de não forçar para não quebrar o “flat cable”. Para
liberar o flat do teclado, basta destravar o conector na qual ele está encaixado com uma pinça.

No próximo artigo trarei mais alguns defeitos que ocorrem nos notebooks.

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21. CONSERTOS DIVERSOS EM NOTEBOOK – PARTE 3

Neste artigo continuarei expondo os defeitos mais comuns nos notebooks. Agora falando a
respeito de falhas relacionadas com a placa mãe.

Quando a placa não liga e a fonte externa está funcionando

Verifique primeiro se chega o +B de 19 V (pode ser outro valor, porém próximo) no conector da
fonte e depois nos transistores mosfets que alimentam a tensão Vcore ao processador. Estes
transistores são de potência e ficam ao lado do soquete do processador. Alguns ficam por cima e
outros por baixo da placa. Veja abaixo como medir a tensão no conector e nos transistores:

Se não houver tensão nos pinos do conector onde entra a fonte, este conector deve ser trocado.
Se a tensão chega ao conector e não aos transistores mosfets, devemos pesquisar todos os
componentes e trilhas envolvidos no caminho destas duas etapas.
Faça o curto rápido com o terra no conector da chavinha on/off para ligar a placa. A seguir veja se
tem a tensão Vcore para alimentar o processador. Esta tensão é obtida nos terminais das bobinas
grandes ao lado dos mosfets de potência e do soquete do processador. Ela é normalmente
próxima de 1,2 V:

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A falta desta tensão não deixa a placa funcionar e as causas podem ser: processador em curto
(em notebook é mais difícil), algum ou alguns dos mosfets em curto (daí queima o processador
junto), circuito oscilador de PWM que controla os mosfets ou o CI super I/O. É este super I/O que
fornece o comando liga/desliga para a placa começar a funcionar.
Se faltar a tensão para alimentar o processador, mas os mosfets estão bons e não há curto no
próprio processador podemos verificar o funcionamento do CI oscilador de PWM medindo os
pulsos nos gates dos mosfets chaveadores da tensão Vcore conforme a figura a seguir:

No caso do notebook mostrado temos 4 pares de mosfets para a tensão Vcore: dois pares na
parte de cima e dois na parte de baixo da placa. Em cada par, um dos mosfet recebe uma onda
quadrada de 25 Vpp e o outro cerca de 5 Vpp. A freqüência é da ordem de centenas de KHz.
Cada um dos 8 mosfets deve receber a onda quadrada (PWM) no gate indicando o funcionamento
correto do CI oscilador de PWM. A falta deste sinal pode indicar defeito no CI oscilador de PWM
ou no setor do CI super I/O.
No próximo artigo explicarei como fazer o teste no CI super I/O e também no circuito gerador de
clock da placa mãe sem o qual tal placa fica completamente desligada.

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22. CONSERTOS DIVERSOS EM NOTEBOOK – PARTE 4

Neste artigo continuarei expondo os defeitos mais comuns nos notebooks. Agora mostrarei como
fazer o teste da função ON/OFF do CI super I/O e o funcionamento do gerador de clock da placa
mãe.

Teste no CI super I/O

O super I/O é um CI SMD relativamente grande que faz várias funções num notebook entre elas a
função liga/desliga. Meça em primeiro lugar a tensão no pino de +B dele. A pinagem o super I/O
pode ser identificada com o esquema do notebook ou o datasheet do CI encontrado na internet.
Se o +B está bom verifique qual é o pino liga/desliga da tensão Vcore (pode vir assim: CPU CORE
ON). Meça a tensão neste pino com o notebook desligado e depois ligado:

No aparelho de estudo (DELL 1545) o pino 28 do super I/O é o liga/desliga (o número do pino
varia de um CI para outro). Com o notebook em standby (foto da esquerda) temos 0 V neste pino.
Ao ligar (fazendo o curto rápido no terminal da chave com o terra) a tensão pula para 3,3 V (foto
da direita) indicando que o CI está bom. Se não sair os 3,3 V ao ligar, o super I/O está com defeito
e deve ser trocado. Conforme explicado o super I/O é um CI SMD e para trocar usamos a estação
de retrabalho de SMD por ar quente.

Testando o cristal gerador de clock da placa

A placa mãe dos notebooks e dos computadores PC possui um circuito gerador de clock formado
por um cristal de 14,318 MHz e um CI chamado multiplicador de clock. Tal CI multiplica a
freqüência do cristal em vários valores que serão aplicados aos vários circuitos da placa e ao
processador. Os circuitos digitais da placa mãe e do processador necessitam deste sinal para
sincronizar a transferência de dados entre eles. Sem o clock os circuitos não transferem dados e a
placa fica completamente inoperante mesmo que as tensões de alimentação dos circuitos estejam
corretas. Para verificar o funcionamento do cristal colocamos o osciloscópio num de seus
terminais (qualquer um) e devemos encontrar uma onda senoidal e se o osciloscópio for do tipo
digital teremos a indicação da freqüência diretamente no visor. Na foto a seguir podemor ver como
é feita a medida da freqüência do cristal de clock da placa com osciloscópio:

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Se não houver este clock no cristal (14,318 MHz) o defeito pode ser no próprio cristal e daí
podemos tentar a troca por outro já que a freqüência é padrão em todas as placas de PC. Se o
cristal está bom pode ser defeito no CI multiplicador de clock (ao lado do cristal) ou falta de +B de
alimentação neste CI.

Observação – Só devemos fazer o teste do clock após checarmos todos os pontos de


alimentação da placa.

No próximo artigo falarei do circuito relacionado com a bateria de 12 V para alimentação do


notebook quando ele está fora da rede elétrica.

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23. CONSERTOS DIVERSOS EM NOTEBOOK – PARTE 5

Neste artigo continuaremos abordando os defeitos mais comuns nos notebooks agora enfatizando
a bateria de 12 V e o circuito associado a ela.

7. A bateria do notebook

O notebook usa uma bateria grande de lítio para alimentá-lo por algumas horas fora da rede
elétrica garantindo assim certa autonomia para o uso destes aparelhos.

Esta bateria recarregável possui vários terminais (normalmente 6 a 10) que fazem contato com a
placa do notebook assim que ela é encaixada em seu compartimento. Além dos pólos (+) e (-) ela
também possui terminais ligados a um circuito eletrônico interno (na própria bateria). O circuito da
bateria se comunica com a placa mãe para indicar na tela a presença e o nível de carga que ela
está no momento. Também assim a placa pode acionar o circuito de carregamento da bateria.
Podemos encaixar a bateria na placa mãe do notebook mesmo fora do gabinete e acionar a
função liga. Se a bateria estiver com carga total o led acende azul, meia carga, vermelho e carga
baixa, vermelho e piscando.

