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UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE

FACULDADE DE CIÊNCIAS

Departamento de Física

Curso de Física

Óptica e Ondas

Polarização

Resolução dos exercícios AP (5,8)

Discente:

Francisco, Denilson Manuel

Docente:

Dr. Carlos Abilio Alejandro Alfonso

J unho de 2020
Índice
Polarização .................................................................................................................................... 3
Luz polarizada ........................................................................................................................... 3
Polarização por absorção e Lei de Malus .................................................................................. 5
Aula prática # 11: Resolução dos exercícios AP (7, 14) ............................................................... 7
Conclusão ...................................................................................................................................... 9
Referencias Bibliográficas .......................................................................................................... 10

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Polarização

As antenas de televisão ingleas são orientadas na vertical e as americanas são orientadas


na horizontal. A diferença se deve à direcção de oscilação das ondas electromagnéticas
que transportam o sinal de televisão. Na Inglaterra, o equipamento de transmissão é
projectado para gerar ondas polarizadas verticalmente, ou seja, cujo campo eléctrico
oscila na vertical. Assim, para que o campo eléctrico
das ondas de televisão produza uma corrente na antena
(e, portanto, forneça um sinal ao receptor de televisão),
é preiso que a antena esteja na vertical. Nos Estados
Unidos, as ondas são polarizadas horizontalmente

A fig. 33 – 9a mostra uma onda electromagnética com


o campo eléctrico oscilando paralelamente ao eixo
vertical y. o plano que contem o vector 𝐸⃑ em instantes
sucessivos de tempo é chamado de plano de
polarização da onda (é por isso que dizemos que
uma onda com a da fig. 33-9 é plano-polarizada na
direcção v). Podemos representar a polarização da onda
mostrando a direcção das oscilações do campo eléctrico
em uma vista frontal do plano de oscilação, como na
fig. 33-9b. a seta de duas cabeças indica que quando a
onda passa por nós o campo eléctrico oscila
verticalmente, isto é, alterna continuamente entre o
sentido positivo e o sentido negativo do eixo y.

Luz polarizada
As ondas electromagnéticas transmitidas por um canal de televisão têm semprea mesma
polarização, mas as ondas electromagnéticas emitidas por uma fonte de luz comum (
como o sol ou uma lâmpada eletrica) são polarizadas aleatoriamente ou não
polarizadas (os dois termos têm o mesmo significado). Isso quer dizer que a direçao do
campo eléctrico muda aleatoriamente com o tempo, embora se mantenha perpendicular
à direçao de propagação da onda. Assim, se representarmos a ondavista de frente
durante um certo intervalo de tempo, não teremos um desenho simples como o da fig.

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33-9b, mas uma série de setas, como na fig. 33-10a, cada uma com uma orientação
diferente.

Em principio, é possível simplificar o desenho representado os campos eléctricos da


fig,33-10a através das componentes y e z. nesse caso, a luz não polarizada pode ser
representada por duas setas de duas cabeças, como na fig. 33-10b. a seta paralela ao
eixo y representa as oscilações da componente y do campo eléctrico e a seta paralela ao
eixo z representa as oscilações da componente z do campo eléctrico. Ao adoptarmos
essa representação, estamos transformando a luz não polarizada em uma combinação de
duas ondas polarizadas cujos planos de oscilação são mutuamente perpendiculares: um
desses planos contem o eixo y e o outro o eixo z. uma das razões para fazer a mudança é
que é muito mais fácil desenhar a fig. 33-10b que a fig. 33-10ª.

Podemos desenhar figuras semelhantes para representar uma onda parcialmente


polarizada isto é uma onda cujo campo eléctrico passa mais tempo certas direcções do
que em outras. Nesse caso, desenhamos uma das setas mais comprida que a outra.

É possível transformar a luz não polarizada em polarizada fazendo-a passar por um


filtro polarizador, como na fig. 33-11. Esses filtros, conhecidos comercialmente.

