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MECANIZAÇÃO AGRÍCOLA
Professor Daniel Dias Valadão Jr

Material instrucional elaborado para uso na disciplina de Mecanização Agrícola a partir da


apostila do Prof. Dr. Suedêmio de Lima Silva da Universidade Estadual do Oeste do Paraná.

SEMEADORAS

1 INTRODUÇÃO
Semear foi uma das primeiras operações agrícolas a ser mecanizada, dentro do contexto
de modernização da agricultura em todos os países do mundo e em todas as épocas da
humanidade (PORTELLA, 1997)1.
As semeadoras .têm origem muito antiga, tendo sido empregadas pelos chineses, pelos
persas e pelos hindus, em tempos remotos. Segundo Bernacki2 et al. (1972), a idéia de semear
mecanicamente data da antigüidade. Crônicas persas e hindus falam do uso desses equipamentos.
A primeira semeadora desenvolvida na Europa, por Joseph Locatelli, de Corinto, data de
1636. Denominada "semeadore" pelo seu criador, era um equipamento simples, constituído por
um depósito cilíndrico de madeira que continha um eixo rotativo dotado de conchas, as quais
jogavam as sementes em tubos condutores até perto do solo (Bernacki2 et al., 1972).
No final do século XVII, a semeadora de Locatelli foi aperfeiçoada pelo inglês Jethro
Tull. Entretanto, foi somente um século mais tarde, em 1785, que James Cook projetou e
desenvolveu uma semeadora cujos princípios de funcionamento perduram até os dias atuais
(Bernacki2 et al., 1972).
A primeira fábrica de semeadoras surgiu em 1840, na Pennsylvania (Estados Unidos da
América). Já em 1879, 53 % da semeadura de trigo desse país era feita com semeadoras.

2 DEFINIÇÕES
O ato de semear e adubar tem por objetivo colocar, no solo uma certa quantidade de
sementes e Fertilizantes, de maneira que a cultura implantada apresente as melhores condições
de desenvolvimento e produção.
O propósito da maioria das semeadoras a partir de então desenvolvidas, seja para grãos
miúdos (trigo, cevada, aveia, arroz, canola, etc.), seja para grãos graúdos (soja, milho, feijão,
algodão, etc.) excluindo-se as semeadoras à lanço (pastagens), é semear tanto em fluxo contínuo
quanto grão a grão (precisão) em linhas de semeadura com espaçamentos pré-determinados.
Pode-se definir semeadora com sendo a máquina agrícola cuja função é colocar, no solo,
os mais variados tipos de sementes, dentro da densidade, espaçamento e profundidade
recomendadas para o pleno desenvolvimento produtivo da cultura e de maneira que as sementes
não sofram danos ao passarem pelos mecanismos dosadores e distribuidores.
A adubadora pode ser definida como a máquina agrícola capaz de distribuir, no solo,
diferentes tipos de Fertilizantes, os quais podem apresentar as mais diversas constituições
(granulados, pó, líquido), sejam eles orgânicos ou químicos dentro de várias densidades e
localizações, seguindo as recomendações adequadas à cultura e solo, a ser trabalhado.
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Plantadoras, são máquinas/implementos que dosam e colocam no solo partes
vegetativas das plantas tais como, tubérculos, colmos, bulbos, etc.
Transplantadoras, são aquelas máquinas/implementos que dosam e colocam no solo
plântulas ou mudas da cultura, produzidas em viveiros.
Se as máquinas/implementos anteriormente citados, ao mesmo tempo que colocam as
sementes, partes vegetativas ou mudas no solo, executam também a aplicação de fertilizantes,
elas serão denominadas, semeadora-adubadora, plantadora-adubadora e transplantadora –
adubadora, respectivamente.

3 CLASSIFICAÇÃO DAS SEMEADORAS-ADUBADORAS

3.1 Quanto à fonte de potência


- Tração animal – máquinas para semeadura e adubação que utilizam, como fonte de potência,
animais.
- Tração mecânica – fonte de potência mecânica
- Tração humana – utilizam o homem como fonte de potência.

3.2 Quanto ao engate à fonte de potência


- De arrasto: o acoplamento à fonte de potência ocorre através de um único ponto. No caso do
trator, esse acoplamento ocorre na barra de tração.
- Montado: dá-se o acoplamento por meio de três pontos.

3.3 Quanto a maneira de distribuição de sementes e Fertilizantes


Quanto a forma de distribuição, as semeadoras podem ser classificadas em dois grupos:
semeadoras de precisão e semeadoras de fluxo contínuo.
- Semeadoras de precisão em linha: segundo a ABNT (1994), são máquinas que distribuem
no sulco, sementes, uma a uma ou em grupos, em linha e em intervalos regulares, segundo a
densidade de semeadura pré-estabelecida.
- Semeadoras de fluxo contínuo em linha: são equipamentos que distribuem as sementes no
solo, de forma contínua, ABNT (1987), não ocorre a separação entre sementes dentro da linha
de semeadura. São mais apropriadas para sementes miúdas, que requerem espaçamento muito
estreito entre elas, na linha.
- Máquinas para semeadura e adubação em linha: As sementes e/ou Fertilizante são
depositadas no solo ao longo da largura da máquina, em linhas diferenciadas, com distância
horizontal previamente definida, podendo ou não virem a ser enterradas. O distanciamento
entre linhas deve estar de acordo com as recomendações agronômicas para cada tipo de
cultura.
- Máquinas para semeadura e adubação a lanço: A distribuição de sementes ou Fertilizante
processa-se aleatoriamente sobre a superfície do terreno. A semente ou Fertilizante é apenas
jogado sobre o solo. Após essa operação, se houver necessidade de incorporação da semente
ou Fertilizante distribuído, deve-se fazer a passagem, normalmente de uma grade de destes.