8. Quando o notebook indica que está carregando, mas a bateria fica sem carga

Neste caso o defeito pode ser a própria bateria


ou o circuito de carregamento dela na placa
mãe. O circuito de carregamento é formado por
dois mosfets acionados por um CI oscilador de
(PWM do outro lado da placa), uma bobina
grande e um fusível que transferem a tensão de
12V gerada por tal circuito à bateria. No circuito
ao lado aparecem os dois mosfets (8 pinos
cada), a bobina o fusível marcado R010 no
corpo e o mosfet que liga a bateria no circuito ao
lado do conector dela. Os terminais mais longos
nos extremos do conector correspondem aos

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pólos (+) e (-). Nos terminais centro dois deles fazem a comunicação da bateria com a placa
usando linhas de SDA (dados) e SCL (clock). O circuito de carregamento só é acionado quando
há bateria encaixada no conector. Quando a bateria não está sendo carregada teste o fusível em
primeiro lugar.
Para testar o circuito de carregamento não basta apenas medir a tensão nos terminais da bobina
porque com ou sem bateria vamos ter uma tensão aí. Tal tensão pode ser 19 V (quando a fonte
está conectada na placa) ou 12 V com a bateria conectada mesmo com pouca ou nenhuma carga.
O melhor método é encaixar a bateria e a fonte externa e medir com o osciloscópio os pulsos
presentes no terminal da bobina ligado nos mosfets:
A presença dos pulsos de
algumas centenas de KHz indica
que o circuito está funcionando e
se o fusível também está bom é a
bateria que precisa ser
substituída. Se o circuito não
funciona (não tem pulsos) daí
fazemos a inspeção nos
componentes desta etapa.

9. Quando a bateria não é


reconhecida pelo notebook

Verifique em primeiro lugar as


linhas de comunicação de data
(SDA) e clock (SCL) que saem de
dois pinos da bateria para o
circuito com o osciloscópio:
Aí devemos encontrar onda
quadrada de algumas centenas de
Hz nos pinos SDA e SCL da
bateria. Se faltarem estes pulsos é
a bateria que deve ser trocada. Se
houverem os pulsos a falha é no
CI super I/O.
Dica: Se a bateria não é
reconhecida e o notebook a
carrega, é o CI super I/O que está
com defeito. Se o notebook não
reconhece e nem carrega a
bateria, é ela mesma que está
com defeito e deve ser trocada.
No próximo artigo encerraremos
nossa explanação sobre consertos de notebooks.

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24. CONSERTOS DIVERSOS EM NOTEBOOK – PARTE 6

Neste artigo encerraremos a explicação de como trabalhar com conserto de notebooks:

9. Quando a placa não liga e a bateria de 3 V de lítio está descarregada

O notebook assim como o PC possui internamente uma bateria redonda e chata de 3 V


(geralmente a CR2032). Ela serve para manter as configurações do setup quando a placa está
desligada da tomada. Sem ela a placa liga, mas perde as configurações, data e hora do setup. Se
a placa veio sem funcionar e a bateria sem carga, é bem provável que seja defeito no chipset
ponte sul (em curto) que é de quem a bateria alimenta um setor quando a placa está desligada.
Veja abaixo o teste da ateria e o aspecto de um chipset ponte sul.

10. Retirada e colocação do processador

Processadores não dão muito defeito nos notebooks, porém se o processador for num soquete
(alguns são soldados direto na placa usando a tecnologia BGA) há um parafuso num dos lados de
tal soquete. Basta girar o parafuso num lado para travar e no outro lado para destravar o
processador. Este processo deve ser feito com cuidado para não estragar o soquete:

Obs: quando for recolocar o processador e o dissipador sobre ele tome o cuidado de não apertar

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muito os parafusos de tal dissipador para não correr o risco de quebrar a cerâmica do processador
e desta forma inutilizá-lo.

11. Posicionando a placa mãe para trabalhar fora do gabinete

Em primeiro ligar devemos parafusar os dissipadores sobre o processador e o chipset. Sem eles a
placa não liga conforme explicamos anteriormente. Colocamos também o pente de memória no
seu slot. Ligamos a fonte na placa e fazemos um curto rápido entre o terra (alguma parte metálica
grande da placa) e um dos pinos do conector aonde vai a chave on/off (tem que ser nos pinos que
não estão ligados na trilha de terra). O led acende indicando que a placa ligou. Não há
necessidade do cooler para testar a placa fora do gabinete.

Assim você pode medir tensões, sinais ou testar componentes (é claro que neste caso com a
placa desligada da fonte).

Cuidados que devemos tomar para o trabalho com notebooks e netbooks:

Usar alguma (ou algumas) ferramenta antiestética para manusear a placa (manta,
luva, pulseira, jaleco, pincel, etc.);
Manusear com cuidado os minúsculos componentes SMD destas placas;
Desmontar com calma e organizar os parafusos para que a montagem seja fácil;
Cuidado com chave de fenda/Philips para que ela não escape ao controle e arranhe a
placa quebrando assim algumas trilhas da mesma e inutilizando-a;
Se for necessário o uso de ferro de solda use apenas um de 30 W ponta fina;
Muito cuidado com a tela. Qualquer esbarrão e ela pode quebrar. Proteja-a muito
bem quando estiver trabalhando com o notebook;
NUNCA abra a tampa do notebook segurando pela tela. A possibilidade de quebra-la
com este movimento é muito grande;

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25. CONVERSORES DC-DC - PARTE 1

Conversores DC-DC são fontes chaveadas que transformam tensão contínua de um valor em
outro com o mínimo de perdas de energia. Encontraremos estes circuitos nos mais modernos
equipamentos eletrônicos atuais como notebook, tablets, celulares, TVs LCD e LED, etc. Estas
fontes alimentam os circuitos de tais aparelhos através de um ou dois valores fixos de tensão
vindos da fonte de alimentação principal. Há dois tipos de conversores DC-DC: o que aumenta a
tensão chmado “boost” e o que diminui a tensão chamado “buck”. Neste artigo falarei um pouco
sobre o conversor “buck” e em outro explicarei o “boost”.

Conversores “buck” ou “step-down”

O circuito básico possui um transistor chaveador (geralmente mosfet), um oscilador de PWM, uma
bobina, um diodo e um capacitor de filtro. Veja abaixo o princípio de funcionamento:

Quando o gate de Q1 vai a nível 1 (sinal PWM) ele conduz, passa corrente pela bobina L1
armazenando energia nela em forma de campo magnético e carregando o capacitor C2 com a
tensão de +B que vai alimentar a carga. Quando o gate de Q1 vai a nível 0 ele corta e a energia
armazenada em L1 faz a tensão no catodo de D1 ficar abaixo de zero. Assim D1 conduz, circula
corrente por ele mantendo o capacitor carregado e a carga alimentada. Quando o gate de Q1 vai
a nível 1 novamente D1 corta e o ciclo recomeça. A tensão a ser obtida na bobina (saída de +B)
depende da velocidade de chaveamento de Q1. D1 além proporcionar a circulação da corrente
pela carga quando Q1 corta, também protege este transistor dos impulsos negativos de retorno da
bobina durante o estado de corte dele. Como temos uma chave (transistor) e uma bobina em série
com a fonte principal, a tensão aplicada à carga sempre será menor que a tensão principal, porém
perfeitamente estável independente do consumo da carga dentro de certos limites.
Na figura a seguir temos o exemplo de um conversor “buck” usado num televisor LCD. Neste
circuito o mosfet chaveador está dentro de um CI de 8 pinos. O conversor mostrado transforma
uma tensão de 19 V em outra de 3,3 V.