Como filtros Polaroid, foram inventados em 1932 por Edwin Land quando era um
estudante universitário. Um filtro polarizador é uma folha de plástico que contém
moléculas longas. Durante o processo de fabricação, a folha é esticada, o que faz com
que as moléculas se alinhem. Quando a luz passa pela folha, as componentes do campo
eléctrico paralelas às moléculas conseguem atravessa-la, mas as componentes
perpendiculares às moléculas são absorvidas e desaparecem.

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Em vez de examinar o comportamento
individual das moléculas, é possível atribuir ao
filtro como um todo uma direcção de
polarização, a direçao que a componente do
campo eléctrico deve ter para atravessar o filtro:

A componente do campo eléctrico paralela à


direcção de polarização é transmitida por um
filtro polarizador; a componente perpendicular é
absorvida.

O campo eléctrico da luz que sai de um filtro


polarizador contém apenas a componente paralela à direcção. Na fig. 33-1, a
componente vertical do campo eléctrico é transmitida pelo filtro e a componente
horizontal é absorvida. Isso faz com que a onda transmitida seja polarizada
verticalmente.

Polarização por absorção e Lei de Malus


Para descrever a lei de Malus, vamos considerar uma onda eletromagnética com direção
de polarização fazendo um ângulo θ com relação ao eixo x. Essa onda pode ser
decomposta em duas componentes ao longo dos eixos x e y, com amplitudes cosθ ox o
E = E e sinθ oy o E = E , respectivamente. Se a onda incidir em um polarizador cujo
eixo de transmissão está ao longo do eixo x, a componente em x não sofre perdas,
enquanto a componente em y é totalmente absorvida. Como, a intensidade da onda é
proporcional ao quadrado do campo elétrico, a intensidade transmitida é:

𝐼(𝜃) = 𝐸 (𝜃) = 𝐸 𝑐𝑜𝑠 (𝜃) = 𝐼 𝑐𝑜𝑠 (𝜃)

Esta é a expressão conhecida como Lei de Malus, em homenagem ao seu observador E.


L. Malus que viveu entre 1775 e 1812. Se a luz incidente for não polarizada, as
componentes em cada eixo têm na média a mesma amplitude e a intensidade transmitida
é metade da intensidade original. Esse resultado também pode ser obtido pela equação
11, lembrando que o valor médio do co-seno quadrado é ½ (na luz não polarizada, a
direção do campo elétrico varia aleatoriamente, portanto θ é uma variável aleatória e
podemos fazer a média sobre todos os valores possíveis).

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As fontes de luz mais comuns emitem luz não polarizada, e um polarizador pode ser
usado para obter luz linearmente polarizada. Assim, para verificar a lei de Malus
deveremos ter dois polarizadores com eixos de transmissão rodados de um ângulo θ um
em relação ao outro. Nesse caso, o ângulo θ da equação 11 é o ângulo entre os eixos de
transmissão dos polarizadores, como mostrado na figura 2. Quando os eixos de
transmissão dos dois polarizadores forem perpendiculares, nenhuma luz é transmitida,
porque a direção de transmissão para um é a direção de absorção para o outro; é dito
que nessa situação temos “polarizadores cruzados”.

Um fato interessante ocorre quando um terceiro polarizador é colocado entre dois


polarizadores cruzados. Suponha que o eixo de transmissão desse polarizador faça um
ângulo θ com o eixo do primeiro, e um ângulo de π/2 – θ com o segundo. Para obter a
intensidade total, basta aplicar duas vezes a lei de Malus:

𝜋
𝐼(𝜃) = 𝐼 𝑐𝑜𝑠 (𝜃) cos − 𝜃 = 𝐼 𝑠𝑖𝑛 (𝜃)𝑐𝑜𝑠 (𝜃)
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Ou seja, agora há luz transmitida, mesmo estando os dois polarizadores externos


cruzados. Isso ocorre porque a polarização da luz após atravessar o segundo polarizador
não é mais perpendicular ao eixo de transmissão do terceiro polarizador, sendo que a
intensidade da luz que emerge do conjunto depende da orientação do eixo de
transmissão do segundo polarizador em relação aos demais. Então, é como se o segundo
polarizador alterasse a direção da polarização da luz, ou seja, o mesmo se comporta
como um meio capaz de alterar a direção de polarização da luz. De fato, existem
materiais que possuem essa propriedade, isto é, de alterar o estado de polarização da