4 OPERAÇÃO DE SEMEADURA
Para BREECE3 et al. (1975) e KEPNER4 et al. (1978), na realização da semeadura de
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grãos em linha, o equipamento deve cumprir as seguintes etapas:
- efetuar a abertura de um sulco no solo;
- promover a dosagem apropriada de sementes;
- colocar, a distância uniforme e em profundidade adequada, as sementes no sulco de
semeadura;
- cobrir as sementes com o solo;
- compactar o solo sobre a semente, permitindo maior contato entre ambos, no sentido de
facilitar a absorção de umidade.
Com a prática do plantio direto, na agricultura moderna, passou a ser essencial, além dos
requisitos anteriormente citados, o corte da palha exposta na superfície do solo, antes da abertura
do sulco inicial.
A distância entre as sementes na linha, individualmente ou em grupos, e a profundidade
de semeadura dependem de vários fatores, como por exemplo, da cultura, das condições físico-
químicas do solo e das condições ambientais. Por essa razão, BERNACKI2 et al. (1972) afirmam
que a distribuição mecânica e o espaçamento entre sementes por meio de semeadoras não
constituem, isoladamente, fatores decisivos para a boa produção mas, ao contrário, representam
um pré-requisito.

4.1 Fatores que afetam a semeadura


4.1.1 Sementes
- Quantidade a ser utilizada
- Uniformidade no tamanho e forma das sementes
- Profundidade das sementes e Fertilizantes
- Uniformidade da cobertura das semente.

Figura 1. Posicionamento do Fertilizante e das sementes


4.1.2 Solos
O preparo do solo para a semeadura, pode ser em sulcos, no plano e em camalhões.
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Figura 2. Tipos de semeadura: a) em sulcos, b) no plano, c) em camalhões

4.1.3 Máquinas
- Mecanismo de cobertura
- Tipos de mecanismo dosador
- Tipo de sulcador
- Tipo de disco de corte

4.1.4 Clima
Época de semeadura em relação à estação.

4.1.5 Habilidade do operador


Regulagem adequada

5 CLASSIFICAÇÃO DAS MÁQUINAS SEMEADORAS

5.1 Quanto a forma de distribuição


5.1.1 Em linha
- Fluxo contínuo, para semeadura de forrageiras, trigo, arroz, etc., ( em torno de 300.000
plantas/ha)
- Com precisão para sementes graúdas (milho, feijão, soja, etc.)
- Em grupos, para plantas de baixa germinação ou para semeadura em grande profundidade.

5.1.2 A lanço
- Aérea (avião) para arroz, trigo, pastagens, etc.
- Terrestre

5.2 Quanto a forma de acionamento


- Manuais, com deposição em covas ou em linha
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- Tração animal
- Motorizados (hidrosemeaduras)
- Tratorizado (montado ou de arrasto)

5.3 Quanto ao tamanho da semente


- Para sementes graúdas: leguminosas e milho (semeadura de precisão)
- Para sementes miúdas: gramíneas com exceção do milho ( semeadura de fluxo contínuo)

5.4 Quanto ao mecanismo dosador


5.4.1 De sementes
- Disco perfurado horizontal, vertical ou inclinado
- Cilindro canelado, para sementes miúdas
- Correia perfurada, para sementes graúdas
- Discos alveolados, para sementes graúdas
- Dedos prensores, dedos articulados que prendem as sementes
- Pneumáticos, ar comprimido ou vácuo, tem maior precisão e menor danificação da semente
- Orifício regulador
- Rotor centrífugo
- Canhão pendular

Figura 3. Dosador de sementes com disco inclinado. 1 – depósito de sementes, 2- disco dosador,
3 – corrente de acionamento

Figura 4. Dosador de sementes de cilindro canelado. 1 – cilindro canelado, 2 – caixa de


sementes, 3 – regulador de saída das sementes, 4 – tampa de fechamento, 5 – eixo.
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Figura 5. Dosador de sementes de correia perfurada. 1 – correia, 2 – rolete, 3 – chapa de apoio

Figura 6. Discos alveolados de simples e dupla fileira.

Figura 7. Dosador de dedos prensores. 1 – disco, 2 – dedos prensores , 3 – hastes, 4 – braço, 5 –


molas, 6 – came, 7 – abertura de saída, 8 – dispositivo condutor
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Figura 8. Dosador com orifício regulador. 1 – chapa reguladora, 2 – fundo do depósito.