O CI U26 é um oscilador de PWM. O sinal que sai dele passa por dois transistores amplificadores
de corrente (Q25 e Q26) e daí para o gate do CI mosfet Q24. Nos sources do mosfet entra um +B
de 19 V e nos drenos sai o +B de 3,3 V. Quando o mosfet conduz passa corrente, armazena
energia na bobina L75 e alimenta a carga.

Quando o mosfet corta, o diodo D37 conduz devido à energia da bobina, mantém a corrente na
carga e o capacitor C365 carregado. Bem à direita do circuito a bobina L76 e o capacitor C366
melhoram bem a filtragem da tensão de 3,3 V. O diodo zener ZD36 protege a carga caso o mosfet
entre em curto e deixe passar direto a tensão de 19 V. Os resistores R279 e R285 retiram uma

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amostra da tensão de saída da fonte e enviam de volta ao CI para que este altere o PWM e
mantenha o +B sempre em 3,3 V independente da tensão de entrada ou consumo da carga. O
capacitor C360 e o resistor R271 formam um circuito chamado “snubber” para eliminar os ruídos
de chaveamento do mosfet.

No próximo artigo falarei a respeito do conversor “buck” do tipo síncrono usado para alimentar
circuitos de alto consumo de energia como pro exemplo processadores e chipsets de televisores,
computadores, notebook e outros.

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26. CONVERSORES DC-DC - PARTE 2

Neste artigo falarei a respeito dos conversores “buck” síncrono capaz de operar com cargas que
trabalham com baixa tensão porém corrente muito alta como por exemplo os processadores
usados em computadores, laptops ou outros equipamentos eletrônicos. Explicaremos também
como testar e consertar os conversores “buck”.

Conversor “buck” síncrono

Neste circuito o diodo que mantém a corrente no circuito é substituído por outro mosfet chaveado
pelo mesmo oscilador de PWM. Veja a seguir o princípio de funcionamento:

Nos esquemas mostrados Q1 é o chaveador principal e Q2 é outro chaveador substituindo o


diodo. No gate dos dois chega o sinal de PWM do CI oscilador. Se a tensão de saída for bem
baixa, o PWM no gate de Q1 tem amplitude bem maior que o do gate de Q2. Se a tensão de saída
for mais alta, a diferença de amplitude do sinal nos gates fica menor. Quando o gate de Q1 vai a
nível 1, Q2 vai ao nível 0, a corrente passa por Q1, armazenando energia em L1, carregando C1 e
alimentando o circuito. Quando o gate de Q1 vai a nível 0, Q2 vai a nível 1, a energia em L1 faz
circular corrente por Q2, pela carga e mantém o capacitor C1 carregado com a tensão correta. Os
pulsos entre Q1 e Q2 são devolvidos ao CI para que ele sincronize o funcionamento dos
transistores (daí o nome do conversor). Este sinal de fase indica ao CI o momento certo de ligar
um dos transistores e desligar o outro.

Estes conversores buck síncronos são usados na alimentação de diversos circuitos de placa mãe
de PC ou notebook incluindo o próprio processador. De acordo com o consumo da carga
poderemos ter dois mosfets em paralelo no lugar de Q1 e/ou Q2 ou até várias células destas para
alimentar o mesmo circuito. Assim elas dividem a corrente e não superaquecem os mosfets. Veja
abaixo um conversor usado para alimentar um processador de notebook (não aparece o CI):
Agora vamos colocar as funções dos componentes principais:

U3 e U39 = Chaveadores principais. São dois para dividirem a corrente;


U2 e U38 = Chaveadores secundários substituindo o diodo;
L8 = Bobina que armazena a energia e alimenta a carga no corte de U3 e U39;
C14, 15 e 16 = Capacitores de filtro que armazenam a tensão de alimentação da carga;
R39, 40, 42 e 43 = Devolvem uma amostra de tensão e corrente ao oscilador de PWM para
que este corrija o sinal e por consequência a tensão fornecida pelo conversor.

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A seguir podemos visualizar o circuito:

Roteiro para conserto do conversor “buck”


Verifique se chega e sai +B do conversor nos valores corretos;
Não sai +B do conversor, mas também não entra tensão nele – Neste caso o defeito está
na fonte que alimenta o conversor;
Chega tensão normal no conversor, mas não sai – Verifique se não tem curto na saída
dele, desligando a alimentação da carga. Outra forma de descobrir curto é usar um multímetro
de ponteiro (analógico) em X1 ponta vermelha no terra e a preta na saída de +B do
conversor. O ponteiro não deve chegar ao zero. Em alguns casos resistências baixas como
5, 10 Ω são normais dependendo do circuito que o conversor alimenta.
Não sai tensão do conversor e não há curto na linha de +B – Se o mosfet é separado do
CI, verifique se ele está bom, se o CI está alimentado, componentes em volta e trocar o CI.
Se o mosfet for dentro do CI a solução será a troca do mesmo.

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27. CONVERSORES DC-DC - PARTE 3

Neste artigo falarei a respeito dos conversores DC-DC do tipo “boost” que funciona de forma
contrária ao “buck” visto nos artigos anteriores. Ele recebe uma tensão contínua menor e converte
num valor mais alto. Veja abaixo o princípio de funcionamento do “boost”:

Observe como este circuito usa os mesmo componentes básicos do “buck” porém ligados de
forma diferente. A função de Q1 neste circuito é ligar e desligar L1 que funciona como “booster”
(bobina reforçadora). Quando o gate de Q1 vai a nível 1 ele conduz passa corrente por L1 que
armazena energia. Quando o gate de Q1 vai a nível 0, ele corta e a energia da bobina se soma
com o +B de entrada, sendo retificada por D1 e filtrada por C1 resultando num +B de saída maior
que o de entrada. Este tipo de circuito é usado para fornecer tensão para alimentar o backlight nas
TVs LED e em algumas fontes de TV LCD.

Veja abaixo um conversor boost usado numa TV Philips LCD que transforma 150 em 380 V:

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Os componentes principais:

IC909 é o CI oscilador de PWM;

Q904 é o mosfet chaveador;

L904 é a bobina booster (reforçadora);

D914 é o retificador da tensão de saída;

C907 é o filtro da tensão de saída.

O pino 1 do CI recebe uma amostra da tensão de saída (FB = “feedback”) para que ele possa
ajustar a tensão da linha de 380 V no caso de alguma variação desta tensão.

Roteiro para conserto do conversor boost

Meça as tensões na entrada e saída do conversor – É obrigatório que a tensão de saída


esteja maior que a de entrada;
A tensão de saída está igual à de entrada – Neste caso o conversor não está operando.
Devemos verificar: O CI (por troca), a alimentação dele, algum comando que talvez ele
precise receber para oscilar, o diodo retificador da tensão de saída, componentes ao redor
dele e até o próprio mosfet aberto (defeito raro).
Não há tensão chegando ao conversor – Verifique se o mosfet não está em curto (defeito
comum). Neste caso derruba o +B todo inclusive na entrada do conversor. Teste o diodo e o
capacitor que filtram a tensão de saída. Verifique também se não há curto na linha de +B
após o conversor.

Observação – Se o conversor funciona, mas a bobina, mosfet ou o diodo esquentam muito, teste
todos os resistores ao redor do CI oscilador de PWM. Algum deles pode estar com valor alterado
e pode causar esta falha.