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luz, sendo usualmente denominados de materiais que apresentam actividade óptica. Um
exemplo desses materiais são os cristais líquidos presentes, por exemplo, nos displays
de relógios digitais. Neste caso particular, o ângulo de rotação da polarização induzido
pelo material depende do campo elétrico, logo pode ser alterado aplicando-se uma
tensão elétrica. Assim, colocando-se esse material entre dois polarizadores cruzados é
possível controlar a intensidade da luz que atravessa o conjunto.

Aula prática # 5: Resolução dos exercícios AP (5, 8)

5. Um polarizador e um analisador estão orientados de modo que se transmita a máxima


quantidade de luz. Diga a que fracção de seu valor máximo se reduz a intensidade da luz
transmitida quando o analisador se gira em a) 22,50º, b) 45º, c) 67,50º.

a).

Dados F/R

𝜃 = 22,5 𝐼 =

𝐼 = 𝐼 ∙ 𝑐𝑜𝑠 (𝜃) = 𝐼 𝑐𝑜𝑠 (22,5 ) = 𝐼 ∙ 0,854 = 𝐼 ∙ 0,427

b).

Dados F/R

𝜃 = 45 𝐼 =

𝐼 = 𝐼 ∙ 𝑐𝑜𝑠 (𝜃) = 𝐼 𝑐𝑜𝑠 (45 ) = 𝐼 ∙ 0,5 = 𝐼 ∙ 0,25

c).

Dados F/R

𝜃 = 67,5 𝐼 =

𝐼 = 𝐼 ∙ 𝑐𝑜𝑠 (𝜃) = 𝐼 𝑐𝑜𝑠 (67,5 ) = 𝐼 ∙ 0,146 = 𝐼 ∙ 0,073

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Nota:

A intensidade da luz transmitida é máxima e igual a intensidade original quando a


direcção de polarização é paralela a direcção de polarização do filtro. (Halliday, 2009,
p. 15)

Então para encontrar o ângulo para o qual podemos reduzir essa intensidade a metade,
devemos usar a lei de Malus.

8. Sobre o sistema descrito no exercício anterior se comprova que ao rodar o segundo


polaróide a intensidade da luz não varia. De que tipo é a lâmina? Explique.

R: É uma lâmina de meia- onda pois a luz passa com uma diferença de fase 180º pela
lâmina com correlação o primeiro polaróide que passa também a mesma intensidade de
luz e consequentemente terá a mesma amplitude de fase com o primeiro polaróide.

Nota:

Chegamos a conclusão considerando apenas as orientações relaiva dos dois filtros: se as


direcções de polarização são mesma, toda luz que passa pelo primeiro filtro passa
também pelo segundo. (Haliday, 1965, p.15)

Em uma placa de meia onda, os raios saem com uma diferença de fase de 180º que é o
mesmo que estar horizontalmente ao plano. (P.Tripler, 2009, p. 375)

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Conclusão
Pude concluir que, as ondas transversais podem ser polarizadas. Os quatro fenómenos
que produzem ondas electromagnéticas polarizadas a partir de ondas não polarizadas
são (1) absorção, (2) espalhamento, (3) reflexão e (4) birrefringência. Quando os eixos
de transmissão de dois polarizadores formam um ângulo, a intensidade transmitida pelo
segundo polarizador é reduzida por um factor cos2𝜃.

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Referencias Bibliográficas
HALLIDAY & RESNICK. (1960). Fundamentos de física, volume 4: óptica e física
moderna. 9ª edição. Rio de Janeiro: LTC, 2012.

Tipler, Paul A.; Mosca, Gene (2009). FISICA PARA CIENTISTAS E ENGENHEIROS
VOL.2. [S.I.:s.n] ISBN 9788521617112

Chacur, R. (2014). Física Geral IV comunidade da ciência brasileira. Disponivel apartir de


https://www.fisicaforlife.com/uk/Refletion/refration/ -pdf

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