5.4.2 De Fertilizantes
- Parafuso sem fim (helicoidal)

Figura 9. Distribuidor de Fertilizante do tipo rosca sem fim.

- Orifício ou janela (com disco horizontal)


- Correia ou corrente
- Rotor (aletas)

Figura 10. Distribuidor de Fertilizante do tipo rotores dentados.

6 FUNÇÃO DE UMA SEMEADORA-ADUBADORA


- Abrir o sulco
- Dosar a quantidade de semente e Fertilizante
- Posicionar a semente e o Fertilizante no sulco
- Cobrir as sementes e o Fertilizante
- Compactar lateralmente a semente

7 DENSIDADE DE SEMEADURA E UNIFORMIDADE DE DISTRIBUIÇÃO


A densidade de plantas em uma lavoura é obtida pela conjugação do espaçamento
entrelinhas de semeadura e número de plantas nas linhas, tendo uma relação direta com a
regulagem de vazão dos mecanismos dosadores da semeadora.
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A variação da densidade de plantas é função da cultura, da variedade, da fertilidade do
solo, das condições ambientais, etc.
A densidade de plantas obtidas após a semeadura de determinada cultura resulta da
viabilidade, da pureza e da percentagem de sobrevivência das sementes germinadas até atingir a
idade de produção (BALASTREIRE5, 1987). A viabilidade de uma semente é indicada pela
percentagem de germinação, normalmente determinada em condições de laboratório. A pureza
indica a percentagem mínima de sementes no lote a ser semeado que pertencem à cultivar
desejada.

N o de planta s recomendado/área
N sementes/á rea 
o

% germinação  % sobrevivência  % pureza

Delafosse (1986), citado por TOURINO6 (1993), relatou que a distribuição de sementes
no sulco de semeadura exerce influência direta sobre o rendimento da cultura, pela
competitividade entre plantas por água, por nutrientes, por luz ou por espaço vital. Estudos
realizados por TOURINO (1993) mostraram que a distribuição espacial das plantas pode
determinar perdas de 15% ou mais na cultura de milho, 35% ou mais na de girassol e 10% ou
mais na de soja.

8 MÁQUINAS E IMPLEMENTOS PARA SEMEADURA CONVENCIONAL


Partes constituintes das semeadoras adubadoras de precisão (sementes graúdas).
 Chassi ou barra porta ferramenta
- Montado, dotado de dois pontos inferiores e a torre
- Arrasto, com barra porta-ferramentas e barra de tração
 Podem ser de três tipos
- Pivotado, com um ponto de apoio

Figura 11. Chassi pivotado. 1 – Pino pivô, 2 - Mola

- Bi-articulado, com articulação no meio do chassi

Figura 12. Chassi biarticulado. 1 – Primeira articulação, 2 – Segunda articulação

- Pantógrafo, com sistema de paralelogramo articulado.


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Figura 13. Chassi pantográfico. 1 – Pantógrafo, 2 – Unidade de semeadora

Figura 14. Semeadora para plantio convencional

9 SEMEADORA- ADUBADORA EM LINHA


A semeadora adubadora em linha é uma máquina agrícola dotada de órgãos responsáveis
pela abertura dos sulcos, dosagem e distribuição das sementes e Fertilizante no solo e,
mecanismos responsáveis pelo fechamento dos mesmos. As sementes e o Fertilizante são
colocados no solo, em linhas cuja separação e posicionamento variam de cultura para cultura,
devendo ser o suficiente para permitirem o pleno desenvolvimento produtivo das plantas, bem
como a passagem de máquinas e/ou implementos responsáveis pelos tratamentos culturais. Com
relação à deposição das sementes, este tipo de máquina pode ser de precisão ou fluxo contínuo,
sendo esta característica definida pelo tipo de mecanismo dosador de sementes.
O mecanismo dosador de sementes é responsável por dosar a quantidade de sementes que
serão distribuídas, levando-as do interior do depósito até o tubo de distribuição. Tais mecanismos
devem ser capazes de permitir a obtenção da densidade de sementes que se deseje depositar no
solo, causando a elas, ao mesmo tempo, o mínimo de danos.

9.1 Mecanismo dosador de fluxo contínuo


Os mecanismos dosadores de rotor acanalado são os mais empregados nas semeadoras de
fluxo contínuo ou para grãos miúdos, tais como trigo, aveia, arroz, cevada, pastagens, etc.
Essas semeadoras possuem um dosador para cada linha de semeadura, montado na base
interna do depósito de sementes. O mecanismo dosador é acionado por um eixo que atravessa
toda a largura do depósito de sementes.
Os mecanismos dosadores acanalados podem ser retos ou helicoidais (os mais utilizados).
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Figura 15. Mecanismo dosador de sementes para grãos miúdos: Rotor acanalado helicoidal

A quantidade sementes a ser distribuída é regulada pela seção do rotor exposta à massa de
sementes no depósito.
O disco alveolado (Figura 16) também pode ser empregado como mecanismo dosador
para sementes miúdas, usando-se disco alveolado para milho, com flanges de 2 mm ou 4 mm de
espessura. A disposição da flange do disco alveolado na base interna do depósito permite que se
use um lado de cada vez, dependendo do tamanho da semente.