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28. TERMOS TÉCNICOS USADOS EM TVs LCD E LED

Neste artigo colocarei o que significam algumas siglas em inglês que aparecem frequentemente
em esquemas e manuais de serviço de uma série de equipamentos eletrônicos tais como TVs
LCD ou LED, DVD player e aparelhos de som:

ADC – Conversor analógico digital;


AFC – Controle automático de freqüência. Corrige a freqüência do seletor varicap;
AGC – Controle automático de ganho. É usado para ajustar ganho do seletor de acordo com o
nível de sinal na antena;
AR – Tamanho da imagem 4 por 3 ou 16 por 9;
ASF – Algoritmo que remove as barras laterais da tela quando não há sinal de vídeo;
ATSC – Comitê para o sistema de TV avançado. Padrão da TV digital nos EUA;
AV – Áudio e vídeo externo;
BGA – Tipo de CI que usa esferas de solda para fixação e contatos nas trilhas da placa de circuito
impresso. É um modelo de CI muito usado nos televisores LED e LCD comuns;
BLU – Unidade backlight dos televisores LCD seja ela de LED ou de lâmpadas CCFL;
CCFL – Lâmpada fluorescente de catodo frio usada no backlight das TVs LCD comuns;
CCD – Legendas transmitidas para auxiliar os deficientes auditivos;
Compair – Dispositivo usado pela Philips para detectar erros e ajustar seus aparelhos;
CSM – Modo de ajuste para o usuário;
CVBS – Sinal de vídeo composto (luminância + croma);
DAC – Conversor digital analógico;
DBE – Reforço extra para sons graves;
DCM – Módulo para comunicação de dados;
DDC – Canal de dados do monitor. Contém informações sobre o modelo do aparelho;
DDR – Memórias com dupla taxa de transferência de dados;
DIM – Controle de brilho do backlight da TV LCD/LED;
DRAM – Memória RAM dinâmica;
DRM – Gerenciador de direitos digitais;
DSP – Processador de sinais digitais. Nome dado ao maior CI de um televisor LED ou LCD;
DST – Ferramenta (controle remoto) especial para assistência técnica;
DVI – Interface de sinal de vídeo digital;
EEFL – Lâmpada fluorescente de eletrodo externo usada nas modernas TVs LCD;
EEPROM – Memória que armazena os dados de ajuste da TV;
EN – Comando para habilitar o funcionamento de algum circuito;
FDS ou FDW – Duplo quadro ou duas imagens ocupando a tela toda;
FHD – Completa alta definição;
FLASH – Memória com o firmware (software necessário para o funcionamento da TV);
Gb – Gigabyte. Corresponde a mais de 1 bilhão de bytes;
HD – Alta definição. Imagem com um grande número de linhas e colunas;
HDD – Disco rígido para armazenamento de dados;
HDMI – Interface multimídia de alta definição. Usada para transferir sinais de áudio e vídeo digitais
de alta definição através da tecnologia TMDS;
HP – Fone de ouvido;
I²C – Barramento duplo para a comunicação serial entre os vários circuitos do aparelho;
IR – Infravermelho do controle remoto;
IRQ – Pedido de interrupção para um circuito se comunicar com o CI micro;
ISDB-T – Serviço integrado de transmissão digital terrestre – O padrão da TV digital do Brasil;
ITV – TV Institucional usada em hotéis, hospitais, etc;

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LS – O estado dos controles de um aparelho quando ele é desligado. Ele é memorizado pela
EEPROM de modo a ligar a TV com os ajustes iguais quando ela foi desligada;
LATAM – América Latina;
LCD – Tela de cristal líquido;
LED – Diodo emissor de luz. Formam o backlight das TVs LED.
LVDS – Tráfego de sinais diferenciais em baixa tensão. São trilhas de baixa tensão (de 0,5 a 1,2
V) que levam o sinal em alta velocidade à placa T-con dos televisores LCD e LED;
Mb – Megabyte. Corresponde a cerca de 1 milhão de bytes;
MPEG – Formato digital usado para processar imagens nos televisores LCD;
MUTE – Corte do som da TV;
NAFTA – América do Norte;
NC – Sem conexão;
NTSC – Comitê para o sistema nacional de TV. Sistema do sinal de croma usado em vários
países como os da América do Norte e Japão. O sinal de cor é 3,579545 MHz;
NVM – Memória que não perde os dados ao desligar a TV. Pode ser usada para armazenar os
comandos e ajustes;
OAD – Atualização de software através do sinal recebido pela antena da TV;
OSD – Menu na tela da TV;
PAL – Linha de fase alternada. Sistema do sinal de croma usado em vários países incluindo o
Brasil. O sinal de cor é 3,575611 MHz no sistema PAL-M e 3,582056 MHz em PAL-N;
PCB ou PWB – Placa de circuito impresso;
PCM – Modulação por código de pulso;
PIP – Quadro dentro de quadro. Imagem menor sobreposta à uma imagem maior;
PLL – Laço de fase travada. Circuito usado pelo seletor varicap para sintonizar os canais e
memorizá-los;
PSON – Comando para ligar a fonte de alimentação;
PWM – Modulação por largura de pulso. É uma onda quadrada de largura variável;
RAM – Memória de acesso aleatório. Este tipo de memória perde os dados quando tem sua
alimentação interrompida. Portanto ela é sempre carregada quando o aparelho é energizado;
RESET – Pulso momentâneo para inicializar os circuitos quando a TV é energizada;
RSDS – Sinais diferenciais de balanço reduzido. São pares de trilhas com baixa tensão entre elas
(0,2 a 0,4 V) que levam os sinais digitais da placa T-con ao display LCD de TVs e monitores;
SCL – Sinal de clock (sincronismo) do barramento I²C;
SDA – Dados seriais bidirecionais do barramento I²C;
SDRAM – Memória RAM dinâmica síncrona. Este tipo de memória é usado pelo CI DSP para
carregar os dados a serem corrigidos e poderem desta forma formar as imagens para o display
LCD. As memórias SDRAM dos televisores LCD são do tipo DDR;
SIF – Sinal de FI de som (4,5 MHz);
SMPS – Fonte de alimentação chaveada;
SSB – Placa processadora de sinais (placa principal) das TVs LCD;
STB – Set top Box. Circuito que recebe e processa os sinais digitais das emissoras de TV;
T-CON – Placa que converte o sinal da linha LVDS para o padrão RSDS usado no display LCD;
TFT – Transistores mosfets microscópicos que controlam os subpixels das telas das TVs LCD;
TMDS – Tráfego de sinais diferenciais com redução de interferência. Este sistema é usado para
transferir dados digitais em alta velocidade pelos conectores HDMI e DVI sem a influência de
ruídos eletromagnéticos;
UART – Transmissão/recepção universal de dados controlada por software;
USB – Barramento serial universal. Usado para conectar vários tipos de periféricos à TV;
USRT – Transmissão/recepção universal de dados controlada por hardware (circuito eletrônico);
USART – Transmissão/recepção universal de dados controlada por hardware e software;
YPbPr – Sinais de vídeo componentes: luminância e diferenças de cor R-Y e B-Y;
YUV – Sinais de vídeo componentes.