Figura 16. Disco alveolado para distribuição de sementes miúdas

9.2 Mecanismo dosador de precisão


Um eficiente processo de dosagem consiste em individualizar as sementes contidas em
um reservatório, sem danificá-las e distribuindo-as uniformemente, de acordo com os padrões
recomendados para cada tipo de grão ou cultura.
Os mecanismos dosadores de precisão podem ser classificados de modo geral em dois
grupos: mecânicos e pneumáticos.
Os dosadores de precisão mecânicos têm geralmente a forma de discos alveolados e são
dispostos no fundo interno de um reservatório; ao girarem, captam e transportam as sementes até
a abertura de saída, onde são liberadas e direcionadas até o solo.
Os dosadores de precisão pneumáticos são constituídos de discos perfurados, nos quais
atuam os efeitos de pressurização ou sucção de ar. Desta forma, quando as sementes são
captados pelo diferencial de pressão criado e transportado até uma abertura de saída, onde o
diferencial de pressão é eliminado e as sementes são liberadas até o solo.
Os dosadores pneumáticos tem como principais vantagens a precisão na dosagem de
sementes uma a uma e a ausência de danos provocados nas sementes durante o processo de
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dosagem (BALASTREIRE5, 1987)

9.3 Mecanismo dosador de disco horizontal


A grande maioria das semeadoras brasileiras usa esse sistema de mecanismos dosadores.
Os mecanismos dosadores mecânicos de discos horizontais (Figura 17), são constituídos
normalmente de uma base fundida, a qual sustenta um eixo dotado de pinhão e engrenagem de
acionamento. Esse pinhão aciona uma coroa, que possui um pino chanfrado nas duas
extremidades, o qual aciona o mecanismo dosador. Sobre o disco alveolado, há um dispositivo
de contenção (conhecido por “chapéu chinês”) cuja função é limitar a quantidade de sementes
que alimentam os alvéolos do disco.

Figura 17. Mecanismo dosador de sementes de disco horizontal. 1 – reservatório de sementes, 2


– base, 3 – disco alveolado de sementes, 4 – alvéolos, 5 – ejetor, 6 – raspador, 7 –
abertura de saída, 8 – disco de compensação, 9 – disco de sustentação, 10 – coroa e
pinhão.
A regulagem desse sistema é feita mediante a troca dos discos alveolados de sementes ou
da relação de transmissão. No primeiro caso, troca-se o disco por outro de alvéolo (comprimento
e largura) maior ou menor ou, ainda, de espessura diferente. Neste último caso, utiliza-se disco
de compensação (8) para compensar as diferenças de espessura entre os discos. A troca dos
discos alveolados é feita articulando-se a base do mecanismo dosador com o disco de
sustentação (9), permitindo acesso à parte interna do mecanismo.
A troca da relação de transmissão é feita entre a roda de acionamento da semeadora e o
eixo intermediário do mecanismo, aumentando-se ou diminuindo-se a rotação do disco
alveolado.
Os fabricantes geralmente fornecem um conjunto de discos alveolados e engrenagens que
servem para regular a semeadora, de acordo com o tipo de cultura que será semeada.

9.3.1 Base do mecanismo dosador


A base do mecanismo doador é o elemento onde estão normalmente, fixados o
reservatório de sementes, o raspador, o ejetor e o chapéu chinês. Possui, também, um mecanismo
em forma de cone (chapéu chinês), liso ou com nervuras, que suporta a coluna de sementes,
direcionando estas para os alvéolos de captação.
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9.3.2 Discos alveolados dosadores de sementes
São elementos responsáveis pela individualização e pelo transporte das sementes até a
abertura de saída. Tem forma de um disco plano que possui alvéolos dispostos radialmente em
sua superfície. São encontrados normalmente em náilon ou em ferro fundido, e os tipos mais
comuns são:
- Discos com alvéolos circulares ou oblongos: são usados geralmente para sementes de formato
esférico ou elíptico, tais como soja e feijão, entre outras (Figura 18).

Figura 18. Discos de sementes com diferentes tipos de alvéolos: a) circulares, b) oblongos.

- Discos com alvéolos laterais: são normalmente usados para sementes achatadas e/ou
classificadas por tamanho. Existem dois tipos: os de captação lateral, em que as sementes
ficam lateralmente dispostas no alvéolo, e os de captação plana, em que as sementes ficam
plenamente dispostas no alvéolo (Figura 19).

Figura 19. Discos com alvéolos laterais para diferentes tipos de captação: a) captação lateral; b)
captação plana.

9.4 Mecanismo dosador de Fertilizante


A função do mecanismo dosador de Fertilizante é controlar a quantidade de Fertilizante a
ser depositada no solo. Abordaremos aqui os tipos considerados de uso mais corrente, que são
utilizados tanto em semeadoras de precisão, quanto em semeadoras de fluxo contínuo.

9.4.1 Eixo com paletas


Formado por um eixo localizado na parte inferior do depósito de Fertilizante,
apresentando tamanho igual à largura do depósito. Sobre o eixo, que é giratório, há uma série de
paletas. Com o movimento do eixo, essas paletas, ao mesmo tempo em que provocam o
movimento da massa de Fertilizante dentro do depósito, empurram-na até uma seqüência de
orifícios, cuja maior ou menor abertura, juntamente com a maior ou menor velocidade de giro do
eixo, permitirão o controle sobre a quantidade de Fertilizante depositado no solo.
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Figura 20. Distribuidor de Fertilizante do tipo eixo com paletas.

9.4.2 Rosca sem-fim


Semelhante ao eixo com paletas, diferindo-se basicamente, pelo fato de seu eixo
apresentar, na superfície, uma espécie de helicóide (rosca-sem-fim). A regulagem deste tipo de
dosador de Fertilizante é feita da mesma maneira que para o eixo com paletas, variando-se a
abertura dos orifícios de saída de Fertilizante e/ou velocidade de giro do eixo.

Figura 21. Distribuidor de Fertilizante do tipo rosca sem-fim.

9.4.3 Roseta
É composto por uma série de discos horizontais, um para cada linha de semeadura, que
apresentam, na sua extremidade, vários ressaltos. O movimento de giro desses discos provém de
um sistema de engrenagens individual, mas acoplado a um eixo único, fazendo, então, com que
todos os discos girem ao mesmo tempo e com a mesma velocidade. Através desse movimento e
pela ação dos ressaltos, o Fertilizante é levado até os tubos de distribuição. A regulagem é feita
por meio da variação da velocidade de giro dos discos e da variação de posição, de forma
conjunta, das placas de restrição, as quais, em última análise, dosam a quantidade de Fertilizante
a ser depositada.

Figura 22. Distribuidor de Fertilizante do tipo de roseta. A – roseta, B – defletor, C – regulador


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de saída

9.4.4 Cilindro acanalado


O funcionamento deste mecanismo é similar ao descrito quando estudaram os dosadores
de sementes, sendo válidas todas as observações feitas anteriormente.

9.5 Mecanismos sulcadores


Estes mecanismos são responsáveis pela abertura do sulco para deposição de semente e
Fertilizante. O posicionamento dos sulcadores é um fator importante, eles devem ser capazes de
depositar o Fertilizante abaixo e/ou ao lado das sementes e nunca junto a elas, pois, caso isso
ocorra, aquelas mais sensíveis poderão ser prejudicadas. Os sulcadores devem apresentar
liberdade de movimentação no sentido vertical, adaptando-se às irregularidades do terreno.
Necessitam ser bastante rígidos quanto à movimentação lateral, a fim de permitirem um melhor
paralelismo entre as linhas semeadas. É interessante que o sulcador seja capaz de abrir o sulco na
forma de “V”, pois tal formato facilita o alinhamento das sementes, diminuindo, também, sua
tendência de deslocamento no sentido do avanço da máquina. Segundo DELAFOSSE (1986), o
ideal seria formar um “V” cuja base fosse adaptada ao tamanho da semente, pois, dessa forma,
ela se fixaria perfeitamente no fundo do sulco. Para o mesmo autor, a utilização de sulcadores
que estejam em ótimo estado, pois, caso se encontrem demasiadamente desgastado, além de
abrirem o sulco com formato e profundidade irregulares, exigirão um maior esforço, podendo,
também causar a compactação do fundo do sulco.

9.5.1 Facão
Possui formato bastante semelhante ao de uma ponteira de escarificador, podendo, em
função do tipo de cultura a ser implantada ter feitio alado ou estreito (Figura. 23). Este
mecanismo apresentará bons resultados em solos bem preparados, que não possuam excesso de
restos culturais, tocos ou pedras, pois nessas condições, poderá sofrer embuchamentos ou
danificar-se, levando à irregularidade na abertura dos sulcos e na deposição de semente e
Fertilizante. Dentre os sulcadores aqui apresentados, é o que demanda maior esforço de tração.

Figura 23. Mecanismo sulcador do tipo facão. A – esteito, B - alado

9.5.2 Discos
Podem ser simples (um disco) ou duplos (dois discos) e apresentam um bom trabalho em
terrenos com excesso de cobertura vegetal ou, mesmo, com pequenas raízes e pedras.
Os sulcadores de discos duplos são conformados de maneira que seus bordos fiquem
unidos na sua porção mais frontal com relação à linha de deslocamento da máquina. Dessa
forma, proporcionam um melhor trabalho de abertura do sulco (em forma de "V") e, portanto, de
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deposição de semente, com pequeno esforço de tração e desgaste. Adaptam-se bem a terrenos
mais pesados e/ou que apresentem grande quantidade de cobertura vegetal.
Os sulcadores de discos duplos podem ser de diferentes tipos, com discos de mesmo
diâmetro centrados, discos de mesmo diâmetro descentrados e discos de diâmetros diferenciados.
A vantagem dos dois últimos tipos com relação ao primeiro consiste no fato de terem uma menor
área de contato do sulcador com o solo, o que facilita a abertura do sulco e o corte de vegetação,
principalmente quando se realiza a semeadura no sistema de plantio direto. Já a vantagem do
sulcador de discos de diâmetros diferenciados com relação ao de discos de mesmo diâmetro
descentrados é sua maior simplicidade construtiva.
Pela Figura 24, observa-se um exemplo de sulcador de disco duplo.