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29. COMO TESTAR A PLACA DA FONTE DAS TVs LCD LED

Neste artigo ensinarei como fazer um diagnóstico de funcionamento da placa da fonte (SMPS) de
uma TV LCD convencional ou LED caso você receba alguma para consertar que não esteja
ligando (o led do painel pode acender ou não). A primeira coisa a identificar é o conector que vai
ligado da fonte para a placa principal (“main board” ou “SSB”). Neste conector saem as tensões
para alimentar a placa principal, normalmente 3,3, 5, 12 e 24 V (a TV que você vai testar pode não
ter todas elas, porém usualmente são estes valores). A maioria das tensões estará presente
somente quando ligamos a TV pelo painel ou pelo controle remoto. Porém uma delas estará
sempre presente quando o cabo de força estiver na rede. Esta é a tensão de “stand by” da TV.
Normalmente 3,3 ou 5 V e está no conector da fonte podendo vir com o nome de VSB, SB ou
somente o valor (3,3 ou 5 V). Ela é fácil de achar porque é a única que aparece ao ligar o cabo de
força da TV na tomada. Mas se ao ligar o cabo não aparecer nenhuma tensão no conector da
fonte mesmo com ele desligado da placa principal da TV, a fonte está com defeito e nem precisa
fazer o teste ensinado neste artigo. Há outro pino do conector chamado PSON, VON ou S/B
(varia de uma marca para outra) encarregado de ligar a fonte principal quando tocamos no botão
on/off no painel ou controle da TV. Este pino recebe um comando para ligar a TV (fica em nível
alto) da placa principal. Sem este comando a fonte não libera as outras tensões (5, 12 ou 24 V).
Então para testarmos o funcionamento da fonte independente da placa principal vamos simular o
comando usando um resistor de 470 Ω ou 1 K x ¼ W. Coloque o resistor entre o pino da tensão
de “stand by” e o pino “on/off” da TV (por exemplo PSON ou S/B) do conector que sai da fonte.
Veja na figura á seguir numa fonte de TV Philips:

Ao ligar a fonte na rede com o resistor conectado meça todas as tensões no conector de saída (5,
12 e 24 V). Se aparecerem todas normalmente, a placa da fonte está boa e daí o defeito da TV
não ligar está na placa principal. Se as tensões não surgirem, o defeito estará na placa da fonte.
Veja na pagina seguinte uma foto do conector da fonte que estamos usando como exemplo e o
local onde colocamos o resistor de teste:

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Em algumas TV há mais de um pino onde entra o comando on/off na fonte e neste caso pode ser
necessário mais de um resistor para fazer este “jumper”, mas a regra é sempre da tensão “stand
by” (3,3 a 5 V) para algum pino liga/desliga.

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30. TRANSFORMADORES 110/220 V PARA PEQUENOS APARELHOS

Neste artigo falarei um pouco a respeito dos transformadores encontrados na entrada de força dos
rádios e pequenos equipamentos como microsystem ou CD player. Tais transformadores podem
ter secundário de dois fios (0 + 12 V), por exemplo, ou 3 fios (12 + 12 V) por exemplo. Isto vai
depender de como é estruturada a fonte deste aparelho. O tamanho do transformador dependerá
do consumo de corrente do aparelho. Quanto mais potente for o aparelho maior será o tamanho.
O primário pode ser duplo (dois primários para 110 V cada) ou único para 220 V com um fio
central podendo assim ser usado também na rede de 110 V. Desta forma você encontrará
transformadores de força com 3 ou 4 fios no primário. Para usá-lo em ambas as redes (110 ou
220 V) devemos liga-lo numa chave conforme mostra o desenho a seguir:

Teste do transformador com três fios no primário


No primário você pode usar a escala de X1 ou X10 do multímetro analógico ou a escala até 2 K no
multímetro digital. Medimos a resistência entre os dois fios centrais e o central em relação a cada
ponta. O ponteiro deve mexer em todos os testes. Se o ponteiro não mexer em algum dos testes o
transformador está com primário aberto. No secundário o teste é feito na escala de X1. Observe:

Podemos observar nestes transformadores de 3 fios no primário como a resistência é menor entre
um dos fios da ponta com o fio central. Este fio da ponta (de menos resistência) é o chamado
“comum” (serve nas duas redes 110 e 220 V). Por isto ele não passa pela chave. Já o secundário
apresenta resistência bem menor e o mesmo valor entre o fio central e cada fio da ponta.

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Teste do transformador com quatro fios no primário
Neste tipo cada par de fios é um primário separado. Então medimos a continuidade entre cada par
do lado primário e devemos encontrar aproximadamente o mesmo valor em cada par. Se o
ponteiro não mexer em algum par o transformador está queimado. Veja no desenho a seguir:

Dicas para identificar a tensão de um transformador queimado num rádio

1 – Pelas pilhas: Se o rádio usa pilhas, a tensão do transformador é igual à das pilhas. Se o rádio
tem 4 pilhas ele funciona com 6 V. Logo o transformador será de 0 + 6 V se for de dois fios no
secundário ou 6 + 6 V se tem 3 fios no secundário.

2 – Pelo maior capacitor eletrolítico de filtro: Se o rádio não usa pilhas, verifique qual a tensão
marcada no corpo do maior capacitor eletrolítico dele. Use a metade deste valor para o
transformador. Por exemplo: Se o maior capacitor eletrolítico do rádio tiver 16 V no corpo,
usaríamos um transformador de 8 V. Como este valor é difícil de encontrar no mercado usamos
um transformador de 9 V ou 9 + 9 V (se for com 3 fios no secundário).

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31. DICAS PARA LER ESQUEMAS ELÉTRICOS DA MARCA PHILIPS

Neste artigo mostro como desvendar alguns mistérios acerca da leitura de esquemas dos
aparelhos da Philips. A primeira vista pode parecer difícil, mas não é.

1 - Identificação dos componentes nos esquemas dos aparelhos Philips – Alguns aparelhos
da Philips possuem um sistema diferente para identificar a posição das peças. São quatro dígitos
para a peça, onde o primeiro (milhar) indica o tipo de componente (transistor, resistor, etc.), o
segundo (centena) indica o circuito ao qual pertence e os dois últimos (dezena e unidade) indicam
a posição da peça no circuito. Veja um exemplo na figura a seguir:

3406 – O número “3” indica resistor neste circuito, “4” indica o circuito à
qual o resistor está (no caso o circuito horizontal de uma TV), “06” indica
a posição dele na placa;
7402 – O “7” é transistor, “4” circuito horizontal e “02” posição;
2401 – O “2” é capacitor, “4” circuito horizontal e “01” posição.