Figura 24. Mecanismo sulcador do tipo discos duplos

9.5.3 Guilhotina
Este tipo de mecanismo sulcador é bastante recente, sendo indicado, principalmente, para
o plantio direto. Trata-se de um disco vertical ao qual se encontra associado um facão na sua
parte posterior (Figura 25). Dessa forma, tem-se uma pequena resistência à tração, com um
adequado corte da cobertura vegetal e abertura do sulco.

Figura 25. Mecanismo sulcador do tipo guilhotina

O transporte das sementes e Fertilizante do mecanismo dosador até os sulcos abertos


pelos sulcadores é feito através dos tubos de distribuição. Normalmente, esses tubos são de
borracha ou plástico, apresentando as paredes internas lisas ou onduladas. Um bom tubo
distribuidor de sementes deve ter a parede interna lisa, boa flexibilidade e suficiente
comprimento para a deposição da semente no local desejado. A parede interna lisa é necessária
porque as sementes necessitam deslocar-se com velocidade constante do mecanismo dosador ao
sulco, pois, caso uma delas venha a ser freada (por se chocar com possíveis rugas internas do
tubo), sofrerá aproximação com a posterior, causando prejuízo ao espaçamento entre sementes
dentro da linha de semeadura. A boa flexibilidade e o suficiente comprimento são relacionados à
necessidade deste mecanismo acompanhar os movimentos verticais de adaptação do sulcador às
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ondulações do terreno.

9.6 Mecanismos de recobrimento ou recobridores


Para se cobrirem os sulcos abertos pelos sulcadores, são utilizados os órgãos de
recobrimento ou recobridores, cuja função, além de cobrir a semente e o Fertilizante, é
comprimir o solo no redor das sementes, evitando a formação de espaços com ar e permitindo
que elas tenham uma maior quantidade de umidade a sua disposição. Deve ser evitada a
compressão do solo sobre a semente, pois, caso ela seja demasiada, poderá causar problemas à
germinação. Os órgãos de recobrimento podem ser de diferentes tipos e formatos, a exemplo dos
sulcadores.

9.6.1 Corrente
É um mecanismo bastante simples, composto por anéis de grande diâmetro, unidos por
elos menores (Figura 26). As correntes são posicionadas atrás de cada um dos mecanismos
sulcadores, raspando o solo e fazendo com que ele cubra as sementes e Fertilizante.

Figura 26. Mecanismo recobridor de correntes

9.6.2 Rodas metálicas


Este mecanismo é composto por dois aros metálicos colocados lado a lado, unidos entre
si por pequenas chapas (Figura 27). Entre esses aros, existe um certo espaçamento, a fim de se
evitar a compactação do solo por sobre as sementes.

Figura 27. Mecanismo recobridor de rodas metálicas

9.6.3 Rodas de borracha


É um mecanismo formado por um aro, normalmente metálico, colocado na posição
vertical, ao qual é acoplada uma espécie de pneu de borracha (Figura 28). Alguns mecanismos
deste tipo utilizam uma borracha mais dura, podendo ter um ressalto ou depressão na sua parte
central. Outros são como um pneu vazio, apresentando bastante flexibilidade na sua posição
central. Segundo Delafosse7 (1986), este tipo de órgão de recobrimento, em condições de solo
úmido e muito trabalhado, causa a formação de crostas superficiais, bem como a tendência de
uma maior germinação de plantas concorrentes sobre a linha de semeadura.
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Figura 28. Mecanismo recobridor de rodas de borracha

9.6.4 Discos inclinados


Este mecanismo é formado por dois discos colocados um ao lado do outro, de forma
inclinada e com um pequeno espaço entre eles (Figura 29). Dessa forma, o solo é pressionado
lateralmente à semente e não sobre ela. Os discos podem apresentar, na sua periferia, um
recobrimento de borracha.

Figura 29. Mecanismo recobridor de discos inclinados

9.7 Semeadora para semeadura direta


É um implemento que realiza a implantação de culturas anuais em terrenos onde não foi
realizado o preparo periódico do solo. Oferece menor risco de erosão, melhor conservação da
umidade e temperatura do solo, maior capacidade operacional do que a semeadura convencional.
Deve se fazer o controle de plantas daninhas através de herbicidas.
Esta semeadora é semelhante às convencionais, porém são mais robustas e resistentes,
possuem reservatórios maiores. Uma das modificações é a introdução de um sistema de corte que
corta os resíduos na superfície do terreno e abre uma fenda para deposição de sementes e
fertilizantes.
Tipos de Sistemas de Corte:
- Disco Duplo, pode ser liso, estriado ou ondulado;
- Disco Duplo Defasado, compostos por dois discos de diâmetros diferentes;
- Disco Múltiplo, composto por um disco de corte seguido por um disco duplo.
Os discos duplos mobilizam menor volume de solo, apresentam melhor uniformidade de
distribuição de sementes e demandam menor energia do que os mecanismos tipo cinzel ou
rotativo.

10 REGULAGEM DAS SEMEADORAS-ADUBADORAS – MÉTODO TEÓRICO


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10.1 Acoplamento
- Engate de três pontos
- Barra de tração

10.2 Nivelamento
- Transversal
- Longitudinal

10.3 Espaçamento entre linhas


O espaçamento entre linhas ou entre unidades semeadoras é feito marcando-se sobre a
barra porta-ferramentas as distâncias correspondentes aos espaçamentos entre fileiras da cultura,
utilizando-se como referência o centro da barra.

10.4 Marcadores de linha


O marcador de linhas é constituídos por um braço regulável com disco na extremidade,
que marca onde deve passar a roda dianteira do trator numa passagem subsequente mantendo o
mesmo espaçamento.
Para obter um bom desempenho do marcador deve-se regular o ângulo do disco e o
comprimento do braço ou haste. A regulagem do ângulo consiste em incliná-lo para obter uma
linha visível no campo.
O comprimento do braço pode ser obtido pela fórmula:
en  1  b
D
2
Em que:
D – distância do centro da unidade semeadora da extremidade até o disco, m;
e – espaçamento entre linhas, m;
n – número de linhas ou fileiras;
b – bitola do trator, m.

10.5 Quantidade de Fertilizante


1 – Distância percorrida pela máquina por hectare:
10.000 m 2 /ha
L
E
Em que:
L – distância percorrida, m/ha
E – distância entre fileiras, m.
10.000 – fator de conversão, ha  m2

2 – quantidade de Fertilizante aplicado por metro:


q
Q   1000
L
Em que:
Q – quantidade de Fertilizante, g/m;
q – dosagem recomendada, kg/ha;
L – distância percorrida, m/ha.
19
1.000 – fator de conversão, kg  g

Ex. Milho
q = 400 kg/ha

400  1000
Q  40 g/m
10000
Considerando-se a patinagem da roda motriz igual a 4% tem-se:
Q = 40 x 1,04 = 41,6 g/m

Considerando-se a patinagem (P) da roda motriz temos:


Q1 = Q x (1 + P/100)

10.6 Quantidade aplicada por volta


Considerando o diâmetro da roda motriz, tem-se:
Q Perímetro do rodado
Q
volta volta
Ex.
- Diâmetro da roda motriz = 70 cm
- Perímetro da roda motriz =  x D = 3,14159 x 0,70 = 2,199 m

Q = 41,6 g/m x 2,199 m/volta = 91,48 g/volta

10.7 Regulagem da máquina


Consiste em escolher o número de análise de anéis para abertura do registro de
fertilizantes e as engrenagens para o acionamento do distribuidor de Fertilizantes.
- Determinar a quantidade de Fertilizante a ser aplicado, kg/ha
41,6 g 1 kg 10000 m
Q  
m 1000 g ha
Q  416 kg/ha

10.8 Quantidade de sementes

10.8.1.1 Semeadora de sementes graúdas


Feito de forma semelhante ao Fertilizante. Consiste em determinar:
- número de furos por disco
- relação de engrenagens

Exemplo:
- População desejada = 50.000 plantas por hectare;
- Espaçamento entre linhas = 1,0 m;
- Poder germinativo = 85%
- Pureza das sementes = 98%;
- Índice de sobrevivência = 90%;
- Capacidade de enchimento do disco = 90%;
20
- Patinagem = 10%.

10.8.1.2 Número de sementes por hectare

Stand
NS 
G  P V

Em que:
NS – número de sementes por hectare, sementes/ha;
G – poder germinativo, decimal;
P – pureza da semente, decimal;
V – índice de sobrevivência, decimal.
50.000
NS   66693 sem/ha
0,85  0,98  0,90

66693 sem/ha
NSm(sem/m) 
L

10.000 m 2 /ha 10.000 m 2 /ha


L   10.000 m/ha
E 1

66693 sem/ha
NSm(sem/m)   6,67 sem/m
10.000

10.8.1.3 Número de sementes por metro linear

NS
NSM 
L
Em que:
NSM – número de sementes por metro
NS – número de sementes por hectare
L – distância percorrida por hectare

10.8.1.4 Espaçamento entre sementes - EES


1 1
EES    0,15 m / sem
NSm 6,67

Considerando a capacidade de enchimento do disco (90%), tem-se:

EES  0,15  0,90  0,135 m/sem

Considerando a patinagem (P = 10%) tem-se:


EES  0,135  (1  0,10)  0,121 m/sem
21
Logo o espaçamento definitivo será:
EES  12,1 cm/sem

11 REGULAGEM DAS SEMEADORAS-ADUBADORAS – MÉTODO PRÁTICO


11.1 Semeadoras de sementes graúdas
A nível de campo pode-se utilizar um método prático e bastante simples para se fazer a
regulagem das semeadoras. Este método, além de ser de fácil execução possibilita boa precisão
na regulagem da máquina.
As etapas para a execução da regulagem por este método consiste em:
1 – Marcar com giz a roda motriz e o início da pista;
2 – Avançar devagar até o disco dosador completar 10 voltas;
3 – Medir a distância percorrida;
4 – Determinar o número de furos do disco.
Exemplo:
Ao dar 10 giros no disco dosador, a semeadora desloca 22,40 metros. Caso se deseje
distribuir 6,67 sementes por metro de sulco, qual o número de furos do disco dosador será
necessário?
1m --------------- 6,67 sementes
22,40 m --------------- X sementes

X = 22,40 x 6,67 sementes = 149,4 sementes em 10 voltas do disco, ou 14,9 sementes por volta
do disco. Então significa que será necessário um disco com 15 furos.