2 – Separação das folhas no esquema elétrico e em blocos - Como em várias marcas de


televisores, nas da marca Philips o esquema começa com o digrama em blocos e fiação entre os
blocos. No canto em cima à esquerda em cada bloco temos uma letra com um número. Ex: A2,
B5, etc. Cada indicação desta corresponde ao circuito ou folha do esquema que ele está. Veja na
figura a seguir:

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3 – Linha Mestra - É um artifício criado pelos fabricantes para diminuir a quantidade de ligações
(linhas) passando pelo esquema de modo a torná-lo mais agradável à vista e mais fácil de
interpretá-lo. A linha mestra consiste numa linha normalmente mais grossa que as demais linhas e
que fica nos cantos do esquema. Várias ligações do esquema vão para a linha mestra no canto da
folha indicando para qual folha elas se dirigem, por exemplo, A3, A5, etc. Na folha de destino
também há uma linha mestra com as ligações saindo e entrando nela indicando a folha ou folhas
às quais estas ligações se dirigem. Embora as ligações estejam separadas pelas linhas mestras
em cada folha do esquema, no aparelho a trilha é uma só. Veja um exemplo de linha mestra no
esquema de um televisor da Philips na figura a seguir:

4 – Quadrantes - A Philips tem seus esquemas divididos em linhas (A, B, C, etc.) e colunas (1, 2,
3, etc.) e a lista dos componentes no canto da folha. Cada peça é identificada com uma coluna e
uma linha. Ex: 2532 C5. Significa que esta peça está no quadrante (junção) da linha “C” com a
coluna “5”. Então é nesta pequena parte do esquema que está a peça. Veja na figura a seguir:

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32. FUNÇÕES DOS PINOS DO CI UOC DO TELEVISOR TOSHIBA U19

Neste artigo mostrarei as funções dos pinos principais dos pinos do CI UOC (“Ultimate One Chip”)
do televisor Semp Toshiba chassis U19. O UOC desta TV é do tipo SMD e possui 80 pinos
embora nem todos sejam usados. Abaixo temos o esquema elétrico do CI da TV citada:

Os pinos com as marcações NC não são ligados e nenhum componente, ou seja, não são usados
e os marcados com GND são ligados ao ponto de terra da TV. Como podemos observar na figura,
o CI é dividido em duas partes: A parte da esquerda é o microcontrolador e a da direita o
processador geral da TV (vídeo, som, horizontal e vertical). Vamso dividir a pinagem em dois
grupos:
1 – Microcontrolador
Pino 1 – Liga/desliga da bobina desmagnetizadora do tubo;
Pino 2 – Sinal de clock para comunicação do CI com a eeprom;
Pino 3 – Sinal de dados para comunicação do CI com a eeprom;
Pino 4 – Função mudo para o circuito de som;
Pino 69 – Sinal de clock para comunicação do CI com o seletor varicap;
Pino 74 – Sinal de clock para comunicação do CI com o seletor varicap;
Pino 67 – Entrada do teclado;
Pino 76 – Entrada do receptor do controle remoto;
Pinos 63 e 64 – Cristal de clock de 8 MHz;
Pinos 79 e 80 – Função liga/desliga da TV na fonte de alimentação
Pino 71 – OVP – Desliga a TV quando a fonte de 115 V sobe;

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Pinos 9 e 61 – +B de 5 V para alimentação do micro;
Pino 65 – Reset para o micro inicializar;

2 – Processador da TV

Pinos 13 a 15 – Saídas dos sinais RGB para a placa do tubo;


Pinos 16, 18, 29 e 48 – Alimentação do processador da TV;
Pino 19 – APC – controle automático de fase do circuito de croma dentro do CI;
Pino 21 – Detector do nível de preto do circuito de luminância dentro do CI;
Pino 22 – Saída da tensão de controle automático de ganho (AGC) para o seletor varicaop;
Pinos 23 e 24 – Entradas do sinal de FI de 44 MHz proveniente do varicap e filtro SAW;
Pino 26 – Controle automático de ganho (AGC) dentro do CI;
Pino 27 – Saída de áudio para a versão mono deste chassi;
Pinos 30 e 31 – Circuito detector de vídeo PLL dentro do CI;
Pinos 34 e 32 – Saída e entrada respectivamente do sinal de FI de som para/do filtro de 4,5 MHz;
Pinos 33 e 43 – Entradas auxiliares de áudio da TV ou do decodificador (alguns modelos);
Pinos 35 e 39 – Saída e entrada respectivamente do sinal de vídeo para/do distribuidor (buffer);
Pinos 36 e 37 – Saídas de áudio estéreo para alguns modelos;
Pino 38 – Entrada da tensão do flyback para o limitador automático de brilho e contraste;
Pino 40 – Filtro do circuito de vídeo dentro do CI;
Pino 41 – Entrada auxiliar de vídeo da TV;
Pinos 44 a 46 – Entradas de vídeo componente;
Pino 49 – Saída do sinal de 60 Hz para o CI de saída vertical da TV;
Pino 50 – Capacitor que produz a onda dente de serra para o circuito vertical;
Pino 51 – Controle automático de fase do circuito horizontal interno ao CI;
Pino 52 – Saída do sinal de 15.734 Hz para o circuito horizontal da TV;
Pino 53 – SCP (“sand castle pulse”), pulsos de castelo de areia formado pela combinação de
pulsos dos circuitos horizontal e vertical da TV. Este sinal SCP é usado em diversos estágios
internos do UOC como circuitos de croma, luminância, sincronismo horizontal, vertical e produção
do menu na tela (OSD).

Os pinos que não foram citados ou estão ligados à algum ponto de terra ou não está ligado em
nada na TV.

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33. MONITOR DE TENSÃO COM CI TL 431

Neste artigo falarei a respeito de um CI muito usado em fontes chaveadas tanto em televisores
como em diversos equipamentos eletrônicos que é o TL431. Em vários esquemas ele aparece
como um diodo zener de três terminais, mas na verdade é um CI. Seus terminais são: anodo,
catodo e referência. Veja abaixo a parte de uma fonte chaveada usada numa TV CCE onde
podemos ver aonde ele vai ligado e ao lado o aspecto físico dele:

Neste esquema o TL431 é o IC802. A fonte desta TV deve fornecer uma tensão estável de 103 V
para alimentar o circuito horizontal. Uma amostra da tensão é aplicada ao pino 1 (referência) do
431 através do divisor R816 e R817. Quando este +B de 103 V está no valor correto o pino 1
recebe cerca de 2,5 V e como é igual a tensão de referência interna do CI, este permanece
desligado e o led ligado ao pino 3 (catodo) apagado. O led faz parte do fotoacoplador IC803, cujo
transistor leva uma tensão de correção para o CI oscilador de PWM da fonte. Com o led do
fotoacoplador apagado, o CI gerador de PWM da fonte vai oscilar em sua frequência nominal e
manter as tensões corretas nas saídas da fonte. Se o +B de 103 V aumentar, o pino 1 do TL431
vai receber mais de 2,5 V. Assim ele acende o led com maior ou menor intensidade dependendo
da tensão recebida no pino 1. O led então polariza o transistor interno do fotoacoplador que por
sua vez manda uma tensão para o pino de controle do oscilador de PWM. Desta forma ele altera
sua frequência de funcionamento até reduzir a tensão na saída da fonte outra vez para 103 V.
Veja abaixo a localização do transistor do fotoacoplador e a ligação com o CI PWM da fonte:

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O IC801 é o oscilador de PWM da fonte desta TV CCE. Observe como o pino 6 recebe a tensão
do transistor interno ao fotoacoplador IC803. Porém tal tensão só chega quando led acende e
polariza o transistor e como vimos isto se dá quando a fonte está com tensão acima do normal.
Normalmente o CI TL431 atua junto com um fotoacoplador na fonte para evitar que as tensões na
linha de +B aumentem e manter o isolamento entre os terras do primário e secundário do
transformador chopper. Esta configuração é encontrada em muitas fontes chaveadas em diversos
equipamentos eletrônicos.
Observação importante – Nunca caia na besteira de retirar o TL431 e/ou o fotoacoplador da
placa e ligar a fonte. Sem estes componentes a fonte fica sem a tensão de controle e vai
aumentar o +B absurdamente causando a queima de vários componentes do restante do
equipamento.
Roteiro de conserto – Este circuito normalmente causa aumento da tensão nas linhas de +B da
fonte. No caso de uma TV, ela pode vir com o transistor de saída horizontal queimado devido ao
+B da fonte acima do normal. Podemos testar o fotoacoplador a frio com dois multímetros como
mostrado a seguir:

Observe que neste caso o fotoacoplador é de seis pinos (pode ser de quatro). O led vai nos pinos
1 e 2 e o transistor nos pinos 4 e 5 (no de quatro pinos o transistor está nos pinos 3 e 4).
Mantenha sempre a ponta preta de um dos multímetros no coletor do transistor e o outro
multímetro meça o led nos dois sentidos e quando ele conduzir, o transistor deve conduzir
também no outro multímetro. Se o fotoacoplador estiver bom troque o TL431 e verifique os
resistores em volta dele. Observe que normalmente os resistores ligados ao pino 1 dele (o da
referência) são de precisão e podem se alterar modificando completamente o funcionamento do
circuito e fazendo os +B da fonte aumentarem muito.

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34. CONSERTOS EM TVS PHILIPS LINHA PT DESLIGANDO SOZINHA

Neste artigo darei alguns testes a serem feitos nos televisores da Philips linha PT (chassis L01,
L03 e L04) quando ela se desliga sozinha após minutos ou segundos de funcionamento. Se a TV
usa como transistores pré-horizontal os BC337 e BC327 e um capacitor eletrolítico de
acoplamento (2455 na placa) ao estágio de saída horizontal, estes três componentes devem ser
trocados em primeiro lugar. A seguir temos um fluxograma para este tipo de defeito (desligando
sozinha):

Verifique se aparece
a imagem.

Aumente o screen e vá
trocando os canais para NÃO SIM Verifique se a TV
ver se aparece uma Aparece ? fica desligando
linha horizontal (defeito ao trocar de canal.
no vertical).

SIM NÃO
NÃO SIM Fica desligando ?
Aparece a linha ?

Entrar no modo de Pesquisar defeito Troque o fotoacoplador, Defeito relacionado ao


serviço e verificar no circuito vertical. entre no modo de serviço circuito BLK IN. Medir
código de erro. e verifique o código de tensão no pino 55 do
erro. Teste as linhas data CI UOC.
e clock. Troque o UOC.

Qual o valor ?

Com ou sem imagem, Sem tensão - Verifique Ligada sem imagem = 3 V


tensão sempre em 3 V se o pino do UOC não Com imagem = 6 V.
ou muito alta. está em curto.

Verificar placa do tubo, Todas as tensões Verificar linha de identificação


linha BLK IN (resistores), normais. Tubo vertical resistor 3235, diodo
CI e/ou transistores abertos fraco ou regravar 6470, zener 6476, capacitor 2476,
e/ou em curto. Na maioria dos a eeprom. resistores 3495 e 3496.
modelos tem diodos zener
nesta linha e devem ser testados.

Liga imagem reduzida desliga - Verificar circuito de realimentação pré-horizontal, volt aux 13 V
diodos 6467, 6468, resistores 3492, 3499 e trilhas ligadas.
Imagem branca sem foco e desliga - verificar soquete do tubo (trocar).
Imagem branca no centro, faixas coloridas ao redor e desliga (efeito arco-íris) - defeito no
circuito vertical ou falta de uma das tensões de alimentação do circuito (a de –B).

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Tubo fraco - Aumente screen, se não der linha de retraço, tubo muito fraco. Porém há casos nos
quais a TV Philips já está com o tubo um pouco cansado, porém não altera a qualidade da
imagem, mas mesmo assim a TV desliga. Neste caso se você quiser fazer a TV funcionar
normalmente mesmo com o tubo um pouco fraco pode “enganar” o circuito de loop de corrente de
preto (circuito que leva uma amostra das correntes dos catodos do tubo ao CI UOC para que este
mantenha a TV funcionando em caso do tubo em boas condições). O procedimento consiste em
colocar três diodos 1N4148 entre as trilhas que levam os sinais RGB à placa do tubo e o pino de
amostra das correntes de catodo (BLK IN) do CI UOC conforme mostra o esquema a seguir:

Assim o UOC manterá a TV ligada independente do estado de emissão dos catodos do tubo.
Outros casos que podem fazer a TV desligar
Vertical pela metade (com CI) - verificar saída UOC pino 16 vdrive-, falta tensão 13 V,
capacitores filtro;
Vertical transistorizado - Verificar fuga nos diodos e transistores SMD ligados ao circuito vertical;
Vertical não abre (transistorizado ex: chassi L03. 1L) - Testar resistor 3445, verificar transistor
SMD 7461 na duvida substituir, testar diodos SMD ligados ao vertical 6460 e 6464;
Vertical com linhas coloridas na parte superior ao ligar, depois dobra na parte superior -
Trocar capacitor de filtro 2465. Substituir 2460, valor original 56 nF colocar 100 nF;
Vertical fechado intermitente - Verificar trocar capacitor 2461 (1 nF);
Verificar 3,3volts - Caso não tenha verificar CI 7560 regulador de 3,3 V;
Testar linha de comunicação com eeprom data e clock - Caso não tenha verificar resistores
3606, 3607, 3625, 3624, 3604, 3603;
Regravar/trocar eeprom;
Trocar cristal clock 1660;
Verificar possível curto de componentes ligados ao UOC, capacitores comuns e diodos;
Ressoldar ou trocar o CI UOC.

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35. FUNÇÕES DAS PLACAS QUE FORMAM UM TELEVISOR DE PLASMA

Vários de meus alunos me perguntam por que eu não elaboro um curso de TV plasma. A resposta
é porque pelo menos aqui no Brasil estes modelos não vingaram muito principalmente devido ao
alto consumo de energia e aquecimento que elas possuem. Mas neste artigo falarei um pouquinho
sobre os circuitos destas TVs. Mas antes do circuito um breve resumo da tela destas TVs. A tela
tem o nome de PDP (Plasma Display Panel) ou tela de plasma. É dividida em subpixels. Cada
subpixel desta tela que vai formar a imagem é um pequeno reservatório de gás hélio misturado
com xenônio. Cada reservatório possui um fósforo R, G ou B e três terminais:
Terminal de Endereçamento - Aí chega o sinal (R, G ou B) para formar a imagem;
Terminal Y - Aí chega o sinal trapezoidal Y de alta tensão para acender o gás;
Terminal Z - Aí chega o sinal trapezoidal Z de alta tensão (menor que o Y) para acender o gás.
Os sinais Y e Z trabalham em conjunto para acender o plasma daquele subpixel que foi
endereçado naquele momento para produzir a imagem. A falta de um dos dois sinais fará com que
a tela fique apagada (sem trama). Daí um só sinal não consegue ionizar e acender o gás. Agora
chega de papo e vamos á uma TV da LG retirada do manual mostrando as placas:

Y-SUS - Ou Placa Y fica sempre à esquerda tem como função produzir o sinal trapezoidal Y de
alta tensão (200 a 300 V) para alimentar o terminal Y dos subpixels da tela. Nesta placa temos
grandes transistores mosfets ou IGBTs nos dissipadores, bobinas grandes, capacitores grandes e
alguns pequenos transformadores. Em algumas TVs os mosfets ou IGBTs estão dentro de um CI
de potência com um grande dissipador em cima chamado IPM (Integrated power module) ou
módulo de potência integrado. Y-SUS é Y sustained ou sustentação Y. Falha nesta placa - Tela
não acende, mas tem som normal;
Y Drive - Ou placas buffer (normalmente há duas, uma acima - upper buffer e outra embaixo -

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lower buffer) são placas finas que contém CIs SMD de potência que amplificam em potência o
sinal Y e o direcionam corretamente e no momento certo para os eletrodos Y dos subpixels. Falha
nesta placa - TV com a tela apagada, riscos e faixas em sentido horizontal na imagem. Se for
apenas numa das placas só aparece trama do meio para cima ou do meio para baixo na tela.
Z-SUS - Ou placa Z (em alguns manuais é chamada de placa X) fica à direita e produz o sinal
trapezoidal Z (de 70 a 140 V) para alimentar o terminal Z dos subpixels. Esta placa é menor e
possui menos componentes que a Y-SUS, porém também há mosfets e elementos de potência
nos dissipadores ou o módulo IPM (CI de potência) a exemplo da placa Y. O sinal Z dela não
necessita de amplificação de potência como o da placa Y portando a placa Z vai direto ao display.
Falha nesta placa - TV com tela apagada a exemplo da placa Y.
Placas X - Na foto estão como left, right e center X, são placas finas também localizadas na parte
de baixo contendo alguns CIs de potência que fornecem os sinais RGB endereçados aos
subpixels para formar a imagem. Os CI são montados embaixo de um dissipador de calor que na
figura é a chapa com a letra F. Falha nestas placas - Imagem com cores alteradas, tela acesa
sem imagem ou aparece uma faixa em sentido vertical e no meio dela não há imagem. Também
podem aparecer riscos verticais na imagem.
Control logic - É uma placa controladora parecida com uma placa T-con de uma TV LCD. Ela
recebe sinais LVDS e comandos da placa principal da TV e os repassa para todas as placas
envolvidas com a imagem e trama a fim de sincronizar perfeitamente a produção de imagem com
a ionização (acendimento) do gás na tela PDP. Falha nesta placa - Tela apagada com som,
cores alteradas ou trama normal (tela acesa) sem imagem.
Main Digital - É a placa processadora dos sinais da TV (áudio e vídeo) bem como os controles
(volume, brilho, contraste, etc.). Tem o mesmo papel de uma placa principal numa TV LCD. Falha
nesta placa - TV não liga, não aparece imagem, cores alteradas, não acende a tela ou não tem
som. São basicamente os mesmos defeitos que ela pode apresentar num TV LCD.
Power supply - A fonte de alimentação é a placa que vai fornecer as tensões altas e baixas para
o funcionamento de todo o sistema. Muito importante - Numa TV de plasma as tensões de
alimentação são críticas, portanto verifique se a fonte está fornecendo as tensões corretamente
marcadas normalmente num etiqueta atrás do display. Falha nesta placa - A TV não liga ou a tela
não acende dependendo da tensão ou tensões alteradas/ausentes.
Então vocês puderam perceber como uma TV plasma funciona de maneira bem diferente das
tecnologias LCD e LCD + LED.

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36. CIRCUITOS DE UM APARELHO DE SOM MINISYSTEM PHILIPS

Os aparelhos de som minisystem possuem os mesmos circuitos básicos tais como amplificadores
de potência para os alto falantes, circuitos pré-amplificadores, equalizadores e chaveadores de
funções, microprocessador e controles do sistema, circuitos do CD player, toca fitas (os mais
antigos), fonte de alimentação, liga/desliga e sistemas de proteção. O que muda de um modelo
para o outro é a maneira como estes circuitos são formados dependendo da potência e
quantidade de funções que o aparelho possui. Abaixo o esquema em blocos do Philips FWM397:

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A seguir vamos descrever os componentes principais deste aparelho 3 em 1:

U701 e U702 - Dois CIs de saída de áudio do tipo STK que amplificam em potência os sinais de
áudio aplicados nas caixas de som. Há um CI só para os sons graves e outro para os agudos.
IC601 - Processador geral de áudio. Este CI seleciona a fonte de sinal que vai entrar nele (rádio,
CD, tape ou auxiliar), amplifica e faz a equalização do som (graves, agudos, volume, efeitos
especiais).
IC602 - Buffer. É um CI com dois amplificadores operacionais dentro para dar ganho de corrente
nos sinais de áudio antes dos amplificadores de potência. O som dos fones de ouvido também é
proveniente dele.
TUNER - Sintonizador das emissoras de AM e FM. Seleciona um dos sinais proveniente da
antena de AM ou FM, processa e já entrega os sinais de áudio decodificados para o processador
de áudio.
IC101 - Microcontrolador. É o CI que controla todas as funções do aparelho. Fica localizado numa
placa separada da placa principal e da placa do display.
IC102 - Memória Flash. É um CI que contem um software gravado para o funcionamento do
aparelho. Tal software recebe o nome de “firmware”.
IC104 - Memória RAM. CI que contem bancos de memória para correção dos dados a serem
processados pelo CI micro.
IC191 - CI do relógio do aparelho.
IC901 - CI drive do display. Este CI recebe sinais de comando do micro e os converte em sinais
de acionamento para mostrar as funções do aparelho e o relógio no display LCD.
IC501 - CI DSP (processador de sinais digitais) do CD player. Recebe os sinais da unidade ótica,
processa, converte em áudio analógico e fornece os sinais de comando para a unidade ótica e
motores.
IC502 - CI driver. CI de potência que recebe comandos do processador DSP e aciona os motores
e bobinas da unidade ótica para corrigir o foco, tracking e fazer a correta leitura do laser no disco.
T801 - Transformador de força. Alimenta todos os circuitos do aparelho de som.
Portanto estes são os componentes principais que fazem parte do aparelho citado.
Temos esquemas e cursos em vídeo aula para consertos de equipamentos diversos em nossas
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Muito obrigado a todos e até nosso próximo trabalho.

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Neste trabalho abordamos 36 artigos técnicos sobre assuntos variados nas áreas da eletrônica e
informática. Excelente material para quem estuda ou trabalha com eletrônica e/ou informática.

Fontes de PC
Testador de flyback
Inverter de TV LCD
Circuito de iluminação para TV LED
Consertos em notebook
Placa mãe de PC
Fontes chaveadas
TV de plasma
DVD player
Forno microondas
Eletrônica em geral
Circuitos de proteção de TV de tubo
Circuitos de aparelho de som digital
Termos técnicos

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