11.2 Semeadoras de sementes miúdas (distribuição contínua)


As sementes miúdas são distribuídas continuamente de forma semelhante ao Fertilizante.

Exemplo:
Deseja-se distribuir sementes de trigo nas seguintes condições:
- Quantidade recomendada – 100 kg/ha;
- Rodas motrizes laterais com 0,7 m de diâmetro;
- Patinagem – 4%
- Espaçamento entre fileiras – 0,17 m.

a) Distância a percorrer – L

10.000 m 2
L  58.823,5 m de fileir as
0,17 m
b) Quantidade de sementes - Q
Quantidade recomendada – 100 kg/ha = 100.000 g/ha.
100.000 g/ha
Q  1,7 g/m
58823,5 m
Neste caso deve-se verificar, a exemplo do executado para o Fertilizante, se cada linha da
semeadora está distribuindo 1,7 g de sementes a cada metro de sulco.
22
12 MÁQUINAS E IMPLEMENTOS PARA PLANTIO
São fabricadas segundo projetos específicos e exercem somente as atividades para as
quais são destinadas

12.1 Plantadoras de batata


É uma máquina que planta tubérculos de batata. O plantio é feito em camalhões tornando
mais fácil a colheita. Normalmente é associada à unidade adubadora cujo rendimento torno de
0,5 ha/h e a potência exigida em torno de 34 CV.

12.2 Plantadora de mandioca


É uma máquina que realiza o plantio mecanizado dessa cultura, com capacidade
operacional (CcO = 2 ha/dia) bastante superior operação manual. Necessita de 3 homens e
equivale a 20 homens/dia.

12.3 Plantadora de cana


É uma máquina que executa o plantio de cana-de-açúcar. Promove a abertura de sulco de
plantio, picamento da cana, adubação, deposição e cobertura do tolete.
13 MÁQUINAS E IMPLEMENTOS PARA TRANSPLANTE

São máquinas que fazem o transplante de mudas produzidas em viveiros para o local
definitivo, assim como: fumo, arroz, essências florestais e hortaliças. Muitas delas podem efetuar
a adubação simultaneamente ao transplantio.

13.1 Transplantadora de essências florestais


É uma máquina utilizado para transplantio de mudas com torrão (embaladas) de pinus e
eucalipto. A operação é realizada a uma velocidade aproximada de 3 a 5 Km/h.
Obs. Após a colocação das mudas nas covas, duas pessoas caminham atrás para o fechamento
das covas.

13.2 Transplantadora de fumo


É uma máquina que realiza o transplante das mudas de fumo produzidas em viveiro para
o local definitivo.

14 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
1
PORTELLA, J. A. Mecanismos dosadores de sementes e de fertilizantes em máquinas
agrícolas. Passo Fundo: EMBRAPA – CNPT, 1997. 40p.
2
BERNACKI, H.; HAMAN, J.; KANAFOJSKI, C. Agricultural machines theory and
construction. Washington: USA-NSF, 1972. V.1, 883p.
3
BREECE, H.E.; HANSEN, H.V.; HOERNER, T.V. Fundamientos de funcionamiento de
maquinaria – siembra. Illinois: Deere, 1975. 171 p.
4
KEPNER, R.A.H.; COSTA, J.A. de S.; BERNARDI, J.A.; SILVEIRA, G.M. da; COELHO,
J.L.D. Avaliação tecnológica: resultados de ensaios de mecanismos dosadores de sementes
de semeadoras-adubadoras de precisão. Campinas: IAC, 1993, 46p. (IAC. Boletim
Científico, 28)
5
BALASTREIRE, L.A. Máquinas agrícolas. São Paulo: Manole, 1987. 307p.
6
TOURINO, M.C.C. Influência da velocidade tangencial dos discos de distribuição e dos
condutores de sementes de soja, na precisão de semeadoras. Campinas: UNICAMP, 1993.
23
114p. Dissertação Mestrado.
7
DELAFOSSE, R.M. Máquinas sembradoras de granos gruessos: descripcion y uso. Santiago:
Oficina regional de la FAO para America Latina y el Caribe, 1986. 384p.
SILVEIRA, G.M. As máquinas para plantar. São Paulo, Globo, 1990. 184p.
CAÑAVATE, J.O. Las máquinas agrícolas y su aplicacíon. Madrid. Ediciones Mundial –
Prensa, 1993. 470p.
MIALHE, L.G. Maquinas agrícolas: Ensaios & Certificação. 1996. 722p.